All language subtitles for Pablo Trapero - Do Outro Lado da Lei (El Bonaerense-2002)

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Original subtitles

Para toda a fam�lia.

Calori e Medina, a dupla de comediantes do ano!

Acabaram de chegar da Rep�blica Oriental do Uruguai!

- E com a participa��o... - Zapa. O Polaco te chamou.

Anda logo!

- Vai! Anda logo! - N�o perca isso, Zapa.

- Fique ligado, Zapa. - Anda logo!

Sua bicha.

Aonde voc� foi ontem � noite? Voc� n�o estava no boteco.

- O que voc� estava fazendo? - E problema meu.

- Fala pra mim. - Qual �! Voc� est� com ci�me?

- N�o fique brava. - Eu n�o fico brava, estou s� falando.

- Gomez... - Voc� est� atrasado.

Polaco!

E voc� sente-se, babaca? Voc� n�o o viu quando entrou?

- Sim, eu o vi. - Ent�o?

- Qual o problema? - Escuta, o que voc� tem na cabe�a?

Qual o problema? Olhe a chave que voc� fez!

O qu�?

- � uma merda. - Est� bem feita, Polaco. Olhe.

Est� bem nada. Olhe os dentes dela. D� uma boa olhada.

- Vou faz�-la de novo. - Agora, n�o! Fa�a j�, Zapa!

O senhor tentou com a porta aberta, Sr. Gomez?

Sim, Zapa. Com a porta aberta, com a porta fechada...

tentei ontem � noite, hoje de manh�.

N�o sei o que vou fazer. Quem sabe chovendo funcione!

Muito bem.

Vamos ver.

Toda semana � a mesma coisa!

Dez anos trabalhando aqui, e ainda n�o aprendeu a limpar o banco.

- Deixou um pouco de sujeira aqui. - Sei, muito engra�ado!

Zapita, estes s�o os caras dos quais eu lhe falei.

- Como vai, garoto? - Oi.

- S�o de confian�a. Pode ir com eles. - Est� bem.

Ele vai com voc�s. Tudo certo.

- Vamos esper�-lo l� fora. - Eu j� vou.

Zapita... n�o se esque�a:

Leve duas brocas de 10 mm e duas de 13 mm.

J� chegamos na trava de seguran�a... Eu j� vou abrir.

- Est� pronto. - Legal.

Pegue suas coisas.

Com licen�a, pode tirar sua caixa? Isso!

- Est� tudo bem? - Est� tudo bem. Muito bem, garoto.

- Pode esperar l� fora? - E claro.

Ol�. Tudo bem?

Polaco...

Sou eu, o Zapa.

- O Polaco foi embora. - O qu�?

- Ele foi embora. - Pra onde ele foi?

Ele trancou a porta cedo e foi embora.

- Ele n�o lhe disse nada? - N�o.

Tem que dormir, m�e. N�o tem que se preocupar com nada.

Eu me preocupo e, seja como for, uma m�e... Bem, voc� sabe...

uma m�e passa toda uma vida se preocupando...

e pensando o que os filhos fazem. Eu quero saber!

- Est� tudo bem, tudo bem! - Quero que voc� me diga!

Eu lhe disse para colocar isso a�.

- A gente trouxe sorvete pra voc�! - D� a ele esse pequeno caminh�o.

Mam�e j� vem, por favor, fica calmo.

- Oi, Zapa. O que est� fazendo? - Bom dia.

- Tomando caf� da manh�? - Sim.

- Podemos entrar? - Sim. Entrem.

Fique aqui, Graciana. Vamos s� coloc�-lo no carro.

- N�o se preocupe, ele vai estar bem. - Sim, delegado. Sim, claro.

- Aonde v�o lev�-lo, delegado? - Para a delegacia.

- N�o se preocupe. - Est� em suas m�os.

Objetos pessoais...

O documento de identidade. Onde ele est�?

Um chaveiro...

uma carteira de couro...

duas notas de dois pesos...

uma nota de cinco pesos...

quatro parafusos...

duas arruelas...

uma moeda...

- Isso n�o � uma moeda. - � de fliperama.

Cinto e cadar�o?

O cinto e os cadar�os, Zapa! Vamos!

- Sobrenome e nome completo? - Mendoza, Enrique Orlando.

Mendonza, Enrique Orlando.

Tamb�m conhecido como Zapa.

N�o se preocupe, Zapa. Vai ficar tudo bem.

- Nacionalidade? - Argentino.

Argentino.

Sexo... masculino.

- Acabou o relat�rio? - Quase, delegado.

N�o o leve para cima. Traga-o para minha sala quando acabar.

Tudo bem. J� fa�o isso.

- Profiss�o? - Chaveiro.

Ol�! Como voc� est�?

- Voc� est� bem? - Bem.

Me d� 2 minutos, agente. Falarei com voc� logo, por favor.

- Claro, diretor. - Obrigado.

- Est� tudo bem? - Sim, tio.

Voc� j� � um garot�o, n�o �? Seu besta!

Eu lhe trouxe suas roupas e as outras coisas.

Mas temos de conversar, certo?

Polaco desapareceu. Mas n�o tem problema.

- Eu j� cuidei de tudo. - Obrigado, tio.

- Voc� est� feliz? - Sim, tio.

- Certeza? - Sim.

Deixe-me ver!

Est� certo.

J� chegamos. Voc� est� calmo?

- Sim, tio. - Est� bom, ent�o.

Quando voc� chegar em San Justo, procure o Pellegrino.

Entregue a ele este envelope. Ele saber� o que fazer.

Ele � uma boa pessoa e vai te ajudar muito, sabia?

- Voc� est� bem? Tem certeza? - Sim, estou bem.

Fique sossegado. Eu cuidarei da sua m�e e da fam�lia.

Obrigado.

Me d� um abra�o!

Boa sorte.

"DO OUTRO LADO DA LEl"

IGREJA JESUS � MEU SALVADOR

- O que deseja? - Procuro o Sr. Pellegrino.

- E o senhor �? - Diga a ele que sou o Mendoza.

- Bom dia. - Bom dia.

- Enrique Mendoza. - Mendoza? Qual Mendoza?

Ismael me mandou aqui.

O sobrinho de Ismael.

- Prazer em conhec�-lo. - Igualmente.

Tenho uma carta para o senhor.

Ele me disse que voc� teve um pequeno problema.

- Sim, nada s�rio. - Sente-se, vamos conversar.

Vai! Vai!

Vai! Vai!

Ganhamos! Ganhamos!

Vou coloc�-lo dentro. Por�m, sua idade � um problema.

- Quantos anos voc� tem? - 32.

Muito velho. Mas eu dou um jeito.

Enrique Mendoza.

Pode come�ar a fazer a papelada, mas h� um problema de idade.

- Quantos anos ele tem? - 32.

- Devemos colocar 28? - 28... Quer um cigarro?

Obrigada.

- Coloque 28, que est� bom. - Legal.

- Pode me dar seus documentos? - Sim.

- Est� calmo? - Sim.

Voc� n�o vai ter problemas aqui. As pessoas s�o legais, o lugar � lindo.

Molinari me deve uns favores, voc� vai estar bem.

- Pode me acompanhar, por favor? - Mas � claro.

Me larga!

Me larga, droga!

- Os documentos dele est�o certos? - Estar�o prontos em 72 horas.

- O que eu vou fazer com ele? - Coloque-o na administra��o.

Mantenha-o ocupado at� come�ar o treinamento dele.

Muito bem. Mendoza, quer ser um policial?

Sim, senhor.

Sabe onde voc� est� se enfiando?

- Voc� sabe? - Sim.

O que quer que eu fa�a? S� um segundo...

Aqui, na sua frente.

Esse � o Mendoza. Vai come�ar a trabalhar conosco.

D� a ele um uniforme e algum trabalho administrativo.

Certo, senhor.

- Est� bem? - Eu lhe agrade�o muito.

- Mendoza, bem-vindo a La Bonaerense! - Obrigado, senhor.

Que Deus o ajude!

Malvinas e Rota 3. Por precau��o.

- Comando 715980. - Certo.

Ve�culo interceptado em Malvinas e Rota 3.

As digitais v�o junto com a ficha, certo?

Depois voc� coloca o sobrenome e os dados mais importantes...

como n�mero de filhos, etc. Muito bem.

Depois as marcas de identifica��o...

Sei l�, se � manco, se usa �culos, se � vesgo ou gago...

O que voc� quiser. Depois onde ele fez o servi�o militar.

Sim, isso eu entendi.

N�o entendi a outra parte.

Uma coisa por vez. Voc� est� me ouvindo...

...ou esta olhando outra coisa? - Desculpe.

- Ou�a s�! - Sim.

Depois v�m as raz�es da pris�o. Pode ler, est� claro como �gua.

Entendi. Mas, por exemplo...

"Modus Operandi", o que significa?

"Modus Operandi" significa...

Por que voc� n�o olha o que � importante?

- Estou perdendo meu tempo com voc�! - Eu sinto muito.

Deixe comigo, chefe. Pe�o permiss�o. Voc� confia em mim?

- Est� arriscando sua vida � toa. - Caneva, venha comigo.

N�o vou fazer nenhuma besteira. Delegado, eu dou conta disso...

Venha logo, vamos!

Gallo! O que deu em voc�? N�o arrisque a sua vida!

Quando n�o � a viatura, � a gasolina. Estou de saco cheio!

O que est� acontecendo aqui? Ningu�m me ouve, droga.

� uma bagun�a, velho! Isto � uma bagun�a.

- N�o sei porque tem de ser eu... - Vou ser morto assim!

Ronco pediu um m�dico. Eu liguei para ele. Voc� n�o ligou?

N�o � meu trabalho ligar pro Ronco. Como quer que eu explique a voc�?

Quando vou enfiar isso na sua cabe�a?

Osorio, quando voc� vai entender? Me diga a verdade.

- Devo ir sozinho? - Algum de voc�s idiotas me ouve?

Estou me lixando para o Ronco. Voc� j� deveria saber disso.

O que quer que eu lhe diga? Pega um policial e d� o fora daqui!

- Como vou fazer voc� entender? - N�o.

- N�o o qu�? - Vamos caminhando? Pegar o �nibus?

Pegue o �nibus, ou v� a p�, n�o quero saber!

Voc� pode pegar um �nibus ou pode ir engatinhando se voc� quiser!

Mas v� � merda! Ser� que voc� entendeu?

E, se voc� n�o me ouvir, vou lhe falar o seguinte, Osorio...

eu vou tir�-lo daqui chutando a sua bunda!

Pegue esse a� e vai embora. Qual o problema?

Pega ele e vai embora! Agora, sim.

- Mas ele � novo! - Se manda daqui! Saia j� daqui!

- Voc� viu o Ronco? - N�o. Voc� n�o teve not�cias?

Fiquei no lugar dele ontem.

- Ele me sacaneou. - Por qu�?

Olha o que eles me mandaram.

Ele n�o serve para nada.

Olha essa gostosa aqui!

Vou ligar para ele esta tarde.

D� lembran�as a ele por mim.

- Como voc� est�? - E o senhor, sargento?

- Pegue um para voc�. - Para voc�.

� o curso de ver�o.

- Vai ter piscina, sauna... - Novato!

Voc� vai ver, eles v�o comer seu rabo.

- Vai se lavando. - Fique pronto, novato!

Muito bem, bando de lesmas! Voc�s v�o beijar meus p�s!

Mexam-se, arrastem o corpo! Rastejar, vamos!

Vai! Todos aqui! Todos aqui!

Voltem! Voltem!

Andem logo, seus animais!

Voc� a�!

B�pede incessante!

Pra baixo! Mas n�o encostem no ch�o!

N�o encostem no ch�o! Vamos! N�o encostem no ch�o!

O que foi? Por que voc� est� me olhando?

- Voc� est� a fim de mim? - N�o, senhor!

- Senhor, o qu�? - Sargento Instrutor!

Des�am!

Subam!

Des�am!

Fechem os punhos!

Fique assim, seu verme!

Ag�entem! Des�am!

Quando eu lhes perguntar de onde s�o, voc�s respondem de La Matanza!

Quero ouvi-los! Pra cima!

- Senhores, de onde s�o? - La Matanza!

A primeira hierarquia � a de cabo...

depois o primeiro-cabo...

seguido de sargento, primeiro-sargento...

- Qual � este posto? - Sargento.

O qu�? Sargento? Est�o rindo de qu�?

Quantas vezes eu vou ter de repetir! Cabo, a primeira hierarquia.

No artigo 81 do C�digo Penal...

h� outro tipo de homic�dio, chamado culposo...

ou seja, no qual h� morte al�m do dano.

Isso significa que existe o dano, por�m n�o a inten��o de matar.

Se tivermos uma discuss�o pol�tica...

eu o empurro e voc� cai, morre e parte o cr�nio...

minha inten��o foi de empurr�-lo, mas n�o a de mat�-lo.

A coca�na � um alcal�ide...

contido nas folhas de "Erythroxylon cocae".

Quimicamente, deriva da atropina.

� um estimulante cerebral muito forte...

e produz um efeito muito parecido com anfetaminas.

� um poderoso vasoconstritor...

um anest�sico, analg�sico...

O que � t�o engra�ado?

Novato, estou falando com voc�!

- Eu? - Sim, voc�.

Eu n�o estava rindo.

Continuem assim! Isso!

Falando, rindo e fazendo caretas!

Vamos ver se no dia da prova voc�s v�o rir tamb�m!

Todos os crimes que vemos diariamente...

Se voc� bobear, j� era.

Eles s�o muito espertos, todos querem acabar com voc�.

� assim. Voc� tem de ficar esperto.

O pior que pode acontecer com voc� � fazer her�i de um cr�pula.

Matam voc� por qualquer coisa.

Sempre vai ter um cara que quer virar her�i te matando.

- Querem subir na profiss�o. - Como assim?

S�o quatro: Tr�s deles matam o policial, o quarto leva tudo.

Isso aqui n�o � um barraco! Que bagun�a � esta aqui?

Voc�s s�o porcos? S�o animais?

Voc�s gostam de viver rodeados de lixo?

Isso aqui tem de ficar limpo, certo? Lmpec�vel!

Venham aqui. Expire!

E voc�. � melhor voc�s ficarem espertos!

Se eu os pegar bebendo, voc�s v�o se ferrar!

- Entenderam? - Sim, senhor.

- Como? - Sim, senhor.

Quem � ele? O que ele est� fazendo aqui?

Venha aqui. O que voc� est� fazendo aqui?

- Ele ficou aqui uns dias. - Como assim? Isto n�o � um hotel!

- Quem � voc�? - Novato Mendoza, senhor.

Novato uma ova! Os novatos est�o no treinamento.

- Onde est� a sua arma? - N�o tenho, senhor.

- Nome? - Enrique Orlando Mendoza.

Escute aqui, Mendoza, um policial sem arma n�o � um policial.

O que vai dizer ao bandido quando ele chegar perto? Que � um novato?

Quem o mandou aqui? Quem foi o imbecil que o trouxe aqui?

- O chefe, senhor. - O delegado Molinari, senhor.

- Muito bem... Me d� os pap�is. - Est�o na gaveta, senhor.

Eu n�o perguntei onde eles est�o! Disse para me entregar!

- A fechadura quebrou. - Eu estou pouco me lixando!

Quebre a gaveta!

Se o senhor me permitir, eu entendo do assunto.

- Pode abri-la? - Sim, senhor.

Muito bem, ent�o. Venha aqui, Berti.

Conseguiu? Bom menino, muito bem.

- Como voc� fez isso? - Sou chaveiro, senhor.

- Certo. Muito bem. - Desculpe, senhor...

Isto � para voc�.

- Voc� � chaveiro h� muito tempo? - Faz uns dois anos.

O que voc� est� fazendo aqui?

- Foi meu tio que me recomendou. - Seu tio?

- Quem � ele? - Ismael Mendoza.

- Ele foi diretor na For�a. - E mesmo?

- Quando voc� chegou aqui? - Alguns dias atr�s.

- Esses caras est�o te tratando bem? - Sim.

Est� bem.

Esta Browning 68 � minha arma pessoal. Vou te emprestar.

Quando eles te derem a oficial, pode me dar de volta.

- Legal. - Certo?

Voc� sabe como us�-la? N�o aponte para mim!

- Desculpe. Uma vez, no ex�rcito... - Vejamos, tente guard�-la.

- N�o estoure seus colh�es! - N�o, senhor.

- Sou o subdelegado Gallo. - Certo.

- Fecho a porta? - Fazendo o favor.

- Se cuida, certo? - Obrigado.

Vamos.

- Professora, quer uma ajuda? - Est� tudo bem, obrigada.

- N�o est� pesado? - N�o.

Posso ajud�-la de qualquer jeito?

- N�o, eu consigo. - Me deixe ajud�-la.

- Estou bem sozinha, obrigada. - Posso acompanh�-la?

- Eu consigo sozinha. - Tem certeza?

Sim.

Isso que � servi�o, n�o �?

- Ela � uma gata, n�o �? - Ela �!

- Estou transando com ela. - N�o me diga.

- � s�rio. - Voc� est� transando com ela?

Desde que eu cheguei aqui.

Ao interceptarem um carro particular, sempre se aproximem pela esquerda.

Ou seja, o ve�culo deve estar posicionado � direita...

e a viatura no lado esquerdo.

Certo, vai.

Seu imbecil retardado!

Fa�a tudo de novo. Mexa-se!

Esta � uma cilada mortal: A porta.

Se ficarmos por muito tempo aqui parados, seremos mortos.

Segure sua arma a 45 graus, certo?

A 45 graus. Tire a arma!

N�o aponte para mim, porque morre!

D� uma olhada r�pida. Muito r�pida.

N�o mais que isso. A ordem entre voc�s �:

"Me cobre! Olha!"

Eu olho, cubro...

Isso aqui � cobrir, isso aqui � olhar.

Cuidado com sua arma.

Segure com for�a.

Como eu lhe ensinei, polegar sobre polegar.

Polegar sobre polegar. Desse jeito, voc� vai arrancar o dedo.

Animal! Idiota!

Ou�a-me, Mendoza, quantas vezes eu vou ter que lhe dizer?

Voc� vai tomar cuidado para n�o ser morto?

Sim, Sargento Instrutor.

Quer chegar longe na pol�cia? Se continuar assim, vai morrer!

Colocar os protetores de ouvido.

Apontar armas para o alvo...

Colocar pente!

Tirar trava de seguran�a!

Olhar na mira... Disparar � vontade!

N�o com a trava, imbecil!

- Aonde voc� vai, novato? - Rota 3 e General Paz.

- Quer carona? - N�o, tudo bem.

Eu vou te levar.

N�o.

- Por que n�o? - Me larga!

N�o quero solt�-la.

N�o!

- Vai! Vai! - Aqui?

Muito gostoso!

J� chega! Me larga! Me larga! N�o quero!

N�o quero...

N�o quero...

N�o, n�o. Chega! N�o quero. N�o quero.

- O que est� acontecendo? - Filho da m�e!

J� chega! Vai, separem-se!

- O que foi? Vem aqui! - Se mete com a minha mulher, puto!

- Ent�o, � quest�o de mulher? - Sim, senhor.

- Voc� quer ir em frente? - Sim, sargento instrutor!

Briguem, ent�o.

J� chega! Voc�s v�o se ver comigo!

Quem der a pr�xima porrada vai se ver comigo!

Acabou. Afastem-se!

Voc�s dois venham me ver mais tarde.

Casares, Gonzalez... N�o tem Mendoza.

Primeiro-cabo, a senhora me disse para vir hoje. Semana passada.

Sim, mas o seu nome n�o est� na lista.

N�o est� com os outros envelopes. Tem que vir na pr�xima segunda.

- E o Natal? - Volte na pr�xima semana.

- Desculpe? - Volte na segunda.

A senhora me prometeu que o envelope estaria aqui hoje, segunda-feira.

- � meu 3� m�s sem pagamento. - Eu j� lhe disse que �amos conversar.

O que acontece � que preciso pagar o aluguel.

Eu j� lhe disse isso, Mendoza. Quantas vezes direi isso a voc�?

Voc� acha que porque estou aqui algu�m liga para o que eu digo?

Bem, n�o escutam. Tenha um pouco de paci�ncia.

S� quero passar um Natal em paz. � a �nica coisa que eu pe�o.

Certo.

Espere por mim l� fora. Vamos conversar.

- O senhor me chamou? - Que aconteceu com o Mendoza?

Por que ele n�o recebeu o pagamento?

- Olhe, eu n�o recebi nada. - � voc� est� � toa aqui?

- � claro que n�o. - "� claro que n�o?"

Se a senhora n�o fizer o seu trabalho, o RH esquece Mendoza.

Ele � um de n�s, entendeu?

- Sim, senhor, mas... - Sem desculpas, Marina!

Sem desculpas, voc� � a respons�vel.

- Domenico, voc� recebeu o pagamento? - Sim, senhor.

- Ramirez? - Sim.

- Mendoza, voc� recebeu? - N�o, senhor.

Pague a ele adiantado do nosso caixa, certo?

- Sim. Posso ir agora? - Sim, vai.

Mendoza...

n�o vai gastar como esses idiotas.

Vai.

- Obrigado, senhor. - Fa�o o que eu posso.

V�o passar o Natal a�?

Bem, mande lembran�as ao tio Ismael.

Sim, eu sei. Escuta... Tem not�cia do Polaco?

Nada.

Bem... Feliz Natal, m�e!

- Pegue isso, presente de Natal. - Obrigado.

- Vou te deixar isto. Te vejo amanh�. - At� amanh�.

- Voc� n�o est� de folga? - Sim, mas n�o tenho nada para fazer.

- E a sua fam�lia? A sua casa? - Eles moram muito longe.

Onde vai passar o Natal?

N�o sei.

No corredor � direita.

Vai!

Esperem! Rosto na parede!

Esperem pelo policial de plant�o.

- N�o sei onde est�. Por favor! - Tente ficar calma, e vai melhorar.

Espere na fila, por favor. Eu vou atend�-la, mas espere na fila.

Espere um segundo, por favor. A senhora quer um formul�rio?

Venha aqui e preencha o formul�rio. Pronto. Podem preencher.

Poderia dar um espa�o? Eu j� atendo voc�.

Voc� acha que eu tenho tempo para ficar o dia todo aqui?

Senhorita, por favor, vai me ouvir?

Estamos fazendo nosso trabalho. Por�m, olhe...

- A senhora sabe que dia � hoje? - N�o me importa.

Voc� � paga para me atender. Voc� � jovem, � o seu trabalho.

Voc� deve nos dar aten��o. N�s pagamos seu sal�rio!

Poderiam ser mais generosos!

Professora? � seu aluno, o novato Mendoza.

Garoto, chame o seu chefe. Quero falar com uma autoridade!

...feliz Natal para voc� e a sua fam�lia...

seja como for, feliz Ano Novo! Estamos muito ocupados aqui.

- Faz 3 horas que estamos aqui! - Estamos bem. Feliz Natal!

At� mais.

Garot�o, voc� est� tirando sarro da gente?

- Acende e joga uma bombinha. - Isso mesmo, vamos jogar.

- Que droga! - Este pode ser nosso �ltimo brinde...

- N�o diga isso, cara. - As coisas v�o melhorar, vai ver.

O senhor sabe por que, delegado. Sabe, sim.

As criaturas celestiais das quais voc� sempre est� falando.

S�o seres celestiais e vir�o a n�s...

e nos levar�o aonde n�s pertencemos.

Milh�es de anos atr�s, elas nos trouxeram a este planeta.

Agora vir�o at� n�s.

E se eu n�o quiser ir? Por exemplo, voc� iria?

Se eles me levarem, estarei pronto para a grande viagem.

Eles vir�o nos buscar antes que o Apocalipse aconte�a.

- V�o levar todos n�s? - Sim, todos n�s.

Os paraguaios, chineses e os judeus tamb�m?

Mas essa diferen�a racial � mundana, terrestre.

- Caneva, voc� bebe? - N�o, senhor. N�o, senhor.

Vou me ferrar no r�veillon, ent�o hoje vou cair fora.

- Feliz Natal! - Passe bem, passe bem.

Feliz Natal para todos!

- Boas festas! Feliz Natal! - Molinari, feliz Natal.

Nas Cordilheiras, h� um vulc�o...

embaixo do vulc�o, h� uma cidade subterr�nea.

E a� eles t�m uma base de opera��es...

de onde sobem e descem discos voadores.

- Sim, mas algu�m j� os viu? - Muita gente j� viu!

Muita gente. Valeria Linch, por exemplo.

Sete, seis, cinco...

quatro, tr�s, dois, um...

Feliz Natal! Feliz Natal!

Feliz Natal!

Feliz Natal!

Tchau. At� mais.

Tchau, papai. Feliz Natal!

- Est� dif�cil, cara. - Tem que ser voc�, idiota!

N�o vou telefonar para ela.

N�s telefonaremos e diremos para ela que venha, pronto.

V� em frente, ligue para ela! Claro, que ela venha j�!

Feliz Natal!

A R�dio Bolivariana, a sua r�dio na zona oeste da grande Buenos Aires.

Aqui um grande abra�o do controle, feliz Natal a todos!

Temos uma liga��o de Dom Jairo, da Col�mbia, querendo mandar...

uma sauda��o para sua m�e, na Col�mbia...

Pare, pare, n�o seja imbecil!

- Solte-me, solte-me! - Pare! Pare!

- Pare, idiota! - Me solte!

- Solte-me. - Pare! Pare!

Estamos aqui para resolver os problemas da comunidade...

porque somos parte da comunidade.

N�o podemos ter confronto entre a institui��o policial...

e os cidad�os comuns, honestos.

Os problemas n�o podem ser resolvidos nem com debilidade...

nem com tiros f�ceis. Certo?

Estamos numa nova etapa...

na qual devem mandar uma moral e uma �tica.

Correto?

O que eu quero � que voc�s tenham conduta e disciplina.

Agora n�s vamos praticar disciplina.

E quem n�o gostar que pe�a transfer�ncia.

E para quem for um problema pode tamb�m se retirar.

Eu vou ser dur�o.

Em suma, o que estou pedindo...

� que voc�s fa�am sacrif�cios.

E vou ser um exemplo. Isso � tudo.

- Delegado, posso tirar uma foto? - Sim, � claro.

Dou-lhe as boas-vindas em nome de todos.

Bravo, inspetor!

- Bem-vindo. - Comiss�rio, bem-vindo.

- Est� complicado. - Se est� complicado, n�o interessa...

...tente resolver. - Eles est�o ficando dif�ceis.

Ou�a, Caneva. Como � que vai ficar?

Estou lhe dando uma ordem. Cumpra-a!

Divis�o de roubos e furtos, preciso de sua assinatura.

Claro.

- Bom dia, Mendoza. - Desculpe-me, bom dia, senhor.

Eis o senhor Caneva, voc�s j� se conhecem, n�o?

Bom, este homem � de minha absoluta confian�a.

Eu quero que voc�, a partir de agora, obede�a tudo que ele lhe disser.

Ele � o encarregado de casos delicados, investiga��es especiais.

Assim, quero que fique por dentro do assunto. Est� bem?

- Sim, senhor. - Compreendeu?

- Sim... - Tinha outra coisa...

- Voc� � chaveiro. Conhece o of�cio? - Isso mesmo.

Eu preciso da sua ajuda na reparti��o para consertar algumas fechaduras.

Pode fazer isso? Espere um pouco l� fora.

Estou todo sujo aqui!

N�o tem que falar nada, � s� fazer! Cumprir a ordem.

- Tudo bom? - Tudo bom?

- Sou Mendoza. - E o que voc� quer?

Eu sou...

...ajudante do Caneva. - Caneva?

- E por que ele n�o veio? - Ele est� l� fora.

- Por que ele n�o entrou? - Ele est� l� fora, esperando.

Anda, v� busc�-lo.

Como vai, gordo?

- Como vai? - Tudo bem?

Aqui est�.

Grande cara!

- A "crian�a" vir� da pr�xima vez. - Bem.

Olha o que eu tenho, papai.

O envelope do qual voc� gosta muito. Guarde-o em um lugar seguro.

De hoje em diante, � o Mendoza que vir� para c�...

periodicamente. Far� neg�cios com voc�.

- N�o ter� problemas. - Ele � novato?

Sim, mas � de minha confian�a.

Ele est� conhecendo a �rea.

Vamos, j� chegamos.

Amor!

Julian... Ei, beb�!

- Vamos para a cama? - Quem � esse?

Um amigo. Ai, beb�!

Espera um segundinho...

- Vamos comer algo? - Claro.

Voc� quer?

Por que n�o me contou sobre o seu filho?

N�o houve oportunidade.

- Quantos anos ele tem? - Dez. E seu nome � Julian.

Com licen�a, senhor.

- Precisava de mim? - O que aconteceu?

- O �nibus quebrou. - Voc� viu que horas s�o?

Sim, mas, na verdade, tive que pegar dois �nibus para vir pra c�.

Como dois �nibus? Voc� s� precisa de um e vem direto!

Voc� nunca vai deixar de ser um caipira, droga?

- Est� bem, senhor. Isso � tudo? - Feche a porta.

- Tudo bem com o Caneva? - Sim. Por qu�?

- Nada de estranho? - N�o.

Olhos abertos e boca fechada.

Voc� se reporta s� a mim. Est� claro?

Na antig�idade, as pessoas costumavam adorar a lua.

Voc� pode v�-la claramente hoje.

Essas coisas ficam observando a gente, Caneva?

Eles est�o sempre com as antenas...

De olho em tudo que fazemos e falamos.

� por isso que eles est�o t�o bravos com nosso comportamento.

- Olha. - Espera...

- Qual voc� acha melhor? - Vamos ver se fica bom em voc�.

Deixa o macarr�o a�.

Vejamos. Me mostra.

N�o se mexe.

- � para se proteger. - Nada mal! Pronto.

- S�rio? - Vamos embora.

Espera... Espera. Quero ver voc� com essa gravata.

Oh, juremos com gloria morrer Oh, juremos com gloria morrer

Agora, vamos dar in�cio � entrega dos diplomas...

aos novos oficiais de pol�cia da prov�ncia de Buenos Aires.

Policial Mendez, Sixto Omar.

Obrigado.

Policial Mendoza, Enrique Orlando.

- Parab�ns! - Obrigado, senhor.

Policial Petraca, Gustavo Ricardo.

- Parab�ns, policial! - Obrigado, senhor.

- Parab�ns, policial. - Obrigado, senhor.

Obrigado, senhor.

Como vai? Tudo bem?

Tudo bem, cara?

Obrigado!

- Minha m�e. - Prazer em conhec�-la.

Minha professora.

- Meu tio Ismael. - Prazer em conhec�-lo.

- Parab�ns! Espero que ele se cuide. - Obrigado.

Obrigado por isto. N�o preciso mais de um.

- Obrigado. - Me agrade�a depois.

E a�, tio?

- Onde voc� estava? - Dan�ando com mam�e.

Voc� est� se divertindo?

- � um lugar lindo. - Voc� gostou?

Adorei. � muito lindo.

Escuta, voc� teve alguma not�cia do Polaco?

- O qu�? - Soube alguma coisa do Polaco?

N�o. A �ltima vez que eu o vi estava no boteco de Gonzalez.

- Voc� falou com ele? - N�o falei.

Ent�o, voc� n�o ouviu nada? N�o soube de nada?

Nada. S� soube que est� em Buenos Aires.

Ele est� em Buenos Aires!

- O que ele est� fazendo aqui? - N�o sei.

Filho da m�e!

Vou matar o filho da m�e se eu cruzar com ele!

Est� em Lan�s. Em Lan�s.

Viemos para a festa do meu sobrinho.

� a festa do meu filho tamb�m.

Fant�stico! Ele tamb�m recebeu o diploma?

- Tamb�m. - Que legal! Parab�ns!

- N�o esque�a que tem que voltar. - Me deixe em paz. Ele � um saco!

- Ele est� com ci�me. - Eu tamb�m acho...

Tamb�m acho que est� com ci�mes. N�o pode ver a gente feliz.

- Tem que ficar muito boa. - Est� indo bem. Pronto.

- Tire uma foto linda! Vai! - � isso a�!

N�o, p�ra!

- Espere! Mais uma! - De novo, de novo!

- Outra! - Vai caber todo mundo?

- Isso mesmo, vai. - Mais uma.

- Muito bom. - Isso.

- Quem vai levar a senhora? - Pode ir com ele.

Parados! Contra a parede!

Me d� essa garrafa, vamos.

Contra a parede! Abram as pernas!

Fique parado!

- De onde voc� �? - De La Ferrere.

- De onde? - De La Ferrere.

- Para onde voc�s v�o? - Vou comprar cigarros.

- Onde? - Dar uma volta.

Dar uma volta ou comprar cigarros?

- Vamos para a pra�a. - Ponham as m�os atr�s da cabe�a!

Voc�s tr�s, voc� tamb�m! Abram as pernas! Vamos!

- O que temos aqui? Quero ver! - N�o tenho nada.

Reviste-os, reviste. Entre as pernas.

Vamos! Pro ch�o!

Vamos.

Deixe-me ver os t�nis.

Vamos?

- Espere. - Vamos.

- Olhe a vizinhan�a! - Vai logo!

Podem passar.

Me d� a m�o. Um, dois, tr�s!

- Quanto �? - Um peso.

- Obrigada, tchau. - Tchau.

Voc� finalizou o curso. Agora, voc� � policial.

E todos os policiais passam o tempo com vadias.

Tudo bem, e voc�?

- Voc� tamb�m � uma policial! - Sim.

- E da�? - Est� certo, mas a grande maioria s�o:

...uns filhos da m�e. - Posso ser como voc�, n�o �?

- N�o pode. - Como voc� sabe disso?

Como voc� sobe uma escada? Eu n�o subo na escada.

Como desce uma escada? Eu n�o des�o na escada.

Como voc� caga? Eu n�o cago. Voc� se ferrou! Vai cagar!

Voc� que � esperto. O macaco � um quadr�pede ou tem duas pernas?

- � um "b�paro"? - Um b�pede, Marina...

Um b�pede, Marina!

Os macacos evolu�ram atrav�s da escala da pr�pria esp�cie.

E alguns seres humanos, ou "b�pedes sem penas"...

realmente foram al�m do est�gio dos primatas.

Peguemos o Lanza, por exemplo.

O come�o dele foi bastante preto, por�m depois entrou para a pol�cia.

Ele evoluiu! Estudou com for�a de vontade, e olhem para ele agora!

Lanza � um claro exemplo de algu�m...

que n�o quer ser mais um simples preto sem valor!

Eis a verdadeira democracia, a possibilidade de evoluir...

sem importar sua condi��o gen�tica.

Ele � preto, por�m n�o � um preto imprest�vel!

- Est�o vendo? Eu n�o sou racista... - Mas por que o chamou de preto?

Ele � loiro, ent�o?

- Eu n�o acho que ele seja preto. - Tome isso! Que bobagem...

O que � esta bagun�a aqui? O que est� havendo aqui?

- Caneva! - Sim, senhor delegado.

J� acabou a sua festa?

O jantar estendeu-se um pouco.

- Limpem este corti�o! - Vamos juntar tudo, senhor.

- Ol�. - O que voc� trouxe para gente?

Um bagulho novo. Tem coisas. Voc�s v�o ver.

Voc� � novo, n�o �?

- Vamos ver algumas armas. - S�o lindas mesmo.

Trouxe algumas. Umas Glocks...

- Com laser? - Com laser...

Voc�s v�o gostar dessa daqui...

Uma arma de um oficial de pol�cia.

Voc�s podem compr�-la e us�-la sem problemas.

Olhem. � uma 9 mm, de 13 disparos. Vem com dois carregadores.

- Sempre aponte nessa dire��o. - Certo.

Ol�, novato. Segure a arma corretamente!

Que beleza de carregador!

- Eu tenho a oficial. - Com ela voc� nem pode se suicidar!

Esta daqui � velha. Olhe, essas s�o novinhas.

� muito linda, mas...

- Podemos descontar do seu sal�rio. - N�o posso pagar, delegado.

Pode ser deduzido diretamente do seu sal�rio. N�o precisa pagar.

Eu gostei de verdade, mas n�o d� para pagar.

Espere. D� a ele um desconto.

- J� est� barato. - Fa�a isso, � um dos meus homens!

Deixe-o segur�-la. N�o pense mais.

� s� assinar, e � sua.

Mendoza, quero te apresentar.

- Policial Mendoza... - Mendoza.

- Adriana. - Mendoza, como vai?

- Voc�s ainda n�o se conheciam? - N�o.

- Ligue para mim... - Que horas voc� vai voltar?

- N�o sei, sei l� a que hora. - O anivers�rio...

Certo. At� mais.

- Volto � noite. - Ent�o, vou ter de ir sozinha?

- N�o, espere-me. Me liga no escrit�rio. - Certo. At� mais.

- Tchau. - Tchau.

- Voc� j� recebeu o pagamento? - Recebi ontem.

Muito bem.

Isto � por suas horas extras.

Agora, pode alugar um lugar decente para voc� dormir.

Eu j� andei olhando por a�...

mas todo mundo pede uns tr�s meses de aluguel como dep�sito.

J� lhe disse para ir ao Ramigliatti...

diga que eu o mandei. Eu resolvo isso do dep�sito.

- Legal. - Voc� n�o pode viver assim.

- Certo. - Voc� entendeu?

- Sim. Com licen�a, chefe. - Sim.

Mais uma coisa... n�o sei o que tem de errado com o Caneva.

Ele est� me deixando louco.

Falando da lua e todo esse papo louco!

Estou pensando seriamente em me livrar dele, certo?

Voc� acha que faria o trabalho dele?

- Ficar no lugar dele? - Sim.

- Se voc� disser que... - Sim, com certeza.

- Certo, eu posso fazer isso. - Voc� acha que pode?

- Boa tarde. Sr. Mendoza? - Isso mesmo.

- Muito prazer em conhec�-lo. - Tudo bem?

- N�o � aqui, � nessa porta ao lado. - Perfeito.

- O Sr. Gallo me falou de voc�. - Muito bem.

- Voc� j� olhou a vizinhan�a? - Um pouco.

Voc� n�o ter� problemas aqui. Tem muitos �nibus...

supermercados e tudo que quiser.

Este aqui � o pr�dio. Tem muitos apartamentos.

Por�m a maioria est� vazia.

Tem s� uma psic�loga e o seu apartamento.

- Legal. - Voc� n�o ter� nenhum problema.

Com licen�a...

Como voc� pode ver, entra bastante luz aqui.

A vista dele d� para o quintal. Vamos arrumar a persiana para voc�.

� um apartamento grande, 30 m�.

Com muita claridade.

N�s j� falamos com o Gallo sobre o dep�sito.

Voc� gostaria de assinar o contrato agora mesmo?

500 litros est� bom para uma semana.

- N�o � muito... - Vamos ser flex�veis. 800 litros.

Voc� me surpreende. Por que n�o arredondar para mil?

- N�o h� muita diferen�a. - Certo, ent�o?

Vamos brindar com um bom u�sque!

- Com certeza! - Com um bom u�sque?

Que seja com um jantar, pelo menos.

J� fizemos neg�cios antes.

- Passa o ado�ante, Mendoza. - N�o tem mais.

- Voc� viu? - N�o tem mais ado�ante.

Este � o policial Mendoza. Meus amigos...

- Muito prazer em conhec�-lo. - O prazer � meu.

- Ele est� no lugar do Caneva. - O que aconteceu com o Caneva?

Estamos renovando o nosso pessoal. Ajustando algumas coisas!

Voc� conhece o Gallo, n�o �?

- Agora sou o assistente dele. - S�rio?

Muito prazer em conhec�-lo.

O fato � que primeiro foi o Navarro...

depois foi o Guerra e agora �... Qual � o seu nome?

- Mendoza. - Um Mendoza novo.

Quem ser� amanh�? Jo�ozinho ou Pedrinho? Sei l�.

- Est� certo. - O que posso fazer por voc�?

Voc� � quem sabe.

Me diga voc�.

Eu n�o sei o que � que voc� procura. Quer uma bebida?

- Voc� conhece o Gallo, n�o �? - Sim, � claro.

Est� bem. Podemos cham�-lo se voc� quiser.

- O que acha? - N�o, isso n�o vai ser necess�rio.

Se voc� quiser me acompanhar e tomar uma ta�a de vinho.

Mas eu vou embora se o delegado chegar.

Vamos fazer o seguinte. Vamos falar em outro lugar. Aqui tem gente.

- Vamos para outro lugar? - Perfeito.

- � por minha conta. - Est� feito!

- Voc� vai trabalhar amanh�? - Trabalho no turno da noite.

Vou estar livre toda a manh�.

Obrigada por me acompanhar. Tchau. O qu�?

- O que foi? - Onde?

- Qual o problema? - N�o quero que voc� fique aqui hoje.

Eu tenho de acordar cedo...

Quero ficar sozinha.

Vamos fazer o seguinte: Vamos tomar um caf�, e...

Vai, vamos entrar.

- Caf�? - N�o.

Que tal um ch�, ent�o?

- O que voc� quer, ent�o? - Nada.

Qual o problema?

N�o tenho problema.

- Voc� tem certeza? - N�o gosto do que est� fazendo.

O que estou fazendo?

- Voc� sabe. - N�o, n�o sei.

Sim, voc� sabe.

Chega! Chega!

Por favor! Por favor!

- Por que est� acordado? - Estou jogando cartas.

E da�?

Estou jogando cartas porque n�o estou com sono.

- Por que voc� n�o vai para a cama? - Quem � voc�?

- V� embora daqui! - Certo, mas vai dormir.

- N�o, vai embora daqui! - Certo, eu vou embora.

V� se danar, policial filho da m�e!

Mendoza, tem algu�m te procurando.

- Quem? - Um homem.

Filho da m�e! O que voc� est� fazendo aqui, Polaco?

Tamb�m foi dif�cil para mim.

Eles levaram tudo.

As roupas...

a m�quina, levaram tudo. Eles fecharam a loja.

- E da�? - O qu�?

Olhe para voc�! Olhe!

Voc� se saiu muito bem, Zapa.

N�o � verdade? Olha para mim e olha para voc�.

Se n�o fosse por mim, voc� n�o seria um policial.

- Me d� um tempo, vai! - O que � que voc� quer, Polaco?

Eu n�o conseguia dormir pensando em voc�.

Nem me masturbando!

Polaco... estou em servi�o.

- V� embora daqui! - O qu�?

- Eu disse para voc� ir embora! - O que foi?

Espera, n�o v� embora, n�o!

- O que voc� quer? - Tenho um trabalho.

� um grande trabalho.

- � para n�s dois. Vamos nos salvar. - Fala baixo!

N�o seja t�o babaca.

Voc� n�o confia em mim? Vamos nos salvar.

N�o seja babaca.

N�o seja babaca. Este � realmente grande, de verdade.

V� se danar, Polaco!

Mendoza, qual o problema, cara?

Briga em Casanova, na Rota 3.

Ligue a sirene.

O que foi, droga! Todos no ch�o!

Parecem mo�as! O que � que eu disse!

Fiquem todos no ch�o!

Pare, merda!

O que deu em voc�? Tire a sua arma, Mendoza!

Fique parado! Fique parado!

- Vou acabar com voc�! - Pare, pare!

Cale sua boca!

N�o se mexa! N�o se mexa!

P�ra com isso, vai mat�-lo assim! Seu filho da m�e!

Quem se mexer, morre!

Sou Mabel, agora n�o posso atender. Deixe a sua mensagem.

Mabel, escuta. Voc� tem meu n�mero de telefone, n�o �?

Eu j� te liguei tr�s vezes.

Por favor, me liga.

At� mais...

- Quem �? - Sou eu, Zapa.

- O que voc� quer? - O qu�?

- Por favor, v� embora! - Me d� s� cinco minutos.

- Certo. Tchau! - Voc� est� me ouvindo?

Mabel, abre a porta.

Filha da m�e. Mabel?

- O que voc� quer? - Abra! S� quero cinco minutos.

Estava dormindo. N�o.

- N�o consigo te ouvir. - Outro dia.

Como outro dia?

- A gente se fala outro dia. - S� cinco... Des�a e conversamos.

- Eu n�o quero te ver mais aqui. - Voc� enlouqueceu?

V� embora! Eu n�o quero te ver de novo, caramba!

V� e chore no ombro do Gallo!

E j� para dentro, estou de saco cheio disso!

Ela vai me ouvir, filha da m�e!

Abre!

Sua vadia retardada, abra a porta!

Venham!

Abdala e Lanza, por esse lado. V�o pela ponte.

Temos um oficial ferido. Pegue-o! R�pido, vamos!

O que voc� est� fazendo? Me d� um pouco de luz aqui!

Cubra-me! Zapa, venha comigo!

Zapa, tira a arma, imbecil!

Pare a�!

Fique aqui!

Fique aqui, eu vou por esse lado. Fique aqui, Zapa.

Anda logo, Lanza!

Eles iam nos matar, n�o iam?

Quem ia te matar? Esse lixo humano, seu besta?

Eles estavam mortos de medo. Estavam em p�nico.

Se entregar foi a melhor coisa que eles fizeram. Entendeu?

- Est� melhor? - Sim.

- Chefe... - O que foi?

Agora que est� tudo mais tranq�ilo, preciso lhe contar algo.

- Apareceu um cara a�. - Quem?

Era meu patr�o l� na minha cidade.

Ele est� aqui.

Aqui n�o tem merda nenhuma, Polaco.

Est� l�. J� viu?

Espere.

Vai, junta. Junta, junta. Tenha cuidado...

Entregue isso. Vamos embrulhar tudo.

Me d� aqui.

Embrulhe.

A lanterna.

Pegue a lanterna...

...vamos sair daqui. - Espere, eu vou sair primeiro.

Anda logo.

Anda logo, Polaco.

O que � isso, idiota? Escuta aqui, tira isso da�!

- Tira isso da�! - Agora � a sua vez.

O que voc� acha? Fique calmo. Assim eu gostei.

Voc� est� bem, n�o?

- Tudo bem? - Como vai, delegado?

Desculpe o atraso.

- Quem � ele? - Fique tranq�ilo, cidad�o.

Me mostra, ent�o.

- Juntou tudo? Quanto �? - Voc� armou para mim!

A gente n�o contou. Calado! O qu�?

O que voc� est� fazendo?

- Filho da m�e, pare! - Acalme-se, Mendoza.

- N�o se mexa! - Voc� ficou louco?

Cale-se e fique calmo.

Voc� confia em mim, n�o �? Fique calmo.

Fique tranq�ilo.

Mendoza, pegue.

Pegue a arma. Isso, assim. Certo?

N�o se preocupe...

Tudo vai dar certo. N�o se preocupe. Confie em mim.

Mendoza, voc� j� est� de volta?

Certo? Gallo j� est� vindo.

- Como voc� est�? - Bem, obrigado. E voc�, delegado?

- Muito bem. E o relat�rio do dia? - Pode pegar, delegado.

Tenho boas not�cias para voc�.

Vou ler para voc�. "Ap�s a a��o her�ica do policial com n� 124443...

Mendoza, Enrique Orlando, no decorrer...

considerando seu desempenho, neutralizou a a��o de um elemento...

enquanto protegia a integridade de seu superior...

a continua��o, o ministro de seguran�a...

chegou � decis�o de promover o oficial Mendoza...

� posi��o imediata de superior de cabo...

como reconhecimento por seu servi�o corajoso.

Comunicado, arquivado." Parab�ns!

- O documento. - Precisa de duas assinaturas.

Assine... Aqui e aqui.

Agora sim! Tenho um presente pessoal para lhe entregar.

S�o suas ins�gnias de cabo, para voc� n�o ter gastos extras.

- Para voc�. - Voc� acha?

O senhor acha, delegado? E a minha transfer�ncia?

N�o h� novidades ainda. Com licen�a.

Meu amor! Estou t�o feliz!

Voc� est� mancando?

- Est� muito quente! - E mesmo?

- Por�m a sua perna d�i. - O molho est� com cara boa!

Sim, mas se a perna doer deixa que eu lhes sirvo.

- Chegou o espaguete? - Olhem quem est� aqui!

O velho e bom Zapa!

- Caiu um pouco de vinho. - Como vai? Quanto tempo.

- Ol�, tudo bem? - Trouxe isso para voc�.

- Bem-vindo. - Bem-vindo.

- Como v�o as coisas? Como vai voc�? - Como voc�s est�o?

- Bem, bem. - Passe, passe.

- Tudo bem? - Tudo bem?

- Bem, muito bem. - Tudo bem?

- Oficial, como vai? - Bem. Sentem-se, sentem-se.

- Desculpem o atraso. - Um pouco de vinho?

O espaguete est� com um aspecto muito bom. Feito em casa?

Sim. Eu fiz o molho de tomate tamb�m.

Vamos fazer um brinde!

Um brinde a este momento...

a todos voc�s que est�o aqui e � promo��o do meu filho!

- Ao cabo Mendoza! - Porque, de agora em diante...

voc� � um novo membro de nossa for�a.

Muito bom!

- Sa�de! - Ao meu filho e � sua promo��o!

- Um aplauso! Certo? - Isso mesmo!

- Zapa, como voc� est�? - Bem.

- Vamos servir? - Sim.

- Cuide-se. - A gente se v�.

At� mais.

legenda ripada por: ddonato Movimento Cinema Livre

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