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CAVALGADA PARA O INFERNO
Saiam da rua.
V� para casa, Johnny.
- Viu o duelo? - De dentro da delegacia.
Foi justo?
Alguns chamam de assassinato.
A lei chama de morte. H� uma diferen�a.
- Voc� fica do lado da lei? - Fico.
Eles v�o ter que aparecer.
Algum dia.
- � uma bela cidadezinha. - Pretende ficar muito tempo?
At� o nascer do sol. Vou para Montana.
- H� um caminho mais curto. - Este era o �nico caminho.
Voc� sabia que ele o esperava.
Durango disse que voc� matou um amigo dele.
Ele matou um amigo meu.
O duelo foi justo. Eu prometi que seria assim.
Voc� podia ter evitado a cidade
Se voc� der voltas, vai olhar para tr�s.
H� sempre algu�m � � sua ca�a.
- Mais alguma coisa? - N�o.
Mas um sujeito quer falar com voc�.
Durango n�o fez amigos na cidade.
Talvez algu�m queira fazer fama.
Tamb�m deve ter muita gente assim.
Tem mesmo.
Antes de ir, diga quem � o sujeito.
Ele � velho, veio do Leste.
Est� esperando l� em cima, no quarto do fim do corredor.
� melhor que a porta esteja aberta.
Est�, sim.
- Queria me ver? - Eu queria ver o vencedor.
Ningu�m vence um tiroteio.
Voc� parece muito cuidadoso.
Eles d�o duas op��es: ser cuidadoso ou morrer.
Soube que o homem que matou tinha uma bela reputa��o.
- Ele era dos bons. - E voc� � melhor que ele?
Vou acabar morto como ele. Quem e voc�?
- Meu nome � John Forbes. - Isso n�o me diz nada.
- De onde vem? - Da Filad�lfia.
- Tenho um servi�o para voc�. - Eu tenho um servi�o.
Estou levando um rebanho at� Abilene.
Quanto vai ganhar?
US$ 100 em ouro mais despesas.
O que me diz de ganhar US$ 25 mil?
Deve sentir muito �dio para pagar tanto assim.
Aonde pensa que vai?
Contrate outro pistoleiro, senhor.
O homem que quero encontrar � meu irm�o.
Eu o quero vivo.
Procure o senhor!
Procurei por quatro meses, n�o posso mais.
H� trinta anos, meu irm�o desapareceu.
De vez em quando, chegavam not�cias dele.
De Cingapura, Paris, Austr�lia.
Ent�o passei dez anos sem nada.
Nunca passei do Mississipi nem das montanhas.
H� cinco anos recebi uma carta de San Vicente no M�xico.
Mandei um homem e depois outro atr�s dele.
Veio outra carta dizendo para n�o mandar mais ningu�m.
- E os homens que mandou? - Tinha que tentar de novo.
N�o me respondeu!
Os dois est�o mortos.
N�o desiste f�cil, n�o �?
Pago US$ 25 mil se voc� o encontrar.
H� muitos esconderijos no M�xico.
- Conhece bem o pais? - S� a regi�o da fronteira.
Por que seu irm�o � t�o valioso?
- Acho que n�o � da sua conta. - Mas acho que �!
Meu irm�o, eu e um outro homem �ramos s�cios.
T�nhamos achado carv�o.
Edward era um idealista, e foi tirado do neg�cio.
Era um sujeito dif�cil, mas era fraco demais.
N�o tenho parentes vivos. Se Edward n�o for encontrado,
meus bens v�o para o meu s�cio em San Antonio.
Nada causa mais desgosto que ver um ladr�o
receber como pr�mio o dinheiro que ele mesmo roubou.
� sempre igual nos dois lados do Mississipi.
� mesmo.
Aqui est�o US$ 15 mil para as despesas.
Como sabe que n�o vou sumir com o dinheiro?
Sr. Ellison, pode n�o parecer,
mas � mais dif�cil ganhar um milh�o do que US$ 100.
Acho que tem raz�o.
Quantos anos tem?
Farei trinta daqui a 17 meses.
Tenho 67 anos.
No meu ramo, 30 anos j� � muito.
- Como reconhecerei seu irm�o? - N�o o vejo h� 30 anos.
O que lembro n�o ajudar�. Ele tem 58 anos.
Quando �ramos crian�as, papai deu a cada um, 1 d�lar de prata
da primeira cunhagem, de 1794,
presente do pr�prio Alexander Hamilton.
Um deles est� no envelope.
Era para nos trazer sorte.
Mas a sorte tem dois lados, como uma moeda.
S� que essa moeda traz a �guia dos dois lados.
Talvez ele ainda tenha a dele.
Devo traz�-lo para c�?
- E se ele estiver morto? - Traga alguma prova.
Muito bem.
Quanto tempo tenho?
Daqui para baixo, estou morto.
Voc� tem daqui
at� aqui.
Esteja vivo quando eu voltar. Quero o dinheiro.
Precisa cavalgar muito para se perder aqui.
- Se � que est� perdido. - Sam Grypton.
Como n�o foi uma pergunta,
admito que tem certa vantagem.
Levo voc� comigo antes de cair.
Acho que empatamos. Como se chama?
Brad Ellison.
Ent�o voc� � assim.
- Posso passar a noite aqui? - Me d� alguns minutos.
Tenho h�spedes, voc� deve conhec�-los.
- Talvez. - Fique � vontade.
Cavalguei o dia todo para chegar aqui.
Ao sul da Terra Cherokee s� se pode relaxar aqui.
- Ol�, Brad. - Ringo, Jimmy.
- Viram meus irm�os? - Dois deles.
Vi Cole em Dodge e Bob no Missouri.
- Ben Thompson, Brad Ellison. - Prazer.
H� oito semanas n�o ou�o not�cias.
Jesse est� morto. Bob Ford o matou.
Bob era primo dele, o melhor amigo dele!
- Kid tamb�m morreu. - Ningu�m � mais r�pido que ele.
Talvez Ringo e mais ningu�m.
Pat Garret o acertou.
De um quarto escuro.
N�o � um bom ano para amizades, n�o �?
Pistoleiros n�o t�m amigos, Ringo.
Tem mais boas not�cias?
Ele ainda � jovem, n�o viveu mais que ningu�m.
N�o achei engra�ado.
Vivi mais que todos e estou farto.
H� um rancho no Oregon que quero comprar.
N�o � longe o bastante, Ringo.
N�o vai fugir da sua fama em lugar nenhum.
Vou comprar o rancho enquanto � tempo.
O tempo est� passando para todos n�s, Ringo.
� para isso que veio? Para falar como um papa-defuntos?
Estou atr�s de um homem.
Desapareceu h� 15 anos, chama-se Edward Forbes.
J� ouviram falar?
Este � o nosso o�sis, Brad.
Se houver tiro, os mexicanos nos expulsam.
Ele � o meu rancho no Oregon.
Tem ideia de onde ele est�?
Vou come�ar por San Vicente.
Quem manda l� � o King O'Reilly.
- Voc� o conhece? - Conhe�o bem o M�xico.
Dizem que � uma terra perigosa.
O quarto est� pronto, Ellison.
Obrigado.
- Um dos garotos vai lev�-lo. - At� mais.
O rango sai em meia hora.
- Que tipo de homem ele �? - O tipo que vem para c�.
- Voc�s s�o bem tratados. - E voc� � bem pago.
- Ainda n�o responderam. - Pode nos deixar em paz?
Digam para n�o usar as armas aqui.
- Voc� ouviu. Saia! - Por que est�o nervosos?
Acabamos de perceber que o sol vai se p�r.
Entre.
- Ringo disse que queria me ver. - Isso mesmo.
- Algum problema com o quarto? - N�o.
- Com a comida? - N�o.
H� quanto tempo vive no M�xico?
H� uns vinte anos.
N�o sou quem voc� procura. Ele tamb�m � pistoleiro?
N�o.
Ainda n�o acabei.
Ellison, n�o gosto muito de receber ordens.
N�o, mas vai receber.
Como chego a San Vicente?
A sudeste, pela Terra dos Cactos.
Posso ajud�-lo com mais alguma coisa?
- Qual � o seu nome? - Voc� sabe, Sam Grypton.
N�o foi sempre Gripton, certo?
N�o, mas nunca foi Forbes.
Quando eu era jovem tinha
boas raz�es para mudar de nome.
Voc� ir� receber. Saia.
Se j� terminou, se�or,
levante-se devagar.
Tem certeza de que sou o homem certo?
Amigo,
se eu estivesse na sua cidade, Abilene,
ou Dodge, ou Dallas,
poderia me confundir.
Os gringos s�o todos iguais.
Mas voc� est� no M�xico!
- O que voc� quer? - N�o fique nervoso, amigo.
Quero as botas,
o cavalo
e os d�lares que voc� tiver.
Um homem est� morto sem as botas e o cavalo.
Sou um homem de natureza piedosa.
Portanto,
vou poup�-lo de uma morte lenta, se me pedir.
Vou me arriscar.
Os d�lares americanos, se�or. No bolso de tr�s.
� Jos� Garcia. Levem-no para o irm�o.
Chamaco, v� para casa. Vamos, fique com sua m�e.
O sil�ncio me incomoda mais do que uma pistola.
H� um pr�mio pelo homem que matou.
� pequeno, mas � um pr�mio.
Ele tinha um parceiro.
N�o consegui acert�-lo, ele fugiu.
- N�o h� pr�mio por ele. - N�o ca�o recompensas.
O alcaide deve ter mil olhos e mil ouvidos, Sr. Ellison.
Soube quando deixou o Po�o do Diabo
e sei que vinha para San Vicente.
Como v�, sei quem e o que o senhor �.
J� que sabe tudo, como ele sabia onde levo o dinheiro?
Talvez Sam Grypton n�o seja t�o amigo quanto parece.
Talvez. Saberei quando voltar.
Espero que isso aconte�a logo.
Estou atr�s de um homem.
Um americano que passou por aqui.
- Chama-se Edward Forbes. - Eu o conheci bem.
- Era um homem rancoroso. - Onde posso encontr�-lo?
N�o, pode. Ele est� morto.
Deve ser um t�mulo novo. Onde fica?
Em algum lugar nas montanhas. Montanhas verdes, Sr. Ellison!
As plantas crescem r�pido.
Em dez anos, n�o restar� nada.
Dez anos?
� imposs�vel!
Na morte, nada � imposs�vel.
O senhor deveria saber bem.
- O senhor o viu morrer? - N�o.
Conhece quem tenha visto?
Algumas pessoas que vivem nas montanhas.
- Gostaria de falar com eles. - Eu poderia ajud�-lo com isso.
Mas a morte de um forasteiro dez anos atr�s
seria esquecida antes da lua cheia seguinte.
- Algum problema se eu tentar? - De forma alguma.
Ent�o, eu gostaria de come�ar.
Onde encontro King O'Reilly?
Fica a um dia daqui atravessando o campo.
Atravesse o bosque e chegar� �s terras dele.
- Obrigado. - Ainda h� o pr�mio, se�or.
- Algu�m precisa receb�-lo. - Algu�m sempre recebe.
O irm�o daquele homem tem cinco filhos.
Os 2.500 pesos seriam uma pequena fortuna para ele.
- Fa�a com que ele receba. - Est� bem.
Os cavalos que compramos
do Vasquez chegam de manh�.
Vamos marc�-los logo.
Sou Brad Ellison.
King O'Reilly?
- O que quer com ele? - Quero conversar.
Sobre o qu�?
Este � Miles Lang.
Eu sou O'Reilly.
� bem cauteloso para quem tem tantas terras.
Quanto mais rico, mais cauteloso devo ser.
Um americano � mercadoria rara por estas bandas.
N�o costumam aparecer de repente.
Parece cansado.
- Quer beber ou comer algo? - Um pouco de �gua.
Minha hospitalidade vai al�m disso, Sr. Ellison.
N�o quer um u�sque? Este � um bom scotch.
- S� a �gua, obrigado. - John!
Tinha dois anos quando o achei na plan�cie.
Traga �gua para o cavalheiro, filho.
Deve ser o �nico mexicano com um nome irland�s.
Se der algumas respostas, bebo a �gua e vou embora.
O tempo voa, n�o precisa apress�-lo.
N�o apresso o tempo, ele corre atr�s de mim.
Disse que queria respostas. Quais s�o as perguntas?
Procuro um homem chamado Edward Forbes.
Meu jovem,
repetirei o que eu disse aos homens que vieram antes.
Edward Forbes morreu h� mais de dez anos.
J� me disseram isso.
Mas parece que n�o adiantou.
Vou dar um conselho.
N�o procure por ele. V� para casa.
J� me disseram isso tamb�m.
Conte sobre os outros, Miles.
O primeiro veio h� uns quatro anos.
Queria saber onde um homem poderia se esconder.
Eu disse que o melhor lugar era o outro lado do deserto.
N�o h� nada l�.
Pedi que n�o fosse, mas n�o escutou.
Ele morreu por l�.
E o segundo?
O segundo veio...
h� uns 18 meses.
Chegou de manh� e saiu � tarde
em dire��o � Terra dos Cactos.
Ele nunca mais voltou.
Um �ndio achou os documentos dele.
Foi um acidente ou foram os bandidos.
N�o faz diferen�a, ele j� estava morto.
Seu conselho fica cada vez melhor.
Tenho o que fazer no curral. Nos vemos mais tarde.
- Vou cuidar do garanh�o. - �timo.
Miles veio para c� h� uns cinco anos.
Procurava ouro.
Passou uma noite e nunca mais se foi.
Ele ainda sai algumas vezes para procurar ouro.
Mas construiu uma boa vida aqui.
Um homem pode fazer isso, se tiver coragem.
Parece que todos aqui gostam
de dizer como se deve viver.
A �nica coisa que importa � saber como se manter vivo.
Ellison, n�o o impressionei
nem um pouco, n�o � mesmo?
Sei que veio de longe, mas
Forbes n�o vai a lugar nenhum.
Passe a noite aqui.
Assim verei voc� partir com a consci�ncia limpa.
N�o � t�o cauteloso quanto diz, Sr. O'Reilly.
Conheci alguns homens t�o
bons com armas quanto voc�.
Eu ainda vou atr�s de Forbes.
Tamb�m conhe�o homens
como o senhor, Sr. Ellison.
De um modo ou de outro,
est�o sempre atr�s de algu�m.
Cheguei, papai! Onde voc� est�?
Aqui, filhinha!
S� uma noite, Sr. Ellison.
Miles disse que temos um h�spede.
Querida, este e Brad Ellison. Esta � minha filha, Maria.
Acho que j� a vi.
Passei algum tempo na Cidade do M�xico.
- Nunca estive l�, dona. - Ele veio pela estradinha.
Tome um banho quando quiser.
Cuidaremos do seu cavalo.
Obrigado, j� o lavei. Eu mesmo cuido dele.
Uma vez cometi o erro de derramar minha bebida
- num homem famoso pelo coldre. - Papacito!
Ele matou apenas uma parte de mim.
Um t�mulo em Boot Hill mostra que teve sorte.
Levarei isto para o seu quarto.
Sr. Ellison, um cavalheiro n�o diz
que uma dama se parece com outra.
Um vaqueiro como eu n�o pode ser um cavalheiro.
Aprendi na escola que � uma coisa de ber�o.
Talvez.
Deve admitir que n�o � gentil
dizer que uma dama se parece com outra.
N�o disse isso, dona.
S� disse que...
eu j� a vi antes.
N�o disse para se segurar, hombre?
Est� tudo bem?
V� tomar uma tequila!
Muchachos, peguem os outros cavalos.
R�pido, vamos!
Miles, mande desselar o cavalo para que ele n�o lute.
Tire a sela, para que ele n�o lute.
Acha que consegue mont�-lo?
Acho que ningu�m deveria.
Algumas coisas n�o podem ser domadas.
Abram a porteira. Deixem-no correr solto.
Gracias.
Obrigado, amigo.
Se houver algo que eu possa fazer,
� s� falar.
Esque�a.
Vai me dizer ou vou precisar perguntar?
Um amigo ga�cho me ensinou a us�-las.
- N�o me refiro �s boleadeiras. - N�o, dona?
Quero saber por que pegou o meu len�o.
Muito bem.
Achei que, se n�o a conhecesse, ela ficaria intrigada
e seria mais cuidadosa quando fosse se banhar.
Se eu a conhecesse, saberia por que ela faz isso.
Sr. Ellison, o rio fica na propriedade do meu pai.
Nado nele desde que era uma menininha.
Tudo bem, dona.
Mas agora est� bem crescida.
Quanto tempo ficou l� olhando?
- Algum tempo. - E quanto � "algum tempo"?
Isso depende de que lado do ferro de marcar voc� fica.
Sabia que, sempre que voc� me olha,
sinto como se eu estivesse andando nua por a�?
Vai fazer frio quando o sol se p�r.
Sr. Ellison, eu agrade�o se disser exatamente o que viu!
- � mesmo, dona? - N�o responda!
N�o, dona.
Que tipo de homem voc� �?
Sou um homem comum.
Meu pai disse que voc� � um vaqueiro.
- Mas acho que n�o �. - Eu fui.
Mas n�o �!
Seu pai sabe que tipo de homem eu sou.
Meu pai me contava hist�rias de pistoleiros.
Dizia que quase n�o respiravam e nunca riam.
N�o h� por que rir.
Est� muito longe de casa.
Sempre se est� longe at� se ter uma casa.
Edward Forbes n�o deve ser a raz�o.
- Parece mais uma desculpa. - Voc� o conheceu?
Quando eu era menina.
Ele ficou conosco cerca de um m�s.
- Que tipo de homem procuro? - Um homem morto.
O alcaide disse que era rancoroso.
Seu pai disse que ele era amargo.
- Ele era triste. - Isso n�o me diz muito.
Por que isso � t�o importante?
Ele vale um rancho no Oregon.
H� um ditado na Terra Cherokee,
entre homens que fazem
os saloons ficarem em sil�ncio:
"Comprarei um rancho no Oregon,
para fugir da minha fama."
Nunca soube de ningu�m que conseguisse.
Eu tinha uma ideia rom�ntica
de que Forbes significava algo para voc�.
E significa:
um rancho e um rebanho.
Com uma porta que eu possa deixar aberta.
Desculpe, n�o queria que a conversa fosse por a�.
Voc� poderia guardar o dinheiro.
Trabalho para outro homem.
Protejo sua propriedade.
�s vezes, preciso matar.
Precisa gastar r�pido o que ganha com a pistola,
ou pode ficar louco.
- Miles, voc� tem um minuto? - Claro, Brad.
- O'Reilly lhe deu emprego? - Ele me ofereceu.
� o primeiro que conhe�o na sua profiss�o,
de um modo pouco profissional. Como o chamam?
Me chamam de pistoleiro.
O'Reilly n�o se importa.
Ele contrata at� uma cascavel
se tiver uma boa raz�o.
Ele � um bom patr�o. Aceite o emprego.
Pancho, olhe os cavalos!
Amarre-os!
Miles, voc� ainda me ajudar� no que eu precisar?
� claro que sim!
Soube que voc� conhece as montanhas muito bem.
- � verdade. - Que tal ir l� comigo?
Eu faria qualquer coisa por voc�, exceto...
lev�-lo a uma morte prematura.
Ent�o terei que ir sozinho.
Eu cumpro o que prometo. Se der um passo para tr�s,
nunca mais poderei andar para a frente.
- Quando quer ir? - Amanh�.
N�o encontraremos Forbes.
Mas talvez encontremos ouro.
Pancho, n�o se abaixe!
Mas que muchacho desgra�ado!
Acha que estou atr�s de um fantasma, n�o �?
Precisa fazer algo para abstrair disso.
Comigo junto, talvez voc� n�o morra tentando.
Miles, quantos anos acha que O'Reilly tem?
Quando eu cheguei ele tinha uns 50.
Deve estar com uns 66 ou 67 anos.
Por qu�?
� a idade certa.
Esse foi mesmo um tiro no escuro.
Forbes est� vivo.
Pelo menos estava, h� um ano.
Escreveu de San Vicente ao irm�o.
S� n�o quer ser encontrado.
Ele vale US$ 25 mil para mim. � tudo o que importa.
Ent�o estava vivo quando os outros vieram atr�s dele.
Voc� acha que ele os matou?
Muitos homens podem matar para conseguir algo.
� um jogo dif�cil, Brad.
Forbes pode ser qualquer um.
Poderia estar falando com ele
enquanto ele esfaqueia voc�.
Veja.
� a �nica identifica��o. Ele tem uma igual a essa.
Muito interessante!
Mas n�o ajuda muito.
Se estiver nas montanhas, eu o encontrarei.
Dois homens j� morreram. Durma com um olho aberto.
� o que costumo fazer.
- Miles? - Oi.
- Quantos anos tem? - Sou mais novo que O'Reilly.
Neste caso, vou dormir com os dois olhos fechados.
Vamos chegar a uma pousada antes do anoitecer.
Voc� vai na frente.
A �ltima cama que veremos durante algum tempo.
O dono se chama Manuel.
Ele serve uma tequila que faz os dentes ca�rem.
Quero seguir em frente.
John Forbes est� por um fio. Esta � a �ltima cartada.
Vai ter muita gente para interrogar, Brad.
Os �ndios e o povo local se abastecem aqui.
Conhe�o alguns deles.
Por pouco eles n�o roubam dois cavalos muito bons
de dois homens muito mortos.
N�o queriam nos roubar, s� nos fazer voltar.
Se quiser roubar um cavalo,
precisa atirar de perto.
Brad, isso foi um aviso.
Daqueles que vale a pena escutar.
Eu ouvi muito bem.
O sujeito disse que n�o quer ser encontrado.
Tamb�m disse que est� vivo.
Quantos avisos mais voc� quer ouvir?
O que eu n�o escutar. Esse me far� parar.
Ei, Miles,
de onde voc� �?
Nasci em Madri.
Nunca conheci o meu pai ingl�s.
Nunca esqueci a minha m�e espanhola.
Cavalga como um texano.
Venho procurando ouro desde os 18 anos.
Na �frica do Sul, na �ndia,
na Calif�rnia, no M�xico.
Algum dia minhas unhas v�o ficar douradas.
E eu vou navegar de volta para casa.
Todo homem deveria ter alguma coisa sua.
O que quero para mim
n�o se encontra no campo.
J� esteve numa cidade grande
e sentiu o cora��o pulsando?
Voc� fica cercado pela multid�o e se destaca dela.
Sempre estive sobre um cavalo, e ele sobre a lama.
Se voc� nasce com esse gosto, nunca vai esquecer.
Papai! Papai!
Papai!
- Amigo Miles, como vai? - Ol�, Manuel.
Os cavalos, Ram�n!
Voc� est� bem, Manuel. Est� em forma.
- Obrigado. - Meu amigo Brad Ellison.
- N�o esperava os senhores. - Era o �nico que n�o sabia.
Cavalgamos muito, Manuel. Podemos dormir aqui?
Vou lhes dar o melhor, s�o meus convidados.
Pagaremos sua hospitalidade com um bom dinheiro.
N�o � necess�rio, mas aceito de bom grado.
Se�or Miles, � bom v�-lo de novo!
O prazer � meu, Conchita.
� sempre um prazer ver uma flor do campo.
Est� muito bonita, como uma manga!
Ficar�o no quarto grande.
Veja �gua quente para o banho
e len��is limpos. Cuide do conforto deles.
- Eu sei o que fazer. - Sei que voc� sabe.
Deve entender minha esposa, Sr. Ellison.
� um tipo de jogo o que ela faz.
Sempre diz que � minha esposa, e n�o minha escrava.
Conchita!
Talvez seja melhor beber u�sque.
Essa tequila faz voc� se sentir nas alturas.
Sa�de.
Miles, eu nem consigo me mexer!
- Tome mais uma. - N�o, espere um pouco.
Preciso conversar com o pessoal daqui.
Voc� est� acostumado, mas
eu preciso sair daqui andando.
Tome.
E ent�o, como foi?
Tr�s disseram que n�o o conheciam.
Um velho disse que ele morreu.
Vai ouvir muito isso.
Manuel diz que s� vive no mato quem nasce no mato.
� verdade, mas voc� n�o escuta.
S� se sabe o que � mato em Dodge City.
Eu prefiro dormir � luz das estrelas.
Vamos fazer muito isso antes de voltarmos.
� mais seguro.
Buenas noches. Isso quer dizer "boa noite".
Noches.
Quien �s?
Foi do lado.
- Este aqui morreu. - Este aqui, n�o.
Ram�n, pegue o cavalo e chame o Padre Jos�, r�pido!
Ele precisa � de um m�dico.
Um m�dico, s� a quil�metros daqui.
Ele n�o � padre nem m�dico, mas pode ser os dois.
Est� melhor?
Acho que estou na mesma.
Essa bala era para mim.
N�o queria pagar minha d�vida assim.
- Voc� vai voltar agora. - N�o vou, n�o.
Tenho um interesse pessoal em Edward Forbes.
Ele melhorou?
Eu n�o sei.
Achei que daria para tirar a bala,
- mas tenho medo. - Padre Jos� saber� tir�-la.
- Se o acharmos. - Eu o acho quando h� problema.
Acho que Miles deu sorte.
N�o o considero t�o afortunado assim.
A porta abriu, e ele perguntou: "Quien �s?"
- Quer dizer: "Quem �?" - N�o sei, mas n�o tem jeito.
Mas conheci um jovem chamado Billy the Kid.
Ele morreu com essa pergunta na boca.
Dizem que conhece medicina.
Como muitos homens, meu amigo,
sei um pouco sobre muitas coisas.
Espero que saiba como extrair uma bala do meu amigo.
Farei tudo que puder, se�or.
O padre chegou, Miles.
- Seu amigo disse que sente dor. - � verdade.
Isso � bom. Se voc� sente dor,
o corpo ainda est� lutando.
Posso ver o ferimento?
Est� alojada na gordura do lado do corpo.
Segurem os p�s dele e os bra�os sobre a cabe�a.
Eu aguento.
� um homem corajoso. se�or.
N�o sou, n�o.
Se eu fraquejar,
est�o em uma boa posi��o para me segurar.
Nem cem homens em cem cavalos durante cem anos
poderiam cobrir todo o M�xico, amigo.
Padre, o tempo n�o est� ao meu lado.
Mas tenho algo mais importante:
uma seta apontando para as montanhas.
H� um tesouro escondido nestas montanhas, filho.
Mas n�o � ouro.
� paz de esp�rito.
� exatamente o que Edward Forbes vai me dar.
Esses dois s�o homens de fibra, Manuel.
Mas de cabe�a-dura, padre.
Gostaria de saber expressar as dificuldades e os perigos
dessa jornada infrut�fera.
Mas como n�o tenho esse dom,
eu os guiarei. Conhe�o as montanhas.
N�o, j� fez o bastante.
Nunca se faz o bastante para os outros.
Se�or Miles precisa de um lugar para descansar.
Meu casebre � pobre, mas serve.
Do alto das minhas montanhas, ver� o seu sonho morrer.
Ele pode cavalgar?
Pode.
Mas acho que est� procurando frutas num pomar seco.
Partiremos ao amanhecer, se n�o houver problema.
O que posso dizer?
V�o com Deus.
- Adeus, Manuel! - Adeus.
- Adeus, Ramoncito. - Adeus.
Adeus!
Uma fortuna, padre!
Uma fortuna aguarda este homem, se eu o encontrar.
Converta em pesos e poder� comprar estas terras.
Dizem que Forbes morreu nas montanhas
por causa de sua gan�ncia.
Diz que ele est� morto.
Me d� uma pequena prova.
Se�or, um gr�o de areia em um areal.
seria mais f�cil de achar
do que um t�mulo indigente nestas montanhas.
J� conheci muitos homens.
Eles esquecem uma mulher, uma mina cheia de ouro,
at� os rostos dos pr�prios filhos.
Mas um homem n�o esquece o t�mulo que ele cavou.
Isso porque o homem � um animal com imagina��o.
Ele enterra o pr�prio reflexo.
Quando forem mais velhos,
ver�o que h� mais riquezas debaixo dos p�s,
onde quer que estejam,
do que nas montanhas distantes.
N�o h� riquezas nas montanhas. Eu estive l�, padre.
Pelo menos, eu n�o encontrei.
Talvez amanh� possamos discutir
o sentido real dessa palavra.
Mas agora preciso cuidar da minha ovelha.
- � um velhote engra�ado. - � mesmo.
S� um santo ou um louco vive sozinho como ele vive.
Onde estamos, Miles?
Atr�s daquela serra fica San Vicente.
A um dia e meio a cavalo
fica o Rio Grande.
Sabe, Brad...
Civiliza��es inteiras desapareceram no M�xico.
N�o � muito dif�cil acontecer o mesmo com um homem.
Se estiver vivo, eu vou encontr�-lo.
- E se estiver morto? - Levarei o homem que o matou.
Nos encontramos aqui quando o sol atingir aquele pico.
As poucas pessoas que encontrar v�o ajud�-lo.
A montanha toda j� sabe que voc� � meu amigo.
Talvez isso atrapalhe minha busca.
- Posso lhe falar um minuto? - Pode, se�or.
H� quanto tempo vive aqui?
Sobrevivi aos meus inimigos.
Sabe de um homem chamado Forbes?
Como poderia esquecer?
Ele andava como o vento e falava como o trov�o.
- H� quanto tempo n�o o v�? - H� muitos anos.
Tantos anos quantos meus dedos.
O que aconteceu?
O que acontece com todos n�s.
- Voc� o viu morrer? - N�o, se�or.
- E algu�m viu? - N�o tenho certeza.
- Talvez Don Miguel. - Onde eu o encontro?
H� uma fazenda a tr�s quil�metros daqui.
Diga que o mandei l�, e ele lhe dar� �gua e comida.
Gracias.
Vi pessoas diferentes, mas as respostas eram iguais.
Quantas vezes precisa ouvir
a verdade para acreditar nela?
Mas todos dizem que o conheceram.
Quem negaria que conheceu um homem daqueles?
Ningu�m sabe quem o matou nem onde foi enterrado.
Sempre pensa em viol�ncia? N�o se pode morrer em paz?
- Nasci na viol�ncia, padre. - Ent�o fique aqui, meu filho,
e isso acabar�.
Miles!
Miles!
O cavalo dele sumiu!
N�o d� para dizer quantos eram.
Morrer dessa forma, por t�o pouco!
Se estivesse morto, deixariam-no aqui.
- Eu n�o entendo. - Queriam uma isca.
Eles sabiam que eu iria atr�s dele.
- Acha que ele est� vivo? - N�o sei por quanto tempo.
Para onde o levariam?
- O senhor conhece as montanhas. - Eu n�o sei!
- Conhece O'Reilly? - Conhe�o.
V� e diga para ele reunir os homens.
- N�o pode ficar aqui sozinho. - Vou ver Grypton.
Aqueles homens n�o ajudar�o.
S�o meus amigos, padre. Eles entender�o.
V�o querer uma parte do dinheiro.
N�o, desta vez eles ir�o ajudar um amigo.
- Quer um quarto, pistoleiro? - Onde est�o Ringo e Jimmy?
Foram embora, como todos os outros.
N�o ficou ningu�m, s� eu e um amigo.
Tem uma arma apontada para voc�.
N�o se vire.
M�os ao alto.
Tire a cartucheira dele.
Idiotas! S�o todos uns idiotas!
Foi isso o que aconteceu com os outros dois.
Achei que eu conhecesse tudo que rasteja.
Seus amigos fogem assim que farejam encrenca.
John e Ringo disseram
que n�o � um bom ano para amizades.
Tenho minhas raz�es, Brad.
Seu amigo Ringo entendeu, voc� tamb�m entender�.
N�o imagino Johnny fazendo uma emboscada.
Quero que voc� tenha tempo
para pensar no que vou dizer.
V� falando!
Pode se ajeitar.
- N�o sou t�o f�cil de apanhar. - Mas n�o foi f�cil.
Eu acho que foi.
Brad, n�s o encontramos.
- Como assim? - H� uma semana.
Cavalgamos com ele, comemos com ele.
- Convivemos com ele. - � imposs�vel.
Devo ter dito a mesma coisa umas cem vezes.
"� imposs�vel!" Mas � verdade.
Padre Jos� � Edward Forbes.
Encontrei isto no casebre do velho.
Deveria ter usado isso enquanto eu dormia.
N�o gosto de matar, Brad.
Escreva isso na l�pide do pistoleiro que matou.
Ele deveria fugir, mas voc� veio r�pido demais.
Precisei mat�-lo para voc� n�o interrog�-lo.
- Voc� matou � toa, acabou! - N�o acabou, n�o.
Tirei a sorte grande. O pr�mio ser� todo meu.
Eu n�o estou a pr�mio, e eu vim sem o padre.
- N�o achei que ele viesse. - Anda, Miles!
- Ele est� ganhando tempo. - Cale-se!
Estou falando com meu amigo.
Eu sabia que viria, Brad.
Tamb�m sabia que faria um dos dois:
deixaria o velho no casebre ou o mandaria para O'Reilly.
N�o ser� dif�cil ach�-lo.
Acha que o irland�s vai entreg�-lo de m�o beijada?
Eu mere�o.
Voc� est� procurando h� um m�s.
Eu estou atr�s dele h� cinco anos.
N�o precisava cavar fundo.
Por que demorou tanto?
Eu n�o procurei muito.
S� n�o podia deixar ningu�m encontr�-lo
at� que o irm�o morresse.
E ent�o eu receberia US$ 150 mil!
Voc� trabalha para o s�cio deles.
O homem de San Antonio.
Vai matar o padre, Miles?
- Eu preciso mat�-lo. - Por qu�?
Porque ele foi encontrado.
Vamos nos unir. Deixe o velho ir embora.
Pegamos os US$ 25 mil e vamos atr�s do seu ouro.
J� cansei de voltar de m�os vazias, Brad.
Lamento que o dourado fique manchado de vermelho.
Mas tem que ser assim.
Aceita ficar com os US$ 25 mil?
Eu ficaria em d�vida com voc�.
Vamos fazer o seguinte, Brad.
Voc� pega as duas moedas e recebe os US$ 25 mil.
� justo, n�o acha?
� justo, Miles.
Mas ainda tem outros trunfos.
O padre tem uma fortuna!
Gostaria de me aposentar com a idade dele.
Amarre as m�os dele.
Brad, voc� poder� ir embora em 24 horas.
Poder� pegar o dinheiro e, ent�o, ir para o Oregon.
Eu lhe deixei seu sonho.
Agora n�o h� mais d�vidas entre n�s.
Eu vejo da mesma maneira.
- Adeus, amigo. - Boa sorte.
Para melhorar minha parte do pr�mio.
C�rdoba!
Eu j� engraxei botas para voc�s, pistoleiros,
durante tempo demais.
Vou dizer uma coisa.
Nunca gostei disso.
- Nem por um minuto. - Eu vou dizer uma coisa.
Mude seu nome outra vez.
Um pistoleiro ainda vai acertar as contas.
Preciso ir encontrar Miles para receber minha parte.
Por que quer me matar?
Receberei US$ 500 para mat�-lo, se�or.
Vou convencer o pai de Beatriz
de que sou o homem para ela.
Miles e Grypton est�o pagando pouco.
- Fa�o uma oferta melhor. - A deles j� � o bastante.
- N�o sou um canalha. - E o que ele ganha?
� o meu tio. Ele quer meu cavalo.
� o bastante para ele.
- N�o � muito de falar. - Ele n�o tem nada a dizer.
Pegue dinheiro no meu bolso para alimentar o cavalo.
Use o resto para enterrar o padre.
Padre Jos� � forte como o burro dele!
- Vai enterrar todos n�s. - C�rdoba, voc� � um tolo.
Deixe-o falar.
Vivo ou morto, s� valho duas pistolas e um cavalo.
O dinheiro vai para quem matar o padre.
Ele s� come se meu povo lhe der comida.
At� o burro foi um presente.
Quem paga para matar um velho mexicano?
Padre Jose n�o e mexicano, ele � americano.
Voc� era um menino quando ele chegou.
Nem lembra quanto tempo levou para o sol
- enrugar o rosto dele. - Mexicano ou americano,
se alguma coisa acontecer ao velho,
o que o povo far� conosco?
"Se�or" Grypton!
Se for mentira, vou matar voc� lentamente.
- Tenho o direito, n�o tenho? - Se for mentira,
n�o me importa nada.
- Por que essa gritaria toda? - Meu tio tem uma pergunta.
- Por que ele est� preso? - Eu j� disse!
Ser�o pagos para mat�-lo quando e onde eu mandar.
N�o foi essa a minha pergunta.
Vamos perguntar ao Padre Jos� se isso � certo.
O problema � que pe�es n�o sabem pensar sozinhos.
At� amanh�, v�o amadurecer sem ajuda.
Voc�s costumam confundir simplicidade com ignor�ncia.
Desamarre-o.
Ficou louco?
Desamarre-o!
As vidas de voc�s n�o significam nada para n�s.
Padre Jos� significa tudo.
Se nunca viveu nas montanhas, voc� n�o vai entender.
Que bela pe�a de couro!
Eu poderia visitar minha se�orita usando isto.
O pai dela veria o homem que eu sou.
A cartucheira � sua.
Me lembrarei do senhor
sempre que eu tocar o cinto.
N�o d� as armas!
Gracias.
Pablo.
Ele me vai me matar!
Pode ser um problema, se�or.
Mas n�s, pe�es, somos muito ignorantes para entender.
Vamos.
Venha aqui.
Eu disse para vir aqui.
Venha at� aqui ou morra a� mesmo.
Para l�.
Pegue a arma.
Pegue a arma ou morra olhando para ela.
Voc� teve uma boa chance.
E ainda tem.
Dois homens j� morreram.
Quem sabe o que houve com Miles?
- Talvez at� com Ellison. - Maria, v� at� o alcaide...
N�o, de que adianta? Onde ele iria procurar?
E pensar que a minha vida � a causa de tantas mortes!
Essa matan�a n�o vai acabar, King?
S� voc� pode acabar com isso.
Sabe disso, n�o sabe, Edward?
Sei.
Eu guardei seu segredo.
Se quiser que a matan�a acabe, precisa se revelar.
Voc� � realista.
Eu sou um sonhador.
Achei que poderia me esconder para sempre.
Ningu�m pode fugir de si mesmo.
- Pensei que voc�... - Pensou errado, padre.
Quem s�o eles? O que querem?
S�o americanos. Eu nunca os tinha visto.
Acharam que eu soubesse onde Forbes est�.
- Me for�aram a ir junto. - Onde est� Ellison?
Ele estava comigo. Houve um tiroteio.
- Quase escapamos. - Como assim, quase?
Fugimos a galope, mas eles nos cercaram.
Brad tentou enfrent�-los.
A morte violenta n�o foi surpresa para ele,
mas eu fico triste.
Prometi a Brad que encontraria Forbes
e o levaria ao irm�o.
Padre, se for preciso encher
todos os cemit�rios do M�xico,
cumprirei a promessa.
N�o ser� preciso.
Sepultei a mim mesmo para descobrir
que tr�s inocentes me desencavaram.
N�o h� lugar para mais um corpo.
Ele � Edward Forbes.
- Voc� � Forbes? - Sou.
Minhas perguntas podem esperar at� cruzarmos a fronteira.
N�o, � melhor ele esperar uns dias.
H� muitos homens atr�s de mim. Precisamos correr.
Certo, peguem o necess�rio. Maria, vai ajudar.
Os �ltimos 15 anos foram �timos.
� mais do que se pode esperar,
mesmo que viva cem anos.
Como ser�o os pr�ximos 15 anos?
Depende do homem que ir� viv�-los.
- Que vantagem temos, Miles? - N�o sei, umas duas horas.
Ainda est�o sem rumo.
Cuido deles e me junto a voc�s.
O alcaide lhe far� escolta at� a fronteira.
Depois do Rio Grande, eu cuido de mim mesmo.
Maria, v� com eles at� San Vicente.
Acho melhor n�o, pode haver tiroteio.
N�o a deixarei aqui sozinha � merc� dos bandoleiros.
Certo, Maria, suba. Precisamos nos apressar.
Onde ele est�?
- Miles disse que estava morto. - E o padre?
Indo para San Vicente com Miles.
Ele vai lev�-lo para as montanhas e mat�-lo!
N�o acredito no que voc� diz.
Acreditou em Miles quando ele
disse que eu tinha morrido.
Onde eu come�o? Quando soube quem � Forbes?
Ou quando Miles me prendeu?
Maria foi junto. Eu confiei nele.
Tinha que confiar!
Voc� � cego! Ele vai mat�-los e receber US$ 150 mil!
Nos EUA, ele seria enforcado.
Far� isso aqui, nas montanhas.
Acha que ele deixar� Maria escapar com vida?
Miles n�o esqueceria o que eu fiz por ele,
tenho certeza!
Sei.
Ele viveu 5 anos aqui. Sei tudo sobre aquele homem.
Tenho certeza disso.
Vai lutar de m�os vazias? Ou vai jogar pedras nele?
Vire aqui.
N�o � o caminho de San Vicente.
Quem vem atr�s pegar� esta trilha.
Vamos fazer como meu pai disse.
Faremos, mas � mais seguro tomar esta estrada. Vamos.
Padre, pare.
Maria, saia! R�pido!
Comece a andar de volta.
- N�o a mate, eu imploro. - N�o vou mat�-la.
Se estiver ferida, um deles vai parar.
- Minha filhinha! - Papacito!
Daqui a um m�s, ser� s� uma cicatriz.
- A bala atravessou. - A pr�xima ele n�o erra.
Quanto quer para mat�-lo?
Eu o trarei.
Voc� o mata.
Muito bem, Forbes. Saia.
� s� mandar, padre, e eu o mato.
N�o, C�rdoba.
Ele teria matado o senhor.
N�o sou eu quem deve mandar mat�-lo.
Tem certeza?
- Tenho. - Deixem-no ir, muchachos!
Onde ele est�?
Detenham-no!
Por qu�, padre?
Ele est� morto.
E com ele, um peda�o de cada um de n�s se foi.
Temos uma longa cavalgada pela frente.
A decis�o � sua, padre.
- N�o est� levando muita coisa. - Eu me acostumo.
Onde est�o suas armas?
Eu as troquei por um pedacinho do Oregon.
Ou do M�xico?
Revis�o e sincronismo: Matotrevas 02.02.2012
F I M
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