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Original subtitles

N�UFRAGOS DA VIDA

Senhores do j�ri,

foram escolhidos para julgar um criminoso.

As provas fornecidas durante o curso desta a��o

n�o deixam d�vidas.

Ela � culpada.

Vamos resumir.

Esta mulher...

Esta mulher e seu marido, Charles Le Fange,

jogadores profissionais de cassinos,

enganaram e roubaram um passageiro, James Kingston.

Ele amea�ou se vingar.

E foi morto

e seu corpo foi atirado no rio Mississipi.

Esta faca

encontrada no corpo da v�tima,

foi formalmente reconhecida como pertencente ao Fange.

Algumas testemunhas declararam, sob juramento, que a acusada

foi c�mplice de seu marido.

Aos olhos da lei,

ela � t�o culpado como se ela mesma

tivesse dado a facada.

A balan�a da justi�a est� em suas m�os, meus senhores.

A acusa��o foi conclu�da.

Merit�ssimo...

Estamos todos cansados pelo dia de hoje.

Por isso, tentarei ser breve.

A acusada proclamou sua inoc�ncia.

Voc�s a viram despir sua alma

e abandonar o orgulho.

Reconheceu publicamente a sua vergonha, diante de voc�s.

O nome respeit�vel de seu pai

est� coberto de lama neste processo.

Eu lhes recordo isso: um homem morreu

e o assassino deve ser enforcado.

Mas o assassino desapareceu.

Se sua esposa tamb�m era culpada,

por que ela n�o desapareceu?

Acusem essa pobre mulher

de ingenuidade, no seu caso.

Acusem a de ter amado o homem errado, isso sim.

Acusem a de ter conduzido

a vergonha sobre ela e sua fam�lia.

Mas acus�-la de assassinato,

isso nunca, senhores!

Que a acusada se levante para ouvir o veredito.

Sra. Le Fange, voc� foi julgada

pelos seus semelhantes e considerada culpada

de cumplicidade de assassinato.

Considerando sua idade e circunst�ncias do caso

a lei permite alguma clem�ncia.

Assim, o tribunal a condena

a cumprir o mandato de cinco anos de pris�o.

A reuni�o esta suspensa.

Senhorita Sally!

Sr. Sinclair, lamento que sua filha...

Voc� esta errado.

Ela n�o � mais minha filha.

Espero, sinceramente...

n�o voltar a v�-la nunca mais.

N�o se preocupe, Srta. Sally.

Daisy vai estar l�... Daisy vai esperar sua sa�da.

Nos caminhos da cria��o

vago sem consolo...

Volto a pensar na antiga planta��o

e em todos meus companheiros.

O mundo n�o � mais que tristeza e desola��o

onde quer que v�.

Queridos filhos,

Meu cora��o est� triste

longe de meus companheiros, longe de minha casa...

Srta. Sally!

O que voc� fez? Eu tenho esperado.

Eu esperei, querida.

Eu sai esta manh�.

Fique calma.

Em seguida lhe preparo algo para comer.

Depois de um bom banho e roupas limpas.

Voc� n�o me disse

o que aconteceu com meu pai.

Ele morreu um ano depois de sua m�e.

Ele n�o era o mesma desde...

E minha irm� Nan?

Ela est� em um orfanato.

Em um orfanato!

Eles n�o me deixaram.

E seu pai n�o deixou nenhum dinheiro.

Eles lhe devolveram o sobrenome Henshaw.

Nan Henshaw, como sua m�e.

Para lavar a da vergonha.

N�s voltaremos a cuidar da senhorita Nan?

N�o, n�o vamos voltar.

Eu j� fiz bastante mal.

Mas vou tirar ela do orfanato.

Ira para um convento no norte.

Como voc� vai conseguir o dinheiro?

Eu tenho apenas uma solu��o.

Belle Le Grand!

-Bom dia, Belle. -Bom dia.

-Bom dia, senhores. -Bom dia.

Certo?

Voc� joga na bolsa?

Sou uma profissional do jogo.

Tato a minha sorte em todos os lugares.

Voc� teria uma dica? Eu perdi muito no cassino ontem.

Mais devagar, Joe.

-Sua esposa est� l� em cima. -Desculpe-me.

Bem, bem! Bom dia, Belle.

Um telegrama para o Sr. John Kilton. Senhor Kilton!

Sim, rapaz!

-Sr. Kilton? -Sim

Assine aqui, por favor.

-Eu n�o tenho troco para tanto. -Fique com tudo.

20 $! Voc� tem uma mina de ouro ou o qu�?

-De prata. -J� estou indo! Muito obrigado!

Quer uma dica?

Compre 20 a��es da Coronet

e poder� esquecer seus shows.

Vou ficar com o que tenho.

Gorjeta de 20 $!

-� tudo o que eu tinha. -E voc� n�o tem nada mais.

Exatamente.

-Carter. -Sim, senhorita Le Grand?

-O que eu posso fazer por voc�? -Quem s�o estes homens?

O moreno � John Kilton,

propriet�rio das minas Coronet.

Bill Shanks � o seu s�cio.

Eu quero 1.000 a��es da Coronet.

Coronet? Mas as minas deixaram de produzir a produ��o no in�cio deste ano.

Quest�o de intui��o.

Compre, correrei o risco.

-Se voc� insisti. -Eu insisto.

-Quem �? -Belle Le Grand.

-Uma atriz? -Uma jogadora.

Dirige o mais movimentado cassino da costa.

Muitas esposas s�o depenados

porque seus maridos frequentam suas mesas.

Ah, ent�o � isso!

Coronet.

Vendo 500 a 5 d�lares. 500 a 5.

Compro 200 a 4,75. Ofere�o 4,75.

Vendido. 200 a 4,75.

A not�cia n�o circulou.

N�o se preocupe. Paci�ncia.

-Se voc� est� dizendo. -Exatamente. Carter!

Bom dia Sr. Kilton. Sr. Shanks.

Quem se desfaz do Coronet?

Smith, para o Montgomery Crane.

Ele liquidou 10 mil a��es.

Crane n�o as possui.

Compr�-las no final e obter� um grande benef�cio.

A menos que o pre�o suba.

N�o h� nenhum risco.

Coronet vende 1.000 a 4 $.

Coronet caiu para 4. Voc� vai se aposentar?

Venderei mais tarde.

T�o tranquilo � beira da fal�ncia...

Quem compra Coronet? Vendo a 3 d�lares!

A 2,50!

Eu fico com 1.000 a um d�lar.

Vendido! 1.000 a 1 d�lar.

Extra extra! Greve dos mineiros

De Virginia City. Com todos os detalhes!

Leia e saiba tudo!

A oportunidade sonhada do Coronet!

Lucky John Kilton faz fortuna!

Leia a edi��o especial!

O qu�?

Leia o jornal e saber� de tudo.

Se informarem que voc� sabia, nos enforcar�o.

S� se morre uma vez.

Retardar ou impedir a venda!

Aqui est� o nosso amigo Montgomery Crane.

Eu vou aproveitar muito.

Smith...

Ah, voc� est� aqui.

-Como vai Coronet? -Eu vendi tudo.

-E voc� comprou alguma coisa? -Eu deveria vender.

-N�o tem capital suficiente? -Claro!

O qu�?

Compr�-lo, est�pido! Voc� quer e arruinar?

Eu comprei 1.000 a 1 d�lar Agora � s� aguardar.

Ser� que o Sr. Kilton j� come�ou a vender?

N�o.

Ao vender, fa�a o mesmo.

1.000 a��es?

Financiado por um homem infeliz.

Carter!

Vendera 500 a��es a 500 d�lares.

100.000 d�lares em dinheiro e uma avalia��o inicial.

Sim, senhor.

Shannon deveria ter telegrafado de Virginia City.

Aposto que Kilton a interceptou.

Adeus para par�-lo ou controle da Comstock.

Essa � a minha inten��o.

A estimativa revelou que Coronet

alcan�a Rainha Midas atinge e...

Sua estimativa � precisa, Crane.

Voc� sempre espionando os outros?

� uma esp�cie de hobby.

Aprendemos algumas coisas.

Aqui est�. Assim como voc� pediu.

Dinheiro e uma primeira avalia��o.

Eu vendi a 550

e continua subindo.

Venda 1.000 a 1.000 d�lares.

Sim, senhor.

Crane deve comprar para cobrir as suas vendas.

O que ia dizer a seu amigo?

Diga voc� mesmo.

Que atrav�s da aquisi��o da Rainha Midas, ir� controlar o Coronet.

-Voc� sabe muito. -Eu sei quem tem a Rainha Midas.

-Quem? -Eu.

Eu convido para uma rodada no bar, se quiserem.

Hayward havia me prometido a Rainha Midas.

Retorne para verificar a declara��o de Kilton.

O que vou fazer? Voc� me disse para vender.

Aqui estou arruinado!

Estou no mesmo barco. Nossos planos falharam.

Mas voc� � rico. Eu vou acabar na cadeia.

� o risco que se corre quando voc� vende o que n�o tem.

� demais para mim!

Muita vergonha...

Minha fam�lia...

Um momento!

Se algu�m deve morrer n�o � voc�,

mas sim quem lhe arruinou.

-Quem, ent�o? -John Kilton, � claro.

Ele nos roubou literalmente.

Ele silenciou a not�cia da greve

para manipular o mercado e nos arruinar.

Se eu tivesse a sua coragem, eu n�o cometeria suic�dio.

Iria mat�-lo.

-Onde est� Kilton? -No bar da bolsa.

Comemorando...

Aqui, Kilton.

Ladr�o maldito!

Leve seus d�lares para o inferno!

-Largue a arma! -Eu mato voc�.

Deixe-me! Eu estou arruinado!

Eu irei para a cadeia! Me compreendam!

-V� procurar um m�dico! -N�o � necess�rio.

N�o era minha hora...

Chefe...

Dois u�sques.

-Bom dia, Belle. -Bom dia, Mark.

Que local t�o agrad�vel...

Voc� � a primeira mulher a entrar aqui.

-Temos que comemorar. -Procuro George Cartright.

-Ele est� no bar. -Obrigado.

Um momento, Cartright.

Bom dia, Belle...

Voc� devia passar para me ver.

Sim... n�o estava na cidade.

Voc� n�o foi a nenhum lugar h� um ano.

Discutiremos em outro lugar.

Discutimos aqui. Eu n�o gosto de galanteadores.

Algum problema, Belle?

Eu trato meus clientes com honestidade. E espero o mesmo deles.

O Sr. Cartright perdeu $ 5.000 e se recusa a pagar.

Ol�, Cartright.

Aqui est�o os 5.000 d�lares que lhe devia.

Desculpe a demora.

Voc� pode pagar a senhora.

D� uma rodada de champanhe, Mark.

E doe o resto para uma institui��o de caridade.

Venham, senhores.

Coronet chegou a 1.100 d�lares.

Bill, pede para o Carter que te fa�a o cheque.

Ser� arruinado.

Como?

Pagando as d�vidas de jogo de estranhos.

Mas...

-Cartright � um velho amigo. -A partir de hoje.

Bem...

Eu admito. N�o lhe conhecia.

O nome de John "o afortunado"...

ele cai como uma luva.

� uma lembran�a de um mau perdedor.

-Uma ta�a? -Por que n�o.

Voc� convida.

Eu pensei que conhecia os homens,

mas voc� me surpreende.

Aprendera a me conhecer.

Acho que n�o.

Por qu�?

Porque eu sei o que � bom para mim e o que...

n�o �.

Obrigado pela ta�a

e a ponta em Coronet.

SR. CRANE APRESENTA SRTA. NAN HENSHAW

O ROUXINOL DE NOVA ORLEANS.

Voc� gosta de m�sica?

-Venha para o meu carro. -Com prazer.

-Voc� perdeu a cabe�a. -Por qu�?

Dar 5.000 d�lares a um estranho total!

Voc� n�o daria a uma bela mulher?

N�o se puder ter de gra�a.

Belle Le Grand n�o � de gra�a. Inclusive � cara.

-Onde voc� encontrou Nan Henshaw? -Em Nova York.

-Deixe ela em paz. -Por qu�?

Porque estou dizendo.

Voc� est� com ci�mes, pelo menos?

N�o, eu n�o estou com ci�mes.

Mas deixe Nan Henshaw em paz.

-E se eu recusar? -N�o vai recusar.

-Voc� est� interessada nela? -Isso � assunto meu.

Voc� me odeia...

N�o?

Eu desprezo voc�. Algum dia, eu vou matar voc�.

Ou eu vou dizer � pol�cia onde encontrar Charles Le Fang.

"Sr. Crane apresenta... "

Em todo caso, � bonita.

-Ela gostara de Virginia City? -Bem, o que importa?

Mandei construir uma �pera. Falta uma cantora.

Obrigado. Muito obrigado.

Minha �ltima can��o � dedicada a meus entes queridos

eles est�o no para�so.

Aqui esta a �ltima rosa do ver�o

Nasce e j� sozinha,

todas suas ador�veis companheiras

j� murcharam...

e desapareceram.

Nenhuma flor de sua esp�cie,

nenhum broto da noite,

voc� pode v�-la corar,

ou cruzar...

seus olhos.

Voc� n�o pode v�-la corar,

ou cruzar os olhos...

Sr. John Kilton?

Eu j� conheci muitos cantores,

-Mas voc� supera todos eles. -Obrigado.

N�o h� d�vida de que eles gostaram.

Todas t�m o mesmo nome.

V� ver quem �.

Espero a resposta.

-Para voc�. -Que bonito!

"Voc� est� interessada em $ 10.000? John Kilton".

-Que bobagem. -� muito dinheiro!

O senhor espera uma resposta.

Muito bem.

Diga a ele para entrar.

-Voc� pode entrar. -Obrigado.

-Boa noite. -Boa noite.

-Eu sou John Kilton. -Eu sei.

-Obrigada pelas flores. -De nada.

-N�o � muito? -� uma amostra de aprecia��o.

Tradi��o local ou interesse pessoal?

Interesse.

Eu gostei de ouvi-la cantar.

Foi um prazer. Voc� que sentar?

Obrigado.

E essa hist�ria dos 10.000 d�lares?

Eu quero voc� em Virginia City.

-A cidade dos mineiros? -A cidade dos mineiros.

-Quantos shows? -Um

Se bem entendi, voc� me prop�e

-10.000 d�lares para um show? -� isso.

-Voc� vai perder. -Acho que n�o.

Temos uma �pera flamejante,

que precisa de uma boa m�sica.

Voc� passa o tempo gastando o seu dinheiro?

-O que voc� me diz? -Eu pensarei.

Sa�mos amanh�.

Em um trem para Reno e depois de dilig�ncia para a Virginia City.

Est� muito confiante de si mesmo, Sr. Kilton.

Oh, sim?

Desculpe o atraso, querida.

-Vamos jantar? -Desculpe, mas eu sou casada.

E temos uma longa viajem de manh�.

Que azar, Monty.

Passarei para busc�-la amanh�, �s 11 horas.

Temos velhas contas pendentes.

Cedo ou tarde, me encarregarei disso.

O que tem a ver com esta noite?

N�o coloque as m�os em cima.

Eu prefiro quebr�-las.

Na cidade dizem...

que voc� incitou esse louco a atirar em mim.

Voc� sabe o que � isso?

-� meu cr�dito. -800.000 $, daqui a 30 dias.

-Como voc� conseguiu? -Com 1 milh�o.

Perdera 200.000 $.

Se voc� comprar daqui a 30 dias.

Poderia fazer isso.

Coronet estar� esgotada daqui a um m�s.

Devolver Rainha Midas vai lhe custar muito caro.

Se acontecer um acidente...

n�o poder� me pagar.

-Prev� um acidente? -J� aconteceu antes.

Eu gosto de lidar com voc�, menino.

Oito anos, tentando me eliminar...

para por as m�os sobre Comstock

Um de n�s dois vai conseguir um Boot Hill.

Gostei muito do concerto.

Venha ouvir em Virginia City.

Nunca mudam!

Eu disse para deixar em paz Nan Henshaw.

Eu lhe advirto pela �ltima vez.

Eu estive na pris�o por causa de voc�.

Eu n�o me importaria de repetir, mas eu n�o quero exagerar.

Seu carro est� aqui. Eu aconselho voc� a sair assobiando.

Como a senhora quiser.

Aqui est� o caf�, Srta. Sally.

-Com cuidado, Daisy. -Desculpe, Srta. Belle.

Falando de sua irm�,

os jornais falam bem dela.

Ele foi magn�fica. Ela canta muito bem.

Ela pode! Com o que cobra.

Cantara por 10.000 d�lares

em Virginia City.

Eu sei. Eu vou.

Sabe se virar por conta pr�pria.

N�o com os mineiros e menos ainda com John Kilton.

N�o reclame sobre os mineiros.

Voc� � a propriet�ria...

do cassino mais movimentado do pais.

Por que ela veio para S�o Francisco?

E se ela descobrir a verdade?

Eu me pergunto se isso n�o seria melhor.

N�o diga isso de novo! Nem sequer pense!

Mais cedo ou mais tarde saber�.

N�o � necess�rio. Arruinaria sua vida.

-Se voc� nunca disser... -Eu?

Ent�o, a minha palavra n�o vale nada...

N�o, sua palavra vale muito.

E voc� sabe que eu morreria sem voc�.

Envie um telegrama para reservar um hotel.

E me consiga um bilhete de trem para Reno.

Eu vou com voc�?

N�o. Nan poderia reconhecer voc�.

-O mesmo com voc�. -N�o.

Eu era apenas uma estudante.

N�o h� nada em comum...

entre a Sally Sinclair e Belle Le Grand.

Srta. Nan n�o � mais uma crian�a.

Ela � uma mulher. E esta no teatro.

Ela saber� lidar com os homens.

Eu tenho uma m� opini�o sobre os homens.

Eu cuido para proteg�-lo. Eu vou mat�-lo.

Matar um homem!

Voc� organizou isso para mim?

Bill, fique com a Srta. Henshaw.

Eu sou uma senhora e eu exijo respeito!

Vou atirar no pr�ximo que tentar se aproximar!

Queremos apenas Corky.

Eu tamb�m quero. � meu �nico marido.

Ela n�o vai atirar, peguem-na!

O tiro n�o saiu sozinho, ent�o calem a boca!

-N�o confiem, ela vai atirar. -Atiro, mesmo!

-Alguns inimigos, Emma? -Nem um...

s� quero que estes bravos homens deixem em paz o Corky.

-� Kilton! -Est� metido no alho.

-Encontrem uma corda. -Sim!

O que aconteceu?

Passamos tr�s dias presos na mina.

E sabemos que Corky n�o tem com o que nos pagar.

Ent�o, vamos nos servir.

Venha, ent�o, Shannon.

N�o foi sua ideia?

Diga-me, Cal, ele n�o � a fonte de tudo isso?

-Temos sido enganados. -� claro.

Ele faz o jogo do Montgomery Crane. Ele vai pagar.

-Quando? -Sim..

Quando quiserem.

Venham � bilheteria amanh� pela manh�.

Cada homem preso na mina tem direito a

um b�nus de 1.000 d�lares.

-O que voc�s acham? -O que dizem, rapazes?

1.000 d�lares, mais a pagar?

Ele fez um �timo neg�cio.

Viva Lucky John Kilton!

Devo lhes dizer...

que meu s�cio e eu compramos Rainha Midas.

Come�amos amanh� de manh�.

Precisamos de bra�os. Espalhem a noticia.

Rapazes, venham ao bar do Clancy,

eu convido para uma rodada!

Ela n�o � de verdade...

� obvio que sim. � Emma McGee, Rainha do Comstock.

Ela � incr�vel! Quero conhec�-la.

J� est� previsto. Ela ser� a sua anfitri�.

Se ele te surpreende,

espere para ver sua casa, o chamado "Castelo da Loucura".

Estou muito emocionada, mas n�o quero incomodar.

Esta casa tem trinta quartos.

Corky e eu s� ocupamos um.

� um prazer ter voc� aqui.

O que � isso?

� uma ideia do Corky.

Para ele, a Rainha de Comstock deve ter um trono.

Isso veio de um castelo na Europa.

Toda essa viagem para servir de cama ao gato.

Um piano de cauda! � �timo.

Chegaram de navio com o lustre Veneziano e os espelhos.

Bill � o �nico que pode obter uma �nica nota.

Corky disse que � o melhor, e n�s temos.

N�o, obrigado.

Beba-me, drink com os olhos

E eles v�o te dizer os meus segredos.

Deposita um beijo na ta�a

e n�o terei nada que fazer com o vinho.

A sede que vem da alma

requer uma po��o divina...

Um �nico gole do n�ctar de amor

E eu serei seu

para sempre.

Voc� canta muito bem.

Acorde. Voc� esta dormindo.

N�o eu, a eles!

Bravo! Bravo!

Magn�fico! Ser� que todos os mineiros cantam?

Economizamos dinamite.

-Dinamite? -Exatamente.

Quando encontramos uma mina de ouro, n�s come�amos a gritar.

As paredes vibram e os minerais caem nos nossos bolsos.

-Deve ser reciclado. -Podemos nos tornar s�cios.

Mas eu gosto de concertos.

-Sua voz � sublime. -Obrigado.

Seria presun�oso pensar em destino?

Eu temo que sim.

Por isso vou me contentar em ser ciumento.

N�o h� ningu�m para sentir ci�mes.

-� dif�cil de acreditar. -E, no entanto, � verdade.

Assuntos do cora��o s�o, sem d�vida divertido...

mas eu tenho coisas melhores para fazer.

O que � o que pode superar ao amor?

Minha carreira. Eu trabalhei duro.

E n�o sacrificaria por nada no mundo.

T�o bonita e t�o pr�tica...

-� incompat�vel? -Acho que n�o.

Mas complicado.

No meu universo, uma mulher entregue e pr�tica...

se sentira como em sua casa.

Seu universo n�o � muito para mim.

Quem sabe?

Basta experiment�-lo.

Para traz Satan�s.

Nos cante outra coisa.

Me desculpe, mas eu vou para cama.

-Estou exausta. -E como n�o estaria...

eu lhe mostro seu quarto.

-Boa noite, Srta. ambiciosa. -Boa noite, Satan�s.

Boa noite, Sr. McGee, e Sr. Shanks.

-Boa noite. -Boa noite.

Ent�o, como � o "Castelo da Loucura"?

Estou impressionada.

Eu estava muito quando cheguei.

Todas as ma�anetas de prata esterlina, torneiras,

pratos, dobradi�as...

Espere, eu vou lhe mostrar algo.

Olhe para isto.

Mesmo a hera vem de Windsor.

Eu estava sem dinheiro antes de conhecer o Comstock.

Eu continuei com uma pens�o para os mineiros.

Ent�o, fui exclu�da da minha pr�pria cozinha.

Como me sinto bem me livrando dessa coisa!

Este � o problema de ser a Rainha do Comstock,

Eu deveria me comportar como uma rainha.

Mas n�o seria nada sem Corky,

e sem a paix�o do min�rio do Lucky John..

-Como � ele? -Folgaz�o e esbanjador.

Eu lhe dou de comer, e banho...

Casar-se comigo foi sua melhor fa�anha.

Eu falava do Sr. Kilton.

Oh, ele...

Forte como o vento

Duro como granito e suave como a prata.

Tudo o que uma mulher poderia desejar.

Mas n�o uma como voc�.

N�o tenho nenhuma inten��o particular.

� que voc� n�o � igual...

as outras mulheres.

Uma �tima dica...

Continue cantando e esque�a Kilton.

-Por qu�? -� um homem das minas.

E dai?

Existem pessoas que gostam de u�sque e mulheres;

e outros, de minas.

Com o primeiro, voc� sabe para onde vai.

-E um mineiro? -� imposs�vel viver em paz.

Bilion�rio hoje, sem um tost�o amanh�.

Sempre ha greves, obras...

Mas eu tagarelo demais, e voc� deve dormir.

Deixe-me ajudar a desabotoar o seu vestido.

Se eu tivesse seu f�sico, gostaria de usar este tipo de apoio.

Olhe para mim...

Precisa de algo mais?

N�o, obrigado.

-Ent�o, boa noite. -Boa noite.

� um homem bom, t�o bom como o p�o.

Estamos chegando a Virginia City.

Como voc� me pediu, eu n�o disse nada desde Reno.

-Eu posso falar agora? -Eu posso impedi-lo?

N�o � assunto meu, mas... Por que voc� veio?

-Voc� est� certo. -Sobre o qu�?

N�o � assunto seu.

Eu acho que n�o tem nada a ver com Nan Henshaw.

-Est� aqui por ela? -Eu n�o me atreveria.

Eu tenho contas pendentes com Kilton.

� verdade,

voc� vai impedi-lo de que se aproxime de Nan,

ou eu sou o �nico retido?

Voc� � venenoso.

E um dia, o seu pr�prio veneno vai te matar.

Eu posso ajudar?

-N�o, obrigado. -Ent�o, adeus.

-Foi um prazer. -O que grande mentira.

Foi uma viagem pesada para n�s dois.

-Sim? -Eu tenho reserva em nome de Le Grand.

Estou desolado, n�o tenho quartos.

Mas eu telegrafei...

O hotel est� cheio ha duas semanas.

E em risco de continuar durante seis meses.

H� outros hot�is?

N�o dos que voc� gostaria.

Eu entendo.

Bom dia.

Senhor Kilton!

-Minha chave, Joe. -Claro, senhor.

Obrigado.

Carregue a sua bagagem para a minha su�te.

Joe, fa�am com que levem champanhe gelada.

Deixem no quarto.

Sinta-se em casa.

Eu vou levar minhas coisas.

-Voc� vai? -� claro.

Deixo para voc� o meu quarto.

-Voc� tinha pensado... -Eu n�o sabia em que pensar.

Aonde voc� ira?

Bill vive perto da mina ser� mais pr�tico.

N�o desfiz a bagagem desde S�o Francisco.

Parece que � uma su�te muito luxuosa.

E cara.

Tem algum problema em ser rico?

-Voc� deve saber. -Eu sei.

Eu queria ter a sua opini�o.

Eu gosto de aprender.

Na forma como voc� gasta, aprendera pouco.

10.000 d�lares para uma cantora

� muito, n�o?

Eu admiro o talento.

A esse pre�o, voc� incentivaria at� eu.

-Voc� canta? -� necess�rio?

Ajuda. Em todo caso, eu me lembrarei disso.

Ser� que a Sra. Henshaw est� no hotel?

N�o, amigos acolheram ela.

� muito delicada uma flor.

Somos,

ervas daninhas...

Desculpe...

Mas voc� est� certo.

� uma flor rara. N�o como eu e voc�.

Vou antes de que isto degenere.

Espero que n�o tenha ficado nada.

Eu gasto meu tempo em agradec�-lo.

No outro dia, pelo Coronet...

Voc� fala sobre a compra do mensageiro.

Olha. Se eu puder fazer algo, digamos assim.

Voc� j� fez muito, Sr. Kilton.

Eles me chamam de John.

Nem todo mundo.

Tudo depende da companhia.

Ok, John.

A prop�sito das companhias,

-Cuidado com Crane. -Voc� o conhece?

Muito bem.

V� em frente.

Bem...

Voc� n�o vai me deixar beber sozinha?

Voc� me disse saber...

o que � bom ou n�o para voc�.

Eu sei o que � bom para mim.

Querem sabotar Rainha Midas, n�o?

Sim, mas voc� tem certeza que o seu homem?

Por 1000 $, ele mataria at� sua av�.

Deixe ele entrar.

Venha, Stone.

Sente-se.

Abel Stone, o Sr. Crane.

Voc� sabe do que se trata?

-O Sr. Shannon me disse. -Voc� concorda?

Por 1000 $...

Sim.

Se voc� conseguir, ter� 2000.

Tem que parecer um simples acidente.

Com todos esses cartuchos na mina,

um inc�ndio pode ser iniciado com facilidade.

Ok, Stone.

Kilton est� contratando para o Rainha Midas. Ira contratar voc�.

Vamos ver se sua voz � digna do r�tulo.

Voc� disse que Stone � confi�vel.

E �.

Lucky John Kilton n�o tirar� proveito do concerto.

-Pare de se mover. -Emma, eu te amo

mas voc� me veste como um agente funer�rio.

Eu me sinto apertado.

Voc� quer sair com um macaco e com suas botas?

Eu me sentiria mais confort�vel.

-Meu marido � um asno. -Talvez, eu tenho poucas luzes,

mas eu tento melhorar.

-Estou atrasada? -Mas valeu a pena.

-Como me v�? -Como sa�da de um sonho.

-Posso? -Obrigado.

-O qu� � isso? -Um alarme.

Todos os volunt�rios para o quartel!

Precisamos de volunt�rios!

Todos os homens! Venha r�pido!

Vamos, depressa!

N�o fique plantado ai, precisamos de voc�!

John, venha! Midas est� pegando fogo!

N�o haver� concerto esta tarde.

A cidade inteira est� indo para a mina, inclusive eu.

Espere, eu vou com voc�.

-O qu� foi? -Um inc�ndio na mina.

O concerto foi cancelado. Todos se mobilizaram.

-Aonde � isso? -Eu acompanho voc�.

Os feridos necessitar�o de ajuda.

Pegue algumas garrafas.

Fa�a baixar a mangueira pelo duto.

-Est� aqui. -Existe algu�m do lado esquerdo?

Uma boa d�zia de rapazes.

-Acione a bomba! -Um pouco de �gua n�o far� nada.

Isso os molhar� se tentarem voltar a subir.

Fiquem para tr�s. N�o empurrem.

Vamos, Bill, sabe que � preciso evitar o p�nico.

-Existem feridos? -Algumas queimaduras.

Eles est�o no galp�o.

Eu posso ajudar com os primeiros socorros.

Belle Le Grand!

Eu quero me queimar se ela cuidar de mim.

Siiiim.

R�pido, enviem �gua!

Vamos

devem trazer para baixo a mangueira.

Aguardem!

Voc� quer matar esses pobres rapazes?

A �gua devolvera a fuma�a ao fundo.

-E os asfixiar�. -Quantos s�o?

-10 ou 12. -Voc� tem certeza?

Ningu�m subiu no elevador.

-As prote��es! -Mas...

-Eu vou descer. -� suic�dio!

Ha muita fuma�a no duto.

John Kilton quer prote��es. Ele vai descer.

Ali est�o, pegue-as.

-Quem tem uma faca? -Eu.

Fa�a um buraco para a cabe�a.

�gua! Ter� que molh�-los.

O que vai fazer?

Voc� pode baix�-lo?

� uma loucura, mas eu vou.

Eu tamb�m.

Muitas pessoas para baixar.

Desculpe, Bill. N�o h� espa�o.

Podem baixar.

H� doze rapazes presos l� embaixo.

Deixe-me ir, meu Joe est� l�!

Calma... Lucky John Kilton saber� o que fazer.

Esta l� embaixo ha meia hora.

Imposs�vel suportar tanto.

Ele est� perdido!

-Isso n�o � verdade! -N�o.

-Onde voc� est� indo? -Atr�s dele.

Suba o elevador!

Bill, se John n�o estiver l� ser� in�til.

O sinal!

Subam! Eles est�o chegando!

Gra�as a Deus.

As macas!

Voc� v� Joe?

Ele est� com eles?

Joe sair� dessa.

Temos que confiar em Lucky John Kilton.

Senhor, tenha piedade.

Faltam cinco.

John!

Eu n�o consegui localiz�-los.

John!

Est� tudo bem, querida.

-Tudo est� bem. -Uma maca.

-Aqui est� outro. -Vou em um minuto.

� John Kilton, doutor.

Esta gravemente ferido.

� grave?

Eu n�o sei.

John...

Esta tirando proveito da situa��o.

Voc� est� bem?

Claro que sim.

Satan�s n�o tem medo de fogo.

Aqui est�o os seus 2000 $. Bom trabalho.

Eu n�o sabia que os rapazes estariam l� hoje � noite.

S�o os riscos do of�cio, n�o pense mais nisso.

Faremos uma coleta para as fam�lias.

Boa ideia, a coleta.

-Por que vender? -Corky e eu gostamos de comer bem.

Est�o arruinados?

Pode-se dizer assim.

-E sobre os problemas com Kilton? -O que importa?

Uma mina em chamas n�o vale nada.

O inc�ndio se apagar�.

John "o infeliz" ainda n�o tinha pago a mina.

Ele tem que pagar 800.000 d�lares dentro de tr�s semanas.

A quem?

Montgomery Crane.

� grave para o Sr. Kilton...

N�o t�m outros rendimentos?

N�o. Embora encontrasse os 800.000 d�lares,

� uma despesa de trabalho.

Eu sei.

Por que acha que quero sua casa?

O que faz Belle Le Grand aqui se n�o s�o neg�cios?

N�o tenho nenhuma boa raz�o.

Neste caso, eu estou perdendo o meu tempo e o seu.

Nan Henshaw ainda est� em sua casa?

Sim.

Ela disse que vai ficar at� a cura de Kilton.

Para mim, faz por amor,

n�o pelo sentido do dever.

Espere...

Eu n�o vim para abrir uma casa de jogo aqui

mas a ideia me interessa.

N�o h� nada mais extravagante do que um mineiro no dia do pagamento.

Quando eu posso ir?

Agora, se voc� quiser. Vamos l�.

Volto em seguida.

� elegante e espa�oso

como deve ser todo cassino.

Pode instalar o bar na sala de jantar

a roleta e as mesas de jogo de dados...

Na antec�mara ou hall de entrada.

Os quartos do piso pode reservar...

Para quem gosta de perder dinheiro na privada.

Pare-me ou eu mesma vou montar o cassino.

De uma volta e decida.

Pago ao pessoal e volto.

Gra�as aos c�us!

Me desculpe.

-Eu n�o vejo porqu�. -Procurando a Sra. McGee?

N�o, n�o, obrigado.

Eu sou Nan Henshaw.

Eu sei.

Eu a vi em San Francisco.

-Voc� canta muito bem. -Obrigado.

Ser� que vai voltar breve para Nova York?

Eu n�o sei.

Eu n�o vejo o que pode atrair uma cantora aqui.

Outro lugar � um pouco melhor.

Eu quase n�o estreio.

N�o brigam por me ouvir.

Leva tempo para construir uma reputa��o...

em qualquer coisa.

Estranho... Tenho a impress�o de conhec�-la.

-Eu estava no inc�ndio. -Deve ter sido...

Eu pensei que...

s�o seus olhos...

-Ent�o, o concerto? -N�o haver�.

Kilton esta mau.

Quando eu posso vir?

-Sempre. -Dentro de uma semana?

Eu tenho assuntos para resolver, em San Francisco.

Eu vou pagar na minha volta. O que voc� acha?

Como voc� desejar. Isso ser� perfeito.

Vou arrum�-lo para que tudo esteja pronto.

Eu quero guardar os tapetes, cortinas,

os espelhos e os grandes m�veis.

Perfeito, assim o faremos com muito prazer.

Obrigado.

-Quem � ela? -Belle Le Grand, a jogadora.

Voc� merece outras campainhas.

Ela vai me livrar dessa mans�o,

Deus a aben�oe por isso.

Contate a Srta. Henshaw nesta dire��o,

em Virginia City.

Diga que voc� a ouviu em San Francisco,

e lhe prop�e uma turn�.

Este tipo de turn� n�o � sempre...

muito rent�vel.

O Sr. Barnum n�o reclamou de Jenny Lind.

Eu n�o sou o Sr. Barnum.

�s vezes, as cantoras fazem grande sucesso,

mas nem sempre.

� uma jogada de p�quer.

O jogo � o meu trabalho.

O nome da Madame n�o deve aparecer...

neste... assunto?

N�o, apenas o seu "Gambarelli apresenta... "

"Gambarelli apresenta. " De acordo.

-"Gambarelli apresenta"... -Espere.

-Tome $ 10.000. -Obrigado

-Se precisar de mais, diga. -Obrigado, minha senhora.

Muito obrigado. Adeus.

Como se eu n�o tivesse feito o suficiente.

Voc� gosta de desperdi�ar dinheiro.

N�o desperd�cio, invisto.

Este investimento poder� me produzir...

o dobro.

O Sr. Kilton quer lhe ver.

Fa�a ele entrar.

Sr. Kilton...

Bom dia, Kilton.

-Lamento pelo inc�ndio. -Voc� � um profeta.

Voc� planejou o acidente, mas n�o a morte dos cinco.

-Eu estou sendo acusado? -N�o.

Eu n�o tenho meios para combat�-lo hoje.

Eu venho para pagar minhas d�vidas.

Chegara a hora. Este � o seu cr�dito.

Isso mesmo.

Esta carta vai junto ao pagamento.

"Querido Senhor, por favor, aceite o pagamento...

da d�vida de Sr. Kilton. Mary Kittredge. "

Mary Kittredge? Quem �? "

Ou�a, Kilton...

Eu n�o entendo o seu jogo,

ou o que quer esta mulher.

Voc� liquidou seu cr�dito. V� embora.

Pagou-me isso a diva?

Um dia eu vou matar voc� por isso.

Contratara um assassino.

E voc� ter� pago um milh�o por esta carta.

At� logo, pobre homem.

Eu gosto de negociar com voc�.

E agora?

Quanto valem as a��es da Rainha Midas?

110 d�lares.

Fale com Parkington em San Francisco.

Diga a ele para vender nossa parte.

Abandonara Rainha Midas?

Muito pelo contr�rio.

Kilton devera gastar uma fortuna...

para reparar a mina.

Deve vender sua parte.

As cota��es ser�o t�o baixas que dever� livrar-se de tudo.

Comprara tudo e ele vai ficar fora.

-Como Coronet... -Desta vez, funcionara.

N�s vamos sentir sua falta.

Emma e eu sempre desejamos uma menina.

N�o seja t�o sentimental, Emma.

N�o vejo a hora de partir.

O que far� em uma pens�o de mineiros?

O servi�o de mesa, atendimento domiciliar.

V� ent�o!

Voc� foi feita para o palco

n�o para lavar os pratos.

-O castelo se esquece. -N�o enquanto est� em p�.

Minha pr�xima casa vai ter o tamanho normal.

E serei livre para engomar minhas cortinas.

e para cozinhar.

Eu acho que gostaria.

Eu virei vela na minha volta.

N�o volte, Nan. N�o fa�a essa loucura.

John esta sabendo que voc� est� indo?

Ainda n�o.

Lembre-se que voc� pertence ao p�blico.

N�o deixe que seu cora��o a retenha.

Nunca conhecer� a paz com um mineiro.

Caros s�cios...

Me sai bem, eu tenho uma surpresa.

Uma surpresa? De que tipo, boa ou ruim?

-Boa, eu espero. -Desde quando voc� sabe ler?

De acordo. O que diz?

A carta de cr�dito... Paga!

Fant�stico! Mas como? Por quem?

"Querido Senhor, por favor, aceite...

o pagamento da d�vida...

do Sr. John Kilton. Mary Kittredge ".

Mary Kittredge!

-Quem � ela? -Eu perguntei ao Crane.

-N�o sei. -Algu�m deve saber.

-Bill, talvez. -Onde ele est�?

Vigia o Rainha Midas. Eu vou avisar ele.

Parece que se vai.

Foi-me oferecido uma turn�.

Gambarelli...

n�o � mau.

Eu vou, voc� sabe.

-Ningu�m a obriga. -Sim

-Quem? -Eu.

Me entenda. � uma oportunidade de eu esperava.

Saberei se valho alguma coisa ou perco meu tempo.

Lhe suplicar que ficasse n�o mudaria nada?

N�o.

Eu n�o sou a �nica pessoa no caso.

Eu entendo se voc� nomear Mary Kittredge.

Sim.

Ela liquidou uma grande soma que eu devia ao Crane.

Voc� a conhece?

N�o.

� estranho.

Por qu�?

Foi ela quem financiou minhas aulas de canto.

-Voc� falou com ela sobre mim? -Eu nunca falei com ela.

Eu nunca a vi.

-N�o sabe quem ela �? -Absolutamente n�o.

Quem quer que seja, devemos muito a ela.

Encontraremos,

temos que recompensar sua generosidade.

-Voc� n�o acha? -Sim, voc� est� certo.

-Tamb�m pode ser um erro. -Duvido muito.

O que voc� vai fazer?

Quando eu tocar no premio gordo...

Eu virei para busc�-la.

-Bom dia. -Srta. Le Grand.

Bom dia, John.

Bom dia, Belle.

-N�o abrimos � tarde. -Podemos conversar?

-O qu� ha John? -Voc� �...

Mary Kittredge.

Como voc� sabe?

Voc� tem uma escrita particular.

Aqui tem uma carta para o Crane assinada "Mary Kittredge".

E aqui voc� me agradeceu pelo quarto

assinada "Belle Le Grand".

-Falta de prud�ncia. -Por que voc� pagou?

Voc� me cedeu o seu quarto.

-Aluguel caro. -Eu tenho meios.

Vamos parar de jogar.

N�o ter� tomado minha iniciativa errado, n�o?

N�o.

Tem em mim a sorte

-Mas eu n�o. -por que?

Eu me apaixonei.

N�o, Belle.

N�o seria bom.

Por que eu acho que voc� quer a Nan?

Protegida de Mary Kittredge...

Qual � a rela��o?

-Voc� sabe isso tamb�m? -Eu acho.

Bem...

-� minha irm�. -Sua irm�?

Ou�a, John...

Eu lhe fiz um favor, devolva-me.

Como?

N�o diga nada, por favor.

N�o vou dizer nada.

Fazer a turn� � coisa sua?

-Sim. -Por qu�?

Para ficar longe de voc�.

-Eu sou muito mau? -Voc� n�o � para ela.

Ela n�o se encaixa em sua vida.

Voc� n�o � o tipo que promove sua carreira.

Prejudicariam se um ao outro.

E para n�o nos prejudicar,

voc� finge me amar?

-Voc� estaria disposta a tudo. -A tudo, sim.

Seus milh�es n�o lhe autorizam a brincar de Deus...

ou decidir a vida dos outros.

At� hoje, Nan n�o teve queixa disso!

Um dia eu vou pagar minhas d�vidas.

Depois, volto para Nan aqui, quero que pense nisso.

O que voc�s acham que � isso?

Srs. estamos no cora��o do Comstock.

O fil�o principal.

Aqui est�o tr�s milion�rios.

-O premio gordo! -Ol�, fil�o!

Est�vamos � procura ha d�cadas!

Sem o inc�ndio,

n�s n�o ter�amos descoberto.

-Vamos recolher amostras. -N�o t�o r�pido.

Antes de faz�-lo p�blico...

-Voc� tem que anular o inimigo. -Crane heim?

Prestem aten��o e ou�am bem.

Fecharemos o acesso � galeria

e colocaremos guardas.

Faremos acreditar que o inc�ndio continua.

Quando eu lhe disser, voc� far� vir um inspetor,

para estimar a quantidade de min�rio dispon�vel.

Convoque tamb�m um jornalista,

como Mark Twain, do "Enterprise ".

Ele tem a reputa��o de ser honesto.

-Ser� um bom golpe. -A diligencia est� pronta.

Obrigado, rapaz.

Adeus, Bill.

-Eu telegrafo de Nova York. -O que voc� vai fazer l�?

Impedir os planos de uma mulher.

Bravo!

Magn�fico!

-Eu estou t�o feliz. -Eu mais do que voc�.

-Ou�a-os! -� t�o emocionante.

Viena, Londres, Paris e Roma aclamar�o voc�.

LUCKY JOHN KILTON ENCONTRA UMA JAZIDA.

� Parkington.

Algu�m comprou toda nossa parte.

Midas est� negociando ha 2500.

Sua armadilha se fecha sobre voc�.

-Quando � que vamos? -De jeito nenhum.

Jurei p�r o Kilton fora do jogo, e o farei!

Mas as pessoas daqui est�o com ele.

Eles sabem que ele o eliminou da mina

e ele tem a menina.

-E voc�? -Eu estou com voc�.

Mas o que fazer com Kilton?

Vai ser f�cil fazer dele objeto do �dio.

O que fariam os mineiros se Kilton tivesse provocado o inc�ndio?

-Bom dia, Joe. -Sr. Kilton!

A minha chave, Joe.

A senhora pediu. Ela espera l� em cima.

Bom dia, Belle.

-O qu� aconteceu? -M�os ao alto.

Bem, relaxe.

-Explique-se, rapaz. -Vai me seguir.

Ok, mas para onde?

Em um processo organizado pelos mineiros.

Os meninos est�o com pressa para v�-lo.

Sua cota��o est� baixando.

-Voc� liderou uma rebeli�o? -Voc� vai ver.

E voc� esta com ele?

N�o. Eu vim para avis�-lo, mas ele j� estava aqui.

Obrigado por tentar.

Nem pendurado, vai me tirar o Comstock...

-Vai ser devidamente julgado. -Eu n�o confio nisso.

Conserve o seu chap�u e fuja, rapaz.

Eu estou bem. Fuja.

Eles v�o enforcar voc�.

-O que ele disse? -Que voc� provocou o inc�ndio.

T�m o Corky e o Shanks. Depressa.

H� um cavalo amarrado atr�s do meu carro.

Obrigado.

-Eu ouvi... -Chame um m�dico!

Bem, senhorita.

Agora voc� tem sua vingan�a, certo?

Cale a boca, o m�dico est� chegando.

J� est� bem. Instalem a mesa.

Fa�am passar as cordas sobre esta viga.

N�s n�o queremos machuc�-la,

mas voc� estragaria parte da nossa noite.

Se Emma pudesse se libertar, mataria todos eles.

Bem, venham aqui.

Ou�am o que eu tenho a dizer.

Todos sabem o que Kilton e outros fizeram a Coronet.

Encurralados como o gado,

durante tr�s dias

enquanto ganhavam milh�es.

A quem isto beneficiou? Um b�nus!

Um b�nus lament�vel depois de ter sua dignidade pisoteada!

E depois? Ateou fogo na Rainha Midas

para resgatar as a��es a pre�os baixos e enriquecer ainda mais si mesmo.

O que lhes importa se cinco de voc�s morrerem?

Nada!

Eles se enriquecem.

Eu chamo isso de assassinato!

Esperem! Esperem, senhores...

John Kilton est� na cidade.

Crane vai trazer ele. Quando estiver aqui...

Lamento que Crane n�o tenha vindo.

Aten��o!

Eu n�o quero ferir ningu�m, tenham calma.

Voc�, venha aqui.

R�pido.

Virginia, pegue uma faca e liberte meus amigos.

Pegamos ele!

Eu sei que o que fiz com voc� foi errado.

Lamento que isso n�o foi melhor.

� o passado, esque�a.

Voc� sempre me disse que eu acabaria mal, certo?

Kilton n�o colocou fogo na mina.

Quem foi? Diga-me!

Abel Stone.

Eu contratei ele. Eu queria prejudicar Kilton,

mas ele t�m muita sorte.

Uma mulher pagou seu cr�dito.

Fui eu.

Eu deveria ter adivinhado.

Voc� ama ele, certo?

-Sim -Onde esta?

Eu o avisei. Ele se foi.

N�o deixara a cidade sem amigos.

Voc� deve...

Tarde demais, doutor.

Prontos, preparem-se para esticar as cordas.

Esperem!

Eles n�o colocaram fogo na mina.

Quem fez ent�o?

-Montgomery Crane. -Onde ele est�?

Ele est� morto, mas me disse quem tinha feito.

-Quem foi? -Esperem. Devagar!

Quem incendiou Rainha Midas?

Um tal de Stone.

Abel Stone. Contratado por Crane.

Peguem ele!

Montem em seus cavalos e fujam, como um bando de ratos!

Vamos, fujam!

E n�o se esque�am que esta cidade tem uma rainha!

Bom dia, John.

Bom dia, Belle.

Eu vim especialmente lhe agradecer por isso.

O que � isso?

O dinheiro que eu lhe devo,

mais 500 a��es do Rainha Midas.

� muito gentil, mas eu tenho provavelmente mais do que voc�.

Fiz-me com elas t�o logo Crane as colocou no mercado.

Bom tiro! Voc� � uma excelente companheira.

-Voc� est� indo embora? -Sim.

Estou indo para New York,

para lhe devolver a Nan Henshaw.

Por qu�?

Eu tenho muito que brincar de Deus.

Eu me intrometi em suas vidas.

Belle... voc� tinha raz�o.

Nan e eu n�o poder�amos viver juntos.

Mas John...

Voc� a quer.

Isso � o que eu pensava.

Mas eu percebi que gostava era de outra.

Outra?

Outra, n�o percebeu minha erva daninha.

Oh, John...

Subt�tulos realizados por NubeAzul y pentodo para Forajidos De leyenda.

Tradu��o do Espanhol Elton Julho 2011

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