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Original subtitles

AMNESTY BAY MAINE, 1985

Julio Verne escreveu uma vez:

Ponham dois barcos no mar alto,

sem vento nem maré, e eles se encontrarão.

Foi assim que os meus pais se conheceram.

Como dois barcos destinados a encontrar-se.

Está bem, está tudo bem.

Calma, calma, calma.

Não estavas a respirar.

Eram de mundos diferentes.

Mas a vida, como o mar, tem uma forma de unir as pessoas.

Ia preparar-te uns ovos.

Só não comas o meu cão, está bem?

Está tudo bem. Preparei um chá.

Vá lá, tenta. Vais sentir-te melhor.

Então, quem és?

Atlanna.

Rainha da Atlântida.

Sou o Tom. Guardião do farol.

Fugiu de um casamento arranjado, deixando o seu mundo para trás.

Mas no farol do meu pai, encontrou uma coisa,

inesperada.

E o meu pai, encontrou o amor da sua vida.

Espera-se que o furacão Arthur de categoria 4

chegue a terra depois das duas da tarde...

Que tal Arthur?

Por causa do furacão?

E por causa da lenda. Era um Rei, não era?

É mais do que isso.

É a prova viva que o nosso povo pode coexistir.

Podia unir os nossos mundos algum dia.

E o Tridente só podia ser empunhado pelo Atlante mais forte.

E deu ao Rei Atlan, o domínio dos sete mares.

Ele tornou-se tão poderoso, que o oceano tornou-se tão ciumento,

que enviou um terrível terramoto para destruir a Atlântida.

Afundou-se no fundo do oceano.

Mas a lenda diz que um dia

um novo Rei virá

e que vai usar o poder do Tridente

para voltar a reunir a Atlântida.

Tom, pega nele!

Rainha Atlanna...

Pela autoridade do Rei Orvax,

ordeno que regresse a Atlântida.

Atlanna!

Mas a memória da Atlântida era grande

e o seu Rei recusava-se a deixá-la ir.

Atlanna!

Tom! A minha arma!

Os dois mundos não estavam destinados a encontrar-se

e fui o produto de um amor que nunca deveria ter sido.

Não precisas fazer isso, Atlanna. Por favor.

Tom. Eles vão sempre encontrar-me. Na próxima vez enviam um exército.

Tenho de regressar.

É a única maneira de o salvar.

De salvar-te.

De onde venho,

o mar leva as nossas lágrimas.

Aqui não. Aqui, sentes.

Voltarei para ti, quando for seguro.

Um dia.

Aqui mesmo. Ao amanhecer.

Estaremos juntos novamente.

Faz-te forte, meu pequeno Príncipe. Estarei sempre contigo.

Não deixes que ele me esqueça.

A vida veio toda do mar.

Assim, se nos quisermos entender

temos de viajar para onde tudo começou.

Hoje em dia, temos melhores mapas de Marte,

que do nosso fundo do mar.

Aproxima-te, peixinho.

- Vá lá. Venham por aqui. - Meninos, parem.

Olá, peixinhos.

O meu nome é Arthur. Qual é o vosso?

Têm fome?

Olha para isto. O Arthur está a falar com os peixes.

És um anormal, Arthur.

- Não! Parem! - O que vais fazer, anormal?

- Parem! Larguem-me! - Anormal.

A Q U A M A N

PRESENTE

Vamos! Vamos, anda.

Mexe-te! Anda lá. Despacha-te!

Senhor, dominámos o Capitão.

O sinal de ajuda está desactivado. Estamos a correr às escuras.

Eles ouviram, podem contar com isso.

Proponho-te um acordo.

Não te digo como deves ser Capitão,

e tu não me dizes como devo ser pirata.

Onde está o resto da tripulação?

A tua discrição pesou mais que o teu valor.

Eles trancaram-se na câmara dos torpedos.

A nossa reputação precede-nos.

A tua reputação. Esta vitória é tua.

Toma.

Não posso aceitar essa sucata, é o amor da tua vida.

Nunca te contei a história por detrás disto.

Isto foi do teu avô.

Ele foi um dos primeiros mergulhadores da Marinha,

durante a Segunda Guerra Mundial.

Era tão furtivo na água

que a Unidade dele apelidou-o de "Manta".

Mas depois da guerra, o país esqueceu-o.

Então regressou aos mares, à procura de comida e viver com o seu engenho

e com esta faca. Deu-ma quando tinha a tua idade.

E agora é tua, filho.

Batemos nalguma coisa.

- Não. Alguma coisa bateu-nos. - Senhor, há uma coisa lá fora.

- Outro submarino? - Não, acho que é um homem.

Isto não é um homem.

Stopper, pela direita. Equipa Bravo, limpem o caminho.

Autorização para subir a bordo.

Olhem! É o Aquaman.

Rápido, estou a perder a happy hour, por causa disto.

Vamos, vamos!

Tenho esperado muito tempo por isto.

Devia saber quem és?

Viajo por todos os mares.

És o Aquaman.

Estávamos destinados a encontrar nalgum momento.

Não vamos fazer disso um hábito.

Para cima.

Não é a minha hora de morrer.

Pai!

Pai.

É o teu filho?

Devias ter vergonha.

Se entraram nesta confusão, saiam dela sozinhos.

Sacana!

Pai!

Pai...

Espera! Ajuda-me. Está preso!

Não podes deixá-lo assim!

Por favor!

Mataram pessoas inocentes.

Pede misericórdia ao mar.

RUPTURA DO CASCO

Sai daqui! Eu consigo...

Cala-te. Não vou abandonar-te.

Tens de viver, para poderes matar aquele filho da puta.

Agora, vai!

Não.

- Vai! - Não!

Não!

Maldito!

Vai.

Sei sempre onde te encontrar.

Hábitos antigos.

Sim!

Anda, convido-te para o pequeno-almoço.

Queres que peça para porem dentro de uma garrafa?

Como é que consigo respirar na água, e consegues ganhar-me a beber?

É o meu superpoder.

O mesmo pirata que é suspeito

de estar ligado ao desaparecimento do protótipo

de submarino furtivo, altamente secreto da Marinha.

E, em desenvolvimento adicional, temos informações não confirmadas

de que o meta-humano apelidado pela comunicação social como Aquaman

foi responsável por esse ousado resgate...

Não fui eu.

Merda. Estás a fazer isso, não estás?

O que o Vulko treinou para fazeres.

Sabia que não podias ficar de fora para sempre.

A tua mãe sempre soube que eras especial.

Não comeces.

Ela acreditava que serias tu a unir os nossos dois mundos.

Pára, por favor.

Seja qual for o teu problema com Atlântida, és maior que eles.

Atlântida assassinou a minha mãe.

- Não tens a certeza. - Sim, tenho.

Levaram-na por ela te amar e por me ter tido.

E tu sabes.

Filho, algum dia terás de parar de te culpar.

Olá, amigo.

És o rapaz peixe da televisão?

Porreiro.

É homem peixe. O que queres?

Vou-te dizer o que quero.

Podemos tirar uma foto contigo?

És como o nosso herói local, meu.

Vai ser rápido.

Muito rápido.

- Que seja. - Está bem. Vamos fazer isso.

Não me toques.

Bem, que tal aqui. O que disseres.

Aqui vamos nós. Sorriam.

ALGURES NO OCEANO ATLÃNTICO

Ele percebe o significado desta reunião.

Ele vai ouvi-lo.

- Rei Orm. - Rei Nereus.

Escolheste um local de reunião perto demais da superfície para o meu gosto.

Não reconheces o Conselho dos Reis?

Na época de Atlan, quando os sete Reinos eram um só

os nossos ancestrais reuniam-se aqui.

Atlântida sentava-se aqui à cabeceira da mesa.

Xebel estava sempre ao seu lado.

Salmoura, Pescadores, Desertores e Fossa,

ainda não tinham caído.

E o Reino Perdido ainda não tinha desaparecido.

Juntos, éramos o maior Império que o mundo jamais viu.

Mas agora sento-me no trono de Atlan vinculado por leis e políticas arcaicas,

enquanto a ameaça acima de nós cresce inegavelmente.

A violência sempre atormentou a superfície.

Eles vão destruir-se.

Não antes de nos destruírem primeiro.

Temos andado escondidos há tempo demais.

Chegou o momento da Atlântida erguer-se de novo.

Honramos-te Rei Nereu...

convidando Xebel a ser o primeiro reino a juntar-se à aliança do Rei Orm.

Como se tivesses escolha, Vulko.

Pela lei, precisam de quatro dos sete Reinos,

para subir e atacar.

Reino Perdido e Desertores pereceram há muito tempo.

Fossa não passava de pescadores.

Salmoura não se vai juntar a ti e Pescadores são cobardes.

Sem o meu exército e eu para os convencer,

os teus planos esfumam-se.

Mas eu sei o que realmente queres.

Uma vez que consigas juramento dos quatro Reinos,

serás considerado...

Mestre do Oceano.

- Isso é um mero título. - Não sou tolo, Rei Orm.

Como Mestre do Oceano serás o Comandante

do maior poder militar deste planeta.

Sou a escolha natural para liderá-lo.

És?

E os rumores de que há outro?

Um Atlante a viver na superfície.

Um de sangue real.

Podes sentar-te no trono da Atlântida,

mas o teu domínio é fraco. Como esperas unir o Império?

O bastardo da minha mãe nunca esteva em Atlântida.

A lealdade dele é para...

Habitantes da superfície! Às armas!

O Rei está ferido!

Não estou a tentar começar uma guerra.

A guerra já começou.

Então está na hora de enviar uma mensagem de que estamos aqui.

Estou bem.

- As chaves, as chaves. - Obrigado.

Vamos para casa tratar do barco.

Se o teu avô fosse vivo, dava-nos

na cabeça por não o acabarmos.

Digo-te o que vamos fazer, ainda há muito tempo para isso.

Tenho de levar-te para a cama.

Sim.

- Tenho andado à tua procura. - Não. Não.

Preciso que venhas comigo a Atlântida.

Ouve.

Digo-te a mesma coisa que disse aquela estrela do mar do Vulko,

mas com mais tacto porque és uma senhora.

Não, obrigado. Não estou interessado.

Derrotaste o Steppenwolf e salvaste a Atlântida.

Isso não teve nada a ver com a Atlântida.

O teu meio-irmão, o Rei Orm, está para declarar guerra

ao mundo da superfície. Vão morrer milhões.

Do teu povo e do meu.

Temos de o parar.

E como queres fazer isso?

És o primogénito da Rainha Atlanna.

O trono é teu por direito de nascimento.

A única maneira de parar esta guerra

e salvar os dois mundos

é tomares por direito o teu lugar como Rei.

Achas que se eu aparecer, o Orm vai desistir do trono?

Sou filho bastardo de uma Rainha que o povo dela executou.

- Acredita em mim, não sou Rei. - Concordo.

Fantástico. Vai.

Mas, Vulko parece acreditar em ti por alguma razão.

E é por isso que estou aqui. Vulko sabe da localização

- do Tridente perdido da Atlântida. - Conto de fadas.

- É um mito. - Não é um mito.

Com o Tridente sagrado, o povo ouvir-te-á.

Poderás reclamar o teu direito de nascimento

e destronar o Orm.

O meu direito de nascimento? Morreu com a minha mãe.

Mas prometo-te isto...

Se o Orm nos atacar, vou tratá-lo da mesma maneira

como o povo dela a tratou.

Sem piedade.

ALGURES NO MAR DO NORTE

Aquele submarino mal funcionava, mas serviu o seu propósito.

Um da tua espécie interveio.

- Não é um de nós. - Ele matou o meu pai.

A nossa transacção acabou.

Fica com o dinheiro.

Quero o Aquaman.

Pai!

Pai!

Pai.

Pai.

Pai.

- Não está a respirar. - Deixa-me ajudar.

Vá lá, pai.

Sabes que nem sei o teu nome.

Sou a Princesa Y'Mera Xebella Challa.

Podes chamar-me Mera.

Obrigado, Mera.

Meu Deus!

Isto é obra do Orm.

O pior está para vir.

- Há uma inundação... - Os edifícios foram destruídos...

...sem precedente em locais de todo o mundo, hoje...

Estamos a ver navios de guerra e lixo a ser arrastado por ondas gigantescas.

Estas cenas extraordinárias parecem ser...

...emergência em várias localidades.

Décadas de poluição foram devolvidas a terra.

A questão é: Foi um desastre natural

ou outra coisa?

Não, isto não foi um desastre natural.

Eles deitaram fora o nosso lixo e navios de guerra.

Foi o nosso primeiro contacto com o povo da Atlântida.

Lá está você outra vez com a sua teoria maluca.

Não tem nenhuma prova disso.

Abram os olhos.

Já temos um Atlante a viver entre nós

e o nome dele é Aquaman.

O que é isto?

É o local exacto onde o Vulko deu a minha primeira lição formal.

Tens de esquecer os ensinamentos do mundo da superfície.

Vai mais fundo para descobrires o teu instinto Atlante.

Mas eu não sei nadar.

Nem de perto.

Então, estamos de acordo.

Ajudo-te a parar esta guerra, depois acabou.

Talvez seja o melhor.

O oceano é mais do que a nossa fonte de vida, é o que somos.

Espere. Consegue falar debaixo de água?

Também consigo falar debaixo de água!

Isto é incrível!

Não. Podemos fazer mais do que só falar.

Ser Atlante, significa ser mais do que ser capaz de respirar na água.

O teu corpo consegue sobreviver ao frio extremo e à pressão.

Os teus olhos adaptam-se para ver no escuro.

Isto é incrível!

Vulko, quando posso conhecer a minha mãe?

Em breve, meu jovem Príncipe.

Quando estiveres pronto, levo-te a Atlântida para conheceres a Rainha.

Escondi a minha nave aqui.

Ouve. Não vou entrar nessa coisa.

Bem, para chegar aonde vamos, terás de fazer isso.

A tua nave foi marinada com água salgada.

Sairia de lá a cheirar a bacalhau.

Era uma melhoria.

Sim.

REINO DA ATLÂNTIDA

Qual é o objectivo de terem uma ponte debaixo de água?

A ponte de entrada é um remanescente do velho mundo.

É a única maneira de entrar ou sair da capital.

Porque não há ninguém em cima dos muros?

A segurança é impenetrável.

Mesmo que conseguissem passar pelos guardas

não passariam pelos hidro-canhões.

As pessoas tentam esgueirar-se o tempo todo.

Sim, pois.

O que é isto?

Controlo da fronteira aduaneira.

Não te preocupes, tenho autorização diplomática.

Bem-vindo a casa.

Há uma casa segura na antiga cidade.

Os da nobreza nunca se aventuram a ir ao fundo do mar.

Chegamos.

O que é isto?

São bolsas de ar que usamos como precaução.

Só os da nobreza conseguem respirar água e ar.

Além disso, mantém os animais lá fora.

Eles ficam meio confusos.

Vulko. Aqui estou eu, velhote.

Depois destes anos todos, conseguiste o que querias.

Arthur, desejava que fosse em melhores circunstâncias.

Não consigo acreditar que o Orm atacou.

Não foi bem um ataque, legalmente, ainda não está autorizado.

O que ele fez com os navios de guerra na superfície

- foi só um aviso. - O que provocou isso?

O Rei Orm e o pai foram emboscado pela superfície.

Pela superfície? Não me parece.

Ainda pensam que a Atlântida é um conto de fadas.

Eu estava lá.

Um navio de guerra da superfície disparou contra nós.

Agora, Xebel está do lado da Atlântida.

Dando ao Orm uma frota suficientemente forte

para forçar os dois reinos a juntar-se a ele.

Se vamos impedir esta guerra, tens de o destronar agora.

Quantas vezes tenho de dizer, não quero ser Rei.

Não estás a perceber.

Quando for nomeado Mestre do Oceano, será tarde demais.

O poder à disposição dele será diferente de tudo que já viste.

Sou da superfície. Ninguém me vai levar a sério.

Nem sei por onde começar.

Conquistando o coração e a mente das pessoas

provarás que és digno delas.

Recuperei isto.

Já tenho um desses.

Como este não tens.

Este é o Tridente perdido da Atlântida.

- Conheço a história. - É mais do que uma história.

É real.

Foi forjado pelo maior mestre de armas da história.

Feito a partir do aço Poseidon,

para o Rei Atlan, o primeiro governante da Atlântida.

Diz a lenda que o Tridente foi construído com o poder

de comandar o mar.

Então, o que lhe aconteceu?

Para saber isso, temos de voltar ao tempo anterior à Grande Queda.

Quando o Rei Atlan governou,

os reinos da Atlântida eram um só.

Era uma época de grande prosperidade e avanço tecnológico.

Descobrimos o segredo da energia ilimitada

numa altura, que o resto do mundo

ainda pensava que a Terra era plana.

Mas tornámo-nos muito ambiciosos,

com muita fome de poder.

O oceano engoliu-nos e a Atlântida afundou.

Mas o mesmo poder que colapsou a nossa civilização,

também abriu caminho ao nosso futuro.

Deu-nos a capacidade de respirar debaixo de água.

E assim, evoluímos.

Outros regrediram.

Tornaram-se selvagens.

E o Rei viveu o resto dos seus dias em exílio auto-imposto.

Nem ele, nem o Tridente voltaram a ser vistos.

Uma das nossas equipas arqueológicas descobriu isto há alguns meses.

É um antigo registo que remonta à primeira dinastia.

Acredito que contém a última mensagem do Atlan ao seu povo,

- e o paradeiro do Tridente sagrado. - Então, o que diz isso?

Não sabemos.

A tecnologia é muito antiga.

O cilindro tem a marca do Reino Desertores.

Têm de o lá levar para recuperar a mensagem.

A pista do local do descanso final do Atlan, está dentro disto.

Defesa fronteiriça.

- Está preso por entrada ilegal. - Não, não.

Não nos podem ver aqui.

Suponho que não queres falar sobre isto, pois não?

Eu também não.

Em nome de Sua Alteza, Rei Orm, declaro que está preso.

Bem-vindo à Atlântida...

Irmão.

Não posso acreditar que estás finalmente aqui.

Tenho ouvido tantas histórias sobre ti.

Todos estes anos, vivi a vergonha da minha mãe,

por ter perdido a honra com um habitante da superfície.

Vergonha de ter um irmão mestiço,

a quem quero atravessar com o meu Tridente.

Mas agora que finalmente estás aqui perante mim,

devo admitir...

Estou em conflito.

Queres conflito? Tira estas correntes, irmãozinho,

e veremos quem acaba por ser atravessado.

Sim, vejo que trouxeste a arma da nossa mãe.

É por isso que vieste aqui depois deste tempo todo?

Para me matares?

Vim aqui para parar um maníaco de destruir o nosso mundo.

Estou a ver.

E como pretendes parar as atrocidades

que os da superfície andam a cometer?

Durante séculos, poluem as nossas águas

e envenenam os nossos filhos.

Agora, os céus estão a arder e os oceanos a ferver.

Vieste aqui para estares do lado deles contra o teu próprio povo?

Não há lados, numa guerra como esta.

Claramente escolheste um lado, vires desafiar-me pelo trono.

Isto é para parar a tua guerra.

Estás a invocar o Combate dos Reis?

Chama como quiseres. Chamo isso de porrada.

Bem, então talvez seja assim que vamos proceder.

- Vossa Majestade! - Orm, por favor.

Não estão a ver?

Se derrotar o primogénito de Atlanna, num desafio formal à frente de todos,

então, os sete Reinos terão de reconhecer

que eu, sou o único verdadeiro Rei.

Vossa Majestade, não há vitória em alimentar um ignorante.

O seu irmão é claramente um imbecil.

Vossa Alteza, ele não conhece os nossos costumes.

Então, está prestes a receber a sua educação.

- Estás oficialmente a desafiar-me? - Claro que te desafio.

- E quando eu ganhar... - Se ganhares...

Acabo com as acções imediatamente, e a guerra terminará.

Mas se eu ganhar,

é o teu fim.

- Boa. - Assim seja.

O desafio foi feito, e eu aceito.

Preparem-no para o Anel de Fogo!

Espera aí. Anel de quê?

Como podes ser tão tolo deixares o Orm atrair-te para um combate?

Acho que vai resolver todos os nossos problemas.

Venço-o em batalha. A guerra acaba. Vou para casa.

És um lutador formidável em terra,

mas aqui estás fora do teu elemento, literalmente.

Orm passou toda a sua vida debaixo de água.

A treinar para ser um guerreiro. A treinar para ser o melhor.

Ensinaste-me a lutar, Cobra Kai.

Vamos ver se te lembras de alguma coisa.

- O que se passa com o garfo? - É um Tridente.

Agora defende-te!

O que é isso?

Vou ensinar-te este movimento para dominares o Tridente.

Não é justo.

Esta coisa é muito grande, não posso usar uma espada?

Esse é o Tridente da tua mãe.

A arma tradicional da realeza.

Nunca serás Rei, até que o domines.

Porque é que nunca me veio ver?

- Já te disse, quando estiveres pronto... - Pare de me mentir!

Fiz tudo o que pediu.

E sempre que passo num teste, faz outro.

Quando é que vou ser suficientemente bom?

Ela não me amava?

A tua mãe amava-te mais do que tudo no mundo.

Mas teve de voltar à Atlântida para te manter em segurança.

O casamento dela com o Rei Orvax foi arranjado há muito tempo,

então ela teve de casar com ele

e dar-lhe um filho, o Príncipe Orm.

Mas Orvax eventualmente soube ti,

ficou cheio de ciúmes

e sacrificou-a às criaturas da Fossa.

Está a dizer que a executaram

porque ela me teve?

Eu lembro-me de tudo.

Tenho uma coisa para ti, pertenceu à minha mãe.

Diz-me, achas que ela gostaria de ver os filhos a matarem-se entre si?

Compreendo o teu medo, a tua relutância, Mera.

Certamente que sim.

Não quero guerra.

Não sejas condescendente comigo, eu conheço-te.

O que estás a fazer vai contra tudo

o que a tua mãe nos ensinou, quando éramos crianças.

- Se ela estivesse aqui... - Mas não está, pois não?

O que a minha mãe nos ensinou foi traição.

Não lhe sigas os passos.

Muito bem, o temido Anel de Fogo.

Como funciona? É só manter o teu rabo aqui?

Vulko, acompanha a minha noiva ao camarote real.

Vamos, Lady Mera.

Aqui em baixo temos uma lenda chamada Karathen.

Um antigo monstro marinho tão poderoso que até o Rei Atlan o temia.

Então aprisionou-o nas profundezas do oceano.

E nesse abismo, a criatura aguarda pacientemente para se erguer de novo.

Atlântida tem estado à espera.

E agora a besta despertou.

Sabes, houve uma altura

em que queria conhecer-te mais do que tudo.

Conhecer o meu pequeno irmão.

Para que ele soubesse que não estava sozinho.

Que estávamos juntos.

Para mim, sei o idiota que acabaste por te tornar.

És a razão da nossa mãe ter sido executada.

E odeio-te desde sempre.

Mas não te quero matar, Arthur.

Vou dar-te uma oportunidade.

Vai para casa. Nunca mais voltes à Atlântida.

Não vais ganhar isto.

A guerra irá à superfície, quer gostes ou não.

E vou levar a ira dos sete mares, comigo.

Sabes que não posso deixar que isso aconteça.

Eu sei.

O que raio é isto?

O Anel de Fogo.

Merda.

Povo da Atlântida, ouçam-me.

O meu irmão veio da superfície

para reclamar o trono!

Vamos resolver isto à moda antiga.

Pelo derramamento de sangue aos nossos deuses.

Traidor!

Traidor!

REI ORM MARIUS / MESTIÇO PROS / CONTRAS

Nunca pensei que veria o dia em que o meu próprio pai

se curvaria perante o Rei da Atlântida.

Os habitantes da superfície derramaram o primeiro sangue.

O que queres que façamos? Pedir-lhes misericórdia?

Detesto a superfície tanto como tu.

Mas não consideras a altura certa para isto um pouco conveniente?

Não serias assim tão ingénuo, pois não?

Também queres esta guerra, não queres?

Chegou a altura da superfície aprender o seu lugar no mundo.

Se isto é o que deve ser feito, que assim seja.

É o Tridente da minha mãe, poderoso, mas com falhas como ela.

Empunho o do meu pai.

Nunca conheceu a derrota!

Prometi à Atlanna que o protegeria.

Isto não é uma competição. É uma execução.

Eu sou o único Rei verdadeiro!

Estás à espera de um convite? Entra!

Mera!

Então, qual era o plano?

O plano era recuperar o Tridente do Atlan e depois desafiar o Orm.

Fizemos as coisas ao contrário. Merdas acontecem.

Cuidado. Temos um rato às seis.

O que isso quer dizer?

- Os maus estão atrás de nós. - Podias ter dito isso.

Os maus estão atrás de nós.

Disseste que não se deve passar os muros.

Disse.

- Não devíamos enfrentar essas coisas. - Disse! Agora cala-te!

Merda!

Ainda não estamos mortos!

Mas espero que ele acredite que sim.

Salta!

Segura isso.

- O que estás a fazer? - Funcionou com o Pinóquio.

- Quem? - Não importa, vem cá. Entra. Vamos.

Porreiro. Então vamos ser comidos.

- Como é que fizeste isto? - Não sei.

Às vezes consigo ouvi-los, e eles conseguem ouvir-me.

Pois. São dois enormes animais tolos.

Acabei de te salvar a vida.

Salvei a tua, primeiro.

Ele disse que a costa está livre. Então, para onde agora?

Para o oceano de areia, o teu povo chama-o de Sahara.

Está bem.

SAHARA OCIDENTAL

Não costumo levar pessoas,

mas nem sempre andam com tesouros de piratas.

Obrigado pela boleia, amigo.

Estás bem?

Nunca estive tão bem.

Estou tão longe de casa.

Pelo menos tens casa.

Já não tenho. Nunca mais posso regressar.

Traí tudo quando te salvei no Coliseu.

Mas és a noiva do Rei, têm que receber-te.

Atlântida é muita coisa maravilhosa.

- Mas não sabe perdoar. - Mas és da realeza.

Tal como a tua mãe.

Se voltar agora, serei sacrificada pelos Fossa.

Nem o meu próprio pai me aceitaria de volta.

Bem, sabes...

Vê o lado bom.

Não és obrigada a casar com quem não amas.

Achas que a minha obrigação é com o amor?

Esta é a minha família e a minha nação.

E virei as costas às duas.

Às vezes temos de fazer o que é correcto,

mesmo que o coração sofra com isso.

Vossa Alteza.

O localizador coloca a Princesa Mera aqui.

No Reino Desertores.

- Disseste que estava morta. - Aparentemente, não.

- O teu irmão também está vivo? - Não por muito tempo.

Capitão Murk, reúna uma força de ataque, imediatamente.

Não!

Mera tem de ser presa e devolvida a salvo a mim.

Ela traiu o trono.

Ela é filha de Xebel.

Se lhe acontecer algum mal, a nossa coligação acaba.

Vossa Alteza, estamos a entrar nas águas do Reino Pescadores.

Garantir a aliança dos outros dois reinos,

devia ser a nossa preocupação imediata.

O meu Vizier tem razão.

Como de costume.

Prendam-nos e tragam a filha do Rei Nereus, ilesa.

Chegamos.

Há alguma coisa aqui perto?

Nada mais que deserto por centenas de milhas, amigo.

É só deserto.

Ele está enganado!

O que estão a fazer?

Mera, não!

Ela saltou, sem pára-quedas!

Ruivas. Temos que amá-las.

És mais louca do que pensava.

Por aqui.

ALGURES NO OCEANO ÍNDICO

Na última vez foste derrotado porque as tuas armas de superfície falharam.

As nossas não falham.

É um protótipo de armadura para a próxima geração de soldados Atlantes.

A vingança é algo que nós, Atlantes, compreendemos.

Comandarás os meus comandos como teu exército pessoal,

para caçares essa abominação mestiça.

Não posso tocar neles, mas tu podes.

Ele fugiu para o teu mundo.

Mata-o e à mulher com quem ele está

e serás recompensado.

Matá-lo é a minha recompensa.

A jóia da coroa é muito experimental.

Converte água em feixes de plasma energizado.

Acho que vou precisar de um capacete maior.

Uma das tribos da Atlântida separou-se e estabeleceu-se aqui,

quando a região ainda era um mar interior.

Quando a água secou, pereceram com ela.

Pereceram? Pois, porreiro.

- Estamos perto agora. - Sim, perto de quê?

Morrer à sede?

Estou quase a esmurrar-te a cara.

Clube de Luta? Não sabia que sabias como as coisas funcionam aqui.

Porque não olhas à tua volta? Estamos perdidos.

Vês aquilo ali. O que é? Nada.

Isto é uma terra de ninguém.

Tu é que chamas à terra de ninguém, lar.

Este não é o meu lar.

Nem toda a superfície se parece com isto.

Não. Claro que não.

Também têm cidades nojentas,

a despejar esgotos no nosso oceano

e montanhas inteiras de lixo.

Têm grandes fábricas, que não fazem nada

senão cuspir porcaria...

Está bem, já percebi. Ouve.

Sim, temos alguns idiotas a dirigir o espectáculo.

Mas também temos coisas boas.

Temos florestas verdes, grandes montanhas

e lagos maravilhosos.

Ias adorá-los. São como oceanos bebés.

Tentas provocar-me?

Só quero dizer que não julgues um lugar antes o veres.

Julgaste a Atlântida por muito menos.

Não, não, não. Queres parar com isso?

Não.

O teu estúpido GPS atlante acabou de dizer para saltares dum avião

no meio do deserto e agora estamos encalhados.

Se é o próximo verdadeiro Rei, estamos condenados.

REINO DESERTORES

Isto foi demais.

Olha o que encontrei.

- Tu é que encontraste! - Sim.

Olha para este lugar.

Isto é incrível!

Esta é a Armaria,

onde diz a lenda que se forjou o Tridente do Atlan.

Acho que já não é lenda.

Eu tinha razão.

É real.

Nada.

Claro que não funciona. Tem estado aqui parado

a acumular pó desde antes do Sahara ser um deserto.

Não pode ser.

Desde antes do Sahara ser um deserto.

Obrigado por repetires o que acabei de dizer.

Está completamente seco.

Pensas melhor quando não estás a pensar.

Agora está quieto.

- O que estás a fazer? - Precisamos de água.

És a fonte mais próxima. Agora está quieto.

Convencida.

Podíamos ter mijado nele.

Rei Atlan.

Neste Tridente reside o poder da Atlântida.

Nas mãos erradas, traria destruição.

Nas mãos do verdadeiro herdeiro, unirá todos os nossos

reinos de cima e de baixo.

Se procuras o meu poder, tens de provar o teu valor.

Viaja além do limite do mundo, até ao mar escondido.

Procura dentro da garrafa o caminho traçado.

Só nas mãos do verdadeiro Rei,

se poderá realmente ver.

Não podemos deixar o Orm encontrar isto.

Espera! Não...

O que é?

Não devíamos ter anotado primeiro?

Memorizei. Tu não?

Sim.

O que ele disse?

Qualquer coisa, Tridente.

"Procura dentro da garrafa o caminho traçado".

É a nossa próxima paragem.

SICÍLIA, ITÁLIA

Mamã, mamã, venha ver isto.

Começo a pensar que gostas dos habitantes da superfície.

Seria um erro julgar um lugar, que nunca vi antes.

Venho já. Não saias daqui.

Obrigada.

Bem, parece ser na colina do antigo castelo.

Acabei de aprender uma coisa muito interessante.

Pinóquio.

Arriscas a nossa vida por algo que leste num livro infantil?

Espera, é um livro? Quem diria?

Tirei de um filme. Vamos!

REINO PESCADORES

Rei Nereus, não esperava que o nosso povo pensasse

que uma guerra com

a superfície fosse inevitável.

É a posição dos Pescadores,

que quando chegar o momento de nos darmos a conhecer

às terras dos homens

será para os ensinar,

não para os destruir.

Admiro as suas nobres aspirações, Rei Ricou,

mas suspeito que seja uma nuvem de tinta,

a esconder o coração de um cobarde.

Como se atreve!

Por favor, eu imploro.

O seu Reino está infestado de filósofos e poetas medíocres

cujas águas estagnaram e isso põe-me doente.

Meu Rei!

O Rei está morto.

Longa vida à sua herdeira.

Princesa. Prepare o exército, Vossa Alteza.

Vamos contra o Reino Salmoura, imediatamente.

O que dizia o registo?

"Viaja além do limite do mundo, até ao mar escondido".

"Procura dentro da garrafa, o caminho traçado".

"Só nas mãos do verdadeiro Rei,

se poderá realmente ver".

"Procura dentro da garrafa, o caminho traçado".

- Meu! - O que é?

Deixa-me ver.

- Como saber onde apontar? - Deixa-me ver.

Qual é a última parte?

"Só nas mãos do verdadeiro Rei,

se poderá realmente ver".

Meu Deus!

Marcus Agrippa.

Foi um grande General, mas não chegou a rei.

E Di Sipio.

Como sabes isso tudo?

O meu pai. Certificou-se que conheceria a minha história.

Nenhum destes homens são reis, menos este tipo.

Rómulo, primeiro Rei de Roma.

"Só nas mãos do verdadeiro Rei,

se poderá realmente ver".

- Ali está, é aonde vamos. - O quê? Deixa-me ver.

Conseguimos!

Nada mal, para um imbecil.

Nada mal.

O mais repugnante aguarda.

O sono e a putrefacção

espalham-se nas instáveis

cidades do Homem.

Para trás.

Arthur!

Ordeno que saiam, agora.

Princesa Mera, é acusada de alta traição.

ALVO MARCADO

Quem és tu?

Talvez isto estimule a tua memória.

És o tipo do submarino.

É isso mesmo.

Mas agora tenho aço Atlante.

Chama-me, Manta Negra.

Pensas que podes fugir.

Pensei que tinha dito para não fazeres disto um hábito.

Desculpe.

Não podes fugir.

Tens uma dívida de sangue.

Como é que me encontraste?

A tua amiga tem pessoas

que insistem em mantê-la localizada.

Cuidado.

Vai!

Por aqui.

Vamos.

Vou dar-te a mesma misericórdia que deste ao meu pai.

E cortar-te como peixe que és.

FALHA NO SISTEMA

Arthur!

- Mera, andam a localizar-te. - O quê?

Andam a localizar-te.

Arthur! Arthur, fica comigo.

Arthur, acorda.

Arthur...

Roubaste um barco?

Os barcos da marina não são para uso público?

Não, são das pessoas.

São comandos de elite do Orm. Aquele que os liderava,

não era um Atlante. Nunca o tinha visto.

Sim, eu sei.

Ele e o pai eram piratas.

Ele culpa-me da morte do pai.

Escolheu um trabalho perigoso. A culpa não é tua.

Não é como me sinto.

Dependia de mim e deixei-o morrer.

Podia salvá-lo, mas não o fiz.

Eu sei que fiz um inimigo.

E ele podia magoar-te, sabendo que a culpa é minha.

Agora anda atrás de nós.

O que está pela frente é que nos deve preocupar.

O caminho traçado leva ao Reino Fossa.

São as mesmas criaturas que mataram a minha mãe?

Sim, foi levada para lá e sacrificada por eles.

Tornou-se num lugar de morte.

Não sei quase nada sobre o que se passa lá em baixo.

Devíamos regressar.

Ainda podemos avisar a superfície,

prepará-los para o que está por vir.

- Regressar? - Mira, aprendi muito jovem

a não mostrar fraqueza.

Não é um problema com a minha raiva e o meu punho.

Sou um instrumento contundente e sou muito bom nisso.

Eu não fiz nada. Ando a levar porrada

durante toda a viagem.

Não sou um líder. Não sou um Rei.

Não trabalho, nem me dou bem com ninguém.

E não vou deixar-te morrer

a tentares transformar-me em algo que não sou.

Achas que não és digno de liderar, porque és de dois mundos diferentes.

Mas é exactamente por isso que és digno.

És a ponte entre a terra e o mar.

Consigo ver isso agora.

A única pergunta é, tu consegues?

A localização da Lady Mera continua às escuras, Vossa Alteza.

Vulko, meu Vizier de confiança.

Tens estado junto ao trono desde que o meu pai tomou posse.

Tens algum conselho para mim, desde que a guerra comece?

Já o dei, meu Rei.

Mas vou apoiar a sua decisão, como sempre.

A minha decisão...

Proteges...

Enquanto me trais.

Pensas que não sei da tua traição.

Que tens sido leal, ao filho bastardo da minha mãe.

Que o treinas há anos, para ele me tirar o trono.

Não negues.

- Não nego. - Porquê?

Sou de sangue puro.

Devotei a minha vida à Atlântida.

Não tens nada a ver com isto.

Juraste servir o trono.

E sirvo-o.

O Arthur pode ser só metade Atlante,

mas já é o dobro do Rei, que nunca serás.

Levem-no.

Mas assegurem-se que tenha uma vista.

- O que raio são estas coisas? - Fossa! Já chegamos!

- Há muitos deles! - Vem para dentro!

São das profundezas. Receiam as luzes.

Toma.

Vamos.

Prepara-te para saltar.

Por ali!

REINO DA FOSSA

- Aquilo vai despedaçar-nos. - Não temos alternativa.

Arthur!

Mera!

Mera! Mera!

O MAR ESCONDIDO CENTRO DA TERRA

Mera!

- Arthur. - Mãe?

O Rei Orvax sacrificou-me na Fossa.

Mas sobrevivi, abri caminho como abriram,

e acabei aqui.

Esteve aqui sozinha durante vinte anos?

Sim. Vem, senta-te aqui.

Tens de me perdoar. Perdoa-me por tudo.

Isto aconteceu porque me teve.

Não foi por te ter.

Nada disto é culpa tua.

Tomei uma decisão.

Tive de partir para te salvar.

Para salvar o teu pai.

Conta-me, fala-me dele. Ele está...

Ainda passeia até ao fim da doca.

Todas as manhãs.

Todos os dias.

À sua espera.

Porque é que nunca voltou?

Porque o portal que vos trouxe aqui nunca nos deixará voltar.

O Tridente é o único caminho de regresso.

Mas é guardado pelo Karathen.

A criatura da nossa lenda é real.

Fica para lá da cascata.

- Vamos consigo, vamos lutar juntos. - Não.

É muito poderoso.

Tentei muitas vezes ao longo dos anos.

A criatura só permitirá que o verdadeiro Rei passe.

Tens medo.

Sim.

Óptimo.

Estás pronto.

A Atlântida sempre teve um Rei.

Agora precisa de algo mais.

O que poderia ser maior que um Rei?

Um herói.

Um Rei só luta pela sua nação.

Tu, lutas por cada um de nós.

Não pertences aqui.

Protejo o Tridente contra os falsos reis

desde o princípio e durante mil anos.

Já vi os maiores campeões tentar,

e falhar.

Mas nunca senti alguém tão indigno como tu.

Atreveste a vir aqui com o teu sangue impuro mestiço

reclamar o maior tesouro da Atlântida?

Que assim seja.

Mestiço.

Consideraste digno?

Consideraste um Rei?

Desonras este lugar com a tua presença.

Pára!

Tens razão. Sou um impuro sangue mestiço.

Mas não vim aqui porque acho que mereço, eu sei que não.

- Entendes-me. - Entendo.

Nenhum mortal fala comigo desde o Rei Atlan.

Quem és tu?

Não sou ninguém.

Vim porque não tenho alternativa.

Vim para salvar o meu lar,

e as pessoas que eu amo.

Vim, porque o Tridente é a nossa única esperança.

E se isto não é o suficiente,

vai-te lixar.

Nunca nenhum homem libertou o Tridente do punho de Atlan.

Se ele te considerar indigno,

bem, não vou fazer questão do que dizem

e estou danificado.

O único Rei verdadeiro.

Lembrem-se, Salmoura é um grupo selvagem e poderoso que nos

matará a todos e declarará que a sua liderança mudará a maré.

Derrotem o Rei Salmoura e terão o maior poder militar deste planeta.

Hoje unimos os nossos Reinos.

Amanhã, destruímos a superfície!

Levantem-se, Atlantes!

REINO SALMOURA - Que morra a escória Atlante.

À carga!

Nunca nos inclinaremos diante da Atlântida.

Vamos dar-lhes uma tareia

que nunca mais esquecerão.

Não, precisamos dele.

Junta-te a nós ou morre.

Esperas que me dirija a ti como Vossa Alteza?

Não, Vossa Alteza.

Chama-me, Mestre do Oceano.

Podes ficar com o meu exército, maldito caracol,

mas nunca terás a minha lealdade!

Que assim seja!

Mas que...

O Rei ressuscitou.

Ataquem!

Há demasiadas baixas. Temos de parar de lutar.

Vou procurar o meu pai. Tens de derrotar o Orm.

E se não conseguir?

Na última vez estiveste no elemento dele.

Desta vez, faz com que lute no teu.

- Qual é mesmo o plano? - O plano é não te deixes matar.

Sim, bom plano. Não me deixar matar.

- O Tridente, ele tem o Tridente. - Impossível!

Baixem as armas! Deixem-na passar.

Por favor, pai.

Ele tem o Tridente.

Sei que pensas que esta guerra é necessária.

Mas o Arthur é o Rei pela nossa lei mais sagrada.

E se virares as costas a isto agora,

então a Atlântida pela qual estás a lutar, já está morta.

É verdade.

O mestiço empunha o Tridente do Rei Atlan.

Ele comanda o mar.

Então o mestiço é o vosso Rei.

Vulko! Vamos, ele precisa da nossa ajuda.

Não podemos. Olha.

O povo tem de testemunhar.

O Tridente não muda o que és.

Um bastardo mestiço.

Atlântida nunca te aceitará como seu Rei.

Bem, então o meu derramar de sangue

vai fazer aos deuses a sua vontade.

Cede o trono.

- Acaba com isto. - Cede o trono.

Misericórdia não é a nossa maneira.

Talvez não conheças isso, irmão.

- Mas não sou um de vós. - Faz!

- Mata-me! - Não!

Já chega de mortes!

Mãe?

Orm, meu filho.

É uma longa história. Conto-lhe mais tarde.

Vamos.

- Não percebo, pensávamos que... - Eu sei, o Arthur salvou-me.

- Está com ele? - Estou.

Ambos são meus filhos, e amo-os tanto.

Mas foste mal orientado.

O teu pai ensinou-te que havia dois mundos, estava enganado.

A terra e o mar são um só.

Minha Rainha.

Vulko.

Levem-no, mas assegurem-se que tenha uma vista.

Quando estiveres pronto, vamos falar.

Povo da Atlântida, hoje reunimos em derramamento de sangue.

Mas terminou com felicidade.

Apresento-vos, Rei Arthur, da Atlântida.

Vivas ao Rei!

Vivas ao Rei! Vivas ao Rei! Vivas ao Rei! Vivas ao Rei!

- Então, que faço agora? - Sê o Rei deles.

Isto vai ser divertido.

- Estás de volta. Voltaste. - Sim.

Sim...

O meu pai era faroleiro.

A minha mãe era Rainha.

Não estavam destinados a encontrar-se.

Mas o amor deles salvou o mundo.

Fizeram de mim o que sou.

Um filho da terra, um Rei dos mares.

Sou o protector das profundezas.

Eu sou...

Aquaman.

im_free_mozart

Passei quinze anos

a trabalhar no Instituto Americano de Ciência Marinha.

- Submarinos de guerra? - A estudar fenómenos oceânicos.

Esta é a prova mais conclusiva que temos hoje.

Dispositivos de monitorização

detectaram uma explosão no fundo do oceano.

Temos imagens de satélite

a demonstrar que submarinos de guerra atlantes explodiram na superfície.

- Pare com isso... - Pode deixar-me terminar?

Lá vamos nós outra vez...

- Atlantes? - Sim.

O governo não quer que saibamos sobre o perigo que nos rodeia...

Não fazia isso se fosse a ti.

Isto é tecnologia atlante, não é?

Pode dizer-me como arranjou isto?

Claro.

Mas primeiro,

tens de me dizer como posso encontrá-lo.

QUEM É O AQUAMAN?

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