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Temos que nos livrar de Cliff Barnes.
O �nico homem no Estado com poder � Sam Culver.
Casado com Donna, tendo adquirido uma �tica jovem...
aprendi a n�o me precipitar. Confio muito no julgamento dela.
Ele pode nos ajudar muito, sobretudo, se a esposa quiser.
-Por que ela ia querer? -N�o sei, vou descobrir.
Est� ficando s�rio para mim. Antes de prosseguirmos...
dev�amos discutir onde queremos chegar.
Legenda por Susanawho
S02E22 - Estranhos
Avise ao Sr. Mainwaring que liguei.
J.R. Ewing. Quantas vezes...? Bem, esque�a. Eu ligo depois.
J.R., por que ligou para Chris Mainwaring?
Depois do ocorrido, ele quer se afastar ao m�ximo de n�s.
Lucy n�o vai casar, mas o neg�cio continua.
O casamento era a �nica raz�o.
Que seja, mas o homem � importante para n�s...
e ainda podemos us�-lo e a Refinaria dele no Golfo.
Teremos que procurar em outro lugar.
Concordo plenamente, pai...
s� que n�o temos tantas op��es assim.
Perder Mainwaring foi um golpe para n�s.
Eu sei.
Tenho certeza de que vai sobreviver, mesmo sem o petr�leo dele.
N�o desconte no J.R. Voc� cancelou o casamento.
Ela teve motivos. O assunto est� encerrado.
N�o quero mais falar dos Mainwarings.
Sim, m�e. Eu n�o pretendia aborrec�-la, querida.
Lucy, vai ficar se lamentando aqui ou vai para a escola?
-Vou para a escola. -�timo, eu te levo.
Tenho um tempo livre.
Bobby sempre foi o compreensivo, n�o �?
Vai ficar com essa cara para sempre agora?
Fico pensando no Kit, e J.R. n�o facilita as coisas.
-Queria poder fazer algo. -Eu tamb�m.
O que � isso? De onde tirou, Bobby?
lsso? A casa n�o foi constru�da ao redor disso?
-Voc� sabe o que �. Conte. -Est� bem, est� bem.
Fique a�.
Pegue isso, feche os olhos...
e d� um pux�o. Ver� algo que h� muito deseja.
N�o espie... ou n�o ter� nada.
Vai l�.
-Posso olhar? -Claro.
Bobby, � lindo! � maravilhoso! � para mim mesmo?
Bobby! Bobby! � lindo. Bobby, por qu�?
� chato ter que te levar para a escola todo dia...
e voc� j� tem maturidade para ter um.
Muito obrigada, Bobby. Obrigada.
De nada. Ande, sen�o vai se atrasar.
Vou tirar a caixa da frente.
Tudo bem?
Tenha cuidado.
-Bom dia, Connie. -Bom dia.
-Bom dia, Connie. -Alguma liga��o?
Sim, senhor.
O Sr. Morgan chegou de Midland e aguarda na sua sala.
-Quem � o Sr. Morgan? -O respons�vel pela nova explora��o.
-Deve ser problema! -Vamos descobrir.
-Oi, Bud, como vai? -Bom dia.
-Esse � meu pai. Bud Morgan. -Sr. Ewing.
-Morgan. -Prazer.
O que o traz aqui?
O �rg�o de Gerenciamento de Terras parou nossa perfura��o.
-Como puderam fazer isso? -Eles n�o, pai. Cliff Barnes.
-O que houve? -Um atraso no relat�rio...
...de impacto ambiental. -Qual � o problema?
N�o sei. Disseram que precisam estudar mais.
-E paramos de perfurar at� aprovarem? -Exato.
Est�o com o relat�rio h� semanas. Demoram de prop�sito.
Cliff sabe o quanto este atraso nos custa.
-O que devo fazer? -Volte para Midland.
Libere o pessoal. Fique l�, at� eu dar not�cias.
O pessoal � bom. Ser� dif�cil substitu�-los.
-Sei disso. -Barnes tamb�m sabe.
-Pode dispens�-los. -Sim, senhor.
-Sr. Ewing. -Morgan.
-Temos que nos livrar de Cliff. -Claro que sim.
-Como? -Deve ter um jeito.
Temos que tirar o poder do �rg�o de Gerenciamento de Terras.
-A justi�a n�o vai nos ajudar. -O Estado criou esse �rg�o e o ap�ia.
Conhecemos algu�m forte, que possa influenci�-lo?
O �nico homem no Estado com poder � Sam Culver.
Sam Culver.
Exato. Ex-governador, ex-porta-voz da C�mara...
e ainda controla o partido.
Sim, eles o ouvir�o.
-Vou ligar para ele. -Deixe. N�s somos velhos amigos.
Ali�s, ele ainda me deve uns favores.
Ligue para Sam Culver. Diga que � Jock Ewing.
-Como vai? -Bom dia, Bobby.
Eu vi Lucy sair dirigindo um carro novo esta manh�?
Sim, viu. Ela estava a menos de cem?
Me pareceu que ela evitava cada buraco da rua.
Aqui est� o livro-raz�o que voc� pediu.
Muito obrigado.
Eu lamento por Lucy. Ela gostava daquele rapaz.
Eu sei. Mas ela vai superar. Espero que o carro ajude.
Voc� n�o me deu nada quando eu briguei com Garnet.
Ainda podemos discutir a constru��o da sua casa.
Estou cheio de ficar me lamentando...
mas n�o sei se quero uma casa ainda.
Como quiser. � bom t�-lo de volta entre os vivos.
-at� mais. -at�.
4�: ''NOlTE DAS MULHERES'' 6� E S�BADO AT� �S 4:OO
Wally, pe�a a conta. J� chega disso.
-Eu estou achando divertido. -Estava. Mas eu estou com ela.
-Vamos para uma boate! -Tudo menos isso.
-Aquelas dan�as s�o idiotas. -Voc� fica s� olhando.
Vamos!
Vamos fazer outra coisa.
V�o voc�s. Vou ficar mais. Eu curto essa m�sica.
-Est� brincando? -N�o.
Eu vou ficar bem. lrei de t�xi.
Se quer assim...
Ent�o, vamos.
Ei, mocinha. N�o podemos deix�-la sozinha.
Claro que podem.
Donna, voc� veio conosco e voltar� conosco. Vamos.
-Eu estou bem. -Vamos.
Wally, n�o fa�a isso, por favor. Falei que vou ficar bem.
Pegue seu casaco.
-Com licen�a, amigo. -N�o se meta.
N�o quero ofender, mas a mo�a quer ficar.
-N�o se meta nisso. -Tudo bem...
mas saiba que este � um lugar respeit�vel.
A mo�a est� segura. N�o vai haver discuss�o se deix�-la ficar.
Bom argumento.
Eu vou ficar bem.
-Tem certeza? -Sim.
-Tudo bem. Sally te liga amanh�. -Est� bem.
-Certo. -Boa noite.
Senhora.
-Com licen�a. -Sim, senhora.
-S� queria lhe agradecer. -Sem problema.
Achei melhor parar aquilo, antes que piorasse tudo.
-Como assim? -Vi alguns rapazes ali...
olhando nervosos para o seu amigo.
Melhor convenc�-lo do que carreg�-lo.
Voc� falou que este era um lugar respeit�vel.
�. E quero mant�-lo assim.
Obrigada de novo, senhor...
Ray, Ray Krebbs.
-Ray, foi um prazer. Com licen�a. -N�o tenha pressa.
Aceita mais um drinque?
-Por que n�o? -Tem um lugar aqui.
Obrigada.
Harry.
N�o sei. Pensei em mudar, algumas vezes.
A fazenda � especial. Sinto que l� � meu lugar.
Gosta mesmo de trabalhar para os outros?
� mais que isso. Sou dono de um peda�o l�.
Um dia, farei a minha casa...
comprarei alguns bois e alguns cavalos.
-Por que ainda n�o fez isso? -Eu quase fiz. Da�...
na �poca, n�o deu certo.
Quem pediu o t�xi?
Eu. J� vou.
Bem, Ray...
gostei muito da nossa conversa.
-Posso lev�-la at� em casa. -Eu sei.
Uma outra vez.
Diga quando e onde.
Voc� pretende voltar aqui amanh� � noite?
� bem prov�vel.
Ent�o, at�.
Devia saber que ele ia atrasar.
Por qu�?
Ligar depois de tanto tempo, ele viu que eu queria algo.
Ele s� quer me torturar um pouco.
Se ele aparecer, vai valer a pena.
L� est� ele, fazendo a sua entrada.
Ol�, Jock.
-Prazer em v�-lo. -Seu velho malandro.
-O meu filho J.R. -Muito prazer.
Sente-se, Sam.
Soube que est� administrando a Petr�leo Ewing.
E est� fazendo um belo trabalho.
-Um bourbon? -O mesmo drinque de sempre.
Algumas coisas nunca mudam. Como os Ewings e os Barnes.
Soube que o filho de Digger tem te dado trabalho.
Seria o motivo do nosso almo�o?
J� que falamos no assunto, sim. � isso.
Ele usa a posi��o de presidente do �rg�o de Gerenciamento de Terras...
para se vingar de n�s.
� mais do que o pai dele p�de fazer contra voc�.
N�o estou dizendo que Digger tivesse motivo para odiar tanto voc�, Jock.
Voc� foi justo com ele, n�o?
-lgual voc� seria, Sam. -Pode ser.
Claro que, se fosse comigo, ele nunca teria se tornado meu inimigo.
Por isso voc� � o pol�tico mais bem-sucedido do Estado.
Ex-pol�tico. Larguei isso h� anos. N�o sei mais o que acontece.
n�o � o que ou�o. Soube que ningu�m pisca sem ordem sua.
Onde quer chegar?
Sim, senhor. O �rg�o de Gerenciamento de Terras quer acabar...
com os exploradores de petr�leo. V�o acabar com o nosso neg�cio...
...se continuarem no poder. -Dizem que isso os mant�m na linha.
N�o mais, senhor.
A n�o ser, claro, que queira que compremos dos �rabes.
-Voc� � bem direto, rapaz. -Sim, eu sou.
Bem, isso n�o � defeito.
N�s, velhos, gastamos mesmo muito tempo dando indiretas.
Sam, pense no que ele disse.
Precisa nos ajudar a passar algumas leis e a p�r um freio no...
...�rg�o de Gerenciamento de Terras. -Vamos ver.
Como vai a Ellie? Provocadora, como sempre?
Ela est� mais calma, mas continua a mesma mulher.
Soube que voc� se casou, faz uns dois anos.
Com uma mulher boa demais para mim.
Ali�s, ela vem me encontrar.
Quer me levar para eu comprar umas roupas novas.
Leve-a a Southfork para jantar no s�bado e ver Dona Ellie.
Vamos mostrar a esses jovens como se joga conversa fora.
Talvez eu v�. Adoraria ver Ellie de novo.
-�timo. -Ali est� a minha mulher.
Querida.
Minha mulher, Donna. Esses s�o Jock e J.R. Ewing.
-Donna. -Muito prazer.
Eles nos convidaram para jantar no s�bado. O que voc� acha?
Acho que seria �timo.
Voc� parece muito feliz hoje, J.R.
Conseguiu despejar algumas vi�vas?
Continue bebendo assim, e ser� despejada no lixo.
Estou te deixando constrangido?
Consegui entrar aqui, onde ningu�m me v�.
Talvez eles n�o a vejam, mas sabem que est� aqui.
Tem cheiro de cervejaria.
Se eu o ofendi, querido, procure consolo em outro lugar.
Nem voc� pode me chatear esta noite, querida.
Ali�s, tenho informa��es que podem te interessar.
Mal posso esperar.
Enfim conheci quem pode deter seu amigo Cliff Barnes para sempre.
J� vamos jantar, mas voc� est� sem condi��es.
Mas fa�a-me um favor. Se desmaiar aqui, n�o fa�a barulho.
Oi.
-Oi. -Achei que n�o viria.
Quase n�o vim.
Sente-se.
Obrigada.
Drinque?
Tem vinho aqui?
Claro. lmportado da Calif�rnia.
lsso � o que eu chamo de respeit�vel.
Meu bem, outra cerveja e uma ta�a de...
-Branco. -Vinho branco para ela.
-Sim, senhor. -Obrigado.
Ao vinho importado da Calif�rnia e � misteriosa dama.
Misteriosa? Por qu�?
Percebi que passei a noite de ontem falando de mim.
N�o sei nada sobre voc�.
N�o h� muito para contar. Meu nome � Donna.
Tenho 28 anos. Nasci em Marshall, Texas.
-Marshall? -Aquele lugar perto de Shreveport.
Claro, claro.
Eu n�o sei o que estou fazendo aqui com voc�.
Deve ser o meu charme r�stico.
N�o, n�o acho que seja isso, n�o.
Acho que � porque...
voc� n�o tentou me cantar.
N�o era esse meu objetivo. E n�o era o seu tamb�m.
Ent�o...
conte, qual o seu objetivo?
N�o sei. Nada complicado. Talvez s� um final feliz.
-Voc� e todo mundo. -�.
Por que ser� que � t�o dif�cil haver finais felizes?
Porque talvez o final dependa do come�o.
Come�ar com algu�m com quem voc� possa ser feliz.
lsso seria bom demais. Sabe, se as coisas n�o mudassem...
Mas mudam.
Sempre mudam.
Obrigado.
Estamos ficando s�rios, de repente.
Eu n�o quero papo s�rio.
N�o.
� divers�o.
Eu bem que estou precisando. � divers�o.
N�o sei quando vi Sam Culver pela �ltima vez.
Vejamos, deve ter sido h� dez anos, ou mais...
Sam passa tanto tempo em Austin.
A mulher dele � bonita?
� jovem demais, isso sim.
lmagina um bode velho como ele, casado com algu�m...
da idade do Bobby? Ela disse que fez faculdade com o Bobby.
N�o est� com inveja dele?
Uma jovem daquela...
n�o chega aos seus p�s, Dona Ellie.
Voc� fala s�rio, n�o �?
Eu nunca vi nenhuma que chegasse, desde que casamos.
Jock.
Ora, papai. Falou para eu n�o ficar rom�ntico antes do meio-dia de s�bado.
Deixe-o em paz, Bobby. Ele estava indo bem.
-Tratem de aprender com ele. -Exato.
Espero sermos como voc�s, depois de tantos anos casados.
-Querem tomar caf�? -N�o. Preciso estar no clube �s dez.
-Tenho que ir. -Adeus.
Bom dia, Dona Ellie. Jock.
Sue Ellen.
Bom dia, Sue Ellen. Est� melhor?
-Um pouco. -Quer tomar caf�?
N�o. Um suco de tomate est� �timo, obrigada.
-Bom dia, Ray. Como vai? -Bom dia, Bobby.
-Oi. -Pam.
-Jock est� tomando caf�? -Est�. Ele, mam�e e Sue Ellen.
-Ent�o, n�o vou interromper. -Eu posso ajudar?
la falar com ele sobre gado. Resolvi usar as minhas terras.
J� era tempo.
-As coisas est�o mudando. -�?
Tem uma mo�a que acabei de conhecer. Ainda n�o � nada s�rio.
Ora, Ray, que bom. Quando vamos conhec�-la?
-Como disse, acabei de conhec�-la. -Fale!
Segunda � noite, vamos nos encontrar no Longhorn.
Passem l�, por volta das nove. Podem nos pagar um drinque.
-Tudo bem. at� l�, ent�o. -Legal.
Bom dia.
Adeus.
Eles me elegeram Juiz de Paz uma semana antes...
e empurraram Barnes e Jock na minha frente.
Tinha acontecido uma briga.
Digger foi beber na cidade e pagou para todo mundo.
Da� o velho Jock entra, pega-o pelo colarinho e o expulsa de l�.
O pessoal que bebia por conta dele n�o gostou...
e come�ou uma das maiores brigas deste lado do Mississippi.
Ambos ficaram uma semana no xadrez.
-Lembra disso, Jock? -Claro que sim, Sam.
Barnes e eu aprontamos muito naquela �poca.
Agora, o filho dele n�o nos deixa em paz.
Donna, lembro de voc� no primeiro ano, da� voc� sumiu. O que houve?
Foi nessa �poca que meus pais morreram num acidente...
eu larguei a escola e fui trabalhar.
J� pensou em voltar para termin�-la?
Eu at� voltei, mas larguei de novo...
conheci o Sam, que foi a melhor coisa que j� me aconteceu.
� um homem e tanto.
Ele �, em v�rios sentidos.
Com licen�a.
Voc� pensou na conversa que tivemos?
N�o convidamos Sam para falar de neg�cios.
Voc� talvez n�o, Ellie...
mas acho que agora � uma boa hora.
Um tempo atr�s, eu diria sim ou n�o de cara.
Casado com a Donna, tendo adquirido uma �tica jovem...
aprendi a n�o me precipitar.
Ela tem um ponto de vista melhor que o meu sobre a realidade.
Respeito isso. De verdade.
Admiro sua habilidade de considerar todos os pontos de vista.
Mas ela talvez n�o entenda tanto quanto o senhor...
sobre o ramo de petr�leo.
Talvez n�o, mas ela entende de ecologia, de recursos.
Confio muito no julgamento dela.
-Voc� tem opini�o pr�pria. -�.
Mesmo assim, � bom ter algu�m em quem confiar...
com quem discutir, e ter outro ponto de vista.
Por isso eu adoro voc�, querida.
Ent�o, n�o tem uma resposta para n�s ainda.
Digamos que eu ainda estou no muro...
esperando que o vento me indique o lado.
N�o se fala mais de neg�cios aqui.
Ainda n�o consegui conversar com Donna.
Vivi o suficiente com Jock pra poder dar a ela umas dicas sobre voc�.
Nada que ela possa usar contra mim.
Pretende ir para a cama?
-Logo. -Quero cumpriment�-la...
pelo modo como se comportou esta noite.
-� mesmo? -�.
Voc� mal falou, o que, nessas circunst�ncias...
foi a melhor op��o.
Estava ocupada observando e pensando.
-Sobre seu pr�ximo drinque? -Sobre aquela garota...
que � casada com um cara da idade do Jock. Casou-se melhor que eu.
A gente pode n�o ter const�ncia, Sue Ellen...
mas garanto que ela tem um amiguinho por a�.
-N�o pode ser feliz em casa. -Se eles nunca fizeram amor...
-... ela j� tem mais que eu. -�, como assim?
Ele gosta dela.
Ele segue os conselhos dela...
e a ouve.
�. Ele conta que ela escolhe o que ele vai vestir...
qual carro ele vai dirigir e corta o bife para ele.
-Qual � o problema? -Nada. Acho maravilhoso.
Quanto mais ele confia nela, mais ele ter� que fazer o que ela pede.
Isso tem algo a ver com o Cliff e o �rg�o de Gerenciamento de Terras?
Sam Culver � um homem muito poderoso.
Ele pode nos ajudar muito...
sobretudo se a esposa quiser.
-Por que ela ia querer? -N�o sei. Eu n�o sei ainda.
Mas vou descobrir, pode apostar.
Sim.
-lr� � reuni�o na quarta-feira? -Acho que n�o.
Vai ser divertido. Tommy Carter vai dar uma festa depois.
-N�o estou a fim. -Voc� nunca est� a fim.
Eu sei.
Voc� e Kit brigaram. N�o pode ficar na fossa pra sempre.
Acaba deprimindo os outros.
Os homens n�o merecem. Tem milh�es por a�.
Vai ter muito homem bonito l�.
-N�o estou a fim, est� bem? -E se eu fizer voc� ficar a fim?
-At� parece. -Eu posso!
Tome um desses.
Melhora garantida.
N�o sei.
N�o tem problema. Eu tomava para perder peso.
-Vai te deixar mais animada. -Vai se acovardar?
S�o praticamente vendidos sem receita. S�o bem fracos.
S� d�o uma animada.
Bem que estou precisando.
Viva!
O pior j� passou. Voc� tomou.
Vai ver. Vai sentir-se muito melhor.
-Ray n�o falou mais da garota? -Nada.
Acho que ele nos convidou meio contrariado.
-Por qu�? -Sei l�. Ele � supersticioso.
Acha que se falar dela, vai dar algo errado.
L� est� ele.
Ai, meu Deus. Bobby...
Querida, vamos antes que ele nos veja.
-Por que ele quis que a v�ssemos? -Sei l�.
-Ele n�o sabe quem ela �. -Como n�o?
N�o sei. Mas ele n�o sabe.
Donna, claro que Pamela sabe. Que pergunta � essa?
Tudo bem. Eu te encontro l� �s quatro.
Certo. at� l�.
Eu n�o sei mentir. Ela deve saber que n�o era pelos velhos tempos.
Ela n�o ia achar que era sobre ela e o Ray.
Mas que era sobre Cliff e o �rg�o de Gerenciamento de Terras.
Eu n�o sei, querida. N�o sei.
Calma, querida.
N�o v� se acidentar agora.
Est� de bom humor hoje, n�o �?
Alguns dias come�am melhores que outros.
Pronta para a reuni�o das "Filhas do �lamo"?
Estou, mas elas s� v�o chegar �s tr�s.
-Certo, divirta-se. -Obrigada, querido.
FlLHAS DO �LAMO
Bela palestra, Sr. Martin. Deixou-nos comovidas.
A nossa organiza��o vai ajudar o seu projeto do hospital.
Sue Ellen quis dizer o seu projeto de pesquisa.
Exatamente o que eu quis dizer. Falei bobagem.
-Posso falar com a senhora? -Claro, Mary Lee.
Temos notado, Dona Ellie, que a Sue Ellen...
tem estado diferente. A gravidez � dif�cil para algumas mulheres.
Achamos, talvez...
Querem que Sue Ellen deixe a presid�ncia da organiza��o.
Por um tempo, Dona Ellie.
lndicaremos uma presidente interina at� ela melhorar. Entende?
-Deixe comigo. -Obrigada, Dona Ellie.
Ser� melhor se a senhora avis�-la.
Ficaremos gratas se cuidar disso logo.
Est� bem.
Que tarde agrad�vel, Dona Ellie.
N�o achou o Sr. Martin um palestrante muito simp�tico?
Muito.
-Ol�. -Oi.
-Sente-se. -Obrigada.
Fiquei surpresa com a sua liga��o.
Para dizer a verdade, eu n�o queria ligar.
-Mas achei que precisava. -Falou que queria conversar.
Ent�o, fale.
Olha, seja o que for, pode falar.
Por que est� saindo com Ray Krebbs?
Voc� n�o demorou para ficar sabendo.
E acha que vai demorar para Sam saber?
-Voc� est� preocupado com Sam? -Ray � meu amigo.
Sei que ele n�o sabe quem voc� �.
Ele sabe que � casada?
Acho que n�o. Olha, isso n�o � assunto seu.
Ray te falou sobre Garnet McGee?
Por nome, n�o, mas eu sabia que tinha algu�m.
Ela quase acabou com ele...
e Ray n�o merece ser tratado assim. Ele � um homem bom.
Eu n�o quero magoar Ray.
Eu nem pretendia sair com ele.
Durante todo o tempo que Sam e eu ficamos juntos, eu nunca...
Ent�o, por que Ray?
Por qu�, Pam? Sei l�! S� sei que gosto dele.
Ent�o resolva o que vai fazer...
porque n�o pode ter tudo na vida.
Sam Culver � o homem mais correto que conhe�o.
Quando nos conhecemos, Sam tinha enviuvado...
e meus pais tinham morrido.
Se comparado aos outros homens que eu conhecia...
Sam Culver era o m�ximo.
Eu me orgulhava tanto...
de ele pedir a minha opini�o...
e ouvir o que eu dizia.
Eu...
n�o o amava quando nos casamos.
Ou melhor, eu amava, mas n�o como eu devia.
Mas eu nunca o enganei. Nunca, at� agora.
E eu sei que algu�m vai sair magoado dessa hist�ria.
Sam, Ray e eu.
Eu s� n�o sei o que fazer.
Se puder me dizer...
estou disposta a ouvir.
Digo...
quero muito ouvir.
-Ol�, senhoras! -Oi, J.R.
-Como foi a reuni�o? -Muito boa.
Querida, voc� est� bem?
Tudo bem.
Ela teve um dia duro. Essas reuni�es a consomem.
-N�o devia ir a todas. -N�s j� discutimos isso...
e ela espera que as amigas a deixem se afastar.
Espero que n�o se incomode de eu falar nisso.
Sei que voc� n�o queria falar disso.
Bem, seria um al�vio se eu pudesse pedir demiss�o.
Se � isso que deseja, Sue Ellen...
at� o beb� nascer, claro, e voc� se recuperar.
Muito obrigada.
� melhor irmos. Seth deve estar atr�s de mim.
at� mais.
Sue Ellen, vamos ver o que Theresa fez para o jantar.
-Jock. -Oi.
-Oi, papai. -E a�, J.R.?
-Ray Krebbs est�? -Eu o vi h� uma hora. Por qu�?
-Eu queria v�-lo. -Esta noite n�o vai dar.
Ele ia trocar de roupa e depois ia para a cidade.
�? tamb�m estou indo para l�.
-Avise Sue Ellen que chegarei tarde. -Eu aviso.
Mas, olha, � como o homem diz:
temos que parar de nos ver assim.
N�o estou reclamando.
Quero mais do que noites num bar ou num motel.
E se for poss�vel s� isso?
N�o vai dar.
Por que n�o viajamos para algum lugar?
Uma semana. Para nos conhecermos melhor e nos divertirmos.
lsto est� ficando meio s�rio para mim.
Antes de prosseguir, vamos discutir onde queremos chegar.
E a�, Donna?
-Como vai? -J.R., como est�?
Tudo bem.
Fugi do escrit�rio, para fazer umas compras.
-Procura algo para o Sam? -N�o, vim olhar as vitrines.
-Ah, �? -Bem, foi um prazer v�-lo.
Tchau.
Donna?
Sabe, tive uma surpresa...
quando Sam apresentou voc� como mulher dele.
As pessoas ficam mesmo, mas depois se recuperam.
N�o tenho nada contra. Foi a melhor coisa que aconteceu a ele.
Ter uma mulher jovem e bonita como voc�.
-Ele parece feliz. -Tem v�rias vantagens para ele.
Vejo que para voc� tamb�m.
-Aposto que v�. -Mas nem tudo � vantagem.
Por exemplo, a idade dele.
Odeio dizer, mas n�o foi original. n�o � o primeiro a dizer...
que uma jovem saud�vel n�o pode ter uma vida sexual feliz com Sam.
Sei que n�o fui original, mas falei a verdade.
E voc� deve achar...
que � o cara ideal para preencher minhas horas vagas.
Eu? N�o, n�o. Eu sou casado. Acredito na santidade do casamento.
Me explique onde est� querendo chegar.
Aconteceu uma coisa estranha ontem, quando eu ia para casa.
Eu ia para a fazenda, era tarde...
e a caminhonete de Ray passou correndo por mim...
acima do limite permitido.
Ent�o, eu achei que havia algo errado.
Fiz a volta e o segui. N�o pode imaginar a minha surpresa...
quando o vi entrando no Starlight Motel.
lmagino que ficou t�o surpreso, que ficou para ver quem ele foi encontrar.
Eu sempre fui muito curioso.
Ray sofreu frustra��es amorosas no passado...
e n�o queria v�-lo sofrer de novo.
E a�?
N�o entendo por que ele mexeu com uma mulher casada.
Sem essa de estar preocupado com o Ray.
O que voc� quer � algo em troca por n�o contar ao Sam, certo?
Eu, contar ao Sam? N�o, nunca. Nunca.
Ele n�o ia gostar se algu�m contasse que a mulher dele o trai.
la passar a odiar os Ewings...
se soubesse que o capataz deles se deita com a esposa dele.
Voc� ter� que ser claro, J.R. N�o estou entendendo.
Sam est� indeciso quanto aos Ewing e o �rg�o de Gerenciamento de Terras.
Diga-lhe que seria �timo tirar o poder do �rg�o de Gerenciamento de Terras.
E em troca disso?
Eu nunca contarei ao Ray quem voc� �.
Se ele se magoar de novo, que v� at� o fim.
N�o sei o que ele faria com voc� ou com Sam.
-Acha que eu ligo se contar ao Ray? -Eu sei ler as pessoas.
Acho que voc� ia ligar, sim.
Ali�s, eu aposto nisso.
Ali est� a loja que eu procurava.
Vou comprar umas coisas para a minha mulher.
Tenha um bom dia.
-Eu n�o sei. -Vamos. A festa vai ser �tima.
Tommy convidou uns caras de Plano.
Pensei que f�ssemos ficar aqui um tempo.
-Ficar aqui, se vai ter uma festa? -Vamos.
lsso te deixou animada outro dia, n�o foi?
-�, eu me senti superbem. -Mais uma n�o vai fazer mal.
Como pode haver festa sem n�s quatro?
Tudo bem, � bom os caras de Plano serem bonitinhos.
Eles s�o.
Sim.
Por qu�? Eu estava me aprontando.
Onde?
Algum problema?
Est� bem. Vejo voc� l�.
-Boa noite, pai. -J.R.
-O que � isso? -Relat�rios sobre cruzamentos.
Parece que Ray vai colocar bois nas terras dele.
Verdade? Ora, que bom!
-Vou oferecer ajuda a ele. -Ele vai ficar agradecido.
Voc� j� recebeu resposta de Sam Culver?
Hoje, n�o.
Mas ele dar� not�cias em breve.
Acho que dar� certo, pai.
-Ol�, amor. -Oi.
Acho estranho encontr�-la assim, em p�blico.
� a primeira vez, n�o �?
�. Mas estou gostando.
-J� se perguntou por qu�? -Voc� sabe que j�.
-Mas voc� nunca perguntou. -N�o foi por falta de vontade.
Eu tinha medo da resposta.
Achei que ia me dizer, quando estivesse pronta.
Bem, Ray...
eu vou deixar Dallas.
Vai deixar ou vai fugir?
Voc� n�o vai me deixar escapar f�cil, vai?
Sabe, eu nunca achei que as sa�das fossem f�ceis.
Eu sou casada, Ray. J� faz tr�s anos.
Voc� ama seu marido?
� uma pergunta estranha.
� o jeito de saber onde eu me encaixo.
Eu gosto muito dele.
Ele � mais velho...
muito rico...
muito poderoso.
Seu nome � Sam Culver.
Ent�o resolveu sair atr�s de um jovem garanh�o?
O bom e velho Ray Krebbs.
lsso n�o � verdade. Se eu procurasse s� isso...
j� teria acontecido com outro, h� tempos. Mas n�o.
Foi com voc�.
-Devo me sentir melhor com isso? -Voc� deve entender...
que � muito especial para mim.
Voc� �.
Ent�o, o que pretende fazer?
Avisei Sam que ia deix�-lo...
que eu o amava...
mas que n�o estava apaixonada por ele.
-Como ele reagiu? -Disse que eu dei vida nova a ele...
e que ele...
sabia que n�o duraria para sempre.
Ele perguntou se eu precisava de algo...
e me desejou sorte.
Eu quase falei que ficaria.
Vai se divorciar dele?
Ent�o, n�o v�. Fique! Vamos dar um tempo para n�s...
...e ver o que sentimos. -Eu n�o posso!
Estou t�o confusa sobre a minha vida agora...
que n�o sei o que fazer. E n�o me orgulho...
do que fiz com voc� e com Sam.
Preciso ver se estou pronta para assumir um compromisso.
Donna, podemos resolver isso juntos.
Voc� � um homem t�o bom.
Tem tanto a oferecer para uma mulher, que � imposs�vel dizer.
N�o sabe que me ajudou a enxergar a minha vida como ela �?
Por isso pude deixar o Sam.
N�o ficarei longe para sempre.
E...
quando eu voltar...
Digo, se...
se voc� ainda estiver interessado...
Eu estarei aqui.
Temos que aceitar essas coisas. N�o vamos nos preocupar.
-J.R., liga��o do Sam Culver. -Sim, obrigado.
Al�, Sam. Como vai?
J.R...
quero te dar minha resposta sobre o �rg�o de Gerenciamento de Terras.
Sim,senhor.
Donna e eu conversamos ontem...
sobre a Petr�leo Ewing e o �rg�o de Gerenciamento de Terras.
�timo. Fico feliz que j� tenha se decidido.
Duvido que v� ficar.
Donna disse que adora o trabalho do �rg�o de Gerenciamento de Terras.
Eu concordo.
Cliff Barnes ter� todo o meu apoio. O trabalho vai me fazer bem.
Queria poder conversar com o senhor em particular.
Posso faz�-lo mudar de ideia.
N�o me dir� nada que Donna n�o tenha dito.
Mande lembran�as aos seus pais.
O que ele falou, J.R.?
Continuamos com Barnes e o �rg�o de Gerenciamento de Terras no caminho.
-Droga! -�.
-Bom dia, gente. -Oi, Ray, como vai?
Bem.
Queria saber se ainda tem aquela planta da casa.
Tenho uma c�pia no carro. Vamos olhar.
Se eu gostar, levar� um ano para construir, certo?
Mais ou menos. lsso tem a ver com a nova mocinha?
N�o deu certo, por enquanto.
O importante � que desta vez aprendi uma coisa.
O qu�?
Bem... que posso gostar de algu�m de novo.
E a sensa��o � �tima.
Legenda por Susanawho
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