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Ei, Bobby.
-Pam. Lembra-se de Julie? -Oi.
-Ol�, Julie. -Ol�.
-� bobagem. Papai n�o faria isso. -Papai � humano.
A esposa dele o trata como crian�a.
Seus filhos o tratam como inv�lido.
-Eu o trato como homem. -Aposto que sim.
Caia fora! Deixe-o a s�s!
-De jeito nenhum. Ei! -Bobby!
� voc� quem insiste que a fam�lia deve estar reunida no jantar.
-Estou insistindo. -Tenho outros planos.
S02E16 - O Retorno de Julie
Legenda por Susanawho
Ol�, Victor. Aqui � Julie Grey. Lembra-se de mim?
-Julie Grey, claro. Onde est� voc�? -De volta � Dallas e adorando.
Entre e venha aqui. Sentimos sua falta.
-Deixe-me lhe oferecer uma bebida. -Adoraria.
-Ou�a, Victor, preciso de um favor. -Fale.
Quero ver Jock Ewing.
Pode me avisar quando ele ligar para fazer reserva?
Ele n�o vem como costumava.
Tudo bem. Eu lhe dou o n�mero de meu telefone.
� 555-6144. Ligue-me a qualquer hora.
Claro, Julie, mas n�o espere ter not�cias logo.
Tudo bem. Ou�a, obrigada, e vou cobrar a bebida em alguns dias.
-Tchau. -Tchau.
-Querida, est� ficando boa. -N�o para vencer Millicent Lawson.
Considerando que n�o foi criada como uma riquinha, est� �timo.
-Estava falando do t�nis. -Eu tamb�m.
-Bom dia, papai. -Bom dia.
-Aonde est�o indo? -� casa dos Lawson.
Vamos jogar t�nis de manh�.
Bobby, achei que pegar�amos os perdidos do pasto norte.
-J� fiz isso de manh� cedo. -Por que n�o me acordou cedo?
Est� brincando? Mam�e me mataria se o acordasse cedo em um domingo.
Ela est� fazendo tudo para me manter vivo, � verdade.
Quando levaremos o rebanho para aquela �rea nova?
-Ray cuidar� disso amanh� cedo. -Bem...
Pare de se preocupar. As coisas est�o sob controle.
Certo. Tenha um bom jogo.
Fico feliz em sentar-me aqui o dia todo se voc� ficar.
Somos poderosas.
Como basti�o da sociedade talvez, mas estou falando de pol�tica.
As "Filhas do �lamo" sempre se mantiveram longe da pol�tica.
N�o � verdade, Sue Ellen.
Usamos a organiza��o para apoiar as posi��es de nossos maridos.
lsso mesmo. Mas e nossas posi��es? Nossas opini�es?
Dona Ellie, n�o est� sugerindo...
-Ol�, Jock. -Com licen�a, mo�as.
-Jock. -Ol�, Jock. Quer algo?
-Pensei em beber alguma coisa. -S� um refrigerante, Jock.
O que est�o aprontando agora?
-Outro evento de caridade? -Planejamos a revolu��o.
-Seus maridos sabem disso? -Est�o ocupad�ssimos para se importar.
J.R. e Seth est�o trancados em uma reuni�o em Dallas.
-lmagine isso, em um domingo. -Devem ser os po�os em Panhandle.
�s vezes, eu me pergunto se sabem o que est�o fazendo.
Jock, eles s�o mais velhos que voc� quando come�ou a Petr�leo Ewing.
Parece cansado.
Por que n�o se deita? Eu o chamarei quando o almo�o estiver pronto.
Acho que n�o, Dona Ellie. Mo�as.
-Jock. -Foi bom ver voc�.
Vamos, Lucy.
J� disse que n�o decidi ainda.
-Al�m disso, a festa � longe. -N�o � t�o longe.
E n�o quero que v� com outra pessoa.
-� tudo o que ter�. -Lucy.
lsso vai matar algu�m.
-Precisamos tirar do caminho. -Vov�.
-N�o deveria erguer isso. -Deixe-me tirar dali.
-Tem de admitir... -Ela tamb�m parecia simp�tica...
De onde tira estas ideias?
Deveria ouvir nossa conselheira. Diz que podemos governar o mundo.
Que tal jogarmos um pouco no fim de semana?
-Seria bom. -Deve ser bom ser autoconfiante.
-Se for t�nis, est� fechado. -Perfeito.
Sem sal, Jock. Sabe o que o m�dico disse.
-A comida est� sem gosto, Dona Ellie. -Jock, n�o seja dif�cil.
-O que houve no escrit�rio, J.R.? -Senhor?
Voc� e Seth Stone tiveram problemas?
N�o h� nada com que se preocupar, papai.
Alguns po�os em Panhandle est�o entupidos...
-...com calc�rio, algo assim. N�o sei. -�? O que vai fazer a respeito?
Tenho uma reuni�o com ele amanh�.
E ele tem boas ideias de como lidar com o problema.
Eu s�... poderia opinar sobre isso.
N�o h� por que ir at� l�. Est� tudo sob controle.
-Tenho de ver Harv Smithfield. -� mesmo? Para qu�?
Quero ver meu testamento.
Quero ter certeza de que meu novo neto est� bem amparado.
-E se for outra neta? -Sil�ncio, Lucy.
-Muito obrigada, Jock. -Sim. � muita considera��o. Agrade�o.
N�o h� pressa no testamento. N�o precisa ir � cidade.
-Por que n�o fica aqui e se acalma? -Lembre-se de que n�o pode se cansar.
E n�o estava se sentindo bem esta tarde.
Droga! N�o sou um inv�lido!
O dia em que come�ar a aceitar ordens de qualquer um...
ser� o dia em que me enterrar�o.
Vou � cidade amanh�, ver meu testamento.
Depois, eu o encontrarei no escrit�rio, J.R.
E diga a Seth Stone que tenho algumas ideias interessantes.
J.R., n�o comece a reuni�o antes de ele chegar.
Claro que n�o, mam�e.
As amostras do novo po�o mostram alto n�vel de calc�rio.
Acho que a solu��o � fracionar.
-Jordan, voc� n�o concorda? -N�o sei, Seth.
Podemos tentar aumentar a acidez. Deu certo em po�os menores.
Por que n�o bombardeia "nitro"? � como sempre fizemos.
N�o fazem mais assim, Jock. Fracionar � mais r�pido e eficiente.
-Parece que � muito dinheiro. -N�o muito.
Eu chequei. O equipamento pode ser comprado a um pre�o razo�vel.
Acho que ''nitro'' � a melhor op��o, a mais barata.
N�o em longo prazo, papai.
Gostaria de come�ar os po�os o mais r�pido poss�vel.
Acho que devemos fazer o que dizem.
-Aonde vai, papai? -Tenho outro compromisso. At� mais.
Pe�a para J.R. assinar e coloque no correio.
-Pode apostar. -Oi, papai.
Oi, Bobby. Que tal almo�ar depois?
N�o posso. Vou almo�ar com Phil Lawson.
Por que n�o vai? Sei que ele n�o liga.
Eu ligo. Nunca gostei dos Lawson, pessoas de Harvard ou Yale.
-Princeton, pai. Ele fez Princeton. -� a mesma coisa.
-V�, vou ligar para Punk Anderson. -Certo.
-Almo�aremos na pr�xima semana. -Boa ideia.
-Muito bem. Voltarei �s 15hs. -�timo.
-Connie, ligue para Punk Anderson. -Agora mesmo, Sr. Ewing.
-Como est�, Louella? -Muito bem. Obrigada, Sr. Ewing.
-lsso � bom. -Sr. Anderson, por favor.
Entendo. N�o, tudo bem. Obrigado.
Desculpe, Sr. Ewing. O Sr. Anderson n�o est�.
Veremos.
-Uma mesa no Clube dos Pecuaristas. -Para que horas?
Por volta das 13:3O. Tenho de ver Harv Smithfield antes.
-O Clube fica na mesma rua. -Como nos velhos tempos.
-A mesa de canto, certo? -Certo.
Eu os verei depois.
-Adeus. -Adeus, Sr. Ewing.
�s 13:3O? Sozinho? �timo.
Eu o verei depois. Obrigada, Victor.
Vai ter uma surpresa, Jock Ewing.
-Sr. Ewing, � bom t�-lo de volta. -Fico feliz em voltar. Como est�?
-N�o poderia estar melhor. -Que bom.
Por aqui, senhor.
-Sua mesa de sempre. -Que bom.
-Obrigado, Victor. -Sim, senhor.
Ol�.
-Lembra-se de mim? -Julie Grey.
-Quando voc� voltou? -H� algumas semanas.
Eu queria ligar, mas n�o tive chance.
N�o quer se sentar?
-Adoraria. -Voc� est�...
...visitando ou voltou para ficar? -Para ficar.
Ou por mal. � �timo estar de volta em Dallas...
apesar de tudo.
Estou feliz por ter encontrado voc�. Eu queria...
dizer que sinto muito.
Nunca entenderei por que fez aquilo.
Aquele arquivo era propriedade dos Ewings.
Era funcion�ria da Ewing. N�o deveria ter feito, Julie.
Al�m disso, permitiu que Cliff Barnes destru�sse Orloff.
E Wild Bill era meu amigo.
Eu sei. S� queria pedir desculpas.
J� vou indo.
N�o v�, Julie.
Que diabos? � pol�tica. Fizemos o mesmo com Barnes.
-Estou feliz que tenha voltado. -Obrigada, Jock.
A jovem se sentar� com o senhor, Sr. Ewing?
-Adoraria. -Que bom.
Victor, come�aremos com champanhe, o melhor que tiver.
-Temos coisas a comemorar. -Sim, senhor.
Seja bem-vinda, Julie.
Muito obrigada.
Por que decidiu voltar para Dallas?
Senti saudades de casa.
Meu trabalho era um t�dio e tinha poucos amigos.
Eu estava louca para voltar � Dallas.
N�o diga que n�o achou algu�m interessante em Nova York.
Eu gostaria. N�o, os homens que conheci...
eram casados, loucos ou menores.
� �timo estar de volta.
Embora n�o tenha visto ningu�m dos velhos tempos.
-Como est� Louella? -Parece estar bem.
Mas acho que J.R. sente sua falta.
Uma boa secret�ria � mais dif�cil de achar que uma boa esposa.
-Falando nisso, como est� Sue Ellen? -Est� gr�vida de quatro meses.
-J.R. deve estar bem feliz. -Acho que os dois est�o.
E estou ansioso para passear por a� com meu neto.
-Tem certeza de que ser� neto? -Tenho a palavra de J.R.
-Se importa se eu fumar? -De jeito nenhum.
-Ainda fuma cinco por dia? -Mais ou menos cinco por m�s.
Devo parar de fumar. Ordens m�dicas.
Se a Dona Ellie me visse agora, ela gritaria at� cansar.
N�o fa�o muitas coisas hoje em dia. J.R. dirige a Petr�leo Ewing.
-Bobby e Ray administram a fazenda. -N�o creio. O grande Jock Ewing...
mais veloz, astuto e trabalhador que 1O homens juntos?
-Lembra-se do inc�ndio em Coveton? -Sim. Foi incr�vel.
Controlou o fogo quase sozinho por tr�s dias.
Sem dormir, sem comer. Homens mais jovens n�o aguentavam.
-Parecia que se alimentava de emo��o. -Faz muito tempo, Julie.
-Nem tanto. -Quase tudo � passado agora.
Mas voc�...
tem tudo � sua frente e n�o parece muito feliz.
Bem... na verdade, nesse momento...
estou mais feliz do que estive em muito tempo.
Mais alguma coisa?
-S� a conta. -Sim, senhor.
N�o ficar�o tristes quando sairmos.
J� passa das 15hs.
Espero n�o ter segurado voc� e estragado algum plano.
Sem planos. Fiz tr�s entrevistas de trabalho pela manh�.
J� chega para um dia.
-Pensei em fazer compras esta tarde. -Gostaria de companhia?
Adoraria.
Alguma not�cia?
J.R. est� ligando para algumas pessoas, mam�e.
Talvez papai tenha parado para ver alguns amigos.
S�o s� 18:3O, Dona Ellie. Sei que ele ligar�.
Sempre ligou antes, Dona Ellie, se fosse se atrasar.
-� o que penso, Sue Ellen. -Ningu�m o viu.
Connie disse que foi ver Smithfield, depois foi ao Clube dos Pecuaristas, n�o sei.
N�o entendo, o que poderia estar fazendo o dia todo?
Leve para meu quarto, Raul. Abra-as.
Coloque-as ali agora. Quero mostr�-las � Dona Ellie.
-Pelo amor de Deus, onde esteve? -Est�vamos preocupados.
Sim, papai. Se iria se atrasar, por que n�o ligou?
Fui fazer compras. S� isso. O que h� para jantar, Dona Ellie? Estou faminto.
Estava t�o bom, que vai me matar.
-A que horas � a entrevista? -�s 14hs.
Acho que estou nervosa. Quero muito este emprego.
Quer que eu ligue para Jonas? N�s nos conhecemos h� tempos.
N�o, obrigada. Quero saber que consegui sozinha.
-O m�nimo � lev�-la. -Tudo bem.
Gar�om. Aqui, deixe-me ajudar.
Estou faminta.
Querida, vamos. Papai est� aqui. Com licen�a.
Oi, papai.
Oi, Bobby. Pam. Lembram-se de Julie?
Oi.
-Ol�, Julie. -Ol�.
Seu pai me perdoou, Bobby. Espero que voc� o fa�a.
-Claro. �guas passadas. -Foi o que disse a ela.
-Est� em Dallas para ficar? -� minha casa.
Agora estou procurando trabalho.
Temos de ir. Vou levar Julie � entrevista.
Mas quero falar com voc�, Bobby. Passarei pelo escrit�rio depois.
-Estarei aqui o dia todo. -Adeus.
-At� depois. -Adeus.
Vamos, vamos comer.
Boa noite, Louella. N�o trabalhe at� tarde.
N�o, estou acabando. Boa noite, Connie.
Boa noite.
-Boa noite, Connie. -Boa noite, Sr. Ewing.
-Meu pai apareceu? -N�o apareceu o dia todo.
-Leve para dentro antes, est� bem? -Pois n�o.
-Estes s�o os pap�is que voc� queria. -Certo.
-Boa noite. -Boa noite.
-J.R., papai ligou para voc�? -N�o, n�o havia raz�o. Por qu�?
Eu o encontrei esta tarde. Ele ia passar por l�.
-Cancelei um compromisso para isso. -Onde o viu?
No The Angus, com Julie Grey.
-Julie voltou? -Sim.
-O que estava fazendo com papai? -Estavam almo�ando.
Ela mora em Dallas agora, J.R., e est� procurando trabalho.
Mam�e, Bobby. Papai est� em casa?
N�o. Quero o conselho dele. S� isso.
N�o, eu verei com ele quando chegar em casa. Tudo bem, adeus.
-Est� pensando o mesmo que eu? -Acho que sim.
-� bobagem. Papai n�o faria isso. -Por que n�o?
Acho dif�cil de acreditar, mas papai � s� humano.
E, se conhe�o a mo�a, e eu conhe�o a mo�a...
ela n�o se oporia.
-Vejo voc� amanh�? -N�o h� modo melhor de passar o dia.
Gosto dos almo�os de tr�s horas. N�o sei o que farei quando trabalhar.
Se eu continuar a perder compromissos n�o precisar� se preocupar.
N�o disse a Bobby que apareceria durante a tarde?
Disse, Jock. Voc� come�ou a falar em sair explorando.
Por isso, voc� se esqueceu. Ele ficar� bravo?
N�o, Bobby, n�o.
N�o foi isso que fez com que eu me esquecesse.
-tamb�m fiquei preocupado. -Por qu�?
� a primeira mulher que me faz perder um compromisso.
Jock Ewing, vindo de voc�, � a coisa mais doce que j� ouvi.
Voc� � um bom amigo, o melhor que tive em muito tempo.
Eu lhe sou grata.
-Amanh�, ent�o? -Amanh�.
-Papai j� chegou? -Est� entrando agora.
J.R., mam�e estava preocupada. lsso precisa acabar.
O que prop�e que fa�amos a respeito?
Acho que devemos falar com ele e esclarecer as coisas.
Para variar, concordamos em algo.
Vamos.
Ol�, papai.
-Boa noite, meninos. -Gostar�amos de falar com voc�.
Sobre esta tarde, sinto muito. Tive algo a fazer. N�o pude ligar.
O que tinha a fazer, papai?
Coisas pessoais, J.R. Nada a ver com voc�.
Gostar�amos de saber que tipo de coisa pessoal.
Desde quando tenho que falar do que fa�o para um de voc�s?
Acho que sabemos que coisas o ocuparam estes �ltimos dias.
-� sobre isso que queremos falar. -N�o gosto do tom, J.R.
E n�o gosto de responder a muitas perguntas.
Jock, onde esteve? Por que n�o ligou?
N�o se preocupe, Dona Ellie. Estou muito bem.
Tive um bom dia, um dia muito bom.
Sim, senhor, aposto que sim.
-Sra. Grey. -Sim.
-Para a senhora, madame. -Que lindas.
Um segundo.
''Bem-vinda ao lar, mo�a bonita.''
Bem.
Rosas amarelas. Eu me lembrei.
Na verdade, s�o gard�nias. Mas � a ideia que conta.
-Como vai, J.R.? -Melhor ainda por v�-la, querida.
Acho que sabia que ia aparecer.
Sou convidado a entrar e sentar-me para uma bebida ou algo assim?
Claro, J.R., entre. Como se eu pudesse deix�-lo para fora.
-� muita hospitalidade sua, querida. -O bar � no balc�o. Sirva-se.
Bem...
parecem os velhos tempos.
-Posso preparar uma bebida? -N�o, obrigada.
Sabe...
...senti sua falta. -� mesmo?
Poderia ter me enganado. Acho que congratula��es cabem aqui.
John Ross Ewing lll est� trabalhando.
-Voc� deve estar bem feliz. -Estou...
agora que estou aqui com voc�.
Acho que preciso da bebida.
Vamos acabar com isso.
-O que �, querida? -Por que est� aqui, J.R.?
Voc�.
-Por que est� aqui, J.R.? -O que est� fazendo com meu pai?
Queria me desculpar.
Desculpas de dois dias? Deve ser um recorde, n�o �?
Para ser honesta...
acho que o procurei porque voc� viria correndo.
N�o precisava ter se dado ao trabalho. Um telefonema teria sido o suficiente.
Foi como come�ou, mas � diferente agora.
� mesmo? Por qu�?
-N�o entenderia se eu dissesse. -Experimente. Continue.
N�s falamos, rimos, gostamos um do outro.
Ele est� sozinho, e, honestamente, eu tamb�m.
� tudo bobagem, querida.
Jock Ewing tem fam�lia e amigos. N�o � um homem solit�rio.
Parece-me que a esposa o trata como crian�a.
Os filhos o tratam como inv�lido.
-Eu o trato como homem. -Aposto que sim.
Sempre foi sua especialidade, se bem me lembro.
-Saia daqui. -Lamento, mas n�o posso fazer isso.
Vim para conseguir informa��es.
Sabia. Sabia que n�o era para manter o lar dos Ewings unido.
N�o me diga, deixe-me adivinhar.
Veio descobrir se falarei para seu pai sobre o arquivo vermelho.
Entendi. A pergunta que vale um milh�o.
Ou ser� um bilh�o de d�lares? Sim. Deve ser bilh�o de d�lares...
pois as multas de petr�leo n�o s�o em valores pequenos.
N�o acho engra�ado.
Bem, J.R., n�o tem nenhum senso de humor.
Mas Jock Ewing tem um senso de humor maravilhoso.
Sei que ele choraria de rir se soubesse que o filho fraudou seu testamento.
Foi o arquivo vermelho que a trouxe aqui, n�o foi?
-Planeja contar a ele? -Contar o qu�?
Que o filho vai fazer da fazenda um campo de petr�leo quando morrer?
-Por que faria isso? -Para vingar-se de mim.
� por isso que est� saindo com ele?
Passaram-se anos e nunca lhe pedi nada.
Sabia que jamais deixaria Sue Ellen.
Sabia que n�o seria nada em sua vida a n�o ser conveni�ncia.
Mas estava aqui quando me quis e fiquei feliz com o tempo que me deu.
T�o feliz, que dormiu com Cliff Barnes...
e deu-lhe informa��es secretas sobre Wild Bill Orloff.
N�o, raiva. A raiva sendo utilizada.
Mas agora voltei, e as coisas ser�o diferentes.
N�o vou deixar mandar em mim. Farei as coisas a meu modo.
Como usar um velho doente para vingar-se de mim.
Ele � duas vezes voc�.
-� mesmo? Em que sentido? -Nos sentidos importantes para mim.
J� se esqueceu de como �ramos bons juntos?
N�o me esqueci e n�o quero refrescar minha mem�ria.
-Quero que saia daqui agora. -N�o consegui o que queria.
E n�o conseguir�.
Sempre consigo, Julie.
Voc� sabe disso. Cedo ou tarde, eu sempre consigo.
Como diz no cart�o...
bem-vinda ao lar, mo�a bonita.
N�o exagere, papai. Quer caf�?
Agora n�o. Assim que tomar banho, irei � cidade.
Passa bastante tempo na cidade ultimamente, n�o �?
lsso mesmo. Vou passar ainda mais, J.R.
Andei pensando. Estou ficando cansado de me sentar por aqui.
Voltarei a trabalhar.
lsso � ideia sua ou de Julie?
Julie? Do que est� falando?
Sei que a tem encontrado. Deveria se afastar dela.
N�o me diga o que fazer, J.R. Julie e eu somos amigos. S� isso.
Pai, Julie s� tem um tipo de amizade com um homem.
� mesmo?
Parecia que passava tempo com ela quando ela trabalhava para voc�.
Conhe�o a garota.
S� tem dois interesses na vida: dinheiro e mais dinheiro.
N�o tem interesse em amizade com um homem mais velho que seu pai.
Tem muito a aprender, garoto, sobre muitas coisas.
Sei tudo o que preciso sobre ela. Ela n�o � boa, papai. Ela � suja.
Ela esconde com roupas belas e um belo estilo...
mas ainda � suja. Todos conseguem ver.
-Por que voc� n�o? -Cuidado com o que fala para mim.
E cuidado com o que fala sobre uma mo�a boa como Julie.
N�o sou t�o velho que n�o possa coloc�-lo na linha. Ouviu?
-Ouvi, e n�o acredito. -Verei Julie hoje...
amanh� e depois de amanh�.
E quando eu quiser. Entendeu?
Sim.
-Jock, voc� e J.R. est�o brigando? -N�o se preocupe, Dona Ellie.
O que est� havendo, J.R.?
S� tivemos uma pequena diferen�a de opini�es. S� isso.
N�o quero chate�-lo. Entendeu?
-N�o quero briga e gritaria nesta casa. -Ele disse que vai trabalhar.
Ouviu o m�dico, e eu disse a ele que n�o acho uma boa ideia.
Ent�o, ache outro modo de dizer isso a ele.
Mam�e...
...temos um problema. -Que tipo de problema?
Um problema s�rio.
-Lembra-se da secret�ria, Julie Grey? -Sim. O que tem ela?
Papai a tem encontrado muito ultimamente.
Sinto muito. N�o queria que descobrisse assim.
Fiz tudo o que podia para impedi-lo.
-Bobagem, J.R., e sabe disso. -N�o �.
� a �ltima vez que falar� disso comigo ou com qualquer outro.
Entendeu?
-Jock. -Sim?
-Quero conversar. -Podemos conversar mais tarde?
Estou indo para a cidade.
Tem ido muito a Dallas nestes �ltimos dias.
Se fosse do seu modo, ficaria o tempo todo na cadeira de balan�o.
-Jock, n�o � verdade. -� quase.
Aonde vai em Dallas? O que est� fazendo?
N�o lhe diz respeito, Dona Ellie. N�o mesmo.
Se lhe diz respeito, ent�o, diz respeito a mim.
-N�o � importante. -Quero saber.
Dona Ellie...
quando me casei com voc�...
disse que n�o prestaria contas a nenhuma mulher do que fazia.
Jock, n�o sou qualquer mulher. Sou sua esposa.
At� depois.
lnforma��es? Gostaria do telefone de Julie Grey, G-R-E-Y, Dallas.
� um n�mero novo.
Fico feliz que tenha vindo, Julie. Todos sa�ram. Podemos conversar.
Sabia que viria.
N�o h� muitas pessoas no mundo que me intimidam...
...mas a senhora � uma delas. -Porque sou a Sra. Jock Ewing.
N�o. Porque � Ellie Ewing.
N�o precisa do nome de um homem para ter poder.
Mas tenho o nome desse homem. E pretendo mant�-lo.
Os homens Ewing n�o abandonam as esposas facilmente, Dona Ellie.
Deveria saber que n�o h� com o que se preocupar.
Sua rela��o com Jock j� foi longe demais.
Seu marido e eu somos apenas amigos.
Fazemos companhia um ao outro enquanto quem amamos...
est� muito ocupado para ver que sofremos, que estamos sozinhos.
Fazemos com que nos sintamos necess�rios, respeitados.
Fazemos compras, almo�amos, falamos sobre quem amamos.
S� isso.
Quero que pare de v�-lo.
Por qu�? Que mal estamos fazendo?
Para voc�, ele � um homem a quem deve falar para n�o fumar...
n�o comer sal, n�o se excitar, n�o exagerar.
Para mim, ele � Jock Ewing.
Para esse homem precisar de minha amizade...
para querer minha companhia... Voc� n�o sabe o que isso significa...
para mim e ele. Pode negar que ele parece mais jovem...
mais cheio de energia, mais feliz do que estava nos �ltimos tempos?
Nossa rela��o n�o � o que voc� pensava.
N�o, Julie, n�o �. � muito mais s�ria.
-Bom dia, Sr. Ewing. -Ol�, Sr. Ewing.
Louella, pode ligar para Julie Grey para mim, por favor?
Sim, senhor.
-J.R. est�? -N�o. Est� em uma reuni�o.
-Atenderei a liga��o no escrit�rio dele. -Tudo bem.
-Sim? -Sem resposta,senhor.
Certo. Obrigado.
-Bobby. -Papai...
quero falar com voc�.
Por que, de repente, est�o ansiosos para falar comigo?
Ou�a, n�o � uma conversa que eu gostaria de ter.
-N�o tenha. -Papai, estou preocupado com voc�.
N�o precisa. Nunca me senti melhor na vida.
Nunca agiu assim antes.
Nunca nos deixa saber onde estar�. Est� atrasado para o jantar.
E mam�e est� preocupada.
Voc� e J.R. agem como meninos que pegaram o pai traindo.
Voc� n�o tem dez anos. � um adulto.
Mesmo se estivesse traindo sua m�e, o que n�o estou...
deveria entender.
N�o precisa gostar, mas � uma parte de minha vida que n�o � da sua conta.
N�o se incomoda em como mam�e se sentir� se descobrir?
Quantas vezes eu preciso dizer? N�o h� o que descobrir, n�o h� nada.
-Ol�, Sra. Ewing. -Ol�, Connie.
-Est�o esperando? -N�o. Meu marido est�?
-Sim, na sala de J.R. com Bobby. -Bom. Vou entrar.
Talvez n�o seja de minha conta, mas n�o quero que mam�e se machuque.
Nem eu, filho.
-Ol�, Bobby. -Mam�e.
Pode nos dar licen�a? Quero falar com seu pai.
Claro.
-Dona Ellie? -Quero falar com voc�.
-D� para esperar chegarmos em casa? -N�o.
Quero acertar tudo.
Falei com Julie Grey pela manh�.
-Por que fez isso? -Quero que pare.
O que acha que est� havendo?
Eu sei o que est� havendo. Julie me contou.
-Ent�o, sabe que � s� uma amiga. -Sim, eu sei.
Voc�s almo�am, conversam e fazem companhia um ao outro.
E tudo bem, s� que n�o vai parar a�, e voc� sabe disso.
Ela � jovem e bonita.
Jock, temos de falar sobre isso.
Tudo bem.
O jantar ser� �s 18 horas. Esperarei por voc�.
� voc� que insiste para a fam�lia estar reunida no jantar.
Agora, eu insisto. 18 horas. Lembre-se.
Sinto muito, Dona Ellie. Tenho outros planos.
Dona Ellie, estava pensando se Cora Kincaid ligou...
sobre a reuni�o das "Filhas do �lamo".
Desculpe. O que disse?
Estava pensando se Cora havia ligado sobre a reuni�o da sociedade.
N�o, n�o ligou.
Vov�?
Vov�?
Com licen�a? Tenho de estudar para a prova de Hist�ria.
Sim, Lucy.
Certo, cansei disso, todos sentados...
ningu�m fala o que estamos pensando.
Mam�e, papai est� com Julie agora, e quero saber o que far�.
-J.R., fique quieto. -Se n�o fizer algo...
...eu farei. -J� chega, J.R.!
Est� mexendo com coisas que n�o lhe dizem respeito.
Posso organizar minha vida como achar melhor!
Voc� contou? Foi assim que ela descobriu?
-Algu�m precisava contar. -N�o isso!
O que quer fazer? Sentar enquanto Julie acaba com o casamento?
Voc� fez melhor do que ela jamais sonhara.
-V� embora, ouviu? Deixe-os a s�s! -Nem sonhando, garoto.
-Ei! -Bobby, Bobby!
-Espere um minuto. -Bobby, n�o!
J.R.
Querido, n�o teria valido a pena.
Teria para mim. Teria me ajudado bastante.
Quem �?
Dona Ellie, � Pam. Posso entrar?
Achei que quisesse falar a respeito.
Gostaria de ajudar, se puder.
Obrigada, Pam, mas tenho de tratar do meu jeito.
Dona Ellie...
h� pouco tempo, me falou de uma mulher que amava um homem.
E ele n�o decidia se ele se casaria ou n�o com ela.
Ela foi at� ele com um chicote e o ajudou a decidir.
Eu me lembro.
O que houve com a mulher?
Est� aqui, Pam.
-N�o est� com fome? -N�o.
Nem eu.
Sinto muito, Julie. Eu...
N�o deveria ter aparecido assim.
Sou p�ssima companhia hoje.
N�o, voc� n�o �. Foi um dia duro para todos n�s.
Eu...
tenho algo para voc�.
Tem?
� lindo.
-Obrigada. -Fico feliz que tenha gostado.
Adorei.
� lindo.
-Fica bonito em voc�. -O que quero saber...
� se um presente de ''oi'' ou se � um presente de ''adeus''.
Homens casados, charmosos no almo�o e de olho no rel�gio no jantar.
� um presente de adeus, n�o �?
Eu...
n�o sei bem por que eu comprei, Julie, mas...
�s vezes, as coisas come�am de um jeito e acabam de outro.
Eu sei.
Sua amizade significou muito para mim.
-N�o quero desistir. -Mas...
N�o quero mais nada tamb�m.
A Dona Ellie ficaria muito magoada. E o que a magoa, magoa a mim.
-V� para casa, Jock. -Desculpe, Julie.
N�o h� o que desculpar. Voc� ama sua esposa e ela o ama.
V� para casa.
-Ligarei amanh�. -N�o, n�o ligar�.
-Voc� mandou o t�xi embora. -Espero ter carona para casa.
-Est� com o chicote? -Eu preciso?
N�o, senhora.
Desculpe, Dona Ellie.
N�o foi s� culpa sua, Jock. Consigo perceber.
-Nunca quis magoar voc�. -Eu sei.
Vamos para casa.
Disse para ficar longe de mim, J.R.
-Eu n�o o quero mais, J.R. -Eu sei.
Legenda por Susanawho
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