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O meu nome � Huck... Huck Finn,
e esta hist�ria sobre mim e um escravo chamado Jim.
� principalmente a verdade. Claro que tem algumas mentiras aqui e ali,
mas nunca conheci ningu�m que n�o mentisse um pouco
quando a situa��o lhe convinha.
Ent�o tirem os sapatos, se os est�o a usar,
e preparem-se para passar um bom bocado.
Huck Finn!
Bate-me! Anda l�!
Vamos, Finn!
Anda l�, Finn! Come�a!
Bate-me! Bate-me!
Bate-me! Est�s com medo de mim?
� tudo o que tens?
Derruba-o at� ter�a-feira, Huck!
- Pela gl�ria, Huck ! - Sim, pela gl�ria!
Pessoalmente, n�o estou a ver gl�ria em bater num rica�o ignorante.
Mas... tenho de o fazer.
- Pai. - V� l�! Que se passa, Huck?
Eu venci-o! Eu venci-o mesmo!
- Louise! O Jim est�? - Ol�, Huckleberry.
- Ol�. - O meu marido est� na cabana.
Obrigado!
Estou a come�ar a perder a vis�o! Estou a perd�-la...
Est� a ir, e a ir!
Agora est� a voltar. Est� a voltar agora.
Ol� a todos.
Ol�, Sam. Ol�, Otis.
Ol�, Huck.
- Desculpa entrar assim, Jim. - N�o h� problema.
Mas preciso de conselhos sobre o meu futuro.
Que tipo de conselho precisas?
O Pai voltou.
Tens a certeza? � que ele n�o � visto por mais de um ano.
Vi a pegada da bota dele, a cruz feita com unhas.
Para repelir o diabo. � mesmo o teu Pai.
Preciso de saber o que vai fazer e durante quanto tempo vai ficar.
Acalma-te.
Eu nunca tinha feito isto para brancos.
Eu nem sei se vai funcionar!
Dou-te alguns berlindes.
Talvez valha a pena tentar.
Obrigado, Jim.
- Mas que raio � isso? - Bola de p�lo... de um boi!
Apanhei-o mesmo no outro dia.
Isso vai contar o meu futuro?
O esp�rito vive no interior disto.
N�o est�s a dizer...
N�o! N�o ao meu bom amigo Sr. Finn!
N�o!
O teu Pai tem dois esp�ritos a pairar volta dele.
Um esp�rito bom com asas e um malvado com cornos.
Umas vezes ele ouve o bom, e outras vezes ouve o mau.
O esp�rito bom diz-lhe para ele te deixar em paz,
mas o malvado diz-lhe para ele te vir apanhar!
A bola de p�lo n�o sabe...
qual o esp�rito que vai ser mais convincente.
Ela diz que o teu futuro...
� incerto como...
o rio.
Quando o teu Pai est� por perto...
est� sempre a bater-te, n�o est�?
Sim...
quando me consegue apanhar.
Bem, a bola de p�lo pensa que devias esconder-te por uns tempos.
Pelo menos at� depois de o teu Pai ir embora outra vez.
Amanh� de manh�, eles v�o estar a falar de mim como se n�o existisse.
O Jim era propriedade da Sra. Watson, e � volta de um ano atr�s
a Sra. Watson e a sua irm�, a Vi�va Douglas, adoptaram-me.
Queriam civilizar-me, o que muitas pessoas acharam ser uma ideia boa.
Mas visto que eu sou t�o ignorante,
um pouco rude e mal-humorado...
- Huckleberry! - Vem aqui!
...n�o estava a funcionar muito bem.
- N�o vieste jantar.
- Vais para a cama com fome. - Ent�o se morreres � fome at� de manh�
n�s damos a tua carca�a aos p�ssaros para eles comerem.
- Oh, a minha terra!
- O que aconteceu ao teu olho? - Como arranjaste esse olho negro?
Eu vi um cego a caminhar ao longo da estrada
quando, de repente, um bando de ladr�es apareceu e agarrou-o!
Bem, eu tentei par�-los, mas sendo t�o pequeno e isso,
eles s� me deram um soco no olho e fugiram!
Era o mesmo bando de ladr�es que roubou
os teus livros da escola a semana passada?
Sim, o mesmo bando.
Contaste-nos que lhes bateste tanto que eles nunca iriam voltar!
E bati!
Mas, desta vez, eles trouxeram refor�os.
O que se passou com as tuas boas roupas da escola, Huckleberry!
O que s�o estes farrapos?
Baldaste-te � escola, n�o foi?
N�o, senhora. Eu fui � escola.
E, ao voltar, encontrei uma pobre m�e com os seus dez pobres filhos.
A semana passada, essa pobre mulher s� tinha oito filhos.
- Bem, agora ela tem mais dois. - Pois, sim.
Continuando, eu dei-lhes as minhas boas roupas
para os ajudar a manterem-se quentes.
Minha linda crian�a!
Eu sabia que o pod�amos mudar. Eu sabia!
- Ele � um cavalheiro. - Ele � � repugnante.
E por seres t�o cavalheiro, vou lavar-te e vestir-te
e dar-te algo de comer antes das tuas ora��es da noite.
Desce, Huck.
Eu devia ter advinhado.
Devia ter acabado de fazer as malas e fugido logo.
Mas n�o.
Tinha de me escapulir e de ir brincar com os meus amigos mais uma vez.
N�o sabia que esse erro ia mudar a minha vida para sempre.
- Vais a algum lado? - Talvez sim, talvez n�o.
N�o sejas mal-criado!
Ainda n�o quero acordar ningu�m.
Mas se fugires, fa�o-te lament�-lo para sempre.
Bem, parece que tens andado a arranjar-te desde que eu me fui.
Ouvi que sabes ler e escrever.
Quem te disse para te meteres nessas tolices afinal?
A vi�va ensinou-me.
Vou fazer-te arrepender-te de aprender algo assim!
Em breve vais aprender religi�o, como a tua M�e fez.
Pode deixar a M�e fora disto? Ela est� morta e devia...
N�o sejas insolente, ou juntas-te a ela!
Bem, est�s mesmo janota!
Com as tuas roupas lavadas e a tua linda cama.
Nunca vi tal filho!
Bem, tenho de fazer algo.
- Deixe-me em paz! - Tu vens comigo!
Deixe-me ir!
N�o!
Deixe-me ir!
Pai Finn, seu dem�nio disfar�ado!
Saia da minha frente, velhota! Este aqui � meu, e vem comigo!
- Largue esse lindo rapaz! - Deixe-as em paz! Deixe-as em paz!
Diz adeus, rapaz, porque nunca mais as vais voltar a ver!
Eu sabia que estava em sarilhos, e isso s� iria piorar...
quando o Pai come�asse a beber.
Estava eu a subir o rio com uns conhecidos meus,
e est�vamos a fazer uns...
trabalhos, quando eu ouvi as not�cias.
Ent�o quando eu descobri que a tua m�e te deixou $600,
percebi que tinha de vir buscar a minha parte.
Quer dizer, n�o mere�o...
depois de todos os problemas e despesas
por que tive de passar para te criar direito?
Mas n�o.
O ju�z Thatcher diz que o dinheiro tem de
ficar no banco at� tu chegares � idade legal!
Idade legal. N�o posso esperar tanto tempo!
O que � que fiz �quela garrafa?
Mas eu sou...
Sou o teu familiar mais pr�ximo.
E tu �s o meu pequeno anjo.
Eu n�o sou nenhum anjo, Pai. Pode perguntar � Sra. Watson.
Raios!
N�o, Pai! N�o!
N�o! N�o!
N�o, Pai!
- Sim! - Pai!
Que fazes com a minha arma?
Pensei que tinha ouvido algu�m a tentar entrar,
- e estava � espera deles, Pai! -Porque � que n�o me acordaste?
Tentei, mas n�o consegui.
Bem, que est�s aqui a fazer afinal?
O Pai trouxe-me c�.
Trouxe? Porqu�?
- Disse que sentia a minha falta. - N�o me mintas.
Essa n�o podia ser a raz�o.
O dinheiro que a tua M�e te deixou. Aquele Ju�z Thatcher!
Tenho de pensar noutra forma.
Olha para esta casa.
- O que fizeste � minha casa? - Eu n�o fiz nada, Pai.
Eu vou a cidade. Tu limpa isto.
Sim, Pai.
"Sim, Pai."
Pequeno animal.
Eu sabia que se ficasse l� seria morto.
Mas morto era a �nica forma de o Pai me deixar em paz.
Javalis s�o bons de comer. Mas este ia salvar a minha vida tamb�m.
Mas que...
Agora que estava morto, podia fazer o que quizesse
e ir onde quizesse, e nem o meu Pai ou a Sra. Watson
alguma vez me iam tentar seguir.
E agora, descobri que queria ir a Ilha do Jackson.
Ningu�m l� vive ou visita,
e os peixes s�o mesmos bons.
- Huck ?
- Que susto, Jim! Estive quase a vomitar o f�gado!
- Pensei que estavas morto! - N�o estou morto.
Mas o teu Pai foi � cidade esta manh�
a gritar que algu�m te tinha cortado num milh�o de partes.
Fingi tudo, Jim. Estou t�o vivo como tu.
- N�o. N�o est�s morto. - Que engra�ado, Jim!
O teu Pai parecia que tinha visto o diabo!
Assustei-o, n�o foi?
Assust�-lo? Assustaste a cidade toda!
Est�o todos a tentar ca�ar o teu assassino agora mesmo.
� muito simp�tico da parte deles.
A vi�va quer que tenhas um enterro devido,
ent�o ela p�s todas a mulheres nos bosques � procura do teu cad�ver.
Deseija-lhes sorte, Jim. N�o v�o encontrar nada.
Pois n�o v�o, n�o.
Sabes, at� gosto de estar morto.
Vamos!
Ent�o, Jim!
N�o devias voltar antes que a Sra. Watson repare que n�o est�s l�?
Bem, Huck...
Prometes n�o contar se eu te contar algo?
Claro que sim, Jim.
A s�rio.
Bem, acredito em ti, portanto vou contar-te.
Esta manh� durante toda a confus�o causada pelo teu homic�dio...
- Eu fugi! - Jim!
- Prometeste n�o contar! - Eu sei que sim! Eu sei.
E uma promessa � uma promessa, portanto vou mant�-la.
Mas Jim... �s um escravo fugitivo!
Posso levar com alcatr�o, por n�o te denunciar.
Eu podia ser linchado.
Porque o fizeste, Jim?
Um comprador de escravos apareceu no outro dia,
e ofereceu � Sra. Watson $800 por mim.
Ela e a vi�va sentiram-se t�o mal que at� choraram.
Mas a vida � dura. Era muito dinheiro para resistir.
N�o podia deixar-me ser levado todo o caminho at� Nova Orle�es!
Nunca mais ia ver a minha mulher e os meus filhos!
Mas, Jim,
agora nunca mais os vais ver mesmo.
A minha �nica esperan�a � descer o rio at� Cairo.
Ir para sul? Um escravo fugitivo a ir para sul?
Eu sei, eu sei.
Mas arranjei uma canoa, Huck, e isto.
Um mapa para a liberdade. Agora, este sou eu.
Se eu conseguir fazer todo o caminho at� Cairo,
onde o rio Ohio vai at� ao Mississippi,
consigo ir at� aos estados livres!
Sabes qu�o dif�cil vai ser, Jim? � um milh�o de km at� Cairo!
E um escravo no rio, sozinho?
- Nem 8 quil�metros vais fazer. - Eu sei.
Mas se conseguiste, se conseguisse...
podia conseguir ganhar dinheiro para comprar a minha fam�lia.
Vamos faz�-lo juntos.
Eu ajudo-te a chegar a Cairo.
Cala-te, Jim!
N�o demores, e n�o esque�as os ovos.
- Ok, ok. - E a farinha.
E as velas, f�sforos, tabaco...
Ent�o, Jim! Tudo o que conseguir apanhar, eu trago!
E n�o deixes que ningu�m te reconhe�a.
- Ol�, minha senhora! - Ol� crian�a. Minha terra!
- O que aconteceu ao teu olho? - Uma vaca deu-me um pontap�.
Meu Deus! Que posso fazer por ti?
Bem, eu vinha de Hookville para visitar o meu primo...
- quando o meu cavalo se cansou. - Pobrezinha! Bem, entra, entra.
Esse � um lindo gorro!
Uma menina do outro lado da rua tem um igual.
� um gorro popular.
Bem, fica-te muito melhor a ti. Ent�o, como te chamas?
Sarah. Sarah Williams.
Bem, ela fala disto e daquilo...
e blah-di-blah-di-blah at� eu querer torcer-lhe aquele rid�culo pesco�o.
Ent�o eu decidi tirar vantagem da situa��o.
Mas de repente, ela come�ou a falar do assass�nio.
� onde o meu marido est� agora,
l� com outros homens � procura do assassino.
E quando o encontrarem, v�o mat�-lo.
Isso � bom! Porque eu ouvi que o Huck Finn era um rapaz muito lindo.
N�o foi o que ouvi!
Ent�o quem � que ele acham que o matou?
No in�cio, todos pens�mos que fora o velho Pai Finn que o tinha feito.
- Ai sim? - Quase o lincharam, tamb�m.
Mas depois ele desapareceu com os patifes dos amigos.
Mas n�o importa. Porque agora todos acham
que o homem que matou o pobre Huck Finn...
foi um escravo fugitivo chamado Jim.
Jim!
Jim?
Missus, o meu casaco?
- Ol�, crian�a. - Ol�, bondoso senhor.
- Que se est� a passar? - Achamos que encontr�mos
o escravo fugitivo assassino!
Temos procurado por todo o lado e um velhor exc�ntrico disse-nos
agora mesmo que viu fumo na Ilha do Jackson.
Ningu�m l� vive ou visita, portanto tem de ser ele!
- Tem cuidado, preciosa! - Tem cuidado!
N�o te preocupes, vou ter. Aquele escravo vale $400, vivo ou morto.
� melhor ir, agora.
S� depois de comeres algo!
- Como te chamas outra vez? - Mary... Williams.
Pensei que era Sarah.
Sim, disse. Sarah Mary Williams.
Alguns chamam-me Sarah; outros chama-me Mary.
Meu Deus!
- Podes mat�-lo por mim? - Com muito prazer.
- Apanhei-o! - Tens um bom bra�o.
Mantenho-me em forma com muito tric�.
- �s um rapaz! - Como goza uma pobre rapariga.
Podes enganar alguns, mas n�o a mim!
Se fosses rapariga, tinhas falhado a ratazana por 1 ou 2 metros!
Agora desembucha! Quem �s?
Desembucha, pequeno! Diz-me quem �s! Diz-me!
Volta aqui!
Jim! Jim, acorda! Acorda!
- Oh, meu, olha para ti, Huck, se n�o �s a mais bonita...
Est�o atr�s de n�s, Jim, e n�o t�m um minuto a perder. Vamos!
- Anda. - Despacha-te!
- Vamos! Os c�es parecem ter fome! - Ent�o despacha-te.
Partimos, dirigindo-nos para o poderoso Mississippi...
na viagem para Cairo para libertar o Jim.
Mas primeiro t�nhamos de parar para pedir umas coisas emprestadas.
Huck, tenho sentido
uma pequena culpa por estes empr�stimos que temos feito.
- Vais ultrapassar isso. - Mas n�o � isso que quero dizer.
N�o � quem eu penso que �, ou �?
�s mesmo tu, Jim.
"Recompensa de 400 dol�res.
- Escravo fugitivo."! - E o que diz ali?
Bonito, e com boas maneiras.
Anda l�, Huck, o que � que realmente diz?
Nada.
S� que �s procurado por homic�dio.
Homic�dio! Eu...
Estou a ver...
Sou procurado pelo teu homic�dio.
Bem, � melhor viajarmos s� � noite.
� mesmo assim que eu sou?
- Sim, Jim. - Raios!
- Viste aquilo? - Vamos para l�!
- E se tem l� gente? - N�o pode!
Tinham de ser doidos para l� estar! Vai partir a qualquer momento.
Boa! Vamos l� para dentro!
Parece que estar aqui h� pouco tempo.
Sim. Deve ter bons mantimentos. Vamos dividir-nos e procurar.
Espera, espera! Deve haver mortos aqui, tem cuidado.
Ok!
- Eu vou por aqui. - E eu por ali.
Por favor, n�o me matem, rapazes. Por favor, n�o me matem!
�s um ladr�o mentiroso, Joe Turner, e vais pagar com a pr�pria vida!
Esperem, ou�am! Podem acreditar, eu n�o conto a ningu�m!
� demasiado tarde para isso agora!
Isto est� a afundar mais r�pido do que pens�vamos!
Sim, vamos apanhar o que pudermos e sair daqui!
- N�o podem deixar-me aqui! - Mataste o teu pr�prio parceiro.
Ele merecia a bala que lhe dei!
Maldi��o! Mais uma destas, e vai ao fundo!
N�o me podem deixar aqui, rapazes!
Cala-te!
Vem c�!
- Quem �s tu? - Ningu�m.
- Que fazes aqui? - Nada.
Pega na prata!
Meu Deus! Vamos ao fundo!
- Vamos, Jim! H� piratas a bordo! - Eu sei, eu sei!
A canoa!
Raios!
Devem ter um barco do outro lado! Vamos!
Est� ali!
Mexe-te, mexe-te!
- Vamos! Ajuda-me, Jim! - Estou a ir, estou a ir!
Sinto-me um pouco mal por aqueles assassassinos morrerem assim.
Posso acabar por ser um assassino assim um dia,
e gostaria de morrer assim, a afugar-me numa barca?
- Huck? - Sim, Jim.
Se ouvisses que o teu Pai nunca mais ia voltar a St. Petersburg,
como se tivesse morrido, por exemplo,
ajudavas-me na mesma a ir a Cairo para ser livre?
Ou voltavas para casa?
Provavalmente voltava, s� para ver a cara que pessoas fariam.
Volt�vamos os dois, Jim, porque era a coisa certa a fazer.
Sim. Claro, porque era a coisa certa a fazer.
N�o te preocupes.
Eu assegurava-me que a Sra. Watson te voltava a comprar.
Consegues cheirar, Huck? Cheira a liberdade.
Se aquilo � Cairo, sou um homem livre!
E quando eu for livre, vou trabalhar muito
e guardar cada c�ntimo para comprar a minha mulher e os meus filhos.
E se n�o mos venderem, eu roubo-os!
N�o roubavas!
S� se n�o mos vendessem, Huck.
S�o a minha mulher e filhos.
N�o est� certo serem comprados e vendidos.
Se algu�m o tem de fazer, devo de ser eu.
Ouve o que est�s a dizer. Consegues ouvir-te?
Vender pessoas e us�-las como escravos n�o est� certo, Huck.
- De alguma forma... - � como as coisas s�o,
e � assim que sempre foram.
Mas n�o est� certo, Huck.
N�o percebes?
Escravid�o n�o est� bem. Todos os Homens deviam ser livres.
Nunca ouvi tal conversa em toda a minha vida.
Eu sabia que o que estava a fazer era errado.
E podia sentir a m�o de Deus a tomar balan�o sobre mim.
Ent�o subitamente soube o que tinha de fazer.
Tinha de denunciar o Jim.
Olha... Jim?
- Sim, Huck. - Todas estas cidades s�o parecidas,
como � que vamos saber qual � Cairo?
Vamos ver o rio Ohio a chegar, n�o vamos?
Podemos pass�-lo sem querer.
Fazemos assim. A pr�xima vez que vir algu�m,
Eu pego num tronco e encosto para lhe perguntar.
N�o te preocupes, Huck, vamos ver o rio Ohio a chegar.
Mas podemos n�o ver!
� melhor ter a certeza.
Sim.
Claro, Huck.
- Encontraram algo, rapazes? - Aqui n�o h� nada!
Sei que estamos perto, Huck. Estamos seguros!
N�o tens de fazer isto!
O Cairo pode ser em qualquer lado!
Eu j� volto.
Estive muito perto de libertar o Jim,
e de ir para o inferno por isso.
Mas agora que ia fazer o que estava certo,
estava a come�ar a sentir-me bem.
Ali vai ele... o leal Huck Finn.
O �nico cavalheiro branco que alguma vez
cumpriu uma promessa ao velho Jim.
Huck Finn, um homem de palavra.
Um homem que ajuda os amigos venha inferno ou altas �guas.
Estou orgulhoso de o ter conhecido.
Cala-te, Jim.
Nunca te esquecerei, Huck.
O melhor amigo que alguma vez tive.
Senti-me mesmo mal, mas disse a mim mesmo:
"Mim mesmo, tens de o denunciar. � a coisa mais acertada a fazer."
- Rapaz, est� a� uma jangada? - Sim, senhor, est�.
- � tua? - Sim, senhor.
Algum homem l�?
S� um, senhor.
Estamos � procura de cinco escravos que fugiram ontem � noite.
O homem na jangada, � branco ou preto?
� branco.
Talvez tu sejas um daqueles rapazes abolitionistas
que gostam de ajudar escravos fugitivos.
- � melhor vermos por n�s mesmos. - Adorava que fossem.
Porque � o meu Pai que l� est�, e est� muito doente.
Tal como a minha m�e, e irm� e irm�o.
Disseste que havia um s� homem na jangada.
Vi as vossas armas e assustei-me, suponho.
Precisava de boleia, se n�o se importarem.
Importamo-nos, rapaz. Estamos com pressa.
- V� l�, entra no barco. - Obrigado.
As pessoas normalmente fogem quando digo que
toda a minha fam�lia est� doente como c�es.
- Que se passa com eles? - Bem...
A minha irm� vomita em todo o lado,
e a minha M�e cheira muito mal,
e a pele do meu irm�o parece estar a cair-lhe do corpo.
O meu Pai... � nojento!
A tua fam�lia est� muito doente! Queres espalhar a doen�a?
Mas j� perguntem a todo a gente, e ningu�m me ajuda!
Desces mais ou menos 30 km, e h� outra cidade. Pergunta-lhes!
- Isso � Cairo? - N�o, Cairo ainda est� a 160 km.
Escuta, rapaz!
Da pr�xima vez, n�o digas �s pessoas o que tens. Mente. Agora vai!
N�o acredito que n�o nos v�o ajudar.
O cheiro daquela jangada est� a matar-me.
Se vires algum escravo fugitivo podes ajudar-nos a apanh�-los.
Podes fazer algum dinheiro.
Pode acreditar, senhor. N�o deixo nenhum escravo fugitivo apanhar-me.
O leal Huck Finn.
� sempre t�o dif�cil fazer o certo, e t�o f�cil fazer o errado.
Mas decidi que, de agora em diante, vou fazer o que estiver mais � m�o.
Queres dizer que os franceses n�o falam como n�s?
N�o, Jim.
N�o percebias uma �nica palavra que dissesem.
- E suponho que tu conseguias. - Sup�es bem.
Aprendi algum palavreado deles nos livros.
- Aprendeste algum palavreado, foi? - Sim, aprendi.
O que pensavas de um homem que te dissesse "Pallee-voo Franzee?"
N�o pensava nada. Simplesmente batia-lhe na cabe�a.
N�o tinha dito nada de mal! S� te tinha perguntado se falas franc�s.
- Ent�o porqu� que n�o o disse? - Ele disse.
N�o, n�o disse! Ele disse "Pallee-voo Francine!"
Essa � a forma de um franc�s perguntar de falas franc�s.
Ent�o, � uma forma est�pida de perguntar.
- N�o � est�pida! - Sim, �! � rid�cula!
N�o � rid�cula. S� falam diferente.
V� assim, Jim. Um gato fala como n�s?
N�o, um gato n�o.
- E uma vaca? - N�o, uma vaca tamb�m n�o.
E um gato fala como uma vaca e uma vaca como um gato?
Est� bem, est� bem. N�o, n�o falam. Falam diferente.
Pois! E os franceses falam diferente de n�s! V�s?
E est� conclu�do!
Muito bem, Sr. Finn.
- Uma vaca � um gato? - N�o.
- Um gato � uma vaca? - N�o.
- Uma vaca � um homem? - N�o, Jim.
- Um gato � um homem? - N�o.
- Um franc�s � um homem? - Sim.
Ent�o porque � que n�o fala como um?
V�s? E est� conclu�do!
Sabes... at� tens uma certa raz�o, Jim.
E � que...
s� porque te ensinam que algo � certo,
e todos acreditam que � certo,
n�o quer dizer que seja.
Percebes o que quero dizer?
Sim, percebo.
Jim! Temos de fugir!
Salta, Huck, salta!
Jim, Jim!
Jim.
Mexes-te, e eu rebento-te ao meio!
Por agora � suficiente. V� se h� mais algu�m por a�.
Oh, Pai! Ele n�o � um Shepherdson!
- Cala-te, Sophie. - Pois n�o. Baixem essas armas!
Ele n�o tem nada de Shepherdson.
- Olha-me para esta carinha. - Ent�o qual � o teu nome, filho?
� George Jackson, senhor.
- V�s! - Podes baixar as m�os.
O que se passa?
- Deixa-me secar-te. - N�o h� Shepherdsons por perto?
Sabes, podiam ter disparado contra ti, �s t�o lento, Billy.
De onde vens, George?
Ca� de um baro a vapor, Senhor.
- Caiu de um barco a vapor! - Pobre rapaz! Cai de um barco,
e depois pregas-lhe um grande susto!
Foram simp�ticos comigo quando decidiram n�o me matar.
Disseram-me que eram os Grangerfords,
e perguntaram-me imensas coisas.
Decidi que era melhor mentir, portanto inventei uma hist�ria.
Depois de o meu Pai ter morrido naquela debandada,
a minha m�e fugiu com um palha�o de circo.
Nunca mais a vi.
- Bem, podes ficar aqui connosco. - O tempo que quiseres.
Obrigado!
George! Aqui tens um presente por seres o meu novo amigo.
� a melhor coisa que algu�m me deu.
- Obrigado, Billy. - Billy!
Tem estado calmo entre n�s e os Shepherdsons ultimamente,
portanto n�o v�s irrit�-los.
Sophie, deixa-me em paz. Vamos, George.
Billy, vamos at� ao rio.
Queria ver se alguma das minhas...
...posses vieram dar a costa.
Primeiro temos de ver umas coisas.
Parece que muitas coisas t�m aparecido ultimamente.
Um navio a vapor bateu na jangada dele ontem � noite.
e matou o amo dele.
Portanto � nosso. Tivemos de o acorrentar.
Levanta-te! Anda l�, levanta-te!
Parece um bocado tosco. Tu e eu temos de o ati�ar um bocado.
- Huck! � t�o bom ver-te. - Huck? A quem chamas Huck?
Bem, o meu nome �...
Aposto que n�o consegues soletrar o meu nome.
Aceito o desafio. � G-O-R-G J-X-O-N.
Conseguiste, afinal. Sou George Jackson.
Prazer em conhec�-lo, Senhor.
Ent�o, Billy...
porque � que toda a gente carrega armas
mas parecem ter tanto medo de as usar?
Bem, � que estamos a passar por uma rixa.
Rixa! O que � uma rixa?
N�o sabes o que � uma rixa?
� assim. Um homem tem uma luta com outro homem e mata-o.
Ent�o o seu irm�o mata-o. E vai continuando at� todos os irm�os
estarem a matar outros irm�os, at� toda gente estar morta.
A nossa rixa j� dura h� 30 anos.
30 anos! Como come�ou?
N�o sei.
N�o sabe porque � que se est�o todos a tentar matar?
Sim, sim Senhor!
Boggs! Sabes que o Pai n�o quer que fa�as mais isso.
- V�, trabalhem. Vamos l�! - Sim, mestre.
- Ol�, rapazes. - Ol�, Pai.
Naquele rio, eu senti um pouco de liberdade.
E sendo um escravo outra vez... Faz-me sentir t�o...
t�o muito mal.
Vamos para Cairo, Huck. Por favor.
- Vamos sair daqui. - S� pensas em ti, Jim.
Bem, e eu? N�o mere�o algo?
A minha vida n�o tem sido muito boa.
Vem, George, vamos pescar!
E n�o tenho pressa de partir.
Boggs, esse � todo teu.
V� l�, sai da�.
Vem para aqui.
O meu Pai estava a pescar, sem prestar aten��o � chuva.
Quando, de repente, o banco cedeu, e ele foi pelo rio abaixo.
Sim, este � o meu rapaz.
S� pensas em ti, Jim. Bem, e eu?
Anda, George, � hora do jantar!
J� vou.
Jim!
N�o foi culpa minha.
Se pensas que me sinto mal,
est�s errado!
Se pensas que vou pedir desculpas a um escravo,
a um escravo fugitivo, bem, "haha".
N�o queria que isto acontecesse, Jim.
Foi a pior coisa que alguma vez fiz em toda a minha vida.
Estou muito arrependido, Jim.
Estou mesmo.
Continuas a ser o meu melhor e �nico amigo.
Huck Finn.
Ok, est� bem. Chega de l�grimas.
Jim?
Est� na hora de irmos.
- Huck? - Cala-te, Jim.
Desculpem o atraso!
Cyrus! Que se passa?
A menina Sophie saiu para casar com um Shepherdson.
Bem, onde foram todos?
As mulheres foram fortalecer as rela��es.
O Billy e os homens foram tentar matar aquele Shepherdson
antes que ele atravesse o rio com a menina Sophie.
Obrigado.
Muitas pessoas v�o morrer hoje.
Est�o mesmo ali, rapaz!
Vamos!
Billy!
Sou eu, sou eu! Huck! Quer dizer, George!
O que se passa?
George, foi uma emboscada!
Mataram o meu Pai e todos os meus irm�os!
Querem-nos matar a todos!
Vamos!
Dev�amos ter esperado pelas rela��es.
Os Shepherdsons sabiam que v�nhamos!
O que aconteceu � menina Sophie?
Ela e o Shepherdson j� conseguiram atravessar o rio.
Aqueles patifes desprez�veis. George, eu vou mat�-los.
Billy!
Disparem, rapazes!
N�o o deixem fugir!
- V�s alguma coisa? - N�o.
Vamos tentar por aqui!
Huck! Huckleberry!
Foste muito bom para mim, Billy.
Desculpa n�o te ter dito o meu verdadeiro nome.
� Huck.
Huckleberry Finn.
Desculpa, Billy.
Vamos, Huck. Vamos lev�-lo para casa.
O Jim e eu encontr�mos a jangada
e arranj�mo-la o melhor que conseguimos.
Foi bom voltar ao rio.
Os outros lugares parecem t�o apertados e abafados.
Mas o rio n�o. Sentimo-nos quentes, seguros e livres no rio.
N�o foi culpa minha.
�s a coisa mais arrependida que alguma vez conheci!
O russo caiu no rio, foi isso que aconteceu.
Ol�! Estamos � procura de Cairo!
Podem dizer-nos quanto falta?
Despistados, j� o passaram! � mais ou menos 65 km atr�s!
Perdidos!
Devemos t�-lo passado na noite do nevoeiro, Jim.
Vou ser apanhado e vendido de certeza.
Como � que vamos voltar a Cairo, Jim?
N�o podemos fazer esta jangada subir o rio, de certeza!
E n�o sabemos lutar contra esta corrente.
Mas pod�amos apanhar um barco a vapor!
Sim!
Encontramos um que v� para norte,
e tu compras-nos um passe.
Sim, vamos indo para sul at� encontrarmos um barco a vapor.
- Vamos nele at� Cairo. - Subimos o Ohio.
At� chegarmos aos estados livres.
Bem pensado, Huck.
Obrigado, Jim.
- Toma mais lenha, Jim. - Pousa a�.
Estou a tentar acender a fogueira.
Vamos, Duque! Aqui!
Porque � que roubas sempre galinhas?
Adoro galinhas. S�o soculentas.
Somos ladr�es de galinhas! N�o se pode descer mais baixo.
Cala-te e continua a correr!
Parece-me, Jim, que sempre que algu�m procura outro algu�m,
normalmente sou eu quem procuram.
Ol�, precisamos de ajuda!
- Vamos embora! - � melhor!
Pega nos remos!
Espera! Estou atr�s de ti, Duke! - Vamos, empurra!
Mas que...
Arranjem uma jangada para voc�s!
Obrigado, jovens. Muito agradecidos.
Obrigado por nada!
Ias enganar-nos e fugir, n�o ias?
N�o, n�o ia. A s�rio.
- Por favor, Senhor. - Se n�o o deixares ir,
como � que ele nos vai ajudar a fugir?
Desculpa, rapaz.
H� pessoas a tentar matar-me e...
c�es a tentar arrancar-me a cara,
e ainda nem � pequeno-almo�o.
Chamam-me o Rei, o Rei de Bilgewater, e este � o Duque.
Prazer em conhec�-los.
O Rei e o Duque pareciam sujeitos simp�ticos,
mas algo neles fazia-me sentir um pouco inseguro.
Estavam sempre a fazer-nos perguntas.
Olho de touro!
E mais uma vez, decidi n�o contar a verdade.
Ent�o... a minha M�e pegou no trap�zio
e balan�ou de um lado.
E o meu Pai balan�ou do outro. A minha m�e largou,
fez um duplo salto, e falhou o meu Pai por quase 2 metros.
Ficou tudo bem sujo quando bateu nas bancadas.
Acho que este rapaz � ideal para n�s!
Obrigado, Jim. Ent�o o que os dois fazem, exactamente?
Um pouco de medicina.
Sim. Podemos curar cancro, paralisia, calvice.
Estamos a vender um rem�dio que tira o t�rtaro dos dentes.
- E tira mesmo. - Mas infelizmente o...
- esmalte tamb�m sai. - Oh, bem!
Tamb�m fazemos algum teatro. Trag�dia, sabem.
Sim, temos suficientes fatos de Shakespeare para todos n�s.
Mas o que fazemos melhor s�o os tr�s "ar"'s.
Roubar, forjar,
e assaltar.
Oh, raios! Gostava de saber um bom neg�cio.
Bem, ent�o n�s ensinamos-te um, que tal?
Eu vou... Seu pequeno saco de ratos!
Eu vou trocer o vosso pesco�o magricelas!
Cuidado! P�ra de me picar!
- Bom dia, rapazes. - Bom dia.
Ol�, Duque.
- Dev�amos ir indo, n�o? - N�o, n�o, n�o.
Estive a pedir umas coisas emprestadas.
Ningu�m me viu.
Mas v� o que encontrei.
Ent�o est�o a ir para o terreno do Tio Billy?
Esperem um minuto.
Tu �s um escravo fugitivo assassino, � o que tu �s.
Eu acho que talvez deva recolher essa recompensa.
- Ele s� me matou a mim. - Esperem, n�s n�o somos o tipo
de pessoa que denuncia outros.
N�s mantemo-nos o mais afastados da lei
- que � humanamente poss�vel. - Ent�o se voc�s os dois...
Ouvirem e ficarem calados e fazerem o que dissermos
- e esperarem sempre por n�s... - e forem simp�ticos para n�s,
n�s n�o dizemos nada.
Voc�s pisam o risco, e tentam fugir e n�s...
Presa f�cil.
- Eu estou bem! - Que achas?
Acho bem.
- Vamos? - Vamos.
Ol�! Bom dia para o senhor!
E um bom dia para voc�s tamb�m!
Voc�s por acaso n�o s�o os irm�o Wilks, ou s�o?
- Sim. - N�o!
- N�o. - O meu nome � Blodgett,
Dr. Alexander Blodgett.
Este � o Franciscus,
o Adolphus e o Jim.
- Oh, n�o. - Adolphus?
Suponho que n�o importa. J� a perderam de qualquer forma.
Perderam-na? O qu�?
Por acaso n�o foi uma...
oportunidade econ�nica que perderam, ou foi?
N�o, n�o, n�o.
V�o ter o dinheiro e a propriedade tamb�m, mas...
mas perderam a morte do seu irm�o Peter Wilks
na Phelps Landing.
Morreu.
A noite passada.
- Que pena. - T�o triste.
Sim. Ele disse que j� n�o via os irm�o h� mais de 20 anos.
Sim? Ent�o...
porque pensou que n�s �ramos eles?
Bem, um dos irm�os, o pregador?
� muito mais velho. E o que � surdo mudo
� muito mais novo, percebem.
Ent�o, quando vos vi, supus que fossem...
- Vai partir por algum tempo? - Vou para Nova Orle�es.
Bem, eu acho que isto pede uma pequena bebedeira!
Eu bebo a isso!
Por aqui, meu amigo com dente de ouro!
Estamos em sarilhos, Huck.
O Rei e o Duque descobriram que
os irm�os do morto viviam em Inglaterra.
N�o tinham muito tempo para receber a carta...
e podiam nem a ter recebido.
Ent�o aqueles dois sacos de ratazana fizeram aquele
inocente contar tudo sobre toda a gente da vila,
at� mesmo sobre o maldito c�o do vizinho.
Esperto!
Esperto.
Ent�o o Peter Wilks era rico?
Sim, ele era, t�o rico como o Rei Soromon.
Estou-te a dizer, Jim,
a m�o divina est� prestes a castigar aqueles dois.
E conhecendo-os como conhe�o, v�o escapar-lhe.
Como � que est�s a fazer de pregador?
Como est�s a fazer de surdo mudo?
Perd�o?
- Sa�de. - Sa�de.
Aten��o, passageiros!
O Jubilee vai partir de Phelps Landing em 15 minutos!
Tenho mesmo de usar isto?
N�o querias aprender um neg�cio?
Porque � que n�o podemos esperar aqui?
Porque eu n�o confio em voc�s.
Iam fugir de certeza,
e n�s precisamos da jangada aqui para a nossa fuga.
Al�m disso, vamos parecer mais convincentes
se aparecermos com um rapaz inocente como nosso pagem.
A quem est�s a chamar inocente?
Olha, tu n�o queres que n�s acidentalmente denunciemos
o teu amigo escravo fugitivo, ou queres?
Anda l�. Alinha connosco por alguns dias.
N�s damos-te dez por cento.
Vinte.
- Quinze. - Neg�cio fechado.
- Nunca estiveste melhor! - J� estive muito melhor!
- Est�s lindo! - Sinto-me rid�culo!
- Rei! - Sim?
- Vamos comprar os bilhetes. - Est� bem.
- Voltamos j�. - Shoo! Shoo, voem!
Que piada, Huck. Tem muita piada.
Mas que raio � que � suposto tu seres?
O Rei disse que eu era um guerreiro Swahili.
At� me ensinou Swahili, ou o que disse ser Swahili.
Pareceu-me mais um porco a queimar-se.
Eu bisbilhotei um pouco, e descobri que o barco a vapor
ia partir de Phelps Landing depois de amanh�
e subir todo o caminho at� Cairo.
Ent�o tudo o que t�nhamos de fazer era aguentar
aqueles dois sacos de ratazana por mais dois dias
e depois part�amos para a liberdade.
Desculpem incomodar,
alguma destas boas pessoas me pode dizer
onde vive o Sr. Peter Wilks?
Estou � procura do Sr. Peter Wilks.
Saia-me da frente, por amor de Deus.
S�o os irm�os do Peter, certo?
- Advinhei pelo vosso sotaque. - Lamentamos dizer-lhes
que s� vos podemos dizer onde o Peter vivia...
at� ontem.
O que me est� a dizer, parece-me,
� que o meu doce irm�o Peter
foi para junto de Deus.
Aguentou-se tanto quanto p�de, mas ontem faleceu.
E viemos desde Inglaterra!
Alas. Alas.
E nunca o conseguimos ver!
Desculpem-me.
Tenho de comunicar com o meu irm�o surdo.
- J� te disse, ela � minha mulher! - N�o, n�o �!
Eu n�o vos conhe�o?
Sim, conhe�o! S�o aqueles...
Afastem-se!
Bem-vindos � Am�rica!
Minha querida, doce Mary Jane.
Tio Harvey.
Chega.
�s t�o bonita como o Peter disse que eras.
�s mesmo!
Este � o meu pagem, Adolphus.
O meu pagem ingl�s, certo?
Certo, certo.
- N�o � um rapaz t�o querido? - Obrigado, Senhora!
E este � o meu guerreiro Swahili.
Encontrei-o em �frica num safari com o Duque de Iorque.
D� um grande escravo.
Sim. Sim, claro.
Podemos...
dar os nossos sentimentos � mem�ria do nosso irm�o?
Sim, sim. Correcto, William.
O meu irm�o diz
que gostava de convidar os amigos da fam�lia para jantar,
pessoas mencionadas pelo doce Peter
tantas vezes nas suas cartas.
N�o me vou esquecer...
Sabes, at� podemos tirar proveito destes dois.
O mais prov�vel, � ficar com os pesco�os cortados.
Bem, o velho Rei conseguiu convenc�-los a todos,
despejando tudo o que o aquele jovem inocente lhe tinha dito.
E como est� o maldito c�o do vizinho?
Mal-cheiroso como o dem�nio!
Muito obrigado.
Ent�o eu disse ao Papa:
"Papa, eu gostava de ficar a ajud�-lo,
mas tenho um maldito trabalho para fazer
no Oceano �ndico para salvar os malditos piratas!"
Tem cuidado, Huck.
� s� uma rapariga, Jim.
Adolphus, alguma vez viste o Rei?
- Ele? Oh, sim. William III. - George IV.
O Rei de Inglaterra!
Porque n�o disseste logo? Claro que sim.
Ele vai � nossa igreja, regularmente.
Mas pensei que ele vivia em Londres.
- Bem, e vive. - Mas voc�s vivem em Sheffield.
Eu queria dizer...
que ele vai � nossa igreja quando est� em Sheffield.
Tu vais � missa?
Claro que sim. Temos o nosso banco mesmo � frente.
- Banco de quem? - O nosso. Do tio Harvey, claro.
Para qu� que precisa de banco? Ele n�o prega no p�lpito?
Pensei o mesmo.
Ent�o tu achas que s� h� um maldito pregador na igreja?
Para qu� que querem mais?
Estilo!
Um padre perante um Rei tem de ter muito estilo.
Na nossa igreja, temos 17 malditos pregadores.
Onde fica o Pal�cio de Buckingham?
Em Buckingham.
- Com quem � casado o Rei? - Com a mulher dele!
E como se chama?
- Rainha. - Rainha qu�?
Rainha de Inglaterra!
N�o sabes nada, pois n�o? Bem, eu acho
que �s o maior mentiroso... -Susan!
Como te atreves a falar assim com ele,
sendo ele um estranho numa terra estranha,
t�o longe dos seus.
Estava a contar mentiras, mas eu n�o as engulo. S� isso.
Vais pedir-lhe desculpa agora mesmo.
Pe�o desculpa, Adolphus. �s um lindo, querido rapaz.
Tenho vergonha de te ter chamado mentiroso.
- Mulheres. - Agora toma tarte e leite,
- por seres t�o querido. - Muito, muito obrigado.
E estas s�o as raparigas que est�o a deixar aqueles r�pteis
roubar-lhes o dinheiro.
- Bom dia, Mary Jane! - Bom dia para ti, Adolphus.
Fomos dar um maravilhoso passeio pelos bosques.
Que pa�s ador�vel!
Bom dia, Senhores!
Por acaso sabem onde...
onde dorme o grande guerreiro Swahili?
N�s decidimos que o Swahili se estava a esticar
e pedimos-lhe para esperar por n�s na jangada.
Bem, e ent�o...
- Que bom rapaz! - Aqui tem, Tio.
O Pai disse que s� o Tio o podia abrir.
Aben�oado seja!
"�ltimo testamento de Peter J. Wilks.
Eu, Peter J. Wilks, estando de mente s�..."
Bem, o homem velho deixou �s raparigas as casas,
os escravos e mil d�lares em ouro.
E depois deu mais ouro...
"aos meus queridos e amados irm�os Harvey e William."
Louvado seja o Senhor!
"O ouro est� escondido no celeiro atr�s da vinha."
Bem, William, � melhor irmos busc�-lo.
- Bem? - Bem?
Ali, atr�s da m�.
Permitam-me!
Desculpa!
Se isto n�o � tirano, nada �.
Como te disse de manh�, vamos ficar com tudo.
Tudo para n�s e nada para eles. Vamos cont�-lo.
Acho que n�o est� certo roubar �quelas simp�ticas raparigas.
Est�s connosco agora, sua pequena relva malcheirosa.
At� aos teus pequenos olhos malandros.
E se correr mal...
Vais ser castigado, tal como n�s.
Sabes o que nos vai fazer se nos apanharem?
Sabes o que te vai acontecer
quando te encherem de alcatr�o e penas?
- Sabes? - N�o, Senhores!
N�o, n�o sei!
O alcatr�o escorrega para dentro dos teus poros.
Bloquei-os muito bem.
- Sufoca a tua pele. - Ficas verde e enjoado.
Ent�o sufocas e tosses.
At� que tentas arrancar a tua pele para que consiga respirar.
Mas n�o consegues respirar!
E metade das vezes, morres por isso.
E os que n�o morrem...
sentem-se t�o mal, que desejam ter morrido!
E � o que te vai acontecer, se abrires a boca.
Mas talvez o jovem Adolphu tenha tido uma boa ideia!
Deviamos dar o dinheiro �s raparigas!
Isso � uma ideia fant�stica, Rei!
- Isso vai afastar as suspeitas. - Cal�-las para sempre.
- At� o voltarmos a roubar. - Sim, damos o dinheiro,
e isso d�-nos tempo para roubar as outras coisas.
� um g�nio!
Vamos ter suficiente para viver!
J� estava farto, e com barco ou sem barco,
percebi que estava na altura de agarrar no Jim
e de fugir para Cairo.
Amigos, o nosso falecido
foi generoso para os seus pequeno cordeiros,
e como seu tio,
eu gostava de acentuar
o esp�rito generoso do dia.
Eu sabia que ele ia sentir o mesmo.
Mary Jane, Julia, Susan,
fiquem com o dinheiro.
Fiquem com todo. Um presente dos tios.
- Fant�stico! - Almas caridosas, como o fazem?
Ingleses, o tanas!
S�o um par de fraudes, � o que s�o.
Pe�o perd�o, mas quem � voc�?
Dr. Robinson, n�o ouviu? S�o os irm�os do Peter.
Doutor... Dr. Robinson!
Um amigo e m�dico do meu irm�o!
Tira as tuas m�os de cima de mim, impostor!
Doutor, eles provaram de 40 formas que s�o os irm�os.
- Sabiam tudo sobre a vila! - E o nome de todos!
- At� sabiam do c�o do vizinho. - Chega!
Chegam c� cheios de nomes e de factos
que devem ter ouvido em algum lado, s� isso.
Sim, era mesmo altura de partir.
Podia cheirar os ventos da mudan�a, e cheiravam muito mal.
Expulsem estes velhacos, suplico-vos.
S�o mentirosos!
Baseado em que provas?
Aqui tem a minha resposta, doutor.
Tio Harvey, Tio William,
fiquem com o ouro...
e invistam-no em mim e nas minhas irm�s como quiserem.
� a minha resposta, doutor.
Maravilhoso.
Detestei virar as costas �quela simp�ticas raparigas,
mas percebi que se ficasse por l�,
aquele velho morto e eu �amos partilhar aposentos.
Viste um escravo aqui, talvez preso � minha jangada?
Vi, pois. Dois homens apanharam-no,
e agora est� na cadeia.
- O qu�? - Ele tinham um folheto
que dizia que ele era um assassino e um fugitivo,
- e que valia $400. - E onde est� agora?
Levaram-no para a cadeia de Phelps Landing.
- Phelps Landing. - Sim, vamos mant�-lo l�
at� o levarem para norte, para o enforcamento.
Eu vou arranjar-lhes bem as carruagens.
Tinha descido todo o Mississipi e chegado a lado nenhum,
e s� ali percebi que n�o podemos fugir dos problemas,
tens de te impor e enfrent�-los.
N�o lhes contei nada. N�o te quero arranjar problemas.
Isso � bom, por j� tenho o rabo de fora
e n�o quero que disparem sobre ele ainda.
Tens de lhes dizer que n�o �s um assassino!
Isso nem importa!
Eu ser um fugitivo � muito pior que ser assassino.
O barco a vapor sai do cais �s 22 horas de amanh� � noite.
N�o te preocupes, Jim. Vamos os dois apanh�-lo.
Espera.
H� algo que te tenho de contar antes de te arriscares por mim.
Sabes aquela noite no barco com todos os assassinos?
Sim.
O teu Pai era um deles.
Eu vi-o, e estava morto.
Morto?
O Pai est� morto?
- Viste-o e n�o me disseste? - Desculpa.
Estou muito arrependido. Fui t�o ego�sta.
Foi uma mentira, Jim.
Foi uma mentira!
Pensei que �ramos amigos.
Eu errei. E n�o h� forma de voltar atr�s.
Agora vou ter o que mere�o.
- Toma bem conta de ti, Sr. Finn. - Tu vens comigo!
Onde � que estiveste, sua tarte podre?
S� estive a brincar com o maldito c�o do vizinho!
S� a brincar com os c�ezinhos? Eu devia...
Hoje ficas aqui! Percebeste?
Senhoras e senhores! Senhoras e senhores!
O que � que aquele palerma quer agora?
O meu irm�o e eu queremos anunciar uma coisa.
N�o nos parece correcto...
para o William e para mim, deixar estes pequenos cordeiros
sem nenhum parente por perto.
Ent�o decidimos
Mary Jane, Julia, Susan...
Decidimos...
lev�-las connosco de volta para Inglaterra!
Vamos fazer um leil�o amanh� de manh�, depois do funeral,
- portanto digam a todos! - Vamos vender tudo!
Vamos para Inglaterra!
Percebi que, antes de partir,
devia tirar aquele dinheiro �quelas duas fraudes.
E depois de partir,
escrevia � Mary Jane a dizer onde o tinha escondido.
O que se passa? Conta r�pido.
Tenho de dizer-te, Rei. N�o me sinto confort�vel.
Aquele m�dico tem estado na minha cabe�a o dia todo.
Deviamos fugir agora e levar o que j� temos!
E n�o vender o resto da propriedade?
Percebi que estes sacos de ouro s�o suficientes para mim.
Percebi que devemos fugir e esconder-nos!
N�o podemos deixar todos estes d�lares de propriedade assim.
Ent�o e o raio do m�dico?
Esquece o m�dico! � o �nico que suspeita.
Todos os outros est�o do nosso lado!
Agora ouve, Duque, meu amigo,
Com o meu c�rebro e o teu corpo
nunca vamos ser apanhados!
Ok, est� bem.
Bem, deixa-me s� olhar outra vez para o ouro
antes de voltar para baixo.
Uma fatia de c�u, Rei. Parece uma fatia de c�u.
Anda!
O meu Pai era mau,
mas era meu Pai.
Se o vir,
diga-lhe que o Huck diz ol�.
Boa noite!
Onde est� o cad�ver?
- O qu�? Quem? - O caix�o! Onde est� o caix�o?
Enterr�mo-lo esta manh�.
E desde a�, o Tio Harvey tem estado no leil�o.
A primeira coisa que vendeu foi os escravos.
Separou as fam�lias!
- Anda comigo! - Mas onde vamos?
- Tem amigos fora do pa�s? - Sim, os Lothrups. Porqu�?
Se lhe contar uma coisa, promete s� voltar �s 22 horas de hoje?
- Porqu� que havia de prometer isso? - Basta prometer, Mary Jane!
Est� bem, eu prometo, mas...
o que aconteceu ao teu sotaque?
Os teus tios n�o s�o tios nenhuns.
Nem sequer s�o ingleses!
O Dr. Robinson estava certo. S�o duas fraudes mentirosas.
- O qu�? - N�o se preocupe! Eu tenho o ouro.
Quando isto tudo for esquecido, escrevo-te e digo onde o escondi.
N�o. Eu vou apanh�-los agora mesmo e deitar-lhe alcatr�o...
N�o, n�o vai, Mary Jane. Prometeu-me.
Porqu� at� �s 22?
Porque tenho de salvar um homem de bom cora��o,
e �s 22 n�s vamos fugir. Vem!
Porque � que tenho de sair da cidade?
N�o posso fingir que n�o sei nada?
Porque n�o h� livros mais f�ceis de ler do que a sua cara.
Todos v�o perceber.
$225... $225...
$225... $240... $275...
$300... mais alto...
- $350. - $375... $375...
- Sim. - $375 e um $400.
Ainda $400. Vendido, $400 ! Vamos vender o pr�ximo!
Mary Jane estava em seguran�a e o ouro tamb�m,
e os r�pteis em breve iam para a cadeia.
E �s 22 horas de hoje, eu e o Jim ir�amos estar
num barco a vapor, a caminho de Cairo.
Tudo o que tinha de fazer era encontrar aquele delegado,
roubar-lhe as chaves, e libertar o Jim!
- Eu disse-te... - Largue-me!
- para n�o desapareceres, n�o disse? - Largue-me!
N�o o mates...
ainda.
Responde, e r�pido.
- Estiveste no nosso quarto ontem? - N�o, sua majesta...
Onde est� o nosso ouro?
N�o o vejo desde que a Mary Jane o deu a voc�s.
A s�rio, majestades! Se o tivesse roubado, ainda aqui estava?
N�o, suponho que n�o, a n�o ser que sejas completamente idiota.
Est�o aqui outros irm�os Wilks!
Acabaram de chegar no Mississippi Queen!
V�o dar-nos o dinheiro, e cumprir a senten�a!
Est� na hora da vossa morte, seus impostores!
O que se passa, meu bom senhor?
- Libertem esse homem! - � isso!
Estou consigo, Harvey.
Eu sou Harvey Wilks, e este � o meu irm�o William.
E v�s dois cavalheiros s�o uma surpresa para n�s.
E v�s para n�s, senhores.
Mas devo dizer,
que deviam ter trabalhado o vosso sotaque brit�nico um pouco melhor!
Porque esta cidade tem poucos tolos,
e s� um tolo ia ser enganado por esse tolo sotaque!
� o pior sotaque ingl�s que j� ouvi!
- Nada com o seu, Harve. - N�o estou muito bem preparado
para provar a fraude que estes dois s�o,
porque a noite passada, perdemos as nossas malas por acidente.
- Uma acidente conveniente, na�? - Sim, conveniente!
O que est� a fazer? O que est� ele a fazer?
A fazer sinais de surdo mudo, � o que est� a fazer.
- O seu irm�o n�o sabe? - Isto � absurdo!
E claro que o William sabe fazer os verdadeiros,
mas partiu o bra�o numa queda.
Partiu o bra�o, muito conveniente
para o homem que tem de fazer esses sinais para se provar.
Esperem, esperem!
Eu n�o tenho a certeza se estes dois s�o os verdadeiros irm�os,
Mas, por Deus, eu sei que estes dois n�o s�o.
E, j� agora, Adolphus,
- �s de Inglaterra? - Sou, sim.
Fala a verdade, ou, por Deus, vai haver menos um idiota por aqui.
A verdade � que, Senhor,
sou natural de Missouri,
mas alguns anos atr�s, fui mandado para Inglaterra,
para viver com o meu bisav�,
- o Duque de Bilgewater. - Bilgewater?
Mas ele morreu, ano passado,
e o seu bom amigo,
o Sr. Harvey Wilks, acolheu-me.
Pessoalmente, eu acho-te um bom maldito mentiroso.
Obrigado pelo elogio, Senhor.
Est� bem, j� chega.
N�s vamos perceber agora mesmo quem � quem,
e ningu�m vai a lado nenhum at� o fazermos.
Bem, e assim come�ou a investiga��o,
durante muito tempo,
e o Rei contava uma hist�ria, e o Harvey Wilks contava outra.
Mas ningu�m sabia nada sobre Inglaterra,
ent�o n�o podiam saber quem mentia.
Embora quase toda a gente
come�asse a acreditar que ambos estavam a mentir.
J� sei, j� sei!
Eu vou provar que sou o Harvey Wilks, e eles s�o fraudes!
Porque � que n�o pensei nisso antes?
Agora, quem � que ajudou a deitar o meu irm�o,
o falecido Peter Wilks, no caix�o? - Foram eles!
Eu e o Abe vestimo-lo e deitamo-lo n�s mesmos!
Est� bem, ent�o.
Talvez voc�s me possam dizer
o que estava tatoado no peito do Peter?
Digam l�!
V� l�!
Queremos ouvir!
- Digam l�! - Sim!
Est� bem, est� bem!
Eu posso dizer-vos o que estava tatoado no peito dele, pois posso!
S� que t�m de olhar muito perto para conseguir v�-la.
Digam-nos l� sobre o que � a tatuagem!
Digam l�!
- V� l�! - Digam!
Era uma pequena...
fina...
azul...
- Flecha! - Flecha?
- Sim! Voc�s ouviram o que disse? - Sim!
Voc�s viram alguma marca assim?
- N�o. - N�o.
Suas fraudes!
� verdade, porque n�o h� nenhuma flecha azul l�!
O Peter tinhas as suas iniciais tatuadas no peito,
as letras "P" e "W".
Digam l�!
N�o foi isso que viram?
Eu n�o vi nada, tu viste?
Eu n�o vi tatuagem nenhuma!
S�o todos fraudes!
- Deitem-lhes alcatr�o! - Sim!
- Dev�amos disparar sobre eles! - Sim!
- Dev�amos enforc�-los! - Sim!
Enforquem-nos! Enforquem-nos a todos!
Cavalheiros! Cavalheiros!
H� uma maneira de ver quem s�o os verdadeiros irm�os Wilks,
ou se nenhum deles �!
Vamos desenterrar o corpo!
Sim!
Para o cemit�rio!
Temos o alcatr�o!
Bem?
Desenterrem-no!
- Encontr�mo-lo, doutor! - J� lhe bateram!
Est� bem, empurrem!
J� n�o falta muito, Delegado Hines!
- Empurra, empurra! - J� est�?
Est� quase! Empurra!
Oh, meu Deus! H� ouro ali dentro!
� o ouro do Wilks!
� melhor irmos, Jim!
Huck? Pensei que por esta altura j� te tinham torcido o pesco�o!
Eu sou mais r�pido do que isso.
- Porqu�, Huck? - Porqu�, o qu�?
Porqu� que me vieste buscar?
Porque �s meu amigo, Jim.
Vamos l�.
Agora, vamos para aquele barco a vapor.
- Vem! - O que foi?
� o rapaz com aquele escravo fugitivo!
- Disparem! - Apanhem-nos!
Abrir fogo!
Est�s bem, Huck?
S� tropecei. Eu estou bem. Continua!
�ltima chamada para Cairo, e tudo aponta para Norte!
Todos a bordo!
Estamos quase l�, Huck!
Conseguimos, Huck!
Huck?
Oh, meu pequeno amigo!
- Jim, continua. - N�o vou a lado nenhum sem ti.
Que est�s a fazer, Jim? V�o apanhar-te!
N�o te v�o encontrar, no escuro.
Tenho de te levar a um m�dico.
Eu fico bem, tu...
N�o me podes levar, Jim. Ele apanham-te!
V�o-te linchar!
- N�o v�s, Jim. - �ltima chamada para Cairo!
N�o me interessa o que me vai acontecer, Huck.
S� quero que fiques bem.
Jim...
Foi uma grande aventura, n�o foi, Jim?
- Pois foi, Huck. - E voltava a faz�-la.
Sim.
Apanhem-nos!
N�o podem... N�o podem mat�-lo!
N�o chores por mim, Sr. Finn.
�s o melhor amigo que j� tive, Jim.
�s o �nico amigo que alguma vez tive.
N�o podem!
N�o!
Jim!
N�o, n�o mo podem tirar.
� tudo o que tenho.
Prontos?
Apertem mais isso.
Deixei o rapaz em paz, ele est� inocente.
Ent�o, Mary Jane!
E se est� a tentar salvar o escravo, � porque tem raz�es para isso.
Agora deixem-nos ir!
Agora!
Deixem-no ir.
Um dia de sorte, rapaz!
Acordaste.
Acordou. Acordou!
Querido, est�vamos t�o preocupadas contigo
mas agora vais ficar bem.
Meu pequeno Huckleberry!
Vi�va Douglas.
Como � que veio para aqui?
Pela terra, crian�a. Estiveste inconsciente por uma semana!
Quando ouvi o que aconteceu, eu apanhei o primeiro barco.
Bem, aposto que pensa que sou mau e miser�vel
por tentar libertar o Jim.
- Odeia-me? - Claro que n�o, crian�a.
Estou muito orgulhosa de ti.
S� porque uma ideia � popular, como a escravid�o,
n�o a torna certa.
Foi o que o Jim me disse.
O teu pequeno cora��o guiou-te muito bem.
Ol�, Jim!
Fica quieto, e eu trago-te alguma sopa.
Bem, olha s� para ti.
O que se passa, Jim?
Algu�m te fez alguma coisa?
- Porque se fizeram, eu... - A Sra. Watson morreu.
Umas semanas atr�s.
E ela estava t�o envergonhada
por me ir vender para longe da minha fam�lia e filhos, que...
ela libertou-me no seu testamento, Huck.
Sou um homem livre, Huck.
Sou um homem livre!
Crian�as, venham aqui, por favor.
- Mr. Jenkins! - Adeus, Adolphus Huckleberry.
Bem, eu curei-me bem,
e a Mary Jane e as irm�s, assim como os irm�os Wilks,
deram-me $500 pelos meus problemas e pela minha gentileza.
Mas como eu n�o ia fazer nada com o dinheiro,
dei-o todo ao Jim,
para a fam�lia dele.
A vi�va Douglas disse que me ia adoptar
levar-me para casa e tentar civilizar-me...
mas eu n�o sei se consigo suport�-lo.
Porque eu j� l� estive.
Onde � que o Huckleberry foi?
FIM
Traduzido por: _Sofia_
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