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Vou-me embora.
- Mel, vamos beber mais um. - O qu�?
- Toma um. - �...
T�o...
N�o foi bom.
Tudo bem?
- Ol�. - Dan.
- Tudo bem? - Sim.
- Porreiro, porreiro. - Boa.
- Como est�s? - �timo.
- Jovem Daniel. - Como est�?
- Bem. Como est�s? - Excelente.
- Meu. - J� acabou?
Est�s b�beda.
J� tenho o copo cheio.
Podes dar-me boleia? N�o trouxe o carro.
- Vou para casa do Dan. - Podes deixar-me l� perto.
- N�o ficas a caminho da casa do Dan. - Fico, pois.
- N�o ficas a caminho do Dan. - Por favor.
Era mais f�cil se vivesse com ele.
- Vai-te lixar. - Muito mais f�cil.
Vais levar-me a casa, porque n�o h� mais ningu�m na festa.
A s�rio. Queres ouvir-me?
Estou a tentar conversar. Nunca me ouves.
- A s�rio? - Vou casar com o Dan e ter filhos
- quando tiver 26 anos. - Ai sim?
- E o Dan sabe? - Sabes h� quanto tempo estamos juntos?
- H� quanto? - Est�s pronta?
H� seis anos.
- Fogo. - Eu sei.
Meu Deus.
Tive saudades tuas.
- Queres aproveitar-te de mim? - Quero.
Est� bem.
Cala-te e beija-me.
- B�beda. - N�o estou b�beda.
- Quanto bebeste? - N�o bebi nada.
Que mentira descarada.
- "Descarada"? - Sim.
Conta-me como correu a noite.
Bem, tu deixaste-me,
fiquei com a Jessica e ela estava a curtir com um tipo.
- Muito bem. - Sim, e depois,
a festa foi uma treta. Foram-se todos embora. Acabou.
A Jess pediu-me boleia. Fui lev�-la a casa.
- E vim ter contigo. - Vieste a conduzir?
Vieste a conduzir at� aqui?
- N�o faz mal. - Que raio?
- N�o... - N�o fa�as isso.
- N�o faz mal. - Que estupidez.
- Faz, pois. -Nem estou muito b�beda.
- Dan, n�o estou b�beda. - Est�s b�beda. Liga...
Promete-me que, para a pr�xima me ligas, se estiveres b�beda
e que n�o vais ser parva e atravessar a cidade para levar a Jessica a casa
- e depois vir para c�. - N�o fui s� eu a beber.
Podes falar mais baixo, por favor?
Os meus colegas de quarto est�o a dormir. Fala mais baixo.
- Ligo-te? Est�s a dormir. - N�o interessa.
N�o fa�as isso. N�o sejas idiota.
- O qu�? - N�o fa�as isso.
- N�o fa�as. - O qu�? Vai-te lixar, meu!
- Onde vais? - Para casa.
- Parece que n�o sou bem-vinda. - Como vais para casa?
- Para. N�o vais conduzir. Para. - N�o.
- N�o me toques. - N�o vais conduzir b�beda.
- Credo. - Larga-me.
Porra.
- Desculpa. - Mas que raio?
N�o me toques.
Merda. D�i.
Ent�o?
Ent�o?
Merda.
Desculpa, Dan. Desculpa.
- �timo, est� vestido. - Sim.
- Ol�, chamo-me Dan. - Prazer em conhec�-lo.
- Sou a Mel. Melanie. - Muito prazer.
Pronto, o pior j� est�.
Deve sarar. N�o tem de ser visto pelo m�dico.
- Certo. �timo. - Muito bem.
Bom. Muito bem. Como isto aconteceu?
Tropecei e bati com a cabe�a na c�moda.
Est� bem, � s� o que preciso de saber.
- Pronto. Obrigado. - Muito bem. Obrigada.
Os sapatos.
EDITORA DISCOGR�FICA TOPO
- Ol�. - Ent�o, meu?
- Tudo bem? - Sim.
- Tenho os discos que pediste. - Boa. Obrigada.
As etiquetas com as moradas est�o a ser impressas,
se pudesses tratar de tudo
e envi�-los para aquela lista de jornalistas.
- Fixe. - Combinado.
Que chap�u giro.
- Obrigado. - Espera.
- Queres caf�? - Sim.
- Estou mesmo a precisar. - Entendo-te.
Perfeito.
Porque est�s a usar bon�?
Est�o 38 graus l� fora.
Que horror. O que aconteceu?
Bati com a cabe�a na c�moda, ontem � noite.
- Estavas b�bedo ou qu�? - N�o.
- Mas a minha namorada estava. - O qu�?
Discutimos porque ela estava b�beda.
Muito, muito b�beda e queria conduzir at� casa.
Estava a lutar com ela pelas chaves e depois
- bati com a cabe�a. - Ela empurrou-te?
N�o foi nada demais, a s�rio.
N�o sei, parece-me mau.
Imagina se tivesses sido tu.
- Sangraste muito? - Sim. Havia muito sangue.
Passei a noite nas Urg�ncias.
- Foi muito divertido. - Que treta.
Hoje � noite uns quantos de n�s vamos ver aquela banda, os Fun Friends.
- Queres vir? - Fixe. O Mark fala muito neles.
Manda-me uma SMS se quiseres que te ponha na lista.
Est� bem.
Vamos voltar ao trabalho.
FELIZ ANIVERS�RIO KATE FELIZ ANIVERS�RIO
- Bom dia, senhoras e senhores. - Bom dia.
- Est�o prontos para um �timo dia? - Sim.
Alguns de voc�s est�o a olhar para o canto.
- Est� l� algu�m? - Sim.
- Querem saber quem �? - Sim.
Sim? Ouvi alguns "sim".
Quero apresentar-vos a Miss Clark.
Ela vai passar o dia
e algumas semanas connosco.
Podem dar-lhe as boas vindas e dizer: "Ol�, Miss Clark"?
- Ol�, Miss Clark. - Muito bem.
Fala-me dos teus planos.
Como est�o a correr os estudos e o que est�s a pensar fazer.
Estou no primeiro ano da universidade,
- Muito bem. - tenho outro ano a seguir
e depois vou come�ar a ensinar.
- Vais? - Sim.
Em que est�s a pensar? Queres ser professora no b�sico?
Acho que sim. Adoro os meninos
e adoro como t�m a mente aberta nesta idade.
Sim, existe sempre uma grande criatividade.
- Exato, dizem o que pensam. - Sim.
Foste �tima com eles. Estiveste muito bem, hoje.
Obrigada.
C� est�.
- Fixe. - Domino n�o faz bolachas.
- A Navador fez-te bolachas? - N�o.
- Quem faz? A Topo faz bolachas. - A Topo faz bolachas.
- Dan, conheces a Jess? - N�o.
Vi o espet�culo hoje � noite. Foi incr�vel.
- Voc�s s�o �timos. - Obrigada.
- O Dan � o nosso estagi�rio. - Fixe.
J� tiveste um estagi�rio?
- N�o, mas seria o m�ximo. - Vamos arranjar-te um estagi�rio.
Os estagi�rios s�o incr�veis.
Fazes-me um favor? Bebes o resto da tua bebida?
Esta?
- Viste? - Adorei.
- � incr�vel. E f�-lo de gra�a. - Sim.
- Mas merece uns valores. - Sim.
Merece uns valores para o curso.
Obrigado. Sim. Est� bem.
Jess, a digress�o est� a acabar.
Sim, vamos fazer o �ltimo espet�culo em Brooklyn.
A s�rio? Em que parte de Brooklyn?
- No "Music Hall of Williamsburg". - �timo.
- Estamos entusiasmados. Sim. - Temos...
- Temos planos para Brooklyn. - Temos l� projetos.
- Fixe. - Sim.
N�o podemos revelar muito,
mas da pr�xima vez que l� fores, vamos tomar conta de ti.
- Est� bem. -Muito em breve.
Anda comigo, Jess. Vou apresentar-te umas pessoas.
- Prazer em conhecer-te. - Muito prazer, Jess.
Vi o Dan no espet�culo.
- Estava com o pessoal da editora. - Estava?
Sim e n�o disse "ol�".
- O qu�? - Ele estava
l� atr�s com eles todos, sabes?
Ele acenou, mas foi um pouco estranho.
Fiquei nervosa. N�o sei.
Estranho. Fazem-me sentir desconfort�vel.
- A s�rio? - Ainda bem que dizes isso.
- N�o sou s� eu. - N�o.
- N�o � esquisito. - N�o.
- Exatamente. - Sim.
Eu vi-o e cumprimentei-o.
Mas, sabes?
N�o sei.
Nunca pensaste em namorar com outra pessoa al�m do Dan?
- N�o. - Pois.
Quer dizer, v� l�.
V� l�, o qu�? Estou feliz.
N�o sentes que est�s a perder algo?
N�o ficas aborrecida?
- Est�s com ele h� tanto tempo. - N�o fico aborrecida.
- Como mant�m o interesse? - Costumam ver pornografia?
O qu�?
Estou a falar a s�rio.
Para apimentar as coisas.
- Ent�o? - Ela tem raz�o.
Estou a brincar, tu sabes.
Est�s bem?
- Contas-lhe onde est�o os corpos? - Est� bem.
- � nossa, pessoal. - � nossa.
Ent�o?
- Ent�o? - Queres as lanternas para a Jess?
Claro que quero as lanternas.
- Vais adorar isto. - Junta o pessoal.
- D�-nos cinco minutos. - Est� bem.
- Obrigado por me convidares. - Ainda bem que vieste.
Estou a divertir-me.
Fala-me dos Dog Water.
- Ouviste? - Ouvi.
Eles estavam a tocar em muitos espet�culos a que fui.
Acabaram o curso o ano passado, mas ficaram por c�,
e est�o a trabalhar no duro.
Quero que os tenhas debaixo de olho, por mim, est� bem?
Sempre que gravarem ou tocarem ao vivo,
vens buscar-me e vou v�-los contigo. Fixe.
Vamos l� acender o raio das lanternas chinesas.
N�o, espera. A lanterna fica...
- Fogo. - Muito obrigado.
- Eu amo-te. - Ol�.
N�o quero que me filmes. Estou a comer.
E ent�o? Ficas gira com... Sem cuecas.
� porque estou em casa.
Sim.
�s uma cabra. Uma vadia, n�o �s?
Adivinha. Sou mesmo uma vadia nojenta e obscena.
Eu sei que �s. Pois �s.
Ol�.
- Como est�s? - Estou muito b�bedo.
Algu�m se divertiu.
- Tens de ver a banda que o Mark mostrou. - N�o. Agora n�o.
- Deixa-me mostrar-te. Vais gostar. -Pois vou. Vemos amanh�.
- Qual � o problema? Deixa-me mostrar-te. - Amanh�. V�...
Vemos amanh�.
- Vamos. - Est�s estranha.
Olha...
Que raio � isto?
Que raio � isto?
- V�s pornografia? - Eu... N�o.
Tu ias...?
Ia o qu�?
N�o.
Eu n�o... Elas disseram que ias ficar aborrecido, por isso...
As tuas amigas s�o parvas.
O que...? Tu v�s pornografia?
�s vezes.
- Tu...? - A s�rio, vejo. Sou homem.
- Meu Deus. - Incomoda-te?
Ficas aborrecido durante o sexo?
N�o.
- E tu ficas? - N�o, eu...
Tem calma, est� bem?
Se quiseres ver pornografia, vemos pornografia.
- Pode ser esquisito. - Estou bem assim.
Pode ser divertido.
O que �?
N�o.
- N�o. - Tudo bem.
Vou-me lavar.
O que fizeste em casa do Mark?
Foi divertido. Devias ter vindo comigo.
Tinhas-te divertido. Foi uma grande festa.
A banda estava l�. S�o bons. O Mark vai contrat�-los.
- E adivinha. - O qu�?
A Amanda disse-me que n�o mant�m os estagi�rios, por mais de um ano,
se n�o os contratarem, por isso...
- A s�rio? - Sim, mas n�o...
Espera, ela disse isso?
Quer dizer, mas ela s� disse...
- Mas n�o ia s� dizer, n�o �? - Tenho esperan�a, mas n�o sei.
Ela est� a torcer por mim, mas vamos ver o que acontece.
Isso � mesmo o m�ximo.
N�o fumes.
N�o � bom para ti, porque vou deixar de beijar-te.
- N�o gostas de beijar-me? - N�o.
S� quando usas cal�as com gatos.
Cal�as de pijama com gatos. � muito sensual.
Onde arranjaste isto? Numa loja de roupa interior?
- A s�rio? - Sim, eu gosto.
Est�s mesmo... linda.
- Como v�o as aulas? - V�o bem.
Eu j� estou l� h� muito. Percebes o que quero dizer?
Estou farto de escola. S� quero trabalhar, mas o est�gio est� a correr t�o bem.
- Estou a aprender tanto. - �timo.
S�o todos t�o talentosos.
Espero que se torne um emprego quando acabar o curso.
Ainda n�o me disseram nada, mas...
H� algumas editoras em Nova Iorque que me interessam, mas...
Tenho de ficar por c� mais um ano, por causa da Mel, vai correr bem.
- Vai ser oportuno. - Bem, sabes,
sei que ainda n�o fal�mos sobre isto,
mas quero que saibas que eu e o teu pai gostar�amos de ajudar-te,
caso queiras sair do Texas.
Pagar�amos a tua renda e despesas durante uns meses,
- A s�rio? - at� te instalares,
- como fizemos com o teu irm�o e... - Ol�.
- Ol�. - Ol�.
- Desculpem o atraso. - N�o faz mal.
- Minha linda... - Tive de esperar at� � �ltima crian�a.
- Ol�. - Ol�.
-Tudo bem? - Nada de especial. Tenho fome.
- Sim? - Boa.
Est� tudo bem?
- Sim. - �timo.
Muito bem.
Sempre que fal�vamos, dizia � tua m�e que devia vender aquela casa,
mesmo que o mercado estivesse mau, sabes?
N�o sei. Tantas recorda��es.
Nem consigo lidar com isso.
Eu sei. Tamb�m fico triste. Sinto saudades de sermos vizinhas.
- Sim. - Sabes?
- Adoro-te. - At� depois.
- Obrigado pelo almo�o. - Est� bem.
- Adeus. - Adeus.
- O que foi? - A Amanda enviou uma SMS.
- Tenho de o fazer - Est�o todos no condom�nio.
Deve ser divertido.
- N�o quero ir. A piscina � horr�vel. - Mas que raio?
Disseste que te estava a apetecer muito sair.
- Agora n�o queres ir. - At� ali n�o.
- Porque n�o? - N�o quero ir l�.
Porqu�? D�-me uma boa raz�o.
- N�o quero ir. - N�o � uma boa raz�o.
N�o tenho nada para vestir.
- Porqu�? - N�o posso ir assim.
Porque precisas de uma roupa para cada ocasi�o?
N�o quero ir ter com o pessoal da editora assim.
Quem achas que eles s�o? Achas que se importam?
- Claro que sim. - V�o estar b�bedos.
Anda. Vamos divertir-nos
e sair desta casa. Por favor.
Amanh� tenho aulas.
Desde quando te importas com isso?
Eu importo-me com a escola. O que est�s a dizer?
- Sou melhor aluna que tu. - Vamos. � hoje.
Vai ser hoje.
- Vai, sim. - N�o.
V� l�.
- Durante quanto tempo? - Uma bebida.
Uma bebida, se n�o gostares, podemos vir embora.
Eu prometo.
Por favor. Estou a enlouquecer.
Estou-me a passar!
- Vou matar-te. - Para.
- Ent�o... - �s t�o pesado.
Podemos ir?
Pede "por favor".
Por favor, podemos ir?
Est� bem, mas ficas a dever-me uma.
Sim, sim. Est� bem. Vamos a isso. Vamos.
- Ficas a dever-me uma, a s�rio. - Est� bem.
- Bem grande. - A s�rio, o que quiseres.
Eu j� ganhei o dia.
- Vamos... - Tens de levar-me.
Est� bem. Estou a levantar-me. Estou a levantar-me.
- Preciso de ajuda. - Minha senhora. Vamos.
Conseguiste?
- Dan. - Dan.
- Danny. - Danny.
- Danny, anda. - Entra.
- N�o queres ir? - N�o.
- Ol�. - � a Amanda.
- Ol�. - Anda.
Namorada do Dan, anda. Entra na piscina.
- Sim, v�. - Sim.
- Ol�, pessoal. - Trazes-me uma cerveja?
- Vou j�. - Dan, traz-nos muitas cervejas.
- � sempre a abrir. - Ol�.
- Ol�. - Est�s bem?
Tudo bem.
Vamos embora?
- Agora? - Disseste uma bebida.
N�o est�s a gostar?
- Estou cansada por causa da escola. - Compreendo. � que...
Acho importante estar com estas pessoas.
Pelo trabalho, percebes?
Sim. Tudo bem. Tu ficas e eu vou.
- Tens a certeza? - Tudo bem.
Manda-me uma SMS quando chegares para saber que est�s bem.
- Amo-te. - Amo-te.
- At� logo, mi�da. - Adeus.
- Olhem para eles. - Cala-te.
- N�o vais entrar? - N�o.
- Anda. Vamos nadar. - Anda.
- Anda. Vamos nadar. - Tenho de ir.
Lamento, tenho de ir. Foi um prazer conhecer-vos.
- Prazer em conhecer-te. - Muito prazer. Sou o Jason.
- Boa noite. - Adeus.
Achas que vamos ficar doentes porque o Mark vomitou na piscina,
h� tr�s semanas?
J� me tinha esquecido.
- Foram muitos cachorros quentes. - O v�mito de cachorros...
- 15 cachorros quentes. - Inteiros.
A deslizar.
Meu Deus, foi horr�vel.
- Foi incr�vel. Fiquei impressionado. - Pois.
N�o admira que a tua namorada n�o tenha querido ficar aqui.
Porque se foi embora?
- Ela tem aulas cedo. - A s�rio?
Tamb�m tenho aulas de manh�, mas...
Ela � boa aluna, eu s� fa�o asneira.
- Pois. - Estou todo lixado.
- H� quanto tempo est�o juntos? - Seis anos.
O que foi isso?
Toda a gente diz "uau", "ena".
� mesmo muito tempo.
Eu sei.
Isso quer dizer que foi a �nica rapariga com quem fizeste sexo?
O qu�?
Bem, bem.
Posso fazer-te uma pergunta pessoal?
Quando est�s com algu�m h� tantos anos,
o sexo ainda � bom, ou � um bocado chato?
N�o me perguntes isso, por favor.
Eu... N�o h� maneira... N�o perguntes.
Estou sozinha h� tanto tempo,
que nem consigo imaginar como � estar h� tanto tempo,
s� uma pessoa, comprometida...
- N�o sei. - A s�rio que n�o consigo.
- N�o consigo. - Sabes?
- Espera. Vou falar � vontade. - Fala � vontade.
Bem. A quest�o � que
quando estou com algu�m, mesmo quando �
por tr�s meses, um m�s, ou at� uma semana,
fico viciada em sexo.
E s� penso nisso a toda a hora. N�o consigo fazer nada.
Fa�o mal o meu trabalho. A s�rio.
E quando estou solteira, at� me esque�o
que o sexo existe, no geral.
Eu sei.
N�o sei porque te contei isto.
Tenho frio.
Meu Deus.
Merda.
- Pe�o desculpa por ter feito isto. - N�o faz mal.
- A s�rio que lamento. - Tudo bem.
- N�o sei. - Tudo bem.
- Lamento imenso. - N�o faz mal.
- Sou t�o est�pido. - Dan.
- Fui mesmo gracioso. Fogo. - N�o faz mal.
Eu tamb�m j� tinha pensado nisso antes. N�o faz mal.
Ouve, eu gosto de ti, a s�rio, mas gosto como amigo.
N�o sei, acho que... N�o quero confus�es.
Sim, na boa.
Tudo bem. Na boa.
- Somos amigos. Sim? - Sim.
Est� bem. Vou-me embora.
- Sim. - Sim.
- Acho que... - Tudo bem.
Porra.
Ol�.
Trouxeste-me o pequeno almo�o?
Porque n�o voltaste para aqui, ontem � noite?
Mandei-te uma mensagem, n�o respondeste. N�o quis acordar-te.
Vais para a editora?
Acho que n�o v�o precisar de mim muito tempo.
Est� bem.
Encontramo-nos quando acabares as aulas?
A festa foi divertida, depois de vir-me embora?
N�o, foi est�pida. Devia ter vindo contigo.
Obviamente.
Obrigada pelo pequeno-almo�o.
�s t�o querido.
- Porque �s o melhor? - N�o sei.
Tenho de ir.
O que se passa?
Nada.
- O que se passa? - Nada.
Nada.
Ent�o, como... Como foi a tua noite?
Com a senhora. Como se chama?
- A Michelle. - Foi boa.
Fomos jantar e levei-a ao cinema,
essas coisas todas e depois fizemos sexo.
- Fixe. - Fixe.
- Boa. - Foste para a cama.
- � isso. - Fui para a cama.
Fizemos sexo.
Foi um encontro fixe?
- Foi muito fixe. - Vais ligar-lhe?
Era jeitosa?
- O qu�? - Era boa?
- Para. - Era mesmo boa.
Vamos. Onde est� a Becca?
- Liguei-lhe. N�o atendeu. - Tens fotos?
Espera, porque raio n�o est� aqui a Becca?
Porque n�o est� aqui a Becca?
N�o sei.
Espera.
N�o tenho bateria. Emprestas-me o teu telefone?
- Onde est�? N�o o tens? - Sim.
Toma.
Amanda agora
N�o paro de pensar em quando me beijaste. repetimos?
Onde raio est� o Dan?
O qu�? Acho que foi para ali. O que se passa?
Toma a merda do telefone.
Mel?
Mel? Mel.
Mel, o que se passa? Mel.
- O que? - A Amanda, a s�rio?
- Est�s a falar do qu�? - N�o posso...
Mel, o que se passa?
- N�o me empurres. - Vai-te lixar.
N�o me toques. N�o me toques.
Mel, porque n�o falas comigo e me dizes o que se passa?
Que merda, Dan? Beijaste-a.
Beijaste-a.
Ela beijou-me, est� bem? N�o achei importante.
Foi um erro, mas eu... N�o foi nada. Por isso � que n�o te contei.
J� te disse para n�o me tocares.
Porque n�o me ouves? N�o foi...
- O qu�? - N�o dei import�ncia.
- Foi um erro. - Devias ter-me contado.
Devias ter-me contado, mas �s um mentiroso.
Porque tu... Beijaste-a.
- Beijaste-a. Beijaste-a. - Fogo.
Mel, desculpa. Errei, est� bem?
- Desculpa, n�o volto a faz�-lo. Amo-te. - Tiveram sexo?
- Responde. Comeste-a? - N�o a comi.
- Mas queres. Queres. - Para, est� bem?
Para. Para de bater-me, est� bem?
- Sai de cima de mim. - Para, est� bem?
- Para com essa merda. - Sai de cima de mim.
Afasta-te da rapariga. Afasta-te da rapariga. Afasta-te.
- No ch�o. - Est� bem.
No ch�o. Tu, para ali. P�e as m�os atr�s das costas.
Tens alguma arma? Tens alguma arma?
N�o.
- O que estavas a fazer? - N�o estava a fazer nada.
Mel, por favor.
- Esteve a beber? - Levanta-te.
- Mel, diz qualquer coisa. - Mantenham-nos separados.
Para baixo. Mant�m-na sentada. Sentada.
- Mas que merda. - Para o carro.
Tens o direito de n�o falar.
Tudo o que disseres pode ser usado contra ti em tribunal.
- Espere. N�o. - Podes pedir um advogado.
Se n�o puderes pagar um advogado, ser-te-� arranjado um.
- Entendes estes direitos? - Sim.
- Espere, o que est� a fazer? - Minha senhora, n�o.
- Foi um erro. Desculpe, n�o. - Preciso que se sente.
-� um equ�voco. - Mant�m-na sentada.
- Cale-se e sente-se. Sente-se. - Senta-te.
Posso ajud�-la?
Sabe quando o Daniel Mercer vai ser libertado?
- Pode soletrar o apelido? - Mercer.
Podemos mant�-lo at� 24 horas.
Por isso, sugiro que volte amanh�.
- Vinte e quatro horas? - Vinte e quatro, pelo menos.
Est� bem.
Est� bem. Obrigada.
CONDADO DE TRAVIS EDIF�CIO DA JUSTI�A
PRIS�O DO CONDADO DE TRAVIS 500 W, 10TH ST.
Leva-me a casa, est� bem?
- Dan. - N�o fa�as isso.
ENTRADA
Dan. Dan.
- Desculpa. Desculpa. - N�o tenho nada para dizer-te.
Fala comigo.
Desculpa.
Desculpa.
Bom trabalho, Luke.
- Como se escreve "inverno"? - Sim?
Inverno? I...
Mel, est�s bem?
Desculpa. Desculpa. Sim...
- N�o me sinto bem. Lamento. - Se te sentes mal, podes ir para casa.
- A s�rio? - Sim.
- Eu trato disto. Confia em mim. - Acabei.
Est� bem, talvez seja melhor.
- Lamento. - Trato de tudo. N�o te preocupes.
- Tudo bem. At� amanh�. - Obrigada.
Muito bem, meninos, t�m dois minutos para acabar o trabalho.
- Sim, senhora. - Sim, senhora.
- Sim, senhora. - Sim, senhora.
- Sim, senhora. - Sim, senhora.
- Falido... Dan. - Dan.
Obrigado. Salvaste-nos.
Temos uma pergunta para ti. Senta-te, por favor.
Precisamos de falar, est� bem?
Ent�o...
Pergunta.
De qual gostas mais: The Early Oughts ou The Wild Bucks?
The Wild Bucks.
Obrigado. Queres um emprego?
- O qu�? - A s�rio, queres um emprego?
Ouviste-nos dizer que vamos abrir um escrit�rio em Brooklyn.
O Jason vai para l�, geri-lo. Eu vou l�, de vez em quando,
mas precisamos de algu�m no terreno, para fazer o que ele n�o consegue.
Obrigado, pessoal. � incr�vel.
- N�o sei que dizer. - Claro. Tipo um assistente.
Ajudas a abrir o neg�cio, a p�r o escrit�rio a funcionar,
vais ver os espet�culos.
- Porque tenho um rec�m-nascido, - Sim.
e vou mudar-me para uma casa.
Vou viver religiosamente, atrav�s de ti.
- Est� bem. - Fixe. Bem, pensa nisso.
Sentir-me-ia melhor, se fosses para l� comigo,
- mas falo convosco, mais tarde. - Est� bem.
Adoro a iniciativa que tens tido na Topo.
N�o te oferec�amos o emprego, se n�o te consider�ssemos parte da fam�lia.
Se quiseres tirar uns dias para pensar, tudo bem.
Sei que tens a tua vida aqui, tens uma namorada.
Fazemos escolhas na vida. Ganhamos umas coisas, perdemos outras.
- N�o sei como te agradecer. - N�o te preocupes. Tu mereces.
- Boa. Sai da minha cadeira. - Tudo bem.
Olha.
- Parab�ns. - Obrigado, meu.
Sim. N�o deviam saber a letra. N�o � poss�vel.
Sabias? Tu sabias. Vai-te lixar. Porque raio n�o me disseste?
- Fizeram-me prometer que n�o te dizia. - "Fizeram-me prometer".
- Foi muito dif�cil n�o te dizer. - Mas que raio? Toca aqui.
Sim. Desculpa.
Estou feliz e entusiasmado.
Estou feliz por ti. Queres beber um copo mais logo?
Sim.
- E se ele estiver l�? - N�o vai estar.
N�o acredito que ele conhe�a estas pessoas. Convidaram-me da escola.
- Tens aqui umas coisas giras. - Porque n�o me responde � mensagem?
- Isto � t�o est�pido. - Meu Deus, Mel.
Vamos. Vem connosco esta noite.
Vai ser divertido esquecer o Dan e soltares-te um bocado.
N�o. � uma estupidez ir.
- Est� bem. - Ent�o, vamos embora.
- Est� bem. Divirtam-se. - Adeus, mi�da.
- Liga-nos se quiseres vir. - Est� bem.
Adeus.
Ol�, fala o Dan. Sabe o que fazer.
Ol�, � a Mel.
Eu... eu tenho saudades tuas.
Liga-me.
Adeus.
Quero pedir desculpa pela mensagem que mandei no outro dia.
Estava mesmo b�beda e sei que tens namorada
- N�o quero ser assim. - N�o penses nisso.
Pois. Eu e a Mel estamos a dar tempo, neste momento.
Hoje, estamos a comemorar deixares-nos para ir para Brooklyn.
- Vamos afogar as m�goas, sim? - Parece-me bem.
N�o sei. � um bocado frustrante, porque...
Achei que ia ser um momento de felicidade plena,
em vez disso �:
"Agora, o que � que fa�o?".
Tens de ir para Brooklyn. � o que tens de fazer.
- Sim. - Vais para Brooklyn.
�s doido se n�o fores.
Acho que sim.
N�o sei.
Eu sei o que est�s a passar.
Eu e o meu namorado acab�mos no final do curso,
mas lev�mos um ano, creio,
para perceber que era o que �amos fazer e foi horr�vel.
Finalmente, ap�s algum tempo, vimos que est�vamos a seguir rumos diferentes.
Pode n�o ser esse o vosso caso.
Que cena.
- Meu Deus. - Vieste.
Ainda bem que vieste.
- Apresento-te os nossos novos amigos. - Est� bem.
- Este � o Will. - Ol�.
Mel, este � o Austin.
- Austin. - Ol�.
Chegaste mesmo a tempo. �amos beber uns copos.
Toma, amiga.
- Espera. Vamos brindar... - A mim.
- � Mel. - �...
Porque sabemos que est�s a passar por um momento dif�cil.
- Mas sabes que mais? - O qu�?
Que se lixe o Dan, tu �s muito melhor que ele.
Quem raio � o Dan? O que interessa?
- Que se lixe o Dan. - Que se lixe.
- Quero aquele a seguir. - Adoro o facto de terem...
- Dan. Os Journey? - Journey? Sem d�vida.
Pessoal. Pessoal, aten��o.
- Vamos cantar. - Obriga-me.
- Canta l�. - Est� bem.
Quando nos derem algo, prestaremos aten��o.
Muito bem. Vamos cantar um tema sobre o amor.
Est�s bem? Mais?
- Merda. - Desculpa.
- Pois. - S� quero festejar para sempre.
Est� bem. Bem, vamos levar-te a casa.
- Vamos fazer isso. - Vamos levar-te a casa.
Vai ser divertido.
Vou voltar para a festa, depois disto.
Espera. Posso...? Deixem-me... Tenho de urinar. N�o olhem.
- � nojento. - Porque tem de urinar?
N�o acredito em ti.
Espera.
- Podem dar-me privacidade? - Que merda � esta?
Estamos a tentar andar.
Vais fazer-nos cair. Direitinha.
- Vamos para ali. Anda c�. - Mesmo aqui.
- Anda c�. - Queres tirar os sapatos ou n�o?
- Acho que vou tirar-los. - Tira-os.
J� est�s descal�a.
J� est�s em casa, est� bem?
Vou aconchegar-te.
Tamb�m te amo.
- N�s vamos voltar. - N�o sufoques com o v�mito e morras.
Vou voltar para a festa, est� bem?
Vais voltar para a festa comigo?
�...? Achas que posso ficar aqui?
- H� problema? - Na boa.
- Boa. - Dorme no sof� ou assim,
mas eu vou voltar.
Boa, fixe. Boa noite.
Levas-lhe um copo de �gua, antes de te deitares?
- Sim, claro. - Est� bem. Obrigada.
- N�o te preocupes. Boa noite. - Boa noite.
- Muito bom. � mesmo muito bom. - Sim.
Vamos. Vamos, Amanda.
Est�o a estragar a minha presen�a em palco.
Truz, truz.
- O que �? - �gua.
Dan?
S�o ordens do m�dico. Queres �gua?
N�o.
Devias beber qualquer coisa.
V� l�. De manh�, vais agradecer-me por teres bebido. Sim.
Mais um gole.
De certeza? Devias. Vais agradecer-me, de manh�.
Bebe mais um bocadinho.
- Est� bom. Bebe mais um bocadinho. - Para. Para.
- Olha. - Sim?
Deitas-te aqui comigo?
- Deita-te comigo, por favor. - Sim.
Chega-te para l�.
- Sim, � muito comprido. - T�o liso.
- N�o � t�o liso como o teu. - Porque tens o cabelo t�o liso?
- N�o sei. - Tu alisa-lo?
- N�o. - N�o?
- N�o. - Est� bem.
Ent�o?
- Esta � para ti, Dan. - Sim.
N�o conhe�o esta can��o.
Dan, o homem.
L� vamos n�s.
Sim.
Beija-me.
Beija-me.
Sou eu.
Para. O que est�s a fazer?
- O que achas...? - Para. Para.
- Ent�o? - Para.
- O que raio? Sai de cima de mim. - Que merda � esta?
- Sai daqui. Sai. - Estou a ir.
N�o � assim t�o grave. Por favor, acalma-te, est� bem?
Eu tinha uns dois anos.
Muito fixe, pessoal. Muito fixe.
Eu volto j�.
Mel, n�o percebo nada do que est�s a dizer.
Eu n�o...
Mas que raio � isto, Mel?
Dizes que est�s em minha casa, est�s a chorar,
saio para vir ter contigo e agora n�o queres falar comigo?
Podes?
Ele estava em cima de mim, empurrei-o, porque n�o queria e ele...
Merda.
O que aconteceu? Do que est�s a falar?
Dan, eu nem queria sair. N�o queria sair, mas a Becca...
Do que est�s a falar?
Ele n�o parava. Eu empurrei-o.
- Est�s bem? - Sim, eu s�... Estou bem.
Mas que merda? Quem � o tipo?
Tudo bem. N�o sei. Foi-se embora.
- O que � que ele te fez? - N�o aguento.
- O que ele te fez? - Nada. Ele n�o...
Podes abra�ar-me, por favor?
N�o percebes. S� preciso que me abraces. Eu...
Est�s bem?
Fogo.
Lamento. N�o devia ter vindo para aqui.
- N�o me queres ver. - O qu�?
- N�o devia ter vindo para aqui. - Isso n�o � verdade.
- N�o � verdade. - Desculpa.
N�o me pe�as desculpa, por favor.
- Desculpa. - N�o me pe�as desculpa, por favor.
Estava t�o assustada.
Ol�.
- Estou? - Ol�, m�e, � o Dan.
- Ol�. - Estou a ligar para dizer-te
que eu e a Mel vamos a Houston
ajudar a m�e da Mel com a mudan�a.
Cheguei agora de l�. Est� um caos, mas...
- A s�rio? - Sim.
Quero dizer, mas est� tudo bem.
Podemos jantar no s�bado � noite, os quatro?
Parece-me bem. Est� bem.
- Eu trato disso. - Ligo-te quando formos para a�,
vejo-te no fim de semana.
- �timo. Adoro-te. Beijinhos � Mel. - Tamb�m te adoro. Est� bem.
- Adeus, querido. - Adeus.
- Queres ajuda? - N�o.
Meu Deus.
N�o acredito que a tua m�e vai sair desta casa.
Onde est� a fita?
N�o sei. Podes vir aqui? Anda c�.
- Est�s bem? - N�o sei.
J� n�o arrumas mais nada.
� o fim da minha inf�ncia.
Tenho mesmo de crescer?
Acho que sim. Creio que � o que est� a acontecer.
Mas n�o � mau, pois n�o? At� � uma coisa fixe.
Tudo cabe em caixas. Como consegues empacotar a tua vida?
- N�o sei, mas fizeste um bom trabalho. - Obrigada.
Foi mesmo bom.
- Ent�o? - Ent�o?
- O que foi? - Lembras-te da nossa primeira vez?
E lembras-te que a minha m�e chegou, entretanto?
- Acho que ainda chegou a meio. - N�o.
- Acho que sim. - N�o.
Porque quando descemos as escadas, a cara dela estava tipo...
- "Como est� tudo? Est� tudo bem?". - Meu Deus.
- Dan, n�o consegui olhar para ela. - Eu lembro-me.
Fico envergonhado s� de pensar nisso.
- E tu fugiste. - Desculpa.
E eu, tipo: "Mas que merda? Onde � que ela foi?"
Depois comemos gelado.
Trouxeste-me gelado.
Sou um cavalheiro.
Cheio de classe.
- Ent�o? - Ol�.
- Como est�s? - Bem. Como vai a mudan�a?
� intenso. A Mel e a m�e est�o tristes.
- Est� calor. - Sim.
Podes dar um mergulho, a seguir.
Quero acabar isto, sabes?
- Sim. - Despachar isto.
- Que est�s a fazer? - A enviar e-mails. Nada de mais.
Tenho novidades.
A editora ofereceu-me emprego,
em Nova Iorque.
- Sim. Que fixe. - Sim.
Mas n�o sei o que fazer.
N�s... Eu e a Mel t�nhamos planos.
N�o sei o que fazer.
- Olha, queres que seja franca? - Sim.
Porque sinceramente o que precisas � de tomar a decis�o por ti,
n�o pela Mel e por esta rela��o.
Querido, sei que tu e a Mel t�m algo de muito especial.
S�o fam�lia um para o outro, somos todos. Somos uma fam�lia.
E eu adoro-a.
N�o � nada contra a Mel.
Mas ouve o que te digo,
� uma grande oportunidade e eu sei que a desejas.
Eu sei que sim.
Sinceramente, se te pudesse dizer algo de valor
e estou a falar contigo como adulto, se eu pudesse voltar atr�s,
e viver outra vez, havia coisas que mudava. H� coisas...
- Como o qu�? - N�o sei e n�o estou...
N�o � nada sobre mim, nem remorsos, nem nada,
s� estou a tentar dizer-te que tomamos decis�es
que afetam toda a nossa vida.
Devia ter tirado um curso e tido uma carreira que adorasse. Eu, sabes...
Percebes o que estou a dizer.
Percebo o que est�s a dizer. Mas � dif�cil.
- Bem, n�o quero que te arrependas. - Eu tamb�m n�o.
� disso que estou a falar.
S� se vive uma vez.
- � isso. - Sem press�o.
- � verdade. -Eu sei. Tens raz�o. Porra.
Sabes, queremos isto para ti se for o que tu queres.
Ent�o...
Tenho uma coisa para dizer-te.
A editora ofereceu-me um emprego.
O qu�?
O qu�?
Meu Deus. Isso � incr�vel.
Eu sei. Estou muito entusiasmado.
- �... - � em Nova Iorque,
eu vou ajudar a abrir o escrit�rio, como assistente do Jason.
O qu�?
Em Nova Iorque?
Sim. Quero dizer, vai correr bem.
� s� um ano, sabes?
Vamos estar distantes, mas podemos encontrar-nos,
-como no meu primeiro ano. -O que est�s a...?
-Foi diferente. -Mas correu bem.
-Podes vir, quando acabares o curso. -Estavas a duas horas de dist�ncia,
e n�o a meio pa�s de dist�ncia.
Estamos juntos h� tanto tempo, podemos fazer isto. N�o � nada.
- Ouve. Eu pensei bem. - Bem, e n�s?
- Eu pensei nisso e... - Sim?
Podemos ter uma rela��o � dist�ncia durante um ano.
Bem...
Porque est�s a reagir assim?
Aceitaste o emprego?
Ainda n�o aceitei, mas vou aceitar, claro.
N�o acredito...
- N�o acredito que est�s a fazer isto. - Que estou a fazer?
A ir embora. Vais para Nova Iorque. N�o podes decidir as coisas assim.
N�o podes ficar feliz por mim? Queria este emprego h� tanto tempo.
- Era em Austin. Foi o que plane�mos. - Quero que fiques feliz por mim.
As coisas nem sempre correm como planeamos.
- N�o podes mudar tudo. - Podes ser mais flex�vel?
Podes decidir sem pensar s� em ti?
N�o podes pensar em mim?
S� pensas em ti e no que tu queres.
Dizes que sou ego�sta e estou a tentar falar contigo sobre isto
- e tu passas-te. - J� decidiste.
Ficas doida sempre que o tema � n�o estar contigo.
- N�o � uma conversa. � s�... - Passas-te.
N�o me quiseste por duas semanas. Deste-me com os p�s. Ignoraste-me.
- N�o ignorei. - � por causa disso?
Pedi-te espa�o e n�o respeitaste isso minimamente.
Passaste-te. � como se precisasses de mim
e se n�o estiver sempre contigo, vais ficar desfeita.
� cansativo estar com algu�m que � t�o carente.
N�o preciso de ti. N�o preciso de ti, por isso, sai.
- Est� bem. - Dan, eu... Tu...
- Sai, Dan. Sai j� daqui. - N�o queres que eu saia.
S� quero que saias da minha casa, imediatamente.
N�o posso...
- Dan, sai, por favor. - Est� bem. Fixe.
- Est�pido. - Vai-te lixar.
�s uma crian�a. Meu Deus.
Merda.
Merda.
- Porque fa�o sempre isto? - Ent�o, Mel?
- Merda. Ele n�o atende. - Ent�o?
- Ele n�o atende. - Anda c�.
- Meu Deus. Tenho de falar com ele. - N�o.
-Preciso de explicar as coisas. - N�o � boa ideia.
Ele � t�o est�pido.
Vais dormir sobre o assunto e vamos falar com ele, amanh�.
- D�-lhe um dia. - Merda.
Dei cabo de tudo.
Merda.
Estou, Amanda?
� aqui?
- Que bandeira fixe. - Obrigado.
- Sabes tocar aquilo? - �s vezes.
E tocas bem?
N�o sei. Um bocado. N�o sei. Talvez.
- Posso p�r m�sica? - Sim.
Meu Deus, adoro este disco. � mesmo bom.
Ent�o?
Ol�.
Tenho de ir.
Vemo-nos logo?
Tenho de ir.
V� l�.
Tu...
- Para. - O que se passa contigo?
Como pudeste fazer-me isto? Odeio-te. Eu...
�s um ot�rio.
Vim aqui pedir desculpa.
Sou mesmo parva, vir aqui pedir desculpa,
ver se consegu�amos resolver as coisas em Nova Iorque.
Merda. �s um ot�rio.
Para.
Vais bater-me?
Seu...
Merda.
Ol�.
Como te sentes?
Estou bem. Na boa.
J� estive melhor.
Pois.
Estou t�o envergonhada.
Tamb�m eu.
Podes vir para junto de mim, por favor?
Estou mesmo arrependido.
Amo-te tanto.
Estive a pensar sobre isto e...
J� n�o vou para Nova Iorque.
N�o quero alterar os nossos planos. Vou fazer com que resulte.
Por isso, n�o vou.
Acho que devias aceitar.
O que est�s a dizer?
- Dan, amo-te tanto. - Tamb�m te amo.
- N�o me parece bem. -N�o consigo estar sem te ver.
N�o consigo estar sem ti.
Por favor, n�o fa�as isso.
N�o quero acabar.
Diz-me que me amas
e que queres passar o resto da vida comigo.
Olha-me nos olhos e diz-me isso.
Pois.
Lamento.
Merda.
Est� bem.
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