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A �LTIMA CHAVE
FIVE KEYS, NOVO M�XICO, 1959
PENITENCI�RIA DEWBAND
Apagar luzes!
Depois da luta pelo poder que culminou na morte de Lenine,
Jos� Estaline tomou posse.
Era um novo rosto mas de ideias antigas:
O Marxismo.
Enquanto os Bolcheviques estabeleciam firmemente
a sua autoridade em casa
a Terceira Internacional causava revolu��es em todo o mundo.
O Comunismo estava em marcha.
Estaline estava no Kremlin.
Est�o a fritar algu�m, pai.
A partir no expresso para o inferno, senhor.
Cala-te.
A morte n�o � para ser celebrada.
Morra quem morrer.
Acabou de morrer.
Ele chamava-se, Willie Fisher.
Tinha 32 anos e matou uma rapariga com um martelo.
Teve a sua �ltima refei��o,
e estava no corredor da morte h� tr�s anos.
As �ltimas palavras foram: "V�o para o inferno"!
Como � que sabes isso?
Est� s� na minha cabe�a.
J� chega.
Hora de dormir, meninos.
Lavem os dentes e v�o para cama, por favor.
Elise! Mandei-te guardar os brinquedos
e n�o me obedeceste.
N�o fui eu que fiz essa trapalhada.
Ent�o quem foi?
Christian! Fecha a porta, por favor.
Podes contar-me.
Foi o menino...
Ele mora aqui h� muito tempo e gosta dos nossos brinquedos.
- Eu juro. - Acredito em ti.
A s�rio.
Sabes, foste aben�oada com um dom.
�s especial.
Algumas pessoas t�m medo de pessoas especiais.
O teu pai � uma delas.
Ele n�o entende o teu dom.
Isto fica entre n�s daqui para a frente, est� bem?
Est� bem.
Vai para cama.
Boa noite.
N�o apague a luz, mam�.
Estou aqui mesmo ao lado, querido.
Se sentires medo, o que fazes?
� isso mesmo.
Dei-te esse apito.
Ent�o se sentires medo � s� soprares...
E eu venho a correr.
Usa-o s� se precisares de mim, est� bem?
Est� bem.
Amo-vos muito, aos dois.
- Tamb�m a amo, mam�. - Amo-a, mam�.
- Olha. - O que �?
Ainda n�o est�s a dormir?
N�o.
Pensas nas pessoas que v�o para a cadeira el�ctrica?
�s vezes.
J� pensaste para onde as levam depois que acaba?
N�o.
Eu sei para onde v�o.
Sim? Para onde?
Elas v�o para a escurid�o.
Christian?
O que est�s a fazer?
Elise.
N�o foste tu que fizeste aquela trapalhada, foste?
Fui.
Onde est� o meu apito?
Ele p�-lo no arm�rio.
Est� tudo bem.
N�o vamos magoar-te.
Podes sair.
P�ra, Elise.
Anda, sai da�.
Gerald.
Gerald, n�o!
O que fizeste, Elise?
- P�es as m�os na parede. - Gerald!
- Deixa-a em paz. - Cala-te, Audrey!
Viste um fantasma?
Gerald, p�ra.
Sim.
N�o te quero magoar, rapariga.
S� tens de dizer que n�o viste.
Vou perguntar outra vez.
Viste um fantasma?
Sim, eu vi.
Andam sempre por a� nesta casa.
Est�o em todo o lado.
- N�o tens de fazer isso. - N�o.
- Gerald, n�o. Por favor! - N�o!
N�o, pap�! N�o!
N�o!
N�o, faz-me a mim! Faz-me a mim! Por favor!
Gerald, n�o! P�ra!
- O que est�s a fazer, n�o! - Sai! P�ra!
O que est�s a fazer?
N�o me digas como puni-la.
Punir � o que fa�o para viver.
N�o, pap�!
Pap�!
N�o! N�o! N�o!
N�o, pap�!
N�o, pap�, deixe-me.
N�o me feche aqui em baixo!
N�o me deixe aqui dentro.
Pap�, deixe-me sair! Pap�!
Se seguires as minhas regras dormes sob o meu tecto,
se n�o seguires dormes sob o meu ch�o.
N�o me deixe aqui, pap�.
N�o me deixe.
Pap�, volte!
N�o quero ficar aqui sozinha.
Pap�, por favor!
Est�s com medo do escuro?
Quem �s tu? Quem est� a�?
N�o tenhas medo. Eu posso trazer a luz.
- Quem est� a�? - Porque est�s aqui em baixo?
O meu pai p�s-me aqui em baixo.
O teu pai n�o te trata bem.
Abre esta porta e ter�s montes de luz.
V� l�. Abre-a.
Est� uma chave pendurada a� mesmo.
N�o tenhas pressa. Eu posso esperar.
�s a �nica que pode abrir a porta.
�s mais poderosa do que imaginas.
Eu quero que me ajudes a abrir todas as portas.
Elise?
Elise?
Audrey.
Audrey.
Audrey!
N�o, Audrey. Audrey, n�o!
N�o!
Audrey!
Desculpe.
- N�o! - N�o!
N�o!
D�-ME A CHAVE?
Bom dia.
Os sonhos est�o a voltar, Warren.
Eles voltam sempre.
Que tal tomares o pequeno-almo�o na cama?
Eu sabia.
Est�s a ficar velho, Warren. Estamos os dois.
Analisei as �ltimas imagens da cave da igreja
e deix�mos passar uma coisa.
H� um movimento do quadro.
- Olhe, mesmo ali. - � um peda�o de fio.
E fios n�o se p�em a andar por a�.
Preparem-se.
A raz�o pela qual passei acordado a noite toda.
As luzes.
Isso mesmo, meus amigos.
Activa��o por voz.
N�o temos de lidar mais com interruptores
e com a dificuldade de encontr�-los no escuro
a bater com os dedos em tudo at� os encontrar.
Antes, esse era mesmo um problema!
Trabalhas na escurid�o do sarcasmo, meu amigo,
e eu prefiro trabalhar na luz.
Na luz?
Luzes!
M� ac�stica.
A luz natural � melhor para o meio ambiente.
Voil�!
Adoro t�-los na minha casa rapazes, mas...
Por favor, n�o tentem consertar o que n�o est� estragado.
Estou?
Sim, est�. Elise?
Aqui � a Elise.
- Chamo-me, Sr. Garza. - Prazer em conhec�-lo, Sr. Garza.
Voc�... Eu... H� uns problemas
estranhos a acontecer na minha casa
e disseram-me que percebe destas coisas.
Percebo de algumas coisas.
Certo, queria saber se pode vir aqui dar uma olhadela.
Preciso de ajuda.
N�o sei o que fazer.
Pode-me dizer onde mora?
Moro no n�mero 414,
Apple Tree Road,
Five Keys, Novo M�xico.
Sr. Garza?
Gostaria muito de o ajudar,
mas realmente n�o posso. Desculpe.
Agrade�o muito por se ter lembrado de mim.
Desculpem, rapazes, por tir�-los da cama.
O homem que ligou hoje sobre um trabalho...
Ele disse-me que vive na mesma casa onde cresci.
Era s� uma casa, porque aquilo n�o era, um lar.
N�o tenho mem�rias daquele lugar,
tenho cicatrizes.
Este dom que eu tenho e que voc�s tanto admiram...
O meu pai tentou arranc�-lo de mim.
E... A minha m�e
foi morta naquela casa.
Ela foi assassinada
por algo que eu trouxe para este mundo.
Esse dem�nio quer usar os meus dons
e vai ferir as pessoas que eu amo para chegar at� mim.
E � por isso
que nunca mais quis ir onde est�
como eu fiz com o Quinn.
Desperdicei a minha vida a lutar com estas
coisas.
Porque nunca esqueci o rosto da minha m�e quando ela morreu.
Assim...
tenho de ajudar esse homem,
porque sei o que ele est� a enfrentar.
Arrumamos o carro esta noite e sa�mos de manh� cedo.
N�o desta vez.
Este aqui, tenho de o fazer
sozinha.
N�s temos de ir consigo. Isto aqui custou 700 mocas.
E mais 200 pela pintura do log�tipo.
BEM-VINDO AO NOVO M�XICO TERRA DE ENCANTOS
BEM-VINDO A FIVE KEYS VAMOS ABRIR O SEU CORA��O
BEM-VINDO A FIVE KEYS VAMOS DESBLOQUE�-LO
Antes de entrarmos,
trouxe umas roupas para voc�s, rapazes.
Algumas delas pertenceram ao Jack
e s�o muito importantes para mim.
Aposto que adivinho quem voc�s s�o.
N�o � necess�rio.
Sou a Elise.
Estes s�o o Specs e o Tucker. Os meus s�cios.
Ela � ps�quica e n�s ps�quicos.
O que � isso?
Ela � ps�quica e n�s ps�quicos?
Desculpe, n�o estou a perceber.
N�o interessa.
Querem entrar? V� l�.
Que falta de educa��o a minha.
Ol�.
Ainda est�o aqui muitas coisas nossas.
Estavam todos aqui.
Coisas muito boas, sabe?
N�o tinha nenhuma raz�o para me desfazer delas.
Existem umas hist�rias
sobre a sua fam�lia.
N�o liguei quando me disseram
que n�o devia vir viver nesta casa.
Sim... Olhei e vi uma casinha
e resolvi n�o ligar �s hist�rias.
Vai da� e comprei.
Mas agora acredito nessas hist�rias.
Est� a captar alguma coisa?
H� tantos esp�ritos nesta casa
que � dif�cil separ�-los dos maus.
Muitas pessoas morreram naquela pris�o.
Quando � que come�aram esses eventos?
Assim que me mudei para c�.
Primeiro eram pequenas coisas, sabe...
Mas depois ficou pior.
Foste aben�oada com um dom.
�s especial.
Isto fica entre n�s.
N�o!
N�o! N�o!
Sente-se bem?
Estou bem.
Essas experi�ncias que tem,
onde � que ocorrem mais?
A maioria no mesmo quarto.
Agora deixo-o fechado.
N�o o abro h� tr�s meses.
Eu fico com este.
Pode ajudar aqui?
Vamos.
S� mais um bocado.
Desculpem.
N�o consigo entrar a� dentro.
Quando tudo come�ou
ouvi algu�m a andar de um lado para o outro
como se estivesse a falar sozinho.
Achas que est�s a ficar maluco at�
ouvires realmente
e percebes que n�o est�s.
Um dia resolvi entrar aqui e gritei com a coisa.
"P�ra".
"Tens de parar".
"Por favor, p�ra".
As economias de uma vida est�o todas nesta casa.
T�m de me ajudar. T�m de me ajudar, por favor.
� o que fazemos.
A c�mara � para n�s vermos,
o que ela v�, l� no cami�o.
Chamamos-lhe de "Winnibaghost."
Acho melhor ir l� para fora agora.
Vai mesmo ficar aqui sozinha?
A minha presen�a
costuma tirar os esp�ritos dos seus cantos escuros.
Vai precisar disto.
Obrigada.
Boa noite.
Est� a ouvir-nos?
Estou.
Tente n�o abafar as outras vozes.
Entendido, desligo.
Pronto.
O que � isto?
Luzes.
Obrigado.
Pensei que tivesses desaparecido para sempre.
A minha m�e deu isto ao meu irm�o
e ele perdeu-o quando tinha seis anos.
Agora est�s seguro.
- Volta. - O qu�?
Volta, para a esquerda.
O que tem?
Nada. Pensei que tinha visto p�s.
P�s?
Elise, est� algu�m � sua frente.
Parece ser uma mulher.
N�o estou a ver nada.
Tenha cuidado.
N�o estou a ver o que v�s.
Est� quase
a tocar nela.
Tenha cuidado.
Ajude-a.
Elise?
Elise?
O que aconteceu?
O apito. Levou-me o apito.
O que estava a fazer aqui dentro?
Pensei que s� fosse ficar no quarto.
Alguma coisa me atraiu para aqui.
O esp�rito de uma mulher.
N�o sei porque � que ela disse "ajude-a",
mas � um fantasma que j� vi,
dentro desta casa,
quando eu tinha 16 anos.
Ouviste aquilo?
Ouvi o qu�?
Est� algu�m na lavandaria.
N�o, n�o est�.
Eu ouvi. Vou l� ver.
N�o!
N�o v�s, Elise.
Ol�!
Eu vivo aqui com o meu irm�o Christian.
Como te chamas?
P�ra!
Est�s a inventar.
Vem ver o meu irm�o. Ele n�o acredita que est�s aqui.
Christian!
O que est�s a fazer?
Est� algu�m na lavandaria.
N�o est� aqui ningu�m.
Vais come�ar outra vez?
N�o pode punir-me por isto. Eu nunca quis. Nunca pedi isto.
Se h� uma coisa
que tens feito a vida toda, Elise,
� pedires por isto.
Nunca mais vou deixar que me magoe.
Por favor!
Elise?
Elise!
Elise, n�o v�s.
Ela que v�. Ela que v�.
Ela tem de aprender que � imposs�vel
algu�m amar uma pessoa como ela.
N�o voltei aqui desde ent�o.
J� chega por esta noite.
Continuamos amanh�.
O Christian e eu v�nhamos muito aqui quando �ramos mi�dos.
Estou bem?
Claro.
Desculpe, eu...
Parece-se com uma pessoa que conhe�o muito bem.
A s�rio?
- Chamo-me, Elise. - Melissa.
Sou a Imogene.
- E s�o irm�s? - Sim, somos.
Tucker.
Specs.
Eu sou o Specs, ou Steve. Podem escolher, tanto faz.
Ela � ps�quica e n�s ps�quicos.
Desculpa?
Esquece.
- Est�o a visitar a regi�o? - � dif�cil falar sobre isso.
Por acaso � um assunto confidencial.
� uma infesta��o de poltergeist a envolver o Ted Garza.
Conhecem-no? Vive um pouco abaixo...
Poltergeist e fantasmas.
Ele quis dizer que somos ca�adores de fantasmas.
N�s os tr�s.
Somos como pol�cias, mas n�o prendemos humanos.
Eu tamb�m tenho piada, a maior parte das vezes.
Ou tento ter piada.
Est� bem. Acho que j� chega, rapazes.
Vivi na cidade h� muito tempo.
A s�rio? E foi-se embora.
Estou a ser tola, n�s estamos a ser...
N�o, n�o est�.
� um prazer conhec�-los.
Pai, aqui.
- Prazer em ver-te. - Igualmente. At� logo.
Ol�, Christian.
Envelheci assim tanto?
N�o vais dizer nada?
N�o tenho nada para te dizer.
Meninas, vamos. Andem. Vamos!
Acab�mos de chegar.
Ouve-me...
Ainda sou a tua irm� e eu...
Significaria alguma coisa se eu achasse que significava,
mas eu escolhi que n�o.
Por favor, Christian.
S� quero que ou�as o meu lado.
N�o sabia como ias reagir.
Pensei que podias ver o futuro.
Ela � mesmo a sua irm�?
- N�o, Melissa. Vamos! - Sou! Sou!
- Sou a tua irm�! - Ouve, ouve...
Quando er�mos crian�as,
assustavas-me.
Assustaste-me a vida inteira
com as tuas hist�rias sobre um monstro,
atr�s de uma porta vermelha.
Depois abriste a porta e deixaste-me.
Deixaste-me.
Abandonaste-me como um verdadeiro monstro.
N�o te desejo nenhum mal,
mas fica longe de n�s, Elise.
Fica longe.
Christian.
Christian!
Christian!
Foi uma estupidez ter voltado aqui.
N�o, n�o foi.
Est� a ajudar as pessoas. � isso que faz, lembra-se?
Elise.
Desculpe.
Ele consegue ser, irracional �s vezes.
Levando em conta quem o criou, isso � compreens�vel.
Ele nunca nos contou nada sobre a sua inf�ncia,
e nunca vi nenhuma fotografia.
Ele nunca nos contou nada sobre si.
Eu deixei-o sozinho
e n�o o devia ter feito.
Ele � um bom pai, sabe?
Eu amo-o muito.
N�o fazes ideia de como isso me faz feliz.
Tucker?
Diga.
Tens as fotografias que fizemos daquelas filmagens?
Sim, tenho.
Tucker?
Tucker, eu preciso de ti.
V� l�.
Aqui est�.
D� isto ao teu pai.
Diz que isso foi tirado ontem no nosso antigo quarto.
Vai ficar muito surpreendido quando vir isso.
Estou t�o contente por conhec�-la.
A testar, um, dois... Conseguem ouvir-me, malta?
N�o.
Eu vi uma porta vermelha.
A entidade que matou a minha m�e passou por essa porta.
N�o percebo. Uma porta vermelha � uma porta vermelha.
E qualquer pessoa pode ver uma.
Mas n�o � uma porta f�sica. � metaf�sica.
Lembras-te quando fui a Distante procurar a Gwen Brenner?
Passei por uma porta vermelha.
Eu passei por ela
e fui parar nas profundezas de Distante.
Se eu descobrir o que ela significa,
talvez consiga parar a coisa que est� a assombrar esta casa.
Esse � o meu trabalho.
Eu falei contigo ontem � noite.
Est�s a�? Consegues ouvir-me?
Levaste uma coisa de mim.
Porqu�?
Porque disseste "ajude-a". Ajudar quem?
Por aqui.
�s tu?
Apita uma vez, para sim e duas, para n�o.
�s a mulher que vi ontem � noite?
Est� alguma entidade nesta casa
a tentar magoar o Ted Garza?
E �s tu essa entidade?
Est�s a tentar mostrar-me alguma coisa?
O que me queres mostrar
est� atr�s desta parede?
Chaves.
Alto, colega. Alto.
Espere.
Obrigada.
O que me queres mostrar?
Ajude-a.
Ajude-me.
N�o � um fantasma.
Meu Deus.
Meu Deus.
Vou partir a corrente.
N�o, n�o vais.
Afastem-se dela!
Pedi ajuda para me livrarem do fantasma.
Para me ajudarem a livrar-me dele.
Porque � que tinham de descer aqui?
Porqu�?
O seu fantasma trouxe-nos aqui.
Ele est� na minha cabe�a.
Ele est� na minha cabe�a.
� o vosso amigo?
� o vosso amigo.
Est�s a�, Specs?
Specs!
O qu�?
Ela chama-se, Mara Jennings.
� enfermeira de uma cidade que fica a 16 Km daqui.
Despareceu h� pouco mais de quatro meses.
Podem ficar na cidade por alguns dias?
Sim, estaremos aqui.
Vou precisar do vosso depoimento.
Claro.
Existem dem�nios neste mundo que est�o bem vivos.
E paraste um deles.
Obrigado, Elise.
Pai, isto � loucura.
Mas tenho de fazer isto.
Tenho de o encontrar.
� um apito pequeno. Um apito prateado.
Olhe, eu transito pelo mundo dos esp�ritos
e os esp�ritos podem influenciar as pessoas
a fazerem coisas m�s no mundo real.
Algumas dessas pessoas procuram-me a pedir ajuda.
Para si � estranho
mas para mim � apenas um trabalho.
Mas este foi diferente.
A casa assombrada foi a minha casa.
N�o est� aqui.
Vou ver como ele est�.
E porque � que o Garza a chamaria
sabendo que corria o risco de voc� descobrir a Mara.
Essas coisas podem ser coisas aterradoras.
Talvez o medo do al�m
fosse maior do que o medo de ser capturado.
Ou talvez ele quisesse ser capturado.
O qu�? O que � isso?
Desculpe.
Eu, ando a ver coisas.
Deve ser o choque por causa disto tudo.
Ainda vai precisar de mim?
N�o.
Obrigada.
Pai?
Pai?
O que est�s a fazer aqui?
N�o consegues encontr�-la?
O que lhe aconteceu?
Onde � que ela est�?
- Vimos em todo o lado. - Em todo o lado n�o.
Meu Deus.
Imogene, chama uma ambul�ncia.
Depressa!
Como sabia onde ela estava?
O que aconteceu a ela?
H� qualquer coisa maligna nesta casa.
Fui eu que a trouxe a este mundo.
Ela influenciou o Ted Garza a fazer o que fez
e agora est� com o esp�rito da tua irm�
e vou encontr�-la e acabar com tudo esta noite.
Eu tamb�m vejo coisas.
Quando eu era pequena
um dia fui dormir e acabei por sair do meu corpo
e fui at� � casa da nossa vizinha idosa.
Ela disse-me que estava a deixar este mundo
e a partir para o outro lado.
O meu pai contou-me que ela tinha morrido na noite anterior.
Eu disse-lhe que j� sabia
e ele n�o gostou de saber disso.
Imogene, vamos embora. Vem.
N�o, eu vou ficar.
Confie apenas em mim, est� bem?
Rapazes, vamos buscar nas nossas coisas
entrar na casa e come�ar de imediato.
Filho da...
Eu vou chamar a aten��o
de todos os esp�ritos desta casa.
Preciso de coisas que eram importantes para o Garza.
Specs, sobe as escadas
e traz aquela B�blia que era muito querida para ele.
A vermelha numa vers�o de King James.
Preciso que a encontres.
- Leva a Imogene contigo. - Est� bem.
- Mant�m-na ao teu lado. - Pode apostar.
O Tucker e eu vamos para o abrigo na cave.
Vou para a c�mara da morte
e ele procura livros com uma mi�da toda bonita.
Isso n�o � democracia.
�s o �nico em quem confio para descer comigo.
Muito simp�tica.
Porque � que se vestem dessa maneira?
Foi ideia da Elise.
Ela � que nos veste.
Tu sabes,
o meu estilo normalmente � mais relaxado,
casual.
O que foi?
"Viagem Para o Al�m".
� vintage.
Vale umas boas massas.
Fala a s�rio. Temos de encontrar essa coisa.
N�o percebes?
Todos temos passatempos.
Estou a ver.
N�o d� para ser apenas trabalho.
Temos de nos distrair.
Sair para namorar...
Essas cenas todas.
Est� qualquer coisa aqui.
Eu consigo sentir.
Ela quer avisar-me.
Eu deveria...
- Chegue para tr�s. - Sim, senhor.
Hora de dormir.
Conhe�o esta camisola.
Isto vai ajudar-te a dormir.
Por favor, n�o me obrigue a beber isso.
Por favor, deixe-me ir. Eu imploro.
Por favor, deixe-me ir.
Ouviste aquilo?
Ouvi o qu�?
O meu irm�o n�o acredita que est�s aqui.
Christian!
Est� algu�m na lavandaria.
N�o est� aqui ningu�m.
N�o pode punir-me por isto.
Adeus, Anna.
Ela n�o estava morta.
O meu pai fez exactamente a mesma coisa que o Garza fez.
A mulher que vi nesta casa todos aqueles anos
estava viva.
Eu podia t�-la ajudado.
Mas deixei mat�-la.
Tira isso da�.
Ela morreu por causa de mim.
Se eu n�o a libertar do s�tio onde ele a p�s...
ela ficar� presa na escurid�o.
Perdida.
Eu vou entrar.
Afaste-se.
Pode ir.
Eu vou.
Desculpa.
Eu falhei contigo.
Meu Deus.
Aonde � que vai?
Elise.
Elise?
N�o foste a �nica, Anna.
Elise.
Onde � que eu estou?
Est�s num lugar especial...
para onde os esp�ritos v�o.
Quem � voc�?
Sou... Uma amiga.
N�o quero ficar aqui.
N�o quero ir para onde os esp�ritos v�o.
Elise.
N�o importa o que o teu pai diga.
Tens de continuar a fazer o que fazes.
Nunca tenhas medo do teu dom.
N�o � normal quando o pap� grita comigo.
Ele assusta-me.
O Homem das Chaves...
� quem controla tudo.
� ele que abre as portas.
Ele � que abre as portas vermelhas?
Sim.
O Homem das Chaves disse,
que sou mais poderosa do que imagino.
Ele disse que quer que o ajude a abrir todas as portas
e que vai fazer de tudo para conseguir isso de mim.
Ele est� mesmo atr�s de si.
Foge deste lugar.
Elise!
Acorde!
Elise!
Specs!
Vem ajudar-me!
Por aqui. Por aqui. Cuidado com a cabe�a.
Ela est� no outro lado.
E algu�m precisa l� ir para a ajudar.
Sim, mas quem vai fazer isso?
Eu n�o sei fazer isso. Tu sabes?
- Eu n�o disse... - Eu fa�o.
Eu posso ajud�-la.
Por acaso nunca
hipnotizei algu�m antes.
E eu nunca fui hipnotizada.
Ent�o tudo bem se alguma coisa correr mal, certo?
Bem...
� um exerc�cio...
Ele � meio...
Quero dizer...
Olha, olha para o meu dedo.
ET.
'Imagina'.
� bem fixe, n�o?
Olha s� para aqui,
e tenta concentrar-te e relaxar.
E imagina que o teu corpo � feito de �gua
e que est�s no oceano.
Isso n�o faz nenhum sentido.
O qu�?
Ela ser feita de �gua e estar no oceano.
Ou seja: ela � o oceano.
Queres assumir... aqui?
Obrigado. Eu estou aqui.
N�o toques na volunt�ria.
- N�o estou a tocar. - Afasta-te.
Fecha os olhos
e ouve
o tique-taque.
Concentra-te nele.
Vou come�ar a contar dos cinco
e quando chegar ao um
vais estar hipnotizada.
Cinco.
Quatro.
Tr�s.
Dois.
Um.
Sinaliza se me ouves.
Quando eu disser "agora" vais abrir os olhos
e j� estar�s do outro lado.
Vou ajudar-te.
Porta vermelha.
A porta vermelha.
� a porta que a Elise estava a falar.
Este � o lugar.
N�o posso entrar a�.
Se ele me v�...
Vai levar-me de novo.
Confia em mim.
Vais encontrar o que procuras a� dentro.
Elise?
Se h� uma coisa que tens feito
� pedires por isto.
N�o!
N�o, pap�!
Ela tem de aprender que � imposs�vel
algu�m amar uma pessoa como ela.
Pare!
N�o pap�, por favor!
N�o! N�o!
N�o, pap�!
Algumas pessoas t�m medo de pessoas especiais.
O teu pai � uma delas.
Eu n�o vou deixar que me magoe.
Viste um fantasma?
S� tens de dizer que n�o viste.
N�o pode punir-me. Eu nunca quis isto.
Nunca pedi por isto.
Mataste a tua m�e.
H� luzes...
Ele est� na minha cabe�a. Ele est� na minha cabe�a.
O meu pai fez exactamente a mesma coisa que fez o Garza.
O meu pai era a tua marioneta.
N�o vou alimentar-te com �dio. Nunca mais, dem�nio.
Vais morrer de fome!
Elise!
N�o!
Deixa-a em paz!
Se queres apanhar algu�m, apanha-me a mim!
Deixa-a ir.
Melissa!
Enfermeiras! Enfermeiras, venham aqui!
Perdoa-me.
Elise!
Tira as m�os da minha menina.
Elise!
Ela est� ferida.
Volta para o teu corpo. Vai!
Querida.
Pap�, a Elise...
Ela salvou-me.
Eu n�o tenho palavras.
N�o precisas, meu amor.
Continua a ajudar pessoas.
Imogene, acorda!
Est�s bem?
Acho que sim.
N�o se livram de mim facilmente.
O hospital.
- Ol�, querida. - Ol�.
Estou bem.
Acredito que isto � teu.
Tinhas raz�o, Christian.
Sou amaldi�oada.
Os dem�nios perseguem-me.
Mas n�o lhes vou dar o que querem
nem mais por um segundo.
O medo e a dor, � o que os alimenta.
Sou eu que ando a aliment�-los,
ao evitar-te todos estes anos.
Perdoas-me?
N�o te devia ter deixado.
Obrigada.
Sim.
Melissa...
Vai comer isto?
Est� � vontade.
Sabem...
Sempre achei que tinha medo de morrer.
No entanto percebi que n�o � isso.
Eu tinha medo de morrer
antes de ter uma fam�lia de verdade de novo.
E agora eu tenho.
Filhos da...
Eu disse para n�o estacionares aqui
- mas n�o me ouves. - Devias ouvir o teu amigo.
Ele ganha a mi�da e eu ganho a multa.
Ele est� furioso.
Vou do lado da janela.
Vamos ter de voltar aqui para pagar esta multa.
Dalton...
Hoje foi horr�vel tenho medo da noite.
Isso vai mudar. Prometo.
S� que leva algum tempo.
Ol�?
Desculpe por ligar t�o tarde.
Chamo-me, Lorraine.
Ajudou a minha fam�lia h� muito tempo
quando o meu filho ainda era um menino.
E agora a mesma coisa est� a acontecer ao meu neto.
Dalton.
Como sabe o nome dele?
� isso que eu fa�o.
Diga ao Josh, que chego pela manh�.
Obrigada.
Boa noite.
Boa noite.
Legendas imfree_mozart
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