All language subtitles for Il.Padre.D.Italia.2017.DVDRip.x264.AC3-5.1.HORiZON-ArtSubs

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- Art Subs - 9 anos fazendo Arte para voc�!

Existem sonhos que se realizam.

E existem sonhos que n�o temos sequer coragem de sonh�-los,

porque tememos que nunca se realizem.

� isso, para mim voc� � um desses sonhos.

S� nas nossas lojas no primeiro domingo do m�s

voc� encontra as melhores ofertas.

Veja nosso cat�logo online.

Ainda n�o descobriu as vantagens do nosso cart�o?

Venha retir�-lo no caixa.

Paolo!

De quantos meses ela est�?

Espere.

Isto � da mo�a que entrou, vou deixar aqui.

Aguarde que te darei o formul�rio.

Que formul�rio?

Sua companheira assinou, ela vai receber alta.

Onde voc� mora?

N�o sou daqui. Eu vim com meu namorado.

- E onde ele est�? - N�s brigamos.

- Quer ligar para ele? - Voc� tem o n�mero?

Perdi minha bolsa no clube com tudo dentro.

Voc� conhece algum lugar legal?

Voc� sabe que est� gr�vida?

Que diabos voc� quer?

Voc� deveria estar no hospital, n�o aqui.

- Como voc� se chama? - Mia.

Eu tenho quer ir.

Lamento, mas est� ocupado.

- Voc� pode fazer caf�? - Eu n�o tomo caf�.

Ao menos coloque uma m�sica. Voc� tem um r�dio?

N�o.

Ou�a, preciso ir trabalhar.

Sem problemas.

Meu namorado est� me esperando, temos ensaio da banda.

Perfeito.

- Voc� me d� uma carona? - Para onde?

Um lugar chamado Asti.

Acho que voc� n�o entendeu, eu preciso sair para trabalhar.

Eu entendi, mas voc� perdeu meu celular e minha carteira,

- agora como farei? - Eu perdi?

- Estavam na minha bolsa. - E o que eu tenho com isso?

Mas o que custa? Vai ser r�pido.

Eu n�o tenho carro, ent�o mesmo se quisesse...

Basta pegar emprestado de algum amigo.

Voc� tem um amigo, n�o tem?

Sem chances.

Aquela l� para te enganar, diria que � virgem!

Assunta, por favor.

Ela est� sem dinheiro e perdeu os documentos.

Ela dormiu em casa essa noite.

Preciso lev�-la at� o namorado. Ela est� gr�vida.

E � culpa sua se est� gr�vida?

N�o.

Um pouco de sororidade.

Mas voc� far� a entrega e ter� que ser at� �s 16h.

- Pode deixar. - Promete?

Prometo. Obrigado.

Vai.

Esquerda.

Que vadia aquela mo�a!

- � sua chefe? - Sim.

- Como se chama? - Assunta, e n�o � vadia.

Compreende-se muitas coisas atrav�s dos nomes das pessoas.

- Como voc� disse que se chama? - Paolo.

- Exato. - Voc� precisa me explicar

o que uma mulher gr�vida fazia naquele lugar.

Aconteceu alguma coisa ruim?

Por acaso quando te acontece algo

voc� sabe na hora se � bom o ruim?

- Acho que est� fechado. - Sim.

- Que horas � o ensaio? - Sei l�!

Quando chegarem, a gente come�a.

Como assim? Eu preciso ir embora,

devo voltar a Turim. Te deixo aqui, lamento, mas...

Voc� me ouviu?

Voc� acha que ele est� transando com outra?

Imagina. Ele ser� pai em breve, n�o vai pensar em outras.

Ele � o pai?

Claro que n�o!

E quem � o pai?

Paolo, o pai n�o � algo t�o importante.

Me d� uma tragada.

- N�o. - Como assim?

- Que saco, Paolo! - N�o, eu disse n�o, chega.

Nossa Senhora, estou engordando como uma vaca.

Por�m olha s� meus peitos. Eles nunca foram assim!

Voc� sabe falar alguma frase que n�o se refira a voc�?

Venha. Vamos ver se chegaram.

Voc� se lembra o que fez ontem? Me abandonou como um c�o.

- Voc� que sumiu. - Eu sumi?

- Sim. - E quem diabos � ela?

Quem � voc�? Calada, vadia, n�o estou falando com voc�!

- Voc� me trocou por ela? - Sim.

Eu sou a vocalista e a mulher que transa com voc�.

Transava.

Quer saber? Eles que se fodam! Que se fodam aqueles dois!

Eu acho que eles j� est�o fazendo isso.

Voc� � louca?

- O que voc� disse? - Estou dirigindo!

Eu estou dirigindo!

O que devo fazer com voc�? Eu n�o sou seu motorista!

Agora vou te levar para sua casa e fim da hist�ria!

Onde voc� mora?

Em Roma.

Em Roma?

Ent�o vamos at� a esta��o e voc� pega um trem.

N�o me deixe sozinha.

Assunta... Oi...

Queria te avisar que passei mal e decidi ficar em casa.

Sim, o furg�o est� aqui, n�o se preocupe.

Avise que �s 9h30 em ponto eu estarei l� e montarei tudo.

Como? N�o, estou... estou em casa.

Obrigado. Me desculpe. Tchau!

Onde est� o cigarro?

- Eu joguei fora. - Voc� � um imbecil, Paolo.

Sim.

Mia...

Mia.

Estamos em Roma.

- Estou com fome. - Voc� j� est� chegando em casa.

- Voc� mora sozinha? - N�o, moro com duas pessoas.

Voc�s se d�o bem?

- Sim, nos damos bem. - Perfeito.

Tenho dois colegas que se preocupam comigo.

E obrigado, Paolo, que me trouxe a Roma.

E obrigado, Paolo, que me trouxe a Roma.

Com mais convic��o.

E obrigado, Paolo, que me trouxe a Roma.

Perfeito.

- Quem �? - Sou eu.

- Quem est� procurando? - Na verdade, esta � minha casa.

Voc� � a cantora?

Elio e Elisa est�o?

N�o, Elisa alugou a casa para mim este m�s.

Verdade, ela tinha uma turn�, n�o?

N�o sei, s� sei que paguei adiantado.

- Est� certo, tchau! - Desculpa, me desculpe!

O que est� fazendo?

Acho que voc� n�o entendeu, a casa � dela tamb�m.

Que casa dela? A casa � minha, eu paguei.

Sim, mas vamos entrar e conversar...

- Calminha, amigo. Saia daqui. - Com licen�a...

- Chega! Acalme-se! - Voc� acha isso normal?

O que devo fazer? Ela pagou, n�o posso expuls�-la.

Fora que nem � minha casa.

Eles s� estavam me hospedando.

- Boa noite. - Oi.

- Dois quartos, por favor. - S� temos quarto de casal.

- Quanto custa? - Cem euros.

- Os dois? - N�o, s� um.

- Perfeito. - Pode ser?

- Sim, pode. - Os documentos, por gentileza.

N�o olhe para mim que n�o tenho nada.

Tudo bem, me d� s� sua identidade.

- Obrigado. - Farei um desconto para voc�s.

- Obrigado. - Que fofo.

- Ou�a, tem um bar por aqui? - Tem um atr�s de voc�. Bem ali.

- Para tomar um copo d'�gua. - No quarto tem �gua.

Ao menos voc� pode beber, n�o? Est� sempre com cara de enterro.

Paolo?

J� est� dormindo?

Paolo, estou com fome!

Voc� tem algum dinheiro?

Que inferno!

Qual voc� quer?

Aquele?

- Obrigada. - De nada.

Voc� � uma boa pessoa.

Quem voc� acha que eu sou?

Eu n�o sou assim.

Assim como?

Paolo?

Posso colocar uma m�sica?

- Quais m�sicas voc� tem? - N�o, voc� precisa dormir.

- J� est� na cama? - Sim.

Ainda est� acordada?

Me ajude.

Eu costumo ser muito boa em ler os olhos das pessoas.

� mesmo? Deite-se.

Mas tem algo em voc� que ainda me escapa.

Mas tem alguma coisa a�.

- Teve uma decep��o amorosa? - Sim, claro.

- Uma inf�ncia triste. - Isso tamb�m.

N�o recebeu muito amor dos seus pais.

Na verdade, eu n�o tive pais.

� mesmo?

Bem, eu tenho uma m�e, em algum lugar.

Mas n�o sei onde est�, ent�o � como se n�o existisse.

Agora � a sua vez.

Deve ser sincera ao menos desta vez.

Quem � o pai?

Ele se chama Ettore, mora em N�poles.

Ele sabe que voc� est� gr�vida?

O que voc� pretende fazer?

Mudar sua vida completamente.

- Deite-se, vamos. - N�o...

- Deite logo. - N�o quero, n�o estou com sono.

- Cante uma m�sica para mim. - N�o.

- Por favor! - N�o. Ali�s, voc� � a cantora.

Eu n�o consigo dormir sem m�sica.

O mar de inverno

� uma ideia que o pensamento N�o considera

� pouco moderno

� alguma coisa que ningu�m Nunca deseja

Albergues fechados

Propagandas j� desbotadas

M�quinas cortam pelas ruas

Onde a chuva de ver�o n�o cai

E eu, que n�o consigo

Nem ao menos falar com voc�

Ele te ligou.

O mar de inverno

� s� um filme em preto e branco Visto na TV

E para dentro dele

Alguma nuvem pula do c�u

Areia banhada

Uma carta que o vento...

- Al�, Mario? - Al�.

Tudo bem?

- Sim, acho que sim. - Eu acho que n�o.

Eu queria te contar o que aconteceu essa noite.

Certo. Espero que seja algo bom para voc�.

N�o sei...

Por acaso quando te acontece algo

voc� sabe na hora se � bom o ruim?

Por favor, n�o recomece. Paolo, te imploro.

Eu pensei muito, voc� sabe o quanto te adoro...

mas agora chega.

Minha rela��o com o Valerio est� virando algo s�rio,

estamos tentando de verdade.

Eu s� queria te contar que conheci uma pessoa.

Ent�o pode ficar sossegado, n�o vou mais te incomodar.

�timo.

Estou feliz por voc�. Finalmente, n�o?

Espero realmente que n�o estrague tudo com ele.

Eu tamb�m espero.

Agora preciso desligar, tenho muito o que fazer,

mas foi bom falar com voc�.

Talvez a gente se fale um dia desses,

podemos sair os quatro juntos. O que acha?

Sim, pode ser.

Um abra�o.

Voc� est� fumando?

N�o.

Tchau, Mario.

- Est� indo embora? - Estou.

Beleza.

V� tomar uma banho que vamos at� N�poles.

Ele precisa saber, depois voc�s decidir�o juntos.

Devagar... devagar...

Devagar!

Oi, Assunta.

Sim, eu sei que voc� precisa do furg�o. Eu sei.

Sim, a entrega...

Mas eu preciso fazer uma coisa, � algo importante.

Sim... Claro, voc� tem raz�o.

Est� certa, eu entendo perfeitamente.

Me desculpe. Sinto muito mesmo.

Me desculpe, mil desculpas.

O que voc� quer ser quando crescer?

N�o tenho certeza quanto a voc�,

mas na verdade n�s j� crescemos.

Por favor, Paolo! Voc� entendeu, n�o?

Voc� deve ter sonhos na vida.

Eu prefiro ser um pouco mais p� no ch�o.

Eu n�o acredito que voc� � assim.

Na verdade, quando crian�a eu queria ser carpinteiro,

depois quis ser arquiteto, uma esp�cie de evolu��o,

mas agora est� bom assim.

- Est� bom assim? - Est� bom assim.

N�o est� bom assim. N�o est� bom assim, Paolo.

- N�o est� bom assim? - N�o est� nada bom.

- N�o est� bom assim. - N�o est� bom assim.

- N�o est� bom assim. - N�o est� bom assim.

N�o est� bom assim, n�o est� bom assim.

N�o est� bom assim.

N�o est� bom assim!

Entenderam?

Como estou?

Espero que ele esteja sozinho, que aquela l� n�o esteja.

- Por que, ele � casado? - Sim, mas o problema n�o � ela

e sim os filhos que n�o aceitariam.

Ele te disse isso?

Eu vou demorar um pouco.

Voc� pode dar uma volta pela cidade, n�o?

Fale alguma coisa.

Voc� est� bonita.

Abra!

Abra, porra.

- O que aconteceu? - Nada, nada.

O que ela te disse? Diga o nome, eu falo com ele.

- O que vai fazer? � in�til. - � obriga��o dele...

Ettore morreu!

Como assim morreu?

Ele morreu h� um ano.

Um ano?

Saiba que eu n�o menti para voc�.

Eu queria realmente que ele fosse o pai.

Ele tinha prometido que se casaria comigo.

Por acaso algu�m como voc� se casa?

Claro que sim.

Mas quem vai querer algu�m como eu?

N�o sei fazer nada, nem cantar eu sei.

Chega de chorar. Agora chega.

E algu�m como eu, quem vai querer?

- Vamos dar uma volta. - Aonde vamos?

Lind�ssimo!

- Voc� achou? - Sim, muito.

- N�o fiquei gorda? - Que gorda que nada!

Poderia ser o escolhido, sabia?

Voc� acha que o Mario gostaria?

Bem, n�o faz o estilo dele.

N�o, n�o faz o estilo dele.

Na verdade, creio que ele me dir� n�o, como sempre.

Ele � assim, � um babaca!

Mas me engravidou e terei que casar com ele.

Ele vivia me dizendo. "Mario � um babaca".

Voc� n�o dizia mesmo?

- Sim, ele � um babaca. - Mas tamb�m que � imbecil.

� um grande imbecil. Diga, pode dizer.

Um grand�ssimo imbecil, um idiota.

Eu sempre disse: "N�o � o casamento

que faz os casais felizes, imbecil".

Mas com a chegada do beb�, � necess�rio casar.

- Claro. - Al�m do mais, voc� est� linda.

Com esse vestido, nenhum homem resistiria.

- Imagina. - N�o � mesmo?

Bem, sim, mas o Mario � viado.

Como voc� sabe disso?

Voc� transou com o Mario?

N�o...

Parem tudo que esta � uma not�cia incr�vel.

Voc� precisa ter coragem de dizer na frente das duas.

Voc� deve dizer: "Eu transei com o Mario!"

Vai, fale!

Fale!

- Eu transei com o Mario. - Eu n�o ouvi. Voc� ouviu? N�o.

- Eu transei com o Mario. - Fale alto!

- Eu transei com o Mario! - Eu transei com o Mario!

- Eu transei com o Mario! - Eu transei com o Mario!

- Eu transei com o Mario! - Eu transei com o Mario!

- Voc� transou com o Mario? - Eu transei com o Mario! Sim.

Perfeito.

E o vestido?

Minha paquera funcionou, vou transar!

- O que houve? - Sei l�, nada.

Perdi a vontade.

O que voc� est� fazendo?

Quanto tempo voc�s ficaram juntos?

- Um bom tempo. - Quanto tempo?

Oito anos.

Por que acabou?

Porque ele queria algo mais.

Queria uma casa, uma fam�lia...

ter filhos.

Bem, � normal.

N�o, n�o � normal.

N�o se pode querer tudo, � coisa de gente ego�sta.

Existem limites. N�o d� para fingir que n�o existem.

Mas voc� quer um filho ou n�o?

Vamos fazer a entrega hoje.

Minha nossa! Parece uma pris�o, n�o um orfanato.

- Paolo, voc� tem certeza? - Sim, tenho.

Al�m do mais, j� estou ferrado mesmo.

N�o sabemos quem pode ser esse benfeitor.

Eles s� me pediram para entregar.

Mas n�s est�vamos precisando muito.

Acho que temos aquela cozinha h� mais de trinta anos.

- Ela teria muito o que contar. - Posso imaginar.

- � por aqui. - Por aqui.

Pode deixar que eu levo. Obrigado.

Mas como voc� cresceu!

Como voc� se chamava mesmo?

Oi.

Como voc� se chama?

Quer me dizer alguma coisa?

Voc� se casou?

Voc� n�o fala muito.

Quando era pequeno, voc� ficou em sil�ncio por anos.

N�s ficamos desesperadas.

Agora me deixe ir embora.

Agora chega! Deixe-me ir embora!

Quando achar� algu�m que cuide de voc�?

Mas voc� n�o se recorda de nada da sua m�e?

Das costas, quando ela estava indo embora.

Mas acho que � uma fantasia, pois eu era muito pequeno.

Me deixaram l� assim que eu nasci.

Eu deveria ter sido adotado. Por duas vezes quase deu certo,

mas depois nada aconteceu.

� estranho, as pessoas aparecem, pedem que os chame de pais

e depois voc� n�o os v� mais.

Depois eu fiz 18 anos e sai por conta pr�pria.

E voc� nunca mais a procurou?

N�o.

- N�o? - N�o.

Vamos para o sul.

- O que tem no sul? - Nada.

Perfeito!

Paolo! Acorde!

Temos que parar,

minha filha tomou posse da minha bexiga.

Ent�o encoste, assim trocamos de lugar.

Puta merda!

- Nada feito? - Acho que ficar� aqui.

Bem, podemos ir a p�, estamos perto.

- � mesmo? - Ou pegar um �nibus.

Voc� est� cansada?

Mimma.

- Quando voc� chegou? - Agora.

Vem c�.

- Como voc� est�? - Como est� vendo.

Ele � o Paolo.

- Prazer, Nunzia. - Prazer.

O que est�o comemorando?

A crisma da pequena. Venha, fique � vontade.

Oi, tia.

- V�! - Minha linda!

E o papai, onde est�?

Venha, Paolo.

Pode se trocar, se refrescar. Aqui tem camisa e cal�a limpa.

Sinto muito,

se tivessem avisado, ter�amos preparado tudo antes.

- N�o precisa se preocupar. - Venha, entre.

Aquele � o quarto, pode se trocar l�.

- N�s estaremos te esperando. - Obrigado.

Estes s�o os tios.

- Muito prazer. - Muito prazer.

Ele � o Paolo, um amigo da Mimma.

- Prazer. Franco. - Ol�, prazer.

- Minha esposa. - Prazer. Maria.

- Muito prazer. - Venha, Paolo.

Te apresento a raz�o da festa. Fortunata, querida, venha.

Ela � a minha neta, fez a crisma hoje.

- Oi, prazer. - Prazer.

E aqui est�o outros primos e amigos da fam�lia.

- Ele � o Paolo. - Oi, eu sou a Loredana.

- Ol�. - Prazer.

- � um amigo da Mimma. - Muito prazer.

- Paolo... - Ol�. Prazer.

- Voc�s s�o muitos. - Sim.

- E voc� � de onde? - De Turim.

- Turim? - Isso.

- O dia est� bonito, n�o? - Sim, est�.

Venha, querida. Vamos tirar uma foto!

Arrume o vestido, parece uma maltrapilha.

- Foi voc� que escolheu! - Venha, Domenica!

Luciana! Isabella, venham!

Todos em volta do bolo! Vamos tirar uma bela foto!

Venha tamb�m, Paolo! Venha, pode vir!

Venha. Fique no meio. Fique aqui no meio.

Est�o prontos? Sorriam.

- Falta a tia. - Verdade, sua tia.

Tia, voc� n�o vem? Por favor!

Venha, por favor!

Venha, Mimma. Ande logo!

Pare de enrolar.

Todos prontos?

Sorriam. Todos juntos, todos perto do bolo.

Sorriam.

Obrigado, pessoal.

- Parab�ns! - Parab�ns!

E ent�o, Mimma!

- Eu sabia! - � bonito, eu gosto. Mimma.

Chega!

N�o acredito.

Olha s� que coisas lindas!

N�o se constroem mais casas assim.

Basta um pouco de trabalho para colocar tudo em ordem.

Voc� vai ficar bem aqui.

Mas eu n�o posso ficar aqui.

Olhe para baixo.

Olhe para baixo, para baixo. Parado, sen�o vou te machucar!

- � terr�vel, o que � isso? - Vai me dizer que n�o sabe?

N�o acredito. � r�mel.

Calado! Eu sei que estou realizando seu grande sonho!

V� se ferrar!

Me deixe ver como ficou.

Bonito.

Por que voc� n�o quer ficar aqui?

Eu tamb�m ficarei.

- E as nossas vidas? - Podem ser vividas aqui.

Eu reformo a casa...

assim quando ela nascer, estar� tudo pronto.

N�o sei, � muito cedo, n�o quero pensar nisso.

Muito cedo? Em alguns meses ela nascer�.

Feche a boca.

- N�o aperte. - N�o apertar?

Isso a�.

Ela ser� uma linda garota.

Voc� ser� uma �tima m�e.

Vai ensinar muitas coisas para ela.

Principalmente se divertir porque divers�o � importante.

Voc� est� pronto?

- Segure. Veja que bonito. - Meu Deus!

E ent�o?

Bem...

- Ficou bonito, n�o? - Sim, claro.

Agora! N�o sou uma senhora

Uma com todas as estrelas Na vida

N�o sou uma senhora

Mas uma para quem A guerra nunca termina

Bom dia.

- Est� dormindo. - Quem?

A nen�m.

Aqui.

Devagar!

Vai acord�-la.

Mas voc� quer mesmo ficar aqui?

Quero.

Vai, Paolo, n�o seja cag�o!

Vamos entrar juntos.

Devagar. Bem devagar. S� um passinho.

Devagar.

Como �?

Gostoso.

- Chega? - Est� bom at� aqui.

Vamos dar outro passinho?

Agora se molhe. Entre na �gua.

Voc� precisa deitar. Eu te seguro, certo?

Vai.

Abaixe, s� precisa abaixar.

Veja como � raso, voc� est� de joelhos.

- Mas me segure. - Claro que vou segurar.

- Me segure! - Confie em mim!

- N�o se afaste. - Solte os bra�os.

N�o, n�o. Assim vamos cair. Agora vamos dar uma voltinha.

Feche a boca, sen�o vai engolir �gua.

Relaxe, pode se soltar. Solte-se, isso a�.

Sinta como o mar te embala. Est� sentindo?

Sim, claro.

Relaxe. Respire. Continue respirando.

- Est� sentindo? Ele te segura. - Estou sentindo.

- Relaxe. - Estou relaxado.

- Respire. - Estou respirando.

Agora vamos descer.

Des�a. Muito bem. Feche a boca.

Agora levante as pernas e bata bem forte! Um, dois.

- Forte, precisa fazer... - Mas me segure.

Eu estou te segurando. Vai!

Feche a boca e vai. Bata as pernas com for�a.

Vai, bata, pode bater forte. Mas tem que ser seguido.

- Vamos, Paolo. - Eu n�o consigo.

- Tente! - Eu n�o consigo!

Voc� estava indo bem.

Eu acho que voc� tem medo de saber nadar.

Papai.

- Como se chama sua m�e? - Eu n�o sei.

E como v�o chamar a nen�m?

It�lia, v�. Ela vai se chamar It�lia.

� bonito.

Afinal, sua m�e deve estar em algum lugar da It�lia, n�o?

E n�s a chamaremos de It�lia.

Ele n�o sabe jogar.

Mimma!

Venha at� a cozinha.

- A senhora bateu? - Sim.

Mas a senhora est� escolhendo as cartas. A� est�.

- Eu tenho sorte. - Sim, tem sorte.

- Voc� est� namorando? - E n�o queria contar?

M�e, por que me chamou?

Voc� conseguiu sair da cama. V� ajud�-las.

Vem c�.

- Este? - Sim.

Tia, seu cabelo est� lindo. Eu quero deixar o meu igual.

- E por que n�o deixa? - Pois n�o entrar� mais em casa.

Que cheiro bom!

Tia, n�o me diga que est� fazendo parmegiana?

Sim, estou, querida.

Que del�cia! Eu sempre estou com fome.

Estou com desejo de abacaxi.

Sua m�e sentia o mesmo desejo

quando estava gr�vida de voc�, n�o �?

� verdade, eu sempre queria comer abacaxi.

N�s n�o pod�amos comprar e fiquei nove meses com vontade.

�s vezes seu pai precisava amarrar minhas m�os.

N�o pense nisso, minha querida, continue cortando.

Eu te ajudo, assim ser� mais r�pido.

Est� dizendo que sou incompetente?

Todas n�s �ramos incompetentes.

V� dar uma olhada na panela.

Antes.

E depois tivemos que fazer tantas coisas que n�o quer�amos.

Voc� n�o quer que a nen�m tenha o que comer?

Quer lev�-la toda noite ao restaurante da capital?

Ou pode contratar uma empregada.

Mas n�o acho que possa se dar ao luxo,

voc� nem tem emprego.

No m�ximo poder� ser empregada de algu�m.

Eu tenho emprego.

Estou falando de emprego s�rio, minha querida.

Uma casa, um prato de comida tr�s vezes ao dia...

rem�dios, brinquedos...

roupas, pediatra...

S� Deus sabe quantas coisas uma crian�a precisa.

E quantas vezes ter� que tirar da sua boca e dar para ela.

E n�o pense que posso te ajudar, porque n�o posso.

Por isso farei como sempre, vou me virar sozinha.

Se este � o resultado...

Por acaso alguma vez voc� fez algo por mim?

- E quantas vezes tentei, Mimma? - Voc�?

Quantas vezes tentei te ajudar?

J� esqueceu dos problemas que voc� tinha?

Ou devo dizer dos problemas que ainda tem?

Eu n�o tenho problemas.

A �nica pessoa aqui que tem problemas � voc�.

Ent�o, se vamos falar sobre isso...

acho estranho que algu�m como voc� n�o tenha pensado

em achar uma solu��o para este problema,

quando ainda estava em tempo.

Mas agora voc� est� gr�vida, Mimma.

E deve ficar com essa crian�a.

Mia.

Mia!

O que aconteceu?

O que voc� esperava de algu�m como ela?

Eu s� lamento realmente por aquela pobre criatura.

Que com certeza viver� um inferno.

Ela fez o mesmo conosco.

Esque�a ela, querido.

Oi.

Obrigado por ter vindo.

Imagina, s�o s� 1300km.

Eu sinto muito pelo jeito como terminou entre n�s.

Eu errei.

N�o, voc� n�o errou.

Voc� ficou com medo, s� isso.

Sim.

Voc� viu em que pa�s vivemos? Como diabos far�amos?

Sim, mas n�s far�amos. N�s dar�amos um jeito.

Como est� o Valerio?

Est� bem.

�timo.

E voc�, como est�?

Eu fiz uma loucura.

Queria ser pai de fam�lia, bancar o h�tero.

Ela � sua filha, Paolo.

Pela primeira vez eu enxerguei um futuro.

Voc� acha que sou louco?

Vamos embora.

Venha, vou te levar para casa.

Mas voc� quer um filho ou n�o?

N�o � quest�o de querer ou n�o querer.

� a natureza.

E na natureza um homem e uma mulher podem fazer filhos?

Podem.

E dois homens? N�o.

Se a natureza quisesse, teria nos permitido.

Por que for��-la?

Correr�amos o risco de contrariar a natureza.

E Nossa Senhora?

Nossa Senhora contrariou a natureza?

Voc� diz coisas horr�veis.

Por que horr�veis?

Porque diariamente a natureza faz muitos milagres.

Olhe s� para mim, eu sou um milagre.

Voc� � uma desgra�a.

Al�?

A m�e foi levada ao hospital na noite retrasada

por um senhor que n�o se apresentou.

Ela tinha consumido subst�ncias ilegais

e estava desmaiada.

A placenta descolou e os m�dicos a induziram ao parto.

A nen�m est� bem.

A m�e foi embora em seguida e n�o quis nem conhec�-la.

- Por que a deixaram partir? - � a lei. Por sorte ela existe.

Sabe quantos beb�s nasciam por a� antes da lei?

E quem sabe o que acontecia com eles.

Ela declarou que voc� � o pai biol�gico da nen�m.

Ela nos passou seu contato e disse que voc� viria na hora.

N�s s� te contatamos porque � o protocolo.

Voc� n�o tem responsabilidade se n�o tiver nada com isso.

Tudo isso � mentira, Sr. Guerrisi?

Voc�s fizeram bem em me contatar.

Ent�o quer reconhec�-la?

Naturalmente pode pedir um exame...

Posso v�-la?

Se n�o � um dos pais,

deve esperar o hor�rio de visita.

E ainda assim s� poder� v�-la atrav�s do vidro.

Mas afinal, voc� � ou n�o � o pai?

- Voc� � o pai da It�lia? - Sou.

Ela � a sua cara.

Voc� est� pronto?

Estou.

Ela � linda.

�s vezes penso que n�o teremos um futuro f�cil.

Que as pessoas n�o nos aceitar�o.

E que te machucar�o para me atingirem.

Mas depois penso que todo pai teme

que algu�m possa machucar sua pr�pria filha.

� algo normal.

Voc� � um pequeno milagre

e todo milagre, por defini��o,

contraria a natureza.

O PAI DE IT�LIA

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