All language subtitles for Food Choices 2016

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian Download
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian Download
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

CONSULTE O SEU M�DICO ANTES DE FAZER ALTERA��ES NA SUA DIETA.

"O MAIOR OBST�CULO PARA A DESCOBERTA N�O � A IGNOR�NCIA,

� A ILUS�O DO CONHECIMENTO."

O nosso planeta enfrenta muitos problemas.

Mas, em algumas partes do mundo, vive-se numa �poca de consumo excessivo,

abund�ncia de comida e uma �nsia de estar em forma e saud�vel.

O supermercado transborda com op��es.

Mas, apesar disso, somos mal informados quanto � nutri��o

e facilmente vulner�veis � desinforma��o.

Slogans pouco fi�veis, promessas de sa�de imprecisas

e embalagens coloridas e tentadoras

est�o a atafulhar a nossa rela��o com a comida e a p�r em risco o bem-estar.

Somos bombardeados por informa��o contradit�ria

sobre comida, dietas e suplementos.

Ent�o, como podemos saber o que � melhor para n�s?

Que alimentos melhoram a sa�de e quais os que podem provocar doen�as?

Debati-me com estas quest�es durante muito tempo.

E tem sido um desafio encontrar uma dieta

que me ajudasse a atingir os meus objetivos de sa�de.

Depois de tentar v�rias dietas ioi� ao longo dos anos,

decidi mudar o meu estilo de vida,

incorporando simplesmente muitos alimentos � base de plantas na minha dieta.

At� agora, tem funcionado para mim.

Perdi 23 quilos, controlei a tens�o arterial,

o a��car no sangue e o colesterol

e, no geral, sentia-me muito bem.

Mas era um trabalho em curso

e continuava a ter muitas perguntas e preocupa��es

sobre nutri��o e a levar este estilo de vida com base nas plantas a longo prazo.

Sobretudo agora, com uma recente adi��o � nossa fam�lia,

achei que precisava mesmo de encontrar respostas.

Decidi fazer uma viagem em busca da verdade

e para descobrir muitos dos mitos que cercam a comida.

Durante tr�s anos, viajei pelo pa�s

e entrevistei as autoridades mundiais de topo sobre o assunto,

assim como pessoas que tinham tido

benef�cios transformadores de vida incr�veis atrav�s da alimenta��o saud�vel.

Tudo para explorar a ideia de qual � a mais saud�vel

e mais sustent�vel dieta para n�s,

para as gera��es futuras e para o nosso planeta.

Portanto, juntem-se a mim nesta viagem de descobertas chocantes

e apertem os cintos, porque o que est�o prestes a descobrir

pode mudar para sempre a forma como olham para a comida no vosso prato.

QUAL � A MELHOR DIETA PARA A ESP�CIE HUMANA?

PERITA EM DIETA FUNDADORA DO WELLNESS FORUM

H� muitas opini�es diferentes sobre isso

e h� uma fa��o que insiste que h� dietas diferentes

para pessoas diferentes.

Mas eu acho que as evid�ncias s�o bastante claras de que isso n�o � verdade

e que h� mesmo uma dieta adequada para os humanos,

tal como h� uma dieta melhor para os gatos, os c�es, os elefantes

e qualquer outro animal.

E a melhor dieta para os humanos � uma dieta baseada em plantas.

Quase todas as calorias vindas de quatro grupos de alimentos principais:

fruta, legumes, cereais integrais e leguminosas.

� baixo em gordura, alto em fibra.

N�o muita comida processada, nenhuma seria �timo,

mas, no mundo de hoje, n�o sei se isso � muito realista.

O que vimos na nutri��o durante muitos anos...

PROFESSOR EM�RITO DE BIOQU�MICA NUTRICIONAL

NA UNIVERSIDADE CORNELL AUTOR DO ESTUDO DA CHINA

... devo dizer, foi muita confus�o.

Inquirem-se pessoas fora da ci�ncia,

pergunta-se-lhes o que pensam que � a nutri��o.

Ouve-se todo o tipo de coment�rios.

"Como isto, como aquilo, isto � bom e isto n�o � bom."

Tamb�m h� confus�o nas profiss�es.

Os m�dicos n�o s�o treinados neste campo.

E h� confus�o no meu pr�prio campo.

Na investiga��o biom�dica.

N�o temos oportunidade de contar

a verdadeira ci�ncia da forma como devia ser contada.

Porque somos avassalados

pelo setor empresarial a tentar vender coisas.

REALIZADOR E DEFENSOR DO BEM-ESTAR

Vivemos em tempos extremos

em que 27 % das pessoas morrem de doen�as do cora��o,

25 % de cancro, 10 % de enfarte,

quatro ou cinco por cento de diabetes

e o mesmo n�mero de Alzheimer.

Em muitos casos, estas s�o

doen�as de ignor�ncia nutricional

e doen�as que s�o baseadas nas nossas escolhas de estilo de vida.

H� muitas teorias de dietas diferentes por a�,

mas acho que h� um facto irrefut�vel.

Fazer uma dieta rica em alimentos � base de plantas

� mesmo uma �tima forma de ficarmos de boa sa�de.

PERSONALIDADE DE TV E PERITA EM ECO-LIFESTYLE

Para todo o lado onde vou no mundo,

n�o conheci uma �nica pessoa

que n�o saiba que a fruta e os legumes s�o bons para ela.

Todos n�s sabemos isso.

N�o tem a ver com saber, mas com fazer.

Houve tempos em que n�o havia doen�as card�acas...

M�DICO, PERITO EM NUTRI��O E AUTOR: A SOLU��O DO AMIDO

... cancro do c�lon, cancro da mama, esclerose m�ltipla,

artrite inflamat�ria.

Claro que, hoje em dia, na �sia, no M�dio Oriente,

na Am�rica Central, por todo o mundo, as pessoas ficaram ricas.

Abriram m�o de muito do seu amido

e substitu�ram-no por carne e latic�nios.

Ao longo a hist�ria, as pessoas ricas, a realeza,

os fara�s, as rainhas, os reis,

os sacerdotes, as sacerdotisas,

as pessoas que tinham dinheiro para comer carne,

tinham doen�as arteriais, obesidade, estavam doentes.

N�o mudou nada exceto o n�mero de reis e rainhas a viver no mundo.

Estava sempre a vir-me � cabe�a uma pergunta.

Se os vegetais s�o t�o bons para n�s

e o consumo de produtos animais em excesso parece fazer-nos mal,

ent�o, como � que os povos antigos

que sobreviviam com dietas � base sobretudo de carne, ovos e latic�nios

pareciam ser saud�veis?

Afinal de contas, n�o �ramos conhecidos como ca�adores-recoletores?

Todas as grandes povoa��es de pessoas bem-sucedidas

obtinham o grosso das calorias atrav�s do amido: arroz, milho, batatas

e outros amidos, p�es e por a� fora.

Sobretudo quando se vive perto do Equador,

ao andarmos para norte e para sul em latitude,

acabamos por comer mais alimentos de origem animal.

E se formos bem para norte, como, por exemplo, os esquim�s Inuit,

eles s�o largamente carn�voros,

porque � isso que t�m dispon�vel.

Mas essa � uma povoa��o pequena de pessoas

que existe nos extremos do ambiente.

Essa � a exce��o e n�o a regra.

Torn�mo-nos a esp�cie mais bem-sucedida do planeta.

Ningu�m chega sequer perto de n�s.

Partilhamo-lo com animais, insetos, micr�bios, plantas,

mas somos a n�mero um.

A forma como cheg�mos ao primeiro lugar teve tudo a ver com sobreviv�ncia.

Vemos a cores, creio eu, porque as frutas e os legumes s�o coloridos.

A nossa m�o � perfeitamente desenhada para apanhar,

forjar, agarrar, cavar, descascar e dar-nos a comer

frutas e vegetais, frutos secos, feij�es e sementes,

alimentos vegetais, comida feita pela M�e Natureza.

A ideia de que somos ca�adores-recoletores

� verdadeira, n�s somos ca�adores-recoletores.

Mas temos sido, maioritariamente, recoletores.

Um dos problemas tem a ver com o sexismo.

Tem a ver com o facto de os recoletores

serem av�s, mulheres e crian�as.

Os ca�adores eram homens e ficaram com a gl�ria.

As pessoas que realmente forneciam o grosso das calorias,

para a maioria das civiliza��es,

ao longo de toda a hist�ria humana verific�vel,

eram as mulheres, as crian�as e os av�s.

Mesmo quando comecei a considerar a ideia de uma dieta maioritariamente vegetal,

ainda me assolavam muitas perguntas.

Como seria capaz de viver sem alimentos de origem animal?

N�o queria ficar com uma car�ncia de nutrientes.

E coisas como prote�na, c�lcio e �mega-3?

Na minha cabe�a, sempre associei estes nutrientes a alimentos de origem animal.

Tinha de descobrir se eram preocupa��es v�lidas ou simples mitos.

"A MELHOR DIETA � AQUELA QUE N�O SABEMOS QUE ESTAMOS A FAZER."

M�DICO, PERITO EM NUTRI��O E AUTOR FUNDADOR DA NUTRITIONFACTS.ORG

� quase imposs�vel conceber uma dieta deficiente em prote�na,

contemplando uma s�rie de vegetais integrais.

O que as pessoas t�m de saber

� que nunca houve um caso de car�ncia proteica

descrito na literatura mundial, em nenhuma dieta natural,

que tivesse a quantidade suficiente de calorias.

Em 1839, quando a prote�na foi descoberta,

tinha uma rever�ncia incr�vel associada a ela

e ganhou tra��o.

Mas as evid�ncias s�o muito claras

de que os humanos n�o precisam de comer muita prote�na

e, quando o fazem, isso resulta em muitos problemas de sa�de.

As necessidades humanas de prote�na s�o s� uma pequena percentagem de calorias,

talvez dois e meio, tr�s por cento das calorias.

Se comerem os alimentos vegetais com menos prote�na do reino vegetal,

que seriam alimentos como o arroz, est�o com oito ou nove por cento de prote�na.

Portanto, n�o v�o ter car�ncia de prote�na.

Mas os promotores das dietas com baixo teor de hidratos de carbono,

os promotores das bebidas desportivas,

das barritas e desse tipo de coisas todas

insistem e publicitam ao p�blico que tem mesmo de ingerir mais prote�na.

Simplesmente n�o � verdade.

Em termos pr�ticos, na realidade, da forma como n�s, humanos, funcionamos,

conseguimos n�veis ideais de prote�na se s� a ingerirmos atrav�s de vegetais.

Quando consumimos alimentos animais para obter essa prote�na,

o que estamos realmente a fazer

� a deslocar o consumo desses alimentos que importam.

E os alimentos que importam s�o os vegetais.

A quantidade de prote�na animal que comemos � que � o problema.

Na China rural, nas popula��es japonesas

e em s�tios mais saud�veis do mundo,

as pessoas comem um pouco de prote�na animal,

mas, por motivos econ�micos, � mesmo muito pouco.

Usam um bocadinho de carne.

Cortam-no e isso tempera o prato para oito pessoas.

Aqui, neste pa�s, comemos um naco de carne gigantesco,

pomo-lo no prato com um bocado min�sculo de legumes

e chamamos a isso uma refei��o.

O problema � que, quando se come demasiada prote�na de que tipo for,

pomos stress nos nossos rins, no nosso f�gado

e, quando � prote�na animal, aumentamos o risco de cancro.

Vemos que o cancro est� geograficamente distribu�do.

Quanto mais alimentos animais uma sociedade consome,

mais cancro, mais doen�as card�acas se tem.

CHEFE, AUTORA E DEFENSORA DO BEM-ESTAR

� incr�vel que todos os animais que escolhemos comer neste pa�s

para obter prote�na e c�lcio sejam animais vegetarianos.

Onde est� a l�gica disso?

E gosto sempre de vos lembrar, quando est�o a comer o vosso lixo,

nunca perguntam: "Onde vou buscar a prote�na e o c�lcio?"

S� quando entram no mundo saud�vel

� que, de repente, ficam preocupados com o s�tio de onde vem.

ATLETA DE ULTRA RESIST�NCIA � BASE DE PLANTAS

Estamos num impulso incr�vel da prote�na.

Em todo o lado, a mensagem � clara. Prote�na.

� a ideia de que precisamos de quantidades enormes de prote�na

para simplesmente inspirar e expirar ar dos pulm�es

e para se ser saud�vel ou para se ter um bom desempenho como atleta.

CAMPE� MUNDIAL DO TRIATLO ULTRAMAN

Antes de fazer esta mudan�a na dieta, a minha estrat�gia principal num dia

era ver quantos gramas de prote�na eu conseguia ingerir.

Esses eram os �nicos c�lculos que eu fazia.

N�o contava calorias, n�o contava nada.

S� estava a tentar inserir

quantidades exorbitantes de gramas de prote�na no meu dia.

S� porque h� gramas de prote�na no conte�do nutricional de algo,

n�o significa que o nosso corpo consiga processar esses gramas todos.

A prote�na faz mais algumas coisas.

Eleva os n�veis de colesterol no sangue,

coisa que a maioria das pessoas n�o sabe.

Mas essa ideia tem uns 100 anos.

E foi repetida v�rias vezes, mas foi sempre ignorada.

A prote�na animal d� in�cio � doen�a card�aca.

Aumenta coisas como a produ��o dos chamados radicais livres,

que s�o aquelas mol�culas altamente reativas que estimulam o envelhecimento,

e encoraja a forma��o de cancro.

Tamb�m estimula a produ��o do tipo errado de hormonas.

Tende a aumentar o n�vel de estrog�nio, por exemplo, nas mulheres,

que, por sua vez, est� ligado ao cancro da mama.

Muda a microflora do nosso intestino

quando consumimos demasiada prote�na.

Faz estas coisas todas.

H� montes de coisas com que temos de nos preocupar na dieta americana.

Fibra. 97 % dos americanos n�o atinge o consumo m�nimo di�rio de fibra.

98 % dos americanos n�o atinge o consumo m�nimo di�rio de pot�ssio.

Os nutrientes que preocupam a maioria dos americanos

s�o os que se encontram em alimentos de origem vegetal.

Sobretudo fruta e legumes

e aqueles que estamos a ingerir em demasia, em excesso,

sejam calorias, s�dio, colesterol, gordura saturada,

encontram-se em alimentos processados e em comida de origem animal em geral.

Muitas pessoas decidem que querem melhorar a sua sa�de

mantendo-se afastados da carne vermelha.

Em vez disso, come�am a consumir mais carnes brancas

como frango, peru e peixe.

Sempre me perguntei se certos tipos de carnes

eram mesmo melhores do que outros.

As pessoas acham que v�o ser saud�veis

deixando a carne vermelha e passando a comer aves e peixe.

Parem e pensem nisto por um minuto.

O que s�o carne, aves e peixe?

S�o m�sculos de animais.

O OSSO SUPORTA OS M�SCULOS

Num caso, t�m de mexer um membro,

noutro caso, batem uma asa,

no outro caso, abanam uma cauda.

S�o iguais.

Alto teor de gordura, alto teor de prote�na,

alto teor de colesterol, nenhuma fibra,

no topo da cadeia alimentar, portanto, altamente polu�dos.

Do ponto de vista do efeito da prote�na e da gordura nesses alimentos

e do efeito deles na sa�de, na verdade, n�o importa.

� dependente da dose e n�o do tipo.

Portanto, o peixe n�o � mais saud�vel.

Em muitos casos, tem mais gordura do que o frango e o porco.

Mas tamb�m h� outros problemas com o peixe.

No mar, h� toda uma hierarquia

de coisas a comerem coisas, que comem coisas, que comem coisas.

Ent�o, concentram-se todos os poluentes do mar,

incluindo merc�rio, em peixes como o atum,

que s�o alguns dos preferidos que gostamos de comer.

AVALIA��O DAS CONCENTRA��ES DE MERC�RIO EM TR�S MARCAS DE ATUM EM LATA

O peixe n�o � mais saud�vel.

N�o se enganem a pensar que, se comerem peixe ou frango,

podem comer mais.

Porque uma coisa em comum nestas popula��es saud�veis pelo mundo

que comem um pouco de alimentos animais, seja qual for o tipo que escolhem,

� mesmo uma percentagem min�scula do que est�o a comer na dieta.

Portanto, o peixe n�o tem livre-tr�nsito.

Os cardiologistas andam a dizer a muita gente

para comer peixe ou para tomar �leo de peixe.

Isso � outra coisa.

Com os cardiologistas que dizem isso, se fizer isso,

vai aumentar o seu colesterol HDL.

E aqui est� o problema disso.

A prop�sito, � verdade.

N�o faz diferen�a nenhuma.

Os estudos s�o muito claros a indicar que nas popula��es

com muito baixa incid�ncia de doen�as card�acas, o colesterol total,

o colesterol LDL e o HDL s�o muit�ssimo baixos.

Portanto, essa � a raz�o errada para comer peixe,

ou para tomar c�psulas de �leo de peixe, vai aumentar o vosso colesterol HDL.

Tratem de p�r todo o colesterol baixo.

Desde mi�do que sempre ouvi que o leite era um alimento muito importante

e eu consumia-o muito.

Tamb�m adorava todo o tipo de produtos l�cteos:

queijos, manteigas, gelados, iogurtes.

Tudo o que imaginarem, eu comia tudo.

Demorei muitos anos a come�ar a perceber

que talvez isso n�o fosse muito boa ideia.

Mas mesmo assim, perguntava-me.

E o c�lcio?

Conseguiria obter o suficiente a partir das plantas?

Temos muito c�lcio nos latic�nios.

Mas nunca foi um problema ter c�lcio muito baixo numa dieta.

Uma laranja tem 110 miligramas de c�lcio.

Se estamos a tentar ingerir 1500 miligramas por dia,

isso n�o parece muito,

mas quando s� estamos a tentar ingerir 500,

parece muito bom como percentagem do nosso consumo di�rio.

O leite � um alimento saud�vel...

... para bezerros,

para vacas beb�s.

O leite � para beb�s, literalmente.

Somos a �nica esp�cie que bebe leite de outra esp�cie

e a �nica esp�cie que bebe leite depois de se tornar adulta.

Porque est� o leite ligado, por exemplo, ao aumento do risco de cancro da pr�stata?

Bem, o que � o leite?

O leite � uma mistura de hormonas de crescimento para um animal bovino,

que est� sujeito a predadores na savana africana,

aumentar de peso

em poucos meses, porque n�o querem ser comidos por um le�o.

E, portanto, � criado como um alimento de crescimento para um crescimento r�pido,

o que � �timo se for uma vaca beb�,

mas se for uma pessoa adulta,

essas hormonas de crescimento a mais n�o s�o uma coisa boa.

Uma das coisas mais dif�ceis de as pessoas abdicarem s�o os latic�nios

e, �s vezes, s�o muito resistentes a isso.

Ent�o, uma das coisas que digo �s pessoas �:

"Porque n�o olham para as evid�ncias e depois decidem?"

Porque sempre disse que assumir o controlo da nossa sa�de

n�o � fazer o que eu digo em vez do que as outras pessoas dizem.

Assumir o controlo da nossa sa�de � olhar para a informa��o

e fazer uma escolha consciente acerca do que queremos fazer.

Descrevo os latic�nios como carne l�quida.

MUITA GORDURA - MUITO COLESTEROL SEM FIBRA

S�o basicamente como carne vermelha. Altos em gordura, colesterol e sem fibra.

Na verdade, podem ser pior do que a carne.

A case�na que usam para ligar o queijo est� cheia de qu�micos.

Os qu�micos s�o t�o viciantes como a hero�na,

mas n�o temos quatro est�magos como um bezerro

e, infelizmente, est� em tudo.

P�em secre��es de vaca, sei que t�m outros nomes para isso,

latic�nios, manteiga, gelado, queijo.

Mas � leite materno de uma vaca.

A �nica raz�o pela qual as pessoas acham que precisamos de mais c�lcio

� porque, h� duas d�cadas, os cientistas

subiram a fasquia relativamente � quantidade de c�lcio de que precisamos.

Isso, por sua vez, foi influenciado pela ind�stria dos latic�nios.

O que est�o a dizer, na verdade, �: "N�o estamos a beber leite que chegue."

Porque � isso que a ind�stria de latic�nios quer que digamos.

Quando, na realidade, se olharmos para a rela��o

entre quanto c�lcio as pessoas consomem em sociedades diferentes

e a forma como se relaciona, digamos, com a osteoporose, a doen�a dos ossos,

quanto maior o consumo de c�lcio, maior o risco de osteoporose.

Consumo de leite e risco de mortalidade e fraturas nas mulheres e homens: estudos

Ningu�m quer ouvir isso.

Mas � isso que os dados mostram.

"H� TR�S COISAS QUE N�O PODEM FICAR ESCONDIDAS MUITO TEMPO:

O SOL, A LUA E A VERDADE." BUDA

O que acontece dentro de um ovo durante a incuba��o?

Depois de uma semana, o olho aparece claramente no embri�o

como primeiro �rg�o externo a desenvolver-se.

A gesta��o est� muito mais avan�ada aos dez dias.

O contorno do pinto � mais pronunciado � medida que outros �rg�os de formam.

Aos 14 dias, consegue ver-se a forma do pintainho.

O conte�do do ovo d� alimento durante o per�odo de incuba��o.

A maioria das pessoas n�o consegue imaginar o dia sem ovos.

� a op��o preferida de pequeno-almo�o � volta do mundo.

E os ovos entram em todo o lado: em p�es, bolos, doces, molhos

e at� em bebidas.

Os ovos desempenharam um papel importante

na nutri��o e sobreviv�ncia dos nossos antepassados forrageadores.

No geral, os ovos s�o vistos como um alimento saud�vel,

ricos em prote�nas, minerais e gorduras.

Mas, no mundo de hoje, ser�o os ovos um bom alimento?

Consumo de Ovos e Risco de Diabetes Tipo 2 nos Dois Sexos

Fiquei chocado ao descobrir a quantidade crescente de provas cient�ficas

que demonstram que os ovos, sobretudo os ovos comerciais,

podem n�o ser o alimento saud�vel que todos pens�vamos que era.

Os ovos s�o a fonte mais concentrada de colesterol alimentar

na dieta de uma pessoa comum.

O colesterol alimentar pode levar a um aumento do n�vel de colesterol no sangue,

que � o principal fator de risco

para a principal causa de morte de homens e mulheres, as doen�as card�acas.

PEDIATRA E PROFISSIONAL DE MEDICINA INTEGRATIVA

Os ovos t�m o mesmo problema que os latic�nios,

porque os ovos comerciais

s�o de galinhas criadas comercialmente.

Se soubessem como elas s�o criadas,

� horr�vel, nem se aproximariam deles.

� nojento, mas al�m da repugn�ncia,

d�o antibi�ticos �s galinhas comerciais para as tornarem maiores.

Torna-as maiores, a cefalosporina, para ser exata.

D�o-lhes ra��o que, normalmente, tem milho e soja

geneticamente modificados, portanto, toxina BT, milho,

milho Roundup Ready, soja Roundup Ready.

Isso est� a afetar as bact�rias e o microbioma das galinhas

e, depois, o nosso, porque o estamos a ingerir.

� bioacumulativo.

Um ovo de galinha comercial tem sobretudo �mega-6.

N�o � �mega-3, portanto, � um perfil polinsaturado horr�vel

e esse � o menor dos problemas.

Porque, como eu disse, temos os res�duos

do glifosato, da toxina BT e dos pesticidas.

Os nutrientes seguintes na minha lista eram os �cidos gordos �mega-3.

Quem n�o ouviu falar nas c�psulas de �leo de peixe

e dos seus supostamente grandes benef�cios para a sa�de?

Parece haver muita controv�rsia sobre este t�pico.

Estava curioso por descobrir que quantidade destas gorduras

precisamos para nos mantermos saud�veis

e como se podiam conseguir se n�o com�ssemos peixe.

Muitas destas modas alimentares tontas tornam-se uma ind�stria.

H� muito dinheiro a ganhar,

a fazer produtos que os satisfa�am e esse tipo de coisa.

E estou convencida de que � o que acontece com o �mega-3.

Muito bem, eis o que acontece.

H� dois �cidos gordos essenciais.

O �mega-3 e o �mega-6.

Todos os outros s�o sintetizados pelo nosso corpo.

Essenciais significa que t�m de vir da alimenta��o.

Encontramos �cidos gordos �mega-3

em alimentos como o marisco, as nozes, as sementes de linha�a, alguma soja.

FONTES DE �CIDOS GORDOS �MEGA 3

Depois encontramos �cidos gordos �mega-6 em animais terrestres, frango, porco, vaca

e em �leos vegetais polinsaturados.

FONTES DE �CIDOS GORDOS �MEGA 6

Est�o a ver qual � o nosso problema.

Comemos muitos �cidos gordos �mega-6.

Na verdade, a propor��o de �cidos gordos �mega-3 para �mega-6

costumava ser entre um para um e um para quatro.

Sabem qual � hoje?

Entre um para 25 e um para 30.

Isto levou muita gente a dizer: "Meu Deus, isto est� fora de controlo.

O �mega-6 est� c� em cima e o �mega-3 est� c� em baixo.

Talvez dev�ssemos tomar comprimidos de �cidos gordos �mega-3,

comprimidos de �leo de peixe e encorajar a ingest�o de peixe para que o �mega-3

volte a subir para a propor��o a que est�vamos acostumados."

N�o h� provas de que funcione.

Na verdade, uma grande meta-an�lise, que observou 89 estudos,

mostrou que n�o fazia diferen�a nos resultados de sa�de,

mas, al�m disso,

n�o seria melhor baixar o �cido gordo �mega-6 na dieta?

Parem de comer esses animais terrestres todos.

Parem de consumir esse �leo vegetal todo

e a propor��o volta ao normal.

N�o nos suplementemos com �mega-3.

Vamos diminuir o �mega-6 e acabaremos onde temos de estar.

N�o se ganha dinheiro com a diminui��o do �mega-6.

Ganha-se muito dinheiro a vender comprimidos de �mega-3 �s pessoas

e a faz�-las comer peixe.

Na verdade, quando tomam um suplemento de �mega-3...

Agora temos provas bastante fortes,

que resumem muitos estudos.

Quanto maior � o uso de �mega-3,

maior � o risco de diabetes tipo 2.

E tamb�m h� evid�ncias de que o cancro tamb�m sobe.

Faz exatamente o oposto do que as pessoas pensam que faz.

� nojento.

� uma daquelas coisas rid�culas.

No in�cio, havia dados que sugeriam que poderia ser ben�fico,

mas, agora, a maioria das provas mostram que o �leo de peixe � in�til.

H� uma ind�stria de milhares de milh�es de d�lares

que, basicamente, est� a vender �s pessoas �leo de peixe como banha da cobra.

Para muitos homens, ter uma dieta rica em carne

� visto como um reflexo da sua masculinidade

e � associado a ser forte e m�sculo.

Achei o mesmo grande parte da minha vida.

Por isso, fiquei muito surpreendido ao descobrir estudos

que mostravam que dietas dessas

podiam ter o efeito contr�rio a longo prazo.

C� est�o eles a comer a carne que vai fazer deles mach�es, certo?

Tem o efeito oposto.

N�o � muito mach�o ter uma disfun��o er�til.

Est� ligado � circula��o do sangue.

At� dizem isso nos an�ncios do Cialis e do Viagra.

CANTOR DE PUNK ROCK E AUTOR � BASE DE PLANTAS

Se temos as art�rias entupidas com queijo, latic�nios, carne,

bacon e essa treta toda,

qual � a veia principal?

V� l�, � simples ci�ncia, p�.

� inquestion�vel que os homens acham que t�m de comer muita prote�na

e que fazer uma dieta � base de vegetais pode n�o ser muito masculino.

Mas digo-vos o que realmente n�o � masculino,

a disfun��o er�til.

Se querem ser viris, se querem ter uma vida masculina fant�stica,

fa�am uma dieta � base de vegetais.

H� muitas provas de que a disfun��o er�til

�, em muitos casos, causada pela dieta.

E o motivo � que, se t�m doen�a arterial coron�ria

numa zona do corpo, t�m-na em todo o lado.

Ent�o, aqueles vasos sangu�neos min�sculos que conduzem ao p�nis

s�o dos primeiros a ser afetados.

Portanto, a disfun��o er�til tem sido referida

como o sinal de alerta.

� o sinal de que algo est� muito mal

e � preciso trat�-lo.

Nessa fase, � muito mais trat�vel

do que se j� teve o ataque card�aco, ou o enfarte,

ou se j� aconteceu algo muito grave.

A obesidade est� ligada a mais de 60 doen�as cr�nicas

e � do conhecimento geral que h� uma epidemia de obesidade no mundo.

Hoje, dois ter�os dos adultos

e quase um ter�o das crian�as na Am�rica debatem-se com ela.

Parece que, nos �ltimos 30 anos,

as cinturas humanas simplesmente aumentaram desmesuradamente.

E se as taxas de obesidade permanecerem consistentes,

em 2030, 51 % da popula��o americana pode, potencialmente, ser obesa.

No que diz respeito a fazer dieta ou a perder peso,

as pessoas adotam duas abordagens que n�o funcionam a longo prazo.

Portanto, claro que dizem que as dietas n�o funcionam.

Uma abordagem � tentarem passar fome

e estarem sempre cheias de fome.

Estas s�o dietas que controlam as por��es, dietas t�picas que as pessoas seguem.

N�o funcionam, porque estamos sempre com fome,

n�o conseguimos tolerar esse tipo de dor.

A alternativa s�o as dietas para "p�r-nos doentes a n�s mesmos"

e essas s�o as dietas altas em prote�na, gordura e poucos hidratos de carbono.

Nas �ltimas d�cadas,

houve uma explos�o de dietas comerciais nos EUA,

a maioria delas � volta da ideia

de que comer poucos hidratos de carbono e muita prote�na animal

ajuda a perder peso.

Orquestrado por campanhas de publicidade engenhosas de milh�es de d�lares

e com o apoio de celebridades.

Assim, hoje, a maioria das pessoas associa os hidratos ao aumento de peso.

Durante muitos anos, esforcei-me muito para reduzir os hidratos de carbono

sem resultados a longo prazo

e sem perceber totalmente por que o estava a fazer.

Queria descobrir o que a ci�ncia mais atual

tinha a dizer quanto a estas dietas pobres em hidratos de carbono.

O Rob Atkins, h� uns anos, em 1973, publicou o seu primeiro livro,

no qual defendia que o problema n�o � a gordura,

n�o � a prote�na, mas sobretudo a gordura.

Disse que o problema n�o � esse.

O problema � consumirmos demasiados hidratos de carbono.

E frisou esse argumento.

Dev�amos estar a fazer uma dieta pobre em hidratos de carbono.

E depois, muitas outras pessoas escreveram a mesma coisa.

A dieta de South Beach � s� uma imita��o,

na sua maioria, da dieta Atkins.

A dieta da Zona �, basicamente, uma imita��o com um nome diferente.

A dieta do tipo sangu�neo, em muitos aspetos, tamb�m � uma imita��o.

Boas Calorias M�s Calorias, de Gary Taubes, a mesma coisa.

At� o Michael Pollan, devo dizer, com o dilema omn�voro.

E a dieta Paleo, hoje, � uma imita��o.

Falsifica��es e fraudes nas dietas

Podem dar-lhes nomes diferentes,

podem tentar dar tipos diferentes de argumentos para ser o correto,

mas est�o todos errados.

Toda a gente quer ouvir boas not�cias acerca dos seus maus h�bitos.

Quando se diz �s pessoas que podem comer a lagosta toda que quiserem,

que podem comer bife e ovos

e alguns incluem latic�nios, outros n�o incluem,

mas isso soa bem �s pessoas, porque parece menos restritivo.

Isto � escrito por pessoas, devo dizer-vos,

que n�o t�m experi�ncia neste campo da investiga��o em nutri��o, ponto final.

A maioria deles nunca publicou um �nico artigo na literatura cient�fica.

Algumas das pessoas que falam em dietas pobres em hidratos

s�o pouco melhores do que jornalistas

e n�o � para diminuir as suas capacidades de investigar coisas,

mas n�o podem, nem t�m a capacidade para avaliar informa��o cient�fica.

As dietas pobres em hidratos p�em-nos doentes.

E, consequentemente, o corpo todo fica doente

com doen�a arterial, les�es renais, les�es hep�ticas e por a� fora.

Aumentam a mortalidade

e isso foi mostrado repetidamente em estudos importantes.

Mas tamb�m nos p�em doentes de forma a perdermos o apetite.

Quem faz a dieta diz: "Finalmente encontrei."

Depois, entra em cetose, perdeu o apetite.

Consequentemente, consegue manter-se

sem estar sempre a pensar em comida.

Porque est� doente.

Estas dietas s�o perigosas

e as pessoas n�o devem faz�-las.

As maiores mentiras do mundo

s�o aquelas que t�m um pouco de verdade.

Todos sabemos isso. � uma �tima t�tica.

� verdade, eu concordo que devemos reduzir

os hidratos de carbono simples.

Isso est� fora do contexto para o todo.

A��car, farinha branca.

Isso faz sentido.

Nesse sentido, h� um pouco de verdade.

Mas nem sempre salientam isso.

S� dizem pobre em hidratos de carbono.

Ou�am, esque�am o que gostam e o que n�o gostam.

Pensem em qual � o vosso objetivo.

Vamos reconhecer que todos gostamos de comer comida de pl�stico.

Se hoje me puser chocolate � frente, eu vou comer um bocado,

mas isso n�o conduz � sa�de.

Conheci pessoalmente v�rias pessoas

que experimentaram benef�cios incr�veis de cura e de sa�de

depois de adotarem uma dieta � base de vegetais, incluindo eu pr�prio.

Mas, ao mesmo tempo, tamb�m tinha conhecido outras

que ainda estavam a ter problemas de sa�de,

ou que se debatiam com o seu peso,

depois de adotarem este estilo de vida. Algumas h� j� muitos anos.

Portanto, fez-me perguntar.

Haveria uma falha nesta dieta?

O primeiro vegetariano que conheci bem, h� uns 40 anos, na verdade, era vegano.

Era um vegetariano muito r�gido.

Ele vivia � base de Coca-Cola e batatas fritas.

Era gordo, gorduroso e doente.

Ser vegetariano n�o significa nada para mim.

90 % dos vegetarianos ainda consomem latic�nios. 90 %.

E, �s vezes, tamb�m consomem peixe,

�s vezes, um pouco de frango, ovos e por a� em diante.

A composi��o nutricional da dieta vegetariana

n�o � muito diferente da que n�o � vegetariana.

Como resultado, se compararem a sa�de dos vegetarianos com os n�o-vegetarianos,

n�o podem esperar ver grande coisa.

Mas algu�m decidiu que ia ser vegano,

por outras palavras, que n�o ia comer alimentos animais,

fizeram uma declara��o quanto � sua for�a f�sica e mental

e ao seu interesse, � sua vontade de se esfor�arem muito.

Afinal de contas, se se tornar vegano,

tem de fazer frente � sua sogra,

ao seu m�dico ou ao seu nutricionista.

Tem de se, e passo a citar: "arriscar uma car�ncia de prote�na e c�lcio",

apesar de isso n�o ser verdade.

Mas o problema � que demasiados veganos n�o t�m bom ar.

T�m excesso de peso, t�m um ar pouco saud�vel.

N�o gosto muito de usar as palavras vegano e vegetariano,

porque isso n�o descreve o tipo de ci�ncia de que estou a falar.

FUNDADORA DO ESTILO DE VIDA DIETA PROTETORA

Diria que era uma vegana gorda quando comecei.

Era mesmo isso que era.

Estava a tentar dizer a toda a gente como este estilo de vida era bom,

que me tinha salvado, que revertera a minha doen�a card�aca.

No entanto, ainda andava por a� com uns 35 a 45 quilos a mais.

Porque � que algu�m � um vegano gordo?

N�o por abrirem m�o dos alimentos animais.

Isso � bom. � preciso deixar os alimentos animais.

Mas aquilo de que n�o abriram m�o foi do �leo.

O azeite, os outros �leos vegetais,

a gordura que comemos � a gordura que usamos,

quer venha de um animal ou de uma planta.

Portanto, fiz a mudan�a.

Retirei da minha dieta os alimentos que tinham calorias vazias:

os �leos, as gorduras, os a��cares, as comidas processadas,

os aditivos alimentares que me faziam voltar sempre por mais.

As empresas adicionam essas coisas de prop�sito

para fazer com que n�o comamos s� uma batata frita.

Precisamos do pacote todo.

H� milh�es de pessoas com excesso de peso neste pa�s

e todas t�m dificuldades, tentam esta e aquela dieta.

Tentam esta dieta uma semana, aquela dieta outra semana

e gastam muito dinheiro nestas dietas diferentes todas,

comprimidos, suplementos

e juntando coisas � sua dieta para perder peso ou ficar saud�veis.

� a� que temos de perceber que uma dieta � base de vegetais integrais � livre.

N�o h� batidos, n�o h� barritas, n�o h� p�s.

N�o h� contar calorias.

Comemos at� estarmos cheios, satisfeitos e paramos.

� s� isso.

Por muito que gostasse da ideia de comer exclusivamente vegetais,

sobretudo porque tinha resultado para mim,

queria que este filme fosse muito rigoroso quanto �s �ltimas da ci�ncia sobre comida.

Ent�o, perguntei-me se, realisticamente, de uma perspetiva cient�fica,

todas as pessoas, nesta era, poderiam

fazer uma dieta � base de vegetais o tempo todo.

N�o posso dizer e n�o acho que a ci�ncia possa dizer

que toda a gente tem de a fazer a 100 %.

Isto �, o tempo todo.

Posso dizer, penso eu, que para a grande maioria das pessoas,

dev�amos andar pelo menos nos 90, provavelmente 95 %.

Temos bases cient�ficas boas para isso.

E, em muitos casos, se as pessoas j� t�m uma doen�a,

� uma boa ideia.

Deviam faz�-la a 100% o tempo todo.

Esse � o meu argumento cient�fico.

Mas tenho outro argumento pr�tico

relacionado com at� onde se vai.

Se vamos adotar este estilo de vida alimentar,

� muito importante que nos acostumemos a ele

e dev�amos faz�-lo a 100 %, se pudermos,

e manter-nos a�.

E n�o se provoquem com outras coisas.

Porque o que acontece � que nunca nos acostumamos a isto,

onde mudam as nossas prefer�ncias de paladar.

Se o fizerem corretamente, n�o h� problemas de sa�de.

Na verdade, os efeitos secund�rios s�o: v�o perder peso,

v�o ter melhor aspeto, v�o ter mais energia,

v�o evitar a maioria dos estados degenerativos comuns

a maior parte das vezes.

V�o ter uma vida mais longa e com mais sa�de, uma vida melhor.

� mais ou menos isso que acontece quando se faz isto.

Portanto, n�o h� um lado negativo.

Ouvimos muitas vezes que a chave para uma sa�de boa � a modera��o

e faz sentido.

Mas, ent�o, porque parece n�o resultar para a maioria das pessoas?

"NUNCA FUMO EM EXCESSO - ISTO �,

FUMO COM MODERA��O, S� UM CIGARRO DE CADA VEZ" - MARK TWAIN

Para algumas pessoas, isso � uma coisa muito f�cil de fazer.

Mas, infelizmente, para a maioria,

encontrar a modera��o � como encontrar uma agulha num palheiro.

E como outras conseguem faz�-lo, elas sentem-se perdidas

e sentem um fracasso absoluto, porque elas n�o conseguem.

Verdade seja dita, a maioria das pessoas n�o consegue encontrar a modera��o.

Na verdade, elas s�o a maioria e n�o a minoria.

Mas esta pequena minoria que aparece na televis�o,

que nunca foi gorda,

que nunca esteve doente,

que tem a gen�tica muito a seu favor,

anda por a� a dizer: "Tem tudo a ver com isto e com aquilo."

Como � que se v�o identificar com a pobre pessoa sentada em casa

com 160 quilos, que acha que o mundo dela acabou?

Eu sei como eles se sentem.

Eu pesava 141 quilos.

IMAGENS CORTESIA DE GORDO, DOENTE E QUASE MORTO

Andei cheio de medica��o durante oito anos.

Eu entendo, consigo identificar-me.

N�o direi a ningu�m que a modera��o � f�cil.

A modera��o � dif�cil como um raio.

Muito dif�cil.

Ainda n�o a dominei.

Sou um trabalho em progresso no que diz respeito a modera��o.

Mas o que estou a descobrir � que agora estou longe de um extremo.

De 93 % da minha energia vir

desta parte processada e divertida, a gordura animal,

agora tenho a modera��o acima.

Passei-a para cima e est� a resultar.

Como � suposto as pessoas obterem esta informa��o toda?

Somos bombardeados todos os dias com an�ncios de TV,

an�ncios informativos, not�cias a falarem de novas tend�ncias alimentares.

Como podemos saber quem est� a dizer a verdade

e tem ci�ncia honesta e imparcial por tr�s dos seus produtos?

Os m�dia abordam sempre as coisas com a ideia

de que se vamos entrevistar algu�m sobre dieta,

temos de deixar algu�m com uma opini�o diferente dar a sua opini�o.

Ent�o, eis o que acontece.

Algu�m como o Colin Campbell, na Universidade Cornell,

escreve um livro, The China Study.

Tem v�rias centenas de refer�ncias.

Representa d�cadas de investiga��o muito meticulosa que ele realizou.

Ent�o, eles v�o entrevist�-lo.

Depois, v�o procurar algu�m que esteja a promover a dieta Paleo,

ou uma dieta pobre em hidratos, porque temos de ter uma opini�o contr�ria.

Essa pessoa pode ter escrito um livro p�ssimo

que � quase um livro de hist�rias.

N�o � referenciado, n�o tem credibilidade,

mas aos olhos do p�blico, agora, esses dois s�o iguais.

O Colin tem uma opini�o e esta outra pessoa tem uma opini�o.

Portanto, confunde as pessoas e ganha tra��o dessa forma.

Tendemos a olhar para a ind�stria de fast food

como o grande vil�o, respons�vel por todo o caos que rodeia as escolhas alimentares.

Mas essas mesmas empresas que est�o a contribuir para o problema

tamb�m podem ter a chave para a solu��o.

� um problema de oferta e procura.

Se gente suficiente come�ar a procurar op��es saud�veis, � base de vegetais,

talvez isso possa ser uma boa abordagem.

Afinal, somos n�s, os consumidores, que deviam ditar

o que o mercado tem para oferecer.

E n�o ao contr�rio.

COFUNDADORA DA HEALTHFUL HABITS LLC E DA PHYTER FOODS INC.

Podemos fazer produtos melhores, mais limpos e saud�veis,

incorporando mais alimentos � base de vegetais nos nossos produtos

e n�o fugirmos disso.

N�o assumo uma abordagem negativa do tipo "abaixo as empresas de fast food".

Temos de as fazer compreender que podem continuar a ganhar dinheiro

e podem continuar a ter um neg�cio sustent�vel,

porque h� pessoas por a� que querem esta comida.

S� temos de lha disponibilizar.

"DEIXEM A COMIDA SER O VOSSO REM�DIO

E O REM�DIO A VOSSA COMIDA" - HIP�CRATES

A maioria das pessoas confia nos m�dicos para informa��es sobre dieta e nutri��o.

Mas v�rios programas de faculdades de medicina

mostram que os m�dicos recebem muito pouca forma��o em nutri��o.

�s vezes, nenhuma.

M�DICO DE MEDICINA FAMILIAR

Quando andei na faculdade, fiz o internato

e, depois disso, comecei a trabalhar sozinho como m�dico,

depois de um tempo, fiquei um pouco frustrado

com a minha incapacidade de realmente ajudar as pessoas.

Porque o que achava que estava a acontecer,

era que eu estava basicamente a observar pacientes,

pediam-me para v�-los rapidamente,

e deixavam-me com op��es limitadas quanto ao que podia fazer.

Sentia que o que tinha de fazer com o tempo que tinha,

que me restava, era basicamente tratar sintomas

em vez de tentar chegar � raiz do problema

ou � causa principal da doen�a.

P�s-me, basicamente, a praticar o tipo de medicina

que a maioria das pessoas pratica nos EUA.

que � medicina baseada em f�rmacos.

N�o tenho nenhum problema com medica��o.

Acho os medicamentos maravilhosos. S�o �timos. S�o necess�rios.

Para muita gente, eles s�o a �nica op��o.

Para muita gente, s�o uma boa op��o.

Mas o que acho que nos est� a escapar

� que h� outra coisa a� fora.

Estava a subcontratar a minha sa�de a outra pessoa.

Aparecia a dizer: "Tem aqui dinheiro.

Consegue tratar-me? Estou ocupado.

E quando v�o arranjar um medicamento que me vai curar?"

ACUNPUNTORA CERTIFICADA

Ao usar mais qu�micos para corrigir o desequil�brio,

na verdade, estamos a tornar os desequil�brios ainda mais fortes.

Descobri que as pessoas que tomam medica��o durante muito tempo

est�o a desenvolver muitos efeitos secund�rios dessa medica��o,

que depois estavam a p�r doentes outros �rg�os no seu corpo.

Incid�ncia de Rea��es Adversas em Doentes Internados

O seu funcionamento est� a enfraquecer. A sa�de em geral est� a enfraquecer.

O seu sistema imunit�rio est� a ficar deficiente.

� mesmo preciso infundir isso com algo que v� ajudar a reconstru�-lo.

Se aparece algu�m e diz:

"Sabe, doutor, posso pegar neste paciente

e, fazendo umas coisas simples, mudando-lhe a dieta,

fazendo-o comer de forma um pouco diferente,

mais � base de vegetais, fazendo-o exercitar-se um pouco mais.

Tem no��o de que podia fazer com que a diabetes

virtualmente desaparecesse se a voltasse a testar?"

E muitos m�dicos neste pa�s,

alguns podem estar familiarizados com a ideia,

mas muitos deles, mesmo hoje, ainda diriam:

"N�o, n�o acho que isso fosse poss�vel."

A causa da maioria das nossas doen�as e a cura

est� ao alcance de qualquer pessoa que tenha o conhecimento.

O problema � que t�m de fazer algumas mudan�as.

Esse � um pequeno problema.

O verdadeiro problema � que fazer a coisa certa n�o d� dinheiro.

D� dinheiro vender-vos estatinas,

comprimidos para a tens�o arterial, poderosos medicamentos para a artrite,

laxantes e anti�cidos.

� a� que est� o dinheiro.

Portanto, � para a� que vai a educa��o.

Temos de transferir os d�lares dos procedimentos caros

mais na dire��o da educa��o,

ensinando as pessoas, mostrando-lhes sobre a sua doen�a e porque est� l�,

ensinando-lhes as coisas que podem fazer diariamente

que com certeza teriam impacto nessa doen�a

e, possivelmente, at� faz�-la melhorar

e talvez at� revert�-la, em alguns casos.

Podem esperar que a doen�a arterial estabilize, reverta

e que os sintomas desapare�am.

Podem esperar que a diabetes tipo 2, se for mesmo diabetes tipo 2,

seja curada 100 % do tempo

com a altera��o da dieta e a perda de peso associada.

Podem esperar que a artrite melhore, desapare�a e fique curada, muitas vezes,

se for artrite inflamat�ria.

Os problemas intestinais, desde a indigest�o, � obstipa��o, � colite,

podem esperar que se curem

quando dirigem a vossa aten��o para a causa do problema e o resolvem.

"O MELHOR M�DICO � AQUELE QUE CONHECE A INUTILIDADE DA MAIORIA DOS MEDICAMENTOS"

� no corredor dos suplementos que a loucura se instala.

Parece que cada produto pode melhorar a nossa sa�de, de uma forma ou de outra.

Alguns ajudam cada um dos nossos diferentes �rg�os.

Outros d�o-nos energia, estimulam o nosso sistema imunit�rio,

previnem constipa��es, reduzem o apetite, ou promovem a perda de peso.

Fico muito confuso.

Se s�o todos t�o bons para n�s,

dev�amos preocupar-nos sequer em comer saudavelmente?

DEMASIADO CANSADA... DEMASIADAS VEZES?

Experimente Rybutol.

Se tamb�m precisa de mais quantidade de tiamina ou riboflavina,

o Rybutol pode ajud�-lo a ganhar nova for�a, nova energia.

Deixe uma s� pessoa entre milhares de utilizadores

falar-lhe dos fant�sticos benef�cios obtidos com o Rybutol.

H� por a� produtos que podem ser ben�ficos para a sa�de

e n�o t�m nada de mal.

Mas acho que o problema surge quando as pessoas exageram no uso do produto

e olham para ele como a solu��o definitiva,

a coisa que vai curar todos os meus males.

Quando as pessoas chegam a esse extremo...

N�o creio que haja um produto assim por a�.

A maior parte das vezes, desencorajo a toma de suplementos

� maioria das pessoas.

Parte do problema com os suplementos � que eles, as drogas, procedimentos,

todos t�m aplica��o para popula��es espec�ficas.

A jogada toda, se quiserem,

� baseada na ideia de que n�o conseguimos os nutrientes suficientes na comida,

n�o fazemos a dieta adequada,

por isso, podemos "compensar isso", tomando estes suplementos.

Ent�o, tornou-se uma ind�stria de 40 mil milh�es.

Os argumentos de venda funcionaram, as pessoas est�o a tom�-los.

Est�o a comprar estas coisas.

E as pessoas que os vendem est�o agarrados a isto com unhas e dentes

e n�o v�o ceder � verdade cient�fica.

Mas a realidade

� que todos os nutrientes de que precisamos est�o na comida

e est�o l� em combina��es muito espec�ficas e complexas

que ainda nem sequer percebemos todas.

Portanto, quando extra�mos um nutriente, o purificamos e o pomos num comprimido,

estamos a sobrecarregar o sistema com algo que ele nunca viu

e para o qual n�o est� adaptado.

� muito melhor comer pequenas quantidades disso na comida.

Mais uma vez, admito que haja exce��es.

No meu consult�rio, �s vezes, recomendo suplementos,

mas n�o � popula��o em geral.

E esse tamb�m � o problema da medicina.

Queremos tomar tudo e vend�-lo a toda a gente,

porque � assim que se ganha dinheiro.

Muita gente prestou muito mau servi�o a mesmo muita gente,

tentando oferecer-lhes um comprimido m�gico, ou uma coisa m�gica,

ou uma solu��o em cinco dias que vai mudar a nossa vida.

E a simples realidade � que n�o se podem fazer 20 anos de danos

ignorando o melhor da M�e Natureza:

a fruta, os legumes, os frutos secos, os feij�es, as sementes.

N�o se podem passar 20 anos a dizer n�o a isso

e depois esperar que pessoas de bata branca

apare�am com algo que vai resolver isso em cinco dias.

Portanto, o que temos de fazer � ver o erro da nossa atitude,

que foi virar as costas � M�e Natureza

e temos de recorrer a ela para encontrar uma solu��o.

Os suplementos vitam�nicos, por exemplo,

temos muitos dados que indicam que quando os tiramos assim do contexto

e os usamos dessa forma,

a curto prazo, parece interessante.

Talvez sejam bons por um bocadinho,

sobretudo em pessoas que podem ter um d�fice grande deles,

mas a longo prazo, n�o.

Sabemos que n�o funcionam.

J� Chega: Parem de Gastar Dinheiro em Vitaminas e Suplementos Minerais

No entanto, gastamos 32 mil milh�es de d�lares por ano em suplementos.

O suplemento mais importante para quem faz dietas � base de vegetais

� a vitamina B12.

Uma fonte fi�vel regular de vitamina B12.

N�o t�m de ser suplementos,

mas t�m de haver alimentos refor�ados em B12.

Mas � muito importante, � cr�tico

para toda a gente que faz uma dieta vegetal

ter uma fonte fi�vel regular de vitamina B12.

S� h� duas vitaminas que as plantas n�o criam.

Uma � a vitamina D, criada pelos animais,

tais como voc� quando passeia ao sol,

e a outra � a vitamina B12, n�o produzida pelas plantas,

nem pelos animais.

� produzida pelos micr�bios que cobrem a Terra.

Pod�amos conseguir a suficiente

bebendo de um riacho na montanha ou �gua de um po�o,

mas agora desinfetamos a �gua com cloro para matar as bact�rias todas,

por isso j� n�o obtemos muita B12 na nossa �gua.

Tamb�m n�o apanhamos muita c�lera. Isso � bom.

Mas devido � forma como vivemos no nosso mundo moderno e desinfetado,

temos de ir buscar B12 a algum lado.

Os nossos amigos grandes s�mios v�o busc�-la aos insetos durante as fezes,

mas prefiro uma via mais higi�nica,

que � um suplemento de 2500 microgramas uma vez por semana.

Custa menos de cinco d�lares por ano.

Ou alimentos refor�ados em vitamina B12 todos os dias.

Gastamos mais dinheiro em cuidados de sa�de do que qualquer outro pa�s.

No entanto, temos das taxas mais altas de doen�a cr�nica do planeta.

Felizmente, parece que algumas seguradoras, incluindo a Medicare,

est�o a come�ar a aceitar o conceito de preven��o da doen�a atrav�s da dieta.

Em vez de gastarem milh�es de d�lares a tentarem simplesmente gerir o problema,

quando j� pode ser tarde demais.

A Medicare agora aceita para reembolso

tanto o Programa Dean Ornish para reverter a doen�a card�aca,

como o Programa Pritikin.

E isto por haver um reconhecimento de que n�o s� � mais seguro,

n�o s� � mais barato, mas, na verdade, � mais eficaz

do que a abordagem tradicional,

que � � base de cirurgias muito dispendiosas e medicamentos para a vida.

Isto � �timo, de um todo...

O mais importante � reduzir o sofrimento e salvar vidas,

mas do ponto de vista da responsabilidade fiscal,

� muito mais barato, � muito mais eficaz em termos de custos,

e quem paga a conta?

Se for a Medicare, s�o os contribuintes.

Portanto, est�o a poupar dinheiro ao tornarem as pessoas mais saud�veis.

Para a maioria das pessoas, � dif�cil imaginar

que algu�m possa ter um bom desempenho enquanto atleta

sem consumir nenhum produto de origem animal.

J� para n�o falar nos atletas de classe mundial

ou at� num campe�o do mundo.

Sou uma atleta de triatlo profissional especializada em Iron Man Distance.

Tamb�m sou a Campe� do Mundo de Ultraman.

Corro profissionalmente para o triatlo h� dez anos.

Terminei 66 Corridas Iron Man

e adoro treinar e correr a toda a hora.

Sou um atleta de ultra-resist�ncia.

A maior parte das pessoas j� ouviu falar no Iron Man.

Se n�o ouviu, um Iron Man � um triatlo muito longo,

durante o qual, durante o per�odo de um dia,

nadamos quatro quil�metros, fazemos 180 km de bicicleta

e, depois, corremos uma maratona.

O Ultra Man � basicamente o dobro dessa dist�ncia.

Em 2009,

fui o americano mais r�pido e o sexto classificado nesta corrida.

Acho mesmo que a �ltima �poca, com uma dieta � base de vegetais,

foi a minha �poca mais forte de sempre.

Fiz algumas corridas Iron Man que ficaram no top cinco

dos melhores desempenhos da minha carreira

e consegui vencer o Campeonato Mundial de Ultra Man.

O que tamb�m estamos a ver s�o atletas como lutadores de MMA.

Est�o a perceber ganhos no desempenho.

Est�o a recuperar mais rapidamente entre os treinos.

Vemos jogadores da NBA, da NFL, da NHL,

atletas ol�mpicos, todo o tipo de atletas,

que est�o a come�ar a experimentar e a explorar esta forma de alimenta��o

e a conseguir bons resultados.

J� fa�o isto h� mais de oito anos.

Nunca tive problemas em ganhar massa muscular magra.

Continuo a ficar mais forte, mais em forma e mais r�pido

e � �timo.

Para mim, agora, a prova est� no resultado final.

Sei que estou mais forte do que alguma vez fui

sem produtos de origem animal.

E, portanto, provei-o a mim mesma

e espero ter provado a outras pessoas que pode ser feito.

"PARA SER UM CAMPE�O, TENS DE ACREDITAR EM TI

QUANDO MAIS NINGU�M ACREDITA"

Sou um doente de nerofibromatose.

Sou embaixador de algumas organiza��es

que fazem trabalho filantr�pico para crian�as doentes.

Sobrevivi a um cancro MPNST.

O MPNST � um sarcoma raro.

� um dos cancros mais agressivos e que mais rapidamente se infiltra

que existe no planeta.

Retiraram-me mais de 325 tumores do meu corpo.

SOBREVIVENTE INSPIRADOR DE CANCRO E ENTUSIASTA DE VIDA SAUD�VEL

Os �ltimos tr�s anos e meio foram muit�ssimo rigorosos e dolorosos,

a lutar pela minha vida,

e tive de tomar uma decis�o.

Ou deixo isto tomar conta de mim,

ou vou dar luta.

Desistir n�o era op��o.

N�o sei o que vai acontecer,

mas n�o vou morrer sentado ou deitado.

Vou manter as m�os no ar, a cabe�a protegida

e n�o vou parar de dar uns murros enquanto n�o chegar ao fim.

E sem uma dieta � base de vegetais,

n�o estaria aqui hoje.

Manteve o meu cancro sob controlo

e est� a permitir-me desenvolver de formas que n�o sabia serem poss�veis.

A mentalidade louca de que a prote�na animal

� a chave para ser muito saud�vel

quase me matou.

N�o estou a dizer que as dietas � base de vegetais curam,

nem que s�o a solu��o para tudo,

mas o que estou a dizer � que,

se est� a passar por algum tipo de problema de sa�de,

as suas hip�teses s�o muit�ssimo maiores

se adotar um estilo de vida � base de vegetais.

S�o os factos.

E a minha vida � a prova viva.

"QUANTO MAIOR O OBST�CULO,

MAIOR A GL�RIA EM SUPER�-LO."

FUNDADORA DA RAWFOODFORLIFE.ORG

Em 2006, tentei suicidar-me sob o efeito de 250 mg de Zoloft

para o que os m�dicos diagnosticaram como um enorme dist�rbio depressivo.

Disseram-me que, provavelmente, teria de o tomar para o resto da vida.

Uma semana depois disso, fui fazer um curso de desenvolvimento pessoal

e mudou as minhas cren�as.

A partir da�, comecei a olhar para o que estava a meter no meu corpo

e comecei a olhar para a nutri��o,

para a cura nutricional e para o que podia fazer.

E fez-me ir ao interior

e voltar para a natureza.

Retirei toda a comida processada.

Voltei a comer s� fruta e legumes crus,

sumos e batidos verdes.

Comecei a ter uma sensa��o de um natural...

Uma sensa��o de felicidade natural come�ou a entrar no meu corpo

e estava a sentir-me melhor

do que me sentia h� muitos anos.

Os sintomas de depress�o come�aram a desaparecer.

Os sentimentos pesados, de pregui�a e cansa�o com que n�o conseguia lidar,

a fadiga cr�nica, as dores, tudo come�ou a mudar.

E comecei a sentir

que as minhas c�lulas estavam a transformar-se, em algum n�vel.

Tinha tomado a decis�o de que n�o queria p�r,

nunca mais, o medo da morte e o sofrimento de outra vida

e comer animais no meu corpo.

Isso traduziu-se numa mudan�a para mim.

Curei a minha pr�pria depress�o.

E nunca olhei para tr�s.

"ADORO OS PRAZERES SIMPLES.

S�O O �LTIMO REF�GIO DOS COMPLEXOS."

Comer comida saborosa � um dos maiores prazeres da vida.

Muitos podem argumentar que, apesar de uma dieta pouco saud�vel

n�o ser boa para eles,

n�o querem prejudicar o aspeto divertido da coisa

e, portanto, continuam a comer coisas pouco saud�veis.

Mas uma coisa que vim a descobrir

foi que quando mudamos para um estilo de vida alimentar mais saud�vel,

n�o temos de comprometer o sabor.

Sim, vamos passar por um per�odo de transi��o,

mas quando as nossas papilas gustativas e a qu�mica do corpo come�ar a mudar,

vamos come�ar a desejar e a gostar realmente destes alimentos.

� importante encontrar comida de que se goste

e, quando se percebe que quase todos os pratos

podem ser feitos � base de legumes,

v�-se que n�o � nada dif�cil.

BATERISTA - THE PLAIN WHITE T'S

O estigma da palavra vegano � t�o grande

que acho que as pessoas ficam logo desmotivadas

e assumem logo que vai ser mau.

Mas n�o �.

Para mim, e isso � outra coisa importante,

porque � que o fa�o? Porque � melhor.

Para mim, acho que a comida � muito melhor assim.

Experimentem s�.

V�o surpreender-se.

Quando se est� a tornar vegetariano

e deixou de comer carne, latic�nios e ovos,

as �nicas coisas que considera comida,

pensa que vai morrer de fome.

Tem de perceber que o molho marinara, a massa, a lasanha,

os burritos de feij�o, as papas de aveia, as batatas assadas e por a� em diante,

coisas que adora, � a� que vai buscar as calorias,

as prote�nas, as vitaminas e os minerais.

H� tantos pratos � base de vegetais

lindos, maravilhosos, fant�sticos e deliciosos.

Na verdade, quando comecei a fazer isto, abriu-se-me todo um mundo novo.

Quando se come�a a comer

estas comidas densas em nutrientes que nos est�o a alimentar,

que nos est�o a nutrir verdadeiramente

com todos os fitonutrientes e micronutrientes fant�sticos,

come�amos a sentir-nos bem,

os nossos desejos mudam e as papilas gustativas mudam.

Aquele hamb�rguer com queijo que n�o lhe sa�a da cabe�a,

de repente, deixa de pensar nele

e tem desejos de um batido de couve.

Isso foi algo que aconteceu comigo

que nunca pensei que fosse acontecer.

As pessoas acham que a comida vegana sabe mal

e isso n�o � verdade.

Acho que as pessoas pensam que ser vegano pode potencialmente ser estranho,

que as pessoas s�o esquisitas, que devem ser hippies,

ou que t�m de come�ar a usar roupa de linho ou assim.

Querem comer um hamb�rguer, podem com�-lo.

APRESENTADORA DE TV, CHEFE E AUTORA

Querem comer esparguete com alm�ndegas, podem com�-lo com alm�ndegas de trigo.

Querem comer batatas fritas, mousse de chocolate,

tarte de ab�bora,

recheio, at� cachorros.

Quando est�o a considerar a ideia de dar o salto

para esta forma de comer e de viver,

n�o olhem para o que n�o v�o comer.

Aceitem e fiquem entusiasmados com a aventura destas comidas todas novas

que v�o estar a introduzir na vossa vida.

Comer de forma saud�vel n�o vos vai fazer muito bem se n�o houver dinheiro para tal,

ou se vos deixar um grande buraco no bolso.

A minha pergunta seguinte era: "� poss�vel ser saud�vel com um or�amento limitado?"

Uma ideia errada comum � que

uma dieta � base de vegetais integrais � muito cara.

Sistematicamente, publico fotografias do meu tal�o das compras

e pego em tudo o que comprei no mercado

e ponho-o em cima da mesa para as pessoas verem tudo o que trouxe.

E elas ficam chocadas.

Cereais integrais que compramos a granel s�o muito baratos.

A conta da mercearia vai passar para metade

da de uma dieta americana t�pica.

No in�cio, pode parecer um esfor�o muito grande,

mas, a longo prazo, est�o a poupar muito dinheiro

para todas as roupas novas que v�o ter de comprar

para o vosso novo eu magro que resulta

de fazer esta dieta � base de alimentos vegetais integrais.

� f�cil entrar naqueles mercados e dizer:

"� imposs�vel eu conseguir fazer isto."

Mas a verdade � que n�o tem de ser caro.

N�o tem de ser inconveniente.

N�o tem de ser dif�cil. N�o tem de consumir muito tempo.

A minha experi�ncia � que, na verdade, simplificou a minha vida

e tem sido mais barato do que comer da outra forma.

Nesta altura da minha viagem, j� tinha provas suficientes

sobre os benef�cios e a seguran�a de uma dieta � base de vegetais para adultos,

mas seria este estilo de vida tamb�m ideal e seguro para crian�as?

As crian�as n�o s� podem crescer saud�veis com uma dieta � base de vegetais,

como crescer�o mais saud�veis com uma dieta � base de vegetais.

Temos uma epidemia de obesidade infantil

e as crian�as criadas � base de vegetais,

na verdade, ficam mais altas cerca de 2,5 cm.

Crescem mais cerca de 2,5 cm do que as que comem carne

e, mais importante ainda, crescem menos na dire��o horizontal.

N�o t�m os mesmos problemas com a obesidade infantil.

O Dr. Benjamin Spock,

o pediatra mais prestigiado de todos os tempos,

que escreveu um dos livros mais vendidos da hist�ria,

recomendou na sua �ltima edi��o,

na s�tima edi��o do seu livro, antes de morrer com noventas,

que todas as crian�as deviam ser criadas com zero exposi��o � carne e a latic�nios.

Ele f�-lo, porque viu do que estavam a morrer as gera��es mais velhas

e queria que tivessem um bom come�o.

As principais causas de morte das nossas crian�as

v�o acabar por ser as mesmas.

Doen�as card�acas, cancro, enfartes, DPOC, diabetes, hipertens�o.

Estas s�o doen�as que podem ser evitadas,

em muitos casos, paradas ou at� revertidas

com uma dieta � base de vegetais suficientemente saud�vel.

Como pai recente, perguntei-me

como podia fazer com que a minha filha comesse saudavelmente,

j� que faz�-la comer o que quer que fosse, �s vezes, era um problema.

H� tanta porcaria a ser publicitada para os mi�dos

e, muitas vezes, � dif�cil para os pais fazer a transi��o dos filhos

para op��es alimentares mais saud�veis.

N�o me surpreenderia nada

que daqui a 15, 20, 25 anos,

as pessoas olhem para tr�s, para os �ltimos dez a 20 anos

e digam: "Como � que aquela gente dava aquela comida aos filhos?"

Uma pergunta importante que nos fazem muitas vezes �:

"Como posso p�r os meus filhos a comerem melhor?"

Acho que todos os pais querem que os filhos comam saudavelmente

e � dif�cil, sobretudo quando para onde quer que olhemos,

h� um restaurante de fast food

ou um lanche de comida processada que est� a ser publicitado para crian�as.

A primeira coisa que digo sempre �: "T�m de dar o exemplo."

Como pai, n�o podem comer comidas m�s

e esperar que os vossos filhos comam saudavelmente porque os mandam comer.

T�m de fazer o que dizem, isso � a primeira coisa.

A segunda coisa � que eu encorajo todos os pais

a fazerem a prepara��o das refei��es e as compras dos alimentos

com os seus filhos.

Quanto mais conseguirem envolver os vossos filhos,

mais eles v�o desenvolver uma liga��o emocional

com o local de onde vem a comida deles,

como � preparada e o impacto que est� a ter na sua sa�de.

Entrem mesmo na cabe�a deles e pensem como eles pensariam.

CHEFE DE VEGETAIS - PHYTER FOODS

Continuar a dizer-lhes o que � bom e o que � mau

provavelmente n�o vai resultar. T�m de interagir com eles.

T�m de lhes mostrar o que � poss�vel.

Sujem as m�os, ponham os vossos filhos a ajudar-vos

e digam-lhes o que est�o a fazer.

Se lhes p�em sempre algo � frente de m�o beijada

e os deixam consumir essa informa��o,

n�o vai durar muito tempo.

O que t�m de fazer � envolv�-los,

deix�-los ter a responsabilidade.

A minha abordagem � tentar com que seja o mais divertido poss�vel.

Uso cores, sabores,

ensino uma coisinha que eles n�o sabiam,

uso aparelhos que as pessoas normais n�o veem.

Mas quero que se v�o embora com uma sensa��o de realiza��o

e de algo que est�o ansiosos por partilhar com os amigos deles.

E esperemos que com os pais.

Acho que essa � a melhor parte.

� como segurar num p�ssaro.

N�o o queremos apertar muito, vamos magoar o p�ssaro.

N�o o queremos deixar muito solto, sen�o foge.

Isso � algo que cada pai, individualmente,

tem um conhecimento espec�fico do seu filho.

Perguntam-me constantemente:

"O que fa�o? Como come�o? Como digo aos meus filhos?

Eles v�o ficar desiludidos

por n�o termos carne nos pratos,

por n�o comerem latic�nios."

Experimentem um hamb�rguer vegano. � basicamente a mesma coisa.

S� se tira a carne.

Isso � �timo para os mi�dos, sabem porqu�?

V�o p�r esse hamb�rguer no p�o,

v�o p�r as guarni��es todas.

O que quer que eles gostem, v�o faz�-lo exatamente igual.

Essa � uma �tima forma de come�ar.

AUTORA E BLOGGER

Acho que o que � emocionante com a gera��o mais jovem

� que podem come�ar muito novos.

N�o me vou lamentar,

mas chateia-me um bocadinho

s� estar a descobrir isto agora, nos meus trintas,

porque gostava de ter feito isto quando era mais nova,

porque s� de pensar na energia que teria tido na faculdade.

Acho que outra coisa � n�o ter regras r�gidas e r�pidas com os filhos.

N�o podes comer isto e tens de comer isto.

Em vez disso, respeitem-nos como seres independentes e conscientes

que t�m os meios para tomar decis�es conscientes por si mesmos.

Em nossa casa, estamos sempre a servir comida � base de vegetais.

N�o temos produtos de origem animal aqui,

mas quando a minha filha de dez anos vai a uma festa de anos,

est� rodeada de Chicken McNuggets e bolo de anivers�rio e isso tudo.

E n�o lhe dizemos: "N�o podes comer essa comida."

Dizemos: "Diverte-te muito na festa

e faz a escolha certa para ti."

Isso n�o quer dizer que ela faz sempre a escolha certa.

Assim estamos a responsabiliz�-los.

Estamos a falar de uma vida inteira.

� um longo caminho a percorrer.

Tem a ver com fazer com que os vossos filhos

pensem conscientemente sobre as pr�prias escolhas,

para que, quando atingirem a maioridade,

estejam informados, educados e preparados

para serem guardi�es respons�veis do planeta

e guardi�es respons�veis dos pr�prios corpos.

N�o podia fazer um filme sobre escolhas alimentares

e n�o explorar o t�pico de org�nico versus n�o-org�nico.

Parece que toda a gente est� obcecada com essas palavras

e se est� a tornar cada vez mais avessa

a alimentos que n�o tenham uma etiqueta de "org�nico".

Outros temem que consumir mais alimentos � base de vegetais

pode ser prejudicial para a sua sa�de

devido ao aumento dos pesticidas nesses alimentos.

Mas deve ser esta a nossa principal preocupa��o?

O medo dos pesticidas nunca deve impedir ningu�m

de maximizar o seu consumo de frutas e legumes.

Houve estudos de modela��o computacional

que sugerem que, por exemplo,

se metade dos americanos comesse s� mais uma por��o de fruta e legumes por dia,

prevenir�amos 20 000 mortes por cancro todos os anos.

Se apenas metade das pessoas, s� mais uma por��o,

20 000 pessoas n�o teriam morrido de cancro,

que normalmente teriam morrido se n�o tivessem feito isso.

� para verem como as frutas e os legumes s�o poderosos.

Mas como eram frutas e legumes

convencionais, carregados de pesticidas,

eles estimaram que o fardo extra dos pesticidas

de toda aquela fruta e legumes a mais causaria mais 10 mortes de cancro.

Portanto, no total, s� preveniria 19 990 mortes por cancro.

� para isso que estamos a olhar.

Temos um benef�cio gigantesco

e depois um pequeno solavanco no risco.

Portanto, est� bem, �timo, escolham org�nico sempre que puderem.

Porqu� aceitar qualquer risco? Porque n�o ter s� benef�cios?

Claro, mas nunca dever�amos deixar que a preocupa��o com os pesticidas

nos dissuada de nos entupirmos

com o m�ximo de frutas e legumes saud�veis poss�vel.

Se comem carne comercial,

e est�o preocupados em mudar para uma dieta � base de vegetais

por causa dos pesticidas nos produtos, est�o a ser rid�culos.

Porque ao comer o legume, est�o a ingerir uma fra��o dos pesticidas

que podem lavar, na sua maioria.

Lembrem-se, podem lavar, podem ensopar os vossos legumes e usar a lavagem

para tirar os res�duos de pesticidas.

N�o conseguem lavar os pesticidas

da carne de hamb�rguer que est�o prestes a preparar.

Encorajo as pessoas a comprarem os produtos frescos que puderem pagar,

aqueles que parecerem mais frescos nessa semana, na mercearia,

e o que estiver em promo��o.

� a� que v�o poupar dinheiro,

n�o � a preocuparem-se com:

"Tenho de comprar pimentos org�nicos e custam quatro d�lares cada."

Isso n�o � um estilo de vida sustent�vel.

"SEREMOS CONHECIDOS PARA SEMPRE PELAS MARCAS QUE DEIXARMOS."

- PROV�RBIO NATIVO-AMERICANO

Al�m do aspeto da sa�de ligado �s nossas escolhas alimentares,

tamb�m percebi, durante a produ��o deste filme,

que havia outro fator muito importante

que muitas vezes � negligenciado, ignorado, ou mal interpretado.

A liga��o entre escolhas alimentares e o ambiente.

Fiquei muito chocado depois de ler

o relat�rio das ONU sobre o aquecimento global.

Emiss�es crescentes de GEE devido � produ��o de carne

Afinal, � dif�cil entender a ideia de que o hamb�rguer ou o bife no nosso prato

possam estar a contribuir para coisas como o aquecimento global, escassez de �gua,

extin��o de esp�cies, destrui��o da floresta amaz�nica,

a diminui��o dos nossos oceanos e at� para a fome mundial.

Tive dificuldade em perceb�-lo, no in�cio,

mas quando comecei a aprofundar mais o assunto,

a liga��o tornou-se clara.

Agora, com sete mil milh�es de pessoas,

o que comemos determina como o planeta � usado

e o que est� a acontecer agora � que,

� medida que ficamos sem terra para criar os animais

e a comida para os animais...

AUTOR DE HEALTHY EATING, HEALTHY WORLD

... reduzimos florestas a cinzas para adquirir mais terra.

A principal causa disso tudo s�o as nossas escolhas alimentares.

91 % DA TERRA DESFLORESTADA NA AMAZ�NIA � USADA PELA IND�STRIA PECU�RIA

80 MILH�ES DE HECTARES DE FLORESTA FORAM DEVASTADOS DESDE 1978.

FONTE: NA��ES UNIDAS, FAO

Espera-se que haja uma escassez de 40 % nas reservas de �gua fresca em 2030.

INVESTIGADOR AMBIENTAL E AUTOR DE FOOD CHOICES AND SUSTAINABILITY

Temos, mais uma vez, uma perda irrevers�vel

da biodiversidade, ecossistemas e extin��o de esp�cies

mais r�pida do que alguma vez assistimos,

nos �ltimos 65 milh�es de anos.

Temos um problema de fome mundial

com pouco menos de mil milh�es de pessoas na Terra a sofrerem de fome,

com cerca de 350 crian�as a morrer de fome a cada hora.

Podem estar a perguntar-se como � que tudo isto � poss�vel.

E eu tinha as mesmas perguntas.

Pois muitos destes problemas n�o est�o s� ligados �s escolhas alimentares,

muitos s�o problemas muito complexos

com v�rias vari�veis sociais, pol�ticas, econ�micas e culturais.

Mas h� alguns factos intrigantes.

70 % da nossa terra ar�vel � usada para culturas

para animais e n�o para humanos.

S�o precisos, em m�dia, 9085 litros de �gua e 5 quilos de sementes

para fazer 450 gramas de carne de vaca.

Dois milh�es de hectares de floresta tropical s�o destru�dos todos os anos

para as empresas criarem animais e cultivarem comida para esses animais.

Os excrementos de 80 mil milh�es de animais terrestres

mortos todos os anos para serem comidos n�o s�o tratados

e voltam para as nossas bacias hidrogr�ficas e os nossos mares,

criando muita polui��o.

Estes s�o s� alguns exemplos.

Quando consideramos estes factos,

tudo se come�a a encaixar.

Temos de nos concentrar mais e perceber melhor o que � a pegada,

a an�lise do ciclo de vida completo,

qual � a pegada ecol�gica, ambiental e destruidora daquele item

versus qu�o pr�ximo est� de n�s,

ou se sequer � org�nico ou n�o.

Tem uma pegada muito menor comer algo

que foi cultivado a 2400 quil�metros, se for vegetal,

do que comer um alimento que foi morto,

que � um produto animal do vosso vizinho do lado.

E a nossa pegada maior �, atravessando todos os setores,

a nossa op��o alimentar especificamente no que diz respeito a comer animais.

Por muito verdes ou amigos do ambiente que tentemos ser,

a verdade � que, por natureza, somos uma esp�cie muito destrutiva.

Quase tudo o que fazemos tem impacto negativo no ambiente.

Muita gente tenta minimizar a sua pegada,

fazendo coisas como mudar para l�mpadas mais eficientes,

tomar duches mais curtos,

ir de bicicleta para o trabalho, usar energia solar,

ou at� comprar um carro el�trico.

Todas estas s�o coisas �timas.

Mas a quest�o �:

estas a��es s�o, de facto, as mais f�ceis e mais eficazes

no que diz respeito a ajudar a proteger o nosso planeta e os seus recursos?

Se olharmos para os quatro maiores problemas...

Temos excesso de popula��o

e estamos a juntar cerca de um milh�o de pessoas a cada quatro dias.

Depois chegamos � forma como vivemos e � forma como consumimos coisas,

tudo isso vem de recursos finitos

que estamos a esgotar continuamente.

Esses dois primeiros fatores, o excesso de popula��o e a forma como vivemos,

est�o a conduzir ao terceiro,

que � a nossa depend�ncia dos combust�veis f�sseis.

Olhem para estes n�meros.

Desde 1950, a linha do consumo de combust�veis f�sseis

tem subido continuamente todos os anos

e n�o h� fim � vista.

O quarto grande motor de todos estes problemas ambientais,

sobretudo o aquecimento global, � a forma como comemos,

� o nosso consumo de carne, latic�nios, ovos e peixe

e isso continua a subir.

Requer, por caloria, mais de 10 vezes mais terra,

10 vezes mais �gua e 10 vezes mais energia.

E varia,

mas a m�dia � bem acima das 10 vezes e esse � um grande n�mero.

Agora, a boa not�cia �: podemos mudar o que comemos,

qualquer indiv�duo, da noite para o dia.

As pessoas dizem: "O que aconteceria se toda a gente mudasse ao mesmo tempo?"

Bem, isso n�o vai acontecer.

A m� not�cia � que, aqueles primeiros tr�s itens,

excesso populacional, consumo excessivo e a depend�ncia dos combust�veis f�sseis,

cada um desses levaria d�cadas, sen�o s�culos, a corrigir.

Com cada vez mais pessoas a aceitarem

a ideia de reduzir o consumo de produtos animais,

ou a adotar algum tipo de dieta � base de vegetais,

parece que as coisas est�o a andar na dire��o certa.

Mas estar�o mesmo?

Ou�o pessoas a dizer: "As coisas est�o a melhorar."

"Vemos pessoas a montarem pain�is solares,

h� mais pessoas a comer s� vegetais

e h� restaurantes veganos pela rua abaixo.

As coisas est�o a melhorar."

Bem, nem por isso.

E nem perto disso.

Por cada indiv�duo

que est� a ir na dire��o de uma dieta � base de vegetais,

h� cem pessoas a irem na outra dire��o.

Temos de duplicar a nossa produ��o de alimentos nos pr�ximos 40 anos

para alimentarmos os nove mil milh�es que teremos em 2050.

No que diz respeito ao aquecimento global,

a produ��o de animais para comer

atualmente contribui para cerca de 14,5 % do efeito total de aquecimento global...

SETOR DA PECU�RIA PRODUZ 14,5 % DAS EMISS�ES GLOBAIS DE CO2

... uma contribui��o maior do que todo o setor global de transportes combinado.

O gado ascende a 53 % das emiss�es de �xido nitroso,

44 % de g�s metano

e 5 % do di�xido de carbono total libertado para a nossa atmosfera.

Criar gado, comer peixe

e tamb�m produzir latic�nios

� um dos fatores que mais contribui para as altera��es clim�ticas.

O p�blico precisa de saber disto

e t�m de se adotar pol�ticas para ajudar a eliminar isso.

� uma das formas mais f�ceis que temos

n�o s� para nos adaptarmos, como para mitigar as altera��es clim�ticas.

E pode ser feito t�o facilmente como mudar o que t�m nos pratos.

A carne de vaca org�nica, alimentada a erva, parece ser a nova moda.

E a ideia parece muito apelativa.

As vacas que vivem de erva n�o tomam antibi�ticos

e, portanto, supostamente s�o um alimento mais saud�vel para n�s

quando comparadas com animais criados em f�bricas.

Mas haver� algum sen�o?

H� um enorme movimento hoje

e acho que o que est� a acontecer � que houve uma mudan�a

por cada vez mais pessoas estarem preocupadas

com a cria��o humana dos animais

afastando-se das explora��es industriais.

Est�o a dirigir-se para opera��es alimentadas a erva,

ou opera��es alimentadas com pasto.

� uma inven��o total da ind�stria da carne e dos latic�nios

para continuar a perpetuar a matan�a de animais.

Porque, embora alguns animais possam ser criados sem crueldade,

continuam a n�o ser mortos sem crueldade.

E todos os animais que ainda vos p�em no prato

t�m de ser mortos de alguma forma.

Continua a haver aqui uma quest�o de humanidade,

mas de um ponto de vista ambiental, em muitos aspetos,

criar carne alimentada a erva � menos sustent�vel do que a de ind�stria.

E a raz�o � ser t�o intensiva para as terras.

Podem ser precisos quatro quilos de ra��o

para produzir 450 gramas de produto animal, se fosse carne de vaca.

Mas sendo alimentadas a erva, �s vezes, � dez vezes isso.

Podem ser 70, 80 vezes das alimentadas a erva para as alimentadas a gr�o.

Al�m disso, do ponto de vista das altera��es clim�ticas,

o gado alimentado a erva produz 40 a 60 % mais emiss�es de g�s com efeito estufa,

ou seja, metano, di�xido de carbono, reafeta��o dos solos,

do que uma vaca alimentada a gr�os.

Outra coisa muitas vezes dada como adquirida

� a diminui��o dos nossos mares.

Muitas vezes pensamos no peixe como um alimento infind�vel e que se auto-repovoa,

mas a verdade parece ser bastante diferente.

DIRETORA DE OPERA��ES SEA SHEPHERD CONSERVATION SOCIETY

Mais de 90 % dos grandes peixes do mar j� desapareceram.

80 % das pesqueiras comerciais est�o exploradas em excesso ou esgotadas.

As frotas pesqueiras est�o a perseguir os �ltimos peixes

e t�m de ir para cada vez mais longe da terra

e cada vez mais fundo no mar para os apanharem.

J� vi pesca ilegal da Ant�rtida

e isso � o mais longe da terra que se pode ir.

Quando algu�m se senta a uma mesa

para comer peixe ou marisco,

o que est�o a fazer, na verdade, � a comer um peixe-alvo

que se est� a esgotar ao ponto da quase extin��o.

Mas tamb�m est�o a comer... Eles trazem bagagem

e, tipicamente, requer cerca de cinco a 20 vezes mais de outro marisco

como capturas acess�rias e "capturas acess�rias" � o termo

que se refere a todas as outras esp�cies marinhas que vivem no mar

e que s�o mortas no processo

de tentar obter o peixe-alvo para o vosso prato.

Quer seja com o m�todo de redes de cerco com retenida,

linha longa, arrasto de �guas profundas ou arrasto,

espera-se que os nossos mares estejam totalmente vazios

de todo o peixe que reconhecemos comercialmente hoje no ano de 2048.

Os oceanos est�o a morrer e ningu�m quer saber disso.

CAPIT�O PAUL WATSON

FUNDADOR SEA SHEPHERD CONSERVATION SOCIETY

E se os oceanos morrerem, n�s morremos. � simples.

Se come�armos a destru�-los, estamos a matar a tripula��o.

Os sistemas de suporte de vida v�o colapsar

e n�o vai haver ar para respirar, nem comida para comer,

o clima vai ficar descontrolado e n�o � nada bom.

Mas temos de ser humildes e reconhecer

que precisamos desta diversidade, precisamos destas criaturas.

Precisamos desta independ�ncia e se n�o vemos isso,

ent�o, as nossas hip�teses de sobreviv�ncia s�o bastante pequenas.

A minha grande preocupa��o n�o � eliminarmo-nos,

por pura estupidez ecol�gica,

mas o facto de irmos levar tanta coisa connosco.

� tanta confus�o e tanto debate

que me pasma que n�o possamos pensar como alunos da 3 classe e dizer:

"Porque n�o tratarmos da causa principal?"

Temos dez buracos no barco, o barco est� a afundar.

Que buraco tapamos primeiro?

O buraco grande.

Tapem esse grande buraco primeiro.

Muitas vezes, estamos a olhar s� para o que gost�vamos de comer,

porque satisfaz as nossas prefer�ncias em termos de sabor.

Estamos numa altura em que, para salvar a humanidade,

basicamente, salvar a nossa esp�cie, o que n�o � de todo um exagero,

temos de come�ar a olhar para fora de n�s pr�prios

e come�ar a olhar para como as nossas escolhas afetam quem nos rodeia,

as esp�cies com quem partilhamos este planeta

e, especialmente, as gera��es futuras.

H� uns anos, vi um document�rio chamado Earthlings

que exp�s as condi��es em que os animais de cria��o eram mortos.

Teve um grande impacto em mim.

Eu sabia que os animais eram mortos para serem comidos,

mas ver como acontecia na realidade

e ver o sofrimento, a dor e o terror por que estes animais passam,

p�s as coisas numa nova perspetiva para mim.

Na altura, j� comia maioritariamente alimentos vegetais,

mas depois de ver aquelas imagens,

decidi que n�o podia continuar a contribuir

para a matan�a de animais inocentes.

Portanto, passei a comer s� vegetais.

N�o estava em posi��o de julgar ningu�m.

Afinal de contas, comi animais durante mais de 30 anos.

Mas queria entender como � que, nos dias de hoje,

� permitido um genoc�dio em massa destes.

E como � que n�s, popula��o em geral, governo e empresas

permitimos que isto acontecesse?

"PARA OS ANIMAIS, AS PESSOAS S�O NAZIS; PARA ELES, A VIDA � UMA TREBLINKA ETERNA."

ISAAC BASHEVIS - CANTOR, SOBREVIVENTE DO HOLOCAUSTO E PR�MIO NOBEL

Amamos uns animais e comemos outros...

PROFESSORA DE PSICOLOGIA E ECOLOGIA

UNIVERSIDADE DE MASSACHUSETTS, BOSTON

... porque nascemos num sistema de cren�as invis�vel

que nos condiciona a compartimentar no que diz respeito aos animais.

Condiciona-nos a pensar em certos animais como comest�veis

e noutros animais como n�o-comest�veis.

E o sistema de cren�as invis�vel que nos condiciona a comer certos animais

� o que eu chamo de carnismo.

Uma forma de manter o carnismo invis�vel � permanecer sem nome.

Se n�o lhe damos um nome, nem sequer conseguimos pensar nisso,

portanto, n�o podemos question�-lo.

Quando n�o vemos algo, � �bvio que se torna mais f�cil

manter esta mitologia de que n�o h� problema nenhum,

n�o h� nenhuma atrocidade.

Isto n�o � s� algo para comer.

IMAGENS DOM�NIO P�BLICO. FONTE: ARCHIVE.ORG

Isto � combust�vel para amor, alegria, trabalho, a��o.

Isto � vida.

APRESENTADO PELO INSTITUTO AMERICANO DA CARNE

Acham que s�o s� animais? Eles t�m intelig�ncia.

DAVID CHOI - BUDISTA CHEF VEGETARIANO E DEFENSOR DE BEM-ESTAR

T�m sinal de linguagem.

T�m amor.

Portanto, quando est�o prestes a enfrentar a morte numa c�mara da morte,

t�m medo, ficam tristes e com raiva.

Toda a gente fala do Holocausto.

Ent�o e o Holocausto que estamos a causar aos animais?

FONTE FOTOGRAFIA: GOOGLE EARTH EDITADA POR: MISHKA HENNER

Todos os anos, matamos milhares de milh�es de animais

e queremos paz na Terra?

Paz na Terra � para todas as entidades vivas,

n�o s� para os humanos.

Prenderam pessoas no Utah por fotografar a CAFO,

uma opera��o concentrada de alimenta��o animal.

Esta gente mant�m as pessoas ignorantes e doentes para ganhar dinheiro.

E se a verdade se sabe, se as pessoas sabem de onde veio a comida,

ou como a sua comida foi produzida,

n�o comeriam essa porcaria.

Quando se come�a a amea�ar o paradigma dominante da sociedade,

vamos tornar-nos uma for�a a ter em conta

e eles v�o fazer tudo o que puderem para nos destru�rem.

E � exatamente isso que est� a acontecer agora.

CONSEGUEM VER A VERDADE

IMAGENS CORTESIA DA PETA E DA MERCY FOR ANIMALS

AGORA QUE SABEM, O QUE V�O FAZER?

Ainda h� gente que v� isso e fica renitente.

Eu fui uma dessas pessoas.

Cresci no Texas a comer carne o tempo todo

e eu adorava animais.

Sempre adorei os animais de companhia com os quais cresci.

E nunca pensei muito.

Pensei que comia saudavelmente.

Por isso, acho que muita da resist�ncia que as pessoas sentem

� porque somos muito condicionados a comer estas coisas o tempo todo.

Somos condicionados desde tenra idade.

E mesmo que fa�amos a conex�o intelectual,

mesmo que digamos: "Sim, estou a comer uma vaca."

Ainda assim n�o fazemos a liga��o emocional.

Porque se o fiz�ssemos, sentir�amos a empatia

que nos faria sentir enojados em vez de com apetite.

N�o podia continuar a fingir

que comer aquele bocado de peito de frango era o mesmo que os br�colos ao lado.

N�o podia continuar a fingir isso para mim mesma.

E h� uma raz�o para os matadouros e as f�bricas de ra��o

n�o serem localizados em �reas densamente povoadas.

N�o � por falta de espa�o.

� porque as pessoas n�o querem que o vejamos.

Ent�o, os animais v�o numa longa viagem at� ao matadouro, � noite, normalmente.

N�o vemos muito disso e � de prop�sito.

Quem pode dizer que animais v�o ser torturados ou mortos?

Na Am�rica, na nossa parte do mundo, decidimos

que as vacas, os porcos e os carneiros s�o para serem comidos,

mas, em algumas partes do mundo, comem c�es e gatos

e, noutras partes do mundo, comem cobras e macacos.

Sim, � verdade que as pessoas comem animais h� milhares de anos,

mas hoje, para muita gente no mundo,

n�o h� necessidade nenhuma de comer animais.

Como seres humanos, estamos a causar

um sofrimento em massa de outros seres conscientes.

Sofrimento que � totalmente desnecess�rio.

Quando comer animais j� n�o � uma necessidade de sobreviv�ncia,

ent�o, torna-se uma escolha.

E as escolhas resultam sempre de cren�as.

H� um mito popular que perpetua a ideia de que os peixes n�o sentem dor.

IMAGENS CORTESIA DA MERCY FOR ANIMALS

Isso faz com que seja mais f�cil para as pessoas consumirem-no,

j� que parece ser mais humano.

Mas ser� mesmo verdade?

Os peixes t�m proprioce��o, t�m sentimentos.

H� uma s�rie de investigadores que vos diriam muito claramente

que � uma forma muito pouco misericordiosa de comer.

Est�o a matar entre um e tr�s mil milh�es de peixes por ano

e todos esses peixes t�m rece��o sensorial.

Todos eles t�m sentimentos.

As ind�strias dependem de manter estes factos fora da nossa consci�ncia.

Por exemplo, aprendemos a resistir a absorver informa��o

daqueles que nos podem ajudar a come�ar a questionar o carnismo.

Se matarem o mensageiro,

n�o t�m de levar a s�rio as implica��es da mensagem dele.

Temos de ensinar aos nossos filhos

o verdadeiro significado do que estes animais realmente s�o.

Mostrando-lhes e sensibilizando-os para que a vida do porco ou da galinha

� em tudo parecida � vida do gato e do c�o.

"NO FINAL, A ESCOLHA � VOSSA." AUTOR DESCONHECIDO

O nosso tempo neste planeta � muito curto.

E a mudan�a, �s vezes, pode ser dif�cil e lenta.

Mas dando os passos certos,

podemos orientar-nos para uma dire��o melhor.

Quanto a mim, esta foi a viagem mais emocionante que j� fiz.

E estou ansioso por continuar a viver

um estilo de vida saud�vel e � base de vegetais com a minha fam�lia.

E continuar a conferir poder a outros com esta informa��o.

� muito importante para n�s cuidarmos de n�s pr�prios,

para a nossa pr�pria perspetiva de sa�de humana,

mas n�o vai importar se somos muito saud�veis

se o nosso planeta n�o for.

Sabem o que � �nico em n�s?

Somos a �nica esp�cie em milh�es

que n�o vive em harmonia com a natureza.

Pelo menos, � bom educarmo-nos e estarmos conscientes

e, ent�o, podemos tomar a decis�o.

Porque, em �ltima inst�ncia, a escolha � nossa.

N�o � do tipo: "�s a pior das pessoas se n�o fizeres isto."

N�o, n�o � assim, mas, pelo menos, eduquem-se.

Descubram para, pelo menos, saberem.

Podem fazer as escolhas voc�s mesmos.

N�o creio que haja uma cabala mal�fica de m�dicos e de pessoas do governo.

Acho que h� um sistema em vigor

e o mundo est� t�o adormecido

que esqueceram, intuitivamente, que as pessoas seguem o sistema

sem pensar, sem questionar

e � por estarem adormecidas.

N�o � por serem est�pidas. N�o � por n�o estarem motivadas.

� mesmo uma loucura se pensarmos nisso.

Estamos aqui sentados, hoje em dia,

e temos de falar sobre comer fruta e legumes.

Voltamos a qualquer tempo da hist�ria, do passado, os �ltimos 100, 200 anos

e toda a gente fazia isso.

Se quer ser um guardi�o respons�vel

do nosso planeta precioso e dos seus recursos em diminui��o,

fazer uma dieta � base de vegetais realmente � a �nica solu��o.

E votando com o seu dinheiro e fazendo uma dieta � base de vegetais,

est� a dizer n�o � agricultura animal

e a toda a devasta��o,

a todo o caos que est� a causar no nosso planeta.

Acho que todos os seres humanos querem fazer o bem.

Acho que todos os seres humanos, no seu �ntimo, querem fazer o que est� certo.

E acho que se olharmos para isso e dissermos:

"Sabem que mais? O que posso fazer hoje

para tornar o ambiente melhor,

para tornar a minha sa�de melhor

e para ter compaix�o pelos animais, pelas nossas criaturas semelhantes?

O que posso fazer hoje?

Posso come�ar no caminho de uma dieta � base de vegetais."

"S� A MUDAN�A QUE QUERES VER NO MUNDO."

PARA A VIVIAN

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.