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DEUS � MEU COPILOTO
QUARTEL GENERAL - CHINA
DESTACAMENTO A�REO DA MARINHA DOS ESTADOS UNIDOS
Eu estava ali sozinho,
atordoado e amargurado pela desilus�o.
Comecei a fazer as contas.
Eu, Robert Lee Scott,
coronel da aeronautica dos Estados Unidos,
for�ado a ficar em terra
na manh� do ataque mais importante que planejamos.
L� estavam os ca�as e os bombardeiros.
Prontos para atacar o centro do Jap�o.
A miss�o sonhada por todo combatente.
E eu ficava em terra.
Me senti como se n�o tivesse nenhum amigo no mundo.
Exceto, Big Mike,
o mission�rio que dirigia a capela, do outro lado do campo.
Foram muito bem, garotos.
Mas, se Big Mike quisesse, podia me ajudar agora.
E com a moral baixa, ouvi o general
quando terminava as informa��es para os pilotos.
Os bombardeiros levar�o armamento de 500 quilos.
Os ca�as servir�o de fornecedores de bombas.
Todos descarregar�o depois do avi�o principal.
N�o preciso lembrar que esta � a mais longa viagem que faremos.
Alguma pergunta?
O chamavamos carinhosamente, de General.
Oficialmente, era o General de Brigada Claire Lee Chennault,
que tinha comandado os Flying Tigers,
e agora estava no comando da miss�o a�rea da China.
Como os japoneses o chamavam,
bom, isso n�o soaria bem.
E lhes havia dado bons motivos.
Com um punhado de pilotos e uns avi�es desengon�ados,
Chennault lhes havia superado na estrat�gia,
nos combates e inclusive nas conjeturas de 37,
quatro anos antes de Pearl Harbor.
E agora ele estava preparando um ataque devastador.
Uma ousada incurs�o onde menos esperavam
e que custariam esquecer.
Schiel, comandar� o esquadr�o vermelho que liderar� o ataque.
Gil Bright, liderar� o azul, o de apoio.
Bobston, ir� a frente dos bombardeiros.
Tex Hill, dos ca�as.
Teria dado 10 anos da minha vida
para trocar de lugar com algum daqueles homens.
Mas, pela primeira vez, n�o me incluiram.
Carecia de sentido tudo o que tinha lutado desde a inf�ncia.
E o tempo
pareceu voltar at� o dia em que soube que queria voar.
Mas continuava empenhado e intrigado.
E claro, meus ossos tamb�m doiam.
Ap�s a queda, minha fam�lia me proibiu.
Mas eu n�o desisti.
Continuei construindo modelos de avi�es de todos os tipos.
O que � que mant�m estes tro�os em cima quando conseguem voar?
� muito f�cil,
as asas, o motor e a h�lice.
Mas o mais importante
� o piloto.
E o piloto � um homem simples, humano?
N�o sei, senhor Bobby.
Acho que um homem precisa de mais algu�m para acompanh�-lo l� em cima.
Quem mais?
S� precisa de um homem para pilotar um avi�o.
Ah, sim?
� uma m�o humana que faz crescer, florescer
e produzir o talo do algod�o at� a colheita?
Era s� a sua m�o, aquele dia, quando queria voar?
Uma m�o?
Que m�o?
A mesma m�o que levou Daniel entre os le�es.
Ah n�o. Acho muito claro que se o bom Deus
quisesse que as pessoas voassem como os p�ssaros,
se consegue, � porque tem sua m�o
segurando.
N�o sei do que voc� est� falando.
Nem voc� tamb�m sabe.
Ah, n�o?
Talvez entender� algum dia,
quando come�ar a voar l� em cima, nos caminhos do c�u brilhante.
Talvez lhe demonstre.
E ent�o, vai entender.
Alguns anos mais tarde, consegui meu primeiro avi�o num leil�o.
Era um velho Jenny da Primeira Guerra Mundial.
Pulverizar os campos de algod�o era um bom treinamento
e me deu uma oportunidade contra o meu primeiro inimigo.
Os carunchos!
Mas eu queria pilotar os melhores aparelhos do mundo.
A �nica solu��o era me tornar um oficial do ex�rcito.
E isso significava West Point. N�o � f�cil entrar l�.
E para um homem ansioso para ser piloto de ca�as,
� ainda mais dif�cil ainda sair.
Mas depois de quatro anos, me aguetando como pude,
me tornei tenente em 1932.
Enquanto desfilava, pela �ltima vez, no dia de gala,
mal podia conter a vontade de chegar ao aeroporto Kelly, no Texas.
Este era o grande momento da minha vida.
Meu primeiro voo solo, num avi�o do ex�rcito.
Mas logo surgiu outra quest�o
que me deixou ainda mais preocupado.
Quem �?
- Catherine, sou eu. - Scotty, querido.
Por que n�o escreveu dizendo que tinha f�rias?
N�o s�o f�rias.
Apenas uma licen�a de fim de semana.
- Te trouxeram de avi�o? - N�o, querida.
Voei sozinho,
- no meu carro. - Veio de carro do Texas � Ge�rgia?
Quando um homem est� apaixonado, n�o para para olhar o mapa.
- � muita sorte que mora t�o perto. - Voc� � muito bobo!
Mas Scotty, n�o chegar� a tempo.
Ser� punido por se ausentar sem permiss�o.
N�o. Porque levarei uma justificativa.
V� l� em cima dizer boa noite ao seu pai
e para enviar suas coisas ao aeroporto Kelly, em nome da Sra. Scott.
Scotty, j� conversamos tudo sobre isso
e me prometeu que nos casariamos em West Point.
Comecei a pensar e n�o conseguia me concentrar no trabalho.
N�o quer que fique louco s� porque n�o est� l�, certo?
Vamos, n�o precisa levar nada.
Scotty, n�o posso ir para o Texas com um robe,
al�m disso, meu pai n�o iria gostar.
Catherine!
Sim, papai?
� melhor se casar antes que se mate,
dirigindo 3.000 km todo fim de semana.
Agora vivia num mundo feliz.
Amar Catherine e pilotar avi�o.
Qualquer avi�o, em qualquer lugar ou tempo.
Em 1934, o ex�rcito se encarregou do correio a�reo.
Os que tinhamos sobrevivido �quele pesadelo de inverno,
sabiamos que aprendemos a voar numa escola dif�cil.
E era um treinamento dif�cil de esquecer.
Durante os anos seguintes, enquanto a Europa e a �sia se aproximavam da guerra,
aproveitei todas as horas dispon�veis para fazer voos de combate
e praticar artilharia.
Porque sabia com certeza que os dias de paz acabariam muito em breve.
Com a firme determina��o do nosso povo,
a inevit�vel vit�ria ser� nossa,
com a ajuda de Deus.
Os 6 meses seguintes, enquanto meus companheiros de academia e colegas oficiais.
iam para o exterior para lutar,
fiquei preso na Calif�rnia treinando novos pilotos.
Escrevia cartas e enviava telegramas para todos os figur�es do ex�rcito.
Mas ningu�m estava interessado num velho piloto de ca�as, de 34 anos.
J� � meia-noite, Scotty.
Tem que estar descansado para voar amanh�.
Acho que estou acabado.
Ou talvez estava e n�o sabia.
N�o diga isso, querido.
� t�o ruim assim ficar comigo?
As coisas s�o como devem ser, n�o como gostariamos que fossem.
Se est� destinado a ir para a guerra, ir�.
Mas se ver que isso n�o ser� poss�vel, Scotty,
por que se lamentar?
10 anos no ex�rcito n�o te ajudaram a se resignar de tudo?
Me ensinaram a lutar.
Aprendi tudo o que podem ensinar em West Point.
N�o quero jogar tudo fora, mas eles sim.
N�o sou professor, sou piloto de ca�as.
Catherine, estou querendo entrar em a��o.
Te amo tanto que sofro quando est� infeliz,
embora no fundo do meu cora��o n�o concordo com sua causa.
Al�, Scott falando.
Sou o coronel Haynes.
Coronel Haynes, como vai o senhor?
Me disseram que est� impaciente para entrar num grupo de combate.
Estou a sua disposi��o. Do que se trata?
� muito importante para falar pelo telefone.
Mas posso dizer-lhe que me deram carta branca. Preciso de voc�.
Sim, senhor.
H� uma coisa que devo saber,
j� pilotou um B17?
Um B17?
Saiba coronel, eu pilotei de tudo com asas.
Scotty, voc� nunca pilotou um B17.
N�o se intrometa.
Sim, senhor. Esta noite.
Base Right. Sim, senhor.
E obrigado, coronel.
Boa noite.
Voc� ouviu?
Esta � a minha oportunidade. Uma miss�o secreta de alta prioridade.
Eu sei o que pensa, mas aquelas m�quinas voam quase sozinhas.
At� os pilotos autom�ticos realizam opera��es.
Vou fazer a sua mala.
Boa noite, Robin Lee.
N�s nunca dissemos adeus
e n�o faremos agora.
N�o.
Ent�o me d� boa noite, Scotty.
Boa noite.
Boa noite, meu amor.
Logo nos veremos.
Na base Right, fomos treinados para uma miss�o secreta.
E quando ningu�m observava, aprendi a pilotar a fortaleza voadora.
E de repente vieram as ordens.
Da Florida fomos para o sul, sobrevoando Porto Rico,
Espanha e Trinidad, no velho continente.
13 avi�es poderosos, separados por umas horas, com mais de 100 homens.
E cada piloto acreditava que sua tripula��o era a melhor do ex�rcito.
Era como eu pensava.
Meu copiloto era o tenente Douglas Sharp, da Carolina do Sul.
Um bom aviador e um soldado am�vel.
Nosso engenheiro era o sargento Alton, de Wisconsin.
Amava os grandes motores como muitos homens amam uma mulher.
A �ltima parada no hemisf�rio ocidental foi Natal, no Brasil.
E a partir da�, numa noite escura,
fomos numa longa viagem atrav�s do Atl�ntico Sul para a �frica.
E enquanto as rodas se elevavam,
cada um de n�s se perguntava, se era por meses,
anos,
ou talvez nunca mais veriamos o mundo em que viviamos
e os que amavamos.
Minha impress�o � que vamos para o Egito.
Quando nos deram roupas leves e mosquiteiros, disse a mim mesmo,
"Cleopatra, te verei em breve".
Sim, mas tamb�m tem mosquitos nas Filipinas, Badley.
Eu acho que nos mandam ajudar o Mac Arthur em Bataan.
Este � o local mais quente agora.
Chefe, o que voc� acha?
Eu?
N�o me importo, desde que tenhamos gasolina e uma chave grifo.
Mosley, o que voc� acha?
H� alguns anos, a viagem mais longa
que fiz foi de 45 milhas. Para Iowa.
Ent�o ainda n�o me acostumo a longas dist�ncias.
Poupe-nos o suspense. Qual � o grande segredo?
Desculpe, rapazes. N�o tenho a resposta.
� uma miss�o do coronel Haynes.
Tudo que sei � que o nosso primeiro destino � Karachi, na �ndia.
3 dias depois, chegamos em Karachi,
com os 13 avi�es da miss�o.
Ent�o aconteceu algo que nos deixou perplexos.
Com o desejo de todos em retomar nossa miss�o,
esperamos 14 dias em Karachi,
sem receber ordens.
E come�aram a correr boatos.
Que tirariam os nossos avi�es,
que iam nos mandar para casa,
e se especulava que nunca sairiamos de Karachi.
Com a vontade que tinhamos desde o in�cio de atacar os japoneses,
agora estavamos dispostos a lutar com qualquer um.
E continuavamos sem receber informa��o.
O que voc� acha, senhor? Isso � maravilhoso.
N�o viu nada parecido em Dakota, certo?
N�o, senhor.
Nem mesmo em Kansas City.
Acho que isto � o melhor que conseguiremos na guerra.
Sim. Viajamos 12.000 quil�metros para ver este espet�culo.
Alguma not�cia, major?
Nem uma palavra.
Ningu�m sabe nada, mas todo mundo faz conjecturas.
O coronel Haynes voltar� de Delhi esta noite.
Ele dir� o que fazer.
Eu espero.
Bem, acho que dever�amos enviar cart�es postais para casa.
Tendo lugar no avi�o,
eu sei o que faria.
Olha, rapazes, a� vem o coronel Haynes.
Coronel,
bem-vindo, senhor.
Quais s�o as not�cias?
Descansar, rapazes.
Quero que ou�am sentados.
Nos Estados Unidos eu escolhi todos pessoalmente,
para o trabalho, porque s� queria os melhores.
� o que chamo de uma miss�o ideal.
Uma oportunidade �nica.
Estas s�o as ordens.
Elas datam de um m�s.
Ser�o enviados, com 13 bombardeiros, para Karachi,
l� os colocarei em contato com um grupo de coordena��o chin�s,
num destino que lhes comunicar� o general da �rea.
Sobrevoar�o a ilha de Mindanao, nas Filipinas,
e desta posi��o, reduzir�o a cidade de T�quio num mar de cinzas.
As Filipinas est�o perdidas.
E com elas a miss�o.
N�o temos mais bases na China perto o suficiente de T�quio.
Azar, rapazes.
Garanto que me sinto pior do que voc�s.
Meu Deus! Quis dizer T�quio, no Jap�o?
Coronel.
Qual ser� o pr�ximo passo?
- Vamos para casa? - N�o.
Queria dizer o m�nimo, Scotty.
Nos encarregamos da Unidade de Transporte da China para Saniburga.
� um trabalho dif�cil, perigoso.
Pilotar avi�es desarmados sobre o Himalaia.
Um alvo f�cil para qualquer avi�o japon�s.
Durante toda a trajet�ria.
Mas � a �nica maneira de levar gasolina, �leo
e armamento para os Flying Tigers do general Chennault.
Sim, senhor.
Obrigado, major.
A prop�sito, quase esqueci. Parab�ns.
Por que, senhor?
Me disseram em Delhi que elevaram sua patente.
Adeus, coronel.
Coronel.
Coronel das gasolinas.
Diga aos rapazes para tirarem as m�scaras.
Sim, senhor.
J� cruzamos as montanhas. Tirem as m�scaras.
� uma curta dist�ncia daqui at� Kunming.
Eu fiz esta viagem muitas vezes, sargento.
Uma vez que um piloto me disse que era o �nico padre
que podia provar que tinha ganhado sua licen�a de voo.
- Quanto tempo tem na China, padre? - Uns 24 anos.
Tenho uma miss�o em Qwei Lin. L� os japoneses ainda n�o atacaram.
E recentemente, alguns Flying Tigers
me construiram uma capela na base de Kunming.
Tenho uma curiosidade, padre,
por que te deixam voar em transportes militares?
Sou um velho caroneiro.
De vez em quando eu pe�o carona ao general Chennault
para recolher suprimentos pela India.
Principalmente medicamentos para os meus.
Os chineses, n�o os irlandeses.
O coronel Scott pergunta se gostaria de ir um tempo na cabine com ele.
Como disse? Claro que sim.
Este � um piloto celestial que fala a minha l�ngua.
Sim.
Mas n�o deixa que te ou�a falar g�ria.
Deve ser um grupo fant�stico o de Chennault.
Eu gostaria de ser um deles.
Gostaria de ser um Flying Tiger?
Coronel, os volunt�rios s�o um grupo exclusivo.
E n�o t�m opini�o muito boa dos
pilotos do ex�rcito.
Por qu�? O que quer dizer?
Todos s�o volunt�rios.
Vieram para c� lutar contra os japoneses
muito antes de Pearl Harbor e
o Chennault continua sendo general do ex�rcito chin�s
e os Flying Tigers t�m contrato de um ano com o governo chin�s.
S�o aventureiros. Soldados da fortuna.
N�o gostam dos pilotos que sairam da academia.
Tamb�m n�o gostaram de mim.
Parece mais um soldado que um mission�rio, padre.
Acho que n�o h� muita diferen�a.
Somente nas armas, talvez.
Os dois lutamos contra as for�as de mal com os mesmos riscos.
Acho que est� certo.
Nunca tinha visto dessa forma.
Mas tamb�m n�o sou um homem religioso.
Ainda n�o vi um aviador
que n�o tivesse alguma cren�a ou c�digo religioso pr�prio.
Gostaria de poder dizer isso.
O que foi isso?
Uma turbul�ncia.
Talvez seja um aviso.
Bem, na viagem passei um tempo com ele na cabine,
at� que fiquei muito nervoso.
Isso � o que acontece viajar com um coronel, Big Mike.
Garanto que ficava com os p�s em cima de uma mesa de escrit�rio.
Desde ent�o deve ter feito voar todas gavetas dessa escrivaninha.
Ou�a, conseguiu o chiclete que pedi para comprar em Karachi?
Sim. S� encontrei um pacote.
E sabe o chiclete que deixou na �ndia Rudyard Kipling.
Senhores, o coronel Scott e o tenente Sharpe
das for�as a�reas dos Estados Unidos. Sentem-se.
General, onde est� o resto dos Esquadr�es de volunt�rios?
Os outros dois?
Um est� em Loo Win e o outro est� em Chun Quin.
Ent�o � verdade que com apenas 3 esquadr�es,
destruiu quase 400 avi�es japoneses e s� perdeu 8?
Sim. Isso � verdade.
Veja, n�s s� perdemos 8 avi�es.
E os japoneses dizem que destruiram 57.
S�o os maiores mentirosos do mundo.
General Chennault?
18 avi�es inimigos v�m para c�.
- Onde eles est�o? - Passaram por Hanoi.
Obrigado, capit�o.
- Um pouco de ch�? - Obrigado.
Li.
General, faria qualquer coisa para voar com seus homens
e aprender alguns truques.
Talvez, entre essas viagens, poderiam me emprestar um avi�o.
Estou meio cansado de transportar esses vag�es de suprimento sem armas.
Gosto da sua atitude, Scott e seria muito �til para mim.
Mas estamos no ex�rcito chin�s e voc� � americano.
Ouvi dizer que n�o se importa muito com as regras burocr�ticas, senhor.
Os japoneses est�o atirando balas l� em cima, Scott.
Seria uma decep��o perder um militar com sua patente.
Al�m disso, coronel,
talvez n�o gostemos de segu�-lo em combate at� saber o que pretende.
N�o me entenderam, rapazes.
N�o quero que me seguiam a lugar nenhum. Eu vou segu�-los.
Um dia destes haver� muitos pilotos do ex�rcito e necessitar�o treinamento.
Por isso quero aprender tudo.
General, est�o entrando no c�rculo externo. Perto de Lao Gai.
Sobe o primeiro sinal Chimbao.
- Sam? - Sim, senhor.
- Que os rapazes esquentem os motores. - Sim, senhor.
Algu�m quer um cigarro?
- � fumo americano? - Claro.
Joe.
O que andou fumando?
Odeio dizer. N�o vemos um cigarro aut�ntico em dois meses.
O que fazem para se divertir aqui?
N�o h� �lcool nem garotas.
Ent�o matamos japoneses e arrumamos estes B40 com arame.
Devia ter estado conosco em Karachi.
- Tinha umas garota. . . - Joe, zeros se aproximando. Chimbao.
Est� tudo pronto para voar, Sam.
Chimbao? O que quer dizer?
- Quer dizer um ataque. - Um ataque a�reo?
- Sim. - E o abrigo onde fica?
- Descendo pelo caminho. - Vamos.
- Capit�o, onde est�o agora? - Em Men Sei, senhor.
Subiu o segundo sinal Chimbao.
Bem, senhores. � isso.
A partir de agora eu sou Branca de Neve, esse � o c�digo.
E voc�s, os an�es. Bem, para os avi�es.
Sharpe, � melhor retirar este DC3. � um alvo muito atraente.
Certo, senhor. Imediatamente.
General, pensei que a comunica��o aqui era dif�cil.
Como sabe exatamente onde os avi�es japoneses est�o?
H� 450 milh�es de chineses informando-nos.
Sabemos inclusive, quando abrem as portas dos hangares.
� incr�vel.
Pode nos faltar tudo,
mas temos o melhor sistema de alerta anti-a�reo.
Venha, vou te mostrar. Vamos, Joe.
Steve, mostra para o Scott como funciona.
- Quero ver os relat�rios. - Sim, senhor.
Bem, n�o � nada complicado.
Estamos agora em Kunming, este � o c�rculo externo
e este � o interno.
E entre estas centenas de quilometros,
temos esta��es de informa��es.
Algumas atr�s das linhas japonesas.
Quem s�o os observadores, coronel? Soldados chineses?
Alguns s�o, mas a maioria s�o mulheres, idosos e crian�as.
Este ataque come�ou em Hanoi.
Uma mulher indochinesa, trabalhando perto da base japonesa
anotou o n�mero de avi�es,
a hora da decolagem e a dire��o de voo.
Ela come�a a cadeia de informa��es.
Quando os avi�es japoneses entram no c�rculo externo, em Laokai,
talvez um velho mandarim os vejam novamente de uma atalaia.
E nos transmite o progresso nesta dire��o.
Depois, quando se aproximam
e entran no c�rculo interno em Meng Tse,
um soldado chin�s com um radio os v� novamente e envia sua mensagem.
Funciona assim. Estamos sempre preparados quando eles chegam.
Esperando-os em cima, contra o sol.
At� que seja tarde demais.
18 zeros chegar�o em 10 minutos.
Garanto que tentar�o o velho truque, Steve.
Come�ar com 6 vindo do Leste e cruzar com 12 vindo do Oeste.
Nunca aprendem.
Gostaria de ver o espet�culo das trincheiras?
Sim, senhor. Mas prefiro ver de um B40.
Os chineses est�o t�o acostumados com os ataques,
que n�o se apressam at� o terceiro sinal Chimbao.
Vamos, Joe.
Comandante para Esquadr�o.
Tudo bem, an�es?
Branca de Neve quer falar.
Grumpy, bem, Branca de Neve.
Brat, em frente, chefe.
Wise, tamb�m.
Whipped, recibido.
Fearful, bem.
N�o se deixem enganar.
Eles v�o tentar. Mantenham a forma��o e olhem os sinais.
Vou ficar com 3, chefe. De bru�os.
Me corta quatro, chefe.
Hoje me sinto com sorte.
6 contra 18. 3 contra 1.
� uma desvantagem.
Nada mal. Normalmente s�o 5 contra 1.
Est�o se aproximando.
Joe cheira os japoneses a 15 km.
Bem, agora se aproximam.
E se dirigem para o sol.
Bem, podem se preparar, malditos ianques. Lhes esperamos.
Vou derrubar um em cima do Chennault.
Esse � o Tokyo Joe, seu melhor piloto.
Ele gosta de falar. Se acha engra�ado.
Onde aprendeu a l�ngua?
Onde todo mundo fala, nos Estados Unidos.
Aprendeu a voar em Glenn Dayle, Calif�rnia.
Onde est�o, idiotas?
Venha comer um pouco da maldita sucata que nos vendeu.
Branca de Neve para os an�es,
12 bandidos se aproximam do Nordeste.
12 bandidos se aproximam do nordeste.
Bem, meu general.
Prepare o placar.
Sempre guardo os resultados num baralho.
� a �nica possibilidade que tenho de jogar.
Poder� v�-los imediatamente, Scott.
Aqui o Brat. Risca um samurai.
O Johnny est� de mau humor.
Branca de Neve desafia voc�, Brat.
Esses caras n�o perdem tempo.
Tenho voc� no centro da mira, ianque.
Te mando um presente.
Falhou.
Agora, repita comigo.
Sua m�e era uma hiena e seu pai um burro e voc� �,
bem, um passarinho frito.
O Johnny est� de melhor humor agora.
Quase nos faz uma peneira.
Desgra�ado maldito de merda!
Mais carni�a para o inferno.
Se os rapazes derrub�-los neste ritmo,
logo os superamos em n�mero e isso n�o seria bom.
Parece que hoje querem montar um fim de festa para o ex�rcito, Scott.
Brat, Johnny, cuidado. 2 a Sudoeste e ao Noroeste.
Banzai!
Agora pode riscar um Tiger, Chennault.
Ei, Branca de Neve,
n�o me sinto bem. Acho que vou descer.
Desculpe pelo avi�o.
Foi um grande pouso, filho.
Padre.
Sim, Johnny?
FELIZ POUSO, JOHNNY.
NOS VEREMOS L� EM ACIMA. OS RAPAZES
Precisa de outra h�lice.
Sim, e parece um acorde�o.
Al�m disso n�o h� nada que n�o se pode arrumar
com umas ferramentas e alguns arrebites.
N�o posso desmontar outro avi�o. N�o tenho pe�as de reposi��o.
N�o precisa fazer isso, senhor. N�s vamos arrum�-lo.
General, me dar� o avi�o?
N�o, Scott. Eu n�o vou dar.
- Mas vou emprestar. - Bem!
Desculpa, general.
Aproveitarei que o ex�rcito n�o tem ordens para voc�.
Me faltam pilotos, mas nada de novo. Estou acostumado com isso.
Mantenha seu pessoal em terra,
mas Sharpe e os outros t�m que voltar para a �ndia.
Sim, senhor.
Ou�a, Scott. N�o preciso lhe dizer nada sobre um B40,
mas gostaria de te dar um conselho.
Esse avi�o � um pouco mais r�pido que um zero,
mas tamb�m � mais pesado.
Nunca fa�a uma manobra com um zero.
Entendo, senhor, mas
o que fa�o se falhar na primeira passagem?
Mantenha a velocidade e mergulhe com a menor perda poss�vel de altura.
Quando estiver fora do seu alcance, suba novamente.
O resto vai ter que aprender.
N�o h� substituto para ser um bom alvo.
Direi ao Ed Rector e ao Tex Hill para segu�-lo em algumas miss�es,
antes de come�ar a sair sozinho.
Bem, Coronel. Vou deix�-lo sozinho.
Cuidado. N�o entre em confus�es.
Vou fazer o que posso, Tex.
Se ficar perdido, coronel,
siga a estrada da Birm�nia.
Te levar� direto para casa.
- O que � isso, sargento? - N�o sei.
O coronel Scott chegou com as armas fumegantes e disse:
"pinta a ogiva de branco, lubrifique as armas, carregue-as e logo".
Bem, bingo. D� um puro aos cavalheiros, ianque.
Ent�o voc� os seguiu, ianque.
Certo, agora isso � s�rio.
Bem, bem!
Esse � o grande Tokyo Joe em pessoa
e mais dois ratos.
Espere a�, Joe.
Enquanto me diverto com estes dois colegas seus.
N�o olhe agora, mas s�o seus zeros.
Peguei suas duas iscas.
Agora � sua vez.
Aqui vou eu, ianque!
Este � por Johnny Petach.
Voc� ficou sem muni��o?
Desculpe!
Fique assim, querido ianque.
Est� perdido, Joe.
Da pr�xima vez vou peg�-lo.
Estarei aqui te esperando, ianque.
E n�o me chame de ianque.
Sou da Ge�rgia.
ESTE APRECIADO PREMIO � OBTIDO TODA SEMANA
PELOS PILOTOS QUE MERECEM
E especialmente os do ar.
Sempre os ridicularizamos.
N�o � surpresa que n�s, os japoneses,
temos derrotado os americanos,
quando nos enfrentamos.
N�o s�o apenas covardes, mas tamb�m idiotas em primeiro grau.
Citamos, por exemplo,
a �ltima e mais brilhante estrat�gia do grande Chennault.
Sabe muito bem
que perdeu a estrada da Birm�nia.
No entanto, persiste em mandar novos esquadr�es para defend�-la.
- Novos esquadr�es de ca�a? - Esse doido de Hong Kong est� louco.
Na verdade o grande Chennault acha
que pode confundir ex�rcito imperial a�reo,
quanto � for�a e disposi��o desses novos avi�es,
com o truque de pintar de uma cor diferente
as ogivas de cada avi�o do esquadr�o?
E mandar atacarem de diferentes pontos da b�ssola?
Pintar as ogivas? Do que est� falando?
O ex�rcito imperial japon�s a�reo,
conhece a for�a exata dos novos esquadr�es
e os aniquilar� brutalmente
como fez com os anteriores.
Para cada soldado japon�s que caiu
no bombardeio cruel na estrada da Birm�nia,
100 ianques morrer�o.
Bombardeio?
General, o que acontece aqui?
Eu n�o sabia que tinha outros esquadr�es escondidos na Birm�nia.
Eu n�o tenho.
Estava se referindo a um �nico B40.
Vamos, um momento, senhor.
S� um n�o poderia fazer os japoneses colocarem o clamor.
- N�o. Necessitaria um ex�rcito. - Est� certo.
Um ex�rcito de um homem fez essa destrui��o.
Quem � o her�i?
Quem de voc�s se tornou t�o discreto de repente?
O tiro saiu pela culatra.
N�o foi precisamente um de n�s. Foi o Scott.
O senhor se refere ao grande piloto do ex�rcito?
Bem.
Eu n�o acredito.
Bem, Scotty,
� muito gentil vindo se despedir.
Eu certamente vou sentir muito quando voltar para Kweilin.
Vir� nos visitar algum dia?
Claro.
Admito que � um pouco chato estar t�o perto de Hong Kong.
Mas temos algumas cavernas nas montanhas
e os meus amigos chineses gostariam de conhec�-lo.
N�o vim s� me despedir, Big Mike.
Eu queria fazer uma pergunta.
Sabia que algo o preocupava, Scotty.
Do que se trata?
N�o sei se pode responder
ou se tem solu��o.
Mas hoje eu matei 100 homens.
Talvez mais.
Nunca tinha matado ningu�m, Big Mike.
Sei que sou um soldado
e meu dever � matar.
Mas eu pergunto,
vai me mudar?
Um dia voltarei para minha esposa e filha
e haver� milh�es de n�s, que mataram na guerra.
Continuaremos sendo os mesmos homens de quando sa�mos?
Ou nos endurecemos e amarguramos?
Queimados por dentro.
E a vida ter� o mesmo sentido que aqui?
Voc� est� confuso, Scotty.
A vida sempre se deprecia na guerra.
Aqui, nem a vida nem a morte faz sentido.
E um homem se torna negativo quando pensa de outra forma.
O que posso fazer para pensar assim?
Quando algu�m se faz essa pergunta, j� est� a caminho.
Scotty, tem um grande trabalho.
E tem que manter a mente clara.
Como voc� sabe, na pr�xima semana,
esses temidos avi�es voar�o pela �ltima vez e voltar�o para casa.
Mas ser�o substitu�dos por pilotos do ex�rcito.
Jovens rec�m-sa�dos da Am�rica.
E depender�o de voc� para o treinamento.
Evite qualquer d�vida.
N�o impedir� que cumpra o meu dever.
Se � isso que voc� quer dizer.
O que quero dizer, vai muito mais longe.
Falo da f� em Deus.
MACON, GEORGIA
Srta. Catherine,
agora chegou a 2 d�gitos.
Veja como a linha de zeros aumenta.
- Derrubou alguns, certo, Sra. Scott? - Claro.
Sim, senhores. Este sim � um cara da Georgia.
Mas isso s�o s� 7, Frank.
Onde conseguiu o n�mero 8?
O n�mero 8 era um ca�a bimotor sobre Candong.
Entende.
E com os 2 que acaba de conseguir, s�o 10 no total.
N�o tente me dizer o resultado.
Eu digo que s�o 11.
N�o se lembra daquele bombardeiro Mitsubishi em Jeiking?
Ei,
- se esqueceu deste, certo? - Esse foi um prov�vel.
Scotty n�o o reivindicou.
Bem, vamos ver. Vamos come�ar de novo.
Agora o primeiro. Este foi o. . .
Minhas queridas Catherine e Robin Lee,
n�o posso expressar como sinto falta de voc�s.
Tenho suas fotos aqui, no meu quarto
e no avi�o.
Sempre penso em voc�s
e na casa e em tudo que gostamos.
Faria qualquer coisa para ouvi-la rir.
E para ouvir as primeiras palavras da Robin.
Deve ter crescido muito.
Hoje � um grande dia na hist�ria de Kunming.
O grupo americano de volunt�rios, os velhos Flying Tigers,
v�o embora hoje.
E todos os pilotos v�o para casa.
A For�a A�rea dos Estados Unidos vai substitu�-los
e v�o chegar novos pilotos esta tarde.
O Chennault foi promovido a general brigadeiro da for�a a�rea americana.
Temos dois objetivos aqui na China.
Um, � proteger este povo valente,
nossos aliados, que lutaram 6 anos por n�s.
O outro � destruir para sempre o poder militar do Jap�o.
Com apenas uns 100 avi�es americanos modernos,
ca�as e bombardeiros bem equipados,
podemos vencer o Jap�o na �ltima batalha,
sobre o continente chin�s.
Podemos levar seus batalh�es at� o mar
e devolver seus avi�es para as ilhas.
Atacando com torpedos e bombas,
podemos paralisar suas linhas mar�timas,
que abastecem seu ex�rcito,
nas Filipinas, Mal�sia e no Pac�fico Sul.
Depois, quando despoj�-los do seu imp�rio,
golpearemos com for�a seus centros industriais,
at� que pe�am a paz.
Nosso �xito tem sido puramente defensivo,
porque n�o tinhamos nem avi�es nem homens para atacar maci�amente.
S� tivemos a nosso favor,
lutar com a coragem e o bom senso dos Flying Tigres.
� o melhor grupo de homens que j� foi visto.
E embora lamento sua dissolu��o,
merece voltar para casa, se desejar.
Mas deixo em vossas m�os um grande trabalho
e uma responsabilidade maior.
Obrigado, senhores.
N�o � um mau discurso, Tex.
Sim.
Vai ser muito dif�cil abandonar tudo.
� como se algo morreu em voc�.
Ser� traum�tico para Scott treinar os rapazes.
Os japoneses n�o lhe dar�o muito tempo para faz�-lo.
Um novato se lan�ando contra Tokyo Joe, � um suic�dio.
Vamos, Tex. Fa�amos as malas.
Sim, senhor.
Garanto que Texas est� mais bonita que nunca.
Rapazes, me espera a mais bela garota da Am�rica.
Eu recebi uma carta dela.
Disse:
"Faz muito tempo que n�o nos vemos."
Disse. . .
Sim. Sabemos tudo sobre isso. O amor � a maior maravilha.
O que est� acontecendo? N�o pode esperar chegar em casa?
Sabe? Mal lembro como � o meu pa�s.
Ent�o vou lhes contar, rapazes.
Tem garotas bonitas l�. Milhares de garotas.
Tem hamb�rgueres e m�quinas disso.
Hasta se puede comprar una limonada por un n�quel sin problema.
Se aproxima e compra.
E no Brooklyn se pode jog�-las nas fontes.
E os p�ssaros continuam cantando nos parques.
Sim. E adeus alarmes anti-a�reos.
Ningu�m vai dizer: "Pegue esse japon�s antes que ele te mate".
Camas limpas e confort�veis.
Vida boa e tranquila.
Muito boa. Eu gosto.
Esta � a radio de Hong Kong.
Colocamos a m�sica anterior
para os Flying Tigers do general Chennault desfrutarem.
V�o embora.
Finalmente chegou o dia do julgamento final para o grande Chennault.
Desde 1937, tentando impedir a marcha vitoriosa do Jap�o.
Mas agora, seus assassinos est�o acabados.
Voltam para casa porque seus contratos com Chiang Kai-Shek terminaram.
J� que n�o podem cobrar seus sal�rios exagerados
e gordos pagamentos dos chineses desesperados,
estes miser�veis mercen�rios deixaram seu trabalho.
O ex�rcito imperial japon�s,
lamenta profundamente que esses criminosos sanguin�rios,
v�o escapar com suas vidas e seus saques.
Mas n�o vai cometer o mesmo erro.
N�o permitir� que o velho general converta seus jovens pilotos inexperientes
noutro grupo de malditos ianques.
Primeiro vamos destru�-los. cada homem
e cada avi�o.
O dia ser� 5 de Julho pela manh�.
O lugar, a base principal do Chennault em Kunming.
A este desafio, a for�a a�rea japonesa jura sua honra.
- Desligue, Steve. - Gostaria de faz�-lo engolir as suas palavras.
Eu gostaria de expulsar os japoneses de Hong Kong.
Sim. Oxal� tiv�ssemos bombardeiros.
Posso trazer 12 B25 da �ndia esta noite.
S�o seus se quiser, general.
12 bombardeiros! E temos 7 B40 para escolta.
Nos adiantamos a eles no ataque, senhor.
Com os bombardeiros do coronel Haynes, podemos dar-lhes um duro golpe.
H� meses pedimos for�as suficientes para atac�-los.
Sim. Eu tenho mais tempo gritando pedidos, Scotty.
Mas n�o posso enviar meus ca�as para Hong Kong com pilotos inexperientes.
N�o ter�o nenhuma chance.
E com os ca�as destru�dos, os 12 bombardeiros seria um alvo f�cil.
Perderiamos toda a frota. N�o podemos arriscar.
Queremos falar, senhor.
- Sim, entrem. - Obrigado, senhor.
General, acabamos de ouvir um japon�s bocudo vender a pele do urso.
E decidimos ficar aqui todo o tempo que voc� quiser.
N�s conversamos, senhor.
Apesar do que diz o nosso contrato,
n�o podemos ir para casa agora.
Queremos ajudar a treinar os novos pilotos.
E gostariamos de estar aqui quando os japoneses vierem em 5 de julho.
Rapazes,
sempre pude dizer o que pensava,
agora n�o posso.
S� quero dizer que n�o posso agradecer o suficiente.
Sei o que significa voltar para casa.
E os admiro por isso.
N�o nos importamos, senhor.
Este japon�s no r�dio cometeu um erro muito grave.
Sim, senhor. Inclusive nos deu a hora e a data.
Nos deu a data errada, rapazes.
N�o estar�o aqui em 05 de julho
porque vamos bombardear Hong Kong em 4 de julho.
Steve, me traz as fotos de reconhecimento de Hong Kong.
Scotty, pegue o P43 e v� para Kweilin.
Vamos parar l� para reabastecer os ca�as a caminho do objetivo.
Veja a disposi��o do campo e os estoques de gasolina.
E volte para a rodada de informa��es.
- Vai dirigir a escolta de ca�as. - Sim, senhor.
Esse deve ser um dos rapazes de Kunming.
- Verifique aqui. - Sim, senhor.
- Ol�, coronel. - Como vai, major?
- N�o est� longe da sua rota? - Um pouco.
Parece que os mant�m bem ocupados.
Sim. Nos bombardearam a semana passada.
- O que tem em mente? - Vamos fazer-lhes uma visita no dia 3 de julho.
Doze B25 e sete B40.
Ir�o em longos intervalos para n�o alertar os japoneses na costa.
E sobre o programa? Guangdong ou Hong Kong?
Desculpe, esque�a.
Gostar�amos de reabastecimento, se tiverem.
Ficamos quase sem nada.
Mas daremos um jeito.
Eu gostaria de ver um velho amigo aqui em Kweilin.
- Conhece o Big Mike Harrigan? - Big Mike?
Claro. � um grande cara.
Vai encontr�-lo nas montanhas. H� uma caverna. N�o tem como errar.
- Obrigado. - A prop�sito,
uma grande tempestade se dirige para o Leste desde Yuna.
Deveria ficar aqui, coronel.
Acho que n�o tenho mais rem�dio.
At� mais.
O que dizem?
Bem,
as garotas se perguntam porque
um homem t�o h�bil em manejar uma m�quina complicada,
� t�o desajeitado com os pauzinhos.
Diga-lhes que o avi�o s� tem um pau.
Diga-lhes que o avi�o s� tem um pau.
Scotty, eu adoraria ficar com voc� e conversar longamente,
mas o meu colega o padre Kimiferei Qui Yang
precisa de suprimentos m�dicos que temos aqui.
No lugar onde vai, n�o tem um terreno plano para pousar um avi�o?
H� uma pista de pouso de emerg�ncia nos arredores da aldeia.
Padre, acho que posso te levar.
Gra�as a Deus. N�o tinha muito �nimo de enfrentar o dif�cil caminho de ida.
Adeus e muito obrigado.
Deixe-me ajud�-lo, padre.
Qual � a nossa altitude?
Acima dos 12.000.
Alguns destes picos excede os 20.
Poderia ir mais alto, mas h� o risco de congelamento.
Eu n�o estou preocupado.
- Acho que j� se perdeu alguma vez. - Eu que o diga.
Mas sempre consigo voltar.
A que atribui isso, Scotty?
Eu n�o sei. A confian�a no avi�o,
nos instrumentos,
nos instrumentos,
Passamos muito perto.
Ainda cre que voa sozinho, Scotty?
N�o, Mike. Isso foi pura sorte.
Eu sempre tive.
Sempre me acompanha.
Mas um dia vai acabar.
N�o te deixar�, se crer nisso.
Eu conheci um piloto das for�as a�reas brit�nicas na Birm�nia,
tinha sobrevivido ao bombardeio na Inglaterra,
e ao terror em Rangoon.
J� est� morto.
Mas antes de morrer, Scotty,
pode expressar em palavras simples e bonitas,
algo que voc� e todo aviador deveria sentir.
Gostaria de ouvir?
Por que n�o?
Aqueles que desprezaram a id�ia
de contar com outra for�a que n�o fosse a sua
aprenderam, no final,
como o medo pode minar o mais her�ico cora��o.
E a fraqueza humana em resposta o est�mulo do terror grita:
"Ajuda-nos, Senhor!"
Ent�o, o sil�ncio,
deixa ouvir a voz calma, proclamando a sua mensagem,
como uma palavra falada: "Creia!".
Creia em mim!
Deixa de lado o seu medo.
N�o estou l� em cima no c�u, mas aqui.
Em seus cora��es. Sou a for�a que procuras.
Creia em mim!
E eles acreditaram.
Estive oito anos esperando esse momento.
Mas esta � a primeira vez que disponho de bombardeiros.
Vamos para Hong Kong.
H� 4 objetivos a serem destru�dos.
Um, o aer�dromo de Kaita.
Dois, as refinarias de petr�leo.
Tr�s, o terminal ferrovi�rio em Caoluf.
E quatro, a central el�trica da ilha de Hong Kong.
Os bombardeiros vir�o do Sul.
Nosso departamento de intelig�ncia,
nos informa que neste momento,
h� um milh�o de toneladas de barcos no Porto Vit�ria.
Aqueles que ainda tiverem bombas ap�s o bombardeio,
deve selecionar os navios maiores e afund�-los.
Voltaremos algumas vezes, at� que o comboio fique destru�do.
Inclusive, se necess�rio, segui-lo at� Saigon.
H� duas �reas que devem ser evitadas.
Uma, � esta parte do Caoluf,
cheia de chineses inocentes.
E esta �rea � o campo de prisioneiros.
� muito perto do objetivo.
Ele cont�m soldados brit�nicos,
americano e canadense al�m de mulheres e crian�as.
N�o se esque�a que s�o tratados com crueldade desumana
e faz muito tempo que esperam a salva��o.
A cidade de Hong Kong est� sob comando do oficial japon�s
diretamente respons�vel por esta
e muitas outras atrocidades.
O general Ki Chepur.
Os ianques! Que Deus os aben�oe!
Olha as estrelas nas asas.
- S�o os nossos rapazes. - Ei.
Muito bem. Voc� vai morrer.
Japoneses. Ao Noroeste.
Margarida para Rosa.
Sim, chefe. Como est�?
� um �timo 4 de julho.
Margarida para Rosa.
V� aquele edif�cio bem alto?
Sim, o que acontece?
� o hotel Peninsula. A sede central do general Ki Chepur.
Vou jogar-lhe uma bombinha.
Gostou do meu presente?
Um pouco amargo, Joe. Eu n�o gosto.
Bem.
O que voc� acha?
Vai fazer muito mais calor que l� no inferno, ianque.
Alerta, base.
Aqui, Margarida.
N�o consigo for�a total.
Atiraram no radiador Preston.
Est� esquentando muito.
Vou aterrizar.
Vai aterrizar. Eu garanto.
Mas vai fazer um buraco no solo chin�s.
L� vai, ianque!
Tem que aprender este truque, Joe. Frear com os ailerons.
Pensou que eu fosse idiota?
Foi uma com�dia.
Sabe o que � uma boa com�dia americana, n�o, Joe?
J� tem o seu buraco em solo chin�s.
Durma bem!
Chamando a base.
Chamando a base. Aqui Margarida.
Descendo com avaria.
Mas me adiantei ao nosso amigo Joe.
Vou para as linhas chinesas se conseguir.
O vil ataque sobre Hong Kong em 4 de julho,
perpetrado pelos criminosos do General Chennault,
s� causou pequenos danos a tr�s hospitais
e a morte de civis inocentes.
Mas a for�a a�rea imperial do jap�o teve a sua vingan�a,
destruindo um dos melhores pilotos de Chennault.
O coronel Robert L. Scott.
Cujo avi�o foi encontrado em cinzas,
hoje, perto de Kwai Chong.
RADIO TOQUIO INFORMA :
SCOTTY MORREU NO ATAQUE SOBRE HONG KONG.
Srta. Catherine.
Aqui est� um copo de leite.
Obrigada, Frank.
Beba agora.
Vai precisar de for�as.
Eu farei.
Boa noite.
Boa noite.
Srta. Catherine,
perdeu-o,
mas pelo menos n�o est� sozinha.
Onde ele est�
n�o tem nem voc� nem Robin.
E nem pode se lamentar
tem amor e tristeza.
Tristeza para recordar
e uma menina para amar
no futuro.
Boa noite.
O que voc� acha que acontece com um homem como Scotty
ou um de n�s quando vamos embora?
J� pensei muitas vezes.
Quando tinha problemas e n�o tinha id�ia de como sair dele.
Tudo que podia ver era o qu�o est�pido fui a vida toda.
N�o � um al�vio.
Sim.
� o que acontece com todos.
Parece que o necess�rio para ser bom guerreiro
n�o s�o qualidades de anjo.
N�o, n�o acredito.
No entanto, n�o me parece justo.
Consideramos um cara como Scotty,
nunca teve muita f� em nada.
Exceto em si mesmo
e em nossa luta.
Me pergunto se ser� o suficiente para conceder-lhe algo excepcional.
N�o creio que temos prioridade l� em cima
pelo simples fato de lutar com os aliados.
Se houver justi�a no c�u,
cada deve procurar por sua conta.
Com seus pr�prios m�ritos.
Acho que voc� est� certo, Tex.
Minha querida Sra. Scott,
esperei cinco dias
antes de escrever, esperando ouvir alguma not�cia do seu marido.
Mas agora temo
que n�o h� nenhuma possibilidade
que tenha sobrevivido.
Quieto, Joe!
Para de latir, Joe!
Scotty!
- N�o posso acreditar. - � o Scotty.
Vamos, rapazes.
Vamos, rapazes. Est� vivo.
Olha, tem a espada do Tokyo Joe.
Scotty, te darei 50 d�lares por ela.
- Dou 100. - Eu, 150.
- Dou 200. - 250.
Desculpa, rapazes. Acho que o Tokyo Joe n�o gostaria que a vendesse.
Capit�o Shu.
- Mande um telegrama para a Ge�rgia. - Sim, General.
Singao.
Por que tantos testes?
Nada h� mal que um bom descanso n�o cure.
� apenas um check-up de rotina, Scotty.
Quero ver se pegou algum virus em Wan Shi.
Acho que sim.
Mas n�o est�o no sangue.
Voc� mesmo pode ver.
Ainda tem mal�ria e � pior que antes.
Terei que proibir qualquer atividade.
N�o por alguns virus, doutor.
N�s todos temos.
Afundaria o Scotty, perder o ataque que vai acontecer.
Mas salvaria a pele dele, Steve.
Al�m da mal�ria, est� esgotado por excesso de trabalho.
Segundo o hist�rico, nasceu em 1908.
Isso faz dele um velho de 34 anos.
� velho demais para piloto de combate. Correria perigo.
O Scotty pode voar e lutar melhor que 10 homens.
Por quanto tempo?
O suficiente para este ataque.
Depois poder� ensinar os novatos a lutar.
Precisamos dele.
Qual � o diagn�stico?
N�o est� muito bem.
Tem que encontrar outra pessoa para comandar.
Certo.
Holston conduzir� os bombardeiros.
O coronel Haynes dir� os alvos a atacar.
Nessas posi��es, encontrar�o intenso fogo anti-a�reo.
A rota dos bombardeiros ser� pelo sul.
E agora, senhores,
iniciamos uma nova e terminal fase da guerra contra o Jap�o.
Acabaram as batalhas defensivas.
Pela primeira vez, temos bombardeiros suficientes para causar danos.
E vamos fazer onde mais d�i.
Em pleno territ�rio japon�s.
Sabem para onde v�o e o que carregam.
Todos lan�ar�o bombas ap�s o avi�o principal.
Ali estava,
olhando de fora.
N�o pode ter um homem mais triste que eu esta manh� em Kunming.
Ent�o, sem saber para quem pedir,
rezei.
Nunca te pedi nada antes.
Nem acredito em milagres.
Mas esta � a miss�o pela qual trabalhei desde pequeno.
Assim se for sua vontade,
permita que v� com eles.
S� desta vez.
Muito bem. Sincronizem os rel�gios.
Acabem com eles e boa sorte.
Est� como se tivesse perdido todos os seus amigos.
Me sinto assim, senhor.
- Esteve na sess�o? - Sim, senhor.
Veja Scotty, ainda sou um piloto.
E cada vez que mando os rapazes l� para cima, queria estar com eles.
E ainda mais nesta miss�o.
Este ser� um marco hist�rico.
E a vit�ria final.
N�o piore, senhor.
Tem um novo Curtis P40.
� maior, mais r�pido e melhor armado
que qualquer coisa que j� pilotou.
� seu, Scotty.
Presente do velho.
Vamos, entra logo.
O seu velho grupo est� esperando.
Ir� comandar.
Quer entrar no avi�o de uma vez?
Sim, senhor.
Sim. As ora��es fazem mais coisas do que se possa imaginar.
O que estava dizendo, Padre?
Nada.
Nada.
Bem, rapazes. Ele conseguiu.
Singao!
Aqueles que desprezaram a ideia de contar
com outra for�a que n�o fosse a dele, aprenderam no final,
como o medo pode minar o mais her�ico cora��o.
E a fraqueza humana em resposta ao est�mulo do terror grita:
Ajuda-nos, Senhor!
Ent�o a tranquilidade deixa ouvir a voz silenciosa,
proclamando a sua mensagem como uma palavra falada.
Creia! Creia em mim! Deixa o seu medo!
Ah, n�o estou l� em cima no c�u.
Mas aqui, em seus cora��es.
Sou a for�a que procuras.
Creia!
E eles acreditaram.
LEGENDAS : Laercio GRUPO ALLIED FORCE Tradu��o da legenda em Espanhol
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