All language subtitles for Dekalog 08 (Port)

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified) Download
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German Download
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

DEC�LOGO, Epis�dio VIII

Bom dia.

Bom dia, chegando ou partindo t�o cedo?

Chegando, peguei o trem noturno de Szczecin...

Entendo, fez bons neg�cios?

Uma s�rie completa... Sobre o v�o dos alem�es ao p�lo norte, em 1931.

O Polarfahrt.

Um zepelin, suponho...

Tr�s deles, s�o fant�sticos...

Poderia me mostrar qualquer dia desses.

Seria um prazer.

Bom dia.

Bom dia, professora.

O assunto do qual queria falar...

Entre, por favor.

Esta � a Sra. Elzbieta Loranz, de Nova York.

J� nos encontramos antes.

Nos Estados Unidos, se n�o me engano.

Voc� foi a tradutora dos meus trabalhos, n�o foi?

De quase todos eles.

Seu polon�s � perfeito! E eu enrolando minha l�ngua...

Fez muito bem.

Bem, a Srta. Loranz est� aqui num interc�mbio cient�fico.

Est� interessada em seu trabalho, professora.

E, se n�o entendi mal, acho que gostaria de assistir as suas aulas.

Seria um prazer.

Quer assistir a de hoje mesmo?

Se voc� me permitir...

Desculpem-me...

A Srta. Elzbieta Loranz trabalha no...

Instituto Americano de investiga��o...

...dos judeus que sobreviveram ao holocausto.

Bem, vamos continua onde est�vamos...

O inferno moral.

Algu�m quer ser o primeiro?

J� temos duas hist�rias sobre pol�tica

para considerar...

E um relato te�rico, que tornar� a tarefa mais f�cil.

Sim?

Imaginemos a seguinte situa��o: Um homem est� morrendo de c�ncer...

J� � o terceiro caso de c�ncer este ano...

Est� sendo tratado por um excelente especialista,

que � um crist�o devoto - o que � importante para a situa��o.

Bem, o doutor vive no mesmo pr�dio que o paciente e sua esposa,

s�o vizinhos de porta.

A esposa do paciente come�a a incomodar o m�dico,

pois o que quer � saber...

se seu marido vai morrer,

e quando. Mas o m�dico n�o pode dizer.

J� que, para ele, seria como ditar uma senten�a de morte.

Como devoto n�o pode faz�-lo.

Mas a esposa de seu paciente o amola cada vez com mais insist�ncia.

O doutor suspeita que deve ter...

algum motivo especial que a fa�a insistir tanto.

E parece que ele est� certo: A mulher est� gr�vida.

Mas a crian�a � de outro homem.

O marido n�o s� n�o sabe, como parece que ela...

...nunca p�de engravidar antes.

Ela ama o seu beb�, que ainda n�o nasceu.

Mas tamb�m ama seu marido.

Se o marido sobrevive ao c�ncer,

ela ter� de abortar.

Mas se morrer, ter� a crian�a.

Dessa maneira, o doutor tem em suas m�os a vida da crian�a.

Goste ele ou n�o, est� em suas m�os e ele sabe disso.

Conhe�o o final dessa hist�ria.

Vars�via � uma cidade pequena.

Para deixar as coisas mais dif�ceis, os direi que essa crian�a vive atualmente.

O que talvez seja o elemento mais relevante da hist�ria.

Desculpe, n�o fazer a grava��o dessa dist�ncia.

Eu disse que a crian�a est� viva,

e que considero este como o elemento mais relevante.

Gostaria que definissem os personagens,

...e os motivos que impulsionam os her�is

...nessa hist�ria.

Ser� mais interessante se ambos conhec�ssemos mais os arqu�tipos.

Embora acredite que voc�s conhe�am diferentes arqu�tipos que os meus.

Obrigado, senhorita.

Obrigada, algu�m mais quer dizer algo? Ningu�m?

Realizemos ent�o uma an�lise das hist�rias expostas anteriormente.

Sim, senhorita?

Disse que a vida da crian�a era o fato mais relevante?

...n�o �?

Exato.

Estava pensando...

Isso se permitir-me ser uma parte ativa na aula...

Claro, todos aqui presentes desfrutam dos mesmos direitos.

Gostaria de contar...

...uma hist�ria que conhe�o.

Ficaremos encantados em ouvi-la.

Temo que haja um inconveniente...

� que ela ocorreu no passado.

Ainda que na verdade isto possa ser uma vantagem.

Sim, pode.

O que eu disse sobre a crian�a estar viva...

...lhe afeta de algum modo em especial?

Sim.

At� certo ponto.

Era o ano de 1943, fevereiro, pleno inverno...

A hero�na � uma menina de seis anos. Uma menina judia

Escondida no s�t�o de uma casa de seu bairro.

Mas n�o podia ficar mais l�.

Seu pai estava no gueto.

Seus amigos tratam de encontrar um novo esconderijo para ela.

Acabam encontrando, mas os que v�o cuidar dela exigem uma condi��o:

A menina deve ter um certificado oficial de batismo.

Era uma tarde muito fria.

A menina visita um casal,

que aceitou apadrinh�-la.

S�o jovens e cat�licos.

A menina est� congelada.

Esteve o dia todo �s voltas com seu tutor pela cidade para chegar a essa casa.

Bem, finalmente entram, seu tutor e ela.

O marido parece nervoso. A mulher est� tranq�ila.

Servem um ch� quente.

A menina queria muito uma x�cara de ch�, mas n�o h� tempo.

Os pais est�o esperando e � quase hora do toque de recolher.

Mas a mulher, ao inv�s de come�ar a se vestir,

lhes pede que sentem.

Desculpe.

Saia!

Por favor, saia daqui.

Obrigada.

Disse que foi em 1943?

Sim, em fevereiro.

Em Vars�via?

Exato.

Nos limites do distrito Mokotow, na rua Odynca.

Mesmo? E o que aconteceu depois?

Depois? Ah, sim.

Sentaram-se � mesa.

O homem continuava dando voltas em torno desta.

O homem e a mulher cruzam olhares.

Afinal, a mulher se arma de coragem e diz aquilo que � t�o dif�cil de se dizer:

Que n�o poderiam manter sua promessa.

Que pensando sobre o assunto...

N�o poderiam mentir sobre aquilo em que cr�em.

O tutor da menina lhes pede caridade...

...e que esque�am esse falso testemunho.

A mentira que tinham planejado, n�o seria incompat�vel...

...aos seus princ�pios morais, conhecendo a causa que serviria.

E isso � tudo.

Ent�o o tutor e a menina se levantam da mesa.

Tomem um pouco mais de ch�, diz a mulher.

A menina toma um gole.

Mas ent�o olha seu tutor e deixa de novo a x�cara sobre a mesa.

E ent�o,

l� em baixo, j� no port�o,

a menina avisa seu tutor.

"Est� quase na hora do toque de recolher", ela disse.

Mas seu tutor n�o se move.

Havia mais algu�m...

...naquela casa?

Sim, um anci�o.

Estava sentado de costas para os outros.

Numa cadeira de rodas, acho.

Conhece mais algum detalhe?

As x�caras eram de porcelana chinesa, mas n�o eram todas do mesmo jogo.

Havia um lampi�o de querosene de cor verde sobre a mesa, mas estava apagado.

O homem nunca tirou as m�os dos bolsos...

...durante os dois ou tr�s minutos que durou a conversa.

Esses s�o os detalhes.

Alguma pergunta? Nenhuma?

Alguma d�vida, talvez?

Sim?

As motiva��es me parecem improv�veis se o casal fosse verdadeiramente cat�lico.

O falso testemunho n�o iria diretamente contra seus princ�pios morais.

� a �nica motiva��o que me ocorre.

Que outros motivos poderiam ter?

Alguma id�ia?

N�o sei.

N�o posso entender.

N�o sei de nenhum motivo que justifique uma decis�o semelhante.

Sim?

O medo...

Imagine outra crian�a judia descoberta naquela casa.

E tivesse sua cabe�a esmagada contra a parede,

e a familia que a protegeu fosse executada.

Sim. Medo, sim.

O medo � uma justificativa para voc�?

Sugeri um poss�vel motivo. N�o disse que...

Estamos indo muito longe.

Por favor, considerem os conflitos morais

...que emergem desta �ltima hist�ria como tarefa de casa.

Tentem...

apresentar um ponto de vista aceit�vel para a decis�o da mulher.

E tentem entend�-la.

Isso � tudo, obrigada.

N�o foi no distrito de Mokotow.

Verdade.

Foi no centro.

Na rua Noakowskiego.

Sim.

Ent�o era voc�...

Sim, era eu.

E est� viva.

Pensei em voc�, todos estes anos.

Sempre que via algu�m brincando com um cord�ozinho dourado,

Dizia a mim mesma:

Meu Deus, voc� est� viva!

Uma fam�lia do distrito de Praga aceitou me dar abrigo.

Uns familiares da pessoa me trouxe at� voc�.

Passei dois anos com eles.

Agora est�o na Am�rica comigo, na verdade o homem j� faleceu.

E veio at� aqui para me olhar no rosto...

...enquanto me contava sua hist�ria.

Eu quis te dizer quem eu era nos Estados Unidos.

Tentei te escrever uma carta.

E vir aqui.

Se n�o fosse por aquelas poucas palavras sobre o beb� da hist�ria...

Nunca teria dito.

Sim.

Entendo.

H� quem diga que uma pessoa que salva outra tem capacidades especiais.

O mesmo diz respeito a quem � salvo.

Sim, tamb�m acredito nisso.

E voc� tamb�m as tem.

Eu?

Sim.

Todas aquelas coisas que fez depois...

... s�o bem conhecidas.

Muitos dos meus compatriotas devem suas vidas a voc�.

Engra�ado, aquela menina sentiu a falsidade da ostenta��o de todo...

... aquele racioc�nio cat�lico logo de cara.

O cinzeiro est� ali.

Voc� n�o fuma.

Mas n�o estou cega.

Onde mora? Quer que te leve?

Lembro que uma vez me mostrou toda Nova York.

Tenho uma casa em Victoria, fica a uns 300 metros daqui.

Gostaria de jantar comigo?

Voc� mora aqui?

N�o.

Mas esta � a casa.

Sim.

Este � o port�o que falou.

� quase hora do toque de recolher, vamos.

Elzbieta!

Elzbieta?

Que esc�ndalo � esse?

N�o o ouvi tocar.

Desculpe...

Estou procurando uma mulher.

N�o h� uma mulher aqui h� s�culos.

Mas n�o tem fam�lias diferentes morando aqui?

Cinco, h� uma campainha para cada uma.

N�o nos damos muito bem.

� sobre o an�ncio? Entre, por favor.

N�o.

Estou procurando uma amiga minha, subiu por estas escadas.

Uma mulher alta, cabelo escuro...

Como?

Procuro uma amiga.

Est� louca!

Vamos, pare com isso.

Desculpe.

H� alguma outra entrada?

� sobre o an�ncio?

N�o.

N�o, n�o h� outra entrada.

Esta � uma casa de respeito.

� sobre o an�ncio?

N�o, e ela nunca voltou.

Isso significa que nunca chegou a entrar.

Mas ela entrou...

Elzbieta.

Louca!

Meu deus, estava te procurando.

Aqui estou.

Me assustei por um momento.

Pensei que talvez nunca tivesse estado aqui.

Mas estou aqui.

� um lugar horr�vel.

Fui ao meu antigo apartamento.

Aquela noite, o amigo do meu pai n�o sabia o que fazer em seguida.

Foi ent�o que decidi n�o voltar a ter medo nunca mais.

Mas nunca voltou...

...nesses 40 anos?

N�o queria voltar a ver este lugar?

N�o, � humilhante.

Ser ajudado por outros?

Sim, ningu�m quer ver as testemunhas...

...de sua pr�pria humilha��o.

Mesmo que estas testemunhas sejam apenas casas.

Bem, investigamos, analisamos e descrevemos.

Mas como esta injusti�a pode ser esquecida?

Por que uns s�o os salvadores e outros sempre s�o os que s�o salvos?

Sabe por que?

N�o, n�o sei.

Vamos.

Bonito apartamento.

Estou de dieta, como pode ver.

N�o esperava ningu�m pra jantar.

A mulher que lembro n�o pode ter se transformado em uma pessoa como voc�.

Mas aconteceu.

Me assustou.

...na volta, na rua Noakowskiego.

Desculpe.

Se voc� fez essa viagem de milhares de quil�metros...

...na esperan�a de mist�rios,

vai ficar desapontada.

As raz�es pelas quais tive que te renegar...

...naquela tarde, s�o triviais.

O impacto que aquela tarde teve em minha vida...

... � outro assunto, mas vamos esquec�-lo.

O homem,

que dava voltas na mesa,

com as m�os nos bolsos era meu marido.

Morreu em 1952.

Eu sei.

Era do ex�rcito naquela �poca.

Fomos informados de que a fam�lia que iria lev�-la...

...eram agentes da Gestapo.

Que atrav�s de voc�, de seu tutor e do padre, a Gestapo pudesse chegar...

...primeiro a n�s... E depois � organiza��o que ocultava as crian�as judias.

E que isso pudesse servir para um canal de dela��es.

E a� est� todo o mist�rio.

Sim, � bem simples.

Mais tarde, parece que...

aquela informa��o sobre a fam�lia, era falsa.

Mas quase foram executados pela organiza��o.

E voc� acreditou...

Claro, � natural.

E viveu durante quarenta anos com essa certeza.

Nem sequer sabia se voc� estava viva.

Te deixei totalmente sozinha.

Te mandei quase que para a morte certa.

E sabia...

...o que estava fazendo.

Sim, tem raz�o.

Nenhuma id�ia ou pensamento pode ser mais importante...

... que a vida de uma crian�a.

Como diz aos seus alunos?

Sobre como deveriam viver?

N�o digo nada a eles.

S� estou aqui para ajud�-los a tirarem suas pr�prias conclus�es.

Por que?

O correto � o que importa.

E ele existe.

E acredito que existe em todas as pessoas.

Uma situa��o pode arrancar de algu�m seu melhor ou seu pior.

Naquela tarde nada de bom saiu de mim.

Quem avaliou isso?

Aquele que est� dentro de todos n�s.

Nunca notei nenhuma men��o a Deus em seus trabalhos.

N�o sou carola.

N�o uso a palavra Deus.

Mas palavras n�o s�o necess�rias para estar segura...

de que o ser humano � livre. Livre para escolher.

Pode-se deixar Deus de lado,

se o ser humano quiser.

E o que o substitui?

A solid�o, neste mundo.

E mais tarde...

Tentar chegar...

ao fundo deste problema.

Se n�o h� mais nada al�m do vazio,

depois, nesse caso...

Sim, isso eu sei.

Me permite?

Entre, por favor.

Oh, pensei que estava sozinha.

Boa noite, senhora.

S� queria te mostrar...

Lindo, de verdade.

Desculpe t�-la incomodado...

Diga ao seu filho, se o ver.

Ele sempre foi interessado nestas coisas.

Direi, Polarfahrt.

Tr�s zepelins... 1931.

De acordo. Bem, boa noite.

Boa noite e obrigado.

Um colecionador?

Mais do que isso, parece. �s vezes me mostra esses selos

como outros mostrariam seus netos,

ou fotos de seus netos.

Usava um su�ter, parecia um vizinho.

Sim, � meu vizinho.

E sabe um coisa? Esse doutor e seu paciente,

de que falamos na aula,

tamb�m moram aqui.

Bom, � um lugar bem interessante este.

Como qualquer outro.

Em todas as casas, em todos os apartamentos, existem algumas pessoas...

E sucessivamente.

Exato.

Obrigada.

Aquelas pessoas, com quem eu ia ficar.

Voc� os conhece?

Sim.

O qu� gostaria de saber?

Poderia v�-los?

Gostaria?

Muito bem, te levarei amanh� mesmo.

� uma pequena casa de costura, no distrito de Praga.

Mas eu n�o entrarei.

S� os vi uma vez depois da guerra.

Disse-os que eu sentia muito.

Era a �nica coisa que podia dizer.

Mas n�o foi o suficiente.

Gostaria de...

...passar a noite aqui?

H� outro quarto.

Pouca gente dorme nele, ultimamente.

Interessante.

Gosta?

O qu� est� fazendo?

Tem um cara na TV que faz isso.

Quero mostrar que eu fa�o melhor.

Viu? Chama-se o �homem de borracha�. Ele n�o consegue fazer.

Como faz isso?

Qualquer um pode fazer. Quest�o de pr�tica.

Dobre as costas...

Um pouco mais.

N�o, voc� n�o pode.

Parece que n�o.

� muito tarde pra voc�. N�o acho que possa aprend�-lo mais, sinto muito.

Com licen�a...

Toma caf� comigo?

Um pouco mais que 50 gramas de ricota,

o 15� dia de dieta. Caf� sem a��car.

Ok.

Me levanto cedo, como voc�.

De acordo, tomarei...

Um desjejum normal.

Era esse o quarto...

Que quarto?

O que dormi.

Era de seu filho?

Sim, era.

Mas ele j� n�o mora mais aqui, n�o?

N�o, n�o quer morar comigo.

Voc� comprou essas flores?

Sim, percebi que voc� p�e flores frescas na mesa.

Obrigada.

Onde est� ele?

Em poucas palavras...

Est� longe de mim.

Isso � aqui.

Irei fazer umas compras e passarei para te pegar.

Sim, senhora?

Gostaria de falar com voc�.

Comigo?

Deus... sobre o que?

Sou Elzbieta Loranz.

N�o a conhe�o, senhora.

Na verdade nunca nos encontramos, mas ir�amos nos conhecer, durante a guerra...

N�o, espere um momento. N�o quero falar da guerra.

Nem do que aconteceu...

...depois dela.

Nem sobre o que acontece agora.

Posso fazer um vestido, um casaco ou talvez um traje formal.

� s� decidir o modelo, aqui est�.

Voc� iria salvar minha vida, gostaria de agradecer por ter tentado.

Tem seu pr�prio comprimento do pano?

Veja, � t�o dif�cil comprar algo hoje em dia...

Tinha 6 anos na �poca, em fevereiro de 1943.

Sim.

Eu tinha 22.

Bem, um casaco?

Estas revistas de moda s�o bem antigas.

N�o se ofender� se te mandar algo mais recente, vai?

N�o, me mandaram estas do estrangeiro tamb�m. Mas j� faz anos.

Depois, tornou-se imposs�vel consegui-las.

E n�o quer mesmo falar comigo?

N�o.

De qualquer modo, eu n�o fui embora s� por via das d�vidas.

Bom, ele queria fazer um casaco para mim.

Foi o que imaginei. Ele teve muitos problemas.

Problemas muito grandes, talvez.

Que pa�s estranho, n�o?

Voc� rezou ontem?

Sim.

Tradu��o: Vander Colombo

Revis�o: Gianfranco

MOVIMENTO CINEMA LIVRE

Sincronia: Distan�sia

Making Off www.makingoff.org

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.