All language subtitles for The Big Lift [Montgomery Clift] (1950) DVDRip Oldies

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Original subtitles

A PONTE A�REA - Ilus�o Perdida -

Este filme foi feito na Alemanha ocupada.

Todas as cenas foram filmadas na localiza��o exata

relacionada com a hist�ria incluindo os epis�dios

dos setores americano, franc�s, brit�nico e russo de Berlim.

Com exce��o de Montgomery Clift e Paul Douglas,

todos os militares que aparecem neste filme s�o membros

das For�as Armadas dos Estados Unidos

em servi�o na Alemanha.

No quartel-general em Berlim,

a guerra fria atinge uma nova crise.

Os russos arriam a bandeira vermelha, o que significa que os sovi�ticos

se retiram da uni�o das quatro pot�ncias

que governaram Berlim desde o fim da guerra.

Sem se preocupar em esconder o desejo que os aliados

saiam de Berlim, os vermelhos iniciam o bloqueio da cidade.

Retiram as ferrovias e param os trens

o que eles chamam de "motivos t�cnicos".

As barca�as transportando carv�o e alimentos est�o

com o caminho fechado, as estrada est�o bloqueadas e desertas.

As inten��es russas de subjugar a popula��o pela fome

produzem o resultado oposto. No setor sovi�tico se re�nem

300.000 berlinenses para reclamar o apoio dos aliados ocidentais.

Anthony Even chegou na capital para uma reuni�o de emerg�ncia.

Assim como o comando militar franc�s, o general Cane.

O general americano Klane em nome dos aliados

anuncia sua decis�o.

"Temos o direito de estar em Berlim,

e temos a inten��o de manter esse direito".

Mas "como" perguntam os amantes da paz

de todo o mundo, que esperam ansiosamente uma resposta.

Isso pode ser verdade ou � apenas uma miragem

para seguirmos em frente?

A resposta para esta pergunta � que este � um concurso

em Atlantic City.

Aten��o, por favor, para todo o pessoal do esquadr�o 19

o transporte de tropas, apresente-se em opera��es imediatamente.

E agora?

Algu�m se esqueceu de limpar o carburador e seremos punidos.

Creio que mandam eles para a Austr�lia.

Bem, eu tenho um compromisso dentro de uma hora.

- Eu vou, se for bom. - E para quem n�o �.

Em setembro acontecer� o pr�ximo concurso Miss Am�rica.

Quem ser� a vencedora?

E ent�o fiquem prontos para Sath na Calif�rnia.

Sil�ncio!

E para West Overfield Chicopee Falls, Massachussets.

Para este destino ir�o com o prop�sito de se preparar para as opera��es

durante quarenta e cinco dias.

Desculpe-me, me chamo Kowalski. Sou o funcion�rio da ag�ncia.

Sim...

Estava imaginando se poderia me substituir nessa miss�o.

Por qu�?

Bem, senhor, se vamos para onde acho que vamos, n�o faria um bom trabalho.

- O que tem contra West Overfield? - Nada, senhor,

mas tenho muito contra a Alemanha e acho que � para onde vamos.

Sargento, as For�as A�reas n�o se dirigem com suposi��es.

Tenha uma boa viagem.

Sim, senhor.

Venha!

R�pido, para a fila!

Est� ficando tarde!

Eu estou indo.

Vamos!

Voc� � um galinha.

Bem, o sargento est� ligado, tem pressa.

Por que continua enganando-os? Jovens, ir�o para a Alemanha.

� para l� que vai.

N�o, Sgt Kowalski, vamos para West Overfield, o major disse.

N�o acabou de ver as not�cias? Os russos bloquearam Berlim

h� duas semanas. N�o l� os jornais?

Deixaram de mandar C-47 porque n�o levam muita gente,

segundo a imprensa, pois os C-54 s�o maiores e levam mais gente.

E v�o levar voc�s.

Amigo, onde acha que vamos? N�o vamos, voc�s v�o.

Nesta viagem n�o precisam de gente de terra como eu.

- Ouviu alguma coisa especial? - N�o, mas acabo de deixar

700 kg de caf� a bordo. E que eu saiba, ultimamente,

n�o h� falta de caf� em Massachussets. Sim, senhor, vai visitar os alem�es.

Os aviadores sempre levam o melhor.

Vai se divertir por a� voando dia e noite.

E eu aqui em baixo preso em Honolulu.

Nessa horr�vel praia de Waikiki. Que azar!

Me banhando e bronzeando o dia todo,

bebendo coco-louco a noite toda.

N�o quero nem pensar nisso, mas vou tentar, rapazes.

Auf Wiedersehen para todos!

Fora daqui!

- Chispa. - Que cara de pau!

Est� sempre pensando a mesma coisa!

Depressa!

Vamos l�!

A� fica Daemon Head. D� uma boa olhada, pessoal!

E n�o esquecer�o!

Ontem conheci uma garota, pensei que esta noite dan�aria comigo.

Sei como se sente, mas h� coisas piores.

Tenho esposa e dois filhos, faz seis meses que n�o os vejo.

Mas o major disse que s� seriam quarenta e cinco dias.

Disseram isso quando me mandaram para as Filipinas em 41.

Pessoal, eu ouvi no r�dio.

Kowalski tem raz�o. Vamos para Berlim!

Pegaram todos os C-54 do Alaska, T�quio, Calais,

Panam�, Porto Rico, Honolulu, Alabama, Fl�rida,... todos.

N�o foi isso que me disseram!

N�o,... bem.

Kowalski, vai gostar tanto quanto de Hollywood Park.

Aeromo�a, manda um rapaz fazer a minha cama, por favor.

Depois, se estiver frio n�o me chame, estarei dormindo.

- Boa noite. - Boa noite.

Stuart, l� est� o Reno!

Mac!

- Mac - O qu�?

Vai despert�-los, chegaremos em dez minutos.

Vamos l�, pessoal, acordem!

Chegada, dentro de dez minutos.

Vamos, levanta! Despertem!

� hora de levantar!

Torre de Rhein Main, For�a A�rea 7223 falando.

Estamos a dez minutos do seu espa�o a�reo.

Velocidade de cruzeiro a 35 mil p�s. Solicitamos instru��es.

Torre de Rhein Main para 7223. Quem s�o e de onde v�m.

Cambio.

For�a A�rea 7223 falando, esquadr�o 19, transporte de tropas,

Taken Fields, Honolulu.

Torre de Rhein Main para 7223, aguardem instru��es.

Recebido, 7223 � espera.

For�a A�rea 6421 para torre de Rhein Main.

Torre de Rhein Main para 6421, de onde v�m.

For�a A�rea 6421 para Rhein Main. Somos o esquadr�o 54

do transporte de tropas do Alaska. Cambio.

Torre de Rhein Main, falando For�a A�rea 9922. Cambio.

Este � um transporte de tropas vindo de Porto Rico.

Parece que o destru�ram com bombas.

N�o � muito, aqui deve ser onde usaram a bomba at�mica.

Torre de Rhein Main para 7223. Vire � direita no final da pista.

Encontrar�o o indicativo do seu esquadr�o, pare l�.

- Qual � o problema? Tem frio? - Cale-se.

Eu disse para trazer roupa quente, todos diziam "n�o vamos para a Alemanha,

n�o faz sentido". Bem, bonit�o, j� est� aqui.

E antes de voltarmos, desejar� nunca ter sa�do

da velha planta��o.

J� viu este lugar?

Est� cheio de lama.

Visto o traje dos domingos.

Minha m�e se sentiria muito mal.

Esperem neste edif�cio, algu�m dir� onde ter�o que ir.

Por que n�o nos deixa num lugar seco?

Este � um lugar seco, veja como est� o resto.

Enlameado, vai ver como durante o seu dia de folga

vir� para esse mesmo lugar passear um pouco por estar t�o seco.

Do que est� falando?

Vamos, depressa.

Vamos!

Cuidado com essa po�a! vai manchar a roupa nova.

Vamos!

Cuidado! Deixe-me lugar!

Isso tem mais classe do que o Savoy!

Que hotel!

Aquela cama tem nome!

Vamos!

Nesta bilheteria h� fotos!

Sil�ncio, rapazes!

Sil�ncio!

Respondam aos seus nomes!

- Blanqueton! - Presente!

- Doul! - Aqui!

- Kennet! - Sim!

- Mais! - Sim!

- Mayo! - Presente!

- Nicola - Aqui!

- Joe! - Presente!

- Kowalski - Sim!

Aproximem-se todos!

N�o � culpa minha, eu n�o dei essas ordens.

Apenas trabalho aqui.

Os do pr�ximo grupo, � minha direita.

- Burn! - Sim!

- Darwoon! - Presente!

- Ferry! - Presente!

- Morris! - Aqui!

- Reynolds! - Aqui!

- Symon! - Presente!

J� descarregaram o material de manuten��o que trouxeram.

Formem seu pr�prio dep�sito de provis�es, Ihes direi onde.

Os mec�nicos v�o para os seus avi�es.

Um momento, me chamou com os mec�nicos,

eu sou o Kowalski da CGA.

- Sim, est� na lista de Berlim. - De Berlim?

Tranquilo, vai no avi�o que quiser.

Vamos!

Mesmo que fosse uma fossa s�ptica,

eu tinha que cair dentro. Para Berlim!

Se acabou de chegar...

Adeus!...

Adeus!

O que foi, engra�adinho? N�o aguenta uma brincadeira?

Se refere a Greefolding?

Sim, l� tomaremos dire��o 55 graus.

Estou feliz que veio, sem voc� j� estar�amos na Su�cia.

� como a rota de entrega de leite quando se est� acostumado.

Claro, tudo que tem a fazer � n�o sair deste corredor

de 20 milhas a 170 milhas por hora, exatamente a 6.000 p�s

voando por instrumentos continuamente com intervalos

de 3 minutos, chamando por r�dio pontualmente, mantendo...

Em frente, fala For�a A�rea 7223.

Recebido.

Dizem que h� um avi�o n�o identificado �s 5:00h.

Podem v�-lo?

Sim, vem a�.

Parece que arrasta uma manga de tiro.

Sim, Templehoff, sim, vemos ele.

� um ca�a de resgate arrasta uma manga de tiro

na altura da nossa asa.

For�a A�rea 7223, fala Templehoff Airways

segue outro avi�o n�o identificado, provavelmente ultrapasse voc�s

dentro de um minuto.

Errou em 59 segundos e n�o nos ultrapassou, passou zumbindo.

A que dist�ncia?

N�o sei, mas tirou tinta da nossa asa.

Templehoff?

Freiburger, antes de aterrizar confira a lista.

- Interruptores? - Desligado.

- Trem de aterrizagem? - Trem de aterrizagem.

- Dep�sito principal. - Est� bem.

- Desligar v�lvula. - Pronto.

Ligue vista a�rea.

Ligada.

Colocaram esses edif�cios num lugar bonito, n�o?

Flap 20 graus.

20 graus.

Flap completo.

Preciso de mais pot�ncia.

Basta.

Como aterrizar sobre uma cama de rosas.

Confira a lista.

- Ok, h�lices? - H�lices altas.

1 hora e 46.

Sele-o, sargento.

Fico feliz em ver voc�s. Pensei que me mandariam

descarregar tudo isso.

Voando a 200 p�s durante 1/4 de milha,

imagino que a CGA seria �til em cima desses edif�cios.

T�o �til quanto o dinheiro que nos mandam de casa.

- Alem�es? - A maioria.

- O que pensa que empurra? - Bitte, bitte.

N�o me diga bitte, bitte. Afaste-se de mim!

Venha, venha...

O que pretende provocar? Outra guerra?

- Mac, acho que vou me alojar. - Ok, nos vemos mais tarde.

- Se durmo, deixe o seu cart�o. - Est� bem.

Obrigado por me trazer, tenente. Onde fica a opera��es?

- � l�. - At� mais.

- At� mais, tenente. - At� logo, Kowalski.

- Desculpe, senhor. - Sim, sargento.

Posso deixar o combust�vel por um tempo?

- Gostaria de conhecer Berlim. - Imposs�vel, sargento.

Ent�o, n�o podemos ir a nenhum lugar?

- Estaremos aqui s� 20 minutos. - 20 minutos?

E tem que ficar perto do avi�o.

H� 4 horas estava muito limpo e muito bonito.

Bem, se continuarmos assim imagina como estar� em quatro meses.

Senhor!

O �leo? Precisa verificar tudo certo.

Tinha um pequeno vazamento mas j� est� arrumado.

- Tenta ligar agora. - OK, vou tentar.

Mac! Ei Mac,... Sabe de uma coisa?

Acabam de chegar tr�s C-54 para a Marinha.

- Para a Marinha? - Sim, realmente.

L� v�m eles.

Rapazes, j� podemos ir para casa!

Vem a Marinha!

Repare que gorrinhos bonitinhos!

V�m em uniformes rec�m engomados.

Bonitos!

Veja que homens... que bonitos e elegantes s�o.

Voc�s s�o todos uns bocudos.

Manchei o uniforme limpo. Isso v�o lamentar.

O que � dif�cil para voc�s � normal para a Marinha.

Olha o que trazem para tr�s avi�es. Um mec�nico para cada cilindro.

� engra�ado como um macaco!

Calma, onde estavam metidos? Chegam com cinco meses de atraso.

Quer�amos que fizessem tudo sozinhos

mas tiveram que chamar a Marinha.

Vamos, rapazes, mandem ver. Em frente, Ben. Venha, vamos.

Um, dois, tr�s...

Bem. Cambio. Utilizaremos a pista.

Como uma pista de boliche com luzes.

- Interruptores? - Desligados.

- V�lvula fechada? - Sim.

- Dedos cruzados? - Ah.

- Trem de aterrizagem. - Sim.

Isto parece um cemit�rio. � tudo muito pr�tico.

- Flap completo. - Completo.

Olha, trouxeram a tropa. Quem chegou?

Provavelmente algu�m importante do Pent�gono.

Hoje reunimos aqui uma grande multid�o para celebrar

um acontecimento na hist�ria desta opera��o a�rea

surpreendente.

H� um momento, quando o avi�o n�mero 37 pousou

na pista norte, atingimos um total de 100 mil v�os para esta cidade.

Para expressar sua gratid�o, os representantes da cidade

de Berlim est�o presentes para entregar alguns presentes

� tripula��o do n�mero 37. A Guarda de Honra

do governo militar tamb�m estar� presente.

E num momento,... mas parece que o tenente j� vai dar

sua primeira ordem.

Marchem!

Onde est� esse caminh�o?

Chegar� quando terminar todo este assunto.

Quem s�o esses? Eles fazem bem.

Me pergunto o porque disso tudo.

Quero tirar uma fotografia deles.

- Fique no avi�o, senhor. - O que �?

Virem, n�o parem neste avi�o.

- N�o posso nem tomar uma bebida. - O que foi?

Kowalski, o que est� acontecendo aqui?

N�o sei, acabo de sair do hangar. Deve ser algo importante.

E agora a Guarda de Honra vai se aproximar do avi�o n� 37,

para escoltar a tripula��o para os microfones,

onde acontecer� uma breve cerim�nia.

- Aonde v�o agora? - V�o soletrar "Marinha".

Deve ter algum chefe em algum lugar.

- Por aqui n�o tem ningu�m. - N�o?

Por aqui tamb�m.

Tenho a impress�o que � para n�s.

N�o pode ser, deve haver algum engano.

Foram escolhidos para uma surpresa!

N�o se preocupe, est� lind�o.

Coloque o bon�!

Me sinto como se voc� e eu fossemos casar, tenente.

E sempre voam para n�s independente do tempo,

chova, brilhe o sol ou tenha neblina.

E agora, tenho a honra de fazer a entrega desta maleta.

Como mostra de agradecimento dos homens de Berlim.

Do melhor setor!

Eu aceito, n�o para mim mas para todos os envolvidos nesta opera��o.

Os americanos, os franceses e os brit�nicos.

Obrigado.

Agora Brauquer Helmut, de dez anos, representando

as crian�as de Berlim, entregar� seu presente ao co-piloto,

O tenente Alfred Freiburger de Saintpeterword, Fl�rida.

Helmut, escuta, n�o tem nada a temer em absoluto.

Fa�a o discurso como eu disse.

Vai agora, vamos.

Os meninos e meninas de Berlim entregam-Ihe este presente

e queremos dizer, muito, muito obrigado por tudo

o que fizeram por n�s.

O capit�o Stewart j� disse tudo, ent�o apenas direi Danke sch�n.

Ok, pegue uma barra de chocolate.

E agora o mec�nico de v�o, o sargento t�cnico Daniel MacCullough

de St. Paul, Minnesota, receber� o seu presente

da senhora Frederica Burkhardt.

Sargento MacCullough, entrego esta singela homenagem

das mulheres de Berlim, das esposas e m�es

e todas aquelas que est�o sozinhas. Vimos como abastecem

esta infeliz cidade n�o s� de alimentos e carv�o, mas

soro e medicamentos que salvou as vidas de centenas de pessoas.

Vimos como seus avi�es levavam crian�as desnutridas

e voltavam saud�veis e felizes.

Sargento, esta maleta pode parecer vazia, mas acredite,

garanto que a enchemos de gratid�o

de centenas de civis, por favor, aceite-a.

Sim, obrigado.

- D�-Ihe um beijo, vamos. - Sim, um beijo para o sargento.

N�o, n�o, tem que fazer com muito mais entusiasmo, senhora.

Est� bem, eu farei.

Quieto, sargento, receber� o seu pr�mio.

- � isso, sargento. - Est� bem.

Agora, fique deste lado, por favor.

Mais uma...

Um pouco mais � direita.

Muito bem.

Vamos ver...

- Ei, sargento, deixa isso no ch�o. - E sorriam, por favor.

Pegue-a pelo bra�o. Um pouco mais juntos.

- Sim. - S� mais uma.

- Sorria. - Est� bem.

Agora. Chegue mais perto.

Um pouco mais perto, � isso.

- Frau Burkhardt,... - Sim...

- E Herr Burkhardt, est�...? - Meu marido foi morto na R�ssia.

- Ah, lamento! - Parece que h� muito tempo.

- Gostaria de conversar um pouco. - Talvez nos vemos novamente.

- N�o nos deixam entrar em Berlim. - Nem um pouco?

Talvez se eu tiver sorte do meu avi�o pegar fogo

sim, podem me dar algumas horas.

- Se tiver essa sorte podia v�-la. - Eu ficaria muito feliz.

Telefone?

N�o tenho telefone, mas vou dar o n�mero da pessoa

que vive na casa ao lado.

- � 754532. - Recebido.

Talvez eu mesmo coloco fogo no avi�o.

Vai me dar uma fotografia em que estou beijando a jovem?

- Auf Wiedersehen! - Auf Wiedersehen!

Sargento MacCullough!

Sargento, Richard O'Malley da Associated Press.

Me disseram que � de St. Paul

O St. Paul Dispatch � um dos nossos di�rios associados.

E me pediu para fazer um desses artigos

sobre um aviador do povoado.

N�o costumo trabalhar com isso, mas estou substituindo o fot�grafo

que est� doente.

Me ajudaria com algumas fotografias e responder a algumas perguntas?

N�o sei, li alguns desses artigos sobre distantes horizontes azuis

e achei rid�culo.

N�o, ser� de outra perspectiva.

Obrigado, eu agrade�o.

Vou explicar o que quero fazer. Quero segui-lo

num carregamento de farinha de Rhein Main at� Berlim

pelos armaz�ns, onde a farinha se tornar� um peda�o de p�o

sob o bra�o de uma crian�a.

Entendo.

Ent�o teria que ir a Berlim, n�o?

Alguns dias, mas s� implicaria algumas horas de trabalho.

Este tipo de artigo nunca foi feito e � interessante, n�o?

Minha m�e me escreve e me diz que muita gente pergunta

o que acontece com a comida que enviamos depois,

depois de serem entregues.

E eu que sei, nunca sa� de Templehoff.

- Voc� far� ent�o? - N�o poder� me levar para Berlim.

Falarei com o quartel general. Ao ex�rcito n�o faz mal

um pouco de publicidade de vez em quando.

Ah, n�o? Eu n�o sabia. � muito interessante.

Te pegarei em Rhein Main em alguns dias.

- Est� bem. - Obrigado.

Ao sargento MacCullough � concedido um dia de folga

em Berlim, com o objetivo de ajudar o senhor O'Malley numa reportagem

sobre o transporte a�reo.

Que safadeza! Se quisessem bater um recorde escolheriam voc�.

Hoje vou trabalhar dezoito horas e voc� passar� todo esse tempo

em Berlim com uma linda bruaca.

Bruaca? Que express�o mais sugestiva.

� interessante ouvir os homens da For�a A�rea.

Pare de palha�ada e sente-se. Se encarregue deste v�o.

N�o, n�o, estou muito nervoso, trocaria os comandos.

Diga-me, sargento, acha excitante esta vida?

E fascinante, � fascinante. A �ltima vez que me diverti tanto

foi num campo de batalha japon�s e perdi 35 quilos.

Pois n�o Ihe faria mal perder um pouco mais.

Muito engra�ado, tenente, muito engra�ado.

- N�o s�o divertidos, Sr. O'Malley? - Sim, e fascinantes, s�o fascinantes.

Olha, o que quero saber � como voam � noite.

Como se arranjam para voar no escuro?

H� uma luz na ponta de cada uma das asas

e outra na calda e mantenho o avi�o entre as tr�s luzes.

Lamento ter feito essa pergunta.

Quanto faz que est� no transporte a�reo?

Desde a primeira semana de julho, viemos todos junto.

Transporte de tropas 19, agora fazemos parte do 53.

O que acha do seu trabalho?

� uma grande oportunidade e sou muito grato.

Nesta opera��o, aprendemos bem o trabalho, sabe?

D� a sensa��o de estar conseguindo algo.

Est�o se aproximando da �rea de edif�cios na dire��o 270.

Entramos em JEPSU, ou�a, � um amigo meu, o melhor no seu of�cio.

Entraram na �rea de edif�cios voando alto e iniciando a descida.

Sua situa��o est� melhorando, falta 1/4 de milha para o pouso.

Mantenham o rumo pela rota indicada.

V�o para a pista pela rota indicada.

V�o reduzindo a velocidade.

Passem para visual e concluam a aterrissagem.

Isso eu tenho que ver.

Bem, essa � toda a montagem. Conhece os fundamentos da CGA?

N�o tenho certeza.

Bem, sem entrar muito na t�cnica, funciona assim:

tem umas antenas na parte superior que emitem sinais por r�dio

que ao atingir um objeto voltam para voc�

e vemos nestas telas.

- Assim como um eco. - Mas um pouco mais r�pido.

V�o e voltam na velocidade da luz.

Como um eco r�pido.

Nesta tela temos uma sonda de 360 graus que gira

com a antena do teto, sabe?

Esses pontos que v� aqui chamamos ecos permanentes.

Estes pontos im�veis s�o casas, edif�cios, chamin�s e outros.

E os que se movem t�m calda, viu?

A� tem um, a� tem outro. S�o avi�es que entram e saem.

Esta imagem n�o � t�o precisa para a aterrizagem do avi�o,

por isso temos essas duas.

Esta � a chegada, o in�cio da pista.

E nessa a� vemos o v�o. Qualquer desvio durante

uma descida normal aparece neste alt�metro.

Onde?

Olha atrav�s do vidro e ver�, est� entrando um agora.

Viu? Cinquenta p�s acima do n�vel.

E aqui est� o curso, se o avi�o est� muito

a esquerda ou a direita. E aqui uma vista lateral

que mostra o final da pista. V� este ponto?

Pois nos dirigimos para l�, para o centro da pista.

Venha comigo, vou mostrar-Ihe algo.

Vai para a pista na rota indicada. Est� mantendo o curso, continue.

Observe, aparecer� em cima do cemit�rio.

Ouve os do interior?

Est� em cima da �rea de edif�cios, vai bem.

Est� centralizando, bem, bem, est� indo muito bem.

Est� se aproximando da pista, chega bem no eixo.

Muito bem, reduza a velocidade.

Passe para visual e complete o pouso.

Contate a torre de controle.

Incr�vel!

O que achou disso?

Vire um pouco mais para mim, assim est� bom.

N�o olhe para a c�mera. Com cara de satisfa��o.

Sorria... Satisfa��o...

� isso, bem, acho que terminamos.

Espere a�, querida.

Vejo se h� algo aqui para voc�.

Meias,... n�o s�o o seu tamanho.

Voc� fuma?

Nem toma caf�.

Aqui est�.

Para voc�, querida.

- Danke. - Bitte.

Obrigado, quando terminar a reportagem mando uma c�pia.

Obrigado por me trazer a Berlim. Prometo fazer o poss�vel

para melhorar as rela��es entre alem�es e americanos.

- Guten Tag! - Danke.

De nada, querida.

Auf Wiedersehen!

Obrigado, mais uma vez.

Adeus.

Adeus, sargento e obrigado.

- Auf Wiedersehen! - Danke sch�n.

- Sim. - Danke sch�n.

- Sim. - Danke sch�n.

Voc� sabe como pedem p�o na Alemanha, uma massagista

teria dito em alguns minutos.

Mas n�o queria um compromisso com uma massagista.

Onde tem um telefone?

- Tem um na esquina. - Est� bem.

Sabe onde posso lev�-la para jantar?

Por aqui, n�o. Conhe�o um lugar onde n�o ser�o incomodados.

Por que n�o chamo o meu periquito e vamos todos jantar?

Voc� tem um periquito?

Depois de estar aqui quatro meses at� eu

estou farto de ver pontos numa tela.

� uma garota que trabalha numa lanchonete.

Pensei que preferia sair com alguma secret�ria americana dos escrit�rios.

Essas dizem "Talvez possa sair na quinta" e como vou saber

se quero v�-la na quinta. Com Gerdy � diferente.

Se quero v�-la, eu vejo. Se eu quero falar, fala.

E se n�o quero falar, n�o abre a boca.

E al�m disso me lava a roupa de um dia para outro.

Na lavagem leva uma semana.

Por que fez isso?

Seu lugar � a sarjeta e se n�o saem do meu caminho

jogo eles nela.

Tem uma moeda?

Pega.

Frich!

Vamos, venha aqui, se quisesse que parasse

no meio da rua eu pediria.

Vamos!

N�o est� em casa, est� trabalhando neste endere�o.

Barbarossa Strasse, 26. � perto do campo.

- Pode me deixar l�. - Est� bem.

Ao 26 da Barbarossa.

Ao 26 da Barbarossa! � perto do campo.

- N�o confia no seu alem�o? - Sempre falo na minha l�ngua.

Se n�o entendem da primeira vez eu grito at� me entenderem.

- O que consegue com isso? - Me obrigaram a aprender

alem�o � for�a, ent�o fa�o o mesmo com eles.

E n�o comece a ter piedade, na verdade nos odeiam.

Em nosso lugar, nos dariam chute nos dentes duas vezes por dia.

- Se lembra de mim? - Sargento MacCullough!

- Ent�o veio a Berlim. - Sim, eu vim.

- Guten Tag! - Guten Tag!

Me deram vinte e quatro horas, j� se passaram cinco.

Acho que se surpreendeu ao me ver assim.

Isso mesmo.

N�o imaginava voc� fazendo trabalhos t�o duros.

Nem sempre, era secret�ria na central de uma lavanderia

importante de Berlim, mas

Frau Burkhardt!

- Quer que eu me v�? - Est� tudo bem.

Voc� sabe, veio o bloqueio,... n�o h� luz, n�o h� lavanderia

n�o h� trabalho e ningu�m mais precisava de uma secret�ria.

E em Berlim se voc� tem de 18 a 55 anos, tem que trabalhar.

N�o podiam Ihe encontrar algo mais f�cil?

Talvez, mas n�o fizeram.

� duro, mas nos d�o o cart�o de racionamento mais alto

e isso � importante.

Espero que quando terminar possa vir jantar comigo.

Obrigada, sim.

Ei, trabalha at� que horas?

- At� mais uns 20 minutos. - Est� bem.

Mas tenho que fazer algumas compras antes de ir para casa.

- N�o importa, eu espero. - Sim, tudo bem.

Olhando para uma loja parece que h� muito pouco.

Mas quando se traz aqui parece muito.

E �. Por hora setenta por cento v�o para os campos.

E quando se divide o resto entre 2,5 milh�es de pessoas n�o � muito.

� mais do que esper�vamos.

Quando os russos bloquearam Berlim achamos que voc�s iriam embora.

H� um velho ditado: "Quando o urso rosna, a �guia voa".

E assim foi, mas n�o para ir, mas para vir

e estamos muito gratos.

Fala muito bem a minha l�ngua. Onde aprendeu?

Minha professora da escola havia estudado no seu pa�s.

- Em voc� soa bem. - Obrigada.

Por aqui.

Enquanto toma banho levarei o seu uniforme para algu�m

que o lavar� e passar�.

Tudo isso por dois cigarros.

E sujou o p�o tamb�m.

Com o p�o que nos d�o agora talvez seja melhor assim.

N�o me fa�a rir.

Vou descer para pegar seu uniforme, aqui est� um roup�o do Stieber

para voc� por.

Obrigado, senhora.

Ol�, desculpe incomodar.

Isso era uma sala de jantar.

- Stieber. - Me chamo MacCullough.

Quero agradecer pelo roup�o e Frau Burkhardt me disse que

que voc� aqueceu a �gua para o meu banho.

O que est� fazendo?

Eu sou um espi�o russo.

- Voc� � o qu�? - Um espi�o russo.

Conto os avi�es que v�m de Templehoff.

N�mero de avi�es, a que horas chegam, tipo do avi�o...

Falo com a R�ssia a cada 3 horas.

Fala com a R�ssia a cada 3 horas?

Sim.

E n�o tem medo que o denunciem?

Os americanos sabem o que fa�o.

Uma vez me arrumaram um telefone.

� o �nico que faz isso?

N�o, os russos t�m gente como eu em v�rios campos de avia��o.

Mas os n�meros oficiais da ponte a�rea s�o publicados na imprensa.

Os russos devem ver.

Mas os russos n�o acreditam. Por que n�o? S�o corretos.

As For�as A�reas querem que as pessoas saibam.

Voc� acredita, eu acredito, mas os russos n�o acreditam.

Os russos n�o acreditam em nada que v�em,

s� no que outros russos dizem.

Sabem, aqui em Berlim, na rua temos... como se diz?

Voc� sabe, nessa dire��o... nessa outra dire��o...

- Um poste de sinaliza��o. - Sim, uma placa de sinaliza��o.

Por aqui aos barrac�es Andrews, por aqui para Angus,

os russos n�o acreditam.

Dizem que ningu�m poderia ser t�o bobo para indicar o caminho

do escrit�rio do general Clay. Voc� entende?

- Me diga uma coisa. - Sim.

- Voc� conta os avi�es? - Sim.

- Os outros espi�es tamb�m. - Tamb�m.

Seus n�meros t�m que coincidir com os publicados.

- N�o. - Por que n�o?

Os russos n�o cr�em na imprensa. E �s vezes eu digo

uma quantidade menor e nisso � que os russos acreditam.

Deixo eles muito felizes.

Nesta casa, no terceiro... como se diz?

Voc� sabe... a casa... Aqui embaixo...

- Piso. - Sim.

No terceiro piso mora um homem, Herr Mahler, ele me espiona.

Mas os russos n�o sabem que o Mahler � o marido da minha irm�.

E claro, o Mahler diz aos russos que o Stieber � um espi�o honrado.

Quem espia o Mahler? O seu tio?

N�o, o seu sobrinho.

Os russos t�m quinze mil espi�es alem�es.

Nos d�o, voc� sabe, esses pacotes, com carne, a��car,

�s vezes roupa e cigarros. O tabaco russo � ruim.

Eu gostaria de trabalhar para os americanos.

- T�m muitos espi�es? - N�o, n�o muitos.

Apenas dez mil.

Dez mil?

H� vinte e cinco mil espi�es que espionam uns aos outros?

Isso deve ser um pouco... n�o sei...

Ah, sim, um pouco enjoativo.

Al�m disso, tem uns 500 homens que espionam para ambos os lados.

N�o ria, � verdade. � necess�rio.

� muito bom para... sem trabalho...

- Desempregado? - Sim.

� muito bom para o desemprego.

Desculpe.

American Airlines,... � um v�o comercial.

Entre todos os alfaiates de Berlim, os russos escolheram um homem

que est� com minhas cal�as.

Bem, eu posso sempre ir para a janela e ver

como os avi�es aterrizam.

Por que o levaram?

Eu n�o sei.

Com os russos, quem sabe, talvez disse algo que n�o gostaram.

Talvez algo que precisam na R�ssia, um eletricista ou algu�m

que arrume motores. Entram no setor russo e...

Auf Wiedersehen!

Talvez possa ir � casa do alfaiate e traz�-lo aqui.

Sim, mas n�o conseguirei que venha comigo.

Se fosse um soldado americano.

- O que posso usar? - Ah, n�o senhor!

Se for visto sem uniforme estou perdido.

Pegaria dez dias de cadeia e o pior � que me tirariam

o cart�o de compra.

Olha, agulhas, fazia anos que n�o as v�amos.

- Esqueci o tabaco. - Podemos comprar a� embaixo.

- Tenho apenas d�lares. - Pode me pagar depois.

Tem tudo, exceto bananas.

Quer bananas?

N�o, n�o, obrigado, era brincadeira.

Como pode sair comigo, olha pra mim?

Eu tamb�m teria este aspecto n�o fossem uns amigos de St Louis.

Me enviaram essas roupas.

Vamos entrar no setor russo.

S�rio? Pensei que ningu�m entrava no setor russo.

Os militares n�o entram, os alem�es v�o e v�m o dia todo.

Atravessamos uma parte e passamos para o setor brit�nico.

O que acontece com ele?

Diz que algu�m tem caf� e se n�o entregar nos revistar�.

Esteve guardando o caf� para trocar por carv�o.

A� est�, o vinte e dois.

�timo, pegamos a dire��o errada.

Provavelmente � aqui.

Disse que o seu marido foi ao setor russo para ver se achava

um rastro do seu filho.

N�o sabe quando voltar� e levou a chave da loja.

Ent�o n�o podemos fazer nada. Diga que voltaremos.

E agora o que faremos? Marquei com meu amigo dentro de meia hora.

Podemos ir jantar e voltar aqui depois.

- Voc� acha? - N�o incomodar�o.

Est� bem.

O que acha? Agora o sol brilha.

O endere�o �...

Sei onde �, n�o est� longe. Podemos pegar o bonde

e depois caminhar um pouco.

Caminhar? Um segundo.

Vou colocar isso no sapato.

Est� melhor.

Chegamos!

- Est� bem? - Voc� fez para me pegar, n�o?

N�o... Diga, em tempo de paz, na Alemanha, quanto demoraria

para poder rode�-la com meu bra�o?

Isso dependeria de duas coisas: em que parte da Alemanha

e em que parte de mim.

Para chegar t�o perto demoraria v�rios meses.

Este bloqueio tem suas vantagens.

Isso era cheio de �rvores. Era um parque muito bonito.

Aos domingos, as fam�lias costumavam passear por aqui

e olhar as est�tuas.

Quem s�o estes personagens?

Frederico o Grande.

Estes s�o todos militares. Esse lugar se chama

Avenida da Vit�ria.

J� n�o parecem t�o vitoriosos, certo?

- Bom saxofone. - Como voc�s dizem?

- Quente? - Suave, com sabor, quente.

Bem, como � isso do "du"?

Bem, em alem�o, se voc�...

N�o, n�o, n�o, mas quando j� conhece algu�m a muito...

Quando tem familiaridade "du". � como dizer voc�.

Assim como no bonde, normalmente levaria um longo tempo.

Mas quando te d�o vinte e quatro horas e voc� s� tem dezesseis.

Para tais emerg�ncias tem uma boa maneira,

cruzamos nossos bra�os e bebemos.

E ent�o...

Existe o costume de fazer uma segunda vez?

- Nunca ouvi falar disso. - Ent�o inventamos.

Guten Tag, Herr Kowalski!

Bem, se � Fritz, se apressou em se vestir de nativo.

Deixei o uniforme no alfaiate e ele desapareceu.

Fazia tempo que n�o via uma isca t�o boa para a pol�cia militar.

O sargento Kowalski... Frau Burkhardt.

- Como vai? - Ol�.

Onde est� a sua...?

Gerdy? Est� cumprimentando uma amiga. J� vem.

Um verdadeiro desastre, mas passa bem as camisas, ent�o...

Sente-se, n�o a estrague. Apresento-Ihes a Gerdy.

- Gerda. - Gerdy vamos, sente-se.

Frederica.

- Guten Tag! - Guten Tag!

- Daniel. - Ol�.

Sente-se, os alem�es est�o sempre dando as m�os.

Acho que aquele homem ali quer que Ihe preste aten��o.

- Guten Tag! - Guten Tag!

Fala bem a nossa l�ngua, onde voc� aprendeu?

Na escola noturna, tamb�m arranha russo e franc�s.

Olhei para ele, me parece conhecido, como se chama?

- Gunther Liptin. - Gunther...

N�o, n�o sei, talvez trabalhe perto de Templehoff.

Danny me disse que mataram o seu marido na R�ssia.

- Sim. - Era da SS?

- Quer dan�ar? - N�o me importo de responder.

Meu marido n�o era da SS, foi convocado.

Algum dia gostaria de conhecer um s� alem�o

que n�o foi convocado.

Diga-me, sargento,... na Am�rica n�o h� recrutamento?

Nunca convocaram ningu�m? Creio que foram onze milh�es.

- E eu li na imprensa... - Quem pediu a sua opini�o?

Agora imagino que queira saber sobre o meu pai e a minha m�e.

Minha m�e morreu num bombardeio e o meu pai muito antes.

Era professor da Universidade de Berlim.

E quando queimaram os livros protestou violentamente.

Desde que queimaram os seus livros n�o vejo ele.

Est� satisfat�ria a minha ficha, sargento?

Se incomoda que seja uma turista?

Olha, eu s� fiz algumas perguntas.

Perguntas insultantes.

E me deu algumas respostas insultantes e em paz.

Desculpe. Certo?

- Certo. - Est� bem.

Seu pai devia ser um homem muito corajoso para dizer

essas coisas naquela �poca.

N�o era corajoso, tinha apenas umas cren�as muito fortes.

Meu pai tamb�m tinha, mas ao contr�rio.

Seu pai era um canalha.

Foi assim que Hitler enganou voc�s, com esse assunto est�pido dos pais.

Eu juro que conhe�o esse cara de algum lugar.

Quando as crian�as alem�s s�o desse tamanho, o chefe � o pai.

Lhe diz o que deve dizer, quando deve se calar, o que deve fazer,

o que deve pensar. O pai pode ser o maior idiota do mundo,

mas o que ele diz � lei.

E depois vem outro idiota como Hitler e se torna

no pai dos pais.

Sim, eu li muitas vezes isso do complexo do pai.

Duvido que seja verdade, mas se for, voc� n�o est� fazendo nada

para solucionar.

- O que quer dizer? - Voc� � est�pido?

Est� tratando a Gerda exatamente igual.

Lhe diz o que deve pensar, o que deve dizer.

Sabe de uma cosa? Est� certo.

Quando estou errado eu admito.

Est� absolutamente certo, Devo admitir.

Pode discordar de mim.

- Falando? - Claro.

- E fazer pergunta? - Claro.

Bem!

Sabe, eu... estou t�o confusa.

Na Alemanha, descobrimos o que � ruim,

mas descobrir o que � bom n�o � t�o f�cil.

Leio a imprensa russo-alem�, a imprensa americana-alem�,

a imprensa alem�-alem�,...

Quero saber muitas coisas sobre a Am�rica.

Vamos, pergunte.

O que � a democracia?

Em frente, Kowalski.

� uma pergunta boba, o que � a democracia?

A democracia � a democracia.

Sim, mas o que �?

E o que � isso?

Todos para suas mesas, por favor!

Tenham sua documenta��o pronta.

� a pol�cia que est� fazendo uma inspe��o,

me deixa ser o primeiro para te chamar soldado MacCullough.

Se n�o tem documenta��o deve sair daqui.

Relaxe, nunca aceitariam uma voz como a dele.

- Entendeu? - Sim, mas o que � exatamente?

Olha, eu tentei explicar, a democracia n�o � um peda�o de p�o

nem nada que possa identificar, �, �... s�o muitas coisas

e a maior parte est�o aqui em cima.

- Sim... - � como um sentimento.

- Sim... - Um modo de ver as coisas.

- Entendeu? - N�o.

Est�pida, voc� � uma est�pida.

- Mas tamb�m sou alem�. - � a mesma coisa.

Se n�o me diz o que �, como vou saber se gosto?

Aceite a minha palavra.

Aceitei a palavra do meu pai e disse que isso � ruim.

Estava certa, n�o aceite a minha palavra, olha, vou explicar...

Mas escuta, por favor, use a sua cabe�a.

Qual � o nome da m�sica?

Talvez, talvez... pode ser.

Claro! A Am�rica � governada pelo povo.

Sim.

� um governo popular.

Sim, agora estamos chegando a algo.

� como a R�ssia, tamb�m tem um governo popular.

Agora n�o estamos chegando a nada.

Mas Hank, acabou de me dizer...

Ok, ok, vamos dizer que a R�ssia � um governo popular...

Mas � um governo popular em que os l�deres

decidem o que � melhor para o povo.

No nosso, o povo decide o que � melhor para o povo.

N�o, um soldado russo que conhe�o disse que n�o � verdade.

Disse que na Am�rica uns poucos ricos

que t�m muitos jornais s�o os que decidem tudo.

Eles dizem ao povo o que devem pensar,

o que devem dizer, o que devem ver...

Um momento, querida. H� um tempo tivemos elei��es.

E noventa por cento dos ricos estavam contra.

Os bookmakers pagavam 50 para 1

se voltava para a Casa Branca. Quem � o presidente?

Truman, ningu�m o queria, exceto o povo.

Pergunte ao seu amigo russo quando votou pela �ltima vez.

E se viu o nome nas listas de algu�m que n�o fosse Stalin.

Hank,...

Hank, o que foi?

Nada, acabo de lembrar onde conheci esse cara.

- Mas, Hank... - Volto j�.

F�lix!

Estava olhando para o restaurante e sabia que o conhecia de algum lugar.

Quando se levantou e mancou me lembrei de tudo.

� id�ntico a um homem que conheci aqui durante a guerra

quando estava num campo de prisioneiros.

- O nome dele era Felix. - N�o te "entenda".

Do que "falar"?

Tranquilo, s� disse que se parece com ele.

Deixa eu te falar desse homem. Tinha um joelho ruim, como voc�.

N�o p�de entrar para o ex�rcito e o fizeram guarda prisional.

- Odiava aquilo. - N�o "entende".

- Queria lutar. - Eu n�o "entende".

Seus olhos parecem entender, isso � o suficiente.

E o tal F�lix, criou a sua pr�pria guerra.

Odiava os americanos, odiava os poloneses,

eu era ambas as coisas e me escolheu.

Quando sa�amos para trabalhar em grupo, me levava para o bosque

e me ensinava a falar alem�o.

N�o coisas simples e f�ceis como "Auf Wiedersehen".

Algo muito mais retorcido, alguns bons trava-l�nguas

imposs�veis de pronunciar. Dif�ceis para um alem�o.

Se dif�ceis para um alem�o, imagina para um americano.

E claro, eu errava, e quando o fazia,

me corrigia com a coronha do seu rifle aqui, nos rins.

Costumavam inchar como um monte de massa com muito fermento.

Me dava tr�s aulas por semana. Demorei uns sete meses,

mas aprendi alem�o.

Esqueci algumas coisas, mas se houver uma mudan�a

repentina de tempo, se faz um movimento brusco,

se surpreenderia com a rapidez que lembro de tudo.

� uma forma muito dif�cil de aprender uma l�ngua, mas o que eu podia fazer?

Eu era apenas um prisioneiro e n�o podia atingi-lo.

Agora que eu vejo, voc� se encontra na mesma situa��o.

� um civil alem�o, se tivesse problemas com um soldado

n�o poderia levantar um dedo, certo?

Queria chegar no setor russo para que n�o pudesse te seguir?

Sabe, Felix? Poderia apertar at� que ficasse frio

e duro como uma est�tua, mas seria muito f�cil para voc�.

Quero que voc� sofra.

Vou te dar uma aula de idiomas, Felix.

E n�o preciso de um rifle.

Os alem�es pronunciam muito mal os erres, n�o?

Ent�o vou te ensinar algo f�cil para come�ar, n�o � muito dif�cil.

Repita depois de mim.

"O cachorro de S�o Roque n�o tem rabo".

E eu n�o quero ouvir um erre mal pronunciado

ou terei que corrigi-lo.

Tente. "O Cachorro de S�o Roque n�o tem rabo".

O "cachoro"...

Assim n�o, Felix.

O cachorro,... tente novamente.

O "cachoro"...

Muito ruim, tente novamente, Felix.

O cachorro.

O "cachoro"...

Hank!

Hank, voc� est� louco!

Deixe-o agora, Hank!

A pol�cia militar est� vindo, solte-o.

Hank!

L� vai um, pare!

Danny!

Danny, r�pido, por aqui.

Pare!

L�, v�o para a sa�da.

L� est�o!

Eles pararam. Por que pararam?

Nunca entram aqui, estamos no setor russo.

N�o precisamos nos preocupar, s� temos que...

Entrarmos? N�o, n�o, n�o...

Esperaremos aqui e depois voltaremos.

Para o jipe outra vez n�o, a melhor sa�da fica a tr�s quadras daqui,

onde se unem os tr�s setores. L� podemos cruzar.

- O que ser� do Hank? - N�o Ihe acontecer� nada.

� a sua palavra contra a do Gunther e decidir�o

que o alem�o � o culpado.

E a Gerda vai estar l� e mentir�, se necess�rio.

N�o � f�cil conseguir cigarros e sab�o.

Por que n�o trouxe meu cart�o de identidade?

N�o tenho documenta��o. Tenho cara de russo?

- Ainda nos segue? - N�o.

O despistamos.

Por aqui.

N�o, por aqui!

N�o!

Querem nos pegar, e estamos no setor brit�nico.

Tem raz�o, est� do nosso lado.

Onde mora?

Em Templehoff, no setor americano.

E voc�?

� o meu marido, foi ferido no pesco�o durante a guerra.

N�o pode falar.

Os russos est�o te causando problemas?

O de sempre, problemas de fronteiras.

Bem, eu acho que j� est�o do vosso lado.

Antes havia uma linha aqui, em algum lugar.

Eu sei, mas j� n�o se v�, foi apagada pelos p�s.

Resolvemos esta quest�o de uma vez por todas, vamos chamar o major.

Vou chamar o oficial de servi�o.

N�o permita que essas pessoas saiam daqui.

N�o.

Quer dizer que ainda n�o voltaram?

N�o, nem chamaram pelo telefone.

Somos seus amigos, onde � o seu quarto? Esperaremos.

� este.

Me caiu um ba� sobre a m�o, pode aquecer um pouco de �gua?

Sim, sim.

Acenda a luz, Certo?

Acho que aqui ningu�m tem nada para beber.

Toma, vai fazer um caf�.

Sim.

- Mas n�o conhe�o essa gente. - D�-Ihe alguns cigarros.

- N�o se sente melhor? - N�o.

- D�i muito a sua m�o? - N�o � a m�o.

Levei sete anos esperando a satisfa��o de quebrar a sua cara.

E agora que fiz, por que me sinto assim, t�o sujo?

Isso � melhor do que se voc� se sentisse bem.

Vai fazer o caf�, sim?

A fronteira est� exatamente a quatorze metros daquela cal�ada.

O que est�o dizendo agora?

Vamos ver o que dizem agora.

O coronel disse que a fronteira n�o est� a quatorze metros

dessa cal�ada, e sim daquela.

- Vamos medir a partir da�. - Est� bem.

O que estamos esperando?

Fiz mais caf�, posso convidar os vizinhos para tomar um?

Claro, porque n�o?

N�o falam bem a sua l�ngua, mas gostam de um bom caf�.

Trar�o o violino, nos divertiremos, v�o ver.

E ent�o?

Felix sabia que se dissesse algo mencionaria sua documenta��o falsa.

Desculpe.

Ambos dissemos que voc� come�ou.

Muito amig�veis.

Sab�amos que conseguiria fugir.

- Sim, claro. - O que aconteceu com o alfaiate?

N�o trabalha � noite, n�o tem luz.

Vou pegar pela manh�.

N�o pode ir para a base assim.

Vou para a casa da minha irm�, pode dormir no meu apartamento.

N�o, n�o, obrigado, j� est� arranjado. Vou ficar aqui.

Frederica dormir� com a vizinha do lado.

Stieber, l� vem outro avi�o!

- Chegou atrasado. - Cheguei atrasado.

Esse era s� propaganda americana.

Hank, n�o acha que deve ir ao hospital para verem

logo essa sua m�o?

J� est� bem.

Stieber me disse que foi ator nos Estados Unidos

durante cinco anos.

- Sim. - N�o me diga?

Durante as filmagens viajei por toda a Am�rica.

Cidades,... povoados,...

Stieber, tem que me contar isso.

Onze e meia! N�o sabia que era t�o tarde.

N�o dormirei muito, n�o importa. Quer saber e isso � bom.

Diga, o que mais gostou na Am�rica?

Do que os americanos n�o gostam.

O qu�?

Me refiro ao que costumavam dizer contra o governo.

No r�dio, hot�is, trens, barbearias,...

Eu entendi. Vamos cabe�a-oca.

Boa noite.

Boa noite.

Aceite uma dica de um homem que tem uma m�dia muito alta

como batedor nesta liga. N�o espere que o livre cruze

pelo posto da meta. Lance.

Posso saber o que ele disse?

Estava dizendo como chegar � primeira base.

Primeira base? O que � isso?

Pois �... olha, j� � bem dif�cil explicar o que � democracia

aos alem�es, n�o vamos nos meter com o beisebol.

Desculpe, Danny.

N�o importa.

S� estava meio adormecido.

N�o sei como suportar esse ru�do a cada tr�s minutos.

Eu ficaria louco.

Quando se sabe o que significa carv�o e comida n�o se incomoda.

S� nos mant�m acordados o sil�ncio das noites de nevoeiro.

O vento mudou e agora decolam deste lado.

Inclusive sai mais de um a cada tr�s minutos.

Que horas s�o?

- Pouco mais de tr�s. - Tr�s?

Por que passa a esta hora?

Hoje temos eletricidade das tr�s �s cinco.

Uma hora agrad�vel. Quem teve essa id�ia?

As usinas el�tricas est�o no setor russo,

aqui s� existe uma e n�o � suficiente para abastecer todos os distritos

do setor ocidental de uma vez, ent�o foram divididos por horas.

� a minha camisa?

N�o devia fazer isso.

Espero que fique boa.

Fazia muito que n�o passava uma camisa.

Medo e solid�o.

Voc� sofreu mais do que merece.

Quando me olha desse jeito me sinto segura e sem medo.

Quero te sentir perto, Danny.

Creio que me ama um pouco.

Mais que um pouco,...

muito mais.

Bem, o que te dizia?... Ah, sim, os russos dizem que s�o...

- Canalhas, gangsteres, ratos,... - Sim, tamb�m dizem isso, mas...

O que s�o se n�o fazem o que dizem que os outros deveriam fazer?

- Hip�critas. - Sim, s�o hip�critas.

Lutaram contra Hitler pelo que fez aos judeus.

Um momento, esse � s� um dos motivos.

De qualquer jeito, o odiavam por isso, e os russos dizem

que na Am�rica os judeus n�o podem ir a certos hot�is, escolas,...

E tem raz�o, n�o devia ser assim. Mas como voc� sabe disso?

- Eu li num livro. - Um livro americano.

Sim.

- Quem deu para voc�? - Um amigo me deu.

- Onde esse soldado arranjou? - Na base.

Olha boba, essa � a resposta. Voc� j� leu um livro que diz

algo horr�vel da Am�rica, mas foi escrito por um americano.

Impresso na Am�rica, � um bestseller na Am�rica

e foi enviado para c� pelo governo americano

para serem vendidos nas bases.

- Sim. - Sim, sim.

Olha, a pr�xima vez que for ao setor russo, me fa�a um favor.

Me traz um livro que seja anti-russo, escrito por um russo,

que vive na R�ssia, impresso na R�ssia e enviado pelo governo russo.

Fa�a isso e Ihe darei um m�s de sal�rio. Voc� entendeu?

Claro, eu j� entendi. Na Am�rica n�o � errado

fazer algo errado, se disserem que o que voc� fez est� errado.

O que leva sobre os ombros? Um mel�o?

Eu n�o disse isso, apenas... Deixa pra l�!

Voc� gosta da nova moda?

Simplesmente ador�vel, principalmente na cintura.

Est� frio.

Pelo menos ainda � sargento, poderia ter diminu�do

para a patente de cabo.

Limparam com p�lulas redutoras.

Mas o engomado est� uma obra de arte, n�o acha?

- Em que avi�o voc� vai? - No 107.

Como foi a noite passada?

Muito interessante.

O que voc� fez? Foi � biblioteca?

Sim, e atrasamos uma hora para chegar, �s seis da manh�.

- Ei Mac, o que te aconteceu? - Me mandaram para a lavanderia.

� incr�vel o que essa gente faz para sobreviver.

Sim, imagino que n�o tenha sido f�cil.

Nunca pensei que sobreviver pudesse ser um trabalho de 24 horas por dia.

E eu acho que queria saber tudo sobre a Am�rica.

N�o, j� sabe. Tem alguns amigos em St Louis.

Olha, porque n�o acorda? � uma mulher inteligente... viu voc� vindo.

Voc� � um tolo bonito, doce, inteligente e atencioso,

com voc� est� usando a t�cnica da compaix�o.

Garanto que comigo n�o conseguiria dessa forma.

Por que chegou a essas conclus�es? Utiliza-as onde se encaixam,

neste caso, n�o.

Ou�a, est� farta como muitos nesta cidade, mas

n�o queria falar sobre isso, forcei para me contar.

Sim, eu sei, dessa pobre gente tem que tirar com pin�as.

Sinto muito por eles, todos os domingos �s quatro

venho aqui para chorar.

H� algumas coisas que n�o gosta de falar,

como Rotterdam e Vars�via e Coventry

e muitas outras cidades por onde passaram.

Te falou sobre essas coisas? N�o!

� algo que aconteceu dez mil anos atr�s.

Os alem�es nunca ouviram falar disso.

N�o se lembram, mas a semana passada n�o receberam carne

e se lembram e dizem para tolos como voc�.

O que posso fazer? Culpar de tudo uma mulher

que ent�o s� tinha quinze anos?

Estou tentando te dizer desde que... Hah!

- Olha, est�o furados. - � o olhal, idiota.

Ei, ficar� bom para a Bertha?

N�o, acho que o melhor � comprar duas coisas.

N�o t�m nada perfumado?

Senhora, me faz um favor de provar isso?

Eu levo a branca.

- O qu�? Como est� tudo? - Est� fechado e ficar� fechado

at� a tarde, descolar�o �s 13:00h.

Ok, ok, vai para a cidade v�-la.

- Mas atento ao tempo. - Sim, senhor... sim, senhor.

Obrigado, senhor.

Saiu em disparada, quando cheguei nos barrac�es j� tinha ido.

- Vai para a cidade? - N�o, eu queria falar com voc�.

Agora tenho que falar com outra pessoa.

� disso que quero falar com voc�.

Quando entregar os cigarros, as blusas e as meias,

Quero ter certeza que receber� em troca o que voc� gasta.

At� agora n�o recebeu.

� melhor dar uma olhada nisso.

O que � isso?

Um pouco mais abaixo voc� ver� que seu marido era da SS

e por principio, esses n�o eram recrutados.

Onde voc� conseguiu?

Sabia que era falsa desde o in�cio.

Um amigo que tenho no centro de documentos olhou sua ficha.

Na pr�xima p�gina voc� ver� que seu maravilhoso pai

nunca viu uma Universidade.

Tinha algum dinheiro, queria mant�-lo e apoiou os nazistas.

Abandonou a sua m�e em 39, porque era polonesa.

Um bom cara!

Est� certo, � tudo verdade.

E h� muitas outras mentiras que Ihe disse que n�o est�o

nesses pap�is.

Por qu�?

Porque o que eu disse � o que desejaria que houvesse acontecido.

Do que o seu marido e o seu pai fizeram voc� n�o tem culpa.

Por que mentiu sobre isso tamb�m?

Talvez para que voc� se compadecesse mais de mim.

Quando voc� tem que viver da generosidade dos outros,

aprende a tornar-se insens�vel e corajosa.

Quando voc� vive nos esgotos, aprende que os ratos

s�o aqueles que est�o melhor equipados para sobreviver.

Olha ao seu redor.

S�o mendigos.

Para fugir, ainda que seja s� um instante de vez em quando.

ROD�ZIO DO PESSOAL DA PONTE A�REA

QUE ESTEVE DE SERVI�O DURANTE SEIS MESES.

Voc� j� tem mais de seis meses aqui.

O que voc� acha? Tr�s semanas mais e n�o sabia.

- Bom dia, senhor. - Bom dia.

- Desculpe, senhor. - No que posso ajudar, sargento.

Quero pedir permiss�o para casar com uma civil alem�.

Descobri que as solicita��es deste tipo feitas

�s 8:30h da manh� costumam ser anuladas uns dias depois.

Sargento, por que n�o espera as cinco da tarde?

N�o � isso senhor, a noite passada eu estava de servi�o.

Acho que posso poupar os conselhos que dou aos jovens.

Tem idade suficiente para saber o que quer.

Fale com o sargento, Ihe dar� os pap�is necess�rios,

e eu aprovo quando terminar, mas deve lembrar que mesmo

com a permiss�o, o casamento n�o pode ser realizado

at� 30 dias antes da sua partida.

Eu entendo, senhor.

Eu vi no jornal que come�ar� o rod�zio.

Poderia saber quando sair� o meu n�mero?

Muito recente, mas no seu lugar n�o contaria

menos de 60 dias.

Obrigado, senhor.

Os da terra acham dif�cil, n�o sei como suportam.

Apertando os dentes se acostuma.

Quer um caf�?

N�o posso, tenho que voltar, quero sair dentro de 14 minutos.

Pode levar isso e dar para a Frederica?

Tem que preencher os pap�is.

Tolo, porque n�o...

Olha, a �nica permiss�o que preciso � do meu comandante, n�o a sua.

- Se vai levar. - Sim se o nevoeiro levantar.

Sen�o daremos para a Gerda.

48 HOMENS MORRERAM TRAZENDO ESSA COMIDA. N�O A DESPERDICE.

Quer dizer que na Am�rica se voc� quiser ir de um lugar para outro

n�o precisa de permiss�o das autoridades?

N�o, s� precisa de uma passagem de trem. Faz as malas e vai.

Que maravilha! Mas na Europa n�o � t�o f�cil de trabalhar

unidos assim.

Se os alem�es n�o tentassem se arriscar ao mundo a cada 25 anos

poderia ser.

Olha, s� na Europa Ocidental temos muitos povos diferentes,

idiomas diferentes, costumes diferentes.

- Seria imposs�vel. - Como seria imposs�vel?

Ok, suponhamos que tenha uma ilha e nela voc� coloca alem�es,

franceses, ingleses, irlandeses,...

- E poloneses e tchecos... - Ok, ok,

n�o precisa nomear todos eles. O que quer dizer?

O que aconteceria com todas essa gente na mesma ilha?

Em cinco minutos se matariam uns aos outros.

Quando fizeram Branca de Neve deviam te escolher para fazer

o an�o bobo. J� ouviu falar de Manhattan?

- Manhattan? - Sim, � uma ilha.

Uma parte de Nova York Como a ilha de que fala.

Doze milhas de comprimento e tr�s de largura. E sabe o que temos em Nova York?

Temos mais irlandeses que em Dublin, temos

mais judeus que na Palestina, mais alem�es que em D�sseldorf.

E temos mais italianos que em N�poles.

Mais de meio milh�o de poloneses, al�m de suecos, gregos

e franceses. Todos se d�o bem.

N�o digo que se amam loucamente, mas aprenderam a conviver.

Isso � verdade?

N�o, n�o, constru�mos Nova York apenas como propaganda.

Ningu�m mora l�, � habitada por...

Ei, Stieber!

Daria isso para a Frederica? � do Danny.

- Mais � claro. - Est� bem.

Quem quer cartas?

Escrit�rio do general... Sim, sim... Templehoff.

O qu�?... Vamos imediatamente.

Danny, mudaremos na pr�xima semana.

Boas not�cias! Mudaremos!

Bom.

Vai embora, me deixa.

N�o empurrem!

Fiquem quietos!

Danny, disseram que voc� vai na sexta-feira.

Entre.

Sim, espero.

Desculpe incomod�-lo, senhor. Acabo de saber que volto

para casa na sexta-feira.

Eu sei, as substitui��es chegam mais cedo que o esperado.

Sim, senhor, mas... e o meu pedido de casamento?

Estou tentando falar com Berlim se podemos fazer alguma coisa.

Ei, o major Balt est� a�?

O major Balt...

N�o te ou�o...

- Fala mais alto... - O major Balt,

Bravo,... Alfa,... Landa,... Tango.

Sim,... Balt.

Estas palestras s�o terr�veis.

Acho que o sistema de telefonia alem�o � feito com tela de galinha.

Tentarei agilizar o seu pedido.

Poderia voltar para casa algumas semanas mais tarde?

N�o, sargento, seria cinquenta impressos triplicados

e custaria ao governo no m�nimo...

Ei,... major Balt?... Fala o major Hetzel.

- Quem? - O major Hetzel, de Rhein Main.

Ter� que falar mais alto, n�o ou�o.

Sim, mais alto... n�o, M, A, I, S, A, L, T, O. Mais alto.

Ok.

Fica tudo assim, sargento.

Em vez de enviar seus pap�is atrav�s dos canais habituais

v�o dar ao seu piloto na sua pr�xima viagem.

V�o me trazer e eu assinarei em 18 locais e os darei a voc�.

Eu agrade�o, senhor, mas e a norma de um m�s

antes da minha partida?

N�s qualificamos como condi��es extraordin�rias.

Circular 3, par�grafo D, se��o 12, sargento.

Pode se casar com ela a qualquer momento

antes de ir na sexta-feira.

Mas ela vive em Berlim, senhor.

Eu sei.

Diga para um dos mec�nicos de folga para lev�-lo

e arrume-se para voltar.

Sim, senhor, muito obrigado.

De nada.

Mas eu gostaria que ficassem solteiros.

Estes sapatos,... Stieber, ficar� muito agradecido,

os dele est�o muito ruins.

Sim, eu usei eles.

Bem, 48 horas e n�o teremos que nos preocupar mais

com a papelada.

- O que disse? - Digo que...

Cale-se!

48 horas e n�o teremos que nos preocupar...

J� vou!... Tenho que ir agora.

- Leve isto. - Obrigado.

Tchau, querida.

- At� amanh�. - Tchau.

Tchau.

- Significa "idiota", seis letras. - Piloto.

- Senhor. - Deixa eu ver se resolvo.

A� vem um dos nossos pombos, e parece que vai descansar

alguns dias.

UMA NEBLINA SEM PRECEDENTES INVADE A EUROPA.

FORAM SUSPENSAS AS VIAGENS PELO AR E PELO MAR.

A PONTE A�REA S� CONSEGUE ENTREGAR 70 TONELADAS EM 24 HORAS.

Acho que n�o, sargento, aqui diz que as sa�das para os Estados Unidos

ser�o pontuais.

Amanh� sair� de trem para Bremerhaven e para casa de barco.

Obrigado, senhor.

Esquadr�o 33 de Transporte de tropas, major Hetzel.

Sim coronel, agora mesmo, senhor.

E esperamos clarear o suficiente para decolar,

com Templehoff, parcial e intermitente ap�s as 14 horas.

� importante entregarmos o poss�vel.

Mas suas vidas s�o importantes. Chegar�o com o CGA.

E quando estiverem em altitude m�nima, se n�o tiverem

visibilidade suficiente, subam e retornem.

N�o se esque�am, as condi��es para a descolagem n�o s�o boas.

Tomem cuidado. Sincronizem seus rel�gios.

Sargento, por favor.

Bem, dentro de 20 segundos ser�o 11:15h.

O que estou fazendo aqui? Hoje � meu dia de folga.

Deviam revisar minha cabe�a.

Este jipe de monitoramento precisa seguir outro jipe de monitoramento.

Deram permiss�o para decolarmos.

Torre de Controle, fala 37,... O que esperam? O sol aparecer?

Torre para 37, n�o seja impaciente. Como est� a visibilidade?

- N�o me queixo e voc�? - Olha, gracioso, at� onde v�?

- Vejo at� a torre. - Melhor do que fazer a barba.

Bem, � a sua pele. Tem permiss�o para decolar.

V� em frente.

37 recebido,... tchau.

N�o conseguiremos chegar sem ajuda, imposs�vel.

Mas vamos ter sorte, � o meu �ltimo v�o.

Muito espessa.

Estamos em altitude m�nima, v� alguma coisa?

S� a minha mulher e meus dois filhos.

N�o quero ser um her�i, vamos para casa, flaps a 20.

torre de controle. Fala 37. Voltaremos para Rhein Main. Cambio.

Recebido 37. Fala torre de controle de Templehoff.

Subindo at� 6.500 p�s. Velocidade de cruzeiro 170.

Regional 3009.

Continuem nesta freq��ncia e voltem a verificar as condi��es.

Cambio.

J� ouviu.

Desculpe Mac.

Uma preciosidade.

� no 4. Retire a v�lvula.

Feche o conduto do 4.

Corte o combust�vel.

Vamos testar o 4.

Retire a v�lvula.

Desligue.

Desligue o gerador.

O elevador de pot�ncia.

Como v� a� de traz?

Mais ou menos o mesmo, senhor. Talvez um pouco pior.

- Mudou alguma coisa. - � in�til, Al.

� melhor chamar.

Torre de Templehoff fala o 37. O n�mero 4 pegou fogo

e n�o conseguimos apagar. Esperamos instru��es

para aterrizar. Cambio.

N�o fique contente, sargento.

Recebido 37. Fala torre de controle.

Fiquem na frequ�ncia 14058 para se dirigir ao controle.

Receber�o instru��es de emerg�ncia.

Emerg�ncia, resposta imediata.

O 37 est� com inc�ndio no motor n�mero 4.

Realizar� uma aterrizagem de emerg�ncia na pista 27

esquerda para o oeste. Se preparem.

Deixe o seu carro aqui, os outros ir�o para a pista.

Templehoff para BCG 37. O identificamos.

N�o h� nada entre voc�s e a pista.

Equipe de emerg�ncia preparada.

Virem � esquerda 180 graus para mudar de rumo.

Comecem a descida at� 1.500 p�s.

QSI para JEPSU 140.

JEPSU, o 37 se aproxima para pouso for�ado. V�em ele?

Estamos vendo. BCG 37 fala JEPSU. Me recebem? Cambio.

JEPSU, recebemos 5 por 5. Cambio.

Recebido 37. 05 por 5, entendido.

Realizem a verifica��o final. T�m luz verde.

37, virem para curso 270. Aproxima��o final.

Mantenham altitude de 1.200 at� o pr�ximo aviso.

5 milhas para aterrizar. Curso correto.

N�o respondam a nenhuma outra transmiss�o

durante o restante do trajeto.

Desviou ligeiramente para a esquerda.

Virem � direita para 273. Est�o quase no curso certo.

Virem � esquerda para 271. Curso correto de aproxima��o.

Des�am para altitude de 750 p�s. Curso correto.

Curso 271.

1 milha e meia para aterrizar. Curso correto.

Descendo para 250 p�s. Se aproximam da �rea de edif�cios.

Ajustem o n�vel de descida. V�o 60 p�s para baixo.

Segue em 60 p�s para abaixo. Ajustem o n�vel de descida.

Assim est� melhor. Est� melhorando.

Virem � direita para 271. 3/4 de milha para aterrizar.

Ajustem o n�vel de descida.

� isso, 1/4 de milha para aterrizar. Se aproximam do final da pista.

Temos que sair daqui!

� melhor correr, o motor pode explodir.

R�pido, depressa. Vamos sair daqui.

Te procurei por toda parte.

Danny!

Mas um dia como este. Como � poss�vel?

Querida, nos casamos enfim.

N�o temos tempo para abra�os.

- Mas diga-me como... - Sil�ncio, sil�ncio.

Temos pressa, Tenho que ir ao consulado

para carimbarem alguns pap�is.

Ou�a, tem que ir para casa, se vestir e se encontrar comigo

no cart�rio de Templehoff. Hank e Gerda ser�o as testemunhas.

- Bem, onde est�o suas coisas? - Vamos.

O QUE DEVE SABER SOBRE OS ESTADOS UNIDOS.

- Venha, abra a porta. - Entre.

Coloque o casaco, seremos testemunhas de um funeral.

Mac se casa com aquela mulher.

N�o fique a� parada. Vamos, acorde, mexa-se.

Desculpe, eu n�o quero ir.

Desculpe, eu n�o quero ir. Olha, n�o me importa

o que voc� quer. Coloque o casaco!

Me trata como se fosse o meu pai.

Coloque o casaco! Fa�a isso, fa�a aquilo!

Cale-se! Sente-se! Levante-se!

Estou farta! E n�o continuarei te aguentando mais!

O que voc� tem, est� b�bada?

O que voc� bebeu?

Palavras, boas palavras. Eu li isso, a sua constitui��o.

A declara��o dos direitos, o que disseram

Lincoln, Wilson e Roosevelt.

Que isso n�o suba � sua cabe�a.

E depois que eu li, entendi uma coisa.

Voc� � uma vergonha para a Am�rica.

E n�o deviam enviar para c� pessoas como voc�.

Acho que j� basta. Com quem acha que est� falando?

- N�o me importa. - Bem, eu...

Posso dizer o que quiser.

Artigo 1: "O Congresso n�o ditar� leis sobre

estabelecimentos religiosos.

N�o proibir� a livre pr�tica da religi�o.

N�o restringir� a liberdade de express�o da imprensa nem dos direitos

que o povo tem de se reunir pacificamente

para solicitar justi�a ao governo".

E isso � assim, burro, grande, gordo e est�pido.

Volte a me insultar novamente e juro que te levarei

a golpes para Postdam.

Certo, v� em frente, me bate. �, �,... um guarda de assalto.

Um momento, n�o est� gritando com um miser�vel alem�o.

Sou o cara que te traz os cigarros, os chocolates, o caf� e o sab�o.

Estou farta de voc� e do seu caf�!

Sai daqui ou farei que te expulsem a pontap�s!

- Eu vou... - E tenho todo o direito de fazer.

O artigo 3 diz: "Em tempo de paz nenhum soldado se hospedar�

em nenhuma casa sem o consentimento do seu propriet�rio

nem em tempo de guerra de forma contr�ria � lei".

E agora, v�, v� embora!

E n�o volte, porque n�o te suporto mais.

Querida, voc� entendeu, � o que venho tentado dizer.

N�o deixe que ningu�m te magoe, nem mesmo eu.

Isso � a democracia. Voc� entendeu!

Pode levar seus cigarros, seus chocolates e seu caf�...

� isso querida, continue jogando.

Anote, querida. � a sua primeira rebeli�o.

Venha!

Voc� � uma cidad�, querida.

Leve os seus conselhos, seus malditos conselhos.

Gerdy,... bem, Gerda, Pegue seu casaco, querida,

chegaremos atrasados.

ERNST MIRBACH ST LOUIS. MISSOURI. U.S.A

E agora, querido, tenho certeza que um dia

estarei com voc� novamente.

Tem que escrever logo e dizer quanto tempo

devo ficar com ele antes de poder obter o div�rcio

Sem que me expulsem da Am�rica. De certa forma, ser� pior viver

nos Estados Unidos t�o perto de voc�. Desejando estar novamente

nos seus bra�os, e no entanto, continuar t�o longe.

Talvez possa vir um dia a St. Paul para nos ver num teatro

ou numa loja de vez em quando.

Ei Mac, aqui!

Danny, de onde vem. Estava preocupada.

De preencher muitos pap�is. Ol�.

Temos que esperar o juiz est� casando outros.

N�o sei se voc� teve tempo para comprar um anel.

Eu trouxe isso. Minha av� me deu.

Bonito. Onde voc� conseguiu?

- Minha av�. - Sim,...

Danny, estou muito feliz, mas tamb�m fico um pouco triste porque

amanh� retorna a Am�rica.

Sim.

Quando eu irei? Dentro de um m�s?

Acho que vai demorar um pouco mais.

- N�o, Danny, n�o. - Eu acho que sim.

Para onde vai, para St. Paul?

Sim, talvez para St. Paul ou talvez para St. Louis.

- Por que para St. Louis? - Por que n�o?

� um lugar agrad�vel para viver, n�o acha?

- Me d�. - N�o.

O que � isso St. Paul, St. Louis?

Espero que realize o seu desejo e encontre o meio

de sair da Alemanha.

E eu espero que n�o, estaremos melhor sem voc�.

Acho que herdou da sua av� muito mais que esse anel.

Gerda,... aonde vai?

Tenho que encontrar o Danny, n�o quero que v� assim.

N�o deve julgar um povo por uma pessoa boa ou m�.

N�o h� desculpa para o que a Frederica fez.

Para saber como p�de fazer tem que olhar para tr�s.

Quando crescemos, aprendemos a mentir, dizer a verdade era

desaparecer.

Nos diziam que apenas o fim era importante.

N�o importavam os meios para conseguir.

A crueldade era normal e trair os amigos n�o era ruim.

N�o havia lugar para os sentimentos.

Hank, tenho que falar com ele.

Para alguns n�o houve tempo suficiente para esquecer tudo isso

- E essas pessoas... - Gerda!

V� para casa, nos vemos mais tarde. Mac, vem, pegamos esse t�xi.

- Gerda, adeus. - Adeus, Danny.

- Nos veremos novamente. - N�o, Danny, acho que n�o.

Vou ficar aqui, algum dia quero ver a Alemanha como deve ser.

Talvez n�o possa ajudar muito, mas eu quero ver.

E se todos que queremos algo diferente ou melhor,

procurarmos em outro lugar, o que acontecer� aqui?

N�o, eu vou ficar.

- Adeus, Danny. - Adeus.

Decolou um, acho que voc� poder� ir.

Sim, o que voc� vai fazer?

N�o sabe que eu passei para o servi�o permanente?

V�o trazer um novo equipamento de CGA e querem que ajude

os jovens a oper�-lo. Ent�o eu vou ficar.

� s� isso.

Por que n�o v� o que faz?

Bem, acho que para vender para estes est�pidos

uma nova forma de vida tem que ser um bom vendedor.

Tamb�m, n�o custa tentar.

Ser� divertido.

- Ol�, Mac. - Volta com a gente?

Sim.

Me lembro que j� estivemos assim outra vez.

Me dava conselhos aos gritos, voc� tinha raz�o.

N�o, n�s dois est�vamos errados.

Voc� era muito inocente e, como disse Gerda

eu era um guarda de assalto.

Acho que a resposta est� no meio.

Tamb�m, se n�o nos equivoc�ssemos nunca ser�amos tenentes.

Bem,... nos vemos, Hank.

Adeus, Danny.

Hank, venha aqui, sim?

- O que quer, Peter? - Por que esses alem�es gritam?

Dizem que algu�m ouviu no r�dio que os russos

v�o suspender o bloqueio.

Sim, sim... ha, ha.

Por que nos agradecem?

Realmente acha que tudo acabou?

Quando colocar de volta os assentos nos avi�es,

ent�o vou acreditar.

Bem, n�o sei. Se podem decolar quando nem mesmo as aves voam,

n�o creio que o bloqueio seja uma arma muito eficaz.

Laercio Tradu��o da legenda em Espanhol

F I M.

Manifestamos os nossos agradecimentos

�s For�as A�reas dos Estados Unidos

sem cuja coopera��o a produ��o este filme

n�o teria sido poss�vel.

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