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Covardes!
Assassinos!
N�o, n�o vencer�o!
N�o podem nos vencer nunca!
Nunca entrar�o em Zaragoza!
Nossos agradecimentos Ao exercito espanhol.
Ao assessor religioso por permitir filmar dento da bas�lica Nossa Senhora de Pilar.
A PATRIA, a seus her�is de 1808 e 1809
Aos her�is da independ�ncia da Espanha
Dedicamos esse filme, que n�o pretende ser.
Um exato e detalhado processo hist�rico.
Do cerco imortal de Zaragoza.
Mas o brilho.
Submisso e forte.
Do car�ter e coragem de seus filhos.
Seus her�is e hero�nas.
Reunidos na figura de Agustina de Aragon.
S�mbolo da coragem da ra�a.
E do esp�rito inquebrant�vel de independ�ncia.
De todos os espanh�is.
Apresentar armas.
General!
Coronel!
Imaginemos que o tempo n�o passou Agustina.
Vamos?
General.
N�o sei o que acontece comigo.
Acho que estou um pouco nervosa.
Por que?
Esta m�o sustentou por anos o trono do rei.
Ele quer apertar agora diante da corte.
N�o se preocupe.
Tudo sair� bem.
Espere um pouco.
O rei nos espera.
Se desanimar, olhe essas bandeiras.
Elas mostram nossas vit�rias.
E l� est� a nossa.
Que tomamos em Zaragoza do exercito de Napole�o.
Quando se achava o dono do mundo.
Quando Napole�o se achava dono do mundo.
Pense bem majestade.
Ainda n�o ocorreu nada que haja previsto.
Se ouvisse suas opini�es.
Os nomes n�o estariam sob essas bandeiras.
Sei o que tenho que fazer.
Se a Fran�a � dona do canal, ser� dona do mundo.
A Inglaterra lutar� para conserv�-lo.
O dom�nio do mar � vital para eles.
N�o esque�a.
Por isso quero fechar todos os caminhos.
Agora Portugal.
Decidi que meu irm�o Jos� sente-se no trono da Espanha.
A passagem por Portugal.
Ser� o pretexto da ocupa��o.
Tem 15 dias.
Para que Jos� Bonaparte seja proclamado rei da Espanha.
Farei o que for poss�vel.
Mas acho que os espanh�is n�o v�o aceitar isso nunca.
Um povo indefeso.
Cumpriremos o prazo.
N�o se preocupe.
Meus ex�rcitos cruzar�o pela Espanha.
Como num passeio militar.
2 de maio.
Viva Espanha!
Espanh�is.
A p�tria est� em perigo.
Vamos defend�-la.
Guerra ao invasor.
Declaramos guerra a Napole�o.
Viva Fernando 7.
Os franceses tomaram nossa terra.
Fora o invasor.
Parem!
V�o pela outra rua.
Revistem casa por casa.
Temos que encontr�-lo.
Vivo ou morto.
Por favor, n�o grite.
Ou�a, por favor, me procuram.
- Os franceses? - Sim!
Deixe-me explicar.
Atirem em cada resid�ncia.
N�o pode nos enganar outra vez.
As ordens general.
Aproxime-se.
Prenderam esse homem?
Encontramos ele, mas n�o o pegamos.
O que disse?
Acho que ficou claro.
Agora deve me deixar a iniciativo.
Cometeu muitos erros.
Capit�o.
Esse homem leva documentos importantes.
Precisa peg�-los de qualquer jeito.
Espero que n�o aconte�a novamente.
Procurarei evitar.
Pegue seus melhores homens.
Fa�a todo o poss�vel para conseguir nosso objetivo.
At� a viol�ncia se for preciso.
Lembre que em alguns locais somos oficialmente amigos.
N�o se preocupe muito.
Logo vamos deixar de ser.
A suas ordens.
Escreva uma ordem.
Vigil�ncia nas portas da cidade.
Para impedir que ningu�m saia de Barcelona.
CAMINHO REAL DE ARAGON.
Parem.
Senhorita tem salvo conduto?
Perd�o, � o procedimento.
Vai ficar muito tempo?
Dias?
N�o est� escrito?
Sim, 3 dias.
Barcelona ficar� muito triste se a deixa.
Voc� acha?
N�o precisa companhia?
Claro que sim.
Por isso que vou.
N�o leu?
A carta est� clara.
Motivo da viagem, casamento.
Casamento?
O que � casamento: Ah sim.
Matrimonio.
Que tristeza, meu Deus.
Posso continuar?
Claro.
O exercito Frances n�o deve deter o amor.
Por que tem tanta pressa?
N�o se importaria de perder uma noite?
Ou ganh�-la.
Deixe-me.
� um cavalheiro.
Mente.
Nenhuma mulher da Espanha pensa isso de n�s.
Mas n�o nos importa.
Pode ir.
Na melhor das hip�teses.
Nos encontramos outro dia.
Ent�o talvez n�o tenha tanta pressa.
Siga.
N�o h� perigo, quero dizer.
Perigo s� para o marido.
Uma espanhola que vale por uma francesa.
Bom programa para depois da guarda. n�o �?
Tudo bem.
Isso tem mais buraco que outra coisa.
Vamos, depressa.
N�o h� para pagar o que fez.
Sobe.
N�o, j� fez o bastante.
N�o quero compromet�-la mais.
N�o percamos tempo.
Jamie, depressa para Zaragoza.
Se nos deixarem.
O que vamos fazer?
Ir para Zaragoza por caminhos diferentes.
Enganamos eles mais uma vez.
Esse � o nosso jogo.
Agora � diferente.
N�o deveria colocar-te nesse assunto.
N�o diga isso.
Quando te tirei de Barcelona.
Sabia muito bem ao que me expunha.
Deve chegar em Zaragoza.
Porque sua miss�o � muito importante.
N�o se preocupe.
At� agora tivemos sorte.
� f�cil engan�-los.
F�cil? N�o queira me enganar.
Sei o que se arrisca para fazer o que fez.
Agora ou�a.
� poss�vel que cheguemos sem problemas a Zaragoza.
Mas se isso n�o acontecer.
Voc� pode levar os documentos.
Tem que entregar a uma homem chamado Louren�o o pastor.
Vai encontr�-lo numa propriedade pr�ximo da pra�a.
Lembre-se do nome.
La Alfranca.
Conseguir�?
Acho que sim.
Se os documentos ca�rem em m�os dos franceses.
Espanha perder� sua ultima esperan�a.
Prometa que far�.
Prometo.
Espero que possa entregar voc� mesmo.
Como n�o olhou o cofre?
- Capit�o, eu n�o podia... - Chega.
Preparem os cavalos, alcancem eles.
Sua cabe�a est� em jogo.
As ordens capit�o.
Quem s�o?
Devem ser fugitivos.
Por favor, ou�a.
O que aconteceu?
Estamos fugindo de l�.
Houve muitas execu��es?
Arrasaram a cidade.
Parece que ou�o os disparos.
Covardes.
Napole�o imp�e sua liberdade aos que n�o querem entende-la.
Acha que encontraremos tropas francesas?
O caminho est� livre agora.
A tropa de Juan o bravo est� por aqui.
Podem ir tranq�ilos.
Siga, Jaime.
O que � isso?
- Os franceses. - Os franceses?
Os franceses nos perseguem.
- O que faremos? - N�o sei.
Temos que nos defender, n�o h� outro jeito.
Este envelope.
Pegue.
Talvez salvem-se.
Diga que assaltei a carruagem.
Que a obriguei a levar-me.
Parem.
Parem.
Ataquem.
Peguem os franceses.
Coragem, estamos salvos.
Para mim acabou.
N�o esque�a o que me prometeu.
Guarde segredo sobre isso.
Parem.
Deixem ir.
Voltemos � carruagem.
N�o esque�a o nome.
Jure que o far�.
Juro.
Sei que o far�.
� uma mulher extraordin�ria.
Como se chama?
Agustina.
Agustina.
A sorte da Espanha est� agora em suas m�os.
N�o foi poss�vel chegar a tempo.
Sinto muito.
� seu marido?
N�o, um conhecido.
Nem sei seu nome.
Saiu com ele de Barcelona?
Sim.
Sa�mos juntos.
Pediu-me que o trouxesse.
Meus homens cuidar�o dele.
Isso j� n�o tem jeito.
Aproxime-se.
Era quem esper�vamos?
Sim, acho que sim.
Mas est� morto.
Reviste-o.
O cocheiro tamb�m est� morto.
O que faz com ele?
Enterrem juntos sob aquela arvore.
Que descansem juntos na beira do caminho.
N�o sei como ser� essa guerra.
Teve sorte que estivesse por aqui.
Eles n�o querem conversa conosco.
Quem s�o voc�s?
Depende de como se v� a coisa.
Para eles a bando de Juan o bravo.
� como se fosse c�lera.
Para n�s.
A Sagrada Fam�lia.
N�o leve em conta.
Para ele a guerra � uma piada.
Como pode ver ele � da Catalunha.
Obrigado Juan.
O que pensa?
Pensando no cocheiro.
Coberto com terra aragonesa.
Tivemos um bom dia.
Pena que voltamos com as m�os vazias.
Vamos, em marcha.
Acha que encontraremos mais franceses?
Isso ningu�m sabe, nunca chegaram at� aqui.
N�o se preocupe.
Deixarei voc� na cidade com minha m�e.
Ver� como ser� bom um copo de leite quente.
E p�es feitos por ela.
N�o posso ficar.
Tenho que chegar logo em Aragon.
Mas precisa descansar.
Est� exausta.
N�o faz mal.
Minha viagem � Zaragoza ir� bem.
N�o pode recusar.
Poderia faz�-lo.
Mas me esperam.
Vou me casar.
Quero te fazer uma pergunta.
Durante a viagem algu�m mais subiu na carruagem?
N�o.
N�o subiu ningu�m.
Por que?
Tem certeza?
Sim.
Ent�o voc� est� com os documentos, n�o �?
Que documentos?
N�o sei ao que se refere.
Est� bem, posso estar enganado.
Falta muito para chegar � cidade?
Sim.
Ter� que se controlar at� chegarmos a Zaragoza.
Acha que vou deix�-la sozinha por esses caminhos?
N�o seria correto.
Estou certo que seu noivo n�o se incomodar� se lhe acompanho.
Chegamos, l� � a cidade.
Cansada?
Um pouco.
Veja est�o tocando os sinos.
J� pensou se os franceses pensem em vir aqui?
Montserrat n�o vai permitir.
Senhor.
Lembre-se de seus filhos.
Sabe como lutam por Sua causa.
Eles querem a paz.
E com isso o respeito.
Lembre-se que a vitoria deles � a Sua, Senhor.
Ajude as vi�vas.
�rf�os.
Aos desconhecidos que morreram.
Ajude-os Senhor.
Maria, teu filho, veja.
O Senhor esteja convosco.
Parem.
Tem que esperar.
Vamos nos esconder l�.
J� vai?
� preciso, antes que o sol se ponha temos que voltar ao campo.
- Ent�o... - Ter� que esperar.
A meia noite estaremos aqui.
Quer sair amanha para Zaragoza?
Sim, Juan o mais cedo poss�vel.
Por favor.
Imaginava.
N�o me perdoaria se chegasse tarde.
Onde a esperam com impaci�ncia.
Como voc� � bom.
Ainda n�o agradeci o suficiente do que fez por mim.
N�o se preocupe.
Foi um prazer.
N�o ligamos para isso.
J� vai sair sem sequer descansar.
Depois, n�o se preocupe.
Como n�o se preocupar?
Voltaremos logo.
Adeus, m�e.
N�o chore.
- Sabe que n�o posso ficar. - N�o demore.
Precisaria uma corrente muito forte.
At� logo.
Juan, meu filho, tenha cuidado.
Muito cuidado.
Minha m�e sempre se despede como se eu fosse para a �ndia.
Vou estar perto da cidade.
Adeus Agustina
Vamos � o momento.
N�o tenho coragem.
Vamos.
Em marcha.
Parem.
Parem.
Que faz por aqui?
Vou ao campo com voc�s.
Penso faz muito tempo.
Quero dizer, se n�o incomodar.
Com voc� estamos completos.
Quando quiser.
Lamento pelo botic�rio que ficou sem o cavalo.
O que tem na bolsa, comida?
Tem percep��o, catal�o.
Levo as armas de meu oficio.
O vinho para a missa, a estola e os �leos santos, se precisar.
Com um padre com a gente o c�u n�o leva ningu�m.
O que aconteceu com os documentos?
Est� com ela.
Tem certeza?
Apostaria a cabe�a.
Ent�o?
Teria que mat�-la para pegar.
Acredita padre.
Est� mais seguro com ela do que com n�s.
Vamos.
Como pensei, a mo�a ficou na cidade.
Vamos?
Ainda � cedo.
Temos que esperar que anoite�a.
Vamos, filha, tome.
Est� gostoso.
Acabei de tirar.
Assim meu filho toma quando volta do trabalho.
Bem, tomava.
Faz tempo que anda com o bando?
Sim, faz.
� o que eu digo.
Os fatos n�o ser�o os mesmo.
Haver� algum crist�o.
E sobretudo.
O que podem fazer um punhado de homens?
Contra tantos soldados?
Eu penso que de homens como Juan.
Falar�o com orgulho nossos filhos.
Sim, � verdade.
Mas n�s n�o ouviremos.
Ser�o eles?
N�o acho que venham t�o cedo.
O que � isso?
Abram todas as portas.
Todos para a pra�a.
Franceses?
Meu Deus!
O que foi?
N�o ouviram?
Disse que todo mundo fora das casas.
N�o percamos tempo, capit�o.
Derrubem as portas e tirem eles.
Silencie esse sino.
N�o vou esperar mais.
Ou todos saem.
Ou queimaremos a aldeia.
N�o � essa.
Cuidado com as janelas.
Atirem em quem apare�a.
Atirem neles.
Fogo.
Covardes!
Assassinos!
Meu Deus.
Vamos saia.
J� brincamos bastante de esconde-esconde.
Vamos, r�pido.
Saia.
N�o me ouve?
N�o esperava me ver t�o cedo, n�o �?
Teve muita sorte.
Agora n�o temos nenhuma pressa.
Tudo pode esperar.
- At� os documentos. - N�o se aproxime.
Por que?
N�o esque�a que quem manda agora sou eu.
Voc� � inteligente.
N�o preciso te explicar.
Vamos, n�o gosto de perder tempo.
Tudo pode ser t�o bonito.
N�o tenha medo.
N�o � medo o que tenho.
O que � ent�o?
Nojo!
N�o sei como te dizer.
Covarde.
Assassino.
V� esse sangue?
� sangue dos meus.
Sangue inocente que derramou sem compaix�o.
Acha que sou diferente deles.
Se engana.
Quero dizer, sim sou diferente.
Eles odiavam um a um.
E eu te odeio por todos.
N�o se irrite.
Vai ter que fazer um acordo comigo.
Ningu�m vir� te ajudar.
Ou prefere que te entregue aos soldados?
N�o tem medo?
N�o.
N�o tenho medo.
Ouviu?
Nem de voc� nem dos seus soldados.
Tente me tocar.
Antes me jogo por essa janela.
N�o poder� escapar.
� muito temperamental.
Me agrada.
N�o poder� escapar.
Cachorra.
- S� nos ter� mortos. - Cale-se
Espanh�is, montem.
Em marcha.
Canalha.
Senhor, receba nossos mortos.
Tantos que n�o h� covas suficientes.
V�o me arruinar.
La levar a carreta para os franceses.
N�o vou suportar isso.
Se vendi esse vinho aos franceses.
� porque de vinho n�o tem nada.
Quer provar?
Se n�o confia pergunte.
Quantas viagens fiz � fonte para essa venda.
Um pouco assim de vinho, um pouco assim de �gua.
Se � como diz � outra coisa.
Se tem mais �gua que vinho tanto faz.
Alguma noticia?
Ainda n�o.
Dizem que n�o esperam nenhuma diligencia.
Acha que pode ter acontecido algo?
J� est� em Zaragoza.
Tinha certeza que a Virgem nos ajudaria.
Obrigada.
� melhor n�o seguir em frente.
Me esperem na tenda.
Tio Francisco, tia Pilar.
Sobrinha, enfim chegou.
Veja quem est� aqui.
Pensamos que n�o viria.
N�o foi culpa minha.
Prima.
Carmen.
Finalmente chegou.
Finalmente.
Parece um sonho.
O importante � que veio.
N�o achei que tivesse coragem.
Nenhuma mulher faria.
Foi uma viagem ruim?
Sim, tia.
Agrade�o a Virgem que me colocou no caminho esse homem.
Aproxime-se Juan.
Que te conhe�am meus tios.
Me salvou a vida e pude chegar at� aqui.
Deus te guarde.
Qualquer um faria o mesmo.
Todos devem fazer o mesmo.
Enquanto restar na Espanha um cavalo.
Encontrou com os franceses.
Viu eles?
Preferia n�o ter visto.
N�o pense nisso e descanse.
Quer comer conosco?
Agrade�o mas minha gente me espera e h� muito o que fazer ainda.
Como quiser.
Adeus, Agustina.
Juan, queria poder te pagar...
N�o.
Espero que voltemos a nos encontrar.
Tudo a seu tempo.
Tamb�m acho.
Boa noite a todos.
Estamos aqui para o que for preciso.
Obrigado.
Um bom homem, Agustina.
Assim tinha que ser o outro.
Temos muito o que falar e quanto antes melhor.
N�o precipite as coisas.
V� preparar a cama.
E voc� Carmem v� com sua m�e.
E veja se jantamos logo.
Por que disse isso, tio.
Voc� decidiu se casar com Luiz n�o �?
Por que pergunta?
Aconteceu algo?
N�o, nada.
Ent�o?
Dei minha palavra.
Voc� sabe.
Pois essa palavra.
N�o deve ser cumprida.
Isso o que queria te dizer.
Voc� chegou e meu sangue ferve.
Me arrebentaria se n�o falasse.
Luiz Montana n�o � digno de se casar contigo.
Tomou partido dos franceses.
N�o!
N�o pode ser.
N�o pode ser.
Estou afirmando.
� um traidor.
N�o est� enganado?
Nunca gostou dele.
Isso n�o vem ao caso.
Se n�o acredita em mim.
Pode perguntar a quem quiser.
Todos v�o confirmar.
Ainda que machuque.
Esse homem merece seu desprezo.
Lamento, amigo Montana.
O estado maior das for�as imperiais n�o compartilha seu otimismo.
O que quer dizer?
Quero dizer que apesar de suas informa��es.
E as promessas do general cada dia mais reconfortantes.
Aqui em Zaragoza.
Est�o preparando algo contra a Fran�a.
N�o sabia nada disso?
Vejo que meus servi�os n�o s�o eficazes como merecem.
Sinto ter perdido sua confian�a.
N�o, n�o � isso.
Preveni em certa ocasi�o.
Que isso n�o � brincadeira de crian�as.
Em nossa profiss�o.
N�o se admitem decep��es.
Entendeu o que quero dizer?
Voc� se comprometeu a nos servir.
Mas at� agora n�o o fez.
N�o com o entusiasmo que devia esperar-se.
De um homem como voc�.
Fiz o que pude.
N�o continue, sei o que vi me dizer.
Seu jornal � nosso melhor aliado em Zaragoza.
Tem duvidas?
Como poderia duvidar?
Lemos todos seus artigos.
T�nhamos curiosidade em saber quanto pag�vamos por cada palavra.
Parece pouco o que recebeu?
Parece correto.
Acho que estamos em paz.
Isso n�o � voc� quem vai dizer.
Ou acha que vim at� Zaragoza s� para te cumprimentar?
Ou�a.
Algo estranho acontece.
Sabemos que por cima do general Guilherme.
D�o-se ordens.
Ordens que podem levar a uma revolta.
Ao imperador conv�m que Zaragoza permane�a calma.
Sabe por que me arrisquei em vir aqui?
Uns papeis importantes chegaram em Zaragoza.
Acompanho desde a fronteira sem conseguir peg�-los.
Precisa impedir que sejam entregues a quem de direito.
Sabem quem leva?
Uma mulher.
Chegou esta tarde e est� vigiada.
Vai nos levar ao centro da conspira��o.
Sua obriga��o nesse caso.
� n�o se separa de Guilherme nem um s� instante.
Tem que preveni-lo.
E conseguir se poss�vel.
Que aja com dureza.
Sabe que confiamos mais em voc�.
Que no talento do capit�o general de Zaragoza.
Sim Agustina, acredite, Luiz n�o merece voc�.
As pessoas dizem que algum dia engolir� o que escreve.
Teve uma discuss�o com seu pai?
N�o sei.
Mas todos em Zaragoza falam.
Por que �amos mentir para voc�.
� verdade.
Ser� verdade?
� dif�cil acreditar.
Sabe onde fica um lugar chamado La Alfranca?
Est� tr�s l�guas daqui.
Por que pergunta?
Por nada.
Falaram dela durante a viagem.
Dizem que � muito bonita.
Nada a ver.
Ou�a Carmem.
N�o se preocupe se amanha saiu bem cedo.
Quero ir na missa.
Vou contigo.
N�o, tenho que ir s�.
� uma promessa.
Como quiser.
- O que foi? - Cale-se.
Acorde.
O que foi?
Sua prima.
Onde foi?
N�o sei.
Ah sim disse que ia a Pilar.
Na missa das crian�as.
Na missa das crian�as.
Podia ter me falado.
Por que n�o foi com ela?
Queria ir, mas preferiu ir s�.
Disse que era uma promessa.
N�o insisti, pois poderia querer ver Luiz Montana.
Pensava ver?
N�o acredito.
A n�o ser.
Luiz Montana tem algo a ver com La Alfranca?
Pensava ir l�?
Responde?
Acontece algo?
Nada!
N�o acontece nada.
Ainda.
Tenham compaix�o desse cego.
Pelo amor de Deus.
V� por essa rua.
Obrigada.
Deus lhe pague.
Chegamos.
Obrigada.
O que faz aqui? O que procura?
Por favor aqui � Alfranca?
Tudo o que v� � La Alfranca.
Pergunto se � a propriedade.
Quem procura?
Talvez tenha me enganado.
Pergunto por Louren�o o pastor.
O que quer dele?
Quero v�-lo.
Tenho algo urgente para entregar.
D�-me.
N�o devo entregar pessoalmente.
Ent�o pode me entregar.
Como saberei se � Louren�o o Pastor?
Deve perguntar a voc� n�o a mim.
Tome.
Est� certa de n�o se enganar?
Acho que n�o.
Quem te entregou?
Um homem que perdeu sua vida por isso.
Disse que era importante.
Enganou-se, s�o s� neg�cios.
De qualquer forma, lembre-se.
Ningu�m deve saber que esteve aqui.
Como se chama?
Agustina.
Obrigado, Agustina.
E guarde o que te disse.
Neg�cios.
Neg�cios.
Vamos te acompanho.
Retiro o que disse.
Tinha raz�o.
Tamb�m teria colocado nela toda minha confian�a.
Obrigado.
N�o dever�amos t�-la privado disso.
Agora coloque-se sob as ordens do coronel Torres.
Tem instru��es para esse momento.
Por que a pressa?
O que quer?
Estava te esperando.
Pode me dizer onde foi?
Fui entregar uma encomenda.
Demorei para encontrar a casa.
Pensei que ia somente na missa.
Estive l�.
Preciso saber o que fez at� agora.
J� disse.
E essa terra vermelha nos sapatos?
N�o sei.
N�o me pergunte.
Como n�o, tenho que perguntar-te.
O que est� escondendo?
Veja Agustina.
Nunca falaram de n�s.
Temos a cabe�a erguida.
N�o me fa�a abaixar agora.
Isso n�o ag�ento.
O que foi fazer em La Alfranca?
O que?
N�o entendo, tio.
N�o sei o que diz.
Deixa de enrolar.
Os tempos est�o dif�ceis.
E jogos que podem sair caros.
- Sofreria muito.. - Por favor tio.
O que ia dizer?
Cale-se, por favor.
Diga-me por que foi?
N�o posso falar.
N�o direi nada.
Ningu�m vai fazer eu falar.
Pode ficar tranq�ilo.
N�o ter� que se envergonhar de mim.
N�o tenho tanta certeza.
Nem entendo porque de tanto mist�rio.
Mas sabe de que lado sopra o vento nessa casa.
Ver� se pode ficar nela.
Desculpe.
Papai me pegou de surpresa.
E pensei que tivesse ido ver Luiz Montana.
N�o, n�o me aborreci por isso.
Mas tem raz�o.
Devo v�-lo.
Assim pode me explicar porque seu pai falou comigo assim.
Um momento, vou avisar.
Correndo o risco que nos acusem de anti-patriotas.
Zaragoza est� tranq�ila nas m�os do geral Guilherme.
Castigar com rigor os que semeiam a confus�o.
Por um falso patriotismo.
N�o podemos esquecer que os soldados de Napole�o s�o nossos amigos.
� voc� Agustina, por que n�o avisou que chegou?
Achei que sabia.
Meus tios n�o falaram nada?
O importante � que veio.
Est� aqui, apesar de tudo.
E contra tudo.
Luiz, me perdoe.
Vamos abrir o jogo.
Como?
� verdade o que falam de voc�?
Quem falou?
O que importa quem falou.
N�o quero ouvir os outros.
Quero saber da verdade por voc�.
Que as pessoas pensem de mim o que quiserem.
Mas voc� n�o pode me julgar como os outros.
Voc� me ama, vamos nos casar.
N�o respondeu minha pergunta.
O que tem a ver tudo isso conosco?
Pensei que somente nos amando era suficiente.
Escreveu isso?
Sim!
E n�o me envergonho.
S� obedeci aos que mandam.
Quer as pessoas gostem ou n�o.
Acha isso?
� capaz de sentir o que escreveu?
Mas o que foi?
Por que fala assim comigo?
N�o acredito.
Pensar que sua lembran�a me dava for�as para chegar at� aqui.
N�o acredito.
Dia e noite perseguida.
Fugindo sempre.
Temendo n�o poder escapar desses soldados.
Para que agora.
Perseguiam voc�?
Voc�?
Por que?
O que importa.
N�o poderia entender.
Importa mais do que acha.
Diga-me Agustina.
Veio a Zaragoza somente por mim?
Por que se preocupa?
� preciso que abra o jogo.
Se veio aqui pelo que imagino corre um grande perigo.
N�o se do que fala nem entendo.
N�o minta.
� mais serio do que pensa.
Se comprometeu demais.
Fale, deve falar.
Para que?
Pode ter certeza que nunca procuraria voc�.
Basta te ver ao lado de nossos inimigos.
Para n�o duvidar.
De todos modos.
Neste caso.
Pode ficar tranq�ilo.
J� n�o � preciso.
Agustina, espera.
N�o me entendeu.
Como pode achar-me seu inimigo.
Voc� me importa mais que todos.
� preciso repetir.
Adeus Luiz.
N�o sabe como sinto.
Que os outros tenham raz�o.
J� esperamos muito.
Senhores, calma.
A condessa vai se escandalizar.
Temos que entrar em um acordo.
Tio Jorge tem raz�o.
N�o combinamos ontem, que n�o se pode fazer nada at� chegar Palafox.
O chefe que nos faz falta.
N�o devemos precipitar as coisas.
N�o padre?
Assim pensavam e foram surpreendidos.
Isso foi terr�vel.
Naturalmente.
N�o venham com historias.
Zaragoza deve levantar-se o quanto antes.
De acordo.
Calem-se de uma vez.
Haver� tempo para todos.
As guerras n�o se ganham com conversas.
Mas se perdem por indecis�o.
A nobreza aragonesa n�o reconhece outro rei que Fernando s�timo.
E quer lutar contra os franceses.
Se as ordens de Palafox n�o chegarem.
Temos que nos adiantar.
Ent�o chegou o momento.
Esperem um pouco.
Estou esperando not�cias de Alfranca.
O bando de Juan o bravo chegou ontem a Zaragoza.
E sabemos ao que veio.
Tio Jorge poderia ter come�ado por a�.
N�o me deixaram.
Vamos ver se dentro de uns dias continua assim.
Ordens do general Palafox.
Amanha Zaragoza se levanta contra o inimigo.
N�o se preocupem.
Se por bem n�o conseguimos nada.
Apelaremos � for�a.
Manda quem pode mandar.
A fam�lia real n�o � hospede de Napole�o.
Sim prisioneiros.
Recebemos uns documentos essa manh�.
Foi voc� quem trouxe?
N�o, foi uma mulher.
Mas isso agora n�o importa.
Os documentos podem ser falsos?
N�o, um homem perdeu sua vida para traz�-los.
E arriscou sua vida a mulher que os entregou.
Chegou a hora, senhores.
Que as pessoas estejam prevenidas.
A partir desse momento Zaragoza deve se considerar em p� de guerra.
Isso n�o ser� m�rito seu.
Poderia ter me falado.
Teria feito o mesmo?
N�o!
Nesses dias tem que desconfiar de tudo.
De qualquer lado pode estar o inimigo.
Disse que os documento um a mulher trouxe?
Sim.
Acha estranho uma mulher servir para algo?
N�o, claro que n�o.
Fale.
Foi minha sobrinha, ou n�o.
N�o percebeu?
Eu adivinhei s� em olhar.
Olha que bonita.
E ficar� muito bem.
Traz sorte.
Quando coloquei me seguiram at� em casa.
Por que est� assim?
N�o � nada.
N�o se preocupe.
Olhe-me bem.
Tem um tio cabe�a dura.
N�o fica assim, sabe do que falo.
Tem personalidade.
Parece sua av�.
Sentou num alfinete e soubemos um ano depois.
Tinha raz�o.
Que pode ter terra vermelha.
No mesmo lugar.
Ainda que diga o contrario.
O rapaz riu de mim.
Quem?
Quem h� de ser?
Gra�as a voc�.
Amanh� ser� um grande dia para Zaragoza.
Diante da atitude de alguns habitantes dessa cidade.
Deixaram se levar por rumores.
Mentira, traidor.
Franceses roubaram nosso rei.
Assassinam nossos irm�os.
E ocupam cada dia uma cidade espanhola.
Logo estar�o aqui.
Continuaremos com os bra�os cruzados?
Precisamos armas e sabemos onde est�o.
Temos que ir pegar.
Para a capitania.
Quem quiser que me siga.
Fora os franceses.
Viva Espanha!
Acredite general � preciso tomar medidas urgentes.
Ribeira, diga ao coronel Torres para dissolver imediatamente.
As suas ordens general.
Acho dif�cil conte-los.
Estou de acordo.
Temos que enfrent�-los.
Estou errado?
N�o, general.
Com licen�a.
Ordem do general.
Tem que dissolver essa revolta nem que seja a for�a.
Est� bem, pode sair.
N�o quero viol�ncia contra essa gente.
Entendeu?
Sim, coronel.
Chegou o momento de arriscar tudo pela p�tria.
Deixem alguns entrarem.
Abram o caminho.
Deu a ordem ao coronel Torres?
Sim.
N�o entendo o que acontece.
Acabo de te informar.
Tem que agir com dureza.
Uma vacila��o pode nos levar ao desastre.
Pensa o que pode ser Zaragoza nas m�os desses rebeldes.
Voc� � a autoridade m�xima.
N�s n�o podemos deter Napole�o.
E os franceses s�o amigos.
Amigos seus.
S� amigos seus.
O que � isto?
Vi assassinarem uma aldeia.
Vi gente fuzilada.
Monte de mortos numa pra�a.
Amigos.
Sei como agiram comigo.
Agora morreria de vergonha.
Isso � o que merece, por trai��o.
Como se atreve, o que pretende?
J� ouviu.
O povo quer armas.
E viemos pelas armas.
N�o entregarei nem um fuzil.
Obede�a as autoridades.
Ele tomar�o as medidas necess�rias.
Por confiar nelas.
Os franceses fazem as patrulhas.
Tem armas.
Chega de impertin�ncia.
Coronel.
Tire essa gente daqui.
Por que? Sou parte deles.
Ficou louco?
Fa�a o que mando.
Sou o capit�o general de Aragon.
Tem certeza?
Ou�a.
Eu Jose Palofox.
Capit�o general do reino de Aragon.
Disponho.
De tomar o posto.
Cheio de honra.
E responsabilidade que o fervor patri�tico me deu.
General, sua espada.
- Viva Zaragoza. - Viva.
Agora �s armas.
Vamos ao castelo.
Levem-nos � pris�o at� serem julgados.
Quem � esse homem?
Prefiro n�o falar dele.
Ent�o.
Sei o que est� pensando.
Quando percebi j� era tarde.
Que os correios partam agora.
Que se defendam rapidamente.,
As ordens general.
Senhores.
Por dois lados o inimigo pode atacar Zaragoza.
Pelo norte por Navarra.
Ou pelo leste desde Catalunha.
Ou pelos dois ao mesmo tempo.
Contamos com for�as reduzidas.
N�o temos um exercito normal.
Temo senhores.
Que a experi�ncia desses dias mostrou.
Que temos que deixar de lado o que aprendemos.
E confiar totalmente nas pessoas.
Com todos os inconvenientes.
Aproveitando o desejo deles lutarem.
Essa � a miss�o que confio a voc�s.
Aperta.
J� usei antes deveria servir.
Vai ficar bom.
O que n�o tem jeito � o chap�u.
N�o se preocupe.
Parece que tenho uma abobora na cabe�a.
Tem um fuzil.
Em todas casas tem um soldado.
Um soldado ou qualquer coisa.
Se falta capa sobra capuz.
Poucos s�o os que lutaram.
Sabe Agustina.
Os que prendemos com Guilherme queriam servir tamb�m.
Tinha que ser assim.
Afinal s�o de Arag�o.
Sa�ram todos.
Todos os que deviam sair.
J� est� pronto o general.
Entre, n�o tenha medo, o fuzil est� descarregado.
O chap�u ficou bom.
� o que temos.
Vou chegar tarde na revista.
- Carmem. - O que foi, pai?
Sobe no alpendre e conta as espigas.
Agora mesmo.
Como vai Agustina?
Parece que meu tio est� feliz.
Todos estamos.
E acho que voc� vai ficar tamb�m.
Por que?
N�o seria justo que voc� precisamente.
N�o ficasse contente como os outros.
Sabe de onde venho?
N�o!
Da capitania.
Ficou algo pendente l�.
Lembra?
Pode ficar contente.
Palafox concedeu-me sua liberdade.
Fez isso?
N�o me agrade�a.
Voc� teve o m�rito.
Juan.
Eu pedi em seu nome.
Fez o que me deixa feliz.
Imaginei.
N�o.
Vejo que n�o me enganei ao te julgar.
Seu irm�o o marques quer v�-lo.
Chegou de Madrid.
Que entre.
General.
Lamento informar que seu irm�o est� a servi�o dos franceses.
Eu sei, Torres.
Mas n�o esque�a que meu irm�o tamb�m se chama Palafox.
Para que veio?
Vim para que desistam desse prop�sito.
Zaragoza ser� destru�da se insistirem.
Est� bem.
Traz algo mais importante?
Mais importante?
N�o
Bem, e o que pensa do que disse Murat?
Precisa perguntar?
Estou as suas ordens.
Imaginava.
Tenho outra informa��o.
General Lefreve pretende entram em Zaragoza.
Com dez mil homens que tem em Pamplona.
Sa�ram em alguns dias.
�timo.
Vamos receb�-los como eles merecem.
Preparem tudo imediatamente.
Amanha mesmo saem nossas for�as.
Espero ficar bem.
J� que n�o me deixaram ir.
Que algu�m v� por mim.
Pode ficar tranq�ilo.
Adeus a todos.
Fica tranq�ilo.
Rezaremos por voc�.
At� a volta.
Traga uma bandeira francesa.
Conte com ela.
Veja que jovem.
Queria que fosse meu filho.
O que foi?
Se fosse aragon�s entenderia.
Estava dizendo a Deus.
Tudo por Zaragoza.
Onde vai?
N�o pode ser, est� na minha companhia.
Onde est� a bolsa?
General.
Perdi de manh�.
Prefiro perder um soldado ao relaxamento da disciplina.
Dez dias de pris�o.
Amanha procure em Zaragoza um pal�cio para o quartel general.
Noticias.
Chegam noticias.
O que aconteceu?
Deixem-me passar, n�o posso falar.
N�o posso falar nada.
Disseram que resistiriam um dia mais.
Chega.
Vir�o.
Pode retirar-se.
Ordenem que se preparem.
Quem vai comandar?
Eu mesmo.
Fa�a o que disse.
Sim, general.
Agustina.
Voc�?
N�o tinha outro meio de falar contigo a n�o ser me escondendo.
O que quer?
N�o sei.
Faz dias que quero te ver.
Quero te agradecer por ter me salvado a vida.
Fui obrigada a faz�-lo.
N�o me agrade�a. Tenho pressa.
Espera.
Sei que n�o devo te pedir nada, mas...
Gostaria de saber se algum dia voltaria a ter permiss�o...
N�o continue, foi tudo t�o recente.
N�o pode me deixar agora que todos me abandonam.
Pensa bem se n�o foi voc� que se afastou dos outros.
Se acha isso.
Porque intercedeu por mim?
Algo que levou a faz�-lo.
S� quero que me diga.
Se algum dia poderei ter sua confian�a.
N�o sei.
N�o posso te prometer nada.
- Deixe-me. - Diga-me ao menos...
Que n�o me odeia, Agustina.
N�o!
N�o te odeio.
N�o poderia te odiar mesmo que quisesse.
Aqui est�o as minhas.
Terei que perguntar o que fa�o.
N�o entendo como n�o veio.
Fale com a condessa.
Est� com tio Jorge.
Com tio Jorge?
Ser� que chegaram noticias?
O desastre foi em Aragon.
Sim senhora.
Assim foi.
N�o acredito.
N�o houve jeito a n�o ser render-se.
Agustina, aproxima-se.
O que foi?
Algo grave.
Nossas for�as foram derrotadas em Aragon.
Meu Deus.
Tudo foi in�til.
Batem em retirada.
Temos que nos defender aqui mesmo.
� a guerra.
Sim Agustina.
Ter�o que nos matar a todos, para entrarem.
O que podemos fazer?
Agora, rezar.
Os poucos que restam est�o a caminho de Zaragoza.
Temos que receb�-los com os bra�os abertos.
Chegaram.
Est�o entrando pela porta de Carmen.
Foi um desastre.
Viu meu marido.
Viu meu marido.
Sei l� quem � seu marido.
J� sei quem era seu marido.
Juan.
Agustina.
Tinha certeza que voltaria.
O que aconteceu, Juan.
Perdemos a primeira batalha.
Isso � tudo.
E acredite.
De nossa atitude.
Achava melhor ter ca�do.
N�o diga isso.
Nos enganaram.
Isso n�o, ele n�o tem culpa.
Antes de acusar saiba a verdade.
Que digam na capitania.
Vamos perguntar a Palafox.
Ningu�m deter� os franceses.
� mais culpada que os franceses.
Sabia o que ia acontecer.
Para a capitania.
General.
O que foi.
S�o as mulheres.
Querem ser recebidas.
Deixe que entrem.
O primeiro trope�o.
E j� se revoltam contra mim.
Vai enfrent�-las? N�o quer que eu fale?
Fa�a o que disse.
Me procuram.
E devo receb�-las.
Palafox.
O que querem?
Onde est� Palafox?
Eu sou Palafox.
Aqui est� quem procuravam.
Mas antes.
Olhem bem esse sangue.
Tamb�m lutou.
Se derrubam esse homem.
Derrubam Espanha.
Pensem.
O inimigo est� chegando em Zaragoza.
O que faremos sem ele?
Falem.
Ningu�m quer falar nada?
Est� bem.
Eu falarei por voc�s.
General.
Pedimos.
N�o permita que entrem em Zaragoza.
As derrotas que nos assustam.
� prefer�vel morrer.
A suportar a escravid�o.
Senhor.
Que sua m�o n�o vacile.
At� o ultimo homem.
At� a ultima pedra.
Enquanto tiver um soldado.
Defenda-nos dos invasores.
Agustina.
Pela segunda vez.
Obrigado.
O inimigo est� nas portas da capital.
Acaba de me comunicar um emiss�rio do marechal Lefreve.
Que a cidade ser� destru�da.
Se quisermos defend�-la.
N�o preciso dizer o que respondi a esse insulto.
Minha espada guarda as portas da capital.
Minha honra responde pela seguran�a e defesa.
Conto com voc�s.
Jurem cidad�os de Aragon.
Defender a p�tria e o rei.
Contra os franceses.
Se alguma vez desanimam diante da luta que se aproxima.
Mandei gravar nesse estandarte.
A imagem da Virgem Del Pilar.
N�o sejam injustos.
As duas s�o as mesmas.
A m�e de todos.
As ordens general.
O que Palafox disse?
Deu minha mensagem?
Sim.
Quando se entregar�?
Disse que morrer�o todos antes de render-se.
Boa resposta.
Em Mantua disseram o mesmo.
E acabaram se entregando.
Amanh� 15 de junho de 1808.
Ser� uma data que n�o esquecer�o.
Estejam prontos.
Ao amanhecer atacaremos por dois lados.
Pela porta de Carmen.
E a de Sta. Ingracia.
Est�o preparados para o nosso ataque.
Est�o preparados.
Levem o exercito at� as portas de Carmen e de Sta. Ingracia.
E abram fogo.
J� est�o a�.
Fogo neles.
Estou morrendo. n�o �?
Tenho medo.
Minha m�e n�o sabe que vim nos muros.
Fora, fora daqui.
N�o pode ser.
Parem, covardes.
Repete.
N�o tem vergonha de fugir?
As mulheres v�o ocupar seus lugares.
D�-me o fuzil.
Aprenda de uma mulher.
N�o h� homens em Zaragoza.
Fiquem a�.
Queimem suas casas, peguem suas mulheres, suas filhas.
� o que merecem.
Covardes.
Juraram em falso morrerem por Zaragoza.
Pe�a refor�os.
Coronel Torres pede refor�os.
O exercito Frances ataca Sta. Ingracia.
J� sei, j� sei.
N�o tem refor�os.
Que lute at� o ultimo.
Temos que defender Carmen.
Retiram-se da porta de Carmem.
Fracassamos.
Viva Zaragoza.
Voltaram, n�o?
Quem?
As pombas.
Demoram dois meses para voltar.
O fogo dos fuzis assustou-as.
N�o se engane.
Quando n�o espere come�a tudo de novo.
Esperam morrermos de fome.
Assim ser� mais f�cil.
Por que n�o atacam?
Sta. Luzia e a Virgem Del Pilar conserve suas vistas.
O fracasso em Zaragoza � um insulto as for�as imperiais.
General Lefreve.
At� agora os aliados diziam.
Amanha tomaremos Berlim.
Lembram do ultimo comunicado?
Uma vergonha Lefreve.
Essa cidade n�o � como as outras.
N�o lutamos contra seres humanos.
Mas uma legi�o de alucinados.
Os melhores veteranos se arrebentaram nos seus muros.
Foi incr�vel.
Foi comunicado a Napole�o.
Zaragoza deixar� de ser uma preocupa��o.
Para se converter num monte de escombros.
Amanh� chegar�o 47 mil homens.
E artilharia para varrer, n�o essa cidade.
Mas Europa inteira.
Espero que meus soldados n�o tremam dessa vez.
J� sabem o plano.
O ataque ser� de surpresa.
As baterias disparar�o sem tr�gua at� que pe�am a rendi��o.
Mas antes que soem os canh�es.
Temos uma ultima cartada.
Entre.
Voc�?
Como pode?
Surpreso de me ver aqui, n�o?
Entendo.
Tive vontade de falar contigo.
Como entrou em Zaragoza?
N�o interessa.
O importante � que estamos juntos novamente.
Me arrisco nessa visita.
Para os espanh�is somos suspeitos.
O que quer?
Pouco.
Recompensar seus servi�os.
Dentro de horas.
47 mil homens.
Entrar�o em Zaragoza.
N�o exagero.
7 companhias de artilharia, prepararam o ataque de surpresa.
A sorte de Zaragoza est� em jogo.
Porem.
Talvez n�o fosse preciso comprometer a vida de tantos homens.
Numa batalha que seria catastr�fica.
Voc� acha?
Precisamos uma ajuda interior.
Um homem que elimine Palafox.
E pensaram em mim.
Se n�o quiser, outro far�.
J� est� comprometido.
Um ato arriscado.
Mas a recompensa � grande.
Ou�a essa carta do marechal.
General chefe do exercito Frances.
E ajudante de campo do Imperador.
Nomeio prefeito da cidade de Zaragoza.
Luiz Montana.
Em pagamento a servi�os prestado as for�as imperiais.
Antes, preciso certas seguran�as.
O que pensa fazer?
Vai saber logo.
Primeiro, denunci�-lo a Palafox.
O que disse?
Estranhou, n�o?
H� dois meses teria feito sem nenhuma recompensa.
Mas agora vejo claramente.
Sou um combatente contra os inimigos de minha p�tria.
Agora mesmo ser� denunciado.
Quieto, n�o se mova.
Um dos dois n�o sair� vivo daqui.
Levante os bra�os e v� at� a porta, vamos.
Quieto, sei o que vai fazer.
Com minha morte n�o poder� evitar a de Palafox.
Se n�o saio daqui outro executar� a senten�a.
Zaragoza ser� nossa.
Sua n�o.
Como est� o bra�o?
Como novo, j� me deram alta.
Sorte que foi o esquerdo.
Fica com Deus.
At� a volta.
Que demore muito.
Obrigado.
Agustina.
O que quer?
Estou certo que dessa vez me agradecer�.
N�o � o que est� pensando, ou�a.
O marechal vai atacar a cidade de surpresa.
Antes tentam matar Palafox.
Digo a verdade.
Queriam contar comigo, mas desobedeci a eles.
Tem que acreditar em mim.
Sei que n�o mente.
Mas como soube disso?
Dif�cil te explicar, mas matei o emiss�rio dos franceses.
Voc�, ent�o?
Nunca acreditaria, n�o �?
N�o.
O fiz por voc�.
N�o quero agradecimentos.
Vou avisar.
N�o h� tempo a perder.
Ainda que o fez por mim.
N�o entendo.
Est�o prevenidos para o nosso ataque.
Esse homem fracassou.
N�o importa.
Ordem de ataque.
Como o hospital ainda est� inteiro?
N�o sei.
Tem que destruir tudo.
Agustina.
O que aconteceu?
N�o tenha medo.
Tudo acabar�.
Outra vez me salvou a vida.
N�o Agustina, agora n�o.
Estava certa que ao acordar te encontraria ao meu lado.
Como sempre foi.
Foi horr�vel.
Por um momento pensei...
Cale-se.
Agora est� a salvo comigo.
Sim.
Quando tudo desmoronava.
Sabia que viria.
Meu �nico m�rito foi te encontrar.
Quem te tirou de l�?
N�o Juan, agora n�o poderia te enganar.
Acha que esque�o o que fez por mim desde que te conhe�o?
Pare com isso.
Por que?
Agora tem que me ouvir.
Quando estava l� dentro.
Compreendi que seria horr�vel morrer sem te dizer.
O que?
N�o sei.
Vejo nos seus olhos como uma pergunta.
Algo que quero te dizer.
Mas nunca disse.
Juan.
N�o pensou que o acaso.
Vem sempre quando preciso de voc�.
Sim, como n�o pensaria.
Para n�o repetir essa pergunta.
Fiquei todo esse tempo sem sair das muralhas.
Por que?
Porque tinha certeza que se voltasse ao seu lado.
N�o poderia lutar por mais tempo.
Agustina.
Sabe o que eu sempre quis te falar.
Desde o primeiro dia.
Acho que sim.
E pode me responder essa pergunta?
Qual?
Faz tempo que poderia responder.
Cesse o fogo da artilharia.
Saia imediatamente o emiss�rio.
Chefe das for�as imperiais que cercam Zaragoza.
Diz que � in�til resistir.
O bombardeio continuar� at� a rendi��o.
Considera-se desumano prolongar essa matan�a.
Pensa bem.
Espanha toda aceitou Napole�o.
Sua honra est� salva.
Sabe as for�as que est�o prontas para atacar a cidade?
Sei o numero.
E preciso 10 vezes mais para falar de rendi��o.
Fale para seu chefe.
Que os espanh�is de Zaragoza est�o bem relacionados com a morte.
Talvez amanha pense de outro modo, general.
Ou s�o voc�s que pensam assim.
Nada mais?
Nada mais, podem lev�-lo.
Agustina de Zaragoza e Dom�nech.
Quer Juan Rosa Ibanes por marido?
Eu por parte de Deus Todo Poderoso.
Os ap�stolos S�o Pedro e S�o Paulo.
Caso voc�s.
Confirmo o sacramento entre voc�s.
Em Carmem alguns ag�entam.
Que ag�entem at� o ultimo homem.
A situa��o � desesperadora.
Ter�o que deixar a igreja.
E passar para a segunda linha.
O que aconteceu com voc�?
Estava em Sto. Agostinho, caiu a c�pula.
N�o pode se queixar.
Teve sorte.
Levem-no na outra sala.
Venha doutor.
Aproxime-se.
O que ele tem?
Algo grave.
N�o acha?
Sente frio.
Deixa ver as m�os.
O que �?
O inimigo est� dentro de Zaragoza.
A peste.
Nenhuma palavra sobre isso.
Seria pior.
A peste.
De onde eles vem?
De Sto. Agostinho.
Est�vamos todos l�.
- Juan, como foi? - Horr�vel!
Vamos catal�o daqui 5 dias estar� caminhando pelas ruas.
Os bons amigos n�o devem mentir.
N�o chore.
Voltaremos a nos encontrar.
Outras vez, l� em cima.
O que tem de bom.
Me aproxime a medalha.
4 marechais da fran�a para render uma cidade miser�vel.
E ainda pergunta o que pensa o imperador.
O imperador pensa que seu exercito est� em m�os de generais incompetentes.
N�o pode pensar outra coisa.
J� falou isso uma vez.
Tamb�m falou a La Coste.
Voc� tamb�m vai ouvir isso.
O que tem essa cidade?
Acredite.
A sorte � favor�vel.
Napole�o ter� um cemit�rio.
Em 15 dias entraremos em Zaragoza.
Voc� vai ver.
Gostaria de passar o natal dentro de seus muros.
Ainda tem for�as para cantarem.
Devem ter comido.
Quando comeremos?
Amanh� ao meio dia.
Se for verdade.
�.
Para celebrar o natal nos d�o algo extraordin�rio.
Sabe algo de seu pai?
Morreu.
Enterramos ele.
Sabe como est� Palafox?
Nada, acho que ficamos sem general.
A peste � pior.
O que faremos?
Pe�a volunt�rios a Sta. Monica.
Quantos morreram de peste?
200 mortos.
J� est�o deixando nas ruas.
N�o importa.
As mulheres se encarregar�o de recolher eles.
D� uma ordem.
A partir desse momento.
S�o combatentes todos os habitantes de Zaragoza.
Velhos, mulheres, crian�as, cl�rigos.
Todos que podem levar uma arma.
Devem estar na linha de fogo.
Que fique claro.
Essa � uma luta.
Assim entendeu o povo.
Luta-se at� o ultimo.
Temos que honrar os 60.000 volunt�rios que ca�ram.
D�-me um pouco de �gua.
General.
Um emiss�rio Frances quer v�-lo.
� melhor n�o receb�-lo.
N�o.
Melhor que pensem que o general ainda est� bem.
Temos que dar a impress�o que tudo est� normal.
Quem o envia?
O marechal Lanes manda dizer.
Espanha acaba de se render.
Se Espanha se rendeu.
Foi por uma trai��o.
Mas ainda resta Zaragoza.
Pela ultima vez, general.
� in�til resistir.
Renda-se.
Sinto muito.
N�o sei me render.
Depois de morto.
Falaremos disso.
O marechal Lanes conhece a situa��o geral.
Sabemos que n�o tem for�as para resistir.
Est� mal informado.
E se o marechal Lanes.
Quer saber onde encontro for�as necess�rias para resistir.
Venha comigo.
Povo digno para lutar com o exercito Frances.
Lamento n�o poder desejar outra coisa.
Est� ouvindo.
E agora diga ao seu marechal.
Onde est� o segredo de um povo.
Que n�o quer se render.
Tem que pedir ajuda.
- Viva a Fran�a! - Viva Espanha!
Toma.
Agora vai pagar todos os insultos que recebi.
Todos, at� o ultimo homem.
At� a ultima pedra.
V� coronel.
Leva os doentes, aos feridos.
Todas para as muralhas.
D�-me a espada.
J� fez sua parte, agora � conosco.
Fica sozinho, o estado maior vai morrer nas muralhas.
Espere-me.
Ou�am-me.
Todos me ou�am.
A ultima ordem do general.
Morrerem todos junto ao muro.
Todos sem exce��o.
Ferido e doentes.
N�o importa a vida de ningu�m.
Pedem refor�os.
N�o pode ser.
Todos para os muros.
Padre.
N�o podem mais combater.
N�o, precisamos de todos.
Vamos, vamos.
Logo tudo ser� in�til.
A desonra est� entrando em Zaragoza.
Em p�.
� melhor morrer por Zaragoza.
A defesa.
N�o posso ver, mas n�o importa.
Vov�, vov�, o viol�o.
Juan.
Continue.
N�o pode morrer.
O que importa.
Continua lutando.
Covardes.
Covardes.
Assassinos.
N�o, n�o vencer�o.
N�o podem nos vencer.
Nunca entrar�o em Zaragoza.
Nunca.
Agustina de Arag�o.
Hero�na de Zaragoza.
O subtenente honor�rio do exercito espanhol.
Sua majestade Fernando 7� rei da Espanha.
Te espera.
Majestade.
Aproxime-se.
Levante.
Em voc�, Agustina,.
Quero render homenagem por todos que lutaram por nossa independ�ncia.
Pensa que n�o � somente uma mulher.
� o s�mbolo.
De todos os her�is da Espanha.
Traduzido e legendado por Alexandre Neto.
F I M
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