All language subtitles for Un Americano a Roma (1954) - Um Americano em Roma

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Original subtitles

Um Americano em Roma

Esta � uma hist�ria que, de certo modo,

come�a com Crist�v�o Colombo.

Sim, porque Colombo foi o primeiro italiano a sonhar em ir para a Am�rica.

Foi o primeiro para quem a Am�rica se tornou uma verdadeira id�ia fixa.

Podemos at� afirmar que ele j� nasceu

com verdadeiro desejo pela Am�rica.

Assim como, at� hoje, muitos europeus nascem com o desejo de Am�rica.

Desejo que se manifesta sob variadas formas.

Por exemplo, sob a forma de dietas gastron�micas integrais.

- Spaghetti alle vongole. - N�o, n�o, n�o, n�o.

Hoje � um dia par. Ent�o, duas cenouras cruas.

- Duas cenouras? - Sem tempero.

Cereal de trigo, bem tostado, com mel.

- Aspargos misturados na massa. - Asparagos?

- Frutas? - Suco de toranja, com pimenta e sal.

Suco de toranja,

com pimenta... e sal.

O desejo de Am�rica tamb�m se expressa sob outra forma,

de barulhento mascar de caramelos com furo, no cinema.

E tamb�m sob essa outra forma,

que esconde um desejo mal disfar�ado de imitar

as express�es mais intensas de alguma famosa diva de Hollywood.

Quem de n�s, habitante da velha Europa,

n�o sonha ir para a Am�rica?

Am�rica, com suas maravilhas!

Suas luzes fantasmag�ricas!

L�, onde todos os americanos

sonham ir � Europa, � Roma,

onde, em uma casa do Trastevere, vive, pelo contr�rio,

o �nico americano que sonha ir para a Am�rica.

Porque � um americano estranho, que nasceu e vive no Trastevere.

Aqui est�. � ele, Nando Mericoni.

O jovem bonito, que podem ver nesta foto.

Caramba, que tronco!

Na verdade, esses m�sculos n�o s�o dele.

Pertencem a algum vencedor de um daqueles concursos americanos

pelo t�tulo de Mister Universo.

E este � o quarto dele. Pequeno e modesto,

mas, Nando gosta dele, porque aqui tem todo o indispens�vel:

bandeiras americanas, gibi de faroeste, luvas de baseball,

fotos de Betty, com dedicat�ria

escrita pelo pr�prio Nando.

As �nicas coisas na casa

que Nando n�o conseguiu americanizar

ali est�o. S�o seus pais.

- � isso! - Augusto, o que faz, n�o dorme?

Como dormir? Penso naquele vigarista, que � meia-noite ainda n�o voltou!

- Mas, que filho ele �! � meu filho? - Calma, voc� tem asma!

Asma... a asma veio por culpa dele!

O filho de Talesandro arrumou um emprego de carteiro e ele s� tem vinte anos!

Quando o pai se aposentar, ele estar� bem garantido!

- Mas, Nando... e Nando... - Augusto, est� vendo?

E Nando... Claro que tenho asma!

- O que faria Nando, sem o meu emprego? - Nando ainda � jovem!

- Talvez tenha a cabe�a um pouco louca. - Cabe�a est�pida, voc� quer dizer!

O que se pode esperar dele, hein? Ele quer ser um artista, um bailarino!

Ele trabalha dois dias e fica � toa por dois meses!

Ele quer ser americano! Mas, os americanos t�m dinheiro!

Hoje � noite, eu vou mostrar a ele... o americano!

Olhe aqui! Toda noite � a mesma coisa! Aonde ele vai? Quero saber, aonde vai?

- Fique calmo! - Aonde ele vai? Aonde? Aonde?

� in�til que procure ajuda naquela dire��o.

Antes que Wing chegue � cidade,

a carreira do senhor Hopalong Cassidy estar� terminada.

O que quer fazer, diga-me?

Queria saber uma coisa, antes de liquid�-lo, Cassidy.

N�o gosto de cometer o mesmo erro duas vezes.

Enquanto voc� tomava caf�, descarreguei a arma esquerda.

Caramba, que filme!

Voc� viu como mataram o Joe?

Foi o Jim. Viu como o esmagou, com aquelas suas m�os?

Parecia uma prensa de a�o! Que triturada!

Eh, moreno!

Moreno, estou falando com voc�, vamos!

� hora de fechar! O que faz a�? Todas as noites � a mesma coisa!

- Tenho que ir, n�o posso esperar! - Shut up! Shut up!

- Eu atiro! - Em quem? Eu quebro a sua cabe�a!

Gattomammone, eu o vi. Voc� finge que l� o jornal!

Voc� � um espi�o! Quer "cantar"?

"Cante"! Bang! Bang! Bang! Bang! Bang! Bang!

Preciso elimin�-lo.

Ou�o passos! Foi voc�, Gattomammone, que "cantou"!

Pegue este presente! Bang!

Tenho que me esconder.

Estou brincando.

N�o est� carregada.

A lei permite!

E depois, estou brincando! Estou brincando!

N�o est�o carregadas. S� as uso em caso de necessidade, ou de agress�o noturna.

�s vezes, algum maluco, nunca se sabe...

Papai!

Moro nesta house, eu sou daqui.

- Seu infame! - Hello, papy!

Meu papy est� brincando! Shut up! H� um vigia noturno aqui.

Ele me jogar� as chaves.

Sil�ncio, papy. Quer que todo o mundo o conhe�a?

Sou maior de idade, posso voltar quando eu quiser.

Posso at� voltar �s 3h da madrugada! Tenho mais de 21 anos.

N�o ligue para ele, � s� meio bobo!

Bang!

Desgra�ado! Pare de me irritar!

Justo eu tinha que ter um filho idiota?

- O que houve? - Ele faz gaiatice at� com a Pol�cia!

- Pol�cia? - Sim, mas, eu durmo! Eu durmo!

Eu durmo... Eu durmo.

Estava � minha espera? Mas, eu os destruo!

Eu destruo a todos! Jim, chame o Joe!

Macarr�o! Macarr�o! Isso � coisa para carroceiros!

Eu n�o como macarr�o. Sou americano!

Vinho tinto? N�o bebo vinho tinto!

Sabem que os americanos n�o bebem vinho tinto nem comem macarr�o?

Eu durmo!

Americanos comem gel�ia. Geleia. Isso � coisa de americano!

Iogurte, mostarda...

eis porque os americanos venceram os Apaches!

Americanos n�o bebem vinho tinto, bebem leite!

� por isso que n�o ficam b�bados!

Voc� j� viu um americano b�bado?

Nunca vi americano b�bado. Os americanos s�o fortes.

Caramba, esses americanos!

N�o se pode lutar com os americanos! Americanos comem gel�ia!

Macarr�o, eu o destruo!

Por que me olha com essa cara destemida?

Voc� parece um verme, macarr�o.

Isso � coisa de americano, v�?

Iogurte, gel�ia, mostarda...

A mostarda.

Como se chama? Mostarda.

Um pouco de leite.

Isso � coisa que americanos comem, hein?

Coisas saud�veis, nutritivas.

Macarr�o!

Credo, que coisa nojenta!

Os americanos...

Macarr�o, voc� me provocou e eu vou destru�-lo!

Vou com�-lo!

Este, vamos d�-lo ao gato.

Este, ao rato.

Com esse, vamos matar percevejos.

E eu bebo leite.

Sou americano.

Verme, vou com�-lo.

Est� ouvindo?

- Calma. - Eu o esgano!

- Eu durmo. - Est� bem.

Five, five, four, five, three.

- � a C�mara! - Ufa, essa C�mara!

Deve ser as elei��es! As cal�as, as cal�as! Onde est�o minhas cal�as?

- Al�! - Al�! Five, five, five, four, three?

Eu disse five, five, five, four, three?

Mas, n�o � da C�mara que falam?

Sim, � o Deputado Borgiani, em pessoa. Quem fala?

Sou Santi Bailor, American "Atreschion" please.

- Deve ser da Embaixada Americana.

- A essa hora? - Hor�rio americano!

Deve ser da Comiss�o do Petr�leo.

- Randolfo me havia dito. - Deixe-me ouvir.

Yes. yes.

Oui, oui, je suis o deputado Borgiani.

E quem se importa? Quero falar com Elvy. "My Elvy".

Com quem?

Elvy! Elvira! A Elvira est�? Sou Nando, o namorado dela.

Patife! Patife! A esta hora?

Vou registrar uma queixa na C�mara!

Perturbar, a esta hora, um Deputado que descansa! Porco!

Baixe o tom! Modere, entendeu? Modere!

Shut up!

Voc� desligou na cara? Voc� desligou na cara de Santi Bailor?

- O que ele queria? - Sei l� quem ele �!

- Quem ele queria? Diga-me! - Queria uma tal de... Elvira!

- Elvira � a empregada. - A empregada!

E a empregada de um Deputado pede que lhe telefonem a essa hora?

Calma, calma!

Escute, j� mudamos de empregada seis vezes, em um ano.

Esta � a �nica que funciona!

Eu sei o que passo com as crian�as em casa,

enquanto voc� est� no Parlamento.

- Acha que me divirto no Parlamento? - E o que eu sei?

- Atenda logo! Atenda! - Se os eleitores soubessem disso!

Al�? Al�, senhor. Quer a Srta. Elvira?

Vou cham�-la, vou cham�-la, se tiver paci�ncia de esperar.

- Est� bem assim? - Claro.

Voc� cedeu! Deputado Borgiani, voc� cedeu!

O que fez? Cometeu um grande erro.

Voc� desligou na cara deste rapag�o?

Que jamais se diga que um Borgiani desliga na cara de Nando Mericoni!

Eu o perdoo. Se voc� se arrepender, eu o perdoo, dear Borgiani.

Al�, Elvy! Give-me a kiss my darling!

Nando, voc� trabalha � noite?

N�o deve perturbar a essa hora.

N�o � nenhum inc�modo!

Fique tranquila, "my Elvy love", eu amansei o Borgiani.

Liguei porque amanh� ser� um grande dia, my Elvy.

Programei um grande espet�culo.

Finalmente amanh� o p�blico italiano saber� quem � Santi Bailor.

E quem � Santi Bailor?

Eu sou Santi Bailor. Nando Mericoni.

Mas, a partir de amanh�, no mapa do firmamento da Broadway

surgir� um novo nome:

Nando Mericoni, nome art�stico Santi Bailor, american "attrescion".

My Elvy, espero-a amanh� para o show de gala. Vista-se com eleg�ncia,

e seja forte, porque a emo��o ser� grande...

quando eu fizer minha entrada com meu impec�vel fraque estilo Gene Kelly.

Nando, voc� canta at� de noite!

Durma, durma.

- Durmo? - Sim, sim, durma, durma.

- Est� ouvindo aquele l�? - Calma.

Tente dormir. Fique calmo.

Eu durmo. Durmo.

- Nando, v� dormir! - Mamy, you don't sleep?

- N�o, papai est� irritado, e com raz�o! - Quando formos para a Am�rica,

haver� uma negra que cantar� m�sicas antigas sobre o algod�o.

Sil�ncio!

- Mamy, water, mamy! - O que � isso?

� um garraf�o americano. V� a torneira? A �gua?

O cano absorve a �gua.

Todos os escrit�rios da 5� Avenida usam.

�gua pura, esterilizada, americana...

- Credo, que nojeira! - Voc� n�o pode falar a s�rio?

Mamy and papy, eu os adoro.

Pare com esse porrete!

Porrete, mamy?

Este taco, mamy, um dia ser� assinado por Joe di Maggio.

- Voc� sabe quem � Joe di Maggio? - Nando!

- N�o sabe quem � Joe di Maggio? - Nando!

� uma coisa complicada.

Joe di Maggio � um jovem italiano

que, quando pequeno, se mudou para Kansas City...

Outra vez com essa Kansas City!

Esse intr�pido garoto

pegou um taco... e se casou com Marilina (M. Monroe).

Se eu, quando pequeno, mamy, tivesse ido para Kansas City!

Em vez disso, a escarlatina me impediu.

Lembra-se, papy, quando tive escarlatina?

Voc� se lembra, mamy?

Hello, papy!

Oi, papy, n�o desespere a mamy.

- V� dormir. - You don't sleep?

O que foi? Deixe-me!

Deixe-me!

- O que est� fazendo? Pare! - Eu o mato!

- Mato voc�! - O que faz?

Ele me bate com o taco do Joe Di Maggio? Caramba!

Ele me bate com o taco do Joe Di Maggio!

Eu o farei pagar caro por isto.

Vai ver!

Mais cedo ou mais tarde, voc� ouvir� falar de mim!

Se este rapag�o aqui chegar � Am�rica...

Queria me bater?

Voc� n�o consegue, eu tenho jogo de pernas!

Three, four, five, six, seven, eight, nine, ten...

Stop!

N�o � dif�cil, n�o �, girls?

Sem mau humor, por�m. Acostumem-se ao jogo de pernas

e tenham na cabe�a o ritmo certo.

N�o tenho mais nada a acrescentar. � tudo.

- Ok, girls? - Mas, v�...!

Vamos l�, girls.

Ok, em americano, quer dizer: muito bem.

Acostumem-se a essas express�es americanas.

Porque, se responderem com a habitual falta de educa��o,

fa�o-as ficarem no palco e dan�ar durante toda a night!

Ok, girls?

- Quer ver os n�meros? - Estou aqui para isto.

- Aqui est�o... - Mas, quem est� gritando assim?

Aquele de s�bado e domingo, Mericoni.

Mericoni? Aquele idiota morto de fome, que veio chorar por um emprego?

Gravem a minha imagem, girls.

� por acaso se estou neste teatro sujo.

Ok, pode me dar uma m�o?

Voc� � minha partner e quando eu entrar a la Gene Kelly,

voc� deveria voar como Rita Hayworth,

em vez de cair em cima de mim. Parece tonta!

Oh, sabe o que eu digo?

V� se danar!

Voc� e quem lhe permite ser a partner de Santi Bailor,

o Gene Kelly italiano!

- Gene, o qu�? - Gene Kelly italiano, se lhe agrada!

- Mas, v�... - Se n�o lhe agrada,

saiba que eu fa�o tudo com esp�rito de sacrif�cio e abnega��o.

Ficando no meio de voc�s, s� se pode conseguir uma infec��o.

Desculpem-me, mas voc�s todas s�o um desastre!

- E voc�s, quem s�o? - N�s somos as sisters.

Voc�s s�o as sisters? De onde apareceram?

Tomem um ponto de refer�ncia. O que devem olhar?

Devem fixar nos seus sapatos!

E se estou aqui, foi porque meu pai quis,

caso contr�rio eu estaria na Broadway, e n�o nesta imundice!

Este teatro � uma imund�cie.

- O que � este teatro? - Uma imund�cie!

- Armando, despe�a-o imediatamente. - "Mister Commenda", � brincadeira.

� brincadeira, n�o o vi.

- N�o o vi. - Ora, pare!

Estou brincando.

Um amigo me disse que este � um teatro famoso, fant�stico.

Ermete Zacconi se apresentava aqui.

Pare com isto! V�-se embora!

Estamos montando uma apresenta��o americana muito complicada,

dada a diversidade de origem das girls.

- Bem, eu quero girls estrangeiras. - Ele quer as girls estrangeiras.

Permita-me, "Commenda", mas elas s�o o que voc� precisa.

- Ent�o, assim est� bem. - � verdade...

� como se fossem estrangeiras, todas diferentes umas das outras.

As duas primeiras s�o mancas, as do meio s�o vesgas.

Mantenho-as no meio porque, quando dan�am, sempre saem de cena.

- Deixe-o em paz. - Estou explicando o espet�culo.

- Estamos ocupados. - O que voc� quer, nem as conhe�o!

Depois temos a bailarina fan�tica, mas, eu a domino, se voc� nos der...

N�o lhe dou nada.

- Mas, como se permite, desgra�ado? - S� estou brincando.

Morto de fome!

Estou brincando. Mas, como n�o d� nada?

- D�-lhe 2.000 Liras. - 2.OOO Liras?

Como? D�-me ao menos 2.500, 2 sopas cada,

somos oito.

Certo, d�-lhe 2.500, mas far� o espet�culo com as luzes acesas,

porque quero ver a mercadoria, entendeu?

Claro. No ritmo do baleiro, eh?

Santi Bailor, no ritmo do baleiro!

Justo a mim isso tinha que acontecer!

Com alegria, girls!

Olhem! Neste ponto, parem todas!

Porque haver� aplausos.

Com certeza, neste ponto entram os aplausos.

Ok, girls? Aqui teremos aplausos.

Elvy!

Farei minha entrada, ao estilo Gene Kelly.

Aquele � o meu namorado. Bonito, n�o �?

Ei, Nando, o que voc� est� fazendo? Saia da�!

- Quem � ele? Um americano verdadeiro? - Ele? � o Mericoni! Mericoni!

Baleiro!

Baleiro!

Est�o rindo?

Mais uma vez, girls!

Ei, est� implicando comigo?

Voc� j� tem 21 anos, e � hora de saber de quem � filho.

- Aquele � o seu namorado? - Parab�ns!

Elvira!

Good-bye. Good-bye.

Pare de deixar-me fazer esses papeis rid�culos!

N�o me fa�a sair do s�rio.

Hello, girls, Santi Bailor n�o vai aceitar esta humilha��o,

por culpa de desastres como voc�s.

Amanh�, n�s vamos ensaiar at� arrebentarem os rins!

- N�o haver� amanh�. Mande-o embora. - Mandar embora?

Mister "Commenda", em que sentido? S�o s� 2 dias!

Droga! Estou aqui por vontade de meu pai!

Nando, aonde vai?

N�o sei, n�o posso mais suportar.

Seu lugar � na Am�rica, Nando. Aqui n�o dominam a l�ngua, n�o o entendem.

Pare! Olhe!

Viu? Esta � a hist�ria de um jovem americano,

que, para conseguir aquilo que o mundo lhe negava,

sim, como voc�, uma manh� subiu at� o topo de um edif�cio,

e disse: "Vou pular, se n�o me derem o que eu quero."

Em que voc� pensa? Veio-lhe alguma id�ia?

Voc� quer tentar?

Procure um lugar alto, Nando.

Suba ao topo e ver� que eles o ouvir�o. Dever�o ouvi-lo.

Escutem todos! Podem me ouvir?

Povo de Roma, voc�s est�o todos subjugados, aos meus p�s!

Escutem! Tenho que ir � Am�rica!

Subi propositadamente

ao topo do mais alto de todos os monumentos do mundo!

- Quem � ele? - Ser� alguma publicidade.

Quem paga voc�? Des�a da�!

Se n�o me mandarem para a Am�rica, vou pular!

- Escutem todos! - Deixe-me passar!

Deixe-me passar! Deixe-me passar!

- O que quer? Quem � voc�? - Sou o pai daquele maluco!

Nando! Nando, o que faz a� em cima?

O que faz a�? Des�a!

Ah, � voc�!

Droga! O que quer, father?

Deixe-me em paz.

Des�a da�! Nando, des�a!

Em breve, my father, este seu boy ir� para a Am�rica!

Des�a da�. Eu n�o vou lhe fazer nada.

O que disse? N�o ou�o!

Fale mais alto, n�o consigo ouvi-lo! O que disse?

Oh, Deus! Oh, Nando!

Aqui est�. Sente-se melhor, agora?

- Meu Deus! - O que foi?

Meu filho vai pular! Ele se jogar� abaixo!

Fique tranquilo. Ele n�o pular�, s� quer ir � Am�rica.

� uma obsess�o!

Quer ir � Am�rica logo agora, que � t�o dif�cil?

N�o, � uma coisa antiga. H� mais de 10 anos ele tem essa mania.

Desde a ocupa��o alem�! Que tempos dif�ceis!

Lembra-se?

Basta imaginar o que acontecia em Roma, naquele per�odo,

toda noite eu o trancava no quarto, para ele n�o se meter em encrencas.

Mas, uma noite, que deveria ser tranquila...

- Al�? - Papai, � o Nando.

Mas, como? Voc� n�o estava no seu quarto?

Seu vigarista!

Papai, estou no ferro velho. Estamos preparando nosso plano.

Temos que alcan�ar a todo custo a nossa meta.

Deixe-me ver.

Est� na hora, papai.

Junto a mim, est� a minha banda completa.

O que voc� est� fazendo?

Um dia saber� e se orgulhar� de mim.

Fique tranquilo. Agora eu n�o posso dizer,

mas, estou organizando uma coisa que ser� conhecida no mundo todo.

Ah, � verdade?

Ent�o cuidado, meu filho, n�s s� temos voc�.

Chegou a hora. Preciso ir.

Adeus, papai. Beije a mamy.

Augusto, o que foi?

O que foi? Antes meu filho era uma crian�a,

- e agora ele � um homem. - O que ele vai fazer?

Ele n�o pode falar por telefone.

Deve ser uma coisa delicada, uma a��o certamente perigosa.

�til para toda a P�tria. Alguma a��o her�ica!

Assim que os americanos chegarem, levo todos para a Broadway!

- Ok, boys? - Ok!

Se esperarmos os americanos, nunca iremos � Broadway.

Cale a boca.

Eles est�o aqui perto! Um, dois, tr�s!

ORGANIZA��O TODT SERVI�OS DE PRIMEIRA LINHA VOLUNT�RIOS DO TRABALHO

Os americanos estavam perto, n�o?

Bomba americana, Cicalone!

Alvo certeiro! 5 segundos.

One, two, three, four, five!

Voc� diz que eles acertam sempre, mas, se aproximam cada vez mais de n�s.

Cale a boca! Cale a boca! Cale a boca, Cicalone!

Eles sabem o que fazer! Os americanos s�o infal�veis!

Os avi�es localizam, apontam ajustam e...

- E nos atingem! - Atingiram-nos? Atingiram-nos?

Caramba, atingiram-nos, atingiram-nos, Cicalone.

Sim, sim, seu cornudo.

Eu disse cornudo no sentido... no bom sentido.

Como eles podem ganhar a guerra, Cicalone, se n�o tem o dom�nio da l�ngua?

Maldita mis�ria! J� os americanos... Cicalone...

Os americanos... zac!

- Os americanos est�o a 3 km daqui. - Sim, est�o l� h� tr�s meses!

Quem, os americanos? Est�o ganhando tempo, esperando.

Serei um mestre da l�ngua, quando chegarem.

- N�o vou ter problemas. - Voc� fala ingl�s?

Claro.

N�o � nada... continua um cornudo. Isto j� � um fato.

- Essas s�o musiquinhas. - Musiquinhas? Eu posso traduzir.

Nando!

- Voc� tem que ir � barraca do Tullio. - De quem?

Um radiot�cnico que foi preso, porque ele tinha um r�dio.

Ele montou outro.

- Para ouvir A Voz da Am�rica? - Sim.

- O jazz! - Que jazz, seu imbecil!

Tullio quer falar com os americanos.

- Com os americanos? - Sim.

- Os verdadeiros americanos? - Sim.

- Esta noite, eu o levo ao Tullio. - Sim.

Aqui est� ele! Joe!

Joe, estou aqui!

Santi Bailor est� aqui! Acompanho voc�. Joe!

Acerte o Comando! Ou�o seu ru�do!

Acerte o Comando, como nos filmes americanos.

One, two, three, four, five!

- Cruzes, Joe, que pontaria! - Acertaram-nos de novo.

N�o, houve uma diferen�a de um seven ao inv�s de um five. 1, 2, 3, 4, 5.

O que a Alemanha pode fazer contra essa pontaria?

Joe, voc� � grande! Cruzes, que golpe, n�o?

Cicalone! Cicalone!

Cicalone, nossa...

- Tullio, trouxe-lhe um int�rprete. - Santi Bailor. Prisioneiro americano.

Eu n�o "entender" nada.

Nada.

- R�dio. - Sim, r�dio!

Este aparelho

- eu "fez" em tr�s meses. - Three months.

- Muito trabalho. - Pequenas v�lvulas?

- Sim, 4 v�lvulas. - Four.

- Four v�lvulas. - Four pequenas v�lvulas.

- Tudo pe�as roubadas. - Roubadas?

Roubadas do banheiro do acampamento.

- Water closet! - Sim!

- Afanadas. - Afanadas?

Ele entendeu tudo!

Nossa! Voc� "roubar" todos aqueles pobres alem�es!

- Mas, voc�, quem �? - Quem sou?

- Voc� n�o � americano! - Deixe-me, eu sou Santi Bailor!

Fui parado por um monstro alem�o, com uma motocicleta.

Falo com os americanos, porque domino a l�ngua.

Hello, Am�rica! Hello, americanos! Hello...

- Santi Bailor Corporation falando. - Isso n�o � uma brincadeira!

N�o estou brincando! Sou Santi Bailor.

Falo com os americanos, porque domino a l�ngua.

- Um momento! - O que foi?

- Tenho uma coisa para voc�. - Para mim? O que �?

- Tome. - Obrigado. � muita gentileza.

Mas, o que fa�o com isso?

- � o fio do r�dio. - O fio do r�dio?

Sim, voc� sai da barraca, e vai ligar este fio

no cabo de energia do Campo.

- Eu? - Sim.

- Um Santi Bailor? - Eh!

Vou sair, jogo-me no ch�o, arrasto-me como um caramujo.

- Cuidado com os alem�es, eles atiram. - Atiram em mim?

- Sim, se o virem. - Cruzes!

Os alem�es? Em Santi Bailor?

- � um ato her�ico? - Claro.

Eu vou!... Eu vou.

- Voc� quer ir? - V�!

Tr�s meses de trabalho! Olhe quem voc� me trouxe!

Fique tranquilo, ele � esquisito, mas, em casos arriscados, ele se d� bem.

Eis o caracol que vai ligar o fio no cabo de for�a.

Onde est� o cabo? Aqui est�. � voc� o cabo de for�a?

O que est� acontecendo?

Deve ser um contato no altofalante!

Precisa verificar logo!

Vou desligar tudo.

Aqui est�. Ei-lo! Oh, Deus!

Sim, deve ser voc� que estragou. Com o olhar atento...

� voc�. Oh, Deus, que choque!

- Miss�o cumprida. - Bem, ligou direito?

Temos que fazer contato com as esta��es m�veis,

- a 2 km daqui. - Caramba!

Diga-lhes que a Sta. B�rbara alem�

- est� sob as tendas da Cruz Vermelha. - Yes, sir.

- Eles me ouvem? - Claro.

Eles podem me ouvir?

Am�rica, me ouve? Aqui � um BBC, ou um Santi Bailor... Incorporation.

Am�rica, me ouve? Ouve?

- Sim, mas deve transmitir em americano. - Transmitir em americano. Ok. Ok.

Am�rica, pegue esta not�cia.

� preciso avisar o Comandante!

Coloque a toalha sobre a cabe�a, caso contr�rio, do lado de fora se v� a luz.

Mas, o que � isto?

Deve ser uma interfer�ncia americana.

N�o. � aquele radiot�cnico, o Tullio. Acione o alarme.

O alarme! O alarme! Chegaram!

Os americanos! Os nossos est�o chegando!

Finalmente!

Vamos em dire��o ao Comando, entendeu?

Voc�, fique aqui, entendeu?

Entretenha-os, at� voltarmos. Fale, fale!

Voc�s comprendechion? Comprendechion! Atendechion!

Meu Comandante, o Pacto de A�o! Mas, � o Eixo!

Eu estava cantando � vit�ria! Vamos esquecer!

- Heil Hitler! - Eu estava cantando � vit�ria.

- Heil Hitler! - Heil!

Os americanos romperam a frente. Est�o a 500 metros! Temos que abandonar o Campo.

O que aconteceu? Comandante, eu desisto! Aonde v�o? Aonde v�o?

Nossa Senhora, v�o me executar!

Maldi��o!

Minha m�e, que medo!

Estou me cagando todo!

"Ad�", precisamos entrar em acordo.

Eles querem me fuzilar, my Adolfo.

Precisa me ajudar. O mundo � pequeno, podemos nos reencontrar.

Meu pai � funcion�rio dos Correios. Voc� pode precisar dele, um dia.

Estou com medo! Eu estou me cagando todo!

Largue-me!

Agora, o que o cara faz?

Um abra�o! Vou pegar um charuto.

Bate-me?

Nos filmes americanos, quando algu�m entra no escrit�rio, pega um charuto.

O que ele diz? Quer me escrever uma carta?

"Em nome do Comando Militar Aliado",

"voc� � acusado de sabotagem, espinagem"

- "e resist�ncia �s tropas americanas". - Espionagem?

"Voc� foi condenado � morte, por fuzilamento."

- � morte por fuzilamento? Quem? - Voc�. Fuzilamento.

Eu?

Est�o brincando? Voc�s est�o brincando!

� brincadeira! Fale para ele! Voc� � meu amigo!

Comandante, eu fui escoteiro,

escalei montanhas.

Est�o brincando?

Tive escarlatina, que me imobilizou por tr�s anos.

Estou cheio de cicatrizes. Veja. Ponha a m�o aqui.

Voc�s est�o de brincadeira?

Sou amigo de Fred Astaire. Conhece? Voc� o conhece?

Chamam-me de Gene Kelly italiano.

Se eu n�o tivesse ficado doente! Veja, eu entro assim...

N�o posso fazer muito bem o giro, porque me caguei todo.

Mande-o para o Manic�mio Criminal de Aversa.

- Nando, o que faz a� em cima? - Ah, ele est� l� em cima!

- Voc� � a namorada dele? - N�o, n�s s� fizemos amor.

Ah, fizeram amor, �?

Ele cantava sempre, n�o queria casar comigo.

Cantava? Agora dan�a!

- Nando, espere! - Espere! Ignorante. Cretino!

Afaste-os! Eu disse, afaste-os!

Ah, � voc�.

Covarde horrorosa, voc� veio!

- Se ele cair, vai se machucar? - N�o, se cair, ele morrer�.

- Atraia-o. Atraia-o. - Nando, v� que estou aqui?

N�o v� que ela est� aqui? Des�a, engra�adinho! Des�a, des�a.

Nando, des�a.

Olhe, olhe a que se reduziu o seu love, no topo do Coliseu!

V� embora, n�o quero v�-la nunca mais! Fora!

Mas, como? � culpa minha voc� estar a� em cima?

- � culpa minha? - S�o assuntos de fam�lia.

Atraia-o, atraia-o, por favor. Atraia-o.

- Nando, des�a! - N�o! N�o des�o. N�o des�o!

Voc� � o meu �nico amor.

- Ele � o meu �nico amor. - S�o assuntos de fam�lia.

N�o gosto daquele cara dos filmes.

Ele � um campon�s, filho de vaqueiro.

"Eu n�o gosto dele!" "N�o gosto dele!"

Como fala bem!

Que se danem voc� e o filho do vaqueiro!

Ah! A trai��o � o seu princ�pio.

Hoje � o filho do vaqueiro, ontem era Gede�o.

Lembra-se do Gede�o, aquele com as presas de le�o?

N�o! Voc� n�o me convence!

N�o me convence.

- Ent�o, senhorita? - � culpa do Nando, se me demitirem

da casa do Deputado, onde trabalho. Sou empregada na casa do Deputado.

Devia ver o que ele me fez passar, no �ltimo domingo.

Quer saber o que houve?

Nando quis levar-me a Ostia, ao mar.

Ele chegou com a motocicleta e me fez sentir o maior medo da minha vida.

Entendeu?

- Nando, v� devagar! - Good, girl!

Elvy, look esta flecha prateada. Assim chamo meu b�lido.

Harley Davidson, carroceria Moriconi.

- Ela � roubada? - N�o, foi o Xerife de Kansas City

quem me vendeu, aquele que trabalha no ferro velho.

Look, Elvy, este � o quepe do meu pai.

Com isto eu n�o pare�o com um "Polis" da street?

- V� devagar! - Aaahh!

Assustei-o, hein?

Olhe para frente!

Em todo caso, temos um encontro em San Diego. Tchau!

Agora eu des�o, hein?

- O que est� acontecendo l�? - N�o � da sua conta!

Um caminh�ozinho, que n�o deixa passar o carro americano!

- Vou resolver! - N�o se intrometa.

I'm sorry, darling. devo cumprir o meu dever.

Hello, Joe. Agora eu ajudo voc� passar.

Okay, thank you very much.

Afaste-se, afaste-se, afaste-se, an�o!

A quem chamou de an�o?

- Vamos, an�o! - O que voc� quer? Quem � voc�?

- Santi Bailor, Pol�cia de Kansas City! - E o que me importa?

- Deixe-me passar. - N�o posso.

� uma ordem, n�o discuta. Afaste-se! Afaste-se!

Afaste-se! Afaste-se!

- Vamos nos ver de novo! - Come on!

Afaste-se, an�o!

- Afaste-se, an�o! - Louco!

Come on, come on. Help Am�rica!

Viu como se faz com os americanos?

Eu lhe fiz um favor e agora ele ser� meu amigo para sempre.

Voc� quer que eu morra!

Vamos, n�o perca tempo. Mariuccia o espera em Castel Fusano.

Calma, calma, Elvy!

Temos a sorte de conhecer dois americanos.

Eles t�m at� a bandeira, porque v�m de Washington.

Caramba, que carr�o!

Flecha de Prata!

You comanda. Are you americano? Pol�cia de Kansas City.

Queremos encontrar um lugar com um bom peixe.

You n�o entende americano.

Agora eu entendi, americano. Eu os adoro, gosto de voc�s,

mas, essas confian�as n�o permito.

Aqui h� mulheres. Modere. Modere.

Fish.

Credo, como voc� � feio, americano!

Entendi, americano! Peixe, peixe!

Voc� quer peixe. Voc� quer comer peixe.

Qual � a estrada para o Fiumicino?

Voc� quer comer peixe de rio. Eu lhe explico.

Nando, apresse-se! N�o banque o imbecil.

Eu explique you. Attention, attention.

You take a sua street, siga na sua m�o e n�o "poder" errar.

Oll rait? Oll rait.

Ele disse para virar � direita, sempre � direita.

Oll rait. Naquela localitescion tem a Taberna do Zouetto.

Attention, n�o vire � direita, ali tem a Ravina de Maranella. Oll rait? Oll rait.

- � direita. Sempre � direita. - Oll rait. Oll rait.

I "riepilochescion".

You take a sua street, siga sempre na sua m�o e n�o "poder" errar.

Naquela localizeishon, est� a "Osteria dello Zouetto".

N�o vire � direita, ali tem a Ravina de Maranella.

Muito obrigado, mas, n�o fumo em servi�o.

A pol�cia de Kansas City n�o fuma. Obrigado.

Okay.

N�o vire � direita, ali tem a Ravina de Maranella.

Pare de bancar o imbecil, vamos.

Attention!

Eu disse n�o vire � direita!

Por que virou � direita, americano? Vai cair no barranco!

Attention, americano!

Ali est� a Ravina de Maranella!

Oh, Deus, ele vai se matar!

Vamos, v�o prend�-lo por homic�dio culposo.

Cale a boca! Cale a boca!

A 200 METROS ESTRADA INTERROMPIDA POR DESLIZAMENTO VIRE � ESQUERDA.

Perdemos o americano.

Americano!

Americano!

Hello! Hello, americano!

Cheguei!

Is well? Hello, americano, Is a dead? Voc� morreu, americano?

N�o � grave. Minha perna ficou presa. Por que me deu a dire��o errada?

- � grave! - O americano est� preso!

- Vamos fugir, Nando! - N�o, j� me dei conta da situa��o.

Veja, my darling, estamos diante

de um t�pico acidente de filmes americanos.

- Americano, estou indo! - Aonde vai?

O que voc� quer?

O que voc� quer, americano?

Eu estava fazendo uma boquinha.

N�o se preocupe. Com o Bertuccia, eu o salvo.

"Um boi, um boi, por favor. Para levantar o carro".

Pode continuar a falar, mas, n�o entendo nada. O que quer?

Um pouco de m�sica? Vou anim�-lo, americano.

Americano!

Americano! Voc� � uma besta selvagem?

Voc� morde? Eu o acerto, americano, no estilo de James Cagney!

Acertei voc�, americano. Brincadeirinha!

Americano? C�us, est� dormindo!

Ele dorme! Caramba, que pancada!

Tipo James Cagney! Voc� � pau puro!

Nossa, que porrete!

Americano... Tac! Tipo James Cagney.

Cale a boca, tola. Ele est� dormindo! N�o pode escut�-la.

Agora vou ligar para a pessoa encarregada, como fazem na Am�rica!

Just a moment.

Elvy, vou telefonar e volto logo.

Al�!

Al�! Al�! Al�!

Sou eu, dizia pronto em americano.

Al�! Al�! Al�!

Tenho uma not�cia sensacional, uma not�cia de primeira p�gina.

Al�! Tenho um �s na manga.

Um �s na manga? O que est� dizendo?

Acabamos de presenciar um incidente espetacular.

Localidade: Ravina de Maranella. Sim, Ravina de Maranella.

Al�, al�? � uma coisa sensacional.

Tenho um americano com um p� preso debaixo do carro.

Sim, uma coisa fant�stica. N�o se preocupem, � coisa minha.

Vou mant�-lo imobilizado, at� voc�s chegarem!

Venham todos. Avisem todos os jornais, a televis�o, a BBC, CCD, DDT,

o contador de hist�rias, o sorveteiro, o carrossel. Organizem uma caravana!

Amigos, temos um verdadeiro �s na manga!

Nossa, e que �s na manga!

Certo, vamos levar as filmadoras, a televis�o, o baleiro.

Ravina de Maranella? Eu me interessarei pessoalmente pelo DDT.

Sim, n�o se preocupe. At� logo.

- Nando! - Nossa, que tacada!

Voc� os abandonou? Devia ficar l�!

Chegou a Pol�cia.

O que voc� fez � uma ofensa. Voc� vai para a cadeia!

Fique calma, my darling, n�o irei para a cadeia. Sei o que fazer.

A pol�cia chegou. Eu a vi.

N�o � a pol�cia, � a Cruz Vermelha!

- Eles est�o levando o americano! - O americano?

Ali dentro? Est�o levando o americano?

Droga, levaram embora o americano!

� uma coisa pequena!

- Levaram embora o americano! - A pol�cia! Est� ouvindo as sirenes?

- A pol�cia! Est�o atr�s de mim! - Vamos fugir!

Vamos, darling, vamos procurar um esconderijo. N�o me pegar�o!

- N�o se preocupe, vamos lev�-la a Roma. - Vamos dar-lhe um pouco de vinho.

Desculpem-me. Voc�s viram um jovem vestido como um policial americano?

Tomara! N�s tamb�m o estamos procurando!

Vejam o que fez com a titia!

- Tudo bem. - Espere um momento!

N�o se preocupe. Se o encontrarmos,

- ser� nosso dever prend�-lo. - Obrigado.

- Deve ser essa a moto daquele maluco. - Sim, certamente.

Ent�o, n�o est� longe. Olhe por ali.

- Venha, tia, agora vamos embora. - At� a pol�cia est� atr�s dele!

- O que ser� que ele aprontou? - Se prendo aquele maldito,

nem sei o que lhe fa�o! Vamos!

Oh! Aqui est� ele!

Quietos, estou cercado.

O an�o!

- L� est� ele! - Encostem a escada e tentem peg�-lo.

- � melhor falar outra vez com ele. - Ei, voc�, des�a!

N�o des�o. Trouxe o passaporte?

Subam! Sigam-no!

Esse grande desgra�ado!

- Voc� trouxe o passaporte? - Voc�, r�pido!

Aonde voc�s v�o?

Ei, est� chovendo?

- Desgra�ado! - Pare!

Nossa, que pontaria!

Por que pararam? Vamos, subam!

Mas, ele est� cuspindo!

E da�? � preciso subir! Ele tem que descer.

� preciso liberar o monumento. Vamos, subam, subam.

E voc�, n�o continue bancando o cretino, entendeu? Cretino!

Modere! Modere, entendeu?

Porque eu me defendo dentro dos limites da democracia.

Com armas inofensivas.

Ei, precisa parar, entendeu?

- Voc� � mesmo um rep�rter? - Certo.

- Vai colocar meu nome no jornal? - Claro.

Escreva logo.

Pellacchioni Romolo... di Pasquale.

Pel-lac-chi-o-ni.

Ent�o, como eu havia dito, quando a hist�ria com os alem�es acabou,

Nando recome�ou com a sua, digamos, obsess�o.

Ele se preocupou logo em encontrar um meio de ir para a Am�rica.

Ele teve uma grande id�ia. Come�ou a trabalhar comigo, num lugar

frequentado por americanos. Fazia o taberneiro.

Puro? Oll rait. Ok.

Eles est�o contentes, est�o sempre contentes. Riem como...

Riem como...

S�o bons.

Molly, olhe l�! Ele � o modelo perfeito para o seu quadro do Nero.

Oh, sim!

Cicalone. Venha aqui.

Cicalone, h� uma americana que ficou me olhando, desde que entrou.

Olhando com insist�ncia.

Chegou o meu momento, vou casar com a americana. Caia fora.

Ele � �timo!

Linda!

Wonderful girl,

eu estava � sua espera, sabe?

- Ele � perfeito! - Sim, ele �!

H� 30 anos que a espero.

Fada amerecana.

My fada.

Cicalone...

Cicalone, venha aqui, ela me acaricia!

Oh, Deus, sinto-me morrendo!

� uma milion�ria americana? Mas, voc� parece uma chinesa!

E o que me importa? Uma chinesa da Am�rica.

Para onde vai me levar? Para Kansas City?

Faz um grande neg�cio!

Sabe, eu sou uma pintora americana. Voc� tem o rosto que me interessa.

Eu posso domar o b�falo!

Voc� tem um perfil perfeito, do t�pico antigo romano.

Arranco seu pesco�o com uma mordida!

Yes, darling", diga ao papy!

- Quer posar para um quadro meu? - N�o.

Por que n�o?

N�o! Nem que voc� morra!

Sim, voc� � o modelo perfeito para a minha amiga.

Temos procurado algu�m como voc� a vida toda, verdadeiro romano!

Por que n�o?

Estou brincando, darling. Estou brincando para encium�-la.

- Sinta aqui. Sinta essa massa! - Maravilhoso!

Cruzes, que massa eu tenho!

- Gostaria de ir ao meu est�dio, amanh�? - O qu�?

- �s 17 horas. - O que quer, um rel�gio?

17 horas.

Nossa, j� come�a a custar dinheiro! Est� bem.

Este � meu endere�o...

"Molly Brooke Paint?" Esse � o seu nome?

O que � isso?

Um adiantamento...

10.000 Liras pelo inc�modo? Guardarei no cora��o.

- Amanh�, �s 17 horas. - Yes, darling, h� 30 anos que a espero!

Yes, darling. Good by, Molly. Good by, Brooke!

Ei, Cical�? Corra, Cical�!

Cical�, eu sabia! � o destino!

Isto � porque eu domino a l�ngua.

Cical�! "Molly Brooke Paint", que quer dizer pantera.

A pantera lhe deu isso?

Deu-me para organizar o "Marriot". Vou me casar com ela.

- Vou comprar um chapel�o americano... - Um chapel�o?

Um chapel�o para entrar na fam�lia americana.

Cicalone, s� trocamos dois olhares e

eletrizei a pantera.

Finalmente voc� se dignou a chegar.

A �gua est� vazando por todos os lados, h� 4 dias!

Ligamos 40 vezes!

L�, � direita, um cano est� vazando naquele quartinho.

- Um cano est� vazando? - Sim, um cano vazando.

E eu com isso?

- Voc� n�o � o encanador? - Encanador?

Insulta-me? Voc� est� vendo alguma ferramenta?

- Eu sou um cliente! - Desculpe-me!

Sou um cliente.

Rapaz, v� embora. Hoje j� contribuimos.

Que rapaz? Este � o Sr. Cicalone.

Ele veio porque � qualificado.

- Esque�a. - Esquecer?

O que voc� precisa?

Preciso de um enxoval completo.

Vou casar-me com uma rica fada americana.

Preciso um pouco de tudo.

Entendi perfeitamente.

Loteria esportiva, n�o?

Loteria esportiva?

N�o gosto dele, n�o parece nada americano.

- Diga-me uma coisa. - Sim.

- Completo? Vai gastar as 10.000 Liras. - Cicalone, cale a boca!

Como gasto as 10.000 Liras? 10.000 Liras s�o s� um adiantamento!

Depois vem o resto, quando nos casarmos.

- Certeza que ela vai casar com voc�? - N�o se casa comigo?

Ela tem que casar!

Um Santi Bailor precisa se casar.

Por causa do v�nculo matrimonial de Kansas City!

N�o quero terminar como no filme "A princesa e o plebeu".

Uma princesa fr�vola pula a janela,

encontra PEKKE que, por acaso, estava no F�rum romano,

beija-o a noite toda e depois o abandona em um quartinho.

Mas, um Santi Bailor n�o se abandona, se casa com ele!

Ela pegar� este rapag�o e o levar� para Kansas City. Este � um Santi Bailor.

- Aqui est�o, as �ltimas cria��es. - Aqui est�o.

- Pe�as deliciosas, pr�prias para voc�. - Est� bem.

Cria��es em popeline, rayon, coisas deliciosas.

- �ltima moda em Paris. - E de Massachusetts? De Kansas City?

- N�o temos fornecedores por l�. - N�o? Ent�o, essas coisas n�o servem.

Eu at� trouxe alguns modelos para mostrar, porque previa...

Preciso de coisas americanas,

chapel�es, roupas grandes, vou entrar numa fam�lia americana.

A corda, m�scara e os rev�lveres n�o me interessam.

- Preciso de roupas desse tipo. - N�s n�o vendemos coisas desse tipo.

Mas, que modelos s�o? Est� brincando? O que voc� quer que eu fa�a?

- Jogo isso tudo fora! - Tire as m�os!

- Minhas revistas! Quero coisas americanas! - V� embora!

Vou me casar com uma mo�a americana!

Hello! Onde est� Molly Brooke, please?

Molly Brooke?

Continuo? Thank you very much.

Nossa, que casa!

Estamos diante de uma t�pica casa de filmes americanos!

Casa americana, empregada friulana. De Nevada.

Por favor, voc� � Molly Brooke? Vim...

Molly Brooke. Sou...

- Quem � voc�? - Sou Santi Bailor, de Kansas City.

Vim para encontrar Molly Brooke.

Look este chapel�o, para a ocasi�o.

Voc�s n�o ligam a m�nima!

C�us, o que �? A caixa da bomba at�mica?

Daqui se pode ouvir... a TBC...

Nossa, o que voc� �, um porco-espinho?

� uma mensagem? Uma mensagem?

Isso � um musical!

Ok, onde est� Molly Brooke?

Gostaria de me apresentar aos pais da Molly Brooke. Onde est� a Molly?

Copos vazios? Isso � um insulto!

Um copo vazio a um Santi Bailor?

Mas, eu vou ench�-lo! Aqui h� drinks � disposi��o. Tudo gr�tis.

Eles se embebedam como querem!

Olhe que transpar�ncia! Que drink!

Por que est� levando-o embora? Eu sei.

Voc�!

D�-me um nome para o quadro!

- D�-me um nome. - Eu o mato, sabe!

Quero um nome para o quadro!

- O qu�? - Um nome!

- Voc� desenhou os quadradinhos? - Sim.

- Tempo noturno, certo? - Sim, sim.

Isso eu fazia no prim�rio.

- O que est� fazendo? - Eu jogo fora essas porcarias.

N�o, n�o!

Doutor Jekyll...

vou segui-lo at� o telhado!

Voc� tem cabel�es que lhe caem sobre a fronte!

- Aqui est� voc�! - Hello, Molly!

Este � o meu homem.

Viu que o seu boy est� aqui?

O que faz, Molly? O chapel�o me custou 10.000 Liras!

Quem s�o essas pessoas? Molly, vou bater em voc�!

- Brincadeira. - Entende?

- Quem � esse Bertuccia? - Estes s�o amigos de Molly.

- Vieram cumprimentar o "papa". - Cumprimentar o "papa". S�o peregrinos?

- N�o, o "papa" da Molly. - O pai!

Hello, father!

Sou Santi Bailor, de Kansas City.

N�o se preocupe, sou um rapag�o! Se puser em casa um rapag�o...

Estamos de acordo, ent�o? Foi amor � primeira vista!

Sou um bom rapaz, de boa posi��o. Meu pai � funcion�rio dos Correios.

Explique-lhe que depois que eles forem embora, vou trabalhar com ele.

Claro, eu digo a ele.

O que ela disse?

Molly disse que, quando todos forem embora...

- V�o todos embora? - ...voc�s dois far�o um bom trabalho.

Macaco, n�o preciso que voc� me diga.

Este rapag�o sabe o que fazer.

- V�o todos, tamb�m o papy? - N�o, ele fica.

Ele "ver". Ele paga.

Ele quer ver o que a filha aprendeu.

Molly � muito delicada, muito t�mida.

N�o pode trabalhar,

n�o pode fazer nada na frente dos outros.

- Em que sentido? - Voc� poderia fazer em p�blico?

Macaco, eu mando prender voc�. Seu sujo!

Mando prender voc� e o Dr. Jekyll.

Mostrarei a voc�s. Vou arrancar todo o seu cabelo!

Seus sujos!

Agora, vamos trabalhar.

Agora, vamos trabalhar.

Bom, muito bom.

N�s temos t�nicas em algum lugar. Voc� poderia pegar alguma?

Com prazer.

Tire suas roupas.

- Dispa-se! - Darling, look at me.

Olhe-me nos olhos.

Quando voc� me deu o "pepar" e me convidou para vir aqui,

o que tinha em sua cabecinha?

- Oh, eu n�o entendo. - What?

Por quem me toma, darling?

Olhe que este rapag�o � instru�do. L� os jornais!

Sei que em algumas casas ocorrem coisas estranhas.

Mas, comigo n�o h� nada a ser feito! Primeiro, deve se casar comigo.

E depois de casado, quando for o patr�o, nesta casa farei uma "limpeza".

Mato o Bertuccia, o Dr. Jekyll... todos!

Agora vou tomar um drink... de Kansas City.

E come�o logo a ser o patr�o.

Agora que estou aqui... quem vai me tirar dessa casa americana?

Quem me tira desta casa americana?

Quando voc� me look out naquela noite, com esses olhinhos chineses,

percebi logo que em voc� havia um desejo secreto.

Mas, como nos filmes americanos,

eu pego o travesseiro e vou dormir no corredor, entendeu, darling?

N�o toque em mim. Modere!

N�o vou ficar nu nesta casa, nem que voc� se mate!

Eu s� fico nu, quando tomo banho no riacho! Todo nu!

Primeiro, voc� tem que casar comigo. Deve vir o pastor com o colarinho.

- Estou brincando. - Papai! Papai!

Ela est� tendo uma crise.

Diga logo a esse homem para tirar as suas roupas.

Ou�a, jovem! Voc� foi pago para trabalhar com a minha filha!

Dispa-se!

Come�o a suspeitar que voc� n�o � o pai,

mas, um cafet�o!

- Eu disse, dispa-se! - Voc� quer brigar?

N�o estou armado. Defenda-se, Joe.

- Machucou-se, papai? - Eu tive que faz�-lo.

E agora, o que faremos?

Preciso terminar minha pintura. E onde vou encontrar outro como ele?

Tenho uma id�ia! Vamos tirar suas roupas!

O barbudo!

Doutor Jekyll! Onde estou?

Ah, inferno!

Estou nu!

Estou nu!

Desnudaram Santi Bailor! Maldi��o!

Eles me desnudaram, nesta casa do pecado!

Eu tomo banho nu somente no riacho.

Sujos, tiraram minhas roupas!

O que querem de mim? Tiraram fotos minhas?

Quem �?

Sujos! V� embora, seu cafet�o!

Voc� quer fazer cart�es postais com Santi Bailor nu?

Vou mandar prender todos voc�s!

Vou iniciar um belo processo!

Al�, pol�cia? Venham at� a Via Margutta!

� um sequestro. A evid�ncia � o corpo nu de Nando Mericoni!

Vou sair por essa porta...

Abram! Abram a porta, sujos!

Pol�cia?

Feios, sujos, carrascos! Abram! Malditos!

Eu queria sair, mas, eles me atra�ram a uma armadilha.

Nossa, o que � isso, o navio fantasma? Que mastro!

Sinto-me como um p�ssaro na gaiola!

O qu�? Uma janela!

Vou sair pelo telhado!

Vou sair pelo telhado. Gritarei a todos sua vergonha!

Salve o Sol! Estou livre, fugi!

- Ent�o, voc� est� pronto? - Sim, est� tudo pronto.

Experimente, em dois minutos precisos, estaremos no ar.

Ei, Buonanotte, a n� 1 est� pronta,

- agora vou checar a n� 2. - Okay!

Paizinho, venha para o sof�, ver a transmiss�o de Ruggero.

Droga! O intervalo � o melhor momento da TV!

A todos os telespectadores, bom-dia.

� Fred Buonanotte quem lhes fala.

O seu Fred, sempre procurando novas e originais transmiss�es.

Desta vez, escolhi para voc�s os telhados de Via Margutta.

Um oasis sereno, onde a arte de ontem e de hoje se d�o as m�os.

Descreveremos somente o caminho dos telhados e das pessoas,

apesar de que dever�amos dizer bem mais, diante desse espet�culo.

que se estende diante dos nossos olhos.

Vejam que inesquec�vel... e magn�fico espet�culo.

Que nojento!

Saia da�, por favor!

Saia da�!

Aqui est�o as casas dos artistas, cheias de cores incr�veis,

que se estendem diante do abra�o da majestosa e calma Trinit�dei Monti,

olimpicamente envolvida pelo "Pinelliano" p�r-do-sol romano.

Oh, eu estou vendo sua bundinha!

� uma indec�ncia!

N�o entendo porque n�o transmitem sempre o Rigoletto.

Operador, tire o homem pelado!

Ei, pelado, saia da�! Saia da�! Fred, voc� me ouve?

Mude o �ngulo da c�mera!

Um p�r-do-sol dourado,

cujos matizes crom�ticos s�o os vest�gios serenos...

- � ele de novo! - Saia!

- Chega! - � uma interfer�ncia!

Comprei a TV por culpa de voc�s, e eis o que me fazem ver!

Desculpem-nos, caros amigos,

mas, por motivos t�cnicos independentes de nossa vontade,

fomos obrigados a cortar as cenas externas,

mas, � sempre Fred Buonanotte quem lhes fala!

Estamos agora no fant�stico apartamento de Via Margutta,

da conhecid�ssima atriz Astrid Siostron,

que retorna ap�s longa aus�ncia,

por motivo do nascimento do seu �ltimo filho.

Senhora Siostron, quer dizer uma palavra aos nossos telespectadores?

Com prazer. Espero que o p�blico italiano me perdoe,

se nesta bela It�lia eu n�o atuei tanto

- quanto havia prometido. - Bom.

Em compensa��o, fiz muitos filhos.

E para isto, contei com a ajuda do meu querido marido.

Obrigado, senhora. E Sr. Siostron... desculpe-me, Sr. Verdolini,

pode nos antecipar algo sobre sua atividade art�stica?

Nada de antecipa��es sobre meu trabalho de diretor.

Prefiro apresentar-me na imagem de "pai feliz".

Claro.

Ali�s, esta � uma boa ocasi�o para apresentar nosso �ltimo rebento.

- Um beb� de 8 quilos. - Muito bem, vamos ver.

Certamente ser� um belo presente para nossos telespectadores.

Fa�o-o vir rapidamente.

Agora, voc�s v�o conhecer um lindo beb� de 8 quilos...

- Com licen�a. - O que h�?

Corta, corta!

N�o posso, est� emperrada!

Ah, desgra�ado!

Parem!

� Fred Buonanotte falando!

- Onde est�? - Aqui est�.

V� embora!

Al�, al�? Um, dois. Um, dois.

N�o ouve que funciona?

Prepare um par de algemas, para quando ele descer!

Ferdinando Mericoni, voc� me ouve?

Voc� me ouve?

Recebido! Recebido! Ferdinando Mericoni ouviu.

Informe quem est� transmitindo. Passo.

Sou uma pessoa influente, muito influente.

Moriconi, estou aqui para ajud�-lo.

Se voc� descer agora mesmo, eu o ajudarei a atravessar o Oceano.

Sim, pagarei pessoalmente a sua viagem.

One, two, three. Ferdinando Mericoni respondendo.

Eu "ouvindo e anotando".

Voc� tem a voz falsa, n�o me engana. Passo!

Ent�o, mando-o para a cadeia, com pris�o perp�tua. Desgra�ado!

Quem �? Quem chegou?

Abram espa�o e deixem-me v�-lo.

Ouvi as trobetas. � um americano!

Sou o Secret�rio da Embaixada Americana.

Soubemos do fato e estou aqui, em nome do Embaixador.

Diga a Sua Excel�ncia, o Embaixador,

que estamos resolvendo o problema.

Tenho as algemas prontas.

- N�o, n�o. Sem algemas. - Como, sem algemas?

N�o, trago uma mensagem pessoal, em nome do Embaixador.

- Em nome do Embaixador? - Uma mensagem pessoal.

Pessoal? Para aquele desgra�ado acrobata?

Para que ele n�o cometa nenhuma loucura

e, sobretudo, para evitar quaisquer...

especula��es pol�ticas.

Ent�o, ser� melhor falarmos com o rapaz.

Aqui est� o microfone.

Bem, falar� com ele Mr. Bear, da Embaixada Americana.

Se derem um passaporte a ele, serei obrigado a pedir demiss�o.

Necessariamente! � o melhor que posso fazer.

Ei, you, Am�rica!

Voc� very Am�rica!

Okay, americano!

Escute, rapaz! Falo em nome do Embaixador Americano.

O Embaixador, tocado pelo seu desejo

de conhecer os Estados Unidos...

e para que voc� continue vivo e mantenha o seu entusiasmo...

o Embaixador lhe oferece uma viagem gratuita aos EUA,

- onde voc� tamb�m ter� um emprego. - Okay, americano!

Ok, estou descendo! Estou descendo.

Bombeiros, ajudem-me a descer!

Americano!

Happy erbi for you, happy erbi for you, happy erbi...

O Embaixador quer, em car�ter excepcional,

fazer este gesto de solidariedade.

Okay! Okay, boy! Ok!!

O que ele est� fazendo? Nando, quer ficar parado?

O que ele est� fazendo?

Oh, americano, o que est� fazendo? Bate com a muleta?

Nando, o que est� acontecendo?

Um momento, Sr. Mericoni, fique parado! Acalme-se.

Afinal, voc� sabia h� tempo que as manias de Nando acabariam em trag�dia.

A menos que toda essa hist�ria tenha sido somente uma com�dia.

Ou uma farsa.

Uma farsa que o destino transformou em trag�dia para nosso pobre her�i.

Porque, pensem o que teria acontecido, se o enviado do Embaixador

n�o tivesse sido o mesmo americano da Ravina de Maranella.

N�o considerando Nando um inimigo pessoal,

ele o teria levado em seu carro,

feito o indispens�vel discurso costumeiro,

mencionando Abraham Lincoln, George Washington,

e depois disso, Nando seria enviado � Am�rica,

para extravasar livremente as suas aspira��es.

12, 27, 98, 41. 12, 27, 98, 41.

9, 8, 7, 4, 9. 8, 7, 12, 27, 98, 41.

Mas, a realidade � sempre diferente dos sonhos.

E ent�o, outras bandagens enfaixaram a cabe�a de Nando,

no verdadeiro final dessa inacredit�vel hist�ria.

Ele dorme h� 10 dias. Quando acordar�, doutor?

Brevemente, senhora.

A prop�sito, Doutor, preciso de uma informa��o um pouco reservada.

Diga, Deputado.

- Quanto durar� este caso? - N�o se preocupe.

- Mas, sou eu que estou pagando! - Entendo, mas, � quest�o de dias.

N�o poder�amos dispensar essa empregada?

Quieto! Voc� quer se dar a conhecer em todas as circunst�ncias?

- Tudo bem, Doutor, confio em voc�. - Em poucos dias, voltar� para casa.

Doutor, eu sou o pai. N�o disse nada � m�e, para n�o assust�-la.

Quando acordar, continuar� com essas manias?

N�o, n�o, fique tranquilo.

Veja, Deputado, o choque agiu sobre os freios inibidores e provocou a neurose.

- Compuls�ria! - Exato.

Doutor, ele nunca mais pensar� na Am�rica? N�o mais bancar� o americano?

N�o, n�o mais. Fique tranquilo.

Veja, ele est� acordando.

- Nando, ent�o voc� est� curado! - Mericoni!

- Nando. - Deixem-no descansar.

Veem como tem o olhar sereno? Ele est� curado.

Por favor, por ali.

Tchau, Nando.

Tchau, Nando.

- Nando! - Quem �?

Nando, voc� ouviu? Disseram que voc� est� realmente curado.

Estou curado de qu�?

De qu�?... pergunto eu.

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