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Achas que vais ganhar?
Porque achas que vim at� aqui no meio da neve?
- Est� frio como o cara�as, certo? - Eu aguento.
Vou precisar de identifica��o por causa do "wine cooler".
� �bvio que tenho mais que 21...
- Fotografia gira. - Quanto � que te devo?
11 d�lares e 36.
Toma.
Boa sorte para quarta! Tou a torcer por ti.
Ei! Espera a�! Ei!
Ei, ei, jeitosa!
Leslie!
Leslie!
Estou a p�... Estou a p�!
A que horas � que ele saiu Kurt? Foi �s quatro ou �s cinco?
Ele � um grande idiota e um menino malandro, Kurt. � sim!
Diz ol� � Mam�, Kurt! "Ol� Mam�!"
"Ol� Mam�!"
Kurt, o senhor disse que ias falar e j� passou quase um ano.
Sem press�o! Sem press�o! Adoro-te!
Com licen�a! Sim, voc�. Desculpe. Obrigado. Com licen�a. Desculpe. Sim.
Oops, Desculpe Sra. Brands. "Koogler & Brown", por favor aguarde.
"Koogler & Brown", por favor aguarde. "Koogler & Brown", por favor aguarde..
"Koogler & Brown", em que posso ajudar? - Ol�, estou a tentar contactar Steve Mason.
- Quem quer falar, por favor? - Wendy.
Sabe do que � que se trata, Wendy?
Sim, espero que sim.
Um momento.
Pe�o imensa desculpa, Wendy. Ele ainda n�o chegou. Quer o correio de voz dele?
Sim, est� bem.
Ent�o vemo-nos �s tr�s horas. Assegure-se que o Davidson n�o se atrasa.
Conte com isso!
Sr. Mason!
Mn. St. Martin?
Tenho uma prensa para si.
Ontem � noite sa�ste sorrateiramente.
�, obrigado.
Portanto, se puder garantir que todas as chamadas passam directamente para mim
a menos que eu n�o esteja na secret�ria. Nesse caso...
Steve?... Espera a�!
- "Koogler & Brown", em que posso ajudar? - Est�s ocupada. N�o devias...
- Lucy... - Koogler...
Tenho que ir andando.
Sr. Mason... "Koogler & Brown", em que posso ajudar?
Com quem quer falar? Um momento por favor, um momento por favor.
- Lucy. - "Koogler & Brown", aguarde por favor... Qu�?
N�o fiques chateada, a fotocopiadora est� avariada.
- Porra!! - �...
� mau.
Ben, n�o podes p�r documentos agrafados no separador.
N�o pus.
O que � isto? Podes atender?
N�o sei fazer isso.
S� tens que dizer "Koogler & Brown aguarde por favor..."
- e murmurar uma can��o. - Est� bem.
"Koogler & Brown, aguarde por favor."
E, a partir de agora, s� vou fazer isto, de qualquer das formas � o meu trabalho.
N�o. N�o me importo.
De quem � que est� espera? Sim, ele � novo...
Bem, s� mais cuidadoso, est� bem?
A Sra. Brands n�o precisa de saber que fazes o meu trabalho.
Ela j� pensa que sou uma idiota.
Meu Deus, est� frio!
N�o est� muito mau.
Cheiras bem. � aquela col�nia que te comprei?
O que se passa?
De certeza que n�o tens outra sandes de atum?
Elas v�o r�pido.
Amanh�, trago-te duas. E ponho-as de parte, prometo.
Dizes sempre isso.
P�ra! P�RA!
Lucy, n�o vou deixar que fa�as de mim o mau da fita.
N�o � justo!
Tu n�o te enquadras, Lucy!
Querida, est�o seis graus negativos e olha o que trazes vestido!
Tu se calhar agora n�o v�s isso
mas isto � a melhor coisa que alguma vez te aconteceu.
Isso � bom. � uma boa reac��o. Que bom para ti.
- J� chega! - Vais-me agradecer, acredita!
Idiota.
Ben?
Hoje s� h� uma de atum. Queres dividi-la?
Lucy...
Amo-te, Bo. Amo-te, Daisy Duke.
Lucy...
- O que foi Ben? - Amo-te.
O qu�?
M�e!
O qu� �, Ben?
Obrigado pela ajuda com a fotocopiadora.
- Est�s bem? - Est� tudo bem, Ben, agora vai-te embora...
Ben, � a tua m�e. Ela diz que � urgente.
Sugiro que atendas... na tua secret�ria!
Sou eu. Que se passa?
O qu�?
M�e... m�e, est�s a falar muito r�pido.
Obrigado, Tom, por teres tomado conta desses planos de conting�ncia
Agora, vamos avan�ar para os n�meros que temos
Gostaria de continuar a ver isso na reuni�o da pr�xima semana
e ver onde ficamos nesses totais e depois podemos ver
as projec��es para o pr�ximo trimestre.
Ol�. Estamos aqui no meio de um assunto...
- Ol�, s� queria que todos soubessem. - Sim?
Que... uma noite, depois do Steve me foder, ele foi ao quarto de banho
e quando acordei no dia seguinte, havia merda no assento.
Mas eu deixei passar porque o amava e pensei que ele me amava.
Obrigado. Tenham um bom dia.
Espera... Espera!
- O que est�s a fazer? - Desculpe. A minha m�e est� em apuros.
E o meu carro n�o trabalha. Se calhar n�o � nada, mas tenho que...
Posso?
Est�s em casa.
- Obrigado. - De nada.
M�e!
Est� bem, o que se passa? Porque � que a porta est� trancada?
Ben! Ben! Aqui, aqui.
Ben, qual � a primeira coisa que vais comprar?
Onde � que arranjaste esse bilhete da lotaria?
M�e?
Ben! � meu Deus! Benjamin! � meu beb�!
� querido, sabes o teu bilhete? O bilhete da lotaria?
Bem, eu virei-o e liguei
e depois estas pessoas estavam sempre a ligar e a ligar.
Aquele produtor de TV ali? Ele fez-me mentir-te para que viesses para casa.
Estou t�o nervosa. � meu Deus. �, o meu cora��o!
- Vou ter um... - Estamos prontos para ti, Ben.
Onde? O qu�? M�e.
Sra. Keller, foi voc� que o encontrou?
Sim, sim, sim. O meu filho leva-me todas as quartas e sextas
� fisioterapia e, o carro dele � uma bagun�a
Pap�is de doces por todo o lado. Por isso disse-lhe
se queres desperdi�ar o teu dinheiro
Bem, detesto diz�-lo... mas se n�o fosse aqui a velhota...
"Sabe, responda-me a uma quest�o.
"Porque � que coisas destas nunca me acontecem a mim?
"Bem, Ben Keller, espero que o mere�as.
"N�o sei como ultrapassar isto,
"mas vamos ver se o Justin Timberlake cumpre o desejado..."
Heidi, eu sei... e eu ali a gritar que nem uma man�aca.
N�o, era s� uma pe�a feita para televis�o.
O cheque verdadeiro vem aos bocados.
Sim.
O qu�, j� est� outra vez?
Ben, est� a dar outra vez? Est�s a ver
Canal 7!
"A informa��o � que h� um vencedor da lotaria do estado do Iowa.
"Um novo recorde de 36 milh�es de d�lares.
"Ganhos por um jovem que d� pelo nome de Ben Keller.
- "Parab�ns Ben." -Ben!
O tio Barry est� ao telefone!
"Noutras not�cias, a pol�cia pede ajuda...
"sobre o desaparecimento de uma jovem chamada Leslie Singer.
A pol�cia n�o informa se
h� alguma liga��o com o desaparecimento de duas outras jovens
que aconteceram na �rea de Council Bluff.
Ben! O que est�s a fazer?
N�o queres falar com o tio Barry?
Eu falo com ele depois. Vou tomar um duche!
Ele disse "Parab�ns" e disse que dev�amos arranjar um advogado.
Sim, est� bem!
Tens fome?
Subo daqui a quinze minutos!
Est� bem, est� bem.
Acho que ganhaste a lotaria.
Experimente agora!
J� est�.
Est� arranjado?
Sim, � s� uma conex�o da bateria solta. Vais ficar bem.
- Obrigado! - Sem problema.
Ol�! O que aconteceu? A tua m�e, Pauline, est� bem?
Ela est� bem.
Acabou por n�o ser...
nada. Fizeste...? - Bom, estava mesmo preocupada.
Ia tentar ligar-te mas n�o tenho o teu n�mero.
E ainda, queria pedir-te desculpa por ser grosseira no carro.
- Ontem entregaram-me a notifica��o. - Foste despedida?
Tens todo o direito de estar zangado comigo.
Estavas a ser simp�tico e eu estava a ser "grrr!!!".
Por isso, vou diz�-lo agora... Desculpa.
- Gra�as a Deus que � sexta, n�o? - Sim.
�, meu Deus, foste promovido?
N�o. Eu...
Obrigado.
Nossa!
Ben, ganhaste a lotaria! Isso � extraordin�rio!
- Meu Deus! Est�s bem?
Desculpa. N�o te queria magoar.
Est� bem, est� bem! Tens que voltar ao escrit�rio na segunda e ver-me.
Estou a falar a s�rio.
N�o tentes manusear esse dinheiro sozinho. Eu posso-te ajudar.
Com licen�a! Desculpe! Posso...
Posso s�... apenas entrar, sim...
se pudesse...
Obrigada.
Com licen�a. Desculpe.
- Lucy, est�s-me a pisar. - Desculpa.
Ent�o, o que fizeste quando soubeste? Passaste-te da cabe�a?
Bem, sim, nunca tinha comprado um bilhete.
Que sorte! Eu compro esses malditos todas as semanas.
Bem, n�o desistas.
Claro. Achas que duas pessoas do nosso escrit�rio v�o ganhar.
Sim, claro...
Kurt, tenho que ir. Tens que ir para a gaiola.
- Ol�. - Ol�, desculpe estar a incomod�-la.
Sou o detective Harold Waylon e estou a trabalhar no caso de Leslie Singer.
- Est� bem. O qu�? - Leslie Singer...
Kurt!
- N�o, est� tudo bem. - Kurt, que � que estavas a pensar? V� l�.
Pe�o imensa desculpa, est� bem?
- Tudo bem. Al�m disso, os p�ssaros e eu... - Ele normalmente � um bom p�ssaro.
- Est� bem, ela fez o qu�? - Ela n�o fez nada.
Ela desapareceu e ela mora relativamente perto daqui.
Desculpe. Sim, nunca a vi antes. Desculpe l�.
Est� bem.
Bem, fique com a fotografia tem o meu cart�o de visita.
E se ouvir alguma coisa ligue-me.
- Devo ficar nervosa? - N�o. Fique-se com o seu p�ssaro de ataque.
Vai ficar... vai ficar bem.
Est� bem. Adeus!
M�e! Anda l�, n�o nos podemos atrasar!
Ben, j� disse que preciso... Espera.
Mam�...
Est� bem.
Pare�o-te bem? Estava t�o mal na televis�o.
- Se pare�o t�o mal n�o o quero fazer. - Est�s bem.
- Esqueci-me do blusher. - M�e, podes fazer isso no carro.
Tudo bem.
Obrigado.
Levaste o lixo?
Esqueci-me.
Merda.
Lucy!
Ol�!
Sra. Keller, ol�!
Como est�? Ol�, Ben!
Olha quem est� aqui.
Ol�.
Como est�s?
O que est�s a fazer?
Tenho corrido um bocado.
Ao fim de semana corro. Sabes, aqui e ali.
Depois aqui.
- Diz alguma coisa. - O qu�?
Bem, diverte-te. Mant�m o ritmo antes que morra de frio.
Depois falamos!
Est� bem.
O qu�?
Ou?
Quanto tempo? Tu? O que est�s a fazer?
Isto � o est�dio. Est� bem? Certo.
- Ol� Betsy. - Ol� Jeff.
Tudo bem. E aqui � onde fazemos o programa.
Sim. Est� bem.
Agora, a vossa entrevista entra depois do tempo e antes do desporto.
Por isso vamos lev�-los para a maquilhagem.
Depois vamos p�r-lhes os microfones.
Tudo bem? E deixem-me dizer-lhes. Isto vai ser t�o divertido para v�s.
Est�o prontos?
Porque ela agora est� em observa��o. Ela est� bem?
S� est� excitada com a maquilhagem.
Os agentes municipais reiteram que n�o existem fortes evid�ncias
que relacionem os tr�s desaparecimentos.
Entretanto a fam�lia Singer continua
esperan�ada que a sua filha ir� retornar ilesa.
Hist�ria terr�vel, terr�vel, Lance.
J� a seguir: Pode uma visita ao seu m�dico ser perigosa para a sua sa�de?
E Josh Kincaid com a meteorologia.
Onde est� ela? O Chip est�-se a passar.
- Ela n�o vai faz�-lo, Ben. Ela vomitou. - O qu�?
M�e, temos que fazer. O Chip vai matar-nos.
Benjamin Keller, olha para a tua m�e..
Faz sem ela, Ben.
Se ela n�o fizer, n�o fa�o. Tamb�m n�o quero fazer
mas dissemos ao Chip que faz�amos.
- Foda-se Chip! - Estou com ela.
Mas n�s dissemos...
Ei, fazes sempre o que os outros te mandam fazer?
Isso n�o � forma de um milion�rio se comportar.
Sim!
Benjamin!
N�o achas que estou a tentar?
Malta?
- Eles est�o prontos para voc�s. - Adeus, Chip!
Voc�s s�o loucos.
Dev�amos ter ido jantar fora e levado a Lucy connosco.
Aposto que tem coisas melhores para fazer.
� t�o engra�ado v�-la outra vez.
Lembras-te do qu�o pr�ximos voc�s eram quando eram crian�as?
Voc�s eram insepar�veis.
T�o giro.
Foi � cem anos atr�s.
Ela n�o teve vida f�cil, sabes. Sentia-me t�o mal.
Tu cresceste sem pai e eu olhava para o dela.
Bem...
E quando a m�e dela morreu e eu olhava para voc�s os dois juntos...
- Eu s�... - O que � que estas a dizer?
Olha, n�o quero que tenhas medo, est� bem?
Agora que tens, tu sabes.
O qu�?
N�o sei, n�o sei, n�o sei.
Eu s�... uma m�e fica cansada.
Sinto que vou para o hosp�cio.
O meu filho, o milion�rio.
N�o, n�o sou.
� tudo um sonho.
Sim...
Avizinham-se grandes mudan�as. Est�s pronto para elas?
N�o.
Est�s sim.
Ol�?
Est�s quase pronta?
Pronta e � espera. Onde est�s?
- Greenleaf. - Fizeste as reservas?
Sim, fiz, Estou a� num minuto.
Disseste-lhes que era o teu anivers�rio, n�o disseste?
Porque eles t�m um bolo especial que s� to d�o
se lhes disseres. - Eu disse-lhes, eu disse-lhes.
- A que horas? - Disse-lhes por volta da seis.
- Ben, isso � muito cedo? - Mas era s� o que eles tinham.
- Disseste-lhes quem tu eras? - N�o.
Ben, j� estamos juntos � dois meses. N�o te ensinei nada?
N�o comeces, est� bem. J� cheguei.
- Homem elegante. - Bela mulher.
- Parte superior do corpo, hoje? - N�o, passei � frente.
- Amanh� fa�o. - Pus-te num hor�rio por uma raz�o.
N�o podes passar � frente sen�o estragas tudo.
Perfei��o! Vamos �s compras!
Vamos l�, Ben!
- De qual deles � que gostas? - � impress�o minha ou s�o todos feios?
Ben...
Isto � o que a Pauline quer. Ela disse-me.
Bem, o ano passado, ofereci-lhe um mostrador da Whitman e ela adorou.
Isso foi o ano passado.
Tinha um pequeno mapa para encontrar os chocolates todos.
De certeza que tinha...
- Ouve-me um minuto. - Gostaria de ver um?
Sim, a senhora com a harpa.
Est� bem ent�o. E que tal a m�e e a crian�a?
Desculpe, mas voc� n�o � o Benjamin Keller?
- Sim, � ele.
Valha-me Deus!
- Que emocionante. - Pode segurar aqui um segundo?
E que tal a m�e e a crian�a?
Voc� andou na secund�ria com o meu filho, Charlie Baton. Sou Sue Baton.
Prazer em conhecer.
Mas preciso da tua ajuda. Ben, de qual deles gostas?
Qualquer um � bom. Vamos tomar uma decis�o e vamos embora.
Lembra-se do Charlie? Porque ele lembra-se bem de si.
- Quem? - E que tal um unic�rnio?
Este tamb�m � bonito, dependendo da ocasi�o.
� meu Deus!
� meu Deus!
Desculpe. Pe�o imensa desculpa!
� meu Deus! N�s vamos... pagamos isso e vamos embora.
- Ben, relaxa. - Tome, aceita Mastercard?
Est� tudo bem, n�o se preocupe. Voc� pode com certeza...
Foi um acidente. N�s temos outro como esse aqui mesmo.
Poderia... poderia?
N�o, n�o, s�...
Tudo bem, tudo bem, eu arrumo isso.
Sem problema.
- Eu disse-te! - O qu�?
Dev�amos ir embora. Vamos embora.
Ei, Ben, ela tem o teu cart�o. Espera um bocado.
- O que � que se passa contigo? - Vamos mas � embora daqui.
Est� bem, dev�amos ir.
Ben, podes n�o saber quem �s, est� bem, mas eu sei.
Deixaste cair a senhora com a harpa. O que importa?
�s o Benjamin Keller, podes fazer tudo aquilo que queiras.
F�-lo.
O que est� a fazer?
Est�s a ver?
O que � que achas?
Nunca vi nada igual.
- A tua m�e estava t�o gira. - Ela agora tamb�m � a tua m�e.
Sim, e agora, somos s� n�s..
Amo-te.
- Eu sei. - Quer dizer, tu mudaste tudo.
Sabes disso, certo?
Bem...
Agora, o que � que fazemos?
Ben, tu sabes o que vem a seguir.
Sei?
Espera aqui.
Est� bem.
Vais ter que me arrastar at� casa.
N�o, tu vais ter que me carregar.
Vamo-nos p�r a andar daqui e voltar para o hotel.
Est� bem, vou chamar o empregado.
Pode trazer-nos a conta?
- Sim, claro. - R�pido.
- Eles n�o...? - N�o? Fant�stico.
- Lucy...? - Vamos.
- Tens algum dinheiro? - N�o.
Est� bem...
- O nosso cart�o foi recusado. - Est� tudo bem, usamos o outro cart�o.
N�o, esse est� morto � dias.
N�o, n�o est�, sai directo da tua conta.
Eu sei...
- Est� vazia. - N�o, Ben.
Isso � imposs�vel.
Porque s�o 36 milh�es. Quer dizer, ol�!
Sabes que n�o recebo tudo de uma vez, certo?
Quer dizer, vem... n�o � importante.
- O facto � que... - N�o temos dinheiro nenhum?
Por isso � que te perguntei se tinhas algum dinheiro.
Algum?
Bem...
O casamento, os carros, esta lua-de-mel, remodelar a casa da m�e
a nossa nova casa. Tudo somado.
A nossa nova casa?
Comprei uma casa para n�s. Era suposto ser surpresa.
Quanto?
A casa?
Quanto dinheiro gastaste no total?
Oit... enta... mil...
Fala!
Oitocentos mil.
- Em tr�s meses? - N�o te enerves, est� bem?
Olha, temos os bilhetes de avi�o para amanh�, o hotel est� tudo tratado.
E eles mandam-me um novo cheque numa semana ou duas. Vai ficar tudo bem.
- Confia em mim. - Boa.
Como � que vamos sair daqui?
Catorze d�lares e trinta e seis c�ntimos.
Bem, isso chega para nos levar at� ao aeroporto.
Est� bem, boa. N�o preciso de comer.
Olha! Uma banana preta!
- Lucy... - N�o posso acreditar.
Fazes ideia do qu�o embara�oso aquilo foi?
Eu dou-te outra pulseira.
N�o. De agora em diante, sou eu quem controlo o dinheiro.
Quando te sentires bem, faz alguma coisa por ti abaixo.
Porque � que tenho que ser eu a fazer tudo por aqui?
Por favor, podes parar de gritar comigo?
Tens andado a dar gorjetas de 100 d�lares.
O que acontece amanh� quando o Sr. Grande Homem n�o puder dar nada a ningu�m?
Por favor, n�o grites comigo.
Estoiraste quase um milh�o de d�lares!
Ent�o casaste comigo pelo dinheiro? Foi isso?
Maldi��o.
Sinto muito.
Sente?
H� algum problema, Sr. Keller?
N�o, n�o estou acordado...
Allison.
Allison.
Obrigado.
Aposto que queres uma gorjeta.
Sr. Keller?
Ben! Ben!
Ben, desculpa...
Ajudem!
Ajudem-me
P�ra!
Ol�?
Ol�?
Perdoa-me por isto.
Merda!
Ol�?
Lucy?
Posso entrar?
Lucy?
Coisas para fazer no Havai... O qu�!
Vulc�es.
Dev�amos fazer as malas.
Diz-me s� que n�o me odeias.
Por favor.
N�o volta a acontecer.
N�o suporto a ideia de estares zangada comigo, est� bem?
Tens raz�o, devias controlar o dinheiro.
�... �... � a nossa primeira discuss�o. A primeira e a �ltima.
Est� bem?
Na verdade... magoaste-me, Ben.
N�o, n�o, por favor, por favor, n�o digas isso.
Magoaste, Ben.
Se calhar, apressamo-nos nisto tudo.
N�o... eu fa�o tudo. Tudo. Por favor
D�-me uma oportunidade. Diz-me o que fazer.
S� preciso de saber que nunca
me voltar�s a magoar daquela maneira.
Nunca.
Diz.
Nunca te magoarei. Nunca. N�o importa o qu�.
Preferia morrer.
� quanto tempo nos conhecemos?
Est� bem, Ben.
A s�rio?
Obrigado. Obrigado.
Obrigado. Obrigado. Obrigado.
Amo-te.
Est� bem.
Bem vindos a casa. Minha nossa.
Que bom voltar a ver-vos!
Como correu? Foi mesmo bom? Estou t�o contente por vos ver.
Lucy?
Pareces esgotada.
- A tua bengala? - O Carl arrumou com ela. J� n�o preciso.
- O qu�? Isso � fant�stico! - Quem � o Carl?
� o meu treinador. Sabes, estou mesmo preocupada com ela.
- Ela s� est� cansada. Querida, est�s bem?
Estou bem... estou bem...
Onde � que estamos?
Bem...
Sei que est�s zangada por ter feito isto.
E n�o temos que morar aqui, n�o � definitivo, mas...
Achei que a quisesses ver.
- Vais buscar as malas? - N�o, deixa-as, deixa-as.
- Kurt! - Ele sentiu muito a tua falta.
Temos que falar.
- Quem s�o estas pessoas? - M�e, eu disse-te...
Eu sei, eu sei, mas j� era tarde para cancelar os fornecedores
e pensei que era uma maneira maravilhosa para conhecerem os vizinhos.
Est� bem.
Ol�!
Ol�!
Sou a Lucy. Como � que est�o todos?
A tua m�e tem-nos contado sobre as tuas aventuras.
A Grace e o Jonathan moram ali ao lado.
Estou contente que algu�m tenha comprado esta magn�fica casa.
A Gracie ajudou-me com a lista de convidados. Eles conhecem toda a gente na cidade.
- Pergunta ao John sobre o clube de campo. - Sim, jogas golfe?
Ador�vamos. E a Lucy podia nadar ou jogar t�nis.
Est� bem.
Mi�da, est�s t�o gira, minha nossa sentimos a tua falta. Sentimos mesmo.
Bem...
- Algum dia ir�s voltar? - O que � que achas?
- D�o-me licen�a por um minuto? - Obrigado por nos ter convidado!
Ol�.
Ol�.
- Queres a minha bebida? Podes atirar-ma. - N�o vai ser necess�rio.
Contudo � forte.
- Grande casa. - Obrigada.
Sabes, tenho mesmo que te agradecer. Porque quando est�vamos juntos
e disseste aquilo tudo sobre nos contermos.
Sabes que tinhas raz�o.
Est� bem...
N�o, a s�rio, porque eu tenho o Ben e esta casa e...
- J� �s s�cio? - N�o, ainda n�o.
- N�o nos apresentaste. - Gostaria de saber quem foi.
Ela cresceu na casa ao lado. n�o foi preciso apresenta��es. Ela estava ali.
N�o digas isso.
- Bem, onde est� a Lucy? Vamos conhec�-la. - Sim, j� chega de mist�rio.
Eu vi-a por a� algures. Ela...
Bem, ela agora est� a conversar com algu�m.
Ent�o, como est� o Havai?
Ben?
Sim... N�o, eu estou bem.
Estou bem.
Querido?
- Ben? O que se passa? - N�o sei...
Pensei... estou bem. Estou bem.
Conhece os nosso vizinhos. Estes s�o os nossos vizinhos.
Esta � a Lucy.
- Muito obrigada! - De nada!
Estava tudo uma del�cia!
Querido, vou andando.
N�o queres entrar para tomar um caf�?
N�o, n�o, n�o. Estou exausta.
Estou bem.
Bem, se est�s assim t�o cansada, talvez devas passar aqui a noite.
Bem vinda a casa.
Isso foi divertido.
- Divertiste-te? - Sim.
Assustaste-me. Quase desmaiaste.
Sim?
Sim, devia dormir um pouco.
Vi-te a falar com o Steve Mason.
- Sim, ele esteve c�. - Ele � um imbecil.
Eu sei bem disso.
N�o est�s com ci�mes, pois n�o, Ben?
- � que ele � t�o... - Ben, cala-te!
Se algu�m aqui vai ser ciumento, esse algu�m sou eu! Est� bem?
Eu vi como olhavas para aquela vizinha! Na verdade, vai-te embora daqui!
Vai dormir no sof�!
Desculpa. Desculpa...
Amo-te tanto.
Eu sei.
- Mas tu...
Ben!
A �ltima v�tima, Leslie Singer, est� presumivelmente morta...
por esta altura, desaparecida � tr�s meses. A procura continua
Ben.
Estes s�o os locais de onde as raparigas foram levadas
� meu Deus.
pelo Detective Waylon
� Deus.
tr�s raparigas desaparecidas da �rea de Council Buffs no Iowa.
Todas tinham cabelo loiro. T�m entre 1,68 e 1,73 metros e pesam entre 50 a 60 quilos.
Decidi que seria engra�ado enfeitar um dos quartos com os brinquedos
e trof�us velhos do Ben.
Odiava ver como � aquilo l� em baixo!
Isto n�o � um momento oportuno.
Muito obrigado! Isto vai significar tanto para ele.
- Mas estou � espera do Carl. - Carl?
- O meu treinador? - Ok, continue, eu fecho a porta ao sair.
- Lucy? - O que foi, Ben?
Amo-te.
Ben, j� agora, porque � que n�o experimentas drogas.
Est�s agora a mostrar-me isto?
Estive aqui � tr�s meses e perguntei-te se a conhecias.
- Acho que n�o era eu. - N�o?
Esqueci-me. Ela nunca mais voltou. Eu n�o...
Vou precisar dos v�deos de vigil�ncia. E c�pia de todos os recibos.
N�s arranjamos isso. Vamos, Chris.
O que pode ser isto?
Tamb�m escorregaste numa banana?
- Ol�. - Ol�.
Pe�o desculpa estar a incomod�-lo a um domingo, Sr. Keller.
Sou o detective Waylon e estou a
trabalhar no caso de Leslie Singer.
- O qu�? - Leslie Singer.
Ela � a... talvez n�o saiba. Ela � a jovem...
Kurt!
- Desculpe! Est� bem? - Estou bem.
- Eu conhe�o este p�ssaro.
Vamos dar uma volta, meninas. Vai ser divertido, n�o vai?
Desculpem, mas tive que vos desenterrar antes que os novos donos o fizessem.
Depois venho buscar-vos.
Bem, muita gente comprou bilhetes de lotaria nesse dia.
- Aposto que at� a Leslie comprou um. - Porque � que diz isso?
Bem...
Todos querem ganhar a lotaria, n�o querem?
Trinta e seis milh�es?
Sabe o que � que devia fazer?
Devia encontrar toda a gente que comprou bilhetes de lotaria nesse dia,
e perguntar-lhes se a viram. - � uma boa ideia.
Excepto que, n�o posso fazer isso.
As pessoas, a maior parte, usam dinheiro para comprar os bilhetes.
A �nica pessoa que eu sei que comprou um bilhete nesse dia, foi voc�.
Porqu�?
Porque voc� ganhou.
Est� certo.
Bem, pe�o desculpa por n�o poder ajudar em mais nada.
N�o hesite em ligar se tiver alguma quest�o.
O meu cart�o est� na fotografia.
Eu ligo.
Tenho que lhe perguntar uma coisa.
O qu�?
Como � que �?
Bem...
Sabem quando dizem que a sua vida muda completamente.
N�o estavam a mentir.
Seu sacana sortudo.
V� com Deus!
Tenho tr�s mi�das mortas, deitadas no meu carro...
O meu marido matou tr�s...
Estou sim?
Sim?
O qu�?
Est� bem... est� bem.
Assim farei, adeus!
O meu marido matou...
- Shannon, tira o Brentford da piscina. - � n�o, n�o h� problema.
Se eu posso vaguear por a� de pijama, o seu c�o pode nadar na minha piscina.
Podes vaguear de pijama sempre que quiseres.
Ent�o Grace, o que � que faz?
- Sou planeadora familiar. - N�o sei bem o que isso �.
- John, precisas de outra bebida? - Estou bem, devo dizer.
Trabalho principalmente com fam�lias do interior, pais solteiros.
- A Shannon est� de volta da Universidade? - Northwestern.
�ptimo!
Isso � muito bom.
Tenho tr�s raparigas mortas no meu carro.
Tr�s jovens que se parecem comigo.
E vou-lhes dar frango.
Quem tem fome?
O que aconteceu?
� meu Deus.
Que hist�ria engra�ada.
Onde � que foste?
O qu�?
Tu sabes...
- Ao Jardim Municipal. - Ao Jardim Municipal.
Espera um minuto!
Ent�o... eu estava... s�
Inclinada sobre as az�leas e tropecei e cai.
E aterrei num monte de folhas.
�, coitadinha!
De loucos.
As flores est�o mortas. A localiza��o � terr�vel.
Quer dizer, � tipo... Uau!
Querida, acho que talvez... devas...
ir para dentro e devas limpar-te.
N�o, n�o, n�o, n�o, estou bem. Ol� Grace, como est�s?
Ol� Grace.. Desculpa!
- E... - Jonathan.
Jonathan!
J� n�o vos vejo desde...
Voc�s sabem, a... desta de boas vindas, certo... isso foi?
� quanto tempo foi?
Foi ontem � noite, n�o foi?
Foi?
E esta � a Shannon, a nossa filha.
Lucy querida, est�s a tremer que nem varas verdes.
- Bem, � uma jovem rapariga bem bonita. - Obrigada.
Obrigada.
A Shannon est� no segundo ano na Northwestern.
J� pensaste em, sabes... mudar a cor do cabelo?
Queres pensar em fazer isso?
Porqu�?
Bem, n�o estou assustados com aquele "Assassino de Council Bluff"?
Lucy!
Certo, � isso que agora lhe chamam, certo?
E tu �s exactamente o tipo dele. Certo... estou certa? Certo?
- Estou errada? - Bem, talvez devas, Shannon.
N�o podemos deixar um lun�tico dizer-nos como viver as nossas vidas, Grace.
- N�o podemos? - Lucy!
Ela est� bem, ela est� bem. Querida? Querida?
- Querida, est�s bem? - Ela est� bem? Devo...
Ela est� bem, ela est� bem. Querida?
Algu�m quer frango?
- Digo-te, isso � desonesto. - N�o, joaninhas.
As joaninhas s�o aquelas que arrancam a cabe�a dos maridos � dentada?
N�o, esses s�o os louva-a-deus.
- Ol�. - Ol�.
Entra, Lucy.
- N�o, voc�s n�o querem. - Anda l�. N�o sejas t�mida.
Est� frio?
N�o.
Est� bom.
Est� bom.
Alguma de voc�s � casada?
- � estranho. - Como � que �?
- N�o sei. - Dizem que a comunica��o � a chave.
E a honestidade.
- Assim que o cheque chegar, vou-me daqui. - Claro, isso vai acontecer...
Vou!
N�o � assim t�o f�cil.
Ele n�o me pode magoar. � tudo sobre mim.
- O que � que est�s a fazer? - O qu�?
N�o devias estar aqui fora, precisas de descansar.
S� queria experimentar a piscina.
Toma.
Est� bem...
Devias vir para dentro. N�o quero que apanhas uma constipa��o.
Estou bem, est� tudo bem.
Anda para a cama.
Deixa-me nadar mais um bocado.
J� vou para dentro.
Est� bem.
Quando pensava que tinha feito amigos novos.
Desculpem malta.
Desculpem mesmo.
Eu s�... eu sei o que estou a fazer.
Bem, levantaste-te cedo.
- Jardinagem. - Espero que te estejas a sentir melhor.
Pregaste-nos um susto.
Sim, Sou muito dram�tica.
Isto assustou-nos a todos. N�o est�s sozinha.
S� temos que cuidar uns dos outros.
Tem raz�o!
Onde est�o as famosas az�leas?
As qu�?
Do Jardim Municipal?
Ei!
Ol�.
Vamos comer.
- J� chegou? - N�o.
Bem, vai chegar.
- Ent�o? - N�o.
- H� algu�m a quem possamos ligar? - J� liguei e � uma grava��o.
Estamos sem ovos.
Desculpa.
N�o h� problema.
Sabes que isto n�o voltar� a acontecer
agora que tu e eu somos... tu sabes...
uma equipa. Quer dizer, juntos, vamos fazer com que isto nunca...
- Acho que estou gr�vida. - O qu�?
Talvez, n�o estou... n�o sei... n�o tenho bem a certeza.
Acho que foi no Havai, se estou sequer, n�o sei...
� Deus...
Est� bem, bem...
Temos que comprar um daqueles testes. Ou...
A m�e vai saber o que fazer.
N�o, Ben, espera.
Isto � fant�stico. Isto � �ptimo.
Bem, � muito cedo para...
M�e, adivinha?
S� vais fazer com que... Se calhar n�o � nada!
- A Lucy est� gr�vida. - � Deus, n�o...
Mas n�o temos dinheiro para um daqueles testes. O que devemos?
Est� bem.
Est� bem, est� bem.
Ben...
A minha m�e vai comprar-nos um daqueles testes.
E tu vais at� casa dela e vais faz�-lo.
S� te estou a pedir que te acalmes, certo?
N�o temos que lidar com isto agora.
� meu Deus! Onde est� o caralho do cheque?
Quer dizer, agora comes por dois e tudo o que tens para comer s�o ovos?
Jesus Cristo... J� chega.
Vais � minha m�e e eu vou ligar para a lotaria.
E eu juro, onde quer que esteja esse cheque,
prometo-te que estar� aqui quando chegares a casa, est� bem?
Agora vai.
- Tenho que me vestir... - N�o, n�o, n�o, n�o, vai, est� bem? Vai.
Ent�o, duas linhas, est�s gr�vida. Uma linha, n�o est�s.
Est� bem.
Est�s bem? Pareces exausta.
Foi uma semana dura. Quanto tempo � que isto demora?
Lembro-me de quando estava � espera de ouvir sobre o Ben.
Pensei que dava em maluca.
- Ouvir sobre o Ben? - Se estava gr�vida.
Sabes, ele ama-te muito. Tu significas tanto, tanto para ele.
No casamento, voc�s estavam t�o bonitos.
E tu! Tu parecias um anjo enviado do c�u.
- � bem... - Parecias!
Foi a� que soube que podia deixar de me preocupar com o Ben.
Sou a m�e dele, preocupo-me.
Eu sei que tu lhe vais dar uma boa vida. J� o ajudaste muito.
Voc� sabe.
Eu sei que... que tu �s a melhor coisa que alguma vez lhe aconteceu.
Sabe o que ele faz.
Eu sei que ele te ama e que precisa de ti.
Porque � que n�o disse nada a ningu�m.
N�o h� nada a dizer. De que � que est�s a falar?
Lucy, � uma linha.
Est� tudo bem. Querida, voc�s t�m tempo.
Olha, vai acontecer quando menos esperarem.
Prometo-te!
� querida...
Sim!
A Rosemary n�o vai ter um beb�!
� meu Deus! Finalmente um pouco de sorte!
- N�o estou a perceber. - Ningu�m vai acreditar nisso.
O primeiro ano de casamento � o mais duro. Quer dizer, � que dizem sempre...
Vai-te foder!
� meu Deus!
Pe�o imensa desculpa. N�o acredito que acabei de lhe dizer isso.
- N�o, a culpa � minha. - N�o, n�o �.
Eu esfor�o-me muito, mas sabes, quando eles crescem e
contudo, o que quer que seja, o que quer que seja que tu...
Pauline, venha comigo. Eu tenho o carro.
Vamos embora. N�o fa�a as malas, vamos embora.
- Vamos para onde? - Ent�o eu n�o recebo o dinheiro, certo?
- O que interessa? - Qual dinheiro?
Vamos l�. Pauline...
- N�o, n�o, n�o, ele � o meu menino. N�o... - Pauline...
N�o.
Amo-te.
Benjamin. Como � que est�s amorzinho?
N�o, n�o est�.
Querido, agora quero que ou�as a mam�.
Estou sim?
Ol�.
Ol�.
Desculpa, a m�e contou-me sobre o teste.
Sim, n�o vou ter um beb�.
Sim.
Ben, pe�o imensa desculpa, mas n�o consigo fazer mais isto.
J� tenho o cheque.
O qu�?
Chegou mesmo depois de sa�res.
Vejo-te em casa.
- Desculpe-me por isso. - N�o h� problema.
- � um homem ocupado. - Sim.
Ok, Leslie... gajo que comprou preservativos...
M�e com os escuteiros... Um mi�do idiota...
Gajo a comprar cigarros...
Uma m�e e o filho...
Ben, cheguei!
Ol�?
Ben?
N�o olhes para mim assim, n�o me ia embora sem ti.
Ben!
Ben!
Ol�?
Vamos l�, Kurt.
C� vamos. Eu sei que aqui cheira a corpos mortos.
Mas habituas-te, Kurt. Est� bem?
Consegui, Kurt.
Consegui.
N�o � que tivesse planeado. Mas ningu�m pode dizer que n�o consegui.
Tenho o meu p�ssaro e o meu cheque.
Vais gostar do Canad�, Kurt, ele t�m...
Bem, na verdade, n�o sei o que � que eles l� t�m mas
eu sei que vamos adorar aquilo.
Estou zangado contigo.
Nem sei como come�ar. Estou em choque.
- Ben, p�ra! - Sabes, eu n�o acreditei nela.
Eu disse que s� estavas chateada porque n�o estavas gr�vida.
Agora que somos uma equipa.
Fazes ideia do qu�o desapontado estou?
N�o vou ficar aqui sentada a ouvir um serm�o teu.
Vais sim!
Ben, Ben, Ben.. Ben.. Ben.. Ben.. Ben...
N�o me podes magoar. Lembraste... Lembraste da nossa conversa, est� bem?
Por isso, vamos l� acalmar.
N�o te vou magoar.
Sou realista. Agora, sei que o casamento n�o � f�cil...
Posso n�o ter experi�ncia nas rela��es amorosas. Mas sei isso.
Ben, ouve...
Eu... posso ter-me casado contigo sobre falsas pretens�es.
Mas, depois de passar tempo contigo, acabei por mesmo,
tu sabes, mesmo, mesmo...
E depois desatas a matar pessoas, Ben! E isso � demais!
Os casamentos d�o trabalho.
Este foi o nosso maior erro. Temos estado sentados
� espera de um milagre. Bem, eu j� trabalhei muito.
A primeira coisa que fiz, foi eliminar toda a distrac��o.
BEN!!!
Isso magoa!!
Isto magoa. O teu...
Quando matas pessoas, est�s a magoar-me, e n�o podes magoar-me.
Est� bem, agora est�s a tentar apanhar-me numa quest�o t�cnica.
Tudo bem, anda comigo. Quero mostrar-te uma coisa.
Ajuda!
Lucy!
Preciso mesmo que sejas coerente.
Tive muito trabalho com isto.
Ben!
A Grace vai-nos ajudar a ultrapassar os pontos mais dif�ceis.
N�o consigo fazer isto,
Sai e ela morre.
Lucy, querida, por favor senta-te. Vamos tentar portar-nos como adultos.
Est� bem.
Grace, gritas e esfaqueio-te.
Muito bem, Grace. Quando te recompuseres.
Gostaria que me dissesses a mim e � Lucy
o que � que estamos a fazer de errado.
J� te disse. Sou planeadora familiar, n�o sou conselheira matrimonial.
- Nem sequer tenho diploma. - Est� no mesmo patamar.
Ben, solta-a!
Apenas diga... alguma coisa.
O vosso casamento baseia-se na honestidade e respeito m�tuo.
Sim!
N�o, n�o �, Ben. Casei contigo por dinheiro e tu gostas de matar pessoas.
N�o... gosto de matar pessoas? O qu�?
- Est�o enterrados no jardim? - Eu n�o os pus l�!
Foste tu. Pensei que me estavas a ajudar!
Jardim Municipal? Pisca, pisca. E eu a pensar que �ramos uma equipa.
- Uma equipa? - Quem � que mataste?
Grace, alguma vez quiseste tanto algo,
e quando n�o o conseguiste tiveste que...
mas n�o podias. - �s louco!
- N�o estou a dizer que me orgulho. - Voc�s pareciam t�o boas pessoas.
- P�ra de falar. - T�o boas pessoas!
N�s somos boas pessoas mas estamos apaixonados
e o amor � assustador, come�o agora a perceber.
Eu n�o te amo.
- Amas, amas sim. - Quero ir para casa..
Bem, isso depende da minha parceira.
Ben, tens muito caminho pela frente, est� bem?
N�o o vivas desta forma. Eu n�o mere�o. Nem por sombras.
- Eu amo-te. - Eu n�o te amo.
Eu amo-te.
- Deixa-me ir!! - Deixa-me ir tamb�m!
Tudo o que quero � poder beijar-te
e que tu me beijes e sentir que tu quiseste. � s� isso.
Ben, n�o sei. Talvez se
eu n�o tivesse sido t�o... - Gananciosa.
- E tu n�o tivesses... - Matado aquelas pessoas todas?
- Matado todas aquelas pessoas. - Talvez as coisas...
- Tivessem sido diferentes? - Desejava que tivessem sido.
A s�rio que desejava.
De repente, o dinheiro n�o parece importar tanto, pois n�o?
Grace...
Lucy!
Lucy, ainda n�o acabamos de falar!
Volta aqui!
Lucy!
Por favor, n�o me deixes, Lucy!
Olha o que fizeste!
Lucy...
N�o aguento mais. N�o aguento...
Pega em qualquer coisa agu�ada e apunhala-me e mata-me.
Enterra-me por baixo das sebes junto com as outras.
Desculpem.
Ningu�m atendeu a porta. Est� tudo bem?
Detective!
Sr. Keller, preciso de lhe fazer mais algumas perguntas. Podemos ir para dentro?
- Eu... n�o quero ser grosseiro, mas... - Mas o qu�?
Bem, estamos a nadar. Por isso, se pudesse voltar amanh�?
Sr. Keller, eu revi os v�deos de seguran�a da
loja de conveni�ncia onde voc� comprou o bilhete.
Sim?
Voc� n�o est� neles.
Desculpe a bagun�a. Ainda estou a desencaixotar.
Tudo bem. Eu compreendo.
Ent�o est� a perguntar-me como posso ter comprado o bilhete
e mesmo assim n�o aparecer nos v�deos?
- No ponto. - Bem, � �bvio que est�s no v�deo
s� que pareces diferente. Ele tem andado a exercitar. Est� maior.
N�o estou assim t�o grande.
Est�s no v�deo, n�o sejas est�pido, est�s b�bado.
Ele est� b�bado, esteve a nadar.
N�o sei porque n�o estou no v�deo.
Est�s no v�deo! Detective, est� a acus�-lo de alguma coisa?
Porque se est�...
Eu parti-lhe o pesco�o no parque de estacionamento.
N�o pus um p� na loja.
Por isso � que n�o estou no v�deo.
O casamento baseia-se na honestidade. Foi o que a Grace disse.
�s vezes a verdade magoa. Desculpa.
N�o me conseguias magoar mesmo que quisesses.
Tudo bem, quero que se sentem.
Vamos levar isto o mais calmamente poss�vel.
Quanto mais calmos estivermos, melhor isto corre.
- Eu quero... o cheque. - Bem, n�o vais ter nada.
- A n�o ser eu. - Ningu�m te quer.
Podes ter-me a mim.
Sr. Keller, diga � sua esposa para me dar a arma.
- N�o ganhas. N�o te deixo. - D�-me a arma.
- N�o � justo. - Pouse essa arma, Sra. Keller.
- Admite, Lucy. - O qu�?
- Tu amas-me. - Cala-te!
- Sra. Keller, d�-me essa arma. - Admite, tu amas-me.
- Eu n�o te quero! - D�-me a arma, Sra. Keller.
Junta-o ao monte.
Pode aumentar o volume, por favor?
Eles foram t�o bons quanto podiam.
Ele convidou-nos para almo�ar na semana anterior.
Olhando para tr�s... olhando para tr�s, ela n�o se lembra de nada dessa noite.
N�o, bati com a cabe�a, com muita for�a.
O que aconteceu depois?
"Bem, depois de ela estar segura em casa, toda a gente...
Isto � mesmo o "Sunny Mart".
Porque haveria de mentir.
- O Kurt diz "Ol�". - O que est�s aqui a fazer.
- N�o, n�o, quer dizer ele j� diz "Ol�". - O que � que queres?
Eu...
Eu queria ter a certeza que estavas bem.
Lucy, n�o pensei que fosse acabar assim.
N�o pensaste?
Eu disse-lhes que fui eu!
Aquelas mulheres por baixo das sebes,
elas tinham o teu ADN ou as tuas fibras ou seja o que for
por cima delas. Quer dizer, tu disparaste contra o Detective Waylon.
Eu sei o que fiz. E o que tu fizeste?
Bem, acho que dev�amos p�r o passado para tr�s das costas...
Fiz-te uma pergunta.
Quanto custa um j�ri, hoje em dia?
� caro? O Jonathan e a Grace custam muito dinheiro.
Ainda sobra algum dinheiro? Algum?
A m�e disse ol�.
Vou sair daqui e vou-te pegar fogo.
- Recebeste alguma das minhas cartas? - Eu juro... fogo!
Est� bem, est� bem.
Amo-te na mesma.
Espera, espera!
Eu conhe�o-te Ben.
E... em breve,
esta noite at�,
vais voltar para casa e vais come�ar a pensar em mim.
Sobre o quanto me amas. Em como pertencemos um ao outro e
de como tu ainda n�o me tens.
E quando uma mulher loira de 27 anos com cerca de 1,68, 57 quilos,
n�o voltar da sua aula de aer�bica,
todos v�o saber o que se passa.
Espero ficar aqui pouco tempo.
Mesmo pouco.
- Acho que isso n�o vai acontecer. - E depois vou incendiar-te.
Podes ter raz�o... e normalmente tens, mas...
Desde que est�s aqui, eu...
n�o tenho tido aquele desejo.
N�o � que goste da ideia de apodreceres aqui, n�o gosto.
Vai-te embora.
- Vai-te embora! Vai-te embora. - Faz-me sentir.
e nunca mais voltes! Nunca mais! Guarda!
Guarda! Ol�, estou pronta para ir. Leve-me de volta!
- Amo-te, Lucy! - Estou pronta para ir. Leve-me!
- Amo-te! - Vai-te lixar! Vai-te foder!
Adeus, Lucy!
Ben, espera, espera! Tenho tempo. Ainda me resta tempo.
Ben. Ben!
Sim?
J� passou quase um ano.
Eu sei.
Gostarias que voltasse?
Sim.
Voltavas?
Claro.
Amanh�?
Estarei aqui.
- O Kurt falou? - Sim, eu estava em casa
talvez na quarta ou na quinta e
O que � que ele disse?
"Ol�".
"Ol�", � o que ele diz. S� "Ol�", a toda a hora.
A toda a hora.
Tens andado a exercitar-te?
Ben, n�o faltes. Vais estragar tudo e ficar franzino outra vez!
Eu sei, � s� que...
Preciso mesmo de algu�m para me motivar. � t�o aborrecido.
Ben, o que queres? Algu�m que te d� a m�o?
Tens que ir e fazer!
Est� bem...
N�o digas est� bem. F�-lo!
- Est� bem. - Promete-me.
Prometo.
Amanh� vais trabalhar esse peito.
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