All language subtitles for The.New.Look.S01E04.720p.WEB.x265-MiNX

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish Download
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

APÓS QUATRO ANOS DE OCUPAÇÃO NAZI...

... AS TROPAS ALIADAS LIBERTAM PARIS

CHEGADA DO GENERAL DE GAULLE

DETIDOS FRANCESES COLABORADORES DOS NAZIS

POLÍCIA FFI

CHUVA DE CHAMPANHE

COMEÇA A CELEBRAÇÃO

29 DE AGOSTO DE 1944

Um brinde.

A Paris!

Novamente livres!

Que a cidade não testemunhe mais tristezas nem albergue mais inimigos...

E que não se ouça mais alemão.

- Querida. - Começaram sem mim.

ATRIZ FRANCESA VIVA MAIS FAMOSA

Sabíamos que virias mal abríssemos o champanhe. E aqui estás!

Estás linda. Adoro o teu penteado!

O realizador pediu que o deixasse crescer.

É perfeito para o papel.

Quero apresentar-te o meu sobrinho André.

André.

Meu Deus! Minha senhora.

A Coco contou-me como sobreviveu aos horrores daquela prisão alemã.

É um herói.

Ele ficou corado.

Este é o bom amigo dele dos tempos de Cambridge, o Oscar Davies.

A minha mãe morreria por um autógrafo.

Eu e o Oscar vimos o Hotel do Norte mais vezes do que gostaria de admitir.

Não disseste que ele era tão bonito.

Nem penses nisso.

Ele é todo meu.

Além disso, não tens um namorado alemão?

Namorou com um alemão?

Rapazes, nunca se esqueçam.

O meu coração é francês, mas o meu rabo é internacional.

Chega de conversa.

André, querido, mostre-me como dança um verdadeiro herói de guerra.

Mantenham-se baixos.

Soube que o de Gaulle ia celebrar com foguetes, mas isto é um exagero.

Balas ignorantes disparadas por bêbedos.

- Estaremos seguros? - Claro que sim!

Os ricos e sensuais vencem sempre!

Vamos, mais champanhe!

INSPIRADA EM EVENTOS VERÍDICOS

Vejo-vos, meus filhos.

Esta noite, são todos meus filhos.

Nesta casa.

Nesta sala.

Após a guerra, ficamos a sonhar.

Após tanta morte e destruição.

Para lá do grande rio da escuridão,

o vasto desconhecido espera-nos.

E, nesse vazio, os espíritos gritam.

Todos vimos esta escuridão.

Consumiu as nossas vidas.

Catherine!

Catherine!

Consumiu os nossos entes queridos.

Esta noite, livrar-nos-emos desse veneno.

Iluminaremos o que, durante tanto tempo, esteve envolto na escuridão.

Faremos isso através do tarot.

Mas quem será o primeiro?

Quem gostaria de começar a nossa viagem através do rio?

Eu.

SRA. DELAHAYE VIDENTE

Por favor.

Coco, abre a porta.

- Quem é? - A Arletty.

Não sabia para onde ir. Tens de me ajudar.

Havia uma multidão de gente à frente do meu apartamento a gritar o meu nome.

- Esconde-me, Coco. - Foi um pesadelo?

Não! Eu ia para casa

e eles tinham armas e pedras, e diziam que me iam rapar o cabelo.

Felizmente, eu não estava lá. Tens de me esconder, Coco.

Vou fazer um telefonema. Arranjamos-te um quarto. Aqui, não te podem apanhar.

Não entendes. Estão aos tiros aos apartamentos.

As FFI são piores do que os alemães. Vão matar-me.

Não vão fazer nada disso.

Durante anos, os nazis pressionaram-me

para entrar nos filmes de propaganda deles e eu recusei.

Sei que sim.

Não sou uma traidora.

Apaixonei-me.

Eu entendo.

Agora, a imprensa anda a espalhar acusações, Coco.

Apelidam-me de colaboradora na horizontal.

Coco, as pessoas têm de se lembrar de que eu estava apaixonada.

Apaixonada.

Ser humana não faz de mim uma traidora.

Catherine!

Catherine!

Pardon.

Reparei que não fez uma leitura, senhor...

Senhor...

Dior.

Todos somos merecedores, Sr. Dior.

Porque se acha diferente?

Eu só... Tenho um compromisso. É só isso.

Pardon.

Sr. Dior.

Posso fazer-lhe uma pergunta?

O que mais deseja neste mundo?

Aquilo que mais desejo neste mundo não posso ter.

Veremos.

Alguém que ama está encurralado.

Vejo uma criança consigo.

Tem filhos?

Não.

Tem uma criança nos braços.

Um bebé.

Não tenho filhos.

Tenho de ir.

Se quiser terminar noutra altura...

... estarei aqui.

Um bom dia para si.

Receio que seja cedo para a senhora.

Ela ainda está a tomar o pequeno-almoço.

Não pode ser verdade.

Pensei que a Arletty estava a brincar sobre o amante alemão.

Não acredites no que escrevem.

Como pôde ser tão idiota? Ela é uma figura pública.

Ninguém é de confiança.

- Sim. - O Barão Vaufreland preso.

Ainda estou em choque com isso.

Bastante bem.

Não sabia que ele estava tão envolvido com os nazis.

Insisto, deve esperar...

Estou?

Senhora, vão subir uns homens.

Ainda estou a comer e também quero uma avelã.

Mas são agentes das Forças Francesas do Interior.

Podem esperar.

- Parem! - Saia!

Sra. Chanel,

está detida por suspeita de colaboração com os nazis.

Isso é mentira!

Aconselhava-vos a falarem com o General Pierre Reverdy.

Ele não pode ter autorizado esta intrusão.

Ele não comanda as Forças Francesas do Interior.

Servimos Charles de Gaulle.

Não faça uma cena.

Que cena poderia eu fazer?

Não lhe toque!

Pronto.

Querido, nada de dramas.

Sentem-se. Não demoro. Não se preocupem.

Temos um carro à espera.

Vive la France!

Traidores!

Apanhem-nos!

Que vergonha!

Que diabo se passa lá fora?

Vejam! Mais uma!

- Ajudem-me! - Anda cá.

Mexe-te!

É o que acontece a quem conspira com o inimigo.

- Céus! - Que vergonha!

São só mulheres.

- A dormir com o inimigo. - É o que vos acontece!

- Traidora! - Céus!

Justiça para os colaboradores.

Christian, posso entrar?

Quero mostrar-lhe algo que por certo o animará

e lhe porá um sorriso nos lábios.

Lucien, eu estou...

Como o tenho em grande estima

e porque o respeito muito, a si e ao seu talento,

quero que seja o primeiro a ver isto.

E junta-se a mim no Couture Council?

Temos gente para convencer.

Certo. É uma brincadeira.

Não, não é uma brincadeira.

É o futuro da moda francesa.

Senhoras e senhores, peço a vossa atenção.

Apesar de ser em cima da hora, agradeço-vos por virem

e concordarem em ouvir a minha proposta.

Cada um de nós irá criar um vestido em miniatura

que depois vestiremos nestes manequins e não em modelos reais.

Quer que criemos vestidos para bonecas?

Sei que estão todos a pensar: "Estará ele completamente louco?"

Como sabemos, os nazis destruíram todos os tecidos

e incendiaram todos os armazéns que encontraram,

portanto, não temos materiais suficientes para fazermos coleções individuais.

Atualmente, não existem tecidos suficientes em toda a França

para garantir a sobrevivência de uma única casa de moda.

Estas miniaturas requerem menos tecido,

menos acessórios, menos custos, menos tudo.

Reservei a sala de exposições principal do Louvre.

Serão construídos cenários. Cenas de rua, salões.

Mas só temos duas semanas para fazer isto acontecer.

Se pudermos trabalhar juntos e fazer uma exposição,

talvez possamos ter uma hipótese de sobrevivência.

Lucien, ninguém irá ao Louvre para ver umas bonecas patetas.

Mas não verão apenas bonecas patetas.

Ver-se-ão a elas mesmas,

verão Paris a regressar à vida, pessoas a caminhar nos Campos Elísios.

É uma exposição de esperança.

É possível.

Vive la France!

Estamos desesperados por uma solução.

Isto pode permitir-nos trabalhar.

Tanto Cocteau como Bérard concordaram em criar os cenários para nós.

PINTOR E ESTILISTA

Em troca de uma garrafa rara de Armagnac.

É completamente bizarro, mas o bizarro é glorioso, certo?

ARTISTA E DRAMATURGO

E se incluirmos a Sra. Chanel?

Nunca.

ESTILISTA

Não. Ouçam. Há muito que ela não cria nada.

Se ela fizer algo, chamará mais gente.

Se ela participar, não contem comigo.

Ela não será convidada.

Esta oportunidade é apenas para membros e ela não é um de nós.

Porque não falam entre vocês por instantes

e, depois, vamos a votos?

VITÓRIA

Diga a sua profissão.

Desculpe?

Faço vestidos e perfumes.

Fechou o seu negócio quando Paris caiu nas mãos dos nazis?

É casado?

É, não é?

Dou-lhe um frasco de Chanel N.o 5 para a sua esposa.

Pode dizer-lhe que lhe foi dado pela própria Chanel.

Ela vai amá-lo para sempre.

Responda à pergunta.

Claro! Fechei as portas. Antes passar fome do que vestir os nazis.

Deixei Paris e fui ter com o meu sobrinho André e a filha dele, a Gabrielle.

O André serviu no exército francês,

foi capturado e tratado muito mal pelos nazis.

- Foi horrível. - Mas ele foi libertado.

A maioria das pessoas enviadas para os campos nazis nunca regressa.

Acho que ele teve sorte.

Sorte?

Achamos que o Barão Vaufreland esteve envolvido nisso.

Se ele esteve envolvido na libertação do André, eu não sabia.

Viveu no Hotel Ritz durante a ocupação, não é verdade?

Querido, vivia lá antes da guerra e depois durante a guerra.

E ainda é a minha casa.

O Ritz era o centro social do Alto Comando nazi.

Eles não eram nada sociáveis, mas...

Teve a oportunidade de conhecer Walter Schellenberg?

Não. Não que eu saiba.

Ele foi visto no Ritz, onde a senhora vivia.

Não posso ser responsável por toda a gente que entra no átrio de um hotel.

Achamos que viajou para Espanha a mando dele.

E porque acham isso?

A senhora foi vista em Madrid.

Atravessar a fronteira não era possível sem uma autorização nazi.

Tem documentos de viagem com o meu nome? Mostre-mos.

O que mais tem além de rumores?

Bem, acuse-me ou deixe-me ir.

- Bom dia, meus senhores. - Não vai a lado nenhum.

Tem telefone, não tem? Gostaria de esclarecer esta confusão.

Sente-se. Agora.

Ouvi falar de vocês e das táticas das FFI.

E aposto que o meu bom amigo Sir Winston Churchill

não será simpático com quem me negar os meus direitos básicos.

Sim. Sir Winston saberá exatamente o que fazer consigo.

E consigo.

Acha que é bluff?

Ela ameaça envolver o vosso primeiro-ministro.

Eu ouvi.

É possível ele envolver-se?

Infelizmente, é.

O MI6 confirmou, pelo interrogatório a Elsa Lombardi em Madrid,

que Chanel e Churchill conhecem-se realmente muito bem.

Não quero que Churchill interfira.

Negue-lhe qualquer telefonema e ele não poderá fazê-lo.

Senhor.

- Devia ouvir o que ela está a dizer. - A sério?

... isso. A cintura apertada por um cinto não é para todos.

Teria melhor figura com uma silhueta mais cheia.

Confie em mim.

Sabe quem eu sou, não sabe?

Por amor de Deus!

Sim. Melhoria instantânea.

Bem, e o meu telefonema?

Senhoras e senhores, só mais um ou dois minutos.

Christian, agora é a nossa oportunidade.

Marquei uma reunião com alguns investidores.

Temos de ter sucesso sozinhos.

Com algum planeamento, podemos ter tudo pronto para a próxima estação.

Ganhamos avanço enquanto os outros tentam vestir os bonecos idiotas do Lelong.

Vamos a votos, por favor?

Quem é a favor de criar esta exposição em grupo?

Temos os votos. Felizmente.

É uma boa ideia.

Sim, aviso-o imediatamente.

- Senhor. - Sim?

Churchill ligou para o gabinete de Londres por causa da Sra. Chanel.

O quê?

Ela não fez qualquer telefonema.

A criada dela passou a mensagem.

Agora, não podemos interrogar as pessoas que ele conhece

sem uma autorização por escrito.

Nunca vos devíamos ter envolvido na detenção dela.

Não sabiam que ela tinha viajado para Madrid.

Queremos todos o mesmo resultado e ainda vos podemos ajudar.

Como?

Temos outro agente a trabalhar no caso dela,

alguém com influência sobre o sobrinho.

Se as informações que ele obtiver sobre Chanel forem comprometedoras,

Churchill ficará numa posição difícil, aos olhos do público,

e aí vocês poderão prendê-la oficialmente.

Mas, por agora, teremos de libertá-la.

Faça o telefonema.

Está na hora.

Precisamos que o apresente agora a Chanel.

Certo, eu entendo.

Não sabia que tinhas voltado a Paris.

Vim buscar o resto das minhas coisas e parto em breve. Não te preocupes.

Devíamos falar sobre a Catherine.

Para dizer o quê?

Que ela está em Ravensbrück ou numa campa?

Vi o teu pai no Sul.

Ele não sabe o que aconteceu à Catherine.

O que lhe disseste?

Não me compete dizer-lhe o que aconteceu à filha.

- Mas é errado ele não saber. - Ele sabe que ela foi detida.

Ela foi levada para um campo.

És filho dele.

- Diz-lhe. - Maldita seja esta guerra.

Maldito sejas. Destruíste a minha família.

- Christian... - Sai, Hervé. Sai daqui. Vai.

Vai ver o teu pai.

Bem-vindo a França.

Sejam todos bem-vindos.

- A senhora está bem? - Sim.

Soubemos que a interrogaram.

Obrigada. Não há razão para preocupações.

Vamos concentrar-nos em pôr frascos de perfume

nas mãos de todos os soldados lá fora.

Coco.

- André. - Estás bem?

Fiquei tão preocupado.

As FFI não me deixavam aproximar-me de ti.

Não, estou bem, querido.

Não... Não têm nada além de boatos escandalosos e mentiras.

Vem. Vou oferecer-te uma bebida.

O Oscar está à espera com alguém que queremos que conheças...

- Uma bebida? - ... e que te pode proteger.

- Minha senhora, que suplício. - Obrigada, Oscar.

Como os convenceu a libertarem-na?

Disse-lhes a verdade.

- E acreditaram em si? - Não.

Não quiseram ser baralhados pelos factos.

Então, ameacei ligar ao Churchill.

Aposto que ficaram logo atentos.

As FFI precisam de saber quem manda.

Até o de Gaulle pôr ordem na casa.

Temos de agradecer a Churchill pela tua libertação.

- A Churchill. - A Churchill.

Malcolm. Vem cá.

Boa tarde.

E este quem é?

É o meu amigo Malcolm Muggeridge.

É um prazer, minha senhora.

O Malcolm é um jornalista que o Oscar conheceu há uns meses no Savoy.

Está em Paris a escrever sobre a libertação.

Um jornalista? Céus!

Odeio os jornais.

A maioria do que está a ser escrito está a ser prejudicial.

Não no Telegraph de Londres.

Nós publicamos notícias e não boatos.

Não apontamos dedos.

Temos orgulho em publicar toda a verdade.

Haja alguém.

Agora, gostaria de escrever sobre a lendária Coco Chanel

e o seu regresso triunfante.

Não dou entrevistas.

Já fui muitas vezes vítima de calúnias disfarçadas de notícias.

Bem, fazer-lhe uma calúnia seria imperdoável.

Os meus leitores querem a verdade.

Conhecer a verdadeira Coco.

Acabei de vir da minha loja,

à porta da qual os soldados fazem fila.

É isso que as pessoas querem de mim.

Os clássicos. Querem o Chanel N.o 5.

Mais vale ficar por aí.

Tia, um artigo do Malcolm poderia ser útil.

Ele pode revelar ao mundo que és muito boa pessoa.

O facto de ser famosa e viver no Ritz

não devia fazer de si um alvo.

As pessoas não sabem a verdade.

Como fechaste o teu ateliê quando os nazis entraram em Paris.

Como te recusaste a criar para eles.

Não quero que sejas difamada como a Arletty.

Eis o que imagino.

O artigo falará sobre aquilo que passou durante a guerra.

O encerramento do seu ateliê.

Pôr os seus princípios acima do dinheiro.

Não quero que me ponham num pedestal.

Isso... Há o meu trabalho. É isso que devem avaliar.

Mas a senhora e o seu trabalho estão ligados.

As pessoas não se lembram de que, quando começou,

era ilegal em França as mulheres terem contas bancárias.

O seu trabalho é revolucionário.

E a senhora é uma pioneira.

As pessoas têm de se lembrar disso.

Ele fez o seu trabalho. Estou impressionada.

Quando quiser contar a sua versão da história,

seria uma honra para mim ajudá-la a fazê-lo.

Deixo-vos a beberem tranquilamente.

Pense na minha oferta.

Posso ajudar.

Devias falar com ele.

O Malcolm é de confiança?

O Oscar conhece vários jornais londrinos onde ele trabalhou.

Deve ser fácil obter referências.

Posso investigá-lo.

Deixa-o, por favor.

Deixa-me ajudar-te como tu me ajudaste.

Veremos.

Mantenha assim. Ficará perfeito.

Lillian, sabes do tecido novo?

Preciso de fechos que fechem, botões que abotoem e corpetes que apertem.

Venha aqui!

Imagine que as bonecas são as clientes.

Tudo isto deve funcionar.

Tem de funcionar.

Mas demorará uma eternidade a coser fechos e corpetes funcionais

nestes pequenos vestidos.

Uma eternidade é um preço baixo a pagar pela perfeição.

Faça-o.

Pierre, temos de falar desta criação.

Por favor, deixe-me em paz. Estou ocupado.

O que esteve a fazer toda a manhã?

Não pode estar a pensar em apresentar isso como uma peça acabada.

Qual é o problema? Estamos a vestir bonecas.

Pierre, entendo a sua insatisfação.

Não a escondeu de ninguém, mas isto é medíocre, até para si.

A sua vingança contra mim é meramente pessoal.

Está a envergonhar-se. Não penso dessa forma.

Esta ideia é um erro.

Christian!

Eu e o Christian temos pensado nos passos seguintes das nossas carreiras,

e está na hora de lhe dizermos.

É um homem tacanho com dedos gordos que não criam nada.

Christian, temos de falar sobre várias coisas

referentes ao Théâtre de la Mode. - Théâtre de la Mode?

É isso que vai chamar a este circo ridículo de brinquedos?

Que se fodam as suas bonecas!

Eu e o Christian vamos deixá-lo para abrir a nossa própria casa.

Não...

- Pierre... - Christian, é verdade?

Pierre...

Sabe qual é o seu problema?

Sim. É o senhor.

O senhor e os restantes burocratas fraudulentos

que roubam o talento dos outros e o apresentam como seu.

Catherine!

Não, não é isso.

É o facto de pensar que é uma coisa que não é.

E que coisa é essa?

Importante.

Christian, vamos embora.

- Christian? Christian. - Por favor. Agora, não.

Não pode permitir que este homem, que este carrasco,

que este vampiro suprima o seu talento durante mais tempo.

Preciso de si ao meu lado.

Lamento.

Já está toda a gente nervosa. Porque estão a gritar?

Parece que o Sr. Balmain decidiu finalmente,

e felizmente, apresentar a sua demissão.

A sério? Não temos tempo para isso.

Teremos de arranjar tempo.

Agora, será o Christian a fazer todas as criações da Casa Lelong.

Entendo. O Balmain fará falta, claro, mas devo felicitá-lo.

Tenho de ir ver o meu pai. Não posso aceitar. Não posso.

Christian, entendemos que a sua vida, atualmente,

lhe apresenta muitos desafios,

mas o trabalho pode ser um bálsamo.

Acredite em si.

O Christian consegue. Consegue.

Será maravilhoso.

Sei que não me vai desiludir.

Sim.

Mas como trata as pessoas?

Pelo que ouvi dizer, o Muggeridge é muito bom no que faz.

Impressionou os editores com quem trabalhou.

Não, mas esses mandam nele.

E entrevistas recentes?

Bem, li várias e são fortes, mas justas.

Nenhuma representa uma calúnia.

Muito bem, Oscar. Vou ligar-lhe.

Como foi?

Daria um excelente candidato para o MI6.

É pena os nazis terem-no apanhado primeiro.

O Malcolm prometeu que, se eu colaborasse,

os britânicos ajudariam a livrar-me das acusações de colaborador.

Não se preocupe, Oscar.

Nós cuidamos de si. Se isto nos ajudar a apanhar a Chanel.

E se não ajudar?

Entregue o sobrinho dela.

Ele lutou pelos franceses.

Sempre defendeu o país dele.

Por favor. Ele sabe muito mais do que o Oscar acha.

Vá-se foder!

Sabe, o Oscar enoja-me.

Que vergonha!

A conspirar e a dormir com o inimigo.

- A trair o país. - Ela deve pagar.

- O que lhe fazemos? - Rapem-lhe o cabelo!

Minha senhora, levaram Arletty do hotel.

- Traidora! - Colaboradora!

Vive la France!

- A conspirar com o inimigo. - Vive la France!

Este horror tem de parar.

Tens o que mereces!

- Que vergonha! - Traidora!

Justiça!

Aí tens o teu rabo internacional.

Tens o que mereces.

Ela foi levada para um campo de trabalho na Alemanha.

Ravensbrück.

Que mais estás a esconder?

Ouvi boatos e estou apenas a tentar preparar-te.

A preparar-nos aos dois.

Bem, que tipo de boatos?

Os alemães estão a obrigar os prisioneiros

a fazer marchas de morte.

Não te entendo, Christian.

Passaste toda a vida distraído com a arte, com os desenhos e agora com a roupa.

A fugir para um mundo de fantasia.

Mas quando se trata da família,

de algo que precisava da tua atenção e exigia que estivesses presente,

não foste capaz.

Agora, a tua irmã foi-se.

Eu disse à Catherine que parasse de trabalhar para a Resistência.

Eu fiz tudo o que pude.

Eras o irmão mais velho.

Se fosses um homem a sério, ela ter-te-ia ouvido.

Fiz tudo o que pude!

Bem-vindo.

- Faça o favor. - Obrigado.

Boa noite, minha senhora. Agradeço esta oportunidade para falarmos.

- Quer beber alguma coisa? - Por favor.

Aquilo da Arletty foi terrível.

Soube que foi horrível. Não o desejaria ao meu pior inimigo.

A não termos a cabeça rapada.

Mas o que devemos pensar deles?

Destes colaboradores. Diga-me. Diga-nos.

A Arletty fez as opções dela e agora está a sofrer as consequências.

Mas aquilo que acho obsceno

é que este tratamento cruel é apenas dirigido às mulheres.

E os homens todos da polícia francesa

que serviram os nazis?

- Ou quem operava no mercado negro? - Concordo.

Mas as mulheres é que são publicamente humilhadas e rebaixadas.

Não, as FFI estão a fazer isto de uma forma medieval.

O quê? Oscar, estás bêbedo?

Acabou tudo.

Sou escumalha. Lixo.

Para mim, acabou.

Não estás seguro. Tens de sair de Paris.

- O quê? - Deixa Paris imediatamente.

Oscar, o que aconteceu?

A tua tia não está em segurança. Armaram-me uma cilada.

- Quem? - O MI6.

Ele obrigou-me a denunciá-la, mas agora quer que te denuncie.

Quem?

O Muggeridge.

O Muggeridge é do MI6? Ele está com ela agora.

Tens nojo de mim, André?

Ele está com ela agora.

Sabe, devo dizer que, quando tudo isto terminar,

a História perceberá que os Aliados não são melhores do que os nazis.

Ajude-me a entender isso.

Bem, os Aliados continuam a aceitar Estaline.

E o homicídio em massa do seu próprio povo.

Por outro lado, os alemães lutaram contra Estaline.

Mas, infelizmente, estão mais decididos a eliminar tudo o que não seja alemão.

E, nesta confusão,

é muito fácil alguém sentir-se atraído por um nazi bem-parecido.

Ao que se refere?

Minha senhora, circulam boatos

de que esteve envolvida com um oficial nazi.

Boatos. Apenas isso.

- Não são verdadeiros? - Boatos são boatos.

Sim, mas a senhora está na mira das FFI.

Posso ajudá-la a tomar a dianteira destes boatos,

e a descobrir de onde vêm estas histórias e acabar com elas.

- Com o quê? - Com factos.

Ele deve ter um nome. Esse oficial que a acusam de namorar.

Quer o nome dele? Isso vai ajudar?

Sim, vai.

Oficiosamente?

Como quiser.

Peço desculpa pela interrupção.

Coco, precisamos de ir já à loja.

Há desordeiros na Rua Cambon. Temos de ir agora.

Céus! Telefonaste à Chloe?

Sim, telefonei. Temos de ir salvar o que pudermos

antes que peguem fogo a tudo.

- Céus, a minha loja. - Como posso ajudar?

Ligue-me de manhã.

Terminamos a nossa conversa oficialmente.

A Sra. Domenger acompanha-o à saída.

Céus, o que se passa?

Pensei que o trabalho era importante.

Que o que eu fazia era importante, e tenho de dizer...

... que já não sinto isso.

Não sinto

que seja sequer um homem a sério.

O sofrimento que sente

pelo destino de Catherine deve ser como...

... uma espécie de onda gigante que rebenta em si vezes sem conta.

Mas essa maré vai recuar.

Christian, a exposição é daqui a dois dias e foi acolhida por todos.

E o trabalho... o trabalho, Christian...

O trabalho pode fazer-nos avançar.

Talvez a criação não trave as balas,

mas a criação é o nosso caminho em frente.

A nossa sobrevivência. A nossa salvação.

Agradeço-lhe muito, Lucien.

No entanto, devo pedir-lhe...

... que peça desculpa aos nossos amigos. Da minha parte.

Desculpe. Eu só...

Não consigo criar nada. Tenho de sair... tenho de sair desta cidade.

Já não posso ficar mais tempo em Paris.

O Oscar parecia desesperado.

Ou vão matá-lo ou ele vai matá-los.

Céus!

Já não é seguro estarmos aqui.

Temos de partir. O mais depressa possível.

Não podes deixar Paris, Coco.

Seria uma admissão de culpa e não fizeste nada de errado.

Não podemos ficar em França.

Vem comigo. Traz a Gabrielle.

E para onde iríamos?

Para um lugar seguro para todos.

Olá.

Oscar.

Oscar, preciso que abra a porta.

Oscar, está aí? Perdemos a Chanel.

Oscar, sabes para onde ela vai?

Oscar, que diabo fizeste?

Oscar, vão prendê-lo agora, se não nos ajudar.

Oscar. Raios! Abra a porta.

Ouvimo-lo aí dentro.

Oscar! Não! Não o faça!

FRONTEIRA ENTRE FRANÇA E SUÍÇA

Tenho estado à sua espera, Christian.

Sente-se.

Disse que me tinha visto com uma criança, certo?

Sim.

Esta manhã, quando eu estava a sair de Paris...

... chegou uma mulher que pôs um bebé à porta da igreja.

Vi-o e começou a chorar.

Portanto, peguei no bebé e segurei-o nos meus braços.

Está tudo bem. Tudo bem.

És muito bonito.

Sim.

Como sabia que aquilo ia acontecer?

- Adeus. - Obrigada.

Como sabia que ia acontecer? Como é que sabia?

Não sei as coisas. Eu vejo-as.

Tenho tanto medo.

Estou tão assustado pela Catherine.

A toda a hora.

Pode ajudar-me?

Pergunte ao Universo aquilo que quer saber.

Ela está viva?

Abra o coração, Christian.

Ela é minha irmã.

O meu coração está aberto.

Não. Não está. O seu coração não está aberto.

O meu coração não está aberto? Sim, está.

O meu coração... o meu coração está aberto!

Catherine. Onde estás?

Onde estás?

Pergunte ao Universo aquilo que quer saber.

Catherine!

Catherine! Onde estás?

Estás viva?

Ela vai regressar.

Ela vai regressar.

Mas só se o Christian lhe mostrar o caminho.

Tem de seguir a sua inspiração. Tem de criar.

Tem de encontrar o seu coração.

Tem de encontrar a sua vida. É essa a sua salvação.

Nessa altura, talvez ela consiga vir e encontrá-lo.

É essa a sua salvação.

A exposição Théâtre de la Mode inaugurou no Louvre a 28 de março de 1945.

Atraiu mais de 100 mil visitantes.

Ao trabalharem juntos, os estilistas deram esperança a França...

OS ESTILISTAS FORAM...

Juntos, salvaram a moda francesa da extinção.

E os dois vestidos que receberam mais elogios

foram criados por...

Legendas: Cláudia Nobre Rip: imfreemozart

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.