All language subtitles for The.New.Look.S01E02.720p.WEB.x265-MiNX

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish Download
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

INSPIRADA EM EVENTOS VERÍDICOS

Então, entro e pergunto pelo Schellenberg?

Meu Deus!

Faço isso por ti.

Aconselho-te a evitares as conversas triviais.

- Sim, claro. - E fica de pé. Não te sentes.

- Entendido. - Ele pediu para te ver a sós.

O quê? Não podes ir comigo?

Vais ver o General Schellenberg apenas por uma razão: receber ordens.

Acho que vou vomitar.

Bem, não o faças.

Um instante.

Força.

Minha senhora.

Sr. Schellenberg.

Sente-se, por favor.

Sei que é muito ocupado. Não me quero impor.

Por favor.

Obrigada.

- Um cigarro? - Se puder.

Claro.

Obrigada.

É um enorme prazer

poder devolver a Coco Chanel a posse legítima da empresa dela.

Está feito?

Estará.

E eu ficarei agradecida.

Os Wertheimer aproveitaram-se de mim

desde o início da nossa parceria há mais de 20 anos.

Que mais esperava deles? São judeus.

Mas tenho outras questões para discutirmos.

O Spatz disse-me que a senhora conhece Sir Winston Churchill.

Disse?

- Conhece? - Sim, conheço.

- Há quanto tempo? - Há bastante tempo.

Quanto tempo?

Décadas, na verdade.

Jantámos muitas vezes juntos desde os anos 20.

- Fomos juntos de férias... - Então, é uma relação pessoal?

Sim. Sir Winston chegou até a chorar no meu colo.

Muito bom.

Muito bom.

Minha senhora...

... quero que comunique com Churchill de forma confidencial.

- Consegue contactá-lo, certo? - Eu não percebi...

Para ser muito franca, não sei.

Não sabe o quê?

Não sei...

Não lhe disse que já tomei medidas

para lhe devolver a posse legítima da sua empresa, Coco?

Não sabe? Ou não quer?

Não, claro que quero, mas eu... Não sei onde ele está.

Já tratámos disso.

Para a sua missão, claro.

- A minha missão? - Sim.

A Operação Modellhut.

O seu nome de código agora é Westminster.

Terá de viajar para Madrid para se encontrar com Churchill.

O Spatz tratará dos pormenores.

Irá entregar isto, pessoalmente, ao primeiro-ministro.

É uma oferta de paz a encorajar o Sr. Churchill

a aceitar a nossa proposta de pôr fim às hostilidades com a Alemanha.

Mas eu sou estilista.

Não se subestime, Coco.

Consegue fazer isto.

Em caso de sucesso...

... será mais lembrada por isto do que por qualquer vestido por si criado.

Este é o trabalho da sua vida.

Como correu?

Está na hora.

Venha comigo.

Estou a treinar

"A CASA" CENTRO DE DETENÇÃO NAZI

Na casa dos 20. Da Resistência francesa.

Pensam que ela tem informações valiosas.

Nome?

Catherine.

Ela disse algo?

Não.

Catherine.

O seu nome tem suavidade.

Talvez não me dê muito trabalho.

Pode ajudar-se, se falar comigo.

Se não falar comigo...

... vou magoá-la.

E não vou parar de magoá-la até me dizer tudo o que preciso de saber.

Catherine.

Não achas que já a mataram, pois não?

Não.

Quererão perceber o que ela sabe.

Mas a vossa gente vai ajudar.

A menos que a tenham levado para a Casa.

É o único lugar onde a Resistência não tem contactos.

A Casa?

Ninguém sai de lá com vida.

Que Deus nos ajude.

Há anos que não falo com o Churchill.

Nem sequer sei se ele se encontrará comigo. Eu...

Disseste isso ao Schellenberg?

Tentei. Ele pressionou-me.

Coco, ele anda muito nervoso.

Quer acabar com a guerra.

O que me fará o Schellenberg?

Tens de falar com Churchill.

Estou exausta.

Preciso de uma bebida. Preciso de dormir.

Leva-me para a cama.

Preciso de ti.

Christian, sente-se aqui.

Quer beber alguma coisa?

Não.

Só precisava de companhia.

O...

O homem da Resistência...

... ele disse-me que...

... a Catherine está na Rue de la Pompe.

Está a ser torturada.

A Casa. Já ouvi falar.

Já todos ouvimos.

Pobre Catherine...

É o único lugar onde não a podem ajudar.

Tenho estado a pensar em tudo aquilo que vos fiz passar,

durante estes quatro anos a criar para os nazis.

Foi um fardo para vocês.

Mas, Christian, a minha mulher tem uma velha amiga

que é sogra do chefe da polícia de Paris.

Talvez ele possa ajudar.

O que pode fazer a polícia francesa?

Ouvi dizer que muitos nazis estão a começar a sair de Paris.

Talvez o chefe da polícia saiba se é verdade

e o que será dos prisioneiros.

E subornos? O dinheiro poderá ajudar?

Talvez, mas eles pensam que isso fará com que ela pareça mais importante.

Poderia entrar em contacto?

Claro.

Obrigado, Lucien. Obrigado.

Preciso de um nome.

São apenas algumas letras do alfabeto que, juntas, compõem sons.

Um nome.

Dê-nos um nome e nós paramos!

São uns animais, aqueles que mandam na Rue de la Pompe.

A minha mulher fala em esperança, mas manda-me pessoas como o senhor.

E eu tento ser gentil,

mas as pessoas precisam de franqueza.

É só o que pedimos.

Eles vão torturar a sua irmã.

E mesmo que ela confesse tudo, o mais certo é matarem-na na mesma.

Onde é que ela vivia? Ela pode dizer-lhes.

Se disser, eu estarei lá e posso trocar de lugar com ela.

Pare de dizer disparates.

Trocar de lugar com ela? Acredite, mudaria logo de ideias.

Há alguma verdade no rumor de que os nazis podem deixar Paris em breve?

Sim,

mas podem levar para os campos os prisioneiros capazes de trabalhar.

- Lamento. Não posso ajudar. - Espere.

Os nazis vão mesmo deixar Paris?

Esperemos que sim.

Como transportam os prisioneiros?

De comboio.

É sempre de comboio.

Vou avisar o namorado da Catherine.

Vamos, Lucien.

Bem, pensei numa maneira, numa pessoa.

Alguém que pode fazer isto acontecer.

Quem?

A Elsa Lombardi.

Uma italiana?

Uma filha ilegítima da família real.

Lombardi é um nome britânico?

É o apelido do marido.

Ela casou com um capitão do exército de Mussolini.

Foi através dela que conheci o Duque de Westminster,

depois o Príncipe Eduardo, o Churchill, todos eles.

O Winston tem um fraquinho pela Elsa.

Entendo.

Se a levarmos a Madrid, é garantido que vou conseguir vê-lo.

Então, fala com ela.

Já não nos dávamos tão bem, mesmo antes da guerra.

E ela está em Roma, portanto...

Temos influência em Roma.

Resta saber se ela é de confiança.

Não interessa. É o meu único acesso ao Churchill.

Têm de ter uma desculpa credível, as duas.

Negócios.

Podemos abrir uma loja em Madrid.

Essa é boa.

Já estás a pensar como a Agente Westminster.

Não acho piada.

Não?

Falamos mais tarde.

Aonde vais?

Vou tratar dos preparativos da viagem para a tua amiga Elsa Lombardi.

Hervé, se levarem os prisioneiros, vão transportá-los de comboio.

Não é assim tão simples.

Estou a falar com o Hervé.

- Não podem pôr uma bomba na linha? - Há vários passos antes disso.

Todos queremos ajudar a Catherine.

Temos de saber que vias-férreas usarão

para chegar à Alemanha. - Não podemos adivinhar.

Não temos explosivos suficientes para falharmos.

Se detonarmos muito cedo, mudam de percurso.

- Christian. - O quê?

Sei que queres ser útil.

Conheces alguém que tenha contactos

ou acesso à Cruz Vermelha?

Têm usado as vias-férreas. Talvez estejam a par dos horários.

Vou perguntar.

Ou os suecos. Talvez o teu patrão conheça alguém.

Têm sido muito úteis a manter os prisioneiros políticos em França.

- Como a Catherine. - Certo. Vou perguntar.

Boa sorte.

Fico destroçado por ele.

Dê-me os nomes! Os nomes!

ROMA, ITÁLIA

Lamento incomodá-la, Sra. Lombardi.

Então, não me incomode.

Sim, mas estão aqui uns senhores para falar consigo.

Que senhores?

Agentes da Gestapo.

Insistem em falar consigo.

Eles podem esperar.

Não vão esperar.

Olá.

Elsa Lombardi?

Não, o Rei Jorge vestido de mulher.

Gostaríamos que viesse connosco.

Que convite tão agradável.

Vão à merda!

Desculpe. Não falo alemão. Pode repetir isso em ingl...

Temos ordens para levá-la a Paris.

Certo. Pois. Bem, não vou a lado nenhum.

- Se sabem quem é o meu marido... - Não importa.

Não. Não me toque. Então?

Por favor! Não! Larguem-me! Isto é escandaloso!

Não me façam isto!

Por favor, larguem-me!

Deixam-me calçar uns sapatos, pelo menos?

Sim. Ela é uma prisioneira política na Rue de la Pompe.

Mas são a Cruz Vermelha.

Se não forem vocês, então, quem...

Está aberta.

- Christian. - Pedir desculpa não me ajuda. Malditos!

Venha. Temos de ir. O cônsul-geral sueco aceitou encontrar-se connosco.

Fico-lhe eternamente grato.

Estou a cobrar todos os favores que posso.

Vesti a mulher e a filha para o casamento dela.

Eu conduzo.

Catherine.

Talvez a deixe assim para sempre.

Catherine.

Aguente-se.

Estão a arrumar para deixar Paris.

Se for forte e não lhes der nomes,

e se eles acharem que ainda é útil, vão levá-la daqui.

E é isso que quer.

Estão a matar os mais fracos.

A deixá-los para trás.

É francesa?

Agora, não sou nada.

Os meus compatriotas nunca me perdoarão.

Mas espero que Deus me perdoe se eu fizer este ato de bondade por si.

Sr. Dior.

O marido da minha sobrinha também esteve na Rue de la Pompe.

Lembro-me de vê-lo desesperado por intervir.

Temos de ser cautelosos na nossa abordagem.

Cometi erros com eles.

Tentei intervir.

E aqueles monstros,

por causa disso, arrancaram as unhas ao filho e queimaram-lhe os olhos.

Raoul, por favor.

Aquilo que procuramos é informação precisa

sobre o movimento dos comboios.

Está tudo a mudar tão depressa.

Agora, não tenho acesso a informações fidedignas.

Infelizmente, a Resistência tem enfurecido os nazis

com bombas nas vias-férreas.

Preciso de mais tempo para ajudar a sua irmã.

Saberei mais em breve e não vou desistir.

Tem a minha palavra.

Está aberta.

Elsa, querida. Como foi a viagem?

A minha viagem?

Eles entraram no meu apartamento e raptaram-me!

Deviam apenas pedir-te, gentilmente, que me viesses ver.

- Estás por trás disto. - Não! Podem sair.

Vem beber alguma coisa.

Era demasiado difícil ver-te naquele casamento horroroso.

Mesmo de longe.

O que faço aqui?

Como é que deste ordens àqueles soldados alemães?

Não é o que pensas.

Então, tu estás do lado dos nazis?

Não.

Explico-te a oportunidade.

Quem mais está aqui?

Ninguém. Só nós.

- Vem, querida. Bebe alguma coisa. - Porque os deixaste agarrarem-me assim?

Foi completamente assustador!

Sobrevivemos a uma guerra mundial. Vamos sobreviver a esta.

Tu vais. Nós, os restantes, não sei.

Isso é uísque verdadeiro?

É o teu preferido.

Como o arranjaste?

Há uma hipótese de mudares a tua vida.

É por isso que cá estás.

Tenho uma oportunidade para ti.

Para ambas, na verdade.

Podes dizer alguma coisa sincera, para variar?

Admito. Mudaste a minha vida.

Sim, mas não te mudei.

Queres sempre alguma coisa. O que é? O que queres de mim?

Bebe mais um copo.

Vamos juntas para Madrid.

Para.

Tenho a oportunidade de abrir uma loja em Madrid.

Quero dar-ta.

Não quero estar em Madrid.

E eu não quero estar em Paris.

Tem demasiadas más recordações e a maioria contigo.

Não confio em ti.

Só quero ir para casa. Agora, por favor.

Para casa em Itália.

Não tenho mais nenhuma.

Pensei que estavas a falar da tua casa verdadeira, na Grã-Bretanha.

Jamais me voltarão a receber.

Não agora que casei com um capitão do Mussolini.

Céus, odeio a minha vida com ele.

Não te preocupes. Encontramo-nos com o Churchill e resolvemos tudo.

Com o Winston?

O Winston está em Madrid?

Sim, estará. Amanhã.

- Céus. - Vai reunir-se com o FDR.

O Winston podia ajudar-me a voltar para Inglaterra.

Vamos juntas a Madrid.

Faço-te uma mala.

Como vamos lá chegar?

Já está tudo tratado, Elsa.

Permita-me.

- Olá. - Prazer em conhecê-la.

O carro está à espera.

O Spatz trabalha para mim.

Ele vai ajudar-nos a chegar a Madrid.

- Podemos beber algo? - Não temos tempo.

Spatz.

- Que nome é Spatz? - Elsa, deixa-o em paz.

- Vamos. - É difícil ignorá-lo.

A boa notícia

é que o cônsul sueco pede mais tempo. Vai tentar envolver a Cruz Vermelha.

Recebemos ordens de partida.

Não podem pôr uma bomba se não sabem por onde ela vai passar.

O meu superior pediu que explodíssemos a via-férrea a norte

pois é a rota de abastecimento dos alemães.

Por favor, para, Hervé. Não me estás a ouvir.

Estou a ouvir.

Só podemos colocar uma bomba se soubermos onde ela está.

Até lá, nada de bombas.

Não o façam. Não ponham bombas. Eles estão a ajudar-nos.

Com sorte, atingimos a mesma linha onde segue o comboio da Catherine.

Mas é improvável.

- Não te quero dar esperança. - Temos de ir.

Vamos. Fazemos o que podemos.

Desculpa, Christian.

Sigo ordens.

Quer um cigarro, Sr. Spatz?

Ignora-o.

Como posso ignorá-lo? Ele está aqui.

Cigarro?

Agora, não, obrigado.

Que educado. Um verdadeiro cavalheiro.

A minha mulher acusa-me sempre de ser demasiado educado.

Pode ter casado com a mulher errada.

Sra. Chanel, posso falar consigo por um instante?

Não. Fiquem aqui.

Vou ver onde se bebe um copo. Alguém quer beber algo?

- Não, obrigado. - Bebo o que beberes.

Mas duplo.

Peço desculpa. Sabe se o bar está aberto?

- Na carruagem seguinte. - Desculpe.

O outro plano para chegar a Churchill fracassou.

Que outro plano?

Nós éramos o plano de reserva do Schellenberg.

Ele tentou usar agentes duplos britânicos,

mas soube que eles falharam.

Como assim, "falharam"?

Hitler mandou matá-los.

Agora, Hitler sabe que alguém está a tentar negociar a paz nas costas dele.

Mandou a polícia dele estar atenta aos alemães que atravessem a fronteira.

Eu tenho de ter muito cuidado.

O Hitler?

- Não está a par da Modellhut? - Não.

- Céus! - Todos a bordo.

Temos de parar esta loucura e sair do comboio.

- Coco. Temos de ficar. - Chega desta loucura.

Não podemos sair do comboio. É demasiado tarde.

Já tratei de tudo para entrarmos em Espanha recorrendo a subornos.

Vou receber uma pasta com notas.

- Não consigo fazer isto. - Consegues.

Mantém a tua história.

Vais abrir uma loja em Madrid. São só negócios.

Bilhetes.

- Aonde vais? - Não demoro.

Tenho de tratar do nosso transporte

em Espanha. - Preparem os bilhetes.

Aconteça o que acontecer, tens de chegar a Madrid.

Devíamos tentar dormir.

Isso seria bom. Estou exausta.

Não vou conseguir dormir agora.

Tenta.

- Canta-me uma canção de embalar, Coco. - Não sejas pateta.

Lembras-te da canção que costumavas cantar?

Eu não canto.

Nos clubes, quando saíamos para dançar.

Sei que gostas de fingir que essa parte da tua vida não existiu,

mas foram dos nossos melhores anos.

Está bem. Canto eu.

Espera, há mais.

Não.

Ainda podemos destruir mais uma linha.

Primeiro, tratamos desta e vemos se fica bem posta.

Atenção ao centro.

Achas que vamos poder atacar o comboio da Catherine?

Vamos fazê-lo.

O que achas?

Podem levá-la na linha para Munique ou...

Talvez Berlim. Não sei.

A decisão é tua.

Céus!

- Procurem tudo. - O que é isto?

- Venham comigo. - O Spatz?

Estão a tirar pessoas do comboio e o Spatz sabe o que temos de fazer.

Onde está ele?

Céus!

Olha!

- Onde está ele? - Eles levaram-no.

Spatz.

O que se passa?

Mexa-se!

Céus!

Vamos ser presas.

Motivo da viagem?

Vamos abrir uma loja em Madrid.

Estão juntas?

Então, vão abrir uma loja?

- Sim, senhor. - Somos sócias.

Os seus documentos?

Os seus documentos.

Chega. Segue para o compartimento seguinte.

Eu trato delas.

Sra. Chanel?

Sim.

Prazer em conhecê-la.

E à senhora.

O Spatz queria que ficasse com isto.

Obrigada.

- Onde está ele? - A Gestapo está em alerta máximo.

Tive de ajudá-lo a sair do comboio.

O Spatz vai ter convosco do outro lado da fronteira.

Boa sorte.

Se tiver êxito, salvar-nos-á a todos.

O que estamos a fazer?

Estás a trabalhar com os nazis?

Não. Eles trabalham para mim. Para nós.

Para vermos o Churchill.

- O quê? - Sim.

Que diabo se passa? O que está nessa pasta?

Não sei. Vamos ver.

Olha!

O Spatz deve tê-lo arranjado.

Vê. Isto é teu.

O Spatz queria que tivesses isto, quando chegasses a Espanha.

Vamos usá-lo para te montar uma bela loja.

Ou para voltares para o Reino Unido. Tu escolhes.

- É muito dinheiro. - Sim.

E é todo meu?

Quando chegarmos ao Churchill, é teu.

- Depois, decides o que é melhor para ti. - Muito bem!

- Vamos para Munique. - Levo o teu saco.

- E agora? Ele não está aqui. - Vamos resolver.

FRONTEIRA DE ESPANHA

Não sei.

As coisas não se resolvem só porque a Coco Chanel diz que sim.

Às vezes, resolvem-se.

Desculpem.

Está bem?

Estou aqui. Tal como vocês as duas.

É a pasta do Kutschmann?

Agora, teremos de ir de carro.

- Vou buscar as vossas malas. - Sim.

Espera, é o meu dinheiro.

Não queres ser apanhada com o dinheiro.

- Mas onde é que o Spatz... - Ele sabe o que faz.

Disse ao seu pai?

Não, não posso. Primeiro, tenho de saber mais.

Sim, claro. É mesmo...

... um bom filho.

E um bom irmão.

Entrem, ele tem novidades.

A Resistência continuou a pôr bombas nas vias-férreas,

mas negociei um acordo.

Se chegarmos à fronteira da Alemanha antes do comboio,

os alemães entregarão a Catherine aos suecos.

Obrigado.

A troca acontecerá na estação de Bar-le-Duc.

Quanto tempo temos? Posso ir para lá?

Não sabemos.

Há alguma estimativa de quando chegará o comboio?

Não sei. Talvez tenham até de manhã.

Enviei agentes suecos e franceses.

Tenho de ir.

Sr. Lelong, pode conduzir?

Sim, teremos de conduzir toda a noite.

Já lá estive. É uma estação muito remota.

ESTAÇÃO BAR-LE-DUC A 128 KM DA FRONTEIRA DA ALEMANHA

Porque não vamos até à entrada?

Não sei se o meu disfarce ainda se mantém.

Não vou ficar no hotel.

Têm reservas separadas nestes nomes.

Por favor, limitem as vossas interações.

Porquê? Não vamos abrir uma loja juntas?

Isso é amanhã, depois do Winston.

Vão encontrar-se com ele às 9 horas, na embaixada.

Tenham cuidado, esta noite.

Dê-nos um instante, por favor.

Tem cuidado.

Como te encontro, depois?

Liga-me. Para este número.

É um apartamento aqui perto. Venho buscar-te.

Nessa altura, já terei uma forma de voltarmos a Paris.

Já acabaram de planear o vosso futuro?

- Boa sorte. - Boa sorte para nós todos.

O mais certo é a Coco fazer com que nos matem aos dois.

Ela é a menor das minhas preocupações.

Ela ou nos ama ou nos odeia.

De qualquer forma, seremos tramados.

Parece-me muito leve.

Por acaso, parece-me vazia.

Porque está.

- Eu explico. - Não há nada que possa dizer.

Sabia que não podia confiar em si.

Bem-vinda ao Ritz e a Madrid.

Acho que teremos sorte com a Catherine.

Quanto falta para a próxima linha?

Pelo menos, dez quilómetros.

Se Deus quiser, o comboio da Catherine vai passar por lá.

Há pouco, tive uma bela conversa com o Spatz.

Ele é muito alemão.

Não é suposto estarmos juntas.

Ele é nazi?

Ele não é realmente alemão, sabes?

É como tu, originário da Grã-Bretanha.

Acho que ele te está a mentir.

Ele disse que ficou com o meu dinheiro?

Não foi ele. O agente da fronteira roubou-o.

- Então, tu sabias. - Sim, é apenas dinheiro.

Dinheiro e mentiras.

O dinheiro não liga ao seu dono.

Arranjo-te mais.

Sabes, sempre adorei isso em ti.

Deve ser o teu verdadeiro talento.

- Acreditar na tua própria história. - Não armes uma cena. Não é seguro.

A lenda de Coco Chanel. A mulher que subiu a pulso.

A Chanel virtuosa, independente e com jeito para os negócios.

Essa é a minha preferida.

Se as pessoas soubessem a verdade...

O teu namorado é nazi.

E tu continuas a ser a órfã perdida que sempre foste.

Ou já não te lembras de que o teu pai te abandonou?

Quero ajudar-te a teres o que queres, a voltares para casa...

... e tratas-me assim?

Achas mesmo que terias tido tanto sucesso sem a minha ajuda?

Querida, nunca precisei da tua ajuda.

Então, porque roubaste o meu estilo e o meu talento e fingiste serem teus?

Se queres ter ilusões de que poderias ter alcançado tudo o que tenho,

estás à vontade.

Foi tudo tão fácil para ti que nunca percebeste que o verdadeiro talento

é transformar a tua vida em algo maior do que só a tua vida.

Eras uma decoração na minha parede.

Chamava-te musa porque é isso que faço.

Digo "musa" e "inspiração" para me motivar.

Conseguia fazer mais com esta toalha do que com o teu coração e a tua alma!

Bem...

... então, até amanhã.

Não devia ter dito aquilo. Desc... É o stresse da guerra.

Querida, eu sei. É horrível.

Estou ansiosa por voltar a ver o querido Winston.

Perdoa-me, por favor.

Já não me lembrava de como os teus ataques de fúria são reconfortantes.

Por favor.

Não, senti uma emoção inesperada.

Até amanhã, querida. Dorme bem.

Quanto tempo podemos demorar até Bar-le-Duc?

Estarão lá de manhã.

Elsa.

Raios, onde estás?

Onde estás?

Posso ajudá-la?

Preciso de ver o Embaixador Hoare.

Nome, por favor.

Coco Chanel.

- Sente-se. - É urgente.

Para si, talvez. Sente-se.

Volto depois.

Sra. Chanel.

Prazer em conhecê-la. Venha comigo.

Conheço-o?

Sou o Embaixador Hoare.

Ouvi falar muito de si.

Como posso ajudá-la?

Tenho uma mensagem para Sir Winston que ele tem de ler imediatamente.

Isso é impossível.

Tem de lhe dizer que estou aqui com a Elsa Lombardi.

Fá-lo-ia com prazer se o primeiro-ministro estivesse em Madrid.

Ele ainda não chegou?

Não, minha senhora.

Posso esperar. A que horas o esperam?

Ele adoeceu em Marrocos e já não vem.

E por telefone? Podemos ligar-lhe juntos?

Receio bem que isso não seja possível.

Por favor, diga-lhe que é urgente

e que estou aqui com a Elsa Lombardi.

Sim. O primeiro-ministro já sabe sobre a Elsa Lombardi.

E então?

A Sra. Lombardi veio falar comigo há cerca de meia hora.

Ela disse...

... que a senhora a raptou de Itália

e que a chantageou para que viesse a Madrid

ajudá-la a encontrar-se com o primeiro-ministro

e que deu ordens à Gestapo, no seu hotel, que foram obedecidas.

Não fiz tal coisa.

Que trabalha com os alemães para manipular o primeiro-ministro.

Ridículo.

E, além disso,

que trabalha nisto com um agente nazi

chamado Spatz.

Acredita no que diz a Elsa Lombardi?

Não acredito em ninguém.

Spatz.

Spatz.

Conhecemos muitos agentes alemães, mas nenhum com esse nome.

Bem, ela parece-me doida.

Sabe, ela é fascista.

Casada com um capitão do Mussolini.

Conhecemos as relações pessoais da Sra. Lombardi.

E nada do que ela disse é verdade.

Então, porque está em Madrid?

Por ela. Para me encontrar com Sir Winston

e ajudar a Sra. Lombardi a regressar à sua adorada Grã-Bretanha.

Bem, ela agora está connosco.

Tenho ordens para mantê-la sob custódia, aqui em Madrid.

Por mais infeliz que o casamento possa ser para ela,

acreditamos que ela possa ter informações sobre o movimento das tropas.

Duvido que ela saiba algo sobre isso.

Posso falar com ela?

Talvez possa acalmar a histeria dela e...

Isso não é permitido.

Tem de regressar imediatamente a Paris.

Sir Winston ordenou que a escoltássemos até à estação dos comboios.

E o que acontecerá com a Elsa?

Nada que lhe diga respeito.

Eu e o primeiro-ministro somos da opinião

que o Alto Comando alemão é composto por maníacos homicidas,

mas não tolos que enviassem...

Bem, alguém como a senhora fazer uma tarefa tão importante.

Concordo absolutamente.

Vamos levá-la em segurança para Paris.

ZONA RURAL DE FRANÇA A 15 KM DA ESTAÇÃO BAR-LE-DUC

- Conseguimos. - Parem.

Está aqui a nossa autorização.

Sr. Lelong. Eu...

Sr. Lelong.

Tudo certo. Podem passar.

Obrigado, Sr. Lelong.

É este o comboio! Com licença! Por favor!

ESTAÇÃO DE BAR-LE-DUC

Catherine!

Catherine!

Catherine!

Esperem, mas porque não para?

Catherine!

Catherine!

Catherine!

Porque não param?

- Recusam parar. - Catherine!

A Resistência tem posto bombas nas linhas.

Catherine! Não! Catherine!

Catherine!

Christian, lamento muito.

Não podíamos ter feito nada.

Legendas: Cláudia Nobre

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.