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Original subtitles

- Art Subs - 5 anos fazendo Arte para voc�!

O pr�ximo.

Obrigado.

NOVEMBRO

Por favor, fale o seu nome,

idade e data de nascimento.

Me chamo Keita Nonomiya, tenho seis anos.

Fa�o anivers�rio em 28 de julho.

Com quem Keita se parece mais,

com o pai ou com a m�e?

Se parece mais com a m�e, pelo temperamento calmo

e bondade para com os outros.

Ele tem algum defeito percept�vel?

Provavelmente seja o mesmo,

porque faz tudo com calma at� demais.

Nem parece se importar em perder.

Para mim, sendo pai dele, � um pouco decepcionante.

Keita, qual a sua esta��o do ano preferida?

O ver�o.

O que voc� fez no ver�o passado?

Fui acampar com meu pai

e tamb�m soltamos pipa.

E seu pai � bom com as pipas?

Ele � muito bom.

FUKUYAMA MASAHARU

ONO MACHIKO

MAKI YOKO

LILY FRANKY

Escrito e dirigido por HIROKAZU KORE-EDA

- Legenda - lletaif + guirifla + NoriegaRJ

- Revis�o - NoriegaRJ

PAIS E FILHOS

Ser� que deu certo?

Deve ter ido muito bem.

O est�dio n�o est� mais como conheci.

Fale baixo.

- Cheguei, mam�e! - Estudou muito?

Pais e m�es, terminamos por hoje.

Desejamos a todos um bom dia.

Obrigado.

Keita.

Nunca te levei para acampar de verdade.

Por que mentiu?

A professora me falou para dizer isso.

Est� "aprendendo muito" neste col�gio, hein!

Voc� tamb�m disse: "As panquecas que minha m�e me preparou".

- Voc� se divertiu? - Sim.

- Pintou bal�es? - Sim.

- Com um monstro bem bonito. - Um monstro bonito?

- Uau, que surpresa! - Fui pego com as m�os na massa.

Que raro ver voc� aqui em um s�bado.

Queria ter ido antes de voc� chegar.

- A maquete est� muito boa. - Obrigado.

Eu a chequei tr�s vezes.

� tudo seu.

N�o quero atrapalhar mais, estou indo.

N�o vou demorar muito. N�o quer beber alguma coisa?

Bem, marquei com minha esposa de irmos ao cinema.

Obrigado pelo seu comprometimento,

me sobra mais tempo para estar com a fam�lia.

- Conto com voc�. - Muito obrigado.

Aqui � a ala sul e aqui a norte, n�o �?

Sim, e o sol se p�e por aqui.

Coloque umas fam�lias pelo parque.

- Com cachorros? - Sim, dar� um ar mais cotidiano.

Gente...

O chefe est� convidando para comer algo, pois j� est� tarde.

Podem escolher entre pizza, arroz com carne...

Vejo com bons olhos ele estar em um col�gio particular.

Ryota acredita que vale o esfor�o para o futuro dele.

- O telefone fixo est� tocando. - Deve ser o papai.

Depois te falarei sobre a tia, tchau!

Al�!

� o papai. Ele vem para o jantar.

Pensei que s� voltaria mais tarde.

N�o tocou o piano?

Ele ainda n�o acabou de fazer os exerc�cios.

Ele precisa ter disciplina. Se perde um dia...

Vai demorar tr�s para recuperar, eu sei!

Vamos, Keita.

Est� na hora de estudar piano.

V� tocar!

J� comeu?

Seu banho est� pronto.

Comi s� um peda�o de pizza.

E por que n�o me avisou com uma mensagem?

N�o tem nada?

Vou preparar uma sopa de macarr�o.

Minura nos mandou macarr�o caseiro.

Parece bom, para come�ar...

N�o deixe a massa passar do ponto.

Pode deixar, terei cuidado.

Nada de ovos � noite. Aumenta o colesterol.

Um s� n�o vai fazer mal, n�o �, Keita?

De castigo!

Por que estou de castigo?

Vamos tentar outra vez.

Espero que Minura esteja indo bem com o novo trabalho.

Acredito que sim.

Ela gosta de viver no campo.

Ela n�o se importa.

Voc� sempre a criticou.

N�o tenho tempo a perder com fracassados.

�s vezes, eu tamb�m me sinto como uma fracassada.

Ele j� dormiu?

Estava cansado e estressado.

Fizemos o que pod�amos, agora depende dele.

Ele se esfor�a muito, quer parecer com voc�.

Voc� acha que ele amadureceu?

Voc� acredita nisso?

Parece que ele se afastou mais de Daichi.

Tomara que seja verdade.

Hoje em dia, a bondade � um defeito.

Na entrevista, voc� disse que era uma qualidade dele.

Deveria elogi�-lo mais.

J� chega de um de n�s mim�-lo demais.

Posso entrar?

Obrigado por tirar o dia livre.

Keita estava precisando.

Queria poder folgar pelo menos aos domingos.

Terei mais tempo depois que acabar o projeto.

Faz seis anos que voc� diz exatamente a mesma coisa.

� s�rio?

� sim.

Ah, quase me esqueci...

Recebi uma liga��o do Hospital Maebashi.

Que hospital � esse?

Foi onde Keita nasceu.

Sim, e da�?

N�o sei.

Disseram que querem falar conosco.

Qual o assunto?

S� v�o dizer quando formos.

Estou preocupada.

Espero que n�o seja nada ruim.

Beb�s trocados?

Isso s� acontecia na �poca do nosso nascimento.

Sim.

A maioria dos casos aconteceu no final dos anos sessenta.

Desde essa experi�ncia,

passamos a colocar uma etiqueta com os nomes

nos p�s dos rec�m-nascidos.

Ent�o, o que aconteceu?

Bem...

Como sabem que o menino realmente n�o � nosso filho?

Pelo exame de sangue feito para ele entrar na escola.

N�o coincide com o de voc�s.

- Nem com o meu coincide? - N�o.

Voc�s t�m certeza?

Ent�o, Keita...

n�o � nosso filho realmente?

Nasceram tr�s beb�s do mesmo sexo no hospital naquele dia.

Primeiro, faremos o teste de DNA.

E logo saberemos a verdade.

D�-lhe uma... d�-lhe duas...

FELICIDADES, KEITA d�-lhe tr�s...

Todos juntos:

Keita, parab�ns por passar no exame da escola!

- Muito bem. - Assopre.

- Assim que se faz! - Muito bem.

- A salada est� �tima. - S�rio?

Isso mesmo, coma!

Coma devagar!

Um camar�o frito.

Olha o camar�o!

Deixe eu ver.

- Ficou muito boa. - Muito boa mesmo.

Agora.

�timo!

Quer v�-la?

Aperte aqui.

Se apertar aqui, vai ver as outras.

- Sim. E para tirar outra? - Voc� aperta aqui...

As quatro juntas.

As quatro juntas.

As quatro juntas.

As quatro juntas.

Abra a boca.

Os resultados da prova n�mero 1, de Ryota Nonomiya...

os resultados da prova n�mero 2, de Midori Nonomiya...

e os resultados da n�mero 3, de Keita Nonomiya...

demonstram que n�o t�m parentesco de sangue.

Este � o resultado final.

Agora eu entendo.

Por isso que te perguntei

se esse hospital da prov�ncia era seguro.

Eu nasci nesse hospital.

- Eu e meus irm�os. - Isso s� n�o bastava.

Voc� estava muito ocupado, sem tempo para mim.

Me sentia muito sozinha.

Ao menos minha m�e podia ir me ver.

Por que n�o me dei conta?

Sou a m�e.

- Sim, � aqui. - Estamos atrasados.

Eu disse para encher o tanque.

Aqui est�o.

Nos desculpem, sentimos muito pelo atraso.

Minha mulher me fez trocar de roupa

na hora que �amos sair de casa.

Bom dia.

- O casal Saiki. - Bom dia.

Ainda n�o acredito. Foi uma grande surpresa.

Sou esposa dele, me chamo Yukari.

- Os senhores... - Nonomiya...

e minha esposa, Midori.

Este � Ryusei.

E este � o Keita.

Tiramos a foto no ver�o passado, em Sunpia.

N�o temos nenhuma foto mais n�tida?

Isto serve?

- Onde filmamos? - Em Karasugawa.

Sim, no Rio Karasu.

� nesse rio que se pescam os melhores salm�es.

Veja, veja.

Ryusei com seus irm�os. � o com a pistola de �gua.

Que dia ele nasceu?

Em 28 de julho.

� o mesmo dia.

Quase nos encontramos aqui ent�o.

Depois de dar a luz, fiquei muito doente.

Tive que ficar de cama por um bom tempo.

Ele nasceu em um dia muito ensolarado.

Nos lembrava um dia de sol em Okinawa.

Por isso o chamamos de Ryusei,

como o pictograma chin�s para "dia de sol".

Em casos como este,

quase todos os pais

optam pela troca dos filhos.

Para n�o dar nenhum problema no futuro,

devem decidir o quanto antes.

- Antes que termine a primavera. - Est� muito perto.

Estamos em abril, s�o menos de dois meses.

- N�o s�o animais de estima��o. - Mesmo que fossem.

Tem raz�o.

N�o se troca nem um animal de estima��o.

Al�m disso...

Fora esta solu��o t�o dr�stica,

voc�s n�o pensaram em alguma outra possibilidade?

Sim, claro, o advogado do hospital, o Sr. Orima,

est� estudando o caso.

Posso imaginar que, como pais, a situa��o � muito dif�cil.

No entanto, agora,

temos que considerar o futuro das crian�as...

Tudo bem se nos encontrarmos com ele?

Sim, tamb�m gostar�amos de conhecer o Keita.

Entraremos em contato.

- J� est� tarde. - Eu sei, sinto muito.

N�o importa.

Como foi? Como s�o e o que fazem?

- Ele tem uma loja. - Um comerciante?

Vamos entrando.

- M�e. - Sim.

Antes que eu esque�a. � para voc�.

Um presente da Confeitaria Tigre!

- Parece bolo de feij�o doce. - Isso mesmo.

Tamb�m n�o precisa exagerar, m�e.

N�o insulte esses doces, voc� pode "despertar" o tigre.

- Como est� o Keita? - Dormindo.

N�s jogamos muito videogame.

Amanh� vou sentir dor nos bra�os.

N�o estou querendo dizer nada...

mas quando Yamashita, nossa vizinha,

viu o Keita pela primeira vez, disse:

"N�o se parece com nenhum dos dois".

Isso foi...

Foi h� dois anos?

Acho que sim.

Ryota, seu marido...

� um verdadeiro privilegiado, se comparado � nossa fam�lia.

Tem gente que n�o viu esse casamento com bons olhos.

Pensando bem, muita gente.

� poss�vel que tanta energia negativa...

Chega!

...tenha a ver com a inveja que t�m de n�s.

Pobrezinha.

Esta � a �rea da sa�da Oeste da Esta��o Shinjuku.

� uma honra apresentar a Torre Espiral Shinjuku.

� uma trag�dia terr�vel.

Tenho certeza que isso n�o vai afetar o meu trabalho.

O que voc� pretende fazer?

Troc�-los?

N�o, ainda n�o chegamos a esse ponto.

Uma solu��o pode ser criar os dois.

- Os dois? - Sim.

N�o acha uma boa ideia?

O que houve?

N�o quer conhecer o nosso filho?

Claro que quero.

Mas, se continuar assim, vamos ignorar o hospital.

Vai dar tudo certo.

Confia em mim.

Por favor, nos desculpe.

Ele come�ou a se arrumar quando j� est�vamos saindo.

Oi, eu me chamo Ryusei Saiki.

Eu sou o Yamato.

E eu a Miyu.

Vamos, se apresente.

Oi, eu me chamo Keita Nonomiya.

Como voc� est�?

Obrigado pela paci�ncia, aqui est�o as bebidas.

E aqui tem o ticket da comida.

Vamos, Ryusei!

Pedi muita coisa.

S�o 6.030 ienes.

N�o, n�o.

- Deixe que eu pago. - N�o, de jeito nenhum.

- Me d� a nota, por favor. - Claro.

- Em nome do Hospital Maebashi. - Sim.

- E coloque isso tamb�m. - Sim, claro, obrigada.

Voc� n�o come, devora. Est� acabando com as batatas.

Terminei.

Vamos brincar?

Eu tamb�m quero brincar.

Vai l�, filho.

Miyu! Miyu! Leve o seu irm�o.

Ryusei, vigie eles.

As crian�as crescem r�pido.

Me pergunto o quanto poderemos ganhar com os danos

e preju�zos.

O dinheiro n�o tem import�ncia.

Precisamos descobrir uma forma de resolver isso.

Claro que tem.

Penso como voc�, mas...

Sim.

Eles podem demonstrar sua boa f� nos compensando economicamente.

Claro, as coisas s�o assim.

Voc� conhece algum bom advogado?

Sendo assim, permita-me resolver o assunto.

Um amigo tem um escrit�rio.

Pois bem, pe�a a opini�o dele.

- Papai! - Papai!

Vou ligar para ele.

Meu pesco�o est� doendo.

"Oh, my God!"

Ele n�o parece conosco.

Mas o seu, sim.

Uma amiga, que � muito franca, me acusou de ter tido um caso.

Achei muito cruel da parte dela.

Mas nunca imaginei que fosse isso.

- Tchau, tchau! - Tchau, Keita, at� logo.

O que � isso?

Um bilhete da m�e do Ryusei: "Conta comigo".

"Conta comigo"?

� bastante arrogante.

Voc� deve se preparar.

� poss�vel que tenhamos que process�-los.

Process�-los?

Desculpe, tive uma coletiva de imprensa imprevista.

-Sei que est� ocupado. -Estive investigando.

N�o me importa o dinheiro, quero saber como isso aconteceu.

O advogado do hospital � um ignorante.

Sabe de fal�ncias e alguma outra coisa.

N�o entende nada.

Agrade�o o seu interesse.

Se importa?

N�o quero que o caso v� parar nos tribunais.

Gostaria de ter a guarda dos meninos.

� uma decis�o surpreendente.

Quer ser o pai do outro menino?

Queria que ele morasse conosco, tem o meu sangue.

Seu sangue? Hoje em dia isso n�o importa.

N�o se trata disso, e sim de ser pai.

Muito menos isso. Voc� sempre teve problemas com o seu.

Deixa isso pra l�.

Olha isso.

Na Inglaterra,

se o Estado determina que os pais

s�o incapazes de cuidar dos filhos,

eles ficam sob a tutela de uma institui��o.

Sim, se s�o viciados em drogas

ou se a m�e se prostitui dentro de casa.

A m�e aumenta a voz por tudo e o pai n�o reage.

Duvido que algum juiz considere neglig�ncia paterna.

Eles t�m direitos.

Podemos lhes oferecer dinheiro em troca da ado��o legal.

Eles n�o aceitar�o.

Eu poderia sugerir isso em um momento oportuno.

Voc� n�o muda, sempre irredut�vel.

Como advogado,

te aconselho que se una a eles para processar o hospital.

JANEIRO

O que resolveram? J� � a nossa quarta reuni�o.

Talvez

seja uma boa ideia que comecem a dormir na outra casa.

Nessa idade as crian�as se adaptam com muita facilidade.

Podemos considerar esta possibilidade,

mas n�o tem nada a ver com a compensa��o.

Sim, claro.

Qual a sua opini�o,

Sr. Saiki?

Bem...

As reuni�es n�o foram ruins,

mas dever�amos resolver isto, n�o acha?

Voc� diz que devemos resolver. Existe um manual para isso?

� verdade, n�o sei se esta sugest�o me agrada.

Mas pode funcionar.

O que importa � que voc�s t�m o mesmo sangue.

Quando eles sentirem isso, tudo se encaixar�.

Tamb�m devemos pensar em Yamato e Miyu.

N�o quero me precipitar.

Exato, n�o h� necessidade de nos precipitarmos.

O que acha, Sr. Nonomiya?

Sugiro que fa�amos um teste em um outro fim de semana.

Nas noites de s�bado, por exemplo.

Os adultos est�o conversando, v� brincar.

Keita.

Voc� gosta de tocar piano?

N�o precisa tocar, se n�o quiser.

Mas o papai diz que toco muito bem.

Tem raz�o, e o concerto est� a�. Vamos continuar, ent�o?

Vamos!

Sou um in�til.

Ganhei!

Keita come macarr�o sob�, sim.

Ainda n�o deixo ele comer peixe cru.

Escuta, Keita.

Amanh� sairemos �s dez da manh�.

Porque...

Voc� � o branco.

Porque amanh� voc� ficar�

na casa do Ryusei.

- Tudo bem? - Sim.

Voc� vai ver,

� uma esp�cie de miss�o para que voc� fique mais forte.

- Sabe o que � uma miss�o? - Sim.

- Sabe mesmo? - Sim.

� parte de uma estrat�gia

para que voc� cres�a e fique mais forte.

Minha nossa...

Isso � realmente pat�tico.

- Bom dia. - Oi.

Oi.

Por favor, cuidem bem dele.

Ryusei, entre atr�s, por favor.

"Oh, my God"!

Chuji.

Escuta...

Sabia que o Homem-Aranha

� uma aranha de verdade?

- Cara, est� muito frio. - Como vai, tudo bem?

Tudo bem.

Vou trocar a l�mpada do banheiro.

Para o banheiro? Uma de sessenta watts serve.

Feche a porta, est� frio.

Quer uma l�mpada de LED?

Assim voc� corta o meu barato com tanta luz.

Leve uma de quarenta watts.

190 ienes.

Vai fazer alguma coisa no pr�ximo s�bado?

- �s seis da manh�. - Voc� ainda joga beisebol?

- N�o est� velho para isso? - Vamos te deixar lan�ar.

N�o aguento mais fazer isso, meu ombro est� velho.

- � um anci�o. - E voc� � um garoto!

- Vamos ver. - Conto contigo, obrigado.

Croquetes?

Sim, croquetes.

Tr�s,

quatro,

cinco,

seis,

sete,

oito,

nove,

dez!

Onze.

- Doze... - Esse n�mero � legal.

Treze.

Quatorze.

Quinze.

Aqui est� a comida.

Chegou a hora de comer.

Estou com fome.

Est� bom, muito bom.

Coma logo sen�o vai acabar.

Est� quente, muito bom.

- E para o papai? - S� um ovo.

Deixa ele comer mais ovos com sukiyaki.

- Coma. - Est� bom?

Est� muito quente, n�o d� para comer.

Vou diminuir o fogo.

Est� gostoso.

- Est� bom? - Sim.

Ryusei.

Quer que eu te ensine como se usam os pauzinhos?

Assim?

Olhe.

Espere, veja como eu fa�o.

Movimente-o...

assim.

Vamos, tente.

Keita, filho.

Coloque isto no altar, por favor?

Ali.

Vamos l�!

J� est� na hora?

Posso tocar o sino?

- Claro. - Bom dia.

- Bom dia. - Bom dia.

- J� tinha feito isso antes? - Na casa da minha av�.

- Da sua av�? - Sim.

- Bem, oi para todos. - Oi.

- Bom dia. - Bom dia.

V�, este � o Keita.

Por favor, cumprimente ele.

N�o se aproximem, isto queima.

Sai fuma�a.

Acho que j� funciona.

As pilhas para o carro.

Legal!

- Qual? - Aquela.

- Aquela � a "Skytree". - Isso a�.

"Oh, my God"!

Que horas s�o?

- S�o quinze para as tr�s. - Obrigado.

- Quer ir para casa? - O qu�?

- Quer ir? - Sim, vamos para casa.

J� voltei!

Bem-vindo de volta!

Voc� se comportou?

Fizemos ela vir de muito longe.

N�o se preocupe, eu nasci nesta cidade.

- E Ryota? - Tinha uma reuni�o importante.

Ele trabalha muito.

Quem me dera se meu marido fosse assim.

"Deixe para amanh� o que poderia fazer hoje",

� o meu lema.

Continue assim e ter� morrido antes de fazer alguma coisa.

N�o tente me assustar, ainda me faltam alguns anos.

O que � isso?

Nada, um incidente no parque.

Corri muito e ca�.

Sangrou um pouco, mas logo estancou.

Sangrou?

Doeu?

Quer dizer que voc�s tomaram banho juntos?

A banheira � pequena.

� metade da nossa.

E como � a m�e do Ryusei?

No come�o eu estava assustado, mas ela � legal.

Muito bem.

Keita.

O que acha da gente fugir?

Para onde?

- Para muito longe. - Onde fica "muito longe"?

Algum lugar onde ningu�m nos conhe�a.

E o que o papai iria fazer?

O papai...

O papai est� muito ocupado com o trabalho.

Espere, Ryusei!

Yamato!

Espere, Yamato!

Peguei voc�s.

Voc� est� com o cabelo encharcado.

Espere, venha c�.

- Fique parado, vou te secar. - J� est� seco.

Claro que n�o est� seco.

- Est� seco! - Atr�s est� muito molhado.

- Vire. - Na minha cara, n�o.

Venha.

Hoje dormiremos todos juntos.

Ele se machuca,

mas sequer se incomodam em pedir desculpas.

Por isso que devia vir junto.

N�o adianta reclamar comigo.

Vamos colocar um curativo?

Na casa do Ryusei,

chamam de band-aid.

�?

Pronto.

Vai dar boa noite ao papai.

- Boa noite, papai. - Durma bem.

Como foi o almo�o?

Um sucesso. Kaoru se encontrou com um namorado da universidade.

O diretor se decepcionou muito.

Disseram algo sobre mim, fizeram algum coment�rio?

Perguntaram por que, como m�e, n�o percebi?

N�o, nada.

No fundo, voc� se pergunta.

- N�o me pergunto. - Mentira.

Acha que � tudo culpa minha.

Quando vou passar a noite na casa do Ryusei outra vez?

No s�bado que vem.

Vou poder levar isto?

Claro.

� fant�stico.

Ele consegue consertar qualquer coisa.

Que maravilha!

Certo...

Pediremos a ele que conserte o aquecedor.

M�e, n�o quer ficar?

ABRIL

Tenho aula de tric�, preciso ir.

Al�m do mais, parece que estou em um hotel,

prefiro ir para casa.

Durante a guerra,

muitas crian�as foram separadas de seus pais ou se perderam,

e foram adotadas por outras pessoas.

Na verdade, o importante � quem te cria.

Ainda n�o decidi cri�-lo.

Mas, ent�o, para que tudo isto?

Para que faz�-los ir e vir?

N�s conversaremos...

e veremos qual decis�o tomar.

Me desculpe.

Uma senhora de idade como eu n�o deve se meter.

Pelo contr�rio, sua opini�o � importante.

Te agrade�o.

J� estamos prontos.

Vestido assim,

est� mais bonito do que um pr�ncipe.

Al�, bom dia!

- J� estou aqui. - Sim.

O Sr. Saiki.

Bom dia.

O hospital pagou a minha viagem de trem-bala.

Entre, por favor.

- Para voc�. - Muito obrigado.

Voc�s moram aqui!

Bem que Ryusei disse que parecia um hotel.

Keita, oi!

Voc� est� muito bonito.

Deve ser o pr�ncipe de algum pa�s distante.

� um prazer conhec�-lo, eu sou a av�.

Sim, � a av� do Keita, muito prazer.

Mas a senhora � muito jovem.

N�o adianta fazer elogios.

N�o precisa, basta olh�-la.

- Posso? - N�o se preocupe.

Keita, o que voc� pegou?

- Deixa eu ver. - Uma p�tala linda.

- Deixa eu film�-lo. - N�o precisa.

Olha, estou me filmando, est� vendo?

Mao Tsuyuki.

- Mao Tsuyuki, responda. - Aqui.

Keita Nonomiya.

Aqui!

N�o consigo entender.

Quando vi o rostinho de Keita, eu o chamei de Ryusei.

Mas agora olho para ele, e tem rosto de Keita,

n�o �?

Sr. Nonomiya.

Ryota!

Ryota!

Sua vez.

Sua vez!

Que dor, que dor!

N�o aguento mais, chega.

Acabaram comigo.

Devia ter tido eles antes dos quarenta.

Estou velho demais.

Ryota, voc� � mais novo que eu.

Deveria ter mais tempo para ficar com seu filho.

Bem, neste mundo existem muitos tipos de fam�lias.

Voc�s n�o tomam banho juntos?

Em casa, nossa ideia � que ele seja independente.

Se essa � sua ideia, eu respeito.

Mas acredite em mim, vale a pena dedicar tempo a eles.

Vamos ser sinceros, nos �ltimos seis meses

passei muito mais tempo com ele do que voc�.

Existem coisas mais importantes do que o tempo.

N�o se engane, para as crian�as, tempo � tudo.

Tem coisas no meu trabalho que s� eu posso fazer.

Mas ningu�m pode te substituir em seu papel de pai.

Ryusei!

J� vamos.

� incr�vel, parecem irm�os.

Um lombo ao curry para viagem, por favor.

Aguarde, por favor.

Meu sogro est� em casa, deve estar com fome.

Aos poucos, est� voltando � inf�ncia.

� como se tiv�ssemos quatro filhos.

Cinco, eu diria.

N�o aguento cuidar de todos.

Est� falando de mim?

Talvez possamos cuidar dos dois.

Dos dois?

Do Keita e do Ryusei.

Espere...

Est� falando s�rio?

Sim.

N�o acha poss�vel?

N�o posso acreditar.

Agora voc� est� nos insultando.

- Se pensarmos no futuro deles... - Os nossos n�o t�m futuro?

Posso oferecer muito dinheiro.

Tem muitas coisas que n�o se compram com dinheiro.

Est� tentando comprar uma crian�a, � isso?

Voc� n�o disse que queria dinheiro?

Desculpem-no, est� cansado, n�o sabe o que diz.

Os meninos est�o nos olhando.

O lombo ao curry est� pronto.

Voc� nunca perdeu um jogo, n�o �?

N�o entende como os outros se sentem.

Como vai consertar isto?

Foi de supet�o, do nada.

Ainda n�o acredito. Eles se aborreceram, claro.

Fica quieta, por favor, deixa eu pensar.

Agora que est�vamos nos dando bem.

Por que tenho que aturar um comerciante me aconselhando?

N�o comece outra vez.

J� voltou!

- Caf� com leite para a mam�e. - Obrigada.

Caf� puro para o papai.

Obrigado.

- O troco, mam�e. - Muito obrigada.

A� vai!

Passou para ele!

� assim que se faz!

Foi fora, Keita, tem que colocar dentro da quadra.

N�o � ponto, toma cuidado para n�o sair da quadra.

Lembram-se da enfermeira Miyazaki?

N�o.

- Talvez quando a veja... - O que ela vai dizer?

Suponho que o hospital tentar� passar

que as condi��es de trabalho dos funcion�rios eram adequadas.

Ela foi passar roupa quando est�vamos saindo...

Por favor, n�o � hora para bobagens.

Pe�o desculpas pelo que aconteceu no outro dia.

Sim, claro.

N�o, tamb�m foi nossa culpa.

Juro dizer a verdade, somente a verdade,

nada mais al�m da verdade.

- Yukari Saiki. - Midori Nonomiya.

Shoko Miyazaki.

Supondo que o hospital tivesse cometido um erro,

n�o deveria ter notado?

Voc� � a m�e do beb�.

Em condi��es normais, provavelmente.

Mas tive uma hemorragia p�s-parto.

Estive pouco consciente durante v�rios dias.

Voc�s acham que poder�o trocar os meninos sem dificuldades?

N�o sei.

Ainda que decid�ssemos troc�-los,

nada garante que ir�o se adaptar.

A dor que esse erro causou � nossa fam�lia

n�o se apagar� facilmente.

� um sofrimento que continuar� por muitos anos.

Diga-me qual era o seu hor�rio de expediente na �poca.

Tinha que ficar no turno noturno por v�rios dias seguidos?

N�o.

Comparando a outros hospitais, os turnos eram muito bons.

Assim sendo, por que acredita que aconteceu este acidente?

N�o foi um acidente.

N�o foi um acidente?

A que se refere?

Os Nonomiya pareciam estar muito felizes com seu filho.

Eu fiz de prop�sito.

Era dif�cil criar os filhos do meu marido.

Descontei minha frustra��o nos beb�s dos outros.

Os Nonomiya tinham o quarto mais caro de todos.

Ela me disse que o marido estava em uma grande empresa.

Sua fam�lia vinha v�-la sempre.

E eu,

n�o tinha nada.

Pode tentar descrever como voc� se sentiu?

Sinceramente, gostei de pensar

que n�o era a �nica com problemas.

Certo,

vamos ver.

O que a levou a confessar isso agora?

Agora, os filhos do meu marido gostam de mim.

Por isso, acho que o que fiz foi realmente monstruoso.

Quero que me condenem por isso.

Pe�o perd�o a voc�s, de cora��o.

Sinto muito.

Ela n�o podia atenuar suas frustra��es atrav�s de n�s.

Ela sabia que o marido tinha filhos quando se casaram.

Parecia aliviada.

Para ela � como roubar uma loja.

Parece que n�o entende as consequ�ncias de seus atos.

Agora ela diz que � feliz.

Como algu�m pode ser t�o ego�sta?

Acho que o hospital

vai ter que pagar mais por danos morais.

- � �bvio. - Claro, muito mais.

Por favor,

n�o esque�a de perguntar ao Sr. Suzumoto.

Claro.

- Ela ser� presa, n�o �? - Sim.

Claro que ser� presa.

Uns cinco ou seis anos. N�o acho suficiente.

Infelizmente, o crime prescreveu.

Prescreveu?

Sim, o Suzumoto me disse.

Poder�amos denunci�-la por sequestro de menores,

mas o crime prescreve depois de cinco anos.

Pede-se desculpa e ponto final?

- � rid�culo! - Por favor, fale baixo.

N�o podemos permitir que seja t�o f�cil para ela.

Vamos continuar sofrendo sempre

e n�o acontecer� nada com essa mulher?

Ela sabia que o crime havia prescrito, por isso confessou.

Estou certa disso.

Nunca irei perdo�-la.

Nunca.

Jamais.

JUNHO

Vejamos o que voc� est� fazendo.

Olhem o caule de flor que a Megumi est� fazendo.

Est� fazendo direitinho.

Ele estava tomando rem�dio para a press�o.

� o segundo?

Terceiro.

Ainda bem que a Sra. Nobuko estava l�.

� verdade.

Quando a vir, tente cham�-la de "m�e", tudo bem?

�?

E eu n�o chamo?

Veja s�, papai est� t�o fr�gil que pediu a visita dos filhos.

Melhor assim, que esteja um pouco fragilizado.

Quando ver as rosas, ele vai chorar.

- O troco. - Obrigada.

- Obrigado por nos ligar. - Obrigada por vir.

� o �nico restaurante do bairro.

J� est� totalmente recuperado da sua doen�a?

Se n�o fosse assim, n�o estariam aqui me visitando.

J� te disse que n�o posso dar mais dinheiro.

N�o preciso de dinheiro.

Trabalho como zelador em um pr�dio do bairro Minowa.

E ela...

trabalha meio expediente.

- Pare de fazer apostas. - Fique quieto, Ryota.

Voc� gosta das ovas de salm�o, coma bastante.

Adoraria poder comer.

Tenho que ter cuidado com o �cido �rico.

Farei uma exce��o.

Por que as ovas s�o t�o gostosas?

E as corridas de cavalos?

Pela sua cara, deve ter perdido bastante.

Apostou errado outra vez, m�e.

Por que faz quest�o de sofrer?

Voc� escolheu o cavalo errado.

Apostar n�o � comigo, voc� sabe.

Parece que nisso me pare�o contigo.

Bem... assim � a vida de casada.

N�o se mate por ele.

Voc� trabalha mais que uma enfermeira.

Se eu sou sua enfermeira, deve me pagar mil ienes a hora.

At� parece.

Isso � mais do que eu ganho.

Faz tr�s anos que estuda piano,

mas sempre toca a mesma coisa, "Terna flor".

N�o se pode nem cochilar.

Sil�ncio, v�o te escutar.

Isso, quero que me escutem.

Ent�o, j� o conhecem?

Me refiro ao seu filho, o biol�gico.

- Sim, j� o conhecemos. - E se parece contigo?

Claro que sim.

Isto � o significado de fam�lia.

Seus filhos se parecem contigo embora n�o vivam juntos.

N�o comece, pai.

N�o �?

Escute... � uma quest�o de sangue.

� como acontece com os cavalos.

Esse menino vai se parecer cada vez mais contigo.

Enquanto o Keita

se parecer� cada vez mais com seu pai de sangue, acredite.

Destroque os meninos logo

e n�o volte mais a ver aquela fam�lia.

N�o � t�o simples assim.

Cuidado, est� escorregadio.

Eu sei que est�, deixe de ser chato.

Voc� � minha esposa?

S� estou tentanto ser gentil.

Continue assim e vai ficar sem amigos.

Faz tempo que n�o tem amigos.

Ao contr�rio do que disse seu pai,

o que vale � a conviv�ncia, o sangue � o de menos.

Voc� gosta da outra pessoa e acaba sendo como ela.

� o que acontece com os casais.

E provavelmente, acontece o mesmo com as crian�as.

No meu caso,

foi o que senti dentro de mim

durante os anos que criei voc�s.

- Voltem logo. - Est� bem.

Diga a Manami que logo irei ver suas lindas colchas.

Sim, por favor, venha.

Tchau.

E da pr�xima vez,

esque�a as flores e traga algo de beber.

- Que bom que seu pai est� bem. - Ele me enganou.

Tive que pedir uma folga no trabalho.

Ele disse algo sobre o Keita?

N�o, nada importante.

Keita, o papai est� em casa.

- Bem-vindo � casa. - Muito obrigado.

Para o Dia dos Pais. Ele fez no col�gio.

Keita...

Muito obrigado.

A segunda � para o pai do Ryusei.

Quero agradecer a ele por consertar o rob�.

Eu entendo.

Voc� � muito bom e generoso.

Por que n�o continuamos assim?

Como se nada tivesse acontecido.

A cada dia,

Keita se parecer� mais com voc�s.

E Ryusei...

se parecer� mais conosco.

Voc�...

pode am�-lo como antes...

sabendo que n�o tem seu sangue?

N�o tem nada a ver.

Voc� s� se preocupa...

que seu filho se pare�a contigo...

porque n�o sente um la�o verdadeiro com ele.

Quanto mais adiarmos,

mais dif�cil ser�.

Para n�s.

Para os meninos.

Keita, tome conta deles.

Preciso ir.

- Tchau. - Tchau!

A comida j� est� pronta.

Quatrocentos ienes, por favor.

Keita, outro peda�o de frango frito para voc�.

- Cuidado no caminho para casa. - Tchau.

Quando chegar o ver�o,

plantaremos umas flores no jardim.

Vamos tomar banho de piscina

e comer muita melancia.

- Voc� tamb�m, Keita. - Sim.

Que bonitinho!

Cheguei.

Ele j� chegou.

Sim, voc� ajudou bastante, obrigada.

Conversamos depois.

Bem-vindo.

Onde est� Ryusei?

Tomando banho.

N�o vi a hora passar.

Sinto muito por voc� ter que cuidar dele sozinha.

Mas amanh� terei o dia livre.

Tudo bem, sempre foi assim.

N�o tem problema.

Estava falando com quem?

Com a Yukari.

Ela disse que o Yudai quer abrir uma loja de artigos de surfe

quando fizer cinquenta anos.

O melhor � que ele n�o entende nada de surf.

Voc� n�o deveria manter contato com ela.

Como m�es, precisamos dividir muitas coisas.

Mas voc� n�o entende.

Ela toca muito bem.

Sem d�vida.

Keita, eu n�o te entendo.

Se te falta motiva��o para tocar bem,

� melhor largar isso.

N�o � todo mundo que tem a sua capacidade de trabalhar.

Agora, trabalhar � um defeito?

Nem todos podem trabalhar tanto, por mais que queiram.

Acho que Keita se parece comigo.

Ele dormiu?

Fiz o que voc� me pediu.

No entanto, quer que Keita v� embora.

Voc� disse que ia resolver.

Mentiroso.

N�o pensei que acabaria assim.

Voc� j� tinha decidido desde o in�cio.

Tanto faz ter vivido seis anos com Keita.

- O sangue � mais importante. - Voc� est� errada, n�o � assim.

� mesmo?

O que voc� disse quando soube que Keita n�o era nosso?

N�o se lembra mais?

Sim, me lembro.

"Como voc� n�o percebeu...?"

Me desculpe.

- N�o � sua culpa. - N�o!

N�o foi isso.

Vou te lembrar o que voc� falou.

"Agora eu entendo".

"Agora faz sentido".

E qual o sentido agora?

Nunca...

p�de aceitar que Keita n�o seja como voc�.

Nunca esquecerei...

isso que voc� disse.

Preparado?

Est� indo muito bem.

Demais!

Preparado? Vamos.

Deixa eu tirar?

A�.

Quer de presente,

a c�mera?

Por qu�?

N�o a quer?

Isso, n�o a quero.

Entendo.

Ou�a, Keita...

Quando for para casa deles

ser� melhor que chame de papai e mam�e ao tio e � tia.

Mesmo que �s vezes se sinta s�,

n�o poder� nos ligar.

Me prometa.

� uma miss�o?

Sim, � uma miss�o.

E quando acaba?

Ainda n�o sei bem...

Keita...

Agora n�o vai entender o porqu� desta miss�o.

Mas tenho certeza de que daqui a 10 anos voc� entender�.

Na casa de Ryusei

tamb�m tocarei piano?

Como voc� quiser.

Se quiser continuar tocando, falarei com eles e ajeitaremos.

Vai ser dif�cil soltar pipas aqui hoje.

� a �poca da desova dos peixes ayu.

Estenderam cabos para proteg�-los dos p�ssaros.

Vamos.

J� chega!

Ryusei!

Quando �ramos pequenos...

Bem...

Na verdade, sou um pouco mais velho que voc�.

Mas meu pai

me fazia pipas com paus de bambu e papel branco muito fino.

Recortava tiras de papel do jornal para fazer os enfeites da pipa.

Agora as pipas voam sem nada.

Com os enfeites custava muito mais faz�-las voar.

Meu pai

n�o era do tipo que soltava pipas com os filhos.

Claro.

Mas nada te obriga a ser como seu pai foi.

Por favor, solte pipas com Ryusei.

Est� bem.

Passou um trem.

Sim, passou.

N�o parece, mas ele tem medo de muitas coisas.

Demorou a ter coragem de ir ao banheiro sozinho de noite.

Sempre tinha que acompanh�-lo.

Mas quando Yamato nasceu, deu uma de irm�o mais velho.

Me prometeu que quando Yamato n�o usasse mais fraldas,

ele o acompanharia ao banheiro de noite.

Keita...

me disse muitas vezes que queria um irm�o.

Mas...

n�o posso ter mais filhos.

Por isso...

creio que ser� feliz

com um irm�o

e uma irm�,

mesmo sendo desse jeito.

Keita.

Quando for para sua casa,

n�o deve se preocupar com nada.

A mam�e e o papai de Ryusei

tamb�m te amam muito.

Mais que voc�, papai?

Mais que eu.

Voc�s dois!

Vamos fazer uma foto todos juntos?

- Sim. - Vamos.

Preparados?

Vamos, quietinhos.

- Sorria. - O qu�?

Vamos todos sorrir.

Aten��o, se preparem!

Um,

dois

e tr�s.

- Por que est� rindo? - Por que estou rindo?

- N�o vejo a gra�a. - Eu tamb�m n�o.

N�o devo morder os canudos.

Vou � aula de ingl�s todo dia e estudo muito.

Me sento quando vou ao vaso.

Tomo banho sozinho, sem fazer barulho.

S� vejo televis�o

ou jogo no computador meia hora por dia.

Devo chamar voc�s de mam�e e papai.

Por qu�?

Voc� n�o � meu papai.

A partir de agora, serei seu papai.

Por qu�?

Isso n�o importa.

Por qu�?

Bem...

eles...

Vou te explicar.

Seu papai e sua mam�e

vivem l�.

Como sempre.

Mas agora

voc� pode nos chamar de

papai e mam�e. Est� bem?

Por qu�?

N�o importa.

Tem que me explicar porque n�o importa.

- Algum dia voc� entender�. - Por qu�?

Isso n�o importa.

N�o importa?

Por qu�?

- Eu mesmo me pergunto isso. - Por qu�?

V� escovar os dentes.

Tome.

Assim est� melhor.

Vamos ver.

O que houve?

Voc� est� quebrado?

Sim.

Vamos ver se conseguimos consert�-lo.

Aqui?

� aqui, aqui, aqui?

J� est� consertado?

AGOSTO

O Departamento de Engenharia de Utsunomiya?

Sim.

Por que est� me mandando? Nohara pode se ocupar disso.

Bem...

A data do julgamento est� perto, falta pouco.

Desculpe, senhor,

mas eu sou o recorrente.

Sim, eu sei disso.

Voc� ver�,

sempre pisou no acelerador.

Em algum momento se deve frear.

Mas voc� est� onde est� porque n�o freou.

N�o era a mesma coisa, os tempos mudam.

Tente passar mais tempo com sua fam�lia.

As caixas de macarr�o Ramen s�o azuis e vermelhas.

- E de qual voc� gosta mais? - Da vermelha.

A vermelha leva molho de soja.

- N�o �? - N�o sei.

Al�?

Papai ainda n�o chegou. N�o contaremos a ningu�m.

Por que desenhou isto?

Voc� fez a mam�e chorar.

Pediu perd�o a ela?

N�o?

Muito bem.

V� para a cama.

N�o vai me dar boa noite?

Boa noite.

Papai e Mam�e

Est� fazendo barulho.

Pare com isso.

J� disse, chega!

N�o adianta.

Isto n�o funciona, est� quebrado.

Diga � sua m�e para comprar outro.

Quando voltar para casa, papai consertar�.

Ryusei.

Voc� n�o voltar� nunca para aquela casa.

De agora em diante, viver� aqui.

Eu sou o seu verdadeiro papai.

Deixa eu ver de novo.

Acabo de te dizer que ganhou, mas n�o parece muito feliz.

Eu n�o ganhei nem perdi.

Bem, em muitos julgamentos n�o fica muito claro

quem ganha e quem perde.

N�o, n�o me refiro a isso.

Mas nem parece voc�.

Assim vou ficar impressionado.

N�o fa�o isso para te impressionar.

Mas se preocupa com a opini�o dos outros?

Realmente, voc� mudou muito.

Quase me esqueci.

Isto.

A enfermeira que me entregou.

Al�m do valor que o hospital te pagou.

Isto � o m�ximo que ela pode te dar em boa f�.

Boa tarde.

Boa tarde.

Olha...

venho devolver...

sua boa f�.

Eu sinto muito.

O que voc� fez

destruiu a minha fam�lia.

Teru.

N�o tem nada a ver contigo.

Tem a ver comigo sim.

Ela � minha m�e.

Al�? Casa dos Nonomiya.

� o Ryota.

Ryota, como vai? Obrigada por ter vindo no outro dia.

Ou�a.

Chamo o seu pai?

N�o.

Liguei para me desculpar.

N�o, Ryota, n�o fique s�rio � essa altura.

Pelo que houve.

N�o quero voltar ao que houve, s�o �guas passadas.

Quero falar de bobagens contigo, n�o importa.

Qual famosa usa peruca e qual outra fez pl�stica?

Est� bem.

Seu pai me chamou, acabou o saqu�.

Muito bem.

Entendo.

Usamos muito menos �gua no Projeto Telhado Verde,

agora que canalizamos a �gua da chuva.

Se somarmos toda a �gua gasta

para regar as plantas e encher as valas,

n�o passa dos 42,6 metros c�bicos.

Tamb�m comecei

sendo arquiteto, como voc�.

Este bosque foi criado pelo homem

para pesquisa.

E isto...?

Nasceu aqui?

Sim.

Os insetos se reproduzem aqui com facilidade.

Mas s�o nescess�rios 15 anos desde o momento

em que uma cigarra p�e ovos

para se converterem em larvas e sairem do casulo.

Tanto tempo?

Voc� acha muito?

Al�!

Saiki, sou eu, Nonomiya.

Desculpe por ter demorado.

Ent�o, como vai?

Ao que parece, ele decidiu que queria empinar uma pipa.

Uma pipa?

Ele entrou no trem local atr�s de um adulto.

Ele � muito inteligente, � bem chegado a essas coisas.

Isso n�o � motivo de orgulho.

- Devia t�-lo castigado. - O que sugere?

Que o devolv�ssemos com o est�mago vazio?

N�o somos assim.

Sim, entendo seu ponto de vista.

Se acha que ele n�o est� se adaptando,

pode ficar conosco por um tempo.

N�o nos incomodamos em ficar com o Ryusei e com o Keita.

Tudo ficar� bem.

Vou me encarregar disso.

Ryusei!

Ryusei, vamos para casa!

N�o faz mal

que n�o nos chame agora de papai e mam�e.

Tomem banho e n�o fa�am bagun�a.

Keita.

Se o acaricio assim...

� como...

se fosse voc�.

Eu tamb�m fugi de casa.

Queria ver minha m�e.

Mas meu pai veio e me arrastou para casa.

- E agora, o qu�? - Vamos pegar papai.

"Oh, my God!"

Ryusei! Ryusei, voc� est� bem?

Papai!

Est� ferido?

Papai, est� ferido?

J� chega!

Cuidado!

Voc� vai ganhar, vai ganhar.

Ganhei!

- Encontrou? - A� est�.

- A menor. - Obrigada.

Preparados, aten��o...

L� vamos n�s!

- Voc� pescou seu pai. - Cuidado.

C�ncer, Escorpi�o,

G�meos.

Sagit�rio.

Libra.

Aqu�rio.

- Virgem. - Olhe... Uma estrela cadente.

Pe�a um desejo.

O que pediu � estrela?

Que possa voltar para papai e mam�e.

Ryusei.

Desculpe.

N�o tem problema.

N�o tem problema.

O que foi?

Agora tamb�m amo Ryusei.

Ent�o,

por que est� chorando?

Porque...

me sinto horr�vel por Keita.

� como se o estivesse traindo.

Como estar� Keita se sentindo?

Quer o caf� da manh�?

N�o quer comer?

Bem-vindos.

L�mpadas, certo? Quantos watts?

- Estou em casa. - Bem-vindo.

Ryusei, o que houve?

Keita.

Keita!

Keita!

Me perdoe.

Papai...

n�o podia ficar mais sem te ver.

Quebrei as regras para te ver.

Papai j� n�o � mais meu papai.

Tem raz�o...

mas escute.

Durante seis anos...

Durante seis anos fui seu papai.

N�o fui um bom papai,

mas fui o seu papai.

A flor que voc� me deu...

sinto muito, eu a perdi.

Sinto muito.

Na c�mera...

est�o todas as fotos que voc� tirou.

E o piano...

Papai tamb�m deixou de tocar piano.

Escute...

a miss�o terminou!

Eles est�o voltando.

Bem-vindos.

Entrem.

Sim.

- Vamos entrar. - Sim, vamos entrar.

Sabia que o Homem Aranha � uma aranha de verdade?

N�o tinha nem ideia.

- Legenda - lletaif + guirifla + NoriegaRJ

- Revis�o + Sincronia - NoriegaRJ

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