All language subtitles for Zerkalo.1974.O.BDRip.720p

af Afrikaans Download
ak Akan
sq Albanian Download
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian Download
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

MOSFILM

Quarta Uni�o Art�stica

Qual � o teu nome completo?

O meu nome � Iuri Jari.

Donde vens?

Venho da cidade de Kharkov.

Onde estudas?

Estudo numa escola t�cnica.

Vamos tentar curar-te.

Olha s� para mim.

Fita-me nos olhos.

De frente.

Vira-te de costas.

Concentra toda a tua aten��o na minha m�o.

A minha m�o puxa-te para tr�s.

Volta as m�os.

Concentra-te. Toda a tens�o passa para as tuas m�os.

As tuas m�os est�o tensas.

Concentra toda a tua vontade, todo o teu irresist�vel desejo

de vencer nas tuas m�os.

As tuas m�os est�o cada vez mais tensas.

As tuas m�os est�o tensas. Mais.

Olha para os teus dedos. Os teus dedos est�o tensos.

Toda a tens�o que tens aqui passa para os teus dedos.

Olha para as tuas m�os. Lura, concentra-te.

Quando eu disser tr�s, as tuas m�os ficar�o imobilizadas.

Um, dois, tr�s! As tuas m�os est�o im�veis.

N�o podes mexer as m�os.

Fazes um esfor�o para mexer as m�os, mas n�o consegues.

Custa-te muito fazer um movimento.

Quando eu anular esta tens�o,

falar�s alto e bom som!

E assim falar�s inteligivelmente durante toda a tua vida.

Olha para mim.

Eu tiro a tens�o das tuas m�os e da tua fala.

Um, dois, tr�s!

Alto e bom som: Eu sei falar!

"O ESPELHO"

Margarita TEREKHAVA nos pap�is da M�e e de Nat�lia

Argumento: Aleksandre MICHERINE e Andrei TARKOVSKI

Realiza��o - Andrei TARKOVSKI

Fotografia - Gueorgui RERBERG

Cen�rios - Nikalai DVIGUBSKI

M�sica - Eduard ARTEMIEV

Som - Semion LITVINAV

Legendagem em portugu�s - Alexandre BAZINE

No filme participaram:

I. DANILTSEV, L. TARKOVSKAIA, A. DEMIDAVA

A. SALANITSINE N. GRINKO

T. AGARODNIKAVA I. NAZARAV, O. IANKOVSKI

F. IANKOVSKI, I. SVETNIKAV, T. RECHETNIKAVA

A voz do autor - I. SMAKTUNOVSKI

Versos - Arseni TARKOVSKI ditos por ele mesmo.

Trechos musicais de Bach, Pergol�se, Purcell

O ESPELHO

O caminho, que come�ava na esta��o, cruzava a aldeia de Ignatieva

e virava um pouco antes de chegar � nossa pequena quinta,

onde, antes da guerra, pass�vamos todos os Ver�es.

Depois, adentrava-se no cerrado carvalhal e corria para Tomchina.

Qualquer viajante via-se da nossa casa

mal alcan�ava o arbusto que se erguia no meio do campo.

Se, ao atingir o arbusto, derivava para a nossa casa, era o meu pai;

se n�o o fazia, � que n�o era o meu pai,

e nunca viria.

Desculpe, � o caminho para Tomchina?

N�o devia ter virado no arbusto.

- Mas... porqu�... - Porqu�, o qu�?

O que faz aqui sentada?

- Moro aqui. - Onde? Na cerca?

Que quer saber, afinal? Como se vai para Tomchina ou onde moro?

Trago todos os instrumentos, mas esqueci-me da chave.

N�o tem um prego ou uma chave de parafusos?

N�o tenho pregos.

Porque est� t�o tensa?

D�-me a sua m�o. Sou m�dico.

N�o me deixa trabalhar.

Quer que chame o meu marido?

N�o tem marido nenhum. N�o tem a alian�a.

Ali�s, hoje, poucos usam alian�a. Talvez s� os velhos.

N�o me empresta um cigarro?

Porque est� t�o triste?

E porque est� o senhor t�o animado?

� um prazer cair com uma mulher t�o atraente.

Ca�, e que vejo eu... Ra�zes, arbustos...

Nunca lhe pareceu que

as plantas tamb�m sentem, pensam, raciocinam at�?

As �rvores, a aveleira...

- Isto � um amieiro. - Tanto faz.

Est�o calmos. Livres da correria,

da az�fama. Tamb�m das banalidades. Tudo isto s� a n�s respeita.

Porque n�o acreditamos na natureza que est� em n�s.

Sempre desconfiados, agitados.

Sempre sem tempo para pensar.

N�o lhe parece que...

Isso n�o me amea�a. Sou m�dico.

E A Enfermaria N� 6?

Foi inven��o de Tchekhov!

Venha visitar-nos a Tomchina. As nossas festas s�o boas.

Tem sangue!

- Onde? - Atr�s da orelha!

Cada um dos nossos encontros

Foi para n�s uma apari��o divina -

Em todo o mundo s�s.

Audaciosa e �gil qual passarinho.

Pela escada abaixo corrias,

Como uma vertigem, por dois degraus pulando e o lil�s molhado perfurando,

E no teu feudo, atr�s do espelho, te escondias

A noite chegou,

E com um obs�quio me agraciou,

O port�o de altar abriu,

E na escurid�o a tua divina nudez luziu.

Bendita sejas! - disse � vis�o

Que para mim se inclinou.

Era ousada a minha bendi��o

Que me acordou, pois estavas a dormir.

E o lil�s sobre a mesa, te estendeu a flor da sua m�o,

Para com ela o teu rosto cobrir.

As tuas p�lpebras dormiam, calmas,

Enquanto

Na esfera de cristal pulsavam rios,

E montes fumegavam,

E mares a costa fustigavam.

E a esfera, tinhas tu na m�o, Deitada na tua soberania.

E, Deus meu! Tu eras minha!

Acordaste, e o vocabul�rio corrente

Da Humanidade mudou,

Encheu-se de for�a viva a fala mundana

E a palavra tu

Um novo significado conquistou: Rainha, minha dama!

No mundo mudou tudo, at�

As coisas simples: A bacia e a bilha - quando,

Qual sentinela, em s�lidos estratos,

A �gua fluiu, nos separando.

Desconhecemos a for�a que nos uniu,

E s� sabemos que as cidades, por um milagre constru�das,

Qual miragem, perante n�s abriu;

A hortel� ca�a aos nossos p�s,

E p�ssaros nos acompanharam com timidez

Os peixes da �gua saltando nos saudaram,

Os c�us aos nossos olhos se rasgaram,

Quando o destino nos foi seguir a pista,

Qual um man�aco de l�mina em riste.

Ai, meu Deus! D�nia!

Que �, Pacha?!

Um inc�ndio, mas n�o berrem.

P�e-te a pau!

Vitka, n�o estar� l�? E se ele ardeu?

Onde est� Klanka?

O qu�?

Pap�!

- Aleksei? - Ol�, m�e.

Que tens com a voz?

Nada de especial. S�o anginas.

H� tr�s dias que n�o falo com ningu�m.

At� gostei de andar calado.

As palavras n�o t�m capacidade

de traduzir sentimentos. As palavras s�o moles.

Sonhei contigo.

Como se eu fosse uma crian�a...

A prop�sito, quando nos abandonou o meu pai?

Em 1935. Porqu�?

E o inc�ndio? Lembras-te? Quando ardeu o palheiro?

Tamb�m em 35.

Deixa-te de perguntas tolas.

Sabes... Liza morreu.

Trabalhei com ela na tipografia.

- Meu Deus! Quando? - Hoje de manh�. �s 7 horas.

E que horas s�o? Que dia � hoje?

- S�o quase seis. - Da manh�?

Que se passa contigo? Da tarde.

M�e, porque anda a gente sempre � bulha?

Perdoa-me, se tenho alguma culpa.

Tipografia. A seguinte: Serpukhavskaia.

Que pressa � essa?

Bom dia.

Onde est�o as provas que eu li?

Sei l�. Um momento.

Est�o aqui, lelizaveta Pavlavna.

Mar�ssia, que aconteceu?

H� alguma coisa com as provas?

Na edi��o oficial? Calma!

V� no arm�rio.

N�o deve haver problema.

� a edi��o oficial!

Nenhuma edi��o deve sair com gralhas.

Cala-te, idiota.

- Que aconteceu? - Nada de importante.

S� quero ver, conferir... Pareceu-me...

Tem calma.

Quero verificar sozinha.

Toda a gente tem pressa!

Acha que eu tenho medo?

Claro, o medo � para os outros, n�o �?

Que trabalhem, que tenham medo.

Ent�o, que aconteceu?

Se j� aconteceu, nada a fazer. Estivemos a imprimir toda a noite...

Esperei-te ontem toda a manh�,

Sabiam eles que tu n�o vinhas.

Mas o tempo, sabes?

Estava uma maravilha!

Mas hoje, quando est�s aqui,

Fizeram eles um dia escuro,

Com a chuva.

E pelos ramos frios as gotas deslizam,

E nada, nem as palavras, nem o len�o as paralisam...

Ent�o? Tudo bem?

Tudo bem... Seria uma gralha clamorosa.

Porque est�s a chorar?

At� vi a palavra impressa.

Qual palavra

Ora, essa!

� �lcool. � pouco, mas vem a calhar.

Est�s toda molhada, espantalho!

De fato, estou toda molhada.

Vou tomar um banho. Onde est� o meu pente?

Sabes quem me fazes lembrar?

- Quem? - Maria Timafeievna.

Que Maria Timafeievna?

Toma. Querias o pente.

Que Maria Timafeievna? Diz-me!

A irm� do capit�o Lebediakine. N�o te lembras?

Est�s assombrosamente parecida a essa tal Maria Timafeievna.

Em que sentido?

Dostoievski � sempre Dostoievski... Quer o queiras quer n�o.

O qu�?

Lebediakine, traz �gua!

Mas, em vez de lhe levar �gua, o irm�o batia-lhe.

N�o compreendo. Explica.

Toda a tua vida � traz �gua!

Arremedos de independ�ncia.

Quando n�o estiveres de acordo com alguma coisa,

fazes de conta que essa coisa n�o existe.

Que est�s para a� a dizer?!

Admiro a paci�ncia do teu ex-marido.

Eu teria fugido muito antes.

N�o me lixes!

Nunca aceitas a culpa. At� a mais �bvia! Nunca!

Tu pr�pria � que criaste esta situa��o!

Se o teu caro marido n�o caiu neste estado

absurdo, emancipado,

� porque deu � sola a tempo.

Far�s os teus filhos infelizes. Podes ter a certeza.

Chega de palha�ada!

Vem c�, Macha!

Deixa-me em paz!

Ao passar metade da vida em terra,

Perdi-me nas sombras da floresta...

Sempre disse que te pareces com a minha m�e.

Foi por isso que nos separamos?

Ignat come�a a parecer-se contigo! Isto horroriza-me.

Horroriza-te, porqu�?

Nunca soubemos falar como gente civilizada.

Mas quando recordo a inf�ncia e a minha m�e,

vejo-a sempre com o teu rosto. Por que ser�?

De resto, eu sei por qu�.

Tenho igual pena de ambas: De ti e dela.

Porqu�?

Ignat, deixa o copo em paz!

Nunca te dar�s bem com ningu�m.

Pode ser que n�o.

N�o leves a mal, mas est�s convencido, n�o sei por que raz�o,

que o pr�prio fato da tua exist�ncia ao lado de algu�m,

� uma d�diva do c�u.

N�o fazes mais que exigir.

� porque fui educado por mulheres.

Se n�o queres que Ignat seja assim,

casa-te o mais depressa poss�vel.

- Com quem? - N�o sei.

Ou d�-me o Ignat.

Porque n�o fizeste as pazes com a tua m�e? A culpa foi tua.

Qual culpa?

Ela julga saber melhor do que eu como eu devo viver

e onde est� a minha felicidade.

Quanto � minha m�e, sinto isso mais do que tu.

Sentes o qu�?

Estamos a divergir,

e n�o h� nada que eu possa fazer.

Nat�lia, distrai-o! Quer falar de Espanha.

Vai dar mais uma bronca.

Queria pedir-te uma coisa... Estamos em obras.

Ignat queria viver contigo uma semana.

Fico muito contente.

Que est� ele a contar?

Est� a representar o famoso matador Palomo Linares.

O que mais o impressionou foram as despedidas.

A cidade em peso despediu-se dele, cantando e dan�ando.

A minha m�e n�o foi despedir-se de mim porque estava doente.

O meu pai estava triste e soturno.

Dei-me conta, ent�o, de que est�vamos a pensar a mesma coisa:

Voltar�amos a ver-se?

Est�s a gozar comigo?

Ensinei-te durante tanto tempo, e nunca dan�aste nada.

De repente, come�as a dan�ar muito bem!

Estive em Espanha e n�o compreendi nada.

Gostaria de voltar para Espanha?

N�o posso, o meu homem � russo.

E os filhos tamb�m s�o russos.

Eu falo com ela!

Ignat!

Anda c�! Vou-me embora.

� sempre a mesma coisa, sempre com falta de tempo...

N�o arrumes, d�mos assim mesmo!

- Senti uma descarga. - Que descarga?

Tenho a sensa��o de ter vivido isto...

Por�m, estou aqui pela primeira vez.

Passa-me o dinheiro e deixa-te de fantasias.

Limpa aqui.

N�o toques em nada.

Diz a Maria Nikalaievna para ela me esperar.

Entra. Bom dia.

Mais uma ch�vena para o mo�o.

Por favor, vai buscar o caderno que est� na terceira estante.

L� a p�gina marcada com a fita.

Perguntado sobre a influ�ncia das ci�ncias e artes sobre

usos e costumes, Rousseau disse ser negativa.

L� o que est� assinalado a l�pis vermelho.

Apesar de que... N�o � isso!

O div�rcio das Igrejas separou-nos da Europa.

N�o participamos em nenhum

grande evento dos que a abalaram.

Mas tivemos a nossa pr�pria predestina��o.

A R�ssia, com as suas imensas vastid�es,

absorveu a invas�o mong�lica. Os t�rtaros n�o se atreveram

a transpor as nossas fronteiras ocidentais.

Voltaram aos seus desertos,

e a civiliza��o crist� foi salva.

Para assim ser, assumimos uma exist�ncia especial,

a qual, preservando-nos como crist�os,

tornou-nos estranhos ao mundo crist�o.

No que diz respeito � nossa insignific�ncia hist�rica,

neste particular discordo do senhor.

N�o lhe parece que a R�ssia atravessa hoje

uma fase muito significativa,

que excitar� a imagina��o dos futuros historiadores?

Apesar de me sentir profunda e cordialmente ligado

ao imperador, n�o posso aclamar tudo o que vejo em meu redor.

Como literato, sinto-me irritado e ultrajado;

mas nunca, juro, me passou pela cabe�a

trocar a minha P�tria, trocar a minha hist�ria,

abdicar da hist�ria dos nossos antepassados,

tal como nos foi dada por Deus.

Da carta de Puchkine a Tchaadaiev. Aos 19 de Outubro de 1836

Abre.

Desculpa, enganei-me na porta.

Ignat, como est�s?

Maria Nakalaievna n�o est�?

N�o... S� uma velhota... se enganou na porta.

N�o tens que fazer? Convida os teus amigos.

Tens amigas?

Da minha classe? E se tivesse?

Na tua idade, j� me apaixonara... Foi durante a guerra...

Era ruiva... E tinha os l�bios sempre rachados.

O nosso instrutor militar arrastava-lhe a asa. N�o regulava da cabe�a.

Est�s a ouvir-me?

Para onde disparaste? Achas que eu n�o vi?

Disparaste para cima.

Porqu�? N�o est� l� ningu�m!

E se estivesse?

L� s� h� �rvores.

E se estivesse algu�m na �rvore?

Volver! Eu disse volver!!

Pousa a espingarda no ch�o.

Foi o que fiz.

Conheces o regulamento?

Volver em russo significa exatamente o que eu fiz.

Volver significa uma volta de 360 graus.

Que graus? Volver!

Ocupar as posi��es de fogo!

E tu, vai buscar os teus pais.

Que pais?

Os teus pais. Entendido?

Que posi��es de fogo?

Deita-te no colch�o.

Os pais dele morreram no bloqueio de Leninegrado

A posi��o de fogo �... uma posi��o de fogo.

- Markav. - Presente.

Enumera as principais partes do...

Da espingarda.

A coronha.

- A boca. - S� se for a tua.

Que ser� ent�o a boca?

Malta, granada!

Granada de m�o!

N�o!

Deitar!

Mata!

N�o � verdadeira!

Viveste o bloqueio de Leninegrado?

N�o acredito em pressentimentos.

Nem tenho medo dos maus ventos.

Nem fujo � cal�nia nem ao veneno.

A morte n�o existe neste mundo pleno.

S�o todos imortais, � tudo imortal.

Temer a morte aos quinze � um absurdo.

Aos setenta � igual... Al�m da vida e da luz nada existe.

Nem a escura noite, nem a morte;

Vivemos todos � beira-mar,

A minha sina � as redes apanhar

Que trazem muito peixe.

Sem inquilinos a casa tem que se desmoronar.

Portanto, para habitar qualquer dos s�culos

Eu posso convocar.

E � por isso que � minha mesa tenho

Os vossos filhos, m�es, esposas,

Bisav�s, netinhos.

Pois constru�mos hoje o futuro.

E quando eu levantar a m�o,

Os seus cinco raios convosco ficar�o.

As clav�culas ser�o suporte

De cada dia que passou.

Medi o tempo �s bra�adas,

Galguei-o, escolhi-o

Como me mandavam as minhas al�adas.

N�s cavalgamos para o sul, e a poeira ficou para tr�s.

Deitava fumo o capim, De s�bito o grilo perspicaz

Ao sentir as ferraduras do cavalo com as antenas

Profetizou-me morte ruim.

Prendi � sela, pois, o meu fado,

E levantei-me nos estribos

A contemplar o tempo em que vivo e o que me ser� dado.

Alegra-me a sina imortal,

E que de s�culo em s�culo o meu sangue correr�.,

Mas vou dar a minha vida insurrecta

Por um cantinho de calor seguro,

Conquanto a sua agulha voadora

Qual uma linha, n�o me conduza pelo mundo fora.

Mar�ssia! E os filhos?

Onde est�o os filhos?

Vou denunciar-te. Roubaste um livro.

- O qu�? - Denuncio-te.

- Que se passa? - Anda, denuncia-me!

Denuncio mesmo!

Marina!

N�o podes aparecer mais vezes? Tem tantas saudades tuas.

Deixa Ignat viver comigo.

A s�rio?

Ent�o, n�o dizias que ele queria?

Tomas tudo � letra...

Queres dizer que o inventei para me divertir?

Vamos perguntar-lhe. Ele que decida...

Tamb�m ganhas com isso.

O que � que eu ganho?

Arrumaste os manuais?

Vem despedir-te do teu pai.

Eu e tua m�e quer�amos perguntar-te...

O qu�?

N�o queres viver comigo?

Como?

Viveremos juntos. N�o pediste isso � tua m�e?

Pedi o qu�? Quando? N�o, n�o!

De fato, somos muito parecidas.

Absolutamente nada.

O que � que queres da tua m�e? Que rela��es procuras?

As da tua inf�ncia? J� n�o � poss�vel.

Dizes que te sentes culpado

por a tua m�e vos ter dado toda a sua vida...

Agora n�o podes refazer nada.

E ela quer ver-te como uma crian�a outra vez.

Para poder pegar-te ao colo e proteger-te.

Meto-me sempre onde n�o sou chamada.

Sempre...

Porque gemes? Explica.

Casar ou n�o casar?

- Eu conhe�o-o? - N�o...

� um ucraniano? Pronunciaste isso com um sotaque...

Isto n�o tem qualquer import�ncia.

- Que faz ele na vida? - � escritor.

Acaso se chamar� Dostoievski?

Sim, Dostoievski.

N�o escreveu nada em toda a vida. Ningu�m o conhece.

A� uns 40 anitos? Quer dizer, uma nulidade.

Est�s muito mudado.

� uma nulidade, n�o escreve nada.

Escrever, escreve, mas n�o publica.

Vem ver, o nosso querido inapto j� ateou um inc�ndio.

N�o compreendo estas tuas ironias gratuitas.

N�o vai terminar a escola, vai para a tropa;

ter�s de correr de chefe em chefe para tentar livr�-lo.

S�o frutos da tua educa��o.

De resto, a tropa n�o lhe faria mal.

Porque n�o telefonas � tua m�e?

Depois da morte da tia Liza, esteve tr�s dias de cama...

Esperei-a aqui �s cinco.

Custa-te assim tanto dar o primeiro passo?

Estamos a falar de Ignat.

Talvez a culpa tamb�m seja minha.

Ou ser� que nos torn�mos comodistas?

Entretanto, at� o nosso comodismo � besta, � asi�tico.

N�o temos propriedade privada, mas prosperamos.

N�o compreendo nada.

Porque est�s t�o irritado?

Um rapaz de 15 anos, filho de conhecidos meus, disse-lhes:

Vou-me embora. N�o posso ver-vos

rastejando. D�-me asco!

Bom rapaz. N�o � como o nosso paspalho.

O nosso nunca diria tal coisa, infelizmente.

Imagino esses teus conhecidos.

Porqu�? S�o como n�s! Ele trabalha num jornal.

Tamb�m se considera escritor.

Mas n�o entende

que n�o se pode escrever por dinheiro. Escrever � um ato de coragem.

A obriga��o do poeta � causar emo��es espirituais,

n�o educar id�latras.

Mas que hei-de fazer?

Casa-te.

Quem � que viu a sar�a em chamas? N�o te lembras?

Foi um anjo, numa chama de fogo?

N�o me lembro. N�o foi Ignat, podes ter certeza.

E se o metesse na escola militar?

O anjo em labaredas de fogo no meio de uma sar�a apareceu a Mois�s.

Depois, levou o seu povo pelo mar.

Porque nada disso apareceu a mim?

Um sonho perturba-me com uma persist�ncia espantosa.

Chama-me de volta

� aldeia do meu av�. �quela casa, onde eu nasci

h� 40 anos em cima da mesa de jantar.

A vis�o �-me t�o cara que at� me d�i.

Mas, quando quero entrar nessa casa, aparece qualquer coisa a impedir.

Tenho este sonho com frequ�ncia.

Mas quando vejo as paredes de madeira e a escurid�o,

sei, mesmo a sonhar, que n�o passa de um sonho.

E a minha imensa alegria perde-se na sombra da espera do despertar.

Por vezes, por�m, deixo de sonhar

com a casa e com os pinheiros em torno da casa da minha inf�ncia.

E tenho saudades.

E espero impaciente o regresso deste sonho,

onde voltarei a ver-me crian�a

e a sentir-me feliz, porque tudo

est� ainda pela frente e tudo ser� ainda poss�vel...

M�e.

- M�e, est�o a abrir. - Que tens?

Boa tarde.

Boa tarde.

- A senhora � Nadejda Petrovna? - N�o a conhe�o...

Sou a enteada de Matvei Ivanov.

Era amigo do seu marido.

Qual Matvei?

M�dico, viveu aqui

antes de se mudar para lurievets, onde se tornou m�dico legista.

V�m da cidade?

Somos de Moscovo. Temos um apartamento em lurievets.

Fomos evacuados no Outono passado.

Moscovo foi bombardeada, mas tenho dois filhos.

A minha m�e possui aqui antigas rela��es...

O meu homem n�o est�, est� na cidade.

N�o te coces!

Queria falar-lhe. Tenho um pequeno segredo feminino.

Entre. Porque est�o a� parados?

Limpe os p�s. A Macha lavou o ch�o.

Aguarda aqui. � r�pido.

Porque est�s �s escuras? Falhou a luz?

Porque n�o nos chamaste?

- Como te chamas? - Aliocha.

Tamb�m tenho um filho, mas n�o t�o grande, claro.

Hoje � dif�cil ter filhos. A maldita guerra.

Eu, contudo, quero uma filhinha.

Quer ver o meu? Est� a dormir.

N�o fazemos barulho. � um bonito rapaz.

H� dias, perguntou ao pai:

A moeda de cinco copeques � maior que a de dez?

Eu at� me sentei. O pai tamb�m n�o soube o que dizer.

O meu homem quer muito uma filha. J� lhe escolheu o nome.

Eu tamb�m j� fiz a roupinha, as fitas, tudo cor-de-rosa.

De repente, tive de mudar tudo.

O trabalho que o malandreco nos deu!

Acord�mos-te?

A tua m�ezinha � muito tagarelas.

Quem � que temos aqui? N�o conheces?

Ent�o? N�o consegues acordar?

Dorme, meu amor.

Ficam-me bem? E o anel?

- Que tem? - N�o sei, n�o estou bem.

Deve ser cansa�o de tanto andar. N�o pensei nisso antes.

Tome para aquecer.

Esqueci-me das horas. H� que fazer o jantar.

N�o se preocupe, por favor.

- N�o vos deixo partir j�. - Comemos antes de sair.

Que tosse t�o feia!

� de tanto correr na rua...

� bom que o meu marido o examine.

N�o podemos esperar. Temos duas horas de caminho.

E os brincos? O dinheiro est� com o meu marido.

Vamos matar um galo. Mas tenho um pedido...

Estou no quarto m�s, tenho enjoos constantes...

At� a ordenhar a vaca... Sinto enjoos...

O galo... N�o poderia mat�-lo?

Eu tamb�m...

� verdade? Tamb�m?

N�o, � que nunca fiz isso.

� muito simples. N�o come galos em Moscovo?

� aqui, neste troncozinho.

O machado. O meu homem afiou-o de manh�.

- Aqui, na sala? - Eu arranjo uma bacia.

Amanh�, leva uma galinha.

N�o consigo.

E Aliocha? � um homem.

Aliocha, porqu�?

Segure-o bem. Se ele escapa os pratos s�o arruinados.

Ai, sinto-me mesmo... Ent�o?

Calma! Vai ficar tudo bem.

� pena que s� nos vejamos

quando me sinto muito mal.

- Est�s a ouvir? - Sim.

Eis-me levitando.

Que tens, Mar�ssia? Sentes-te mal?

N�o te espantes. Amo-te.

Como? J� se v�o? E os brincos? O meu homem vem j�.

- O dinheiro est� com ele. - Pensamos melhor.

At� � cidade, s�o 15 verstas. Daqui a pouco, cai a noite.

N�o se preocupe. N�o h�-de ser nada.

S� um corpo o homem pode ter.

No seu inv�lucro, estiola a alma, at� estarrecer.

S� tem um par de olhos e de ouvidos; Outras escapat�rias n�o tem;

A sua pele, de ossos um recipiente.

E voa pela c�rnea a alma Para o seu destino celeste,

Para o azul dos c�us, Para o reino dos p�ssaros.

Atrav�s da grade da sua pris�o viva a alma escuta

O barulho dos bosques e dos campos e os cornetins dos sete mares.

Como � pecado um corpo sem camisa Tamb�m o � a alma sem corpo,

Sem ideia, sem um ato, Sem uma inten��o e sem divisa.

Quem voltar� do palco,

Onde ningu�m dan�a? � um mist�rio sem solu��o.

Sonho com uma alma metida noutras vestes.

Ardendo como �lcool, Da timidez � esperan�a correndo

Sem ser seguida pela sombra,

Bra�adas de lilases, como recorda��o, atr�s deixando.

Oh, pobre Eur�dice, N�o chores.

Pelo mundo corre com o teu aro de cobre.

Enquanto a Terra ressoa no ouvido em voz baixinha,

Mas alegre e fresquinha.

M�e, o fogareiro est� a deitar fumo.

O qu�?

Tudo depende s� dele.

Tudo isto por causa de uma angina?

Angina?

- � um caso normal. - Normal?

Morrem-lhe a m�e, a mulher, o filho...

Mais uns dias, e o homem falece. Ainda que com sa�de.

Mas n�o lhe morreu ningu�m.

E a mem�ria? E os remorsos?

Qual mem�ria?

- Ele n�o tem culpa. - Mas acha que tem.

Deixem-me em paz!

- Disse alguma coisa? - Deixem-me em paz!

Eu s� quis ser feliz.

Que ser� da tua m�e, se n�o te puseres fino?

Isto passa, n�o h�-de ser nada.

Tudo ser�...

Que queres mais: Uma menina ou um menino?

M

MO

MOV

MOVI

MOVIM

MOVIME

MOVIMEN

MOVIMENT

MOVIMENTO

MOVIMENTO C

MOVIMENTO CI

MOVIMENTO CIN

MOVIMENTO CINE

MOVIMENTO CINEM

MOVIMENTO CINEMA

MOVIMENTO CINEMA L

MOVIMENTO CINEMA LI

MOVIMENTO CINEMA LIV

MOVIMENTO CINEMA LIVR

MOVIMENTO CINEMA LIVRE

MOVIMENTO CINEMA LIVRE .

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ..

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...::

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E S

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E S E

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E S E N

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E S E N T

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E S E N T O

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E S E N T O U

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E S E N T O U :

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E S E N T O U ::

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E S E N T O U :::

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E S E N T O U :::.

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E S E N T O U :::..

MOVIMENTO CINEMA LIVRE ...:: A P R E S E N T O U :::...

"O ESPELHO"

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.