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''TR�S � DEMAIS''
O meu primeiro dia na universidade. � meio opressivo.
Tenho de me lembrar que agora estou entre adultos...
e que a primeira pergunta que me far�o n�o ser�:
''O que fizeste nas f�rias de ver�o?''
No entanto, quando paro para pensar, n�o � uma pergunta assim t�o m�.
Porque se tudo o que me aconteceu no ver�o n�o tivesse acontecido...
provavelmente eu n�o estaria aqui a dar o m�ximo de mim.
Ent�o � uma pergunta importante. Uma pergunta vital.
E voc�s perguntam: ''O que fizeste nas f�rias de ver�o, afinal?''
Bom, � uma hist�ria engra�ada.
Para come�ar, numa cidadezinha n�o escolhemos os amigos.
S�o eles que nos escolhem.
Por exemplo: a Lisa MacDougall.
O Donny Chesniak est� apanhadinho por ti.
Os interesses dela s�o: beisebol, Jesus e mais beisebol.
No mundo dela, Cristo � o melhor jogador, mas Deus � o dono da equipa.
Ela parece ser a imagem perfeita de devo��o e inoc�ncia.
T� bem, t�.
H� tamb�m a Glory Lorraine.
Ela s� pensa em beb�s, noivas e culin�ria.
Glory gosta que as coisas sejam exactas.
Se bem que nem sempre � assim com ela.
Foda-se! Que porcaria! Foda-se!
E eu, Keira St. George.
Est� mais para ''Santo T�dio''.
Presidente dos entediados.
Eu e o meu pai concordamos em discordar.
Eu recusava-me a abrir a carta da universidade.
Mas, antes que me esque�a...
deixem-me apresentar alguns dos rapazes locais.
Donny Chesniak.
Tem um belo carro, um belo barco...
mas n�o vai sair disso.
Todas as pequenas cidades tem um tipo como Donny.
Gruber!
Mas nem todas as cidades t�m um sujeito como o Gordon Gruber.
2 minutos e 19 segundos, Donny!
- O meu melhor tempo! - Mataste-me de susto!
Estava a suster a respira��o, Donny.
E ainda temos o tempero local.
Motos porreiras.
- Camisa bonita a sua. - Motos porreiras. Gostei mesmo.
Uma das muitas maravilhas da vida numa cidadezinha.
Mas vamos prosseguir com a minha hist�ria.
Era s� mais um dia de ver�o.
Mais uma tarde normal, chata, sonolenta e mon�tona.
At� o Keith Clark chegar.
Que se passa, Gruber?
- Nada. - �. Que se passa, deficiente?
Eu pensei que vos tinha mandado ficar longe daqui, seus parvos.
Esses ot�rios est�o-te a chatear, Gruber?
N�o fizemos nada ao deficiente.
Desapare�am!
Malditos turistas.
Que tal uns hamb�rgueres?
Deu-me fome.
Claro.
Hamb�rgueres.
Onde est� o troco?
O Keith Clark � um tipo porreiro.
�, porreiro... e, ao mesmo tempo, uma brasa.
Eu e o Keith somos amigos.
- N�o �s nada amigo dele. - Sou sim.
Entregas-lhe o jornal. O que � que sabes sobre ele?
Vou jogar p�quer com ele, esta semana.
Ele diz que lhe dou sorte.
� claro.
- E tamb�m sei uma coisa sobre ele. - A s�rio?
- Vale um hamb�rguer. - Esquece.
Vale, no m�nimo, um hamb�rguer.
Est� bem, mas isto vai-me sair do bolso, por isso, � melhor que seja mesmo bom.
- � segredo. N�o podes contar a ningu�m. - Est� bem. A ningu�m.
O Keith tem marijuana no quintal, atr�s do barrac�o.
Ele vende-a.
Vai sair um cheeseburger duplo.
Este vai ser, provavelmente, o �ltimo ver�o de borga da minha vida.
� melhor aproveitar ao m�ximo.
Sim, Lisa.
Vamos aproveitar ao m�ximo o teu �ltimo ver�o.
Keira, e se ele se aperceber que lhe faltam plantas?
N�o vamos levar tudo. Arranca-mos s� umas folhas do fundo de cada uma.
Mas, e se ele aperceber na mesma?
O que � que ele vai fazer? Ligar para a pol�cia?
''Estou, Pol�cia, quero participar um roubo. Roubaram a minha marijuana
Que cheiro bom.
- � muito? - N�o, n�o �.
Mais uma.
- Apanhei duas. - Boa.
Vamos embora.
Meu Deus. O Sr. e a Sra. Clark est�o a faz�-lo.
- Anda. - Espera!
N�o, anda.
- Lisa, n�o. - Fica de vigia.
Minha nossa. Anda.
- N�o. Anda tu. - Tens que ver.
Anda.
Caramba!
Meu Deus!
- Que safada! - O que vamos fazer?
N�o acredito que ela n�o me contou.
A Glory est� a faz�-lo com um homem.
�, eu reparei.
- E se ele a estiver a violar? - N�o est�.
- Posso ir ver se est�? - Lisa, n�o podes, n�o.
Porque � que s� tenho 19 anos?
Eu podia ser a Sue.
Porque querias ser a Sue?
Porque ela � a tua mulher.
E pensas que...
ser minha mulher faz com que a Sue seja feliz?
Eu seria.
Bom, obrigado por dizer isso, porque...
n�o tenho certeza...
se a Sue concordaria.
Eu sou a �nica que te ama de verdade.
Keith Clark.
- Voc�s querem uma cerveja? - N�o, obrigado, � meu sabath.
- Eu fico com uma. Obrigado. - Pensando bem, d�-me um gole.
O Donny quer saber onde est� a Glory.
- Boa, Lisa. - Foi cerveja no meu nariz.
E ent�o, onde est� a Glory?
Tira uma foto. Vai durar mais tempo.
�s mesmo maduro, parvalh�o!
Ol�, meninas. Grubsss!
Queres fazer-me um favor e pedir ao Donny para me dar uma cerveja?
Podes ficar com a minha.
Prefiro uma nova. Obrigado.
- E ent�o, onde estives-te? - A fazer de Babysitter.
- Tens trabalhado muito para os Clark ultimamente, n�o?
- E? - Eles devem sair bastante.
N�o, na verdade, a Sue Clark passou para o turno da noite no hospital...
e o Keith gosta de sair com os amigos algumas noites da semana.
Ouviste, Keira? Ela j� trata o Sr. Clark pelo primeiro nome.
Tenho aqui a tua cerveja, Glory.
- �s um bom homem, Grubs. Sa�de. - Certo.
N�o viste o Donny a comer vidro.
Eu j� o vi a comer vidro.
O Donny disse que te queria mostrar os estofos de pele do carro dele.
Olha, vai dizer ao Donny para se ir catar.
- T� bom. - T� bom? Tchau.
- O tipo deu-te uma cerveja. - N�o quer dizer que tenha de me comer.
N�o, mas devias tentar ser mais simp�tica com ele.
Sabes, Lisa, tipos como o Donny gostam quando falamos mal.
Ora diz l�, Glory, quanto � que o Keith te paga para ser Babysitter?
- Sei l�, o mesmo que todos pagam. - Algum benef�cio adicional?
L� est� ela de novo. A fonte nasal da Lisa.
- O que se passa convosco? - T� calada.
Que foi?
- Voc�s est�o pedradas. - N�o, tem de secar antes de se fumar.
Lisa, n�o!
- Fica calada. - Se querem ser parvas, eu vou embora.
N�o, n�o, n�o! Espera, espera! Volta.
Anda. Volta, volta, volta.
Senta-te.
Que foi?
- Conta-lhe. - Conta tu, tagarela.
Conta tu.
Fizemos um assalto.
- Onde? - Na casa de Keith Clark.
- Caramba! Voc�s roubaram-no? - Ele nunca descobrir�.
E o que fa�o se ele descobrir?
Digo que minhas amigas encontraram as plantas enquanto eu trabalhava l�?
T�, e o resto da hist�ria �...
- A Rainha da Pervers�o Lisa... - Keira!
...decidiu espreitar pela janela.
Na janela do quarto.
- N�o acredito em voc�s. - N�o vais negar, pois n�o?
Voc�s n�o iam perceber.
Eu acho que entendemos.
- Mas que porcaria. - Sabes uma coisa, Glory?
Gosto duma rapariga que diga asneiras.
Vamos para outra festa. O Donny est� de carro, se quiserem ir.
- Eu vou. - Glory v� l�?!
N�o, espera!
Lidamos bem com a coisa.
- Ela est� muito chateada, n�o? - Est�.
Droga. Tenho que ir.
- Keira? - Volte para o carro.
Se voltasses para casa a horas, eu n�o tinha que vir aqui.
Algu�m tem chiclas?
O meu pai � um tipo porreiro.
Um pai solteiro com boas inten��es e super protector.
Ele sabia que me chateava, mas n�o se conseguia controlar.
Bom dia.
Sabes que n�o gosto que andes na rua at� t�o tarde. N�o te devias admirar.
N�o estou admirada, estou envergonhada.
Envergonhada! N�o sabia que a tua vida era assim t�o dura.
- N�o me vires as costas. - Est�-me a dar um serm�o.
Tens de fazer escolhas na vida ou ela passa-te ao lado.
Tentei secar a erva na torradeira ontem � noite...
mas ainda n�o est� pronta.
Quase lhe peguei fogo. Pensei que o meu velhote ia acordar.
Eu queria conversar contigo sobre ontem � noite.
Olha, n�o � nada. Ele n�o vai reparar que lhe faltam aquelas folhas.
Isso n�o me interessa.
Ele � diferente dos rapazes da nossa idade. Ele sabe muitas coisas.
Ele � mesmo inteligente. Conversa comigo.
H� quanto tempo anda a foder com ele?
N�o digas isso dessa maneira.
Eu acho que o amo.
- Deves ter reparado que ele � casado. - N�o, jura?
- Acho que ele me ama. - E como sabes disso?
Eu sei quando um gajo me ama, Keira.
Por qu�? Ele diz algo tipo: '' A minha mulher n�o me entende como tu?
P�ra de ser t�o cabra!
De qualquer forma, fui eu que comecei.
- Continua. - Promete n�o te armares em sabichona.
Tudo bem.
Eu estava uma pilha de nervos...
� claro...
mas, sei l�, parecia que tinha que acontecer. Ele foi t�o querido.
Tipo...
sabes como os tipos da nossa idade...
est�o em cima de ti mas, na realidade, nem se apercebem que tu est�s l�?
Quando o est�o a fazer?
Bom...
com o Keith parece que ele est� l� contigo.
� como se estivesse mesmo contigo.
como se n�o existisse mais ningu�m no mundo, s� tu e ele.
� como uma uni�o perfeita.
�...
� o qu�?
� dif�cil de descrever.
Mas, mesmo assim, ele � casado.
- Tu est�s com ci�mes. - Ci�mes de qu�?
- E achei que gostava do Donny. - V� l�!
Sa� uma vez com ele. Ele deixou a escola e trabalha numa garagem.
- Vou chegar atrasada ao trabalho. - Que devo fazer?
Sei l�.
- Por que me perguntas a mim? - Porque �s a minha melhor amiga.
A minha m�e n�o seria a melhor pessoa para pedir conselhos sobre isto.
Olha, sei que parece loucura, mas ele pode ser o tal.
- Ele � casado. - Ele � infeliz. V�o-se divorciar.
- Tipos como ele dizem sempre isso. - Agora �s especialista nesses tipos?
- S� n�o te quero ver magoada. - N�o me vou magoar.
Nunca amei ningu�m como o amo a ele.
N�o comentes isto com a Lisa, est� bem? Ela n�o ia entender.
Que vais fazer esta noite?
- N�o digas que vais ser Babysitter. - Cala a boca.
Se tivesses a oportunidade, fazias a mesma coisa.
- Talvez. - Fazias.
Talvez fizesse.
Talvez precisasse de algo excitante.
Algo fora do comum.
O meu pai dizia que eu era pregui�osa...
mas agora sei que pregui�a e falta de motiva��o s�o coisas diferentes.
Talvez precisasse de um projecto ao qual tivesse que me dedicar.
Cara, eu fa�o. Coroa, n�o fa�o.
� melhor de tr�s.
Esta n�o conta.
� melhor de cinco.
Ol�. Sou a Keira.
Da roulote de lanches.
Olha, se queres erva, n�o � nada bom vires aqui a minha casa.
N�o. Sou amiga da Glory.
Voc�s desencontraram-se. Ela estava...
Ela acabou de sair. Esteve a fazer de Babysitter.
S� queria que soubesse que se precisar doutra Babysitter. Tamb�m fa�o isso.
� um bocado tarde para bater � porta dum estranho, n�o achas?
Na verdade, n�o acho que seja t�o estranho assim.
- Porqu�? - Vejo-o quando vai comprar comida...
e ouvi falar bastante sobre si.
- O que � que ouviste? - Coisas boas.
Coisas m�s, voc� sabe.
- Coisas. - Coisas, sei.
- T� bem. Obrigado por passares por c�. - Posso...?
Posso entrar um pouco?
N�o sei se isso � boa ideia.
V� l�. Estou a ser comida viva aqui fora.
Tem alguma coisa para beber?
Refrigerante.
�gua.
Comida de beb�.
Alguma coisa mais forte?
Por que vieste aqui?
N�o sei.
Voc� � um homem e eu sou uma rapariga.
Sou casado, e tu tens metade da minha idade.
N�o sei quem �s.
Mas voc� j� me viu por a�.
Diga...
...a que horas chega a sua esposa? - Por volta das tr�s.
N�o se preocupe.
At� l� eu j� terei ido embora.
Se o Keith tivesse resistido por um segundo que fosse...
eu teria sa�do a correr de l� como uma menina assustada.
Mas ele deixou-se levar facilmente.
Se eu tivesse uma chance com o Keith Clark, aceitava.
� uma oportunidade de ouro.
Para algu�m que n�o deve ter sexo antes de casar...
com receio de queimar no inferno, est�s com ideias estranhas.
S� vou ser baptizada em Outubro. Ent�o, na verdade...
ainda n�o sou uma leg�tima Adventista do 7� Dia.
Quando for, seguirei as regras.
Tenho a certeza que sim.
- Nem sequer est�s a fumar isso. - Olha, Keira.
Quando me baptizar, ficarei 5 anos em celibato. O que significa nada de sexo.
- Sei o que isso significa. - Casarei com um adventista. Ou seja:
ele tamb�m n�o ter� tido sexo antes da noite de n�pcias.
Ultimamente tenho pensado em faz�-lo e depois de ver a Glory e o Keith...
sei l�, deixou-me maluca. A ti n�o?
Lisa, ontem estavas passada por o Keith Clark ser um homem feito.
Bom, pensei melhor nisso e, antes que digas algo...
l� por deixar o Colin apalpar-me n�o quer dizer que os homens mais velhos s�o bons.
O que � que o Colin Monette tem a ver com o assunto?
Seria mais f�cil com um homem mais velho.
Mais f�cil? Est�-me a escapar alguma coisa?
Sabes quando est�s a namorar e queres que ele te apalpe...
vai da� d�s-lhe um toque? E se mesmo assim nada, p�es a m�o dele na tua mama?
Se o tipo for mais velho, n�o precisas de ser t�o �bvia.
Sabes do que me lembrei? Se eu estou a sentir isso...
se sinto que o meu corpo est� pronto...
talvez seja a vontade do Senhor.
�men, irm�!
Vou faz�-lo com o Keith Clark antes de ir para o internato.
- N�o vais nada. - Vou sim.
E a Glory?
Ela n�o � casada com ele.
� uma p�ssima ideia. � uma ideia mesmo p�ssima.
- Ent�o n�o lhe contes nada - Contar o qu�?
N�o interessa.
Tenho de ir. N�o lhe contes.
Nem perguntes.
- Ol�, Sr. Clark. - Ol�.
O seu jardim est� lindo, Sr. Clark.
Adoro o solo, sabe?
Cheir�-lo, senti-lo, p�r as minhas m�os nele. Est�-me a entender?
Sabe... isto vai parecer esquisito...
�s vezes, quando preparo o solo para o plantio, queria ser uma porquinha.
Rolar na lama...
bem quentinha, toda nua e suja. Sem nenhuma preocupa��o.
Parece muito estranho?
N�o. Na verdade, fazes com que soe bem.
Como se sente quando est� na jardinagem?
Como um m�gico.
A soneca acabou.
- Ela chama-se Jasmine, certo? - Sim, � isso.
A minha amiga Glory Lorraine � a sua Babysitter.
- A m�e dela est� em casa? - Est� a dormir.
Se quiser ir busc�-la, posso continuar a jardinar por si.
- N�o, tudo bem. - Eu n�o me importo. Adoro cavar.
- O que est�s a fazer aqui? - A cavar.
Isso estou eu a ver, Lisa. Por que � que est�s aqui?
Porque as ervas daninhas est�o a atacar as beg�nias dele.
- Onde est� a Jasmine? - Ela...
voltou a adormecer. Obrigado.
De nada. Adoro fazer isso.
Ent�o, vai trabalhar esta noite?
Na verdade...
vai haver uma reuni�o hoje e minha m�e precisa de mim. N�o posso vir.
Eu precisava mesmo que algu�m viesse hoje.
Tenho um jogo de cartas importante hoje.
Mesmo muito importante.
Ent�o preciso mesmo...
que algu�m venha e fique esta noite.
Ent�o acho que ter� que ficar em casa.
Eu posso vir.
N�o sei se...
Sou �ptima com crian�as. Cuido sempre do meu irm�ozinho. N�o �, Glory?
Porque n�o?
- Podes estar c� �s 19:30? - Claro.
A reuni�o acaba por volta das 22:00. Depois venho e fico no teu lugar.
- Obrigada, mas n�o � preciso. - N�o tens de estar em casa �s 23:00?
N�o quando trabalho como Babysitter.
Posso ficar at� as 3 da manh�. At� j� passei a noite como Babysitter.
Keith a Jasmine est� a chorar.
- O qu�? - A Jasmine est� a chorar.
- N�o ouvi nada. - Eu ouvi. Ela est� a chorar!
- Tudo bem. - Vai.
''At� j� passei a noite fora como Babysitter.''
Meu Deus, tanta imaturidade que nem acredito.
S� me ofereci para ser Babysitter, Glory.
Olha o coelhinho. Olha o coelhinho. Ele faz...
Se te atirares a ele, conto-lhe que lhe roubaste plantas.
E se ele se atirar a mim?
- Tu s� tens 18 anos. - E tu s� tens 19. Grande coisa.
Conto � tua m�e que andas a ter sexo com ele.
Se te chegares perto dele, conto ao teu av�.
Ele n�o gostar� de ver o internato desperdi�ado com uma vadia como tu.
Se n�o me tivessem ensinado a ser tolerante, batia-te com isto na cabe�a.
- Anda l�, bate, Lisa! - N�o se peguem.
N�o estamos pegadas.
- Onde est� o Keith? - L� dentro.
- Podiam ir-me ver a flutuar nas docas. - Talvez.
N�s j� passamos essa fase. Devias procurar algu�m da tua idade.
- Voc�s t�m a minha idade. - Idade mental.
Voc�s n�o se deviam pegar.
Deviam fazer como dizem na Rua S�samo: cooperar.
Sabes uma coisa? Se calhar devia-mos mesmo cooperar.
Tudo o que eu tive, brinquedos ou doces, dividi sempre contigo, n�o foi?
N�o. Isto n�o � a mesma coisa.
- Deixa-me faz�-lo com ele. - N�o, Lisa!
Vou contar. Juro por Deus. Vou contar.
De qualquer forma, ele n�o ia querer faz�-lo contigo.
Bom, � um risco que terei que correr.
Os teus novos professores v�o ter muito trabalho contigo!
- Onde est� a Glory? - Teve que ir para casa.
Mas que menina linda que tu �s!
- Adivinha onde estou? - Onde?
- Na casa do Keith. - N�o acredito que vais fazer isso.
Por que n�o vens at� aqui?
N�o chega tu estares a� a atirar-te a ele?
N�o estou nada. Ele disse que eu podia chamar uma amiga.
Queres que eu me sente na beira da cama e assista?
N�o. Podes ir embora antes dele chegar.
- Por favor, Keira, preciso de... - Nem pensar! N�o!
Eu viria, se tu me pedisse.
Anda, por favor, Keira. Preciso de apoio moral. Por favor.
E a Glory?
- O que tem a Glory? - Nem devias estar a�.
Que belas amigas voc�s me est�o a sair. Eu arranjo-me sozinha.
Vou faz�-lo contigo, Clark. Por conta pr�pria.
Dorme. Linda menina.
Bem-vindo de volta, Sr. Clark.
- Como foi? - Saiu-me o Jackpot.
- Boa. - �.
- E a Jaz? - Est� �ptima.
� o melhor beb� que j� tomei conta.
- Ela � bem porreira. - �. Sai ao pai.
- Isso � para ti. - Tudo bem, � por conta da casa.
N�o. Tu trabalhas-te para mim, eu pago. � assim que funciona.
- N�o, est� tudo bem. - Por favor, aceita.
Tudo bem. Obrigada.
Obrigado. Obrigado por cuidares dela.
Acha que tenho ''sex-appeal''?
- Como? - ''Sex-appeal''. Acha-me sexy?
Sr. Clark, � o seguinte.
Quero faz�-lo uma vez antes de ir para o internato e ser baptizada.
Eles n�o permitem sexo na minha escola...
s� depois de casar, e isso vai demorar. S� que eu sinto-me pronta agora.
Ent�o eu queria saber: quer faz�-lo comigo?
- Quer? - N�o.
- Porque n�o? - Porque me est�s a pedir a mim?
Porque n�o contar� a ningu�m, sen�o a sua esposa descobriria.
Olhe, todos os rapazes da minha idade falam.
Antes que voc� perceba, todos da regi�o j� estar�o sabendo.
- Olhe, Laura... - � Lisa.
Eu acho-te muito simp�tica e tudo, mas...
- Mas n�o me acha sexy. - N�o. N�o.
Eu acho-te muito sexy...
...de um modo juvenil. - Obrigada, Sr. Clark.
E eu acho-o o homem mais gostoso que j� viveu aqui desde que eu nasci.
Mas acho que n�o devo ser eu a desflorar-te.
Fala mesmo como um jardineiro.
N�o, n�o, n�o. N�o fa�as isso.
Ent�o devo fazer isto?
P�ra. Calma, calma l�, t� bem?
Por favor, s� desta vez. Depois n�o o incomodarei mais, est� bem?
tu �s muito jovem. � que tu �s muito jovem.
Sou s� um ano mais nova que a Glory...
e a ela n�o a acha jovem demais, pois n�o?
Quer dizer...
ela tem 19 anos, mas se os pais dela descobrem, eles...
Vamos s� dizer que j� vi o pai dela a disparar.
Ele nunca falha.
Eras capaz de denunciar uma amiga?
Os boatos s�o engra�ados. Nunca se sabe quem os come�ou.
Deixa-me pelo menos beij�-lo?
Vou contar.
Porra! Est� bem, olha.
Certo, vamos com calma, t� bem?
Diz-me... o que � que sabes sobre...
- O procedimento? - O procedimento, isso.
Aprendi nas aulas de sa�de.
Aulas de sa�de?
Muito bem.
Vou p�r aquilo depois. Acho que a primeira coisa seria um beijo.
- J� nos beijamos. - Podemos beijar mais do que uma vez.
Caramba.
- Gostas-te? - Se gostei.
Bem melhor do que o Colin Monette.
Colin Monette. N�o achas melhor apagarmos a luz?
Por mim tudo bem. N�o h� problema.
Acho que me ia sentir mais confort�vel.
Tudo bem.
- Tudo bem. - Podes fechar a porta?
- Sim, claro. - Obrigada.
- Vais tirar a roupa ou... - Vou tirar aqui debaixo.
A� debaixo. T� bem.
- Keira! - Droga.
O que est�s a fazer?
- Apoio moral. - Ela contou-te?
Olha, ela pediu-me, t� bem?
Como pudeste deix�-la fazer isto depois do que te contei?
Ela n�o deixou nenhuma op��o.
Nunca mais te vou contar nada.
- Bom... - Agora � a camisinha?
Isso, certo. Pode pegar? T�, obrigado.
Aulas de sa�de.
- Certo. - Credo, � viscoso.
�, bom... deixe-me...
Vou desenrolar isso.
Certo. Muito bem. T�, agora o que vou fazer �...
- Atirei para o ch�o. N�o faz mal? - Est� tudo bem.
O que vou fazer �... entrar em ti...
bem devagar. Se doer, diz que eu paro, t� bem?
Tens a certeza?
N�o aguento.
- Est� tudo bem. - N�o.
Devia ser algo especial entre ele e eu. Ela est� a estragar tudo.
- N�o est�, n�o. - Est�, sim.
Vai por mim. Ela sempre te achar� especial.
Como � que sabes? Tens percep��o extra-sensorial?
Est�s bem? Tudo bem? Tens a certeza?
- Glory, n�o te zangues. - O que foi?
- Promete que n�o te vais zangar. - Prometo. O que foi?
Dormi com o Keith.
Tudo bem? Entrei. Agora entrei.
- Sua vadia suja! - N�o o fiz para te magoar.
J� entrei. Vamos ficar assim um pouco, est� bem? Respira.
Est�s a mentir. Ele n�o me faria isso.
Bom, ele fez.
N�o me estou a sentir extasiada.
Bom, n�o acho que �...
para sentir-se extasiada na primeira vez.
Est�s a falar a s�rio?
- Disse � Glory que s� o faria uma vez. - Glory? Contas-te � Glory?
- Disse. Ela disse que estava bem. - Caramba!
Deus do c�u, voc�s s�o doidas.
Ele � tudo o que tenho, ser� que n�o entendes?
Mas ele n�o se preocupa connosco, s� contigo, e isso � que importa, n�o �?
Ent�o porque � que o fez contigo? E com a Lisa?
Ele n�o me pode fazer isto.
Tudo bem? Um pouco mais seria bom.
- Que tal assim? - Isso!
Assim est� bom. Est� mesmo bom.
- Mais? - Sim. Um pouco mais seria bom.
Certo.
Caramba, que foi isto?
Parem!
Porra! Tudo bem. Est� tudo bem. Porra, pensei que fosse a Sue.
Quem dera! Como podes gostar de mim e faz�-lo com a Lisa?
- E com a Keira? - Fizeste-o com a Keira?
Porque n�o me contaste?
O teu nariz est� a sangrar.
- Foda-se. - O qu�?
- Como pudeste fazer-me isto? - Glory, eu n�o... bom...
- Merda. - Isto � demais para mim.
- Toma. Pressiona o nariz. - Obrigada.
Vamo-nos acalmar e...
por que n�o descemos, fumamos um charro...
relaxamos e discutimos isto em paz?
- Vou busc�-la. - N�o, eu sou a Babysitter.
- Ela mal te conhece. Vais assust�-la. - Parem. Parecem crian�as!
A filha � minha. Eu trato disto.
- Estupores. - Vadia.
- Cabra ego�sta. - Vamo-nos acalmar.
Acalmar? tens c� uma lata, Miss ''Apoio MoraI''.
- E Miss ''Amoral''. - O Qu�? Tenho mais moral que tu.
Estavas a foder com meu namorado, Lisa!
Namoras com um homem casado?
- �s muito infantil! - Vai-te catar!
Glory, Glory, ouve. Olha, eu posso explicar.
Ela contou-te, n�o contou? Pensei que soubesses.
Cretino.
- Boa noite, Sr. Clark. - Boa noite. Pensei... voc�s...
Eu posso explicar.
�, boa noite, Sr. Clark.
Espera!
Vou para casa.
Merda.
Podia acabar aqui.
O Keith dorme o sono dos justos.
O gato que comeu o can�rio.
E tr�s amizades de uma vida toda arruinadas por causa de um homem.
Mas isso seria uma chatice.
A Glory estragou tudo.
Lamento. Temos uma nova norma:
n�o servimos doidas religiosas obcecadas por beisebol.
� s�rio!
Temos que conversar sobre isto.
Keira? Vamos, temos... Keira!
A Keira est� ao telefone.
Se n�o sa�res da cama, vou...
Deus! N�o entre aqui.
Fala, cabra.
- O que achas que ela vai dizer? - N�o fa�o a m�nima ideia.
- O que � que lhe deu? - Est� mesmo chateada.
Que est�s a fazer? A Susan est� a dormir e vais acordar a Jaz.
As outras est�o a tentar estragar tudo entre n�s.
- Olha, Glory, eu gosto de ti... - Tamb�m gosto de ti...
e estou disposta a esquecer tudo o que aconteceu, est� bem?
Keith, acho que vale a pena...
perdoar para salvar o que tivemos juntos.
Certo? Eu amo-te.
Por mais dif�cil que seja para os dois...
acho que � melhor n�o nos vermos mais.
N�o � justo para ti. Tens a vida toda pela frente. A minha j� era.
N�o achas que eu � que tenho de decidir o que � injusto para mim?
Quero ficar contigo. Eu amo-te.
- Por favor... - N�o dificultes mais as coisas. Vai.
N�o h� d�vida que ela est� chateada.
Que vamos fazer?
N�o sei.
Que foi? Vai embora. Deixa-me em paz.
N�o!
Abre a merda da porta, Keith!
- Desaparece. - Abre a porta!
Deixa-me em paz.
Tens no��o que o meu cora��o est� partido?
Sai uma sandu�che com batatas fritas e gelado de baunilha.
- Voc�s estragaram tudo. Ele nem me fala. - Glory, o gajo � um estupor.
Esquece-o.
N�o consigo.
Qualquer homem que larga uma rapariga como tu deve ser idiota, certo?
Ningu�m tem direito a ele. N�o se esque�am que ele � casado.
- Sim, mas eu amo-o. - Eu estava a come�ar a gostar.
N�o me interessa, Lisa.
- Acho que o quero fazer de novo. - Disseste que era s� uma vez.
Disse, mas...
Devias-me ter dito que � como fumar erva.
O qu�?
Tem de se fumar mais do que uma vez para se sentir algo. E neste momento...
sinto-me enganada.
- Quero sentir tudo. - Vai-te lixar, Lisa.
- Ficar maluquinha! - Cala-te.
- Ficar tola! - Cala a boca!
- O ''home run''. - Parem com isso!
Temos de ser maduras.
Todas n�s gostamos dele, ou amamos...
consoante o caso.
Mas somos amigas e temos que encontrar uma solu��o.
Por exemplo, traidora?
- Vamos dividir. - Vai-te lixar.
Um acordo, no qual todas seremos Babysitter...
� vez.
Voc�s perderam o ju�zo?
- Tens uma ideia melhor? - Tenho, sim.
Peguem na vossa ideia, enfiem-na naquele s�tio e deixem o Keith em paz.
- � melhor que nada. - Bem melhor.
E porque acham que ele concordaria com isso?
Ol�, para ti.
Que se passa?
Arranjamos uma forma justa de lidar com a situa��o.
- Que situa��o? - Keith, n�o concordo, ent�o...
- N�o te afastes do plano. - Eu tenho uma ideia melhor.
Preciso doutra Babysitter. Por isso, peguem nas vossas coisas e v�o-se embora.
- Acho que nos vais querer ouvir. - Encontramos uma solu��o.
- � assim que vai funcionar. - Vai funcionar o qu�?
A Susan trabalha 4 noites por semana.
Sue. Todos a tratam por Sue.
Tanto faz.
A Sue faz 4 noites por semana.
A ideia � que o Keith saia por algumas horas com os seus amigos...
ou v� ao cinema, sei l�, isso � l� com ele...
e volta para casa cedo. Cada uma � respons�vel por sair antes...
da Sue voltar. Algumas noites...
A Sue faz horas extra ou turnos duplos, o que ser� um b�nus para uma de n�s.
- Essa � a cereja em cima do bolo. - Sim, Lisa, � a cereja.
Ent�o cada uma de n�s ter� uma noite por semana e sobra uma.
- Quem fica com a noite extra? - J� que ele � meu e o amo, devo ser eu.
Como me vou embora e ter�o o resto da vida para dormir com ele, devo ser eu.
Voc�s � que s�o! Concordamos em dividi-lo igualitariamente.
Na noite extra, vamos as tr�s.
- Que nojo! - �, nada dessas esquisitices.
N�o. N�o. Deus!
Nada de esquisitices. S� vamos ficar l�.
Ainda acho idiota e injusto.
- Tu achas tudo injusto. - Eu acho justo.
N�o � justo.
Est�o a brincar.
Est�o brincar, n�o est�o? Ent�o?
Isto � uma loucura.
Come�amos amanh�.
Com a Glory, ela quer ser a primeira.
O vosso plano � inteligente, mas tem uma falha grave.
- E se eu decidir n�o aceitar? - Aceitar�.
Aceitarei? E porque � que eu consentiria com isso?
H� pelo menos 3 bons motivos.
Um est� naquele quarto, o segundo chegar� mais tarde...
e o terceiro est� crescendo no seu quintal.
O que v�o fazer? Denunciar-me?
At� j� estou a ver as manchetes do jornal local:
''Passador Pervertido Molesta Babysitters''.
Est�o a brincar, n�o �? Quase me apanhavam.
Socorro! Socorro!
Est� bem, est� bem! Meu Deus, o que est�s a tentar fazer?
Acreditas agora?
Merda.
N�o. N�o. N�o chores.
N�o. N�o fa�a isso. N�o!
- Eu sei. - N�o tive escolha.
Eu ainda te amo.
Fiquei at� as 2:15 ontem � noite.
Isso � arriscar muito, n�o achas?
Adormecemos
N�o foi suficientemente excitante?
Na verdade, para tua informa��o, est�vamos exaustos
Estou aqui.
- Ol�, Sr. Clark. - Keith. S�...
- Por favor, trata-me por Keith. - Certo, Keith.
Temos que come�ar j�, porque tenho que ir cedo para casa.
Tu �s mesmo do tipo rom�ntico, n�o �s?
N�o, acho que n�o. Sou mais empreendedora.
- Pelo menos, � o que o meu av� diz. - Empreendedora?
�. Por isso...
Acho que estou a ganhar-lhe o jeito.
Estou a adorar.
''adorar''.
Boa noite, Sr. Clark.
Keith. Chama-me Keith.
Tudo bem. Boa noite, Keith.
Meu Deus.
Porque � que n�o queres ir para a universidade? Quer dizer...
�s uma rapariga inteligente.
N�o � que eu n�o queira ir, � s� que...
o meu pai � muito insistente, e isso faz-me querer dizer n�o.
Quando o digo em voz alta, parece uma idiotice.
Porque � idiotice.
Merda.
- O que � isso? - Que horas s�o? � o meu pai.
O teu pai?
Caramba! O que � que o teu pai veio fazer aqui?
� o nosso acordo. Saio para fazer de Babysitter, mas ele vem-me buscar.
Escuta, n�o achas meio perigoso o teu pai vir aqui?
Assim ele n�o me chateia. � melhor do que ele aparecer de surpresa.
- Merda. - At� � pr�xima, garanh�o.
Talvez queiras ser Babysitter para o resto da vida.
Pelo amor de Deus, eu vou buscar.
N�o vou abrir.
Voc�s devem saber que foi aqui que as coisas come�aram a correr mal.
Mas n�o � f�cil ver o problema a chegar quando se est� no meio dele.
O problema � que n�o consegue v�-lo a chegar...
porque n�o o quer ver.
- Bolinhos? - Sim.
- Obrigada. - De nada.
Bolinhos?
Sim. Olha s�.
Pessoal, eu s� queria dizer...
que gosto muito do nosso tempo juntos.
Acho muito porreiro termos deixado as nossas diferen�as de lado.
� bastante crist�o.
Sabem que mais? Tenho que ir fazer xixi.
O qu�?
- Merda, � a Sue! - N�o sejas rid�cula. A casa � dela.
Ela n�o ia bater � porta.
Acalmem-se. � a minha boleia.
- A tua boleia? - Vou sair.
Mas eu pensei que �amos ficar juntos.
- Ol�, Keith. - Aqui n�o h� nada para ver. Vamos.
O que se passa aqui?
- N�o h� nada para ver. - O har�m do Keith.
- Na verdade, somos as Babysitters. - Podes tomar conta de mim, Babysitter!
Vamos.
Gruber, est�s pronto? Sim, vamos. Sobe.
- Que horr�vel. - Doido para dar amor.
Que nojo!
Acho que � assim que a Sue se sente.
Nem penses nisso.
- Ol�, bonit�o. - Ol�, beleza?
Estou cansado. J� s�o duas horas.
Qual � o problema?
N�o sei.
- Deves estar a brincar. - S� estou cansado.
Acho que precisas de entrar no ritmo.
Para ti, isto n�o passa dum jogo.
J� para mim, � muito complicado.
H� semanas que n�o durmo bem. N�o fa�o amor com a minha mulher...
h� uma eternidade.
Sabes que eu tenho outras obriga��es.
� tudo muito s�rio para mim, e tu fazes como se n�o fosse nada.
S� estou cansado. S� estou cansado.
Est� tudo bem.
- Vai correr tudo bem - Estou a ser muito pressionado.
Sabes, um homem tem os seus limites. Voc�s t�m de entender isso.
Est� tudo bem.
Alguma de voc�s reparou que o Keith parece andar meio cansado ultimamente?
- Sim, mas achei que era s� comigo. - N�o, n�o � s� contigo.
Provavelmente � s� com voc�s. Entre n�s est� tudo �s mil maravilhas.
- Mentira. - Imposs�vel.
Ent�o, connosco ele � moleng�o e contigo � o coelhinho das pilhas?
Essa � a diferen�a entre amor e lux�ria. O amor perdura.
O que eu e o Keith temos � mais profundo do que podem imaginar.
O que queres dizer com isso, Glory?
Temos um futuro. Voc�s n�o iam entender.
Estou com essa porcaria pegajosa no corpo todo.
Desculpa.
- Era perfeito demais. - Uma perfeita sacanice.
Quer dizer que as coisas n�o est�o assim t�o bem entre voc�s?
O que � que achas?
Olhem a� vem o Donny de novo.
Ignora-o.
- Lisa! - N�o consigo resistir.
Ol�, meninas.
Que tal uma volta refrescante de barco num dia quente como este?
- Claro. - Claro.
Donny...
esqueci-me da minha camisola na praia. Podias fazer o favor e ir busc�-la?
Est� j� ali.
Est� pertinho.
- N�o a estou a ver. - Um pouco mais para l�.
Onde?
Bem mais para l�!
Um pouco mais para l�!
Muito engra�ado! Agora voltem!
Nunca paramos para pensar no que o Keith pensava ou sentia.
Est�vamos demasiado centradas em n�s pr�prias para o fazer.
Mas ele estava a tramar alguma.
Conseguem culp�-lo?
Tenho um plano. Tenho um plano, meu. Vais adorar.
Esta � uma das melhores vantagens de ser jovem.
A capacidade de pensar tanto s� em si que nada mais importa.
N�o sejam duras com ele, est� bem?
- Veremos. - A s�rio.
Ol�.
Em que posso ajud�-las, meninas?
- Somos as Babysitters. - Chegamos cedo.
S� viemos para fazer companhia.
Se n�o houver problemas.
Claro. Eu j� vou sair. Mas n�o sei se o Sr. Clark vai sair.
Keith, as Babysitters chegaram.
Entrem.
E ent�o meninas, est�o a aproveitar o ver�o?
- Sim. - Sim.
Deve ser bom ter tanto tempo livre. Tempo para ir � praia.
Na verdade, o beisebol e o estudo da B�blia mant�m-me bastante ocupada.
Andam atr�s dos rapazes? Era o que eu fazia na vossa idade.
Andava atr�s deles e depois fazia de conta que n�o era nada comigo.
Eu n�o ando atr�s de rapazes. A minha cren�a religiosa n�o o permite.
E voc�s tamb�m n�o?
Na vossa idade eu tamb�m n�o admitia nada.
O que � que voc�s est�o a tentar fazer? Onde est�o com a cabe�a?
Quer�amos conversar contigo sobre as coisas.
� o relat�rio quinzenal da minha performance?
Talvez uma queixa sobre as acomoda��es ou a minha disponibilidade.
Voc�s querem-me 8 ou 9 noites por semana?
Ou querem-me cortar em peda�os bem pequenos?
Olhem. Querem saber que mais?
Sou um homem de 32 anos.
N�o sou atleta ol�mpico. E tenho responsabilidades para com a Sue...
e para com minha filha.
Isto foi longe demais. Envolvemo-nos demais. J� devia ter acabado com isto.
N�o estamos preparadas para discutir isso neste momento.
Est� bem.
- N�o tenho muita escolha, n�o �? - Olha, vamos s� relaxar.
Vamos p�r uma m�sica, fumar um charro. Relaxar.
- Eu fa�o bolinhos. - Tenho que ir fazer xixi.
Obrigada pelo aviso, Lisa.
N�o vou ficar aqui sentado a ser criticado por uma rapariga de 19 anos.
Ent�o acho que vais ficar de p� a ser criticado por uma rapariga de 19 anos.
Que se passa contigo?
- Est�s com bichos-carpinteiros? - Est�s um bocado chata hoje, n�o?
Deixa-me ir buscar o meu dicion�rio.
- Est�s � espera de algu�m? - N�o.
- Quem chegou? Que se passa? - � o estafermo do amigo dele. O Lenny.
� melhor ficarem a� quietinhas. O Lenny � meio louco.
- Ele � louco? - De que est�s falar?
O Lenny pode ser... sabem? Ele costuma ser perigoso, mas...
- Keith, est�s com problemas? - Ele � perigoso?
- Bem, ele tem-me amea�ado. - Por causa do qu�?
- Sai da�, seu safado! - Eu devo-lhe algum dinheiro e...
Fechem-se no quarto da Jaz! V�o! R�pido! V�o!
- Lenny. - Ainda se mant�m o acordo?
Est�, mas v� se n�o exageras, t� bem?
Como disse: n�o v� os detalhes da sua pr�pria hist�ria, porque n�o quer ver.
O plano de fuga do Keith j� tinha come�ado mal.
Foda-se.
Meu Deus!
Preciso mesmo de ir fazer xixi.
- Estou a suar como uma porca. - Lisa, sua nojenta!
Calem-se e ou�am.
Disseste para parecer real. Como vou assust�-las se n�o for assim?
Caramba! Escute.
Diz que me vais matar ou mandar algu�m para me partir as pernas.
�s um homem morto, Clark! Vou-te matar, Clark!
Vou arrancar a tua cabe�a e mijar-lhe em cima, Clark.
Mais. Mais.
N�o, o candeeiro n�o!
� melhor esconderes a tua mulher e a tua filhota.
Sa� da minha casa. Anda.
Sa�.
Podem sair meninas.
Olhem, para j� afugentei-o mas, sei l�.
� imposs�vel saber o que � que ele vai fazer a seguir.
- O teu olho. - Estou bem. Fiquem aqui, est� bem?
Foda-se
- Tenho mesmo que ir � casinha. - Aguenta.
A Sue vai-me matar.
Acho melhor voc�s irem-se embora...
Nunca se sabe o que o Lenny vai fazer a seguir.
- Ele voltou! - Est� tudo bem.
Eu cuido disso.
- V�o-se embora? - N�o v�s l�, Keith!
Vou tratar disto, t�? V�o!
Eu disse que tratava disto. T� bem?
V�o-se embora.
- Quero ir embora. - Escutem.
- Foda-se! - Quero sair daqui!
- E o Keith? - Que se dane. Vamos embora.
N�o podemos deixar a Jasmine aqui.
Glory, vamos!
Deus do c�u, Lenny, que est�s a fazer?
Que raio est�s a fazer aqui, meu?
se quiseres entrar, faz como toda a gente e usa a porta da frente, t�?
Vamos.
Anda. Sabes que mais, podemos cronometrar. Anda.
N�o aguento mais!
- Lisa, vamos! - N�o consigo!
Meninas?
Foda-se, estou morto.
- Sei o que est�s a fazer. - Que queres dizer com isso?
Eu vi.
Viste? O que � que tu viste?
- Tu sabes. - N�o, n�o sei.
O que � viste? Tens andado a espreitar pelas minhas janelas?
Gruber, �s algum pervertido ou qu�?
- N�o. - N�o?
Queres uma parte delas?
- N�o. - Claro que queres.
�s um homem, n�o �s?
- Elas s�o boas raparigas, Keith. - Boas raparigas?
Isso, meu amigo, � um termo relativo.
Meninas... Ouve, rapaz dos jornais...
sabes aquela erva que te dei? Se eu fosse a ti...
n�o mordia a m�o que te alimenta.
Fica com a boca fechada ou, podes crer, irei atr�s de ti.
- Deixa-as em paz, Keith. - Ou o qu�?
Vai parar de entregar o meu jornal?
Um candeeiro partido.
Sabes que mais?
Na verdade, anulei a minha assinatura.
J� n�o tenho tempo de ler a porcaria do jornal.
Meninas?
Elas piraram-se.
Levaram a Jasmine! Vou mat�-las!
Gruber! Gruber, seu estafermo!
Voc�s t�m a certeza que fizemos bem em deixar o Keith assim?
E se lhe acontece alguma coisa?
Ele consegue dar conta do recado sozinho.
Acho que devia-mos voltar e ver se ele est� bem.
V� l�, ele pode estar magoado.
Est� bem, eu e tu. Lisa, tu ficas aqui com a Jasmine.
- N�o, eu tenho que ir para casa. - Fica aqui, Lisa.
Gruber, o que est�s a...? Gruber? Gruber!
Meu Deus.
Deus, prometo que serei boazinha. Por favor.
Onde est� a Jasmine?
Keith, ainda bem que �s tu! Pensei que fosse o Lenny. Est�s bem?
- Onde est� a minha filha? - Est�s-me a magoar!
- Onde est� a Jaz? - Por favor, n�o sab�amos!
N�o precisavas de lhe bater com tanta for�a.
C'um cara�as.
H� aqui qualquer coisa estranha.
- Achas que ele est� a armar alguma? - N�o. Deus!
Ele pode estar ferido e tu s� dizes isso?
- Tens a certeza? - Tenho, coloca-o a� dentro.
- Pessoal! - Ele n�o est� aqui.
N�o se preocupem, ele est� connosco. Encontramo-nos l� atr�s.
Vamos.
Vai, vai, vai... para!
Coloca-o no sof�. Coloca-o no sof�!
- Foram os motards que fizeram isso? - N�o, foi o Gruber.
Ele estava a magoar a Lisa.
- E bateste-lhe? - Com uma chave de pneu.
N�o sabes que podes matar uma pessoa com isso?
O Keith estava completamente descontrolado.
E estava-me a magoar.
Estava sim, menina. Estava, sim.
Temos que chamar uma ambul�ncia.
O que vamos dizer? V�o lev�-lo ao lugar onde trabalha a Susan.
Vamos dizer que o Gruber se passou e lhe bateu.
- N�o brinques. Isto � s�rio. - Eu sei l�. T� bem?
Dizemos que caiu.
Que escorregou numa barra de sab�o e bateu com a cabe�a numa chave de a�o.
Se n�o fizermos qualquer coisa, ele pode morrer.
- Digam que fui eu. N�o me importo. - �. Diga que o apalpou.
- Que ele � rabicho. - N�o est�s a ajudar!
- T�, j� chega. Vou ligar. - Para quem?
- O que vais dizer? - Precisamos duma ambul�ncia.
Uma ambul�ncia? Vamos ser apanhadas!
Muito s�rio mesmo. Obrigada.
- O que aconteceu? - Est� tudo bem, n�o te mexas.
- N�o te mexas. - Onde est� a Jasmine?
Ela est� bem. Est� no ber�o.
Meu Deus...
Quem � que me bateu?
Quem raio � que me bateu?
Foi o Lenny.
O Lenny?
O Lenny bateu-me? Tens a certeza?
Sue, a emerg�ncia acabou de receber uma chamada estranha da tua casa.
- Estranha como? - Algu�m ligou, depois desligou...
e quando se liga para l� ningu�m atende.
- O Lenny bateu-me? - Pensamos que te ia matar e voltamos.
- O Lenny n�o ia mat�-lo. - Cala a boca.
Era s� para vos assustar, meninas.
- Que queres dizer? - O Keith queria que ele vos assustasse
para voc�s irem embora.
Tu armaste isto tudo?
N�o era para acontecer assim.
- O que � que era para acontecer? - Voc�s deviam desaparecer...
e deixar-me em paz. Era assim que era para ser.
Deixando-me aqui com a Susan e a Jasmine...
sem ser assediado por voc�s.
- Que comovente, Keith. - Tu mentiste-nos.
Ent�o processa-me.
Sabes, Keith? O que conta n�o s�o os pecados grandes, s�o os pequenos.
- N�o acredito que me fizeste isso. - Ele traiu a mulher com n�s as tr�s.
- Ele n�o � nenhum escuteiro. - Eu fui escuteiro.
Tu �s um idiota.
Estou gr�vida!
- O qu�? - Ai, meu Deus.
- Merda. - �amos ter um beb�.
Tu �s doida. �s mais doida do que eu pensava.
Um beb� juntos? Onde raio foste buscar essa ideia?
- Eu amo-te. - Meu Deus, n�s n�o estamos apaixonados.
Que conversa � essa? Olha � tua volta. Isto n�o � amor. Est�s pedrada, ou qu�?
- Deixa-a em paz. - Tu �s mesmo um cretino.
Isto n�o est� a acontecer, voc�s n�o est�o aqui. N�o aguento isto.
- �? Tens sorte que eu n�o te bata. - S� depois de morto.
- Vou para casa. - Lisa, n�o podes ir embora agora.
Pensei que t�nhamos um futuro juntos.
- Vamos todas para a cadeia. - P�ra de agir como uma crian�a.
Eu sou uma crian�a.
- A Sue chegou. - A Sue chegou.
Sa�mos pelas traseiras. Vamos.
Esperem. N�o, n�o, n�o. N�o � a Sue.
- � o teu pai. - O qu�? Que horas s�o?
� s� o teu pai. Convida-o para entrar. Que a festa comece.
Certo.
- P�ra. - N�o posso ir embora agora.
Tens de ir! Se ele entrar, estamos todos tramados.
Ele n�o pode entrar.
- Que fa�o? - Vai para casa, dorme e cala-te.
- Tenho que justificar o atraso. - Diga uma treta qualquer.
- Tipo... est�vamos a fumar um cigarro. - N�o, vou ter problemas se disser isso.
Mais problemas do que: ''Estava a ter sexo com o Sr. Clark''?
- Temos que sair daqui. - �, antes da mulher chegar.
Esperem, mais devagar. V�o-se embora? Ajudem-me a limpar esta confus�o.
Tenho que ir, Keith.
O que vou fazer?
Talvez devesses ir ver como est� a tua filha.
- Onde est� a Jasmine? - Est� tudo bem. Olha, eu...
Ela est� a dormir.
Estou com frio.
Podes-me deixar em casa primeiro?
O Keith tinha uma desculpa perfeita.
Mesmo n�o acreditando que o Lenny lhe bateu, disse � Sue que bateu.
Todos sa�ram ilesos.
O problema foi que a Susan chamou a pol�cia e participou a agress�o.
O que, naturalmente, n�o agradou muito ao Lenny.
Lenny, n�o tive nada a ver com isso.
N�o te preocupes, amigalha�o.
Tenho que me questionar se ele merecia mesmo tudo o que lhe aconteceu.
Foi mais selvagem e diferente da terapia de casamento tradicional...
mas aquela surra talvez tenha salvo a rela��o do Keith...
e deve ter deixado claro que trair n�o compensa.
O Gruber portou-se como o nosso her�i durante o resto do ver�o.
E finalmente convenceu-nos a v�-lo quebrar um recorde.
- H� quanto tempo � que ele est� ali? - Sei l�, uns dias.
Uma eternidade.
O meu novo recorde pessoal!
Boa, Gruber!
Foi a �ltima vez que estivemos todos juntos.
Antes de ir para o internato adventista a Lisa...
admitiu que n�o conseguia tirar tirar da cabe�a a imagem do Keith nu.
A minha previs�o � que ela ter� ataques de riso espont�neos...
para o resto da vida.
S� Deus, a Glory e eu saberemos porqu�.
O Donny prometeu cuidar da Glory e do filho do Keith como se fosse dele.
Ele amava-a a esse ponto.
J� disse mil vezes ao Gruber para me devolver a chave dos pneus.
Mas a verdade � que o Donny tamb�m ainda � uma crian�a.
Eu n�o escolheria isso, mas porqu� julgar? Ela parece feliz.
E eu. Podem ver no que me tornei.
N�o consigo imaginar estes coitados com a m�o dentro da minha camisa...
agarrados � minha perna como um cachorro cheio de tes�o.
A transi��o de volta � normalidade ser� mais dif�cil do que eu imaginava.
Bom, depende...
talvez n�o seja assim t�o dif�cil.
O DIRECTOR GOSTARIA DE AGRADECER...
E DEDICAR ESTE FILME � MEM�RIA DE HELEN FOLKMANN.
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