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Original subtitles

A FACE DA CORRUP��O (1968) AKA PERVERSA OBSESS�O

Argumento

Compressa.

Compressa.

Pode fechar.

Dr. Harris, pode vir c� fora?

Cinco horas, John. N�o sei como consegue.

Correu �s mil maravilhas. Mais um sucesso.

� estranho, Steve. O sucesso aumenta o receio de falhar.

Produ��o

Realiza��o

- John Rowan. - O que � que fazes a�?

Lynn, querida. lnfelizmente adormeci.

- Esqueceste-te? - Do qu�?

Da festa! A festa do Mike Orme.

lnfelizmente esqueci-me, querida. Estou um pouco cansado.

Insisto que v�s.

Prometeste que ias. Muitas raparigas bonitas.

Dan�a, m�sica...

Sabes que n�o te resisto.

- Est� bem, at� logo. - Adeus.

- Est�s a estragar a minha cara. - lsso � impossivel.

A minha cara p�blica, a maquilhada.

Prefiro a cara privada, limpa e a brilhar.

- Temos de ir, o Mike est� � espera. - N�o vai sentir a nossa falta.

Por favor, John.

Uma breve apari��o,

com o consentimento de Sir John... Rowan.

- N�o tinha visto esta e � linda. - N�o tinhas visto?

Mike!

S� um minuto, est� bem?

- Lynn, querida. - Ol�, querido.

O que faz uma rapariga como tu num lugar destes?

- Este � John Rowan. John, � o Mike. - Como est�?

- � uma invas�o? - Esta c�mara fez-me famosa.

O John � cirurgi�o.

Veio ao sitio certo para ser despedido.

Kate, prepara-lhe uma bebida.

Quero mostrar-te algo.

Quer uma bebida? Uisque? Dubonnet?

N�o, obrigado.

Jo!

Fica com isto, sim?

- J� tenho uma. - Bebe mais uma, querida.

O que se passa com aquele John Rowan, o famoso cirurgi�o?

Vou casar-me com ele.

- Por causa do titulo? - Por causa do homem.

- Tem a mesma profiss�o? - Desculpe?

- Tamb�m � fot�grafo? - N�o.

Eu sou modelo fotogr�fico, sabe?

- E a tua carreira? - As carreiras acabam, querido.

O casamento � para sempre. Pelo menos � o que dizem.

Mas o que dizem � mentira, minha cara.

Sabe o que ele me disse?

''Vendeste a alma por um prato de sopa.''

O que � sopa?

- Desculpe? - Sopa.

� uma dieta b�sica. Para os antigos israelitas,

era semelhante ao arroz para os chineses.

Mas eu n�o gosto de comida chinesa.

Talvez de costeletas.

J� esteve no Texas?

N�o, nunca estive no Texas. Mas j� fui a Nova lorque.

Operei l�.

O senhor � m�dico!

Como � a sua respira��o boca a boca?

For�a, � divertido. lsso mesmo, meninas.

Ol�, querido. Est�s a gostar da festa?

Lynn, tive um dia cansativo e tenho uma cirurgia de manh�.

- N�o podemos ir? - A festa ainda mal come�ou.

- O que queres, Kate? - Que me tires uma fotografia.

Kate, tem calma. Se vou fotografar algu�m, ser�s tu.

- Diverte-te com a tua Kate. - Podemos ir?

- Mas eu quero ficar. - Por favor, vamos.

N�o estragues a festa, querido.

''N�o estragues a festa, querido.''

- Kate, fazes-me um favor? - Claro.

Vai brincar para outro lado. Vamos.

lsso mesmo. Vai ser �ptimo.

- Primeiro eu! - Sai da frente.

- Eu, eu! - Tem calma, Kate.

P�ra, Kate! O que � que se passa?

Est�s linda. Tragam almofadas.

Deita-te, querida.

Deixa ver essas pernas lindas.

Lindo. V�, mais uma.

P�e-te em posi��o. lsso mesmo, sem vergonha.

Mostra-me mais. Tu consegues.

Est�s a chegar l�.

Est� lindo.

Agora vamos exagerar.

Abre o vestido. N�o sejas timida.

Tira-o.

Michael, j� chega.

- Quero fotograf�-la. N�o demora. Vamos embora.

- O senhor pode ir! - Est� a dar espect�culo.

D� c� isso! Qual � o seu problema? Saia daqui.

Qual � o seu problema?

Essa m�quina � muito cara.

Chamem uma ambul�ncia e tragam um cobertor. Depressa!

Dr. Piper, venha imediatamente �s Urg�ncias, por favor.

Dr. Piper chamado �s Urg�ncias.

Dr. De Rougemont � Cirurgia.

Dr. De Rougemont chamado � Cirurgia, por favor.

- Steve, como � que ela est�? - Salv�mos a vista.

- E a cara? - A cirurgia pl�stica ajudar�, claro.

Meu Deus! Devia ter-me deixado ajudar.

- John, n�o estava em condi��es. - Podia ter feito algo.

Fizemos todos os possiveis. Agora s� nos resta esperar.

John, o que aconteceu � Lynn?

- � parente? - Sou a irm� dela. O que aconteceu?

Sou o Dr. Harris.

lnfelizmente, houve um acidente.

Um foco caiu na cara da sua irm�.

N�o!

- Posso v�-la? - Ainda n�o, est� inconsciente.

- Mas ela vai ficar bem? - Estamos a fazer o que podemos.

- D�em-me licen�a, tenho de voltar. - Obrigado, Steve.

John, o que aconteceu?

A festa ficou descontrolada.

Lynn, est� tudo bem.

- Tem calma. - Este pesadelo...

Eu sei. Mas agora est�s acordada.

O meu pesadelo n�o termina quando acordo.

Devias tomar outro comprimido para dormir.

Comprimidos, medicamentos...

Porque nos trouxe ele para aqui?

O John est� a fazer o que pode. N�o parou desde o acidente.

Ele ama-te.

- De certeza que, com o tempo... - N�o me mintas.

Sabes a verdade.

Acabou.

N�o acabou.

- O John disse... - P�ra.

N�o sou crian�a.

N�o voltarei a ser como era.

lsso � ridiculo. � melhor tomares um comprimido.

Deixa o frasco aqui.

Por favor.

N�o, Lynn. Sabes que n�o posso fazer isso.

N�o deves desistir t�o facilmente.

Ainda nem come�aram os enxertos. Vais ficar boa.

Sabes qu�o longo � esse processo?

Qu�o doloroso?

Tenta dormir.

Se tomar um comprimido,

promete-me que estar�s aqui quando acordar.

Prometo.

Como est� ela?

A dormir novamente, mas estou preocupada com ela.

John, est� a ficar obcecado, aqui fechado com estes livros velhos.

Tem de enfrentar a realidade e voltar ao trabalho.

Agora, este � o meu trabalho.

''Um tecido vivo pode ser restaurado sem a dor de v�rios enxertos.''

Os cirurgi�es pl�sticos come�am a redescobrir os avan�os dos egipcios,

h� milhares de anos.

Com o conhecimento e t�cnica actuais, � possivel restaurar a sua beleza.

Pode restaurar o rosto, mas e o seu estado mental?

John, pediu-me que deixasse os comprimidos com ela.

Receio que esteja a enlouquecer. J� pensou nisso?

Claro que pensei!

Sei o quanto est� a sofrer.

Porque pensa que fa�o tudo isto?

Val, por favor, deixe-me sozinho. Tenho de me concentrar.

- Por favor, John... - Val, deixe-me sozinho!

Pe�o desculpa. Perdoa-me?

Creio que h� esperan�a.

Uma verdadeira esperan�a.

Obrigada, John.

- Trouxe-lhe comida, John. - Obrigado.

H� dias que n�o se alimenta bem.

A Lynn est� acordada?

Vou v�-la. Finalmente, tenho boas noticias para ela.

Ainda bem, ela tem de se animar.

lsto deve ajudar.

- N�o vai comer? - Mais tarde.

Ol�, Lynn. Como est�s?

- O que tens ai? - � uma cobaia.

Reproduzi os teus ferimentos nela.

- Queimaste-a de prop�sito? - Claro.

John, como podes ser t�o cruel?

Tive de experimentar. Ouve com aten��o.

Descobri uma cura, um processo completamente novo.

Olha, o animal est� outra vez normal.

- Normal? - N�o tem qualquer problema.

E no meu caso?

Resultaria, John?

- Ser� possivel? - Sim, Lynn. Tenho a certeza.

Descansa.

SALA DE AUT�PSlAS

- Boa tarde, Sir John. - Ol�, Bert.

- N�o o via aqui h� meses. - Estive fora.

Creio que tem uma jovem que � minha paciente.

Uma paciente sua? Jovem?

N�o, senhor. A menos que seja esta.

- � Miss Alice Webber? - Sim, � ela.

Teve um acidente de via��o.

Mas foi minha paciente v�rios meses antes.

Diagnostiquei-lhe um tumor do t�lamo.

Quero realizar a aut�psia.

Ent�o deve ter havido um engano.

O Dr. Harris vai realizar a aut�psia �s tr�s horas.

O Harris n�o pode vir e pediu-me que o substituisse.

Muito bem.

- Mais alguma coisa? - N�o, obrigado.

- A menos que queira ajudar. - N�o, senhor.

Estou na hora de almo�o. � um almo�o tardio. D�-me licen�a.

Ele n�o disse o que ia fazer, mas disse que o senhor sabia de tudo.

Pode ir.

Sabe o que est� a fazer? Quebrou todas as regras �ticas.

E est� a p�r em risco a minha aut�psia.

Morreu porque uma costela lhe furou o cora��o.

- O que � que fez? - Tirei-lhe a hip�fise.

Abriu todo um novo campo, Steve.

Creio que descobri uma nova forma de controlar o sistema end�crino,

para auxiliar o crescimento de tecidos.

- Descobriu como destruir a carreira. - Steve, desaperte-me isso.

N�o h� nada que me possa dizer que n�o tenha dito a mim mesmo.

Sei muito bem o que estou a fazer.

Devia denunci�-lo, John.

Devia, mas n�o o farei.

Mas se voltar a fazer algo assim, terei de o denunciar.

Palavra, John.

lrei denunci�-lo � Ordem dos M�dicos.

Removi a hip�fise da cabe�a do corpo da morgue.

Deixe.

John, n�o o consigo ajudar.

Val, n�o teria pedido a sua ajuda se n�o tivesse a certeza de que o faria.

Sei que � capaz.

Subir.

Est� bem?

De certeza?

Bisturi.

F�rceps.

Est� bem?

Compressa.

Compressa.

Testa.

Est� bom.

Compressa.

Esta � a parte crucial.

Tenho de cortar com um laser. Ela n�o sangrar� muito.

O computador controla a profundidade de corte do laser.

Compressa.

Seringa.

O fluido controla o crescimento de tecidos no sistema end�crino.

Penso.

John, precisa de mais alguma coisa?

Ela est� a dormir confortavelmente. Eu fico com ela, pode descansar.

E a cara dela?

Ela ficar� bem, Val.

Deixe-me ficar com ela. Durma um pouco.

V� para a cama.

Est� bem. Boa noite.

Boa noite.

- Ol�. - Dr. Harris, prazer em v�-lo.

- Entre. - Obrigado.

O John foi muito misterioso. Como est� ele?

- Muito bem. - E a sua irm�?

Vai ver.

Steve, ainda bem que p�de vir. Significa que estou perdoado.

Queria que visse a nova Lynn.

Ol�, Steve.

Mas... � incrivel!

Posso?

N�o � incrivel, � brilhante.

Parece a pele de uma crian�a.

N�o � maravilhoso?

Steve, senta-se aqui?

John, tem de publicar isto. Tem de me contar o que fez.

Talvez fa�a isso.

N�o antes do jantar, por favor.

John, � espantoso.

Usou a hip�fise e o t�lamo de uma morta.

Correu um grande risco, John.

Ainda n�o sabemos o suficiente sobre o sistema end�crino.

Como pode conhecer as consequ�ncias?

Resultou. A secre��o funciona normalmente.

Mas durante quanto tempo? E efeitos secund�rios?

Steve, fiz com que a Lynn voltasse a ser como era.

� a �nica coisa que me interessa.

Agora s� precisa de repouso, uma viagem maritima deve fazer-lhe bem.

- Vamos estar fora algumas semanas. - N�o � maravilhoso?

Um cruzeiro de tr�s semanas nas Caraibas. Que inveja.

Eu pr�pria me invejo. Mais brande?

Obrigado.

N�o quero mais, querida. Queres um pouco?

Steve, a Val ficar� sozinha em Londres enquanto estamos fora.

- Espero que se possam encontrar. - Ser� um prazer.

Um brinde a um cruzeiro maravilhoso.

- E ao seu sucesso, John. - Obrigado, Steve.

Que seja duradouro.

- Eu sei. Aceita um caf�? - Adoraria.

- Recebeu um telegrama. - Telegrama?

Deve ser da Lynn e do John.

N�o s�o m�s noticias, espero.

N�o sei bem. V�m para casa. Chegam amanh�.

Porque n�o terminaram o cruzeiro?

N�o sei, ainda faltam dez dias.

Espero que n�o haja qualquer problema.

- Querida, bem-vinda a casa. - N�o me toques.

- Qual � o problema? - O problema?

Obrigado, senhor taxista.

Quero morrer!

- P�ra! - N�o aguento isto!

- Tem calma. - N�o aguento...

N�o consigo viver assim.

As pessoas olham para mim.

Afastam-se quando v�em a minha cara.

N�o posso fazer nada nem ir a lado nenhum.

N�o sabes como �. Olha para mim!

- Eu sei, querida. - N�o sabes!

Como podes saber?

John, tens de fazer algo para me ajudar.

Prometeste.

Est� bem. Senta-te.

Vai ficar tudo bem, Lynn.

Confia em mim.

Da �ltima vez usei tecido morto.

Tem de ser tecido vivo de um humano.

Vai ficar tudo bem, querida. Prometo.

Amo-te, Lynn.

Venha! Suba as escadas, n�mero 2 no primeiro andar.

Sim.

Empurre a porta.

Vamos entre querido. Voc� chegou na hora certa.

Voc� parece um ladr�o noturno, vestido como um estripador.

Ora vamos querido, tire sua roupa! Eu vou te fazer feliz.

Estou bem assim!

Bem, j� que � t�mido sobre isto.

Hey!

Voc� n�o vai embora! Onde est� o meu dinheiro?

Talvez haja algum aqui dentro.

Onde est� o meu dinheiro?

N�o posso pedir ajuda � Val. Ter�s de te preparar.

Quem era ela?

lsso importa?

lr� resultar?

Desta vez tem de resultar, Lynn.

Tem de resultar.

Sentiste? lsso mesmo.

Colabora. Lindo, muito bem.

Olha para o copo. Adoras isso.

Vais ter sucesso. Mais uma.

Bebe um pouco. Lindo.

Vai mudar de roupa.

Lynn!

� fant�stico, Lynn.

Olha s�. O m�dico � um g�nio.

Ainda bem que pensas isso. Quando come�amos a trabalhar?

N�o tinhas desistido da carreira?

Tenho de trabalhar. Tenho algo a provar.

- Ao m�dico? - A mim mesma.

S� me vou embora quando concordares.

Porque n�o falamos disso ao almo�o?

N�o posso almo�ar contigo. Vou �s compras com a Val.

Ent�o jantamos.

Ainda est�s com o m�dico?

Lynn, este regresso...

Regresso? Do que est�s a falar?

N�o pensas que podes continuar onde ficaste, pois n�o?

O teu m�dico � um g�nio, mas eu n�o.

Estiveste afastada imensos meses.

lsso � ridiculo. Foram poucos meses.

- Ouve, Lynn. - N�o, ouve tu.

Olha para a minha cara. Est� como sempre esteve.

D�-me trabalho e dentro de semanas voltarei a estar onde estava.

Onde estavas?

Fui eu quem te p�s l�!

N�o te esque�as disso. E quando me desprezaste,

deitaste tudo a perder. Est�s acabada.

Eu criei-te.

Pensas que me criaste?

Eu � que te criei, querido.

A minha cara.

Quem �s tu? C�mara, luzes, lentes...

Eu fui a �nica coisa que tiveste.

A minha cara.

Ol�, querido.

- Gastei uma fortuna. - Parece que sim. Eu levo isso.

Val, o Steve ligou e quer que lhe telefone.

- Que bom. - Vai descansar, querida.

Que dia!

Sabes que hoje um homem se meteu comigo?

Disse que era uma das mulheres mais bonitas que j� vira.

Deveria ficar com ci�mes?

N�o, orgulhoso.

Estou?

Afinal, deste-me esta beleza.

E estou muito agradecida.

Trouxe-te um presente.

- Qual �? - Este. Abre.

Visto que n�o me deixas trabalhar, deves ser tu a fotografar-me.

Preferes que seja assim, n�o?

N�o quero voltar a falar com o Mike, embora ele me tenha telefonado.

Tudo bem, Steve. Adeus.

O resto do equipamento chega depois.

- Que equipamento? - Luzes, tudo.

Temos de tirar fotografias que nos deixem orgulhosos.

Afinal, sou a tua obra-prima.

Exactamente.

Nunca saberemos como agradecer.

- O que queria o Steve? - Vem buscar-me para jantar.

- Que bom. - Perguntou como estavas.

Disse-lhe que agora est�s bem.

O que lhe disse?

Falei-lhe da recaida da Lynn.

Fiz mal?

Claro que n�o, querida. Porque n�o deveria o Steve saber?

� quase da familia.

N�o sei.

Tenho a certeza. Anda, querida.

Vamos experimentar os vestidos novos.

Tem um passatempo novo?

A ideia foi da Lynn. Ela vive para a c�mara.

Como � que ela est�? A Val disse que teve uma recaida.

Nada grave. A Val preocupa-se de mais.

Foi apenas uma pequena infec��o.

� um assunto complicado. Tenho feito algumas pesquisas.

Parece que Keppering, na Alemanha, tentou fazer algo semelhante.

Os m�todos dele n�o s�o duradouros.

Tamb�m leio as revistas m�dicas.

Durante um tratamento prolongado,

o paciente sofreu press�o mental devido � repeti��o constante.

A teoria de Keppering est� ultrapassada.

- Tenciona publicar o que descobriu? - Eventualmente.

� o seu dever, John. Al�m disso...

- Est� pronto? - Ol�, Val.

- Est� com bom aspecto, Lynn. - Obrigada.

Os Armstrong esperam-nos �s oito, � melhor irmos andando.

- Boa noite, Lynn. - Boa noite.

Divirtam-se.

- Lamento sair assim. - N�o faz mal.

N�o chegamos atrasados, fica perto.

- Boa noite, John. - At� logo, Val.

Podemos continuar a conversa noutra altura.

Boa noite.

Boa noite, John.

- O que se passa, querido? - � por causa da rapariga.

''Novas pistas no homicidio da rapariga decapitada.

A Policia acredita que o assassino tinha conhecimentos m�dicos.''

- V�. - N�o quero ver.

N�o t�m outro assunto.

N�o t�m noticias e o editor foi buscar uma hist�ria antiga.

Mas devem saber algo.

Sabem que o assassino tinha conhecimentos m�dicos.

Querido, sabes como s�o os jornais.

Jornalismo. N�o significa nada. Esquece isso.

Esquecer...

Querido, porque n�o vamos para a casa de Seaford?

Ficamos l� uma semana, ou o tempo que for necess�rio.

Seria bom poder afastar-me.

Ent�o?

H� alguma degenera��o.

Mas n�o � visivel a olho nu.

Quanto tempo falta para que seja visivel?

Uma semana. Um pouco mais, talvez.

Uma semana?

D� tempo para preparar uma opera��o, agora que o equipamento chegou.

N�o posso fazer isso, Lynn.

N�o outra vez.

Como assim?

Jurei preservar a vida, n�o acabar com ela.

Juraste uma �nica coisa.

Nunca poderia esquecer isso, mas uma nova opera��o � desnecess�ria.

Desnecess�ria?

Amo-te, Lynn. Quero casar-me contigo, agora.

Porqu�?

Por culpa? Por pena?

N�o tenhas pena de mim, John.

Pensas que seria feliz se tivesses pena de mim?

Tamb�m te amo.

Dependo completamente de ti.

E quero sentir-me segura contigo.

Mas a cicatriz estaria sempre presente.

Quero poder esquecer.

� a �nica solu��o.

� mesmo.

Lynn...

- Sabias que a Val telefonou hoje? - Como est� ela?

Muito entusiasmada. O Steve pediu-a em casamento.

N�o � uma noticia maravilhosa?

�.

- N�o est�s contente? - Claro que estou, por eles.

N�o me agrada muito ter o Steve por perto.

- Gin, querida? - N�o.

Prefiro uisque.

Querido, olha.

Chega aqui.

O que foi?

Na praia. Uma rapariga.

V�s a mochila? Deve andar � boleia.

Que pena, parece estar sozinha.

Querido, porque n�o vais falar com ela?

Parecia ser uma boa ideia. Dizem que h� liberdade na estrada.

Por isso parti.

Mas n�o correu bem.

Liberdade? Eu era muito livre.

Eles s�o simp�ticos,

mas n�o gostei de ser partilhada.

Basicamente, sou mulher de um homem s�.

Adoro isso. � educativo e �til.

Obrigada.

Os beatniks s�o boas pessoas, mas nenhum deles parece ser asseado.

- N�o tem familia? - Nem por isso.

Tenho uma tia algures.

Sabe no que pensava quando o seu marido foi falar comigo?

Estava a pensar no mar, em nadar para bem longe...

Mas eu n�o sei nadar. Queria esquecer tudo.

Queria chegar � lrlanda ou a um lugar desconhecido.

Morreria afogada.

Foi isso que eu pensei.

Quando o seu marido apareceu, pensei que se estava a atirar a mim.

''Eu e a minha mulher ador�vamos que almo�asse connosco.''

Primeiro pensei que n�o haveria mulher nenhuma

e que o almo�o seria servido na cama.

Ent�o porque veio?

Pensei:

''Que se dane, pelo menos � asseado.''

Ainda bem que n�o o fez.

N�o fiz?

Que n�o nadou para longe.

- Seria bom se ficasse algum tempo. - Est� a falar a s�rio?

�ptimo!

lmporta-se que coma mais fiambre?

Claro que n�o.

N�o, Lynn. Ela n�o.

- Porque n�o? - � nova e tem a vida pela frente.

Eu tamb�m!

Ela � perfeita.

N�o tem familia nem amigos. Ningu�m sabe onde est�.

A outra era prostituta. Tinha uma vida complicada.

Pelo menos � assim que tento justificar a sua morte.

Mas esta n�o.

Ela disse que se ia matar. Ela tomou essa decis�o.

Pelo menos assim a morte dela ser� �til.

Podes justificar isso, n�o podes?

N�o, Lynn. N�o posso.

Ela n�o.

N�o o farei.

Est� bem. Se n�o fazes, fa�o eu.

A s�rio, vou mat�-la!

Sil�ncio, Lynn!

- Ela deve ter ouvido. Desapareceu! - O qu�?

Fiz uma sanduiche. Espero que n�o se importem.

Claro que n�o.

Pe�o desculpa pela camisa de noite. Cola-se muito ao corpo.

- H� algum problema? - Boa noite, Terry.

Boa noite.

Rik!

Entra pela janela.

Rik, n�o gosto desta situa��o. � arrepiante.

Passa-me o leite.

Como assim, arrepiante?

- Ele esteve no meu quarto. - E depois?

Est� bem, mas com a mulher perto?

- Talvez sejam swingers. - N�o, � mais do que isso.

Vigia-me. Vejo-o a olhar para mim, onde quer que v�.

N�o gosto disso.

Esquece isso. Onde est�o as coisas?

Ainda n�o pude procurar. J� te disse, ele vigia-me.

Ela deve ter j�ias algures.

S� a vi de fato de banho, e quem usa j�ias com o fato de banho?

O Georgie pensa que � um �ptimo plano.

Uma casa isolada e os amigos n�o telefonam.

Diz que podemos ganhar muito aqui, mas s� se fizeres bem o teu trabalho.

N�o quero saber o que o Georgie diz. N�o gosto disto e n�o vou ficar.

Ouve!

- O que est�s a fazer? - Vou sair.

- O Georgie n�o vai gostar. - Prefiro enfrentar o Georgie.

- Espera. - Larga-me, Rik.

- N�o temos muita pressa, pois n�o? - Agora n�o, Rik.

H� semanas que n�o estamos numa cama.

Saimos antes que amanhe�a.

Terry, o pequeno-almo�o est� pronto.

Terry?

- O que se passa? - A porta est� trancada.

D�-me um minuto.

Terry!

Entrei pela janela. Estava aberta. Desta vez, foi-se mesmo embora.

O que vamos fazer?

Tens de operar, depressa!

Comboio para Brighton, paragem de Lewes.

Comboio para Brighton.

Fechem as portas.

Fechem as portas, por favor.

Caramba, tenho de sair aqui. Com licen�a.

Fechem as portas.

Fechem as portas.

- Aqui est�, minha senhora. - Prefiro uma para n�o fumadores.

- Ent�o esta, minha senhora. - Obrigada.

Sangue.

O porteiro viu.

Quando encontrarem o corpo, vai lembrar-se de mim.

Vamos sair daqui, depressa.

- Steve, tens a certeza? - Ouvi no r�dio do carro.

Um corpo decapitado encontrado debaixo do banco do comboio.

- Em Seaford? - Na linha de Seaford.

Val, h� demasiadas coincid�ncias.

Em Londres, a Lynn recupera de forma espantosa.

V�o para Seaford e volta a acontecer.

Dois corpos decapitados e a hip�fise encontra-se no cr�nio.

Por favor, n�o.

Ele deve estar louco.

Sempre foi obcecado pela Lynn.

Ela n�o deve saber o que se passa.

Temos de ir l� imediatamente para a afastar dele.

Ela j� sofreu demasiado, n�o se pode envolver.

H� algum comboio?

Parte um comboio para Seaford de hora a hora.

Vou informar-me.

N�o, chama o t�xi. Eu ligo para a esta��o.

- Tenho de esperar at� amanh�. - Porqu�?

Olha para as minhas m�os. N�o consigo.

N�o podemos esperar. Tens de o fazer j�.

N�o consigo.

Relaxa.

Preparaste a hip�fise?

N�o, n�o preparei.

Ent�o faz isso agora.

Por mim.

Est� bem, Lynn.

Ol�, voltei.

A Terry viu tudo. Segure-a!

Bebendo desta forma! Voc� precisa estar pronto para me operar amanh�!

Por favor, John, preciso de voc�.

Para qu�? Para matar?

Para matar mais?

Quantas vezes tenho de matar?

Temos o que precisamos.

S� mais uma vez.

E depois mais uma e outra vez.

N�o, Lynn.

N�o posso. Acabou. N�o o farei.

John, imploro-te.

N�o. N�o, Lynn.

Est� bem, vou chamar a Policia.

- A Policia? - Digo-lhes que est�s louco.

Em quem pensas que v�o acreditar? Em ti ou em mim?

N�o quero saber.

Acredito que estou louco. V� bem o que fiz.

Chama a Policia.

O que disseram?

Chamar a Policia?

O que � que est�o a fazer aqui?

Groper, o telefone.

Rik.

Sandy.

Queria o telefone?

Gostaste, n�o?

Ele parece um animal.

Faz o que lhe dizem, sem fazer perguntas.

N�o �s respons�vel, pois n�o, Groper?

Se lhe pedir que magoe algu�m, ele magoa.

Ele gosta de magoar.

N�o queremos problemas.

Ela n�o est� aqui, Georgie.

Vejam no outro quarto.

J� viu o que est� ali dentro?

O que � aquilo?

O meu marido � m�dico. Faz trabalho de investiga��o.

Ele � m�dico, Georgie.

Aposto que faz opera��es secretas.

Aposto que faz.

A Terry disse que era bonita.

Tinha raz�o.

S�o amigos da Terry?

lsso explica tudo.

Explica o qu�?

Ela disse que tinha fugido de homens nojentos!

Devia ter-vos reconhecido.

Ouviste, Rik? Ouviste o que a tua mulher diz de ti?

Fez bem o papel dela. Onde est�?

A Terry � sua mulher?

Ela chegou ontem, passou c� o dia e depois foi-se embora.

- E levou o rel�gio do meu marido. - A que horas se pirou?

Pirou?

Saiu daqui.

N�o fa�o ideia.

Depois do jantar, n�o foi, John?

Mentirosa.

� mesmo.

�s duas da manh�,

o senhor apanhou-a com um copo de leite e uma sandes.

Faz qualquer coisa, John!

V� l�, Johnnie, fa�a qualquer coisa.

Saiam! Saiam!

A Terry saiu ontem � noite porque a assustaram.

Eu assustei-a ainda mais,

por isso ela voltou.

A Terry estava a preparar tudo. �amos assaltar-vos.

Onde est� a Terry?

Saiam! Saiam j�!

Deixem-na em paz!

O cavaleiro acordou.

A rapariga voltou.

- Onde est� agora? - N�o sei!

Eu digo! Eu digo!

P�ra.

O meu marido meteu-se com ela, por isso mandei-a embora.

- Assim est� melhor. - A Terry n�o olhava para ele.

Olhou para os outros todos.

Muito bem, revirem a casa.

�ptimo!

- N�o precisam de destruir a casa. - Groper.

Muito bem, mostre-nos onde est� tudo. Dinheiro, j�ias, bens valiosos.

N�o nos quer mostrar?

No quarto.

- Lynn! - Groper, vigia-o.

P�ra.

Desarrumar tudo � o que tem piada.

- O que � isto? - � um laser.

Prefiro as j�ias.

Pode ajudar-me, Georgie.

Onde est�o?

Preciso de um tratamento m�dico urgente.

- Feito por mim? - De uma opera��o na cara.

- O meu marido recusa-se a faz�-la. - Porqu�?

lsso n�o importa,

mas o Georgie pode ajudar-me, obrigando-o a operar-me.

Porque faria isso?

Por dinheiro. Quer as minhas j�ias.

N�o tenho nada aqui, mas tenho imensas em Londres.

Fique com isto.

Tenho muito mais, prometo.

Dou-lhe tudo o que quiser, mas ajude-me.

Assim est� melhor.

Ent�o, o que tem na cara?

Sentido!

Tenho fome. Mais algu�m quer comer?

J� comia qualquer coisa. E tu, Groper?

� vontade. Vou ver o que h� no frigorifico.

N�o! N�o se aproxime do frigorifico!

N�o � boa ideia negar comida a viajantes cansados.

Encontrou algo bom?

Ele � um canalha.

� m�dico, n�o h� d�vida.

Sabem o que ele fez?

Arruinou-lhe a cara e deu-lhe cabo da beleza.

- N�o vejo problema nenhum. - Aparece de repente.

Tem que ver com os tecidos.

Tenho novidades para si, doutor. Vai oper�-la.

- N�o seja imbecil. - Ela explicou-me tudo.

Pegue na seringa e pode come�ar.

N�o sabe o que diz. N�o tenho nada preparado.

- Ent�o prepare. - N�o posso!

Quer apostar?

Groper!

Tr�-lo para aqui.

- O que � isso? - A anestesia.

lnjec��o na veia. Continue.

Vigia-o.

� uma...

� horrivel.

- Se fez aquilo, o que fez � Terry? - Tirem-me daqui.

N�o, Georgie. Temos de saber o que ele fez � Terry.

Vou descobrir. Aquele doido vai falar.

Groper, agarra-o.

Seu assassino lun�tico, onde est� a Terry?

Est� morta.

Morta?

- N�o me diga que n�o sabia. - Ele matou-a.

- Juro que n�o tive culpa. - Ela juraria qualquer coisa.

Matou a minha mulher? A minha Terry?

Onde � que ela est�?

Onde est�?

Onde est�?!

Est� na praia.

- Vou mat�-lo! - N�o o magoe!

Ele matou-a. N�o fa�a isso!

Eu mostro onde ela est�.

Rik, vai com ela.

Vou ajustar contas com ele.

Quando voltar, vai obrig�-lo a operar-me, n�o vai? Prometeu.

Groper.

Louco desgra�ado!

Conte-me tudo!

Onde � que ela est�? Onde a deixaram?

L� em baixo, entre as pedras.

No precipicio.

Onde? N�o a vejo.

Ali. Veja.

- Consegue v�-la? - N�o.

Na base do penhasco.

Porque n�o relaxa?

Groper, n�o.

Onde est� o Rik?

Est� na praia. Deixei-o l� com a Terry.

A Terry, John.

Foi horrivel. A mar� estava a subir.

- Tivemos de a tirar da �gua. - Esteve dentro de �gua?

- Claro que estive. - Porque n�o est� molhada?

- Estive na praia. - Mentirosa!

Groper, n�o. Vai com a Sandy e chamem a Policia.

N�o te preocupes comigo, chama a Policia.

Sente-se.

- A Terry estava na �gua. - Esteja calada! Fale com a Policia.

Conte-lhes as suas mentiras.

S�o os dois malucos!

M�dico...

O que est�s a fazer? Afasta-te. Vais matar-nos a todos.

Afasta-te!

Vou mat�-lo!

John.

Ol�, querido. Estava a ver que n�o chegavas.

Pe�o desculpa. Estava mais cansado do que pensava.

Mike.

Espera um pouco, querida.

- Ol�, Lynn. -Ol�, Mike.

- Mike, este � John Rowan. - Como est�?

A c�mara dele tornou-me famosa.

Kate, prepara-lhe uma bebida.

Como � a sua respira��o boca a boca?

N�o estragues a festa.

Abre o vestido. Tira-o.

J� chega. Michael, j� chega.

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