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Tio...
um problema com a mamãe.
O quê?
Vim buscá-la, mas os primos estão aqui.
Eles a acharam, nem precisaram procurar.
Vá embora.
Certo.
Droga!
Eu ouvi no rádio, 200kg.
Estávamos esperando há um mês.
Estão na sua cola, o que esperava?
Causou caos em Secondigliano e a polícia está em todo lugar.
-O que nosso amigo lá sabe? -Nada.
Nunziata, eu lhe pus aqui e aquele cara em Roma...
não se esqueça.
Precisa descobrir o que está acontecendo.
Isso não é normal, certo?
O que quer dizer?
Eles foram diretos, alguém falou para eles.
Vou ver o que ele diz.
Muito bem.
Eles sabem que foi você quem causou aquilo...
estavam esperando para poder prejudicá-lo...
tenha cuidado.
Bem-vindo a Scampia.
Esta aqui.
Estávamos na Grécia...
no verão passado.
Onde estão as crianças?
Na minha mãe.
O terno dele...
-Antonietta... -Preciso pegar o terno dele.
Ouça...
Não nos deixarão fazer o funeral na igreja.
Por que não? Ele não era um chefe.
Nem mesmo um fugitivo, por que não?
Porque morreu com uma arma na mão...
é assim que funciona...
não nos deixarão levá-lo para a igreja.
Mas não se preocupe com o resto.
Nós cuidaremos de tudo.
Certo...
primeiro seu chefe causa a morte dele...
e agora quer me pagar.
Ele não se importa que não o deixarão entrar na igreja!
Abaixe a voz.
Atenda, é o seu chefe.
Alô?
Já estou indo.
Sinto muito, mas...
Nunca mais volte aqui.
Nunca mais volte aqui.
-Bom-dia. -Bom-dia, Ciro.
-Don Pietro está me procurando? -Sim, venha comigo.
Eu levo você...
eles estão no vizinho...
dizem que é mais seguro.
Alguém os entregou.
Foi Conte?
Conte trabalha com os mexicanos...
talvez sabia sobre a mercadoria.
Não importa, temos de manter os olhos abertos.
Depois daquela noite, estão na nossa cola.
Onde está Bolletta?
Ele não me atendeu, deixei uma mensagem.
-Talvez a polícia o pegou. -De novo?
Depois de Conte, o levaram para interrogatório.
Por que eu não sabia disso?
-Porque foi um caso... -Não foi nada.
Eles o seguraram o dia todo e o levaram para casa.
Renato está aqui.
Bolletta...
onde diabo estava?
-Tem um problema em Casavatore. -Em Casavatore?
Que problema?
Pergunte ao seu filho Genny.
Vá chamar seu filho.
Genny!
Gennaro!
Mãe...
Como está cheirosa.
O que fez ontem em Casavatore?
Nada, ofereci uma bebida para uma garota...
aí apareceu um idiota...
Aquele idiota é amigo do chefe aqui.
-Como eu ia saber? -Você nunca sabe nada.
Banque o idiota com mulheres no nosso território...
não no dos outros.
Eles não valem nada, ainda estragaram minha moto.
Sou um Savastano!
O que deveria ter feito?
Temos de nos dar bem com todos agora...
até com aqueles que não valem nada.
Certo, ele quebrou a moto.
E você fez o quê?
Fiquei muito bravo.
NÃO DOU A MÍNIMA PARA CASAVATORE
Sabe quem ele é?
-Sei quem eu sou. -E quem é você?
Bolletta, pare.
Por favor, entre.
Somente ele.
Seu pai não está aqui?
Ele se aposentou.
Devo falar com você?
Eu sou o cara agora!
O que fazemos? Não posso perder tempo.
Quanto vai precisar para resolvermos isso?
Não é uma questão de dinheiro...
é de imagem, minha imagem...
e imagem é tudo.
Parisi, eu saí da escola há muito tempo.
Com o que você quer resolver isso?
Vamos tomar um café na praça.
Ele fez esta zona e agora precisa limpá-la.
-Parisi, está falando sério? -Não posso deixar passar.
Ouça...
Eu vim como um gesto de boa vontade...
poderia ter ficado em casa.
Só de pensar nisso...
você me deve desculpas.
Don Pietro...
isso vai acabar mal!
Acho que teremos que chamar seu pai.
Façam boa viagem!
Temos de matá-lo.
Viu no que dá fazer tudo isso?
Olhe isso.
Quantos policiais.
Que droga!
Encoste.
Desligue o motor e ponha a chave no teto.
Saia lentamente com as mãos à mostra.
Feche a porta.
Saia o passageiro da frente.
Feche a porta, mãos no teto.
O passageiro da direita é o próximo.
Feche a porta, mãos no teto.
Agora sai o passageiro da esquerda.
É a maior apreensão de drogas dos últimos dez anos...
e é interessante...
porque investigadores podem reconstruir...
as novas rotas da cocaína...
e entender as alianças entre os clãs da Camorra...
no bilionário comércio das drogas...
e apontar os chefes do tráfico sul-americanos...
que estão enviando cocaína para a Europa...
-Posso ir? -Para onde?
-Vou sair. -Para onde?
Só vou dar uma volta com Pino e Carmine.
Cuidado, tem polícia em todo lugar.
Pai, preciso de uma moto nova.
Claro, Genny, de que cor?
Vermelha.
-Tchau, mãe. -Tchau.
Aos vinte, eu era um filho da mãe...
estava sempre com meu pai, observando...
aprendendo.
Genny é assim, ele não é como nós.
Com quem ele se parece?
A culpa é nossa, sempre demos tudo para ele.
Não compre a moto para ele.
-Como se isso bastasse. -Mas não compre.
Nem mesmo um padre...
um pastor, ninguém.
Ninguém.
Bela piedade.
Por que não vamos?
Tem policiais.
Está sofrendo, não?
Ele era como um pai para mim.
Como ele era como pai?
Tranquilo.
Você seria um pai tranquilo para mim.
Você tinha razão, alguém falou.
Ligaram para Agência Antimáfia de um orelhão.
-Quem? -Não sei.
Disse que poderia prendê-lo, mas queria garantias.
Não acreditaram nele, então, denunciou a cocaína.
-Quero esse nome. -Vou tentar.
Quero esse maldito nome!
Deixe comigo.
Temos de fazer outro ataque...
pela besteira que Genny fez.
Se quebrassem sua moto, como você reagiria?
Eu não bagunço no território dos outros.
Dá para fazermos...
podemos pegá-lo na casa da vadia dele.
-Deixe-me sair. -O quê?
Deixe-me sair!
Na vou fazer outra besteira!
Vamos matar Parisi com toda esta bagunça?
E com um traidor entre nós?
E depois?
Se a polícia prender Pietro...
quem ficará no lugar dele?
Quem, o idiota do Genny?
Todo sábado, Parisi vai a um resort...
visitar uma prostituta romena.
Hoje é sábado.
Vamos pegá-lo lá.
Don Pietro, está ouvindo?
Nós vamos...
mas as ruas estão cheias de polícia.
Tem certeza que é o certo?
-É você quem diz o que é certo? -Não, eu quis dizer...
Então, cale-se, Malamò!
Don Pietro!
Você me chamou?
Sente-se.
Você viu Parisi?
Nem trinta anos e já é um chefe.
Parisi é um idiota e depois de hoje não será mais.
Não é sobre Parisi...
é sobre Genny.
O que quer dizer?
Se me acontecer algo, ele assume.
-O que acha? -Ele é seu filho.
E o que os outros acham?
Eles também acham...
o sobrenome de Gennaro é Savastano.
Ciro, não me venha com esse papo.
Eu sei o que eles acham...
que ele não é capaz.
E é verdade.
Ele não está pronto...
precisa de tempo...
e talvez não tenha.
Mas ele precisa fazer uma coisa...
ou não poderá assumir meu lugar nem que ele seja Deus.
-Por que eu? -Porque é amigo do Genny.
-Mas agora não é hora. -Tem problemas?
Não me entendeu direito.
-É uma honra para mim. -Então, fique feliz.
Sinta o ar puro.
Estão me ferrando.
Quem?
Foi o que Nunziata disse?
O que vai fazer?
O que vai fazer?
-Ficar aqui esperando a polícia? -O que posso fazer?
Matar todos eles?
Ir embora.
Ficar longe, relaxar.
Esperamos as coisas acalmarem...
-e tudo se resolverá. -Quem resolverá?
Genny? Você?
Não quero me esconder como meu pai.
Você não será preso...
ouviu?
Estão no seu pé há 20 anos e você ainda está aqui.
Não vai a lugar algum.
A verdade?
-Não lamento pela bagunça. -Isso não é bom.
Precisa ficar mais focado, entendeu?
Sua hora vai chegar, precisa estar pronto.
Seu pai não é eterno.
E não é hora para isso.
Vai me dizer o que devo fazer?
-Por que não é hora? -Você vai ver.
Sabe por que não lamento?
Porque eu estava irritado...
e aquela garota, Noemi...
era linda demais.
-O que faço com isso? -Jogue fora.
Sabe...
queria conhecer uma garota que me amasse...
e me ajudasse a encontrar a paz.
-O que vai fazer? -Ver se ainda funciona.
Felice!
Felice! Venha aqui.
Trouxe um presente.
Venha aqui.
Pegue.
Este é Gennaro Savastano.
-Pegue isso. -Para quê?
-Mate-o! -O que está dizendo?
-Deixe-me ir! -Calado, é só um segundo!
É tão fácil assim?
Vá!
Atire.
Vá, Gennaro!
Acabe com ele!
Agora!
Agora!
Eu não fiz nada!
Mexa-se!
Preste atenção...
é melhor para nós dois...
dizermos que você o matou.
Ou teremos problemas.
Ouviu?
Foi você.
Entendi.
E então?
Matar é muito fácil.
Agora você está bem, já posso morrer.
A nova moto está na concessionária...
pode pegá-la.
Como atirou nele?
-Como? -Uma, duas, três vezes?
Uma...
só uma...
só isso.
Tem até boa mira.
-É linda. -É melhor que a outra.
Queria eu ter um pai desses...
uma quebra e ele compra outra.
Você chegou rápido em Nápoles.
E?
Por que tanta pressa?
Digamos que eu morra.
-Como? -Musi...
Não tenho tempo a perder. Meu dinheiro está seguro?
Claro, como sempre.
Se algo me acontecer...
você terá de cuidar de tudo...
Imma, Genny...
Eles não devem ter problemas.
Claro, confie em mim.
Quero uma atualização...
-eles devem saber tudo também. -Claro.
Estas são as últimas coisas.
Você já sabe das anteriores.
Desculpe-me...
por que está dizendo isso?
-Está acontecendo algo? -Nunca se sabe.
As coisas estão bem, esta recessão é boa...
e a minha decisão de manter líquido compensou...
e viramos grandes acionistas a preços convenientes.
Quarto 128.
-Malamò! -Tudo bem, tio.
Certo.
Bebidas para os três por minha conta.
-Estou só com Zecchinetta. -E Bolletta?
Não sei, estava ocupado.
Don Pietro, entre.
-Por favor, vou fazer café. -Por que não foi até Parisi?
Malamò e Zecchinetta eram suficientes...
para um idiota como Parisi.
E eu estava ocupado...
precisava ir à casa Smurf pegar o dinheiro.
Não podíamos deixá-lo lá com a polícia por aí.
Eu teria pegado de manhã, mas já está aqui...
entre, vou fazer café.
É verdade que a polícia o pegou?
Sim, mas para nada.
Queriam me ferrar, mas eu tinha um recibo do clube de tiro.
Disseram meu nome?
Não, claro que não...
só algumas perguntas...
onde eu estava no dia do tiroteio, com quem...
-Em poucas horas, voltei. -Poucas horas?
Por que me disseram que foi o dia todo?
Don Pietro...
não pense besteiras...
eles me pegaram só porque acabei de sair.
Se tivessem provas, não me soltariam.
Don Pietro, não se preocupe, a polícia não tem provas.
Bolletta...
quando acharam a cocaína...
eles tinham sido avisados.
Nossa...
acha que fui eu?
Juro pela minha mãe que não fui eu!
Estou com você há vinte anos...
já passamos por tudo.
Como pode pensar que o entregaria?
Tchau, Boletta.
Esqueceu sua mala...
-Ao maldito Parisi! -Esqueça-o.
Ao meu filho...
que hoje virou homem.
Certo, Ciro?
Certo.
-Ao Gennaro! -Saúde!
Onde Bolletta está? Ele sumiu.
Bolletta era o traidor.
Bolletta?
Tem certeza?
Por quê? Era você?
Ou Zecchinetta?
Ou Ciro?
Alguém quer levantar a mão?
Não se preocupem, eu cuidei disso...
já podem ir.
-Boa-noite. -Ciro!
Vamos conversar.
Sim?
Conte-me.
Como Genny o matou?
-Ele atirou. -Eu sei, mas como?
Primeiro, de longe, depois, foi lá e o finalizou.
Ele foi bem, certo?
Precisou de incentivo.
Ciro, você acha...
que é hora de me enganar?
Ele não atirou nele.
-Eu o matei. -Por que não me disse?
Porque ele atirou mesmo.
Gennaro queria deixá-lo feliz.
Sabe o que acho?
Quando chegar a hora de Genny...
você será o número dois.
Feliz?
Feliz? Honrado!
Mas não pense nisso...
pois você está aqui e vai ficar aqui.
Mas se acontecer, precisa ficar perto de Genny.
Até lá...
eu estarei no comando...
e se vier com besteiras...
vou ficar irritado.
Aqui...
beba... Tudo.
Mostre-me que posso confiar em você, se é um mentiroso...
ou se posso pôr meu filho e meu negócio em suas mãos.
Muito bem.
Nunziata.
O que foi?
Houve outro contato com o rato.
-Quando? -Agora, acabaram de me avisar.
-O que está dizendo? -A verdade.
Disse que lhe prometeram várias coisas...
e ele precisa pensar.
Ele fará outra ligação.
Estamos tentando descobrir quem é ele...
e vamos pegá-lo antes de ele fazer a ligação.
Mimmo, o que foi?
O que você quer, Malamò?
Quando?
Como ele está?
Estou indo.
Já disse que estou indo.
Desligue o carro.
Chave no teto.
Saia lentamente com as mãos à vista.
Meu filho está no hospital, preciso ir...
ele sofreu um acidente.
Confira o carro.
-Estou com pressa, droga! -Acalme-se.
Se acontecer algo com ele, não imaginam o que vou fazer!
Olhe aqui.
-Ganhei jogando com amigos. -Reviste-o.
Ganhou jogando baralho, é?
A jaqueta não é minha, eles me emprestaram.
-Agora não! -Parado.
Vamos fazer assim...
levem a mala, tem mais de 50 mil euros.
-Levem a mala, imbecis! -Parado!
Vocês vão se arrepender de terem nascido!
-Ciro! -Olá.
Alguma notícia?
Não sabemos de nada.
Sei que a batida foi feia.
-Não sei de nada. -Maldita moto.
Como Genny está?
Estamos esperando para saber.
Tenho uma má notícia, Don Pietro foi preso.
-O que está dizendo? -Ele foi parado.
Por quê?
Uma coisa por vez...
primeiro Genny precisa sair da cirurgia.
Ciro, ligue para o advogado...
cuide disso, por favor.
O que foi, irmão?
Olá, Debora.
Vai ficar tudo bem, não se preocupe.
Dizem que ele viu o sinal vermelho...
e cruzou de propósito.
Ele sempre fez isso.
É verdade o que disseram?
Santa Maria... Como Gennaro está?
Inconsciente, ainda estão examinando-o.
Acha que ele resistirá?
Como vou saber?
Com Pietro preso, o que vai acontecer?
Não é hora de falar disso.
Preciso ir, eu ligo depois.
Tchau.
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