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Vamos.
Fora coronel Villar.
Fora os carecas.
Fora os...
Mais para baixo e morro.
Temos que nos retirar.
V� com Cielito enquanto eu os distraio.
N�o vou com ningu�m.
Que se virem como possam.
N�o seja rancoroso.
Podem matar todos.
R�pido para os cavalos.
Como para os cavalos?
N�o vamos lutar mais?
Vamos rapazes.
Atr�s deles com a cavalaria, capit�o.
R�pido.
Sen�o � Pedro Ferreira.
O prazer que ter� meu coronel quando o veja.
J� sabem.
Ordem na cidade acima de tudo.
S� isso.
Podem sair.
Pedro Ferreira, coronel.
Mas o que � isso?
O famoso Pedro Ferreira.
Lamento por voc�, amigo.
Mas tinha que acontecer.
Sou um homem que nunca falha no que se prop�e.
N�o venha com conversas.
Perdi e pronto.
Bom.
De qualquer forma tenho voc� em meu poder.
E sabe o que te espera.
Vou mandar fuzilar voc�.
E me fuzila por revolucion�rio?
Ou por que n�o pode tirar-me Cielito?
Pelas duas coisas.
Tem alguma outra duvida?
Nenhuma.
Te falta coragem mas sobra sinceridade.
Capit�o Rodriguez.
Cuide desse homem.
E fuzile-o ao amanhecer junto com os outros.
Levem-no
Aten��o.
Alto.
Meia volta.
Marche.
Pedro.
Pedro.
Aqui estou.
E minha filha?
Como est� minha filha?
Cielito est� salva.
O que aconteceu, Pedro?
Como � poss�vel que te prenderam?
Os soldados de Villar foram melhores.
Tento a revolu��o e olhe o resultado.
Melhor estivesse morto a passar por essa vergonha.
Ou�a.
N�o fale mais Fidel.
Me perdoe n�o poder ter feito algo por voc�.
N�o diga isso Pedro.
Tinha que ser assim.
� a vontade de Deus.
Pobre homem, o que aconteceu?
Tanta queixa por um rasp�o.
J� vai melhorar.
Se saiu bem dessa.
Por que se queixa?
O que diria se estivesse morto?
Cale-se animal.
Bonito modo de consolar as pessoas.
Acho que � Pancho.
O que aconteceu? Sabe algo de Pedro?
O pegaram e est� preso no quartel.
Amanh� ao amanhecer ser� fuzilado junto com seu pai.
Tudo est� pronto.
Esperam na sa�da do canavial.
Temos que salvar meu pai e Pedro.
A tiros ou com as unhas tiraremos eles do quartel.
Se n�o os salvamos, morremos com eles.
Matando soldados.
Vou na frente.
Vamos.
Aos cavalos todos
Aten��o!
Alto!
Lado esquerdo.
Esquerda.
Manoel Robles.
Sim, senhor.
Chegou a hora.
Bendito seja Deus que me tira o sofrimento.
N�o fizemos nada.
N�o �, Fidel?
Adeus Pedro.
Adeus, irm�o.
Lado esquerdo.
Esquerda!
Em frente.
Marche!
Pedro.
Ouve-me?
Sim, Fidel.
N�o sei o que te dizer filho.
Nunca pensei n�s dois nessa situa��o.
O que ser� de minha filha sem n�s?
Ela estar� bem, Fidel.
N�o pense nisso.
Estamos pr�ximos da morte e...
Precisamos chegar inteiros at� o final.
Sim!
Inteiros.
Para que as balas nos acertem.
Covardes!
Pedro.
Melhor n�o falarmos, Fidel.
Logo vir�o por mim.
E quero morrer tranq�ilo.
Esquerda!
Aten��o!
Alto!
Lado esquerdo.
Esquerda.
Pedro Ferreira.
Vamos!
Lado esquerdo.
Esquerda.
Em frente.
Marche!
Escolta, alto.
Ou�a, Ferreira.
N�o preciso dizer que n�o merece considera��o.
Mas tem que manter a tradi��o.
Pode pedir o que quiser.
N�o acha que precisa um conhaque?
Dizem que d� coragem.
E agora n�o deve estar muito firme.
Quero ouvir uma can��o.
Est� bem.
Vou atender-te
Rapaz.
Venha com o viol�o.
Teria sido melhor o conhaque.
Disfar�a mais o medo.
Esse homem quer ouvir uma can��o.
D�-lhe esse prazer.
Toca-me Cielito Lindo.
Acha que porque chegou cantando a raiva vai embora?
Quando tem trov�o vai chover.
N�o se zangue Cielito.
Est�vamos na montanha descendo o gado.
Amanh� teremos neblina
Sim claro, a montanha.
N�o se aborre�a.
Vai compadre.
Vamos tomar algo?
Sim.
Diga algo n�o fique ai como um sonso.
Est� assim comigo?
Nem sei o que fazer.
Serio Pedro.
Por que n�o veio?
Estivemos descendo o gado.
E aproveitamos o tempo para visitar uns amigos.
Sabe o que trazemos nas m�os.
Sim, sei.
Espero que isso acabe logo para que n�o se afaste de mim.
N�o sabe a falta que me faz, Pedro.
E eu a voc� n�o?
N�o deveria perguntar isso.
Te amo muito.
Quando abro os olhos sinto que preciso de voc�.
Para que alegre aquela casa.
Para que a encha com sua pessoa e com seu carinho.
Com o carinho de ambos.
Sem o seu n�o adiantaria te amar muito.
Sim.
Com o carinho de ambos.
E do que vier.
Um menino ser� o primeiro.
Lindo como a m�e e forte como o pai.
E depois uma menina como um sol.
E depois.
Alguns mais.
Sim, claro.
E quem vai cuidar de todos?
Seu pai vai cuidar.
O que ele vai fazer no rancho?
Meu pai no rancho?
E isso ent�o?
Que venda isso.
E se n�o quiser.
Quando casarmos seu pai tem que morar no rancho.
E n�o diga que n�o.
J� come�a com suas id�ias.
N�o tenho vontade de discutir.
Me avisa quando tirar isso da cabe�a.
A tropa est� chegando.
E isso � tudo coronel.
Tanto eu como prefeito.
Como os representantes do povo.
Agradecemos que o governo.
Mandou mais tropas para essa cidade.
Tropa que vem garantir a ordem e tranq�ilidade.
Essas s�o as instru��es que trago.
Deus seja louvado.
Desde que tiraram o outro destacamento.
Est�vamos desamparados.
E que noticias nos d� da revolta, coronel?
Poucas e m�s.
A revolu��o avan�a.
O norte est� em chamas.
Mas acabaremos com eles.
O que pode me dizer dessa regi�o?
Podem levantar-se tamb�m.
H� noticias que chegaram armas � cidade.
Essas informa��es eu j� tinha.
Por isso estou aqui.
Sobre o terreno, quero nomes, lugares.
Algo concreto.
Pois veja, coronel.
H� na cidade uma cantina
Quase tenho certeza.
Ali � o quartel general dos revoltosos.
E o dono sabe dessas atividades subversivas.
Talvez at� saiba algo das armas.
Tem agir com rigor, coronel.
Confiamos em voc�.
Essa revolu��o nos amea�a.
Ok.
Deixem isso comigo.
Essa noite come�arei as investiga��es pessoalmente.
Se a suspeita se confirma.
Agirei com todo o rigor.
J� chegaram?
Sim, est�o te esperando.
Entra que eu fico aqui vigiando.
Nos assustou.
O que vai acontecer quando come�ar a luta?
Vai sair correndo.
Nem fale.
O que aconteceu, compadre?
Mandaram 80 rifles.
N�o vai ajudar.
Oitenta.
N�o vai resolver.
E ent�o?
Quando lutarmos v�o sobrar as armas.
Quem disse que n�o temos com o que lutar
Ah, sim.
V�o ter que ir ao norte ver o general Pal�cios, n�o tem jeito.
Se quer que fa�amos algo, precisamos armas.
E ainda mais agora com a chegada da tropa.
Pelot�o, alto.
Boa noite, senhor.
Posso servir-lhe algo?
- Quem � voc�? - O propriet�rio, as suas ordens.
E eu sou a filho do propriet�rio, tamb�m as suas ordens.
Sirva algo ao senhor, o que vai pensar de n�s?
Um conhaque?
Isso � bom a essas horas.
N�o aceito convites.
Sou o coronel Villar e vim investigar essa casa.
E do que se trata, coronel?
Tem armas escondidas na cidade.
E vou encontr�-las.
Meu Deus, que susto me deu, coronel.
Pensei tratar-se de outra coisa.
Um roubo, morte, algo mais serio.
E pensa que as armas est�o aqui?
Sim senhor, tenho suspeitas.
A casa est� as sua disposi��o.
Pode revistar de cima, embaixo.
Diga por onde quer come�ar.
Onde vai essa porta?
Ao deposito, senhor.
manda dois homens.
Voc� e os outros revistem tudo.
Voc�s dois. Os outros comigo.
Revistem tudo isso.
Se incomodo, vou embora, coronel.
N�o incomoda em nada.
Como ser� voc� realmente.
Primeira vez que vem nessa casa e nos trata como se fossemos bandidos.
Lamento que pense assim, mas estou cumprindo com meu dever.
N�o digo que n�o cumpra, coronel.
Por que tinha que vir com tantos soldados.
Como se fosse levar um criminoso.
O que as pessoas v�o pensar de n�s.
Est� bem.
Saiam e esperem-me l� fora.
Est� contente, senhorita?
N�o me agradece?
Ok, assim paga o diabo a quem o serve.
Ah coronel.
Quer que agrade�a e traz um regimento.
Onde s� h� um velho e uma garota.
Mas uma garota perigosa.
Porque � bonita.
Parece que vai me querer coronel.
Quero mais do que voc� imagina.
Voc� � a �nica agrad�vel que vi na cidade, senhorita.
Chamo-me Cielito, coronel.
Assim deveria chamar-se quem tem esse rosto e esse corpo.
Verdade, n�o est� exagerando?
Falo serio, Cielito.
Gosto de voc� Cielito, gosto de voc�.
Muito, muito?
Muito.
N�o comece.
J� estou ficando com medo.
Voc� � muito ousado, coronel.
Por favor Cielito, ou�a.
Ou�o o que quiser, mas vamos sair.
Todos sabem que estamos s�s aqui e...
E as pessoas comentam.
Vamos.
Meu Deus que susto.
Se sobe aqui morre.
N�o digo que morre.
N�o sabe o que pode acontecer.
Pelo que Cielito fez.
Ele veio para isso.
Seja o que Deus quiser.
Pode ser hoje ou amanh�.
Coronel, n�o encontramos nada.
Est� bem, voltem ao quartel.
Seu conhaque, coronel.
by man
Brindamos o que, Cielito?
O que quiser.
Por que ser� bom.
Pelo dia que saiba o quanto me agrada.
Isso j� sei.
N�o pense que sou t�o tola.
Voc� n�o percebeu outra coisa.
Do que?
Melhor adivinhar.
N�o tenho coragem de dizer.
Dedico a voc�, coronel.
Gostou da can��o?
Gosto mais de quem acaba de cant�-la.
N�o sabe dizer outra coisa?
Estou te conhecendo.
Fala bem, mas n�o sou tudo isso.
Fica como a jaqueta do Justo.
Arrumada e sem bot�es.
Gostaria de poder demonstrar minha sinceridade.
Podemos nos ver em algum lugar?
Se prometer se comportar.
Claro, sou um cavalheiro.
Claro.
Por isso digo.
Se fosse velha nem me olharia.
Vamos.
R�pido, traga o ferro.
Com a permiss�o de quem anda pelas minhas terras?
Grande coisa suas terras.
Uma terra seca onde a erva m� n�o cresce.
O que foi?
Para de dizer que minha adega � uma droga.
Chora?
Essa dureza.
Por que isso?
Gra�as ao meu pai soube que vai embora.
N�o me disse nada, como se fosse uma estranha.
Vou falar com o general Pal�cios.
E volto logo.
Pedro cada vez que lembro do que vai acontecer.
N�o tenha receio.
O que vier logo terminamos.
N�o durar muito.
E se te acontece algo?
Da sorte e da morte, ningu�m escapa.
O que fa�o se morre?
Por que isso agora?
A pouco estava fazendo pouco de mim.
N�o, Pedro, n�o.
Te amo muito.
D� vontade de gritar.
Quando penso que voc�...
O que acontece contigo?
Um sorriso.
N�o gosto de ver-te triste.
Sorria, por favor.
Assim est� bem.
Que agarramento.
Como � inconveniente.
Que c�mico.
Bom, compadre.
� hora de ir.
N�o queira estar a noite na serra.
Tem raz�o, vamos.
Voc� tamb�m Cielito, para casa.
Bom trabalho e cuida dele.
E nada de andar de cantina em cantina.
N�o se preocupe.
Vamos entrar na primeira que encontremos.
Pois acredite que eu tinha certeza.
Que na cantina encontraria as armas.
Nem armas, nem suspeitos.
Somente gente sem import�ncia.
Passando uns momentos tranquilamente.
Isso foi tudo.
Claro que as armas.
Poderiam ter levado para outro lugar.
Mas as pessoas que preparam o levante.
Com certeza estavam l�.
S� que voc� n�o as conhece.
Quem nunca falta � Pedro Ferreira.
Quem � esse?
Um rancheiro.
Namorado de Cielito.
A filha do dono.
Quer dizer.
Que papel tem no movimento que se prepara?
Parece que � o chefe.
Ou pelo menos um dos chefes.
Pedro Ferreira.
N�o esquecerei esse nome.
Possivelmente na quermesse tenha oportunidade de conhec�-lo.
Acredito que nos honrar� com sua presen�a.
Irei, claro que irei.
N�o posso perder a oportunidade de conhecer um inimigo.
Deseja beber algo?
N�o, obrigado.
- Diga-me... - Boa noite!
Boa noite, Cielito.
Que honra t�-lo aqui novamente.
E sem companhia.
Espero que n�o venha fazer outra revista.
N�o, venho somente te visitar.
Podemos conversar um pouco?
Claro que sim.
Venha, vamos l� fora.
O que tem para me dizer?
Nada importante.
Nada que n�o saiba.
Acho que depois do falamos na noite passada.
Esque�a-se dessa noite.
Deixemos de lado.
Fale-me de outra coisa.
Pergunte.
� novo na cidade e talvez precise saber algo.
Sim, talvez precise saber muitas coisas.
Viu?
Pergunte.
Se incomoda se perguntasse por Pedro Ferreira?
Pedro Ferreira?
Seu namorado, pelo que entendi.
Um homem que tem planos e podem trazer serias conseq��ncias.
Planos?
Sim.
Mas isso n�o interessa agora.
Nem � lugar para comentar.
S� que quero te fazer uma pergunta.
O que espera de Pedro Ferreira?
O que quer dizer, coronel?
Voc� � uma mulher que merece o melhor.
Outro trato, outra vida, outro ambiente.
Aten��es, conforto.
Coisas que n�o vai te proporcionar.
Esse.
Que deve ser vulgar como todo rancheiro.
Falemos de outra coisa.
Quero que saiba que estou disposto a te dar tudo o que deseje.
J�ias, luxo, dinheiro.
Tudo o que quiser.
Algo melhor que servir de divers�o aos b�bados.
O que diz?
Agrade�o muito suas propostas, coronel.
� muito para uma mulher s�ria e honrada como eu.
Que pretende casar-se algum dia.
Pobre, mas como Deus quiser.
N�o quis dizer outra coisa.
N�o soube me expressar ou voc� n�o me entendeu.
N�o pretendo nada que n�o seja decente.
Come�aremos por ser bons amigos.
E agora com sua licen�a, vou embora.
E muito feliz.
Terei o prazer de busc�-la para irmos juntos � quermesse.
O que voc� acha?
Sim.
- Boa noite, senhor. - Boa noite.
Para que o coronel veio?
Suspeita de Pedro.
Sabe algo que n�o quis me dizer.
N�o pensei que t�o r�pido soubesse.
O que poder�amos fazer?
O que pensa?
N�o sei.
Temos que distra�-lo do que disseram.
Isso n�o � poss�vel.
N�o encontrou as armas.
Agora vai se empenhar para sabe para quem eram.
N�o disse mais nada?
Quem sabe quantas coisas mais me disse.
Me convidou para a quermesse.
Nem sabia do que estava me falando.
S� pensava em Pedro.
Espero que regresse logo antes as coisas fiquem mais dif�ceis.
Rapazes.
Chega o general Pal�cios.
Pai de mais de quatro.
O que voc� espera?
Dan�ar comigo.
E voc�s, o que fazem por aqui?
Viva Chihuahua que � terra de homens.
Viva Jalisco que tamb�m � bonito.
O que foi meu amigo?
Os do norte cospem.
Sim, senhor.
Quer goste ou n�o.
O que voc� quer amigo?
Vem procurar briga?
Vim falar com general Pal�cios.
Sou Pedro Ferreira.
Quero falar imediatamente com ele.
Venha comigo.
Continue a dan�a.
Brindo a Pedro Ferreira.
O que veio fazer por aqui?
Chegou mais tropas.
E o coronel que comanda.
J� contaram algo.
Por pouco nos encontra com as armas.
Peguem todos.
O que procura?
Vai de uma vez.
Sobra gente, mas faltam armas.
J� mandei outra remessa e grande.
Saiu faz alguns dias.
Depois mando mais.
Ent�o est� bem.
Amanha mesmo j� comunico a todos.
Primeiro tome a cidade.
E deixa tudo bem arrumado.
E o que fazemos?
Penso atacar Durango mas tenho pouca gente.
Aqui estaremos.
Assim me agrada, rapaz.
� um revolucion�rio de cora��o.
Muito sangue vai custar tudo isso.
O importante � conseguir.
Se n�o vemos hoje.
Ver�o os que agora s�o crian�as.
E os que ainda v�o nascer.
Com homens como voc� a causa est� ganha.
Sa�de.
Sa�de, general.
J� continuaremos conversando.
Venha.
Quero que os rapazes te conhe�am.
Para que te respeitem.
Sim, senhor.
N�o gostou nunca de nenhuma mulher?
Como n�o?
Uma na minha cidade que chamava de grade.
A grade?
Sim, tinha a cara cheio da riscas.
Esse homem � Pedro Ferreira.
Amigo meu.
E um revolucion�rio.
Olhem bem.
Respeitem ele como se fosse eu.
Viva general Pedro Ferreira.
Viva Jalisco que tamb�m � cidade.
Comece a musica.
Boa noite, coronel.
Obrigado por nos honrar com sua presen�a.
Estou fascinado.
E quem n�o?
Com semelhante companhia.
Parab�ns coronel.
Acho que conhe�o essa senhorita.
N�o � a empregada da cantina?
N�o senhor, n�o sou a empregada da cantina.
Acaba de dizer uma bobagem.
� um dos ricos da cidade.
E est� acostumado a insultar os pobres.
N�o foi essa sua inten��o.
Lhe garanto.
Coronel continue se divertindo.
Com licen�a.
D�-me dois pratos de rosquinhas.
Esque�a o que aconteceu.
Sempre insulta e humilha.
N�o fa�a caso e lembre-se de minhas palavras.
Estou disposto a colocar-te no mesmo n�vel deles.
E pode dar o troco.
Lhe garanto.
Vamos, alegre-se.
Alegre-se.
Tem que ser de madeira para n�o sentir os insultos.
Prometo que logo ser� invejada por todos.
E respeitada tamb�m.
Sim, Cielito.
Voc� n�o me conhece, mas vai me conhecer.
Confesse.
Fala.
Responda.
� in�til, coronel.
Nega-se a falar.
Acorde-o e continue.
Tem que confessar.
Tem certeza que est� agindo certo?
N�o posso ficar tranq�ila.
Precisa saber os pensamentos desse homem com rela��o a Pedro.
N�o sei como fazer, mas ele tem que me dizer.
Se acontece algo com Pedro eu morreria.
Est� bem, filha.
Pode ir.
Lamento n�o poder te acompanhar.
Disseram que Manoel est� chegando com a carga.
N�o se preocupe.
Sempre soube me cuidar.
E hoje mais que nunca.
Eu sei, eu sei.
Pedro n�o vai gostar de sabe que foi l�.
Talvez n�o.
Mas falaremos a verdade.
E n�o ter� motivo para desconfiar.
Adeus.
N�o demore.
N�o vou dormir at� que volte.
Ainda por aqui?
Alguma novidade?
N�o pude ir.
E como foi?
Depois conto, onde est� Pancho.
Foi tomar algo.
Chegaram as armas?
N�o.
N�o chegaram?
Chegar�o hoje a noite ou amanh� cedo.
Falei com general Pal�cios e disse que tinha enviado.
Pode ser que Pancho saiba de algo.
Temos que nos preparar, pois tomaremos a cidade.
Avise os de Rio Verde.
Sabem que estamos esperando.
Sobe a serra e avise a todos.
Espero todos hoje a noite.
Sabe do que estamos falando?
Prepare todas as armas.
J� volto, vou ver Pancho.
E a que hora comemos?
Na revolu��o n�o se pensa em comer.
Que piada.
Vamos na revolu��o porque n�o comemos.
E quando estamos na revolu��o tamb�m n�o comemos.
Eu assim n�o brinco.
Obrigar-nos a vir a essa festa � um insulto.
Que horror, meu Deus!
Uma festa em honra de uma miser�vel.
J� viu semelhante coisa?
Disse que ia cuidar dos meus moveis.
Tive que emprestar tudo para a sala de jantar.
Tenho aqui dois sof�s franceses leg�timos.
N�o v�o acreditar.
Todo mundo pediu algo emprestado para mobiliar a casa.
Esse que pediu � um deles.
Em minha casa veio um tenente com uns soldados.
Levo esse e esse tamb�m.
Nem por favor, nem nada.
Muito fino o coronel.
E pergunto.
O que quer com tudo isso?
Por favor.
Fascinar a garota.
Para que acredite que tudo isso vai ser seu.
Para que morda a isca.
Voc� acha?
Viu que cumpri o que prometi.
Todos os ricos da cidade vieram � festa.
Pode olh�-los de igual para igual.
Eles vieram, mas eu n�o deveria estar aqui.
Por que n�o, Cielito?
Esta vai ser sua casa.
Nossa casa.
J� disse que misturou as coisas coronel.
N�o dei motivo para isso.
Se essa gente me olhava torto.
Agora ser� pior.
Pensar�o que sou uma qualquer.
N�o se preocupe pelo que pensam.
Estar� nessa casa com todas as honras devidas a uma dama.
Depois venha comigo para te mostrar o que tem aqui.
D�-me outra.
V�o te prender.
O corpo sente o que recebe.
Que hora chegou? Por que n�o avisa?
Muito bonito n�o?
Eu trabalho e voc� bebe.
� somente a terceira.
Tome uma.
Vamos ver se chegaram as armas.
Amanha tomamos a cidade.
Vamos ver Fidel e no caminho cumprimento Cielito.
N�o.
Vai sozinho.
� s� um segundo.
Perguntar se j� chegou isso.
E conversar um pouco com Cielito.
Sim, claro.
Falar com Cielito.
O que est� acontecendo?
Diga de uma vez.
Seja homem.
Diga que Cielito est� na casa do coronel numa festa.
Estiveram juntos todos os dias.
� verdade, compadre?
O que diz.
Nunca pensei que fosse t�o simp�tico.
Pare�o?
Muito.
Que diferen�a de hoje para aquela noite que veio revistar a casa.
Tinha uma cara que parecia que queria comer o mundo todo.
Por favor.
Deixe-me cumprimentar o coronel.
Disse para sentar-se.
Essa � a cadeira que emprestamos.
E n�o quero que ningu�m sente.
� uma lembran�a de fam�lia.
Nessa cadeira morreu meu pai.
Morreu minha m�e.
E vai morrer tamb�m se ficar levantando.
Por que me faz essas perguntas?
N�o entende que � feio para uma mulher.
Principalmente como voc�.
Se interesse pela revolu��o.
Perguntava para falar de algo.
Se a revolta chegar aqui temos que nos cuidar, n�o acha?
Quem ser�o os revoltosos e que hora vai come�ar o tiroteio.
O que diz, coronel?
N�o se preocupe.
Aqui n�o acontecer� nada.
Garanto.
Se algo acontecer.
Eu te protegerei.
N�o pode entrar.
Entro e pronto.
S� me faltava isso.
Posso perguntar quem � voc�?
N�o lembro de t�-lo convidado.
Nem eu aceitaria um convite seu.
Sou Pedro Ferreira.
Vim ver a falsidade de uma mulher.
Que nesse momento desprezo com toda minha alma.
N�o pensei que fosse t�o f�cil peg�-lo Sr. Ferreira.
Prometo que hoje mesmo ajustaremos contas.
Levem ele.
N�o � preciso coronel.
Esse homem n�o me interessa.
Mas todos v�o pensar que eu o tra�
Deixe-o ir.
Estou aqui por que quero.
E n�o tem nenhum direito de vir aqui para me pegar.
Ouviu?
V� e n�o quero mais saber de voc�.
Fora!
Vamos, coronel?
Quero que me mostre minha casa.
Deixe-o livre, mas tire-o daqui.
Porque te achei sincera deixei esse homem ir embora.
Acho que se dar� conta do que isso significa.
Deixa l�.
Solte-me, vou embora.
Sempre coloca as cartas na mesa, pois lamento por voc�.
Solte-me.
Cumpriram as minhas ordens, capit�o??
Sim, coronel.
Tudo foi feito.
Cielito.
O que aconteceu, onde est� meu pai?
Levaram ele.
Ao quartel.
Os soldados vieram.
Descobriram tudo.
Sim, compadre.
Mais vale amar um c�o.
A uma mulher ingrata.
Esses golpes fazem renegar a vida.
Mas n�o.
Agora que s� tenho �dio no cora��o.
Vou lutar com mais vontade.
Vamos nos reunir com os homens do general Pal�cio.
Mas compadre.
N�o �amos tomar a cidade?
Que tomem outros que n�o s�o daqui.
E tomara acabem com tudo.
Mas compadre.
J� disse vamos sair de madrugada.
Espera, Pedro, ou�a-me.
Ou�a-me, perdoe-me.
Eu o fiz por voc�.
Fiz para salvar-te.
Juro por Deus.
Tive que fazer por todos, n�o tenho porque me envergonhar.
Que morra se minto para voc�.
Te amo, Pedro, te amo.
Pela Virgem Sant�ssima, me caso.
Meu pai est� preso.
Est� no quartel, v�o mat�-lo se n�o o salvas.
Pedro, ou�a.
N�o o fa�a por mim, fa�a por ele.
� um dos seus.
� revolucion�rio.
Ele arriscou tudo e v�o mat�-lo.
Se n�o o salva.
Mata-me se quiser.
N�o abandone meu pai.
Pronto
Pelot�o.
Em frente.
Marche.
Fique de lado.
Filha.
N�o mere�o um abra�o?
Chegaram a tempo?
Fidel, j� est� livre.
Esse assunto terminou.
E vou para outro lugar.
Um momento, Pedro.
Este assunto n�o acabou.
D� para ver como voc�s est�o.
Aqui est� ela.
Nunca a chamaria de filha se soubesse que tenha feito algo errado.
Porque � meu sangue.
N�o pode trair a f� que colocaram nela.
Para te salvar, arriscou a honra.
Dir� se como premio, agora a despreze.
Sou aben�oado.
E voc� tamb�m, cuida dele.
O que?
Eu e ele vamos com voc�s.
N�o �?
Sim!
N�o sabe o que vamos passar.
Passaremos.
Como gostei do alvoro�o te sigo.
O que acham?
Vamos.
Traduzido e legendado por Alexandre Neto
F I M
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