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Original subtitles

"Gra�as ao NAFTA (Acordo de Livre Com�rcio da Am�rica do Norte),

"firmas internacionais constru�ram f�bricas no M�xico,

"ao longo da fronteira com os EUA

"para aproveitar a m�o-de-obra barata e vender bens nos EUA a baixo custo.

"Em Ju�rez, onde h� cerca de mil destas maquiladoras,

"� produzida uma TV de 3 em 3 segundos e um computador de 7 em 7."

"As maquiladoras contratam mulheres jovens,

"pois estas aceitam sal�rios baixos

"e queixam-se menos das longas horas e das m�s condi��es de trabalho.

"A maioria das maquiladoras funciona 24 horas por dia.

"Muitas mulheres s�o atacadas no percurso casa-f�brica

"noite dentro ou ao amanhecer.

"As empresas n�o proporcionam um seguro �s oper�rias."

"Este filme � inspirado em factos reais."

Mais assass�nios em Ju�rez!

Ju�rez est� aterrada por onda de assass�nios!

Encontrados mais tr�s corpos de mulheres!

Mais assass�nios em Ju�rez!

Ju�rez est� aterrada com onda de assass�nios!

Encontrados mais tr�s corpos de mulheres!

Leia a verdade no "El Sol"!

Assass�nios terroristas na cidade!

O "El Sol"conta toda a verdade!

BORDERTOWN - CIDADE SOB AMEA�A

Saiam de frente! Confisquem os jornais todos!

Tirem este lixo daqui!

Levem tudo!

Fim do 1� turno!

At� que enfim! Estou t�o cansada!

Vou ao centro comprar uma prenda para a minha irm�.

- O que vais comprar? - Pensei comprar-lhe uma boneca.

PRODU��O

GUI�O E REALIZA��O

- Quanto custa a boneca? - Vinte. H� mais cores.

- N�o pode ser menos? - Quinze.

Levo-a.

Pare!

- Passa em Colonia Anapra? - Sim, sente-se.

Importa-se que meta gasolina?

N�o, est� bem.

Isto n�o � uma bomba.

Est� tudo bem.

N�o tenhas medo.

P�ra! N�o quero ter de te matar!

Ajudem-me, por favor! Ajudem-me!

Nos �ltimos anos, 375 mexicanas foram violadas e assassinadas.

Al�m disso, h� ainda 700 desaparecidas.

Ningu�m sabe quem, ningu�m sabe porqu�.

Queres descobrir?

Ningu�m se interessa pelo M�xico.

Interessa-te tu e despertar�s o interesse! Vai ao cerne da quest�o!

- N�o trabalhaste no "El Paso Courier"? - Que import�ncia tem isso?

- Falas castelhano... - N�o falo, nem sei nada do M�xico!

- Como se chamava o teu colega? - Diaz.

Voc�s formavam uma �ptima equipa! Ganharam a medalha JFK, n�o foi?

Estou a tentar ajudar-te, mas tu �s t�o arrogante, que ningu�m te chega!

Est� bem! Mas depois, quero o cargo de correspondente.

N�o vejo impedimento.

Parto esta noite.

Mam�?

Cheg�mos.

Como est�s, Lauren? � o Frank.

Quis avisar-te.

O George anda � tua procura e est� lixado.

Devias ter-lhe ligado mal chegasses. Espero que estejas a divertir-te.

Mas o que raio se passa a�?

Sabias que a pol�cia afirma ter resolvido os homic�dios?

T�m um tipo sob cust�dia.

Um eg�pcio chamado...

...Al Awar.

C� para mim � treta; cada v�tima foi morta de maneira diferente.

Umas foram estranguladas com atacadores, outras mordidas nos seios.

- Pareces estar no bom caminho... - Lembra-te do que me prometeste.

Quero o lugar de correspondente!

Cada coisa a seu tempo. Concentra-te no teu trabalho.

Falamos quando voltares.

Posso falar com o Alfonso Diaz?

� do "Chicago Sentinel".

- Diaz? - Quem fala?

� a Lauren.

Lauren Adrian, lembras-te de mim?

N�o acredito! N�o pode ser!

De onde est�s a ligar? De Chicago?

Por acaso, estou aqui.

Estou em Ju�rez.

Desculpe...

Por favor?

O Lotte Bravo?

Em frente?

Lauren? �s mesmo tu?

Sou eu.

�s tu...

Custa a crer!

- Est�s com �ptimo aspecto! - Tu tamb�m.

O teu telefonema surpreendeu-me. Julguei que nunca mais te via.

Imaginava-te na CNN, n�o aqui, em Ju�rez.

H� quanto tempo!

- O que est�o a fazer? - Procuram os corpos das filhas.

Elas � que encontram os corpos, a pol�cia n�o encontra nada.

As autoridades at� tentam encobrir isto.

Adiante...

O que fazes aqui?

Vim escrever uma reportagem sobre os homic�dios.

Para ti, h� sempre uma reportagem. Queres sempre algo, n�o mudaste.

N�o quero nada! Acho que dev�amos investigar isto juntos!

- Tenho de fazer uns bonecos! - V� l�!

Ajuda-me l�!

Pod�amos trabalhar juntos, como nos velhos tempos!

Velhos tempos?

� precisamente isso que quero evitar.

Merda!

Diaz!

T�m de fazer qualquer coisa!

Os assassinos voltar�o para a matar!

As pessoas t�m conhecimento! Nunca estar� em seguran�a.

E a quem podemos recorrer? A pol�cia n�o nos vai proteger!

O Governo s� pensa em roubar.

Vamos falar com o jornal.

O Alfonso Diaz ajuda-nos.

Espera!

- Voltas passado 6 anos e queres ajuda? - Vejo bem que est�s feliz por me ver!

Preciso de uma fonte, algu�m que conhe�a este mundo como tu!

Meu Deus, o que aconteceu aqui?

- O que � isto, buracos de bala? - E o pre�o da verdade em Ju�rez.

�s um excelente rep�rter de investiga��o. Eras o melhor em El Paso!

O que fazes neste buraco?

Dizem que o diabo levou uma rapariga para o inferno e que ela fugiu.

- Os boatos espalham-se. - Que loucura!

Os �ndios acreditam que os homic�dios s�o obra do diabo.

Passam o tempo a trazer-nos not�cias destas.

E todas as noites muda de forma.

�s vezes, � um fina�o. Doutras vezes, � um velho.

Pega nelas e leva-as para o inferno.

Segundo esta nova not�cia, uma rapariga conseguiu escapar-lhe.

Escapar-lhe? E achas que � verdade?

Sabe-se l�!

Imperam a histeria e os boatos.

Usam as mulheres para filmes em que as matam em directo;

matam-nas para lhes tirar os �rg�os;

os serial killers v�m de toda a parte...

Quem quiser matar uma mulher, basta vir a Ju�rez.

E essas teorias t�m fundamento?

Claro, h� provas de todas elas! Podem at� ser todas verdade.

O n�mero de mulheres mortas n�o � 375.

Isso foi um n�mero que a pol�cia adiantou.

Mas o n�mero real aproxima-se mais de 5 mil.

Cinco mil...

Talvez seja o diabo.

Trouxe-te uma coisa.

Lembras-te disto?

O que �?

- Ganh�mo-la juntos. - Eu sei...

- Fica com ela. - N�o, guarda-a tu.

Tens a certeza?

� a tua fam�lia?

A tua mulher?

- A minha mulher... - Que pergunta est�pida.

O teu filho... Parece-se tanto contigo!

Os estupores querem sacar-nos os jornais!

Atentam � liberdade de express�o, querem fechar o jornal!

Estou atolado! Luto para conservar o jornal!

- N�o te posso ajudar. A s�rio. - N�o acredito em ti.

Mais um inc�ndio em Colonia Anapra. Fizeram uma puxada de electricidade.

- Um inc�ndio? - � frequente.

N�o h� bombeiros, n�o h� viaturas... E mesmo que houvesse, n�o h� �gua!

Tirem os jornais da carrinha. N�o me importa o que digam.

Isto pode ser manchete. Pensa no que ganhavas! Nunca mais te faziam isto!

O que � isto? Mais promessas de gl�ria vindas do George?!

Foi o que me deixaste, lembras-te?

A resposta � n�o. �s capaz de perceber "n�o"?

Chamem mais homens para ajudar!

Desperdi�as uma �ptima oportunidade!

O que se passa ali?

A rapariga diz que esteve no inferno com o diabo e que escapou.

S�o disparates.

Abra a porta!

Dizes que te atacou o motorista do autocarro?

�s capaz de o identificar? Viste o suficiente?

Sim, e ao outro tamb�m.

Pergunta-lhe se tem marcas;

no pesco�o ou dentadas no peito.

N�o � preciso perguntar.

Eu vi-as.

Aqui.

Sabes o que isto significa?

H� muitas v�timas com dentadas no peito.

Foram todas no Lotte Bravo, quase todas as mortes ocorreram l�.

Mais alguma mulher sobreviveu ao ataque?

Nunca.

Caramba, isto pode dar exposi��o ao que tem acontecido em Ju�rez!

Contou isso a mais algum jornal?

Ajudam-me?

Sim, ajudamos.

Est� aqui a pol�cia.

N�o podemos deixar a pol�cia apanh�-las.

N�o tenciono denunci�-las. Elas t�m de sair pelas traseiras.

Eu vou com elas. Pode ser a reportagem mais importante do ano.

Que disparate!

Ela nunca desaparecer� na multid�o contigo, uma americana loura!

Arriscas a vida dela por uma merda de uma reportagem?

Ela j� corre perigo de vida! Quer a nossa ajuda. N�o a ouviste?

A pol�cia montou uma barricada l� fora.

Aqui!

� o primeiro s�tio onde a v�o procurar!

Merda!

Sr. Lopez?

- Lauren Adrian, do "Chicago Sentinel". - Uma jornalista?

Exacto, existimos desde o tempo da Lois Lane.

Vou escrever sobre os homic�dios.

Das oper�rias das f�bricas? Pedi-lhe uma entrevista?

- Falam de mim em Chicago? - Claro!

Importa-se que o fotografe para ilustrar a reportagem?

N�o se importa?

Juntem-se os dois.

Pegue nestes pap�is

e finjam que discutem um assunto importante.

Perfeito! Isso mesmo!

Est�s lindo, Eduardo.

Vejo que j� conheces a minha amiga americana.

Preciso de falar contigo, no teu gabinete.

N�o podes impedir a entrega do meu jornal.

N�o vim falar disso. Vamos para o teu gabinete.

Desculpe.

N�o vim por causa do jornal.

Procuramos uma jovem e a m�e. S�o �ndias.

Em Colonia Anapra, fala-se muito da rapariga.

Dizem que vieram ao teu jornal para falar com algu�m.

N�o sei nada sobre isso.

Passei o dia a tentar impedir que me fechassem o jornal.

Ent�o n�o te importas que a gente d� uma vista de olhos?

- Tenho alternativa? - N�o.

Vejam l� fora!

N�o h� ningu�m l� fora.

- Alfonso, � melhor vires connosco. - Esperem! N�o podem lev�-lo!

� para o interrogar; a pol�cia de Chicago n�o interroga as pessoas?

N�o faz mal. J� passei por isto.

Depois ligue-me, para marcar a entrevista.

Podem sair.

Est� tudo bem.

Est�s bem?

Chamo-me Lauren e vou ajudar.

Eu ajudo.

Compreendeu?

Sim, trabalh�mos em El Paso, percebemos um bocadinho de ingl�s.

Talvez consigamos falar com o seu pouco ingl�s e o meu espanhol.

Ela n�o pode ir para casa, eles levam-na.

Percebe? Ela n�o pode ir para casa.

Tive uma ideia...

Voc� vai para sua casa e eu levo a Eva comigo.

Pode ser? Fazemos isso.

Se precisar de alguma coisa, fale com o Alfonso Diaz.

Vamos sair pelas traseiras. Voc� sai pela frente. Com naturalidade.

O que � isso?

� a Virgem.

Protege-me.

Gostas disto?

� o Juanes, o meu cantor preferido.

Olha, l� est� ele!

� giro.

Um borracho!

George, ouve.

A rapariga foi atacada, estrangulada e enterraram-na. Julgaram-na morta.

Mas ela conseguiu desenterrar-se.

Mais algum jornal tem conhecimento disso?

N�o, � um exclusivo.

Sei que n�o posso proteg�-la. H� uma mulher, a Teresa Casillas.

Est� na minha lista de entrevistados.

Fundou um grupo de apoio para as oper�rias.

Sabes o melhor? Ela quer encontrar os tipos que lhe fizeram isto.

E eu vou ajud�-la.

� um �ngulo excelente. Mas tem cuidado, tu n�o �s pol�cia.

George, tenho de desligar.

Eva?

Tem as minhas chaves?

- Mexa-me essa porcaria! - Cale-se!

Merda!

Chamo-me Lauren Adrian e sou jornalista dos EUA.

- Procuro a Sra. Casillas. - Est� ocupada.

- � uma urg�ncia, pode? - Obrigada.

- Lauren Adrian? - � a Teresa Casillas?

- N�o marc�mos para amanh�? - Marc�mos.

Mas surgiu um problema. Tenho uma rapariga comigo.

Foi violada e quase morta no deserto.

Est� fraca. Est� no meu carro. Precisamos de ajuda.

Claro!

Isto � perigoso.

Duvido que perceba at� que ponto.

O Governo n�o quer que ningu�m saiba o que se passa aqui.

Se se p�e por a� a divulgar isto v�o v�-la como inimiga.

Compreendo, mas � uma hist�ria importante. Quero mesmo muito cont�-la!

Ainda que encontre os atacantes da Eva,

ela ter� de os identificar segundo o processo judicial

antes de o caso ir a julgamento.

O tribunal n�o estar� do lado dela e ela n�o ter� protec��o.

Vai p�r a vida dela em perigo.

Acha-a capaz disso?

Ela desenterrou-se sozinha.

Ela quer fazer isto, Teresa.

Est�s aqui!

Este s�tio � t�o bonito!

N�o parece real.

Mas �.

Ela deixa-te ficar aqui uns tempos.

N�o ter�s de voltar ao hotel.

Ele ontem procurou-me no hotel.

Quem te procurou?

O diabo.

Eva, ontem n�o foi ningu�m ao hotel.

- Ele foi. - N�o era real.

O diabo n�o estava l�.

Vem a� o m�dico, est� bem?

Ele vai ajudar-te a melhorar. Vai examinar-te.

Vai lutar por mim?

Claro que vou lutar por ti.

Lauren? Este � o m�dico.

Sou o Dr. Cervantes.

Diaz, est�s bem?

Estou. A pol�cia deixou-me sair de manh�.

Mas ouve, as m�es encontraram mais um corpo em Lotte Bravo.

- A s�rio? - Tens de vir, depressa.

Vou j� para a�.

N�o fotografe!

� digital.

Isto parece os velhos tempos.

Viste? Ela foi estrangulada com um dos atacadores.

� um dos padr�es.

Olha o Chefe da Pol�cia.

Por favor! Lauren Adrian do "Chicago Sentinel".

N�o tenho tempo para entrevistas.

Isto n�o prova que estamos perante v�rios assassinos?

Este n�o � um desses homic�dios. � um caso de viol�ncia dom�stica.

- Viol�ncia dom�stica?! - Os crimes foram obra de um homem.

Chama-se Al-Abar.

Mas houve v�rios homic�dios deste a deten��o dele!

Acreditamos que ele orquestra os homic�dios da pris�o.

A s�rio? Gostava de falar com ele.

- � absolutamente imposs�vel! - Ningu�m pode v�-lo?

Ele est� em isolamento absoluto. Ningu�m est� autorizado a v�-lo!

A s�rio?

Ent�o como � que ele orquestra os crimes da pris�o?

Ainda estamos a investig�-lo.

Ent�o nessa noite, vieste por aqui?

E depois...

Meti por aqui...

� o caminho que fa�o sempre para ir para casa.

E foi aqui que apareceu o homem que te assustou.

E depois...

Corri para ali.

Correste para aqui e apanhaste o autocarro da f�brica.

Cheg�mos cedo.

Vamos esperar.

E quando passar um autocarro da f�brica, apanhamo-lo.

Esta cidade � muito feia.

� abafada.

N�o � como a minha terra.

L� h� muito verde.

Tens saudades de casa?

Muitas.

Conta-me l�...

Sou de Oaxaca.

Adoro a minha terra!

Tenho l� a alma e o cora��o.

Mas eles tiraram-nos as terras.

- Quem tirou? - O Governo.

N�o podemos pagar os impostos

e dizem-nos para ir para a fronteira

e trabalhar nas maquiladoras.

Para ganhar dinheiro para conservar as terras.

Mas aqui n�o h� dinheiro.

O Governo e as f�bricas ficam com tudo.

O dinheiro � todo para eles.

Para n�s...

...n�o sobra nada.

O meu pai foi para os EUA trabalhar.

N�o o vejo h� muitos anos.

Mas o que podemos fazer?

N�o temos terra.

N�o podemos voltar para casa.

Nada.

Lamento...

� muito triste.

Mas fale-me de si.

De mim?

Falei-lhe de mim, fale-me de si.

Quantos filhos tem?

N�o tenho filhos.

- N�o sou casada. - N�o tem filhos?

Mas porqu�?

Porque trabalho!

A minha m�e trabalha e tem filhos.

Temos um trabalho diferente. Eu tenho uma carreira.

E o que � isso?

Uma carreira...

Uma carreira � o tipo de trabalho que tu queres mais do que tudo

e pelo qual sacrificas tudo.

E quando o tens

percebes que n�o � assim t�o bom

e que n�o tens vida.

N�o percebo.

J� somos duas.

L� est� ele!

J� est�!

Meu Deus...

� o fim do turno. Claro que h� imensos autocarros.

Estas fotografias v�o permitir-nos identificar os autocarros por n�mero.

Depois sigo os autocarros e fotografo os condutores.

Poder�s identific�-los e a� teremos o nosso homem.

Est�s pronto?

- � isso, � isso! - Apanhaste?

Apanhei.

Vai, vai! Apanhaste-o!

Vamos embora! Anda!

O que achas? Damos a volta e fotografamos mais?

Merda, anda!

N�o saias da�!

Anda c�! D� c� a m�o!

Teresa?

Chega aqui.

- O que aconteceu? Est�o bem? - A Lauren tem de ficar c� esta noite.

- N�o pode voltar ao hotel. - Hoje n�o!

Tenho um anivers�rio na casa dos Salamanca.

- Tenho de ir, � uma obriga��o. - Podes cancel�-lo?

N�o. Leva a Lauren. Ningu�m a imaginar� l�.

Eu espanto os tipos, pelo menos por algum tempo. Teresa, d�-me licen�a.

Laurie, por favor, faz o que te pe�o. Promete.

- E tu? Ficas seguro? - Eu desenrasco-me.

D�-me a chave do quarto. Eu trago as tuas coisas.

At� logo.

Espero que se d� conta do risco que ele corre por sua causa.

Eu sei.

- A Eva est� aqui? - Est� l� dentro.

Dev�amos lev�-la connosco, n�o acha?

- N�o podemos. - Porqu�?

- Vai ser mau para ela. - Porqu�?

Voc� n�o percebe. Esta gente � rica e...

...ela vai sentir-se deslocada. - Acabaram de tentar matar-nos!

N�o deixo a Eva sozinha esta noite.

N�o podemos deix�-la sozinha!

Tem calma, est�s t�o linda!

Olha s�! N�o est� linda?

Est�s lind�ssima! A s�rio!

Aquele � o Senador Rawlings? O que faz ele aqui?

Est� a comemorar o 15� anivers�rio da filha de Don Filipe Salamanca.

Bem como o Governador, o Arcebispo

e os directores de empresas americanas e japonesas.

A s�rio? Quem s�o esses Salamanca?

Digamos que o Acordo de Com�rcio Livre n�o existiria

sem o apoio dos Salamanca.

Com licen�a.

Esta festa � para ela?

Tem sorte.

Tem sorte.

- O que aconteceu? - E o Juanes!

Meu Deus!

Por que n�o vais para a frente?

Aproxima-te!

Eva, vai ter com ele!

Vou lev�-la l�.

� particularmente extravagante para um 15� anivers�rio, n�o acha?

N�o sei.

A hip�tese de apanhar o colete suado do Juanes s� aparece uma vez na vida.

Permita que me apresente. Marco Antonio Salamanca.

As pessoas tratam-me por Marco.

Eu sou a Lauren Adrian, amiga da Teresa Casillas.

Obrigada por nos acolher na sua casa encantadora.

� americana.

� nova em Ju�rez?

Ou�a.

Adorava mostrar-lhe um lado de Ju�rez que decerto n�o conhece.

J� estou a ver um aspecto que me agrada!

Mas h� um outro aspecto...

...mais excitante e misterioso.

Parece perigoso.

� apenas incrivelmente emocionante.

Se eu tiver vontade de uma visita, Marco...

...n�o se preocupe, sei onde o encontrar.

- Como te chamas? - Eva.

- Passa-se qualquer coisa. - O qu�?

Est�s bem?

Vamos tir�-la daqui.

Vamos para casa.

Est�s segura!

Est�s segura!

Como est� ela hoje? Sente-se melhor?

N�o est� nada bem, tive de chamar o m�dico.

O que � isso? Fotografias?

Acho que n�o devia atorment�-la.

Seria incapaz disso! Ela quer encontrar os homens.

Depois de eu ver o segundo assassino, a vida dela corre perigo!

- N�o vimos nenhum assassino. - Vimos, sim!

Voc� n�o viu nenhum assassino, porque n�o h� um segundo assassino.

- Por que diz isso? - Os psic�logos est�o convencidos

que a Eva imaginou o segundo assassino.

N�o me interessa o que eles dizem, eu estava quando ela o viu.

Ela vem de uma cultura �ndia.

� frequente o povo dela n�o distinguir as coisas reais

das imagin�rias. - Diz que ela est� doida?

N�o, n�o est� doida! Ela acredita no que diz.

Mas isso n�o significa que seja verdade.

Eu vi como ele nos olhou.

Ele reconheceu-a.

- � o homem... - Alto!

A casa � minha e ficamos por aqui. N�o aguento mais.

A Teresa tamb�m queria a hist�ria dela!

A sua hist�ria est� a destru�-la!

E, caramba, Lauren, tamb�m pode levar � sua morte!

Compreende? Eles j� tentaram e acabar�o por mat�-la.

N�o posso envolver-me mais. V�o-se embora, por favor.

- Desculpa, acord�mos-te? - S�o as fotografias dos motoristas?

- Isso agora n�o � importante. - E importante.

- Tens de te p�r boa! - N�o, Teresa.

A �nica coisa que me pode salvar,

a �nica coisa que me vai devolver a vida,

� encontrar os meus atacantes.

A Lauren est� a ajudar-me.

E vamos encontr�-los juntas.

N�o vamos?

Esta foi a estrada onde a Eva foi violada.

� aqui que quero que estejas.

Tu e a pol�cia.

A Eva identificou o motorista. Chama-se Domingos Esparza.

Ele traz aqui as v�timas at� ao outro atacante.

Vou infiltrar-me como oper�ria na maquila onde ele trabalha.

Sabemos quem � o tal Esparza, mandamos prend�-lo!

Assim n�o deitaremos a m�o ao segundo atacante!

Ele j� viu a Eva, h�-de ir atr�s dela!

Vou infiltrar-me na maquila, s� assim apanhamos os dois!

N�o posso deixar-te fazer isto. A pol�cia nunca o permitir�!

Claro que n�o, por isso s� os avisas quando eu j� l� estiver!

N�o se arriscar�o a deixar morrer uma jornalista americana.

Al�m disso, deves haver algu�m na pol�cia que possas avisar,

algu�m que se interesse pela verdade.

Conhe�o pessoas que julgo serem de confian�a. Mas nunca se sabe!

As pessoas s�o suborn�veis, aceitam "luvas". N�o arrisco a tua vida!

E eu n�o arrisco a da Eva! � agora ou nunca, n�o v�s?

N�o, n�o vejo! Est� fora de quest�o!

- Ouve... - N�o ou�o nada!

N�o te deixo correr esse risco!

Se te acontecesse alguma coisa, nunca me perdoaria!

N�o posso fazer isto.

N�o vais para a maquiladora.

Resolvemos isto doutra maneira. Entra l� no carro.

A decis�o n�o � tua.

Prometi � Eva que a ajudava a encontrar estes homens.

E espero que me ajudes!

Mas mesmo que n�o ajudes...

...amanh� come�o na maquila.

Vieste a casa!

Entre, menina.

Que tal estou?

Falta s� isto.

- Assim? - Mais ou menos.

Est� bonita.

Para dar sorte.

Agora parece-se comigo.

Quero dar-lhe uma coisa.

� a tua...

Ela protegeu-me naquela noite.

Agora vai proteg�-la.

Agora est� segura.

Filha, est� aqui a Cecilia.

Isto � perigoso, n�o devia fazer isto.

Boa sorte, Lauren.

- A minha prima, Silvia Rojas. - Est�vamos � espera dela.

Recebemos a papelada dos escrit�rios centrais.

Vais trabalhar aqui. Este � o teu supervisor.

As linhas 1 e 3 est�o a produzir abaixo da quota.

Acelerem a produ��o. Acelerem a produ��o.

Acelerem a produ��o. Acelerem a produ��o.

O turno terminou. Dirijam-se � sa�da rapidamente.

O pr�ximo turno come�a dentro de 10 minutos.

Importa-se que pare para meter gasolina?

Alerta a todas as unidades, n�o h� sinal do autocarro.

N�o tenhas medo.

Eu n�o te fa�o mal.

N�o te fa�o mal.

Recebemos uma chamada da menina Lauren.

Est� num ferro-velho.

Est�s bem?

Uma sepultura colectiva...

Era uma sepultura colectiva.

N�o encontr�mos o outro atacante.

N�o estava c� mais ningu�m.

Mas estava, ou melhor, anda a�. Acredita que estava aqui!

Ele pode ver-nos, sinto-o! Isto s� ter� fim quando o encontrar.

Quando eu estava no autocarro, correu tudo como a Eva disse.

Senti-me a viver a hist�ria dela...

Os gritos das mulheres de Ju�rez s�o mudos, porque ningu�m as ouve.

Nem as multinacionais que lucram com o trabalho destas mulheres,

nem os governos do M�xico e dos Estados Unidos,

que s� t�m a ganhar com o Acordo de Com�rcio Livre.

Ningu�m as ouve.

Tudo indica que h� muitos assassinos.

Toda uma pr�tica de homic�dio que s� piora

quanto mais � negada e abafada.

� mais barato abafar isto do que proteger estas mulheres.

Mas eles s� pensam em dinheiro

e o n�mero de mortes aumenta.

Eva Jimenez. Dezasseis anos.

Trabalha numa maquiladora a montar televisores.

Ganha $5 por dia.

- Acabei a tua hist�ria. - Acabou?!

� publicada amanh� e todos ficar�o a saber a verdade.

N�o esque�as que vais ao tribunal daqui a 5 dias.

Tens de falar com um juiz e ter�s de lhe contar tudo.

- Sentes-te capaz disso? - Acho que sim!

O homem que vimos na festa...

...n�o o apanh�mos.

- O qu�?! - Mas vai correr tudo bem.

Voc� n�o sabe, Lauren! Ele � o diabo!

Vai levar-me para o Inferno.

Ele n�o me deixa falar com o Juiz!

Est�s segura!

Tens de acreditar.

N�o permito que nada te aconte�a!

E eu vou encontrar o tal homem.

Vai correr tudo bem, eu sei como o encontrar.

LOURA DE NASCEN�A

Deixo aqui o copo?

A� vem a magia...

- Quer mostrar-me uma coisa? - Agora vai desaparecer.

Estive dois semestres em Harvard para aprender isto.

Eu aprendi na primeira semana no liceu de St. Mary.

- Sempre fui um estudante fraco! - Posso dar-lhe explica��es...

Pode?

Como foi ser mexicano em Harvard? Voc�s eram quantos, dois?

Mexicano? Mas eu sou americano.

� muito conveniente, posso escolher o que mais me conv�m.

Ent�o no fundo, n�o passa de um gringo.

Claro, � a melhor op��o! Toda a gente quer ser gringo.

Pensando bem, havia muitos gringos na sua festa; at� vi o Senador...

Senador Rawlings.

A minha fam�lia � dona da maioria das terras das maquiladoras.

Ele deu-nos uma excelente oportunidade com o NAFTA.

Tamb�m estava l� outra pessoa.

Um tipo alto...

De olhos escuros e dentes de ouro?

Por que pergunta?

Por nada, mas houve qualquer coisa...

Algo que a Teresa disse...

J� sei! Tinha uma cicatriz aqui.

O Aris!

Aris Rodriguez.

A fam�lia dele � muito antiga e est� envolvida nas f�bricas do NAFTA.

Quem ser�?

George!

D�-me licen�a?

Espera, estou num restaurante.

- J� leste a pe�a? O que achaste? - A melhor que j� escreveste.

Tem uma faceta que n�o te conhecia.

Uma humanidade incr�vel! E o retrato da Eva � lindo!

Nem sei o que dizer, tu �s a minha inspira��o.

Precisava mesmo que gostasses.

Para ser franco, eu n�o teria feito melhor.

Parab�ns.

Diaz, ligaram-me de Chicago. Adoraram a reportagem!

Deve querer falar com o meu marido. Espere.

Um instante.

Pap�, d�-me a bola.

- Ol�, George. - N�o. Fala o Frank.

N�o to devia dizer, mas o George n�o publicou a tua reportagem.

Recebeu a visita de uns pol�ticos, incluindo o Senador Rawlings.

E depois disso, mandou cancelar.

- N�o v�o mesmo public�-la? - N�o compreendes.

O Rawlings est� a propor a expans�o do acordo no Congresso

para incluir a Am�rica Central e dispensam publicidade negativa.

Escavaste demasiado fundo!

A tua reportagem � muito comprometedora.

Faz-me um favor. Passa-me ao George.

Ele n�o fala contigo.

Dir�o que � tempor�rio e mandam-te ficar a� a aguardar.

Mas a ideia � eliminar a hist�ria.

Se queres public�-la, � melhor vires c�.

- Por que fazes isto? - A reportagem � fabulosa.

Tem de ser divulgada. E agora ou nunca.

Tenho uma coisa para te dizer.

A tua reportagem...

Tenho de lutar por ela.

Como assim? N�o a querem?

H�o-de querer. V�o quer�-la.

Mas para isso,

tenho de l� ir. - N�o podes ir!

- Daqui a 3 dias vou ao Juiz! - Eu sei.

O homem que tentou matar-me vai l� estar!

- Tenho muito medo, n�o podes ir! - N�o tenhas medo.

Eu regresso.

A reportagem n�o vai ser publicada.

E tu n�o vais voltar.

As pessoas prometem coisas, mas n�o as cumprem.

Vou publicar a reportagem e porei os teus atacantes na pris�o.

E voltarei.

Eva, olha para mim.

Eu volto.

Prometo.

Teresa!

O que aconteceu?

- Acalma-te. - Ele est� aqui.

Revistem o quarto dela! Revistem o jardim!

O que se passa?

Est� aqui o diabo.

- Quem? - O diabo!

J� passou, pronto.

Diz!

- N�o est� c� ningu�m. - N�o est�, pois n�o?

V�s? N�o est� ningu�m.

Foi um pesadelo.

Olha para mim. Olha para mim!

Ele n�o � real. N�o existe!

Foi s� um pesadelo.

Vai correr tudo bem. J� passou...

Lauren, �s tu? Espera!

Lauren Adrian, este � o Samuel Denton,

administrador do grupo que � dono do "Sentinel".

- E este � o Senador... - Rawlings. Eu sei.

Vi-o a semana passada na casa dos Salamanca. O que estava l� a fazer?

Denise McKenzie,

respons�vel pelas opera��es do grupo. Parab�ns, Lauren.

Vai ser uma correspondente excepcional!

Estamos todos entusiasmados.

George, temos de ir, sen�o falhamos o encontro do nosso almo�o.

- Falamos depois. - Felicidades.

- Correspondente? - Que tal?

- � incr�vel! - A tua primeira miss�o.

- � um suborno, n�o �? - E se for?

- Davas tudo por este posto! - N�o acredito no que ou�o.

- N�o acredito que te vergues assim! - Eu n�o me estou a vergar.

- Ent�o publica a reportagem! - N�o podemos public�-la.

Daqui a 3 dias

uma mi�da de 16 anos vai a tribunal enfrentar o homem que quis mat�-la!

Porque nos comprometemos a denunciar a situa��o!

A reportagem pode salvar-lhe a vida e a de incont�veis mulheres em Ju�rez!

Porra, George, a hist�ria � importante!

Percebo, mas atribuis as culpas aos governos mexicano e americano.

- E com toda a raz�o! - Culpas o Acordo de Com�rcio Livre!

N�o � com�rcio livre, � escravatura, uma negociata!

E todos lucram demais para se importar com as desgra�adas!

Fazes acusa��es muito graves. E difama��o!

N�o estamos preparados para as defender e tu n�o podes prov�-las!

- � tudo verdade! - Temos de defender o grupo.

Desde quando p�es os interesses do grupo acima da verdade?

Deixa-te de idealismos! Preferia-te implac�vel e...

E eu preferia-te como um editor que ningu�m comprava ou intimidava!

Um homem que admirava...

O jornalismo de investiga��o acabou. Ningu�m escreve not�cias!

� uma pr�tica t�o morta como a minha m�quina de escrever!

As regras s�o ditadas por interesses econ�micos

que defendem o com�rcio livre, a globaliza��o e o entretenimento!

� esse o nosso glorioso futuro!

Sabes bem o que me acontecia, se publicasse a reportagem!

Se n�o tens tomates, eu arranjo quem a publique.

N�o � assim t�o f�cil.

L� o teu contrato.

A reportagem pertence ao "Sentinel". At� tu pertences ao "Sentinel".

Em mim, ningu�m manda!

� essa a diferen�a entre n�s.

Aceita o cargo, Lauren.

Tens uma bela carreira � tua frente e deitas tudo a perder?

A reportagem sobre estas mulheres n�o o justifica.

N�o o justifica?

- Claro... porque s�o mexicanas. - N�o foi isso que eu quis dizer.

Est�s a ver isto?

E isto?

E isto?

E isto?

Tudo isto! Foi montado em Ju�rez e est� tudo manchado de sangue!

Acalmas-te?

Sabes bem que se sa�res daqui, nunca mais poder�s voltar.

- Por amor de Deus, esquece! - N�o posso.

Achas que � a tua grande reportagem. Identificas-te, est�s consumida.

Eu sou uma delas, n�o percebes?

Os meus pais vieram para c� como trabalhadores agr�colas.

Foram mortos...

...e eu fui adoptada.

Sabes que s� tenho vagas mem�rias deles?

Lembro-me de um campo com trabalhadores...

A minha m�e...

O meu pai...

Ele foi morto � minha frente.

Vi-o morrer.

Mi�da, lamento...

Quando conheci a Eva, vi-me a mim.

Toda a vida fugi das minhas origens!

Ningu�m quer ser mexicano, pelo menos neste pa�s!

Percebes?

Eu podia ser uma daquelas mulheres,

podia estar numa daquelas sepulturas.

N�o posso esquecer isto.

Alfonso, despacha-te! O que est�s a fazer?

Um momento, meu amor.

Alfonso! Chamem uma ambul�ncia!

Saiam da frente!

Levantem-se, v�.

R�pido!

Entrem, antes que a Patrulha da Fronteira nos encontre!

Cuidado com a cabe�a!

Posso falar com o Diaz?

O qu�?!

Ele vem a�! Vamos!

Abram!

Quem fez isto?

N�o sei, ningu�m sabe.

O Diaz morreu, e amanh� o motorista do autocarro vai sair em liberdade.

O depoimento da Eva vai p�-lo na cadeia.

A Eva desapareceu.

Fugiu. Ningu�m sabe dela, nem sequer a m�e.

A m�e dela teve de fugir de Colonia Anapra.

Queria ficar l� � espera dela, na casa delas, mas...

...j� n�o se sente segura.

E com raz�o!

Amanh�, o Domingos Esparza vai sair em liberdade.

- N�o � poss�vel! - Mas �.

Acabou-se.

Quem �s tu?

- D�o-nos licen�a? - Acreditas nalguma coisa?

O que �s tu? Mexicano? Americano? O que �s?

Isso s�o termos limitativos.

N�o t�m grande express�o no mundo moderno.

O Alfonso Diaz era meu amigo e morreu.

Quero saber o que lhe aconteceu.

Andava a noticiar coisas que n�o interessava divulgar.

- O que pensaste que lhe ia acontecer? - Quem foi?

Achas que eu sei?

Achas que trato de tais coisas? S�o assuntos que se resolvem.

E o Aris? Tamb�m est� envolvido?

Quantas mais vai ele matar? Por que n�o o denuncias?

Aqueles a quem podia contar, sabem at� mais do que eu.

Prendem-no, e os assass�nios continuar�o.

Ele � um assassino!

- Tem sido protegido pelas autoridades! - V� se entendes.

H� dois pesos e duas medidas em qualquer pa�s.

H� leis para quem tem dinheiro e influ�ncia, e leis para os outros.

N�o julgues que � diferente nos EUA

porque eu suborno constantemente pol�ticos dos dois lados da fronteira.

O que achas que construiu isto?

Quando voltamos a sair? Estarei dispon�vel quando quiseres.

O que me dizes?

Quem me dera que gente como tu n�o existisse.

E, al�m disso...

...�s uma l�stima na cama!

Acabou o 1� turno.

Dirijam-se � sa�da rapidamente.

O pr�ximo turno come�a dentro de 10 minutos.

Dirijam-se � sa�da rapidamente.

Vamos l� embora! V�o ser recambiadas para Ju�rez!

BEM-VINDOS AO M�XICO

Despacha-te, Nacho, precisamos da electricidade.

Espera, eu arranjo-a.

Eva?

Amanheceu...

...e a sess�o est� quase a come�ar.

Est�o � tua espera.

Estamos ambas em mau estado...

Talvez...

...se nos ajudarmos uma � outra...

...nos safemos.

Justi�a! Justi�a!

A Eva dep�s contra o atacante, Domingos Esparza.

Ele aguarda julgamento.

A Eva voltou para junto da m�e.

Est�o sob a protec��o por uma organiza��o de direitos humanos.

Encontraram o corpo do Aris.

Ningu�m o reclamou.

Ningu�m foi preso pelo assass�nio de Alfonso Diaz.

Fiquei com o jornal do Diaz.

Continuei a escrever sobre a verdade em Ju�rez.

O Congresso aprovou o alargamento do NAFTA para a Am�rica Central.

Os trabalhadores continuam a n�o ter qualquer protec��o.

A semana passada, foi encontrado outro corpo no deserto.

Uma rapariga, com uns 17 anos.

Ainda envergava a bata azul da f�brica.

As mulheres de Ju�rez continuam a ser assassinadas.

"Dedicado �s mulheres desaparecidas e assassinadas em Ju�rez."

Adapta��o e Legendagem Rita Almeida / CRISTBET, Lda.

DVD Rip: PT-Subs Sincroniza��o: remasta

"Junte-se aos milhares que exigem justi�a para as mulheres de Ju�rez

"em www.amnestyusa.org/juarez"

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