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Onde est� Corelli?
Agora entendo...
por que Dr. Corelli...
era aceito nesta casa.
Nada era perfeito...
porque L�via n�o o amava.
Porque Corelli n�o queria. Porque foi tudo um engano.
Porque s�o minhas serpentes, minhas recorda��es...
S�o minhas mem�rias!
Suas recorda��es.
N�o vou deixar.
Calma.
Venha.
Arenas...
aqui est� voc�.
Voc� e suas amigas, as serpentes.
A� est�o suas recorda��es, suas lembran�as...
suas mem�rias.
De volta ao leg�timo dono.
S�o suas.
Fique com elas.
A liberdade.
Uma liberdade. Assim.
Solta!
Liberdade! Liberdade!
O governo livre pede ao povo que fique em casa.
Infelizmente, anarquistas querem amea�ar a paz e a ordem.
Mas o governo livre n�o medir� esfor�os...
para garantir a tranquilidade das pessoas de bem.
-E o dia mais feliz? -Ainda n�o chegou.
E quando ser�?
Quando as serpentes abrirem as portas do sonho.
Margarida! Margarida! O que vamos fazer?
-Calma. -Vamos ou ficamos?
N�o vai acontecer nada.
Venha. Venha.
Ou�am, queridos irm�os.
Deus n�o escolheu quem � pobre aos olhos do mundo...
para serem ricos na f�...
e herdar o reino que Ele prometeu a quem os ama?
Mas voc�s desprezaram o pobre.
N�o s�o os ricos que os oprimem?
N�o s�o eles que os levam aos tribunais?
Ajude-nos, por favor.
Entrem o mais r�pido que puderem.
Vamos. Entrem todos!
V�o para o fundo.
O movimento se manifesta andando.
Calma, Golias. Por favor.
Podemos conversar como pessoas civilizadas.
Vou ensin�-lo a n�o mexer com a mulher dos outros!
-Cretino! -Solte-o.
Saia daqui. N�o se meta. Vou mat�-lo.
N�o ouviu? Mandei solt�-lo.
Quem � voc�?
Calma. Est� tudo bem.
Isso.
Agora, eu entendi. S�o dois contra Golias.
� disso que gosto! Matarei os dois!
-O que � isso? -Olhe para mim.
-O que � isso, palha�o? -Sou um palha�o.
Muito palha�o.
Um palha�o.
Fico surpreso...
que o tenha dominado num estado daquele.
O que ele queria? Recuperar um dia perdido?
Ele queria recuperar a esposa.
Sr. Arenas, sabe de uma coisa?
Aproveitarei o ensejo para...
abandonar a feira.
O senhor o hipnotizou...
mas o transe n�o dura para sempre.
Claro. Exceto no seu caso.
O que veio fazer aqui, Sr. Arenas?
As serpentes.
Lembra-se? Preciso de sua ajuda.
O que ganho em troca?
Salvei sua vida. Se quiser, posso acord�-lo.
Tudo bem.
Sei quem pode ajud�-lo...
mas saiba que ser� muito perigoso.
� necess�rio estipular um limite.
Vou buscar minhas coisas.
Arenas...
voc� tem de escolher.
Talvez o rem�dio seja pior do que a doen�a.
A guerra...
� uma desculpa para os canalhas...
lucrarem.
Arenas nos preocupa. Sabe onde ele est�?
Arenas.
Ele se foi.
Ele se foi, como todos.
N�o sabe onde est�? N�o pode nos dar not�cias?
N�o sei.
N�o sei o que dizer.
O que preciso agora...
� de um n�mero.
Um n�mero capaz de entusiasmar o p�blico.
Um levitador...
uma bailarina de quatro bra�os...
ou algu�m que n�o v� embora...
assim como Arenas foi.
Sabe...
eu j� passei por outras guerras.
Numa guerra, os fracos morrem...
e os fortes ficam mais fortes.
Vou procurar Arenas.
Passe bem. Boa-noite.
Caros irm�os. De que adiantar� se algu�m disser...
que tem f�, sem obras?
A f� o salvar�?
E se um irm�o ou irm� estiverem nus...
e precisarem do mantimento...
Aonde vamos?
Siga-me, por favor.
Arenas...
� preciso saber...
que a vida nos testa o tempo todo.
Em nossa irmandade secreta...
n�o se pode confiar em todas as pessoas.
Esta, sobretudo...
� muito perigosa.
Daria...
este � o senhor de quem falei.
Arenas, ela � uma mulher muito especial.
Ela foi criada com as serpentes.
O pai dela a alimentou com veneno, desde a inf�ncia...
ao ponto...
de deix�-la imune �s picadas delas.
Daria...
por favor...
mostre ao senhor algumas de suas velhas cicatrizes.
Tome muito cuidado com ela.
Em suas veias corre tanto veneno...
que um beijo na boca poderia lev�-lo diretamente � morte.
� morte?
N�o, Daria.
N�o temos tempo para experimentos.
Al�m disso, precisamos salv�-lo e n�o envenen�-lo.
Senhor...
a partir de agora...
est� sozinho.
Por que aceitou ajudar-me?
N�s n�o picamos as pessoas.
Eu j� vou.
Deixemos para outro dia.
A for�a?
A for�a � muito poderosa?
N�o h� outro jeito?
Sempre h�?
De me libertar?
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