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O hotel ficar� fechado.
Por que vai fechar o hotel?
-Aqui est� a notifica��o. -Ordens do comiss�rio Renzo.
O hotel n�o abrir� at� que Arenas ajude na investiga��o.
Voc�s abrigaram um assassino.
Ele � culpado.
O hotel n�o abrir�...
enquanto ele n�o disser o que o comiss�rio quer saber.
Parece que a morte segue seus passos, Arenas.
Ela gosta de ficar nos mesmos lugares que voc�.
Primeiro, Mendoza.
Agora, uma tal de Domingas.
Pobre mulher. Que descanse em paz.
-Ela morreu de qu�? -Cianureto.
Achamos numa garrafa de bebida.
Parece que voc� a induziu a ir �quela casa...
e depois...
com sua bruxaria, indicou a ela o caminho da morte.
Eu s�...
fiz perguntas...
que ela respondeu.
Por tr�s dessas mortes...
sinto que h� um elemento que se repete.
E este elemento � voc�, Arenas.
� sua espera h� um caminho longo de julgamentos...
e investiga��es.
O teatro Rex ter� de achar outro...
outro farsante...
para balan�ar o p�ndulo.
A n�o ser que voc� n�o seja um farsante.
A n�o ser que queira colaborar comigo...
num caso que ainda...
n�o pude resolver.
H� alguns anos...
um bando assaltou o banco da cidade.
Prendemos logo os primeiros quatro.
Mas...
um deles sumiu.
Com o tempo, n�s o achamos.
Ele estava num hotel...
mas resistiu � pris�o...
e tivemos de atirar.
Uma bala na cabe�a.
Milagrosamente, o homem sobreviveu.
Mas agora, ele acha que �...
Ludovico I...
rei de Strombolia.
Ele perdeu a raz�o.
E o que quer de mim?
O dinheiro nunca apareceu. S�o milh�es.
E esse homem tem tudo guardado na cabe�a.
Mas...
em uma semana, eles o mudar�o de cidade.
Ele ir� para outro hosp�cio.
-Uma semana? -Uma semana.
-Uma semana � pouco tempo. -Uma semana, Arenas.
Nesse caso...
eu ficaria livre?
Livre? Claro que sim.
Livre para...
mudar de cidade.
Pode ir. Muito bem.
Bertoldi.
Com licen�a.
Podem entrar.
Sou o Dr. Iriarte, respons�vel pela cl�nica.
Devo esclarecer que n�o concordo que usem...
procedimentos esot�ricos numa institui��o psiqui�trica.
Por favor, Dr. Iriarte. Estamos muito suscet�veis.
O senhor sabe como s�o estes assuntos policiais.
O Sr. Arenas s� veio para nos ajudar...
a colher depoimentos de alguns pacientes.
N�o, por favor.
Calma. Ele � inofensivo.
S� n�o est� acostumado a receber visitas.
Pois cuide de seus pacientes para evitar um acidente.
Sempre cuida de Lerma.
� como se estivesse contagiado pela pr�pria alucina��o.
Por aqui.
Apresentamos...
nosso mais profundo respeito, Majestade.
Das Terras do Norte, Majestade.
Serve para buscar...
mas n�o sabemos o que iremos encontrar.
Estou...
Estou acostumado com surpresas.
O sonho...
chega com passos r�pidos...
r�pidos.
Seus passos...
est�o...
pesados.
Est� hipnotizado. Pergunte onde est� o dinheiro.
Lembra-se...
do Banco do Sul?
O que aconteceu depois do assalto?
Desculpe...
Majestade.
Ele � um paciente.
Muito bem, Gregorio.
A morte pode chegar a qualquer momento.
Ela n�o responde?
Nem todos os pacientes reagem da mesma forma...
a um medicamento, sabe?
Por um instante, sinto que a nuvem se dissipa...
e que ela quase consegue se lembrar de mim.
Se pud�ssemos controlar a mem�ria...
ganhar�amos o Pr�mio Nobel de Medicina.
Ent�o, Arenas?
Preciso de...
mais tempo.
O que foi, Arenas?
No teatro, voc� leva apenas um minuto...
para hipnotizar suas v�timas...
ou clientes.
E agora, o que est� havendo? O manic�mio n�o o inspira?
A loucura dele me impede de avan�ar.
� como se tivesse erguido v�rias muralhas...
para proteger seu segredo.
Parece que ainda n�o entendeu, Arenas.
Lerma ser� transferido em uma semana.
� o tempo que tem para dizer onde est� o dinheiro.
N�o me obrigue, Arenas.
Guardas!
Tomara, querido.
Tomara.
-O que faz aqui? -O hotel foi fechado.
Por qu�?
Por sua causa.
N�o posso ficar sem emprego, Sr. Arenas.
Minha m�e est� doente. Os rem�dios s�o caros.
N�o posso ficar sem emprego.
Ela ainda n�o o reconhece?
N�o se preocupe.
N�o deixarei que fechem o hotel.
Mas ter� de me ajudar. Tenho um plano.
Mas preciso que volte. Pode voltar amanh�?
Obrigado por me receber de novo, majestade.
S� vim...
para conversar.
Vim ouvir...
seu segredo, majestade.
Por que n�o me d� um mapa?
E uma charada?
Tudo isto �...
uma charada.
� um grande enigma.
Ent�o...
o povo come�ou a murmurar...
contra Mois�s...
contra o Senhor...
porque tinham fome e n�o tinham p�o para comer.
E tinham sede...
e n�o tinham �gua para beber.
Ent�o, o Senhor, para castigar o povo...
enviou serpentes de fogo...
que os picavam e os faziam perecer.
O povo estava arrependido e pediu a Mois�s...
que intercedesse por eles...
e que acabasse com as serpentes de fogo.
E o Senhor disse a Mois�s...
"Fa�a uma serpente abrasadora...
ponha-a numa haste...
e acontecer� que, quando todos que forem mordidos...
olharem para ela, sobreviver�o."
E assim, quando uma serpente mordia algu�m...
e a pessoa olhava para a serpente de bronze...
ela sobrevivia.
Dessa vez, quero propor um jogo, majestade.
Imagine, por um momento...
que este lugar...
onde estamos...
n�o seja um pal�cio.
Um hospital psiqui�trico, por exemplo.
Um lugar...
triste e obscuro.
Voc� � um paciente...
e eu continuarei sendo o hipnotizador.
Sempre estive acordado.
O que faz aqui?
Por que veio?
Senti sua falta.
Eu tamb�m.
Como vai o teatro?
Suar�z dar� um jeito.
Ela deveria ter ouvido.
N�o posso salvar ningu�m.
Voltemos ao nosso louco.
Voc�.
E nesse caso...
nosso louco...
quer dizer a verdade.
Sim, Majestade.
A n�s dois.
Desde que achemos o tesouro.
E � um lugar...
rodeado de guardas, por exemplo?
Onde est�o os jardins imperiais, majestade?
Guarde bem. Esconda bem.
Isto � para Salinero.
Diga que s�o pe�as...
de um enigma para resolver.
� minha salva��o.
Mas isto deve ficar bem longe daqui...
at� Salinero saber o que Renzo precisa.
Majestade, por favor.
Sua Majestade n�o entende que esta situa��o...
� muito perigosa para n�s dois.
Sua Majestade corre muito perigo. Diga onde est� o tesouro.
Majestade.
Diga.
Majestade, por favor.
J� faz tempo que n�o dorme.
Est� muito debilitado. Por isso est� delirando.
� o contr�rio, doutor.
Estou debilitado...
por causa do del�rio.
Preciso...
entrar no mundo mental dele.
Tenho rem�dios que adormecem os loucos.
Posso receit�-lo algum?
Esse problema n�o se cura com rem�dio.
N�o h� cura aqui dentro.
Aprendi isso ap�s anos de trabalho na institui��o.
Mas voc� tem cura.
Por favor, inspetor.
Ele est� debilitado e precisa descansar.
Ele ter� muitos anos para descansar.
S�o pe�as de um quebra-cabe�a.
Um mapa do reino de Strombolia?
Acho que �...
�, sim.
� de l�.
Muito bonito o seu lar, Sr. Mendez.
Por que me chamou?
Eu sei muito bem.
Sr. Mendez, o senhor n�o tem poder sobre nossa jurisdi��o.
Soltarei Arenas quando me disser o que quero saber.
Quem � L�via Corelli?
Arenas?
L�via Corelli.
Quem � L�via Corelli?
Quem � L�via Corelli? Vamos, fale!
L�via.
L�via Corelli.
Quem � L�via Corelli? Quem � L�via Corelli?
Fale! Fale de uma vez! Quem � L�via Corelli?
L�via...
� a pessoa...
que eu...
amava...
e que...
que n�o me deixam...
que n�o me deixam...
que n�o me deixam...
que n�o me deixam...
ter para mim.
Para mim! Para mim!
Para mim!
-Voc� fez um pacto com ela. -Que pacto?
Uma mulher jovem, bonita...
rec�m-casada...
se entrega �s serpentes...
para encontrar a morte mais atroz.
� dif�cil defender sua inoc�ncia.
Mas o Dr. Darek est� disposto a retirar a queixa...
pela morte da esposa...
se voc� for hipnotizado pelo Dr. Corelli.
Assim, provar� sua inoc�ncia de forma eficaz.
Voc� sabe que sou inocente.
N�o sabe?
�...
� Darek.
Isso n�o me serve, Arenas.
Quem � Darek?
Darek fez isso comigo.
Darek � quem sabe a verdade. Foi ele. Ele fez isso comigo.
� Darek!
� Darek!
O que Darek tem a ver com isso?
Ele sabe.
�...
� Darek!
�...
� Darek!
Isso. Isso. Isso.
Darek � a pessoa. Ele � quem sabe a verdade!
Do que Arenas est� falando?
Arenas s� ser� liberado...
quando eu tiver as informa��es que preciso.
Foi um prazer.
Preciso sair daqui.
Por favor.
Eu preciso. N�o aguento mais.
Guarde bem. Esconda bem.
Salinero deve ter decifrado algo.
Alguma coisa.
Com todos os pap�is que eu dei...
deve ter achado alguma pista.
E sua m�e?
Como est�?
Mal.
Voc� n�o � o �nico que quer sair da pris�o, Arenas.
Muito obrigado.
Muito bem.
Muito bem.
Sendo assim...
vamos ver quem dos tr�s come�ar� a cantar.
O passarinho?
Ou o rapaz bonito?
Vamos, Salinero.
Comece.
Por que fez isso, Arenas?
Voc� � um homem talentoso e conhece o comiss�rio.
Foi um erro mentir para ele.
Algum �ltimo desejo?
� s� um cigarro.
Fogo, por favor.
Como �...
a morte?
A morte...
chega...
a passos...
r�pidos, r�pidos...
e esses passos...
v�o ficando...
pesados...
e mais pesados.
Segundo o louco de Strombolia...
primeiro deve-se cruzar um rio.
Deve-se atravessar o C�rculo dos Leprosos...
a Cascata de Diamantes...
at� chegar � Escada dos Suspiros.
Filho...
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