All language subtitles for berlin.2023.s01e06.1080p.web.h264-successfulcrab-CC

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

[música melancólica]

[Berlim] Ô, meu Deus.

Agora que vocês iam ser papais.

[ecoando] Agora que vocês iam ser papais.

Agora que vocês iam ser papais.

[música melancólica diminui]

[suspira]

Você acredita que uma pessoa

que quer ter um filho vai se meter num roubo de 44 milhões de euros?

Ainda mais de umas joias que só ele tinha manipulado,

roubadas de um cofre ao qual ninguém mais tinha acesso?

Não acha que isso não faz sentido?

Seria o roubo mais estúpido do século.

O mais estúpido e o mais absurdo, mas, bom, a vida não...

E além do quê, como faz com esse monte de provas que a polícia já tem?

E se entraram aqui em casa?

Óbvio, de noite a gente nunca aciona o alarme.

Podem ter entrado, pegado as chaves, a roupa dele,

o carro, tudo, podem ter pegado tudo!

Camille, eu não nego que existam ladrões perversos.

E psicopatas, inclusive.

Mas me custa acreditar que exista um tão, sei lá, tão especial assim,

pra voltar na casa da vítima depois de ter roubado 44 milhões de euros.

Fora que um ladrão, pela própria natureza, rouba e foge rápido.

Não.

Não, meu marido nunca teria levado o telefone ligado.

Nem teria mexido no que roubou na nossa casa de campo.

Ele é louco por filmes de roubo, e isso é o básico!

Eu também sou fã pra caramba desses filmes de roubo.

Eu tô há oito anos com ele.

E sei que o François é uma pessoa muito boa.

A polícia pode lá ter as suas dúvidas, mas eu não tenho.

[música de tensão]

[música emotiva]

Eu tinha decidido deixar o meu marido

pra ir com você, assim que eu chegasse em Paris.

Mas depois de tudo o que aconteceu

eu não posso deixar o François sozinho, na cadeia, acusado injustamente.

[Berlim] Uhum.

[música de tensão aumenta e encerra]

[música tema]

BERLIM

[música encerra]

Com as evidências que nós já encontramos,

você vai passar no mínimo os próximos 15 anos na prisão. Você tá entendendo?

Mas você pode reduzir essa pena, se decidir cooperar.

Temos que prender seus cúmplices antes que estejam em condições de fugir.

Olha só, delegada, a coisa que eu mais quero é ajudar.

Mas eu não entendo, em absoluto, o que tá acontecendo.

Muito bem.

[música de tensão]

Eu vou pedir a prorrogação imediata da sua prisão preventiva.

E o bloqueio de todos os seus bens e das suas contas bancárias.

[música de tensão continua]

Você tá me obrigando a montar uma operação gigantesca,

mas eu posso garantir que essas joias não vão sair da França.

Vamos fechando!

Prepare o estoura-pneu.

POLÍCIA

["The cicle game" de Jony Mitchell tocando]

[música continua tocando no rádio]

[música de tensão]

Fiquem tranquilos.

[música de tensão aumenta]

Que porra tá fazendo?

Se a polícia subir, saio pelo alçapão.

Falei pra ficarem tranquilos.

A gente não deixou uma merda de ponta solta.

Tá vendo? Isso você não sabe. A essa hora, certeza que a história já explodiu.

E se tiverem pegado a gente numa câmera? Ou rastreado o motorhome?

[música de tensão se intensifica]

- [Damián] Para com isso e vem aqui! - [Roi] Se pararem, eu pulo.

Tem polícia ali na frente, eles vão te ver!

Fecha esse alçapão agora, caralho!

Tem um casa, para ali e ele desce sem ninguém ver!

Você também?

- Alto lá! - Guarda essas latas!

Somos uma família viajando de férias!

Cuidado, vai atropelar ele!

[pneus derrapando]

[respiração ofegante]

[música de tensão]

Você é maluco?

Ia me atropelar?

[gagueja] Me desculpa, eu me distraí. A gente tava conversando e eu não vi que...

Você quase me mata!

Me desculpa, de verdade, eu não tinha te visto.

Tava discutindo com o meu filho e eu não...

Discutindo sobre o quê?

Ele queria parar pra comer, e

é a segunda vez, em duas horas e, bom.

Esses malditos adolescentes...

É tudo saco sem fundo. [ri]

Mostra os documentos.

E abre a porta do motorhome.

Sim.

Martita, pega pra mim os documentos e,

e abre a porta.

[suspira]

[música de tensão com batidas constantes]

Não se mexam.

[música de tensão aumenta]

- De onde vocês vêm? - De Versalhes.

A gente passou alguns dias em Paris e ontem a gente deu um pulo em Versalhes.

Têm alguma coisa pra mostrar?

Que não seja o saquinho de sanduíche,

ou as lembrancinhas?

Eu não sei, eu...

[Damián] Não tenho certeza.

Ah, sim. Já sei.

[Damián] Esse não...

Ah, esse aqui. Pronto, é esse aqui.

Esse aqui. Sim.

[música de tensão continua]

Vocês saíram do hotel às 14h40.

É.

E o que faz uma família espanhola pelas estradas da França agora?

Não tem escola? Estão de férias?

Não estão exatamente de férias, eles...

É uma viagem de homenagem. Pra nossa mãe.

Uma despedida.

[Roi] Ela morreu tem três semanas.

O sonho dela era fazer essa viagem, todo mundo junto.

Mas ela não teve tempo.

CONFIT DE PATO

[música de tensão aumenta]

Essa vai ser a mãe de vocês.

Na França, é ilegal viajar com as cinzas de um familiar sem autorização.

Nenhum policial vai inventar de fuçar nas latas de pato.

E da mesma forma, nenhum agente da ordem pública vai importunar ainda mais

- uma família já ferida por essa dor. - É.

Ela vai ficar com a gente até a gente chegar nos Pireneus.

E até sair daqui também.

Nesse país é proibido jogar as cinzas de uma pessoa sem autorização judicial.

Vocês não poderiam nem andar por aí com essas cinzas.

É uma questão ambiental,

pelas substâncias contaminantes envolvidas numa cremação.

Metais de próteses dentárias ou até mesmo ósseas.

Vocês entendem?

É a lei. Vocês não podem viajar com isso.

Mas o que isso significa?

- Vão confiscar a minha mãe? - Um momento, isso é um completo absurdo.

Por acaso esse não é justamente o país da liberdade, hein?

Da igualdade e fraternidade?

- Calma aí. Fica sentado. - Fica quieto, José Luís. E senta aí.

Eu falei pra sentar. Senta!

[Roi bufa]

Abre essa urna.

[música de tensão]

E também as latas de conserva.

[música de tensão aumenta]

Atrás dela!

[policial 1] Mãos pro alto!

[oficial 1] Pega!

[assusta]

[tiro ecoa]

[oficial 2] Pro chão!

[chorando]

Larga isso!

Não, por favor, não...

[oficial 2] Larga ela!

Não! Por favor, não!

[música de tensão]

[música melancólica]

Deixem ela, é só uma menina! Ela é só uma menina.

[Cameron chorando]

Tá tudo bem, filha.

- Tá tudo bem! - Mãe!

Tá tudo bem, tá tudo bem.

Podem abrir tudo. Registrem o que vocês quiserem.

Mas deixem a gente em paz. Vocês atiraram em uma menina!

Por que ela saiu correndo? A sua filha se colocou em perigo.

Agora tirem esse motorhome daí e continuem a viagem.

[Cameron continua chorando]

[música melancólica]

[música de tensão]

[suspira aliviado]

[música calma]

Você foi maravilhosa.

Digna de Oscar.

[ri]

Nem a Penélope Cruz.

[todos riem]

Liga pra Keila e pro Bruce.

Embora o destacamento das forças policiais continue investigando,

o roubo da casa de leilões Chez Viénot ainda não está confirmado.

Em Nevers, um casal de idosos...

[celular tocando]

...foram brutalmente assassinados durante um assalto a vila.

Os assaltantes, um jovem casal, de acordo com testemunhas,

atiraram mais de 20 vezes contra as vítimas.

Sim?

Já estão no ônibus? Responde com monossílabos.

[Keila] Sim.

Organizaram uma "operação jaula".

Uns policiais acabaram de falar que tem três centros de comando na estrada.

A gente acabou de passar por um, mas é melhor parar.

Então, desçam do ônibus imediatamente na próxima parada.

- Sim. - Subam a colina.

Quando anoitecer, montem a barraca no lugar mais afastado que encontrarem.

Quando amanhecer, desmontam tudo

e começam a andar, sempre fora da rota, pela área da floresta.

- Entendido? - Sim.

[música de tensão]

A gente vai ficar aí, nesse camping, uns três dias.

Até que alivie a pressão policial.

- Acha melhor ficar a céu aberto? - Sim.

Fugir é sempre pior que ficar num lugar onde não vão te procurar.

Eles caçam na estrada. Mas nunca pescando num lago.

É melhor a gente acampar aqui. [funga]

[música de suspense]

[pássaros ao fundo]

Eu não te falo pra não me odiar, mas você podia conversar um pouco, né?

Pera aí, acho que eu vi um dentinho aí.

Você tá quase rindo, né?

Qual é, Keila, a gente pode conversar enquanto caminha.

Olha, Bruce. Você e eu estamos terminando um trabalho.

E a gente não é nem amigo, nem colega.

Não precisa dessa presepada de tomar um café junto

ou se cumprimentar no Natal.

Muito menos essa coisa de conversar enquanto caminha.

Assim que a gente acabar esse trabalho, tchau.

Só que eu não vou ficar quieto.

Sei lá. Já nem sei mais o que dizer.

Você acabou comigo, cara.

[suspira]

Melhor eu ficar quieto também.

[motor ligado]

Para!

[música de suspense continua]

Cuidem da bricolagem, e eu me responsabilizo pela jardinagem.

[música de suspense continua]

[Damián suspira]

- Precisa de ajuda? - Não, não se preocupa.

Vou dar uma olhada por aí.

[cachorro latindo ao fundo]

[música encerra]

[música de tensão]

[Camille, ecoando] Eu tinha decidido deixar o meu marido pra ir com você.

E sei que o François é uma pessoa muito boa.

[batidas à porta]

Boa tarde, senhor.

Se tiver uma previsão de quanto tempo pretende ficar,

eu agradeceria, que nos avisasse.

É claro que sim. Vou ficar indefinidamente. Obrigado.

OK. Quer que eu mande uma camareira? Ela pode vir trocar a roupa de cama.

Já está há muitos dias com a placa "não perturbe".

Muitíssimo obrigado, mas tô trabalhando e não tem que se preocupar.

Dá licença, tenho uma ligação e tenho que atender. Obrigado.

[celular tocando]

Senhor, a polícia fez uma operação jaula na saída de Paris.

Tem três centros de comando.

O Damián decidiu que era melhor ficar num camping por 72 horas,

até aliviar a pressão policial.

É uma ótima decisão.

O senhor tá indo pra Madrid, não tá?

Não.

- Continua em Paris? - Sim.

E não quero que se preocupem comigo.

Tá, mas você não sabe de uma coisa. Acho que tem uma ponta solta.

Por minha culpa, fiquei com o colar da Leonor de Avignon.

E ontem à noite, saí do hotel com ele no bolso.

Roubei um carro e me meti num racha clandestino.

Onde tá essa joia, Roi?

Eu perdi o carro, senhor.

E a joia tava dentro.

Ela deve tá passeando por Paris.

[música de tensão]

[motor acelera]

[policial] Sai do carro. Rápido!

[música encerra]

Coloquei o grupo em perigo.

Se quiser que eu desapareça, desapareço. E renuncio à minha parte do roubo.

Tô consciente que cometi um erro imperdoável.

Um erro imperdoável.

De um ser sem cérebro que não tem nem ideia de que partida está jogando.

Por que você fez isso, Roi?

Eu tava chateado.

[música melancólica]

Pelo jeito como o senhor me tratou.

Me magoou muito ser chamado de "cachorrinho adestrado".

Só queria voltar a ser quem eu era.

De toda essa lama, que você enfiou todo mundo, dá pra tirar duas boas notícias.

A primeira é que o colar tá com um grupo insignificante que faz racha clandestino.

Não acredito que seja esse tipo de gente

que devolve uma joia à polícia pra colaborar com as autoridades.

Mas a segunda e mais importante, Roi,

é que você demonstrou orgulho.

Dignidade e colhão.

Pra enfrentar quem tá te humilhando.

Eu quero te pedir perdão.

Eu também tava cego e machucado,

por isso insultei o Damián e você.

- Quem magoou o senhor? - A Camille.

Ela já tinha decidido ficar comigo.

E quando ela finalmente ia deixar o cafona do Polignac,

pronto, a gente meteu ele na cadeia.

A gente se ferrou na ânsia de ferrar o cara.

Exatamente isso.

E agora eu nem sequer posso matá-lo.

Fazer ele desaparecer da face da Terra.

Ele tá todo protegidinho, o bem-te-vi.

Mas o pior é que a Camille

disse agora que não pode mais largar ele para vir comigo.

Ela acredita na inocência dele, né?

Disse que ele é uma pessoa muito boa, maravilhosa.

A gente valorizou o sujeito, Roi!

- Você acredita? - O que é que você vai fazer?

Um plano novo. A Camille quer pessoas boas?

Muito bem!

Como acabaram de bloquear as contas conjuntas deles,

vou botar na mesa um calhamaço de dinheiro

pra ela contratar o melhor advogado de toda a Paris.

Eu vou ser o Gandhi francês!

E quando ele finalmente sair, ela vai deixá-lo

e vai ficar comigo.

[música animada]

Mas isso é muito dinheiro.

Pra pagar o melhor advogado de toda a Paris.

E em dinheiro vivo, porque estão com as contas bloqueadas.

Qualquer outro homem ia gostar de ver meu marido na prisão.

Sei lá, ia ver ele como um adversário fora de combate.

E você tá ajudando.

Simón, de que conto de fadas você saiu?

Não se engane, pequena.

Um homem tem que fazer o que ele tem que fazer.

Tenho um código de honra.

Não passa pela cabeça ganhar uma peleja porque meu oponente não tá em campo.

Quero que vá comigo na cadeia visitar o François.

[música enérgica]

Camille.

Por você vou em qualquer lugar.

[música encerra]

[Bruce ofega]

[zumbido de insetos]

Te fecho aqui?

Você vai dormir aí fora?

Vou, vai ficar mais confortável se eu dormir aqui fora.

Isso é verdade.

[música dramática]

Onde estão as outras joias?

Que "outras joias"? Eu não tô sabendo de joia nenhuma.

Eu nunca vi esse colar.

E o que tava fazendo no seu carro?

- Aquela porra de carro não é meu! - Isso eu sei.

O proprietário registrou a queixa de roubo ontem.

Ao mesmo tempo em que um lote de joias de valor inestimável foi roubado.

E agora o que eu realmente preciso saber

é como esse colar foi parar naquele carro.

Eu nem sabia que o carro era roubado.

Eu ganhei ele de um cara numa corrida.

OK. Você e eu vamos jogar um joguinho.

Imagina que você fez o roubo do século.

Você iria pra uma corrida com parte do saque?

Esqueceria uma joia avaliada em 5 milhões de euros?

Não é só uma corrida.

Uma mulher fica de pé no teto do carro.

É uma corrida que dá uma puta adrenalina.

Talvez eles quisessem se divertir depois do assalto.

Encontra os dois e pergunta pros otários.

E como eram essas duas pessoas?

Eles tinham tipo uns 23 anos.

A menina era morena, cabelo comprido.

E o cara tinha uma luvinha na mão esquerda.

Daquelas com o dedo cortado. Preta.

Cicatriz, tatuagem? Você viu algum outro sinal?

Ele tinha uma tatuagem na outra mão.

Parecia ser tipo um chifre de veado, ou alguma coisa assim.

- Franceses? - Não. Eles eram espanhóis.

Certeza?

Aí, eu morei na Espanha. Eu conheço.

Eles eram espanhóis. Eu juro pra você.

[música de tensão]

Liga pra Europol Espanha.

[porta abre, fecha]

Aonde esse cara tá indo?

É dor de amor. Nem pergunta.

- Roi. - Hum?

Uma coisa.

Obrigada por me cobrir de novo.

Escutei você falando com o Berlim no telefone.

Sobre o colar perdido.

Então já me deve duas.

[ri]

Na terceira, vai ter que me contar por que tá nesse grupo.

E como conheceu o Berlim.

Tá, pode deixar.

[Cameron ri]

[Roi] Combinado?

[Cameron suspira]

[música suave]

Combinado.

[ri suave]

[suspira]

[música suave continua]

Boa noite.

[Cameron respira fundo]

[expira]

Boa noite, Roi.

- [trovões] - [chuva caindo]

Bruce?

Tá chovendo muito. Você não tá se molhando, não?

[Bruce] Não, não, fica tranquila, eu tô me virando.

Você tá ensopado! Entra. A gente é muito idiota.

Não. Tô de boa, eu fico aqui.

Se pega uma pneumonia, a gente não consegue tirar as joias da França.

- A missão vem em primeiro lugar! - Isso, sim.

Entra!

[trovão]

Eu tô ensopado mesmo.

[música suave]

[música encerra]

[Bruce suspira de frio]

[piano suave tocando]

[trovões]

[música suave aumenta]

[suspira]

[música suave continua]

[música encerra]

[grilos ao fundo]

[funga]

Tá tudo bem com você?

Quê?

Perguntei se você tá bem.

É que a minha mulher

morreu faz três semanas e eu não consigo me acostumar com a ideia.

Ah, sinto muito.

- Quer conversar sobre isso? - [hesita]

Eu suponho que não seja o momento.

Vou pegar uma coisa pra você.

[mulher] Limoncello.

Uma receita siciliana que eu mesma faço.

Experimenta.

Você vai ver, que gostoso.

[passos se afastando]

[respira fundo]

[música nostálgica]

[Carmem] Pode ser o amor da minha vida, mas vai ser melhor se a gente se separar.

[canta bêbado em francês]

[música nostálgica continua]

[grita]

[música encerra]

CHAMADA RECEBIDA DAMIÁN

- [Carmem] Damián? - [bêbado] Oi, Carmen.

Tá tudo bem? Aqui são quase duas da manhã.

Ah, me desculpa pela hora.

É que tenho que te perguntar uma coisa.

Na última conversa, você me deixou confuso com uma coisa.

- Acho melhor esclarecer. - Tá. Fala.

Eu conheci uma mulher e,

bom, a gente ficou conversando a noite toda.

- A gente bebeu uma garrafa de limoncello. - Ah.

Uma receita siciliana que ela faz.

E, tipo, eu queria saber se por acaso

você reconsiderou essa coisa da gente se separar.

Eu já sei que a gente teve uma conversa dura, mas foi uma conversa

por telefone, no calor do momento.

Eu acho que uma decisão dessas não se toma assim.

Damián. Não tomei a decisão no calor do momento.

Tá, tá. Tá bom.

Eu, de todos os modos, te digo isso porque

pintou um lance especial com essa mulher.

Uma química porreta.

[voz abafada] E a gente tá naquele momento em que eu ainda posso parar.

E se, por acaso, você se arrepender,

não gostaria de ser infiel com você.

Nem machucar você, nem ela.

Por isso eu preferi, apesar da hora, saber se eu tenho sinal verde ou não.

É uma questão de respeito.

E se a gente estiver dando um tempo, quanto dura esse parêntese?

E o que a gente pode fazer dentro dele?

Não sei se me expliquei bem.

Escuta só, Damián. Eu não acho que tem mulher nenhuma.

Mas se tiver, você tem sinal verde

com essa aí do limão e com quem mais aparecer na sua frente. Tá?

Se pintou mesmo essa oportunidade, aproveita.

Porque não vou deixar passar nenhuma.

[música dramática]

O que foi? Você vai sair dando pra todo mundo, é isso?

É isso o que quer dizer?

Como se fosse uma novidade.

O que é que você acha? Que eu não sei do Chacal e da bosta do foguinho, hã?

Era pra ele que botava o biquíni e a canga na praia,

com a sua santa mãe? Era?

Tem que ter muito colhão pra meter a própria mãe

de cúmplice num adultério!

Você só me acompanhava no aeroporto pra ter certeza que eu ia mesmo!

E depois se esfregava com ele, com a minha saliva ainda na sua boca!

[ligação encerra]

Não desliga na minha cara, porra! Não desliga, caralho! Não!

Eu tô fodido, caralho!

O que é que vai ser agora? O que é que vai ser?

Fala na minha cara, porra, fala na minha cara! Caralho!

[música dramática aumenta]

[respira fundo]

[ligação chamando]

[Damián] Me desculpa, Carmen.

Eu tô borracho.

Eu não tô me reconhecendo.

[voz abafada] Esquece.

Esquece tudo o que eu disse, por favor. Esquece tudo.

[Carmen] Não.

Não tem nada pra esquecer. Você tem razão.

Eu te enganei.

Mas nunca teria feito isso se não tivesse me apaixonado que nem uma idiota.

E não é só que eu não procurei, é que não soube parar.

Eu não decidi isso.

Simplesmente me tomou.

- [música melancólica aumenta] - [chora]

Damián?

Damián?

Agora eu entendi, Carmen. Finalmente eu entendi.

Eu sei do que você tá falando. [ri]

Eu também conheço essa força imparável do amor.

Não se pode negociar com um tsunami.

E sabe o que te digo?

Que eu fico feliz por ser assim.

Porque, no fundo,

no fundo, significa

que eu não valho tão pouco,

pra você me deixar por uma aventura.

Como você pode falar isso?

Amor, eu nunca te trocaria por uma aventura.

[ri aliviado]

Você é o amor da minha vida.

Eu sei disso.

Eu também te amo, meu amor.

[chora]

[música melancólica francesa continua]

[música encerra]

[Bruce] Algum problema?

Não, não. Só vou ao banheiro.

Quer dizer, em algum lugar que tenha por aqui.

Pipi. Vou fazer pipi.

Falei que ia ao banheiro, mas é o número um. Xixi.

Tá, entendi.

- [música de tensão] - [uivos e zumbidos]

[coruja ao fundo]

[suspira]

[ruídos noturnos]

[suspira aliviada]

[mato mexendo]

[cobra sibila]

[geme] Ai! Ai...

[música de suspense]

[música aumenta]

[grita]

[assusta]

[música de tensão continua]

[Keila gritando de dor]

Que foi?

- Uma cobra acabou de me picar. - Onde ela tá?

Não sei, por aí, Bruce!

Ali! Ali, ali, ali!

- Merda. - "Merda" por quê?

É uma víbora-áspide.

Isso é ruim, não é? É ruim, quanto? Muito ruim?

[víbora sibila]

Deita no chão.

- Por quê? - Vai, deita logo.

[música de tensão continua]

Bruce, o que aconteceu? Fala.

- Onde ela te picou? Hein? - Aqui, foi na perna, aqui.

Por quê? O que foi?

Bruce, o que vai fazer?

Eu vou sangrar você.

- Vai o quê? - Te sangrar.

[Keila gemendo]

- [Bruce sugando, cuspindo] - [Keila gemendo]

É o último ponto e acabou.

Beleza.

Você tá bem?

[abalada] Acho que sim.

Tá bom. Então me mostra o seu braço.

[música de suspense diminui e encerra]

[música suave]

Deixa eu ver.

O que você tá procurando?

Se você tá com manchas vermelhas na pele.

Tá respirando bem?

- Tô. Mas eu tô com frio. - Boa.

Tá bom, a gente vai esperar.

Se perceber que a garganta tá inflamando, me fala.

Tô sentindo a minha língua estranha, acho que tá inchando.

Deixa eu ver.

Vambora.

Bruce, o que foi?

Você tá me assustando.

[música de tensão]

Tá, fica tranquila. A gente tem que descer pro povoado.

Foi picada por uma cobra muito perigosa e tá tendo uma reação. Tá bom?

A gente tem que ir. Vamos lá, sobe aqui.

Tá bom. Mas perigosa, tipo, de perigo de morte?

Não, não.

Você ainda tem muito computador pra programar.

E se ela não é tão perigosa, por que ir tão rápido?

[música se intensifica]

[música encerra]

[música instigante]

Delegada Marie Lavelle, da Unidade Contra o Crime Organizado.

Alicia Sierra, subinspetora da Europol Espanha.

Me acompanha. A gente tem pouco tempo e muito o que conversar.

Não.

Não sem o meu croissant e o meu café au lait.

[música instigante continua]

É brincadeira. Te acompanho.

[ri contrariada]

[estala dedos]

Alex, um café e um croissant.

[música de ação]

[música encerra]

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.