All language subtitles for berlin.2023.s01e05.1080p.web.h264-successfulcrab-CC

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

[música de tensão]

[bipes de erro contínuos]

[bipes de erro]

[homem] O que é que tá pegando?

[Keila] É que travou.

[homem] Tem um método infalível para quando trava.

Funciona sempre.

Desliga e liga de novo.

Você vai ver.

[música de tensão]

- [micro-ondas apita] - [arma engatilha]

É bom seu amigo sair daí imediatamente. Com a mão pra cima.

Ou ele sai agora ou sai num paletó de madeira.

[música de tensão continua]

[música diminui]

Não. Não atira, não, moço, por favor!

Ele é meu namorado.

A gente chegou mais cedo só pra fazer amor.

Ninguém avisou que tinha gente aqui.

A gente não mora sozinho, e o aluguel é sempre caro aqui em Paris.

Quem são vocês dois?

Identidades, vai. Anda logo!

- [Bruce] Tá, tá bom. - [homem] Vamo!

[música de tensão aumenta]

- [baque] - [grito]

[música de tensão se intensifica]

Ou, ou, ou, larga essa arma.

- Vai pegar uns bons anos por isso. - Não piora a situação!

Quem vai piorar a situação? Quem vai ficar 20 anos na cadeia?

Quer saber? Você!

E num caixão! Se não ajoelhar agora!

Vamo, porra! Quero todo mundo de joelho!

Me fala onde fica a merda do cofre!

[música atinge ápice e encerra]

[música tema]

BERLIM

[música tema encerra]

Posso saber por que a gente roubou 645 euros?

Ué, pra parecer que era um assalto e eles irem pro chão.

E apagar sua ficha, né? Foi pra isso que a gente veio.

[Bruce suspira]

Te juro que por um segundo eu me vi passando 20 anos na prisão.

E ainda vinha o Berlim na visita íntima com uma garrafa de champa.

[ambos riem]

Você foi incrível, craninha. Me salvou, viu?

E eu achei que só sabia desativar alarmes,

mas, porra, quando eu te vi ali em cima...

Do mesmo jeito que desarma um alarme, você aponta uma pistola. É muito braba.

E ainda leva 600 euros de gorjeta. É muito gênia.

[música suave]

Já é a segunda vez que me chama de "gênia". Vou acabar acreditando.

Pode acreditar.

Tô te conhecendo melhor e, se digo, é porque tenho uma opinião mais formada.

[música suave continua]

E do que a gente falou.

Do que a gente falou?

Você já sabe.

Aquilo da depilação.

Bom.

Quer dizer, da não depilação.

Quando eu tava no meio das suas pernas,

consegui ver tudo e é bem fofinho. [ri]

[música dramática]

[pneus derrapam]

[música para]

O que aconteceu?

A gente acabou de viver um filme.

De burlar as normas do roubo,

apontar a arma na cara de quatro pessoas e quase matar um.

- E diz que tava olhando minha calcinha? - Não fica assim, era uma piada.

Você tem noção do pavor que eu passei?

Pensou que eu também podia ir pra cadeia?

Ou só tava ali contando os meus pelos?

Olha, normalmente as pessoas superficiais como você me dão pena.

Mas você tá conseguindo me dar asco.

[música triste]

Você vem ou não vem?

[suspira]

O primeiro passo é roubar um carro.

Ah, tá, tá. Um antigo que não tenha alarme.

Só que não, senhorita "sabe tudo".

Dessa vez a gente precisa de uma caranga. Um top de linha.

E, por sorte, estamos na zona nobre de Paris,

onde estão os clubes que têm mais glamour.

E o que vai fazer com o alarme?

Relaxa. Tem muitos jeitos de roubar um carro com a chave no contato.

LULU CLUBE

[música dançante]

Tem dois manobristas. O ideal é confundir os caras.

Sério, que esse é o plano?

Tá um pouco manjado.

Acho que não vai conseguir driblar esses dois guarda-roupas.

Então a gente vai ter que ser bem criativo.

Cola na minha.

- [burburinho] - [música dançante continua]

Opa.

- Boa noite. - Boa noite.

A gente quer tomar uma saideira.

Olha, eu sinto muito, mas hoje a casa tem um código de vestimenta.

Vermelho.

Eu tô de vermelho.

É que não dá bem pra ver.

[riem]

Obrigado.

Boa noite.

[música dançante continua ao fundo]

Aí! Solta o balão se não quiser ter problema.

[Cameron ri]

Obrigada.

[música fica suave]

[música dançante continua ao fundo]

Ó, que beleza: a gente já roubou uma garrafa amassada e uma bexiga.

Agora falta só o carrão, né?

Exato.

[música de tensão]

Pois eu coloquei uma joinha da Leonor de Avignon

pra exibir ela como ela merece.

Tem o que na cabeça pra trazer isso?

Não é todo dia que a gente pode sair com 116 quilates em diamantes.

É que, quando eu olhei pra ela,

me deu tanta vontade de usar que não consegui aguentar.

Não se preocupa, amanhã eu falo pro Damián que,

no meio da correria, o estresse e tudo,

eu coloquei ela no bolso sem querer, e pronto.

Ficou benzão em mim, né?

Coloca isso, vai.

Com luvinha e tudo.

Pra ninguém pegar. O cara é profissa.

Tá. E agora?

- Não, não, tá ali ó. - [alarme desativa]

Vai na direção da saída do estacionamento e me espera.

Belê.

[música de ação animada]

[homem] Vem cá, vem.

[mulher] Nem sei pra onde tô indo.

[homem] É surpresa, meu amor, confia em mim, vai gostar.

[carro liga]

[motor ronca]

- ["Couleur Rock" tocando no rádio] - [surpresa]

Eu adoro essa música!

[cantam no ritmo da música]

[acelera com dificuldade]

[estouro]

Puta merda! O que tá rolando com a porra dessa carro?

[música pop francesa continua]

[homem] Que isso? Onde você vai?

Chegou o seu destino, madame.

[música pop francesa continua]

[gritando] Uhul!

[resmunga]

Tá tudo bem?

[música encerra]

[grita de alegria]

[Cameron, gritando] Bora, Roi! Vamos!

Uhul!

- [música eletrônica] - [Cameron gritando]

[música suave]

Vai, vai, vai!

[música eletrônica recomeça]

Vamos voar de verdade?

Você, principalmente.

Mas eu acho que você devia tirar o colar.

Vai que ele sai voando.

[música continua]

[conversas indistintas]

[música eletrônica tocando]

[Roi] Oi, meninas.

Quem é o pica aqui?

Cara, não vai acreditar. Ele virou pra direita e capotou.

A lateral estourou, a lataria foi pro saco.

Opa. E aí?

- Não. E aí... - E aí? Vai ter racha hoje à noite?

- Que papo é esse? - E eu é que sei?

Que conversa é essa? A gente tá aqui entre amigos.

Só tomando um ar.

- Que eu saiba, você não é meu amigo. - E tô pouco me fodendo pra ser.

Você tá achando que sou otário, é isso?

[música de tensão]

Sei muito bem o que fazem aqui. Eu já fui em aeródromos.

Na Espanha, na Bélgica, em Portugal...

O que você quer?

Correr no próximo racha.

A aposta é de 10 mil euros.

Aí você me fode, não tenho 10 mil euros.

Mas eu tenho esse carro.

Que vale quatro vezes mais.

Quanto ela calça?

Trinta e sete.

[música de ação]

Você tá de boa?

[música de ação continua]

[motores roncam]

[música de ação continua]

- [música continua] - [motores aceleram]

[motores aceleram]

[motores acelerando]

- [música de ação aumenta] - [pneus cantando]

Vamos, Roi! Vamos!

[música de ação se intensifica]

[rock frenético]

Cameron, você tá bem?

Cameron?

Tô bem, tá tudo bem! Vamos!

[rock frenético continua]

Uhul!

[celular tocando]

["Forever young" de Youth Group tocando]

[inaudível]

[gritando] Roi!

Cameron! O que é que foi?

Roi!

Cameron!

Roi, para!

["Forever young" de Youth Group continua]

[Cameron chora]

O que é? O que aconteceu?

Bora, vamo!

[música encerra]

[suspira]

- [chora] - Cameron!

[motor acelerando]

[pneus cantando]

[música de tensão]

[grito de alegria]

[música de percussão]

[gritos de celebração e risos]

Eu fodi com seu rolê, pirralho!

Ui, que chorona.

No final se borrou inteirinha.

[chora]

[homem] Tadinha.

O que aconteceu, hein?

[música de percussão se intensifica]

[música de tensão]

[respiração ofegante]

Sai daqui.

Ou você tá morto, em 30 segundos.

[música de tensão continua]

- Cameron! - [geme]

Calma, vem cá. Relaxa.

- Já passou. Eu tô aqui. - [geme de dor]

Fica tranquila, relaxa. Vou te ajudar.

- Eu tô contigo. Já passou. - [Cameron chora]

[música de tensão]

[pedras do colar]

[motor acelera]

[música de tensão aumenta]

- Eu tô com frio, Roi. - Relaxa. Já passou.

- Tô com muito frio. - Tô aqui, vou te ajudar. Calma.

[música lenta]

[Cameron chora]

Espera aqui.

Tá frio.

Eu tô com muito frio.

[música lenta continua]

[Cameron ofegante]

Pronto. Aqui, ó.

Não devia ter te trazido aqui. Desculpa, não sei onde tava com a cabeça.

Não foi sua culpa.

Tava muito do caralho ali em cima.

Mas de repente tocou o telefone.

Ô, aí.

Cameron, olha pra mim.

[Cameron suspira]

Quem era?

Meu ex-namorado.

[música melancólica]

O único que eu tive em toda minha vida.

Que idiota, né?

Qualquer um ia dizer que eu não superei.

E por que ele te ligou a essa hora?

Porque eu liguei pra ele antes.

Eu não sei por quê.

Depois do roubo, não sei, eu me senti

feliz, mas ao mesmo tempo triste, eufórica e,

não sei, eu precisava dividir isso com alguém.

Eu escutei a voz dele na caixa-postal.

E me deu agonia e eu desliguei.

Aí depois você chegou.

E por isso eu te disse todas aquelas coisas.

Porque eu sabia que ele ia me ligar de volta, e eu precisava sair dali.

Eu tava com medo.

Tava com medo porque, se eu atendesse o telefone, eu ia perder a cabeça.

Mas o que aconteceu com esse cara?

Te tratou mal?

Pelo contrário.

Ele era maravilhoso.

[música suave nostálgica]

[Roi] E aí?

Eu teria que te contar muita coisa pra você entender.

Bom, a gente tem tempo.

Não acho que alguém vai querer voar nesse teco-teco de madrugada. Então...

Tá bom.

Eu tava alucinada por uma banda.

O básico, né, quando você tem 15 anos.

Eu escutava todas as músicas em looping.

E ficava horas na fila pra conseguir entrar no show deles.

E um dia,

ele, numa sessão de autógrafos de um disco,

me deu uma senha pra entrar no camarim.

[Roi] Teve um rolo com o vocalista da banda.

Eu tinha pôsteres dele no meu quarto.

E, de repente, ele tava saindo comigo.

Eu não ia mais pra escola de ônibus.

Eu ia na moto dele.

Flutuando, óbvio.

[música nostálgica continua]

De tarde a gente fazia a lição de casa em algum bar.

E ele me ajudava.

E eu te juro, eu nunca me dediquei tanto. Nunca.

E só queria acabar a escola, tirar nota boa, terminar as provas.

Queria que o verão chegasse pra ficar com ele.

[Roi] Caralho, devia tá deslumbrada.

Com a fama, e as viagens e os hotéis de luxo, né?

Não tinha luxo na nossa vida.

Tinha as viagens.

Mas era na estrada.

[música indie tocando no rádio]

[cantam em espanhol]

[Cameron] Falava pro meu pai que tava indo pro povoado, pra casa de uma amiga.

Mas não era verdade. Eu só queria fugir com ele.

A gente ia num furgãozinho da banda.

E quando a gente chegava no show e eu olhava pra ele no camarim...

[suspira] A gente curtia a noite inteira sem dormir.

E, na manhã seguinte, a gente via o sol nascendo, junto.

E comia camarão no café da manhã.

- [Roi] "Camarão"? - [Cameron] Camarão!

[Cameron] Você imagina?

Ele até fez uma música pra mim.

Quando eles tocavam no show,

e umas 10 mil pessoas faziam coro no refrão,

eu sabia que era pra mim.

[Cameron canta em espanhol] ♪ São seus olhos de gata ♪

♪ Os que me matam ♪

Eu conheço essa música.

[música continua tocando ao fundo]

Quando você tá apaixonada,

é como se você vivesse dentro de uma música.

E eu era essa música.

Só não me dei conta que uma música não dura mais do que três minutos.

13 CHAMADAS

E aí começou a decadência.

Eu não podia ficar nem cinco minutos sem ele.

E ele podia ficar dias inteiros sem mim.

Eu queria ficar com ele o tempo todo.

Quando a gente não tava junto, eu ia atrás dele que nem viciada.

Que não quer fazer aquilo. Mas tá sempre querendo mais.

[música indie continua]

Sabe qual é a pior parte de terminar com um músico?

Você não tem como apagar ele da face da Terra.

Você entra num bar e colocam a música dele.

Você anda na rua e vê um cartaz com a cara dele.

Você liga o rádio e ele tá lá.

Que nem um refrão que se repete toda hora, dia e noite e que não para mais.

Toda hora era a mesma música de fundo. Toda hora.

[música indie tocando]

Não conseguia tirar ele da minha cabeça.

Era tipo um pesadelo.

E foi aí que eu comecei a fazer umas coisas malucas.

Eu peguei todas as coisas dele.

Os pôsteres, os discos, a guitarra dele.

A jaqueta que ele tinha me dado de presente.

[música continua]

E botei fogo.

O problema é que a minha casa foi junto.

E foi aí que o meu pai se deu conta que

eu era um perigo pra mim mesma e pra todo mundo que tava perto de mim.

Eu tinha enlouquecido de amor.

Foi aí que te internaram numa clínica psiquiátrica, né?

Os caras me deram tantos diagnósticos.

"Surto psicótico com sintomas de paranoia".

"Episódios de dissociação emocional".

Teve até um que disse que eu tinha "erotomania".

[suspira] Eu tô entrando numa bad.

Ô, olha pra mim.

Nem fodendo, entendeu?

Essa parte resolvo com um pouquinho de adrenalina, que vai te cair bem.

O que é que você tá falando?

[música suave]

Tá "entrando numa bad", né?

Bad é o caralho, você vai é voar. Bora!

[motor do avião]

O que é que você tá fazendo?

Pera aí, Roi.

Tá louco, cara? Sabe pilotar esse teco-teco?

- [motor acelera] - Roi!

Teco-teco, especificamente, não.

Mas sei pilotar qualquer coisa que se move.

O que isso quer dizer, Roi? Você assistiu Top Gun?

Olha, trazendo o manche pra mim, a gente decola.

Vi isso umas 100 vezes nos filmes.

[música suave continua]

Tá, escuta aqui, agora é sério. Já fez isso alguma vez?

Não. Nunca.

[assustada] Não?

- [música emocionante] - [motor acelerando]

Você jura que não?

Te juro.

Tá a 80km por hora. E se esse treco não levanta o nariz?

Cem, 110.

- E se não souber aterrissar? - [gargalha]

Você dá risada?

Tá acabando a pista. A gente vai bater na cerca!

Puxa esse manche e seja o que Deus quiser.

Sobe logo!

Sobe, Roi, sobe isso, sobe isso, porra, sobe!

Sobe esse treco!

[música emocionante aumenta]

[motor desacelera]

[música emocionante diminui]

[música encerra]

Você nunca mais faz isso comigo.

Pelo menos a bad não chegou.

Imbecil.

Certeza que eu saía do hospício antes se estivesse com você.

[música suave]

[imita som de rádio] Aqui é Alfa 12.

Pode liberar o sol.

Câmbio e desligo.

[música suave continua]

[música emocionante]

[música emocionante diminui]

Bom, acho que tá na hora de ir, né?

- Bora? - Bora.

Roi...

[música de tensão]

Sumiu o colar.

[música de suspense]

[música de suspense diminui]

[batidas à porta]

Bom dia!

Que cara péssima. Você não dormiu bem?

Foi uma noite longa.

Em que eu não parei de pensar em você.

E o que você pensou?

Eu te falei, naquele corredor,

que eu não queria ser o vértice de um triângulo amoroso.

[música dramática]

Você tem que escolher.

Ou ele, ou eu.

[música de tensão]

[Bertrand] O que é isso?

Temos que fazer alguma coisa.

[digitação]

[música de tensão continua]

E o que vai acontecer quando abrirem a porta da caixa-forte?

Surpresa!

[música de suspense]

Não vão encontrar nem cheiro das joias.

Sem arrombamento e sem ninguém que tenha entrado no cofre?

Eles vão ter que procurar o suspeito número um em outro lugar.

[sirenes de viaturas ao fundo]

[música de suspense continua]

- [Berlim] Fala. - Você tá no seu quarto?

[assente]

Tá cheio de polícia na porta do Polignac. Tá vendo?

- Tô vendo, sim. - Acho que acabaram de prender ele.

Pelo menos hoje ele é o principal suspeito.

Antes de ligar pra empresa de transporte,

confirma se esse monte de policiais foi embora.

Pode deixar.

[ligação desliga]

E enquanto a polícia faz as suas primeiras buscas,

a gente já vai ter começado nosso plano de evacuação.

O Bruce e Keila vão ser os primeiros a sair, como dois mochileiros.

- [música animada] - [sirenes ao fundo]

Vocês vão direto para a estação rodoviária.

Vão pra Espanha, pelos Pireneus. E vão levar três latas com joias.

No ônibus?

Uhum. Você já viu alguma batida policial

procurando uma tiara de diamantes em um ônibus? Não.

E você imagina eles xeretando a mochila de dois montanhistas?

Também não.

Depois vão sair o Roi e a Cameron.

[sirenes soando]

[música animada]

Vão pegar o motorhome que a gente trouxe da Espanha, tá estacionado nas redondezas.

Vão vir me pegar e a gente vai sair como uma família feliz.

Os "González".

[Berlim] Martita.

José Luís.

E o cabeça da família, um viúvo.

Vou ser o penúltimo a sair com o resto das latas,

e encontro vocês a duas quadras do hotel pra não levantar suspeitas.

E eu, como o capitão do barco, vou ser o último a abandonar o hotel.

Vai se desfazer de todo o material que a gente usou no roubo.

Telescópios, monitores, computadores.

Vai ligar pra uma empresa de transportes pra que venham pegar tudo.

E depois vai voltar pra Espanha de trem.

Ah, vai tudo pra Austrália. Pra um convento.

Com todas as despesas pagas, como uma doação de caridade.

[gargalha]

[batidas à porta]

Eu vou voltar pra Paris.

Agora eu preciso de um tempo sozinha.

Mas você não ia ficar pro café da manhã?

Eu já pedi um táxi.

Se pra você já é uma coisa difícil tomar uma decisão

estando apaixonado por uma pessoa,

imagina se fossem duas.

[música dramática]

Eu vou embora do país, Camille.

Eu queria fazer isso sem deixar rastros nem endereço,

mas eu não posso fazer mais isso.

Se, de repente, você mudar de ideia,

vou deixar o celular ligado por uns dias.

[música dramática]

[suspira]

[sirenes soam]

[oficial] Tá sob controle, eu resolvo.

Senhora, não pode passar.

- Moro aqui. - Não é permitido.

- [no rádio] É a mulher do Polignac. - Vou deixar.

- Traz ela. - Vou liberar.

- Subindo. - Obrigada.

[música de tensão]

- [sirenes] - [burburinho]

[música de tensão aumenta]

[música atinge ápice e encerra]

- Camille Polignac? - Sim?

Delegada Lavelle.

Pode me explicar o que tá acontecendo?

Eu tenho um mandado de busca.

Preciso que você abra o cofre.

Não sei dizer qual é a combinação.

É só meu marido que usa, pro trabalho dele.

O que tá acontecendo?

Nesse caso, eu vou ter que arrombar.

Por favor, pode me falar o que tá acontecendo?

Pode perfurar.

E cadê o meu marido?

Tem alguém aí?

Eu sou a vítima, entenderam?

Eu que fui roubado, caramba!

Alguém trabalha nessa delegacia?

[sussurra] Merda.

Sente-se, por favor, Sr. Polignac.

Peço desculpas pela demora.

Mas o senhor entende, nós temos muito trabalho entre

os procedimentos e conclusões da polícia científica.

[Polignac] Uhum.

Onde o senhor passou a noite?

Como eu já disse, eu tava em casa.

Tomei dois comprimidos e dormi até hoje de manhã.

O senhor sofre de sonambulismo?

[respira fundo]

Porque, às 1h05, o senhor saiu do estacionamento.

[música de suspense]

Não, não. Esse aí não sou eu.

Mas é o meu casaco.

Esse carro, com o indivíduo que parece estar usando o seu casaco,

o senhor reconhece?

É claro, é meu carro. Me roubaram, meu caro Watson.

Nós verificamos todas as câmeras de segurança.

E várias delas registraram o seu carro quando ele saiu da cidade pela N13.

É o mesmo ladrão.

Posso deduzir que ele também tenha pegado seu celular.

Nós o rastreamos e ele esteve conectado a várias torres de transmissão

na rota que vai a Chantilly.

Onde sabemos que o senhor, precisamente, tem uma segunda residência, correto?

Tá perguntando por quê? Parece que já sabe de tudo.

Nós temos um mandado, Sr. Polignac.

Fizemos uma revista na sua casa pela manhã.

E olha só o que nossos colegas policiais encontraram por lá.

[música de tensão]

O que o senhor vê aqui, são fibras.

Não, não tô vendo nada.

Absolutamente idênticas às dos cordões das joias roubadas.

Parece que alguém queimou isso no banheiro da sua casa em Chantilly.

Consegue ver?

A fuligem ainda tá no banheiro.

[música de tensão aumenta]

E um pequeno diamante.

Provavelmente caído de uma das joias roubadas.

Ele foi encontrado nas almofadas do sofá da sua residência.

Vai continuar insistindo

que dormiu profundamente, Sr. Polignac?

[música de tensão]

[música diminui e encerra]

[celular tocando]

CHAMANDO

- Camille? - Aconteceu uma coisa horrível.

Você pode vir aqui na minha casa?

[campainha]

Oi.

Eu vim o mais rápido que eu pude. O que foi que aconteceu?

Entra. Entra.

[suspira]

Meu marido é diretor de uma casa de leilões. E...

Ontem à noite roubaram um lote de joias avaliado em 44 milhões de euros.

[suspira] Bom... Bom...

Coitado dele, né?

Quer dizer, além do terremoto emocional que ele tá passando, agora...

- Nossa, que situação horrorosa. - É muito mais grave.

Ele foi preso.

E é o principal suspeito do crime.

Espera aí. Eles, eles têm provas?

Bom, pelo que falaram, ele saiu no meio da noite

e a polícia científica encontrou provas do roubo na nossa casa de Chantilly.

Um diamante pequeno e umas fibras de não sei o quê.

[Camille suspira]

Eu não consigo acreditar.

Tá. Pensa comigo.

O seu marido se relacionava com gente estranha?

Ele tinha problemas financeiros? Viajava com muita frequência?

É claro que ele viajava bastante.

Mas esse é o trabalho dele.

Ele viajava o mundo inteiro catalogando lotes de leilões.

Óbvio que, no mínimo, era um idiota.

Devia tá planejando um roubo com o Chapo Guzmán.

[Camille respira fundo]

Ô!

Ô, Camille.

Não fica pensando no pior.

Se o seu marido fizesse parte de uma organização criminosa,

já teria percebido, tipo,

muitos telefonemas,

ele saindo sistematicamente pra falar, compromissos repentinos.

Sim! Ele fazia tudo isso!

Ele inclusive tem um cofre, ali, na parede.

Olha.

Vem. Vem!

Foi aberto pela polícia.

Com um maçarico, porque eu não fazia ideia da combinação.

E eles começaram a tirar caixas com coisas.

Parece que eu vivia com um cara que eu não conhecia.

Um delinquente.

Não...

Não, Camille!

Vamos parar de ficar pensando, porque, senão, você vai ficar louca.

Tem que ter uma explicação.

[piano suave tocando]

[suspira]

Ô, meu Deus.

Agora que vocês iam ser papais.

[música de tensão]

["No me mires" de POL 3.14 tocando]

[música nostálgica continua]

[música nostálgica continua]

[música encerra]

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.