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A GUERRA DOS TRONOS Quebradora de Correntes
- Foste tu! - Temos de ir.
Detenham-no!
Onde est� a mulher dele? Onde est� a Sansa?
Encontrem-na. Bloqueiem os port�es.
Detenham todos os navios aportados.
- Onde est� ela? - Ningu�m deixa a capital!
- Entrai. - Para onde vamos?
Para um local seguro.
Subi, minha senhora.
Sereis capaz. Sois mais forte do que julgais.
- Lorde Baelish! - Petyr.
Estais ferida, minha senhora? �timo.
Apanhastes um grande susto. Estai descansada, o pior j� passou.
Lorde Baelish, prometi traz�-la at� v�s em seguran�a.
Falai baixo, meu amigo. As �guas t�m ouvidos.
Devia voltar antes que algu�m se lembre de me procurar.
Primeiro, quereis o vosso pagamento.
- Dez mil, n�o era? - Dez mil.
Esperai!
N�o quereis que a Rainha ou�a, pois n�o?
Mil Homens de Manto Dourado procuram-vos.
E se vos encontrassem,
como julgais que castigariam a rapariga que assassinou o Rei?
- N�o assassinei ningu�m. - Eu sei. Mas � suspeito.
O Rei que assassinou o vosso pai, que vos atormentou durante anos
e fugistes do local onde ele foi assassinado.
Porque o matastes?
Porque era um b�bedo e um tolo e n�o confio em tolos b�bedos.
- Ele salvou-me. - Salvou-vos? Minha senhora,
ele cumpriu as minhas ordens. E f�-lo por ouro.
O dinheiro compra o sil�ncio de um homem durante algum tempo.
Uma flecha no cora��o compra-o para sempre.
Ele ajudava-me, porque lhe salvei a vida.
Sim, e deu-vos um colar inestim�vel
que pertencera � av� dele.
O �ltimo legado da Casa Hollard.
Mandei faz�-lo h� umas semanas.
O que vos disse uma vez acerca da capital?
"Aqui somos todos mentirosos."
Vinde, minha senhora. Sei que tivestes um dia dif�cil.
Mas agora estais em seguran�a, prometo-vos.
Estais em seguran�a comigo, a navegar para casa.
Ent�o, sou a Rainha?
Mais do que foste com o Renly, menos do que serias
se o Joffrey tivesse consumado o casamento antes de morrer.
N�o � o momento oportuno para abordar o assunto.
Agarrado � garganta,
a olhar para a m�e para que ela o fizesse parar. Foi horr�vel.
O mundo est� cheio de coisas horr�veis,
mas s�o todas deliciosas quando comparadas com a morte.
Trouxeram-me o corpo do teu av� quando ele morreu,
obrigaram-me a olhar para ele. - Como foi?
Levaram-me at� ao Grande Sal�o e l� estava ele.
O homem com quem eu casara e que sofrera para gerar os meus filhos.
Uma grande massa fl�cida ao lado da qual me sentara
em jantares intermin�veis e em reuni�es aborrecidas.
L� estava ele, deitado em cima de uma mesa.
Um dos meus maridos preferia a companhia de homens
e foi apunhalado no cora��o. O outro era feliz a torturar animais
e foi envenenado no nosso banquete de casamento. Estou amaldi�oada.
Que disparate. As tuas circunst�ncias melhoraram bastante.
Podes n�o ter gostado de o ver morrer,
mas gostaste mais do que terias gostado de estar casada com ele.
Mas teria sido a rainha.
A nossa alian�a com os Lannister
continua a ser t�o necess�ria para eles
como � desagrad�vel para n�s.
Fizeste um �timo trabalho com o Joffrey,
o pr�ximo dever� ser mais f�cil.
O teu irm�o est� morto.
Sabes o que isso significa?
N�o tento enganar-te.
- Significa que me tornarei rei. - Sim, tornar-te-�s rei.
Que tipo de rei achas que ser�s?
Um bom rei?
Eu tamb�m acho.
Tens o temperamento adequado.
Mas o que faz um bom rei?
Qual � a qualidade mais importante de um bom rei?
N�o � o local nem o momento para isto.
Santidade?
Baelor, o Aben�oado, era santo e devoto.
Construiu este Septo.
Tamb�m nomeou um rapaz de seis anos para ser Alto Sept�o,
porque achou que o rapaz fazia milagres.
Acabou por morrer antes de tempo por jejuar,
porque a comida era deste mundo e este mundo era pecaminoso.
Justi�a.
Um bom rei deve ser justo.
Orys I era justo.
Toda a gente aplaudiu as reformas dele.
Tanto os nobres como o povo.
Mas n�o foi justo durante muito tempo.
Foi assassinado pelo irm�o enquanto dormia, menos de um ano depois.
Ter� isso sido justo da parte dele?
Abandonar os s�bditos com um mal que ele foi ing�nuo e n�o reconheceu?
- N�o. - N�o.
- E for�a? - Sim. For�a.
O Rei Robert era forte.
Venceu a rebeli�o e esmagou a dinastia Targaryen.
E assistiu a tr�s reuni�es do Pequeno Conselho em 17 anos.
E passou o tempo com prostitutas e a ca�ar e a beber,
at� as duas �ltimas o terem matado.
Temos um homem que se deixa morrer � fome,
um homem que deixa o irm�o assassin�-lo
e um homem que acha que ganhar e governar s�o a mesma coisa.
O que falta a todos eles?
- Sabedoria. - Sim!
- � a sabedoria que faz um bom rei. - Sim.
Mas o que � a sabedoria?
Uma casa com grande riqueza e terras f�rteis pede a tua prote��o
contra outra casa com uma marinha poderosa
que um dia pode opor-se a ti.
Como sabes que escolha � s�bia e que escolha n�o o �?
Tens alguma experi�ncia com tesouros e celeiros
ou com estaleiros e soldados?
- N�o. - Claro que n�o.
Um rei s�bio sabe o que sabe e o que n�o sabe.
�s jovem. Um rei jovem e s�bio ouve os conselheiros dele
e segue os conselhos deles at� atingir a maioridade.
E os reis mais s�bios continuam a ouvi-los muito depois disso.
O teu irm�o n�o era um rei s�bio. O teu irm�o n�o era um bom rei.
Se tivesse sido, talvez ainda estivesse vivo.
Enquanto rei, ter�s de casar.
- Percebes porqu�? - Um rei precisa de uma rainha.
Sim, mas porqu�?
Para continuar a linhagem da fam�lia.
- Sabes como isso acontece? - Sei.
Mas algu�m te explicou os pormenores?
- Penso que n�o. - � relativamente f�cil.
- Como est�s? - Estou bem.
Pois est�s. Vais ficar. Eu encarregar-me-ei disso.
Por favor, dai � Rainha um momento a s�s com o filho dela.
- Sim, meu senhor. - Todos v�s.
Foi o Tyrion.
Ele matou-o.
Ele disse-me que o faria.
"Um dia, quando julgares que est�s em seguran�a e feliz,
"a tua alegria transformar-se-� em cinzas na tua boca."
Foi o que ele me disse.
Tu viste.
- Viste o Joff a apontar para ele... - N�o sei o que vi.
Vinga-o.
Vinga o nosso filho.
Mata o Tyrion.
O Tyrion � meu irm�o. � nosso irm�o.
Haver� um julgamento. Descobriremos a verdade acerca do que aconteceu.
N�o quero um julgamento.
Ele arranjar� forma de ser libertado se tiver essa oportunidade.
Quero-o morto.
Por favor, Jaime, tens de o fazer.
Ele era nosso filho. O nosso menino.
�s uma mulher detest�vel.
Porque fizeram os deuses com que eu amasse uma mulher detest�vel?
Jaime, aqui n�o, por favor. Por favor.
- Para. - N�o.
Para com isso!
Para.
Para. N�o est� certo.
- N�o est� certo. - N�o me interessa.
- N�o. - N�o me interessa.
- N�o, Jaime. - N�o me interessa.
Vai chover em breve.
Onde estamos?
Perto de Feirajusta, penso eu.
Pensais? N�o tendes um mapa?
- N�o. - Talvez dev�ssemos arranjar um.
Apontai-me a pr�xima loja de mapas que virdes e eu compro um.
- � longe at� ao Ninho de �guia? - �.
E tendes a certeza de que vamos na dire��o certa?
Acreditai em mim, menina, quero-vos l� o mais depressa poss�vel.
Obtenho o meu ouro e fa�o-me � estrada.
- Para onde ireis? - O que vos interessa?
Talvez atravesse o Mar Estreito.
Lute como mercen�rio.
Com os Segundos Filhos, talvez.
- Parece adequado para mim. - Gostava de ver Bravos, um dia.
Porqu� Bravos?
Tenho amigos l�.
- Duvido. - Sete b�n��os para v�s.
- O que queres? - Esta terra � minha.
Se eu estou nela, � minha.
Est�vamos s� a dar �gua aos cavalos, vamos j� seguir viagem.
Perdoai o meu pai, ele foi ferido a lutar na guerra.
O nosso chal� ardeu quando ele estava longe e a minha m�e morreu.
Nunca mais foi o mesmo.
Por que casa lutava ele?
Pelos Tully de Correrrio.
Vem a� uma tempestade. Precisar�o de abrigo para passarem a noite.
H� feno fresco no celeiro.
E aqui a Sally faz guisado de coelho como a m�e dela fazia.
N�o temos muito, mas partilhamos com quem tenha lutado pela Casa Tully.
Pedimos ao Pai que nos julgue com miseric�rdia,
aceitando as nossas fraquezas humanas.
Pedimos � M�e que aben�oe as nossas colheitas,
para nos podermos alimentar e a todos os que nos batam � porta.
Pedimos ao Guerreiro que nos d� coragem
nestes tempos de disputas e de agita��o.
Pedimos � Donzela que proteja a virtude da Sally
e que a afaste das garras da deprava��o.
- Tens de pedir aos sete sacanas? - Pai!
Pedimos ao Ferreiro que fortale�a as nossas m�os e as nossas costas
para podermos acabar o nosso trabalho.
Pedimos � Velha que nos guie na nossa viagem
da escurid�o para a escurid�o.
E pedimos ao Estranho que n�o nos mate nas nossas camas esta noite
sem qualquer motivo.
Pe�o muita desculpa.
- � muito bom. - Lutastes nas G�meas?
Chamas �quilo luta? Foi mais chacinar gado.
Chamam-lhe o Casamento Vermelho.
O Walder Frey cometeu sacril�gio naquele dia.
Partilhou o p�o e o sal com os Stark, s�o as leis da hospitalidade.
As leis da hospitalidade j� n�o t�m muita import�ncia.
Para mim, t�m.
Os deuses vingar-se-�o.
O Frey arder� no S�timo Inferno por aquilo que fez.
Era diferente quando Hoster Tully governava as Terras Fluviais.
Tivemos bons anos e maus anos, mas est�vamos em seguran�a.
Agora, com os Frey, salteadores pilham-nos,
roubam-nos a comida, roubam-nos a prata.
Ia enviar a Sally para norte para casa do meu irm�o,
mas o Norte n�o est� melhor. Todo o territ�rio foi afetado.
Tens cerveja?
Temo que n�o.
Como pode um homem n�o ter cerveja em casa?
Parece que sabes usar essa espada, que �s um guerreiro treinado.
Aqueles salteadores n�o teriam hip�tese contra ti.
O que dirias de ficar aqui at� � lua nova?
Dava-me jeito um homem para ajudar com o trabalho da quinta.
A Sally faz o que pode, mas n�o consegue levantar um fardo de feno.
E se algum ladr�o viesse � procura de um alvo f�cil,
bastaria olhar para ti e fugiria na dire��o oposta.
Sem ofensa.
O que pagar�s?
N�o tenho muito, mas escondi alguma prata dos bandidos.
Um ordenado honesto por trabalho honesto?
Um ordenado honesto por trabalho honesto.
- O que fizestes? - Selai o vosso cavalo.
Dissestes-me que n�o �reis um ladr�o!
- E n�o era. - Albergou-nos, alimentou-nos e...
Sim, albergou-nos. � um bom homem e a filha faz um bom guisado
e estar�o ambos mortos quando chegar o inverno.
- N�o sabeis isso! - Sei!
Ele � fraco, n�o consegue proteger-se.
Estar�o ambos mortos quando chegar o inverno
e as pessoas mortas n�o precisam de prata.
Sois a pior merda que existe nos Sete Reinos!
H� muito pior do que eu, eu s� compreendo como as coisas s�o.
Quantos Stark t�m de decapitar para que percebeis?
Violador.
Ladr�o de cavalos. Nono filho.
Violador. Ladr�o. Ladr�o e violador.
Aqui est� ele, Sam, o Matador.
Vais visitar a tua rameira selvagem?
- Ela n�o � uma rameira. - N�o?
Talvez lhe d� uma moeda esta noite e descubra.
- Acham todos que estou a mentir. - Sobre o qu�?
Sobre ter matado o Caminhante Branco.
N�o est�s a mentir.
Nunca esquecerei como gritou.
Mas s� tu � que viste e eles acham que n�o passas de uma...
- De uma qu�? - De uma selvagem.
O meu pai odiava essa palavra.
N�o � uma palavra muito agrad�vel.
N�o sei.
Faz com que eu pare�a um pouco perigosa, n�o faz?
Est�s bem? Ningu�m te incomoda?
Sou alvo de muitos olhares, ou�o-os a fazerem as piadas deles,
mas ningu�m me tocou, se � a isso que te referes.
�s vezes, preocupo-me com isso. A toda a hora.
Porque te preocupas com isso?
100 homens, uma mulher.
Eles t�m outras coisas em que pensar.
- � a �nica coisa em que pensam. - Est�s a ser tonto.
N�o estou a ser tonto.
H� 100 homens acordados � noite a fantasiar acerca de ti.
E tu?
E eu o qu�?
Goiva?
Eu preocupo-me contigo.
Obrigada.
- Porqu�? - Por te preocupares comigo.
N�o sei se est�s em seguran�a aqui.
Eles s�o meus irm�os,
mas alguns foram ladr�es antes de virem para c�.
Alguns eram violadores.
Tu viste o que fizeram na fortaleza do teu pai.
O que est�s a dizer?
Talvez estivesses mais segura na Vila da Toupeira.
Est�s farto de mim?
Farto de ti? Eu...
Eu quero proteger-te.
Vou levar isto ao Hobb. Toma conta do pequeno Sam.
Vossa Gra�a!
Agora sois um homem letrado, o que vos parece isso?
- O Joffrey. - O usurpador Joffrey Baratheon.
Disse essas palavras quando lancei uma sanguessuga para o fogo,
cheia de sangue de bastardo.
Um bastardo que libertastes.
Agora tenho uma �tima oportunidade e n�o posso aproveit�-la.
Arranjar-vos-ei um ex�rcito, Vossa Gra�a. Tenho trabalhado dia e noite...
Que progressos fizestes?
Trouxe a Casa Peasebury para a vossa causa.
A Casa Peasebury.
- A Casa Musgood. - A Casa Musgood.
- E a Casa Haigh. - A Casa Haigh.
N�o t�m homens suficientes entre eles para atacarem uma despensa.
Westeros n�o � o mundo, Vossa Gra�a.
Temos de procurar navios e homens no leste.
Dez mil soldados h�beis lutam pela Companhia Dourada.
- A Companhia Dourada? - Nunca quebraram um contrato.
S�o mercen�rios.
Estamos dispostos a usar magia de sangue para vos colocar no trono,
mas n�o estamos dispostos a pagar a homens para lutarem?
A magia da Mulher Vermelha � real,
as vis�es e as profecias dela tamb�m poder�o ser,
mas nunca ouvi falar de vis�es e de profecias que ganharam uma guerra.
S�o os soldados que ganham guerras, soldados no terreno.
- � duro no terreno. - N�o temos ouro.
Ainda n�o.
Se n�o insisto na minha pretens�o, a minha pretens�o ser� esquecida.
N�o me tornarei uma p�gina no livro da hist�ria de outra pessoa.
Eu estou a ficar sem tempo, Sor Davos.
Ou seja, v�s estais a ficar sem tempo.
- Estais atrasado. - Perdoai-me, Princesa.
Achei que n�o v�nheis.
A M�o do Rei n�o tem muito tempo de lazer.
N�o sereis uma M�o muito boa, se virdes a palavra cavaleiro
e lerdes "cab�leiro". - Isso aconteceu uma vez h� semanas.
Sois mesmo filha do vosso pai. Sois ambos impiedosos.
O de hoje � novo. Tem muitas palavras complicadas.
Mas penso que sois capaz.
Nunca lereis bem se moverdes os l�bios. � o que as crian�as fazem.
"A Vida e as Aventuras de Elyo Grivas:
"Primeira Espada de Bravos". Muito obrigado.
Gosto deste, tem muitas lutas com espadas e piratas.
- Um dia, fostes um pirata. - N�o, fui contrabandista.
Qual � a diferen�a?
Se se � um contrabandista famoso, n�o se est� a faz�-lo bem.
O meu pai diz que um criminoso � um criminoso.
O vosso pai n�o sabe apreciar
os melhores aspetos do mau comportamento.
- Os bravosianos tamb�m n�o. - J� navegastes at� Bravos?
Claro que sim. Quase fui decapitado por um Primeira Espada de Bravos.
Tentei explicar-lhe a diferen�a entre piratas e contrabandistas,
mas n�o pareceu mais interessado na distin��o do que o vosso pai.
Imagino que quando se trabalha para o Banco de Ferro de Bravos
e cada uma das barcas de ouro deles vale meio reino,
n�o se est� muito interessado no tipo de distin��o...
- Para que foi isso? - Quero que escreveis uma mensagem.
Dev�eis escrev�-la v�s, � bom para praticar.
� muito importante para ser eu a escrever,
preciso que seja uma pessoa inteligente. Escrevei.
Para os escrit�rios do Banco de Ferro de Bravos,
de Stannis Baratheon, o �nico rei verdadeiro de Westeros.
- Mas n�o sois v�s. - Preciso de captar a aten��o deles.
Continuai. Escrevei!
Ele viveu algumas aventuras, n�o viveu?
Enche.
- Que ador�vel. - Obrigada.
- Como se chama? - Sam.
Que lindo.
- � ele o pai? - N�o.
Onde est� o pai?
Morreu.
De onde �s?
- De norte daqui. - De norte daqui?
�s uma maldita selvagem?
- S� cama e comida? - Exato.
Ela limpa e cozinha e cuida dos beb�s das outras raparigas.
Podia arranjar-lhe outro trabalho.
- Outro trabalho, n�o. - Ganharia dinheiro,
dava-te uma parte. - Outro trabalho, n�o.
Prometo voltar e visitar-te sempre que puder.
Aqui estar�s mais segura.
Quem vai proteger-te em Castelo Negro? Eu?
- Protegeste-me a norte da Muralha. - Isto � diferente.
S�o irm�os da Patrulha da Noite e n�o posso apunhal�-los pelas costas.
E n�o posso fugir, que foi o que fizemos em casa do Craster.
Tens de confiar em mim. � pelo melhor.
- O melhor para ti. - Goiva!
Por favor, n�o fa�as isso.
�s gananciosa.
N�o?
Lamento, sois linda, mas nunca adquiri o gosto.
Chamas � minha beldade um gosto adquirido?
N�o faz mal, amor. Fica mais para ti.
Tu � que ficas a perder.
Gostais tanto de rapazes como de raparigas?
- Isso surpreende-te? - Toda a gente tem uma prefer�ncia.
Ent�o toda a gente est� a perder metade do prazer do mundo.
Os deuses fizeram aquilo e deleito-me com isso.
Os deuses fizeram isto e deleito-me com isso.
Quando se trata de guerra, eu luto por Dorne.
Quando se trata de amor, n�o escolho lados.
Espero ter tanta energia quando tiver a vossa idade.
- Que idade tens, 25 anos? - Crian�as.
Um dia, se tiveres sorte, vais acordar e perceber que �s velho.
Esse teu belo rabo ficar� desca�do,
a tua barriga ficar� fl�cida, as costas doer-te-�o � noite
e crescer�o pelos brancos nas tuas orelhas.
Ningu�m te desejar�.
Assegura-te de que fodeste bastante antes de esse dia chegar.
E v�s fodestes?
Ele � o Pr�ncipe de Dorne.
Raparigas e rapazes far�o fila para o foder
at� ao dia em que ele morrer.
Ter�o todos de fazer fila atr�s de ti.
- Pr�ncipe Oberyn! - Lorde Tywin!
Podemos ficar a s�s?
Chama-me se precisares de mim, amor.
- Quereis sentar-vos? - N�o, obrigado.
- Um pouco de vinho? - N�o, obrigado.
Lamento o que aconteceu ao vosso neto.
Lamentais?
N�o acredito que uma crian�a seja respons�vel pelos pecados do pai.
Ou do av�.
� uma forma horr�vel de morrer.
- Que forma � essa? - Interrogais-me, Lorde Tywin?
- H� quem creia que o Rei sufocou. - H� quem creia que o c�u � azul,
porque vivemos dentro do olho de um gigante de olhos azuis.
O Rei foi envenenado.
Ouvi dizer que estudastes venenos na Cidadela.
Estudei, por isso � que sei.
O vosso �dio pela minha fam�lia � bem conhecido.
Chegais � capital, sois perito em venenos
e uns dias depois o meu neto morre por envenenamento.
� muito suspeito. Porque n�o me pusestes numa masmorra?
Falastes com o Tyrion neste bordel no dia em que chegastes.
- O que discutistes? - Pensais que conspir�mos juntos?
- O que discutistes? - A morte da minha irm�.
Pela qual me culpais.
Ela foi violada e assassinada pela Montanha,
a Montanha cumpre ordens vossas, claro que vos culpo.
Estou aqui desarmado, sem prote��o, devia estar preocupado?
Estais desarmado e sem prote��o, porque me conheceis.
Sou um homem razo�vel.
Se vos cortar a garganta hoje, serei capturado e esquartejado amanh�.
Na guerra, os homens cometem todo o tipo de crimes
sem conhecimento dos superiores deles.
Ent�o, negais envolvimento no homic�dio da Elia?
Categoricamente.
Gostaria de falar com a Montanha.
Tenho a certeza de que ele gostaria de falar convosco.
Talvez n�o goste tanto como julga.
Eu poderia organizar essa reuni�o.
Mas quereis algo em troca.
Haver� um julgamento para o meu filho.
Conforme a tradi��o, o veredicto ser� dado por tr�s ju�zes.
Eu presidirei, o Mace Tyrell ser� o segundo juiz
e gostaria que f�sseis o terceiro. - Porqu�?
H� pouco tempo, os Tyrell apoiaram o Renly Baratheon
e declararam-se inimigos do trono.
Agora s�o o nosso maior aliado.
Fizestes da rapariga Tyrell rainha.
Ser juiz no julgamento do vosso filho n�o � t�o tentador.
Tamb�m vos convidarei para fazerdes parte do Pequeno Conselho
como um dos principais conselheiros do novo rei.
N�o sabia que t�nheis tanto respeito por Dorne, Lorde Tywin.
N�o somos os Sete Reinos at� Dorne voltar para o grupo.
O Rei est� morto, os Greyjoy revoltaram-se,
um ex�rcito de selvagens marcha rumo � Muralha
e, a leste, uma rapariga Targaryen tem tr�s drag�es.
Dentro de pouco tempo, ela virar-se-� para Westeros.
S� as gentes de Dorne conseguiram resistir ao Aegon Targaryen
e aos drag�es dele.
Dizeis que precisais de n�s?
Deve ser dif�cil admiti-lo.
Precisamos uns dos outros.
Ajudai-me a fazer justi�a contra os assassinos do Rei
e eu ajudo-vos a fazer justi�a contra os da Elia.
Podrick!
Pe�o desculpa pelo fedor.
Trouxe-vos vinho, meu senhor, mas tiraram-mo.
- Um esfor�o nobre. - Mas n�o encontraram as velas.
Uma pena, alguns pergaminhos,
salsicha de pato, am�ndoas e queijo.
�s um bom rapaz.
- H� not�cias da Shae? - N�o soube de nada, meu senhor.
Imagino que isso seja bom.
O que dizem sobre mim l� fora?
Sereis julgado daqui a duas semanas por assassinardes o Rei.
- Achas que assassinei o Joffrey? - N�o, meu senhor.
- N�o assassinastes? - C�us, n�o.
O mundo � um s�tio melhor sem ele, mas n�o tive nada a ver com isso.
Gostava de pensar que, se preparasse um assassinato real,
o planearia de forma a n�o estar l� de boca aberta como um tolo
quando o Rei morresse.
Julgamento daqui a duas semanas.
J� anunciaram os ju�zes?
- O vosso pai. - Claro.
O Mace Tyrell.
Que votar� como o meu pai lhe disser para votar.
- E o Pr�ncipe Oberyn de Dorne. - O Oberyn?
Temos de tirar o chap�u ao meu pai,
ele aproveita sempre uma trag�dia familiar.
Devo pedir-vos uma lista de nomes, meu senhor,
de pessoas que possam testemunhar a vosso favor.
Posso chamar as minhas testemunhas? Que generosos.
- A minha esposa, a Sansa. - Meu senhor, ela desapareceu.
- Desapareceu? - Ningu�m a v� desde o casamento.
Achais que ela...
Ningu�m tinha mais motivos para matar o Joffrey do que a Sansa,
mas ela n�o � uma assassina.
Quem matou o Rei queria que eu perdesse a cabe�a por isso.
E o desaparecimento da minha mulher faz com que eu pare�a mais culpado.
- Podrick! - Sim, meu senhor?
- Agora, eles v�o seguir-te. - Quem?
N�o sei. Eles. Um eles agourento.
O homem que puxa os cordelinhos. Ou a mulher. O meu pai.
Talvez o Joffrey lhe desse muito trabalho,
ser� muito mais f�cil lidar com o doce Tommen.
Sempre que me acontece algo de mal,
eu suponho que a minha irm� esteve envolvida.
Podemos dizer o que quisermos da Cersei, mas ela ama os filhos.
� a �nica que tenho a certeza
de n�o ter tido nada a ver com este homic�dio.
O que o torna �nico, no que toca a homic�dios em Porto Real.
Mais alguma testemunha, meu senhor?
O Varys podia testemunhar a meu favor, se se atrevesse.
J� foi chamado como testemunha da Rainha.
Claro. Vai chamar o Bronn. Tenho um trabalho para ele.
- N�o o deixam visitar-vos, meu senhor. - Porqu�?
Dizem que ele � um assassino conhecido e pr�ximo de v�s.
Tamb�m est� a ser investigado.
E o meu irm�o? Ao menos deixam-me ver o Jaime?
Vou perguntar, meu senhor.
H� outra coisa, meu senhor.
Um homem que eu n�o conhecia
veio perguntar-me se testemunharia contra v�s.
Disse que passaria a ser tratado por Sor Podrick Payne,
se dissesse aos ju�zes que t�nheis comprado
um veneno chamado Estrangulador. - Sor Podrick Payne?
Soa bem. O que lhe disseste?
N�o lhe disse nada, meu senhor.
- Vais aceitar a oferta deles? - Meu senhor...
Testemunhar contra mim n�o foi uma sugest�o.
Se n�o conseguem tentar-te com mel, escolher�o algo menos doce.
- Fostes bom para mim, meu senhor. - Pod!
O julgamento � daqui a duas semanas,
querer�o uma resposta antes disso. - J� lhes dei uma resposta, meu senhor.
N�o quero que morras por minha causa, est�s a ouvir?
Se tiver de fazer a longa caminhada at� ao cepo do carrasco,
n�o quero ver a tua cabe�a l�. - Meu senhor...
Pod, estou a dar-te uma ordem.
Vai procurar o meu irm�o e diz-lhe que preciso dele.
E sai de Porto Real antes que seja tarde demais.
Pod! Isto � uma despedida.
Adeus, meu senhor.
Pod!
Nunca houve um escudeiro mais leal.
A M�e diz que est� na hora de comer.
O que est� ela a cozer? Espera. Deixa-me adivinhar.
Batatas.
Ningu�m coze uma batata melhor do que a tua m�e. Ela tem...
- Os selvagens! - Guymon!
- Esconde-te. Esconde-te! - Fujam!
- Sabes como chegar a Castelo Negro? - Sei. Sei.
Aqueles s�o os teus pais?
Abre os olhos.
Vou com�-los, est�s a ouvir?
Vou comer a tua m�e morta e o teu pai morto.
Vai dizer aos corvos em Castelo Negro.
Temos de lhes mostrar como lidamos com gente como eles.
36 corpos com as gargantas cortadas lan�ados do cimo da Muralha,
parece-me uma boa li��o. - Sim!
Se formos atr�s deles, estaremos a dar-lhes o que eles querem.
Querem que nos mostremos, querem matar alguns de cada vez.
Temos pouco mais de 100 homens
e isso inclui intendentes, construtores e eu.
N�o podemos perder nenhum homem.
Temos de nos lembrar da nossa principal responsabilidade,
somos os patrulheiros na Muralha.
Tem de haver uma forma de os proteger.
Sois um defensor da gente comum, Lorde Snow,
o que dizeis da proposta do Irm�o Pyp?
O Mance Rayder vem a�.
Se os selvagens atravessarem a Muralha,
arrasar�o com tudo e com toda a gente ao longo de 1.600 km
antes de encontrarem um ex�rcito que consiga det�-los.
Temos de refor�ar Castelo Negro.
E defender a Muralha, � a nossa miss�o.
Patrulheiros de regresso.
Ajudem-no.
Achei que j� teriam olhos azuis.
- Porque demoraram tanto tempo? - Fic�mos retidos.
- Por qu�? - Por correntes?
�ramos convidados dos amotinados da Fortaleza de Craster.
- E os amotinados ficaram? - N�o v�o a lado nenhum.
T�m a comida do Craster e as mulheres dele.
Pobres raparigas, nunca pensaram que sentiriam a falta do pai.
O Karl � que manda agora,
foi ele que espetou uma faca na boca do Craster.
Temos de ir a norte e de os matar a todos.
Acab�mos de discutir isto, rapaz, a justi�a pode esperar.
N�o se trata de justi�a.
Eu disse aos selvagens que havia mais de mil homens em Castelo Negro.
O Karl e os outros sabem a verdade t�o bem como n�s.
Durante quanto tempo julgais que guardar�o essa informa��o
enquanto os selvagens lhes arrancam as unhas?
O Mance tem o que precisa para nos esmagar, mas ainda n�o o sabe.
Assim que os apanhar, ficar� a saber.
A� atacar-nos-� com todas as for�as dele
e mesmo que cada um de n�s mate 100 selvagens,
n�o poderemos fazer nada para os deter.
Eu acho que n�o consigo matar 100 selvagens.
V�o atacar?
Um �nico cavaleiro.
Um campe�o de Meereen.
Querem que envieis o vosso campe�o contra ele.
O que est� ele a fazer?
Penso que ele pretende...
Ele diz que somos um ex�rcito de homens sem membros masculinos.
Afirma que n�o sois uma mulher,
mas um homem que esconde a pila dentro do pr�prio rabo.
Ignorai-o, Vossa Gra�a. S�o palavras sem import�ncia.
S�o importantes se metade da cidade que pretendeis tomar as ouve.
Tenho algo para dizer �s pessoas de Meereen.
Primeiro, preciso que este se cale.
Tenho um campe�o?
Dai-me esta honra, M�e de Drag�es.
- N�o vos desiludirei. - �s o comandante dos Imaculados.
N�o posso arriscar perder-te.
Vossa Gra�a, ganhei mais combates individuais
do que qualquer outro homem vivo.
Por isso � que deveis manter-vos ao meu lado.
Estou ao vosso lado h� mais tempo do que qualquer um deles, Khaleesi.
Deixai-me defender-vos tamb�m hoje.
Sois o meu conselheiro de confian�a, o meu melhor general
e o meu querido amigo, n�o porei em risco a vossa vida.
Fui o �ltimo a juntar-se ao vosso ex�rcito.
N�o sou vosso general, nem membro da vossa Guarda Real,
nem comandante dos vossos Imaculados.
A minha m�e era uma rameira, venho do nada
e voltarei para l�.
Deixai-me matar este homem por v�s.
Muito bem.
Tendes uma grande audi�ncia, deixai-os satisfeitos.
- Ele � muito corajoso, Vossa Gra�a. - Sim.
Ganhe ou perca, desde que toda a cidade esteja a ver.
De certeza que n�o quereis um cavalo?
Porque haveria de querer um cavalo?
Os cavalos s�o mais r�pidos do que os homens.
Os cavalos s�o mais burros do que os homens.
Chamo-me Daenerys, Filha da Tormenta.
Talvez os vossos senhores vos tenham contado mentiras sobre mim,
ou talvez n�o vos tenham dito nada. N�o importa.
N�o tenho nada para lhes dizer.
Falo apenas para v�s.
Primeiro, fui a Astapor.
Aqueles que eram escravos em Astapor,
est�o agora atr�s de mim, livres.
A seguir, fui a Yunkai.
Aqueles que eram escravos em Yunkai,
est�o agora atr�s de mim, livres.
Agora, vim a Meereen.
N�o sou vossa inimiga.
O vosso inimigo est� ao vosso lado.
O vosso inimigo rouba e assassina os vossos filhos.
O vosso inimigo s� tem correntes e sofrimento e ordens
para vos dar.
Eu n�o vos trago ordens. Trago-vos uma escolha.
E trago aos vossos inimigos aquilo que eles merecem.
Avancem!
Disparem!
Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips
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