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A GUERRA DOS TRONOS O Le�o e a Rosa
Tansy!
Tansy!
Tansy! Aqui est�s tu.
N�o consigo v�-la.
Tansy!
Se conseguires sair da floresta, ganhas!
Corre, Tansy!
- Tansy! - Onde est� ela?
Tansy!
Lindas meninas. Para tr�s.
- Muito bem. Tu tamb�m. - S� a feri.
Fizeste-a parar, � isso que interessa.
Foi um belo disparo, n�o foi, Fedor?
Um belo disparo, senhor, minha senhora.
Por favor, meu senhor, d�i. Por favor.
N�o chores, acabar� em breve.
Ela acha-se bonita. Deixa-me espetar-lhe uma na cara.
Temos de recompensar os c�es, eles fizeram o trabalho dif�cil.
Porqu�? Fiz tudo o que pedistes.
- Mas deixaste a Myranda com ci�mes. - Eu, com ci�mes dela?
Meu senhor, por favor!
V�s que a tua presen�a se tornou um problema.
Matem-na!
Agora j� n�o � t�o bonita.
A tua nova m�o � mais bonita do que a anterior, n�o concordas, Pod?
- � de ouro puro? - De a�o dourado.
N�o est�s a comer. Porque n�o est� ningu�m a comer?
A minha mulher est� a definhar e o meu irm�o passa fome.
- N�o tenho fome. - Perdeste uma m�o,
n�o um est�mago.
Prova o javali. A Cersei n�o se farta de o comer,
desde que um deles matou o Robert por ela.
Um brinde aos orgulhosos filhos Lannister,
o an�o, o aleijado e a m�e de loucura.
- Eu limpo. - N�o, eu fa�o-o. Deixa-nos.
� s� vinho.
- N�o posso lutar mais. - E a m�o esquerda?
Consigo segurar numa espada, mas os meus instintos est�o errados.
Como posso proteger o Rei se mal consigo limpar o rabo?
Agora �s o Comandante, comanda.
Deixa que os outros lutem.
Quando foi a �ltima vez que o Pai usou uma espada?
Eu n�o sou o Pai, sou o Regicida.
Quando as pessoas descobrirem que n�o consigo matar um pombo...
Ent�o, treina. Aprende a lutar com a outra m�o.
Com quem? Contigo? Os homens falam.
Mal algu�m descubra que n�o consigo lutar, contar� a toda a gente.
Precisas de um espadachim bom e discreto.
Eu conhe�o o ideal.
O meu irm�o diz-me que sabeis manter a boca fechada.
� um talento invulgar para um mercen�rio.
Ele diz-me que v�s cagais ouro como o vosso pai.
Este s�tio � seguro?
H� um cavaleiro, o Leygood, com rel�mpagos no escudo.
� aqui que fodo a mulher dele. Ela gosta de gritar.
Se n�o a ouvem, n�o v�o ouvir-nos.
Nunca tinha visto a�o valiriano. � uma beldade.
O problema � que se lutais com uma espada, eu tamb�m tenho de lutar.
E se eu lutar com uma espada, deixarei de ter quem me pague.
N�o uso uma espada de treino desde os nove anos.
Sois um guerreiro ousado, atacais um homem quando baixa a guarda.
� a melhor altura para atacar um homem.
Prestai aten��o.
Se ainda tivesse a minha m�o direita...
Planeais deix�-la voltar a crescer?
Vamos a isto.
Abram os port�es!
Cavaleiros a entrarem!
Vamos tratar destes cavalos.
Pai, bem-vindo a casa.
Walda, este � o Ramsay Snow, o meu filho bastardo.
- � um prazer, M�e. - Ol�.
Alimentai os cavalos, dai-lhes �gua e lavai-os.
E levai a Senhora Walda para os aposentos dela.
Por aqui, minha senhora.
- Onde est� o teu pr�mio? - Com os c�es.
Quero v�-lo.
Ouvi dizer que cortastes uma m�o ao Regicida.
As not�cias viajam depressa. O que ele gritou.
Ter�eis adorado.
Pai!
- O que lhe fizeste? - Treinei-o.
Demorou a aprender, mas aprendeu.
Esfolaste-o.
Tirei a pele a uns bocados, cortei outros.
Era o filho e herdeiro de Balon Greyjoy.
Esfolamos os nossos inimigos h� mil anos.
O Homem Esfolado est� nos nossos estandartes.
Nos meus estandartes, n�o nos teus.
N�o �s um Bolton, �s um Snow.
O Tywin Lannister deu-me o Norte,
mas n�o levanta um dedo para me ajudar a tom�-lo.
Enquanto os homens de ferro tiverem Fosso Cailin,
os nossos ex�rcitos est�o retidos a sul do Gargalo.
O Theon era um ref�m valioso, n�o era o teu brinquedo.
- Queria troc�-lo por Fosso Cailin. - J� perguntei.
Lorde Greyjoy recusou. Os selvagens n�o t�m...
Enviaste condi��es ao Balon Greyjoy sem meu consentimento?
Deixastes-me como senhor interino de Forte do Pavor, agi como tal.
Tive de entrar disfar�ado nas minhas terras gra�as aos Greyjoy.
Precisava do Theon inteiro.
O Theon era nosso inimigo,
mas o Fedor nunca nos trair�.
Confiei demasiado em ti.
Fedor, como podes deixar-me estar diante do meu pai
com a barba por fazer? � uma falta de respeito.
Perd�o, meu senhor.
Dai-lhe a l�mina.
N�o sou um Bolton, Pai. O que importa?
Vamos, Fedor, um barbeado como deve ser.
Fedor, diz ao meu pai
onde est�o o Bran e o Rickon Stark.
N�o sei, meu senhor.
Assassinaste-os e exibiste os corpos deles em Winterfell.
Fedor, assassinaste os rapazes Stark?
N�o, meu senhor, apenas dois rapazes da aldeia.
E queimaste os corpos para ningu�m saber.
Sim, meu senhor.
Os Stark sempre governaram o Norte.
Se o Bran e o Rickon estiverem vivos,
o territ�rio apoi�-los-�, agora que o Robb Stark est� morto.
� verdade, Fedor,
o Robb Stark est� morto.
Lamento.
Sei que ele era como um irm�o para ti,
mas o meu pai espetou-lhe uma faca no cora��o.
O que sentes acerca disso?
- Estais pronto para uma ca�ada? - Sempre.
Encontrai os rapazes e dar-vos-ei 400 hectares e uma fortaleza.
A vossa ratazana de estima��o sabe para onde foram
depois de Winterfell?
O Jon Snow est� em Castelo Negro.
- Quem � o Jon Snow? - O irm�o bastardo deles.
Pode estar a abrig�-los. Talvez saiba onde eles est�o.
Mesmo que n�o saiba, � metade Stark, pode ser uma amea�a.
Queres mostrar que �s um Bolton?
Re�ne os homens que puderes e vai at� Fosso Cailin.
Leva esta tua criatura, talvez seja �til.
Apodera-te do Fosso para a fam�lia, para a nossa fam�lia,
e reconsiderarei a tua posi��o.
Lorde Varys, a tomar o pequeno-almo�o com o Rei?
Os estrangeiros n�o s�o bem-vindos em ocasi�es t�o exclusivas.
Ser estrangeiro...
A Shae foi descoberta. A criada da Sansa viu-vos com ela.
Ela j� contou � vossa irm�,
� s� uma quest�o de tempo at� o vosso pai saber.
Ent�o sou culpado de ser visto com a criada da minha mulher.
O meu pai perguntar-vos-� se h� mais alguma coisa
e contareis uma mentira inteligente. - N�o contarei.
Quanto tempo julgais que o vosso pai e a vossa irm� me deixar�o viver,
se suspeitarem que minto?
N�o tenho um mercen�rio de estima��o para me proteger,
nem um irm�o lend�rio para me vingar,
s� tenho passarinhos que me sussurram aos ouvidos.
Perdoai-me por n�o chorar por v�s.
Ningu�m chora por aranhas nem por rameiras.
Tenho amigos do outro lado do mar que poderiam ajud�-la.
Ela n�o se vai embora.
Disse-lhe tantas vezes que este local � perigoso
que ela j� n�o acredita em mim. - O vosso pai prometeu enforcar
a pr�xima rameira com que vos apanhasse.
O vosso pai alguma vez fez uma promessa v�?
Da Casa Tyrell e das gentes da Campina, Vossa Gra�a,
� uma honra presentear-vos com esta ta�a matrimonial.
Que v�s e que a minha filha Margaery bebais muito
e que tenhais uma vida longa.
� um belo c�lice, meu senhor.
- Ou devo chamar-vos pai? - Seria uma honra, Vossa Gra�a.
� aquela a rameira de que vos falei. A do cabelo escuro.
Manda-a ir � Torre da M�o antes do casamento.
- Um livro? - "Vidas de Quatro Reis".
A hist�ria do Gr�o-meistre Kaeth
sobre os reinados de Daeron, o Jovem Drag�o, Baelor, o Aben�oado,
Aegon, o Indigno, e Daeron, o Bom.
Um livro que todos os reis deviam ler.
Agora que a guerra est� ganha,
dev�amos todos arranjar tempo para a sabedoria.
Obrigado, Tio.
Uma de apenas duas espadas valirianas na capital, Vossa Gra�a,
acabada de forjar em vossa honra.
Cuidado, Vossa Gra�a, nada corta como a�o valiriano.
� o que dizem.
Tal espada devia ter um nome. O que hei de chamar-lhe?
- Tempestuosa! - T�rmino!
- Lamento da Vi�va! - Desgra�a-dos-Lobos!
Lamento da Vi�va. Gosto desse.
Sempre que a usar, ser� como voltar a cortar a cabe�a do Ned Stark.
N�o.
Quereis-me na secret�ria?
- O que se passa, meu le�o? - N�o me chames isso.
O que devo chamar-vos?
Temo que a nossa amizade n�o possa continuar.
A nossa amizade?
H� um navio � espera no porto e que vai para Pentos.
- O qu�? - Ter�s o teu camarote.
E do outro lado do Mar Estreito ter�s uma casa e criados.
- O que � isto? - Sou um homem casado.
Como bem sabes, a minha mulher sofreu muito.
N�o quero que ela sofra mais por minha causa.
Tenho de cumprir os meus votos.
- N�o vos deseja. N�o a desejais. - Tenho de agir bem para com ela.
Para com os nossos filhos.
- Do que tendes medo? - N�o tenho medo.
Tendes. Tendes medo do vosso pai e da vossa irm�.
- Ides fugir deles a vida toda? - Preciso que te v�s embora.
N�o tenho medo deles.
- N�o vou fugir deles. - Shae!
Vamos enfrent�-los juntos. Foi como v�s dissestes:
eu sou vossa e v�s sois meu. - �s uma rameira!
A Sansa � adequada para ter os meus filhos, tu n�o.
N�o posso estar apaixonado por uma rameira,
n�o posso ter filhos com uma rameira.
Com quantos homens estiveste? 500? Cinco mil?
Com quantas rameiras estivestes?
Apreciei o tempo que passei com elas e contigo acima de tudo.
Mas esse tempo j� passou.
Ter�s uma vida confort�vel em Pentos.
O Bronn acompanha-te ao navio.
Ouvi-nos.
Aceitai estes s�mbolos da nossa f�, meu senhor,
e afastai-nos da escurid�o.
Senhor, servi-vos bem!
Senhor da Luz, mostrai-nos o caminho.
Selyse, �s minha irm�!
Vossas s�o as estrelas que nos guiam.
- Diz-lhe! - Senhor da Luz, protegei-nos,
pois a noite � escura e cheia de terrores!
Viste? As almas deles. Eram as almas deles.
O nosso senhor levou-as. Viste?
Lorde Florent era vosso cunhado.
Era um infiel.
Adorava os deuses dos pais e dos av�s dele.
Tamb�m eram os deuses dos vossos pais.
Ordenei-lhe que destru�sse os �dolos dele e ele desobedeceu.
Quantos navios trouxe ele para a vossa causa? Quantos homens?
Bastante mais do que v�s.
Vistes, Sor Davos? Agora est�o com o nosso senhor.
Os pecados deles arderam.
Certamente est�o muito gratos, minha rainha.
A carne n�o est� boa.
As nossas despensas est�o quase vazias.
Ent�o serve peixe. Estamos numa ilha.
Tu odeias peixe.
Odeio muitas coisas, mas suporto-as na mesma.
Quando este castelo estava cercado e eu estava esfomeada,
o Stannis fez-me sopa a partir de livros.
A cola que os une � feita de cavalos.
Uma manh�, matou duas gaivotas na praia.
Nunca comi nada t�o bom como gaivota grelhada.
- Lembras-te? - Claro que me lembro.
Alguma vez passastes fome, minha senhora?
Durante toda a minha inf�ncia.
- At� encontrardes o Senhor da Luz? - At� ele me encontrar.
Temo pela alma da nossa filha.
Todas as m�es devem temer pela alma dos filhos.
- � um animalzinho teimoso. - � uma crian�a.
Mal a conheces.
Achas que ela � gentil, porque sorri quando a visitas.
� taciturna e teimosa e pecaminosa.
Por que outro motivo teria o Senhor da Luz marcado a cara dela?
- Precisa da vara. - Ela � minha filha,
n�o lhe bater�s.
�s vossas ordens.
Talvez a Senhora Melisandre pudesse falar com ela.
Entrai.
Est�veis a dormir, Princesa?
- Vistes a cerim�nia na praia? - Ouvi-a.
E assustou-vos?
Sor Axell era meu tio. Foi sempre gentil comigo.
Agora est�o num s�tio melhor, Princesa.
O fogo livrou-os dos pecados do mundo.
Mas eles gritaram.
As mulheres gritam quando d�o � luz, mas depois ficam muito felizes.
Depois n�o se transformam em cinza e em ossos.
Tendes muitas perguntas, n�o tendes?
Eu tamb�m tinha quando era crian�a. Era muito parecida convosco.
- Mas n�o era uma princesa. - E n�o t�nheis isto.
N�o.
Mas sofri de outras formas, doce menina, acreditai.
O que sabeis sobre os deuses?
- Li "A Estrela de Sete Pontas". - Mentiras e f�bulas.
Os sept�es falam de sete deuses, mas s� h� dois:
um deus de luz, de amor e de alegria
e um deus de escurid�o, do mal e do medo, eternamente em guerra.
N�o h� sete c�us e sete infernos?
S� h� um inferno, Princesa, aquele em que vivemos agora.
Hodor.
- Porque me acordaste? - Est�s inconsciente h� horas.
Estava com fome.
Estamos todos com fome.
- Estava a comer agora mesmo. - O Ver�o � que estava a comer.
O teu corpo n�o pode viver com o alimento que o teu lobo consome.
Passar muito tempo na pele do Ver�o � perigoso.
N�o �s um lobo gigante, Bran.
Mas deve ser fant�stico.
Correr, saltar, ca�ar,
estar inteiro.
Sei que � tentador, mas se ficares muito tempo dentro do Ver�o,
esquecer�s como era ser humano.
Esquecer-nos-ias, Bran. Esquecerias a tua m�e e o teu pai.
Esquecerias os teus irm�os e as tuas irm�s.
Esquecerias Winterfell.
Esquecer-te-ias de ti e, se te perdermos, perdemos tudo.
Hodor, leva-me at� � �rvore.
Procura-me...
...debaixo da �rvore.
Ele viu-nos.
Norte.
Sei para onde temos de ir.
Declaro que Margaery da Casa Tyrell
e Joffrey das Casas Lannister e Baratheon
est�o unidos num s� cora��o, numa s� carne, numa s� alma.
Amaldi�oado seja quem tentar separ�-los.
Com este beijo, vos prometo o meu amor.
Temos uma nova rainha.
Antes ela do que v�s.
- N�o dir�eis que � um pouco demais? - Parece-me proporcional.
- Proporcional a qu�? - � extravag�ncia esperada.
As pessoas que gastam o dinheiro delas neste tipo de disparates,
n�o costumam t�-lo durante muito tempo.
Dev�eis tentar apreciar algo antes de morrer.
- Talvez gosteis. - Posso...
Agora n�o, Mace. Lorde Tywin e eu estamos a falar.
N�o sei do que vos queixais, pago a minha parte.
Quereis que espetemos rosas douradas em metade das tartes de carne,
para celebrar a vossa generosidade?
N�o, o vosso agradecimento sentido serve de recompensa.
Imagino que voltarei a ouvi-lo em breve.
As guerras s�o bastante caras.
O Banco de Ferro receber� o que lhe � devido.
Gostam muito de relembrar toda a gente,
quase tanto como os Lannister com as vossas d�vidas.
O Banco de Ferro n�o me preocupa.
Ambos sabemos que sois demasiado inteligente para isso.
Vinde, Tywin, vamos celebrar o amor jovem.
- Est� tudo tratado. - Levaste-a at� ao navio?
- Sim, ela embarcou. - E vistes o navio partir?
S� v�s, eu e o Varys � que sabemos que ela vai nele.
Como sabeis?
Porque se algu�m me segue sem ser convidado,
sou a �ltima pessoa que seguem. - H� algu�m a seguir-vos?
Ela partiu. Sei que n�o quereis acreditar, mas partiu.
Agora, ide beber at� vos parecer que fizestes o que estava certo.
Ol�!
- Ol�. - N�o � para v�s.
Est�s linda, crian�a. Apanhar ar fez-te bem.
N�o tive oportunidade de te dizer como lamento a morte do teu irm�o.
Guerra � guerra, mas matar um homem num casamento � horrendo.
Que monstro faria algo assim?
Como se os homens precisassem de mais raz�es para temer o casamento.
Minha senhora.
Lorde Tyrion, vedes? N�o � assim t�o mau.
Talvez se o teu marido indigente vendesse a mula dele
e o �ltimo par de sapatos,
talvez pudesse levar-te a visitar Jardim de Cima.
Agora que estamos em paz e que tudo est� bem no mundo,
far-te-ia bem conhec�-lo.
Com licen�a. Est� na hora de comer alguma da comida por que paguei.
Num manto de ouro
Ou num manto vermelho
Suas garras um le�o mant�m
E as minhas s�o longas
Muito bem. V�o-se embora!
Meu amor, porque n�o fazemos o an�ncio?
Ou�am todos!
A Rainha gostaria de dizer umas palavras.
- Rainha Margaery! - A Rainha!
Temos muita sorte em apreciar esta comida e esta bebida,
nem toda a gente tem tanta sorte.
Para agradecer aos deuses por a guerra ter chegado a um fim justo,
o Rei Joffrey decretou que os restos do banquete
sejam dados �s pessoas mais pobres da cidade.
Sois um exemplo para todos n�s.
- Sor Jaime, lamento muito. - Sor Loras, n�o h� problema.
- A vossa irm� est� muito bonita. - Tamb�m a vossa.
Estais ansioso pelo vosso casamento?
Sim, muito.
A possibilidade agrada muito aos nossos pais.
- Sem d�vida que sim. - Talvez devessem casar-se eles.
Se vos casardes com a Cersei, ela assassinar-vos-� durante o sono.
Se conseguirdes engravid�-la,
tamb�m assassinar� a crian�a, muito antes de ela vir ao mundo.
Felizmente para v�s, nada disto acontecer�,
porque nunca casareis com ela.
V�s tamb�m n�o.
Vossa Gra�a. Meu Rei. Minha Rainha.
Senhora Brienne, fostes muito gentil em vir.
- N�o sou uma Senhora, Vossa Gra�a. - Fizestes uma v�nia?
Perd�o, Vossa Gra�a, nunca dominei a rever�ncia.
Fostes v�s que espetastes uma espada no Renly Baratheon.
N�o � verdade, meu amor. A Brienne n�o teve nada a ver com isso.
� uma pena. Tornaria cavaleiro o homem
que acabou com a vida daquele pervertido.
S� queria felicitar ambos e desejar-vos prosperidade.
O territ�rio est� em guerra h� demasiado tempo,
espero que o vosso reinado seja longo e pac�fico.
- Sim. - Obrigada.
Espero que vos vejamos mais vezes.
Senhora Brienne!
Sois filha de Lorde Selwyn Tarth,
isso faz com que tenhais o t�tulo de Senhora, quer queirais ou n�o.
- Tendes raz�o, Vossa Gra�a. - Estou grata para convosco.
Trouxestes o meu irm�o em seguran�a at� Porto Real.
Na verdade, foi ele que me salvou, Vossa Gra�a, mais do que uma vez.
A s�rio?
Ainda n�o tinha ouvido essa hist�ria.
Temo que n�o seja uma hist�ria muito fascinante.
De certeza que tendes muitas.
Ajuramentada ao Renly Baratheon, � Catelyn Stark e agora ao meu irm�o.
Deve ser emocionante saltar de um acampamento para outro,
a servir o senhor ou a senhora que vos apetece.
N�o sirvo o vosso irm�o, Vossa Gra�a.
Mas amai-lo.
Vossa Gra�a.
N�o, vem aos meus aposentos e eu examino-te.
- Ela n�o far� nada disso. - Vossa Gra�a!
Esta jovem pediu o meu conselho...
Devias falar com o Qyburn. Ele � muito bom.
O Qyburn? � um homem deplor�vel.
Envergonhou a Cidadela com as experi�ncias repugnantes dele.
Mais repugnantes do que os vossos dedos nas ancas daquela rapariga?
Vossa Gra�a, sou um homem erudito.
O meu irm�o mandou-vos para as Celas Negras quando o aborrecestes.
O que julgais que vos poderia fazer?
- Nunca quis aborrecer ningu�m. - Mas aborreceis.
Estais a aborrecer-me agora.
S� o facto de respirardes na minha presen�a me aborrece.
Eis o que quero que fa�ais: que n�o estejais na minha presen�a,
quero que saiais deste casamento imediatamente,
ide �s cozinhas e dai-lhes ordens para que os restos do banquete
sejam levados para os canis. - Vossa Gra�a, a Rainha Margaery...
A Rainha est� a dizer-vos que ou os restos alimentar�o os c�es,
ou sereis v�s a aliment�-los.
Um drag�o de ouro para quem tirar o chap�u ao meu bobo.
- Est�s de muito bom humor. - Acho que sim.
- N�o vou perguntar porqu�. - Pequenos prazeres.
- Vossa Gra�a! Lorde Tywin! - Pr�ncipe Oberyn.
Penso que n�o conheceis a Ellaria. Este � o Senhor M�o Tywin Lannister
e Cersei Lannister, a Rainha Regente.
Imagino que agora seja antiga Rainha Regente.
Senhor M�o e Senhora Cersei,
Ellaria Sand. - Meu senhor. Minha senhora.
Encantado.
Nunca conheci um Sand.
Estamos espalhados por Dorne. Tenho dez mil irm�os e irm�s.
Os bastardos nascem da paix�o, n�o � verdade?
- Em Dorne, n�o os desprezamos. - N�o? Que tolerantes.
Suponho que seja um al�vio, Senhora Cersei,
abdicar das vossas responsabilidades reais.
Usar a coroa durante tantos anos deve ter-vos entortado o pesco�o.
Parece que nunca sabereis, Pr�ncipe Oberyn.
� uma pena o vosso irm�o mais velho n�o ter podido vir ao casamento.
Dai-lhe os nossos cumprimentos.
Com sorte, a gota melhorar� e ele poder� voltar a andar.
Chamam-lhe a doen�a do homem rico. Surpreende-me que n�o a tenhais.
Os nobres na minha parte do territ�rio
n�o t�m o mesmo estilo de vida dos nossos hom�logos em Dorne.
As pessoas s�o diferentes em todo o lado.
Em alguns s�tios, os bem-nascidos menosprezam os de baixo nascimento.
Em outros s�tios, a viola��o e o homic�dio de mulheres e de crian�as
� considerado desagrad�vel.
Que sorte para v�s, antiga Rainha Regente,
que a vossa filha Myrcella tenha ido para um local como este �ltimo.
Sil�ncio! Abram alas!
Hoje houve demasiada divers�o.
Um casamento real n�o � uma divers�o,
um casamento real � hist�ria.
Chegou a hora de todos assistirmos � nossa hist�ria.
Meus senhores!
Minhas senhoras!
Apresento-vos o Rei Joffrey,
o Renly, o Stannis, o Robb Stark, o Balon Greyjoy!
A Guerra dos Cinco Reis!
Eu sou o rei leg�timo!
- O Rei no Norte! - Sim!
- Traidor. - V�s � que sois um traidor.
Pelos Sete Reinos!
Que comece a guerra!
Renly, n�o �s o rei.
Afastai-vos, degenerado.
- Cuidado. - Toca a andar.
Quero que sejas o meu pr�ncipe.
Stannis!
Quem tem o ouro agora, Stark?
- Eu sou o rei leg�timo. - Desafiai-me, lula gigante.
- Tomai. - Estou a afogar-me.
Eu sou o Rei no Norte!
Fogovivo, n�o!
Paga 20 moedas de ouro a cada um deles quando isto acabar.
Sim, meu senhor.
Teremos de arranjar outra forma de agradecer ao Rei.
Atacar!
Preparar. Outra vez.
Eu sou o Rei no Norte!
Atacar!
A vossa cabe�a!
Caros cavalheiros.
Bem lutado. Aqui tendes.
O pr�mio do campe�o.
Mas ainda n�o sois o campe�o, pois n�o?
Um verdadeiro campe�o derrota todos os que o desafiam.
Certamente ainda h� quem se atreva a desafiar o meu reinado.
Tio! E v�s? De certeza que t�m um fato extra.
Uma experi�ncia de combate bastou para mim, Vossa Gra�a.
Gostaria de manter o que resta da minha cara.
Acho que v�s dev�eis lutar com ele.
Foi uma imita��o fraca da vossa bravura no campo de batalha.
Falo como testemunha em primeira m�o.
Descei do estrado com a vossa nova espada valiriana
e mostrai a toda a gente como um verdadeiro rei ganha o trono dele.
Mas tende cuidado, este est� claramente louco de desejo.
Seria uma trag�dia o Rei perder a virtude dele
horas antes da noite de n�pcias.
Um belo vintage. � pena ter-se entornado.
- N�o se entornou. - Meu amor, voltai para mim.
Est� na hora do brinde do meu pai.
Como espera ele que fa�a um brinde sem vinho?
Tio, podeis ser o meu copeiro,
dado serdes cobarde para lutar.
Vossa Gra�a, concedeis-me uma grande honra.
N�o � para ser uma honra.
Trazei-me o meu c�lice.
De que serve uma ta�a vazia? Enchei-a.
Ajoelhai-vos.
Ajoelhai-vos diante do vosso rei.
Ajoelhai-vos.
Disse para vos ajoelhardes!
Vede, a tarte!
Minha rainha.
Maravilhoso!
Meu her�i.
- J� podemos ir-nos embora? - Vamos descobrir.
Tio!
Aonde ides? Sois o meu copeiro, lembrais-vos?
Pensei que podia tirar estas roupas molhadas, Vossa Gra�a.
N�o. Estais perfeito como estais.
Servi-me o meu vinho.
Depressa. A tarte � seca.
Que bom.
� preciso l�quidos para ajudar a engolir.
Se n�o vos importais, Vossa Gra�a, a Senhora Sansa est� muito cansada.
N�o, esperareis aqui...
Vossa Gra�a!
N�o � nada.
- Est� a sufocar. - Ajudai o pobre rapaz.
- Idiotas, ajudai o vosso rei! - Afastai-vos!
Joffrey!
- Joffrey! - Algu�m o ajude!
- Joffrey! - Vinde comigo j�.
Se quereis viver, temos de nos ir embora.
N�o lhe toques!
Joffrey!
Por favor, Joffrey.
O que �?
Ajudai-o!
Meu filho.
Foi ele.
Ele envenenou o meu filho, vosso rei.
Detenham-no! Detenham-no!
Detenham-no!
Num manto de ouro
Ou num manto vermelho
Suas garras um le�o mant�m
E as minhas s�o longas
E afiadas, meu senhor
Como o senhor as tem tamb�m
E assim falou ele E assim falou ele
Aquele senhor de Castamere
Mas agora as chuvas Caem sobre os sal�es dele
Sem ningu�m para ouvir
Sim, agora as chuvas Caem sobre os sal�es dele
E n�o h� uma alma para ouvir
Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips
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