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� um pre�o muito baixo.

Nada de gra�a. � o meu lema.

- O meu tamb�m. Nada de gra�a. - Nunca dividir.

- Esse � o meu segundo lema. - Meu tamb�m. Nunca dividir.

Os dois cavalheiros n�o poderiam se contentar com nossa gratid�o?

Especialmente a minha.

H� um prov�rbio que diz: "em d�vida, a sorte decide".

- Voc� quer tentar? - O perdedor fica com o dinheiro.

Recompense-se com a mulher.

E voc� com a recompensa pelo bandido.

Adeus!

- Isso � meu. - N�o! Vamos dividir!

Dividir! Como se fosse acontecer!

Para o rio!

Onde est� indo, Yankee?

N�o atravesse o rio. � a terra do Grande Concho.

Parece com o Perro!

Estamos perambulando de volta outra vez?

Por qu�? N�o estamos no caminho do Grande Concho.

Sua b�ssola n�o funciona, rapazes. Este n�o � o caminho de Concho.

- Esse � o caminho da fronteira. - Eu sei, Luiz.

Mas n�o � aconselh�vel ir ao encontro diretamente com Concho.

Olhe! Isso � tudo que pegamos.

O "John Barato" tem o quinh�o da pilhagem, ele deu um passeio pela fronteira.

- Eu lhe expliquei bem? - Sim, sim.

E isso � tudo que voc� tem para prestar contas?

Ou tem algo mais que voc� n�o quer contar?

Que quer dizer? Isso � tudo que pegamos, Luiz.

Voc� n�o pensava abandonar a quadrilha depois do golpe, n�o �?

N�o.

N�s n�o suportamos traidores sujos.

- Quem disse que voc� estava? - Voc� sabe o que o Grande Concho disse?

"Se o Perro n�o gosta mais de n�s, pode ir embora!"

Mas Concho tem uma condi��o.

- S� uma pequenina. - Que... condi��o � essa, Luiz?

Que lhe fa�a seu herdeiro universal. Seu �nico herdeiro.

Vamos embora, rapazes!

De onde voc� vem?

Vem de longe?

Que houve com esses encapuzados? N�o acho nada agrad�vel.

Eu lhe asseguro que n�o nada agrad�vel aqui, forasteiro.

Quem se op�e ao Grande Concho acaba desse jeito.

Desculpe minha ignor�ncia, caro amigo, Eu s� estou de passagem, viajando.

Seu Concho deve ser muito poderoso quando voc� se refere a ele como "grande".

Eu nunca conheci um estrangeiro que fosse mais estranho que voc�.

Como voc� pode ignorar que � o Grande Concho?

Tudo o que voc� v� por aqui � dele como sua camisa e seu sombreiro.

Se sua camisa e seu sombreiro representa essa cidade aqui...

...ent�o ele n�o � um exemplo de eleg�ncia. - Essa apar�ncia pode enganar voc�.

Pode n�o ser uma cidade bonita mas est� no meio da �rea da fronteira.

Tudo que vem ou sai passa por aqui, entendeu?

Se eu entendi direito, a cidade � pobre e o Concho � rico.

- Eu gosto de ricos. - Yankee...

Cuidado com as palavras.

Est� vendo eles? Ainda agora eram viajantes tamb�m.

Em vez de encontrarem seu caminho de volta, encontraram a morte.

Diga-me o que eles fizeram para chegar a esse ponto?

Eles eram sete e tentaram brincar com Concho.

Eles assaltaram a carro�a dos correios e ent�o...

...eles passaram por aqui. Logo por aqui, entendeu? Idiotas.

Eu lhe disse: essa cidade � como uma peneira.

Quando voc� d�lares no bolso n�o pode ficar por aqui.

Eu avisei.

Mesmo que seja de meu interesse, considerando que eu tamb�m sou coveiro.

Voc� disse que foram sete que fizeram o assalto.

- Aqui s� tem tr�s. Cad� os outros? - Eles n�o v�o muito longe.

Eles conseguiram fugir com o saque.

Mas Concho vai peg�-los.

- Onde est� indo? - Ver o xerife.

- Xerife! - Xerife!

Saia, sua lesma!

D� uma olhada, xerife. Pegamos mais tr�s.

Eu peguei este e dois mais foram apanhados no rio. S�o agora seis.

John Barato foi embora.

Mas ele n�o vai longe, apesar de ter o ouro.

Pobre alma!

- Certo, Pedro? - Certo, ele n�o ir� longe.

Preste muita aten��o, xerife! Sua cabe�a vale 3.000 D�lares.

Se a Lei � t�o est�pida para pagar. isso pertence ao Concho.

O Grande Concho n�o conhece preju�zos.

Quando ele n�o precisa mais de seus homens ele os vende como usados.

A Lei permite. Concho age. Ele recolhe de vivos e mortos.

Senhor! Senhor! Meu marido estava com Perro!

- Onde ele est�? - Seu marido est� melhor que voc�.

- Ele est� se refrescando no rio. - N�o! O que vou fazer agora?

Fa�a como os outros. Console-se! Ou deixe o Concho lhe consolar.

V� embora!

N�o!

N�o, n�o!

N�o!

- N�o! - Vamos, mo�a!

Vai sentir-se melhor depois de um bom passeio!

Vamos! Vamos!

N�o!

Desculpe-me por estragar seu la�o, senhor.

Mas esse � o meu cavalo eu sei disso muito bem.

Ele est� muito cansado e n�o quer cavalgar.

Gostos diferentes, Yankee.

Seu cavalo n�o gosta de cavalgar e n�s n�o gostamos de voc�.

Conversa de lado, caras novas n�o s�o bem-vindas nessas bandas.

Existem caras e caras. Talvez a minha fa�a a diferen�a.

Certo, pode fazer. Por�m em um lugar bem distante.

Ou�a-me, meu amigo. Pegue sua cara e leve com voc�.

E quando estiver passando pela cidade tente prender a respira��o.

At� o ar pertence a Concho.

E ele n�o gosta de pessoas para aproveitar-se dele.

Ent�o ou vou tentar respirar o m�nimo.

V� embora ou voc� est� se arriscando a respirar pela �ltima vez. Vamos!

Caolho, traga-me uma cerveja no escrit�rio.

Sua galeria, xerife, n�o est� atualizada.

Algu�m j� ganhou nesse, por exemplo.

E o que isso tem a ver com voc� O que voc� quer?

Estou aqui a neg�cios.

Esse lugar parece ser o ideal para meus interesses comerciais.

Fale claramente! Que tipo de interesses comerciais?

Interesses comerciais de seguran�a.

Do g�nero desses aqui.

N�o fique preocupado, xerife.

� s� com o Grande Concho que irei fazer neg�cios.

E voc� poderia me ajudar sobre isso.

Eu gostaria de t�-lo como meu s�cio.

Individualmente eles n�o valem muito, mas se peg�-los todos de uma vez...

Voc� lucra na quantidade.

Vamos, v� dizer a Concho.

Voc� sabe o que estou fazendo agora, Yankee? Estou montando na merda como voc�.

Se eles descobrirem que eu lhe atendi eles ir�o me arruinar. Isso � certo.

Voc� n�o poderia barbear a si pr�prio, Yankee?

Eu nunca fa�o coisas que outros possam fazer para mim.

Que me diz dessa navalha, Consalvo?

Ela est� amolada?

Ela tem uma grande l�mina, senhor, precisa de uma m�o firme.

Realmente firme....

Voc� se incomodaria se eu preferisse a m�o de Consalvo?

Voc� se lembra do la�o que usei para puxar a mulher?

Voc� o cortou com um �nico tiro. Muito parecido com isso...

A garganta n�o � nenhuma corda, senhor.

Uma corda pode ser emendada ou substitu�da.

N�o existe substitui��o para uma garganta, penso eu.

Por que n�o?

Voc� sabe por qu�?

Eu tenho visto muitos la�os e muitas gargantas na minha vida.

Vamos! Levante-se da cadeira, Yankee! O Grande Concho deseja lhe ver.

Eu pensei nisso.

� exatamente por isso que vim aqui, para me refrescar.

Um desperd�cio de esfor�o.

N�o importa se est� limpo ou sujo, voc� ser� sempre um Yankee imundo.

Mexa-se!

Yankee! E meu dinheiro?

N�o � pela barba, mas pelo divertimento.

Logo voc� vai se divertir de gra�a.

Vamos dizer outros 100, Carlos?

E agora, Carlos?

Estou nessa se apostar com o americano. Mesmo em dobro.

Para um c�o que morre h� um gato que ri.

A morte de Perro trar� sorte para n�s.

- As mercadorias est�o a caminho! - Mercadorias pesadas?

- Bem, n�o posso ver isso. - D� uma boa olhada.

A mercadoria que eu quero deve ser pesada: ouro!

Eu mandei dois homens para o banco de Los Alamos...

...para conversar com o caixa.

Ele ficou de nos dizer quando o ouro chega.

- Ser� que ele vai nos dizer? - As cartas nada dizem sobre caixas.

- Somente aquelas mercadorias est�o a caminho. - Deve ser o ouro na carro�a do correio.

- N�o posso ver isso. - N�o pode dizer alguma coisa sobre John Barato?

Iremos encontr�-lo? D� uma olhada!

Vamos! Pesquise mais com esse diabo de cartas!

Oh, n�o, agora voc� amaldi�oou. Elas n�o dizem mais nada.

Droga!

Eu lhe trouxe o Yankee.

Essas cartas n�o me disseram claramente nada.

- O que deu em voc�? - Venha para c�!

Esses s�o retratos do senhor?

Bonitos.

� uma pena, mas...

...que alguma coisa foi esquecida.

- Que diabo voc� pensa que est� faltando? - Os n�meros.

Que n�meros? Cuspa logo!

Bem, em todos os retratos de seus homens aparecem um n�mero.

Eu vi no escrit�rio do xerife hoje de manh�.

Caras feias.

Mas bonitos n�meros.

Que diabos voc� me trouxe, Luiz?

Algu�m que olha retratos para vender carca�a?

E voc�, que tipo de dona-de-casa �? Deixa o convidado em p� feito cavalo!

Venha c�!

Esse banco est� bom?

Quer um charuto? Fina flor do contrabando.

N�o, obrigado.

N�o fuma?

Est� com a garganta queimando?

Ent�o temos que molh�-la.

Um whisky para o cavalheiro, r�pido!

Mais whisky!

Para voc�.

Boas maneiras.

Mas ta�as de qualidade ruim.

Vou lhe dar um servi�o completo se fizermos neg�cios juntos.

Ainda precisamos de um palha�o na nossa corte. Voc� sempre disse isso, Fil�sofo.

Que tipo de neg�cios esta falando?

Um neg�cio assassino, se me pergunta.

Apenas cheguei nessa manh� mas j� vi duas coisas interessantes:

Seu ministro do sepultamento mandando o Sr. Perro direto para o inferno.

Depois, quando estava no escrit�rio do xerife, dei uma olhada nos famosos retratos da fam�lia.

Aqueles com os n�meros.

E isso me deu uma id�ia.

- Que maldita id�ia � essa? - Uma id�ia malditamente boa , eu acho.

Fundar uma companhia com voc� para vender cabe�as.

Cabe�as?

Por assim dizer...

Daqueles. Para tornar isso claro:

Eles n�o valem muito, mas os n�meros nos retratos s�o bons.

�tima id�ia, Yankee.

H� tamb�m uma recompensa por sua cabe�a?

Ainda n�o estou no mercado, senhor.

Isso � uma vergonha.

A empresa dever� ser feita em partes iguais.

Uma pele por uma pele. Que capital est� trazendo?

Eu estou trazendo o conceito do neg�cio.

Ele � algu�m que deveria chorar, mas em vez disso ele nos faz rir.

Eu lhe disse que achamos um palha�o.

J� chega!

Concho n�o funda companhia com ningu�m.

Concho tem somente um s�cio: ele mesmo.

Eu! Eu mesmo! Um bom parceiro.

Aquele que v� com seus pr�prios olhos e ouve com seus pr�prios ouvidos.

E quem mant�m tudo claro � sua volta, tudo sozinho!

Concho tem somente um parceiro:

O Grande Concho!

Voc� n�o acha que � muito grande para uma �nica cal�a?

E voc�?

N�o pode ver que � muito pequeno para mim?

Talvez com um parceiro, n�o um inimigo, eu possa crescer.

N�o contra mim.

Um palha�o ser� sempre um bobo.

E se eu n�o me divirto mais, deixo meus homens se divertirem.

Voc� me tratou como um vendedor de quadros um comerciante de peles e um palha�o.

Enquanto que na verdade eu sou uma caixa-forte.

Homem, fale direito. Fale!

Como eu disse, caixa-forte.

Muito seguro e cheio de dinheiro.

De que dinheiro est� falando?

Dinheiro que ganhei. N�o est� aqui, mas em lugar seguro.

- Em que lugar? - Em uma velha mina.

O dinheiro da dilig�ncia postal que voc� procurou em v�o.

John Pouco Pre�o o achou...

...e me tornei seu herdeiro.

Mas se fundarmos a companhia eu lhe darei o dinheiro do trem...

...como uma cau��o.

Eu n�o gosto de voc�, rouxinol.

Voc� n�o pode me convencer com sua l�bia.

V� at� a mina.

Meus homens ir�o com voc�.

Se o dinheiro estiver l�, bem. Se n�o estiver, voc� est� morto.

Dente de Ouro! Traga quatro bons homens e acompanhe o Yankee.

Dente de Ouro...

Se o dinheiro n�o estiver l�, d� cabo dele.

Se ele lhe foder, eu fodo com voc�.

Ser� que rouxinol topar� esse jogo?

Eu posso n�o ser um rouxinol, mas eu gosto do jogo.

Bom, eu gosto dele tamb�m, mas eu s� jogo para ganhar.

Ent�o voc� s� pode jogar com gente que n�o tem sorte.

E eu sempre tenho sorte no jogo.

N�o tanta sorte quanto eu, vendedor de quadros.

Tudo certo.

Adeus.

H� somente duas op��es e somente duas.

Voc� se encontrar� comigo novamente ou se encontrar� com o diabo.

N�o faz diferen�a, senhor.

O diabo tem chifres e eles podem quebrar.

Vamos rapazes! Aos seus cavalos!

� ali!

� ali. L� dentro.

Os outros v�o com ele.

Ficarei esperando por voc� aqui, Yankee.

Vamos depressa!

E n�o se esque�a, Yankee:

Se n�o vier com o ouro vou lhe encher de chumbo.

Certo.

- O ouro deveria estar aqui. - Onde?

Pare a�, Yankee!

Est� aqui!

Azar, Yankee!

Levante-se!

V� de volta para Concho.

Diga a ele que o Yankee fez o pr�prio neg�cio.

Todas as suas cabe�as t�m seu valor. Vou vender todas elas.

Diga-lhe isso!

Tamb�m diga que sua cabe�a ser� a �ltima.

Consalvo!

O Yankee est� aqui.

Consalvo!

Ponha a carro�a para fora.

- A de luxo. - E eu rezei por sua alma...

V� agora e deixe os cavalos prontos.

- Luiz! Vamos embora. - V�o, rapazes, ligeiro!

�ngelo, Tatuado, vamos!

Se algu�m se v� rodeado pelo fogo tem duas op��es.

Somente duas: ou se queima ou fica louco.

As armas que n�s temos s�o muito mais valiosas que palavras.

Eu tamb�m tenho um lema. � esse:

Queime se n�o quer ser queimado!

Gostou dele, Fil�sofo?

- E sobre o Yankee? Fale! - Ele disse...

...que ir� vender nossas cabe�as.

Todas elas.

Uma por uma.

A sua ser� a �ltima...

Ele quer que voc� saiba disso.

Eu sei o que tenho de fazer.

Eu sei que o Yankee � um tolo que coloca sua vida em jogo.

Idiota cretino! Roubou minha alegria em lhe matar...

...por ter deixado o cretino fugir.

Luiz! Fique e mantenha os olhos abertos! Vamos cuidar das armas.

- Vamos, rapazes! - Vamos! Venha!

Ainda haver� tempo para brincarmos com o Yankee, aquele tolo, quando voltarmos.

- Porque voc� veio, profanador de t�mulos? - Por causa dos mortos.

- Disseram-me que havia alguns aqui. - Quem lhe disse isso, coveiro? Quem?

- O Yankee. - Onde voc� o viu?

- Na taberna. - Ao cavalo, Portugu�s!

E voc�, que est� fazendo aqui?

De onde veio rastejando?

Por que diabos veio aqui, Yankee?

Eu n�o quero me envolver em seus neg�cios. Eu n�o quero problemas, entendeu?

Yankee, estou falando com voc�! Eu n�o tenho nada a ver com isso!

Eu n�o lhe conhe�o, eu nunca o conheci e nem quero conhecer voc�!

Eu n�o quero ver voc�, eu nunca vi voc�, entendeu?

Vamos!

Ruano, tome as r�deas! Voc�! Para a outra carro�a. R�pido!

Onde est� o Yankee?

N�o sei nada, senhor. Absolutamente nada.

O homem que procura n�o est� aqui.

Por que voc� est� bisbilhotando aqui, hem?

O americano disse que est� esperando pelo senhor.

Onde ele est� esperando por mim? Cuspa logo, sua barata!

- Em sua casa nova, senhor. - Que casa nova?

- Aquela do Grande Concho. - A casa do Grande Concho?

Quem est� a�?

Voc� l� as cartas para Concho.

Para mim...

...Voc� vai ler minha m�o!

Luiz!

Luiz!

Onde diabos se meteu?

Rosita!

Luiz!

Droga!

Rosita!

Onde eles est�o?

Onde est� Rosita?

- Fale! - Eu n�o sei!

- Fale! - Eu estava dormindo.

Concho, eu vim da cidade. O Yankee est� l� eu queria peg�-lo.

Como eu poderia ter sabido?

Homens! Eu quero uma recompensa por esse cretino.

Pintor, desenhe seu pedido de pris�o.

Eu quero v�-lo em todas as paredes do pa�s.

Eu irei esmag�-lo, Yankee!

Eu n�o seria eu se n�o quisesse esmag�-lo!

� assim...! � assim...! Que o jogo termina!

Yankee, seu est�pido cretino!

Eu quero senti-lo sob o meu chicote!

Eu quero fazer 100 retratos com os retalhos de sua pele!

Ver sangrar! E morrer!

Estamos aqui. Gosta do lugar?

Voc� n�o parece muito feliz.

Desculpe-me, mas voc� tem que ficar sem a minha companhia por um tempo.

Venha!

N�o, o que est� fazendo? Deixe-me ir! Eu n�o quero!

- Onde voc� est� me levando? - Uma aldeia abandonada.

- Eu n�o poderia achar coisa melhor. - Mentiroso nojento! Deixe-me ir!

Seu g�ngster nojento! O que est� fazendo? Por que me amarra?

Desculpe, � uma corda do cavalo, eu n�o poderia achar uma feita de seda.

- Fique quieta! Pare de gritar! - N�o, deixe-me!

- Eu voltarei logo. - Eu quero ir! Concho vai fazer voc� pagar!

Voc� pagar� por isso, covarde!

Porco covarde! Yankee sujo!

Tatuado! Ponha p�lvora!

Meu Senhor!

Luiz!

Fogo! Queime todas as casas!

Todas que tiverem meu retrato. Queime todas!

Queime-se! Queime todas!

Fogo!

Eu quero que se lembrem de mim. Mesmo sem meu retrato!

Para sempre!

Fogo!

Vamos, homens!

Fogo, rapazes!

Fil�sofo, voc� viu? Queime se n�o quiser ser queimado!

Eu estou sempre do lado do fogo.

Luiz! Luiz!

Diga-me!

Re�na essa horda de c�es na frente de igreja. Ande!

Homens!

Para frente da igreja!

Todos fora! Vamos, r�pido, gente!

Sauda��es, xerife. V� e junte-se aos outros.

V�!

Xerife, venha c�!

Hoje � noite, um Yankee nojento invadiu minha casa.

Ele levou minha mulher! Entendeu? Minha mulher!

� esse seu jeito de proteger a gente honesta?

� esse o jeito de ganhar o seu dinheiro?

Hem?

Pedro, vou lhe nomear xerife. Pegue a estrela!

Eu quero ver aquele Yankee cretino na cadeia antes do amanhecer!

Encontre-o! Ou vai se arrepender do dia que nasceu. Todos voc�s!

Luiz!

Tatuado!

Ponha a cara desse Yankee em todos os muros.

E lembrem-se: se ele n�o pagar, todos pagar�o!

Agora � sua vez, �ndio. Quanto tempo acha que pode aguentar isso?

Se voc� se cansar, ser� o carrasco da sua pr�pria esposa.

Fale!

E vou providenciar para cada um de voc�s um tipo de morte diferente.

Enquanto esse c�o n�o aparecer.

Eu n�o sei de nada, senhor. Absolutamente nada, eu juro!

- Que som de sino � esse? - � o da aldeia abandonada.

Ent�o deve ser o Yankee.

Aos seus cavalos, homens! N�o vamos deix�-lo esperando!

Em seus cavalos!

V�, vamos!

Est� com medo, Grande Concho?

Eu pensei que era t�o corajoso!

Demonstrou esta noite...

que tem coragem de queimar casas de mulheres e velhos.

Voc� pode fazer muito mais figura aqui.

Aqui n�o tem mulheres, velhos ou crian�as.

Ningu�m aqui, Grande Concho.

Ou voc� tem medo da luz?

Isso � a sua sombra.

- Maldito Yankee! - Pare!

Ele vai nos levar em sua dire��o...

...com sua voz.

D� um passo a frente Grande Concho.

Voc� conhece muito bem esse lugar.

As casas ainda carregam marcas de suas proezas.

Ou voc� est� com medo dos corpos de suas v�timas?

O que est� fazendo, Portugu�s? Est� matando o vento?

- Ele est� l�! - Vamos peg�-lo!

- Espere. - N�o gaste chumbo, Cara de Anjo.

Se eu fosse voc� eu o guardaria melhor que ouro.

Cara de Anjo!

Mesmo anjos �s vezes precisam de um bom conselho

Concho!

N�o � t�o ruim por aqui.

� um lugar de repouso.

Voc� gostaria de ficar aqui para sempre?

Voc� e sua fam�lia inteira?

Dormindo at� o Julgamento Final?

Vamos botar voc� para dormir, abutre americano.

Somos especialista nessa �rea e voc� sabe disso!

Por que voc� n�o responde?

Sua l�ngua j� apodreceu?

Yankee!

Abra sua boca suja!

Pedro!

V�!

- V� agora! - Aonde est� indo, Pedro?

Parab�ns, Pedro.

Eles puseram a estrela da justi�a no seu peito.

Uma bela carreira.

Um pena ela ser t�o curta.

Muito curta, Pedro.

Eu n�o gosto de voc� como xerife!

Pedro!

Tenha cuidado com seus ombros!

Eu disse ombros.

Voc� n�o sabe onde ficam seus ombros?

Pedro!

Grande Concho! Estou aqui!

Depressa! Cerquem a igreja!

Ele s� pode estar aqui.

Vasculhem tudo!

Grande Concho, depressa! Olhe!

Vamos, Concho. Por que deixar sua mulher esperando?

Voc� acha que eu vim aqui por causa dela?

- Voc� � um moribundo, rouxinol! - Por que agora? Por mim?

O que � uma pena, rouxinol compara-se a um le�o?

Venha e pegue sua mulher!

� um risco, mas os riscos s�o parte do jogo.

- Ou n�o quer mais jogar? - Voc� sabe que eu quero, Yankee!

Mas s� que os riscos s�o altos! E voc� � minha aposta agora!

Vamos, voc� dois, v�o em frente!

Foi um movimento errado, Grande Concho!

� assim que voc� vai colher a sua flor?

O que est� esperando? Que ela murche?

Pode peg�-la agora! N�o preciso mais dela!

Ligeiro, Concho!

Voc� sabe que eu estou a neg�cios e n�o tenho tempo a perder.

Nem eu.

Nem eu, Yankee.

Seus joelhos viraram gel�ia, rapazes?

Est� representando uma dan�a, Tatuado?

Voc� nunca vai ter uma patroa como essa!

Mas eu tenho voc�, seu monte de merda!

Seu cheiro me trouxe at� aqui.

Sua perda de tempo conosco teve um fim agora.

Jogue o rifle fora!

O rev�lver tamb�m.

Mexa-se!

Viu? O �ltimo movimento foi meu.

Pegue-o!

O jogo terminou, rouxinol.

O perdedor paga!

E n�o tem qualquer chance para se vingar.

- Um peda�o especial para a rainha. - Bravo!

O cheiro de carne queimada me excita.

Voc� deveria ter estado na aldeia na noite passada.

Foi um inferno de um churrasco, rapazes!

Concho, que h� de errado? O Grande Concho est� de mau humor.

Dever�amos nos divertir, rapazes! Vamos, Concho.

Meninos, n�o podem ver que Concho n�o est� comendo?

Comida para Concho!

E o que dizer da carne crua?

Que efeito tem a carne crua em voc�, Rosita?

Os l�bios do Yankee, por exemplo.

Como o Yankee beijaria voc�?

- Quero ver isso! - N�o!

- Mexa-se! - Por que diabos est� fazendo isso?

Sabemos que voc� � uma boa beijoqueira.

Qual � seu problema comigo? N�o tenho culpa!

Deixe-me ir, eu disse! Eu n�o quero!

Eu n�o quero! Deixe-me ir!

- Mostre-nos como voc� fez! Agora! - N�o!

Beije-o!

Fil�sofo!

Se o fogo nos rodeia, s� h� duas op��es.

E somente duas.

Ou voc� se queima ou fica louco.

Voc� disse isso, Fil�sofo, lembra-se?

Mas eu quero ver a��o seguindo as palavras.

Charuto!

Ponham-no para baixo.

Para baixo, no ch�o!

P�lvora!

Yankee!

Voc� � um grande jogador, n�o �?

Voc� j� jogou com fogo?

� um jogo muito interessante, pode acreditar.

Esquenta o sangue. E s� eu sou dono da banca.

Yankee!

Uma cortesia especial do Tatuado.

Concho! Eles est�o voltando, aqueles que voc� mandou a Los Alamos...

... para soltar a l�ngua do caixa. - Finalmente, aquelas lesmas.

Tire essa coisa da minha vista!

Cuidado!

Ele n�o deve morrer ainda.

Tire-o daqui!

Concho, a carruagem do banco deixou Los Alamos.

- Quando? - Esta manh�, mas...

Mas o qu�? Fale logo!

Mas estava vazia. Foi uma farsa. Sem ouro.

Maldi��o!

O que quer de mim? Eu sou um simples empregado.

Eu n�o quero saber o que voc� �!

Eu quero o ouro!

Onde est� o ouro?

Onde?

Ele ser� transportado em balsas, senhor.

Pelo rio.

Homens!

Posso lhes dizer que seremos os homens mais ricos de todo o Novo M�xico amanh�!

- Viva Concho! - Viva Concho!

- Que estar� o Yankee fazendo? - Como eu saberia?

Ele est� ali.

Ainda est� vivo?

Ele n�o est� muito bem, mas est� vivo, rapazes!

E n�s estamos mortos de cansados.

Voc� veio propor um neg�cio com o Concho.

Dinheiro por nossas cabe�as. Falava s�rio sobre isso?

Por que eu estou dentro.

Duas partes iguais: metade para mim...

...e a outra metade para voc�.

Tatuado!

Um presente especial do Yankee.

Portugu�s, Fil�sofo! O Yankee escapou!

Pare! Pare, maldito!

Homens!

Pegamos o americano.

Vamos!

Grande Concho! O jogo ainda n�o terminou!

Vamos, depressa!

No carro! E sem reclama��o!

Vamos, suas vagabundas!

Para frente!

Procure por outras.

E n�o perca tempo!

Barba!

Senhor, senhor! Esse retrato foi pendurado pelo Concho.

Fique quieto! N�o preciso de mais problemas.!

Que houve? Est� com medo de morrer?

Suas m�os est�o tremendo.

- Cuidado com minha pele. - Certo, senhor.

Eu o vi com meus pr�prios olhos! Eu juro!

- Fale logo! - Ele foi a Consalvo, eu juro!

Ou �ndio ou o Yankee est� louco.

� melhor dar uma olhada. V�. D� uma olhada.

Luiz estava certo. O �ndio � doido.

Seu chap�u, senhor. Boa sorte.

Adeus, Yankee!

O Great Concho est� esperando por n�s no rio.

Adiante! Adiante!

Des�am da carro�a e empurrem! Mexam-se!

Empurrem!

Adeus!

Para as balsas, homens!

Vamos!

Tragam para terra firme!

Cuidado!

Coloquem ali.

Homens!

Ponham as caixas na carro�a.

Voc� estava certo, Grande Concho, somos os homens mais ricos do Novo M�xico.

Vamos!

Se algu�m for cercado por fogo, s� tem duas op��es.

E s� duas:

ele se queima ou fica louco.

Est� certo, Fil�sofo?

Voc� nos traiu, Luiz. Seu verme nojento!

Pare a�!

Pare a�, Yankee!

Jogue a arma!

Voc� tamb�m, Grande Concho!

Jogue a arma!

Seu jogo acabou. Agora eu estou jogando.

O ouro pertence a que quem est� com a arma.

Voc� disse centenas de vezes, Concho, lembra-se?

Um mau dia para rouxin�is.

Certo, Yankee?

- Um mau dia para le�es tamb�m. - Exatamente.

Mas eu sou o �nico com algumas balas.

Aqui. dentro.

Enquanto que voc� tem apenas uma m�sera bala na sua arma.

Somente uma.

Uma �nica bala � mais que suficiente para quem sabe como us�-la.

Mas jogos com a vida em jogo n�o toma tanto tempo.

E um jogador vivo � ainda um jogador.

Um jogador morto n�o � mais que uma carni�a.

Melhor um jogo interrompido que um jogo perdido.

Al�m do que, um jogo para divertir, n�o para ganhar.

Essa � uma regra que pode ser satisfat�ria para alguns, mas n�o para mim.

Eu lhe disse.

Eu sou um jogador que nunca deixa o jogo no primeiro tempo.

S� um amador, que tem medo.

Eu tenho controle sobre meus nervos.

Eu sou um daqueles que nunca deixam nada na mesa quando eles ganham.

Voc� jogou sua cabe�a fora, Yankee.

Eu ganhei.

E vou levar.

Pode levar.

Mas n�o � muito f�cil assim?

Dessa forma voc� n�o se divertir� como estava esperando.

Voc� ter� que fazer sem o jogo com o fogo, por exemplo.

Eu poderia pensar em outro jogo.

Ricochete de balas.

� um jogo excitante, voc� sabe.

E eu tenho a banca.

Jogo encerrado.

E a banca quebrou.

Pela regra, esse ouro pode consolar.

Se n�o for suficiente, posso pegar algo extra.

Todo jogo tem seu pre�o.

Os melhores s�o curtos e r�pidos.

Eu vou deixar os abutres para voc�.

Voc� perdeu alguns clientes na barbearia mas ganhou alguns como coveiro.

Tire os cartazes com os pr�mios das paredes...

...e os entregue ao diabo. Ele � o �nico que ainda precisa deles.

- Adeus! - Adeus.

Adeus, Yankee. Boa sorte!

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