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O CARNI�AL

CARNI�AL: pessoa com gostos revoltantes e inumanos, que, no oriente, acreditava-se

assombrar cemit�rios e se alimentar dos mortos. - Dicion�rio Universal Brit�nico

Daphne...

Daphne, me ajude...

Aqui em cima, Daphne...

Daphne, me ajude...

Aqui dentro...

Eu ganhei! Eu ganhei!

- N�o gritei, Geoffrey, e ganhei a aposta! - Voc� ganhou, Daphne.

Nada mal para uma garota. Aqui est� seu pr�mio.

Ei, algu�m poderia me ajudar a descer?

Bem, o que acharam da atua��o? Bem dram�tica, n�o?

- Pessoalmente, achei muito crua. - Sim, mas aposto que voc� gritaria.

Gritaria at� sua cabe�a explodir.

N�o falei?

Foi uma grande id�ia, algu�m mais?

- Seria fant�stico! - N�o!

Eu quero mais dan�a.

Ok, dan�a ent�o. E mais champagne!

Ei, Angie, achei mais champagne na adega.

�timo!

Estou morrendo de sede.

Lamento profundamente, meu chapa.

Tudo bem, tem muito mais de onde esse veio.

- Vai um pouco? - Muito obrigado.

Esse � seu?

Achei que sim. Parece com voc�.

- Um tanto antiquado? - E muito confi�vel!

Sabe onde eu gostaria de estar? Agora, nesse momento?

No mar, sentada no quebra-mar, vendo a lua refletida nas ondas.

Batendo meus dedinhos na �gua.

Gostaria que te levasse l�?

- N�o, eu levarei voc�. - N�o pode dirigir.

Dirigi uma ambul�ncia durante a guerra. Nos �ltimos meses.

- N�o era velha o bastante. - Eu menti, disse que tinha 18.

- E quanto tinha? - 15, me enchia de maquilagem, era nojento.

E ent�o? Posso?

- Se prometer ir com calma. - Calma? Com isso? � um tigre!

Quanta acelera��o?

Cerca de um ter�o. E retarde a marcha.

- Sabe fazer isso? - Sei. V�, pode subir na esquina.

Ei... Voc�s dois! Onde pensam que v�o?

S� dar uma volta.

- V�o longe? - O quanto pudermos.

- Land's End. - O qu�?!

Land's End? Isso fica a cem milhas daqui.

- Isso mesmo. - 119 milhas.

- Duzentas. - N�o est�o falando s�rio.

- N�o mesmo. - Estamos.

Agora... Se quiserem passear em um carro de verdade...

- Essa coisa vermelha vulgar, � sua? - Minha.

- Poderia ser. - Deixaria o de voc�s para tr�s.

- Tem muitos cavalos ai, sabe? - S� m�sculos...

Nenhuma finesse.

Geoffrey...

Desafie-o para uma corrida.

N�s o desafiamos para uma corrida!

Aceito!

- At� onde? - Eu disse, at� Land�s End.

- Daphne... - Isso � bem longe.

Ent�o tem medo que seu carro novo n�o d� conta de te levar l�?

E voltar, sem parar e ainda pegando caronistas.

E ent�o?

Eu aceito.

Muito bem!

- Bem, vou dar adeus para meus convidados. - Muito bem.

- Isso � uma id�ia louca, Daphne. - Eu sei, por isso que gosto dela.

N�o pense que ir� dirigir.

Vamos, temos que nos preparar.

Olhem... Quietos, todos!

Olhem... Ou�am! Quietos!

Vamos!

Olhem... Vamos, calem a boca!

Fiquem quietos, todos. Billy tem algo a lhes dizer.

Qual o problema?

Voc�s est�o convidados a sair para ver o in�cio

da maior corrida do ano.

- O qu�?! - Quem vai correr?

Mas quem? Quem correr� contra quem?

Geoffrey e Daphne me desafiaram para uma corrida.

Que emocionante! Para onde?

- Para Land's End. - Voc�s s�o loucos!

- Posso ir? - N�o.

Ei, Geoffrey, qual rota vai pegar?

Nem tivemos tempo de discutir isso.

N�o importa qual rota!

O primeiro a nadar no Atl�ntico � o vencedor.

- Nadar?! - Remar, ent�o.

Precisar�o de testemunhas. Eu posso ir para checar seus tempos.

Eu serei uma testemunha. Eu irei.

�timo! Angela ser� sua testemunha, e eu irei com Billy.

O qu�?! Eu n�o quero...

Geoffrey ir� com Angela, e eu irei com Billy.

- A corrida come�a... - Quando terminarmos a champagne!

- Voc� est� usando meu casaco! - N�o se preocupe, eu devolverei!

N�o deixe o Billy tomar nenhuma decis�o est�pida.

N�o se preocupe, traremos ele de volta inteiro.

Billy, vamos! Apresse-se!

Certo, certo. N�o se preocupe. Temos muito tempo.

Trinta segundos!

- � isso que vai usar? - O que h� de errado com isso?

N�o gosta dele?

Gosto, � absolutamente maravilhoso, s� que...

Vinte segundos!

- Vamos l�! Ligue isso! - Tente de novo!

N�o fique a� parado, Billy. Apresse-se!

N�o se preocupe. Ele vai ligar de primeira.

Dez segundos!

Entre! Entre, Billy! Entre!

- Voc� n�o sabe dirigir isso! - Vou dirigir. Entre!

Quatro segundos!

Tr�s, dois, um...

V�o!

Eu admito, Daphne definitivamente sabe dirigir.

Meu irm�o, deixando-a dirigir o carro dele?

- Por que n�o me deixa dirigir? - Voc� sabe dirigir?

Bem, eu dirigi o carro de Billy. Uma vez.

- Voc� sabe dirigir! - Sabe ler mapas?

Bem, um pouco.

Ent�o veja o trajeto mais direto para Land's End, por favor.

Qual dire��o?

Maldi��o!

N�o se preocupe, navegaremos pelas estrelas.

Enquanto a Estrela Polar estiver daquele lado, estaremos bem.

Voc� consegue v�-la?

Bem, eu n�o sei!

- Est� ali. - N�o olhe para tr�s!

Temos que correr tanto? � t�o esburacado.

- Voc� quer vencer, n�o quer? - Suponho que sim.

- Estou com frio. - Meu Deus, ela sabe mesmo dirigir.

- Disse que tenho frio! - O qu�? Deite-se no ch�o, ent�o.

- O qu�?! - Deite perto do motor, � quente l�.

Maldi��o! Maldita corrida! Queria n�o ter vindo.

- O qu�? - Cale-se!

Acho que vou vomitar.

Bem, o carro � seu. S� n�o vomite em cima de mim.

A estrada fica mais larga aqui, acho que posso tentar ultrapassar.

N�o me interessa nada do que voc� fa�a.

N�o, voc� n�o vai.

Consegui! Agora ganharei, Angela!

- Quanto ele aguenta? - O qu�?

O motor! Quantos graus?

S� mantenha o ponteiro longe da coisa vermelha no visor.

Certo.

- Eu quero descer! - Voc� o qu�?!

- Quero descer! - Mas n�o pode!

Pare o carro, vou vomitar!

- N�o... - Sim, agora!

Ele est� parando. Ele est� parando!

- Voc� n�o vai parar? - Para qu�?

- Ele pode ter problemas! - Acha que ele pararia por mim?

- Sim! - Vamos ganhar esta corrida.

Anime-se, Billy. Logo ser� dia.

N�o vai parecer t�o ruim.

N�o...

V� devagar. V� devagar, sim?

Est� tudo bem, contanto que eu consiga ver a estrada.

- E se tiver algo na estrada? - Ningu�m est� por aqui essa hora.

N�s estamos.

V� devagar, pelo amor de Deus, antes que sejamos mortos.

Perdi a estrada. Voc� consegue v�-la?

N�o. Olha, � melhor parar.

Voltaremos para ela em algum lugar.

Est� louca? Ela pode estar em qualquer lugar!

Gasolina...

- N�o checou antes de sairmos? - Voc� n�o pediu.

- Voc� tem um gal�o de reserva? - Sim.

Claro que tenho um gal�o... De reserva.

Mas est� vazio.

Sim, est� vazio. Usei o �ltimo.

Ent�o � melhor voc� pegar a lata vazia

e ir procurar alguma gasolina, n�o �?

Mas estamos no meio do nada!

Olhe, Billy... Estamos em uma corrida, lembra?

- O m�nimo que pode fazer � tentar! - Certo. Certo.

- E agora, o que foi? - Tem um penhasco ali!

Mais alguns metros e ter�amos ca�do!

Mas n�o ca�mos! E o freio de m�o est� acionado.

Ser� que agora pode ir e pegar essa gasolina?

- Tem certeza que sabe o que faz? - Vamos! R�pido!

Certo. Certo!

Billy? � voc�?

"VOLTO LOGO. ESPERE AQUI. D."

Billy? Onde est� voc�?

- Assustei voc�, senhorita? - Sim, assustou.

- Ser� que posso ajudar? - N�o a menos que possa...

me mostrar onde fica uma oficina ou pousada.

- N�o h� nada assim aqui. - N�o...

Ent�o, n�o pode me ajudar.

N�o pode ir l�, senhorita.

- Por qu�? O que tem l�? - A casa, mas n�o pode ir l�.

- Por que n�o? - Vazia, senhorita.

Est� vazia h� muito tempo. N�o tem ningu�m l� agora, senhorita.

Tive de faz�-lo, senhorita. Impedi-la de ir l�.

Eles est�o l�, sabe, senhorita.

"Eles"?

Mas voc� me disse que n�o havia ningu�m l�.

Sabe, eu n�o queria que fosse l�, senhorita.

Quem est� l�?

Se n�o me disser, terei de descobrir.

N�o!

N�o?!

Eu a machucarei.

Saia da minha frente!

Eu disse.

Sim, e eu o avisei.

Percebe que est� invadindo? O que quer aqui?

Mas... Mas ele me atacou!

- Quem? - Ele estava ali, h� um momento.

� melhor voc� entrar.

Quem � voc�?

Meu nome � Daphne. Daphne Wells Hunter.

- Estava andando no p�ntano? - Eu estava de carro.

- E o seu chofer? - Eu estava dirigindo.

Sozinha?

N�o. Tinha um passageiro, mas o perdi.

Ent�o, veio aqui sozinha?

Sim.

- O que aconteceu com o carro? - Ficamos sem gasolina.

O senhor teria um pouco por aqui, ali�s?

N�o, temo que n�o. Onde est� seu carro?

No p�ntano. Desculpe, mas dirigi a noite toda.

Talvez queira descansar um pouco.

N�o, eu n�o poderia me aproveitar do senhor assim.

Ao menos deixe-me oferecer um ch�.

Seria muito am�vel. Obrigada.

Ayah, essa jovem vai ficar conosco por algum tempo.

Traga um pouco de ch� para ela e depois prepare seu quarto.

Um quarto?

Essa bruma matinal est� fadada a persistir.

�s vezes, por dias. Ayah, o ch�.

N�s mantemos a casa quente. Estamos acostumados, sabe?

- Suponho que esteja com frio. - Sim, n�o percebi o quanto estava frio.

- Essa � sua esposa, senhor...? - Lawrence.

Sim, �.

Ela � linda. Eu a conhecerei?

Minha esposa morreu.

Desculpe. Mas quando disse "n�s", assumi...

Sempre penso que ainda estamos juntos,

mas me referia � Ayah, minha governanta.

"Ayah" significa ama, n�o �?

Ela foi ama do seu filho?

Sim, foi.

Ele era um menino muito bonito.

Ele continua bonito assim agora que cresceu?

N�o fa�o id�ia.

Voc� n�o o v�?

N�o.

N�o, n�o o vejo.

Fora. Voc�, saia daqui!

� um hobby meu, fazer violinos.

O senhor os toca? Quero dizer, al�m de faz�-los?

Um pouco.

- O senhor toca bem? - � dif�cil dizer.

Ora, o senhor deve tocar.

N�o t�o bem quanto gostaria, mas...

Sim, razoavelmente bem.

- Gosta de m�sica? - Sim. Muito.

O senhor toca maravilhosamente.

- Voc� � muito gentil. - Apenas verdadeira.

Sabe o quanto dormiu? Deve ter sido quase 3 horas.

- E me sinto muito melhor. - �timo.

Meu Deus! Billy!

Ele foi pegar gasolina para o carro...

- ...h� horas! - Ainda tem muita neblina.

Mas n�o posso deix�-lo l�!

Tom pode ir. Meu jardineiro.

Ele conhece o campo. Estamos cercados de p�ntanos aqui,

eles podem ser muito perigosos.

Mas como ele saber� onde procurar?

Ele saber�, acredite.

Bem, se est� certo disso...

Estou. Se me desculpar, vou dizer a ele.

O que faz aqui? N�o tem permiss�o de entrar aqui!

- Isso � pessoal ao pastor. - Mas Sra. Lawrence n�o est� aqui.

Ele n�o gosta de estranhos espiando sem um guia.

Fale ingl�s na frente de nossa convidada.

A culpa foi minha, n�o devia ter vindo...

Este � o santu�rio de Deus, voc� � bem-vinda.

Por favor, entenda que Ayah � completamente

desligada deste s�culo XX.

Tenho que admitir que tive dificuldade de aceit�-lo tamb�m

tendo vivido no exterior por tanto tempo.

A vida na �ndia era severamente diferente.

Pedi a Tom que ache seu amigo e o traga at� aqui.

Pule!

Pule!

Em ingl�s, por favor.

Ele voltou. Tom.

Billy est� com ele?

Mando-o entrar?

- Ent�o? - N�o estava l�, senhor.

N�o estava l�?

Nenhum sinal. O carro estava l�, mas ele n�o.

Eu tentei encontr�-lo, mas a neblina ainda est� forte.

Mas eu disse para esperar, deixei uma mensagem no vidro.

Encontrei isso no banco do motorista.

O que est� escrito?

"Fui para casa. Billy."

Ele deve ter se cansado de esperar.

Isso � tudo, Sr. Lawrence?

Sim, isso � tudo.

Espero que isso a tenha tranquilizado.

Bem...

O que acha? Dela.

Eu a encontrei para ele. N�o esque�a disso.

- Voc�... - Sim, eu.

Foram minhas preces que a trouxeram para n�s.

- Ele gostar�. - Eu rezei, e ela veio.

Ela merece o que vai ter, aquela vaca her�tica.

- N�o diga isso. - O qu�?

"Vaca"? Claro, voc� adora vacas, n�o �?

- Elas n�o s�o her�ticas. - Tenha cuidado.

Diga-me quando ficar n�tido.

Agora. Lindamente n�tido.

� o Himalaia?

Sim. Pod�amos v�-lo de nosso jardim.

Que maravilhoso.

N�o consigo imaginar porqu� foram embora.

Imaharaja Hapaka, e sua fam�lia.

Sem suas esposas, claro.

Ele n�o gostaria que elas fossem fotografadas.

- Sem "as esposas"? - Ele tinha tr�s, oficialmente.

- Gostava muito de mulheres. - Devia gostar mesmo.

O jovem atr�s dele, quem �?

O filho mais velho dele.

Muito bonito.

Para alguns.

N�o gostava dele?

Ele era depravado.

Perverso e depravado. Corrompeu minha fam�lia,

primeiro minha esposa e depois meu filho.

E no fim, ela se suicidou.

Isso � terr�vel.

Desculpe, n�o devia fazer tantas perguntas...

Deve ser muito doloroso falar sobre isso.

A dor est� l�, quer eu fale dela ou n�o.

O senhor � um pastor?

Eu era.

Veja.

Milhares de crentes devotos. Milh�es pelo pa�s.

Adoradores de Brahma, Shiva, Vishnu...

Veja o que eles se permitem sofrer para mostrar devo��o.

Este homem deixou o Sol queimar seus olhos

apenas para agradar a vontade de seus deuses.

Pensei que certamente...

Certamente a verdade devia estar l� em algum lugar

para inspirar tal devo��o.

Certamente... Mas encontrei s� sujeira e degrada��o.

O pr�prio Maraj� me introduziu � sua f� esot�rica.

Apenas uns poucos escolhidos eram convidados, eu estava lisonjeado.

Mas ignorante do que isso implicava.

At� persuadi Harriet a se tornar seguidora, era ela que ele realmente queria.

E ent�o... Simon...

Era vil e obsceno.

Deus meu... perdoe-me.

Acho que a neblina abriu um pouco.

Se houver uma oficina por a�...

N�o!

A neblina desta terra � trai�oeira.

Pode voltar t�o depressa quanto se dispersa.

Deve esperar at� que esteja completamente limpo.

O almo�o ser� servido em breve.

Pratos vegetarianos, eu receio.

A Ayah faz parte de um secto hindu e n�o come carne.

Aprendi a viver sem.

Enquanto isso, se... quiser qualquer coisa...

Seu banho est� pronto.

Haver� uma refei��o assim que terminar.

O banho est� ficando frio.

- Precisa de mim para lhe banhar? - N�o, n�o obrigada.

N�o demore demais. Sr. Lawrence n�o gosta de esperar.

Como tranco a porta?

N�o h� necessidade, ningu�m vir�.

Quando voc� vai me libertar de minha promessa?

Sim?

Sinto muito, por favor me desculpe.

Est� tudo bem.

Eu... ouvi a m�sica.

� calmo aqui dentro.

O senhor estava rezando.

- Isso a surpreende? - Depois do que me disse, sim.

Perdi minha f�, rezo para que ela retorne.

Voc� realmente est� cansada, minha cara.

Por que n�o descansa corretamente? No seu quarto.

- Realmente devo ir. - A neblina est� muito fechada.

O quarto est� pronto.

Venha.

Obrigado.

- N�o... - Eu a ajudarei.

Prefiro n�o me despir. Obrigada.

Voc� vai usar esta rede.

Puxe assim, em toda a volta.

Esta casa � rodeada de charcos.

H� muitos insetos.

Alguns deles s�o perigosos.

� para seu pr�prio bem.

Pode ir embora agora.

Deus!

Disse que era parente?

Bem, ele �... Era meu irm�o.

Temo que ele n�o esteja bem. Nada bonito de ver.

� o irm�o dela.

Obrigado, senhor. � muito perturbador, eu sei.

- Acharam algu�m com ele? - Era o �nico, senhor.

- Mas havia uma garota. - N�o quando o encontramos.

Ela pode ter sa�do do carro antes, mas duvido disso.

- A �rea toda foi vasculhada? - N�o, senhor.

Por que n�o?

Se soubesse onde o corpo foi achado, entenderia.

- Gostaria de ver. - Muito bem, senhor.

- � longe? - N�o, 1/3 de milha.

Quer uma carona?

N�o. Nunca andei numa coisa dessas, senhor, eu...

Acho que sou meio velho para pensar em tentar agora.

Ent�o, � s� me seguir, senhor.

Foi onde o encontramos. Bem ali.

Por sorte, confesso.

Por qu�?

Bem, esta �rea toda � um grande charco.

O carro caiu em um dos lugares firmes,

de outra forma nunca o encontrar�amos.

Foi usado pelo ex�rcito durante a guerra

como �rea de treinamento, mas...

Eles perderam muitos homens.

Provavelmente � o que aconteceu com a jovem.

Sinto muito.

Pretende desistir, sem procurar?

Quem faria a busca?

N�o pode organizar?

Chame fazendeiros, moradores, qualquer um.

N�o conseguiria ningu�m. N�o para procurar aqui.

Bem, eu vou procurar.

N�o posso impedi-lo, senhor, mas...

Eu n�o iria, se fosse voc�.

E voc� n�o vai me ajudar?

N�o, senhor, n�o ajudarei.

- Primeiro, n�o tenho tempo. - E segundo, est� com medo.

� isso mesmo. Estou.

- Se aceitar meu conselho... - Obrigado, n�o aceitarei.

Sinto muito por isso. Bom dia, senhor. Senhorita.

Voc� n�o vai sair por a� depois do que ele disse!

Temos que ach�-la, Angela.

Mas... Mas voc� n�o pode me deixar aqui sozinha!

Voc� vai ficar bem.

Estou com frio!

O motor est� ligado, ele a manter� aquecida.

Estou apavorada.

Se algo acontecer, buzine e eu voltarei. Certo?

Geoffrey! Estou com fome!

Meu Deus! Quem � voc�?!

Voc� bateu, no vidro. Bateu a cabe�a.

Onde estou, afinal de contas?

Comigo.

Mas onde, idiota? O que estou fazendo aqui?

- N�o devia me xingar. - Desculpe.

Bem, voc� bateu a cabe�a no vidro.

- Olhe, perdi meu irm�o! - Perdeu?

Em um acidente de carro. Ele morreu!

- Quase morri uma vez. - No ex�rcito?

Olhe, se me deixar sair e voltar para a estrada, eu...

N�o, senhorita!

N�o?!

Voc� n�o vai, senhorita.

Voc� n�o vai a lugar nenhum.

Quanto tempo pretende me manter aqui?

O tanto quanto eu quiser.

E quanto tempo acha que ter�

antes que algu�m venha me procurar?

Seria seu irm�o?

Eu estava com algu�m.

Um homem. Um oficial do ex�rcito!

Eu sei, eu o vi.

Ele logo me achar�.

No entanto, ele n�o sabe que voc� est� aqui, n�o �?

O que vai fazer comigo, ent�o?

Experimente encostar um dedo em mim!

Ol�?

Ol�?

Algu�m em casa?

O que faz na minha casa, senhor?

Eu gostaria que voc� se explicasse.

Ent�o, ao encontrar sua porta aberta

e estando um tanto desesperado por ajuda,

entrei aqui sem nem pensar.

Tenho certeza que precisa de uma bebida.

Certamente preciso.

Por favor, sente. Ponha essas coisas no ch�o.

Talvez tenha boas not�cias para voc�.

A senhorita da qual falou, ela era

alta e loira, usando um casaco creme e um colar de p�rolas?

- Com bot�es como esse? - Sim, � ela.

Ela estava sentada nesta cadeira h� algumas horas.

Gra�as a Deus por isso.

Ela teve um bom susto pelo que me disse.

- Mas ela estava bem? - Perfeitamente.

Ela disse que o jovem que estava com ela

dirigia muito mal.

Perigosamente, de fato.

Ela o fez parar para poder sair.

Sabe para onde ela foi depois que saiu daqui?

- Ela mencionou Londres. - Londres?

Tom, meu jardineiro, a colocou no �nibus para Monkton.

Ela poderia pegar um trem de l�.

Ent�o, sua... Sua busca acabou.

Eu gostaria que estivesse.

Ainda tenho de encontrar Angela.

Tenho dinheiro.

N�o, n�o tem. Eu procurei.

Enquanto voc� estava "fora". Inconsciente.

Lhe garanto que se qualquer estranho,

ainda mais sendo uma jovem muito atraente,

chegar a menos de 8km desta �rea,

Tom saber� disso e dir� a mim.

Meu palpite � que Angela pegou

o mesmo �nibus para Monkton que...

Daphne, certo?

N�o consigo imaginar Angela pegando um �nibus.

Ela n�o tinha alternativa, imagino.

As pessoas por aqui s�o muito compreensivas,

eles a teriam aconselhado a faz�-lo.

Ent�o...

Obrigado por sua hospitalidade e ajuda, senhor.

De nada.

Tenho certeza de que ambas as garotas est�o seguras.

Por que n�o � boa comigo?

N�o! N�o!

Sua besta!

Eu disse para n�o me xingar.

N�o podemos deix�-la ir, Sr. Lawrence. Ela sabe.

- O que ela sabe? - Bem...

O que acontece aqui.

E como, posso saber?

- N�s conversamos... - Voc� contou a ela, seu...!

Ela arrancou de mim, Sr. Lawrence. Arrancou...

Seu... Seu... Idiota!

Sinto muito, Sr. Lawrence.

Tenho certeza que sente.

Muito bem, traga-a aqui.

Tem certeza que ningu�m a viu?

Ningu�m, Sr. Lawrence.

V�, ent�o.

Mas ela n�o deve ser machucada. Entendeu?

Chega!

- Me d�... - Solte-me!

Afaste-se!

- Venha aqui, sua vaca! - Eu lhe mostro!

Solte-me!

Afaste-se!

Eu lhe mostro!

Vamos, saia!

- Vou lhe ensinar, sua... - Deixe-me em paz!

Vamos, vamos! Saia, saia da cabana!

Deixe-me sair agora!

Voc� � o Tom?

- E se eu for? - Voc� se chama Tom ou n�o?

- Sim. - Melhorou.

Meu carro est� preso em um buraco.

Poderia vir e me ajudar a tir�-lo de l�?

Estou ocupado.

N�o muito para me dispensar alguns minutos, est�?

Eu... Tenho trabalho a fazer.

Vejo que era soldado. De qual regimento?

- Por qu� quer saber? - Podemos ter servido juntos.

Voc� � um oficial!

Ainda podemos ter servido no mesmo setor.

Vejo que mant�m seus metais limpos.

Velhos h�bitos permanecem, n�o?

Nem todos somos iguais.

Agora, vai me ajudar ou terei de chamar o Sr. Lawrence?

Obrigado.

Lhe dou uma carona de volta.

- Prefiro caminhar. - J� andou em um carro desses?

Sim, muitas vezes.

Soube que ajudou uma amiga a pegar um �nibus daqui.

- Eu n�o. - Uma jovem.

N�o!

Espere... Um minuto, deixe-me entender.

Ajudou ou n�o uma jovem pegar um �nibus daqui ontem?

- Quem disse que ajudei? - O Sr. Lawrence.

Bem, �...

um pouco dif�cil de...

Explicar!

Vamos, homem! Venha me pegar!

Voc� � o oficial, sup�e-se que saiba todas as respostas.

Vamos, venha pegar o Soldado Rawlings!

V�? Os malditos oficiais n�o sabem nada realmente.

Est� atolado e afundando r�pido, n�o �?

Ficar� a� para sempre agora.

Vai afundar cada vez mais at� que sua cabe�a suma!

Ningu�m vem aqui. Nunca!

Ent�o n�o pense que vai ser salvo.

Senhor!

Soldado Rawlings!

Estou preso... N�o me mate! Ajude-me!

Pelo amor de Deus, me ajude!

Rawlings!

Fique absolutamente parado!

- Voc� ouviu? - Sim, senhor!

Agora, n�o se mexa!

Eu disse: N�o se mexa!

Agora, vire-se para c�!

Devagar!

Agora...

Aponte a forma mais segura para eu chegar a voc�.

Venha pela esquerda dessa �rvore, senhor.

N�o!

V� para a direita.

Isso. N�o muito, senhor!

Um pouco para sua esquerda. E direto at� mim, senhor.

Me d� sua m�o.

Agora, meu amigo, vai me dizer a verdade.

N�o. Estou afundando, precisa me tirar daqui r�pido.

Ent�o, tem que falar r�pido, n�o �?

Agora, levou uma jovem at� um �nibus?

N�o, nunca.

- Viu uma jovem? - Sim!

Onde?

Ela foi � casa. Eu disse para n�o ir, senhor. Eu avisei!

Por qu� a avisou?

Por causa do que aconteceria com ela!

O que aconteceria com ela?

Ela n�o retornaria! Nenhuma retorna!

Por qu�? O que acontece a elas?

N�o sou eu quem faz, senhor! Eu juro!

- Faz o que? - Estou afundando!

- Me tire daqui, por favor! - Faz o qu�?!

Bem, eles t�m uma coisa no quarto de cima, senhor.

Que "coisa"? O que quer dizer com "coisa"?

Bem, n�o pode ser humano, pode, senhor?

Come carne humana!

Seu criado, Rawlings. Ele � louco?

- Perd�o? - Ele disse que tem um...

O que?

Que tem algo nessa casa que se alimenta de carne humana.

Sinto muit�ssimo. Por favor, me perdoe.

Temo que Rawlings seja v�tima de sua pr�pria

imagina��o v�vida. E ele n�o � muito inteligente.

E voc� n�o � o primeiro a se assustar com suas...

Suas fantasias.

Acredite, sinceramente, ele acredita nelas.

- Cada palavra. - Ele � veterano?

Ent�o ele mencionou sua vida no ex�rcito?

Ele nunca chegou perto do fronte. � um desertor.

Mas ele tamb�m disse que n�o foi at� o �nibus com Daphne.

Ent�o, isso � uma fantasia?

N�o. Creio que ele disse a verdade.

Sua amiga era uma jovem muito direta

e independente, se me permite dizer.

N�o acho que ela...

Aguentaria idiotas alegremente.

Sem d�vida ela se cansou de Tom e foi embora sozinha.

� somente minha serva fazendo suas preces.

Como ousa fazer seu ritos malignos aqui?!

N�o vou tolerar essa profana��o por mais tempo!

Voc� est� na casa de Deus! N�o a deixarei profan�-la!

Voc� me ouviu? Voc� me ouviu?!

Pare! Volte!

N�o o veja! Eu imploro!

Meu filho! Meu filho est� l�.

Eu deveria t�-lo destru�do h� anos!

Mas sua querida m�e me fez jurar...

Jurar n�o faz�-lo!

Eu fiz uma promessa. Deixe-o!

Deixe-o para mim. Por favor.

N�o! N�o! Ele o matar�!

Querido Deus!

N�o!

Socorro!

Voc� sabe o que foi aquele barulho, n�o �?

Oficial Geoffrey.

Seu namorado est� morto.

Voc� est� completamente sozinha agora, n�o est�?

N�o tem ningu�m para ajud�-la agora, n�o �?

- Somente eu. - N�o me toque!

N�o tocar em voc�?

Voc� precisa ser amig�vel agora, n�o �?

Viu? Precisa ser boa comigo agora.

Cadela!

Pai...

Me ajude.

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