All language subtitles for Midsomer Murders.S09E05-Four Funerals And A Wedding

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Original subtitles

Preciso de uma bebida, pai.

Doutor.

Est� perdoado agora.

Perdoe e esque�a.

O que � isto?

O clube infantil das sextas.

S� concordei com um dia semanal.

� a procura, reitor.

N�o haver� limite?

FEIRA DE S�TIRA

Pedi-lhe para tirar isto, Hewlett.

N�o h� propaganda a s�tiras aqui!

� informa��o � comunidade.

A� est�s tu....

Como vai o novo emprego, Anthony?

� uma grande mudan�a ter uma mulher como di�cono.

E com s�tiras � mistura.

Alto e bom som.

E uma prolifera��o terr�vel de almo�os de saladas.

Broughton realmente n�o se deixou ficar

nos meus 40 anos de aus�ncia.

Oxford � aborrecido em compara��o,

tal como, muito sinceramente, o assunto da minha morada final.

Vai ser abatida uma �rvore doente, no canto oriental.

Isso serve,

desde que n�o morra de doen�a prolongada.

Pareces estar de �tima sa�de, Mildred.

Os maus h�bitos apanham-nos no fim, Anthony,

bem sabes.

- Como... - O Arcediago Able escreveu.

Al�m disso, quem falou numa morte natural?

QUATRO FUNERAIS E UM CASAMENTO

Obrigado.

Vou deixar o caso do Farlow na sua secret�ria para segunda-feira.

N�o, d�-mo agora. vou trabalhar nele agora.

Pensava que queria ir-se embora.

Nem por isso..

A m�e de Mrs. Barnaby est� connosco por uns dias.

A Cully tamb�m.

V�o ser dois dias de discuss�es m�dicas l�ridas.

E o futebol, se permitido,

ser� na televis�o port�til do quarto.

Que pesadelo.

Para completar a minha alegria do fim de semana,

tenho compromissos para com a comunidade

em Broughton.

A aldeia das Sat�ricas?

N�o pode ser nada de bom, Jones.

Nada de bom.

� esta noite noite, pai.

Vais pagar a conta do bar?

Esta noite,

a hist�ria vai registar que os Cavaleiros de Broughton

decidiram o destino dos sat�ricos para sempre.

Quais os planos para amanh�?

Bom, a av� acha que dev�amos ir contigo a Broughton...

� Feira da S�tira.

E se f�ssemos �s compras em Oxford?

Broughton � muito deprimente.

Deprimente?

� tr�gico, isso sim.

O qu�?

Acho que se pode dizer que foi um erro.

Foi um Epis�dio em 1916.

Montague Marwood, um latifundi�rio local,

criou uma empresa inteira da aldeia,

toda uma gera��o de homens.

E depois, uma noite, conduziu-os a todos para uma morte terr�vel.

E deixou as mulheres deles e os filhos a morrer � fome!

As mulheres formaram um grupo de autoajuda,

a Sociedade da S�tira.

Trabalhavam juntas,

angariavam dinheiro, educavam-se mutuamente,

e assumiram o comando da aldeia.

Como sabes tudo isso?

Foi uma hist�ria que ouvi

quando estive no Ex�rcito Rural

durante a guerra.

A segunda Guerra Mundial.

Penso que a Sociedade ainda est� de boa sa�de

e o ponto fulcral � a corrida da S�tira.

Tanto quanto percebo, essa corrida

� um ritual medieval b�rbaro revivido pelas

senhoras da S�tira para humilhar os homens.

Sim...

gostava muito de ver.

Imperd�vel.

Pronto, est� decidido

Vamos dar uma festa para a semana.

Seria uma honra se comparecesse.

Seria um prazer.

Vemo-nos amanh� �s 0930 no comit�

para a reuni�o antes da feira.

L� estarei.

Foi �timo conhec�-la, Mrs. D.

� muito am�vel.

At� custa a crer que seja familiar do nosso inimigo n�mero 1.

At� amanh�.

Presumo que fiques para a feira de amanh�, prima.

Na verdade, vou discursar.

Fizeram de mim presidente honor�ria.

� caso para perguntar porque ficas em Knox

e n�o na quinta Aynscombe?

Anthony, dormir com o inimigo � muito mais interessante.

Polly, h� um cliente para servir.

N�o te impe�o de nada.

Boa tarde, Mrs. D!

Boa tarde, Polly.

Bob...

Mildred, posso subir por um momento?

Vais atrasar-te para a reuni�o.

Sim, mas...

Sobre a carta do arcediago,

posso ligar-te mais tarde?

Se quiseres.

Bem-vindo � caixa de correio BT.

Esta pessoa n�o est� dispon�vel.

Por favor, deixe uma mensagem ap�s o sinal.

Fala Mildred Danvers no Knox.

Penso que sabe porque estou a ligar.

Pe�o desculpa ao Conselho, foi uma emerg�ncia m�dica.

S� j� p�de vir beber tarde, Dr. O?

A perspic�cia cruel dos jovens...

Aten��o a todos os membros.

Podemos acalmar-nos, por favor?

Declaro aberta a reuni�o do Clube dos Cavaleiros.

Antes de come�armos, o Roland e eu, quer�amos agradecer a todos

pelas vossas ora��es e am�vel apoio desde que a Vivienne faleceu.

Agradecemos muito.

A porta, Alan.

N�o t�m nada que ouvir os nossos assuntos.

Pois. Polly? Polly?

Importas-te?

A ben��o, Anthony. Diz uma boa.

Suplicamos, Senhor, que nos d�s for�a

para confortar os fracos,

e dai-nos coragem para vencermos as Sat�ricas na corrida. �men.

- �men. - �men.

Novidades hist�ricas, membros.

A tirania das Sat�ricas acabou por fim.

Posso dizer com seguran�a que, amanh�, ser� a �ltima vez que nos subjugamos

e nos submetemos � terr�vel humilha��o da corrida.

N�o �s casado com uma Sat�rica.

A corrida �, justamente, s�mbolo de velhos conflitos na aldeia,

mas � s� isso, Anthony, um s�mbolo.

Estrat�gia dupla.

Primeiro, o novo sangue do Anthony.

Vai ser nomeado esta noite,

pelo que temos treinado com Bluebell e estamos confiantes.

Segundo, o ataque legal.

Anthony...

N�o se iludam, meus senhores,

o terr�vel regimento das mulheres marchar� sempre.

A batalha por Broughton tem de ser combatida de novo e ganha!

Aten��o, membros.

�timo.

Muito bem, Polly.

Bom, Sat�ricas, parece que o Gant e o Roland

adivinharam que o reverendo

ir� ser nomeado como o nosso cavaleiro este ano.

T�m andado, secretamente, a trabalhar a t�cnica dele.

Vi-os no terreiro na noite passada.

Ele n�o tinha jeito nenhum.

Mas e o assunto legal?

O Gant pode mesmo acusar-nos de discrimina��o?

A legisla��o existe h� s�culos.

Mas para proteger as mulheres.

Serve nos dois sentidos, Fi.

A nossa constitui��o

proibe explicitamente membros masculinos,

o que, estritamente falando, � ilegal h� j� algum tempo.

Ser� um erro nomear o Gant?

Ele n�o pode mandar em n�s, temos de par�-lo.

Fala calmamente com ele amanh�,

antes da corrida N�o ouvir�,

e n�o o podemos deixar encerrar-nos ou parar a corrida.

O Gant � retr�gado, m�e!

Ele acha que as mulheres s�o a raiz de todo o mal.

Se a conversa da Lorna falhar,

pensamos noutro plano ap�s a feira.

Para j� temos de votar e nomear o nosso cavaleiro.

Entre.

Mrs. Danvers?

Vim s� devolver

o seu frasco.

Dr. O'Dowd encontrou-o no ermo esta tarde.

Mr. Marwood...

foi muito am�vel.

A senhora... n�o conhecia a minha mulher pessoalmente?

Infelizmente, n�o.

A m�e dela e a sua eram minhas amigas

antes de eu sair do pa�s.

O Cacau, Mrs. D.

Bom... obrigado,

e boa noite, Mrs. Danvers.

N�o � a s�rio a hist�ria de atacar legalmente as Sat�ricas, pois n�o?

At� � morte.

Vais comprar uma guerra

e ter�s de vir at� mim para sarar as feridas.

Boa noite, cavalheiros.

Boa noite.

Um brandy, Anthony?

Hoje n�o, Rollie.

H� que ter as cabe�as frescas amanh�.

E eu tenho assuntos a tratar.

Entre.

Est�s preocupada com o Gant?

Bom, ele apimentou as coisas.

Vais para casa?

Vou j�.

At� logo.

Errei, Senhor...

e desviei-me do meu caminho

como uma ovelha perdida.

Segui em demasia... os conselhos e desejos

do meu cora��o pecaminoso

Ajudai-me a derrotar

os meus inimigos pelo caminho.

Sabes, um dia ainda matas algu�m.

Problemas a adormecer, meu velho?

A caravana est� sossegada.

Aqui est� mais animado.

Os esp�ritos ajudam.

N�o discordo quanto a isso.

- Quem � o John Knox? -Um mis�gino infame escoc�s.

Morreu h� muito tempo.

Deve ser onde os homens se escondem das Sat�ricas.

� apropriado, se for esse o caso.

Penso que se deve algum respeito aos homens

que sacrificaram as vidas nas duas guerras mundiais.

Se n�o tivessem morrido,

esta aldeia seria bem mais feliz.

Parece-me perfeitamente feliz.

Pai! Pai!

Chama a pol�cia!

Todos n�s temos uma hora prescrita por Deus, todo-poderoso,

uma hora para plantar uma hora para colher,

tal como essa hora chegou para a nossa querida prima.

Acabei de chegar.

� o Inspetor-chefe Barnaby da pol�cia de Causton.

Vai abrir as hostes com a pistola este ano.

Anthony Gant, primo da falecida,

Mrs. Mildred Danvers.

Vim de visita, mas n�o obtive resposta.

A Polly trouxe a chave.

Dr. O'Dowd, ao seu servi�o.

Doutor...

Qual a causa da morte?

Ataque card�aco, tinha historial.

N�o � nada que lhe estrague o fim de semana, Mr. Barnaby.

N�o, de certo tem raz�o.

Mrs. D. ia ser feita presidente honor�ria.

Da Sociedade da S�tira.

D�-me licen�a?

Tenho um dia atarefado, com um concurso de tiro

para apresentar antes da feira come�ar.

Sim.

� melhor eu ir e ir tratando das coisas.

Historial de ataques card�acos?

Doutor?

Sim?

Ela tinha algo na m�o quando aqui chegou?

Sim, um frasco. Tirei-lho para a examinar.

Onde est� ele?

Estranho, eu...

Ora bem...

aqui est�.

N�o � nada de mau, espero.

Mais vale prevenir do que remediar.

Jones, est�s ocupado?

Mrs. Hastings.

Os meus p�sames, Anthony, acabei de saber da Mildred.

Mas n�o � uma visita cort�s.

Vim negociar.

Mrs. Danvers teve alguma visita ontem � noite, Polly?

Ouvi o Mr. Gant

a perguntar se a podia procurar depois da reuni�o.

Era algo sobre uma carta.

Que reuni�o era?

Do Clube dos Cavaleiros

Estavam c� todos:

Os Marwood, o reverendo Gant, o doutor...

o coitado do velho Alan...

o coveiro.

Ele fala com os mortos.

E vi o Mr. Marwood no quarto de Mrs. Danvers

quando lhe levei o cacau pelas 21h30.

Eles conheciam-se?

Parece que Mrs. D. conheceu a m�e dele, h� uns anos.

Ela foi ontem ao funeral da mulher dele.

- Quem fez o cacau de Mrs. Danvers? - O meu pai.

� o pol�cia?

Sou o Inspetor-Chefe Barnaby, sim.

Cathy Hewlett, di�cona.

Acabei de saber da Mildred Danvers.

Sabe como ela morreu?

� precisamente isso que ser� determinado.

Porque pergunta?

Ouvi-a falar, ontem, com o Anthony Gant sobre a campa dela.

Ela disse-lhe que duvidava que a morte dela fosse natural.

- Joyce! - Est� tudo bem?

Possivelmente n�o, chamei uma equipa.

Parece que em Broughton nunca h� um momento aborrecido.

N�o preferes ir a Oxford, m�e?

N�o sejas maricas, Joyce.

Isto � muito mais divertido do que as compras.

O Jones.

O que temos?

Temos Mildred Danvers, 78 anos, falecida.

N�o acha que morreu de velhice?

Tenho as minhas d�vidas.

E tira-o de maus len��is.

N�o tenho o h�bito de usar homic�dios como desculpa.

- N�o, claro, mas... h� vantagens. - Vantagens...

Olha, j� � tarde.

Isola o local o melhor que puderes.

Guarda isto para o Bullard,

eu tenho que fazer uma chamada.

Belo tiro, muito bem!

Que maravilha, Peggy!

As Sat�ricas levam agora dois tiros de vantagem.

Roland?

� a tua vez.

�s o pr�ximo a atirar.

As Sat�ricas est�o a ter muita sorte, n�o?

N�o � sorte, s�o s� melhores que n�s.

H� muito tempo que s�o.

N�o houve paz, entretanto?

H� aceita��o no geral.

Os cavaleiros n�o d�o luta �s Sat�ricas, atualmente.

Muito bem!

Muito bem, belo tiro, mi�da!

O que posso fazer por si?

A Mildred Danvers.

A morte dela pode ter sido provocada.

O que o leva a dizer isso?

Pensamos que o frasco dela pode ter sido envenenado.

Bem, eu s� a conheci ontem.

Houve caf� ap�s o funeral

e fui apresentado fugazmente.

Creio que foi ter com a Mildred

ap�s a reuni�o de ontem.

� verdade, � claro que sim.

Ela esqueceu-se das luvas.

Fui devolver-lhas.

- Belo tiro! - Bom tiro.

Henry, � o teu �ltimo tiro.

Um tiro no centro,

empata a competi��o.

Azar, Henry.

Parab�ns, Mrs. Aynscombe.

Obrigada.

Lorna Hastings, a nossa presidente.

� a minha filha, Fiona,

e penso que j� conhece a Cathy.

O detetive da Corrida da S�tira, senhoras,

o Inspector-chefe Barnaby.

Como est�o?

Sei que todas conheciam Mrs. Danvers.

Podem dizer-me quando a viram por �ltimo?

A Fiona e eu vimo-la brevemente

ontem antes da nossa reuni�o.

E algu�m sabe de algu�m na aldeia

com motivo para lhe querer mal?

N�o. Porqu�?

A Cathy poderia dizer-lhe.

Ela ouviu Mrs. Danvers a opinar

que a sua morte n�o seria natural.

Esperemos que estivesse enganada.

Esta � a nossa deixa, Mr. Barnaby.

Hora de vingan�a.

Muito bem, vamos mostrar-lhes do que somos feitos.

Sat�ricas! Sat�ricas!

Sat�ricas! Sat�ricas!

Sat�ricas! Sat�ricas! Sat�ricas!

Boa tarde, senhoras e senhores!

Sou Tom Barnaby, e eu estou aqui

em nome do chefe da Pol�cia...

O frasco tinha alguma coisa?

Um brandy com 10 anos e carradas de barbit�ricos.

Talvez deva parar os festejos.

O Chefe ia gostar.

Gostava de o ver tentar.

... dar-lhes as boas-vindas este ano � Feira da S�tira.

Como todos devem saber, come�a tradicionalmente, com...

um evento �nico.

Sem mais delongas,

passo-lhes a presidente, Miss Lorna Hastings,

para a nomea��o da Corrida da S�tira deste ano.

A acusa��o � de misoginia flagrante

e o nomeado � o reverendo Anthony Gant.

Sim!

As Sat�ricas definiram o desafio

e agora cabe ao cavaleiro mostrar a sua coragem.

As mulheres podem bater � vontade no cavaleiro

com as suas conchas,

mas n�o podem impedir a marcha do burro.

Se o cavaleiro conseguir fazer o percurso sem cair da montada,

ter� o direito de suspender a corrida indefinidamente.

Caso contr�rio, os Cavaleiros ter�o de voltar de novo no ano seguinte.

O cavaleiro est� pronto?

As Sat�ricas est�o prontas?

Ele levou um tiro.

N�o olhe para mim.

Meninas...

acho melhor irem para casa, ou o que querem fazer?

Se conseguir afastar a minha m�e do reboli�o!

Vamos �s compras em Oxford.

Boa! At� logo.

Jones. Jones!

Desculpe.

Deixa isso, � in�til.

Os agentes andam a recolher os v�deos,

algu�m deve ter algo �til.

Bem pensado.

Obrigado, ainda bem que aprovas.

Alan?

� o Alan, n�o �?

Sou Tom Barnaby, do CID de Causton.

N�o trabalha para o reverendo?

Mr. Henry, � que me pagava.

A nossa gente daqui...

cuido delas.

A Polly disse-me que fala com os... com a sua gente.

Eles � que falam comigo. Tagarelas, tagarelas.

Alan, viu o reverendo Gant,

esta manh�, antes da corrida?

- "Bom dia, Reverendo." - "Bom dia, Alan."

E o reverendo Gant parecia normal?

Sem problemas?

Miss Lorna, n�o chegou a vir.

Lorna?

A Lorna Hastings?

Houve uma zanga!

A Lorna Hastings e o reverendo Gant,

discutiram esta manh�?

Ela n�o veio.

Est�s bem, meu velho?

Posso ajudar, Mr. Barnaby?

Aqui o Alan � especial, se � que me entende.

Sim, doutor.

se me pudesse dar a lista das pessoas

a quem receitou barbit�ricos no �lltimo ano, ajudava muito.

- O que tens? - Bastante.

Para come�ar, Valium.

Descobri-os numa secret�ria.

Tem o nome do Gant, data recente, s� faltam dois comprimidos.

S� que...

se Gant envenenou o frasco da Mildred ontem � noite,

e foi o primeiro a entrar no quarto dela esta manh�,

porque deixou a arma do crime para a encontrarmos?

Realmente, porqu�?

Veja isto.

A janela foi for�ada.

Mas enviei um agente para aqui,

para vigiar a casa, logo ap�s o tiro.

Portanto, se o Reverendo Gant saiu daqui para ir para a corrida,

o intruso deve c� ter chegado

depois ou durante a corrida, sim?

Sim.

Levaram alguma coisa?

� dif�cil dizer com tanta coisa.

Parece que o reverendo Gant

queria apresentar uma queixa legal

contra a Sociedade da S�tira.

Isto n�o s�o bens da Mildred Danvers?

Sim, parece que sim.

Talvez ela lhos tenha dado.

Senhor.

GABINETE DO ARCEDIAGO ST. MARY AT PLEA, CAUSTON

Ou talvez n�o.

Arcediago?

Mr. Barnaby.

S�o not�cias terr�veis. A Mildred era uma grande amiga.

Conhecemos-nos em �frica em 1975.

O Anthony s� l� esteve um ano.

Lembrei-me se teria alguma ideia quanto ao motivo.

Para o homic�dio? Sim.

N�o fa�o ideia.

O Anthony era uma alma atormentada, muito obsessivo.

Obsessivo? Com o qu�?

Tentava evitar a inclus�o das mulheres

em todos os aspectos da vida.

N�o conseguiu, obviamente.

A sua nomea��o de Miss Hewlett enquanto di�cona dele,

pretendeu enaltecer esse aspecto?

� cruel, eu sei, mas educativo.

O compromisso nunca foi o ponto forte do Anthony.

Sei que, por um motivo qualquer,

escreveu a Mrs. Danvers.

Dizia respeito ao Reverendo Gant?

Sim, foi muito triste.

Usei de toda a minha influ�ncia,

mas ele teve de deixar Oxford.

Acabou de volta a Broughton pelos seus pecados, o coitado.

Que pecados?

Nada de ilegal,

s� embara�oso:

um jovem numa festa de batizado.

Tony era homossexual e bebeu uns copos

e ele e esse jovem foram vistos

aos apalp�es na fonte de champanhe.

Escrevi � Mildred acerca do assunto,

quando ela regressou,

para evitar perguntas embara�osas ao Anthony.

Acha que a carta pode ter causado algum tipo de problema?

N�o acho nada para j�, Arcediago.

Todos os pacientes com receitas de barbit�ricos, no �ltimo ano,

conforme pediu.

Obrigado.

Cathy Hewlett.

Roland Marwood.

O Reverendo Gant?

Sim, o Anthony era muito nervoso.

A Cathy torceu o tornozelo

o m�s passado, n�o conseguia dormir.

E Roland Marwood?

A doen�a da m�e foi exigente.

Parece que se precipitou

a assumir causas naturais, Dr.

� evidente que sim.

Sabe se Mrs. Danvers tinha inimigos

na aldeia, quem quisesse vingan�a?

Ela foi Sat�rica antes de partir,

mas os dias de luta tinham acabado, Mr. Barnaby.

As provas iniciais indicam

que Mrs. Danvers foi morta pelo Reverendo Gant,

para impedir que revelasse um segredo do passado dele.

S� que todos sabiam do segredo.

Todos sabiam?

Que Anthony e o Henry Marwood eram meio irm�os, sim.

O pai de Henry era, at� certo ponto, um... deambulante.

O Anthony era o seu bastardo.

Os pais dele morreram num grande inc�ndio em 1960.

Os pais do Henry tamb�m morreram nesse inc�ndio, n�o foi?

Sim, o Henry era uma crian�a. n�o se lembra deles.

Tamb�m l� estavam outros: fam�lia, amigos...

Foi uma terr�vel trag�dia.

� com eles que o Alan fala,

com todas essas pobres almas

que se perderam nessa noite.

Ele tinha 6 anos.

Continua a ter para todos os efeitos.

Mas, �s vezes, acho que

ele se lembra para n�s podermos esquecer.

Sim...

Obrigado, amigo.

O barbit�rico encontrado

no frasco da Mildred n�o corresponde a nenhum destes.

N�o me surpreende.

� do tipo que os veterin�rios usam.

- Veterin�rios? - Sim.

Precisamos de uma esquadra provis�ria.

Jones.

Senhor.

Muito fotog�nico, senhor.

Obrigado.

H� not�cias do laborat�rio?

Sim, h� vest�gios de �gua e cal

no gatilho da arma da Fiona Aynscombe

e uma pestana, que n�o � da Mildred, no fundo do frasco dela.

Tamb�m tir�mos impress�es digitais do frasco:

Mildred Danvers, Dr. O'Dowd, e Henry Marwood.

Henry Marwood?

Espero n�o incomodar.

N�o!

� a mans�o Marwood?

As respetivas ru�nas.

H� muito que a sorte n�o nos ampara.

Como posso ajud�-lo?

O frasco da Mildred Danvers

tinha as suas impress�es digitais.

Fui um tolo...

N�o sei porqu�, �...

Acho que n�o ando pensar com clareza.

Menti sobre as luvas,

foi o frasco que lhe fui devolver.

Porque n�o me disse logo isso?

Fui cobarde.

� que disse que suspeitava de hom�cidio

e eu...

Eu s� n�o queria mais confus�o depois da Vivienne.

Eu sei o que parece.

Presumo que soubesse dos problemas do reverendo Gant em Oxford.

Sim.

E sabia que a Mildred Danvers tamb�m estava a par?

N�o!

Ent�o n�o tentou salvar o seu meio-irm�o de uma revela��o?

N�o.

N�o!

N�o fa�o ideia

porque algu�m quereria matar a Mrs. Danvers.

Ou o Anthony.

� Mrs. Hastings.

Perdi o meu marido.

Foi uma conclus�o precipitada, pe�o desculpa.

S�o falsos os boatos que somos s� l�sbias iradas na Quinta Aynscombe.

Mas n�o somos menos populares por isso.

Como podemos ajudar?

Tivemos a confirma��o sobre a morte da Mildred Danvers.

N�o foi de causas naturais, nem foi suic�dio.

Foi, de facto, homic�dio.

E creio que uma, ou talvez as duas,

tenha informa��o relevante para a nossa investiga��o.

N�o entendo a que se refere.

Mrs. Hastings...

morreram duas pessoas nas �ltimas 24 horas.

Recomendo que coopere sem prevarica��es.

A culpa � minha ... Pedi � Lorna que n�o dissesse nada.

No dia a seguir, � Mildred voltar � aldeia,

ela fez uma confid�ncia, a mim e � Lorna.

J� sabemos do esc�ndalo que trouxe o reverendo Gant a Broughton.

Qual era a raz�o da Mildred

para lhes contar isso?

Ela sabia da atitude do primo

em rela��o �s mulheres,

e pensou que a informa��o podia ser �til.

Por isso, quando disse que a Mildred podia ter sido assassinada...

Eu vi o Gant ontem � noite, a sair do bar.

Que horas eram?

Por volta das 21h45.

Eu estava a fechar a sala do comit�.

E escondeu essa informa��o, n�o foi?

Homic�dio n�o � uma acusa��o

que se fa�a sem provas fortes, Mr. Barnaby.

Foi por isso que visitou esta manh� o Reverendo Gant, Mrs. Hastings?

N�o, n�o,

t�nhamos outras coisas a tratar.

Como chantagem?

Sim.

A Peggy e eu concord�mos que a acusa��o era grave e fui falar-lhe.

E sugeriu que se ele esquecesse o processo,

manteria o segredo dele.

Eram essas as linhas gerais.

Resultou?

Ficou logicamente perturbado,

mas concordou em pensar.

Raz�o pela qual nenhuma de n�s tinha motivo para o matar, Mr. Barnaby,

caso fosse essa a sua pr�xima quest�o.

O Gant tem que ser o nosso homem, n�o?

Tinha algo a esconder, muita oportunidade, e foi visto...

N�o, n�o. O George Bullard disse

que o que a Mildred Danvers bebeu

a matava em meia hora,

mas o Gant saiu do bar �s 21h45.

A Mildred Danvers s� morreu depois da meia-noite.

Houve muito tempo para outra pessoa a ir ver.

� verdade.

E o assassino do Gant?

Suponho que querer encerrar a Sociedade da S�tira fosse motivo.

O que faz aqui?

O meu trabalho, Miss Aynscombe, o meu trabalho.

Sei que o reverendo Gant e a senhora,

nem sempre estavam de acordo, isso � verdade?

Pode dizer-se que sim.

Quando tocou o sino para o in�cio da corrida,

disse algo como: "Hora da vingan�a."

Eu n�o o matei.

Algu�m, com �tima vis�o

e uma espingarda id�ntica � sua,

matou.

Eu e a Fi estivemos o tempo todo no campo.

As nossas armas estavam fechadas no carro da Fi � porta do comit�.

N�o saiam da aldeia, senhoras.

Posso ter de falar-lhes novamente.

Quem envenenou a Mildred?

N�o fa�o ideia.

Sabes quem matou o Anthony?

N�o, claro que n�o.

Ent�o o que se passa?

N�o sei o que pensar.

Ainda n�o confias em mim, Peggy?

- Jones! - Senhor

S� boas not�cias, por favor.

A sogra n�o vai embora?

S� mais dois dias.

Liberei o corpo de Mrs. Danvers, tu e eu vamos ao funeral.

Repara em aus�ncias,

l�grimas de crocodilo, esse tipo de coisas.

As boas not�cias � que encontraram

outra pestana na mira da arma da Fiona Aynscombe.

Enfim, analisaram o ADN

e coincide com o do frasco.

Por isso, � prov�vel que seja um �nico assassino.

Agora s� temos de associar um nome ao ADN

e podemos ir embora.

Sabes o que isso significa, certo?

Significa pedir esfrega�os volunt�rios a todos na aldeia,

incluindo as Sat�ricas.

Pois, essa era

a parte m� das boas not�cias.

S� para ti, Jones.

Pedimos aos agentes, sim?

N�o � um tarefa deles, Jones, n�o sob a minha chefia.

Tenho ali um kit, no meu carro.

Come�a, mal determinemos a posi��o do atirador.

A torre do rel�gio?

Tem que ser, n�o �?

George!

Tom!

Com os v�deos feitos pelos espectadores, determin�mos,

com bastante precis�o, onde estava a v�tima ao ser atingida.

E calcul�mos o �ngulo

em que a bala penetrou o cr�nio...

... e...

Abracadabra!

Incr�vel, George, obrigado.

� muito �til.

� maravilhoso, n�o �?

Ol�, Alan.

Alan, ser� que me pode dizer

o que fez depois de tocar o sino para a corrida?

Viu algu�m entrar na igreja durante a corrida?

Tagarelas, tagarelas,

muito ocupados. N�o gostam disso.

Senhor?

Jones, est�s pronto?

Como nunca.

Obrigado, Alan.

Bom dia, Cathy.

Lamento perturbar,

mas tenho de ir � torre do sino, se puder.

- Acho que sim. - Obrigado.

E aqui o Agente Jones tem algo a pedir-lhe.

O que �?

Abra bem, Ms. Hewlett.

As provas forenses colocam a sua arma na torre, Miss Aynscombe.

J� lhe disse que, n�o matei o Gant,

a partir da torre, nem de lado nenhum!

E n�o disse, na sua declara��o, que s� a senhora

� que tinha as chaves do seu carro e da armaria?

Mas n�o h� provas que sugiram que lhe arrombaram o carro.

N�o, mas...

eu perdi as chaves.

Ou pensei que perdera.

Mas n�o referiu isso, pois n�o?

Eu e a Cath est�vamos no meio da multid�o,

todos queriam ver.

Levei a m�o ao bolso.

e pensei que as chaves tivessem ca�do.

Quando � que as encontrou?

S� depois de matarem o Gant

e nos terem pedido as armas.

Nem sequer tinha pensado nisso.

Fui ao carro, levei a m�o ao bolso,

e l� estavam elas.

Achei que me tinha enganado.

Ent�o... posso continuar?

Bom dia, meninas...

- Quem �? - Senhoras...

Quem � o senhor?

Sou o Agente Jones,

e trabalho com o Inspetor-Chefe Barnaby.

Ele pediu-me que pedisse a todas

por esfrega�os volunt�rios para testar o ADN.

Volunt�rios?

Sim.

Ent�o, a resposta � "n�o!

Recusando-se a cooperar implica que tem algo a esconder.

Est� bem, fa�a-me a mim primeiro.

N�o se preocupe, Agente Jones, eu serei meiga.

Pai.

Roland, queria...

O Agente Jones est� aqui.

Quer recolher o nosso ADN.

Sim.

Um ch�?

Obrigado.

- Mr. Barnaby? - Mrs. Hastings.

Posso interromp�-lo por cinco minutos?

- Preciso de uns ficheiros - N�o, fa�a favor.

Obrigada.

Consegue chegar a algum lado?

Estou a recolher informa��es.

Posso ajudar com algo?

Sim,

conhecia a mulher de Henry Marwood, a Vivienne?

N�o muito bem...

ela estava doente h� anos.

Porque pergunta?

Estou a recolher informa��o.

Uma tarde bem sucedida?

Como arrancar dentes a galinhas.

E essa foi a parte f�cil.

Obrigada.

Mrs. Hastings, antes de ir,

importa-se que o Agente Jones lhe tire uma amostra de ADN?

Formosa como sempre, Lorn.

Ocupada, como sempre.

Tens tempo para um velho amigo.

Agora n�o, Kieron.

Adias sempre cruelmente,

bem sabes o que sinto por ti h� anos

O que desencadeou isto?

O homic�dio.

Faz-nos pensar.

O funeral da Mildred � em menos de uma hora.

Vem l� a casa por cinco minutos.

� importante!

Diz respeito ao Henry e � Peggy.

Como descobriste?

Tal como tu, imagino.

A pobre Vivienne estava doente e piorava,

a Peggy e o Henry estavam s�s

e fartos de lutar batalhas v�s das fam�lias.

Eu n�o contarei.

Podes contar comigo.

Achei melhor encontramo-nos em territ�rio neutro.

O que queres?

Tr�guas...

E uma troca de informa��o.

Que engra�adinho.

As coisas mudaram, Fiona.

Pode dizer-se que agora temos interesses em comum.

MANS�O MARWOOD, JUNHO DE 1960 ANTES DO INC�NDIO

Antes de come�armos, a Peggy pediu

para dizer algumas palavras.

Estamos aqui para fazer o luto da primeira de duas mortes violentas.

Mas, sem d�vida,

tamb�m aqui estamos para nos questionarmos

como p�de chegar a isto.

N�o sei porque foram a Mildred ou o Anthony mortos, nem por quem, mas...

se est� relacionado de algum modo com os conflitos passados,

queria dizer que chegou a altura de perdoar.

J�,

porque...

... porque o Henry Marwood e eu estamos apaixonados.

Ali�s, ele pediu-me em casamento...

e eu aceitei.

Ao falar em p�blico, espero que consigamos persuadir

os outros de que � chegada a altura...

de trazer a paz at� Broughton.

Vamos l�, todos...

Aplaudamos a Peggy e o Henry

por terem a coragem de perdoar o passado

e olhar para o futuro.

V�!

Certo.

Bem, caso tenhas terminado, Peggy,

vamos regressar ao servi�o em quest�o.

No meio da vida,

temos a morte.

A quem buscar conforto, se n�o a V�s, senhor...

J� confias em mim?

N�o.

Mas afinal tinhas raz�o.

N�o admito que desista de tudo por que a fam�lia lutou, por um Marwood!

O que vai acontecer?

Ela vai traz�-lo para c�, e deix�-lo ficar com tudo?

S� as d�vidas Marwoods devem deixar-nos na�fal�ncia.

N�o sejas idiota, Fi.

A Peggy s� se apaixonou,

n�o perdeu o ju�zo.

Nem acredito que penses assim!

Temos de impedir o casamento!

Havendo justa causa ou impedimento.

O que � justa causa?

� poss�vel que o Henry tenha matado a Mildred ou o Gant.

Que raz�o teria ele?

O ADN nunca mente,

foi o que disse o Agente Jones.

Se o Henry for o assassino, eles v�o acabar por descobrir.

Pode ser tarde demais.

Tu conhecia-los, Lorna, aos Marwoods, trabalhaste para eles!

Devem ter algum esqueleto no arm�rio.

H� a morte da Vivienne Marwood.

Ela era demente, coitada, mas jovem!

De repente apanhou pneumonia e morreu?

D� muito jeito esta coisa com a minha m�e.

J� n�o precisamos de nos encontrar aqui.

Vem c�.

N�o devias ter contado a ningu�m, Peggy.

N�o ao Barnaby.

Porque n�o?

J� n�o temos nada a esconder.

O que � isto?

N�o lhes devias ter contado.

Nunca pensei gostar tanto de estar num bar sem mulheres.

A s�rio?

Estamos a recolher esfrega�os de ADN, Dr.,

e aqui o detetive Jones est� com problemas

a convencer as senhoras.

Se precisar da minha ajuda, eu tenho alguma influ�ncia.

At� as Sat�ricas precisam, por vezes, de um m�dico.

Est� a falar a s�rio?

Uma cerveja e disponha.

- E para mim. - Sim.

Nunca casou, Dr.?

N�o por falta de tentativa, Sr. Barnaby.

Nenhuma Sat�rica o aceitava?

N�o a que eu queria.

N�o.

J� l� vou ter, Fi.

Por falar em esqueletos no arm�rio,

tinha-me esquecido disto.

Encontrei-a...

quando arrombei a reitoria.

Foi ideia da Fi,

andava � procura do que tinha contra n�s.

Este homem tem de ser o pai do Henry.

E esta � a Mildred.

Ela era a amante secreta do pai do Henry?

Se deixar a maleta comigo,

guardo-a no arm�rio da minha farm�cia

e pe�o � minha assistente

que marque as consultas de manh�.

Senhor?

N�o, tudo bem. Vai com ele.

e v� se ficam bem trancadas.

Dr., � o m�ximo.

Aonde vai?

Para casa.

Para me demolhar em u�sque barato,

j� que � o meu h�bito preferido.

� um cavaleiro.

Tem o dever de lutar contra este casamento.

V� se cresces, Roland.

Talvez um pontap� no rabo...

N�o me parece, Mr. Marwood.

Obrigado, Ben.

Era aqui que se encontravam?

Ela enganou-me por completo.

Mentiu a toda a gente.

O meu pai tamb�m.

Uma vez tentei que falasse sobre o que se passava.

Ent�o sabias o que faziam

ainda antes da tua m�e morrer?

N�o,

mas tinha minhas suspeitas.

A morte dela

foi s�bita.

At� cheguei a pensar se ele...

tu entendes.

A s�rio?

Deves ter odiado a minha m�e.

Entre.

Senhor...

do lado direito.

Lamento faz�-lo faltar ao pequeno-almo�o, Mr. Barnaby.

N�o faz mal. O que aconteceu?

Estava no consult�rio

a terminar uma coisa pelas 23h00

e senti algo bater-me na cabe�a.

Depois s� sei que estava no ch�o e eram 4h00 da manh�.

Levaram alguma coisa?

A minha carteira

e um bloco de receitas.

Devem ter sido mi�dos.

N�o foram ao arm�rio da farm�cia.

O arm�rio estava bem fechado,

est� tudo aqui.

N�o sei se acredite que foi roubo.

Talvez o atacante quisesse que assim parecesse.

Pode ter sido o Roland Marwood,

ele queria brigar ontem no bar.

Posso falar com ele se quiser.

N�o, n�o, n�o.

Tens as amostras de ADN para recolher.

O Kieron foi atacado, Rollie.

A pol�cia quer falar contigo.

Porqu� comigo?

N�o foi particularmente simp�tico

com o doutor ontem, pois n�o?

Estava b�bado.

Mr. Marwood, diga-me onde esteva entre as 22h30

e as 24h00.

L� em cima, no meu quarto.

N�o mintas, Rollie.

Mas estava!

Eu vi-te a sair de casa.

Est� bem...

Estive com a Fiona Aynscombe.

At� �s 02h30, se quer saber.

Fal�mos do nosso dilema em comum.

Pe�o desculpa pelo local.

N�o faz mal.

E obrigada por ter vindo.

De nada.

Isto � dif�cil, Henry.

Percebo que tenha sido um choque.

N�o, n�o quis dizer...

Estou encantada consigo e a Peggy.

N�o poderia estar mais feliz.

Mas eu...

O Kieron contou-me da Vivienne.

Estou a ver.

Ele disse-me que tem falado em ir �� pol�cia.

Falado.

N�o lhe posso dizer o que fazer, Henry...

mas lembre-se do que tem a perder.

N�o consigo esquecer, Lorna,

mas acaba por ser, uma quest�o de consci�ncia.

Deve ter raz�o.

Adeus, Henry.

N�o tenho a certeza...

N�o vai ignorar provas.

Miss Aynscombe ...

Miss Aynscombe, podemos ajudar?

Vim exigir uma exuma��o.

N�o � piada, senhor.

O Roland diz que n�o foi feita aut�psia � Vivienne.

At� ele suspeita do Henry.

Ele tem motivo ... o caso dele com a minha m�e.

E agora h� provas novas

que indicam que pode ter assassinado a Mildred.

Tem de desenterrar a Vivienne.

Ela est� a falar a s�rio.

Sim, j� percebi.

Que provas novas?

Obrigado.

Encontrou isto quando arrombou a reitoria?

Isso foi a Cath.

Mas a quest�o �, que esse deve ser o pai do Henry com a Mildred.

A Mildred podia ter algo contra a fam�lia,

e ele matou-a para a calar.

Talvez tamb�m tenha envenenado a Vivienne.

O Ben disse que h� venenos que ficam no corpo, anos ap�s o enterro.

Uma investiga��o decente...

Mas que bem informado � o Agente Ben.

Obrigado por ter vindo, Ms. Aynscombe.

Eu fico com isto para j�.

Entretanto,

sugiro que deixe a investiga��o

para a pol�cia.

Se eu contar tudo...

Prendem-te e ao Kieron.

Lamento interromper.

Gostaria de falar consigo,

Mr. Marwood, se puder.

Veio saber se matei a minha mulher.

Sim.

� melhor ver isto.

Obrigado.

A Vivienne adorava a vida.

Tinha muito medo de perder a independ�ncia...

e ainda mais de perder a raz�o.

Esse medo perseguiu-a.

Ela escreveu-me isso quando foi diagnosticada.

Insistiu que se gostasse mesmo dela,

estaria pronto para deix�-la partir,

antes que perdesse a dignidade.

E estava?

Uma vez,

a Vivienne e eu constip�mo-nos.

Atacou-lhe os pulm�es,

e ela tinha muita febre,

mas ela estava mais consciente do que nos meses anteriores.

Eu tinha uns sopor�feros muito fortes.

Fui busc�-los

e levei-os para o quarto da Vivienne, mas...

ela tinha adormecido, e eu...

eu fiquei ali a observ�-la.

Tamb�m eu devo ter adormecido,

porque...

acordei algum tempo depois,

e o frasco de comprimidos estava ao lado da cama meio vazio.

A Vivienne estava...

morta.

N�o estou a tentar escapar �s consequ�ncias disto,

s� estou a tentar dizer a verdade

quanto ao que realmente aconteceu.

Eu quis ajud�-la a morrer naquela noite...

mas no fim,

foi ela que se ajudou a si mesma.

E o funeral do Anthony. O que vai fazer?

Posso falar-lhe, senhor?

Sim.

A Cathy Hewlett deve ser o assassino.

S�o as pestanas dela na arma e no frasco.

N�o parece contente.

Est� tudo bem?

� a Cathy. Parece que n�o est� c�

e a igreja est� fechada.

Acabei de vir de casa dela, n�o responde.

Do que est�o falar?

Alan?

Sabe onde est� a di�cona,

a Cathy?

Faz ideia onde ela esteja?

Tagarelas, tagarelas agora.

Eles n�o gostam disso.

Muito ocupados.

Jones!

O que diz ela, Alan?

Fala, tagarela.

N�o est� contente.

Suponho que n�o.

Trauma na parte posterior do cr�nio...

algures antes da meia-noite.

Encontrei isto na casa da Cathy

debaixo da cama.

Voltamos a ter dois assassinos.

N�o te precipites, Jones.

Nunca mais sa�mos daqui, pois n�o?

� dia da Marmota.

Pelo menos temos pistas novas.

Temos?

Sim...

Preciso de um ficheiro do arquivo:

o inc�ndio da casa Marwood, em Agosto de 1960.

Sim.

E George... George?

Preciso de uma amostra do ADN deste corpo.

Certo.

Mas temos o ADN dela, repetidamente.

Sim, eu sei que sim, mas faz-me a vontade.

Sim.

Gostaria que tivesse amabilidade de ver uma coisa.

Queria um esclarecimento, ou que identificasse as pessoas nas fotos.

� a minha fam�lia e alguns amigos.

Este � o meu av�...

� a minha m�e...

Esta � a Mildred, n�o �?

Suponho que sim, parece ser.

E este homem?

Acho que � o Fred Hastings,

o marido da Lorna.

E aqui est� a Lorna, veja.

N�o vejo o meu pai em lado nenhum.

� ele, n�o �?

Ao lado da Mildred.

N�o!

N�o, este n�o � meu pai.

Este... este � o meu pai.

Somos muito parecidos, mas nunca vi este homem.

Paz e sossego?

� melhor ter maneiras.

Ol�, Alan.

Alan...

pode mostrar-me onde est� enterrado o Benjamim Hastings?

O filho de Lorna Hastings.

Alan, quando nos encontramos, disse que Mrs. Hastings

"nunca veio".

A Lorna nunca veio.

Referia-se aqui ao cemit�rio?

Nunca ningu�m veio por ele.

Pobre crian�a.

Ol�, Jones!

Senhor.

J� acabaram na igreja?

Sim, senhor.

Tem uma teoria, n�o tem?

Eu conhe�o esse ar.

Talvez tenha meia ideia.

D�-me uma pista?

Farei melhor do que isso.

Vai ter com o George Bullard.

Assim que ele tiver o ADN

do corpo da Cathy Hewlett, pede-lhe que o compare

com todas as amostras que j� obtivemos, sim?

Porqu�?

E ent�o... mas s� ent�o...

podes espreitar o nome que aqui escrevi.

Tenta perceber como l� cheguei.

Mr. Barnaby.

Posso entrar?

Diga-me, doutor,

queria levar o frasco na manh� em que nos conhecemos?

N�o, eu ... N�o.

Mas pode dizer-me quem o agrediu na noite passada, n�o �?

N�o fa�o ideia de quem foi.

Eu acho que sim, Doutor.

Pode dizer-me quem o agrediu e quem � o assassino

porque s�o uma e a mesma pessoa.

Ora, ora, ora...

temos uma nova correspond�ncia.

E penso que concordar�

que � esta pessoa.

O teu chefe � esperto.

Foste � pol�cia...

usaste-me!

Tinha de tentar par�-los.

Acusando o meu pai de homic�dio?

Foste tu que disseste, n�o eu.

Mas n�o funcionou.

Pois n�o.

Sinto muito, Roland.

Foi um erro.

Tr�guas?

Ora a� est�.

V�, Aynscombe,

a coopera�o com a outra metade da ra�a humana,

� bem mais f�cil do que pensa.

Diz-me onde est� Mrs. Hastings, por favor?

Ela tinha um compromisso em Oxford.

A m�e e o Henry levaram-na � esta��o.

Mrs. Lorna Hastings,

prendo-a para interrogat�rio

por suspeita de homic�dio.

O qu�?

Isto � rid�culo!

Tudo bem, Peggy.

Adoro-vos aos dois.

Fa�a favor...

Pode dizer-me o nome do homem

nesta fotografia, por favor?

Ele chamava-se Jack Braintree.

E ele � o verdadeiro pai de Henry Marwood, n�o �?

Sim, �.

Mas a Peggy Aynscombe n�o vai casar

com o Henry Marwood, pois n�o?

� com o seu filho ileg�timo com este homem.

Eu ia casar naquele m�s.

O Jack era um conhecido da fam�lia Marwood,

um madeireiro da Birm�nia.

Ele chamou a aten��o da Mildred, eu sabia...

e uma noite, ele apanhou-me a mim.

Quando descobri que estava gr�vida,

o Jack j� tinha ido embora h� muito.

E um ano depois dos beb�s nasceram,

o Benjamin e o Henry,

houve um inc�ndio na mans�o Marwood

e ficou encuralada com os beb�s no quarto.

O seu marido morreu ao tentar chegar at� voc�s.

Ouvia o pequeno Henry aos gritos...

o fumo era t�o denso!

Pensei que se morresse a salv�-lo,

o Ben ficaria completamente s�.

Ent�o pegou no seu filho

e deixou o pequeno Henry para morrer.

Eu sabia o que seria do Ben e de mim

sem o Fred para nos sustentar.

E eu tinha raz�o,

mandaram-me embora semanas depois do inc�ndio.

Foi a m�e da Peggy

que me deu trabalho na quinta Aynscombe.

Mas as coisas n�o correram bem ao Henry Marwood, pois n�o?

Depois teve de v�-lo ser arrastado

pelas d�vidas que herdou.

Na altura j� n�o tinha como voltar atr�s.

Mas, ent�o, anos mais tarde, o conto de fadas acontece:

as duas pessoas de quem mais gosta no mundo

apaixonam-se e querem casar.

Mas n�o contara com o regresso

da Mildred Danvers, n�o foi?

N�o.

Ela percebeu quem era o pai do Henry assim que o viu

no funeral da Vivienne Marwood.

Por isso, nessa noite, ela pediu-lhe que fosse ter com ela ao quarto.

Eu j� sabia o que ela ia dizer.

Lamento mesmo muito, Lorna

mas cometeste um crime terr�vel.

Sinto-me obrigada a informar as pessoas

o mais depressa poss�vel.

Pedi � Mildred um copo de �gua,

e enquanto o foi buscar...

P�s o veneno no frasco.

S� que n�o sabia

que a Mildred guardara a foto dela com o Jack Braintree.

E que essa foto foi uma das coisas

que o Gant levou da Mildred Danvers,

e viu essa foto

quando foi � reitoria.

O Gant era inteligente

e sabia somar dois mais dois

e assim teria algo para refutar a sua chantagem.

Entenda isto como uma concilia��o m�tua, Anthony.

Talvez tenha outros recursos ao meu dispor.

Como por exemplo?

Como a pergunta sobre o que fazia

ontem � noite em Knox.

Ent�o pegou nas chaves do carro da Fiona Aynscombe,

levou a arma dela do jipe,

foi para a torre da igreja e aguardou...

at� eu disparar a pistola para terminar a corrida.

N�o foi dif�cil com toda a confus�o.

Achei que assim bastava.

Mas n�o contou com a assist�ncia do Dr. O'Dowd

com as amostras de ADN.

Mas que...

N�o!

N�o conseguiu matar o Dr. O'Dowd,

mas matou a Cathy Hewlett.

A Cathy mostrou-me a foto.

Soube ent�o que perdera o controlo.

Entre.

Ol�, Lorna,

como posso ajudar-te?

A Cathy Hewlett teve de desaparecer completamente

para ser uma suspeita cred�vel,

uma homicida cred�vel.

P�s o corpo dela na campa do Anthony,

e depois voltou a casa dela,

reuniu algumas de suas coisas

e deixou outras provas para me fazer crer que ela fugira.

Achou mesmo que ia escapar com tudo isso?

N�o h� como escapar, pois n�o, Mr. Barnaby?

Pelo menos agora acabou tudo.

Obrigada.

Quer v�-la?

Sim, por favor.

Barnaby.

Entregamos nas m�os misericordiosas do Pai,

a alma desta irm� que partiu,

Catherine Elizabeth Hewlett,

e entregamos o seu corpo ao solo,

a terra � terra,

as cinzas �s cinzas,

o p� ao p�,

na certeza e na esperan�a da vida eterna...

Amigos, estamos aqui reunidos

neste dia especial para celebrar o casamento

de Benjamin Thomas Hastings

e Margaret Gillian Aynscombe.

� a uni�o de duas pessoas no sagrado matrim�nio,

mas, num sentido mais lato,

� a uni�o de toda a nossa comunidade.

Meus caros, estamos aqui reunidos,

na presen�a de Deus e perante esta comunidade,

para unir no sagrado matrim�nio...

S�o horas de ir.

Obrigada.

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