All language subtitles for Extrano.Enemigo.S01E02.Students.720p.AMZN.WEB-DL.DDP5.1.H.264-NTb

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Original subtitles

Esta s�rie foi inspirada em acontecimentos reais.

Alguns personagens, nomes, empresas, incidentes,

lugares e acontecimentos

foram modificados para efeito dram�tico.

Qualquer semelhan�a de nomes, personagens ou hist�ria

de qualquer pessoa

� mera coincid�ncia e n�o foi intencional

de parte dos criadores.

Depressa.

Me d� isso.

Ainda n�o terminei.

Vamos! Vamos baixar o pesado!

Vamos.

Vamos. Pegue o resto do lixo, OK?

Vamos.

-Des�a este. -Cuidado.

-� pesado? -Sim.

Cuidado com o p�. � muito pesado.

Cuidado. � pesado.

Agora estamos vendo

at� sentindo esta imensa multid�o que comemora

com emo��o o anivers�rio,

o despertar, da Revolu��o Cubana.

Se eles iam a outro protesto,

n�o entendo para que votamos.

� normal o pessoal da Poli

protestar pelas pris�es.

E o Lalo queria ir com eles desde o in�cio.

Certamente levou todos para l�.

Mas a vota��o foi un�nime.

Votaram vir aqui para voc� parar de dar serm�o.

O que a tropa de choque

quer � que venha o pessoal da Poli

fazer arrua�a para sentarem

o pau em todos n�s.

Lembro que gra�as � sua universidade

estamos apoiando a Revolu��o Cubana.

Pois estes senhores, com suas ideias e armas,

conseguiram mudar as coisas.

Aprendemos algo com eles, n�o?

Vamos ao Z�calo! Vamos com a Poli!

-Vamos, est�o todos l�. -N�o, fiquem.

Vamos l�.

N�o, fiquem aqui. Me ou�am: fiquem.

Ao Z�calo! A�, sim, o governo nos ouvir�. Vamos!

-Ei! Alicia! -Vamos!

Alicia, espere!

Viva a Revolu��o Cubana.

-Alicia! -Viva o Fidel!

COM VOC�, FIDEL

Seguimos com as not�cias.

Uma multid�o de jovens que comemorava

a Revolu��o Cubana

se uniu aos protestos de alunos

da Escola Polit�cnica Nacional

pelas violentas pris�es da �ltima ter�a,

no Col�gio Isaac Ochoterena.

Quanta gente, n�o?

Cuidado.

Muitos rebeldes.

...o tr�fego usual

foi desviado para as ruas pr�ximas.

Prossiga com cuidado, querido ouvinte.

M�XICO O SANGUE DE NOSSOS IRM�OS

N�S COMBATER E GANHAR

ELOGIOS PARA O M�XICO

N�O MAIS AGRESS�O!

M�XICO 68 ANO DE REPRESS�O

UM ESTRANHO INIMIGO

Aten��o!

Tenham muito cuidado com as pedradas.

N�o quero ningu�m machucado.

Capit�o, s� os estudantes?

A ordem � prender todos os arruaceiros.

N�o importa se s�o estudantes ou partid�rios.

-Entendido? -Sim, capit�o!

Muito bem.

Vamos em frente! Mexam-se, mexam-se!

Mexam-se!

Mexam-se!

Puta que pariu!

Alici... Alicia!

Alicia!

-Beto! -Alicia!

Beto!

Beto!

Beto!

Filhos das putas!

Puta merda!

-Alicia! -To�o!

-To�o! -Espere!

Ele foi embora! Vamos agora! Vamos!

Vamos embora!

No ch�o!

No ch�o!

A tropa tenta conter a viol�ncia

gerada pelos manifestantes, que vandalizam lojas e apedrejam

cidad�os e membros das for�as de prote��o civil.

O centro da cidade ficou ca�tico

nas m�os destes arruaceiros delinquentes.

Al�?

Sim?

Sim, senhor, um momento.

� o Echeverr�a!

Tinha raz�o.

Ele mesmo ligou, n�o a secret�ria.

Boa noite, Sr. Secret�rio.

Sim. Em 15 minutos?

Quantas vezes disse serem arriscadas duas manifesta��es

ao mesmo tempo? Quantas, Alfonso?

Reconhe�o meu erro.

Seu erro trar� consequ�ncias.

E eu terei de assumi-las tamb�m.

-Comandante, obrigado por vir. -Senhor.

Senhores.

Algum problema, Sr. Governador?

Precisamos do apoio de todas as for�as de seguran�a,

veja como est� a situa��o.

Enquanto a Dire��o Nacional

de Seguran�a estiver ativa,

-conte com todo o meu apoio. -Muito obrigado.

-Entramos? -Ele os espera.

Obrigado.

Algu�m pode me dizer por que a tropa

de choque est� na rua de novo?

Virar� h�bito sa�rem a cada dois dias?

Sr. Presidente, a tropa est� resguardando...

Est� bem. Boa noite.

Parece que prenderam o Javier e o �scar.

Me d�, eu continuo.

O pai do Javier foi � delegacia com amigos.

N�o estavam l�.

E o Lalo?

N�o sei. Deixei recado na casa dele.

Precisamos pensar no que fazer.

Porra, Lalo, onde estava?

Que puta confus�o tudo isso.

-Puta confus�o! -Viu o Javier e o �scar?

N�o! Nem sei como escapei.

Mas prenderam muita gente.

-Deixa ver. -Estou bem. Olha para voc�.

-Te machucaram para valer. -N�o foi t�o feio.

E voc�? Tudo bem?

E voc�? Nem encostaram em voc�.

Sentou para dialogar com os imbecis?

Malditos.

Eles sabiam que uma manifesta��o incendiaria a outra.

A� teriam sua manchete:

"Estudantes arruaceiros." Que idiotas somos.

Dev�amos ter protestado junto com a Poli desde o in�cio.

Tem toda a raz�o.

Quantos mais formos,

mais organizados estivermos,

seremos mais fortes para foder estes canalhas.

Esperem. Se nos un�ssemos, seria para dialogar.

E ter um �nico discurso, uma voz mais forte.

N�o para acabarem com a gente.

Beto, n�o entende que o Chango n�o fala?

Ele te prende e te bate, n�o dialoga.

Acha mesmo que dialogar�

com "papai governo" e ele ouvir�?

Espera um pouco. O que n�o est� considerando

� que em meses temos a Olimp�ada.

E da�?

A imprensa estrangeira come�ou a chegar.

E ela o Chango n�o cala.

-N�o, a imprensa... -N�o, Lalo.

-E ent�o? -Devemos aproveitar

a Olimp�ada para nos ouvirem.

E se n�o ouvirem? O que fazemos?

Se n�o nos ouvirem, coquet�is Molotov, cara.

Logo Corona del Rosal ceder�.

Agora diz querer paz,

n�o a escalada disso,

mas com certeza a qualquer

momento vir� com m�o dura.

Pode ser.

Se fizer isso, ser� bem debaixo do pano.

Acha que ele se atrever�

a manchar a Cidade Ol�mpica do Presidente

dois meses antes do in�cio dos jogos?

N�o gosto nada disso.

Quando se viu toda esta gente na rua?

Estes partid�rios delinquentes por a�?

N�o poderemos control�-los.

Pelo contr�rio, Sr. Secret�rio.

Esta � a ideia.

A ira destes jovens pode ser manipulada.

Agora est�o desorganizados,

mas quando tiverem algo que os una,

estes manifestantes se sentir�o invenc�veis,

e � a� que nos ser�o �teis.

E quem os unir�?

O Reitor Barros Sierra.

N�s... precisamos ser flex�veis, Secret�rio.

Se Corona del Rosal decidir endurecer,

o senhor deve buscar a paz e a ordem.

Do caos cuido eu.

Quanto tempo ter�amos de fazer isso?

Quanto mais pr�ximas as Olimp�adas,

mais alerta estar� o Presidente.

E isso nos conv�m.

Confie em mim.

Chame Domingo Cer�n ao escrit�rio, por favor.

Sim.

Tem a mat�ria sobre o Reitor pronta?

Sim, mas combinamos de sair domingo, n�o?

N�o. � para amanh�.

Aqui, de p�gina inteira.

Me reserve espa�o aqui para os espancamentos.

Mas a mat�ria grande �

sobre o conflito dos estudantes?

E o Reitor Barros Sierra � a autoridade m�xima deles.

Vejamos se entendi.

Na primeira p�gina, a mat�ria sobre a situa��o,

e na p�gina central mais espa�o para o Reitor?

Exatamente.

Desculpe, mas...

Acha que vale mais a pena cobrir o Reitor

do que os estudantes?

O reitor � a voz da juventude.

� um homem querido, respeitado.

E esse senhor sabe algo de pol�tica.

N�o esque�a que quase ganhou a presid�ncia

do Dr. D�az Ordaz.

Ent�o lembremos os leitores disto.

Entendido, Comandante.

Domingo, qual � a obriga��o de um jornalista?

-Bem... -Gerar opini�o p�blica.

Certo?

-Claro. -�timo.

Pois v� em frente. V� gerar opini�o p�blica.

Pode deixar, Comandante.

COMBATE VIOLENTO ENTRE TROPA

DE CHOQUE E AGITADORES

JAVIER BARROS SIERRA REITOR DA UNAM E HOMEM �NTEGRO

Temos tr�s bombas na sua embaixada,

malditos capitalistas de merda.

Viva Stalin, cag�es!

Muito bem. Agora assustaremos aquela escola de riquinhos.

-Ligue l�. -Sim, senhor.

� da Escola Americana?

Temos tr�s bombas na sua escola.

V�o se foder, riquinhos de merda!

A embaixada, a Escola Americana

e a minha resid�ncia!

Tr�s amea�as de bomba num dia!

Todas falsas, Sr. Embaixador.

Veja, Sr. Presidente,

agora todos falam em mudan�as.

As minorias, os jovens.

Veja o que acontece na Fran�a.

Com De Gaulle.

N�s apoiamos a liberdade, a democracia, claro.

Acreditamos que os jovens

tenham o direito de se expressar.

Se o fizerem com ordem

e sem viol�ncia.

Mas o senhor tem 100,000 estudantes na UNAM.

Quantos deles s�o comunistas?

Ser�o pac�ficos?

Quantos eventos das Olimp�adas acontecem na universidade?

O que queremos � nos assegurar de que os jogos ocorram

sem problemas.

E o Presidente Johnson oferece ajuda.

Nossas tropas est�o preparadas para apoi�-lo.

Quando o senhor der a ordem.

-Se me permite, Sr. Presidente. -Diga.

O Estado Mexicano tem ferramentas suficientes

para salvaguardar a soberania nacional.

Sem precisar de ajuda externa.

Sr. Embaixador, quero entender:

o que o angustia s�o os estudantes?

Porque j� os controlamos antes sem problemas.

O senhor pode ficar tranquilo.

Muito bem, Sr. Presidente.

-Obrigado. Boa tarde. -Senhor.

Sabe como nos encontrar.

Que atitude inaceit�vel destes senhores.

Espere um pouco, Luis. Por que me falaram da UNAM?

Esta manh� v�rias faculdades entraram em greve, senhor.

Desculpe, mas n�o h� informa��o

oficial sobre greves, senhor.

Oficialmente, realmente n�o. Mas,

no transcorrer do dia se pronunciar�o.

Me surpreende que n�o saiba, Governador.

E � o Embaixador dos EUA,

n�o o governo,

que vem nos dar a not�cia?

Por favor, senhores.

Todos sabemos como opera a CIA.

Conv�m a eles ficarmos tensos.

Por isso lhes pe�o muita cautela

com informa��es recebidas deles.

Temos mesmo 100,000 estudantes na UNAM?

Sim, temos. No m�nimo 100,000.

Uniremos escolas, faculdades,

col�gios vocacionais e de ensino m�dio.

Juntaremos os professores e a reitoria.

� hora de nos unirmos sob uma mesma voz, companheiros.

Precisamos mostrar que n�o toleraremos mais abusos

ou pris�es por parte do governo.

-Todos em greve! -Sim!

Todos em greve!

N�o toleraremos este sistema

autorit�rio e repressor.

Os estudantes e a juventude do pa�s querem ser livres

para pensar,

falar e, sobretudo, para exigir

n�o apenas dos governantes,

mas de toda a sociedade: basta de paternalismo.

-Basta de paternalismo! -Basta, companheiro!

O que foi?

� hora de integrar o discurso...

Nada. S� n�o quero que fuja ao controle.

Fala do Antonio?

Falo dele e de todos.

Beto, veja.

Todos buscamos a mesma coisa.

E ficar� tudo bem.

...nos ouvir�o e conseguiremos o que queremos...

Beto.

...se nos unirmos, companheiros. Todos em greve!

Sim!

Todos em greve, companheiros!

J� passaram 50 minutos, Sr. Presidente.

-Fa�a-o entrar. -Sim, senhor.

Obrigado, Rosita.

-Sr. Presidente. -Obrigado por vir.

Estive justamente pensando na melhor maneira de falarmos.

A situa��o entre estudantes

e governo � preocupante.

� desfavor�vel para todos.

N�o h� nenhuma situa��o, Javier.

H� um grupo de agitadores

buscando prejudicar o pa�s.

Vim, pois creio que buscar o di�logo � fundamental

para n�o escalar as coisas desnecessariamente.

A escalada vem deles.

Viu o jornal?

Claramente sua postura lhes interessa.

At� te deram uma p�gina e meia.

Sr. Presidente,

pe�o que deixe nossas diferen�as de lado

e busquemos solu��es.

Ent�o concorda que precisa controlar seus estudantes?

Eles n�o s�o meus.

� gente que estuda na universidade que dirijo...

Esta gente tem v�nculos com organiza��es comunistas.

E j� toleramos bastante deles.

Desculpe, mas n�o � quest�o de toler�-los.

� quest�o de entend�-los.

Eles s� querem dialogar cara a cara.

Dialogar sobre o qu�?

Sobre o pa�s, sobre liberdade.

Sobre o que for, Sr. Presidente.

Querem sentir que t�m um governo

que os escuta.

O governo sempre escutou seu povo, Javier.

Mas que n�o pensem

que os escutamos porque exigem!

Est� em suas m�os celebrar ou n�o...

Olimp�adas

sem incidentes.

Converse com eles. Fa�a isso parar.

N�o quero mais nenhum �nibus queimado.

N�o quero mais uma loja vandalizada nesta cidade,

ou aplicaremos a lei como j� fizemos antes.

Por�m...

Se vierem em paz,

me comprometo a buscar uma aproxima��o

tamb�m pac�fica

por parte do governo.

De acordo, Sr. Presidente.

Boa tarde.

Como?

F�cil assim? Paramos a greve e pronto?

� preciso dialogar antes de parar as atividades.

Parece concordar com os m�todos do governo, Sr. Reitor.

H� estudantes presos e que apanharam.

Sim, por isso insisto no di�logo.

O governo ouvir� voc�s, meninos.

Quando nos ouviram, porra?

A greve � justamente por isso.

Se cedermos, estaremos

nos enfraquecendo, Sr. Reitor.

Concordo, mas h� outras vias.

E precisam esgot�-las antes da greve.

-Que vias? -Quais?

Que vias?

-Esperem. -Se o governo n�o ouve...

Aonde querem chegar, ent�o?

Que libertem os estudantes, senhor.

Que prestem contas, que se responsabilizem.

Compartilho das preocupa��es. Por isso os convoquei.

Feito um pol�tico.

Para decidir juntos, com a cabe�a fria.

Para que nenhum de voc�s apanhe mais ou v� preso.

E quem mais estava l�?

Todos concordaram?

Ningu�m questionou o Reitor?

Cancelaram a greve?

Em todas as faculdades?

Nada. N�o, nada. N�o fa�a nada at� eu te ligar.

A greve acabou?

O Reitor est� muito seguro.

Precisamos dar um susto nele.

Para ele ver que seus estudantes correm perigo.

� que... � que n�o entendo.

Tanto esfor�o. Para qu�?

Quer dizer, n�o conseguimos nada,

e j� cedemos?

Me d� um cigarro.

-Me empresta. -Maldito Reitor vendido.

Sabe o que ser� bem legal?

A vila ol�mpica, cara.

Cheia de estrangeiras.

Vai curtir com umas gatinhas suecas.

Ainda n�o viu nada.

�, vou dar medalhas para cada uma...

-Qual �, cara? O que � isso? -Pol�cia!

-Espera a�! -Quieto, imbecil!

Chega. Chega!

Ir� para a procuradoria!

-Por qu�? -Maldito agitador!

-Deixe-o! -V� se foder!

E voc�, calado, seu maldito!

-Cale a boca! -Espere! O que � isso?

Aonde me levar�, cara?

Comandante.

Antonio.

Desculpe.

Desculpe traz�-lo assim,

mas n�o queremos que suspeitem.

Quer �gua ou algo?

Eu queria... te fazer algumas perguntas.

Pessoalmente.

Sim, Comandante.

Voc�...

Est� bem infiltrado, certo?

Ningu�m suspeita de voc�?

N�o.

Alunos, professores? Ningu�m?

Ningu�m.

Viu algum outro agente trabalhando l�?

Outro infiltrado? N�o.

E...

Na reuni�o com o Reitor...

Ele falou do Presidente?

Mencionou algo sobre ele?

N�o. Disse que tinha um acordo com o governo

de seguir com negocia��es e parar com as pris�es.

Foi s� isso.

Muito bom. Antonio, muito bom.

O pa�s deve muito a voc�.

Est�o bem revoltados, Comandante.

E posso continuar incitando-os.

Eu sei.

Eu sei, mas agora eu...

quero agradecer voc�.

Voc� � um dos meus.

E sei como � dif�cil estar l� fora.

Voc� sente que...

ningu�m te aprecia.

N�o �?

N�o �?

N�o se preocupe.

A sua fam�lia ficar� bem.

O que foi, pai?

Oi, filho.

Acho que a Rosal�a se enganou e guardou minha raquete aqui.

N�o viu?

Talvez l� embaixo.

N�o quer ir jogar?

Seria bom suar um pouco.

N�o d�, pai. Preciso revisar uns contratos.

J� jantou?

Sim, j�.

Vou come�ar, preciso entregar de manh� cedo.

Como deseja que nada lhe aconte�a.

Que nada o fa�a sofrer.

Por isso fazemos o que fazemos.

Para proteg�-lo.

Para que nada lhe falte.

Para ele ser melhor do que n�s.

Era da procuradoria.

N�o entendo por que vamos � pol�cia.

O que sugere? Como o achamos?

-N�o sei. -Viu, Beto?

Deixou seu carro aberto?

N�o.

-N�o! Por favor, n�o! -Vamos!

-Por favor, ele n�o, Beto! -Vamos!

-Por aqui! -N�o!

-Vem, agora! -N�o, por favor!

Vem c�. Vem c�, caralho!

Quando cheguei perto, vi a janela aberta.

Ent�o, algo me pareceu estranho.

E eu... cheguei perto.

Foi a� que vi o...

o corpo. O corpo do Antonio.

N�o fiz nada.

Abri um pouco

a porta para confirmar se era...

Se era ele e...

N�o.

Minha querida.

Eu sei.

N�o!

Assim que tiver o relat�rio, me mande.

Isso mesmo.

Com o relat�rio de bal�stica,

a situa��o ficar� mais clara.

Sr. Reitor, no momento pe�o um pouco de calma.

Pede calma quando aparece

um l�der estudantil assassinado

horas ap�s o Presidente se comprometer a dialogar?

O mo�o tinha antecedentes criminais.

N�o se sabe em que se meteu.

Temos de...

Assim querem convencer os estudantes

de que o governo se disp�e a uma aproxima��o?

Um l�der estudantil assassinado

� a desculpa perfeita para isso estourar.

Sr. Reitor,

lhe asseguro que descobriremos quem fez isso.

Perd�o, Sr. Secret�rio.

Mas o respons�vel est� diante do senhor.

Pe�o que avisem quando tiverem informa��es confi�veis.

O que est� insinuando, General?

A v�tima foi torturada. E executada com um tiro.

Foi a DNS.

Se me permite, Sr. Secret�rio,

a� est� o relat�rio da aut�psia.

O rapaz n�o tinha nenhum sinal de tortura.

As unhas estavam intactas.

N�o sofreu golpes, n�o tinha fraturas.

Inclusive a testemunha apontou

para a procuradoria da cidade.

A morte � responsabilidade sua.

Desculpe, mas sua informa��o...

Comandante, General.

Logo os estudantes reagir�o

e devemos estar alinhados.

Com licen�a, senhores.

Bem...

Veremos se o Reitor tem raz�o

e a situa��o explode, certo?

Infelizmente,

pela natureza do trabalho do seu filho conosco,

n�o podemos dar a ele o vel�rio que mereceria.

Um mo�o de 20 anos n�o...

merece um vel�rio.

O senhor n�o acha,

Dr. Ram�rez?

O senhor tem toda raz�o.

Mas quis vir aqui pessoalmente

para oferecer minhas sinceras condol�ncias.

E mostrar-lhes o devido respeito

em nome de nossa institui��o.

Disseram que foram policiais.

Que ele foi morto por policiais.

E o senhor � um policial.

Senhora.

N�o tenha d�vida de que investigaremos a fundo.

E tamb�m gostar�amos de ajudar...

com os gastos que esta trag�dia gera.

Por favor.

Fora da minha casa, seu filho da puta!

Fora da minha casa, seu filho da puta!

-Assassino de crian�as! -Sinto muito.

Eu sinto muito.

Ent�o agora ser estudante

� ser criminoso.

Em quantos mais bater� esta pol�cia repressora?

Administrada por este governo corrupto?

Quantos mais assassinar�o

como nosso companheiro Antonio?

LIBERDADE AOS PRESOS POL�TICOS AUTONOMIA �S UNIVERSIDADES

Precisamos lutar por nossos direitos

como estudantes e como cidad�os.

Porque todos n�s nascemos livres e com as mesmas garantias!

Precisamos de uni�o

com nossos colegas de classe, com professores.

Junte-se ao movimento.

-Junte-se. -Obrigado, n�o concordo.

Companheiro.

Voc� tamb�m � povo.

O col�gio n�mero tr�s, Justo Sierra, adere ao movimento.

E a luta continua pelos companheiros presos

e assassinados.

Companheiros, nada de viol�ncia.

-Nada de viol�ncia! -Nada de viol�ncia!

Nada de viol�ncia, companheiros!

-Usaremos a raz�o! -Sim!

Col�gio n�mero cinco, col�gio n�mero tr�s, San Ildefonso.

Cidade Universit�ria,

Faculdade de Economia, de Ci�ncias Pol�ticas,

Faculdade de Filosofia e Letras,

Polit�cnica Nacional, as escolas vocacionais.

Quantos est�o em greve?

Cerca de 250,000 estudantes, mais os que aderirem.

Querem me deixar sem sa�da, Emilio.

Sempre existe sa�da.

N�o podemos nos arriscar a ter viol�ncia

com atletas e jornalistas de 100 pa�ses aqui.

Nunca pedi estas Olimp�adas, Emilio.

Herdei do ex-presidente L�pez Mateos.

Sempre aceitei a responsabilidade com convic��o,

pois entendo o real significado deste evento.

As Olimp�adas representam o triunfo

de nosso projeto, de nosso partido.

Representam 40 anos para construir um pa�s s�lido.

Um pa�s que agora pode receber o mundo inteiro

em um evento como jamais se viu.

Estas Olimp�adas

s�o o resultado de tudo que conquistamos como na��o.

No momento dever�amos estar nos preparando

para celebrar em paz.

N�o com milhares de pessoas tomando nossas ruas.

Entendi bem.

Por isso quero ajud�-lo a resolver isto.

Eu poderia me aproximar dos estudantes,

sem que pare�a ceder

�s imposi��es deles.

Ser� visto mais como um gesto de abertura

de parte do Presidente.

Estamos pedindo que abandonem o edif�cio pacificamente.

V� se foder, policial maldito!

Pedimos que, pacificamente,

-saiam do pr�dio! -Calados, filhos das putas!

Livros sim! Pol�cia n�o!

-Saiam da nossa escola! -Vamos evitar viol�ncia.

Saiam do pr�dio imediatamente!

Saiam da nossa escola!

Vamos evitar viol�ncia.

Acredito que devamos esgotar todas as nossas op��es

antes de pensar em ocupa��o militar em San Ildefonso.

Se abrirmos algumas ruas interditadas, Sr. Presidente,

e liberarmos o fluxo,

talvez se dispersem sozinhos em algumas horas.

Estes estudantes roubaram

e est�o incendiando 200 �nibus.

Tomaram v�rias quadras

do centro da capital do pa�s.

Me desculpe, mas...

realmente acha que se acalmar�o sozinhos?

P�r tropas em San Ildefonso

� violentar a autonomia da UNAM.

Se lhes dermos a chance...

General.

Em quanto tempo o ex�rcito consegue liberar a �rea?

Em umas oito horas, Sr. Presidente.

Siga em frente, General.

Tirem a tropa de choque e que venha o ex�rcito.

-Com licen�a, senhor. -Pois n�o.

-Com licen�a, senhor. -Sim.

-Vamos, por favor. -Vamos...

Precisamos de coisas mais pesadas!

-Vamos! -Lalo!

-No departamento de ci�ncias! -Depressa!

-As mesas! -A outra porta, Lalo!

Coloquem aqui agora! Depressa!

Deixe isso!

Deixe isso a�.

As coisas do laborat�rio l�! L�!

-As escadas. -Vamos para l�! N�o parem!

-N�o parem! -O que � isso?

-Parece uma bazuca. -Alicia!

Alicia!

As janelas l� de cima!

Vamos!

No ch�o! No ch�o!

Alicia!

Onde v�o?

EX�RCITO TOMA CENTRO DA CIDADE

ATENTADO CONTRA AS OLIMP�ADAS

TUMULTO NA CIDADE DO M�XICO

Sr. President?

Parece que o �nico que querem � guerra.

� hora de ir, Sr. Presidente.

� muito importante conter...

...a informa��o.

Que n�o saia de l�.

Fernando. Fernando.

-Fernando, irei com voc�. -General.

Fernando. A situa��o saiu do controle.

J� falei com o Presidente.

J� parei todos na C�mara.

A DNS fica mantida.

Nem voc� nem sua diretoria correm risco.

Eu agrade�o.

Mas o senhor n�o parou nada.

N�o disse uma palavra quando o Secret�rio Echeverr�a

tentou defender a DNS perante o Presidente.

O que estou dizendo, Fernando,

� que quero que trabalhemos juntos

para resolver esta situa��o, pelo bem do pa�s.

N�o deixei de trabalhar

um dia sequer pelo pa�s.

Inclusive sob as condi��es em que opero.

Quero agradecer

a todos voc�s,

a todo o povo de Jalisco,

pela honra de me receber

nesta terra bela.

Companheiros,

hoje � dia de luto para a universidade.

Nossa autonomia est� seriamente amea�ada.

Com o sangue de nossos her�is

constru�mos esta p�tria,

que tem muitos problemas dilacerantes.

Mas � nossa p�tria.

Precisamos mostrar ao povo do M�xico

que somos uma comunidade respeit�vel.

Que merecemos e defenderemos nossa autonomia.

Que exigiremos a liberta��o de nossos companheiros presos.

E o fim da repress�o.

Conclamo todos os mexicanos

a esquecer o amor pr�prio, a diminuir as diferen�as,

a nos aproximarmos por todas

as coisas que nos unem,

e a voltar � tranquilidade t�o necess�ria.

N�o vamos ceder �s provoca��es,

sejam de dentro ou de fora de nossa institui��o de ensino.

Uma m�o foi estendida.

� a m�o de um homem que demonstrou saber ser leal.

Precisamos nos manter unidos

para defender a liberdade de pensamento,

o direito de reuni�o,

a livre express�o,

e o mais importante de tudo:

nossa autonomia.

-Viva a UNAM! -Viva a UNAM!

Os mexicanos dir�o

se esta m�o permanece estendida,

ou se esta m�o acompanhar� as milh�es de m�os

que desejam restabelecer a paz.

Comandante.

Beto.

Vamos bem.

Sim, Comandante.

O que houve com o Antonio foi necess�rio. Entendes?

Eu sei.

Vamos em frente.

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