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Original subtitles

NOVA YORK TEM UMA POPULA��O

DE 7.434.346 HABITANTES.

ENTRE OS MENOS IMPORTANTES, ENCONTRA-SE...

Perd�o.

- Bom dia, Sr.Mason. - Bom dia.

- Ol�, Johnny. - Bom dia.

- Ol�, Johnny. - Bela manh�.

Bom dia, Sr. Mason.

Harry, � uma manh� maravilhosa.

- Fez boa viagem? - Sensacional.

- Boston � uma grande cidade. - Fabulosa.

Felicidades ao noivo.

Felicidades ao noivo.

Felicidades ao noivo.

Felicidades sem fim.

Vamos, n�o fique a� parado. Venha, entre.

- Um momento, um momento. - Como ela �?

N�o consigo descrever. Ningu�m poderia.

Mas tenho uma foto dela aqui.

- D� aqui. - Eu quero ver primeiro.

- Ora, ora, ora. - Ol�, Carter.

Ent�o misturou prazer com neg�cios?

Espere at� o juiz Doolittle saber disto.

Saber de qu�?

De que de que se casou no hor�rio do expediente

e sem seu consentimento ou o de sua filha.

E o que ela tem a ver com isso?

O tema principal de das conversas por aqui

� que voc� e a Srta.Doolittle...

Bobagens, fofocas de escrit�rio, Carter.

N�o h� uma palavra de verdade nisso.

O juiz Doolittle pode n�o pensar assim.

Sim? Pois se n�o gosta, sinto muito por ele.

- � muito elegante. - Como voc�, hein?

- Encantadora. - Vamos.

Mason.

Bom dia, juiz Doolittle.

O que significa isso?

� que descobriram

que enquanto eu estava, enquanto eu estava em Boston...

- Que estava fazendo em Boston? - O senhor me mandou.

N�o lembra que me mandou l� para conseguir

uma declara��o no caso Higgins contra Higgins?

- Conseguiu? - Sim, senhor.

E o que tem a ver tudo isso?

Enquanto estava em Boston...

depois de conseguir a declara��o

eu tinha umas horas livres, ent�o...

S� umas horas livres e ent�o...

Bem, siga, siga.

Ent�o eu me casei.

- Qu�? - Eu me casei.

- Se casou? - Sim, senhor, eu me casei.

- Venha ao meu escrit�rio. - Sim, senhor.

Onde est� a declara��o?

Aqui est�, senhor.

O que � isto?

"Da parte para a primeira parte, te amo.

Da parte para a segunda parte".

� uma esp�cie de carta.

- Ent�o se casou? - Sim, senhor.

Suponho que ser� uma surpresa para algumas pessoas.

Sim, senhor.

N�o, senhor, digo...

bom, eu n�o sei. Foi tudo t�o de repente.

Veja, nos conhecemos no parque de Boston.

Eu tinha ido comer no Balne�rio Thompson...

e depois fui dar um passeio no parque...

e l�, eu a vi.

Estava l� e tinha um cisco no olho.

- Onde? - No olho.

- De quem? - De Jane.

Da Sra. Mason, minha esposa.

Claro que ent�o n�o era minha esposa,

mas agora �.

Eu tirei o cisco de seu olho e...

- E se casou com ela. - Sim, senhor.

- Neg�cio r�pido. - Sim, senhor.

Bem, juiz...

N�s soubemos no momento em que nos vimos.

Soubemos no momento em que nos vimos.

- Ah, sim? - Sim, senhor.

No ano passado,

houve cerca de meio milh�o de div�rcios neste pa�s.

Parab�ns, Mason.

Muito obrigado, senhor.

O Sr. Hutch quer sua opini�o sobre isto, senhor.

Para o senhor, Sr. Mason.

Entrega especial.

Marcado como urgente, importante.

Urgente, importante? O que �?

- N�o � nada. - O que �?

Bom, � uma carta da minha esposa.

Sua esposa? Voc� a deixou em Boston?

N�o, ela est� aqui, senhor.

- Aqui, na cidade? - Sim, senhor.

Se est� aqui, por que lhe mandou uma carta?

Ela gosta de escrever cartas, juiz.

� uma esp�cie de costume que temos.

Escreveu-me uma carta no mesmo dia em que me conheceu.

Quando chegou em casa.

Tem me escrevido todos os dias desde ent�o.

Inclusive me escreveu quando vinhamos no trem.

Quando recebo uma carta dela,

� como uma esp�cie de visita, entende?

Juiz, quando duas pessoas se casam,

normalmente v�o para uma lua-de-mel.

Eu, n�o. N�o aprovo. � perda de tempo.

Bom, sabe como s�o as mulheres.

E a Sra. Mason e eu...

E o caso Higgins contra Higgins?

Voc� � o �nico que conhece o caso

e est� previsto para a semana que vem.

Se pudesse conseguir um adiamento...

O advogado oponente n�o consentir�.

Esta manh� falei com o Sr. Homeblue

e ele est� de acordo com o adiamento.

Est� bem, de acordo. Uma semana.

Uma semana?

Veja bem, juiz, acho que n�o poderia ser apenas uma semana.

Qu�?

Que n�o poderia ser uma semana.

Ser o qu�?

Minha esposa e eu t�nhamos planejado uma viagem � Europa.

� Normandia.

Bem. Pegue duas semanas.

"Ol�, mam�e.

Tive de ir do trem direto para o escrit�rio.

Irei para casa esta tarde, na hora do ch�.

Com amor, Johnny.

PS: me acompanhar� uma garota encantadora

que conheci em Boston".

E depois de tirar o cisco do olho de Jane...

falamos um pouco e depois...

demos um passeio pelo parque e...

Sim?

E passeamos um pouco...

e fomos comer algo no Balne�rio de Thompson.

Sim?

E comemos algo.

Bem, foi um encontro muito pouco convencional, n�o �?

Estes biscoitos s�o deliciosos.

S�o feitos com creme de leite.

- Sou louca por creme de leite. - Eu sou louco pela Jane.

John � t�o jovem e impulsivo.

N�o, m�e, espere um momento. Isso � diferente.

Veio visitar algum parente aqui em Nova York?

Bom, sim e n�o.

- N�o exatamente. - Eu vim com John.

De Boston, juntos e � noite?

Sim, m�e. Pensamos...

que j� que est�vamos comprometidos...

Comprometidos?

Sei como deve se sentir, j� que n�o sabe nada de mim.

E tudo foi t�o de repente.

Bom, certamente foi repentino.

E o que diz sua fam�lia sobre tudo isto?

N�o tenho fam�lia.

John n�o disse algo sobre...

que voc� estava fazendo o curso de jornalismo?

Sim, mas o abandonei quando conheci o Johnny.

Sim, eu sou uma esp�cie de curso superior.

Querida, se tem talento para escrever, siga meu conselho

e forme-se enquanto ainda � jovem.

Uma mulher precisa de todo seu tempo e energia para construir uma carreira.

N�o acha que o casamento em si � uma carreira?

Certamente. Precisamente por isso

n�o se deve casar sem estar preparado.

O casamento � um neg�cio, um neg�cio muito s�rio.

Uma sociedade, no sentido estrito da palavra.

Deve-se estar preparado.

H� tanto o que aprender.

Bom, Jane aprender� todo isso quando estivermos casados.

Espero que esse dia demore muitos anos para chegar.

M�e, o que quer dizer? Que n�s n�o dever�amos?

Claro que n�o. N�o h� raz�o

para que Jane se converta numa escrava do lar.

Espero que compreenda que n�o tenho nada contra Jane.

Na realidade, gosto dela, de verdade.

Bom, me alegro que seja assim, m�e.

Lembra quando perguntou

se Jane veio a Nova York

visitar algum parente? Pois, na verdade, veio.

Ela veio visitar um parente.

E est� visitando neste momento...

Estamos casados.

M�e, todo mundo se casa cedo ou tarde.

- Johnny, traga os sais. - Como s�o?

M�e, onde est�o os sais?

O que est� feito, est� feito.

Ter�o filhos, eu suponho.

E os amar�o e a eles dedicar�o suas vidas...

e logo crescer�o e os deixar�o e voc�s v�o dizer:

"Tudo bem. � assim que �".

Voc� cumpriu seu objetivo.

M�e, procure se acalmar.

J� estou bem.

E os desejo toda a felicidade e alegria poss�veis.

Creio que ser� melhor que v� para cama.

Eu estou bem.

Eu encontrarei um lugar para morar, claro.

Um lugar para morar?

Claro que voc� ficar� conosco, m�e.

N�o.

Vamos procurar um apartamento novo.

J� falamos sobre isto e Jane insiste, n�o �, querida?

- N�o nos ocorreu outra coisa. - Bom...

Veremos.

Bem...

Eu disse que tudo sairia bem.

Johnny, talvez n�o dever�amos ter-nos casado.

Talvez n�o dever�amos ter feito isso.

Visitantes ao cais, por favor.

Visitantes ao cais, por favor.

N�o o deixe comer muitos morangos.

- Est� bem. - D�o-lhe erup��es.

E fa�a-o colocar a capa-de-chuva em Londres.

- Eu farei. - Uma vez teve pneumonia.

M�e, isso foi a doze anos. Agora j� estou bem.

- E voc�, cuide-se tamb�m. - Adeus, Sra. Mason.

Cuide muito bem dele, por favor.

Adeus, m�e.

M�e, s� ficarei fora duas semanas.

- Eu sei. Adeus. - Adeus.

O que � isso?

A manta el�trica. Voc�s esqueceram.

� aqui.

- O que acha? - � aconchegante.

� o �nico que restava.

Encontraremos algo melhor...

Para qu�? Eu adorei. � t�o �ntimo.

- O que � isso? - Nada.

- � algo que algu�m te deu? - N�o, n�o, n�o.

Ent�o � para mim? Deixe ver.

� algo que esqueci de colocar na mala.

E por que tanto mist�rio?

- N�o � nada. S�rio. - D�-me.

Aposto que � um presente de viagem.

Johnny, n�o precisava fazer isso.

Johnny, seu bobo.

Que diabo, n�o podia deix�-lo no escrit�rio.

- Jane. - O qu�?

Quando ia para a escola, me ensinaram que dois corpos

n�o podem ocupar o mesmo espa�o ao mesmo tempo.

O qu�?

Bom, faremos o camareiro trazer uma cama maior.

Mas aqui n�o cabe uma cama maior.

Eu acho que � bastante grande.

Espere at� tentar se virar. Tudo bem?

- Claro que sim. - Vamos ver.

N�o est� t�o mal.

At� que h� muito espa�o.

Johnny, esta � a primeira vez na vida...

- que eu saio da Am�rica. - Eu tamb�m.

N�o � maravilhoso?

Sim, � sim.

- Jane. - O qu�, Johnny?

Lembra do cisco que tirei do seu olho em Boston?

- Nunca vou esquecer. - Sabe que joguei fora?

N�o devia ter feito isso.

Devia t�-lo guardado em uma caixa.

Se n�o fosse por aquele cisco...

talvez nunca tiv�ssemos nos conhecido.

N�o diga isso. T�nhamos de nos encontrar.

Sim, acho que tem raz�o.

Mas ainda assim, sen�o fosse por aquele cisco...

Johnny, n�o acha maravilhoso?

- "Bon voyage", meu amor. - "Bon voyage".

Onde fica o camarote 505?

O primeiro � esquerda, senhor.

Entre.

Ol�, Carter. Muito am�vel por vir.

- O juiz Doolittle me mandou. - Sim?

Carter, esta � a senhorita...

A senhora... Esta � minha esposa.

Este � o Sr.Carter, do escrit�rio.

- Como vai? - Encantado.

Ainda bem que cheguei a tempo.

Voc� s� tem dez minutos.

- Dez minutos para qu�? - Para sair do navio.

Para sair do...? Do que est� falando?

Higgins contra Higgins.

O que tem Higgins contra Higgins?

O caso est� previsto para a semana que vem.

N�o, n�o. Est� confundindo.

Consegui um adiamento de um m�s.

- Acredita que conseguiu. - Eu consegui.

Por que n�o pergunta a Homeblue?

- Deu-me sua palavra de honra. - Bom, voc� conhece o Homeblue.

Johnny, n�o podem fazer isto.

N�o, n�o podem fazer isto comigo.

O que o juiz Doolittle pensa que voc� �? Um brinquedo?

Ele acha que eu sou um brinquedo?

Um pe�o que pode mover sempre que quiser?

Mover-me de uma lado para outro?

� isso que quer que eu diga ao Doolittle?

Sim.

Carter, espere um momento.

Tem certeza que o caso Higgins sai na pr�xima semana?

Na segunda-feira �s nove da manh�.

Segunda-feira. Quer nos dar licen�a um instante?

Jane.

Fico feliz que tenha dito isso.

Sim, claro. Jane...

Este caso � muito importante.

N�o me importa que seja o caso mais importante do mundo.

N�o � mais do que nossa lua-de-mel.

Claro que n�o, querida O que h� comigo?

Est� sujo de batom.

Um advogado � como um m�dico ou um soldado.

Tem de esquecer suas pr�prias conveni�ncias.

Conveni�ncia? N�o pode chamar isto de conveni�ncia.

N�o, querida. Claro que n�o.

Acredite. Eu diria Doolittle para se jogar num rio...

mesmo arriscando perder o emprego.

Mas se eu ganho este caso, posso entrar para firma.

E uma...

E uma firma como esta...

Mas � minha lua-de-mel.

E Doolittle sabe que � minha lua-de-mel.

H� certas coisas que n�o se pode fazer.

H� coisas que um homem n�o pode fazer.

Esse Carter est� zombando de n�s.

Ele zomba de n�s, como eu odeio estes bajuladores.

Se voltarem a fazer isto comigo...

Eu odeio este juiz Doolittle.

Tomara que algu�m pise no aparelho dele.

Bom, ainda temos as passagens.

E espero que Higgins ganhe de Higgins.

Oh, Johnny!

SENHOR E SENHORA MASON SENHORA HARRIET MASON

As p�ras maced�nias, Annie.

- Johnny. - � sua sogra.

Ol�, querida. Poderia colocar os cart�es para mim?

Estou muito atrasada Est�o em cima da mesa.

Certamente, querida.

A gorota demorou tanto para fazer meu cabelo...

que s� sa� do sal�o �s seis e meia...

e ainda estou com o cabelo molhado.

Devia ter marcado hora.

Sim, eu devia.

Pensava em colocar o juiz Doolittle � minha direita.

Naturalmente.

O Sr. Carter suponho que ter� de ficar � minha esquerda.

Parce achar que eu nunca fiz isto.

N�o. Eu � que nunca fiz.

Colocou errado os copos de vinho, Annie.

Eu os colocava � direita onde eu trabalhava antes.

� direita s�o os copos de �gua.

Como est� a mesa?

N�o est� um pouco cheia?

Esta mulher vai me enlouquecer.

Na �ltima hora, sempre falta algo.

Eu tive de pedir consum�s

� vizinha de abaixo porque s� t�nhamos quatro.

Voc� se sentar� � direita de Johnny?

Sempre fiz assim.

Pensava que deveria ser a Srta.Doolittle.

Bom, se voc� acha que n�o � certo, querida.

S� desta vez, se importa?

N�o, claro que n�o.

Sempre achei que Johnny e Eunice Doolittle...

- Sim? - N�o, n�o havia nada.

� uma garota encantadora.

Quer ver se Annie j� preparou o aperitivo?

Claro, querida.

Acho que encheu demais, Annie.

E n�o devia levar guardanapos?

Aonde est� a bandeja de prata que dei de presente?

N�o sei quantas m�os esperam que eu tenha.

Isto � mais do que uma pessoa pode fazer.

Sou apenas humana.

Eu farei os canap�s

j� que voc� tem tanta coisa para fazer.

Acho que voc� p�s muito vinagre nesta salada, Annie.

Eu sou apenas humana.

N�o queimaram estas batatas, n�o �?

Acho que j� est�o prontas h� muito tempo.

Estou indo embora.

- O qu�? - Agora mesmo.

J� n�o aguento mais. Eu sou apenas humana.

N�o pode fazer isto. O que � que h�?

N�o posso agradar todo mundo.

Mas os convidados chegar�o a qualquer momento.

Bom, eu servirei o jantar.

Mas vou embora �s nove em ponto

para pegar a barca das nove e meia.

E ningu�m vai me deter. Eu sou apenas humana.

Vigie as batatas, Annie.

Annie est� muito ocupada com tantos convidados.

N�o acha que dev�amos desculp�-la e deix�-la em paz?

Eu j� disse que faria os canap�s.

Eu sei, mas � muita coisa para uma pessoa s�

e se todos dissermos o que deve fazer, ela vai se chatear.

Eu s� estava tentando ajudar.

A� est� Johnny.

Ol�.

Aposto que esqueceu o vinho.

O favorito do velho cara de pedra.

O clube que o Doolittle frequenta me disse.

- Muito bom, h�? - Sim.

Borgonha espumoso. Pe�a a Annie para bot�-lo para gelar.

Chegar�o a qualquer momento. Temos de nos vestir.

Como est� tudo?

Perfeito, mas o ultimato da Annie � definitivo.

- Vai embora esta noite. - Esta noite?

Mas n�o se preocupe. Ela vai servir o jantar.

Como pode ter tantos problemas com o servi�o de casa?

No escrit�rio, temos toda a ajuda que precisamos.

Queria trocar de trabalho com voc� por um dia.

Jane, por favor...

o que fez com meu creme de barbear?

N�o toquei nele. Veja no espelho, atr�s do col�rio.

Sempre colocando as coisas atr�s de outras coisas.

Teve uma brilhante ideia em convidar Eunice Doolittle

no �ltimo instante.

Ela e o juiz s�o unha e carne. Est�o sempre juntos.

E esse cara insuport�vel, Carter...

tinha de convid�-lo?

Eunice tinha um encontro com ele. Que podia fazer?

N�o s� fa�o todo o trabalho para ele

como tamb�m tenho de aliment�-lo.

Bom, tudo ser� diferente

quando o meu nome estiver na porta.

- Johnny, acha mesmo? - Est� praticamente certo.

- O que h� para jantar? - Rosbife.

Rosbife! Os Doolittle adoram.

Tentei pedir � Annie para fazer pudim de Yorkshire

- mas ela n�o sabe o que �. - Tudo bem.

Com rosbife e Higgins contra Higgins

como podemos perder?

J� estou vendo o meu nome na porta.

- Doolittle... - Messerschmidt...

Doolittle... Hutch...

- ... e Mason. - Oh, Johnny!

Por acaso n�o prosperou minha a��o

para um novo julgamento no caso Higgins contra Higgins?

Hoje recebi um memorando de Doolittle.

S�rio? O que dizia?

Que nem ele teria feito melhor.

E depois de comer na sua mesa esta noite,

comer� na minha m�o e ent�o Carter aprender�.

- E vamos para a Normandia. - Iremos a muitos lugares.

E faremos muitas coisas.

Querido, eu n�o gosto desta gravata. Ponha a azul.

O que quiser.

Johnny, seu nome tem de estar por �ltimo?

Pelo menos por enquanto.

Sabe o que significa entrar para uma firma como essa?

Sabe o que significa para esta firma ter um homem como voc�?

Por favor, abotoe.

Voc� tem um lindo pesco�o.

Tanto como o de Eunice Doolittle?

Como � que eu vou saber?

Nem sequer sabia que tinha um.

Sabe que horas s�o? Vista-se, sim?

- J� estou vestida. - Ent�o, vamos.

O velho cara de pedra chegar� logo.

Boa noite.

Ol�, juiz, boa noite.

Tenho �timas not�cias para o senhor.

Temos rosbife, rosbife para o jantar.

Quer mais um pouco de vinho, juiz Doolittle?

- Como disse? - Mais vinho?

Sim, obrigado.

Annie, mais vinho para o juiz Doolittle.

J� acabou.

Annie, um garfo de salada para o juiz Doolittle.

J� coloquei um.

No outro dia, aconteceu algo engra�ado comigo.

Encontrei o livro de formatura do meu marido.

Da universidade. Dizia que era o mais pr�spero.

O mais prov�vel de triunfar.

Como disse?

Que outro dia, encontrei o livro de formatura

do meu marido na universidade e dizia que...

Ah, sim, sim.

Higgins contra Higgins era um caso importante, n�o?

Penso que todos os nossos casos s�o importantes.

O pequeno cliente de hoje

pode ser o grande cliente de amanh�.

Tem raz�o, juiz.

Por exemplo, no outro dia veio um cliente que...

Ora.

O que aconteceu com o sorvete, Annie?

Eu disse para consertar a geladeira.

"Tenho que ir. Quero cobrar doze d�lares."

Annie, d� este bilhete ao Sr.Mason.

� verdade, juiz Doolittle, que esta semana

vai haver uma novidade no escrit�rio?

- Com licen�a. - O qu�?

Com licen�a, por favor.

Sim, vamos a realizar um transfus�o sangu�nea.

Falo metaforicamente, claro.

O que quer dizer que vamos colocar

sangue novo no escrit�rio, nomeando um s�cio menor.

N�o poderia ficar para servir o caf�?

- N�o. - N�o?

Est� bem. Aqui est� sete d�lares, mandarei...

- Quero meus doze d�lares agora. - Est� bem, Annie.

Muito bem, vou trazer.

Vou...consegui-los

� a melhor forma de ir resjuvenescendo uma velha firma.

- E fazemos isto... - Com licen�a, por favor.

Johnny.

a cada cinco anos, mas acontece

que � dif�cil eleger o homem adequado.

Eu n�o diria tanto. Sem d�vida � uma quest�o de m�ritos.

Normalmente, confio em meu pr�prio julgamento.

mas quando se trata de eleger um homem...

- Com licen�a, por favor. - Johnny.

creio que n�o existe nada como a intui��o feminina.

Tem raz�o, juiz.

Claro que Eunice n�o sabe muito sobre leis.

Mas j� viajou por todo o mundo

e conhece muito bem as pessoas.

H� cinco anos foi ela quem sugeriu

a entrada do Sr.Hutch no escrit�rio.

- E aconteceu... - Pe�o-lhes perd�o.

Sinto muito.

que este ano voltei a pedir sua opini�o.

E agora um novo nome

chega � porta do nosso escrit�rio.

A partir da pr�xima segunda-feira o nome da firma ser�...

Doolittle, Messerschmidt...

Doolittle, Hutch e Carter.

Bem, Carter, parab�ns. Que maravilhoso, n�o?

N�o � mesmo?

Sempre soube que conseguiria, Carter, e...

Bom, eu gostaria de propor um brinde ao novo s�cio.

Mas parece que estamos sem vinho.

N�o tem...

N�o tem mais vinho.

Pode me dar papel e caneta, por favor?

Certamente.

Obrigada.

- Quer um selo? - N�o, obrigada.

- Poderia me dar uma presilha? - Claro.

Obrigada.

E portanto, digo-lhes, senhores jurados,

que o acusado Higgins, com um veneno nada fraternal

motivado unicamente pelo malicioso e odioso desejo

de interferir nos direitos e privil�gios de seu irm�o,

desviou deliberada e impropriamente

as �guas do manancial.

Bem, cavalheiros.

Deixo a decis�o deste assunto em suas m�os,

confiando que seu veredicto far� justi�a ao meu cliente,

o autor deste caso.

Senhores do j�ri,

agora se retirem para chegar a um veredicto.

Jane, h� quanto tempo est� aqui?

Cheguei quando estava come�ando suas conclus�es.

Foi maravilhoso.

Tinha de ter visto quando interroguei o Higgins.

- O seu Higgins? - N�o, o outro.

Ele ainda est� vivo.

Eu o fiz em peda�os, realmente o destrocei.

Johnny.

"A parte da segunda parte deseja anunciar

� parte da primeira parte

"A parte da segunda parte

deseja anunciar � parte da primeira parte

que vamos seguir na vida

com estas partes numa terceira parte."

Jane!

- Parab�ns, Sr.Mason. - Bom trabalho.

- Voc� fez um trabalho perfeito. - Bom, eu... Obrigado.

HOSPITAL MATERNIDADE MANHATTAN

- Como est�? - Tudo bem. Tudo correu bem.

O beb� pesa tr�s quilos e seiscentos gramas.

- � meu? - � seu filho.

Agora � todo seu, Sr.Mason.

Sim, todo meu.

Espero que volte de novo.

Muito obrigado, eu vou.

Quer dizer, sim.

Circule. Est� interrompendo o tr�nsito.

Ora, � menino ou menina?

O que voc� acha?

Querem ficar quietos? V�o acordar o beb�.

Est� bem, v�o.

- Johnny, gostou? - Acho que sim.

N�o � um menino lindo?

N�o � um menino lindo?

Jane, n�o acha que ele parece velho?

- Velho? O que quer dizer? - Quero dizer

que parece que j� tem seis meses ou um ano.

N�o seja bobo, querido. N�o � um menino lindo?

Espero que se pare�a com voc�.

N�o acho. Tem todos os seus tra�os.

N�o sei como pode dizer isto

- olhando esta cara. - Olha estas rugas nos seus olhos.

S�o iguais as suas quando est� feliz.

Mas ele n�o parece feliz. Parece bem aborrecido.

Voc� tamb�m estaria

se tivesse passado pelo que ele passou.

Johnny, ele n�o � lindo?

Olha isso. Ele pegou minha m�o. Olha s�.

Ele n�o � lindo?

Bem, senhor, como se sente no seu primeiro banho?

Ensaboe bem a cabe�a.

- Sen�o ele ficar� calvo. - Sim, eu sei, sogra.

O pequeno Johnny n�o quer ficar calvo, n�o �, lindo?

Olha que ombros.

Jane, cuidado. Acha que est� fazendo direito?

Johnny, olha o que fez. Ele quase caiu.

- Quer sair, por favor? - Est� bem, est� bem.

Se tivesse me deixado ensinar como fazer.

Eu j� sei, sogra. Ensinaram-me no hospital.

N�o esfregue. Seque suavemente.

Estou sendo suave.

Est� um pouco vermelho. Talvez a �gua estivesse muito quente.

N�o, n�o estava, sogra. Eu testei. Estava no ponto.

A �gua estava muito quente para o pequeno Johnny?

- Johnny, d�-me a camisa. - Camisa? Camisa?

- Tome. - N�o, isto n�o. Isto.

Olha que peito.

Vamos, Jane, deixa eu ajudar.

Tenha cuidado com a cabe�a, querida.

Eu tenho.

� melhor ir � cozinha esquentar o leite.

O leite? Sim. O leite.

N�o muito quente, John.

Voc� j� est� limpo, amorzinho.

Est� com c�lica.

N�o, sogra. Ele s� tem fome.

Sinto muito, querida. � c�lica.

J� est� chorando h� cinco minutos.

Johnny, onde est� a mamadeira?

Muito bem, senhor, aqui est� a comida.

Ele n�o pode segurar, bobo.

- D� a ele. - O que est� fazendo?

Eu abro.

Viu, sogra. Estava com fome.

Se o amamentasse de hora em hora, ele n�o choraria.

Quando nos organizarmos...

� uma l�stima que tenha de tomar mamadeira.

O menino n�o se queixa.

John n�o viu mamadeira at� seis meses.

N�o direi nada.

Disse algo, querida?

Que tal? O cara de pedra mandou um presente.

- Ser� uma intima��o. - N�o, � uma caderneta de poupan�a.

Depositou dez d�lares.

"Mais vale poupar do que gastar".

� muito dinheiro para este jovenzinho.

Espero que o juiz Doolittle n�o v� � fal�ncia.

Depois de pagar a conta do hospital

colocou mais dinheiro no banco do que eu.

Creio que foi muita considera��o da parte do juiz

pensar no futuro do menino.

N�o � o futuro que me preocupa. � o presente.

- Onde vamos coloc�-lo? - Eu acho que

ele deve ficar no nosso quarto.

N�o. Ele n�o te deixou dormir ontem.

Tinha de ter pensado nisto, querida.

- Antes de alugar este apartamento. - Eu sei.

Se meu quarto n�o fosse t�o pequeno...

N�o, querida, n�o se preocupe.

Por que n�o ficar em nosso quarto

durante o dia e na sala durante a noite?

Est� muito longe do quarto.

- Ent�o na sala de jantar. - � muito perto da cozinha.

Mas acho que � o melhor.

- Senhora. - Sim, Gilda?

Posso falar-lhe um instante, por favor?

O que houve, Gilda?

Sua sogra me contratou quando a senhora estava ausente.

Mas n�o me disse por que estava ausente.

Quer dizer que n�o vai ficar por causa do meu filho?

Sim. Mas, isso � um problema seu.

Pode ter todos os filhos que quiser.

Obrigada, muito am�vel.

Mas meu trabalho � cozinhar.

Ter� que encontrar outra para lavar as panelas.

Est� despedida.

Querida, n�o se preocupe.

Queria voltar para o hospital.

Quando acabar com o aluguel

vou procurar uma casa no campo.

Ter� um quarto s� seu

e um jardim para andar de bicicleta...

M�e, m�e, vem c�.

Jane, olha, est� sorrindo para mim.

Est� sorrindo para mim.

S�o gases.

D�CIMA REUNI�O FORMADOS DE 28

OS MESMOS VELHOS ROSTOS

QUARTA-FEIRA � TARDE CINCO DE OUTUBRO

FA�A SUAS RESERVAS AGORA

Ol�, querido. Como foi?

- Bem. - Quem estava l�?

Os mesmos de sempre. Dez anos mais velhos.

Quem foi o orador?

Ed Omaly fez um bom discurso

sobre como conseguiu um lugar na Bolsa.

E Joe Kendall...

que acaba de abrir um escrit�rio em Londres.

Voc� fez um discurso?

- Sim. - E o que disse?

Bom, voc� sabe. Todas essas coisas

que tenho de falar nas reuni�es.

- N�o muito. - Mas o que voc� disse, querido?

Meu discurso foi bastante curto.

O que eu tinha a dizer?

O homem com mais possibilidades de triunfar.

E continua sendo. E com certeza seu discurso foi magn�fico.

Voc� contou aquela est�ria t�o engra�ada

- que me contou ontem? - N�o, n�o lembrei.

S� pensei em meus logros

no que consegui e onde cheguei.

Acho que deveria ter dito que usei o seu dinheiro

para comprar os m�veis deste apartamento.

Isso � uma bobagem. Seu dinheiro, meu dinheiro...

Que diferen�a faz? E n�o era tanto.

Ou talvez poderia ter dito

que meu filho tem de dormir na sala de jantar.

Isso � tempor�rio. At� conseguirmos outro lugar.

Porque n�o posso dar-lhe um lugar decente...

Cale-se, n�o diga estas coisas!

�s vezes voc� me deixa t�o irritada que n�o vejo com clareza.

�s vezes eu mesmo fico t�o irritado que n�o vejo nada.

J� sei o que aconteceu. Voc� n�o gostou do jantar.

- O que serviram? - N�o sei. N�o comi nada.

Ent�o � porque est� com fome.

Vamos, querido. Vou pegar algo na geladeira.

Bem, vamos ver. Queijo, que voc� gosta, e frango.

- O que prefere? - Frango.

Querido, seu problema � que permite que as pessoas pisem em voc�.

Voc� faz todo o trabalho do escrit�rio.

- Caf�? - N�o, vou tomar leite.

Sabe mais sobre leis do que o Carter jamais saber�.

Como espera que reconhe�am seu valor...

- Normal ou de centeio? - Centeio.

A menos que voc� mesmo se reconhe�a?

N�o poderiam seguir sem voc�.

E voc� sabe. Todos sabem.

Todos menos Doolittle.

Ele tamb�m, mas se aproveita de voc�.

Eu te disse. Quando promoveram o Carter

tinha de ter-se demitido. Largado o escrit�rio.

Jane, como poderia fazer isso? O que aconteceria...?

Eu sei, sua m�e e eu. Esque�a-se de n�s.

- Mas se perco meu trabalho... - N�o perderia.

Nunca te deixariam ir. Voc� vale muito.

Doolittle se arrastaria para pedir que ficasse.

Arrastar? Voc� n�o conhece o Doolittle.

Mas conhe�o voc�.

S� o que tem de fazer � falar com Doolittle.

N�o pe�a seus direitos. Exija.

Querida, lembra quando e comprei este anel

em Boston e te prometi comprar um outro melhor?

N�o quero um melhor.

Disse que gostava do de platina com diamantes.

Isso pode esperar.

Sim. Suponho que o casaco de peles

tamb�m pode esperar, n�o?

Em 400 anos, talvez possa te comprar um.

Voc� � um homem ou um rato?

Um rato.

Sabe qual � o seu problema?

Voc� � muito modesto. N�o se valoriza.

Bem, sim. Quero um anel de platina e um casaco de peles.

E quero uma lua-de-mel na Normandia

e um lugar bem grande para colocar sua m�e e o menino

para que n�o tenha de dormir na sala de jantar.

E pode conseguir tudo isso. Tudo o que eu quiser.

Mas primeiro tem de conseguir o que voc� quer.

Se soubesse como eu posso conseguir.

- � f�cil. - Voc� pensa que � f�cil.

Entre tranquilamente na sala do Doolittle e diga...

Jane, ningu�m entra na sala Doolittle

- a menos que ele chame. - Mas voc� vai entrar

vai diretamente a ele e dizer:

"Juiz Doolittle, h� algo que devo dizer agora mesmo".

- Tampoco pode falar com ele assim. - J� tentou alguma vez?

N�o. N�o, Jane. Voc� n�o entende.

Se entro desta forma e falo assim...

Ele te diria: "De que se trata, Sr.Mason? Sente-se."

Jamais me disse para que senta-se.

Bom, fale de p�. Mas n�o deixe que ele o interrompa.

Sim, n�o deixe que me interrompa.

� f�cil dizer isto aqui, na cozinha. Mas no escrit�rio...

No escrit�rio ou aqui, que diferen�a faz?

N�o est� pedindo um favor. Est� exigindo seus direitos.

Ele te escutar�. Fa�a com que te escute.

Tudo bem. O quer que eu diga?

Dir�: "Juiz Doolittle, estou h� cinco anos

trabalhando para o senhor e dei tudo de mim.

Absolutamente tudo".

- Muito bem. E o que ele dir�? - "Disto n�o h� d�vida, Mason.

Jamais tive d�vida de sua habilidade e sua lealdade".

E o que eu digo?

"Juiz Doolittle, o que pensa fazer a respeito".

N�o quero pensar o que vai me responder.

Ele dir�: "Mason, o que voc� espera que eu fa�a?"

E voc� dir�: "Juiz Doolittle, a coisa certa.

Quero um aumento e fazer parte da firma".

- E ele dir�... - Sim, me dir� muitas coisas.

N�o importa o que ele vai dizer. Voc� diz: "Juiz Doolittle

ou me d� um aumento e me torna s�cio da firma

ou o senhor j� pode aceitar minha demiss�o

com efetividade imediata".

Efetividade imediata.

Isso � muito bom, Jane.

Essa � uma boa ideia.

Vou fazer isto um dia destes.

- Este dia � amanh�. - Amanh�?

Amanh� �s dez da manh�.

Bom, se voc� acha que devo...

Querido, n�o h� melhor momento do que o agora.

Bem, vamos ver. Comecemos do princ�pio.

Eu entro em sua sala e digo...

Juiz Doolittle, h� algo que devo dizer agora mesmo.

Sim, juiz Doolittle h� algo que devo dizer agora mesmo.

Ou me d� um aumento e me faz s�cio da firma...

Ou me d� um aumento e me faz s�cio da firma...

ou j� pode aceitar minha demiss�o...

ou j� pode aceitar...

minha demiss�o com efetividade imediata.

Efetividade imediata.

N�o est� mal.

Estou trabalhando neste escrit�rio...

h� cinco anos...

e h� algo que quero dizer-lhe agora mesmo.

Ou me d� um aumento e me faz s�cio da firma...

ou ent�o...

Ou ent�o...

Um aumento...

e me faz s�cio da firma, ou ent�o...

- O juiz Doolittle j� chegou. - Obrigado.

Ou ent�o j� pode aceitar a minha demiss�o...

com efetividade imediata.

- Que � isso? Um caso jur�dico? - N�o � nada. Estava pensando.

Aqui est� a documenta��o contra a Consolidated.

Quero que v� l� ver suas contas.

De acordo.

- Acabou de entrar. - Est� bem.

Est� bem.

Entre.

Juiz Doolittle, h� algo que quero dizer-lhe agora mesmo.

H� algo...

Juiz Doolittle, estou trabalhando neste escrit�rio...

� voc�. Precisamente eu queria v�-lo.

Sente-se.

Obrigado, senhor.

- Mason. - Sim, senhor.

Voc� tem trabalhado muito bem ultimamente.

- Obrigado, juiz. - Voc� tem sido capaz

correto e leal desde o pr�ncipio.

- O senhor � muito am�vel. - Mas, Mason

estes s�o tempos ruins para todos n�s.

Alguns de nossos melhores clientes j� foram afetados.

Todos se queixam de que est�o trabalhando para o governo.

Dizem que a �nica coisa que podem fazer

� manter o neg�cio at� as pr�ximas elei��es.

Ent�o est�o cortando gastos a torto e a direito.

N�s somos os primeiros a perceber.

Naturalmente, temos de fazer algo.

- Naturalmente. - O qu�?

Naturalmente.

N�o queria ter de cortar pessoal do quadro

se pudesse evitar. N�o seria producente.

A �nica sa�da que vejo � apertarmos o cinto.

Estou pedindo a todos que aceitem um corte

de sal�rio de 25%.

Eu mesmo penso em aplicar com corte substancial

nos meus dividendos.

� um sacrif�cio que afeta a todos n�s.

E estes s�o dias de sacrif�cio.

- Juiz, eu sei, mas eu... - S�o dias em que

todos temos que endurecer os ombros

- se quisermos sobreviver. - Sim, senhor, endurecer o ombro.

- S� o que me ocorre... - Fico feliz que compreenda.

Mason, agrade�o sua coopera��o.

Obrigado, senhor.

Diga?

Com licen�a, Mason.

Sim, senhor.

Ol�, Comiss�rio.

Como vai o senhor?

Comiss�rio, lembra desta pequena propriedade

em Park Avenue?

Bem, se o pre�o � bom...

Johnny...

Vamos.

- O senhor queria algo, Sr. Mason? - N�o, obrigado, Lillie.

E ent�o?

Bom dia, Johnny.

Bom dia.

- Como est�? - Estou muito bem.

Que horas s�o?

Tr�s, quatro, cinco, meio-dia...

S�o duas, n�o?

Se j� sabe que horas s�o,

ent�o por que me pergunta?

Ali�s, n�o importa que horas s�o.

Estou muito bem.

J� est� melhor?

Estou muito bem.

Est� confort�vel?

Perfeitamente confort�vel.

Tem certeza de que est� confort�vel?

Claro que tenho certeza de que estou confort�vel.

N�o acha que estaria mais confort�vel

se tirasse os sapatos?

- Posso ajudar? - Posso fazer isto sozinho.

Obrigado, estou bem.

Que horas s�o? Est� confort�vel? Como est�?

Parece que cometi algum crime.

Nem que eu estivesse no banco dos r�us.

Posso fazer isto sozinho.

Um homem chega em casa buscando um pouco de paz

e tranquilidade e o que acontece?

Bla, bla, bla.

Por n�o me ligou?

Por que n�o veio jantar em casa?

Um milh�o de perguntas s� porque um homem...

Eu fui ver o juiz Doolittle esta tarde

depois que ele falou com voc�.

Johnny, seu bobo.

Que importa se n�o conseguiu o aumento ou ser s�cio da firma?

Jane, eu te decepcionei. Sempre te decepcionei.

- N�o sirvo para nada, Jane. - N�o diga isso.

Foi culpa minha intrometer-me.

Eu te forcei a fazer isso. Eu sinto tanto.

Nunca, nunca mais farei isso.

N�o precisamos de nada. N�s temos um ao outro

e ao menino. Nosso lindo menino.

Voc� � tudo o que tenho e tudo o que quero.

E por favor, se me disser que est� mal, eu morrerei.

Johnny, olhe para mim e diga n�o est� mal.

Sim, claro que n�o estou mal.

Jane, juro que n�o estou mal.

De verdade que estou bem.

Johnny.

Da pr�xima vez que sair para a farra

e n�o me levar com voc�

pedirei o div�rcio.

- Procure um bom advogado. - J� tenho um bom advogado.

Agradecer�amos seu pagamento.

Querido amigo, n�s tamb�m temos credores.

N�o podemos pagar, a menos que recebamos.

Por favor.

Mora.

Ag�ncia de cobran�as Vidor.

Venha, venha.

Vamos, se quer algo, tem de conseguir.

Isso, vamos.

Vamos.

Senhora Mason, devia t�-lo visto correr.

- Est� cansada? - Andei a cidade toda.

- D�i-me muito a cabe�a. - Bem, rescoste.

E deixe que Lillie d�-lhe uma massagem no pesco�o.

Tem feito entrevistas?

O Sr.Mason sabe que est� procurando emprego?

Quem disse que estou procurando emprego?

Lillie, n�o pode se intrometer

nos assuntos dos outros.

Perd�o, Sra. Mason.

Deve ser a d�cima quinta mulher que trabalha para mim

desde que me casei e � boa demais

para ser verdade. Voc� vale seu peso em ouro.

Seria muito ouro.

� a melhor pessoa que j� tive em casa.

Realmente perfeita.

Por isso, parte meu o cora��o ter de dizer que...

N�o importa, querida. J� sei que sou um luxo.

Jamais queria que fosse embora, n�o se...

Bobagem, voc� n�o vai se livrar de mim.

S� vai me tirar do seu or�amento.

- Sua cabe�a est� melhor? - Muito melhor.

Tudo vai ficar de cabe�a para baixo sem voc�.

N�o, n�o vai. Voc� vai se acostumar e vai fazer.

Al�m disto, � um bom trabalho.

Muito melhor do que possa conseguir por a�.

Cuidar de um homem t�o agrad�vel,

de um menino lindo e de uma velha senhora,

que � um pouco implicante, mas isso por que est� sozinha h� muito tempo

e n�o encontra nada para fazer.

Quem dera fosse assim t�o simples.

Eu sou muito mais velha do que voc�, querida.

J� vivi muito e aprendi uma coisa.

Nunca permita que os caro�os te impe�am de comer o mel�o.

- Desde que houvesse um mel�o. - N�o deve falar assim, Sra.Mason.

Voc� tem seu mel�o.

Mas se engasga com os caro�os.

E eu sempre digo: cuspa-os.

Cuspa-os antes que tirem-lhe o gosto do mel�o.

Cuspa-os.

FELIZ ANO NOVO.

Sa�de.

Sa�de.

Tem certeza que Carter tem nosso telefone?

Se n�o tiver, vai pegar na lista.

Ent�o por que acha que n�o nos ligou?

Talvez tenha esquecido por completo.

M�e, um homem n�o convida para uma festa de Ano Novo

para depois esquecer.

Talvez dev�ssemos ir sozinhos para a festa.

Jane, j� disse que n�o sei onde � a festa.

Ele me disse que nos pegaria aqui de carro

- �s nove em ponto. - Bem...

- j� s�o quase onze. - Esta festa...

n�o � tamb�m para anunciar o noivado...

com Eunice Doolittle?

Acho que sim, n�o sei. Algo deste tipo.

Talvez pensou que n�o seria conveniente

ter voc� e Jane na sua festa de noivado.

N�o, m�e. Por que seria inconveniente?

Inconveniente ou n�o, n�o vamos ficar sentados

esperando-o a noite toda. Ligue para ele.

De qualquer modo seria inconveniente.

Por que seria inconveniente?

Bom...

Al�, telefonista.

Al�, o que houve com a linha?

Telefonista? Estou falando.

Al�?

Resid�ncia do Sr. Carter?

O Sr. Carter est�?

Compreendo.

N�o, n�o. Obrigado.

Na casa do Carter dizem que ele saiu h� duas horas.

Ent�o, vamos esquecer.

O peito do menino faz barulho.

Nesta �poca, o peito de todos os meninos fazem barulho.

Ele pegou sua gripe, m�e.

Isso � totalmente rid�culo. Na verdade...

foi ele quem me passou a gripe.

Ficou choramingando o dia todo

e quando tirei-lhe a temperatura...

- Ent�o foi a� que ele pegou. - Certamente n�o.

N�o tinha febre.

N�o � nada, Johnny. � s� mucosidade.

Suponho ent�o que deveria ter ficado no quarto o dia todo.

N�o, sogra, que besteira. N�o tem por qu� fazer isto.

Deus sabe que tento pagar minha estadia

ajudando em tudo que posso.

Sogra, por favor, � Ano Novo.

Para mim, � um dia qualquer.

Voc�s devem sair

e deixar-me sozinha para esperar o Ano Novo.

Que talvez seja o �ltimo da minha vida.

M�e, por que n�o deixa de dizer estas coisas?

� o Carter.

- Boa noite, Sr.Mason. - Ol�, Lillie.

- Feliz Ano Novo, Lillie. - Feliz Ano Novo, Sra.Mason.

- Meu Deus. - Quero dar-lhes isto.

- Lillie, que gentil. - Muito obrigado, Lillie.

N�o � nada. Hoje � meu dia de folga e preparei um frango.

E na casa onde trabalho me deram vinho.

Bom, Feliz Ano Novo a todos!

- Feliz Ano Novo! - Feliz Ano Novo!

- Divirta-se! - Obrigado. Adeus!

Bem, isso resolve tudo. Agora, j� n�o temos que sair.

Podemos ficar aqui e celebrar.

Abriremos o vinho agora e � meia-noite...

- ... n�s comeremos o frango. - Sim.

Por favor, � Ano Novo, vamos nos divertir.

D�-me indigest�o se eu comer antes de deitar.

Mas pode ser que sobre algo amanh�.

Nunca gostei de Lillie. � muito abusada.

- Mas sinto falta de sua comida. - Isso n�o diz muito a meu favor.

Bom, querida, vai aprender.

Mas leva tempo, claro.

N�o direi nada.

Agora os tempos s�o diferentes.

Quando eu me casei, qualquer mo�a bem educada

sabia cozinhar.

- Jane, o que houve? - N�o sei cozinhar!

N�o sei como cuidar da casa, n�o sei como criar um filho!

- Jane, por favor. - N�o sei do que est� falando.

Sabe, sim. N�o gosta de mim

desde que me conheceu porque queria que Johnny

se casasse com Eunice Doolittle.

Minha querida Jane, eu jamais disse nada parecido.

Mas insinuou centena de vezes.

N�o nunca fiz nada disso, mas estavam comprometidos.

M�e, nunca estive comprometido

- com Eunice Doolittle. - Bom, talvez n�o...

- comprometidos... - E ainda que eu estivesse

n�o devia dizer isso � Jane a toda hora.

N�o vejo por que tem de ser t�o implicante com isso.

Implicante? A verdade � que voc� me odeia.

- Jane, por favor. - N�o.

Deixe que continue. Pode dizer tudo que quiser.

Sei qual � o meu lugar. Sou apenas uma convidada.

- Uma h�spede indesejada. - Pelo amor de Deus.

- Pode-se saber o que h� com voc�s? - Comigo, nada.

Esta � sua casa.

- M�e! Jane! - N�o � minha casa.

Fa�o tudo que posso.

- Escute-me. - Tudo o que digo � ruim.

- Tudo o que fa�o � ruim. - Jane, por favor...

S� porque mencionei sobre John e Eunice...

Calem-se j� as duas!

Viu o que me fez dizer � minha m�e?

Tamb�m disse para mim. Eu n�o conto?

Claro que conta, querida. Mas mam�e � velha e logo nos deixar�.

Por que n�o pode se dar bem com ela?

Por que ela n�o pode se dar bem comigo?

Porque me odeia. Voc� n�o sabe como �.

Fica o dia todo no escrit�rio.

Tenho que cuidar do menino, da casa...

da cozinha e escutar as cr�ticas dela.

� tudo o que fa�o e n�o aguento mais.

N�o posso cuspir tantos caro�os.

Johnny.

Johnny.

Johnny!

- Johnny! - O qu�?

Aonde vai?

N�o sei, a qualquer lugar.

Contanto que seja longe de toda essa confus�o.

Espere-me.

- N�o quer que eu v� com voc�? - N�o entende que...

de vez em quando um homem precisa ficar sozinho?

Sinto muito, Johnny, de verdade.

N�o tem por que se desculpar, Jane.

Pefere que n�o v� com voc�?

Est� bem, Johnny. N�o me importa.

- At� logo e divirta-se. - Espere.

Pode vir comigo se quiser.

- Tem certeza que n�o se importa? - Claro que n�o me importa.

Vamos nos divertir, vai ver.

Johnny, o que houve conosco?

N�o sei.

Talvez tenha julgado mal

quando te tirei o cisco do olho em Boston.

O que quer dizer?

Bem, sabe...

Talvez tudo tenha sido um erro.

A que se refere?

Ao nosso casamento.

Johnny.

Eu contra� d�vidas. N�o tenho um cargo no escrit�rio.

Transformei voc� em uma escrava do lar, como disse minha m�e.

Jane, n�o, n�o saiu nada bem.

N�o saiu bem.

Mas n�o tivemos problemas s�rios.

Foram s� bobagens, coisas pequenas

que todo mundo tem de enfrentar quando casa.

Talvez n�o dev�ssemos ter tido nosso filho.

Johnny...

N�o pode se arrepender de ter tido nosso filho.

Sou louco por ele e tamb�m sou louco por voc�, Jane.

Daria minha vida por qualquer um dos dois, mas...

Jane, todos os que passam por esta mesa...

olham para voc� porque � t�o bonita e jovem.

Tem toda uma vida pela frente.

- N�s dois temos. - N�o.

N�o, quando se v� arrastada por um sujeito...

que n�o pode seguir adiante, n�o...

N�o posso te obrigar a este tipo de contrato.

Voc� deveria saber tudo sobre contratos.

Bem...

Acho que isto � o que se chama come�ar bem...

o Ano Novo.

Ao menos, enfim temos algo para celebrar.

Bom, Feliz Ano Novo.

Feliz Ano Novo.

Quer dan�ar?

Sim, vamos.

Feliz Ano Novo!

Feliz Ano Novo!

Acho que vou ligar para casa para desejar ao menino...

um Feliz Ano Novo.

Jane...

- Chorona... - Feliz Ano Novo, loirinha.

Linda, espera um pouco.

Depressa, querido!

Cora��o solit�rio...

- o que � que h�? - Feliz Ano Novo.

Est� sozinho?

- Vem para a nossa festa. - Feliz Ano Novo.

Por que est� t�o triste? N�o se sente bem?

- Estou bem. - Vamos, lindo!

- Por favor, eu... - Temos champanhe!

Olha o que eu achei. Um pobre cordeirinho...

perdido na tempestade, sozinho e abandonado.

- Feliz Ano Novo. - Johnny...

Depressa, o menino.

- O que houve? - Aconteceu alguma coisa com o menino.

Sogra, o que houve com o menino?

- Doutor Healy, o que ele tem? - Pneumonia.

Feliz Ano Novo!

HOSPITAL SAINT FRANCIS

Doutor Healy.

Venha � minha sala.

Sente-se, rapaz.

- Ser� melhor que chame sua esposa. - N�o, doutor.

Se s�o m�s not�cias, n�o quero que ela saiba.

N�o suportaria. Diga a mim, doutor.

Seu filho tem neumococos com uma complica��o de estreptococos.

E lamento dizer que a infec��o est� aumentando.

H� uma vacina nova

que tem funcionado em alguns casos.

Sem ela, n�o temos nenhuma chance.

Com ela, podemos ter alguma esperan�a.

Temos que conseguir esta vacina o quanto antes.

Cada hora conta.

N�o sei se poderemos encontr�-la na cidade ou n�o.

Vou averiguar imediatamente.

Por favor, n�o diga � minha esposa.

N�o direi.

Ligue-me com o Departamento de Sa�de.

Todas as vacinas do tipo nove foram mandadas para Salt Lake.

Por que n�o tenta no Hospital Johns Hopkins em Baltimore?

Lamento, enviamos todas as que t�nhamos

para a epidemia de Salt Lake.

Aqui em Salt Lake, a epidemia est� controlada.

Podemos mandar seis vias

de 20 cent�metros c�bicos, mas...

como v�o chegar com esta tempestade?

Tenho que ver o juiz Doolittle.

- A esta hora da manh�? - Tem de acord�-lo.

- N�o, n�o posso fazer isso. - � urgente.

Ele me conhece. Trabalho para ele. Tenho de v�-lo.

Lamento, mas o juiz Doolittle jamais permitiria...

Ei! Espere!

N�o pode entrar assim. Aonde vai?

N�o pode fazer isso. � ultrajante.

Juiz Doolittle.

Juiz Doolittle.

Vamos, acorde.

Acorde!

Juiz, lamento acord�-lo assim.

- O que houve? - Tenho que falar com o senhor.

- Est� b�bado? - Meu filho est� no hospital.

- Est� com pneumonia. - Deve estar b�bado.

Acordar-me no meio da noite Nunca vi nada igual.

Se � assim que celebra...

- Ponha-o. - Escute-me, Mason.

Escute o senhor.

Quando me pediu que aceitasse o corte de sal�rio, eu aceitei.

N�o me queixei, mas deveria. Foi por isso

que o menino teve de dormir na sala de jantar.

- De que est� falando? - Meu filho est� no hospital

- morrendo de pneumonia. - O qu�?

Morrendo, morrendo. Compreendeu?

- Morrendo? - Sim. Meu filho!

Seu filho?

Por que n�o fez contato comigo antes?

Sinto muito ouvir isso.

N�o preciso de compaix�o. Preciso de uma vacina.

Em Nova York n�o h� nenhuma.

Nem em qualquer lugar por aqui.

Mas foi encontrada em Salt Lake City.

E isso s�o 3.000 quil�metros e cada hora conta.

- Acalme-se, Mason. - Acalmar-me?

N�o posso me acalmar.

At� que eu consiga esta vacina e a �nica forma de traz�-la

- at� aqui � de avi�o. - Naturalmente, de avi�o.

Mas tem uma tempestade horr�vel em Utah.

Todos os avi�es pousaram.

S� h� uma coisa que podemos fazer.

Est� bem, Mason, mas tranquilize-se.

Sei como se sente, mas deve se tranquilizar.

Digamos que todos os avi�es pousaram.

N�o poderiam mandar nos trens mais r�pidos?

N�o, n�o podem.

J� lhe disse que cada hora conta, cada minuto conta.

Precisamos de um avi�o. Em Salt Lake temos um avi�o.

Mas o piloto quer... 5.000 d�lares...

para voar at� Nova York.

Sinto muito, juiz.

Mas n�o tinha mais ningu�m a quem recorrer.

Simon, o que faz a� plantado?

Meu tal�o. Traga o meu tal�o.

E traga uma caneta, depressa.

Uma que escreva. E verifique onde fica

o posto de tel�grafos mais pr�ximo.

Sim, senhor.

Tinha de ter feito contato comigo antes.

N�o se preocupe com esta vacina.

N�s a teremos aqui com tempo de sobra.

Sim, Sr. Mason, a vacina est� aqui e o dinheiro tamb�m.

E claro que seria muito �til.

Mas o tempo est� t�o ruim que � praticamente

imposs�vel decolar.

Bem, o que posso fazer?

Sei perfeitamente como se sente.

Eu tamb�m sou casado

e tenho dois filhos. Tenho de pensar neles.

Minha esposa n�o deixaria. Me disse que se eu for

n�o estar� aqui quando eu voltar.

Se � que volto.

Mas o que eu posso fazer...

- com um cara destes? - Deixa eu falar com ele.

Al�, o que acha que � isto aqui?

Um clube de suicidas? N�o pode esperar que algu�m

em s� consci�ncia pilote uma avi�o numa noite destas.

Principalmente um traste velho com h�lices.

Claro.

� claro.

Claro que quer�amos ajudar, mas...

N�o pode conseguir isto em outro lugar?

Bom, se o tempo melhorar, dentro de algumas horas...

O cara est� chorando.

Um momento, cara. Fique calmo.

Suponhamos que...

Bem, talvez eu...

N�o aceitar� um n�o como resposta.

N�o desligue. Jim, me empresta o teu avi�o?

- Est� louco? - Tente entend�-lo.

Voc� tamb�m tem filhos. Coloque-se no lugar dele.

N�o posso emprestar meu avi�o. N�o tem seguro.

- Eu ficaria sem nada. - Espere um momento.

Estou tentando resolver. Eu te dou metade do dinheiro

- se me emprest�-lo. - E se voc� se espatifar?

Pode ficar com os cinco mil. Eu n�o quero.

Acho que est� louco, mas tudo bem.

Se � isso que quer...

Tudo bem ,rapaz. Calma.

Acha que pode levantar voo com isso de combust�vel?

J� fiz indo para Honolulu.

N�o posso dizer que gosto de ganhar dinheiro assim,

mas vou ter cinco mil antes do amanhecer.

Tudo bem. O estado � est�vel.

- Posso v�-lo? - Acho melhor n�o.

- Por enquanto, n�o. - Por qu�, doutor?

- Por que n�o quer que o veja? - Por favor, n�o se preocupe.

Por que n�o quer que...?

Est� mentindo!

Est� mentindo! Ele piorou!

Por isso pediu oxig�nio!

O oxig�nio � s� para ajud�-lo at� que chegue a vacina.

Est� mentindo!

Agora quero que sente e descanse.

Vou dar-lhe algo para dormir.

Doutor Healy, por favor, n�o me obriguem.

- N�o poderia. - Por favor.

Sinto muito.

Estou bem.

- Quando poderei v�-lo? - Dentro de instantes.

Se o menino morrer, eu tamb�m quero morrer.

Eu sei, querida, eu sei, mas tem de ser forte.

N�o deve permitir que John saiba que est� assim.

Ele tamb�m ama o menino tanto quanto ama voc�.

Pobre John. Ficar� t�o sozinho se o menino...

Ele tem a voc�, Jane, e voc� tem a ele.

N�o se sentir�o t�o sozinhos se tiverem um ao outro.

Sabe quando se est� sozinho de verdade?

Quando n�o se tem ningu�m para compartilhar as coisas.

Principalmente as perdidas.

Sogra, voc� est� sozinha?

Nem sempre eu fui uma velha amarga.

Nem sempre eu fui um fardo e uma chatea��o.

N�o era quando tinha algu�m para compartilhar as coisas.

E agora o menino...

O filho do meu filho.

Sogra!

Sogra!

Denver!

Denver! Denver!

6:40 A.M. RADIO N�O FUNCIONA.

PERCO ALTURA.

CORRENTE DE AR DESCENDENTE TERR�VEL.

Denver chamando Comercial NC-24.

Prossiga, Conway.

Prossiga.

Copia, Conway?

Copia?

Responde, Conway.

Denver chamando Newark, copia?

Continuo sem contactar o Conway.

A tempestade est� piorando, Denver.

Aviso de emerg�ncia a todas as esta��es.

Atentos para contactar o Conway.

Norplay Nebraska chamando Conway.

Comercial NC-24, copia?

24 aqui Omaha, copia, Conway?

Chicago chamando Comercial NC-24.

Conway, copia? Pode responder, Conway?

N�O H� SINAIS DO AVI�O MERCY

DESDE SUA DECOLAGEM ESTA MANH�.

N�o. N�o vimos nem ouvimos um avi�o o dia todo.

� um absurdo mandar patrulhas de busca nesta nevasca.

PERDIDA TODA ESPERAN�A PARA O AVI�O MERCY.

Se houvesse algo...

que eu pudesse fazer.

Se houvesse algo...

E h�.

Quer vir comigo?

Irm� Madeline...

n�o sou cat�lica.

Isso n�o importa.

Sabes o quanto significa para Johnny e para mim?

Temos t�o pouco tempo.

Oh Deus! Deus santo, por favor!

Queremos v�-lo crescer e tornar-se um homem de valor.

Por favor, ajude nosso filhinho.

N�s o amamos tanto. E ele � t�o pequeno, t�o indefeso.

Ele n�o pode fazer nada sozinho

e parece que n�s tamb�m n�o.

Por favor.

Por favor.

Por favor.

EVITAR QUE SE ESFRIE

Pe�o outra bomba de oxig�nio, doutor?

Se a vacina n�o chegar em algumas horas...

- Ol�, Johnny. - Ol�, Jane.

Sempre estaremos juntos, aconte�a o que acontecer.

Sempre juntos.

Quem � voc�? O que houve?

Estou ferido. Ajude-me, sim?

Gra�as a Deus que est� vivo.

- O que houve? O que aconteceu? - Isso n�o importa.

- Que lugar � este? - Liberty Corners.

- Onde fica? - A 50 quil�metros de Nova York.

Gra�as a Deus que est� vivo.

Hospital de Saint Francis.

Cidade de Nova York.

Urgente.

Al�.

Telefonista.

Ligue-me com o Hospital de Saint Francis

na cidade de Nova York.

A cobrar.

Feliz Ano Novo, querida.

Feliz Ano Novo.

Bem, acho que quatro s�o suficientes para um dia de trabalho.

Muito bom, Joe...

mas j� n�o � hora de comprar um?

Que disse?

Conway chamando Doolittle.

E h� certas coisas, cavalheiros

que quero que fiquem perfeitamente claras.

Convoquei esta reuni�o de todos os s�cios

para deixar clara minha posi��o de uma vez por todas.

E antes de aceitar a oferta de sua sociedade...

na firma Doolittle, Messerschmidt

Doolittle, Hutch e Carter

devem saber que eu considero os m�todos desta firma,

para a �poca atual, antiquados,

contraproducentes, desp�ticos

e totalmente ineficazes.

- Ent�o me parece... - Cale-se!

E exijo que mudem de maneira efetiva e imediata.

Entre.

Perd�o, espero n�o ter interrompido nada importante.

- Jane. - Johnny...

sei que o juiz n�o se importar�. N�o pod�amos esperar.

N�s viemos correndo.

- O que houve? - O menino j� sabe falar.

- N�o! - Sim.

- N�o. - N�o acreditam.

Vamos, querido, mostre.

N�o tenha medo de falar. Diga "papai".

Diga "papai". Vamos, querido. Diga "papai".

Vamos, diga "papai".

Fale, n�o tenha medo. Diga "papai".

Diga "papai".

Diga "papai"

Vamos Johnny, diga "papai".

- Mam�. - O qu�?

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