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Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Concentrem-se, por favor.
Porque, como voc�s dizem, o espet�culo come�ou.
Concentrem-se, por favor.
Porque, como voc�s dizem, o espet�culo come�ou.
Concentrem-se, por favor.
Quanto ao nome Bota, voc�s n�o se poupam a esfor�os
para difamar o nome Bota e a pr�pria Dora Bota.
Quando Dora foi intimada a comparecer em Nyon,
apenas como testemunha,
a minha primeira rea��o foi insistir num detetor de mentiras.
�Dora Bota encenou as finais da ta�a.�
Quem ganha com isto?
Quem ganha por escrever isto sobre o futebol croata?
Quem?
Bom, pessoas doentias.
Dora?
Tens sede?
Cresceste.
Volta para a cama.
Vai.
Concentrem-se, por favor.
Porque, como voc�s dizem, o espet�culo come�ou.
Quanto ao nome Mamic, voc�s n�o se poupam a esfor�os
para difamar o nome Mamic e o pr�prio Zdravko Mamic.
E ent�o, gatinha?
� assim que os b�snios acham que se diz Hello Kitty.
N�o me fodas com essas express�es camp�nias.
Ainda n�o comecei a foder-te, mas estou a postos.
Mas eu n�o!
Dorme!
�Mamic, os �rbitros e a m�fia encenaram as finais da ta�a.�
Quem ganha por escrever isto sobre o futebol croata? Quem?
Bom, pessoas doentias.
Pol�cia. Mandado de busca.
Saiam!
O que � isto?
- Mam�! - Vem c�, querido.
Filho da puta!
Dora, para o teu quarto. Entra!
Espera aqui, querido.
Espera aqui. Vou buscar as tuas coisas.
Espera.
- Eu disse-lhes que estava limpo, vizinho. - Eu sei.
Pap�!
O frigor�fico.
- Desculpe, senhor... - Deixe-me em paz!
D�-me a mi�da.
Ele que se dane, tenho de ir trabalhar. Os mi�dos t�m escola. Vejam-me a vestir.
Vamos, Dora. R�pido.
- Dora, veste-te. - O senhor vem comigo.
Pai, n�o comas antes das an�lises.
- V�s? Quase me esqueci. - De fome n�o h�s de morrer.
A tua ligadura?
- Tenho pressa, para de fazer merda! - Dizes isso ao teu pr�prio pai?
- Devias ter vergonha. - Mas � verdade.
Onde vais?
Tenho filmagens.
Mede bem a luz, para n�o ficar demasiado claro, nem escuro.
N�o sou eu que filmo.
- D�i? - Um pouco.
- Est� apertado de mais? - N�o, de todo, querida.
- Precisas de ajuda para te vestires? - N�o, eu safo-me.
Vai, Ives.
D�-me a m�o.
Mede bem a luz.
Cabr�es. Agora v�o apanhar.
Cabr�es.
- Vou ficar com ela! - Ives!
- Que foi? Pirem-se! - Ives, devolve-a.
Vais comprar uma janela nova? Merda!
Levei tr�s meses a juntar dinheiro para esta!
� a �ltima vez!
A chutar a merda da bola sem talento nenhum.
Deixa-te de tretas.
Pelo menos s�o as minhas tretas.
- Meu Deus! - Desculpe!
Olha por onde andas, idiota!
Podias ter acertado no beb�, sua puta de merda!
- Desculpe. - �s uma vaca idiota!
- Viu aquilo? - Sim, senhora.
Nem pediu desculpa!
Cala-te, ainda h�s de parir mais cinco.
Olha por onde andas, puta!
- Podia ter acertado no beb�? - Sim!
Uma cabra que grita �Sua puta de merda� n�o � uma senhora, mas uma vaca!
Uma vaca procriadora. A sair com o beb�, com um frio destes!
E tu, porque andas por a�?
Ando a trabalhar, para que pessoas como tu possam fazer nenhum.
Larga-me!
Cala-te!
� isso! D�-lhe com for�a!
Sua vaca idiota de merda!
O mundo est� a abarrotar de idiotas como tu! A abarrotar!
S� sa� para comprar brandy para um bolo.
Cabra de merda!
N�o devias enervar-te tanto.
Ontem, um nev�o cobriu quase toda a Cro�cia interior de branco.
Hoje, a neve continua a cair.
Os pr�ximos tr�s dias v�o arrefecer ainda mais.
Espera-se mais neve no s�bado,
mas, amanh�, parar� gradualmente de cair, em todo o territ�rio.
Eu...
Marin!
Marin!
H� um jovem num carro, inconsciente, em frente � minha casa. Dvoricak, n� 26.
N�o sei se est� vivo.
Sim.
Sim, vou sair agora mesmo.
N�o consigo abrir a porta.
N�o, ele n�o reage.
Tem os olhos abertos.
Jovem!
Merda!
Um jovem, que teve uma overdose. Mandem j�...
N�o sei se respira, est� encarcerado!
Um, dois, tr�s, quatro, cinco.
Um, dois, tr�s, quatro, cinco.
Um, dois, tr�s, quatro, cinco.
Muito bem! Est� tudo bem.
Est� tudo bem.
Est� tudo bem.
TU CARREGAS-ME
D - D�NAMO DE ZAGREB
A av� vai buscar-te. Jan, espera pela Dora. Diz � professora.
- O pap� est� preso? - N�o.
A pol�cia esteve a verificar a seguran�a da nossa casa.
- Mentirosa. - Para.
- Ele vai fugir? - N�o, n�o te preocupes.
Vamos, d� um beijinho � mam�. A mam� est� com pressa.
R�pido! Adeus.
Vamos.
N�o entendo isto.
- Os formul�rios novos. D�-me uma caneta. - Anda.
Anda aqui um minuto.
Olhe!
� para uso pessoal.
Espera, raios!
Calma, p�, n�o fui eu!
- S� tu e ele sabiam que tinha o material. - Desconfias de mim?
Quando o Dario me deu aquilo, s� tu, eu e ele est�vamos l�.
O Dario ia lixar o seu pr�prio neg�cio?
Vais bater-me, agora?
- � assim que lhe pagas? - Porque bates no Rale? Ele escondeu-te!
Porque escondeste as cenas do Dario? � teu amigo?
- Vamos beber algo. - Com 10 mil euros desaparecidos?
N�o estejas com essa cara. Vamos descobrir o chibo.
- Foi algu�m daqui! - Vedran, havemos de descobrir.
- Foda-se, n�o se virem. - Calem-se, anormais.
Voc�s s�o aut�nticos anormais.
Repara como os mi�dos te olham.
Ah, a lenda da fotografia.
Se ao menos a b�fia soubesse que aqui os bast�es de nada servem.
Serve outra rodada e d� uns copos aos rapazes.
J� tens idade para guardar um segredo?
Um segredo que nem o pap� pode saber?
Corta! Excelente! Estiveram todos bem. J� est� gravado.
Gra�as a Deus! Desaparece, deixas-me nervoso.
- Cena seguinte. Anabela chega a casa... - Anastazija, queres tu dizer.
Nunca me hei de lembrardo raio dos nomes.
Pedofilia?
Que est� ela a fazer?
Como assim, pedofilia?
Liga para o est�dio, diz-lhes que repitam. Sem pedofilia naquela cena.
Os esbo�os?
- Estou t�o envergonhada... - Se � por causa do trabalho, n�o estejas.
Nos esbo�os, a parede era cor de vinho escura.
- Essa cor n�o existe! - Concord�mos!
Diz � Ives para repetir a �ltima cena.
A Nata�a n�o est� satisfeita.
Reparou nas insinua��es de pedofilia.
Como assim, n�o o far�?
- Mostra-me os esbo�os. - Pe�o desculpa.
- Sim? - Preciso que me substituam.
- N�o. - � mesmo urgente.
Vai. Vemo-nos em 15 minutos.
- � o fim do turno. - N�o!
- Tenho de ir buscar os meus filhos. - Ela n�o quer repetir e pede raz�es.
Acha que ficou bem.
Que se passa, hoje? Estamos em reuni�o, sai.
Lidamos com isto daqui a 15 minutos!
- A cada par de minutos! - Ela quer que eu l� v�.
- Mostra-me os esbo�os! - Voc�s fazem sempre asneira!
- Chega dessa treta do �voc�s�! - Sil�ncio!
V�o para casa e n�o voltem.
J� tive a minha dose de mau ambiente no trabalho.
Adeus.
N�o fui clara?
Acabaram de ser despedidos.
Aqui estou. Ol�.
Desculpa, fui � casa de banho.
- Certo, ent�o... - Para que saibas, a chefe vem a�.
- Ai sim? Ela que venha. - O m�dico diz: �Fa�o-o gratuitamente,
porque os novos amantes disparam sem balas.�
Doutor, hoje n�o h� c� tiros, mas vou anim�-lo com algo parecido.
A senhora, na mesa. O senhor j� acabou. Diga-lhe para se vestir.
Sim, a��o!
- N�o � uma cena na mesa? - Sim, mas est� deitada.
- Mas tenho uma fatiota. - Vamos tir�-la.
Certo! Diz a algu�m para trazer o len�ol.
Certo!
- N�o depilei as pernas... - V� l�, ningu�m vai reparar.
- E eu estou a examin�-la? - Sim.
- N�o est� no gui�o, mas posso dizer... - N�pias.
- Estava s� a perguntar. - Certo, mas n�o.
Tudo bem.
- Esta cena aqui. - Mas n�o a ensaiei na mesa.
- Qual � a minha deixa? - Diz...
N�o � suficiente querer ter um filho meu.
Ele n�o quer ser examinado. N�o h� nada de errado com ele.
Estive a ouvir a discuss�o. Que fez ela?
Viste aquilo? A mi�da � genial!
Genial? Por n�o se ater ao gui�o?
- Ela nunca... - Agora parece um filme.
- Ela n�o alterou uma palavra! - Mas alterou o contexto.
Agora a cena tem um significado distinto do que tinha no gui�o!
N�o � um filme. O nosso p�blico n�o quer horrores!
Temos um problema maior.
- Qual? - Digo-te depois.
- Falaste com o Filip? - N�o! Nem vou falar!
Ol�.
- Vi a capa da Gloria, est�s incr�vel! - � Photoshop, mas obrigada.
- O que te aconteceu � m�o? - Nem perguntes. Tenho de ir.
Est� tudo resolvido. Sorri, est� bem? Livr�mo-nos daqueles parasitas.
- S�o parasitas, mas sinto-me estranho. - J� somos dois!
Algu�m vai dar boleia aos produtores de Belgrado e Liubliana?
� claro.
- Squash outra vez, Nata�a? - Era bom! Para de vaguear e vai escrever!
- Vais gostar do pr�ximo epis�dio! - Assim espero! Onde �amos?
- Dois carros ou um? - Eles s�o magros. Acho que cabem num.
Os jornais querem a hist�ria de teres salvo a vida do rapaz.
N�o! O mi�do teve uma overdose. N�o vou lan��-lo � imprensa.
- Isto entra? - N�o, cort�mos. Aqui, ela vai improvisar.
Tens um minuto?
O que est�s a fazer?
- Onde � que diz que o Daniel � ped�filo? - � um bom teaser. � vago...
Nunca mudes o contexto de uma cena por ti pr�pria.
Temos pessoas que decidem isso.
O que � que queres?
Uma cena destas... �O que achas?� �Vai ser enorme!�
Quem escreveu isso? Experimentou l�-lo?
- Sem pedofilia. - N�o diz que � pedofilia!
Um problema maior � que um vil�o supostamente inteligente
pede a uma crian�a de sete anos para roubar composi��es ao pai!
- � m� escrita! - Sem pedofilia!
N�o � claro se � pedofilia. Queria tornar a cena...
Sem pedofilia. Quantas vezes j� o disse?
Tr�s?
Tudo bem.
Mais um take com o Albert e o Danijel!
� Daniel, n�o Danijel. Sem �J�.
Mais um take da cena com o Albert e o Danijel sem �J�!
Porque continuas com ela? H� sempre problemas nas semanas dela.
O Marin e a equipa gostam dela e ela n�o � m�.
Avariada, mas n�o � m�. Mas ela � problema teu, n�o meu.
Sim, mas aquele casal...
Hoje eles, amanh� outros dois. Aguenta-te, n�o posso fazer tudo.
Certo. O Dr. Kajp ligou. Confirmo a marca��o?
Sim, por favor.
Deixaste-o no est�dio. Vais atender?
Obrigada.
Estou?
Pausa geral de cinco minutos!
Fazes-me um favor? N�o posso sair agora.
Vai buscar o meu pai e leva-o para casa. Certifica-te de que entra.
Se n�o tiver chave, o vizinho de baixo tem uma c�pia.
Obrigada.
D� o dinheiro do caf� � mulher que est� a tomar conta dele.
- Diz-me por SMS se est� tudo bem. - Certo.
N�o. Nada de comer c� fora. N�o est� certo. Comemos em casa.
C� vamos n�s.
PRISIONEIROS DA FELICIDADE
Agora, vamos comer strudel.
- Strudel m�gico? - N�o. N�o � strudel.
Zauberfl�te, Mozart.
N�o tenho bombons Mozart. S� strudel.
Eu tenho a Zauberfl�te. Mozart.
Fazia a gentileza de p�-la a tocar?
Ah, com certeza.
The Magic Flute. A Flauta M�gica.
Dois atos, 14 cenas.
� uma Singspiel.
- Adeus. - Adeus, boa noite.
Pai.
Pai. Vamos dormir.
Vamos.
Por favor...
Vai-te embora, por favor. Sou casado.
- Pai, vamos dormir. - N�o. Vai-te embora, por favor.
Fico numa situa��o comprometedora, se a Ema te encontra aqui.
J� � tarde, sou um homem casado.
A minha mulher chama-se Ema.
Pai, para. A Ema morreu. J� partiu.
Sou a tua filha, a Ives.
Por favor, estamos os dois cansados...
E que tal um jantar no s�bado ou noutro dia que te d� jeito?
S�bado est� bem.
Vamos, Ives. Alvorada!
Vamos.
Levanta-te, j� � meio-dia. Est�s atrasada.
Levanta-te, fiz o pequeno almo�o.
Ives!
Vamos, Ives.
Ives, vamos!
Oh, santo Deus, tens mesmo dificuldade em levantar-te.
- S�o 6 da manh�. - Sabes como o tempo voa.
Feche a m�o.
� isso. Continue.
�timo.
Mantenha os olhos fechados. Abra os bra�os.
Toque no nariz.
Agora com a outra m�o.
Baixe os bra�os.
Est� a acontecer tudo t�o r�pido.
�s vezes est� completamente l�cido,
outras vezes � um desconhecido.
Isso � o mais frequente.
Eu sei.
� dif�cil quando algu�m pr�ximo se torna num total desconhecido.
E aquela pulseira? Devia retirar-lha.
Est� a marc�-lo. � errado.
Pe�o desculpa.
PRATOS
MEDICAMENTOS
Ol�, Igor. Sou eu.
Podes dar-me trabalho na semana que vem?
FILMES
CONHE�A AS FACES DA DEM�NCIA
N�o, porqu�? A semana passada foi fixe.
N�o, quero fazer um empr�stimo e preciso do guito.
Tudo bem, certo.
Combinado. �timo.
Falamos mais tarde. Obrigada. Adeus.
N�o podemos conceder-lhe um empr�stimo antes de saldar a sua d�vida de cr�dito.
N�o tenho quaisquer d�vidas.
� verdade, n�o tem.
Mas a taxa de ades�o foi cobrada na sua conta antiga.
Aquela que encerrei?
Sim. A taxa foi cobrada e agora a conta tem saldo negativo.
Tudo bem. Levanto 100 mil cunas e vou-me embora.
Mas a conta est� encerrada.
Ent�o como retiraram de l� a taxa de ades�o?
Ent�o d�-me as 100 mil cunas.
- Imposs�vel. - Quero falar com o gerente.
- Est� a cham�-lo telepaticamente? - Acalme-se.
Estou calma, estava s� a perguntar.
Como se chama ele?
Imagino que um Miljenko seria uma pessoa adequada para gerir esta farm�cia.
Deixe-me experimentar. Miljenko!
Onde est�s?
Deve estar no seu cub�culo,
a teclar no seu espacinho, sem fazer um corno!
Miljenko!
Ou talvez Drago, nome perfeito para um gerente de filial.
Drago! Anda!
Pregui�osos de merda! Ningu�m trabalha, aqui! Idiotas!
�s tu o Drago? Tens cara disso.
Queria as minhas 100 mil cunas.
- Como posso ajud�-la? - Cem mil cunas servem.
Vlado!
- Completamente inacredit�vel! - Vlado!
- Acalme-se. - Porque hei de acalmar-me?
Vlado!
Inacredit�vel! Vais dar-me os 100 mil? Huh, Vlado?
Bando de imprest�veis de merda!
N�o sabem responder a uma quest�o simples!
Se voc�s trabalhassem, o pa�s n�o estaria todo fodido!
- Uma v�nia! - Vamos.
Uma v�nia!
Vamos.
Uma v�nia.
Uma v�nia!
Vamos, agora senta-te.
N�o me importa o que eles dizem.
Vou marcar-te, porque n�o quero perder-te.
- Quero uma hist�ria para adormecer. - Est� bem. Deita-te.
Era uma vez uma rapariga muito pequenina.
Ela vivia numa bonita casa de madeira, nas margens de um grande rio.
Ela queria muito um barco para chegar � ilha do outro lado,
porque l� havia uma enorme e bonita �rvore verde,
com uma enorme e bonita copa verde.
O pai disse que ela n�o podia ter um barco,
mas poderia ter uma jangada, se a constru�ssem juntos.
Quando chegou o dia, partiram juntos em dire��o � ilha maravilhosa,
mas levantou-se um grande vento e, de repente, a jangada virou-se.
A rapariguinha n�o sabia nadar, por isso agitou largamente os bra�os.
O pai dela tamb�m come�ou a agitar os seus, e fez com que o vento parasse.
O rio estava calmo, uma vez mais,
e n�o se ouvia um som.
V�o deixar as cornijas e as cortinas. � tudo novo.
Estou?
Agora n�o posso, estou com uma cliente.
Ol�!
- Tiveste saudades, viciada em novelas? - Estou agarrada.
N�o vou discutir o gui�o contigo!
S�o os produtores que querem que a tua personagem saia, n�o eu. Percebes?
Levo todos os meus pap�is a s�rio. Mas estes gui�es s�o escritos por idiotas!
N�o fa�o ideia do que est�s a falar. Acabei de chegar.
Podia ter rejeitado o gui�o, mas n�o o fiz, porque te odeio!
Rapazes...
Chegaram novas cenas. N�o sei o que se passa.
Querem matar o Albert, provavelmente quer mais dinheiro.
A s�rio?
- Au, para com isso! - Est� bem.
�s terr�vel. Podes ir.
Meu, vai ser uma semana hilariante.
N�o! Nada de sacos de compras! Quem vai tom�-lo por assaltante de bancos?
P�e-lhe um casaco sobre o bra�o, como se estivesse a esconder uma arma.
E vamos ensaiar!
- Quantas cenas j� film�mos hoje? - Vinte e tr�s. Vamos bater um recorde.
- Deve ser, deve. - Se me perguntarem:
�Qual � a motiva��o?�
Disfarce as rugas. N�o ponha azul a mais!
Chega, venha. Vamos filmar.
Nunca tenho direito a maquilhagem!
A sua beleza � natural.
Pessoal! � o Marin! Por favor, venham!
Por favor! � o Marin.
Venham!
Boa noite. Assine aqui, por favor.
Aqui est�s tu.
Aqui?
Obrigado. E o cobertor, por favor.
- � tudo? - Adeus.
At� breve. Foi encantador.
Agora tens de ir embora. � tarde, estou cansado. �s mal educada!
Sai de minha casa! Sai!
J� n�o consigo aturar-te!
Porque n�o consegues tomar conta de ti?
Devo votar a minha vida a mudar-te a roupa interior e os len��is?
Est�s a cagar-te para mim!
S� queres saber do teu umbigo!
O teu umbigo esfomeado, que quer porcarias da padaria!
Enfia l� um raio de um pretzel!
Sabes qual � a minha rela��o contigo?
Quem sou eu?
A merda de uma enfermeira?
Diz-me, quem sou eu?
D�-me isso.
�Ent�o apercebi-me de que n�o havia aux�lio ou esperan�a
e fui abarcada por um horror at� ent�o desconhecido,
exceto talvez naqueles raros e horr�veis sonhos,
porque sabia-nos desamparados contra a estupidez e o ego�smo,
quando tomam aquela forma comovente e divina.
Falei como um homem a lutar pela vida.
Vagueaste at� minha casa e desencaixotaste os teus sentimentos.
Encontraste em mim mat�ria para as tuas boas a��es?
Vai-te embora, agora! Embora!
J� n�o me lembro. J� n�o...�
Sabes como o tempo voa.
Parem!
Parem!
Ele est� em que cena?
Querem justificar a Anastazija, porque deixou a fam�lia por um homem rico,
por isso v�o introduzir o pai dela, que � demente.
Qual � a motiva��o? N�o perguntes.
Ol�, Ives.
Fala algumas l�nguas estrangeiras?
Sim...
- �Onde vais?� - �timo.
Podia dizer a deixa numa dessas l�nguas?
- Essa n�o sei. - N�o sabe esta?
Escolha uma l�ngua qualquer para a deixa.
Ele � professor universit�rio.
Fala em v�rias l�nguas ao pequeno almo�o
e, ao faz�-lo, perde a sua linha de pensamento.
Eu adoro-o, mas n�o suporto a sua doen�a.
Certo. Adora-o, mas n�o � doen�a. A doen�a n�o � o seu pai.
Estava aqui a pensar, j� que somos pai e filha,
talvez pud�ssemos ter os nossos rituais, enquanto jantamos...
Tudo bem.
- Vou assistir no monitor auxiliar. - Est� bem.
Porque somos parecidos.
Ives, minha Ives.
Que � isso?
Maquilhagem.
Un baiser papillon. Beijinho borboleta.
Mas como?
Fui dar um passeio de manh� e vi...
...vi um le�o.
O le�o veio at� mim e perguntou...
Veio at� mim e perguntou...
O le�o perguntou...
Perguntou...
Esqueci-me do que perguntou.
- Perguntou: �Gostarias de ir para casa?� - Gostaria.
- Gostas? - S�o lindas.
Quer dan�ar, jovem?
N�o.
Eu conduzo.
O homem conduz sempre.
Pap�, tenho de fazer xixi.
- O que fazes aqui? - Fugimos. A av� est� a dormir.
O que fazem aqui?
- A av� est� a dormir. - J� ouvi.
Pap�, a av� n�o tem dentes. Ela tem...
Ela diz que o diabo vai levar-te de novo. Vais desaparecer outra vez?
N�o vou desaparecer.
- Est�s a beber, mentes. - Estou a beber, mas n�o estou a mentir.
Pap�, tenho de fazer xixi!
Anda, n�o podes ficar aqui sozinha.
Espera aqui e canta.
- Porqu�? - Para saber que a� est�s e que est�s bem.
Dora, n�o te oi�o cantar. Canta.
Contar�o como navegaram
Aqueles que nunca zarparam
Para eles sou s� um navio amaldi�oado
Afirmam, quase se vangloriam
De que estremeci perante um drag�o E eu vi como flutuam
Pap�, tenho de fazer coc�.
Devias saber O que trouxe estas rugas
E o p� que me fere os olhos
Poucos de n�s chegaram �quela costa
Sobre a qual se abate uma tempestade
Eles juram pela sua prosa vazia
Bicando como um bando de corvos
As minhas palavras mal interpretadas
J� est�.
Contei os crucificados
Os justificados e os isentos
Perdida est� esta humanidade
S� os raros encontram os raros
Sei que anseias pela ressurrei��o
Essa t�mida silhueta
Onde eu
Te tinha na minha respira��o
Lembras-te da �Can��o de Embalar�?
Pap�, n�o lav�mos as minhas m�os.
Tens raz�o.
Fazemos isso em casa.
Esperem aqui.
- Soube do que aconteceu. Est� tudo bem? - Sim e n�o.
- Vais ter de esperar pelo dinheiro. - Sem problema. Arranjamos solu��o.
Leva os mi�dos para casa. Constipam-se.
�s tu a apanhar!
�s tu a apanhar!
Apanhei-te!
N�o te dou isso.
V�o brincar para o quarto. Pirem-se. Vamos.
Para o vosso quarto!
�s um alien!
Tu � que �s, e bem grande.
Tu � que �s!
Morre, monstro!
Venham aqui!
Venham aqui. Aqui!
Dora, anda c�! Venham aqui os dois!
Oi�am bem. Nunca mais voltem a sair sozinhos!
Fui clara? Ouviram? Agora, calem-se.
N�o quero ouvir um som!
Vai-te embora!
- N�o quero voltar a ver-te. - Acalma-te.
N�o queres saber de mim nem do que passei
enquanto ias e vinhas da B�snia para Espanha, durante quatro anos!
- Prova, ao menos, que queres saber deles! - Enviei dinheiro, liguei...
Que se lixem os trocos que mandaste!
E postais... da B�snia!
Meu Deus.
Telefonemas de s�tios merdosos, n�meros estranhos. Que hei de dizer?
�Ol�! N�mero novo, querido? Fodeste algumas putas novas em Utrecht?�
Sabes que mais? J� n�o podes ficar aqui.
Lidija, d�-me uma oportunidade. O material n�o era meu...
�s maluco! Completamente!
J� n�o aguento mais! Por tua causa, j� nem consigo chorar.
Cabr�o!
Odeio-te!
- Sei que sim, mas tenho um plano. - Vai-te embora! Sai!
- Acalma-te. - Sabes que mais?
N�o te odeio nada. Est�s a ouvir?
N�o �s nada, para mim.
Nem gosto de ti. Enojas-me, fisicamente.
Sai.
Imagina que vais a uma piscina para te divertires,
apanhas uma infe��o f�ngica de que n�o consegues livrar-te.
Vais a uma piscina pequena, todos lavam l� os p�s
e ningu�m apanha a infe��o.
Mariquinhas.
S�o 45 minutos at� � Disneyl�ndia.
Vamos.
Sinto que n�o me amas, � por isso que n�o consigo.
Eu amo-te.
N�o, n�o me amas. Sinto-o.
- Est�s s� cansado. - N�o estou cansado. N�o est�s aqui.
Eu n�o te amo?
- Escorpi�o. - �Amor:
Situa��o emocional incompleta e incerta.
Vai sentir suspeitas em rela��o ao seu parceiro...�
As cartas e os hor�scopos nunca mentem.
O que est� a tocar? N�o oi�o nada!
- A Lidija veio buscar os mi�dos. - Gra�as a Deus!
Ol�, querida. Entra.
- Deram-te trabalho? - Se deram.
S�o criminosos encartados. Vou passar a chamar-lhes orcs.
- Anda! - Estou a andar.
J� ningu�m quer tomar conta de ti!
N�o quero ficar com aquela bruxa b�bada ou com as tuas amigas burras.
E os amigos do teu pai s�o f�sicos astr�logos!
Astr�logos?
Queres dizer astr�nomos! Os teus amigos � que gostam de astrologia.
Para de rir.
Est�s a rir-te de qu�?
Continua a andar.
Anda.
Est�s a olhar para qu�?
Est�s a olhar para qu�?
Jan!
Jan!
Seja qual for o treinador,
vou aos balne�rios e jogamos como jog�mos contra o Zapre�ic.
Para a pr�xima, agarro-o pelos colarinhos
e levanto-o a dois metros do ch�o, � frente de toda a gente.
Tive negativa a matem�tica.
- E agora? - Nada.
Vai para a reciclagem, n�o para casa.
- O rapaz de cabelo escuro � giro. - N�o � mau.
N�o gosto de nenhum, mas devia estar de olho neles.
Porqu�?
Um dia hei de vend�-los.
Vend�-los? O qu�?
- Como frangos no supermercado? - Paga um, leva dois.
N�o. Ganhas mais assim do que a cozinhar e limpar, como mulher deles.
H�o de ter dinheiro suficiente para pagar uma empregada.
Mas depois tens de curtir com eles.
Que nojo! Lambeste-me!
Vamos.
- Que � isso? - Erva.
- Onde a arranjaste? - Roubei-a ao meu pai.
- O teu pai fuma erva? - Sim.
- Tenho a cabe�a a andar � roda. - Deixa-a rodar.
Fixe!
Como um carrossel.
Mais quatro.
H�o de correr para mim, galinhas.
D�namo, a nossa vida!
Mamic, filisteu, deixa este clube sagrado!
J� aguentei a press�o tempo suficiente, a entrar nos balne�rios,
a p�r a minha reputa��o em jogo, para que pudessem gozar comigo.
�Porque est� ela nos balne�rios?�
Estou a salvar a pele, por Deus! Estou a salvar o clube!
Seja qual for o treinador,
vou aos balne�rios e jogamos como jog�mos contra o Zapre�ic.
Para a pr�xima, agarro-o pelos colarinhos
e levanto-o a dois metros do ch�o, � frente de toda a gente.
Enquanto eu aqui estiver,
os que n�o estiverem preparados para morrer pelo D�namo...
... podem esperar o pior.
Mas deixem-me repetir...
N�o estou a amea�ar...
... e n�o estou furiosa...
... e tamb�m n�o estou cansada.
Bravo.
Dora!
- Como est� ela? - �tima. Como se te interessasse.
- Posso afastar-te dos meus filhos! - Os nossos filhos!
Deves querer saber o que disse � pol�cia.
Quero saber da Dora. � por isso que vim.
Por favor, fala comigo.
Sabes que mais? Se n�o fosses pai deles, entregava-te!
- Eu quero saber de ti. E tenho um plano. - Por favor!
Por causa dos teus planos, estiveste fora quatro anos!
Achas que planeio viver com um idiota que tem um plano?
Ouve. Arranja trabalho.
N�o estou a pedir. Um trabalho qualquer.
Das 9h �s 17h, n�o importa. Seguran�a, empregado de mesa, homem do lixo.
N�o me interessa. Quero que v�s trabalhar.
Em algo legal!
Ol�, querida.
A m�e n�o me deixa trazer o port�til. Est� � tua espera em casa.
A m�e est� muito zangada comigo.
E tem toda a raz�o.
- N�o o repitas. Podias ter morrido. - Tu est�s sempre a fumar aquilo.
Quando estiveste fora, tive medo que n�o voltasses.
E senti-me sozinha.
- Alguma vez pensaste em mim? - Sempre. Tamb�m estava sozinho.
Ent�o, porque me abandonaste?
Porque as pessoas cometem erros terr�veis.
N�o cometas erros. N�o podes imitar-me.
Eu vou mudar.
Mas tu tamb�m tens de mudar, est� bem?
A m�e n�o gosta de mim, mas nunca me deixa. Tu gostas, mas deixas-me.
A m�e gosta de ti. Gostamos todos, muito.
Mas �s vezes mostramo-lo da forma errada, ou temos azar.
A tua linha da vida � curta.
Eu talho uma mais longa, como o Corto Maltese.
Um cigano disse que a dele era curta, por isso talhou uma maior.
� melhor esticar a linha da felicidade.
Bom trabalho, mi�das.
Bom trabalho.
Abanem as ancas.
Continuem assim. Volto j�.
Ol�!
N�o h� floristas, aqui, s� padarias.
Est� tudo tratado. S� tens de mobilar.
- Preciso de um trabalho, j�! - Tenho trabalho para ti.
Como seguran�a, aqui.
Dormes durante o turno e trabalhas na loja durante o dia.
- O turno da noite? - Sim.
�s vezes o patr�o traz gajas para aqui, tu ignoras.
Os patr�es s�o mi�dos. Foi o pai que lhes ofereceu isto.
Aquele ali...
Ol�, amigo.
- Puto mimado! - Quando come�o?
- Ent�o e a loja? - N�o tenho dinheiro para investir.
N�o � preciso. Temos a loja.
Pinta-a, arranja umas flores.
O padrinho do Marko trata-te dos pap�is, arranjas um empr�stimo.
Vais trabalhar para eles eternamente?
Vamos experimentar.
Miljenko!
Onde est�s?
Deve estar no seu cub�culo,
a teclar no seu espacinho, sem fazer um corno!
Ou talvez Drago, nome perfeito para um gerente de filial. Drago! Anda!
Pregui�osos de merda! Ningu�m trabalha, aqui! Idiotas! �s tu o Drago?
- N�o sejas assim, se quiseres marido. - Tens a certeza que vou ser hetero?
- Completamente inacredit�vel! - Acalme-se.
Porque hei de acalmar-me?
Saiam!
Vamos!
Tudo c� para fora!
Estamos perto?
Est�s a brincar!
�Investimos 70 milh�es e havemos de criar postos de trabalho...�
Vamos. Sim?
Pap�! O Albert est� a fugir.
Pap�, larga-me.
Elas est�o comigo.
SEGURAN�A
Esperem a�.
Gostam?
Ela quer descansar um bocadinho, deitar-se ali...
- A Batalha das Termopizzas! - Term�pilas!
Deixa-me primeiro acabar, vemos isso depois.
- Vamos entrar nas ravinas. - As ravinas.
As ravinas.
- Enfrentam-nos milhares de persas. - N�s somos s� 300.
Enfrentam-nos milhares de persas. N�s somos s� 300.
- Sem rendi��es! - Nem trai��es!
Sem rendi��es, nem trai��es!
Ao ataque!
Ao ataque!
Setas!
Sem trai��es!
Nem rendi��es!
Hi-haa!
Marin, que se passa?
Que se passa?
Dora? Jan?
Marin?
Meu Deus.
Dora? Jan?
Dora! Jan!
Danadinhos!
Marin, vamos!
Meu Deus!
Acudam!
Meu Deus.
Ajudem.
Ajudem!
Por favor, ajudem!
Por favor! � o Marin! Por favor, venham!
Por favor! � o Marin.
Venham!
Tinha de ver-te.
N�o podes correr riscos. Vai!
N�o quero saber. S� quero saber de ti e do nosso filho.
Devolve-me isso!
Vou lamber gelado de pist�cio do teu corpo. Traz o gelado.
- Agora sabes tudo. - Sim.
Pap�!
- Larga-me! - Acalma-te!
Acalma-te.
Para o almo�o.
Vai foder a tua m�e!
Se soubesse que n�o havia licen�a, n�o tinha concordado.
Calma. O supermercado...
Que se fodam as tuas teorias de �fracasso ou sucesso�.
Que me interessa um supermercado aqui?
Disseste que tinhas os documentos. Que fa�o com as flores que comprei?
Vendemo-las junto ao cemit�rio.
- Deves-me esse dinheiro. - Vedran!
A fotografia.
Ent�o e agora?
N�o sei.
Bem te disse. A casa est� registada no nome da m�e dele.
- � reformada, constr�i vivendas. - Quem � o gajo?
� do Minist�rio da Cultura, corrupto.
Irritou um pol�tico, porque n�o queria partilhar.
- � s� para lhe dar um aviso? - Sim. Para come�ar a partilhar. � f�cil.
Experimenta no Lovers� Lane. Ele costuma l� ir papar uma atriz.
- � a �ltima vez. - At� pagares o que deves.
- N�o preciso disso. - N�o se fode sem pila. Pelo sim pelo n�o.
N�o trabalhas?
Despedi-me.
A florista falhou. N�o havia documentos.
Nunca h�s de mudar.
Tens raz�o. Pois n�o. Porque n�o consigo.
- Achas que toda a gente consegue mudar? - Sim, as pessoas mudam.
Quem?
J� alguma vez viste algu�m mudar e tornar-se noutra pessoa?
Estou a tentar.
Estou a tentar vestir outras roupas, mudar de pele, vestir uma nova farda.
- At� l�, d�-me uma folga. - Dou-te uma folga?
N�o me queres, fa�a o que fizer. N�o me aceitas.
Se fosse m�dico, encontravas defeitos na minha maneira de ser, em mim.
Continu�vamos com um problema, apenas diferente.
Jan, vai para a cama.
- L�s-me uma hist�ria? - Sim. Anda.
Qual?
A Batalha das Termopizzas.
A Batalha das Termopizzas...
- Term�pilas! - Est�s acordada.
Sim. E vou mostrar-te como o pap� l� essa hist�ria.
Um grande ex�rcito reuniu-se, para uma grande batalha.
Trezentos guerreiros armados at� aos dentes.
Todos seguiam o seu grande l�der, Le�nidas.
Numa ravina estreita, Le�nidas disse-lhes:
�Sem trai��es! Nem rendi��es!�
Percebeste?
N�o. Porqu�?
Porque sim.
- Onde est� o pai? - Saiu.
Isto caiu da tua mala. Eu e o Jan derrub�mo-la, sem querer.
E tu, quando mudas?
Dora.
- Vem c�! - Foi-se embora por tua causa! Odeio-te!
Levou um murro na cara. Nariz inchado, olho negro...
Recebeu um lifting de borla.
- Sou o Fix. - Speedy. Ol�!
Vamos!
Essas fotos eram do cara�as, meu.
Ela tem mesmo de p�r tudo online?
Como quando uma gaja te vomitou em cima.
Pensei que lhe ias devolver o favor.
Quase o fiz! Depois de uma garrafa de brandy de ervas...
�pico.
Olha para aquele idiota.
E o tipo que mandaste para as urg�ncias?
Deixa-a em paz! Larga-a!
Deixa-a em paz, idiota!
Onde vais?
Em viagem.
Quando regressas?
Daqui a cinco anos?
Sem trai��es.
Muito bem, vamos.
- Fizeste um excelente trabalho, parab�ns. - Obrigada.
Os ratings em Belgrado s�o excelentes.
Ela salvou a vida de um jovem.
- J� sabemos! - V� l�.
Assim � que �!
Esqueci tudo sobre primeiros socorros. Tirei v�rios cursos.
N�o tive tempo para pensar.
As situa��es cr�ticas e o perigo despoletam rea��es instintivas.
Al�m disso, tenho experi�ncia, estudei medicina durante um ano.
Que bom.
O meu falecido pai era m�dico do ex�rcito, em Belgrado.
O teu apelido � Cornue. Era franc�s?
N�o. Uso o nome de solteira da minha m�e.
Ela � Cornue. � francesa. Tamb�m tenho cidadania francesa.
- Est�s de quantos meses? - Cinco.
Menino ou menina?
Menina.
- Um brinde � menina! - Sa�de!
Merda.
Outra SMS da Edita. Onde � que...
Emprestaste-me isso? Estou falida!
Mantive-te durante 15 anos!
Mantiveste-me?
Contribu� tanto como tu! N�o pediria, se tivesse dinheiro!
- Vende a casa. - Tens comprador? Vende tu.
Devias ter vergonha!
Devias ter vergonha!
- N�o te ajudei mais de uma vez? - �s um traste.
Um traste! � o que tu �s.
Arruinaste a minha vida e a do meu filho, por causa daquela puta!
Nunca foste um pai para ele, nunca cuidaste dele. Nunca!
- Nunca ajudaste ningu�m. - Que � isto, o Dia da A��o de Gra�as?
Ele � t�o ego�sta como tu. S� pensa em si pr�prio.
- Quem tem a culpa, agora, o Filip ou eu? - J� n�o consigo viver com ele!
- Mandei-o embora! - Excelente!
Est�s...
Est�s na minha barriga e...
... �s vezes d�s pontap�s t�o fortes...
... penso que vais ser uma halterofilista.
� a �nica coisa que consigo sentir e penso que...
Queria...
Queria dizer alguma coisa e deixar-te algo, para saberes...
Vamos ter muito pouco tempo...
Vamos ter muito pouco tempo. N�o vamos ter tempo para...
... para nada.
Ol�.
S� queria que soubesses que lamento muito e...
... que te amo muito, e...
Importa-se?
N�o.
O que for preciso.
Deixe-me ajud�-la.
Obrigada.
Por favor, ajudem!
Pessoal! � o Marin! Por favor, venham!
Por favor! � o Marin.
Venham!
Que vai o Marin dizer?
Ele � teu pai. A casa � dele, tanto quanto minha.
N�o consigo tratar de nada. Tantas coisas a precisar de arranjo.
De que serve um homem que n�o sabe arranjar uma porta?
Esse paleio todo sobre o papel do pai est� t�o ultrapassado.
As abelhas, por exemplo, livram-se deles ap�s a insemina��o.
- Podem manter os zang�es pelo calor... - Obrigada pelo conselho.
Como temos aquecedores, o vosso destino est� tra�ado.
O teu e o do teu pai!
Espera a�. S� um minuto.
Atirava-me a ti, se n�o estivesses gr�vida. Olha.
A s�rio. No entanto, vais dar-me uma irm�.
Atiravas-te a mim?
O que fazes?
J� te mostro!
Nata�a, liguei-te para o telem�vel, mas n�o atendeste.
O Marin est� no hospital. Ele j� est� bem, n�o te preocupes.
� s� para saberes.
Tamb�m vou ligar ao Filip. Falamos mais tarde, adeus.
V�, vamos! Estamos a rodar a cena 35, epis�dio 112!
O Peter trai a Anastazija com a secret�ria! Soa familiar?
Vamos a isso!
A equipa deve achar esta cena muito engra�ada.
- Vais despedi-la? - N�o. No fim de contas, salvou o patr�o.
Vamos, pessoal. Levantem-se!
R�pido! Acordem!
Tragam-me os relat�rios...
... dos patrocinadores...
Que se passa?
Nada, s� uma leve tontura.
Temos de rever o fluxo de caixa.
Acabei de ler as minhas cenas. Sou c�mplice de um homic�dio est�pido?
Como � que me envolvo com criminosos?
As mi�das adoram-me! Comigo em fuga, os ratings v�o cair!
Estamos em reuni�o. Sai, por favor.
� urgente. Se n�o for bom, repetimos...
As mi�das v�o aguardar ansiosamente o teu regresso.
Fizemo-lo pelos ratings. Obrigada pela tua preocupa��o.
A Edita quer ver-te, parece irritada.
- N�o estou aqui. - Certo.
Espera, eu trato disso.
Diz-lhe para ir ao est�dio, sa�da cinco, para n�o estarmos sozinhas.
Vai fazer mais uma cena. Por isso, que haja mais gente.
N�o sou snob, mas ele enrolou-se com a ral�.
- As pessoas riem-se de mim. - Acalma-te. Como posso ajudar?
Ajudas o Filip, e agrade�o-te,
- mas n�o posso com ele, nem com o pai. - Estou mesmo com pressa.
Estou com vergonha.
N�o fui am�vel para ti,
mas sei que me compreendes, especialmente depois disto.
Preciso de trabalho.
Estou a fazer di�lise.
� uma tortura. Tr�s horas, tr�s vezes por semana.
Olha. Que mais posso dizer?
Preciso de dinheiro. Tenho d�vidas.
Por favor, d�-me um papel.
Sabes que sou uma profissional.
Com certeza.
O diretor de elenco vai ligar-te.
Obrigada.
Edita...
Posso limpar?
Sim, por favor.
AG�NCIA DE ADO��O FRANCESA
ANO NOVO: A HIST�RIA DE ADO��O DE MATT, ANNE E LILA
POL�CIA DE ZAGREB DEPARTMENTO DE PREVEN��O CRIMINAL
- Quem � o gajo? - N�o conheces.
- H� quanto tempo dura isso? - H� anos.
- Dizes-me agora, que estou de cama? - Tu trais-me, eu traio-te.
Pelo menos n�o �s alvo de chacota na empresa.
Encontraram-te com as cal�as para baixo.
Podes ficar com tudo.
Cedi as minhas propriedades ao Filip.
- Ao Filip? - Sim. Fica tudo em fam�lia.
Est�s com p�ssimo ar.
Estou cansada. Mas satisfeita.
- E o beb�? - N�o � teu.
- Posso exigir um teste de paternidade. - E eu posso desaparecer.
Preenchi uma declara��o policial a dizer que parti voluntariamente,
por isso n�o v�o procurar-me.
Deixa-te de tretas!
Se tivesses levado a tua avante, o beb� j� n�o estaria aqui.
Puta!
Marin...
Desculpa, a nossa rela��o foi um erro.
Olha!
E arranjei os aquecedores, estavam cheios de bolhas.
Olha o que encontrei no telheiro. Uma caixa de fotos ao p� do corta-relva.
Cuidas mesmo das mem�rias!
Ent�o e isto?
- Inacredit�vel. - Iguaizinhas.
- Queres sair? Conhecer os meus amigos? - Estou cansada. Diverte-te.
Uma cerveja pequena.
- Pago amanh�. - Desculpa, n�o posso.
- Minha fada madrinha! - O teu banco!
Certo.
Ent�o os mi�dos v�o ser orientados?
Sim, se quiserem estudar Medicina,
podem fazer voluntariado na equipa do seu mentor.
Mas o mais importante � que v�o ter apoio emocional.
Algo que nunca tive.
E agora?
- Queres saber se vou deix�-lo? - N�o compreendes.
Tu geres a empresa, e ele faz papel de grande chefe.
Enganas-te, � muito bom nas vendas. Devias v�-lo negociar.
� encantador.
- Como tu. - N�o temos nada em comum.
Filip, voc�s t�m de fazer as pazes.
E viver felizes para sempre? Como nas tuas novelas est�pidas.
Est�pidas? Pagam-te as bebidas.
Desculpa.
Estou sempre a esquecer-me de quem � o est�pido, aqui.
Um, dois, tr�s!
Um, dois, tr�s!
Casa vazia, mas n�o me deixas ficar
Porque cravo dinheiro todos os dias
Odeias-me, vai-te lixar, putz!
Nunca hei de pagar as tuas contas
Porque usas roupas tontas
Por minha causa, �s solteira
Disse que n�o � tua irm�
�s a �nica que sempre amei!
Casa sempre vazia
S� precisas de um rufia
Dizes que sou o pior de todos
N�o me queres de volta, meu amor
Sim, trouxeste-me flores
E eu absorvi a tua �gua como uma esponja
Do terra�o de onde me acenaste
Mandei um mergulho da minha bicla!
Mandei um mergulho!
Mandei um mergulho!
Puta madre!
Estou a ir.
Espera.
- V� l�, abre a boca. - Vou ficar gorda.
Vais ficar forte como uma leoa!
Deixa-me fotografar-te.
Espera.
�s o irm�o da minha filha.
Talvez o Marin n�o seja meu pai.
� melhor do que as hist�rias dos meus guionistas.
Ou pior.
Sim?
Certo, reuni�o na quinta �s...
Desculpe, n�o tenho aqui a agenda. Pode voltar a ligar mais tarde?
- Podes acabar o contrato de arrendamento? - J� acabei.
- Precisamos de ti para a compra. - Vou j�.
Ol�.
RESULTADOS DE RESSON�NCIA MAGN�TICA
Obrigado por teres pago a renda.
Liguei-te.
- Tamb�m tentei por... - Tenho um tumor. Um tumor cerebral.
Vou morrer dentro de... tr�s ou quatro meses, dizem.
Desculpa.
Foi h� muito tempo.
- Nunca hei de perdoar-me. - Eu j� perdoei!
Sen�o, n�o estaria aqui.
N�o sou eu que te carrego.
N�o sou eu que te carrego.
�s tu que me carregas.
Algu�m h� de carregar-te, sempre.
A princ�pio, h� de ser um vento favor�vel...
... depois, ami�de um obst�culo.
Mas cada obst�culo pode ser transformado em escada
ou em pedra basilar.
N�o tenhas medo, tu consegues.
ELIMINAR FICHEIRO?
CONCLU�DO
ELIMINAR FICHEIRO?
ELIMINAR FICHEIRO?
CONCLU�DO
VAZIO
- Bom dia. - Resid�ncia Bota?
- Sim? - Uma entrega para si.
- J� chega! N�o h� mais espa�o. - Mas temos mais...
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