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Zulu
Chamo-me Danny Dyer e este � o The Real Football Factories
Fui Tommy Johnson no filme LSD - Luta, Sexo, Droga,
sobre a viol�ncia no futebol.
S�o todos doidos! Doidos!
Mas a� era representa��o.
Agora, ando pelo pa�s em busca das claques
que se envolvem em lutas reais nos jogos.
N�o h� sangue falso. N�o h� duplos. N�o h� caracteriza��o.
Desta vez, sou s� eu e os piores hooligans do pa�s.
Odiamos a escumalha do Leeds!
Conhe�o os l�deres que realmente mandam.
Bem-vindos a mais um programa.
Hoje, falamos com claques das Midlands.
Vamos conhecer os maiores problemas com essas claques.
Veremos a quest�o racial.
As Midlands s�o uma regi�o multicultural, mas isso v�-se nas claques?
O estere�tipo do hooligan � racista.
Mas ser� assim nas Midlands?
Em mi�do, sempre quis ser hooligan.
Era um mundo de emo��o e entretenimento.
N�o quer�amos matar ningu�m. Era s� divers�o.
Para mim, sempre foi divers�o.
As Midlands s�o uma regi�o culturalmente rica e variada.
Birmingham e Leicester t�m das maiores misturas �tnicas
de todo o pa�s.
Na restante regi�o, ber�o da revolu��o industrial...
... surgiu um sentido de comunidade
atrav�s de gera��es de dificuldades.
As Midlands v�o de Stoke, a norte,
at� Stratford upon Avon, a sul.
E de Leicester, a leste, at� Wolverhampton, a oeste.
Esta viagem vai levar-me a todos os cantos das Midlands,
onde vou conhecer claques com reputa��es temidas no Reino Unido.
O objetivo � conhecer as claques por dentro.
Ouvi dizer que tens um amigo na claque
capaz de deixar a hero�na, mas n�o de ser hooligan.
- � verdade? - Sim, �.
Vou conhecer as pessoas e ouvir a verdade
por detr�s das not�cias do mais recente surto hooligan.
Gostaria que, muito em breve...
EX-TREINADOR
... algo acontecesse. Vamos ca�ar os rufias
e livrar-nos dos rufias da sociedade.
Para baixo!
As Midlands s�o uma regi�o invulgar,
pois est�o num vazio...
CRIMIN�LOGO
... entre Londres e o Norte.
H� um patrim�nio industrial e dificuldades,
mas tamb�m tem havido
muita imigra��o para as Midlands.
Se analisarmos o sucesso em termos de integra��o racial,
Birmingham � considerada um caldeir�o cultural.
E �-o realmente.
Acho que a hist�ria do Birmingham City Football Club
est� decididamente ligada a isso.
� em Birmingham que come�o a viagem,
uma cidade que sofreu com a tens�o racial nos anos 70.
Neste pa�s,
dentro de 15 ou 20 anos,
ser�o os negros a chicotear os brancos.
Nos anos 70, a tens�o racial era normal em Birmingham.
CHEGA DE IMIGRANTES
Pol�ticos como Enoch Powell
faziam discursos como Rios de Sangue.
E havia grupos como a Frente Nacional,
sempre a manifestarem-se...
... para nos expulsarem, pois roub�vamos o emprego.
Dois, quatro, seis, oito, n�o queremos ser integrados.
FIM � IMIGRA��O
Fala-vos Rob Golding. H� relatos de uma bomba
na baixa de Birmingham.
1974 - ATENTADOS DO IRA
Os irlandeses tamb�m sofriam maus-tratos raciais.
Ap�s as bombas do IRA matarem 19 pessoas em 1974,
os grupos oprimidos formaram uma alian�a improv�vel.
Os negros e os irlandeses sentiram camaradagem entre si.
E tamb�m com outros brancos
que conheciam a cultura destes dois povos.
Uniram-se inicialmente numa claque chamada Apex,
passando a Zulu Warriors, nos anos 80.
CONHECEU OS ZULU WARRIORS
A Pol�cia diz que o bando dos Zulu Warriors,
muitas vezes armado com ma�os e facas, tem sido respons�vel
pelo reinado de terror dos �ltimos tr�s anos.
O bando dos Zulus era not�vel.
Era realmente not�vel,
pois eram hooligans de v�rias ra�as.
E apesar de haver negros nas claques hooligans,
n�o � comum haver a mesma mistura.
A visita �s claques das Midlands
come�a na segunda maior cidade do pa�s.
Em 1982, surgiram os Zulu Warriors,
a infame claque mista do Birmingham City.
Os adeptos entoaram a palavra Zulu
num jogo fora do Man City e a claque nasceu.
Como os guerreiros africanos no filme de Michael Caine...
... os Zulus n�o faziam prisioneiros.
E o seu grito de guerra fazia arrepiar as claques advers�rias,
como vou descobrir.
Os Zulus v�o-te apanhar!
Os Zulus v�o-te apanhar!
Vamos a isso.
J� sei como se sentiu o Michael Caine.
Um dos l�deres aceitou falar se escondermos a sua identidade.
� o c�ntico mais famoso do futebol.
Se forem a andar numa noite qualquer
e ouvirem 400 homens a entoar o nome Zulu,
� muito assustador.
O que nos trouxe foi a camaradagem.
S�o meus irm�os. Se eu for a andar na rua,
olho � esquerda ou � direita...
Ele � bom rapaz e ele tamb�m.
Atr�s de mim tamb�m vai um bom rapaz.
S�o de v�rias zonas de Birmingham.
Se algo acontecer e for mesmo muito mau,
estas pessoas apoiam-me.
Chama-se linha Zulu.
N�o interessa se somos 100 ou dez.
Quando essa linha est� criada,
nunca a vi ser quebrada, entendes?
Se fores para uma luta e vires 200 negros
juntos com brancos,
a olhar para ti com as veias sa�das e os olhos fora das �rbitas,
a espumarem da boca,
v�s que � diferente, pois a maioria das pessoas
n�o est� habituada a ver tanta gente querer lutar,
sobretudo brancos e negros.
Os Zulus refletem a fus�o
da cultura branca e negra nas ruas de Birmingham.
A m�sica era importante?
BEM-VINDO
As bandas que surgiram nos anos 70,
como The Specials, The Beat e UB40,
trouxeram a camaradagem entre brancos e negros.
Essa m�sica dava para lutar.
Era fant�stica para uma batalha na discoteca.
No in�cio dos anos 80, os jovens Zulus eram inspirados
pelo movimento hip-hop de Nova Iorque,
chamado Zulu Nation.
O artista que criou a Zulu Nation foi o Afrika Bambaataa,
com os Soulsonic Force, e o tema chamava-se "Planet Rock".
� f�cil mudar os passos de dan�a para artes marciais.
Portanto, muitos rapazes que vinham da dan�a eram bons lutadores.
Tal como a Zulu Nation, lev�vamos o nosso estilo,
as nossas roupas, e tamb�m a nossa m�sica favorita.
Lev�vamos um r�dio port�til e era um dia de festa para n�s.
Est�vamos a divertir-nos.
And�vamos pelo centro comercial,
com um r�dio grande a tocar m�sica reggae, 400 homens.
Todos perguntavam: "Quem s�o estes?"
And�vamos por ali, com os cachec�is ao pesco�o.
A base dos Zulus era uma agressividade assustadora.
Se virmos centenas a correr na nossa dire��o,
as pernas tremem, a boca fica seca e olhamos para os amigos.
Procuramos um espa�o na rua, encontramo-lo,
come�amos a saltar, a afugentar os nervos das pernas,
pomo-nos em posi��o e estamos prontos.
Olhamos para os amigos e pronto, esperamos que comece.
� como no Braveheart quando v�m os ingleses: "Aguentem..."
Acordamos de manh� antes de um jogo,
�s 6h ou 6h30 para estarmos prontos.
Levanto-me, fa�o uns alongamentos e penso...
"Vou dar porrada e voltar para casa."
Quando o Leeds veio a Birmingham no �ltimo jogo da �poca de 1985,
ocorreu uma das piores cenas de viol�ncia no futebol do pa�s.
Mais de mil hooligans estiveram envolvidos no auge da batalha.
O Leeds era muito odiado.
Sempre que �amos a Leeds,
ouv�amos: "Sieg Heil!". Era por isso que havia muitos rapazes
que nem gostavam de futebol, rapazes negros da cidade,
que se juntavam � claque porque o Leeds vinha c�.
Nunca tinha visto uma rea��o assim dos adeptos dos Blues.
Cerca de mil invadiram completamente o campo.
Os do Leeds voltaram para o lado deles e ficaram a olhar,
espantados, para o que se passava.
Aquilo continuou at� �s seis da tarde.
Viste O Resgate do Soldado Ryan ou Platoon - Os Bravos do Pelot�o?
Junta-os, sem os tiros, e tens um jogo Blues-Leeds.
N�o aconteceu s� numa zona, foi em todo o lado.
Foi uma loucura.
O campo de St. Andrews parecia mais um campo de batalha
do que um campo de futebol, numa guerra entre adeptos e Pol�cia.
Foram detidos 125 e quase 200,
incluindo 96 pol�cias, ficaram feridos.
Tragicamente, um adepto de 15 anos do Leeds
morreu quando um muro lhe desabou em cima.
� UM MOTIM!
Nos anos 80, o hooliganismo estava no auge e era chocante.
TRAG�DIA NO FUTEBOL
Os Junior Zulus deram continuidade � reputa��o da claque.
O deflagrar dos bandos em Birmingham pode ter reduzido o n�mero
de hooligans negros na claque,
mas mant�m-se os princ�pios de uni�o.
Os Zulus s�o um s�, um todo.
Certo? S�o todos os rapazes de h� 20 ou 30 anos.
Estamos todos juntos, todos da mesma cor, n�o interessa a idade.
Somos todos iguais. � o que a nossa claque tem de bom.
Ser Zulu tem v�rias vantagens,
incluindo contactos na cena noturna da cidade.
N�o h� filas para eles.
Somos os �nicos que podem falar mal de Birmingham.
Entramos em qualquer discoteca e ningu�m nos diz nada.
- N�s � que mandamos. - Somos unidos.
A pr�xima paragem era num dos maiores rivais do Birmingham
nas Midlands, Stoke City.
Enfrentaram-se na 5� jornada da Ta�a FA, em 2006.
H� oito anos que n�o se enfrentavam
e esperavam-se problemas no p�blico.
Est� com a Signal 1, a primeira das not�cias.
As not�cias �s 8h. Sou Tom Cook.
Cerca de 200 hooligans,
entre os 16 e os 56, foram detidos naquilo que a Pol�cia descreve...
A Pol�cia diz que apoiantes do Birmingham derrubaram a veda��o...
... no Britannia Stadium. Ap�s o jogo, hooligans dos dois clubes lutaram.
- O Superintendente France... - Se os criminosos violentos
se juntassem ap�s o jogo, haveria neste momento pessoas
com graves...
Foi previsto por muitos, mas os adeptos n�o gostam de ver.
Os adeptos do Birmingham tentam sair para a bancada Sul e Este.
Temos confrontos.
O empate do Birmingham City no Britannia Stadium
terminou com adeptos a lan�ar pedras, ofensas e confrontos violentos.
Estou em Stoke. Vou conhecer a claque.
J� os ou�o a fazer barulho. Chamam-se Naughty 40.
Sem querer ter piada, parece uma revista porno.
A minha m�e sempre me disse que as apar�ncias enganam.
Se assim for, este grupo deve ser bem maroto.
Vamos a isso.
Os Naughty 40 surgiram em 1985,
quando 40 hooligans de Stoke foram a Portsmouth
para uma batalha com a claque do Pompey.
Rapazes, obrigado por falarem comigo.
Obrigado, rapazes.
Antes de mais, j� conheci v�rias claques e pergunto-vos sem rodeios,
sejam sinceros comigo,
LSD - Luta, Sexo, Droga foi bem conseguido?
Sei que falava dos Cockneys, mas foi fiel?
S� n�o gost�mos dos adeptos do Stoke
que lixaram na esta��o de servi�o.
Que est�o a fazer?
Est�o ali dois adeptos do Stoke.
Deixem-nos, vamos atrasar-nos.
Que se lixem. Deram-nos porrada.
N�o, a malta j� l� est�.
J� te dou o n�o.
Idiotas.
Confesso que tive uma escaramu�a
com dois adeptos do Stoke e sa� por cima.
N�o vou ser gabarolas. Estou rodeado por 800 dos vossos.
Para Mark Chester e a sua claque, uma palavra resume a filosofia do grupo.
H� um certo c�digo nesta terra. Chama-se respeito.
Respeito, rapazes!
- Oscar? - Estou aqui.
Paras com o barulho?
� uma cultura de muito respeito
e tem de ser cumprido.
Podem ser hooligans num minuto
e de repente est�o na rua. Basta um erro e saem.
� importante cumprir as regras.
Numa terra onde n�o se passa grande coisa,
algo que nos faz parecer aventureiros,
mais ousados... Muitos rapazes do campo
encaram os rapazes que v�o ao futebol
como piratas, por assim dizer, e � isso que querem fazer,
porque isso tira-os da vida que veem � sua frente.
N�o sei se os Naughty s�o s� 40. H� imensos neste bar.
E apoiam-se diariamente.
Quem est� envolvido com a claque e com esta cultura,
todas as tias e tios, o efeito domin�,
s� usam uma ag�ncia de viagens em Stoke,
ou uma empresa de aluguer de carros porque...
... � de algu�m da claque.
N�s mantemo-nos no nosso mundo, olhamos uns pelos outros.
O principal � estarmos felizes, juntos e em seguran�a,
que ningu�m passe dificuldades. Se algu�m for preso,
temos de garantir que os filhos t�m t�nis para a escola
e coisas desse tipo, que ningu�m sofre.
� isso que interessa. Olhamos uns pelos outros.
A fam�lia n�o desaparece.
� a nossa rede de amigos. N�o temos la�os da escola,
mas temos a rede de amigos.
Na nossa cultura, temos tend�ncia para chegar aos extremos.
Tiramos prazer em ter medo.
Sempre consider�mos isto como o mais radical dos desportos radicais.
Oxford tem um clube de desportos radicais com atividades como esquiar na encosta
e se partirem uma perna numa �rvore, ficam todos divertidos.
Isso n�o � criticado, � o esp�rito da juventude.
Eles enchem mais os hospitais do que n�s ao fim de semana.
Alguns de n�s est�o num per�odo de transi��o na vida,
a aprender a lidar com a vida fora da claque.
- � dif�cil. - Sim.
Quando nos dedic�mos a algo
a maior parte da vida,
tr�s d�cadas da nossa vida, de repente,
deixamos de ter esse prazer, essa emo��o.
Pode ser dif�cil tentar lidar com a vida normal.
Quando chegamos �quele pico de adrenalina,
como paramos de fazer isso, como recusamos?
Apesar de estarmos retirados da parte ativa desta cultura,
nunca vai deixar-nos porque estamos viciados nela.
Somos dependentes, acredita.
Somos viciados.
As claques de futebol s�o um estilo de vida do dia-a-dia.
Mas quais s�o os efeitos negativos
deste v�cio pela viol�ncia?
Para saber mais, vou � regi�o chamada Black Country
conhecer o l�der do Yam Yam Army do Wolverhampton.
N�o bebo, n�o consumo drogas e n�o fumo.
N�o quero. Quero ver as pedras a vir.
Quero ver os murros a vir.
Um homem b�bedo n�o v� os murros.
A adrenalina de ter dois grupos de homens
a lutarem uns com os outros, a guerrearem sem receios...
Saem e voltam � carga.
A emo��o �... � quase como sexo.
O Yam Yam Army, uma express�o do Black Country
que significa "tu �s", estava a ganhar respeito nas Midlands
por organizar viol�ncia no futebol e passar a perna � Pol�cia.
Pensamos como a Pol�cia faria e fazemos o contr�rio.
Perguntamos como ir�amos l�?
A Stoke, por exemplo. Sa�mos em Stafford e vamos de t�xi.
Fomos todos a Leicester, uma vez. A Pol�cia estava toda c� fora.
Um amigo meu ligou
e chamou 30 t�xis. O tipo mandou-o � merda,
e ele disse que quer�amos 30 t�xis.
Fomos todos nos t�xis, entr�mos por tr�s e desaparecemos.
A Pol�cia veio e perdeu-nos: "Onde raio se meteram?"
O efeito do hooliganismo era conhecido: pris�o e ordens de restri��o.
Gilly esteve preso nove meses,
ap�s um incidente num jogo com o Stoke em 1994.
� dif�cil, muito dif�cil. N�o entendo os idiotas que dizem:
"A cadeia n�o custa nada." Eles que v�o.
Mas t�m de sair de l� a andar.
1998 - OPERA��O GROWTH
Houve luz a noite toda na Esquadra de Wednesfield,
no Black Country.
A Pol�cia das West Midlands preparava-se para a maior opera��o
alguma vez montada contra suspeitos de hooliganismo.
Fomos apanhados na Opera��o GROWTH.
"Livrar-nos dos hooligans em Wolverhampton."
Prenderam 68 de n�s e lev�mos uma restri��o de cinco anos.
Est�vamos todos juntos l�. Estou banido h� 13 anos numa pena de 15.
� um recorde, n�o �?
N�o quero meter-me em mais problemas.
SHAW ORGULHA-SE DA VIOL�NCIA
Estou velho demais. J� me diverti.
A claque jovem do Wolves seguiu a gera��o de Gilly.
Se precisarem de um conselho legal podem recorrer a Gilly
que usou a experi�ncia e est� a estudar
para se formar em Criminologia.
Olhamos para eles e revemo-nos.
N�o quero deixar que fa�am o mesmo que fiz.
Est� na hora de dizer aos jovens para evitarem problemas.
N�o por esses idiotas, a Pol�cia.
Uma das piores rivalidades aqui
� entre dois clubes afastados apenas 22 km.
Nottingham Forest e Derby.
S�o clubes com diversas liga��es e uma delas
� Brian Clough ter treinado ambos nos tempos �ureos.
Brian Clough ajudou os dois a vencerem o campeonato nos anos 70.
N�O AOS PALAVR�ES!
Levou o Forest � fama com vit�rias no Europeu
em 1979 e 1980.
Mas a rivalidade fora do campo � igualmente importante para as claques.
Existe h� d�cadas.
A viol�ncia surgiu longe do Baseball Ground,
quando um grupo de quase 400 jovens atacou a Pol�cia.
O servi�o policial de informa��es
classifica o jogo de amanh� como Categoria A.
Grande presen�a policial para um jogo de alto risco.
H� problemas nos jogos Forest-Derby desde os anos 60.
Quando Forest e Derby jogam,
conseguimos levar uns 500 e eles duplicam o n�mero.
� como tomar conta de outra cidade
gra�as � cerveja, entendes?
O Derby f�-lo bastante, mas da �ltima vez o Forest veio c�
e andou um dirig�vel no ar.
A rivalidade � muito forte.
� muito profunda. Acho que nunca vai terminar.
BEM-VINDOS A NOTTINGHAM
A claque do Forest � a Forest Executive Crew...
CUMPRIMENTOS - ESTAMOS FORA
... do Derby � a Derby Lunatic Fringe.
PARAB�NS PELA TAREIA
No meio desta intensa rivalidade
formou-se uma amizade �mpar... entre os l�deres de cada claque.
Isto remonta a um confronto
no centro de Nottingham h� mais de 20 anos.
Em 1984, a claque do Derby uniu for�as com os hooligans do Leicester
para enfrentarem o Forest no seu terreno.
Rivais chocam e aterrorizam o p�blico
na pior viol�ncia j� vista em Nottingham.
Era o anivers�rio de um rapaz e decidimos ir todos a Nottingham
para apanharmos uma bebedeira.
Depois, malta que conhec�amos de Leicester,
do futebol, juntaram-se a n�s.
Foi da� que surgiu a DLA, a Derby-Leicester Alliance.
RETALIA��O
Fomos todos a Nottingham, uns cem.
Acho que foram 129.
Estavam a embebedar-se num bar e o Nottingham soube
que havia l� gente de Derby e Leicester.
Mand�mos vigias � esta��o e encontr�mo-nos �s 17h30.
Fomos todos ao Yates. �ramos uns 150 ou 200.
Era uma noite de ver�o. Os vigias voltaram: "Eles chegaram."
Foram � pra�a do mercado e foi dar at� fartar.
400 - TERROR NA PRA�A
Foi ca�tico. S� estava l� pela cerveja.
Mas � �bvio que se tornou uma batalha.
Tijolos, garrafas, vidros... tudo.
BATALHA
Foi � balda, toda a gente a lutar na pra�a.
E continuou.
A Pol�cia controlou a pra�a do mercado
e continu�mos pela cidade.
GRITOS
Ap�s cenas que o tribunal comparou a uma batalha na Irlanda do Norte,
houve 63 jovens condenados, incluindo Boatsy e Tommo.
Foste um dos que foram presos?
Sim, pass�mos tr�s semanas juntos no tribunal.
N�o nos conhec�amos antes disso.
Depois, fomos enviados juntos para a pris�o, em Boston.
- Ent�o, eram inimigos? - Sim.
At� os rapazes eram inimigos ao princ�pio.
- Depois afei�o�mo-nos. - Foi?
- Foram presos juntos. - T�nhamos de nos unir.
Olhei por ele l� dentro. Ele tinha medo.
Foram presos e eram inimigos c� fora,
pensei que seriam tamb�m l� dentro,
mas decidiram que tinham de se unir e olhar um pelo outro.
- T�nhamos de nos unir. - Fomos todos.
A malta do futebol tinha de se unir.
Esque�am as rivalidades l� fora.
Temos de nos unir.
A situa��o � igual. Fora daqui, unimo-nos na claque.
Na pris�o, unimo-nos.
� igual. � prote��o, como um movimento.
Tenho de desligar. Chegou o meu amigo.
Tudo bem?
No filme,
os l�deres da claque do Chelsea e do Millwall unem-se nos neg�cios,
mas rivalizam � m�nima oportunidade.
O que disseste, feioso?
Ouviste bem, badocha de merda.
Mas Boatsy e Tommo parecem amigos.
Isso originou hist�rias interessantes
nas lutas entre Forest e Derby
e ambos estiveram na frente.
- Levei com um tijolo na cabe�a. - Na nuca.
Estava na frente...
Ele estava na frente com eles e fez...
"Desculpa, n�o fui eu!" S� o vi pirar-se.
Fugiram todos pela estrada e ele tamb�m.
Estava feito. Mas ele pediu desculpa.
Tinha de ser. Ficaste a chorar.
O que podia fazer?
N�o queria ver o meu amigo a chorar.
O respeito m�tuo entre eles est� � vista.
T�tico.
Os amigos n�o podem lutar, seja qual for a situa��o.
Entendes?
� mais prov�vel proteg�-lo do que lutar com ele.
Tenho muito respeito por ele,
apesar de ele apoiar outra equipa.
Mas isso � culpa dele, certo?
Uma luta feia na rua,
entre apoiantes do Forest e do Man Utd.
foi captada por um v�deo amador.
Os hooligans dirigiam-se a Wembley para a final da Ta�a Rumbelows.
Os l�deres n�o s�o amigos.
Alguns s�o l�deres natos, unem as pessoas.
� melhor estarem juntos do que lutarem.
Se eles forem a outra cidade
e estiverem connosco, acham que est�o bem.
Ganh�mos reputa��o ao longo dos anos.
O juiz soube que a viol�ncia em Nottingham
atingiu propor��es assustadoras,
ap�s o �ltimo jogo do Forest, em abril.
A claque do Forest tem uma rece��o especial para os rivais
que visitam o est�dio junto ao rio Trent.
Ouvi que os atiravam ao rio. � verdade?
Traziam os especiais para aqui.
Come�ava sempre aqui.
Traziam-nos para aqui pela ponte
e brig�vamos na ponte.
Lembro-me que o Derby nos apanhou.
Cerc�mo-los e a Pol�cia passou-se.
Um deles atirou-se para nos escapar.
- Atirou-se ao Trent. - A s�rio?
� verdade. Vi com os meus olhos.
Hoje, o Derby joga no seu est�dio moderno, Pride Park.
Mas o anterior, o j� demolido Baseball Ground...
BEM-VINDOS
... tinha reputa��o.
O Baseball Ground fica mesmo � porta.
Antes dos jogos em casa, s�o montadas prote��es.
� um modo de vida.
Para alguns, as redes s�o permanentes.
Est�o habituados aos hooligans
que lutam nas ruas e vandalizam as casas.
Um jornal nacional chamou-lhe "rua do medo".
Esta � Cambridge Street, a rua mais dura
fora dos est�dios nas tardes de s�bado.
S� h� dois caminhos para o Baseball Ground.
O est�dio � ali. H� dois caminhos.
O caminho errado e o caminho certo.
Virem por aqui era o caminho errado.
Zonas cobertas, ruas laterais, becos.
Nos anos 80, eles vinham de todos os lados.
Incr�vel.
Cambridge Street era assustadora
para os visitantes nos tempos �ureos do Baseball Ground.
DRAMATIZA��O
RUFIAS BATERAM-ME
Devem ter passado o dia fechados, a pensar
que teriam de passar por Cambridge Street,
porque o jogo come�ava �s 15h.
De repente, havia 200 jovens nesta rua,
� espera, e s� havia um caminho para o est�dio.
Tinham de passar por n�s.
Seria a hora da brincadeira.
Era isso que contava. Isto � Cambridge Street.
� a rua mais dura de Inglaterra.
O estilo de vida das claques � essencial na cultura hooligan.
Ap�s uma semana de trabalho, os rapazes gostam de se juntar.
Tudo faz parte. Decidimos a roupa que vamos usar,
porque todos querem estar no seu melhor.
Quando um bando de 40 anda por a�, todos sabem quem somos.
� como a cena do Marlon Brando.
Isso cria uma aura � nossa volta e nos bares onde vamos.
As mulheres gostam do poder, n�o �?
Quando andamos de m�os dadas,
elas sentem-se com sucesso.
- � isso, n�o �? - Adoram sentir o poder.
Mesmo que estejamos com ela h� muito tempo,
no s�bado, ela sai de cena.
S� queremos cerveja e amigos.
H� sete meses que ando com uma advogada.
Sim, eu sei.
� o que estou a dizer. Elas gostam de homens duros.
Andei dois anos com uma gerente banc�ria.
- Ela sabia o que fazes? - Sabia de tudo, era uma joia.
Toda a gente perguntava o que fazia ela comigo.
Era como a noite e o dia, extremos opostos.
Completamente opostos, um em cada extremo.
A atra��o � essa.
Estamos todos juntos.
Quando casei n�o foi por causa de ningu�m,
foi porque amava a rapariga.
Mas era dif�cil afastar-me do futebol.
Puxava-me sempre.
Talvez tenha sido isso que destruiu o meu casamento, n�o sei.
A verdade � que nunca deixei o futebol.
Na multicultural regi�o das East Midlands, a quest�o racial nunca est� longe.
N�o h� racismo na minha claque. Olhem para mim.
Sou negro. Mas vamos a outras cidades,
como Hull City ou Leeds, e todo o est�dio diz:
"Sieg Heil!"
De certa forma, isso anima o pessoal. Ainda bem que o fazem.
Se queriam um negro, ali estamos n�s.
� interessante a imprensa destacar sempre o racismo
e o racismo das claques e dos hooligans.
Muitas vezes, n�o veem ou negligenciam
a grande integra��o que h�.
No Forest, um sique � um membro respeitado da claque.
Sique significa guerreiro, � esse o meu historial.
Mas h� malta d�bia.
N�o sabem o que achar de mim.
Diria que ele demorou uns cinco anos para ser aceite pelos rapazes.
Teve de se esfor�ar bastante.
�s vezes era assustador, para ser sincero.
Eu pensava: "Valha-me Deus, isto parece dif�cil."
Entendem? "Ele parece maluco."
Para Sukkiy, a claque foi um apoio vital
ap�s a morte dos dois irm�os, da irm� e da m�e.
O s�bado era um dia em que n�o tinha de pensar
nos meus irm�os e na minha irm�. S� naquele dia.
Isso n�o me sa�a da cabe�a.
Lembro-me que num jogo todos cantavam:
"O vosso l�der � paqui." Est�s a ver?
No futebol, � assim.
As pessoas s�o assim, s�o tacanhas.
Mandavam mensagem a um deles,
telefonavam ou gritavam: "Quem � esse paqui?"
E eu dizia que n�o sou paqui, sou indiano.
Alguns s�o t�o burros que nem sabem a diferen�a.
� como eles serem ingleses e eu chamar-lhes galeses.
Na comunidade, alguns conhecem-me
e fazem vista grossa.
Mas alguns acham que sou um cretino.
H� mais asi�ticos a jogar futebol
e tamb�m come�am a ver futebol,
mas h� muitos a entrar no outro lado.
Come�am a meter-se nas lutas.
Tive um incidente na esta��o de Nottingham.
Esbarrei com um bando de Leicester e um asi�tico virou-se a mim!
De Leicester. Nem acreditei.
Outra claque das East Midlands
� a Baby Squad do Leicester, que vou conhecer.
N�o sei porqu�, mas a atividade principal deles
n�o deve ser pr�pria para crian�as.
Quem deixou sair os beb�s?
MOTIM AP�S LEICESTER-DERBY
Segundo a Pol�cia, foi a noite mais violenta em Leicester.
Bandos de jovens foram para a zona de Highfields
e foi aqui que ocorreram os piores motins.
A Baby Squad foi criada em 1982
e uniu bandos rivais de diferentes zonas da cidade
sob o estandarte da mesma claque.
BOLETIM INFORMATIVO
Uma advogada de defesa apresentou panfletos
a pedirem dist�rbios da Baby Squad nos jogos.
Um deles pede para os adeptos visitantes se reunirem para arrasarem Derby.
� um nome maroto.
- N�o somos beb�s, pois n�o? - N�o, � isso mesmo.
Pensamos: "Vamos visitar a Baby Squad".
- E aparecem voc�s. - �ramos mais novos na �poca.
Faziam os Cockneys fugir a sete p�s.
Lut�vamos com toda a gente na �poca.
Estes assassinos com cara de beb� foram not�cia nos anos 80.
O problema da Pol�cia � identificar os jovens.
BOLETIM INFORMATIVO
Usam roupa de marca, cal�as Fiorucci, camisolas da moda,
como qualquer jovem, at� puxarem de um x-ato,
marca registada da Baby Squad.
CHUTAR PARA MATAR
Os principais rivais da Baby Squad n�o s�o das Midlands.
� o Chelsea, a mais de 160 km.
FOSTE NOMEADO E TRATADO
O maior confronto com os londrinos foi em Filbert Street, em 1989,
no dia da Trag�dia do Hillsborough.
Foi o melhor ou o pior, depende da perspetiva...
... motim daquele dia.
- Foi uma loucura. - Quanta gente?
VIERAM PROCURAR PROBLEMAS
O Chelsea tinha uns 300-400 e n�s t�nhamos metade.
Mas acho que a Pol�cia perdeu o controlo naquele dia.
Novos e velhos vieram prestar...
Hillsborough n�o estava ligado ao hooliganismo,
mas o efeito na claque foi �bvio.
S� soube quando cheguei a casa.
A minha mulher disse que morreram pessoas no jogo.
Foi um dia muito triste.
Estar numa claque afeta a vida familiar.
N�o temos navalhas Nem chumbo
Temos machadas Para vos cravar na cabe�a
A minha mulher n�o gosta.
Por outro lado, � melhor do que se eu for a discotecas
e outras coisas. - Ia dizer...
Ela sabe onde andas, certo?
Sim, mas n�o costumamos falar disso.
A Baby Squad v� a claque como uma fam�lia alargada.
Ol�, rapazes. Tudo bem? Como est�s?
Isto n�o � uma claque, � uma fam�lia.
� uma fam�lia.
Temos 200 hooligans, mas...
... a fam�lia s�o centenas, milhares.
Vamos a anivers�rios e a casamentos.
Estamos sempre juntos.
Estava preso quando o meu pai morreu
e n�o pude ir ao funeral dele.
Montes de gente foi ver-me e recebi imensas cartas.
Entendes? Isso fez-me resistir e isso � forte.
A Baby Squad � o meu cora��o.
A namorada n�o gosta.
As nossas namoradas conhecem-se.
Sabem como somos, aben�oadas sejam.
As namoradas fazem parte da fam�lia alargada da claque
e d�o-nos uma perspetiva singular da cultura hooligan.
Todos os s�bados: "Vou ao futebol".
Gostava de passar um s�bado com ele.
Mas n�o e pronto. N�o pode ser.
A malta dos s�bados est� primeiro.
Isso atrai-nos, n�o �?
N�o � como ser famoso, mas aqui �,
porque todos os conhecem.
- Conhecem-nos em todos os bares. - D�-nos seguran�a.
- Entendo a atra��o que t�m. - Sentimo-nos seguras.
O sorriso na cara dele...
E a anima��o de manh�. Ligam a m�sica.
P�em o CD de dan�a e v�o buscar a roupa.
�s 6h, j� andam a correr com m�sicas do futebol.
J� fui a alguns jogos e at� me envolvi.
Percebemos a emo��o que sentem,
mas �s vezes assusta um pouco.
J� estive l� e viraram-se contra mim.
Felizmente, safei-me porque um deles meteu-se.
P�s-se � minha frente e disse:
"N�o lhe batas. Ela n�o tem nada com isto."
Pessoalmente, �s vezes ele sai e penso...
Mas depois: "Ele fica bem".
N�o deixamos de nos preocupar.
Mas corre quase sempre bem.
Sim, eles ficam bem. Mant�m-se juntos.
Tenho a certeza que ele n�o perde a cabe�a.
Os antigos hooligans procuram novos rumos para a sua paix�o.
Mark Chester era um dos l�deres dos Naughty 40 do Stoke City.
Hoje, s� o ouvimos liderar os c�nticos
da sua equipa regional, a Alsager Town.
- Alsager Town! - Alsager Town!
- Tu animas-me! - Tu animas-me!
- Quando estou em baixo! - Quando estou em baixo!
- Alsager Town! - Alsager Town!
O essencial � os adeptos divertirem-se.
� uma paix�o.
As pessoas da terra acompanham a equipa local.
O bilhete custa 5 libras.
Para n�s, futebol � isto.
� para isto que vivemos. Futebol fora da liga, fant�stico.
A��o.
David George, antigo Zulu,
contraria o estere�tipo
de que os hooligans n�o t�m c�rebro nem talento.
As pessoas no poder e em altos cargos sempre disseram
que os adeptos que v�o aos jogos e lutam
s�o mentecaptos.
Mas eu discordo porque dentro do caos e da loucura...
... h� sempre gente criativa no grupo.
David lan�ou uma produtora
criativa em v�rias �reas.
Curtas-metragens, moda...
At� escreveu um livro sobre o tempo dos Zulus.
Muitos deles s�o empreendedores urbanos.
S�o homens que criaram empresas.
Ver os hooligans como um grupo
de rufias mentecaptos � muito ing�nuo.
Corta.
Os antigos hooligans podem refletir juntos sobre o seu passado.
Somos todos homens feitos.
Somos pessoas mudadas, nestes dois �ltimos anos.
Todos bebemos juntos.
Como eu, tu e o Leicester.
� bom falar sobre os velhos tempos.
Porqu� lutar? � melhor conversar do que lutar.
Estou a tirar um curso de Criminologia.
Isso d�-me uma perspetiva
sobre aquilo que fizemos na altura.
Enquanto uma gera��o de hooligans se retira,
a aten��o recai sobre os jovens que surgem.
Na claque do Leicester City, a Baby Squad,
existem rela��es pai-filho.
Se fosse um bom pai,
diria: "N�o, n�o fa�as isso". Mas o que posso fazer?
Eu fi-lo e ele est� a dar continuidade.
Ele � um bom pai, mas n�o pode impedir-me.
Tenho idade para escolher o que quero.
Se tiver o meu pai para me ajudar, acho que � muito melhor.
Prefiro que o meu filho participe nisto
e n�o roube casas para comprar hero�na.
Ou ande a agredir pessoas gratuitamente.
H� pessoas da classe alta como oficiais do ex�rcito
que querem que o filho seja oficial do ex�rcito.
Para estas pessoas, n�o � diferente.
De v�rias maneiras, as fam�lias s�o assim.
As fam�lias querem continuar as tradi��es.
Tenho orgulho dele pelo que � na claque.
Quero ser assim, um dia.
Um dia, quero ser o l�der. � mesmo assim.
Gilly Shaw, que foi l�der do Yam Yam Army,
est� decidido a que o filho n�o se torne hooligan.
N�o quero que tenha os problemas que tive.
N�o quero que tenha problemas.
J� tem problemas por ser meu filho.
Imagina como seria se fosse como eu.
N�o consigo imaginar. N�o suportaria viver com isso.
N�o quero que aconte�a. N�o, n�o quero.
Nem gosto de pensar nisso.
Quem deixou sair os beb�s?
Ele olha por mim, faz o papel de pai.
Ele toma conta de mim no futebol.
Se tivesse um filho, gostaria que fosse o l�der do Leicester.
Um dia. Gostaria.
Aprendi na viagem pelas Midlands
que o hooliganismo est� vivo e bem de sa�de.
E as claques ainda v�o durar bastante tempo.
H� sempre outra claque a surgir.
No Derby, h� a DLF.
H� os Derby Orphans e a Derby Youth.
S�o tr�s claques.
� como estar numa f�brica.
Saem da linha de montagem. H� sempre uma claque a surgir.
� mesmo isso, � uma f�brica de futebol.
O meu filho nunca ir� para uma claque. Eu desaconselho-o.
A quest�o � que ele quer ser pol�cia.
Legendas: Paulo Montes
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