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O DESPERTAR DO MUNDO (1940)
Vamos ficar nessa caverna at� a tempestade passar.
Tirem as roupas molhadas para ficarem o mais confort�vel poss�vel.
Ol�!
Quem est� a�?
Me desculpe se te assustei. Nos perdemos na tempestade.
N�o esperava encontrar um lugar assim.
Bem vindo.
Bem vindo a hospitalidade oferecida pelo lar dos povos antigos.
Obrigado.
Diga. Voce quer dizer que um povo primitivo fez desta caverna o lar deles?
Digo com muita certeza.
- O que te faz acreditar nisto? - Estas pinturas.
Escondidas por muitos s�culos.
Mas eu posso decifr�-las.
Quer me dizer que h� um significado para estas pinturas que voce pode decifr�-las?
N�o apenas um significado, mas uma grande hist�ria tamb�m.
Nesta parede um homem desta terra deixou sua saga.
- Isso � impressionante - Sim
Meus amigos e eu somos muito interessados em coisas assim.
Me permite traz�-los aqui para ver este inacredit�vel lugar?
Com certeza, convide os a vir.
E enquanto espera a tempestade passar, para seu entretenimento eu...
Eu ficaria feliz em dar minha interpreta��o desta hist�ria deixada aqui.
Obrigado! Isto vai fazer valer a pena n�s termos nos perdido.
Estas estranhas figuras e formas foram pintadas aqui h� muitos anos atr�s,
de acordo com os registros de nossa civiliza��o atual
Elas passam a mensagem de um homem inteligente.
Quer dizer que haviam pessoas com intelig�ncia muito tempo atr�s?
A intelig�ncia, meu amigo, � herdada.
Educa��o e cultura s�o adquiridas.
A civiliza��o, � claro, trouxe complica��es.
Mas aqui est�o os mesmos pensamentos, as mesmas emo��es,
as mesmas incertezas sobre os problemas da vida e da morte...
que temos experienciado hoje em dia.
Eu sempre pensei nos povos primitivos como animais do que como humanos.
Para podermos entender melhor esta hist�ria,
primeiro poderia nos dar uma id�ia de como se pareciam.
Eu n�o sei.
Nunca pensei nisto.
Nunca me pareceu importante como se pareciam.
Suponhamos que eles pareciam apenas... com seres humanos como voc�s aqui.
A hist�ria envolve um jovem ca�ador de uma tribo e uma garota de outra tribo.
Talvez a garota se parecesse com esta mocinha.
O jovem, parecido com este rapaz sentado ali, talvez aparentasse a mesma idade.
A saga envolve duas tribos.
Para evitar confus�o, vamos supor que o rapaz...
pertencesse a tribo das Pedras e a mo�a a tribo das Conchas.
Nossa hist�ria come�a com a tribo das Rochas.
O jovem ca�ador chamaremos de Tumak.
Sua tribo era cruel. N�o havia piedade e compaix�o na vida destas pessoas.
Eles comiam apenas o que podiam matar.
Dependiam apenas de suas habilidades de matar para sobreviver.
Desprezavam a fraqueza, reverenciavam a for�a.
Eram governados pelo poder do mais forte.
O mais forte era seu l�der.
Primeiro os encontramos aqui, em busca de comida.
Haviam animais em abund�ncia.
Nenhum deles temiam o homem.
O que tornava a vida dos ca�adores muito arriscada.
Esta pessoas moravam nas montanhas, um lugar sem beleza natural...
devido as lavas vulc�nicas e neve glacial.
Suas casas eram cavernas nos rochedos,
formadas pelas invers�es de um solo jovem.
Aqui nesta montanha sangrenta o poderoso mestre fez sua vontade.
A salva��o dos tigres era enfrentar cervos gigantes,
e os abutres sempre seguiam as sombras das desprez�veis hienas.
Aqui a vida e a morte andavam juntas e a compensa��o vinha s� para os fortes.
Eles ca�avam t�o primitivamente quanto viviam.
N�o conheciam armas, exceto suas clavas
que respondiam somente com a for�a bruta.
Akova, o l�der, era o melhor de todos os ca�adores.
Tumak, filho de Akova, pede o direito de ca�ar sua primeira presa.
Legendas: Pedro Torres
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