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Original subtitles

Chlo�e, seus sapatos!

Venha c�, me d� seu p�.

Suas meias s�o de cores diferentes.

- Gosto delas assim. - Vai criar uma nova moda.

- Agora, cal�a. - Est� bem.

- O que procura? - Nada.

J� encontrei. As chaves do seu carro.

Chaves do meu carro? Por qu�?

Eu te disse ontem. Meu carro est� na revis�o.

Droga, esqueci.

- Tem alguma reuni�o fora hoje? - N�o, vou ficar no escrit�rio.

- Ent�o n�o se importa? - Est� tudo bem.

- At� mais. - Tenha um bom dia.

- Vamos. - At� mais, garota.

Vamos, Chlo�e. Anda logo.

- Eu levo, estamos atrasadas. - Sim, eu sei. Calma.

Aqui, pega. Deixa eu te dar um beijo.

- At� mais. - Um bom dia, at� mais.

Sim.

Nossa! Belo carro.

� do meu namorado.

- Gostou do bolo de chocolate? - O qu�?

- Tem restos no canto da boca. - Quer um pouco?

- Esqueci, n�o come a��car. - O m�nimo poss�vel.

"Visite nossa casa decorada."

Veio em boa hora, n�o procurava uma casa?

Muito engra�ado.

Sandra Winckler, PJ de Lille.

Sandra � nova no trabalho. Ela est� comigo.

Tudo bem. Que batismo de fogo!

Eles entraram por l�.

Deixaram os corpos aqui na noite passada.

O homem na poltrona, a mulher no sof�

e a menina na cozinha.

Foi como na primeira casa, no m�s passado.

A fam�lia ideal.

Sim.

J�?

Qual era mesmo o nome dele?

N�o. Parece ser isso mesmo.

Sim, sim. At� mais.

E a�?

Um cemit�rio em Le Tr�port. Encontraram o t�mulo dele...

aberto.

Um belo caix�o novinho, vazio.

- E os outros? - Nada at� agora.

- Sabe o nome dele? - N�o.

- Bernard Weber. - E...?

Como o cara que escreveu "As Formigas", Bernard Weber.

- Foi Bernard Werber. - Werber?

- Tem certeza? - E o nosso Bernard?

Arquiteto, morreu semana passada e foi enterrado h� dois dias.

- Como ele morreu? - N�o fa�o ideia.

Certo. Duas casas decoradas.

Em ambas, um homem, uma mulher e uma adolescente.

Tr�s v�timas que n�o se conheciam.

Tr�s t�mulos, provavelmente de tr�s cemit�rios diferentes.

Justin?

V� o mesmo que eu?

- Este �... - Sim, sei quem �.

LEGENDA AlbustigriS

LES T�MOINS / WITNESSES PRIMEIRO EPIS�DIO

S�rie criada por Herv� Hadmar

Paul.

Que bom te ver.

- Ol�. - Ol�.

Paul, Sandra Winckler. Ela est� conosco h� algumas semanas.

- Ol�. - Vamos l�.

De onde � a foto?

Depois que Isabelle morreu, eu vendi a casa.

Todo o conte�do est� num dep�sito.

- Onde fica o dep�sito? - N�o � longe daqui.

Voc� n�o � da regi�o?

Sim, sou de Le Tr�port. N�o venho para c� h� tempos.

Paul...

Seu acidente foi 8 meses ap�s a morte de sua esposa.

Voc� est� em uma cl�nica de reabilita��o h� dois anos.

Quem colocou a foto pode ter te visitado na cl�nica?

N�o.

N�o peguei uma foto s� minha para p�r na mesa de cabeceira.

Ele saiu do buraco?

Ele vai voltar?

Certo, anotei.

Grato. Sandra, temos os nomes das outras duas v�timas.

Catherine Mandrin e a adolescente � Sarah Bergeron.

Dois t�mulos abertos. O primeiro, 15 km ao sul

e o segundo, 22 km a leste.

Voc� est� bem, Paul?

- Quando foi a primeira casa? - H� um m�s.

A 40 km, do outro lado de Le Tr�port.

Mesmo cen�rio, tr�s cad�veres, mas sem sua foto.

- H� rela��o entre as v�timas? - N�o.

Conhece algu�m que seria capaz de fazer esse tipo coisa?

Criar "fam�lias" em casas perto de onde voc� nasceu?

N�o, n�o fa�o ideia.

Por que p�r sua foto l�? Significa sua fam�lia?

Sim, � poss�vel.

A l�pide ainda n�o estava colocada.

S� removeram as pedras e abriram o caix�o.

Como v�o ver...

Merit�ssimo, n�o � f�cil levantar um corpo.

Certo, dois de voc�s tentem me levantar.

Assim mesmo. Espere um pouco.

Vou me fingir de morto.

- Pare. - Espere. Assim n�o.

- N�o � t�o f�cil. - Pois �.

- Certo, vamos tentar com tr�s. - Cuidado, agora.

- Cuidado! - Certo.

Maxine, duas pessoas conseguem. H� marcas aqui.

A cruz tirou o peso.

Devem ter usado um sistema de polias.

Que agiu como alavanca. Ent�o, puxaram.

Seria dif�cil, mas n�o imposs�vel.

Ent�o, desenterraram Weber aqui.

Catherine Mandrin a 30 km daqui.

Depois, a garota. Qual era o nome dela?

- Sarah Bergeron. - Sarah Bergeron.

Ela foi desenterrada a 20 km, ao leste.

Tudo em uma noite somente.

Al�m disso, precisavam de tempo para p�r os corpos na casa.

N�o � f�cil.

Vamos.

Os pais de Sarah Bergeron ainda n�o foram notificados. Pode ir?

- Eles n�o sabem? - N�o.

Nesse caso, eu vou.

- Quando Maisonneuve volta? - N�o sei, � estranho.

Ele est� diferente.

Morte da esposa, o acidente, duas semanas em coma...

e acordar sem saber se ainda poderia andar.

O que ele passou nos �ltimos 2 anos, f�sica e mentalmente...

n�o desejo para ningu�m.

A foto dele naquela casa � a �ltima coisa que ele precisa.

Desde que ele chegou, voc� ficou estranha.

- Estranha? - Voc� est� estranha!

Sandra, eu a conhe�o bem. Voc� o conhece?

Sim, ele foi meu instrutor no treinamento, h� oito anos.

Certo, entendo.

Como assim?

Sei que ele tinha reputa��o de ser um p� no saco.

Vi que n�o ficou muito feliz em v�-lo.

Ficou chateada por ele n�o ter te reconhecido?

Sabe usar as palavras, n�o �?

Deixem-me passar. � o t�mulo do meu marido.

- N�o. Senhora... - Deixem-me!

� o t�mulo do meu marido.

- Deixem-na. Sra. Weber... - Deixem-me passar.

Deixem-na. Sra. Weber.

Preciso lhes fazer algumas perguntas.

Conheciam as outras v�timas?

Sua filha conhecia?

N�o, acho que n�o.

Quem faria algo assim?

N�s a enterramos h� tr�s dias.

Por que ela? Por que n�o outra pessoa?

At� agora, pensamos que os culpados...

escolhem as v�timas aleatoriamente.

Aleatoriamente?

Sim, aleatoriamente.

J� disse tudo que sei.

A foto, as casas em minha cidade natal, Le Tr�port...

Os culpados s�o do meu passado. Est�o me mandando uma mensagem.

Que mensagem? Que pertence �quela fam�lia de cad�veres?

Que � o pr�ximo da lista?

Digamos que tenha raz�o. Por que algu�m quer vingan�a?

Ele tem 25 anos de carreira.

Sabe quantos acreditam que Paul Maisonneuve arruinou suas vidas?

Verdade, mas quem chegaria t�o longe?

Desenterrar corpos para p�r em casas...

Por que tanto trabalho?

Se algu�m quisesse matar Maisonneuve, seria f�cil.

Por que n�o um tiro na nuca?

E se os culpados n�o o querem apenas morto?

Querem se divertir um pouco primeiro...

como gato e rato.

Se eles forem do seu passado, como procedemos?

Paul, o que pensa?

N�o, Max. Minha volta est� fora de quest�o.

Ent�o, o que far�, Paul? Voltar para o seu quartinho...

fazer seus exerc�cios na cl�nica de reabilita��o...

e nos deixar lidar com a bagun�a?

Respondo todas as perguntas, acompanho voc�s em campo

mas n�o volto para a pol�cia.

Pronto.

- Obrigada. - De nada.

Pode demorar.

Adivinhe quantos Maisonneuve mandou � pris�o em 25 anos?

- 230. - 230?

- Sim. - Impressionante.

Pois �.

Sandra, faz o coelho?

Ol�, sou o coelhinho que n�o pode ir para casa

porque tem que olhar cad�veres e verificar 230 arquivos.

Droga.

Voc� � o �nico que ri.

At� minha filha fica envergonhada.

Al�?

N�o sei bem o que dizer.

Digamos que Paul Maisonneuve � um paciente...

- Dif�cil? - Solit�rio.

Paul Maisonneuve se isolou do mundo.

Ele n�o l� jornal.

Nunca ouve r�dio ou assiste TV.

Ele vive com seus fantasmas.

Obrigada.

Isto � um pouco diferente.

Enquadrar uma foto dessa...

� o filho dele?

- Tem os dados dele? - Sim, acho que tenho.

- Vou buscar. - Obrigada.

- Ele tem muitos inimigos? - N�o fa�o ideia.

Imagino que tenha. Sendo policial...

- Ele tem amigos? - N�o.

Nunca teve muitos. Sempre estava trabalhando.

Finalmente ele saiu do esconderijo?

Como assim?

Ele saiu da cl�nica de reabilita��o?

Saiu.

Sempre v� seu pai?

Digo, voc� o viu desde o acidente dele?

- Desde o...? - Acidente dele.

Que acidente?

Como assim? O acidente dele.

Todo mundo sabe o que ocorreu, certo?

- Por que quer a ficha do Paul? - S� quero verificar algo.

- N�o posso fazer isso. - Sei, Denis. Mas � importante.

Vamos.

Vamos, Denis.

Obrigada. Voc� � um amor.

HOSPITAL DE LILLE

- Soube que sua esposa partiu. - Pois �.

"Miai Mao", ela me disse. "Eu te amo" em crioulo.

"O tempo � muito ruim aqui".

Ela arrumou as malas e levou o garoto com ela.

Quantos anos ele tem?

Vai fazer 12 anos em breve.

E o seu filho?

Thomas est� bem.

Pelo menos, � o que acho.

Est� complicado entre n�s agora.

� assim.

Onde foi a primeira casa?

Do outro lado de Le Tr�port, em Merse.

Para aumentar a imagem, � s� fazer assim com os dedos.

Obrigado, tenho um igual.

Voc�s s�o muito bem tratados na PJ.

N�o. Esse � meu.

A PJ n�o paga por isso.

N�o, eu comprei, com meu pr�prio dinheiro.

Como um adulto.

Deixaram sua foto na segunda casa

mas n�o na primeira.

Por qu�?

Tem algo, um objeto ou foto, que voc� reconhece?

N�o.

Aquela jovem policial, Sandra...

- Como ela est� indo? - Bem.

Est� indo bem.

Ela pode ser um pouco estranha, �s vezes.

Como assim?

N�o sei como ela � em casa

mas basta olhar para a mesa dela, no escrit�rio.

Nada fora do lugar, tudo limpo e arrumado...

E em campo, como ela �?

Perfeita. Voc� a viu no cemit�rio.

Observa, faz perguntas...

N�o deixa passar nada.

Como voc�, na sua �poca.

N�o se lembra mesmo dela do treinamento, h� oito anos?

O cara ousou dizer que t�nhamos que comprar uma casa menor.

Que insolente!

Mas voc� n�o se importa.

N�o quer sair daqui.

Vossa Senhoria precisa da cidade, da agita��o.

Sentir o cheiro da comida, ouvir o barulho dos vizinhos.

Principalmente isso. � o que me interessa.

Olha esta. N�o � ruim.

Sim, para a Finl�ndia...

Idiota.

Entrarei primeiro, sozinho. Voc� se importa?

� a primeira vez que vem aqui desde o acidente?

Posso...?

N�o encontrar�o nada aqui.

Seria muito idiota n�o deixar vest�gios nas casas

mas dar bola fora e deixar digitais aqui.

Quantas chaves o dep�sito tem?

Apenas uma. Estou com ela.

Apenas uma. Est� com ele.

Em Madagascar, a exuma��o � um ritual.

Para qu�?

Para ver de novo aqueles que eles amam.

Uma garota americana foi exumada.

Expuseram o corpo dela, depois o queimaram.

Para impedir o fantasma dela de se manifestar, eu acho.

- Voc� encontrou tudo isso? - Sim.

Sobre seu acidente, h� dois anos...

Como aconteceu?

Como acontece quando se bate numa �rvore?

Estava escuro, chovia muito. Perdi o controle.

- Por qu�? - S� queria saber.

Sandra.

A rela��o entre as v�timas... Ainda acha que � aleat�rio?

Didier Muse se matou h� um m�s. Ele se jogou de um penhasco.

Foi sepultado, desenterrado e colocado na primeira casa.

Segunda casa, Bernard Weber... Advinha como ele morreu?

Suic�dio. Ele tamb�m se jogou de um penhasco.

At� agora, temos seis v�timas em duas casas decoradas.

Primeira... Segunda...

No caso das mulheres e das adolescentes, acredito

que foram escolhidas para completar a imagem da fam�lia.

- Mas � diferente com os homens. - Como assim?

Pensamos que Didier Muse...

e Bernard Weber foram assassinados.

Como �?

Primeiramente, ambos foram achados na base de penhascos.

Depois, ambos trabalhavam na constru��o civil.

Quer que eu acredite que o culpado mata dois caras,

encenando suic�dios,

e espera pacientemente at� que as v�timas estejam nos caix�es?

E depois de cometer o crime perfeito, ele os desenterra?

Arruma uma fam�lia para eles e os coloca em uma casa...?

- Qual � a l�gica? - N�o h�.

Sim, pode haver.

Outra pessoa est� desenterrando eles.

O assassino quer que as mortes sejam vistas como suic�dios.

Ele matou Weber, matou Muse.

Tudo saiu como planejado.

S� que algu�m est� desenterrando os corpos.

Exatamente.

Algu�m que sabe o que o assassino est� fazendo.

Que deixa os corpos nas casas para parecer uma fam�lia,

e uma foto de Paul Maisonneuve, como uma mensagem.

Uma mensagem?

Dizendo-me o qu�?

Dizendo: "Eles foram mortos.

N�o posso dizer ou fazer nada

mas voc� pode encontr�-los e puni-los por mim."

Justin!

A segunda casa... tamb�m � da GECO?

Sim, da GECO.

Eles constroem tr�s de cada quatro casas aqui.

- O chefe ainda � Henri Norbert? - Sim, por qu�? Conhece ele?

Eu soube sobre sua esposa.

- Lamento muito. - Obrigado.

Voc� frequentavam a escola juntos?

Como Paul Maisonneuve era quando tinha 14 anos?

Cabelos longos, cheio de espinhas...

"G�nesis" escrito com caneta preta na mochila...?

Mais ou menos isso.

- Mal nos vimos desde ent�o. - Verdade.

Paul, fico contente que esteja encarregado deste caso estranho.

Paul Maisonneuve n�o � o encarregado.

- Desculpe. - Sem problema.

Quando soube do ocorrido, falei com nosso deputado.

� terr�vel para a fam�lia das v�timas.

Mas a m�dia est� se aproveitando.

Dois projetos j� est�o em queda, com vendas abaixo de 30% - 35%.

- A situa��o � cr�tica. - Compreendo.

� uma lista das v�timas. Reconhece algum nome?

N�o.

- Paul, � muito bom te ver. - Igualmente.

Certo. �timo.

Caramba. Meu querido Paul...

Desculpe, sinto muito.

� a emo��o.

E ent�o? Essa hist�ria de corpos nas casas...

Todos est�o falando disso.

O que est� havendo? Desenterrar pessoas, crian�as, � loucura.

Sim, verdade.

- Est� no caso? - Sim, estou.

- Faz sentido, dado o seu nome. - Como assim?

"Maisonneuve"... significa "casa nova".

� verdade.

- Voc� trabalha aqui? - Sim, sobrevivo.

Henri tem me ajudado muito, lembro dos bons tempos.

- Os bons tempos... - Sim.

Venha em casa hoje � noite. Faremos uma surpresa a Corinne.

Venha jantar, depois vamos nos divertir.

Sim, veremos.

- Tem onde ficar? - N�o, mas n�o se preocupe.

Ent�o, est� decidido. N�o aceito recusa.

Pode ficar com a gente, est� bem?

E a�?

No dia da morte de Muse, Norbert estava em Paris.

E estava no exterior quando Weber se jogou do penhasco.

- Sim, teria sido muito f�cil. - Verdade.

Sabia que Paul Maisonneuve tentou se matar h� dois anos?

- Voc� sabia ou n�o? - Foi um acidente.

Corta essa, Justin. Vi algo que prova o contr�rio.

N�o encontrou nada.

Sabe o que significaria se ele tivesse tentado se matar?

Sim, ele n�o poderia voltar � Pol�cia Judici�ria.

Ent�o, o que vai fazer?

- Vai denunci�-lo? - Claro, sou assim, Justin!

Ele n�o nos contou tudo. Est� escondendo coisas.

E voc� sabe.

Diga boa noite para o Paul.

Boa noite, Paul.

- Boa noite. - Boa noite, mam�e.

- Vai dar beijo de boa noite? - Vou.

- Boa noite. - Vamos, vamos...

Vamos, por aqui.

� um prazer ver voc�s dois.

Sim.

Voc�s est�o indo bem.

V�o tomar nossa casa em tr�s meses.

- Quem? - Bancos, empresas de cr�dito...

Aqui � uma cidade fantasma.

N�o trabalho h� 5 anos. E Damien...

Norbert o tem ajudado, mas voc� sabe como ele �.

Ele sempre teve...

mania de grandeza.

A casa, os carros, todos os empr�stimos

e todo o restante.

N�o estamos indo bem, Paul.

Estamos na merda.

O CASO DAS CASAS DECORADAS

- O que est� fazendo? - N�o consigo dormir.

Volte a dormir.

ENTRADA

O que faz aqui?

E voc�?

O que fa�o aqui?

H� oito anos, eu estava em treinamento.

Sabe o que meu professor disse para mim

e para os outros idiotas que estavam ouvindo?

"Sempre volte � cena do crime.

Volte sozinho, assim pode refletir.

Deixe os cheiros te envolver".

� o que estou fazendo aqui.

Obrigada.

Espero que goste deste tipo de casa.

Tudo � novo e limpo.

Por que diz isso?

Por nada.

Sandra...

Enquanto trabalhar neste caso, descobrir� coisas sobre mim.

Sobre minha fam�lia, meu passado.

Preciso que haja um n�vel de confian�a entre n�s.

Entende?

O que � t�o engra�ado?

N�o me fale sobre confian�a.

Inacredit�vel. Voc� � cara de pau.

N�o vamos nos iludir.

Sei que esconde coisas, que n�o contou tudo.

Por exemplo...?

Por exemplo...

N�o precisa da bengala. Por que a usa?

Est� se protegendo, mas de quem?

Lembro bem de voc�.

Eu a reconheci imediatamente.

Tamb�m est� se protegendo.

Tamb�m esconde coisas.

� mesmo? Que coisas?

H� oito anos, durante o treinamento...

voc� me xingou de policial desgra�ado.

E saiu batendo a porta.

O que houve?

N�o o xinguei de policial desgra�ado.

Foi de policial chauvinista desgra�ado.

Voc� e seu discurso vazio...

sobre mulher e sua incapacidade de ter vida familiar e carreira.

"Sandra, voc� nunca ser� uma policial.

N�o tem capacidade nem coragem."

Deve ter dito isso umas cem vezes.

N�o me respondeu.

Seu comportamento em rela��o � autoridade...

comigo e com os outros candidatos,

suas rea��es hist�ricas,

o modo como foi embora,

a tr�s dias do exame final...

O que houve?

N�o � da sua conta.

Como quiser.

Sandra...

Algu�m est� nos observando.

L�, na casa em constru��o.

N�o se mexa!

N�o se mexa!

Sei que ele est� com medo, que a fam�lia dele mora na casa.

Mas se ele viu algo, precisa me dizer.

Ele tem medo que a fam�lia seja deportada.

Diga a ele que eu compreendo. Falaremos disso depois.

Mas � essencial que ele me diga o que viu.

Ele viu um lobo.

- Como �? - Ele viu um lobo.

- O qu�? - Um lobo.

Um lobo? Corta essa!

- Estou indo. Eu te levo? - N�o, ficarei um tempo.

- Quer que eu fique? - N�o, obrigado. Pode ir.

- Quer que te leve no seu amigo? - N�o, vou caminhando.

Acha que � ele que est� desenterrando os corpos?

Obviamente, voc� n�o sabe.

Ol�.

- Ol�. - Voc� � policial?

Investiga o caso dos corpos nas casas?

Eu conhecia Catherine Mandrin.

Ela foi encontrada na casa decorada.

O que vai fazer por ela...

e pelos outros?

Vai encontrar quem fez isso?

Qual � o seu nome?

Laura.

N�o me respondeu. O que vai fazer?

- Todo o poss�vel. - "Todo o poss�vel".

Por que me olha assim?

Como?

N�o sei.

Fica surpreso que as pessoas fiquem com raiva?

Eu poderia ajud�-lo. Conhe�o as pessoas daqui.

Sei como elas s�o.

Por favor! Uma curtinha.

A hist�ria da princesa que queria salvar as pessoas.

Mas querida, hist�rias s�o para antes de dormir.

� madrugada. Volte a dormir.

- Al�m disso, voc� sabe de cor. - Por favor...

Est� bem.

Era uma vez...

uma linda princesa que vivia sozinha

num grande castelo.

Ela estava t�o solit�ria

e isso a deixava muito triste.

Um dia, durante uma caminhada pelos bosques e a floresta

que cercavam o castelo,

ao longe, ela ouviu uma vozinha gritando...

"Socorro! Socorro!"

A princesa estava um pouco assustada.

Ela sabia que n�o deveria adentrar a floresta.

Ela sabia que havia algo vivendo l�.

Algo se movendo...

nas sombras.

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