All language subtitles for Le.Voyage.De.Fanny.2016.FRENCH.1080p.BluRay.x264-AiRLiNE

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Original subtitles

Vamos, crianças!

Alice...

Alfred...

Odette!

Nathanael!

Em alemão: "Você vai ficar bem aqui."

Fará muitas amizades.

Logo virei te buscar.

Você me entende?

Agathe...

Robert...

Camille...

Jeanne!

Na França, durante a 2ª Guerra Mundial,

judeus confiavam seus filhos a diversas instituições

encarregadas de protegê-los contra todas as ameaças.

Dê isso para Emile.

Fanny...

Sophie!

Adaptado do livro de Fanny Ben-Ami

A VIAGEM DE FANNY

Baseado em fatos reais...

Creuse, França central, 1943

"Minha pequena Fanny,"

"seu pai continua preso no Campo de Vernet."

"Ele está bem."

"Tive que deixar o nosso apartamento."

"Escreva-me pela tia Rose, ela sabe onde estou."

"E você e suas irmãs, como estão?"

"Estão comendo bem?"

"Como devem ter crescido em 2 anos."

"Estou com muita saudade."

"Deixo um abraço carinhoso para todos."

"Amo vocês demais."

"Olá, mamãe. Sim, todos estão bem."

"Mas estamos proibidos de ir ao parque"

"desde a chegada dos alemães."

"Nós estamos comendo bem."

"Ovos, mateiga, leite e repolho plantado por nós."

24, 25, 42, 38, 50!

"Georgette sabe contar até 25."

-"E a Erika..." -Fanny, onde você está?

"...já não está tão pegajosa."

-"Obrigada pelos sapatos." -Fanny!

"Com a carta vai um desenho da Georgette. É você e o papai."

"Mandamos todo o nosso amor. Estamos com muita saudade."

Todos pra cama!

Boa noite e bom sono!

Boa noite!

-Até amanhã. -Até amanhã!

Se me chutar, vai voltar pra sua cama.

Tá legal!

-Me conta uma história? -Agora não.

Durma! E pára de cutucar.

E aqui o lobo mau. Eu sou o lobo mau!

E você, qual o seu nome?

Georgette?

Meu nome é Georgette!

-Tem medo do lobo mau? -Não!

Não? Você conhece a princesa?

Mamãe, uma foto!

Então meninas, eu ganho um belo sorriso?

-Fanny, você tira uma? -Sim.

(O Lobo e o Cordeiro, Fábula de Jean de La Fontaine - 1668)

Como ousa turvar a água que eu bebo?

Senhor, não precisa ficar com raiva.

O senhor diz uma coisa impossível...

Eu bebo a uns 20 passos mais abaixo.

Portanto, não estou sujando a água que você bebe.

Você suja a água! E falou mal de mim no ano passado.

Como, se mal havia nascido, eu ainda mamava na minha mãe?

Pois então foi seu irmão!

-Não tenho irmão. -Alguém que você conhece!

O que dá no mesmo, algum outro cordeiro, um pastor,

e é preciso que eu me vingue!

Cuidado com o lobo!

Cuidado com o lobo!

O lobo!

Vai embora!

Vamos, Fanny?

Calma, dará tudo certo em Megève.

Mas não é arriscado?

Não, é uma zona italiana segura.

Os italianos são aliados dos alemães!

Sim, mas não perseguem judeus.

E para onde você vai?

Ficarei por perto. Temos que ficar aqui.

Ethel...

olha, Julien me disse que...

quando quer calcular alguma coisa menos alguma coisa,

não sobra nada.

Está correto. Vamos, sente-se.

Vamos, Fanny, entre.

Crianças, não olhem nem cumprimentem!

Aquele é o desgraçado que nos denunciou.

Parem!

Me soltem!

Pierre!

Vamos, entrem.

Megève (fronteira ítalo-francesa)

Depressa!

Fanny, não gosto daqui, tenho medo.

-Não pode ser! -Já sei!

Alguns são novos demais!

-Leve-os para dentro. -Vamos!

Cada um na sua cama. Está na hora de dormir.

Meninos, apaguem a luz.

Cadê a sua cama?

-É pra lá, mas... -Vá pra sua cama!

Minha irmã chora se não dorme comigo.

Amanhã vocês se falam.

À noite, cada uma na sua cama. Aprenda a ser independente.

Vamos!

Vamos!

-Boa noite. -Boa noite.

Henri...

Samantha...

Anna...

Oscar...

Daniel...

Sophie...

E Maurice!

-Isso é tudo? -Sim. Lamento, crianças.

Não deu o endereço daqui para a mamãe?

Por que ela não escreveu?

Ela esqueceu da gente? Então?

-Me deixe em paz! -Fanny!

-Está me punindo? -Não.

Ajudará na cozinha para se afastar das suas irmãs.

-É a mesma coisa... -Já chega, Fanny!

Mais batatas!

Elie, essa é a sua ajudante Fanny.

Encantado, senhorita. Daremos um grande time.

-Vou deixá-los a sós. -Vou logo avisando...

a cozinha, como na vida, a impressão é a que fica.

Você pode reclamar ou sorrir.

E no meio do nada, até que não estamos mal.

Hoje, parece pouco, mas eu preparei para nós...

um chifonado de batatas e nabos,

e na falta de carne,

acompanhado de frango a contragosto e cogumelos.

E para a sobremesa, amêndoas açucaradas.

Droga, não pude ouvir mais cedo. Fanny, abra toda a torneira!

Não conte pra ninguém, nem para a Sra. Forman.

É o nosso segredo.

Eu fui a Lyon com o meu tio. Ele tinha um frete.

Não voltaríamos tão cedo. Lá é o ninho da Gestapo.

Não é um lugar para judeus ou resistentes.

São cruéis, sabe o que eles fazem?

Fanny, quer brincar comigo?

Agora não, Georgette. Brinque com a Erika.

-Mas ela falou... -Georgette!

Esses insetos não ficarão para sempre.

Nós vamos dobrá-los, esses chucrutes (alemães)!

Faremos picadinho deles! Nós vamos esmagá-los!

Tenho amigos na resistência.

Em breve, me levarão para lutar com eles.

Não conte pra ninguém!

-Você vai embora mesmo? -Sim, mas voltarei.

Quando a guerra acabar. Já posso ver a cena.

Tanques aliados entrando em Paris.

As meninas gritando e jogando flores.

A vida começando a voltar! Está vendo essa maçã?

É deliciosa, mas pode ficar melhor.

Quando mordê-la, morda com força.

Assim não sobrará nada para os chucrutes!

Por que disse que de olhos fechados é melhor?

Já te expliquei, Georgette.

Ao comer o mirtilo, você deve pensar nos...

-Já sei, nos "chuchus". -Não é chuchu, é chucrute!

Aqui, prova um!

Ah, assim é bem melhor.

Erika, temos que ir.

A Sr. Forman ficará brava se nos atrasarmos.

Sente-se ali.

Erika, quer um pouco?

Passe para Maurice e Daniel.

De onde veio?

(Fanny pergunta em alemão)

(Oração em Iídiche)

"O governo italiano anunciou"

"a prisão de Mussolini pelo rei Victor-Emmanuel III."

Mussolini foi preso!

Você ouviu o que eles disseram?

Significa que a guerra vai acabar.

Mussolini foi preso! A guerra vai acabar, Fanny!

Você ouviu a mesma coisa!

Mussolini foi preso! Nós vamos pra casa!

Essa notícia é péssima!

Se os italianos saírem daqui, os alemães tomarão conta!

-Isso não é assim tão rápido. -Não!

As crianças devem partir imediatamente.

Dora disse que prenderam o atravessador.

Arrume outro!

-Mas que será solto. -Quando?

Veio de bicicleta?

Esqueceu-se que é perigoso andar lá fora a essa hora?

Você pode dormir aqui.

Vou dar uma volta e depois prepararei as crianças.

Qual o seu nome?

Como se chama?

-Marcel. -Marcel do quê?

-Marcel Mandelbaum. -Não! Marcel Beaumont!

-Repita, Marcel do quê? -Marcel Beaumont.

Muito bem, volte a dormir.

-Acorde. Qual o seu nome? -Nicole Mougin.

Ótimo. E para onde vai?

-Suíça. -Não, Suíça não!

Vai para uma colônia de férias nas montanhas.

Certo? Você me entendeu?

Durma!

-Qual o seu nome? -Erika.

Não! Seu nome é Marguerite Bisson.

Repita!

-Marguerite Bisson. -Repita!

-Marguerite Bisson. -Poxa, ela já sabe!

Mamãe, não tenho medo.

Mamãe, não tenho medo.

Mamãe, não tenho medo.

Vamos, venha!

Meu nome é Fanny. Fanny Bisson.

Crianças!

Quero que escutem atentamente!

O 1º grupo viajará sob a liderança de David,

e vocês devem chamá-lo de Denis.

Elie guiará o segundo grupo, e devem chamá-la de Etienne.

Etienne e Denis tomarão as decisões.

Com eles ficarão seguros.

-Ei, é o meu livro! -Georgette!

Jamais se separem!

Se um policial ou alguém fizer perguntas,

digam que vão a um clube nas montanhas.

Não falem seus verdadeiros nomes, nem entre vocês.

E só conversem em francês.

-Todos entenderam? -Sim, senhora!

A viagem terá várias etapas e eu estarei em todas elas.

De noite, todos estarão seguros. Partiremos em 5 minutos.

Tudo bem, eu cuido das crianças.

Sente-se ali.

-Qual a sua idade? -Minha irmã é surda.

-Quantos anos ela tem? -17 anos.

Você não vai passar, tem mais de 16 anos.

Etienne, fique com as crianças. E você, siga-me.

-Qual o seu nome? -Jacques.

-E você? -Maurice.

E você?

Crianças, venham!

-Vamos, subam! -Senhora, nossos pais virão?

-Sim. -Quando?

Em breve. Vamos, subam!

Para fora, rápido!

Suba com eles assim que for possível.

Não! Vocês ficam!

Documentos, por favor.

Minha mala! Ah, meu Deus, minha mala!

Sr. Policial, roubaram a minha mala!

Ela estava bem aqui!

-Viu alguém levando sua mala? -Não, fui olhar na minha bolsa,

e quando me virei, a mala tinha sumido.

-E como ela é? -Pequena, marrom, enxadrezada.

-Posso ver seus documentos? -Sim, senhor.

-Sra. Cellier? -Sim.

-Siga-me, faremos um boletim. -Certo.

André!

Vamos!

Não se preocupe, ela estava fingindo.

Ela é corajosa.

Estamos de férias. Estou muito feliz!

Vamos ver bichinhos, marmotas e cabras.

Bem, não se preocupe, não haverá monstros.

-Por isso vamos para lá. -Que monstros?

Você não conhece os montros naz...

Georgette, já chega!

Além do mais, monstros não existem.

Existem sim!

Só porque você nunca viu, não significa que não exista.

-Só fala bobagem. -Não, é o que eu acho.

-Mas é tudo uma bobagem! -Monstros não existem.

E se ele mostrar o focinho, vou fatiá-lo

e cozinhá-lo com alcachofras.

-Ou mariná-lo no alho. -Ou fritar as orelhas dele.

Ou descascar cebolas para ele chorar.

Ou fazer uma sopa com os olhos dele.

Sabe como correr quando os alemães atirarem em você?

Em ziguezague. É mais difícil te acertarem.

E ele aceitou?

Ele disse: "qual a sua idade, garoto?"

E foi logo dizendo "pequeno", tentei enganá-lo, mas...

Elie, o que houve?

-Elie? -Nada, nada!

Tudo bem, são italianos!

São italianos.

"Tutto bene!"

Nós chegamos!

Erika, levante-se.

Georgette, acorda.

Vamos, acorda.

-Onde estamos? -Nós já chegamos.

Maurice, acorda o Jacques.

Jacques, acorda!

Que sono gostoso. Marmotas de verdade.

Prefiro coelhos, sabe por quê?

Porque eles comem cenouras, eu adoro isso.

-Tenho que ir! Eu lamento. -O que está fazendo?

A Sra. Forman disse para esperarmos aqui que ela viria.

Não posso. Pegue!

-Como faremos sem "Elie"? -É Etienne!

Por que ele nos deixou sozinhos?

Porque é um covarde traidor!

-Mentira, Etienne é corajoso! -Ele se borrou todo.

Não é nada disso.

Nos largou como meias velhas, muito corajoso.

Você não conhece ele.

Crianças, vamos!

Cadê Etienne?

Por que fez isso? Ele se atirou aos lobos.

Senhora, não se preocupe.

Vamos, entrem.

Fanny, vocês vão para Annemasse.

-Você não vai com a gente? -Impossível.

Mas por quê?

Crianças não têm documentos. Eu tenho, mas são falsos.

E qualquer problema, vocês já eram, entende?

Não posso ir com vocês. Mas sigo de carro.

Então, crianças, Fanny agora é a líder.

-Todos devem obedecê-la. -Mas eu não posso!

Nos vemos depois.

Não demonstre medo, Fanny! Jamais!

-Mas tem os outros. -Não, só tem você!

Diane é muda e Victor é inseguro.

E você é teimosa.

Isso é ótimo, pois só assim terão sucesso.

Vejo vocês em Annemasse, na colônia de férias, certo?

Você nunca sentiu medo?

Se tiver medo, finja! Ouviu? Finja! Pelos outros!

Fanny, Diane quer saber quando chegaremos.

Falta pouco.

(Annecy, 50 km a oeste de Megève)

Senhoras e senhores, o trem não partirá!

A ponte foi bombardeada e bloquearam as vias!

O que faremos?

Desçam e procurem outro transporte.

Senhoras e senhores, desçam todos!

Para onde vamos?

Senhor, como se chega em Annemasse?

Sai um ônibus para Lyon em 20 minutos.

Linha D. Em Lyon há uma conexão para lá.

Onde fica essa Linha D?

Lyon é o QG da Gestapo. Está cheia de alemães.

-O que vamos fazer? -Eu não sei!

Não temos opção. Vamos!

Podem ir, mas sem mim!

Mas, Fanny, espere!

-Fanny? -Não pare!

Fanny, é a Diane!

-Volte para os outros! -Eu não vou para Lyon!

Os pais da Rachel foram presos em Lyon.

Eu salvei a Rachel. Ela não é minha irmã.

-Nós iremos com vocês. -Não, é perigoso!

Só nós duas, por favor!

Certo, mas se falar algo, irá sozinha!

Obrigada.

Rachel?

Ela...

Se alguém perguntar, não deixe ela falar.

Diga que já venho. Eu vou procurar a Rachel.

Fanny!

Therese, onde você estava?

-Vamos visitar a vovó em Lyon! -Ah, a vovó, muito bem!

Para você se lembrar de mim.

Vamos, venha.

Pegue, eu dei um jeito. O endereço está escrito aí.

Lá entregue somente nas mãos deles.

Como chegaremos lá? Estamos sozinhos.

Não há outro modo, Fanny. Você precisa dar um jeito.

Você consegue, conto com você. Confio em você!

Você viu o monstro?

-Cadê a Diane? -Está com os outros.

-Descobri um trem para Annemasse. -Passa por Lyon?

Não, é um trem de carga. Ele faz um desvio.

Vamos!

Vamos, subam!

Elie foi preso.

Ele se desgarrou como um cordeiro.

Foi por isso que o lobo o comeu.

A partir de agora, ficaremos juntos!

-Quando o trem sai? -Não sei. Pare de falar.

Não, esqueça essa carta! Fomos dedurados.

Ele estava com medo, eu vi em seus olhos.

E nós não? Não sentimos medo?

Mas ele se foi, só pensou nele mesmo.

E agora temos que tentar a sorte?

-É isso? -Já chega! Cale-se!

Você ainda molha a cama?

Tive um pesadelo e fiz xixi na cama.

Que boneca é essa, Georgette?

-Ganhei da mamãe. -Que mamãe? A Sra. Forman?

-Não, a mamãe da estação. -Mamãe da estação?

Na estação, quando nos deixou,

tive medo de que você nos abandonasse,

e daí perguntei pra mamãe,

se ela viu crianças indo para a Suíça.

-Quem era essa mulher? -Eu não conhecia ela.

Ela tinha um bebê e me deu essa boneca.

Ela é linda, não? Minha boneca!

Como deixou ela falar com um estranho? Era para cuidar dela!

Ela não me obedeceu. E você me mandou não falar!

Não fale com ninguém! Já te avisei mil vezes.

Ainda mais sobre a Suíça! O que deu em você?

A senhora foi gentil.

Disse a ela que meu nome é Georgette Bisson.

Ela perguntou seu nome?

Não, mas disse o meu nome mesmo assim.

Vou olhar nos últimos vagões!

Silêncio!

Georgette, tá tudo bem!

-Vamos para Annemasse. -Já chegamos.

Juju, não vai beber?

Já estou quase acabando aqui!

Esperem 10 minutos, depois desçam.

Boa sorte!

...3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.

Pronto, Fanny, o tempo acabou.

Tudo certo, vamos descer.

(Annemasse, 40 km ao norte de Annecy)

COLÔNIA DE FÉRIAS, APOIO NACIONAL

Quanto tempo vamos esperar?

Se ela não vier, vamos embora, não podemos ser vistos.

E para onde iríamos?

Olá, crianças. Vamos?

-Vamos. -Venham, em fila atrás de mim.

Vamos, Marie-Claire, logo estaremos em casa!

Os maiores carregam as mochilas dos menores.

Agora, corram até o alto sem parar! Vamos!

-Cansei de andar. -Meus pés doem.

Vamos, chuta!

Vai!

Passa! Belo passe!

Vamos, chuta! Veremos quem é o craque!

Vamos, corre!

-Olá. -Oi.

Cadê a Sra. Forman? Por que ela não está aqui?

Está tudo bem.

Mas cadê ela?

Não sei. Entrem no caminhão, estão atrasados.

Nada de barulho aí dentro! Vamos, subam!

Silêncio, não podemos dormir!

Ela é a senhora que me deu a boneca.

Qual o seu nome?

-Georgette Bisson. -Seu nome verdadeiro?

Georgette Bisson.

Quantos anos?

-6 anos. -Cadê os seus pais?

-Estão em Paris. -Quem cuida de você?

-Eu, sou a irmã dela. -Calada!

Quem cuida de você?

Minha irmã mais velha...

-Fanny Bisson. -Sim, tá certo.

E para onde está indo?

Colônia de férias.

Muito bem, retorne ao seu lugar.

Você, o pequeno, aqui!

-Tente você... -Para onde você vai?

-Colônia de férias. -Não ouvi, repete!

-Colônia de férias. -Aonde?

-Nas montanhas. -Qual o seu nome?

-Jacques. -Jacques de quê?

Jacques Laigle.

-Você é judeu? -Não.

-Tem certeza? -Tenho.

Está dizendo a verdade?

Sim.

O rapaz de óculos. Aproxime-se.

Vamos!

Venha logo!

-Como se chama? -Victor Dumas.

-Também não é judeu. -Sou católico.

-Ele é católico. É verdade? -Sim.

Abaixe as calças e logo descobriremos.

Com licença, posso falar com você?

Leve-os, são todos judeus.

-Eles são muitos. -Arranje um lugar.

Jacques, passe a minha mochila.

Estou com frio.

Acha que ela falou por que jogamos fora a boneca?

Não, Georgette. Ela nem sabia disso.

Vamos, acordem!

Vamos, levantem!

Vamos logo!

Quero saber quem ajudou vocês!

Bem,

deixaremos vocês pensar.

E não se esqueçam,

vocês falam, você comem. É muito simples.

Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco...

Pare! Você é igual a nós!

Não sou igual a vocês! E faço o que eu quiser!

E chamou Elie de traidor, você me enoja!

Sim, ele é um traidor!

Estou bem!

Maurice, posso ver o globo?

Obrigado.

Por favor! Meu bebê!

Você me prometeu!

Bem, venha.

Venha, Marie.

É verdade que somos judeus?

Sim.

Se não é bom, só pode ser judeu.

Não é "não é bom", não é assim.

Mas se pararmos de ser judeus, poderemos sair.

Mas não podemos parar de ser judeus.

Por quê?

Venha, anda.

Quando fui ver o meu patrão, a casa estava vazia.

Havia um bilhete num pote que eu tinha guardado.

E dizia para que Mandelbaum pegasse um pacote no armário.

Eu abri o armário e...

lá estava a pequena Rachel tirando o maior cochilo.

Seu pai deu a ela um comprimido.

Peguei-a nos braços e corri para a rua.

Quero ver a minha mãe.

Quero vê-la.

"Querida mamãe,"

"a polícia deteve todos. Estamos trancados."

"Queria estar com você. Só penso em você."

Então, ninguém tem fome?

Bem, vá em frente.

Vamos, está trancada!

Garoto, me dê as chaves!

Não banque o esperto, me dê as chaves!

E se eu não der, o que vai fazer?

Vamos brigar? Apanhar? Morrer de fome?

-Desgraçado! -Traidor!

-Assassino! -Já chega!

Pare com isso!

Puxa o gatilho!

Atira!

Somos poucos, será rápido!

Ei!

Ei você!

Obrigada por nos avisar.

Vamos tirá-los daqui e levá-los para um lugar seguro.

Acha que já pode levá-los?

Não, precisam se alimentar antes de partirem.

# ...e reverenciam seus anos

# Ao teu chamado supremo Respondem: Presente!

# Marechal, aqui estamos nós

# Diante de ti, o salvador da França

# Juramos servir e seguir teus passos...

(hino não oficial do governo de Vichy)

Vamos, Erika, rápido! Venha!

-Agora você, Diane. -Não, não quero ir.

-Mas até o Victor foi! -Não quero mais fugir.

Desisti de fugir. Leve a Rachel, por favor!

(em alemão)

Não!

-Você vai! -Não!

Não! Diane! Diane!

Diane! Diane!

# Irmão Jorge, irmão Jorge,

# Dormes tu, dormes tu? Já soam os sinos...

O que ela te disse, Diane?

Que nos encontraríamos na Suíça.

Pegue!

# Irmão Jorge, irmão Jorge...

Por aqui!

-Meu pai me deu! -Ele é rico!

Sim, ele é rico!

Vamos brincar esse jogo de novo?

Foi divertido!

-Pareciam várias borboletas. -Sim, foi bem legal.

Vamos, devem estar nos procurando.

Por aqui, há rastros...

Essas crianças devem estar perto.

Eu descendo de grandes caçadores.

Eles não vão escapar.

E agora?

Concordo contigo, chefe.

Ali, logo adiante, tem uma descida.

Devem ter ido por ali.

Acho que deram meia-volta e foram pela floresta.

Devíamos voltar.

Vamos voltar.

-Ei! Vejam isso. -É alemão.

Muitos franceses têm esse dinheiro.

Os judeus também.

Os judeus sempre têm mais!

Fanny! Devagar!

Eles estão longe.

Agora não podemos parar, temos de encontrar a Sra. Forman.

Você enlouqueceu, não tem como!

Nem que tenhamos de retornar a Megève!

Não podemos voltar. A fronteira pode estar perto.

Você não sabe e não pode entrar na Suíça sozinho.

Não sabemos onde fica, nem conhecemos ninguém.

Sem a Sra. Forman nunca conseguiremos.

Ela pode ter sido capturada.

Quando chegaremos? Tenho fome.

Toma!

Isso dói os dentes.

É duro demais, parece pedra.

E tem um gosto horrível.

Meus pés doem.

Estou com sede.

Eu também.

Para onde vamos?

Continuem andando.

Você está perdida.

Estamos vagando há horas!

A Sra. Forman irá nos achar?

Quando chegaremos?

-Estou cansada! -Já chega!

Sim, estamos exaustos, com sede e daí?

Não é choramingando que conseguiremos!

E não sei onde está a Sra. Forman!

Estamos por nossa conta.

Tá legal, vamos em frente.

Pare com isso!

Pare com isso!

Vamos, venham ver!

Olhei por aí e não vi ninguém!

Ei, podem vir!

Vamos ficar aqui?

Essa noite?

Sim, e outras noites também.

-E outros dias. -Até a guerra acabar?

E se ela durar anos?

Daremos um jeito, caçaremos, acenderemos uma fogueira.

E os nossos pais?

Eles vão nos achar depois da guerra.

Podemos acampar. Será a nossa colônia de férias.

E o rio é logo ali.

Aqui é alto, temos uma boa visão.

Você tinha razão, só podemos confiar em nós.

E quem sabe um dia, cruzaremos a fronteira.

-Venha. -O que foi?

Vamos!

Aqui é a sala de jantar.

-A nossa mesa de jantar. -Poxa!

-Aqui é a cozinha. -Legal.

Gostei da casa, talvez eu compre.

Posso ver o resto da casa com a minha...esposa?

Nada disso, ele tá louco!

-Vamos lá, esposa! -Não sou a sua esposa!

-Vamos lá! -Nós somos os filhos.

Esse é o quarto de casal.

À noite, dá pra ver as estrelas.

E as crianças podem brincar sossegadas.

-O que você acha, querida? -Sempre maluquinho!

Mas esse quarto é um luxo, atende aos nossos interesses.

-Diga-me, amado esposo... -Pois não?

Com tanto espaço, podemos ter um cão?

-Sim, e esperto! -Esperto como?

Que saiba fazer alguns truques.

Melhor do que um cavalo peidão.

-Mas o que é isso? -Ou um macaco fedorento!

Ou um rato babão!

Ou um coala cheio de cocô!

Ou uma lagarto com uma barata!

-Ou um zebu... -...com uma grande bunda!

-Ou um sagui... -...com um pipi!

"Nós, Marechal da França,"

-"chefe do Etado francês"... -"Estado".

"do Estado francês..."

"decretamos:"

"para eliminar a influência judaica na economia nacional,"

"o Comissário Geral para os assuntos judaicos"

"pode nomear..."

"um administrador provisório..."

"para todos os prédios cujos donos são judeus."

-O que isso significa? -Significa que...

se você for judeu e tiver um negócio,

o governo de Vichy te ferra. Ainda mais se dá lucro.

Mas o que vai fazer sem o seu trabalho?

Bem, você não tem escolha.

Eles não podem se defender! Isso não é justo!

Meu estômago dói.

É porque temos comido muito mal.

Erika diz que sou pequena demais e que corro devagar.

Ela é muito má comigo.

Eu não quero ficar aqui.

Comeram alguma coisa?

-Avelãs. -Não foram as avelãs.

-E as bolinhas vermelhas. -Quando? Onde?

Quando brincamos de esconde-esconde.

Estou com frio...

Diane...

Diane...

Diane...

Precisamos de ajuda!

-Venha, vamos embora! -Não!

Temos que saber se são alemães ou franceses.

-Como assim? -Se forem alemães...

tudo bem, podemos passar.

E se forem franceses?

-O que acha? -Realmente não sei...

-Mas temos que saber. -Não consigo!

Parece um capacete alemão.

Pode ser um colaborador.

Ou um resistente morto pelos alemães.

Bem, não temos escolha.

Espere!

Não podemos abandonar os pequenos!

Prometa que tomará conta das minhas irmãs.

E que também...

levará a carta de Elie.

Ouvi os alemães comentando...

que o levariam para um Campo de Concentração.

Prometa para mim, Victor.

Eu prometo.

Sou judia.

Ah, sim, eu sei.

Meus animais comeram e quase morreram.

-E crianças também. -É fatal?

Não, não é fatal, mas é terrível.

E dada as condições dessas crianças...

elas engoliram vários, não?

E já que vomitaram, ficarão boas.

É melhor dormir agora.

Vamos.

Podem passar essa noite aqui, mas amanhã devem partir.

-Não posso fazer mais nada. -Eu sei. Obrigada.

Fica longe a fronteira com a Suíça?

-Não muito. -Quantos quilômetros a pé?

A pé? O caminho é bem famoso!

Tá certo.

Ele podia ter deixado a gente ficar mais uns dias!

Ele podia ter negado essa noite.

E amanhã para onde vamos?

Não sei, nem quero pensar.

Aqui, tome de volta.

Essa câmera funciona?

Depende do que você quer ver.

-Como vocês estão? -Essa noite dormi bem, senhor.

Me chame de Jean.

Olá! Muito obrigada.

Comam logo e depois fujam na direção da floresta.

E nós nunca nos vimos, certo?

Boa sorte!

Espere!

Se trabalharmos para você, podemos ficar mais um pouco?

Não, não é possível.

-Trabalhamos bem, não? -Até mais que os adultos.

-Sim, mas você é levinha. -Sem exageros!

Nós somos leves, pequenos

e nos esforçamos mais.

É verdade.

E além disso, bebemos mais leite.

E dormimos com os filhotes.

Não só na cabeça, no corpo todo...

Você gosta mais da Erika, não é?

Você não gosta do Maurice!

-Venha Moumouche! -O que é isso no seu ombro!

Não, não, não!

Estive pensando...

com meu dinheiro, posso contratar alguém.

Em quem confiaremos? Não conhecemos ninguém.

Podem pegar o dinheiro e nos deixar em qualquer canto.

Vale a pena tentar!

Não!

Estamos a salvo aqui. Enquanto pudermos, ficaremos.

O que está fazendo, Jacques?

Se formos rápidos, logo partiremos.

Mas sem exagerar, um pouco a cada dia.

Fanny! Eu vi Diane! Ela está ali, venha!

Quando a senhora da Cruz Vermelha voltou,

ela veio com a polícia.

A maior deixou a porta aberta, de propósito, eu acho.

Daí eu andei, cheguei às ruínas e dormi.

Eu acordei e vi um homem que me perguntou...

se eu estava com os outros.

E...aqui estou!

E você chegou atrasada para o encontro.

Sim.

(ela fala em alemão...)

Vamos todos juntos.

Você hospeda pessoas aqui?

Judeus?

Judeus?

Como eles são?

Estamos requisitando a fazenda.

A casa, a comida, tudo.

Meus homens chegarão amanhã.

Antes de amanhecer.

A partir de hoje, haverá mais italianos.

Fora!

Só alemães!

Estamos apavorados.

Os alemães estão em toda parte.

Ontem, dava para ir.

Mas os pequenos tinham que comer e descansar.

A culpa foi minha!

Estávamos tão bem aqui.

Esta é a carta de Elie.

Abra.

Deve ter errado.

O que ele disse?

Sim, o que ele disse?

Disse que ficou assustado...

e que errou.

Ele sente muito por ter abandonado a gente.

Mas que pensou em nós ao escrever esta carta.

E que vamos cruzar a fronteira com ela.

E disse que vocês são muito corajosos.

-E que vamos conseguir. -Ele disse tudo isso?

Sim.

E logo estaremos livres e com nossos pais.

Ainda estão aqui? Precisam partir!

-Conhece algum atravessador? -Não. Vamos!

-Deve conhecer, por favor! -Não!

Se os alemães nos pegam, ficaremos em apuros.

E você também!

Escute, cordeirinho, você precisa...

ficar aqui com os outros animais.

Porque nós vamos para a cidade.

Além do mais, você não fala "suíço".

Sabia que se der tudo, ficará com zero de dinheiro.

E zero é nada, sabia? Mas 1 é alguma coisa.

-1 é diferente de 0. -Você está certa.

1 é diferente.

Isso é pra você.

Não preciso mais dela.

Vamos, depressa!

Não façam barulho! Aqui está cheio de alemães!

A fonteira fica a 5 km, você têm 45 minutos.

Peguem essa trilha...

cruzem a estrada, mas tenham cuidado.

Os alemães fazem patrulhas.

Daí, corram direto para a floresta.

Passem pelo arame farpado cortado.

Atravessem antes da ronda dos alemães.

Então corram para as barreiras antitanques.

Aí correrão o maior perigo!

A casa cinza é a Suíça, entenderam?

Podem ir.

Vão!

Abaixem-se!

Esse não é o caminho, pra esquerda fica a Itália!

Não, é o contrário!

Vamos, depressa!

Corram!

Pare!

Fanny!

Venha, suba!

Pare!

Atualmente Fanny Ben-Ami vive em Israel.

As 3 irmãs ficaram juntas até o fim da guerra na Suíça.

Em 1946, elas retornaram à França,

mas jamais reencontraram seus pais.

A Sra. Forman foi inspirada nas vidas...

das Sra. Lotte Schwart (diretora do Castelo de Chaumont)

e da Sra. Weil-Salon.

Elas bem como outras pessoas

dispunham-se a dar suas vidas para salvar as crianças.

De 1938 à 1944,

milhares de crianças foram salvas da deportação pela OSE

ao escondê-las em casas pelo interior,

para depois atravessá-las pelas fronteiras da Itália,

Suíça e Espanha, ou despachá-las para os EUA.

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