All language subtitles for El.gran.secreto.(Melvin.Frank-Norman.Panama,1952).(Spanish.English).DVD-Rip.XviD-AC3.by.Ma

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Original subtitles

ESTE FILME N�O FOI FEITO AT� QUE SE REVELOU O MATERIAL CLASSIFICADO

PELA SUA AUTORIZA��O DE USO E PELA TOTAL COOPERA��O,

QUEREMOS EXPRESSAR GRATID�O AO DEPARTAMENTO DE DEFESA

E AOS OFICIAIS E HOMENS DA FOR�A A�REA DOS EUA.

* Seu Nome � Sua Honra *

NENHUM HOMEM FOI RESPONS�VEL PELO �XITO DA OPERA��O BANDEJA DE PRATA.

MAS QUEREMOS QUE ESTA HIST�RIA DO HOMEM QUE COMANDOU A MISS�O,

CORONEL PAUL W. TIBBETS JR. DAS FOR�AS A�REAS DOS ESTADOS UNIDOS,

SIRVA PARA ILUSTRAR A REALIZA��O COMBINADA DE TODOS.

Sra. Tibbets.

O avi�o chegar� 30 minutos atrasado. Quer esperar l� dentro?

N�o, obrigada.

Estou aqui, esperando de novo. Parece que estou sempre esperando.

Esperando o som do avi�o que traz o meu marido para casa.

Embora desta vez, n�o sei se ainda tenho marido.

Nem se ainda quer a sua casa ou se isto j� � o fim.

O fim do caminho para o Paul e eu.

E onde come�ou? Quando come�ou?

H� uns dois anos atr�s naquela manh� cinzenta e fria no norte da �frica em 1943.

Um grupo de B-17, voava a 2.000 m, numa miss�o de bombardeio a Bizerte.

Paul liderava a miss�o.

Esse foi o come�o.

O come�o de uma hist�ria significativa para Paul e para mim.

Mas significava ainda mais para todos os habitantes da Terra.

Veja que confus�o! Isto est� pior que ontem.

Comandante para pilotos! Nos aproximamos. Mantenham forma��o cerrada.

Tenente para Comandante!

Aqui o comandante. Em frente.

Est�o crivando a retaguarda, deveriamos subir.

E se mudarmos o rumo?

Comandante para tenente. Cumpriremos a miss�o conforme ordens.

Certo.

Comandante para piloto. Como vamos, Dutch?

De acordo com o curso. O Ferebee est� apontando.

Para bombardeiro: que seja um acerto, Tom.

Lan�ar bombas!

Vamos embora daqui!

- 2.000 m. � um maldito suic�dio. - Quem quer demonstrar o qu�?

Novas ordens desta tarde.

Bizerte novamente.

- A que altitude? - A 2.000.

- O general Roberts est� no seu escrit�rio? - Sim.

Tem dois B-17 que bombardeiam Bizerte todos os dias.

Usando todos os avi�es e tripula��o que nos restam.

Se destruirmos Bizerte, cortamos seu abastecimento por mar.

Estendendo o fornecimento do Robert em 600 km.

Sim. Tem 4 chefes com 25 miss�es.

- Johnson, Armstrong, Josh e Tibbets. - Sim e me faltam desses.

- S�o homens bons? - Os melhores.

Eu sempre disse que se o alvo � pequeno, deve voar baixo.

Sam, quero conhecer esses homens imediatamente.

- N�o s�o para voc�. - S� quero conhec�-los.

M�o me importo. N�o vou lhe dar.

Se quiser bons pilotos, v� para a Inglaterra.

- T�m pessoal. . . - J� fui. Por isso estou aqui.

Tudo bem, Ben. O que foi?

Sam, estamos sendo abatidos em quase todas as frentes.

Informa��o oficial do Pent�gono na quinta-feira.

Atacaram forte a Inglaterra. N�o sabemos quanto v�o durar.

Talvez devessemos atacar o Jap�o e a Alemanha diretamente.

Precisamos de um avi�o de longo alcance. Muito longo.

E o Arnold acha que tem o que pode fazer.

Da Boeing. � o B-29.

Voar� mais alto, mais r�pido e mais longe do que jamais sonhou.

Mas h� uma desvantagem. O B-29 � uma armadilha mortal.

J� matou v�rios dos melhores pilotos de teste.

Precisamos descobrir o que acontece, Sam. Cada minuto e segundo, contam.

Queremos um homem que o modifique em v�o. Por isso estou aqui.

Quero um comandante de quadrimotores de combate.

Um com experi�ncia e coragem.

sublinho a coragem.

Eu gostaria de poder ajudar.

Tenho as m�os atadas. N�o tenho homens para. . .

- E ent�o? - O Tenente Coronel Tibbets.

- Estou ocupado. - Eu disse, mas ele insiste.

- Diz que � muito importante. - Bem, mande entrar.

O que foi, Tibbets?

- Essas ordens est�o corretas? - Est�o sim.

Devem voltar a Bizerte esta tarde.

- A 2.000 m? - Isso est� correto.

Na minha opini�o, isso � um erro. A 2.000 m somos um alvo perfeito.

Perdi dois avi�es esta manh� e quatro nas �ltimas 24 horas.

N�o obteremos resultados sem essas perdas, Tibbets.

Aceito as perdas, mas n�o devemos perder tripula��es.

Posso obter bons resultados a 6.500 m.

As ordens dizem a 2.000.

- As ordens podem ser mudadas. - Tenente Coronel Tibbets!

Quando um comandante culpa as ordens por seus problemas,

n�o consigo parar de pensar se n�o est� querendo. . .

Bem. Se n�o est� combatendo mais do que pode aguentar.

Tudo bem. Voltaremos a Bizerte para bombardear a 2.000.

Eu levarei o avi�o da frente e voc� vai como meu co-piloto.

Far� a miss�o como foi confiada.

Isso � tudo, coronel Tibbets.

Sim, senhor.

Logan.

Pedido do Tenente Coronel Tibbets para promo��o a coronel, negada.

Sim, senhor.

Sinto muito.

- Se comportou assim antes? - N�o, senhor.

Quero cuidar disto pessoalmente.

- Mande o Tibbets falar comigo. - Sim, senhor.

Ouvi a sua conversa com o Roberts esta manh�.

Acha que deveriamos rebaixar a sua patente?

N�o, senhor.

Seu comportamento n�o corresponde ao seu hist�rico.

25 miss�es sobre a Fran�a e a �frica.

Homem enviado por Eisenhower para levar a cabo a invas�o.

- O combate o transtornou? - N�o, senhor.

- Qual � a sua defesa? - N�o tenho desculpas.

Veja, Tibbets. Fui jogador de palpites.

Ocasionalmente me atingiram duramente, mas. . .

No geral tive uma boa m�dia de acertos.

N�o devia apostar em voc�, mas lhe darei um trabalho.

- Um grande trabalho nos EUA. - Sim, senhor.

Pegue suas coisas e v� para o meu avi�o �s 09:00hs.

- Isso � tudo, senhor? - Isso mesmo.

Sim, senhor.

Tibbets!

N�o sente um pouco de curiosidade sobre esse trabalho?

Acho que quando estiver preparado para me dizer, dir�.

Vejo voc� no avi�o.

� o general Brent.

Comunicado para Larry Norst.

Solicito a transfer�ncia do Tenente Coronel Tibbets para os EUA.

Tem caf�.

Acabei de tomar um. � o que me sustenta.

O que est� fazendo agora?

� uma esp�cie de truque que fa�o com a minha esposa.

Sempre que volto para casa levo um frasco do seu perfume favorito.

E por que num saco de papel?

Eu n�o sei.

A primeira vez que fiz, senti que reparou. Coloquei aqui com uma fita rosa.

- � meio cafona. - Eu n�o sei.

Conhe�o homens com dificuldades para mostrar suas emo��es.

- Qualidade �s vezes indispens�vel. - Sim, acho que sim.

H� um aspecto deste trabalho do B-29 que eu n�o contei.

- E o que �? - � um avi�o complicado. Test�-lo n�o � muito f�cil.

N�o podemos nos distrair.

Prefiro que n�o leve a sua esposa.

Vai ser duro. Faz mais de 2 anos que n�o vejo a Lucy.

- Nunca vi o meu filho, Paul Jr. - Eu sei.

Quanto tempo eu tenho antes de ir para Wichita?

Uns 30 minutos no aeroporto.

Entendi.

Sinto muito, Paul. Diga que eu sou o culpado.

Calma, Lucy. Garanto que vem com duas dan�arinas. Uma em cada bra�o.

- Harry, por favor. - Magras. Permitem 20 kg de bagagem.

Est� muito engra�ado. Por que n�o ficou em casa?

Teme que o Paul passe a noite em fam�lia antes de jogar p�quer.

Olha Lucy! L� est� ele!

Marge, toma, pegue-o.

- Ah, Paul! Paul! - Querida!

- � bom ver voc�! - Eu sei, eu sei.

Vamos, Tibb, venha agora!

- Harry! Como est�? - Bem.

- Voc� est� bem. - Voc� tamb�m, rapaz.

- Ol�, Marge. - Ol�.

- Voc� tamb�m tem um? - Conhe�a o Paul Tibbets Jr.

Est� t�o grande! Como vai isso?

Veja, � como um p�ssaro.

- E a sua proposta para o coronel? - Nada, me deparei com um osso.

- Sim? O que aconteceu? - N�o muito.

� um bom menino. Nos daremos bem?

Querido, j� passou a hora do seu cochilo. O conhecer� em casa.

Diga para a mam�e que nos conheceremos, mas n�o agora.

Diga que o papai deve pegar um avi�o para Wichita.

- Wichita? Quando? - Em 30 minutos.

- Ah, n�o! - Desculpe, querida.

Wichita? O trabalho do B-29?

� o cara que vai test�-lo?

Vai ser muito dif�cil.

- Sabe que voc� fala demais? - Sim, faz parte do meu charme.

V�o para Wichita, decola em 20 minutos.

Querem ficar s�s. Levamos a crian�a e depois vai peg�-lo.

Obrigada, Marge.

- Olha, Tibb. . . - Tchau, garoto.

Se precisar de mim, isto �, estou cansado do Pent�gono.

� muito grande.

Se precisar de um co-piloto de quadrimotores para o B-29. . .

- Vou me lembrar, Harry. - Certo.

- Obrigado, boa sorte, Tibb. - Obrigado.

- Tchau, Marge. - Tchau.

Um presente para se perfumar.

Nunca se esquece, heim, Paul?

Se algum dia esquecer. . .

- Vamos tomar um caf�? - Est� bem.

Fiquei feliz em saber que a Marge e o Harry moram ao lado. Te ajudam.

Sim, eles ajudam.

- Como est� o autom�vel? - Muito bom.

- N�o levou nenhuma batida? - N�o, ainda n�o.

- E os pneus? - Recauchutados.

O B-29 � realmente uma armadilha mortal?

- Claro que n�o. . . - Uma tripula��o morreu o m�s passado.

� outro avi�o, apenas maior e mais seguro.

- N�o se preocupe com isso. - Paul, eu. . .

V�o 29, port�o 9. Destino de Wichita.

Estarei em casa o mais cedo poss�vel.

N�o demore muito. Temos muito a recuperar.

Aten��o, v�o 29 pronto para a decolar.

Pronto para decolar.

- A hist�ria da nossa vida. - Sim.

Bem. . .

Acho que. . .

Como se diz na For�a A�rea,

feliz aterrissagem, coragem, j� nos veremos ou algo assim.

Mas n�o posso.

Lucy. . .

N�o sei se lhe disse nas cartas,

mas se n�o tivesse voc�, n�o teria nada.

Ah, Paul!

- Tenha cuidado. Prometa-me. - Clsro, a seguran�a � tudo. Esse � o Tibbets.

- Prometa-me. - N�o se preocupe, querida.

� apenas outro avi�o.

Apenas outro avi�o.

Isso � o que era o B-29. Um avi�o enorme e brilhante.

67 toneladas de experimento que voava bem em condi��es normais.

O Paul devia averiguar o que podia fazer em situa��o de combate.

O que aconteceria ao lev�-lo a 4.000 m? Logo ele descobriu.

As portas se abriram. Isso esteve prestes a levar mais um.

E havia sempre fogo nos motores.

Fogo no dep�sito de bombas.

Fogo em terra. Muitas aterrissagens for�adas.

Deviam saber como iria o B-29 sob diversas condi��es de tempo.

Na neve, granizo ou chuva.

Os dias se tornaram semanas e as semanas em meses.

Me deixaram ir v�-lo em Wichita uma vez.

Mas uma vez foi suficiente.

Naquele dia o Paul perdeu um motor, o trem de pouso avariado,

teve que tentar uma aterrissagem muito dif�cil.

Nunca vou esquecer o terror que passei l� de p�.

Incapaz de qualquer coisa, s� podia ver.

Ver enquanto fazia o giro para a aproxima��o final.

Desconectar comutadores!

Comutadores desligados!

N�o aguentava mais.

Deixei Wichita naquela noite. N�o vi o Paul por tr�s meses.

A pr�xima vez que nos vimos foi numa cabana perto de Hagerstown.

N�o foi f�cil para o Paul, mas pode roubar algumas horas.

Garanto que se o general soubesse o que significava, n�o se importaria.

Nunca esquecerei sua apar�ncia na primeira vez que a vi.

Vendia lingerie.

- Qual era o nome da loja? - Merkins, especialidade em tule.

Que garota bonita, pensei. Vendo apenas a metade de voc�.

Poucos dias depois, pediu em casamento aquela metade.

- Na mesma loja. - Sim e levei a garota inteira.

Gra�as a Deus.

Foi uma loucura. E estamos casados a 5 anos.

Pais de um menino de 2 anos. E nesse tempo convivemos 7 semanas.

Parece que est� aqui com um estranho.

Nenhuma garota da Ge�rgia, minha cidade natal.

Nunca sentiu por um estranho o que eu sinto por voc�.

Vamos de inverno para a primavera e da primavera para o ver�o.

E Paul e seus homens trabalhando no B-29.

Trabalhavam nos motores, no sistema hidr�ulico. . .

Em todas as partes do avi�o.

O que n�o sabiamos era que estavam vigiando o Paul.

Discutiam o general Brent, o general Cavey Wolf e o coronel Bill Irvine.

Os superiores imediatos do Paul.

Finalmente, acabou.

O B-29 foi modificado. Pronto para o combate.

Produziram o avi�o em s�rie.

E Paul Tibbets pode voar para casa com sua fam�lia.

Que acidentalmente ia aumentar.

Foi maravilhoso.

Como sempre havia sonhado.

A fam�lia unida. Paul tranquilo e feliz.

Pronto para amar e cuidar do seu filho de dois anos e meio.

E por que n�o? Para isso serve um filho de dois anos e meio.

Nunca vou esquecer a noite em que aconteceu.

Faziamos a bagagem para ir uma semana � montanha.

Uma semana para pescar, para ficar longe de tudo, s� n�s.

Faz frio l� em cima. Vamos pegar outra manta.

Quem precisa de mantas?

- N�o atenda. - Devem ser o Harry e a Marge para se despedir.

Al�?

Sim, � o coronel Tibbets.

Sim, senhor.

Sim, senhor.

Est� bem.

Sim, senhor.

Quando?

Devo me apresentar em Colorado Springs de manh�.

Eu sei, eu sei. Quanto uma garota pode aguentar?

Um dia, terei um beb� e voc� estar� l� quando ele nascer.

Ou quando ela nascer.

Desta vez, estarei l�, c�us. Eu prometo.

Bem. . . Pelo menos, j� tem as malas prontas.

QUARTEL GENERAL SEGUNDA FOR�A A�REA

- Coronel Tibbets? - Certo.

Me mostra o seu passaporte, senhor?

Por aqui, senhor.

- Coronel Tibbets? - Sim.

- Sou Willi Uana. - Prazer, Major.

- Sente-se. - Obrigado.

Se encontrar mais perdigueiros t�m que renovar meu passaporte.

Na noite de 17 de setembro de 1942,

num restaurante em Londres, jantou com o coronel Bulton e dois majores.

Pode ser.

Discutiram sobre a incurs�o daquela manh� na Fran�a?

Possivelmente, de modo geral.

14 de junho de 1943, caf� da manh� em Cincinnati com o Dr. Swanson.

Discutiram sobre a campanha africana?

- Acho que por cima. - J� foi preso?

N�o.

02 setembro de 1927, Tribunal de Miami, Distrito 16.

O detido ia a 110 km/h em �rea de 30 km.

Na pris�o 24h e fian�a de 10 d�lares.

- Tinha apenas 16 anos. . . - Por que n�o bebe?

Me faz mal.

Muito bem, general, venha comigo.

- Ol�, Paul. Bom te ver. - Obrigado, senhor.

J� conhece o major Uana. Uma conversa agrad�vel?

Eu. . . n�o tenho certeza.

- Isso � tudo, senhor? - Sim, obrigado. Sente-se, Paul.

Obrigado, senhor.

- Como foi a viagem? - Muito boa, senhor.

Bem.

Paul, procuramos um homem para um trabalho.

Foi observado nestes 12 meses e mais uma centena de comandantes.

Do total, foram selecionados 20 e no final 4.

Um brigadeiro, dois coron�is e um tenente coronel, voc�.

� o mais jovem e de menor patente, mas n�o cometer erros que interessa.

Efetivamente por minha recomenda��o, voc� foi escolhido.

Do que se trata, general?

Antes de responder isso, devo fazer uma pergunta.

�Qu� le parece que es esto?

- Um interruptor. - Sim, um interruptor.

Suponha que diga que o pressionando. Pararia a guerra amanh�.

Que salvaria milh�es de vidas americanas e muitas do inimigo.

Mas se pressionar esse interruptor, mataria 100.000 pessoas.

O que faria?

Fique � vontade.

Tenha certeza, Paul.

N�o poder� voltar atr�s.

Entrem os cavalheiros.

- Bom dia, capit�o. - Ol�.

- Dr. Ramsey. - Bom dia.

Senhores, conhe�am o tenente coronel, Paul Tibbets.

Paul, ele � o capit�o Parsons, da USN.

- Prazer. - Dr. Ramsey.

- Doutor. - Coronel.

Dr. Sloan.

- Prazer. - Igualmente.

- O Dr. Van Dyke. - Ol�.

- Ol�. - E o Dr. Fiske.

- Prazer. - Fiquem � vontade.

Eles fazem parte do projeto. Logo vamos lhe explicar.

Dr. Ramsey, voc� tem a palavra.

Muito bem. Coronel Tibbets. J� ouviu falar de energia at�mica?

- Sim, um pouco. - O que sabe dela?

N�o muito. . .

Que uma pequena quantia, impulsiona um barco para dar a volta ao mundo.

Pode fazer muito mais, Tibbets.

Uma quantia apropriada disso, com um proj�til muito bem lan�ado,

teria a for�a explosiva de 20.000 toneladas de TNT.

Nosso governo, neste momento, est� criando uma bomba at�mica.

Capit�o Parsons.

Saiba que isto est� apenas no papel.

Ainda n�o lan�aram nenhuma bomba, mas supomos que vai funcionar.

E portanto, cada parte do sistema para acertar o alvo,

deve ser t�o confi�vel quanto os humanos possam fazer.

A� entra voc�, Paul.

Ser� o comandante do B-29, que levar� a bomba ao inimigo.

Ser� o respons�vel pela escolha do pessoal,

recrutamento da tripula��o e desenvolvimento da t�tica de v�o.

O capit�o Parsons e o Dr. Ramsey ser�o seu apoio cient�fico.

Eu serei o seu �nico elo com a For�a A�rea.

Tem prioridade m�xima.

A palavra chave � bandeja de prata, use-a somente quando necess�rio.

- Entendeu? - Sim, senhor.

O major Uana ser� o oficial da seguran�a.

Este deve ser o segredo mais bem guardado do mundo.

N�o fale com ningu�m, nem escreva. Memorize a informa��o essencial.

Dever� roubar, falsificar, enganar, o preciso para obter o que quer.

Deve fazer sem provocar especula��o.

Querem acrescentar alguma coisa, senhores?

- N�o, acho que n�o. Boa sorte, Col. - Obrigado, General, Major.

Boa sorte.

- At� logo, Coronel. - Sim, senhor.

Paul, enfrentar� situa��es estressantes.

Se fosse coronel, teria mais autoridade.

Mas agora n�o possa promov�-lo. Fez um inimigo na �frica.

- Roberts? - Sim, n�o posso revogar a decis�o dele.

Daria o que falar. N�o permitiremos. Seja paciente, ter� sua patente.

Obrigado, senhor.

Outra coisa: ningu�m lan�ou uma bomba dessas antes.

Ningu�m sabe o que acontece quando explode. N�o garanto que voltar�.

Esta garantia n�o vinha com o uniforme.

Sim eu digo que trocaria minhas duas estrelas pela sua oportunidade.

De acabar com a guerra sem ter que invadir o Jap�o.

- Boa sorte. - Obrigado, senhor.

Meu Deus!

E Paul ligou, foi muito normal. Era outra miss�o de rotina, disse ele.

Nada incomum. E que ficaria fora alguns meses.

Estava decepcionada, � claro.

Mas prometeu estar em casa para o beb� e n�o pensei mais.

Ent�o Paul foi trabalhar na opera��o Bandeja de Prata.

Devia achar uma base a milhas de lugar nenhum.

A seguran�a era muito importante para este trabalho.

E isso o reunia a Wendover, Wendover em Utah.

Com uma deliciosa temperatura de 44� no ver�o e -36 no inverno.

Devia escolher a nata da For�a A�rea.

Trazendo para Wendover de todas as partes do mundo.

Os melhores homens do neg�cio e para Paul esse era Tom Ferebee.

Era bombardeiro. Dutch van Kirk, navegador.

Wyatt Duzenbury, engenheiro. Bob Lewis, co-piloto.

E Harry Bratton, diretor de planejamento.

Era o mais brilhante grupo de combate.

Uma esquadrilha de 15 B-29. Tripula��o e pessoal.

Todos combatentes veteranos.

Podiam lan�ar uma bomba num caf� de 6.000 m de altura.

- Esses rapazes s�o muito bons. - Ser�o.

Viemos muito r�pido. Por que a pressa? O que foi?

O trem andando.

Se � t�o importante, Tibb, por que n�o te fizeram coronel?

N�o saberia o que fazer com o dinheiro. Os impostos me arruinaria.

Para todos os pilotos. Quando pousarem, reuni�o no quartel.

Tibbets desliga.

QUARTEL GENERAL CAMPO DE WENDOVER

Prestem aten��o.

Agora fazem parte do grupo misto 509.

Sei que querem saber o que acontece, quero que parem de se preocupar.

S�o veteranos escolhidos por mim, para fazer parte dos B-29.

Vigiem o vosso trabalho e dar� tudo certo.

Dever�o se superar se quiserem sair preparados desta base.

Come�ar�o os falat�rios sobre Wendover e espero que se calem.

Podem dizer que est�o com os B-29 e que ir�o ao exterior. Nada mais.

Cada um de voc�s tem um trabalho que pode encurtar a guerra.

O risco pode ser grande, mas o �xito pode ser maior.

Se algu�m quiser sair, pe�a transfer�ncia e pronto.

Mas prestem aten��o �s minhas palavras, quem ficar no 509,

qualquer falha acarretar� o pior castigo que j� imaginaram.

Alguma pergunta?

E agora, vai falar o chefe da seguran�a, o major Uana.

Agora, entendam isso. Esta base, est� sob seguran�a militar.

H� muitas �reas restritas.

Cada uma com um passe e cada passe com uma cor.

Os PM's desta base, s�o treinados e est�o armados.

T�m ordens espec�ficas.

Se encontram algu�m numa �rea restrita sem o passe adequado,

t�m ordens para atirar.

E atirar para matar.

O que ouviram aqui hoje, ouvem pela primeira e �ltima vez.

Lembrem-se.

N�o discutir�o nem na base, nem fora da base em lugar nenhum.

Bem. T�m dez dias de licen�a. V�o para onde quiserem, calados.

Debandar.

Ent�o os rapazes foram para suas casas em todo o pa�s.

De avi�o, �nibus ou trem.

Mas n�o eram umas f�rias, era uma verifica��o de seguran�a.

Agentes secretos deviam verificar pontos em todo o pa�s.

Paul devia saber quem falaria e quem n�o.

- Para onde vai, subtenente? - Para casa.

- E onde � isso? - Onde a minha m�e mora.

E onde est�?

Com o meu pai.

A maioria dos rapazes eram confi�veis.

Mas alguns n�o eram.

Deve ser algo grande. Temos os melhores da For�a A�rea.

E n�o estamos l� para ver as garotas.

E alguns outros em Boston.

- O avi�es t�m? - Dos bons, os B-29.

Em Minneapolis.

- E que bomba �? - Norden.

Mas n�o falaram duas vezes.

VENHA � BASE IMEDIATAMENTE. TIBBETS

Disse para n�o mencionar nada sobre o que acontecia aqui.

Est�o presos.

Quando digo seguran�a, quero dizer, seguran�a.

J� podem sair.

- Uma semana na cadeia. Divulgue. - Sim, senhor.

- Como estou fazendo? - Est� aprendendo.

De seguran�a, voc� sabe muito. Mas h� algo que lhe escapa.

- O que �? - Eu.

- Por que? - Sou humano. N�o me mandou ningu�m.

Hoje esteve em Los Alamos como civil. E � uma estava com os cientistas.

�s 13:45hs fumou um cigarro e deixou isto na mesa.

Da For�a A�rea. N�o queremos mistur�-la com a bomba at�mica.

Minhas desculpas. N�o perde nada.

Isso n�o � verdade. Temos um problema: as mulheres.

- Muitos s�o casados. - Temos que sacrificar alguma coisa.

Me refiro �s fofocas, das mulheres.

Especula��es sobre o projeto, em todas as cabeleireiras e lojas no pa�s.

N�o se pode controlar todo o pa�s.

Se falam demais, algu�m descobrir� algo que n�o queremos que saibam.

Quer trazer todas para Wendover?

- Exatamente. - Tenho uma base, n�o um pa�s.

Podemos trazer as fam�lias em duas semanas.

Fam�lias. Isso significa escolas, p�tios. N�o v� como ser� este lugar?

Como qualquer outra base de treinamento.

Certamente n�o uma base experimental para uma miss�o de bomba at�mica.

E est� certo, claro. Eu devia ter pensado antes.

- Mande as mulheres virem. - Bem.

Eu tamb�m poderia comer algo caseiro.

Eu n�o faria isso. N�o deve trazer a sua mulher aqui.

- Por que n�o? - Seria dif�cil viver com voc�.

Nunca poder� fazer parte disto. N�o compartilhar� nem seus sentimentos.

Seria um pai terr�vel e o pior dos maridos.

Isso � pedir demais para qualquer mulher.

- N�o conhece a Lucy. - � uma mulher.

- � a minha mulher. - E a trar� aqui para ter um beb�.

- Depois que o beb� nascer. - Se eu fosse voc�, pensaria bem.

Isso � tudo, major.

Ent�o as mulheres foram para Wendover com uma exce��o.

Paul nem me escreveu sobre isso.

Na verdade, nem mesmo escreveu.

Tinha seus pr�prios problemas. Como do transporte.

Necessitamos nossos pr�prios transportes, r�pido e de alcance.

- E precisamos disso agora. - � um pedido muito importante.

- Quem tem o C-54? - O general Davenport. Em Benson.

O Davenport nunca me decepcionou. Vou tentar.

- N�o demoro muito. Prepara os C-54. - Muito bem.

- Eu vi a porta aberta, general. - Ol�, Tibbets!

Procuro o general Davenport, senhor.

O Davenport se foi a semana passada. Eu estou no comando agora.

- Muito bom. Parece bem. - Obrigado.

- O que posso fazer por voc�? - N�o � nada. Uma solicita��o.

- Para qu�? - Para alguns C-54.

- C-54? Quantos? - Cerca de seis.

- Seis ser�o suficiente? - Exatos, senhor.

- E para quando quer? - Imediatamente.

Por que n�o pede seis porta-avi�es?

Ou seis encoura�ados?

- O que constr�i em Wendover? - � a miss�o Bandeja de Prata.

Minhas instru��es s�o para dar maior prioridade para a Bandeja de Prata.

Mas que ningu�m abuse delas.

Por isso pe�o que justifique para estar satisfeito.

Muito bem. N�o posso fazer o meu trabalho sem estes C-54.

Se � t�o importante, por que n�o mandam algu�m de classe?

Olha, voei a noite toda e devo voltar. Estou cansado, assine. . .

O General Brent deve verificar isso.

- Coloque-o no telefone. - O general me deu este trabalho.

Bem. Solicita��o negada. Justificativa insuficiente.

- Ent�o, pe�a substitui��o, - O qu�?

- Por ter fracassado a minha miss�o. - Isso � problema meu.

A menos que me d� uma raz�o mais detalhada.

N�o aprovo esta solicita��o.

Muito bem, senhor.

Devo ter algo por escrito antes de te dar esses avi�es.

- Assum� a responsabilidade, Steve. - Mas, Tibb!

Logo ter� not�cias do general Roberts.

General Roberts para o coronel Tibbets. Em frente.

Aqui o Tibbets. Quase n�o ou�o. Cambio.

Diga o que est� fazendo!

- N�o te ou�o, general. - Est� me desobedecendo.

- Volte imediatamente. - Garanto que o tempo est� bom.

Explicarei tudo quando aterrissar em Wendover.

Entende o que eu disse?

Sim, os pap�is est�o na sua mesa. Desligo o r�dio por seguran�a.

Cambio final.

BANDEJA DE PRATA

O Paul conseguiu seus avi�es.

Tinha avi�es maiores.

Tinha problemas maiores.

Tinha dores de cabe�a maiores.

E eu, eu tamb�m estava maior e mais sozinha.

Quase n�o escrevia nem ligava e n�o dizia absolutamente nada.

Eu soube pela Marge Bratton que as mulheres iam para Wendover.

Tchau, amiga.

Cuide do meu marido e diga-lhe para me escrever.

Vir� depois do parto e ficaremos muito bem.

- Sim. - Tchau.

N�o ficariamos muito bem. N�o lhe disse claro que n�o iria.

E meu marido nem sequer me pediu para ir.

Acho que foi meu ponto mais baixo.

Me sentia sozinha, mal amada e me lamentava.

E logo meus pensamento nublaram.

Perceb� que devia ir para o hospital.

E depressa.

Durante o trajeto s� me lembrava que gra�as a Deus tinha deixado o garoto com a av�.

Enola Gay Tibbets. Enola. S� pensava nesse nome.

Enola. Ao contr�rio, se lia "alone", que significa "sozinha".

Acho que por isso pensei nisso.

Nunca tinha me sentido t�o s�zinha na minha vida.

- Chamaram o meu marido? - V�rias vezes. N�o o localizamos.

- Ah, n�o! - Vou tentar de novo.

Naquele momento, odiei o Paul. Prometeu estar comigo e n�o estava.

Estava longe e indiferente ao perigo que eu corria.

N�o teria pensado o mesmo. Nem que estivesse longe.

Discutindo t�ticas de v�o com o General LeMay.

Naquele momento, n�o me importava o quanto ele estava trabalhando.

Como come�ava a pesar o fardo da sua responsabilidade.

O quanto estava cansado.

Qual � o veredicto?

- T�ticas aprovadas. - Bem.

- Quero ver os novos relat�rios. - Est� tudo aqui.

Mas por que n�o dorme um pouco? Cuide disso amanh�.

Amanh� ser� ontem.

- Boa noite, Paul. - Boa noite, Bill.

N�o quero que me interrompam. Nem liga��es nem nada.

Sim, senhor.

- Achei que tinha dito. . . - Uma chamada de Washington.

Ah, est� bem.

Al�?

Ol�, querida. Como est�?

- Um menino! - 3,7 kg.

� muito bonito! Tem os seus olhos e � ruivo.

Deveria estar com voc�. Eu te decepcionei.

Mas acredite. N�o pude fazer nada.

N�o importa, querido. N�o mais. Diga-me quando vou para Wendover.

Isto � muito dif�cil e com o beb� e tudo. . .

N�o importa o qu�o dif�cil seja, eu aguento.

A fam�lia deve ficar unida. Irei quando estiver recuperada.

Certo?

Bem. . .

Claro que est� bem. Venha quando estiver bem. Vai funcionar.

Ah, Paul. Quero que fa�a algo para mim.

Quero que pegue champanhe e v� comemorar.

Quero que diga para todos que temos um novo filho.

E como seu pai o ama.

Sinto a sua falta, Lucy.

Boa noite, querido. At� logo.

At� logo. Boa noite.

Parab�ns, garoto.

N�o sei o que teria feito sem voc�, Mary.

Descupa ter atrapalhado a sua viagem.

Meu marido e eu nos casamos dois dias antes dele vir para c�. Vim passar a lua de mel.

Ent�o seremos duas.

L� est� Paul!

- Quer que o pegue? - Sim, por favor, Mary.

Obrigada, querida.

Ol�, querida!

Olha quem est� aqui!

- Ol�, papai! - Cresceu muito em 6 meses.

- Muito grande. - Mostre-me os m�sculos.

- Est� feliz de ver o seu pai? - Meu pai manda aqui.

- Quem disse isso? - A mam�e.

Sim, claro, deve saber.

- Vamos, Lucy. - Senhora Tibbets!

Esqueceu uma coisa!

- O que � isso? - N�o muito, o seu beb�.

- Obrigada. Obrigada por tudo. - De nada.

Bem, vamos para o carro. Demorariamos muito andando.

Ent�o, aqui est�.

Um Tibbets modelo 1944 porte pago.

- Ent�o isso � Wendover? - N�o � Palm Springs, mas � isso.

Isso � o que chamamos clube dos oficiais. Esta noite tem baile, Vai conhec�-los.

- Conseguiremos bab�? - A� est�, dirigindo.

A� est� a igreja. H� missa todos os domingos.

Um hospital.

- Tem tudo o que precisa. - Claro.

- E aqueles ali? - Onde?

- Aqueles rapazes de branco. - Ah, aqueles?

Aqueles s�o. . . S�o. . . T�cnicos da sa�de, cuidam da sa�de.

- Ah, est� bem. - E a� o nosso projeto de casas.

Bem. Aqui estamos.

� �tima, Paul. � muito bonita.

- Pai! Onde est� a cal�ada? - Esta casa n�o tem.

- Por que n�o? - N�o tem, s� isso, querido.

O sargento Wilson, veio arrumar umas coisas.

- Obrigada, sargento. Muito gentil. - Obrigado, senhora.

- Conseguiu as cortinas? - Sim e exatamente como queria.

Obrigado.

Mam�e! N�o gosto desta casa!

- Cale-se, querido. - N�o tem sequer cal�adas!

Est� tudo bem. V� ajudar o sargento. Bom menino.

Necessita de algum arranjo, aqui s�o todas iguais.

O outro casal se mudou.

- Se n�o gosta de alguma coisa. . . - Est� muito bem.

Bonita e confort�vel.

- Embora as cortinas s�o horr�veis. - Sim, vamos troc�-las.

S�o muito ruins.

Aqui � a sala de jantar. Mesa boa e s�lida.

Sim.

E a geladeira parece estar em muito bom estado.

Precisa de um pouco de gelo.

E este � um tro�o muito chique. � um fog�o a carv�o.

Mant�m o calor por muitas horas.

- Onde pega o carv�o? - L� fora. Na carvoeira.

Esta � uma pia �tima. Tem �gua corrente.

- Vou arrumar. - O importante � a �gua quente.

E os arm�rios.

E os quartos est�o aqui atr�s.

- Deixe a�. - Sim, senhor.

- Venha, vou mostrar os quartos. - Sim.

- Podem entrar? - Sim, senhor.

- Ponham isso por a�. - Com cuidado. Meu pai � o chefe.

N�o se preocupe, querido.

O quarto das crian�as. Est� limpo e arrumado.

- Est� bem. Muito bom. - Mam�e! Qual � o meu quarto?

- � este, querido. - Quero um quarto para mim.

- Est� bem. V� l� fora brincar. - Mas n�o tem cal�ada!

N�o importa, querido. Vamos.

Nosso quarto � este.

N�o � o Waldorf, mas. . .

Tem duas camas e. . .

Bons colch�es e uma boa ventila��o.

Ter� que por um biombo aqui.

O arm�rio est� a�.

E. . .

� um desastre, n�o?

Ah, querido! � maravilhoso.

Contanto que estamos juntos, que diferen�a faz?

Eu vou atender.

Tibbets.

Sim?

Muito bem.

- Preciso ir. Sinto deix�-los s�s. . . - Tranquilo, ficaremos bem.

- Tchau, Paulie. - Gostaria de ter cal�ada.

Eu tamb�m.

Calma, tudo ficar� bem.

Calma, querido. A mam�e j� vai.

N�o estou entendendo.

N�o � dif�cil. Queremos saber quanto peso aguenta durante a decolagem.

Isso testamos em Wichita.

Este avi�o foi modificado desde ent�o.

Tudo bem, rapazes. Vamos.

- Quatro toneladas. Isso � loucura. - Sai para ver.

Me diz uma coisa: por que os Wright n�o inventaram os bondes?

- O que diz, Dutch? - Temperatura normal. Flaps 15�.

95.

120. . . 125

130.

140.

Levanta o trem.

Falhou.

- A��car? - Sim, por favor.

Muito bem. Solte.

- Feliz em te ver aqui. Muito. - J� disse isso antes.

Por voc�, por Paul. E o mais importante pela base.

- O que significa isso? - Eu vou esclarecer.

Muito bem.

Por aqui t�m a impress�o que o Paul se d� muita import�ncia.

- Paul? - Aqui est�o os melhores veteranos.

O Harry diz que s�o tratados como se fossem novatos.

- Mas. . . - N�o s�o bons o suficiente para ele.

- Isso � inveja e voc� sabe disso. - Olha, o Paul � humano.

Todo mundo sabe o que aconteceu na �frica.

� normal que na sua primeira miss�o importante queira impressionar para obter sua promo��o.

N�o me diga algo assim de novo!

- Mas, Lucy. . . - O Paul apenas faz o seu trabalho.

Acredite. Foi o que aconteceu.

Passes para tudo. N�o se pode viver aqui sem uma prova de lealdade.

Nunca pensou que isso deve ser importante?

Acha que para algo importante deixam trazer mulheres e crian�as e colocam de chefe um tenente coronel?

- O Paul pode estar cansado. - Pode.

- E voc� pode estar errada! - Pode.

Mantenha os olhos abertos.

Voc� sabe que eu e o Harry sempre gostamos do Paul.

Gostariamos que continuasse assim.

- Eu sei, querida. - Devo ir. Te vejo hoje no clube.

Sim, � claro.

- Fez uma boa viagem? - Sim, obrigada.

- Quanto tempo vai ficar? - Enquanto for bem-vinda.

- Quando o coronel disse que iria? - Pergunte ao coronel Tibbets.

Me permite?

- Obrigado, senhora. - Sim.

Obrigado, senhor.

Tem uns bons rapazes aqui. E tamb�m os mais pesados.

- S�rio? - Pensaram que era a Miss Am�rica.

- Deviamos lhe contar os fatos? - Acho que bebeu demais.

- N�o duvido de seu charme, mas. . . - J� chega.

- Mas s�o agentes da seguran�a. - Eu disse que chega!

Por que n�o o leva para casa? Amanh� tem que voar.

- � uma ordem, coronel Tibbets? - Se voc� quer assim. . .

- Muito bem. Boa noite, Lucy. - Boa noite, Harry.

- Vamos, querida. - Boa noite.

Este homem se diverte com a arte da guerra.

Est� ficando tarde. Vamos para a cama.

- Boa noite. - Boa noite, Lucy. Major.

Quer dan�ar, Sra. Tibbets?

Obrigada, mas est� ficando tarde. Devemos voltar para as crian�as.

- Est� bem. Boa noite, Bill. - Boa noite.

Boa noite.

Bem. As crian�as est�o dormindo. As camas s�o confort�veis.

Paul! Como voc� � doce!

- Como voc� conseguiu? - S�o meus privil�gios.

E tamb�m da minha esposa.

Paul, me diz uma coisa. N�o � problema meu, mas. . .

- Precisava ser t�o duro com o Harry? - Minha esposa tem um belo pesco�o.

Diga.

Veja, Lucy. Temos um grande trabalho aqui.

O meu � l� fora, o seu aqui em casa.

Vamos fazer um acordo.

Voc� n�o se mete no meu trabalho e eu n�o me meterei no seu.

- Paul. . . - Tem um nariz maravilhoso.

�s vezes as crian�as t�m que chorar.

Muito bem. Preparem os avi�es rapazes, vejo voc�s na pista.

- De novo n�o! Come em casa. - Desculpa, mas isso � importante.

� sempre importante. Aonde vai?

O que fa�o fora desta casa n�o � problema seu.

- N�o pergunte, por favor. - Desculpa.

At� logo.

- P-Q. . . - A.

- A-U-L. Paul. - Paul! Isso mesmo.

A�. Est� bem?

- Ol�. - Ol�.

Tem que me ajudar a preparar os lanches.

Servir� os frios.

Paul?

O que faz em casa t�o cedo?

- Lucy, n�o sei como dizer isso. - N�o vai estar aqui esta noite.

Desculpa, querida.

- Aonde vai? - Tentarei voltar esta noite.

- Aonde vai? - Eu teria dito se quisesse.

Por Deus! N�o leve isso t�o a s�rio.

- Por que todo esse mist�rio? - Sabe de uma coisa?

Hoje faz 6 anos, quase nesta hora que nos casamos.

Tem sido dif�cil para voc�. E pode ser ainda mais.

Mas tente suportar, certo?

- Tenta voltar logo. - Eu vou.

- O que � isso? - Est�o fixando os tubos. Isso parecia um terremoto.

- Quem est� fixando? - Um daqueles homens da sa�de.

- Quem? - Um que era encanador.

Os homens com vestes brancas.

Pobre homem. Quase o arrastei da rua.

Foi muito gentil.

J� est� bom, Senhora. . .

- Tibbets. - Obrigada, senhor. . .

- Pode me chamar de Al. - Al. Obrigada, Al.

- Quanto lhe devemos? - Est� bem, Sra. Tibbets.

N�o est� bem. Quanto ganha por hora?

Alguns d�lares, eu acho.

- Dois d�lares? � suficiente? - Claro.

Querido. D� dois d�lares a ele.

- Bom trabalho, Al. - Quando quiser, coronel.

Bom dia, Sra. Tibbets.

� um homem muito gentil.

N�o � muito corajoso, n�o?

Sim, bem. . .

- Volte logo. - Eu volto.

E quando algo der errado com os canos eu conserto.

Dois d�lares � muito dinheiro.

- Est� bem. - Tchau, amor.

Tchau.

Como sabem, tivemos problemas com a explos�o da bomba.

Um problema muito complicado.

Achavamos que a bomba at�mica como qualquer outra bomba explodiria no momento do contato.

E agora sabemos que para ser eficaz, uma bomba at�mica deve explodir no ar.

Quando a explodirmos no espa�o, devemos considerar dois elementos:

Um, calor e irradia��o procedente do n�cleo da explos�o nuclear.

Dois, a onda de choque criada pela explos�o.

Como vemos, a onda de choque � enorme.

E sua �rea ao chocar na terra,

depende da altitude de quando a bomba explodir.

Segundo nossos �ltimos c�culos,

deve detonar a bomba a uma altitude de 500 metros.

Uma explos�o que destruir� totalmente uma �rea de 5 km2.

Quanto ao problema de lan�ar a bomba, passo para o capit�o Parsons.

General Brent, coronel Tibbets, assim explode uma bomba at�mica, em geral.

Esta � uma massa suscet�vel a fissuras.

Esta � uma massa com material nuclear.

Este � o detonador, no qual trabalhamos.

Quando detonado, este material, � empurrado para a massa.

Criando uma rea��o em cadeia.

Nosso problema �

conseguir isto aqui numa bomba caindo a uma altitude de 500 metros.

Aperfei�oaremos o detonador, eletronicamente com um bar�metro.

E queremos testar nosso trabalho em Wendover.

Representar� uma carga de trabalho para a base.

Podemos fazer.

- Isso � tudo, General. - Obrigado, Capit�o.

Senhores, quero falar com o coronel Tibbets.

- Uma perspectiva n�o muito boa. - N�o, senhor.

Te achei um pouco desconfort�vel.

Eu estava.

- Em Colorado Springs eu pensei. . . - Posso dizer uma coisa, General?

Quando voava num B-17 no exterior.

Antes de uma miss�o, passada pelo dep�sito de bombas

para poder tocar as bombas.

E embora soubesse que o objetivo era industrial,

todos iriam morrer l� embaixo por aquelas bombas e eu. . .

Me sentia desconfort�vel.

Mas levei aqueles avi�es e soltamos as bombas.

E claro que agora me senti desconfort�vel.

N�o pensaria muito em mim se n�o estivesse.

Eu tamb�m, Paul.

- Ol�. - Ol�.

- Feliz anivers�rio. - Feliz anivers�rio, querido.

S�o maravilhosos.

- E voc� tamb�m. - Eles s�o maravilhosos.

Mas sempre que os vejo dormir, fico triste.

- Muito triste. - Por que?

Penso nessa guerra e como. . .

que agora detonam bombas que matam crian�as como estas.

Lucy, n�o diga mais isso. N�o para mim.

Querido, o que foi?

- O que eu disse? - Veja. . .

- Paul n�o queria. . . - Veja!

Vamos esclarecer o asp�cto da quest�o.

O que est� errado � a guerra, a guerra. N�o s�o apenas as armas.

- Mas, Paul. . . - O povo est� morrendo, � horr�vel.

Mas perder a guerra seria a maior crueldade para com estas crian�as.

Nunca se esque�a!

- A� vem. - Muito bem, rapazes.

Certo, lance.

- Muito longe. - 600 metros.

Devemos aproximar mais.

Lucy! Lucy!

Lucy! Onde est� o Paul?

- N�o sei. Por qu�? - O pequeno Tommy caiu do balan�o.

Tem uma hemorragia. Devemos ir ao hospital de Salt Lake City.

E n�o podem contatar o Paul para dar permiss�o para pegar um avi�o.

N�o quer ser incomodado.

Fique com as crian�as. Eu vou atr�s dele.

GRUPO DE OPERA��ES

Jimmy! Sabe onde est� o coronel Tibbets? preciso v�-lo agora.

Est� numa �rea restrita e n�o pode ser incomodado.

- N�o posso ligar para ele? - S� recebe chamadas de Washington.

- Eu vejo. Em que �rea est�? - �rea B.

- Me emprestar o carro do coronel? - Acho que est� tudo bem.

Obrigada, Jimmy.

- O passe, senhora? - N�o tenho. Sou a senhora Tibbets.

- Preciso v�-lo. � muito importante. - N�o pode entrar sem o passe azul.

- Pode dizer que estou aqui? - N�o posso deixar o posto.

- � pela vida de uma crian�a. - Desculpa.

- Assumo toda a responsabilidade. - Senhora Tibbets!

- Seu passe, senhora. - Preciso ver o coronel Tibbets agora.

- Por favor, seu passe. - Olha, preciso v�-lo.

Quer ligar e dizer que sua esposa est� aqui e que � importante?

- Senhora, est� numa �rea restrita. - A vida de uma crian�a corre perigo.

Preciso ver o meu marido agora.

Paul, o Tom sofreu um acidente. Necessita que um avi�o o leve � Salt Lake.

Pode fazer alguma coisa agora?

- Liga e diz para usarem o meu avi�o. - Est� bem.

- Obrigada, querido. - Sargento!

- Deixou a Sra. Tibbets entrar? - N�o, senhor.

Fui eu, senhor.

- N�o, querido. A culpa foi minha. . . - Levem ele para o quartel.

- Cubra o seu posto. - Sim, senhor.

Paul, n�o culpe esse rapaz. Fui eu que entrei.

Ou�a. Aquele homem sabia como se comunicar comigo.

Fez um pequeno erro, n�o pode puni-lo por isso.

Lucy. V� para casa, fique l� e n�o se intrometa com a base.

� necess�rio se comportar assim?

Me disseram para n�o traz�-la para c�, acho que estavam certos.

Ei, Dooze! Leve isso para as opera��es.

Acabo de chegar de Washington.

O Jap�o renunciou a rendi��o e continuam a guerra no Pac�fico.

Depois de conversar com os aliados e depois de muito pensar,

O presidente Truman decidiu autorizar o lan�amento da bomba.

- Entendo. - Deixa em nossas m�os.

Logo vamos melhorar o detonador.

Terminaremos a bomba e os planos de v�o tomar�o forma.

Algu�m deve reunir essas pe�as e nos dizer quando estamos prontos.

Quando podemos test�-la.

E esse algu�m deve ser voc�.

- � uma ordem importante, senhor. - Voc� saber� cumprir.

O c�digo � Luz Azul.

Quando estiver pronto, envie-me um telegrama.

Dez minutos depois, Bandeja de Prata entra em opera��o.

E a partir da�, n�o tem volta.

Tenha certeza que estamos preparados. Muita certeza.

Porque quando chegar a hora, dever� tomar a decis�o.

Voc�, s� voc�. Ningu�m aqui poder� ajudar.

Sim, senhor.

E outra coisa, isto chegou esta manh�.

Foi promovido a coronel. E pode me fazer um favor.

Isso faz tempo que eu tenho.

Podem ser mais polidas.

Gostaria que estivessem nos seus ombros naquele avi�o.

Obrigado, General, por tudo.

- Vai e cuide da Luz Azul. - Sim, senhor.

- Ol�, papai. - Ol�, filho.

- Vem c�. Me d� um abra�o. - Bem.

- Ol�. Ol�. - Ol�.

Pergunte � mam�e se v� algo diferente no pesco�o do papai.

Ei!

- E ent�o? - Muito bonito.

- Eu disse para n�o deixar aqui. Leve para o seu quarto. - N�o quero!

N�o me responda. Leva ou tiro de voc�.

Tudo bem, querido. Tudo bem.

Vamos, entra.

Nem mesmo ele, Paul?

Nem sequer um menino de 3 anos pode cometer um erro?

De onde vem essa perfei��o? Essa arrog�ncia?

As pessoas s�o humanas, cometem erros.

Mas n�o Paul Tibbets. N�o h� erros. Nem no ar, na base ou em casa.

Nem mesmo com os brinquedos.

Parab�ns, j� tem a �guia. Quando quer ser general?

Vou trabalhar esta noite. Comerei no escrit�rio.

Est� tudo bem, querido.

Senhores, eu sou um homem que pilota avi�es.

O sucesso da explos�o das bombas � vosso.

Tenho a responsabilidade de realizar a miss�o em pouco tempo.

Lan�amos 9 bombas com sucesso. Na minha opini�o, estamos prontos.

Desculpa, Coronel, eu discordo.

Fizemos um grande progresso. Funcionou 9 vezes.

Mas e a 10�? Ou a 15�? E a 20�?

E se falhasse sobre uma cidade japonesa?

- Por que falharia? - N�o dizemos que vai, mas. . .

N�o podemos garantir que n�o vai.

Fomos incumbidos de criar uma bomba que tem a probabilidade

de uma em mil de falhar ao lan�ar.

9 lan�amentos n�o podem ser considerados conclusivos.

- Quanto tempo mais precisam? - � dif�cil dizer. Alguns meses.

Muitos homens podem morrer em alguns meses.

Isso mesmo. Mas uma detona��o n�o conclu�da n�o salvaria vidas.

Desperdi�aria 5 anos de trabalho e milh�es de d�lares.

- E a que nos leva isso? - Simplesmente a isso.

Sem mais testes, n�o garantiremos o sucesso desta miss�o.

Se isto for realizado agora, a responsabilidade ser� sua.

Bem, ent�o. . .

Devo pensar nisso.

Obrigado, senhores.

Com o general Brent em Colorado Springs.

N�o posso tomar uma decis�o assim, � muito importante.

Com calma, Paul. Ningu�m espera que seja o super-homem.

Quando chegar a hora, voc� deve tomar a decis�o.

Voc� e s� voc�. E ningu�m aqui pode ajudar.

Cancela a chamada.

Eu n�o sei.

At� logo, Bill.

Paul, o frango vai esfriar.

- N�o jogue e coma as batatas. - Eu n�o gosto!

S�o boas para voc�, ent�o coma.

Eu n�o!

- Bobagem, quero que voc�. . . - N�o podemos comer em paz?

Certo, certo. N�o coma.

Paul. . .

Paul, n�o podemos continuar assim. O que te preocupa?

Nada.

- � muito teimoso. Eu poderia ajudar. - Lucy, volte para a mesa.

- Por que n�o me deixa. . . ? - Lucy, me deixe sozinho!

N�o vou!

N�o vou deixar se destruir e nem a mim e aos meninos.

N�o me importa este trabalho. N�o quero que morra por isso.

- Est� exausto. Precisa descansar. - N�o posso fazer nada.

Precisa de uma mudan�a. 24 horas fora deste lugar.

� muito f�cil.

- Do que fala? - Cold Springs. Numa cabana bonita.

Deixamos as crian�as com a Marge. Voltamos domingo, ningu�m vai saber.

- Onde fica Cold Springs? - Nos arredores de Salt Lake.

S� este fim de semana.

- A Marge disse que � bonito. - Quando a Marge foi?

Na semana passada. O Harry foi l� por alguma coisa e danificou o avi�o.

A Marge dirigiu at� l�. Disse que passou o melhor. . .

- O que est� fazendo? - Tibbets com o major Henderson.

Paul, o que faz?

Major, quero o Harry Bratton preso na base.

Voc� o substituir� no seu cargo at� nova ordem.

Nada mais.

Se n�o fosse por voc�, lhe abriria um processo.

- Est� louco? - J� te disse antes. . .

- Perdeu a minha confian�a por isso. - Fique fora dos meus problemas!

Tamb�m s�o meus problemas! E come�o entender algumas coisas.

- J� chega. - Tudo o que dizem � verdade.

N�o � o homem com quem casei. Voc� � ambicioso, frio e. . .

- Lucy, me ou�a. - Voc� vai me ouvir!

J� n�o aguento mais! N�o consigo suportar!

Matou todo o amor e carinho que sentia por voc�. Quero ir embora.

Quero que me tire daqui!

Certo.

Assim que arrumar transporte, vou tirar voc� daqui.

Voc� e as crian�as.

- Sargento. - Sim, senhor?

Prepare meu avi�o para partir. Avise o general Brent que estarei l� amanh�.

Certo.

- O que aconteceu? - Explos�o na decolagem.

- Algu�m se salvou? - O piloto e o co-piloto.

- O general est� ferido. - O general?

O general Brent?

Vamos.

Coronel Tibbets.

- Pode v�-lo. S� um momento. - Como est�?

Vivo. Lembre-se. S� um momento.

- Ol�, Paul. - Enfrentou o azar?

Alguns arranh�es. Nada preocupante.

Sei que sua visita n�o � social, o que lhe preocupa?

Eu. . .

Vim para pedir. . .

Para dizer que � Luz Azul.

Bom trabalho.

Telegrafe para o Arnold "Luz Azul".

E diga que o velho Brent ainda tem uma boa m�dia de acertos.

- Sim, senhor. - Espera.

N�o deixe aquele tro�o cair em algum arrozal.

Que Deus o aben�oe.

- Fala. - A Sra. Tibbets quer v�-lo.

- Deixe ela entrar. - Sim, senhor.

Lucy!

- Ol�, Bill. - Que surpresa agrad�vel!

- Sente-se. - Obrigada.

- Cigarro? - N�o, obrigada.

- Como est�o as crian�as? - Est�o bem.

- Bill, onde o Paul est�? - Est� fora.

- Onde? - Acho que volta esta tarde.

N�o perguntei isso.

Eu sei que n�o.

Viu ele antes de sair?

- Por que? - Disse alguma coisa sobre n�s?

- Devia ter feito isso? - Ele disse?

Por que ningu�m responde? Uma resposta para uma pergunta.

- Lucy, o que acontece? - O Paul e eu, ontem decidimos nos separar.

Mas ainda n�o vou embora.

N�o at� me responder uma coisa. � uma pergunta importante.

- O que quer saber? - O que o Paul faz aqui em Wendover?

Por que quer saber?

Porque � um outro trabalho. O Paul mudou, n�o consigo mais viver com ele.

Mas se � importante, � uma raz�o para estar assim.

Deve me dizer, Bill.

Significa a minha casa, meu marido, minha fam�lia.

Lucy, sei o que acontece aqui, mas seja paciente. Se resolver�.

- Ent�o n�o me ajudar�. - Se pudesse.

Se n�o souber por voc�, saberei atrav�s de outro.

Antes de ir para casa, vou descobrir o que acontece nesta base.

Coloque na sua lista de seguran�a.

- Lucy, veja. . . - Boa tarde, major.

- Larry. - Sim, senhor?

Quero um 105 da Sra. Tibbets.

- Da Sra. Tibbets? - Sim, da esposa do coronel.

- Diga-me quando o coronel chegar. - Sim, senhor.

Bem.

O major quer v�-lo agora, disse que � importante.

Certo.

Quero que saiba que a mantenho sob vigil�ncia.

- � um risco para a seguran�a? - No momento, sim.

- O que posso fazer? - Manda de novo para Washington.

Imediatamente.

Outra coisa: agora que vamos em algumas semanas,

podem achar que algo est� prestes a come�ar.

� melhor dizer que discutiram e pegou as crian�as e se foi.

Seria melhor se ela tamb�m pensasse assim.

Pode ser?

Quanto? Quanto sup�e que devo suportar?

Por que n�o vou para casa para quebrar seus dentes?

O que querem de mim?

Calar, perder meus amigos, separar minha fam�lia, o que vem depois?

Quanto mais eu posso suportar?

Ir� esta noite.

Ligue para Washington. Prepare um avi�o.

- Com 82 de Washington. - Sim, senhor.

- Ol�, Paul. - Ol�.

- Voc� j� comeu? Ainda est� quente. - Comi no avi�o.

Ah, Paul! Eu disse coisas horr�veis a noite passada!

Estava equivocada, querido.

N�o quero ir. Quero ficar com voc�. Sempre com voc�, a cada segundo.

Quero que volte para Washington.

Eu preparei um avi�o.

Um avi�o?

- Quando? - Esta tarde.

Vou te ajudar fazer as malas.

- Seja um bom menino e cuide da mam�e. - Por que voc� n�o vem?

Papai vai estar em casa quando puder. Tchau.

Bem. . .

- Cuide-se bem, Paul. - Sim.

At� mais.

Vamos, garoto.

BANDEJA DE PRATA LUZ AZUL

LUZ AZUL OPERA��O BANDEJA DE PRATA

PROCEDER IMEDIATAMENTE DE WENDOVER PARA TINIAN

ARNOLD

Ei!

Isso mesmo. Tinian. Ser� um pouco a nossa casa.

- Circuito A. - Vejo continuidade.

- Circuito B. - O circuito continua.

- Desculpa, Dr. Ramsey. - Ol�, Bill.

- Mau tempo? - A tempestade vai para o Jap�o.

- Isso acaba de chegar. - O que �?

O General LeMay quer v�-lo agora.

- Estarei l� em uma hora. - Certo.

- Nos vemos logo, Dr. Ramsey. - Muito bem.

Temos quatro objetivos.

Nakata, Fukuda, Hiroshima e Nagasaki.

O objetivo final depender� do tempo que recebermos no v�o.

Precisamos de 3 avi�es de meteorologia que me preceder�o em duas horas.

E 2 avi�es fotogr�ficos que obter�o fotos e bem, se algo falhar.

Bombardearei de 10.000 metros e me esfor�arei para sair rapido da �rea da explos�o.

A ess�ncia do plano, � a simplicidade.

Uma bomba, um avi�o.

Vai l� apenas com um B-29, com uma bomba at�mica em jogo?

Eu escoltaria o seu avi�o com todos os B-29 que temos.

- Centenas deles. - Isso os alertaria. Deve ser uma surpresa.

E se um bando de avi�es japoneses atacam voc�?

No nosso aparato n�o tem armadura e torres blindadas.

Podemos bombardear a 10.000 metros e seus ca�as n�o sobem mais que 8.000.

Ter� um risco muito alto.

A velocidade. A altitude. A surpresa s�o defesas melhores que as armas.

O plano foi aprovado pelo general Spots.

Coronel Tibbets, volte para Tinian. Fique preparado.

Ter� not�cias minhas assim que. . .

A tempestade vai para a costa. Amanhecer� �s 07:00hs.

Bem. � isso.

Esta noite, � a sua noite.

- V� indo, Paul. - Sim, senhor.

Ao nosso Pai, pedimos que a guerra acabe logo.

E que haja paz na Terra.

Que os homens que voam esta noite estejam seguros.

E que voltem em seguran�a para n�s.

Confiamos em nosso Senhor, estamos ao seu dispor agora e sempre.

Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Am�m.

Decolaremos �s 02:15hs. V�o descansar.

- Se algo me acontecer, d� isso para Lucy. - Claro.

Tem quatro horas para dormir.

SRA. ENOLA GAY TIBBETS 311 S.W. N�M. 26. MIAMI, FL�RIDA

Querida mam�e,

Escrevo-lhe hoje porque preciso te dizer uma coisa.

� a �nica em quem posso confiar.

Eu nunca disse para a Lucy, n�o quero dizer para os meus filhos,

n�o poderia dizer ao papai.

Mam�e, estou com medo.

N�o sei porque. Pode ser porque posso morrer amanh�.

Eu j� enfrentei isso antes. Nunca � f�cil.

Mas n�o sei se � isso.

Posso estar com medo de cometer um erro.

Eu tenho muitos detalhes na minha cabe�a.

Se esquecer de fazer alguma coisa?

Um deslize arruinaria a miss�o.

Pode ser isso, mas eu n�o acho.

Posso estar com medo de lan�ar uma bomba que pode matar milhares de pessoas.

Devo viver com isso. � parte do meu trabalho, devo fazer.

Ia procur�-lo, senhor. Queriamos saber que nome colocamos no avi�o.

Pode ser um pouco de tudo isso.

Mas estou mais com medo pelos meus filhos.

Pelo mundo deles.

Pelo que farei amanh�, se n�o parar a guerra.

E todas as outras.

Agora me sinto melhor, mam�e. Eu vou ficar bem.

- Sargento. Perguntou alguma coisa? - Sim senhor, o nome do avi�o.

Ent�o, chame-o "Enola Gay".

"Enola Gay" � o nome de algu�m? Quem �? Uma antiga garota?

Sim, uma das minhas antigas garotas.

- Nem saiu da pista. - 40.000 homens e 300 avi�es nesta ilha.

- E se acontece conosco? - Formaria uma grande confus�o.

N�o acontecer� conosco. Decolaremos com a bomba desarmada.

O Cap. Parsons a armar� no ar.

Essa decis�o foi tomada faz tempo.

- Bem, senhores. Boa sorte. - Obrigado General. Vamos rapazes.

- MS 8. - MS 8.

- Ailerons 25�. - Ailerons 25�.

- RPM acelerado. - RPM acelerado.

Verifica��o conclu�da.

Os avi�es fotogr�ficos j� decolam.

Torre, avi�o 82, pronto para a decolagem.

Para avi�o 82, da torre de controle.

- Decole imediatamente pela pista 1. - Recebido, aqui o avi�o 82.

- Tudo bem, Dutch? - Todo pronto, Coronel.

Acho que passamos o pior das turbul�ncias, Capit�o.

Quando quiser.

E boa sorte.

Circuito A.

Circuito B.

Para toda a tripula��o, prestem aten��o.

At� agora, s� lhes contamos o necess�rio.

Agora j� podem saber o resto da hist�ria.

Vamos para o Jap�o bombardear uma dessas quatro cidades.

Nakata, Fukuda, Hiroshima ou Nagasaki.

Avi�es meteorol�gicos observam o tempo sobre essas cidades.

E nos transmitir�o informa��es ao nos aproximarmos da costa do Jap�o.

Todos querem saber o que levamos no dep�sito de bombas.

Bem, eu vou dizer.

� uma bomba at�mica.

Hoje quando a lan�armos, ver�o a maior explos�o da hist�ria.

Receberam �culos escuros.

Mas n�o quero que ningu�m olhe para o brilho.

Afastem a vis�o at� que tenhamos virado.

A onda de choque pode chegar at� n�s.

N�o se sabe qu�o forte. Segurem-se bem.

Chegamos longe, rapazes.

Tenhamos coragem para terminar o trabalho bem.

Isso � tudo.

Os relat�rios do tempo, senhor.

Nakata, 80% de nebulosidade.

Fukuda, nebulosidade total.

Nagasaki, nuvens, chuva, visibilidade reduzida.

Hiroshima, claro.

Visibilidade ilimitada.

Sobrou para Hiroshima, n�o � isso Coronel?

Piloto para observador. Ouviu isso, Dutch?

O objetivo � Hiroshima.

Dividirei pela metade, Tibb.

- Tom, trajet�ria visual. - Trajet�ria da bomba, claro.

- Suba, Dutch. - Tudo bem, Coronel.

Piloto para tripula��o. Nos aproximamos do objetivo.

Coloquem o equipamento e preparem-se.

Observador para piloto. Estamos em IP e devemos chegar no objetivo �s 09:15hs.

Tibbets para a tripula��o. Dois minutos.

- Tom, v� alguma coisa? - N�o, nada.

L� est�!

- Pegou, Tom? - Peguei.

- Em um minuto. - Portas abertas.

Bem, senhores, coloquem os �culos.

Lembrem-se. N�o olhem para o brilho.

Preparem-se para a onda de choque.

20 segundos.

15, 14, 13, 11, 10, 9,

8, 7, 6, 5,

4, 3, 2, 1.

Meu Deus!

Temos que ir, l� vem a onda.

- Todo mundo bem a� atr�s? - Estamos todos bem.

- Estamos bem. - Bem.

Assuma o comando, Ben.

Piloto para operador. Informamos.

Resultados bons.

Resultados bons.

- Quando foi a �ltima vez que dormiu? - Dormi um pouco a noite passada.

- Quanto durou o v�o? - Umas 14 horas.

- A bomba era muito grande? - Sem coment�rios.

- Estamos prontos para a emiss�o. - Vou.

Quem conhecia o projeto?

Sem coment�rios.

- Sentiu o calor da explos�o? - N�o.

Coronel. O que sente pessoalmente por esta bomba?

Desculpa. Sem coment�rios.

Um momento, coronel.

Represento um jornal lido por 6 milh�es de americanos.

Lan�ou uma bomba que matou 80.000 pessoas. O que sente?

O que sentem seus leitores?

Lucy! Lucy!

Lucy! Ligue o r�dio! � o Paul!

Ele lan�ou uma bomba no Jap�o. Pode ter acabado com a guerra.

Podemos fazer umas fotos?

Aqui a emissora TB 1.

Paul Tibbets Jr. hoje fez hist�ria ao lan�ar uma bomba at�mica no Jap�o.

Voando num B-29 chamado "Enola Gay"

O coronel e sua tripula��o de 9, aterrissaram em Tinian �s 15:15hs.

O general Spots o condecorou com uma medalha pelo servi�o.

Para mais detalhes, lhes dirigimos para Nova York. Em frente.

- Lhe falou sobre a miss�o? - Sabia da bomba at�mica?

- Acha que merece uma medalha? - � verdade que voc�s se separam?

- Uma foto, por favor. - Uma foto com as crian�as, por favor.

Paul. . .

Paul.

F I M

* SEU NOME � SUA HONRA *

LEGENDAS : Laercio GRUPO ALLIED FORCE Tradu��o da legenda em Espanhol

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