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Original subtitles

Cartago em Chamas

Na costa do Norte de �frica, no cruzamento das rotas comerciais no Mediterr�neo,

foi a inexpugn�vel Cartago, o grande inimigo de Roma.

Em 146 AC, ap�s tr�s anos de cerco, as tropas romanas lideradas

por Cipi�o Emiliano estavam prontas para realizar o �ltimo ataque na cidade,

depois de tr�s guerras que duraram mais de um s�culo,

Cartago resistia heroicamente a domina��o de Roma.

Durante esses eventos, desdobrou a tr�gica hist�ria de amor de F�lvia.

� in�til fechar os olhos para a realidade.

Voc� se esqueceu que os romanos deram sua palavra.

- N�s assinamos um tratado. - Roma n�o vai nos atacar.

Ir�o respeit�-lo uma vez que lhes conv�m.

Pediram 300 ref�ns e temos dado a eles.

Eles pediram armas, navios, m�quinas de guerra. E n�s fornecemos.

O que resta? Os celeiros est�o vazios.

Podemos comprar comida dos fen�cios. Ainda temos bastante ouro.

Sim, podemos obter dos fen�cios.

Os romanos bloquearam as fronteiras. E impedir�o a circula��o dos nossos navios.

Um dia n�o teremos os nossos muros de defesa e ser� o massacre de todos.

N�o devemos desistir. Podemos fazer novas armas.

- Aceitamos um tratado. Juro. - N�o seriamos o primeiro a trair.

Para fabricar armas em segredo. Fazer de cada barco um navio de guerra.

Ao inv�s de um ser�o dez. � nossa �nica chance.

Se quiser, podemos virar o jogo.

Por muitos anos os romanos tentaram nos destruir, mas eles falharam.

Os jovens est�o certos. Devemos defender Cartago com todas as for�as.

N�o temos escolha diante das m�s ambi��es dos romanos.

Todos devemos estar preparado para sacrificar cavalos e armas...

dinheiro. Tamb�m deve estar dispostos a sacrificar a pr�pria vida

para salvar as vidas de nossas mulheres e crian�as.

N�o concordo, Hermon. Confio nos c�nsules de Roma.

N�o � poss�vel que nos odeiam, mas apenas que procuram a gl�ria.

Se voc� � bom para eles e lhes der presentes...

Acha que isso salvar� sua vida?

Se continuar assim os romanos tomar�o nossas esposas.

S� temos uma �nica esperan�a.

Lutar e vencer.

Tsour, voc� � jovem e a luta lhe entusiasma.

Sonha com batalhas para que seu nome permane�a na hist�ria.

Acha que precisa deixar a sua cidade em ru�nas para ganhar sua gl�ria!

N�o podemos enganar-nos com a ilus�o de vit�ria.

Por muitos anos defendi a guerra contra os romanos.

Mas nesta situa��o, sem ex�rcito e frota n�o conseguiremos deter Cipi�o.

Desse modo, Roma apagar� a memoria de Cartago.

- Asdr�bal tem raz�o. - N�o � uma guerra, � um suic�dio.

- Envie embaixadores. - N�o queremos guerra.

N�o tem em mente que as palavras t�m mais poder do que a for�a.

Se conseguir enganar os romanos por tr�s meses faremos deles leve como a cera.

Esses romanos s�o camponeses e levam uma vida dura.

Um pouco de ouro e algumas belas garotas podemos alcan�ar este milagre.

Uma ideia inteligente. O que acha, Hermon?

Fa�a um ex�rcito com as garotas mais bonitas da cidade.

Lembre-se que em algumas semanas ter� acabado o trigo.

Lembre-se que o aqueduto est� nas m�os dos romanos.

Lutaremos contra Roma com armas fabricadas em segredo.

Temos de lutar, se quisermos sobreviver.

Temos de pensar em nossos filhos. N�o sobreviveremos sem ao menos lutar.

Ser� sacrificado no templo de Moloch uma mulher romana que jurei proteg�-la.

O que significa isso? Falando sobre o destino de Cartago!

Os sacerdotes desafiaram as minhas ordens.

Protesto como chefe da Guarda Sagrada em nome do Conselho.

Os plebeus odeiam os romanos, Phegor. Elas sabem que eles querem destruir Cartago.

Ningu�m pode salv�-la com suas m�os.

Temos que parar com isso. Ser� �til em negocia��es com Cipi�o.

- O que prefere Cipi�o ou mulheres? - N�o est� muito interessado na p�tria.

Essa romana amoleceu seu cora��o. Por que n�o se queima com ela?

N�o perdoar�o sua morte e todos pagaremos por isso.

Disse que n�o h� raz�o para temer Cipi�o.

A pouco disse que seriamos capazes faz�-los leve como a cera.

- N�o podemos deix�-la morrer assim! - � imposs�vel, Phegor.

Seu destino foi selado e ningu�m pode mudar isso.

- Moloch quer a sua vida! - Isso queimar� a maldita Roma!

Gl�ria a ti, Rei! Sol do universo.

Gl�ria a ti, Rei! Sol do universo.

- Criador! Pai e m�e! - Assassinos.

Seu assassino.

Vamos, Hiram, n�o podemos perder tempo.

Se for pego, perder� a vida.

Para a sua gl�ria e para a salva��o de Cartago.

Aceite o sacrif�cio desses inocentes!

Queime!

Deve ser o primeiro...

Tenha miseric�rdia!

Leve-o para o barco.

Uma romana salvando um cartagin�s!

N�o! Uma mulher de coragem salvando um homem.

Vamos!

� um dos maiores defensores da guerra contra n�s.

Enquanto Cartago quer a paz.

N�o importa o que era, pai. Agora est� ferido e precisa de ajuda.

N�o importa onde nasceu. Em Cartago ou Roma. A sua vida corre perigo.

E devo cuidar dele.

N�o! Por favor!

N�o!

Hiram, por que arriscar sua vida para esta romana?

- R�pido, Sidone. - Tenha cuidado para n�o reconhecido.

Quero salvar Ophir. Arrisquei minha vida para isso.

N�o quero estar envolvido nesta trag�dia.

Deixe-a! Ningu�m sabe. Mandarei alguns dos meus homens.

- Deixe-me, Sidone. - Vou lhe dizer como chegar l�.

V�!

Diga a verdade? Est� certa que era Hiram?

- N�o acredita em mim? - Lembra-se da cor dos seus olhos?

Ele tinha a mesma cor desde a �ltima vez que o viu?

N�o acho que os deuses brinquem de mudar a cor dos olhos.

Amo o que seus olhos sugerem: alegria, felicidade, tristeza...

- J� se apaixonou, Sarepta? - Algumas vezes.

- Por quem? - Por v�rios, um desses era mulato.

Ou�a as vozes no Senado. Pareceu-me ouvir o Tsour.

Pobre Tsour, n�o me casaria com ele nem se meu pai me pedisse de joelhos.

N�o sacrificarei a minha felicidade,

s� para satisfazer os desejos do seu pai.

Tenho certeza que apressou o casamento para que

esteja segura longe de Cartago.

- Ele o ama. - Amo-o, mas como um irm�o.

N�o h� necessidade de dizer estas palavras a um amante.

- Vamos ver se ele vem. - Vir�. Ao sinal do grito da coruja.

- Quem era? Algu�m o reconheceu? - Para n�s era como um fantasma.

Alguns viram um em armadura, outros um manto negro.

- E F�lvia!? - Desapareceu com ele.

N�o h� d�vida, era um romano. � um aviso do que est� por vir.

Fala de guerra, Hermon? Uma noite acharemos romanos debaixo da cama.

- Onde est� escondendo o seu ouro... - N�o diga que n�o � brincadeira!

O perigo existe. � um sinal de estamos diante da domina��o.

Talvez n�o fosse romano, mas algu�m que � for�ado a se esconder.

Algu�m que n�o se atreve a nos olhar nos olhos.

Se fala de Hiram, voc� est� errado. Ele espera a morte se retornar.

Ainda � muito jovem para desejar a morte.

Hiram n�o tem medo da morte, talvez tenha sido injustamente condenado.

E ele queria a guerra para salvar a Cartago.

- Sua condena��o foi mais do que justa. - Por que continuam a discutir?

- Nossos guardas devem resgat�-la. - Somente voc� queria salv�-la!

N�o confunda vingan�as pessoais com o destino de Cartago.

Cipi�o Emiliano voltou. O povo sofre com fome.

Como enfrentaremos as pessoas?

� ele! V� em frente!

- Onde est� a sua senhora? - Onde est� Hiram?

Venho por ele. � esse o sinal.

- Onde est� Hiram? - No porto. Ele a espera.

Em um pequeno navio com um le�o de olhos brancos na proa.

Amanh� o navio ser� convertido num navio mercantil e as velas estar�o prontas.

Assim que chegar iremos ao mar.

Pela manh� estarei a bordo.

V� imediatamente ao templo, preciso de informa��es.

Fomos descobertos. H� outra sa�da?

- Se n�o tiver o seu medo de pular! - Pular � uma das minhas especialidades.

- Venha. - Amanh�.

H� algu�m. Veja quem �.

- Olhe para eles! - N�o h� ningu�m l�.

Quem bate a porta a essa hora?

Parece muito bravo.

- Foi Hiram? - Como sabe disso?

Voc� come�ou a ver fantasmas?

- Foi Hiram! - Foi Hiram!

Por que n�o diz a verdade? Tenho que dizer que eu mesmo.

Hiram veio aqui e sabe que seus amigos s�o tratados como inimigos em nosso pa�s.

Veio aqui pois sabe de seu noivado com Tsour.

Voc� confia em mim... n�o �?

- Eu confio em voc�? - De acordo...

Pare de pensar nisso! Arrisca sua cabe�a.

Miser�vel!

P�rpura de Tiro, talism�s, amuletos...

nosso mercado pode dar de tudo aos deuses...

- Venham at� n�s! - O que tem de melhor a bordo?

Uma grelha enorme para assar homens como voc�.

- Poderia denunci�-lo por isso! - Sim! Eles n�o importam comigo.

Voc� � daqueles que conhece as coisas boas da vida. Especialmente de comer.

Dane-se! Vamos!

Mostre-me suas m�os.

N�o � nada. � s� uma faca.

- Agora voc� me rouba? - Estava praticando.

Coloque de volta aos deuses.

Para esse lado Zeus, essa n�o � a minha terra, � Cartago uma cidade sem sossego.

- � melhor ter cuidado. - O qu�?

Com Zeus n�o se pode brincar. Pare com esse absurdo!

Se virem no conv�s do navio ver�o um verdadeiro mercado.

- N�o suba ningu�m a bordo. - N�o se preocupe. Sou o guarda.

N�o mudou em nada. Reconheci-a � primeira vista.

Faz muitos anos desde que n�s vimos, desde que salvou a minha vida.

�s vezes me parece que esses dias nunca existiram.

Como mem�rias de inf�ncia, n�o sabe se s�o verdadeiras ou se � imagina��o.

- Como est� Cartago? - N�o sabia que estava no ex�lio.

Quando meu pai morreu, eu fiquei sozinha com minha m�e.

Cartago estava perto e eu queria conhecer a cidade.

- Por que ficou? - Esperava encontr�-lo.

Infelizmente conheci Phegor.

Ele foi o comandante que veio � minha casa procurando voc�.

Desde ent�o come�ou a me perseguir.

Uma vez � for�a entrou em casa. Ao ver a minha m�e bateu nela brutalmente.

A infeliz n�o se recuperou do choque.

Morreu pouco tempo depois.

Phegor me mant�m ref�m aqui e me obriga a satisfazer os seus desejos.

Tudo o que n�o tem destr�i. Seu �nico poder � a crueldade.

Coloque de volta as �nforas. Voc� entendeu?

J� ouviu falar? Coloque as �nforas de volta.

Vamos, Hiram. � Ophir.

Ol�, meu sol! A noite te confunde a escurid�o.

Onde est� Ophir?

Phegor convenceu Hermon a mant�-la sob escolta.

- Por qu�? - Acha que n�o h� seguran�a.

Ele quer o casamento logo para mant�-la longe de voc�.

N�o pode sair. Muitas pessoas poder�o reconhec�-la.

Os sacerdotes do Moloch mobilizar�o toda a cidade para prend�-la.

- Quem � Ophir? - Filha de Hermon.

Por essa raz�o, Hiram veio aqui arriscando sua vida.

Tentamos convenc�-lo mas foi em v�o.

- Por que a deixou? - Queria que soubesse.

- Sa� de noite com os outros escravos. - Phegor n�o se op�s?

Phegor me convenceu a ficar aqui em Cartago.

Sidone!

� uma armadilha. Prepare as velas. Tudo deve estar pronto para partir.

Tenho certeza de que Feghor deixou Sarepta a fim de segui-la.

- Cuidarei disso. - Venha Eleo!

Estamos partindo.

Remadores! A seus postos!

Solte a escada!

Puxe!

Astarito!

Desculpe!

V� para o leme. N�o h� tempo a perder.

Depressa. Vamos Eleo!

Veja! A barreira! Pegue o machado e suba no mastro.

Tenha cuidado, Hiram!

Empurre para bombordo.

O mastro vai cair! Temos de soltar as cordas.

Tenha cuidado, Hiram!

Cuidado, Hiram!

Conseguimos!

- Precisa de consolo? - Posso saber onde vamos?

Acalma-se!

Ou�a de um de homem branco que quer discutir algo s�rio sobre n�s dois...

- V� embora... - N�o me trate assim minha V�nus.

N�o seja louca, a farei sorrir a vida inteira.

Pirata cretino...!

Deixe-me carici�-la! Que pele macia quente... Minha perola negra!

- Uma tirreme nos seguindo. - � mais r�pido do que o nosso.

Venha.

Alerta! Um tirreme ao horizonte.

Amaldi�oada seja Cartago! At� logo.

- Retardar? - Veja que manobras eles fazem.

Aumenta o ritmo. Diga-lhes para chicote�-los at� sangrar, se n�o chegar ao navio.

Diga-lhes para tomar posi��es de batalha.

Hiram, n�o se preocupe com as pessoas.

Desacelere!

Todas as armas ao conv�s.

Vire o barco para o outro lado.

Prepare para a abordagem.

Com esta velocidade ser�o cortado ao meio.

- Est�o vindo com tudo. - Eles querem nos destruir.

Levantar vela.

- Tudo est� pronto, Hiram. - Apressa-se.

Levantar a vela! Pare! Levante os remos!

Pare! Largue os remos!

Vamos tirar proveito do seu jogo.

Eleo! Descubra que armas eles t�m.

Levante os remos!

O que fazem aqui? Preparem-se para a abordagem.

Sigam-me!

Phegor, n�o � suficiente para que tenha nos tra�do em Oroscopa?

Hiram volte para o Em�lia.

Abandonar, caso contr�rio, seremos queimados.

Abaixe as velas. Mova os remos.

- Voc�s todos sabem como morrer. - Jamais admitirei que fui derrotado.

Coragem! N�s vamos para a praia.

- Queima t�o bonito. - N�o podemos abandon�-los assim.

- Temos que ajud�-los. - Deixe-os queimar.

- � uma vis�o horr�vel. - Isso � uma guerra.

Hoje aconteceu com eles, amanh� pode acontecer com n�s.

Qual � a nossa rota, Hiram?

Velejaremos no mar at� amanh�. Iremos ao casamento da filha de Hermon.

Mova-se em dire��o ao sul.

Que susto levei!

Em uma viagem como essa envelhece-se bem antes do tempo.

- Como pode ser t�o calma? - N�o tenho medo.

- Mesmo quando sua vida est� em perigo? - Por qu�? O medo n�o salva.

Sim! Tenho muito medo.

Se o medo prolongasse a vida, viveria mil anos.

- Conhece Ophir? - Desde o dia em que nasceu.

- Por que me pergunta? - � jovem?

- Acho que tem a mesma idade que voc�. - � bela?

Para mim, � a mais bela criatura do mundo. Eu sou a ama.

- Ela ama Hiram? - Est� muito apaixonada!

Ele est� apaixonado por ela. Eles formam um belo casal,

como dois p�ssaros cantando durante todo o dia quando se beijam.

� natural. Se n�o � amizade, que tipo de amor �?

- Voc� est� apaixonada por Sidone? - Como? Apaixonada por Sidone?

Homem bonito. Se eu tivesse conhecido antes daquele baixinho...

- De minha parte, pode ficar com ambos. - Ambos! Nunca diria que n�o!

Minha pobre Ophir, casando-se com Tsour e eu n�o estarei l�.

Quem � Tsour?

� o rapaz que se apaixonou por Ophir e ele a adora.

Escolhendo um vestido para o casamento de Hiram.

Voc� � estranha. Tenha cuidado com essa faca, vai se machucar.

N�o tenha medo. N�o posso acreditar que o que diz � verdade.

- O que quer dizer? - Que Ophir e Hiram se amam.

Infelizmente isso � verdade. Por que est� interessada?

Estou apenas curiosa. Nada mais.

Se � como diz, ent�o sou a �nica que est� errada.

- Conhece a casa de Hermon. - Desde que Ophir era um beb�.

- Amanh� voc� vir� comigo. - Claro!

Desembarcaremos logo.

O esp�rito de Tanit estar� unido com voc�s.

- Tanit � testemunha desse casamento... - Hermon!

- Hiram! - Como se atreve?!

Como jamais consentiu em ser minha esposa Ophir, vim lev�-la por mim mesmo.

- Hiram! - Guardas!

Pensa que assim ter� Ophir? Ter� que me matar primeiro.

Defenda-se, covarde! Est� com medo de enfrentar isso?

N�o! N�o tenho medo de te matar.

Voc� � jovem. Tem vida inteira para encontrar a sua felicidade.

N�o quero me manchar com seu sangue inocente.

- Matarei voc�! - N�o, Tsour!

O que ajudaria? Mesmo morto continuarei a am�-lo.

O que est� esperando? Por que n�o pede aos soldados para captur�-lo?

Phegor, n�o pode opor-se ao destino.

N�o deve aceitar esse tipo de interfer�ncia, Ermones. Precisamos proteg�-la. Pegue-o!

- Prenda-o! - Sidone!

- Guardas! - Sidone!

Canalhas!

D� o alarme a seus mercen�rios.

Deve falar com Phegor. Chame-o r�pido!

Imediatamente.

- Jogue suas armas. - Salve-o, Phegor!

Deixe-o partir. Prometa!

Salve Hiram.

- Jogue suas armas! - Ent�o � voc�!

Pedi para largar suas armas?

Voc� que lutou comigo em Oroscopa!

Voc�, Thala, que estava preparado para enfrentar a cavalaria de Marsinisa!?

Quem � voc�? Diga-me seu nome!

Tanta coisa mudou no decorrer dos anos com o meu ex�lio?

Lembra-se de estar enterrado na lama com sede tentando beber veneno?

Quem te ajudou? Quem te salvou?

Hiram! Voc� � Hiram!

- E agora tenho que mat�-lo? - Voc�! Ele � um traidor.

Preferia morrer a ficar sujo com tal maldade.

Abaixe as armas e d� lugar ao her�i de Cartago!

- Traidor! Voc� � pago. - E n�s soldados pagamos com nosso sangue.

Direi ao Conselho para desafi�-lo e aos seus mercen�rios.

N�o h� necessidade. A partir deste momento, a Thala e seus homens ir�o.

E gra�as aos deuses que os deixamos em paz. Vamos!

- Onde est� indo, Phegor? - Pedirei a captura dele imediatamente.

Deixe-o livre! As pessoas n�o podem mudar a decis�o dos deuses.

- Chame Tsour. - Sim.

- Seu her�i est� salvo. - Jura!

Voc� pode v�-lo daqui saindo com Ophir.

Lembre-se do que prometeu. N�o me importa se me ama ou n�o.

Diga apenas que me deseja e esque�a ele...

- Onde est� o F�lvia? - Ficou com Phegor.

- Leve Ophir ao navio. - N�o, Hiram!

Ophir, n�o posso deixar F�lvia nas m�os de Phegor.

- Venham comigo! - Hiram!

E quanto a n�s?

Fique com Sidone.

- Hiram! - N�o fa�a.

Guardas!

Traidores!

N�o os deixem escapar!

Salve-se, Hiram!

Toda a guarni��o aqui!

- Onde est� o seu navio? - Covarde!

Fala! Onde est� ancorado o seu navio?

Onde ele est�?

Responda a pergunta. Onde est� o barco?

Responda-me! Onde?

Responda!

Seus pregui�osos! Levante-se! Venha me ajudar!

Esta � um pouco pesada. Insuport�vel!

Seus pregui�osos! Onde est�o?

Onde est�o? Dormiram ou morreram?

- Defenda-se, Sidone! - Junte-se.

N�o devem escapar. Arqueiros!

Ali! Deve ser ele.

- Onde est� Hiram? - Phegor o capturou.

- Ele est� morto? - Phegor n�o seria capaz de matar Hiram.

Ele brinca como gato e rato.

- Temos de salv�-lo. - Como? Somos apenas tr�s?

Eu esperava encontr�-lo juntamente com os outros.

Eles est�o todos no fundo do mar como comida de peixe.

e eles seguiram nosso rastro e nos esperavam no barco.

- Tsour apreendeu o navio. - Merlock dever ter falado.

Quem sabe como eles o torturaram? Phegor � mais cruel do que um tigre.

- Onde est� Sarepta? - Ela voltou a Cartago com Ophir.

Ophir est� salva?

Voc� tem muito interesse em seu destino?

N�o sei o que iria escolher entre a morte e a infelicidade no amor?

Felizmente n�o me importo com tais id�ias.

Minha pobre F�lvia!

Deve fazer algo por Hiram. N�o podemos abandon�-lo.

Devemos retornar a Cartago a qualquer custo.

A vida � sempre perigosa, F�lvia. � por isso que gosto tanto.

Fique tranquila. N�o vamos abandonar Hiram.

Temos de encontrar um barco.

Este trigo � para o Conselho.

Ele � nosso! Precisamos dele!

Venham peg�-lo!

Fuja! Deixe o trigo!

Afaste!

� branco. Pequeno, mas agrad�vel. Percebi imediatamente que ele gosta de mim.

� claro que n�o posso julgar uma pessoa a partir das palavras,

mas gosto dele pelo seu modo de falar.

- N�o ouviu o que eu disse. - N�o, continue.

Tente distra�-lo de seus pensamentos. N�o resista ao desejo dos deuses.

Nunca pensei em encontrar um homem como Astarito.

Agora nunca veremos novamente o meu diabinho.

- O qu�? - Tsour quer ver sua dama.

N�o quero v�-lo. N�o... hoje.

O que importa se for v�-lo hoje ou amanh�? N�o o mande embora como um vendedor.

Sarepta est� certo. Hoje ou amanh� � o mesmo.

N�o tenha medo. N�o vim para reivindic�-la. Trago not�cias de Hiram.

- Voc� o viu? Falou com ele? - N�o! Mas sei que est� vivo!

Perdoe-me se estava sendo t�o cruel com voc�! Sente-se!

Ele est� vivo? Onde? Diga-me!

Na fortaleza de Barr.

� triste saber que o �nico modo de v�-la � trazendo noticias dele.

- N�o devemos culpar ningu�m. - Sim, assim �!

Phegor me arrastou para tudo isso...

Quando disse que amava Hiram, mesmo morto...

Percebi que n�o havia nenhuma esperan�a para mim.

- N�o queria de te magoar. - Acostumar� a pensar como uma irm�.

N�o quero nunca te ver infeliz.

Obrigado! � doloroso ter sua palavra de agradecimento, n�o �?

N�o. De alguma forma, somos como pequenos irm�os.

Quando �ramos crian�as, crescemos juntos.

Vivemos juntos todas as alegria da inf�ncia.

Mas ainda se lembra do que prometemos um ao outro?

Na �poca aos 10 anos de idade.

- Seria se n�o fosse Hiram. - Eu sei!

Ent�o ele apareceu entre n�s e mudou o nosso destino.

� melhor esquecer. Muito melhor.

N�o! Por Favor!

� dif�cil para mim manter minha compostura.

Adeus, Ophir!

Fez bem em n�o se casar com Tsour. � uma crian�a ainda.

Ele n�o podia faz�-la feliz.

Veja que belas pulseiras! Seria uma vergonha cair nas m�os dos romanos.

Compre um e fa�a a sua esposa feliz!

Devo comprar um para minha esposa, s� que n�o tenho esposa.

� um bom neg�cio. Custa menos do que um p�o.

- Onde fica a taberna? - Por ali.

Vamos!

... Pulseiras, colares...

Onde est� o meu ouro? Roubaram minhas joias...

Detenham-no! Peguem o ladr�o! � ele!

- Voc� roubou minhas joias. - Foi uma brincadeira.

- Aqui est�! - Voc� est� louco?

- Hey, Sidone! - Thala!

- Conhece-os? - S�o velhos amigos.

Entrem. Amigos de Hiram.

Naquela mesma noite, foi levado para a Fortaleza de Barr.

No dia seguinte, Phegor mandou chicote�-lo, mas...

dois de seus homens o fizeram. Desde ent�o n�o sei nada de Hiram.

Deve haver uma maneira de encontr�-lo e salv�-lo.

O forte � como uma ilha isolada.

Seu comandante � Barouk, uma besta. Servi por seis anos l�.

Se ele vive, ser� julgado na cidade.

- Quando o fizerem o pegamos... - Ningu�m saiu com vida de l�.

� um cemit�rio de todos os inimigos de Cartago.

N�o fale de mortos. Lutou com Hiram na Espanha.

Tem um vinho para bebermos?

- N�o h� nada para fazer? - N�o.

Ficaremos aqui parados esperando que os chacais joguem o seu corpo?

De jeito nenhum!

No por�o do castelo h� uma passagem secreta. Desde o tempo de Hannibal.

Est� louco. Depois do ataque romano, refor�aram a guarda noturna.

- O mecanismo ainda funciona. - Vamos.

- Phegor o mandou? - Sim, e tem o selo de Ermones.

Iremos pessoalmente executar a ordem.

� uma grande alegria para mim arrancar a cabe�a de um traidor.

- � pesado! - Abre.

Consegui.

Diga a Ombre e Tungher para irem � cela do prisioneiro.

Acenda as tochas e prepare o terreno.

Re�na os prisioneiros quero que todos vejam o traidor.

- Quem � voc�? - Leve-nos a Hiram imediatamente!

Voc�s cuidam da escada.

Voc�s dois ficam aqui.

Hiram!

- Ophir est� salva? Onde? - N�o se preocupe.

Sidone, Thala! Socorro!

- Sente-se mal? - Por que Ophir n�o est� com voc�?

Por que n�o responde F�lvia? Onde est� Ophir? O que aconteceu?

- Ningu�m sabe. - Do que est� falando?

N�o sabemos o que aconteceu com Ophir.

Por que diz isso com tanta maldade?

Sou ruim, mas � melhor saber a verdade do que ter suas ilus�es.

Ophir te ama muito e prefere estar casada com outro do que Tsour.

Sabe de algo e n�o quer dizer. Fale! Eu te imploro!

Se a ama tanto prefere saber se est� morta do que casado com outro homem?

Por que quer quebrar o meu cora��o? Por que acha que ela est� morta?

E se n�o est� morta?!

Por que me deixar envolvido neste jogo cruel?

Vejo que voc� � igual aos outros romanos.

Se fosse assim, eu n�o teria salvo sua vida.

Est� certo. Fui injusto e ingrato. Perdoe-me!. Perdoe-me!

Diga-me se n�o a viu morrer.

Jura-me!

N�o, Hiram! Eu n�o a vi morrer.

Juro que est� viva.

Por que me fez acreditar que estava morta? Por que, F�lvia?

Sabe como te amo. Tem que me perdoar.

Encontrei uma sa�da. Uma rede num guincho.

Zeus cuidou de n�s. Temos de nos apressar. J� � noite.

Des�a!

Eu n�o bati bem!

- Se existir deuses, os ver�. - Nossos homens bloquearam as escadas.

- E como vamos sair? - Encontrarei uma sa�da.

Pegue Hiram.

Temos de nos apressar. Logo estar� amanhecendo.

Cuidado! Des�a!

Voc� est� louco, Astarito?

Quando se est� na rede, os peixes est�o pegos, mas para n�s � um al�vio.

O que acontece neste mundo!

Tudo certo. Vamos!

Voc� primeiro. Depressa!

As mulheres carregam as pedras para a muralha.

Os jovens se foram. S� restaram mulheres e crian�as.

Vamos embora, vov�?

N�o irei embora daqui, n�o h� perigo. Assim o Conselho disse.

O Conselho pode dizer o que ele quer. Meu pai me disse que hoje � noite

um destacamento romano escalou as paredes do porto.

Seu pai conta hist�rias! Acredito no Conselho.

Ningu�m vai atacar Cartago. Jamais!

- Vamos, vov�. - N�o.

Se pudesse iria com voc�s, mas essas pernas amaldi�oadas, n�o me deixam.

Oremos para os deuses. Que cada pedra acabe com dez romanos!

- O que aconteceu? - O que aconteceu...!?

Ontem � noite, libertaram Hiram da pris�o.

- Que os deuses se juntem a ele. - Sim, porque fomos injustos.

Veja Tsour algu�m que queria destruir Cartago

ou para salvar. Parece que s� queria a guerra.

Se tiv�ssemos ouvido o conselho dele, n�o estar�amos vivendo esse pesadelo.

Hiram passar� pelos romanos e lutar� contra n�s aqui.

Eu n�o acredito! Se quisesse, ele faria.

N�o se preocupe, Ermones. Os soldados procuram-no

em cada rua e em cada casa em Cartago.

Onde est� indo, Tsour?

Os romanos preparam o nosso fim e n�s estamos discutindo mutuamente.

N�o posso suportar o �dio doente de Phegor.

Talvez ele esteja certo.

N�o vamos levar a s�rio a paix�o juvenil, Hermon.

Tenho certeza que h� outra solu��o.

Mais eficiente.

Se Ophir permaneceu em Cartago, devem ter refor�ado a guarda.

Ao contr�rio reduziu os guardas do pal�cio.

- Mais uma armadilha? - Cairemos como crian�as?!

- Eu saberei. - Acontece!

Onde quer ir? Para sua negra?

Est� enganado, meu amigo. N�o nada mais al�m de amizade.

Sentir as suas garras, hein? Mas eu te amo e quero voc� aqui.

Vamos tentar pegar o Em�lia de volta?

Isso � o que pensava. Uma vez capturada, Ophir deve deixar a cidade imediatamente.

- Sabe onde est� meu navio? - Est� junto com os outros.

- Podemos tentar. - � in�til! Est� amarrado no porto.

- O que podemos fazer? - Onde est� indo, F�lvia?

Mas Sidone n�o me deixou.

- Onde est� indo, F�lvia? � perigoso. - Deixe-me! Espere por mim aqui.

Que os deuses te acompanhem!

Disse que Hiram est� livre?

Passaram pelos guardas de Phegor e est� livre.

Maldito Phegor! Est� certo que Hiram est� bem?

Espero que sim... para sua causa, Ophir.

Voc� � t�o generoso, Tsour. Muitas coisas aconteceram nesse meio tempo.

Vamos ter que admitir que passado morreu com nossa juventude?

Esse tempo que passou para n�s dois foi o momento mais bonito.

Em breve n�o seremos capazes de olhar nos olhos.

N�o tenho que dizer, nem sequer pensar nisso.

Voc� est� certo, � melhor n�o nos iludir.

- Volte em breve. - Voc� est� certa?

Voc� � o meu �nico amigo.

Desculpe, Tsour? Sabe algo de um certo Astarito?

Disseram-me que participou na fuga de Hiram juntamente com uma mulher.

- De que cor era? - Loira.

Pequeno bastardo, eu mostrarei a ele quando o encontrar.

- E voc� o ama? - Sim, acabei me apaixonando.

Felizmente tal sofrimento n�o me afeta.

Adeus, Ophir!

Lembre-se de Oroscopa? Com um gesto podia esticar o cabelo de uma mulher.

Voc� eram grandes soldados. Se n�o tivesse vindo, eu estaria perdido.

N�o, Hiram. A gl�ria � sua. Voc� fez quase tudo sozinho.

S� durante a Cartago de An�bal tivemos dias como aqueles.

Desde do seu exilio, n�o pod�amos falar em batalhas.

N�o reconhece Cartago. Um pouco de ouro vale mais do que uma vida de devo��o.

Eles destru�ram at� mesmo a mem�ria de An�bal, � uma pena ter lutado contra Roma.

Agora os romanos nos tratam como escravos para destruir Cartago.

E querem reconstru�-la a 15 quil�metros do mar.

Quer transformar uma na��o de marinheiros em um bando de pastores.

- Cartago sempre provocou medo. - Quando encontraremos outro An�bal?

Os romanos atacaram Birsa, foi horr�vel.

Destru�ram suas casas e monumentos.

Deixaram s� morte e destrui��o, � horr�vel. Est� tudo acabado.

Estamos acabados, todos n�s morreremos!

Por que n�o agora definir nossas posi��es no novo governo?

Temos de ter cuidado. N�o posso estar ausente do Conselho.

� importante concordar com Roma, com as condi��es e os nossos privil�gios.

Facilitando pessoalmente a entrada dos romanos na cidade.

- Mas e outros membros do conselho...? - Ter� de convenc�-los um por um,

� a �nica maneira para que possamos alcan�ar nosso objetivo.

- Eu cuidarei dos mais jovens. - E eu dos mais ricos.

- O que faremos com os militares? - O ex�rcito est� em nossas m�os.

Asdr�bal est� cansado e ser� facilmente convencido. O ex�rcito me obedecer�.

Vamos nos apressar para come�ar a reuni�o.

Quem pode ser? Disse que em sua casa que seria mais seguro..

Estamos seguros. Aguarde. Verei quem �.

F�lvia!

Preciso falar com voc�.

- Nos vemos no conselho. - Quem � essa mulher?

Uma romana. Pode ser �til para n�s.

A que devo a honra de sua visita?

Disse que ficaria com voc�. Venho para manter a minha promessa.

Fui for�ada a ir com eles.

F�lvia, sabe muito bem que n�o quer ficar comigo.

� esperta F�lvia assim como eu. Sei muito bem que me odeia.

- O importante � que est� aqui. - N�o seja t�o impaciente, Phegor.

Ter� tempo suficiente. Estou condenada a ser sua

at� que a morte nos separe.

Mas primeiro tem de manter a promessa que me fez.

Hiram deve ser liberado.

- Onde ele est�? - N�o direi.

O que posso fazer?

Precisa conceder permiss�o para o Em�lia sair do porto.

Para fugir com ele, n�o �?

Sabe que isso n�o � poss�vel.

Quando sair do porto, sua casa passar� a ser minha.

Ser� o nosso destino. Serei sua mulher, Phegor.

� um absurdo o que est� pedindo.

Poder� fazer tudo, se voc� quiser.

Est� enganada, F�lvia. Agora eu a quero como um louco...

Mas eu n�o posso ter voc�.

Voc� pode, Phegor!

- O navio deve partir. - Prometo.

Tem a minha palavra!

- Sidone, onde est� Hiram? - Ele foi encontrar com Hermon.

- V�o mat�-lo. - N�o.

Quando ele souber que Cipi�o amea�a a cidade,

destruindo tudo, deixando mortos e feridos. Far�o dele um her�i.

Tenho esperado por voc� aqui, assim como queria.

- Por que deixou-o ir? Por qu�? - Pare de chorar, F�lvia.

Roma n�o quer negociar.

Ignoram qualquer pacto, exigem o abandono e a destrui��o de nossa cidade.

Roma quer que nossa cidade seja reconstru�da a 15 quil�metros do mar.

Qualquer pessoa orgulhosa de dignidade e de honra teria negado.

Esse � o pre�o para realizar o sacrif�cio final.

Hoje com meu ex�rcito consegui repelir os romanos pr�ximo de Birsa

passando por covas cheias de mortos. Amanh� teremos �xito.

Pe�a a ajuda de Num�dia.

N�o tenha muitas esperan�as. Eles aguardam apenas a nossa derrota.

- Acredito na piedade dos romanos. - Eles mostraram que eles n�o t�m piedade..

O que quer? S� temos outra chance:

devemos lutar e confiar em Deus.

Hermon!

Sei que neste momento arrisco a vida.

Mas nas ruas de Cartago o povo pede pela ajuda dos deuses

como se o avan�o dos romanos pudesse ser impedido do c�u.

Acredito que os deuses decidiram nosso fim

para limpar a covardia, a fraqueza e a desuni�o de Cartago.

Mas ainda pode fazer algo para Cartago.

Esque�a o passado, Hermon. Devolva-me a minha honra!

Com mercen�rios de Thala podemos enfrentar os romanos.

Mesmo que n�o possamos expulsar os romanos, afast�-los nas muralhas em Birsa.

Ganhando tempo podemos reacender a esperan�a e combater com as armas nas m�os.

Ainda podemos tentar det�-los com minha vida e com os cartaginenses.

Quebrei minha espada em peda�os quando tu rejeitaste

mas achei uma mais nova e mais forte.

Hiram � um homem que merece ser seguido.

Desculpe, ouvi sem querer suas belas palavras de louvor.

Chega de tagalarice, quanto ouro quer para lutar?

Se fosse um soldado, Phegor, saberia que a coragem n�o tem pre�o.

O amor pela p�tria n�o se compra.

N�o falo apenas por mim, mas tamb�m em nome de todos os soldados.

que lutei em cem batalhas. Lutaremos sob o comando de Hiram.

Essa � a verdade, Hermon. Ou�a antes que seja tarde demais.

N�o pedimos nada de Cartago exceto morrer por ela.

Que sentimentos nobres e generosos!

N�o concorda Tsour? Esses her�is s�o cativantes.

N�s dois sabemos que n�o pensa em morrer, mas viver para Ophir.

Obviamente ele roubar� a sua Ophir. Se e

quando retornar coberto de gl�ria. Com sua cabe�a adornada com louros.

Os deuses sabem que amo Ophir, mas ela n�o me ama.

Se o conselho seguir a espada de Hiram, aceitarei a decis�o.

Lutarei ao seu lado.

Obrigado, Tsour! Quando a guerra acabar, Ophir escolher�.

J� fez a escolha, mas de qualquer maneira lutarei com voc�.

Esses jovens her�is s�o os mais corajosos, mas tamb�m os mais deslumbrados.

N�s que n�o nos convencemos de sua experi�ncia n�o cairemos com sua fama?

Eu n�o! Voto contra Hiram.

Voto por Hiram!

Asdr�bal! Amanh� nos uniremos com nossas espadas aos mercen�rios em Birsei.

- Que os deuses nos protejam! - Se n�o for tarde demais.

Hiram!

Siga-me!

Hiram!

Jamais esqueci de voc�, pois foi a �nica raz�o para viver.

Agora entendo o poder de uma mulher.

N�o sei o que falar com voc�. Apenas sei chorar.

N�o consigo encontrar palavras para dizer o qu�o feliz estou.

- Onde est� meu filho? - Viu meu marido?

Estava com ele. Sabe se est� morto? Diga-me a verdade!

- Est� morto ou ferido? - Onde est� o meu pai?

Encontrou meu pai?

Onde est� meu filho?

Fale!

- Meu querido filho! - De onde voc� vem?

Do inferno.

� verdade que as novas legi�es espalham a morte?

- Sim, eu as vi em Vyrsa. - Vamos nos defender com Hiram.

� a nossa �ltima esperan�a em frente a este rio de sangue.

- Melchio! - �gua!

Quero que meus filhos n�o sejam escravos dos romanos.

Hiram salvar� a todos n�s, Melchio.

Asdr�bal foi derrotado. A cavalaria o venceu.

- Foi invadida a acr�pole? - N�o, se retiraram.

Obviamente para reorganizar para o ataque final.

- E Asdr�bal? - Refugiou-se no templo

juntamente com os sobreviventes e suas familiares.

- Voc� n�o fala, Phegor? - Espere!

Cuide de suas feridas e volte para a batalha.

Venha at� mim quando Hiram e seus mercen�rios estiverem em posi��o de ataque.

- Por que est� aqui? - Para salv�-la do desastre.

Voc� deve voltar a lutar, Asdr�bal. S� assim salvar� Cartago.

Cartago est� perdida. Posso convencer Cipi�o a ter miseric�rdia

que perdoe a todos n�s. Apenas tem que ter a coragem de provar

que respeitar� a paz com Roma.

- Onde est� indo? - Para casa.

Est� louca. Vamos mostrar aos romanos.

Ver�o que os cartagineses sabem como morrer quando perdem a p�tria.

Sicaro! Traga-me um cavalo.

Talvez a situa��o n�o esteja realmente t�o perdida.

Venho de perto do acampamento Cipi�o.

N�o h� indica��o de que se preparam para atacar.

Pararam os ataques por tr�s dias. Estranho! Cipi�o deve definitivamente entender Vyrsa.

A �ltima luta acabou com grandes perdas.

Talvez Cipi�o espere por refor�os para retomar o ataque.

Volte para o seu posto, Tsour. Diga a Thala que as ordens n�o foram alteradas.

Talvez Cipi�o aprenda que n�s estamos aqui e quer nos incomodar pela espera.

V� Tsour! R�pido!

N�o, Sidone! Voc� nasceu para outra vida. N�o para morrer no campo de batalha.

Assim ele me disse.

Algu�m tinha de ficar para tr�s para cuidar dos feridos.

- Voc� � velho, pode ficar. - Se Cartago morrer, n�o poderei viver.

Voc� n�o � cartagin�s. Adeus!

- Diga a ele que recuperamos o navio. - Assian n�o diga nada.

N�o posso ficar aqui, � imposs�vel.

N�o, Sidone! Prometeu que esperaria por Hiram.

De acordo!

Para Cartago! Avante!

Para Hiram! Avante!

Para Roma!

Thala!

Leve-o para o acampamento!

O senado est� ansioso pela destrui��o de Cartago.

- Asdr�bal quer falar com voc�, Cipi�o. - Vem do senado cartagin�s?

- N�o, trata de sua iniciativa. - Pode ser �til ouvi-lo.

A nossa cavalaria localizado em Birsei foi atacada por

grupos mercen�rios, n�o conseguimos repelir o ataque.

- H� muitos? - Tantos como o nosso.

- Quem est� no comando? - N�o sei.

D� ordens para voltar para o acampamento.

Que Asdr�bal diga ao senado cartagin�s que Cipi�o aceitar�

apenas � seguinte condi��o: Cartago aceitar� o pacto imposto por Roma.

Amanh� conduzirei nossas tropas para a batalha.

Cartago ser� destru�da.

Cartago est� derrotada!

Voltem para o acampamento.

O cavalo de Tsour!

Tsour!

Venha!

Vamos tir�-lo daqui.

Hiram!

Tsour e Thala!

- Voc� teve sorte. - Aqui est�!

Trouxe o vinho que Assian guarda para comemorar sua vit�ria.

N�o, precisar� mais. � melhor beber. Cipi�o est� preparando as for�as.

Parece que amanh� atacar� com toda a cavalaria.

N�o poder� resistir com t�o poucos.

Acredite em mim Hiram, seria um sacrif�cio in�til.

Gra�as a F�lvia. O navio est� em nossas m�os. Ancorado em um lugar seguro.

Pare de desperdi�ar seu tempo, salve F�lvia e a Ophir, at� Hermon se quiser.

Est� louco para enfrentar Cipi�o com t�o poucos homens.

Se n�o podemos salvar Cartago ainda salvaremos a honra dos cartagineses.

V�, Sidone, e n�o se preocupe. N�o vamos deixar o vinho para os romanos.

Boa sorte!

Ol�, Golus! Quais as novas noticias?

Cipi�o n�o recebeu os embaixadores de Cartago.

Estou surpreso. Tem uma reputa��o de homem pr�tico e de compreens�o.

Disse que deve cumprir a decis�o do Senado.

Seria uma honra obedecer a um Senado que d� ordens a Cipi�o.

O Senado decidiu: Cartago deve ser destru�da.

Eu sei! Cipi�o sabe que eu posso abrir as portas da cidade.

- Para o bem da na��o? - Claro!

- O que responde? - Odeia traidores mesmo se ganham.

Prefere derrubar os port�es da cidade. Quer uma luta justa.

Por causa da resist�ncia de Hiram. � isso o que far�.

- Cipi�o te ouve? - Quando ele quer.

Talvez desta vez queira.

Sabe que sempre sigo uma pol�tica de paz convencido da invencibilidade de Roma.

Diga-lhe prestarei voluntariamente servi�os a Roma

na reconstru��o consentida de uma nova Cartago.

Isso j� foi consentido, mas Roma insistiu na destrui��o de Cartago.

Talvez amanh� Cipi�o ataque.

Os romanos n�o parar�o, mesmo ap�s a destrui��o de Cartago

Exilem-se no deserto juntamente com seus num�dios...

Cale-se, n�o sabe o que fala. Agrade�a-me por n�o prend�-lo.

Por ofender a reputa��o e a grandeza de Roma.

Adeus Phegor!

Voc� deve convenc�-lo Hermon a aceitar o tratado,

caso contr�rio, n�o poderemos descansar.

Mantenha a calma. Estou sempre do lado dos vencedores.

Fa�o isso desde que vim ao mundo.

Soldados! Lutaremos mesmo que n�o possamos salvar Cartago.

Salvaremos a nossa honra cartaginense.

Avante!

- Tem novidades de Hiram? - Foi para deter o avan�o de Cipi�o.

- Ter� sucesso? - S� os deuses sabem, minha filha.

- E Tsour? - Morreu como um grande her�i.

Fiz tudo para salv�-la desta grande cat�strofe.

Esperava que ao se casar, se salvasse.

Os deuses n�o quiseram.

N�o chore!

Sarepta! Leve-a ao seu quarto.

Agora n�o basta apenas a sua dedica��o,

Pobre Ophir!

V� minha filha!

Pobre Ophir. N�o teve sorte.

O que disseram os romanos?

A constru��o de uma nova Cartago a 15 quil�metros da costa que vivemos.

Talvez seja melhor. Sem qualquer surpresa vinda do mar.

Se convenc�-los, poder�amos governar a nova Cartago.

Pense bem! Hiram e seus amigos jamais ganhar�o.

N�o h� outra alternativa.

S� podemos aceitar o acordo.

Por que me olha assim? N�o concorda comigo?

Sim, Phegor!

Voc� � um homem s�bio e com sua grande sabedoria...

aprendeu a trair e agora trai.

- O que quer dizer? - Ser� punido com seus aliados.

Com aqueles que desonrem o nome de Cartago.

Voc� n�o merece ser condenado pela justi�a.

Deve ser morto por seus confederados, porque eles s�o piores do que eles.

- N�o tente me impedir, Phegor. - Amea�ou-me!

Acha que tenho medo? Estou velho demais para ter medo da morte.

Ent�o, por que teme? Suas m�os est�o tremendo! Tem coragem de usar uma espada?

- N�o me irrite, Hermon! - N�o tem coragem de us�-la.

Vou rastej�-lo pelo cabelo nas ruas de Cartago. N�o seria bom!

- Pare! - Ser� atropelado pelos cavalos de Cipi�o.

- Vamos l�, me mate! Eu sei o que fa�o. - Pare...

Voc� � um homem sem honra.

Cale a boca!

Finalmente um gesto de generosidade...

O �nico gesto de generosidade em sua vida.

Obrigado!

Roma venceu!

Vit�ria!

N�o pode fazer nada, Ophir. Deve partir.

Deve ir. Venha, Ophir!

- Precisamos preparar o seu funeral. - Os romanos cuidar�o disso.

Sarepta! Onde est� Sidone e F�lvia?

Por que n�o vem? Responda!

Eles foram para o campo de batalha em Vyrsa.

Sem mim? Por que n�o avisou? Por que eles n�o me contaram?

Ele voltar� em breve, se os deuses ajudarem. Hiram estar� com eles.

Sidone! Venha depressa!

Venha, F�lvia!

- Voc� chegou tarde. Est� tudo acabado. - Hiram!

Meu amor!

Meu �nico amor!

Ophir!

N�o perca tempo, F�lvia.

F�lvia!

Venha!

Ajude-me!

- Saia da� se quiser se poupar a vida! - Moloch nos proteger�.

- Os deuses abandonaram Cartago. - N�o, morreram com Cartago.

Pare com isso! Deixe-os � sua sorte!

M�e! Me ajude!

Venha! N�o pode fazer nada.

Ajude-me!

Ajude-me!

Para tr�s!

Pare com isso! � Phegor, amigo de Cipi�o.

Cipi�o n�o tem amigos em Cartago.

Pare! Ou�a-me!

Mantenho a minha promessa, Phegor. Eu o possuo at� a morte!

- Voc� enlouqueceu! - Me beija! Voc� queria tanto.

Est� louca, F�lvia?

Phegor!

Voc� � meu agora! Voc� � meu, Phegor!

Te odeio. Sempre odiei.

Hiram � meu �nico amor! Meu �nico amor!

Voc� morre comigo, Phegor! Hiram...

Tradu��o para o romeno: cristiano.ferocci@gmail.com BlackSeaTeam

Tradu��o para o portugu�s por systemuser em janeiro de 2015

FIM

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