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"CAIRO"
N�s t�nhamos acabado de ver a tourada Tr�s rapazes e tr�s mocas
Sobre a grama, Era um dia bonito
Aos autores das hist�rias de espi�es.
Os esquecidos her�is da caneta sem os quais os espi�es internacionais
n�o conseguiriam ser t�o espertos como s�o.
Esse filme � dedicado irreverentemente a eles.
Diga-me se estou bonita E se meu casaco cai bem hoje
Est� me achando magra?
Est� me achando magra?
As mocas de C�diz adoram fazer isso
As mocas de C�diz adoram fazer isso
As mocas de C�diz adoram fazer isso
N�s dancamos um bolero Nessa noite de domingo
Senhora, voc� poderia colocar seu chap�u?
Obrigado.
Na nossa direc�o veio um fidalgo
Coberto de ouro e pluma
O que voc� quer de mim Morena do sorriso doce
N�o precisa dizer nada Ele j� � seu
Homer, est�o Ihe esperando no jornal imediatamente.
- Espere acabar esse n�mero. - Voc� j� viu oito vezes! Tem tr�s anos!
Esse � o �ltimo filme que M�rcia Warren fez nesse pa�s.
Voc� pode ver de novo amanh�. Sr. Boggs disse para voc� ir agora!
- Vou em um minuto. - Ele disse que � uma emerg�ncia!
Est� bem.
- O que est� havendo? - Voc� est� perguntando?
- Homer, meu rapaz! Parab�ns! - Senhor...
- Nunca fiquei t�o euf�rico! - Por favor...
- Homer, conseguimos! - O qu�?
- Sr. Boggs, quer dizer... - Claro que sim!
O Times Leader de Cavity Rock, Calif�rnia foi escolhido
como o melhorjornal de cidade pequena nos EUA.
- Isso significa... - Exato, meu rapaz!
Viva!
Discurso! Discurso!
Amigos, facam um pouco de sil�ncio, por favor.
- Se me permitem dar uma palavra... - Pode falar!
Como editor do Times Leader de Cavity Rock, Calif�rnia
� uma honra anunciar que ele foi selecionado
Pela associac�o de jornais de pequenas cidades nos EUA
Para fornecer, aos seus colegas, uma s�rie de artigos
Chamados "A Cidade Pequena Olha Para a Guerra"
E o autor desses artigos ser� ningu�m menos que o rep�rter de cidade pequena,
Nosso Homer Smith.
Obrigado, senhoras e senhores... e amigos.
Parab�ns!
D�-Ihe, garoto!
Quero que saibam que eu vou trabalhar a cada minuto.
Como seu correspondente, ser� meu dever
Conseguir a hist�ria primeiro, conseguir a hist�ria completa
E conseguir a hist�ria com precis�o.
Os olhos de toda cidade pequena do pa�s
Estar�o voltados...
O que tenho a dizer...
Os olhos de toda cidade pequena no pa�s...
Homer Smith em desastre de comboio
Homer pode estar perdido no mediterr�neo
Onde est� Homer?
Ol�!
Ol�!
Ol�.
� um mundo pequeno.
Para mim parece grande.
Importa-se se eu sentar onde voc� est�? Est� ficando �mido aqui.
Desculpe-me!
Firme, rapaz. Firme.
Agora estamos confort�veis. � gentileza sua me receber.
Meu nome � Cobson.
Eu lembro de voc�! Foi voc� que ficou nervoso quando o comboio n�o parou.
Viu? Voc� ia perder tudo isso.
- Eu tenho um esp�rito aventureiro. - Eu tamb�m.
- Meu nome � Homer. - � mesmo? Jurava que estava morto.
Deve estar pensando no poeta grego Homero, ele est� morto. Eu sou Homer Smith.
- Eu sou de Cavity Rock, Calif�rnia. - Calif�rnia � na Am�rica, n�o �?
� a melhor parte de l�, s� isso.
- Voc� � brit�nico, n�o �? - Como adivinhou?
Eu sou treinado para perceber coisas.
Eu sou jornalista.
Quer um chocolate?
- Muito obrigado! - N�o h� de qu�.
- O que voc� faz, sr. Cobson? - O que faco?
- Qual a sua profiss�o. - Um pouco disso e daquilo e nada de mais.
Esse cachimbo tem um cheiro bom.
- Sr. Cobson. - Pode me chamar de Philo.
- Por qu�? - � o meu nome de batismo.
Eu era pequeno e n�o tinha como impedir.
- Philo, onde estamos? - Que pergunta estranha, Homer.
Imagino que seja o frio e azul mediterr�neo.
- Sim, mas onde no mediterr�neo? - � dificil dizer.
Uma onde se parece tanto com as outras.
Da �ltima vez que soube, estava perto da costa da L�bia. Deve ser ali.
Parece longe para estar perto.
- Queria ter uma esp�cie de vela. - Uma vela?
Eu me lembro de ter ouvido algo sobre um cara...
Homer, que tal uma prova do cachimbo?
- N�o quero que fique sem. - Bobagem, experimente!
Obrigado.
Parece que o rapaz se usou como mastro.
Colocou o casaco ao contr�rio e amarrou nas duas pontas do barquinho.
Ele foi genial!
Por que n�o tentamos comigo?
N�o ficaria bem eu ficar sentado fumando enquanto voc� serve de mastro.
- Sr. Cobson! - Philo.
- Philo, eu insisto! - N�o quero ofender, mas tire o casaco.
Se n�o se importa, vire-se um pouco para o sudeste.
Pronto, est� bom, rapaz.
- Gostaria de estar com meu piper cub. - � um animal de estimac�o?
N�o, � um avi�o. N�o sou muito bom, s� voei com ele algumas vezes.
Mas eu gostaria de voar para o leste agora.
Por isso quero chegar no Cairo.
Cairo est� longe de n�s.
Que tal o deserto L�bio? Estranho?
Ser� que estamos em territ�rio amigo ou inimigo?
Logo saberemos.
Pronto. Limpo como a rainha gosta.
Posso ver?
Eu s� pratiquei tiro com alguns patos.
Parece ser boa.
O que est� fazendo? Me d� essa arma! Apague o fogo!
Venha, cubra-se.
- Quem s�o voc�s? - Somos italianos. N�s nos rendemos.
N�o podem se render a n�s. N�o somos soldados.
- Mas n�s nos rendemos. - N�o vamos prend�-los. Para qu�?
- Para nos entregarem aos brit�nicos. - Nunca ouvi isso.
Os canh�es brit�nicos os assustaram.
� a chance de voc�s, s�o os brit�nicos.
N�o s�o n�o! S�o os alem�es! N�o podem nos pegar!
Alem�es? Isso tamb�m n�o � bom para n�s. N�o podemos ser pegos.
- O que faremos? - Voc� tem dinheiro?
- Tenho no cinto. - Compre nativo ap�s nativo.
N�o d� mais dinheiro do que o necess�rio a ningu�m.
- Acha que devemos nos separar? - Temos mais chances separados, certo?
Certo. Para que lado � a praia?
- Acho que n�o d� para errar. - Vou precisar mais da arma em terra.
- Sim, claro. - Homer, foi um prazer conhec�-lo.
- Sr. Cobson... - Philo.
Philo, se voc� chegar e eu n�o,
Voc� envia uma mensagem para o Cavity Rock Times Leader em Cavity Rock, Calif�rnia?
Diga apenas que...
Quando voc� me viu, eu tinha conseguido a hist�ria primeiro, correta e completa.
Rapaz valente.
- Voc� pode fazer o mesmo por mim, Homer. - Diga, Philo.
Ouca com atenc�o.
Quando chegar no Cairo, v� ao hotel Viceroy �s 5 da tarde. V� at� o bar.
L� voc� vai encontrar uma mulher tomando um drink arco-�ris com duas cerejas.
Guarde esse caderno e l�pis, voc� tem que lembrar.
O nome dessa mulher � Sra. Morrisson.
- Como ela �? - N�o sei, nunca a vi.
Quando ela se identificar, voc� vai dizer com essas exatas palavras:
Todas as precauc�es devem ser tomadas. N�o podemos nos dar ao luxo de falhar.
Todas as precauc�es devem ser tomadas. N�o podemos nos dar ao luxo de falhar.
- Certo. - Que hist�ria! Vou mandar isso!
Voc� n�o pode publicar. Sei que � jornalista, mas ainda n�o pode falar disso.
- Por que n�o? - Porque...
Porque... Voc� vai saber mais cedo ou mais tarde.
Eu sou um agente da intelig�ncia brit�nica.
Ent�o isso deve ser um tipo de espionagem!
- De certa forma. - Que tipo de espi�es?
Sabotadores.
Agentes nazistas conhecidos pelo FBl e por n�s com o Grande 6.
A base deles � o Cairo e o l�der � uma mulher.
Em que tipo de sabotagem eles est�o trabalhando?
N�o posso Ihe dizer mais nada. Essa � uma miss�o vital.
Todos os olhares do meu pa�s e do seu se voltam para voc�, Homer.
- Mantenha-se alerta. - Vou me esforcar.
Certo. Cabeca erguida, rapaz.
Ei, Philo!
Gostaria de saber � o que � drink arco-�ris.
SRTA MARCIA WARREN cER�NcIA Do HorEL vlcERoy
- Me desculpem! - Est� tudo bem.
Com licenca...
Isso � um drink arco-�ris com duas cerejas?
E se for?
Se for... Seu nome � Morrisson?
E se for?
�?
Vamos chamar o seguranca da casa e deix�-lo decidir.
Voc� me entendeu mal, eu deveria...
Voc� chama ou chamo eu?
Eu acho que devo estar um pouco confuso.
- Uma cerveja, por favor. - Sim, senhor.
- Sua cerveja. - Obrigado.
Voc� conhece alguma mulher que sempre pede um drink arco-�ris com duas cerejas?
Muitos clientes pedem arco-�ris com duas cerejas. Especialmente mulheres.
- Entendi. Obrigado. - N�o h� de qu�.
- Arco-�ris com duas cerejas, por favor. - Arco-�ris com duas cerejas.
- Como sempre, Sra. Morrisson. - Morrisson?
- Morrisson? - Onde conseguiu esse cachimbo?
- Por que n�o me disse quem era? - Onde conseguiu o cachimbo?
O Sr. Cobson esqueceu quando nos separamos no deserto.
- N�s �ramos n�ufragos. - Onde est� Cobson?
N�o sei.
N�s nos separamos porque se eu conseguisse chegar era para Ihe dar uma mensagem.
Ent�o d�.
N�o � nada demais. Ele disse para falar para voc� que:
"Todas as precauc�es devem ser tomadas. N�o podemos nos dar ao luxo de falhar".
- O que eu quero saber... - Isso � tudo?
� tudo.
Sei...
Bem, senhor... Qual o seu nome?
Smith! Homer Smith. Sou jornalista.
- Cobson sabia disso? - Claro.
Mas eu disse que n�o ia escrever sobre isso... Ainda!
Especialmente depois que ele me disse quem era.
Ele disse quem ele era?
Intelig�ncia Brit�nica.
Eu acho que esse brit�nico n�o foi muito inteligente.
Foi falar com um jornalista americano!
Francamente, n�o posso dizer que n�o quero essa mat�ria. � �tima e consegui primeiro!
Mas eu a quero correta e completa.
- Deu sua palavra � intelig�ncia brit�nica? - N�o vou escrever nada at� que acabe.
- Mas depois a hist�ria � minha! - Feito.
Nesse meio tempo, se eu puder fazer algo por voc�...
Tem uma coisa que eu quero. Eu quero...
Sim?
Saber o nome da mulher que � l�der do Grande 6.
A l�der do Grande 6? Sr. Smith, isso � imposs�vel!
At� mesmo n�s s� suspeitamos.
- Prometo que n�o vou usar. - Quero ajud�-lo a manter a promessa.
N�o pode me dar uma pista para comecar? Posso ajud�-la a ter certeza.
Preciso trabalhar.
Creio que estamos mesmo em d�vida com voc�.
Gosta de m�sica, Sr. Smith?
Eu sou bem musical, mas o que isso tem a ver?
- Ela � ador�vel, n�o? - Sim, claro. � M�rcia Warren!
Se eu fosse voc�, procuraria a pista naquela sala.
Quer dizer...
Isso � rid�culo! M�rcia Warren, a estrela de cinema?
N�o pode ser. Eu sou f� dela h� anos.
- Primeiro, eu n�o disse que era ela. - Mas suspeitou de uma mulher como ela!
Segundo, como escritor e pessoa com grande imaginac�o,
se voc� fosse um espi�o e quisesse um trabalho que Ihe desse mobilidade,
e acesso a homens importantes com informac�es importantes...
Sim, uma estrela de cinema linda seria ideal.
Mas M�rcia Warren?
Ele � t�o americana...
Ele j� est� fora do pa�s h� tr�s anos, desde que fez aquele filme na Inglaterra.
Tenha cuidado, Sr. Smith. Muito cuidado.
Por muitos motivos.
Terei cuidado.
- Preciso ir. Com licenca. - Voc�s americanos!
At� mais, Sra. Morrisson.
Mas voc� ainda est� aqui nos meus bracos
Eu sinto seu beijo e me derreto
Embora eu saiba que voc� partiu
A valsa acabou Mas n�o para mim
Meu corac�o continua a danca
Eu sinto seu beijo e me derreto
A valsa acabou Mas n�o para mim
Meu corac�o continua a dancar
A valsa acabou Mas n�o para mim
Meu corac�o continua sua danca
- Maravilhosa. - Divina!
M�rcia, cante mais uma para n�s. S� uma.
Eu adoraria, mas realmente n�o posso. J� s�o quase seis.
Preciso cantar em outro lugar e ainda voltar para o baile da vit�ria �s 10.
N�o posso... Amanh� tenho... O que tenho amanh�?
Amanh� voc� tem um dia cheio ensaiando para o festival nativo.
Sim. E amanh� n�o � o dia da troca dos figurinos?
- Obrigado, Srta. Warren. Voc� foi divina. - Maravilhosa!
- Cleo! - Estou aqui, Srta. M�rcia.
Estou com uma voz boa hoje de manh�. Ouviu?
N�o poderia evitar, a n�o ser que sa�sse do Egito.
Nem um pensamento. Nem uma preocupac�o. Um corac�o leve.
Estou livre, voc� vai ver!
Como uma cotovia no amanhecer O escuro deve partir.
Ser� que estou vendo a manh�?
Ent�o, por favor, traga a toalha que est� pendurada ali!
Sim, Srta. M�rcia. Vou levar a toalha para voc�.
Querida, estou cansada de tomar banho em uma piscina.
� indecente.
Eu tinha uma banheira agrad�vel em Beverly Hills.
A �gua era melhor tamb�m.
�gua quente na torneira quente, fria na fria. Tudo funcionava como devia.
- Quero ir para casa! - Mas a Am�rica era muito mecanizada...
Era muito... O que estava acontecendo com o seu esp�rito?
Sufocando.
Voc� n�o conseguia cantar porque n�o sofria.
Por que tinha que vir at� a Europa para sofrer?
Voc� achou uma boa id�ia fazer um filme na Inglaterra.
E foi naquele ver�o horroroso.
O trabalho que teve para chegar ao sul da Franca s� compensaria pelo dobro do cach�.
Os nazistas me perseguiram pela �ltima vez.
S� existe um lugar para onde vou correr agora. Beverly Hills, Calif�rnia.
Eu me contento com Harlem, Rua Basin, Avenida Central e todos os lugares pr�ximos.
Am�m, irm�.
Quero ir para casa. Onde um posto de gasolina se parece com o Taj Mahal.
E um restaurante parece um chap�u.
Estou esperando h� tanto tempo quanto voc�. Sinto falta de tudo isso e mais.
Mais o qu�?
Um garoto negro legal que fala outra l�ngua que n�o o franc�s.
E que n�o anda por a� de camisola como um �rabe.
Por que n�o escolhe um mordomo novo? Est� cheio deles l� embaixo. Venha ver.
Est� bem.
A� est�o eles.
Veja aquele no meio. Como ele veio parar aqui?
Parece sa�do de 'Adeus, Mr. Chips'.
- Mande-o vir e diga aos outros que esperem. - Tudo bem.
O jovem no meio.
O de chap�u.
Isso mesmo.
- Fala ingl�s? - Um tanto.
S� precisamos disso. Pode vir aqui em cima? Os outros podem esperar.
- A Srta. Warren vai receb�-lo aqui. - Obrigado.
- Brit�nico? - Um tanto.
Por que eu faco perguntas idiotas?
Sente-se, por favor.
- O jovem est� aqui, Srta. M�rcia. - Est� bem.
- Como vai? - Como vai?
Voc� tem experi�ncia?
Um tanto.
- Quem foi seu �ltimo empregador? - Como assim, minha senhora?
Seu �ltimo empregador, quem era?
Lorde Cobson. Lorde Philo Cobson.
Cobbie! O bom e velho Cobbie! Somos muito amigos, sabia?
- Como est�o os g�meos? - Muito...
Bem... muito bem!
Quem voc� pensa que est� enganando, colega?
- Enganando? - Pare! Voc� � p�ssimo.
Uma coisa que se aprende fazendo musicais � reconhecer maus atores.
Sente-se.
Diga... Por que achou que eu seria t�o louca de acreditar que voc� � brit�nico?
Achei que teria mais chance de conseguir o trabalho.
Por que voc� quer?
Est� sem dinheiro?
- Est� em apuros? - N�o!
N�o minta para mim. Uma pessoa da intelig�ncia brit�nica � muito minha amiga.
- Ela �? - Ele �.
Ent�o est� a milhares de quil�metros de casa e sem dinheiro?
Sim, � isso mesmo.
Foi o que pensei.
- Diga-me, senhor... - Jones.
N�o dava para se esforcar? Pior que isso s� se tivesse dito Smith!
Mas... � mesmo Jones.
Juniper Jones.
Diga-me, Sr. Jones,
De que parte da Am�rica voc� �?
Calif�rnia.
Ora...
- Sul da Calif�rnia? - N�o, norte da Calif�rnia.
Oh...
- O que quer dizer oh? - Quer dizer oh.
Voc� � do norte da Calif�rnia e n�o do sul.
Voc� est� agindo como se tivesse algum problema em ser do norte e n�o do sul.
Eu n�o disse isso. � que eu moro no sul da Calif�rnia.
- Voc� trabalha l� porque � atriz de cinema. - Eu tamb�m moro l�.
Porque voc� trabalha l�.
N�o � raro as pessoas morarem onde elas trabalham.
Mas se voc� n�o tivesse que morar no sul da Calif�rnia voc� n�o moraria.
Por um acaso, eu gosto do sul da Calif�rnia.
Voc� j� esteve no norte da Calif�rnia?
Olhe s�, Sr. Jones...
Eu tenho uma casa linda em Beverly Hills. � verdade que eu moro l�,
mas mesmo que n�o trabalhasse moraria l�. Eu gosto de Beverly Hills.
Voc� se importa?
- Voc� j� foi a S�o Francisco? - Sim.
Com Gable e Tracy. E a casa caiu!
Sol, sol, sol. Dia ap�s dia!
Deixa o c�rebro entorpecido. Afina o sangue.
Destr�i tudo o que toca.
Que o diga Lana Turner.
Sul da Calif�rnia, deserto do pensamento humano.
Frutas sem sabor, flores sem aroma!
N�o tem esse problema no norte! Tudo cheira mal!
N�voa, n�voa. Dia ap�s dia.
Estica o cabelo como se fosse ferro. N�voa nos pulm�es, nas roupas. Cobre os pr�dios!
� rom�ntico.
O que h� de rom�ntico em n�o conseguir ver um palmo diante dos olhos?
N�o se sabe se est� na IUa OU eM UMa SaUna.
- Frisco, pode ficar. - N�o a chame de Frisco! � S�o Francisco!
- Frisco! - S�o Francisco!
- Frisco! - S�o Francisco!
- Frisco! - S�o Francisco!
Voc�s podem voltar para a ag�ncia. Achamos a pessoa que est�vamos procurando.
Cavity Rock? O que � isso? Uma ilha?
Foi verificada toda a �rea do mediterr�neo e do mar vermelho. Nada encontrado.
- N�o h� nada nos nossos arquivos? - N�o, senhor.
Certamente � estranho.
- Tem certeza que ele � Cobson. - Certeza absoluta.
Por que um agente nazista de primeira decodificaria uma m�sica de M�rcia Warren?
Por que ele quer ser mordomo dela?
- Ele est� atr�s de alguma coisa. - Sim, mas o qu�?
Por que logo M�rcia Warren? Fantan!
Sim, senhor?
- Ligue para a Srta. M�rcia Warren. - Sim, senhor.
Quer dizer que a Srta. Warren contratou Cobson pessoalmente?
Ela o entrevistou sozinha. Eu ouvi as vozes, mas n�o o que diziam.
- Parece que se conheciam. - Est� ficando mais estranho.
- Ela saiu para fazer compras. - Obrigado.
- Por que acha que se conheciam? - Comecaram a brigar imediatamente.
Ainda estavam brigando quando fui embora.
Fique de olho em Cobson. Eu vou ligar � noite para a Srta. Warren.
- Devo prend�-lo? - N�o.
Fale com as autoridades eg�pcias para saber que passaporte ele usou para entrar.
- Obrigado. - Eu que agradeco.
Cavity Rock.
Isso � fofo.
Posso escolher um para musicar.
Quem se importa se n�o combinam com as saletas americanas?
Aposto que os americanos nem sabem o que � isso.
Afinal � bom pode apontar casualmente para as lumin�rias
e simplesmente deixar escapar que voc� as comprou no Cairo.
Sim?
Eu... estava... procurando objetos de arte...
Com...
Voc� tem o h�bito de gritar desse jeito pe_eito?
Tive motivo para gritar e n�o grito desafinado.
Voc� tem o h�bito de deixar essa criatura correr por cima dos clientes?
Gosto mais deles do que da maioria dos clientes. O que posso fazer por voc�?
Nada, obrigada. Aqui n�o � o YWCA, �?
- N�o. - Eu achava que n�o.
Bom dia.
Sr. Smith!
Sra. Morrisson!
- O que est� fazendo aqui? - Voc� vai morrer de rir.
Estou precisando mesmo.
Estou seguindo a l�der do Grande 6.
- Quem? - M�rcia Warren. Ela quase me descobriu.
Entrei nessa loja e ela me seguiu.
Tive sorte de ela ter se assustado com uns ratos e gritado.
- Ele gritou? - Como um alerta de ataque a�reo.
Imagino que quando uma cantora grita, ela chega a uma nota bem alta, n�o?
Eu estava muito assustado para perceber.
- O que est� fazendo aqui? - Eu sempre venho aqui.
- � um lugar interessante, n�o �? - � verdade.
- Tem passagens secretas. - � mesmo?
Est� vendo aquelas borboletas ali?
E da�? O que t�m elas?
Elas se abrem como...
Uma porta...
Bem eu...
Eu achei que abriam.
O ar daqui est� Ihe fazendo mal, Sr. Smith.
- Como est� indo sua reportagem? - Vou conseguir.
Sabe... Agora sou mordomo de M�rcia Warren.
- � mesmo? - Por isso eu a estava seguindo.
- Para saber onde ela anda. - Bem...
Voc� est� em uma posic�o melhor do que a nossa para conseguir informac�es.
Tentamos colocar um homem na casa dela e voc� fez o que n�o conseguimos.
- � s� sorte. - � melhor voltar antes que ela perceba.
Quando vou v�-la novamente e saber mais da hist�ria?
- N�o falta muito, Sr. Smith. - Lembre-se...
Voc� quer a hist�ria completa, precisa.
- E quer primeiro. - Isso mesmo.
- Bem, adeus Sra. Morrisson. - Tchau.
Um diapas�o para abrir os pain�is como portas.
Me diga,
como um diapas�o e uma mulher gritando abrem a mesma porta?
Emitindo a mesma nota.
Nesse caso o D� mais agudo.
� um dispositivo usado comercialmente em todo mundo. Um filtro de som.
Rejeita todos os sons, exceto um.
Ele � amplificado e convertido em energia el�trica.
Assim ele abre portas.
Eu conheco um dispositivo muito melhor.
Conhece?
A macaneta.
- Ent�o? - Voc� ouviu a conversa.
O jovem trouxe a mensagem de Cobson.
Est� louca? Como o deixou sair daqui?
- Acho mais grave o painel abrir. - � que aquela mulher gritou um D� agudo...
N�o vejo porque n�o podemos passar por portas como pessoas normais.
Se der errado, pode agradecer o M�gico de Oz que est� l� em cima.
Minha querida,
amanh� � noite vamos ver o t�rmino bem sucedido de sua miss�o.
Voc� vai estar em d�vida com Ahmed Ben Hassan.
Sem ele voc� n�o iria conseguir.
Esqueca seu desagrado feminino com o que voc� n�o conhece e diga-nos:
Por que foi melhor n�o matar o jovem?
Temos apenas 36 horas para esperar.
Ele ficar� quieto at� l�.
- Discutiremos na ocasi�o. - Discutiremos agora.
- Ele ser� morto amanh� � noite? - Eu cuido disso.
Pessoalmente.
O que foi dessa vez, Ahmed? Outra experi�ncia?
N�o � uma experi�ncia.
Um fato antigo.
Esse objeto � um bloco de aco temperado.
Como os usados em navios de batalhas e transportes de tropas.
Algum transporte americano em especial?
Esse avi�o � uma miniatura do que estou montando na pir�mide.
� controlado por r�dio.
Achei que voc� ia control�-lo com uma gaita.
Imaginem que o topo do altar � o Canal de Suez.
O bloco � altamente magnetizado. Isso sincroniza o controle de r�dio do avi�o.
Em um momento pr�-determinado dentro do campo magn�tico,
- o avi�o vai atacar o navio. - Muito inteligente, Ahmed.
Uma pr�via do que vai acontecer amanh� � noite.
Se uma parte do avi�o atingir uma parte do navio, ele vai se desfazer em pedacos.
As asas, a fuselagem, at� mesmo as h�lices estar�o impregnadas de...
Se eu contasse a guerra acabaria.
Voc�s venceriam e a hist�ria do mundo seria a hist�ria da Alemanha.
Parece que isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde.
- Vai demorar muito, Ahmed? - N�o muito.
- Depois me contem. Tenho compromisso. - Sente-se.
N�o vejo necessidade de assistir um truque de magia negra com um brinquedo.
- Sente-se! - Fui enviada pelo governo alem�o
para ajudar na destruic�o de um transporte americano.
E sabotagem do Canal de Suez. Eu daria minha vida por isso.
Porque acredito que estamos certos, que nossa raca e nac�o devem controlar o mundo.
Mas n�o consigo conciliar isso com o fato de que essa raca vai obter nossa vit�ria.
Mandei sentar.
E agora com sua permiss�o. Pode ser?
Observem o avi�o.
Incr�vel!
Agora!
- Bravo, Ahmed! - Ainda est� fumacando.
Observe.
E vamos fazer de novo!
Temos um grande trabalho pela frente Voc� ver�
N�s j� fizemos antes E podemos fazer de novo
E vamos fazer de novo!
� um por todos e todos por um E ser� assim at� o fim
Milh�es de vozes se elevam
Cantando � medida que marchamos em frente
N�s j� fizemos antes E podemos fazer de novo
E vamos fazer de novo!
N�s acabaremos com eles e retomaremos o que � nosso
N�s j� fizemos antes E vamos fazer de novo
N�o! N�o, cavalheiros!
A mensagem inteira ser� perdida!
A m�sica precisa ser inconfund�vel, precisa!
Ela deve existir por si mesma.
Sei que a m�sica � nova para a maioria de voc�s e da audi�ncia,
mas para alguns ser� n�o s� conhecido como significativo.
E para esses poucos eu quero dizer algo com essa m�sica.
Algo importante para eles e para mim.
- Juniper. - Sim, senhor?
- Trouxe o suficiente para seis? - Sim, para seis. Para seis?
Seis.
Ent�o pode deixar a�. Vamos comecar no in�cio?
N�o, Max! Est� sendo descuidado. N�o escorregue pelas notas, toque!
Cada uma tem seu valor.
Por que est� apontando para mim?
Eu... estava contando para ver se era suficiente.
E aqueles? Eles s�o parte do Grande... Quero dizer...
- S�o parte dos seis? - N�o, eles n�o v�o ficar. Somos n�s seis.
Eu sei.
Vamos fazer como ser� amanh� � noite, assim ficar� lindo.
Um ensaio completo do in�cio. Muito bem, cavalheiros.
Venham, canc�es! Venham, sonhos!
Os suaves port�es do dia se fecham
Durmam, meus passarinhos Durmam, riachos
Durma, minha rosa selvagem.
Bosque, acordei seus galhos
Morros, acordei seus elfos
Terra, todas as suas esperancas e aflic�es
Me inspiraram canc�es
Da terra das �guas azuis da cor do c�u
Eles trouxeram uma jovem prisioneira
Ela ficou doente de saudade das �guas azuis da cor do c�u
Ajovem prisioneira
� voc�
Flutuando com a correnteza iluminada pela lua
Acima dos c�us com seu brilho glorioso
Veja novamente a linda Ohio nos meus sonhos
Vis�es do que costumava ser
Como costumava ser
Observem eles arrastando os p�s
Vejam eles arrastando os p�s
Pegue sua melhor garota, a mais camarada
V� at� as tropas Eu disse at� as tropas
E junte-se � multid�o que arrasta p�
Quando voc� ouve aquela m�sica � simplesmente maravilhoso
Meu par me esperando perto das tropas
Esperando por Robert E. Lee
O barco a vapor aparecendo na curva
N�o est�o ouvindo a buzina soar?
Observem eles arrastando os p�s
Vejam eles arrastando os p�s
Pegue sua melhor garota, a mais camarada
V� at� as tropas Eu disse at� as tropas
E junte-se � multid�o que arrasta p�
Quando voc� ouve aquela m�sica � simplesmente maravilhoso
Meu par me esperando perto das tropas
Eu disse as tropas Esperando por Robert E. Lee
Encontrei meu amor em Avalon
Ao lado da ba�a
Deixei meu amor em Avalon
E velejei embora
Eu sonho com ele em Avalon
Do amanhecer ao anoitecer
Ent�o acho que vou viajar
Para Avalon
Queremos voltar para casa Queremos voltar para casa
Queremos voltar para Avalon
Lar Doce Lar
N�o existe nenhum lugar como o nosso lar
N�o existe nenhum lugar como o nosso lar
S�o Francisco.
Beverly Hills.
Nova York!
EUA
Na velha Nova York, h� uma moca na ba�a
Ela observa noite e dia enquanto os rapazes v�o partindo
Ela tem uma luz nas m�os para eles verem
� a luz da liberdade
E essa mesma chama deve brilhar
No dia em que eles voltarem
Mantenha a luz bem brilhante no posto
Mantenha-a brilhante durante a noite
At� que as nuvens desaparecam nesse dia estrelado
Mantenha a luz na ba�a brilhando
Como uma estrela distante no porto
Deixe que ela brilhe Deixe que ela brilhe
At� que todos os homens marchando voltem para casa
Mantenha a luz bem brilhante at� l�
Mantenha a luz brilhando no porto
Mantenha-a brilhante durante a noite
At� que as nuvens desaparecam nesse dia estrelado
Mantenha a luz na ba�a brilhando
Como uma estrela distante no porto
Deixe que ela brilhe Deixe que ela brilhe
At� que todos os homens marchando voltem para casa
Mantenha a luz brilhando
At� l�
Obrigada, cavalheiros.
- At� amanh� � noite no festival. - Tchau.
Recesso, rapazes. Continuamos mais tarde.
Sirvam-se!
Vi que a m�sica mexeu com voc�, Juniper.
Sim, Srta. Warren.
Sente-se.
Para mim, s�o as canc�es mais lindas do mundo.
Porque n�o s�o apenas m�sicas. Elas dizem algo, algo pessoal.
Para voc�, para mim e para todos os americanos.
Fala do nosso lar...
Tenho que perguntar uma coisa que n�o faz sentido para mim.
O que �?
Bem, quando fiquei sabendo n�o fez sentido e depois fez!
Um telefone toca para que o mordomo saiba quando atender.
Depois parou de fazer sentido, depois fez sentido...
Agora n�o faz mais!
Nem voc� faz sentido. Aonde quer chegar?
- Primeiro preciso dizer que... - Srta. Warren, � a Madame Laruga.
J� estava na hora. Pode me contar depois, Juniper.
Madame! Onde est�o aqueles modelos?
Mandei busc�-las para amanh� � noite.
De que adianta? N�o h� tempo.
Se os modelos n�o estiverem certos estar� tudo arruinado.
Os vestidos j� est�o terminados, estou mandando para voc�.
Foi uma costura dificil.
Nada disso, os modelos s�o muitos simples.
N�o, eu n�o os carrego comigo.
N�o est�o aqui, est�o l� em cima na minha mesa.
Tarde demais. De que adianta agora?
N�o, obrigada. N�o quero batatas.
Eu disse: N�o, obrigada. N�o quero batatas.
- N�o quer batatas? - N�o quero batatas.
N�o quer batatas...
Juniper?
Me diga... Voc� bebe muito?
Eu nunca ponho �lcool na boca!
Estou aqui embaixo, Juniper.
Est� tudo... Quero dizer, ser� que a mensagem vai chegar?
- Mensagem? - As c�pias est�o certas, imagino.
As c�pias? Pe_eitas! Exatamente o que eu precisava.
Est� muito agrad�vel aqui fora hoje, Srta. Warren.
Paradis�aco, Juniper. Paradis�aco.
- Sabe o que eu faria se fosse cantar amanh�? - N�o, o qu�?
Eu faria uma caminhada e encheria os meus pulm�es com ar fresco.
De fato eu sempre faco isso de manh�.
O ar noturno n�o faz bem, sabia?
Isso � apenas superstic�o.
De dia o ar est� cheio de poeira e mon�xido de carbono.
De noite est� limpo...
- Fresco e... - Cheio de romance e luar.
Quando voc� vai acabar de servir os pratos?
Eu realmente...
N�o seria bom voc� ser vista andando com o mordomo.
Voc� n�o � mordomo.
Eu acho que Cleo deveria ir com voc�.
Mas o cozinheiro vai sair e s� voc� vai estar em casa.
Eu n�o sou ladr�o, Srta. Warren.
Francamente, estou enlouquecendo tentando saber o que voc� � exatamente.
S� estou fazendo o meu trabalho.
Talvez voc� tenha raz�o.
A noite est� agrad�vel demais para ser desperdicada.
- Diga a Cleo que ela vai andar comigo. - Sim, senhora.
Uma longa caminhada.
N�o sei porque � melhor uma mulher andar com a empregada do que com o mordomo.
Porque a empregada � mulher e o mordomo � homem!
�s vezes me pergunto quanto a isso tamb�m.
- Coronel Woodhue est� aqui. - Coronel Woodhue!
- Isso � tudo, Juniper. - Sim, senhora.
Ele n�o sabe de nada sen�o teria ca�do de cara nas batatas.
Voc� se machucou, Juniper?
N�o.
Mande o coronel entrar.
J� entrei. Boa noite, Srta. Warren.
Como vai, coronel? Prazer em v�-lo.
- Traga uma cadeira, Cleo. - Desculpa interromper o jantar assim.
- Eu queria v�-la. - N�o h� problema. Sente-se.
- Quer comer algo? - N�o, obrigado. J� jantei.
- Chega de cerim�nia, n�o? - Sim.
Deixe-me adivinhar porque queria me ver.
Ficarei feliz em cantar para os soldados. Onde e quando?
Nem nos damos ao trabalho de perguntar a voc�, simplesmente marcamos.
Na verdade, vim por causa de um assunto s�rio.
Farei o que eu puder para ajudar. Quanto mais s�rio melhor.
N�o, obrigada. N�o quero salada.
Eu disse que n�o queria salada, Juniper. Obrigada.
Pode levar as coisas.
Sim, senhora.
Juniper? Ele � novo, n�o �?
- Juniper Jones. Novo em folha. - Nome estranho.
� falso, mas ele � americano e est� sem dinheiro, ent�o Ihe dei o emprego.
� tudo o que sabe sobre ele?
Bem, ele n�o � muito inteligente.
Mas ele � uma graca. Muito atencioso.
Imagino que sim.
- Voc� o conhece? - Ouvi falar.
- Ent�o me diga! - N�o � assunto para fofoca.
- N�o me diga que ele � japon�s. - N�o foi um mau chute.
Acho que nunca ouviu falar de Philo Cobson.
Philo Cobson? Lorde Philo Cobson?
- O que tem ele? - Era o antigo patr�o dele. Que estranho.
N�o s� estranho, mas � burrice dele.
N�s...
Temos motivos para crer que Juniper Jones � Philo Cobson.
Mas ele n�o � ingl�s!
Qualquer que seja a nacionalidade, achamos que ele � Philo Cobson.
Um conhecido e perigoso agente nazista.
- Tem certeza? - Bastante. Estamos atr�s dele agora.
Ent�o � por isso que o ar noturno � melhor que o do dia.
Por isso n�o seria correto um mordomo...
Coronel, ele est� tentando ficar s�, sem mim e Cleo na casa.
N�o deve permitir em hip�tese alguma.
O que devo fazer? Nunca tive muitos pap�is como espi�.
Primeira coisa e mais importante:
Precisa fazer com que ele saia hoje.
E enquanto ele estiver fora, reviste o quarto dele.
Entendi. Devo fazer com ele o que ele ia fazer comigo.
Voc� � a �nica que pode fazer isso. Seria muito importante...
Aceita caf�, coronel?
N�o, obrigado. Preciso ir.
Se tem d�vidas, veja como ele reage a isso.
- AufWiedersehen, Fraulein Warren. - AufWiedersehen, mein coronel.
- A l�ngua alem� � f�cil de reconhecer. - Soa familiar?
N�o para mim.
N�o quero caf�, obrigada.
Juniper � um nome estranho, n�o �?
Com certeza.
Esfriou bastante aqui, n�o foi?
- Cleo. - Sim, Srta. M�rcia.
- Quero que mande Juniper ir � loja. - Para qu�?
- N�o sei. Do que estamos precisando? - Nada e as lojas est�o fechadas.
Ele � esperto, vai achar uma desculpa para ficar.
- Isso � ruim? - N�o me pergunte por que...
Ele precisa sair hoje e n�s devemos ficar.
- Por que n�o sa�mos e deixamos ele aqui? - N�o, � exatamente o que ele quer.
Ele n�o vai sair se n�s n�o sairmos. E n�s n�o podemos sair se ele n�o sair.
Mas se n�s n�o sairmos a n�o ser que ele saia, talvez ele saia!
Srta. Warren, acho que precisa tomar um bom banho quente e se deitar.
Cleo... J� sei!
J� sei!
- Juniper. - Sim, senhora?
Voc� quer ver o show?
- Acho que seria bom. - �timo.
- Aqui est� o dinheiro, compre o ingresso. - N�o poderia aceitar que pagasse.
- N�o seja tolo. - Eu insisto.
- � muita gentileza. - N�o h� de qu�. Com licenca.
- O que ele est� fazendo? - N�o sei.
Parece que est� fazendo haraquiri.
Voc� fez alguma cirurgia que incomoda?
� o meu cinto, guardo meu dinheiro nele.
Se eu visse um estranho carregando dinheiro no cinto teria certeza que � um espi�o.
Eu tenho...
Est� bem.
Sinto muito. Parece que voc� vai ter que me emprestar o dinheiro.
N�o tenho mais dinheiro eg�pcio e s� tenho notas de 100 d�lares no cinto.
Imagine, n�o tem onde cair morto, s� um cinto cheio de nota C.
- Nota C? - S�o notas de cem. Tamb�m chamam de pratas.
� linguagem dos g�ngsteres.
Eu acho que prefiro nota C, � mais meu estilo, n�o acha?
- Tome. - Obrigado.
Nota C. N�o � � toa que ele as carrega no cinto. Eu faria o mesmo.
- Est� tudo bem? - Sim.
Mas do jeito que ela me olhou parecia que eu era um espi�o.
- Imagina! - Que tolice.
O que � um espi�o?
Acabei de lembrar que esqueci de pegar seu xale para amanh�.
Querida, como p�de fazer isso?
- N�o sei. Preciso de uma telefone j�. - Tem um telefone pr�ximo?
Sim, madame. No toalete feminino. Vou Ihe mostrar.
- S� um instante, Juniper. - Sim, senhora.
Escute... quando aquelas duas mocas voltarem, diga...
Que eu estava doente e tive que sair.
O jovem que veio com as duas mocas...
Precisa dizer a ele que elas se sentiram mal e tiveram que ir.
- Epidemia. - Quem?
Segure.
Isso � exasperador. Quando faco uma cena assim a janela est� sempre aberta.
- Por que n�o entramos pela porta da frente? - N�o, ser�amos vistas.
Tenho certeza que ele mandou algu�m nos vigiar. Droga!
- Essa planta... - Eu n�o deixo janelas abertas.
- Tranco tudo como se fosse um t�mulo. - N�o tem a chave de tr�s?
N�o, voc� � que tem a chave da porta da frente!
Srta. Warren, veja!
Quando eu morrer quero que voc� tranque meu t�mulo. Assim volto para te assombrar.
N�o acenda as luzes. Espero que a porta dele n�o esteja trancada.
- O que foi isso? - Aquele gato deve ter entrado conosco.
- Espero. - N�o h� porque temer.
- N�o? - Sim, h�, estou morrendo de medo.
Vou entrar mesmo assim. Fique aqui vigiando.
- Vigiar o qu�? - Qualquer coisa.
Srta. Warren, preciso fazer uma confiss�o.
- Sou a maior covarde do mundo. - N�o � n�o.
A maior est� do seu lado.
QUERIDA SRTA. WARREN,
TENHO 87 ANOS E ACABEl DE TER O DIA MAIS FELIZ DA MINHA VIDA...
- Voc� tocou a campainha? - N�o, eu n�o toquei.
Me ajude a levantar. Aquele maldito rel�gio!
- O que � isso? - Uma carteira de identidade.
- � ele. - Sim, mas n�o � a carteira dele.
- Essa carteira � de Homer Smith. - Como?
Eu sei! Espi�es sempre fazem isso. � assim que colecionam carteiras falsas.
- Quer dizer... - Ele provavelmente matou Homer Smith.
- Juniper � um assassino. - E porque n�o vamos embora?
- O que foi? - Acho que ouvi algo.
Sua tola! Vamos.
Srta. M�rcia. Srta. M�rcia.
Acho que ouvi algo, Cleo.
Eu disse que acho que ouvi algo, Cleo.
Cleo, ouviu?
Isso est� carregado e eu sei usar...
- Se tem d�vida, faca alguma coisa. - N�o duvido de nada.
Ent�o fique onde est�.
- Voc� tem uma c�mplice? - N�o que eu saiba.
Esse quarto est� fedendo a pe_ume vulgar e barato.
� seu.
Eu derramei em mim.
- Sa�de. - Obrigado.
Acho que devo ter pego um resfriado. Estou encharcado.
N�o tenho tanto pe_ume.
N�o, � que eu fiquei embaixo do chuveiro.
- De roupa? - � que eu estava apagando o fogo.
Que fogo?
O que eu comecei aqui.
- O chuveiro n�o � aqui. - N�o, eu carreguei o fogo at� o banheiro.
Entendo...
Acho que est� na hora de parar de me enganar, Sr. Cobson.
- Quem? - Ou devo dizer Herr Cobson?
- N�o sou Cobson! - Talvez Juniper Jones?
N�o.
Suponho que seja Homer Smith.
- Como sabe? - Achei que diria isso.
Quem quer que seja, Sr. Cobson, Jones, Smith, acabou. Fique onde est�!
- Espere! - Ent�o?
Voc� precisa saber, em nome do p�blico americano,
o que vai ao cinema,
que est�o traindo seu p�blico e seu pa�s.
- O qu�? - V� em frente! Me entregue aos nazistas!
Prefiro morrer como jornalista a viver com uma estrela nazista famosa.
- Sa�de. - Obrigado.
Quanto tempo acha que consegue manter essa farsa?
Acha que pode me confundir, me chamando de nazista, seu nazista!
N�o me chame de nazista, sua nazista!
Voc� � Philo Cobson! A intelig�ncia brit�nica disse!
Mentira! A intelig�ncia brit�nica disse que voc� � a l�der do Grande Seis.
- O que � o Grande Seis? - Como se voc� n�o soubesse!
- Quer dizer que n�o � Philo Cobson? - Cobson! N�o devia t�-lo aceito na balsa.
- Na balsa? - Eu o conheci em uma balsa no mediterr�neo.
Diga sinceramente, voc� � judeu?
Sou Homer Smith, de Cavity Rock, Calif�rnia.
Trabalho para o Times Leader. Tenho documentos para provar.
Tamb�m tenho carteira de motorista e seguro social.
- E quem � Cobson? - Me disse que � da intelig�ncia brit�nica.
- Onde? Na balsa? - Quando capturamos os soldados italianos.
Chega, colega.
- Fique a�. - O que vai fazer?
- Ligar para a intelig�ncia brit�nica. - N�o!
- Sa�de. - Obrigado. Pode me dar um cobertor?
- Estou com frio. - Certamente.
Claro...
Obrigado.
Quem era o governador da Calif�rnia conhecido como Sunny Jim?
Rolph.
Descreva o rio de Los Angeles.
Sujo.
Onde est�o os pontos mais alto e mais baixo dos EUA?
Na Calif�rnia. � o Monte Whitney e Death Valley.
- Sa�de para mim. - Obrigada.
Escute, Juniper... Homer...
Eu n�o sou espi�, acredite em mim.
A cobertura de atriz de cinema n�o funcionaria.
- E amanh� � noite? - Como assim? No Festival Nativo?
- Vai cantar uma canc�o com uma mensagem. - Mensagem?
Ah isso! Voc� mesmo viu isso hoje � tarde.
Voc� ficou triste porque a canc�o fez voc� pensar na Am�rica e na sua casa.
E Madame Laruga e os modelos?
Ela � minha costureira.
Ela est� fazendo vestidos que eu vou usar amanh�, ou talvez n�o.
Ent�o voc� acha que sou um espi�o?
Agora, Juniper... Homer...
Eu n�o acharia isso nem que eu o encontrasse mexendo nos bolsos do presidente Roosevelt.
- Mas algu�m �. - N�o tenho d�vidas.
Mas acho que devemos deixar o Coronel Woodhue descobrir.
- O frio est� piorando. - Est� doente. � melhor se deitar.
- Vou pegar aspirina. - Sinto meu corac�o na cabeca.
Voc� est� com febre!
Sua m�o est� fria.
Srta. Warren?
Eu devo estar delirando...
Porque normalmente eu n�o teria coragem...
Eu estou muito contente que n�o seja uma espi�.
Isso � um belo elogio, Homer.
� verdade. Eu estava p�ssimo achando que era.
- Estava? - Sabe, voc� era...
- Quero dizer... - Sim, Homer?
- Bem, eu sempre... - Sim, Homer?
- Eu pensava... - Sim?
- Voc� era... - Sim?
Meu Deus!
Meu Deus!
Querido!
Quando seu mundo se desfaz do dia para a noite
Alguma coisa est� errada Alguma coisa est� errada
Quando voc� n�o sabe mais qual o p� esquerdo e o direito
Alguma coisa est� errada Muito errada
Quando seu rel�gio toma ch� quando sua cabeca marca 3 horas
E voc� sente que � algu�m em um sonho da Disney
Alguma coisa est� errada com essa cidade inteira
Bot�es n�o florescem Brisas n�o refrescam
Nada funciona
Nem dois mais dois s�o quatro
Quando o amor que voc� ama N�o te ama
Bot�es n�o florescem Pintinhos n�o piam
Bugigangas n�o bugingam
O azul � branco e o branco � preto
Quando o amor que voc� ama N�o ama de volta
N�o h� como avaliar
Quando n�o se pode ter aquele que se gosta
Os seus problemas s� aumentam
O mundo est� parado em greve
Bot�es n�o florescem Brisas n�o refrescam
Nada funciona
Um mais um s�o 32
Quando o amor que voc� ama N�o te ama
Porque bot�es n�o florescem Brisas n�o refrescam
Gralhas n�o gralham
Uni-duni-t�
E o amor que voc� ama se rende
Bot�es n�o florescem As notas n�o soam
Os n�s n�o d�o n� T's n�o s�o cortados
E os i's n�o tem pingos
Quando sua esperanca se acabar
N�o h� como avaliar
Quando voc� n�o consegue realizar um sonho
Os seus problemas s� aumentam
E o mundo � um enorme apag�o
Porque os besouros n�o... Brisas n�o...
Pintinhos n�o... Jogadores n�o...
Nada a fazer...
Voc� n�o...
COD � como IOU
E o sonho que voc� sonha
Um sonho t�o belo
Quando o sonho que voc� sonha n�o se realiza
N�o olhe na minha direc�o, eu n�o sou Meca.
V�! Olhe em direc�o ao leste, curve-se tr�s vezes e assopre.
N�o pense que sua roupa me assusta. J� lidei com pessoas maiores usando calcas.
N�o deixe que essa camisola a engane.
- Ei, quem � voc�? - N�o sou o rei do sol, mana.
- Que esp�cie de �rabe fala assim? - S� eu.
- De que tribo voc� �? - Do Clube Social da Avenida Central.
- Avenida Central de Los Angeles? - De onde mais?
Podia ter sido vendida!
Voc� n�o deve ser de mentira, voc� � concreto para ser sonho.
- O que est� fazendo com essa roupa. - Estou morando no deserto h� 4 anos.
- Est� bem longe da Avenida Central. - N�o me diga.
Eu n�o estava muito bem l�, exceto quando fazia filmes.
N�o tinha um filme de �rabe no qual eu n�o tivesse um papel.
Eu s� comia quando eu era �rabe.
Ent�o eu disse a mim mesmo: "Hector", esse � o meu nome,
"Talvez voc� seja �rabe no corac�o e n�o quer aceitar".
Ent�o eu aceitei vim pra c� e aqui es'tou.
- Ent�o agora est� comendo regularmente. - N�o, nem sempre.
Deve ser a religi�o deles. Est�o sempre em jejum!
E quando eles comem eu n�o consigo comer!
- Ser �rabe n�o � muito divertido. - Ver voc� hoje compensou.
- Talvez tenha perdido mais do que pensa. - J� tinha me esquecido de como era l�.
- Sabe como posso lembrar voc�? - Como?
Bot�es florescem Brisas refrescam
Moscas voam Tudo acontece
E as abelhas trabalham Eu tenho voc�
Sim, voc� me tem
Bot�es v�o florescer Sapatos v�o brilhar
Calcas t�m bainhas Coisas v�o coisar e trocos v�o trocar
Quando o beijo que voc� beijar n�o for suficiente
N�o h� como analisar
Desde que voc� passou
Querida, os meus sentimentos s� aumentam
Sua m�e Ihe ensinou bem
Porque bot�es florescem Brisas refrescam
Tudo acontece...
...Azul � azul
Quando a garota que voc� garota
E o homem que voc� homem
E o amor que voc� ama
Ama voc� tamb�m
GRANDE FESTA DE GALA SRTA. MARCIA WARREN
L� onde a areia brilha com o sol
Ouvi falar de uma terra
Onde milagres acontecem
Nunca acreditei
As verdades que contavam
As Mil e Uma Noites Quando as noites s�o longas
Encantos m�sticos
Logo desaparecem
� noite
At� que numa noite maravilhosa
A lua olhou para o Cairo l� de cima
A lua da noite
Que me mostrou seu sorriso
A Esfinge olhou para o Cairo l� de cima
E voc� e a noite
Ocasionaram esse romance
Eu vou beij�-lo ali no Cairo
O encantamento da noite
Deve ser verdade
Durante nosso beijo A velha pir�mide sabia
Que eu estava eternamente apaixonada
Por voc�
Durante nosso beijo A velha pir�mide sabia
Que eu estava eternamente apaixonada
Por voc�
Voc� deve gostar muito desse ratos.
Voc� os leva para todo lugar?
- Quase. - Estive querendo voltar na sua loja.
� um lugar muito interessante.
- Aquelas borboletas ainda est�o � venda? - J� foram vendidas.
Que pena.
Mesmo assim, pode ser que eu volte amanh� e leve uns amigos.
Ser� uma honra para minha humilde loja.
- Por que demorou tanto? - Por causa de um dos ratos brancos.
Rato branco! Se fossem eficientes voc� os ensinaria a cantar e evitaria o diapas�o.
Eu amo os animais, mas n�o temos tempo.
Podemos continuar essa conversa a caminho da pir�mide?
Tive uma conversa bem interessante com seu jovem amigo jornalista.
- Ele? Pensei que cuidar�amos dele hoje! - E ser� feito.
- Quando o trabalho for feito. - N�o gosto dele bisbilhotando.
N�o est� bisbilhotando e n�o me interessa do que voc� gosta.
Ele est� bisbilhotando. Ele pretende visitar minha loja amanh� com amigos.
Obviamente daremos um jeito nele e na moca.
- O pouco que sabem j� � muito, mas agora... - Vamos para a pir�mide.
Exatamente.
O que foi agora? Tem mais um rato solto correndo?
N�o. Est� tudo como eu queria.
MARCIA WARREN SMITH
As pI_mIDEs
Cleo!
- Cleo! - Sim?
- Teve not�cias do Sr. Smith? - N�o, ele n�o est� com voc�?
N�o, procurei em toda parte. Ele sumiu.
- Acha que aconteceu alguma coisa? - Claro! Ele simplesmente n�o voltou.
- Sua bolsa. - Bolsa?
- Sim, ainda est� com ela na m�o. - Sim...
Sim, sempre acabo segurando a bolsa.
Devia saber que era bom demais para ser verdade!
Cleo, quebrei tudo em mil pedacos.
Minha nossa...
Mas isso parece uma esp�cie de mapa com tri�ngulos.
N�o � estranho?
Tem mais uma coisa.
Se o Sr. Smith � o Sr. Cobson, essa � uma p�ssima foto dele.
N�o � o Sr. Smith, n�o parece nada com ele.
Homer n�o � Cobson. Homer � Homer.
E se Homer � Homer, ele est� em apuros.
Ligue para o Coronel Woodhue. Esqueca, eu atendo!
Eu atendo! Pode ser Homer.
Al�, Homer?
Coronel Woodhue... Coronel! Eu ia ligar para voc� agora.
Sim, vou encontr�-lo j�!
Bravo, Ahmed.
Prometeu o avi�o e a� est�.
Tire a lona, d� partida no motor e volte para o carro.
� impressionante o que voc�s arque�logos fazem com umas caixas de suprimentos.
- Pe_eitamente camuflado nas ru�nas. - N�o foi dificil montar o avi�o.
Tinham as partes necess�rias e ajuda suficiente.
Para mim que n�o consigo jogar um contra um muro, meu respeito por voc� aumentou.
- N�o �, querida? - S� respeito resultados.
- O avi�o est� pronto para decolar? - Carregado e pronto.
Ele n�o vai pousar novamente at� que atinja o transporte de tropas.
Um avi�o obsoleto em troca de 5 mil tropas americanas.
- Que pechincha. - Se o artificio n�o der errado.
Nada vai dar errado.
- Ent�o? - O diapas�o est� frio.
Esfregue na sua m�o. A nota precisa ser exata.
Enquanto eu viver, lembrarei desse D�.
Aposto que tem um outro D� que Ahmed nunca vai esquecer.
Nunca vou esquecer da mulher que atingiu essa nota.
Ela abriu o painel de borboleta.
Tudo em seu tempo, Ahmed. Vamos cuidar desse assunto agora.
- Boa sorte. - Heil Hitler!
- Espero que tenha gostado da viagem. - N�o se mexa.
Fique onde est�.
Tentando conseguir o furo? Quero que conheca outros membros da intelig�ncia brit�nica.
J� fui burro por tempo demais. Qualquer idiota pode ver que s�o nazistas.
Sorte nossa que voc� � limitado.
� melhor cuidarmos dele l� dentro. N�o h� tempo para nos livrarmos do corpo aqui fora.
Venha conosco, por favor.
Espere. Quero falar com voc�s ali.
Espere. N�o quero deixar o Sr. Smith sozinho. Ele � um jovem muito inquiridor.
- Ele n�o fugiria. - N�o sei.
Ele n�o � muito esperto.
Mas o que ele pode fazer?
Sair correndo para o avi�o?
Venham.
O que...
Consegue pensar em uma forma melhor de dar a ele um avi�o controlado por r�dio?
Agora vamos domin�-lo.
N�o h� d�vida. Esse � o mapa da pir�mide que procuramos h� meses.
- O carro com Smith ia nessa direc�o. - O que estamos esperando?
Vamos.
- J� dominou o avi�o? - Ainda n�o.
Agora.
Isso � incr�vel. N�o h� forma aparente de entrar!
Mas deve haver! Sabemos que est�o a� dentro com Homer!
Mas como entraram? Foi por aqui. Existem marcas de pneus que levam � parede e acabam.
- N�o pode abrir um buraco aqui? - Pretendo assim que tiver dinamite aqui.
- Mas n�o ser� hoje. - Isso � estranho. Acharam notas de cem ali.
Cem d�lares! Deve ser de Homer, ele tinha algumas no cinto.
- Ele deve ter perdido. - Srta. Warren!
Se n�o for para falar como entrar, nem me diga nada.
N�o � isso, mas torna a vida do �rabe mais atraente.
- O qu�? - Notas C crescendo no deserto.
Descobri que estava morando no bairro errado, s� isso.
Eu e Hector decidimos ficar aqui e cavar o dinheiro.
Espero que sejam felizes.
- Nota C! - Sim e a que achamos tem seu nome nela!
O qu�?
SRTA. MARCIA WARREN CANTA NA TUMBA ABERTA
- Ele deve ter deixado para avis�-la. - Mas voc� disse que ele tinha perdido.
Ele n�o � esperto, n�o �? � apenas um caipira.
- Eu n�o disse isso! - Eu sei, fui eu que disse.
Afastem-se. Eu vou cantar um d�.
- Srta. Warren, eu n�o acho... - Vou tentar uma oitava acima.
- Viu? - Ainda h� o D� mais agudo.
Parece que n�o. Sinto muito, Srta. Warren.
Normalmente eu n�o admitira isso, mas daquela vez eu estava um semitom abaixo.
Agora.
N�o!
Muralhas de Jeric�!
- Cheguei no campo magn�tico. - Do transporte?
Sim, agora vamos endireit�-lo.
Agora vai voar como uma lanca em direc�o � morte.
- Onde est� Homer? - Homer � algo que voc� perdeu?
Me deixem peg�-la!
Ela est� me chutando!
Percebi um bombardeiro alem�o. Facam o alerta.
- Ele est� abaixo de n�s. - Vamos peg�-lo.
HOMER SMITH HOTEL VICEROY, CAIRO EGITO
voc� � o JoRNALlsrA MAIS FAMOSO DO MUNDO
PARAB�NS. VOC� QUER PARTICIPAR DE UM FILME COM SUA ESPOSA?
OHP BOGGS - EDITOR
Estou contente com essa festa que fizemos para os rapazes, querido. � t�o divertido.
Voc� devia ficar mais animado.
Afinal, voc� arriscou sua vida para que eles voltassem com seguranca.
Estou animado.
- Um filme comigo. - � o que diz.
Mas n�o sei agir diante das c�meras.
Querido, voc� vai ver que aprende r�pido.
Imagine que � uma cena nossa. Um close de n�s dois.
L� est� a c�mera. Agora...
O que voc� faria se...
Se eu me encostasse assim.
Eu viraria e olharia para voc�.
- Voc� n�o duraria muito como ator. - N�o?
- N�o? - N�o, est� de costas para a c�mera. Viu?
- E se eu fizesse isso. - Saia do meu close!
N�o, querido. Nossos closes sempre ser�o peml com peml.
- E os beijos? - N�o vai haver dificuldade nenhuma.
No filme meu rosto estar� mais pr�ximo da c�mera, porque sou sua esposa apaixonada.
Tire a m�o, est� estragando o meu close.
Mantenha-a na ba�a brilhando
Como uma estrela distante no porto
Deixe que brilhe Deixe que brilhe
At� que todos os homens marchando voltem para casa
Mantenha a luz brilhando
At� que eles voltem para casa
legendas e autorac�o: Heraldo Medeiros - STUDIO MILLE
"A Am�rica precisa do seu dinheiro. Compre T�tulos da Guerra e Selos neste cinema. "
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