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"MELODIA DA BROADWAY DE 1936"
Traga uma multid�o para a velha Broadway
N�o tem uma nuvem na Broadway
Nunca h� problemas l�
Pois a Broadway tem sempre um sorriso
Milh�es de pessoas tomam uma bebida l�
Um milh�o de cora��es batem mais depressa l�
Eu gosto da grande Broadway
E a melodia da Broadway
Voc� � minha estrela da sorte
Eu o vi de longe
Dois olhos ador�veis dizem que est�o brilhando
lluminando, e por isso eu sou t�o forte
Voc� � meu amuleto da sorte
E tenho sorte de estar em seus bra�os
Abriu os port�es do c�u na Terra
Para esta pobre mortal
Voc� � minha estrela da sorte
Voc� �, � minha estrela da sorte
E eu o vi l� de cima
Dois ador�veis olhos que brilham
Brilhando
Eu quero minha estrela
Voc� � meu amuleto da sorte
E eu tenho sorte tenho sorte em seus bra�os
Abriu os port�es do c�u aqui na Terra
Para esta pobre mortal
� minha estrela da sorte
Obrigado, Srta. Langford. Senhoras e senhores...
Srta. Francis Langford, cantando "You are my Lucky Star"...
da nova produ��o musical "Broadway Rhythm".
E agora, The Egg Brass Co. traz o colunista...
do New York World Tribune, Bert Keeler...
a voz da Broadway...
contando as fofocas do que acontece com os famosos.
� com voc�, Bert.
Boa noite, amantes de esc�ndalo, � Bert Keeler, a voz da Broadway.
Dando os resultados dos esportes dentro das casas.
E estou quente, nesta noite.
Not�cia: Nova York, os Bradley Masons est�o vibrando...
por um evento aben�oado. � um garoto, William Tucker.
Not�cia: 200 alfinetes de seguran�a foram encomendados...
pelos Howard Van Pels.
Washington D.C.
Correm boatos que o congresso para equilibrar o or�amento...
vai p�r um imposto em todos os div�rcios.
Est� ouvindo, Reno?
Imagine os advogados come�arem a trabalhar.
�timo.
Not�cia: Qu�ntuplos para �ngelo Pasquale da 10� Ave.
� o 1 6� evento aben�oado. A cegonha usou o quarto vago.
Not�cia: � um garoto de 5kg na casa dos Parkfords.
A cegonha pegou o avi�o da meia-noite para a casa...
dos O'Hare em Baltimore. Feliz pouso.
Rapaz, chame Bert Keeler, assim que ele terminar a transmiss�o.
Sim, senhor.
Oi, chefe. Gostou da transmiss�o?
Uma droga. S� sabe falar de quem vai ter um filho?
N�o gosta da minha conversa de beb�s?
N�o. Sua coluna parece um relat�rio cl�nico. Ou�a isso:
"A cegonha est� voando sobre a casa dos Conrad Barney.
Foi um pacote de alegria do c�u, na casa dos Barton...
um evento aben�oado amea�a os Camel."
-� coisa velha. -Mas o p�blico adora beb�s.
Tamb�m, mas dirijo um jornal, n�o um informativo de nascimentos.
Minha coluna d� uma sensa��o de lar, um toque dom�stico.
Isso n�o � a Broadway. Entenda, Keeler.
Quero coisas que consiga espionando...
olhando em buracos de fechadura.
Para qu� fechaduras? �s vezes, as pessoas n�o est�o em casa.
Ent�o descubra para onde foram. E por qu�?
Eu as acho, e n�o est�o fazendo nada de errado.
As pessoas est�o sempre fazendo algo de errado...
...para um bom rep�rter. -Entendo.
Quer o tipo de coisa que me renda um soco no nariz.
Isso mesmo.
E n�o estar� fazendo coisa boa, at� que as pessoas o odeiem.
Eu quero todas as pessoas da cidade querendo sua cabe�a.
Que belo futuro jornal�stico eu tenho.
N�o se preocupe. Quando o estiverem chamando de rato...
eu aumento seu sal�rio.
Vou ser um rato t�o grande, que por� uma sela em mim.
D� um descanso � cegonha. Ponha o nariz no ch�o...
e cave not�cias quentes! E lembre...
mais um evento aben�oado em sua coluna e est� acabado!
Certo, chefe.
O �nico nascimento que vou anunciar agora ser� de Palmer.
Bert, quem adivinha que vai ter um beb�?
-Quem? -Minha m�e.
Escute, de agora em diante, ningu�m mais vai ter beb�s.
N�o pode evitar que minha m�e tenha um beb�.
Posso evitar que ela o tenha na minha coluna.
� o seguinte, temos que deixar a cegonha...
e olhar em buracos de fechadura e cercas.
-Por qu�? -Sen�o perco meu emprego.
E se eu perder meu emprego, voc� tamb�m sai.
Por qu�?
Porque desempregado, n�o preciso de assistente.
Tenho que ficar sabendo de algo importante.
-Os beb�s n�o s�o importantes? -O chefe n�o acha.
Temos que achar sujeira.
Descobrir que banqueiro est� saindo com qual corista.
Tem que ser um banqueiro e uma corista?
N�o, mas tem que ser algu�m importante...
fazendo o que n�o deveria.
Parece que tem algo quente acontecendo l�.
-Obrigado. -De nada.
� Bob Gordon, que est� produzindo "Broadway Rhythm".
Est� falando com uma garota.
-Quem �? -Lilian Brent.
Lilian Brent? Tem mais dinheiro que jamais teremos.
Eu gostaria de ajud�-lo.
Investir dinheiro num show � arriscado. N�o aconselho.
N�o vou me arriscar. Eu me divirto com isso.
N�o posso deixar que o fa�a, Lilian.
N�o acredita no seu show?
Claro. � a melhor coisa que j� escrevi.
Para mim, isto basta.
Quem lhe disse que eu precisava de dinheiro?
Que diferen�a faz?
N�o quero que pense que estou me aproveitando de nossa amizade.
N�o se aproveitou. N�o tem nada com isso.
Gosto da id�ia de investir no seu show. E vou faz�-lo.
Mas n�o temos que ser apenas negociantes, temos?
� uma proposta de neg�cios.
Nada pode haver de pessoal nela?
-O qu�? -Seu cheque pessoal.
Bob!
Sei que o show ser� um sucesso, e quero que seja. Por seu bem.
Mas n�o fique t�o interessado, que se esque�a de mim.
Como eu poderia?
Eu sinto que estou brincando
Eu sinto que estou me divertindo
Estou com voc� de novo e voc� est� comigo
Eu sinto que estou brincando
Eu tenho a id�ia que � um faz-de-conta
Acho que est� morrendo de rir
Brincando comigo
A vida vale ser vivida
Enquanto est� dando momentos de para�so
Eu fico contente
Porque est� tendo este brilho intenso em seus olhos
Eu sinto que estou brincando
Eu sinto que � tudo uma cilada
� um conhecido jogo do ex�rcito
Brincar com voc�
Eu sinto que est� brincando
Sinto que est� se divertindo
Fiz uma linha de ouro com voc�
Brincando comigo
Eu sinto que est� brincando
Tenho a id�ia que � faz-de-conta
E que est� morrendo de rir
Brincando comigo
A vida vale ser vivida
Enquanto est� dando momentos de para�so
� meu amigo, mas o que est� planejando?
Eu sinto que estou brincando
Sinto que � uma cilada
� um famoso jogo do ex�rcito
-Sem brincadeira -Sem brincadeira
-Sem brincadeira -Sem brincadeira
Quando estou
Quando estou brincando com voc�
Eu sinto que est� brincando
Eu sinto que est� se divertindo
Eu sinto que acabou
De brincar comigo
Sinto que est� brincando
Sinto que � um faz-de-conta
Acho que est� morrendo de rir e brincando comigo
Sinto que est� brincando
Sinto que � uma cilada
� um jogo conhecido no ex�rcito
Brincando com voc�
Snooper, sabe o que isso significa?
O qu�?
Quando uma vi�va rica de Park Avenue...
est� com um cara da Broadway, o p�blico quer saber o porqu�.
-� errado? -De modo algum.
Mas um tem uma coisa que o outro quer.
� igual no Bronx.
-Procure o Sr. Lucca. -Obrigada.
� o escrit�rio de Robert Gordon, de Albany?
O qu�?
� o escrit�rio de Robert Gordon, de Albany?
Escrit�rio de Albany? N�o. De N. York.
Eu sei, mas quis dizer: � o escrit�rio de N. York...
de Robert Gordon, de Albany?
Quer saber se � o escrit�rio de N. York, de Robert Gordon...
Agora eu estou falando assim. N�o v� embora.
J� falo com voc�.
Desculpe, n�o est�.
Vamos come�ar do come�o. Com quem quer falar?
-Bob. -Bob? Quer dizer o Sr. Gordon?
Sim.
-Como se chama? -Irene Foster.
-De Albany. -Sim. Como sabia?
-Sou vidente. -� mesmo?
-Bob tamb�m � de Albany. -S�rio?
N�o nos vemos desde que ele saiu do col�gio.
C�us!
N�s �ramos... sabe o que quero dizer.
Eram nada.
Est� vendo? � da fraternidade dele.
Ele me deu h� cinco anos. Estou louca para v�-lo.
-Ele est�? -Ainda n�o. Tem hora marcada?
N�o! Quero lhe fazer uma surpresa!
Pode n�o se lembrar, cinco anos depois.
Ele vai se lembrar de mim, sim. Principalmente disso.
-O que � isso? -Faz�amos isto na escola.
Faziam isso um para o outro?
Por qu�?
Porque ambos nascemos em janeiro.
Entendi, o sinal da cabra. S�o de Capric�rnio.
Com licen�a, sou Bert Keeler do World Tribune.
-Queria falar com Bob Gordon. -O Sr. Gordon n�o est�.
Bem, talvez possa me ajudar. Deve estar sabendo disso.
Confidencialmente, quem est� bancando o show de Gordon?
O Sr. Gordon n�o est�.
� Lilian Brent, n�o? O Sr. Gordon n�o est�.
Certo, eu espero.
Ele � os olhos e ouvidos na Broadway...
mete o nariz na vida de todo mundo.
Desculpe, se est� dormindo, esqueceu de fechar os olhos.
N�o estou dormindo. Estou treinando minha especialidade.
Que especialidade?
Uma esp�cie de perito em roncos.
Estou tentando falar com o Sr. Gordon h� um m�s.
-Sobre que assunto? -Ronco.
-Quero entrar no show dele. -Roncando?
Precisamente.
De todos os fen�menos dos sons humanos...
talvez o mais desumano para as outras pessoas...
seja o ronco.
Concordo, � um esporte interno muito impopular.
Discutindo o ronco humano, ou o que chamamos cientificamente...
bola suave de movimento.
Mal preciso apontar que o ronco b�sico � o pe�o advers�rio...
assim:
S� um ronco comum.
Seria tolice desperdi�ar um bom ronco num carro-leito.
Os roncos s�o produzidos por dois movimentos da respira��o.
E podem ser classificados em duas categorias gerais:
Formas muito inspiradas e formas muito expiradas.
Ficamos com a �ltima, antes.
Continue. � muito interessante.
Todas as formas de expira��o dependem de: tipo 1 ...
o que acaba de ouvir, por seu elemento de inspira��o.
E assim temos o tipo 2A. A variedade labial ou "apu":
Minha av� roncava assim.
E a 2 B, que � a variedade de fric��o ou n�o-lubrificada.
Qualquer advogado aceitaria essa causa.
E o 3 A, ou forma melanc�lica.
Que costuma se misturar com o 3 B.
A variedade de conversa ou consci�ncia atormentada.
Desculpe, mas meus leitores n�o v�o se interessar...
por um recital de �rg�o.
Mas n�o ouviu o ronco que quebra o ar.
-Ol�, Gordon. -Bom dia.
-Bom dia, Sr. Gordon. -Bom dia, Sr. Gordon.
Srta. Corbett, ligue para o costureiro...
para mandar os desenhos do n�mero de bal�.
E consiga quem toca base, para come�ar os ensaios logo.
Sim, Sr. Gordon.
-Ele n�o a reconheceu. -Eu sei.
-Por que n�o fez isso? -Esqueci.
Mas � sempre melhor escrever, marcando hora.
Acho que est� certa.
Pe�a para que ele me atenda. Tenho que voltar ao escrit�rio.
Bert Keeler do World Tribune quer v�-lo. Sim, senhor.
Ele disse que o viu ao entrar.
Pergunte como sou. Espere.
Diga que quero not�cias sobre o show. � publicidade.
Ele quer not�cias sobre o show.
Disse que � publicidade. Sim, senhor, eu digo.
O que ele disse?
Que se quiser publicidade, uma ag�ncia de propaganda.
Ele n�o vai precisar.
Uma coisa Lilian Brent n�o ter� que pagar.
Mande-o ler minha coluna amanh�.
QUARTOS TABELAS PROFISSIONAIS
Cante pelo caf� da manh�
Ajude os passarinhos
Vai ter uma torrada com manteiga quem vem do c�u
Tem que cantar antes do caf� da manh�
Cantar e se regozijar
Antes de usar o pote de caf� use sua voz
N�o importa que demore mas, se for muito boa
Se ficar sem dinheiro querida, ponha na conta
E cante para o caf� da manh�
-Ol�. -Ol�.
Por favor, continuem.
Isso deu apetite para o caf� da manh�.
N�o queria interromper. Desculpe.
-Tudo bem, venha ficar conosco. -Obrigada.
Esta � minha irm� Sally Burks.
-Como vai? -Ol�.
E meu nome � Theodore. Chame-me de Ted.
-Como se chama? -Irene Foster.
� um bom nome. Para uma garota.
J� tomou o caf� da manh�?
Sente-se e tome mais.
Tomo o caf� da manh� de manh�.
Costumamos tomar o caf� da manh� ao meio-dia.
E digo mais, fica mais barato assim.
Mudou h� pouco tempo, n�o?
-De onde �? -Albany.
Albany? � uma beleza de cidade.
N�s nos apresentamos l�. Fizemos sucesso em Albany.
Nem me diga!
-Onde est�o os recortes? -Ted.
Lembre-me de mostrar os recortes. S�o sensacionais.
-Est�o no showbiz. -Sim. E voc�?
Eu vim para ver Robert Gordon. Achei que me daria uma chance.
-Viu-o? -Sim, mas ele n�o lembrou de mim.
-Ele deveria? -Sim, estudamos juntos.
-Entendi, � ca�da por ele. -Mais ou menos.
-Vai v�-lo de novo, n�o? -Nunca.
-Precisa! -Precisa!
N�o pode deixar uma coisinha dessas aborrec�-la.
-Caf�? -Obrigada.
N�o estou com vontade de comer.
Problemas nunca acabam com meu apetite.
Tem que cantar antes do caf�
Nunca cante antes do caf�.
-N�o acredito nisso. -Olhe, derrubou o sal.
N�o pega e joga sobre o ombro?
-N�o, jogo nos ovos. -Mas d� azar.
N�o seja supersticiosa
N�o ande embaixo da escada isso n�o vai deix�-la mais triste
As coisas que as pessoas temem me trazem esperan�a
13 � um n�mero de sorte se acorda do sono leve
E cante antes do caf� da manh�
Ajude os passarinhos
N�o coma a torrada com manteiga, cante antes
Tem que cantar antes do caf� da manh�
Cantar e se regozijar
Antes de usar o pote de caf� use sua voz
O mundo pode parecer engra�ado
Mas � suficientemente bom se ficar sem dinheiro
Ponha na conta e cante antes do caf� da manh�
Nunca chore por nada
Antes de comer o trigo cante, apenas cante
E cante antes do caf� da manh�, mana
E cante antes do caf� da manh�, mana
Caso n�o tenha cantado
E cante antes do caf� da manh�
Cante e se regozije
Antes de usar o pote de caf� use sua voz
O mundo pode parecer engra�ado
Mas � suficientemente bom se ficar sem dinheiro
Ponha na conta e cante antes do caf� da manh�
Nunca chore por nada
Antes de comer o trigo cante, apenas cante
Cante e cante Cante e cante
Vou lhe dar o recado. Sim, senhor.
Srta. Corbett, de onde veio isso?
Uma garota mandou lhe dar isso.
Uma garota?
-O senhor � de Albany? -Sou, por qu�?
E fazia isso com uma garota com quem estudou?
Claro. Eu me lembro.
-Irene Foster. -Isso.
-Onde ela est�? -Foi embora.
-Para onde ela foi? -Eu n�o sei.
-Onde est� hospedada? -N�o sei.
N�o anotou o endere�o dela?
Que jeito de dirigir um escrit�rio. Ache onde ela mora.
-Mas... -Esque�a. Ande logo com isso!
-Bob Gordon est�? -Sim.
Obrigada.
-Viu a coluna de Bert Keeler? -N�o. Por qu�?
Ou�a isso: "Not�cia: O cupido usou sua flecha na Broadway.
Lilian Brent e Bob Gordon est�o namorando.
Ao menos, ele est�, at� que o cheque esteja no banco."
-O que acha disto? -Espere.
Ligue para Bert Keeler e diga que quero v�-lo j�.
Imediatamente, Sr. Gordon.
Como ele ousa p�r uma coisa destas no jornal?
Se ele se safar de assassinato, tem sorte.
Algu�m lhe disse que eu ia p�r dinheiro no show.
-Foi voc�? -Eu n�o abri o bico.
Isso n�o vai acontecer de novo.
-Mas o dano j� foi causado. -Nem me diga!
O Sr. Keeler disse para o senhor ir ao escrit�rio dele.
Ele disse? Certo, eu vou.
N�o se v�. Eu j� volto.
O que me diz? Gordon quer que eu v� ao escrit�rio dele.
-Ele � importante na cidade. -Eu tamb�m.
Mas neste ramo eu escrevo sobre os caras importantes...
e n�o me misturo com eles.
Ser� que n�o est� bravo com o que escreveu na sua coluna?
Quem liga? Quanto mais bravos eles ficam, maior eu fico.
Quer saber quando o colunista tem certeza de seu sucesso?
N�o, quando?
Quando as pessoas sobre quem escreve, querem falar com ele.
Scully est� certo. Pegue os ot�rios, fa�a-os tremer...
quando pegarem o jornal.
-E isso o torna um sucesso? -Isso mesmo.
E al�m do mais, estou fazendo o bem.
Pode n�o perceber, mas estou.
As pessoas n�o agem errado, por medo de eu publicar.
Sabe, Snoop, sou um reformador, num sentido.
Que sentido?
Ol�, Gordon. Como est� saindo o show?
Que bom! Conhece Snooper, meu assistente.
Quem cava toda a sujeira para mim.
N�o toda.
Quero que retrate o que disse.
O impulso que lhe dei na coluna de hoje?
O ataque barato que fez contra uma amiga minha.
Bob, isso � publicidade. Geralmente ganho algo com isso.
Por mim, tudo bem.
Certo, Keeler, ponha isso na sua coluna.
Se bate nele, tem que bater em mim, tamb�m.
Snoop!
Lembre-me de pedir um aumento amanh�.
LOJA DE DONUTS
-D�-me um guardanapo. -O que h� com voc�?
-N�o sabe molhar um donut? -Sei, mas perdi o controle.
Para que acha que � o buraco?
Ventila��o.
Est� pensando nos buracos no queijo.
� para o ded�o. P�e o ded�o aqui.
O indicador aqui e faz isso.
Tenho que voar para o escrit�rio. Se souber de uma not�cia, ligue.
Esqueceu da conta!
Com licen�a, aquele era o Bert Keeler, n�o?
-Sim, por qu�? -Ele � seu amigo?
Claro, somos assim. Esse sou eu, embaixo.
Ele poderia me fazer um favorz�o, se quisesse.
-O pedido, por favor. -Donuts.
O que dizia de um favor que Keeler poderia lhe fazer?
A garota que meu chefe est� procurando l� a coluna dele.
-Quem � seu chefe? -Robert Gordon, conhece?
-N�s nos conhecemos. -�timo.
-Quem � a garota? -Irene Foster.
E tenho que ach�-la.
Keeler � um grande sujeito. Ele vai ajud�-la.
E ele faz tudo o que eu digo.
Pe�a que escreva que Robert Gordon quer localizar Irene Foster.
Ou�a, Bert, quer ser um cara comum?
O que foi?
Ponha na coluna que Gordon est� ansioso em achar Irene Foster.
-Quem � Irene Foster? -Uma garota.
Eu imaginei, e da�?
Ela � de Albany, a cidade natal de Bob Gordon.
Ela saiu da escola para ver Bob Gordon.
Mas ele n�o a reconheceu.
Ent�o, ela saiu do escrit�rio dele, sentindo-se p�ssima.
-Esnobando os velhos amigos? -N�o, ele ficou triste.
-Onde arrumou tudo isso? -Tenho uma conex�o.
Ponha na coluna e estar� fazendo um favor para mim.
Ser� um prazer.
-Est� agindo como um cara normal. -Obrigado.
E todos o acham um chato. Eu n�o acho mais.
Obrigado, Snoop, eu...
Entre!
Sr. Keeler?
Lembra de mim?
O cara que ronca para as pessoas.
Quero que conhe�a o Sr...
Qual � o primeiro nome dele?
N�o sei. Ele quer entrar no show de Gordon.
-O que faz? -Eu ronco.
Faz parte do p�blico.
N�o, sou um professor de pesquisa de fen�menos do som.
D� uma amostra do que est� falando.
Certamente. Bem, por exemplo...
h� o tipo leve e magro, o tipo de ronco loiro.
O mais amplo e ousado, ou variedade morena.
H� o diapas�o ascendente.
E o diapas�o descendente.
E claro, o diapas�o duplo.
Este � bom.
Mas o sinal evidente do roncador experiente � o tipo sete...
ou a inspira��o interrompida ou a variedade da perna est�tica.
Eu passei por tudo isso.
Que se mistura e se estende...
por fim, e posso dizer sem medo de contradi��o...
quase que inevitavelmente, no tipo oito...
que pode ser chamado de �ltima palavra em ronco.
� a variedade de auto-ressuscitar ou auto-acordar.
-Vou em frente? -Voc� fica, eu vou em frente.
Vou com voc�. Por que n�o vem, tamb�m?
"O tronco principal, por Bert Keeler.
Gard�nias para Irene Foster, por ter dispensado Bob Gordon.
Repolhos para ele por n�o reconhecer a beleza de Albany.
H� uns sujeitos assim.
Preferem vi�vas, principalmente se s�o ricas."
Como ele ficou sabendo disto?
Que importa? Escreveram seu nome direito.
N�o se mant�m segredos de Keeler.
-Acho isso horr�vel. -Como assim, horr�vel?
Cebolas para ele s�o melhor que bolachas para aquele sujeito.
-Melhor que o qu�? -Bolachas.
Por que n�o volta para ver Gordon?
N�o.
Veio aqui para v�-lo, n�o?
Sim, mas tenho orgulho.
Gandhi tamb�m, mas est� ficando magro demais.
Se fizesse algo al�m de dan�ar.
Gordon pode achar mil dan�arinas.
Mas, se pudesse fazer, digamos, uma dan�a de bolha.
Ou uma dan�a na corda.
Lembro de um cara que dan�ava...
e girava uma corda com uma m�o...
e tocava saxofone com a outra. Enquanto isso...
Ol�, como se chama? Meu nome � Eva Lovely.
Claro que n�o fiz muito, s� pequenas atua��es em Boston.
Esse n�o � meu nome. � s� para o teatro.
Mas tem um som de magn�lia, n�o acha?
Eva Lovely. Vejo meu nome em luzes.
Quero tanto ser uma grande atriz! Uma verdadeira grande atriz.
Diga-me, viu Ellen Kelly em Sarah Bernhard?
Adoraria ser como Sarah Bernhard e ter meu nome no Hall da Fama.
Essa � Katherine Hepburn em "Morning Glory".
Quem achava que fosse, Shirley Temple?
Kelly Melly nunca saber� o que fez por mim.
N�o mesmo.
Nossas vidas � como dois rios agora, correndo para um mar.
Para ser uma grande atriz, deve-se passar todas as emo��es da vida.
Eu sei. N�o me pergunte. Eu sei.
Eu o amo. Eu o amo mesmo.
Muito bom, mas o cara com a corda e o saxofone...
...no meio tempo, uma garota... -Voc�!
E outra coisa, a circula��o do jornal est� crescendo. E por qu�?
-Sua coluna. -Certo.
Vou ser sindicalizado. Espalhado por todo o pa�s.
Se bater nele, tem que bater em mim, tamb�m.
Keeler, estou avisando, mais uma dessas no seu jornal...
e eu n�o vou ser t�o mole com voc�.
Snoop.
Eu aguento, n�o?
Eu sinto que estou brincando
Eu sinto que estou me divertindo
Estou com voc� de novo e voc� est� comigo
Eu sinto que est� brincando
Eu tenho a id�ia que � um faz-de-conta
Acho que est� morrendo de rir
Brincando comigo
A vida vale ser vivida
Enquanto est� dando momentos de para�so
Voc� � um n�mero mas como sabe lidar
Com a brincadeira com seus olhos
Eu sinto que estou brincando
Eu sinto que � tudo uma cilada
� um conhecido jogo do ex�rcito
Brincar comigo
Deixem seu nome e endere�o com a Srta. Corbett.
As selecionadas ser�o avisadas depois.
Agora fa�am outra fila.
-Canta ou dan�a? -Canto, mas dan�o num aperto.
Aqui n�o � um aperto, � um show.
Vou anotar seu nome, e ligamos num aperto.
Certo, a pr�xima. Qual � sua altura?
-1,70m at� aqui. -Isso � �timo.
Mas n�o tenho experi�ncia.
N�o precisa. Assine aqui, por favor.
Meu nome � Irene Foster. Tenho 1 m 70...
e passei por uma situa��o muito desagrad�vel.
-Posso falar com a Srta. Corbett? -N�o. Venha comigo.
Obrigada.
� s� por hoje, garotas.
-Bem... -Bem?
-Bem. -J� disse isso.
Eu sei. Est� crescida agora.
Parece mais velha.
Estou mais velha. Isso acontece entre os 1 6 e os 22 anos.
Olhando bem, talvez nem tenha mudado tanto.
-Eu o reconheci na hora. -Lamento isso.
Meu escrit�rio era o �ltimo lugar em que esperava encontr�-la.
Sabia que viria, um dia. Convers�vamos sobre isso.
Voc� seria um grande produtor, e eu, uma grande estrela.
Que sonhos engra�ados os jovens t�m.
Foi boa brincadeira, fazer fila com as coristas.
N�o foi uma brincadeira. Eu queria um emprego.
Esteve com meu amigo Henry Schultz?
O que ele est� fazendo agora?
Est� dirigindo uma doceira. Bob, voc� me d� uma chance?
Veio para N. York tornar-se a grande estrela de que falava?
-Foi uma das raz�es. -Qual foi a outra?
Esqueci.
Aposto que era muito mais importante.
Irene, lembra aquele ver�o em Rondex, quando mor�vamos perto?
Lembro-me de cada dia. E de cada noite daquele ver�o.
H� 5 min, achava que tivesse esquecido de tudo.
Agora n�o lembro de outra coisa.
Bob, veio a N. York e se saiu bem.
Agora eu vim para N. York e quero me sair bem.
Eu quero que tudo que sonhamos e planejamos se realize.
Eu tamb�m, Irene.
Mas N. York e a Broadway n�o s�o o que pens�vamos.
S�o duras e frias.
Uma criatura ador�vel como voc� n�o vai ter chance aqui.
-Bob, est�o chamando voc�. -Mais tarde, estou ocupado.
� importante.
-N�o suma, vou lev�-la para casa. -Certo.
Holmes?
Quem �?
-Lilian Brent. -Eu a vejo depois.
-Ela esperou a tarde toda. -�?
E est� bem nervosa.
-O que lhe digo? -Deixe. Vou v�-la.
Lamento faz�-la esperar tanto tempo, Lilian.
-Tem que lamentar. -Tive um empecilho.
Eu soube. Num teatro vazio com uma corista.
Ela n�o � uma corista.
� uma velha amiga da minha cidade natal.
N�o acha que sou mais importante que os outros?
Claro, Lilian. E voc� sabe.
Na minha imagina��o
Eu vivo as coisas que gosto de fazer
Na minha imagina��o
Faz-de-conta � verdade
Na minha imagina��o
Eu pinto uma cena de �xtase
Na minha imagina��o
Meu her�i tem valor para mim
Voc� � minha estrela da sorte
Eu o vi de longe
Seus olhos ador�veis dizem que est�o brilhando
lluminando, e por isso eu sou t�o forte
Voc� � meu amuleto da sorte
E tenho sorte de estar em seus bra�os
Abriu os port�es do c�u aqui na Terra
Para esta pobre mortal
Voc� � minha estrela da sorte
E eu a vi l� de cima
Ador�veis olhos que brilhavam
Brilhavam
Eu quero minha estrela
Voc� � meu amuleto da sorte
E eu tenho sorte em seus bra�os
Abriu os port�es do c�u aqui na Terra
Para esta pobre mortal
� minha estrela da sorte
Srta. Foster.
Srta. Foster?
Ol�.
Quisera que eu pudesse me concentrar assim.
O Sr. Gordon ainda est� ocupado?
Sim, mandou-me dizer que est� muito ocupado...
e n�o poder� lev�-la para casa.
Ele sente muito. Eu tamb�m.
Obrigada. At� logo.
E outra coisa, se eu for participar no seu show...
quero toda a aten��o que a atriz principal merece.
-Atriz principal? -Sim, n�o tem uma, tem?
-Ainda n�o. -Querido, agora tem.
Espere. Espere.
Sabe tanto quanto eu que este papel precisa de um nome.
Se eu conseguir uma estrela, o show vai dar certo.
E se n�o tiver? E da�?
Bem, eu adio a produ��o. Por que arriscar?
Ou�a, se eu estou disposta a me arriscar, devia estar tamb�m.
Afinal, querido, eu estou pondo o dinheiro.
-� assim que pensa? -Exatamente.
Certo. Vou jogar com voc�.
Se eu n�o conseguir uma estrela em duas semanas...
eu lhe dou o papel.
-Fala s�rio? -Positivamente.
Oh, Bob.
-Chamou? -Sim.
Reserve uma passagem para mim, no primeiro avi�o para LA.
-Sim, senhor. -Por qu�?
Vou para Hollywood. Vou achar uma estrela para este show...
nem que tenha que roubar a Garbo.
Um avi�o parte para a costa �s 9h00.
-E eu estarei nele. -Mais alguma coisa?
� s�. Tenho muito a fazer. Posso lev�-la a algum lugar?
Sim. Pode me levar para casa.
-Srta. Corbett? -Sim, senhor.
N�o conte a ningu�m que vou para a costa. Quero segredo.
Sim, senhor. Boa noite.
Boa noite.
-Devia mandar prend�-lo. -Por qu�?
-Por xeretar. -Eu n�o ouvi nada. S�rio.
S� a conversa de Bob com Lilian Brent.
Se contar a Bert o que ouviu, acabo com voc�.
-N�o vou contar nada. -Prometa!
N�o conto, se jantar comigo hoje � noite.
Farei isso de maldade.
Esta � a sua id�ia de um jantar?
Coma mais dois donuts, e a levo para um restaurante.
Voc� � bom demais comigo.
-Oi, Snoop. -Oi, Bert.
-Alguma novidade? -N�o.
Segredos, hein?
N�o � nada que deva saber.
� justo o tipo de coisa que eu publico. O que �?
-Por que n�o cala a boca? -Eu n�o disse nada, ainda.
Acho que est� querendo outro soco no nariz.
Gordon n�o vai fazer isso de novo.
N�o, estando na Calif�rnia.
Ent�o � isso? Gordon foi para o oeste?
-O que me prometeu? -O que prometeu a ela?
S� prometi que n�o diria que Gordon brigou com Lilian Brent.
-Snoop. -Por qu�?
Nada.
� que ele n�o consegue achar a atriz principal para o show.
-Devia ter um z�per na boca. -N�o sei tocar z�per.
Gordon n�o consegue a atriz principal?
Se n�o conseguir, Lilian vai fazer o papel.
Por que ele n�o contrata a estrela francesa?
-Que estrela francesa? -Como � mesmo o nome?
-La Belle Arlette. -La Belle Arlette?
Sim, da Com�die Fran�aise, em Paris.
Nunca ouvi falar.
Minha querida crian�a, n�o diga isso.
Todos ouviram falar de Arlette, n�o �?
Certamente.
-Como ela �? -Alta, linda, loira.
Talvez o Sr. Gordon se interesse. Eu tenho que ir embora.
-Obrigada pelo banquete, Snoop. -�s ordens, Kitty.
Diga a Gordon sobre Arlette.
-Quem � a Srta. Arlette? -Apenas um charuto.
N�o entendi porque tentou engan�-la.
N�o � ela. Quero enganar Gordon.
Ela vai falar sobre Arlette.
E eu falarei bem dela todo dia na minha coluna.
-Mas ela n�o existe. -S� n�s dois sabemos.
Agora lamento que voc� saiba.
Desde a chegada da Est�tua da Liberdade...
a Fran�a n�o manda a este pa�s, uma personalidade...
t�o talentosa, glamourosa, como a Srta. La Belle Arlette.
Na opini�o deste correspondente, n�o vai demorar para que...
a Srta. La Belle Arlette com beleza, talento, encanto e...
suavidade dela, a tornem o assunto da cidade. Not�cia.
Sr. Gordon. Que bom que voltou.
-Alguma novidade? -Muitas.
-Bob, fez boa viagem? -Terr�vel.
Entre.
Srta. Corbett, entre, por favor.
-O que aconteceu em Hollywood? -Nada.
Aquelas estrelas de cinema s�o vigiadas como um har�m turco.
Isso dificulta muito. O que vai fazer?
� o que eu gostaria de saber. Todos est�o nos filmes.
Est� imposs�vel de ter elenco para um show.
N�o ouviu falar da Srta. Arlette?
Olhe.
-N�o leu sobre ela? -N�o, quem �?
N�o a conhe�o, mas Keeler fala muito dela em sua coluna.
Poderia tentar um contato.
-Arlette, de onde �? -Paris.
-Como ela �? -Eu n�o sei.
-N�o a viu? -N�o.
-Onde est� hospedada? -Eu n�o sei.
Por que n�o? O que fez, enquanto eu estive fora?
Ningu�m sabe onde ela est�. � um mist�rio.
Ache-a! Temos que contat�-la. Confira em todos os hot�is.
Sim, senhor.
Certo, mademoiselle, relaxe.
Quando vou poder sair desta armadura?
Meus p�s est�o doendo.
Est� t�o feminino quanto Wallace Berry.
Basta que passe o dia aqui sentado, atendendo o telefone.
-Pode falar como mulher? -Posso tentar.
Deixe ouvir.
Compre-me um Rolls-Royce, papai.
J� est� pensando como uma, mas a voz deve ser mais alta.
Bem para cima.
Se tem em si uma soprano, � hora de revel�-la.
Tente de novo.
Compre-me um Rolls-Royce. N�o consigo.
Ent�o, estamos amarrados.
Talvez seja melhor que seja um homem.
-Como assim, talvez? -Como secret�rio de Arlette!
-Vou me sentir mais natural. -Certo. O que vai dizer...
Lembre, � um secret�rio franc�s.
O que vai dizer quando Gordon ligar e perguntar por Arlette?
Direi: Bon-jour, oui, oui. Mademoiselle Arlette est� ocupada.
Muito ocupada com o ensaio.
-Que tal? -�timo.
Os 50 milh�es de franceses que devem estar errados.
-Ela tem que vir de Paris? -Claro. J� tem publicidade.
Gostaria que voc� falasse franc�s.
Eu falo franc�s: "Si, si, se�or".
Isso � espanhol.
Veja s�! Tamb�m falo espanhol.
Hotel Carlton? H� uma Srta. Arlette registrada a�?
Posso falar com ela?
Espere um pouco.
Espere.
Fale como um secret�rio.
Bon-jour.
� do escrit�rio do Sr. Gordon. Posso falar com a Srta. Arlette?
Oui, oui.
A Srta. Arlette est� muito ocupada.
Ensaiando.
Sr. Gordon, Arlette est� na linha. Est� cantando.
� Arlette.
� uma moleza. N�o � Cosby.
Aqui � Robert Gordon. Posso falar com a Srta. Arlette?
� Gordon.
Lamento, a Srta. Arlette est� muito ocupada.
Ensaiando.
Mande um telegrama para Arlette. Consiga uma entrevista.
Diga que preciso falar com ela urgente.
Sim, senhor. A Srta. Foster est� aqui.
Fa�a-a entrar.
Pode entrar, Srta. Foster.
-Ol�, Irene. -Ol�, Bob.
Que bom que veio. N�o sabia se ainda estava na cidade.
Quero que conhe�a dois amigos, Ted e Sally Burks.
Como v�o?
Burks? Eu me lembro de voc�. Vi-o em Detroit.
Trabalhava com um pato treinado, n�o era?
Isso mesmo.
-Ainda tem o n�mero? -Tudo menos o pato.
-Foi um inverno duro. -Voc� comeu o n�mero?
No �ltimo Natal.
-O que faz agora? -Nada, desde que o pato morreu.
Sr. Gordon, esta � Irene Foster. Viemos com ela.
Ela quer entrar no seu show. Ela tem muito talento.
S� precisa de uma chance. E pode d�-la a ela.
Que elogio!
S�rio, Irene � inteligente. N�s sabemos, n�o Ted?
Com certeza.
Eu gostaria de pensar.
A escolha de elenco � um assunto muito importante.
Isso mesmo.
Gostariam de entrar no meu novo show?
Calma, Sr. Gordon, tenho o cora��o fraco.
N�o viemos falar de n�s. � sobre Irene.
-Tudo bem, Sally. -Mas n�o entende.
Esperem, eu ofereci um emprego, n�o querem?
-Claro que sim. -Ent�o, est� resolvido.
-Acho maravilhoso, Sally. -Mas e voc�?
Sr. Gordon e a Irene? Eu falo com ela a s�s.
Volte amanh�, Ted. Falaremos de dinheiro.
-N�o somos dif�ceis de lidar. -�timo. Foi bom que tenham vindo.
At� amanh�.
-At� logo, Sally. -At� logo.
-At� logo, Sr. Gordon. -At� logo, Ted.
-Bem, como se sente agora? -P�ssima.
Com o qu�?
Viemos arrumar um emprego para ela e n�s que o arrumamos.
Eu lhe disse que n�o precis�vamos do pato.
N�o sei o que dizer.
Quero que...
Quero que entenda como me sinto com tudo isso.
-Volte para Albany. -Acabo de vir de l�.
� o que tem que entender. Eu sei como �.
Trabalhou duro, economizou dinheiro...
e se privou de muitas coisas, que poderia ter...
e tudo para vir para N. York e ter uma chance...
para o que sempre quis na vida. Eu fiz isso, tamb�m.
-Sei o que fez. -Mas n�o vale a pena.
O que consegue, n�o � o que veio buscar.
Eu sei disto, tamb�m.
Irene, n�o h� nada para voc�. Posso lhe dar um papel no show...
e talvez consiga outro, depois outro...
� o que quero. Para mim est� bom.
Mas n�o para mim.
Se fosse qualquer outra, tudo bem, mas n�o �.
Eu n�o quero que isso lhe aconte�a em N. York.
Sei como esta cidade � ego�sta.
Seria f�cil fazer o que quer, dar-lhe uma chance e esquecer.
Mas n�o posso. Escolhi o caminho mais dif�cil.
-Volte para Albany. -Sem tentar o que quero?
Sem tentar.
-Acha que � o melhor? -Sei que �.
Certo. Eu irei.
Diga. Espere.
O que aconteceu com o cara que lhe deu isso?
Eu n�o sei. N�o o vejo h� anos.
Deve ter se esquecido de mim.
Imagina que fugiu e morreu em algum lugar.
Acho que sim.
Usa-o para mim?
� melhor que v� fazer as malas.
Vou busc�-la e lev�-la � esta��o.
Fez bem para voc�?
-Vou voltar para casa. -Por qu�?
Ele acha melhor para mim.
Que pena! Mas � assim neste ramo.
Tem certeza de que n�o tem medo de palco?
Claro que n�o.
Sei que poderia fazer algo, se tivesse a chance.
Sabe, ouvi isso milh�es de vezes...
mas por alguma raz�o, acredito em voc�.
� a �nica.
Sim?
Por que n�o atende quando toco? Venha c�.
Estou indo.
Fique mais um pouco. Quero falar com voc�.
Sim, senhor?
Arrume uma passagem de trem para Albany.
� para a Srta. Foster.
-Ela � uma boa garota, n�o? -Claro que �.
Por que a est� mandando de volta?
-Quer que ela fique por aqui? -Acho que ela gostaria.
Pare de se preocupar com meus assuntos pessoais.
Sim, senhor.
Entrou em contato com Arlette?
Liguei para ela a manh� toda.
O secret�rio s� diz que: "Ela est� ocupada, ensaiando".
"A senhorita est� arrumando o rosto."
� a mulher mais ocupada que eu j� vi.
Ligue de novo. Preciso falar com ela.
Sim, senhor.
Gostaria de falar com a Srta. Arlette...
se ela n�o estiver fazendo um bolo.
Bon-jour. Oui, oui.
A Srta. Arlette est� ocupada. Est� muito ocupada.
Ensaiando.
Ela s� ensaia? Quero falar com ela. � urgente.
-� a secret�ria de Gordon. -Oi, Kitty.
Repita isso.
-Boa sorte com o show, Bob. -Obrigado, Irene. Vou precisar.
Quisera estar voltando para Albany, tamb�m.
Albany n�o � lugar para voc�.
Uma amadora como eu, talvez, mas n�o voc�.
Chegou a N. York e � seu lugar.
Mas gostaria de rev�-la.
O que poderia interess�-lo em Albany?
Voc� estar� l�.
� bom que eu o tenha feito se interessar por Albany.
Sabe meu endere�o? Caso decida fazer uma visita.
-Ou dar um passeio. -Washington Avenue, 560.
Que mem�ria!
Passei a noite toda ontem tentando lembrar.
A bordo!
-Adeus, Irene. -Adeus, Bob.
A bordo!
-Sabe de uma coisa? -O qu�?
Queria que o trem n�o partisse.
Aposto que diz isso a todas as garotas.
Manda esta carta, quando chegar a Albany?
Sim, senhora.
-N�o vai esquecer? -N�o vou.
Obrigada.
R�pido. Tenho um t�xi esperando.
ENSAIO, S�BADO � TARDE
Est� na hora de passear Estarei logo com voc�
As melhores pessoas est�o desfilando
Num domingo � tarde
Alugamos um cavalo e carruagem
E estarei orgulhoso de voc�
Falaremos de casamento numa avenida cheia
E depois, vamos passear
At� o campo
Vou explodir de orgulho
Numa tarde de domingo agora que s� falam de voc�
Pode ter o crep�sculo e pode ter a Lua
D�-me esses momentos felizes numa tarde de domingo
Pode ter o crep�sculo e pode ter a Lua
D�-me esses momentos felizes numa tarde de domingo
-O que acha, Bob? -O n�mero est� bom.
O que me preocupa � achar a estrela do show.
-Gostaria de falar com voc�. -Oi, Lilian.
Acabo de achar um poema sobre n�s na coluna de Keeler.
Gostaria de l�-lo.
"Lili era uma amadora que tinha muito dinheiro
Bob era apenas outro cara que queria fazer um show
Lil tem o papel que queria e Bob, os seus milh�es
A mulher paga, a mulher atua e Bob est� preso a Lilian"
N�o pode impedir que Keeler fa�a isso na coluna?
Se � para eu continuar a escrever esta coluna...
...preciso de um guarda-costas. -Est� com medo?
N�o, mas n�o pode me p�r nos "Cora��es Solit�rios"...
ou na Culin�ria?
Sua coluna est� se fortalecendo. � um sucesso.
As pessoas odeiam o ch�o que voc� pisa.
Todos na cidade querem que seja atropelado por um t�xi.
Pense nisto.
Sou o m�ximo! Todos me odeiam!
N�o � bacana, Snoop?
Cinco pessoas me ligaram, chamando-o de rato.
N�o � doce? Faz-me lembrar do aumento.
Vou lhe dar o aumento.
�timo. Vou pagar um seguro contra acidentes.
Continue o bom trabalho. Posso lhe dar um b�nus.
Obrigado, vou morrer rico. Se viver o bastante.
Bem, Snoop, outra mensagem para o meu amigo Gordon.
� o ponto alto de nossa carreira.
-J� levamos dois socos. -� aplauso, na nossa carreira.
Ou�a: "Os esfor�os de Gordon para conseguir Arlette...
para a sua nova pe�a, fracassaram.
As pessoas perguntam o porqu�. Talvez ela tenha lido a pe�a.
Achamos que vai contratar a Lilian, sem talento Brent...
como sua estrela da sorte.
Este passo tornar� Gordon o inimigo n� 1 da Broadway."
Que tal, Snoop? No nariz!
-Mas no nariz de quem? -N�o � otimista.
Aquele homem est� aqui de novo.
Est�vamos a sua espera.
Qual � a id�ia, Gordon?
-Snoop. -Que foi?
Des�a, chegamos no ponto final.
O que foi? Est� oscilando?
N�o, mas esse show significa tudo para mim.
Seja compreensiva. D�-me mais uns dias.
Ou�a, prometeu o papel principal, caso...
n�o encontrasse ningu�m em duas semanas.
Seu tempo acabou.
-Seja razo�vel. -N�o. Fizemos um trato.
E espero que o cumpra.
Certo.
Aqui est� o contrato. Assine aqui.
Sabe que, se o show fracassar, estou arruinado...
e voc� perdeu US$ 60 mil.
Sim, meu doce, eu sei.
Assine embaixo do meu nome.
Sr. Gordon, a Srta. Arlette deseja v�-lo.
Arlette? Ela est� aqui, agora?
Sim.
Assine o contrato e pare de enrolar.
N�o se houver uma chance de consegui-la para o papel.
Srta. Corbett, fa�a-a entrar.
Sim, senhor.
-N�o fique assustada. -O que ele disse?
Por Deus, n�o fique nervosa.
Perdi 3kg desde que come�amos isso.
Quem est� nervosa?
Sabe que podemos ir para a cadeira el�trica por isso?
E o que � pior, posso perder meu emprego.
Esque�a. Estou bem agora. Ver� a melhor francesa...
que uma escola da sociedade dram�tica fez surgir.
Sociedade de col�gio.
-Ao menos, sabe seu nome? -Irene Foster.
N�o! � a Srta. Arlette e � de Paris...
e andou muito ocupada, ensaiando.
Monsieur Gordon, mandou me chamar? Sim?
Bem, pareceu sueco, mas deve conseguir. Eu espero.
Monsieur Gordon, mandou me chamar? Sim?
Sim. Claro. J� faz tempo.
Mas tinha desistido de v�-la.
Andei muito ocupada, ensaiando.
Quero apresentar a Srta. Lilian Brent.
E por que n�o?
Fico sempre feliz em conhecer gente.
-Como vai? -Encantada.
Se n�o se incomoda, eu vou embora.
Pe�a que ele me ligue � noite, se n�o estiver muito ocupado.
-Vou anotar. -Obrigada.
Snoop, ou�a isso.
"Bob Gordon contrata a Srta. Arlette para "Broadway Rhythm".
A linda e talentosa atriz francesa, Srta. Arlette...
assinou um contrato para estrelar na produ��o...
"Broadway Rhythm".
O jovem produtor est� de parab�ns...
por ter conseguido a Srta. Arlette.
Os ensaios come�am hoje." O que acha disto?
Que bela mulher!
Como pode contrat�-la, se ela n�o existe?
� o que eu gostaria de saber.
-Snoop. -O qu�?
Falou com algu�m desde a �ltima vez que estive aqui?
-Com muita gente. -O que disse?
-A Srta. Arlette est� ocupada. -N�o. Disse outra coisa?
-Sim. -O qu�?
-Ela est� muito ocupada. -Olhe, Snoop...
Quero que pense. N�o se esforce demais...
...s� pense. -No qu�?
Falou com algu�m, enquanto estive fora?
-Sim. -Quem?
Kitty Corbett, a secret�ria de Gordon.
-O que disse? -A Srta. Arlette...
-Fora isso. -Eu disse: "Oi, Kitty!"
O qu�?
Mas desliguei. Para evitar ser descoberto.
Desligou?
Quando acabo a conversa, sempre desligo o telefone.
Que esperto! Voc� a viu depois?
-Ela esteve aqui. -Aqui? E o que ela disse?
N�o sei. Eu estava dormindo.
Dormindo?
Ela esteve aqui e voc� estava dormindo?
Eu apaguei. Ela deixou isso.
"MAIS UM ENSAIO, E PODE ENGOLIR O CHARUTO.
MADEMOISELLE KITTY CORBETT."
Que cara burro!
N�o se preocupe. Ela n�o vai fazer nada. Ela mesma disse.
Preciso descobrir quem � essa Arlette que Gordon contratou.
-O que quer que eu fa�a? -V� se afogar!
ENSAIO: 10H00 PRINCIPAIS E CORISTAS
N�o ficou muito bom, mas vai ter que dar.
5 min de descanso.
-Quem �? -Srta. Arlette?
"Oui, monsieur."
O Sr. Gordon est� pronto para ver seu n�mero.
"Tr�s bien." Estou indo "tout de suite".
Certo.
Fique com os dedos cruzados.
Bon-jour, Monsieur Gordon. Est� pronto para mim?
Sim, mademoiselle. Pront�ssimo.
"Merci beaucoup"
Rita, pegue.
-Sabe a "musique" da Arlette? -N�o sei.
Que pena! Ent�o toque para mim... como dizem...
-Como... -Como...
N�o, n�o, monsieur.
Algo com... ritmo, n�o �?
Algo quente.
Est� tudo errado. N�o � nada disso.
Monsieur, lamento, mas ele n�o entende.
Deseja outro pianista?
Eu lhe digo. Farei para voc�.
Como fiz em Paris. Sem m�sica.
� muito melhor assim.
Gosta, n�o?
Voc� o pegou! Voc� o pegou!
A tal da Arlette, que espalhou em sua coluna...
sabe quem ela �?
Um charuto de 5 cents, e um p�ssimo fumo.
Pode ser, mas existe uma Srta. Arlette em Paris...
e est� amea�ando nos processar. Leia o telegrama.
O que vai fazer?
N�o se preocupe. Vou matar a Arlette hoje.
-Matar? -Vou cuidar de tudo.
N�o haver� derramamento de sangue, s� um belo assassinato.
E n�o mande orqu�deas.
N�o, Sr. Gordon, eu nunca saio em p�blico.
Tem que fazer uma exce��o.
Vou com a imprensa e todos os membros do elenco.
Toda festa � para voc�. S� a publicidade vai fazer o show.
Por favor, diga que ir�.
"Tr�s bien".
-Se voc� insiste. -�timo.
E para a senhorita.
"Merci".
� Bert Keeler do World Tribune.
Quero v�-la j�.
Se for esperta, pegue o primeiro t�xi e venha.
Irei j�.
-Algum problema? -Nada de importante.
Mas eu gostaria de ajud�-la.
Sr. Gordon, me d� licen�a. Tenho que ir.
Posso ir junto?
N�o, � uma hora que a atriz deve ficar sozinha.
Certo.
"Au-revoir". At� a noite.
Sr. Keeler, mandou me chamar, n�o?
Eu sou Keeler. E mandei cham�-la.
Desculpe.
-Sabe, andei muito ocupada. -Ensaiando.
Se � francesa, eu sou chin�s.
-Isso � poss�vel. -Sente-se.
Estou feliz em conhec�-la.
-Monsieur! -Pode me chamar de "senhor".
Acha que pode se safar de uma tram�ia destas?
Tram�ia? O que � isso?
Se quer brincar, vai comer queijo.
N�o gosto de queijo.
-Bem? -Bem?
Certo, eu trato de outro jeito.
-Ligue para Bob Gordon. -N�o fa�a isso, por favor.
Deixe. Fale depressa.
Queria entrar no show de Bob Gordon, e foi o �nico jeito.
-Por qu�? -Ele n�o deixou...
com o meu nome verdadeiro, mas como Arlette, me acha �tima.
Ele pode estar certo, e � disso que tenho medo.
A festa acabou. Sinto, mas tenho que estragar tudo.
Por qu�?
Eu construo uma falsa Arlette, como brincadeira.
Voc� entra, e Gordon ganha com a publicidade...
e eu sou o maior ot�rio da Broadway.
E todos foram felizes para sempre.
Mas n�o �s minhas custas.
Eu fiz Arlette e posso acabar com ela.
Tenho um jornal que publica tudo o que escrevo.
Esta � minha coluna de amanh�. Ou�a:
"Arlette recusa proposta rid�cula de Gordon e parte para a Fran�a."
E todos s�o felizes para sempre.
Sem Arlette.
Em outras palavras, se vinga de Gordon...
por causa de inofensivos socos no queixo.
Inofensivos?
Minha entrada no show significa muito para mim...
mas significa muito mais para Bob, e vou proteg�-lo.
N�o importa o que escreva sobre mim em sua coluna...
mas entenda: n�o pode impedir que Arlette abra o show amanh�.
-Com licen�a. -Espere um pouco.
Espere um pouco.
Se n�o acredita que eu possa, acreditar� que...
a verdadeira Arlette possa.
N�o h� uma verdadeira Arlette.
Foi o que eu pensei.
Aqui est� o telegrama que chegou de Paris.
"A menos que pare a publicidade em sua coluna...
e desmascare a falsa Arlette...
meus advogados v�o process�-lo e a Gordon, imediatamente.
Srta. Arlette." O que acha?
Mas Gordon est� lhe oferecendo um banquete, se ela n�o aparecer...
vamos levar outro soco no nariz.
N�o posso evitar. Lamento ter que fazer isto.
Espere um pouco.
Voc� n�o est� numa posi��o tranquila.
O que eu e Gordon fizemos foi baseado em sua informa��o falsa.
Agora, vai me escutar.
N�o entendo porque ela n�o est� aqui.
Eu n�o entendo porque ela n�o veio com voc�.
Disse que preferia vir sozinha. Ligue para o hotel...
...e veja se j� saiu. -� pra j�.
-Boa noite. -Boa noite.
-Boa noite, Sr. Keeler. -Boa noite.
Por aqui, por favor.
Boa noite, Sr. Gordon.
-Irene! -Ol�, Bob.
-O que faz em N. York? -Eu n�o fui para casa.
-Estive aqui o tempo todo. -Por que n�o me avisou?
N�o achava que estivesse interessado.
Desculpe, Bob, mas a Srta. Foster � minha convidada.
-Venha, Irene. -Desculpe, Bob.
-Estou muito nervosa. -Como acha que eu estou?
N�o foi minha id�ia.
Veja isso na coluna de Keeler.
"UM CONHECIDO PRODUTOR DA BROADWAY TER�...
UM MOMENTO EMBARA�OSO E UMA SURPRESA, NO JANTAR...
QUE EST� DANDO HOJE PARA UMA CERTA ATRIZ FRANCESA...
QUE N�O VAI COMPARECER." Outra brincadeira de Keeler.
-�s suas custas. -Como assim?
Chequei em todos os lugares. N�o consigo localiz�-la.
Ligue para o hotel de novo. Ela tem que estar l�.
Eu liguei duas vezes. N�o est�. Foi embora � tarde.
N�o acha que dever�amos lhe dizer?
Que acha de um soco no nariz?
Ande, sen�o n�o d� tempo.
Broadway, rua de milh�es de noites
Broadway, rua de milh�es de vistas
Broadway, rua de milh�es de noites
Noites de dor, l�grimas, tristeza
Noites que prometem um amanh� alegre
Para cima ou para baixo triste ou alegre
H� algo nesta velha Broadway
Que o faz entrar e sair
Que o faz triste, mas esperan�oso
Tem que dan�ar!
Tem que dan�ar!
O ritmo da Broadway � um lugar onde todos dan�am
O ritmo da Broadway � um lugar onde todos dan�am
No caminho amplo e em cada caf� de Paris
A orquestra toca tirando seu f�lego
Com o ritmo da Broadway todos cantam
E dan�am
Oh, o ritmo da Broadway
Oh, o ritmo da Broadway
Quando ou�o aquela batida feliz
Sinto vontade de dan�ar docemente
Aquele ritmo da Broadway o lindo ritmo
-Tenho que dan�ar -Tenho que dan�ar
-Tenho que dan�ar -Tenho que dan�ar
O ritmo da Broadway me pegou, todos dan�am
O ritmo da Broadway me pegou
O ritmo da Broadway me pegou, todos dan�am
O ritmo da Broadway me pegou
-No jogo que eu jogo -No jogo que eu jogo
-A orquestra toca -Tirando seu f�lego
-O ritmo da Broadway me pegou -Todos dan�am
Todos cantam e dan�am
E dan�a
E dan�a
O ritmo da Broadway
Nas ruas, todos dan�am
O ritmo da Broadway nas ruas
Todos dan�am
No ritmo da Broadway
Nas ruas todos cantam e dan�am
Tem que dan�ar
Tem que dan�ar
Tem que dan�ar Dan�ar na Broadway
A coisa � o ritmo da Broadway Todos cantam de dan�am
Cantam e
Dan�am
Dan�am
N�o tem significado, dance
N�o tem significado, dance
N�o tem significado, dance
O ritmo da Broadway nas ruas
E todos dan�am o ritmo da Broadway
-O chefe no telefone. -Aqui � o Keeler.
Parem as prensas. Vou ditar a nova coluna.
Bob Gordon vai levar Irene Foster ao altar...
depois do lan�amento de Broadway Rhythm.
E Bert Keeler foi escolhido como padrinho...
por aclama��o popular.
Ponto de interroga��o e de exclama��o.
Isso me parece a variedade "Apu", 2A.
Acho que � 7B, a perna superest�tica.
Os dois est�o errados.
Foi um 5 A, o "uaua".
Eu a vi de longe � minha parte de
Crawford, Hepburn, Harlow
E minha Garbo.
Voc� � minha estrela da sorte.
Voc� � minha estrela da sorte.
LEGENDAS: jmedeiros17
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