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BrunoE | Darrow
LauraA | Lucasilvz
Beta | Vin�cius
M.Schuyler | EBennet
Anne | Bonaf�
Colorada | Vit�ria | alineana
Quando as primeiras horas da manh�
Chegam e se v�o
Atrav�s dos banhos da manh� nublada
Eu sa�do o amanhecer
Quando a sua luz atinge o ch�o
H� v�rios tesouros para serem achados
Debaixo do ador�vel c�u de Londres
Embora eu apague os lampi�es
Por favor, n�o fique triste
Nesta parte da cidade de Londres
A luz brilha
N�o acredite nas coisas que voc� leu
Nunca se sabe o que est� � frente
Debaixo do ador�vel c�u de Londres
Beba uma x�cara de ch�
Conserte sua x�cara quebrada
H� um ponto de vista diferente Esperando por voc�
Se voc� olhasse para cima
- Saia da�! - Eu sei
Ontem voc� precisou pegar emprestado dos amigos
Parece que as promessas do amanh�
Nunca chegam
Mas j� que voc� sonhou a noite toda
O amanh� est� aqui � chamado de "hoje"
Veja as coisas boas Voc� � um cara de sorte
Voc� est� debaixo
Do ador�vel c�u de Londres
Bom dia, Jack!
Almirante... acima do conv�s!
Ou�a
Logo esta crise vai desaparecer
N�o vai demorar
Mais breve do que imagina que ir� ouvir
Alguma m�sica nova
Tudo bem, crian�as?
Ent�o fique com aqueles que voc� ama
E talvez em breve, de l� de cima
Voc� ser� aben�oado, ent�o continue olhando alto
Enquanto voc� est� debaixo
Do ador�vel c�u de Londres
Ador�vel c�u de Londres
O RETORNO DE MARY POPPINS
- O que aconteceu? - N�o v� na cozinha, Georgie.
N�o sem suas galochas. Sim, ol�.
Temos um cano estourado. Com licen�a.
Ellen, poderia abrir a porta? S�o os encanadores aqui.
Foram r�pidos, n�o? Aqui Georgie, pegue isto.
Estou indo!
Bom dia, senhora.
- Eles n�o parecem encanadores. - Eu quis dizer no telefone.
- Somos advogados. - Advogados?
E eu achando que seriam �teis.
- �gua desligada! - Os encanadores vir�o.
Muito bem, pessoal. Que entusiasmo!
O que faz aqui, tia Jane?
Estamos fazendo um caf� do sindicato.
Escapei para alguns abra�os. Venha aqui.
Pode parar com a bate��o?
N�o s�o nem 8h de um domingo de manh�!
O que est� fazendo com meu esfreg�o?
Desculpe a intromiss�o. N�o folgamos de final de semana.
Gostar�amos de falar com o sr. Banks, se ele estiver.
"Aviso de reintegra��o de posse"?
Esperem a�.
- Limparei isso a manh� toda. - Aqui. D�-me isto.
- Obrigado, querida. - Senhor.
- Os lobos est�o na porta. - O que eles querem?
Trazer problema, se quer saber.
- Parece o T�misa l� dentro. - N�o se preocupe, eu limpo.
Por que n�o cuida do caf�?
Algu�m precisa fazer, se n�o quisermos passar fome.
- Por que n�o deixa ela limpar? - � mais trabalho para mim.
J� encontrei carne pendurada no cabideiro
e meu chap�u estava na despensa.
Preciso de um pente. Estou horr�vel.
N�o esque�a que tem visitas, Michael.
Certo. Desculpem-me.
Estamos passando por um pouco de caos hoje.
Parece que sim. Infelizmente, n�o podemos esperar.
Desculpe-me, senhor...
Como devo fazer o caf�
quando n�o h� nada al�m de arenques e marmelada?
As compras... Eu ia fazer ontem.
Muito bem. Arenque no caf� e marmelada no almo�o.
A loja em frente ao parque estar� aberta.
- N�s tr�s podemos ir. - Obrigado, John.
Mas voc� disse que ir�amos ao parque.
Passaremos l� no caminho.
- Mas... - Chega, Georgie.
- Eu pego isto. - Obrigado. Por favor, venham.
Em que posso ajudar?
Sou Hamilton Gooding, este � o sr. Templeton Frye.
Somos procuradores da firma
de Gordy, Cordry, Gooding e Frye.
- O qu�? - Desculpe. Nada.
"SPRUCE"? � seu clube de jardinagem?
N�o. N�o, � a...
"Sociedade de Prote��o dos Direitos
dos Cidad�os Mal Pagos da Inglaterra".
Voc� � da organiza��o? Ela trabalha na organiza��o.
Sim. Tamb�m damos comida aos pobres.
� um trabalho que n�o tem fim, ultimamente.
Claro que sim, sr� Banks.
"Senhorita" Banks. Sou irm� de Michael.
Minha esposa faleceu ano passado.
Isso � terr�vel! Aquelas pobres crian�as.
Nossos mais profundos p�sames.
Obrigado. Perd�o, o que traz voc�s aqui?
Vou me despedir.
O senhor fez um empr�stimo no Banco Fidelity Fiduciary
no valor da sua casa.
- Voc� fez o qu�? Michael! - Eu precisei, Jane.
Com Kate e as contas se acumulando, n�o tive escolha.
- S�o tempos dif�ceis, n�o �? - Sim, bem...
Parece que voc� tem tr�s meses de pagamentos atrasados.
Eu sinto muito.
Kate, minha esposa, era quem cuidava das finan�as.
Minha cabe�a n�o anda boa. Perd�o.
E quanto exatamente eu devo a voc�s?
O banco est� exigindo que pague a d�vida integralmente.
- Todo o valor? - Sim, est� tudo no contrato.
- � mais do que ganho no ano. - Minha nossa!
Voc� tem cinco dias.
Se n�o puder pagar tudo at� a meia-noite de sexta,
temo que ficaremos com sua casa e voc� ter� que desocup�-la.
Mas eu trabalho para o Fidelity Fiduciary!
N�o como contador, aparentemente.
N�o, como caixa. Trabalho meio per�odo h� um ano.
- Na verdade sou artista. - Que seja.
Mas meu pai, George Banks, era s�cio s�nior de l�.
Ele nos deixou a��es no banco. Vamos usar para pagar.
- Guardei para as crian�as... - A��es? No banco?
Isso muda as coisas, n�o � mesmo?
- Armado e pronto, sr. Binnacle? - Pronto e carregado, senhor.
- Tem o t�tulo de participa��o? - Desculpe, o qu�?
O documento que prova suas pr�prias a��es no banco.
Deve estar em algum lugar nos velhos pap�is do papai.
Tr�s, dois, um...
Fogo!
Santo Deus!
Voc�s est�o acomodando anarquistas?
N�o, � o Almirante que mora ao lado.
Ele dispara um canh�o para marcar as horas.
Mas est� cinco minutos atrasado.
Sim, temo que ele tem atrasado nos �ltimos anos.
Assim como n�s, nesta manh�. Voc�s receberam uma notifica��o.
N�s mesmos encontramos a sa�da. Vamos, sr. Frye.
Espero que achem o documento, de verdade.
Tenham ambos um bom dia.
Voc� realmente escolheu a profiss�o errada.
Porque n�o me contou que pediu um empr�stimo?
N�o queria preocupar voc� e nem as crian�as.
Pensei que eu daria conta. Kate sempre conseguia.
De todos os erros mais est�pidos...
N�o posso perder a casa. Ela est� por todo o lugar.
N�o deixaremos isso acontecer. Mas, Michael,
n�s n�o temos esse dinheiro, ent�o precisamos do documento.
- Faz ideia de onde pode estar? - N�o sei.
- Talvez, no s�t�o? - Sim.
Sinto muito, n�o queria te colocar nisso.
Michael!
� a casa da nossa fam�lia e vamos perd�-la.
Ent�o pare de fingir que est� tudo bem.
Vamos perder nossa casa?
- N�o! - N�o!
Tia Jane s� estava dizendo...
Voc�s n�o precisam se preocupar, seu pai tem a��es no banco.
Voc� disse que n�o temos dinheiro suficiente.
Eu posso ganhar mais dinheiro.
Sou um banqueiro agora e � isso que banqueiros fazem:
ganham dinheiro.
Mas voc� n�o � banqueiro, � um pintor.
Pintores n�o ganham dinheiro. N�o nos dias de hoje.
Aqui, est� vendo?
O dia mal come�ou e j� te dei � 10.
- � melhor irmos. - Sim, vamos pegar seus chap�us.
Espere, John.
Georgie n�o deveria gastar o dinheiro com as compras.
- Aqui est�. - Obrigado, pai.
Vejo que est�o indo para o parque.
- Isso mesmo, Ellen. - Que legal.
- Vamos ao s�t�o? - E o trabalho?
- N�o, o trabalho pode esperar. - Obrigado, Jane.
Eu olho no s�t�o e voc� no velho guarda-roupa?
Almo�aremos ao voltarmos, Ellen.
Gillie vai ficar aqui.
Caramba, como cresceram.
AVISO DE REINTEGRA��O DE POSSE
- Papai n�o deu o suficiente? - Nem perto.
Pediremos p�o amanhecido pela metade do pre�o.
� isso que a mam�e fazia.
Ol�, Willoughby! Ol�, srt� Lark!
Ol�, Georgie! Oi, g�meos!
- Bom garoto, Willoughby. - N�o temos tempo para isso.
Vamos, garoto.
A mo�a dos bal�es! Podemos comprar?
N�o, Georgie. Mal temos dinheiro para as compras.
Georgie Banks, saia do gramado!
N�o passo o dia cuidando dele para ter meu trabalho pisoteado.
- Desculpe. - E se papai perder a casa?
Teremos que descobrir uma forma de conseguir de volta.
Voc� tem raz�o, � o que mam�e faria.
N�o nos falamos h� tanto tempo, querida
O ano passou t�o r�pido
Hoje parece que tudo deu errado por aqui
Eu gostaria que as coisas fossem como eram antes
Eu sei que voc� iria rir e me chamar de dram�tico
Pois tudo est� uma bagun�a
Esses quartos sempre estavam cheios de magia
Que desapareceu, desde que voc� se foi
Esta casa agora est� lotada de perguntas
Seu John � um question�rio ambulante
E eu certamente aceitaria alguns conselhos
Sobre como escovar o cabelo da nossa filha
Quando Georgie precisava de explica��es
Voc� sempre sabia exatamente o que dizer
E eu sinto falta das nossas conversas em fam�lia
� silencioso, desde que voc� se foi
O inverno passou
Mas n�o neste quarto
N�o h� mais neve nas cal�adas
Mas as cerejeiras esqueceram de florescer
O certificado...
O certificado de a��es.
Eu vou continuar do jeito que voc� me disse
Falo isso como se eu tivesse escolha
E mesmo que voc� n�o esteja aqui para me abra�ar
Nos ecos eu consigo ouvir a sua voz
No entanto, uma d�vida ainda toma meu dia
A resposta que eu mais desejei saber
Desde o momento que voc� se foi, querida
Minha d�vida, Kate, �...
Para onde voc� foi?
Nada no guarda-roupa.
- Minha nossa. - Sim, est� uma bagun�a.
Est� mesmo.
O que os materiais de arte fazem aqui em cima?
Eu n�o estava as usando mais.
Eu deveria me livrar de tudo isso.
Olhou na velha mesa do papai?
Na verdade, nem lembro porque guardei tais coisas.
Por que raios guardamos essa coisa quebrada?
N�o se lembra desta pipa?
Ador�vamos soltar ela com mam�e e papai.
Bem, ela n�o vai mais voar.
Ela vai para fora, sem olhar para tr�s.
Segure-se firme �queles que voc� ama
E talvez em breve, l� de cima...
Willoughby! Pare com isso.
Quanto tempo acha que levaremos hoje?
Vamos ver. S�o 9 minutos a p� at� a loja.
- Levando 10 minutos em cada... - Com licen�a, crian�as!
- Georgie! Volte aqui! - Georgie!
Crian�as! Eu j� disse para sa�rem do gramado.
- Mas o nosso irm�o... - Voc�s me ouviram. Agora!
O qu�?
- Socorro! - Estamos indo, Georgie!
POR FAVOR, FIQUEM FORA DA GRAMA
- Socorro! - Segure-se!
Ajude-me!
� ela mesmo.
Precisa ter mais cuidado quando o vento aumenta.
Quase perdeu sua pipa. Os dois quase perderam Georgie.
Ele poderia ter ido embora se eu n�o segurasse l� em cima.
Minha nossa, Annabel, o que fez com suas roupas?
D� para ter um jardim nessa terra toda.
- John, tamb�m est� imundo. - Como sabe nossos nomes?
Porque ela � Mary Poppins, � claro.
Permita-me dizer que est� encantadora como sempre.
Acha mesmo? � bom v�-lo, Jack.
� bom v�-la tamb�m, Mary Poppins.
Eu tinha sua idade quando a conheci,
- com o limpador de chamin�s. - Como vai meu amigo Bert?
Viajando o mundo por pontos desconhecidos.
Preciso falar com o pai dessas crian�as.
Essa fam�lia precisa muito de uma bab�.
Marchando, um p� de cada vez. Agrade�o se n�o perderem tempo.
V�o.
Pai! Tia Jane! Venham r�pido! R�pido!
- O que foi? - Aconteceu algo?
Eu empinava uma pipa e ela enroscou em uma bab�!
- Do que est� falando? - Venham ver!
Espere, onde pegou essa pipa?
Achei no parque. Ela impediu que voasse longe.
- Mary... - Poppins?
Feche a boca, Michael. Boca fechada n�o entra mosca.
Jane Banks, vejo que ainda d� risadinhas.
C�us, � mesmo voc�.
N�o parece ter envelhecido nada.
S�rio? Mas que grosseria.
Nunca discuta a idade de uma mulher.
Achei que tinha aprendido.
- Desculpe, eu n�o queria... - Voc� voltou.
Achei que nunca mais ver�amos voc�.
� maravilhoso ver voc�.
N�o � mesmo?
- Ent�o voc�s a conhecem? - Mary Poppins era nossa bab�.
O que te traz aqui, depois de tanto tempo?
O mesmo da primeira vez. Vim cuidar das crian�as Banks.
- De n�s? - De voc�s tamb�m.
N�o precisamos de bab�. Mam�e nos ensinou a nos cuidar.
Voc�s perderam Georgie, devo lembrar.
S� por pouco tempo, n�s o recuperamos.
Fazemos tudo que uma bab� faria.
Mary Poppins voou em uma pipa. Voc� pode fazer isso?
Do que est� falando, Georgie?
Deixe-o acreditar no que for. Quando �ramos novos,
imagin�vamos que Mary Poppins podia fazer coisas imposs�veis.
- Na verdade... - "Na verdade" o qu�?
Na verdade, queria falar sobre o emprego.
Seu guarda-chuva fala!
Georgie, por favor, � uma conversa de adultos.
- Por que n�o subimos, Georgie? - Mas ela falou, eu juro!
Temo que Georgie sofra de excesso de imagina��o.
Se me lembro bem, voc� tamb�m sofria disso.
Verdade? Esses dias ficaram para tr�s.
Tem certeza? Agora, sobre meu emprego...
- Sobre ele, n�o posso bancar... - Falaremos sobre isso depois.
Mas quero meu quarto de volta, se ele n�o estiver um desastre.
- E cada segunda ter�a-feira. - Temo que...
- Claro, Mary Poppins. - Que bom, combinado, ficarei.
Com licen�a, as crian�as parece que pularam na lixeira.
Meu primeiro trabalho ser� dar um bom banho e vesti-los.
Jane, enlouqueceu completamente? N�o posso bancar mais algu�m.
Mary Poppins n�o � qualquer uma. N�o se contratam mais bab�s.
- Ela n�o tem aonde ir. - Nem n�s teremos.
- Sem emburrar igual papai. - Sem essa.
D� uma chance. Precisa de ajuda, como ela.
Certo, acho que ela pode ficar, por hora.
Afinal, ela voou at� aqui em uma pipa.
Quando �ramos crian�as, aquelas coisas n�o...
- Aconteceram? N�o, rid�culo. - N�o, claro que n�o.
- Ol�, Mary Poppins. - Ol�, Ellen.
- Como fez isso? - O qu�?
Por que papai n�o acreditou que voou na pipa?
Porque n�o faz sentido, � claro.
Adultos esquecem. Sempre esquecem.
J� chega, deveria ter te deixado no porta guarda-chuvas.
Com as bengalas, n�o!
- Sobre o que sussurram? - Nada.
"Nada" � uma palavra bem �til.
Ela pode significar "nada" e "tudo".
- � que... - N�o precisam de uma bab�.
N�s crescemos bastante no �ltimo ano, afinal.
Verdade, vamos ver o que pode ser feito com isso.
- Era da mam�e, cuidado! - Sempre sou cuidadosa.
Ent�o voc� vai ficar?
Sim, eu vou ficar. At� que a porta se abra.
- O que isso significa? - A porta est� sempre abrindo.
- N�o aquela porta, outra. - A porta do banheiro?
Que tolice, Georgie.
- N�o � a porta do banheiro? - N�o, mas um banho seria bom.
Venham, hora de um bom e limpo come�o.
Mam�e nos dava banho no fim da tarde.
Por experi�ncia, a hora certa � quando precisa se lavar.
Georgie, voc� ir� primeiro.
Somos bem capazes de prepararmos nossos banhos.
Que bom, John, nesse caso, pode desligar a torneira.
Ainda n�o, ainda preciso colocar as bolhas.
N�o gosto de bolhas de sab�o.
Ent�o deve tentar evit�-las a todo custo.
Ela � dura na queda, n�o?
Ent�o est� bem, mas vamos ter que ser r�pidos!
Ainda precisamos ir � mercearia, e parece que vai chover.
- Sei a quem devem perguntar. - A sombrinha n�o fala.
- Isso mesmo. - Como sabe que n�o?
Porque n�o. Essa ideia � rid�cula.
Exato, Annabel. N�o faz sentido, � tolice.
N�o faz nenhum sentido, ent�o n�o pode ser verdade.
John, que dom Pensar � sempre bom
Voc� j� sabe usar a intelig�ncia
Georgie v� E Annabel concorda
Tolice n�o � bem uma ci�ncia
Voc�s tr�s sabem que � verdade Que um mais um s�o dois
A l�gica nos faz manter a linha
Eu suspeito e nunca estou incorreta
Que voc� j� � grandinho
Para acreditar na imagina��o
N�o, ainda n�o.
Algumas pessoas s� querem saber de brincar
N�o d� para acreditar
E passar as f�rias na praia
N�o d� para acreditar
Alegria demais n�o faz bem
Pegue essa alegria toda e jogue-a pelo ralo
Alguns acham gra�a da vida E d�o risadinhas o tempo todo
E acham que o mundo � um brinquedo
E se vivem nas nuvens Podem cair com um splash
Mesmo machucados Eles se levantam e come�am a rir
N�o d� para acreditar
Pensando bem, voc�s t�m raz�o.
N�o faz sentido tomar banho t�o cedo.
Espere! Eu quero entrar no banho.
Verdade? Ent�o muito bem...
Subindo e descendo.
Georgie! Georgie...
John! O que fez com eles?
� s� um banho, querida. Essa banheira nem � minha.
Voc� n�o vai atr�s deles?
N�o, tomei banho de manh�, agrade�o.
Ent�o se voc� n�o vai, eu vou!
L� vamos n�s!
Alguns gostam de entrar com tudo N�o d� para acreditar
Se debatem na banheira N�o d� pra acreditar
Cachorrinhos nadando no fundo do mar
Pode parecer real Mas sabemos que n�o � assim
Cozinhar sem uma receita
N�o d� para acreditar
Quem sabe o que sair� do caldeir�o
Piratas seguem mapas com chap�us de navegar
S� pensam em enriquecer, mas nunca v�o envelhecer
N�o d� para acreditar!
N�O PISE NAS ALGAS
N�o esque�am de esfregar as orelhas!
Algumas pessoas gostam de aventura
N�o d� para acreditar
E navegam direto para as cachoeiras
N�o d� para acreditar
Gostam de ver a vida como um pr�mio
Balan�am o barco, e...
Homem ao mar!
Alguns olham para o mar e enxergam um novo dia
E logo sentem a alegria dominar
Mas alguns s�o como �ncoras
E afundam em segundos
Ent�o...
Ent�o no fim do dia aprendemos Que tudo pode ser divertido
N�o d� para
Acreditar
N�o.
- N�o. - N�o.
- Encontrou? - N�o. Nada.
S� encontrei seus desenhos e contas.
- Ent�o n�o est� aqui. - Pai, tia Jane!
- Foi incr�vel... - N�s mergulhamos e depois...
- E ent�o... - N�s velejamos e...
Agora n�o, por favor.
Aconteceu mesmo! Conte a eles, Mary Poppins!
N�o sei do que est�o falando.
- Nadamos do lado do navio... - J� chega, por favor!
Tem raz�o, pai. Sentimos muito.
N�o, eu sinto muito.
N�o quis ficar irritado com voc�s.
� que perdi algo muito importante.
Sim, mas vamos encontrar.
Seu av� deve ter guardado em algum lugar... o banco!
- Ele tinha um cofre no banco? - Tinha.
- Vamos! - Est� fechado.
- Vamos amanh� cedo. - Precisamos da chave.
H� uma gaveta cheia de chaves na mesa do papai.
- � s�rio? - �!
Senhor, tenha miseric�rdia de mim.
Eles j� deviam saber como cuidar de si mesmos.
Ficar s� olhando n�o limpar� a sala.
John, Annabel, guardem os livros.
Georgie Banks, volte aqui.
- Leve esta bagun�a. - Claro, Mary Poppins.
Bom menino.
V� logo, rapidinho.
Bem...
� s� isso.
Ser� que sr. Dawes Jr. n�o estenderia o prazo?
Estenderia, se ainda estivesse aqui.
O sobrinho do Dawes est� gerenciando o banco.
Ele nem deve saber quem sou eu.
- Obrigado. - Claro, senhor.
Est� na hora dele saber, n�o acha?
Jane!
Jane!
Jane!
Jane!
- Sr. Banks. - Bom dia.
Desculpe-me.
Jane, n�o podemos sair entrando no escrit�rio dele.
Ol�, srt�... Penny Farthing.
A antiga secret�ria finalmente se aposentou?
Ela tinha um pote de doces que n�s costum�vamos atacar.
Eu me recordo desse pote.
Tinha balas de caramelo que grudavam nos dentes.
Voc� precisa de um pote desses, srt� Farthing.
� claro, senhor.
Esta seria sua irm�, sr. Banks?
- Sim. Jane Banks. Como vai? - � um prazer.
Sou William Weatherall Wilkins. Podem entrar.
Se soubesse que o filho de George Banks
faria um empr�stimo conosco, eu mesmo cuidaria da papelada.
Infelizmente,
n�o h� o que eu possa fazer quanto ao prazo de pagamento.
Nosso pai nos deixou a��es no banco.
- Que �tima not�cia! - � mesmo.
O problema � que n�o encontramos o certificado.
Ser� que voc� n�o teria uma c�pia dele?
Acredito que sim.
Traga o livro de acionistas, srt� Farthing.
Um minuto.
E quanto a seu tio, o sr. Dawes Jr.?
Ele saberia sobre as a��es de papai, certo?
Temo que a idade esteja chegando para tio Dawes.
N�o est� com mente boa.
Infelizmente � por isso que assumi o cargo dele.
Obrigado, srt� Farthing.
Vejamos.
Babcock, Baker...
Parece n�o haver registro de George Banks.
Mas n�o se desesperem.
Voc�s t�m at� a �ltima badalada da noite de sexta-feira
para encontrar o certificado. Continuarei procurando.
Muito obrigada, sr. Wilkins.
- Foi um prazer, obrigada. - O senhor foi muito gentil.
- Obrigado, sr. Wilkins. - De nada.
- Traga o arquivo do sr. Banks. - Claro, senhor.
Georgie, isto � um quarto, n�o uma casa de show.
Podemos tomar outro banho?
Que bobeira.
John, des�a e ajude Ellen...
- a guardar a lou�a. - Claro, Mary Poppins.
- Posso guard�-las sozinha. - Muito bem.
Agora, Georgie Banks...
Se espera que eu deixe voc� levar essa pipa rasgada
ao parque amanh�, � melhor come�ar a remend�-la.
Claro, Mary Poppins.
Deixe-me ajud�-la.
Que cavalheiro. Sua ajuda ser� muito �til.
Queria que pud�ssemos ajudar seu pai a salvar a casa.
Eu poderia vender meu colar e broche.
� um conjunto que minha m�e me deu.
- Voc� faria isso por n�s? - Vender meus bens preciosos?
- N�o foi o que quis dizer. - Tudo bem.
Acho que s�o falsos.
H� coisas nesta casa mais valiosas que meu conjunto.
Com licen�a, Ellen.
O que deu nele?
Annabel!
- Sei como salvar a casa! - Como assim?
Se pretendem continuar sussurrando,
falem mais alto, assim todos saberemos o segredo.
- Ol�, Jack. - Mary Poppins, como est�?
Estou me adaptando muito bem, obrigada.
- Seguinte... - Quando eu era jovem,
eu acenava ao casal de irm�os que morava aqui.
Refere-se a Michael e Jane.
Srt� Jane Banks!
De vez em quando vejo sr. Banks, mas ela n�o.
Ela agora mora no outro lado da cidade.
Provavelmente se esbarrar�o algum dia desses.
O que est� fazendo? Ningu�m pode tocar nisto!
� porcelana da Royal Doulton, Annabelle.
Mam�e sempre disse que era valiosa,
suficiente para quitar as d�vidas.
P�ssima ideia. Mam�e amava isto.
- Ela venderia pela casa. - � da mam�e!
- Coloque de volta! - N�o, Georgie, d� para mim!
- Solte! - N�o!
Foi bom voc� aparecer, Mary Poppins.
Isso n�o soa bem, n�o �?
O que est�o aprontando?
- E a pe�a que falta? - N�o sei!
Ent�o encontre!
Quem quebrou a tigela?
- O Georgie! - N�o! Foi a Annabel!
Se John n�o tivesse mexido...
Na verdade foram os tr�s.
Quem disse isso?
- Minha Nossa! - A imagem mudou!
Eles quebraram a roda da sua carruagem.
Sim, quebraram. Est� in�til agora.
In�til como um bule de chocolate.
A tigela est� falando.
E quem consertar� isso?
Eis a quest�o. Quem quebrou que conserte. � o que acho.
- O que acha, Mary Poppins? - N�o temos escolha.
E como faremos isso?
Sei um pouco sobre carruagens.
N�o podemos consertar a roda. � imposs�vel.
Tudo � poss�vel. At� o imposs�vel.
Juntem-se todos. Rapidinho.
Georgie, n�o esque�a da Gillie.
- Estamos prontos? - Prontos.
- O que aconteceu? - Onde estamos?
Parece que estamos na China, n�o?
Por aqui, aquela roda n�o se consertar� sozinha.
Tenham cuidado, � porcelana fina e n�o queremos lascar o esmalte.
Georgie, cabe�a erguida e p�s para baixo. Voc� tamb�m..
Condutor, com licen�a. Poderia nos ajudar?
Mary Poppins, � voc� mesmo!
- Mas ele �... - Voc� �...
Isso mesmo, sou irland�s. E tamb�m parte poodle.
� maravilhoso ver voc�, Shamus. Sinto muito por tudo isto.
Ajudaria Jack a erguer a carruagem
enquanto as crian�as colocam a roda?
- Com prazer. - Ela est� falando com um c�o!
Claro que ela pode falar.
Em seus postos.
Prontos?
E ergam.
Vamos ver. Isso deve servir.
A� est�! Prontinho!
- At� que ficou bom. - Ter� que servir.
- Vamos voltar ao quarto. - Mas j�?
N�o podemos ficar na tigela um pouco?
- Quero andar de carruagem! - Eu n�o me importaria.
Acredito que n�o far� mal algum.
- Shamus, voc� se importa? - Nem um pouco.
Subam todos!
Cuidado com os degraus. Fiquem confort�veis.
Aonde gostariam de ir neste belo dia?
Ao Audit�rio Royal Doulton, por favor.
- Onde? - O que �?
Embarcaremos em uma aventura, n�o estraguem com perguntas.
Vamos, Clyde.
Onde Quando se � crian�a sempre h� mais algu�m
Era um mundo totalmente diferente
Segurem-se
Onde, todo dia, mais pessoas v�o em dire��o ao p�r do sol
Em dire��o a um m�stico m�tico Nada real�stico show
Sim, nesta querida tigela,
Royal Doulton, porcelan�stica, simplesmente din�mica
H� um rio com fofos e curiosos Mas animais peludos e furiosos
Onde os macacos e beija-flores
Sabem a melodia e as palavras Todo os tipos de animais
Os melhores s�o aclamados e todos pedem bis
No audit�rio Royal Doulton
Essa arrepiou a minha cauda! Quase l�, Mary Poppins!
Nesta maravilhosa, m�stica,
sofisticada tigela Royal Doulton
Tantos p�ssaros chegando,
Muitos hamsters roendo E comendo todo o cen�rio
Os felinos afinam as cordas
Rouxin�is nas coxias Esperando pelo som dos tambores
No mais sensacional No mais ovacionado
Audit�rio Royal Doulton
Chegamos!
Onde est� a casa de show?
� claro! Um minuto!
Vamos entrando, senhoras e senhores.
- Caramba! - No Audit�rio Royal Doulton!
Como � que ela fez isso?
Algo que deve saber sobre Mary Poppins:
Ela nunca explica nada.
Venham! Restam poucos lugares, peguem logo os ingressos.
Para uma �nica performance, apenas uma...
Mary Poppins!
� uma grande honra t�-la conosco esta noite.
- Obrigada! - E vejam quem est� aqui,
ningu�m menos que John, Annabel e Georgie Banks.
- Voc� nos conhece? - Claro,
todos n�s conhecemos voc�s.
Temos observado voc�s no quarto h� anos.
� um prazer conhec�-los.
Apressem-se, peguem amendoim,
algod�o-doce e j� para dentro!
- Podemos, Mary Poppins? - Sim.
- Vamos pegar algod�o-doce! - Fiquem longe da borda.
� o aclamado, imensur�vel
Incompar�vel e insuper�vel
Audit�rio Royal Doulton!
Com licen�a.
Senhoras, senhores e crian�as, bem-vindos ao show de shows!
� uma grande honra apresentar a convidada da noite,
a primeira e �nica...
Mary Poppins!
Que bobagem, Jack.
Cante para n�s, Mary Poppins!
- N�o, n�o. - S� uma palinha.
N�o, n�o canto h� anos.
Por favor, Mary Poppins, por favor?
N�o, n�o poderia... R� bemol maior.
O tio Gutenberg amava os livros
E morava em Charing Cross
Lembrar da sua biblioteca me faz sorrir
Ele lia hist�rias para mim
Quando estava s�brio
Gostaria de compartilhar a sabedoria
Do meu bibli�filo favorito
E ele dizia...
N�o julgue o livro pela capa Abra-o e d� uma olhada
Porque pode descobrir
Que o rei gosta de trapa�a
Os cap�tulos podem ser sinais E se voc� ler nas entrelinhas
Descobrir� que se equivocou no seu julgamento
N�o se deixe enganar N�o julgue o livro pela capa
Mary Poppins, voc� nos daria um exemplo?
� claro!
Nellie Rubina era de madeira Mas algo que ningu�m via era
Mesmo com o tronco sem folhas Suas ra�zes eram lindas e verdes
Quando as p�talas brotaram, o sr. Hickory percebeu
Ele ent�o pegou as sementes E agora h� mudas por todo lado
N�o julgue o livro pela capa Abra-o e d� uma olhada
Porque pode descobrir Que o rei gosta de trapa�a
Os cap�tulos podem ser sinais E se voc� ler nas entrelinhas
Descobrir� que se equivocou no seu julgamento
N�o se deixe enganar N�o julgue o livro pela capa
Vamos contar aquele da Vi�va Rica?
- Com toda certeza. - Sempre amei essa.
Ent�o conta.
A sr� Hyacinth Macaw levou o seu tesouro para um recife
Onde s� vestiu um sorriso Mais duas penas e uma folha
Ent�o ningu�m tentou roub�-la J� que vestia quase nada
Andando assim ao natural N�o se mostra que � rico
N�o julgue o livro pela capa Abra-o e d� uma olhada
Porque pode descobrir Que o rei gosta de trapa�a
Descobrir� que se equivocou no seu julgamento
N�o se deixe enganar N�o julgue o livro pela capa
Conte-nos a do trambiqueiro, vai Jack!
Ela n�o � um pouco longa?
Comece logo que ela acaba logo.
Era uma vez Em uma cantiga
Um castelo com um rei Que se escondia por a�
Ele nunca foi � escola, nada aprendeu
Tinha cetros e espadas E lordes aos seus p�s
No fundo era infeliz Quem diria
Porque ele n�o sabia nem fazer contas e nem escrever
A coroa era imensa Mas o c�rebro pequeno
Ent�o a rainha solicitou a todo o reino
"� senhoras e senhores e aos habitantes
Tragam-me professores" Depois foi ao sal�o
E eles vieram do leste E vieram do sul
Trouxeram conhecimentos De todas os lugares
Mas o rei n�o aprendeu E a rainha sentenciou
Cortem todas as cabe�as E as coloquem nos port�es
Avisaram a todas as vi�vas que perderam o seu amor
Mas um dia um estranho surgiu cantando:
"Sou trambiqueiro mas ao rei vim educar"
A rainha teve raiva Odiava os buf�es
Mas li��es de buf�es deveriam ser ensinadas
Pode ser feliz Se curtir o que j� tem
N�o tente ser quem voc� n�o �
Ent�o eles cantaram e riram E viraram amigos
Buscaram o fim legal No final do arco-�ris
A li��o � n�o deixar as apar�ncias te guiarem
N�o � t�o f�cil A menos que seja dr. Jekyll
Sendo assim Esconda-se e fique paradinho
A verdade n�o pode ser negada J� que testemunhei
Que o que realmente importa Mora dentro de voc�
Ele conseguiu!
N�o julgue o livro pela capa Abra-o e d� uma olhada
Porque pode descobrir Que o rei gosta de trapa�a
Prestem aten��o no que falamos Leia um livro antes de deitar
E mais uma vez Antes de irmos
Quero ouvir!
A capa � bonita Mas siga nosso conselho
A capa � bonita N�o v� se arrepender
N�o se deixe enganar N�o julgue o livro pela capa
Gillie!
- Onde est� o Georgie? - Eu n�o sei.
O que voc�s est�o fazendo?
Olha s� se n�o � o menino que quebrou a tigela.
Esperamos muito tempo para voc�s nos visitarem.
Para podermos visitar o quarto de voc�s.
- Mas s�o nossas coisas! - N�o mais, elas n�o s�o.
Devolva o Gillie!
Ele � meu! Minha m�e fez para mim!
- Deixem nosso irm�o em paz! - Hora de ir, meninos!
- Annabel! Ajude-me! - Georgie!
- Estamos indo Georgie! - John!
Deixe-me sair! Quero ir para casa!
Qual casa? Voc� perdeu a sua!
- Shamus! - Clyde!
- Isso mesmo, somos n�s! - Vamos salvar o irm�o de voc�s!
Estamos perto!
- Deixe-nos mais r�pido! - Sim, senhor!
Vamos l�, amig�o!
Estamos pr�ximos! Preparem-se crian�as.
Pronto... agora!
- Muito bem crian�as! - Mostrem a eles como se faz!
- Livrem-se deles! - Senhor...
Voc� me escutou!
- Georgie! Voc� est� bem? - Annabel, veja.
- Fique com o Georgie. - Certo.
Tenha cuidado! O que voc� est� fazendo?
N�o!
O final da tigela!
Est� tudo bem, est� tudo bem. Deixe-me colocar isso em voc�.
Est� tudo bem.
Parece que voc� estava tendo um tipo de pesadelo.
Tinha raz�o, Mary Poppins! N�o devemos julgar pela capa!
Achei que fossem legais!
- O que voc� est� dizendo? - Tentaram pegar o Gillie!
Gillie est� aqui, dormindo, como voc� deveria estar.
Mas foi real! Roubaram todas as nossas coisas
e o lobo disse que n�o veria mais nossa casa.
Isso � um absurdo.
Mas tamb�m tive um pesadelo parecido com esse.
Eu tamb�m. Parecia terrivelmente real.
N�o quero perder a nossa casa.
Viu, Georgie? Por isso quer�amos a tigela.
�amos vender para salvar a casa.
Sinto falta da mam�e.
Escutem voc�s tr�s. Est�o se preocupando demais.
Afinal... n�o pode perder o que nunca perdeu.
Eu n�o entendo.
Voc� j� ficou acordado
Rolando na cama
Da madrugada
At� o nascer do sol
Procurando pelas coisas
Que costumava conhecer
Procurando pelo lugar
Para onde v�o as coisas que perdeu
Voc� j� sonhou
Ou relembrou
Tentando imaginar onde achar
O que sente falta de verdade?
Talvez todas as coisas
Que voc� tanto ama
Estejam esperando no lugar
Para onde v�o as coisas que perdeu
Mem�rias que compartilhou
Que achou que tinham sumido
Ainda est�o ao seu redor
Mesmo que n�o possa ver
Nada realmente se foi
Ou se perdeu sem deixar rastros
Nada se foi para sempre
S� n�o est�o no mesmo lugar
Ent�o quem sabe meu prato
E minha colher preferida
Estejam tentando se esconder
Logo atr�s da lua
Esperando l�
At� a hora certa de aparecer
Como a primavera
Escondida por baixo da neve
Escondida no lugar
Para onde v�o as coisas
Que perdeu
Hora de dormir.
Amanh� cedo, levaremos a tigela ao meu primo
para que conserte-a.
No sonho d� para achar
Tudo o que perdeu
Talvez seja na lua
Ou em um lugar diferente
Talvez as coisas que perdeu
Morem dentro de voc�
Quando precisar do toque dela
E seu olhar cheio de amor
Que se foram, mas n�o foram esquecidos
� a frase perfeita
Um sorriso de uma estrela
Que ela faz brilhar
Ela sempre estar� l� no c�u
A ver voc�s crescerem
Voc�s v�o ach�-la no lugar
Para onde v�o as coisas
Que perdeu
John, veja!
O len�o da Mary Poppins.
N�o foi mesmo um sonho.
Devemos contar a ela?
Melhor n�o.
Eu acho que ela j� sabe.
Mas que diabos! Cedo demais.
Por que aqueles palha�os bob�es do Big Ben n�o acertam?
Ahoy, senhorita!
Ol�! Bom dia!
- Desculpe. - N�o, n�o se preocupe.
- Deixe-me ajudar. - Obrigada.
Bom dia, Jane. Vejo que esbarrou no Jack.
As crian�as e eu vamos sair para consertar algo.
- Gostaria de vir junto? - O trabalho me chama.
Temos um com�cio hoje.
� verdade. D� a Jack um desses panfletos.
- Voc� � a srt� Banks, n�o �? - Sim.
N�o sei se lembra, mas eu costumava acenar
quando te via l� naquela janela.
Sim, Jack.
Sim, claro que me lembro. Pode me chamar de Jane.
Mas eu era bem mais novo.
Sim, mas seu sorriso n�o mudou nada.
� esta tarde, se puder ir.
SPRUCE? Bom para voc�, Jane Banks.
Os acendedores de lampi�es sabem que faz um bom trabalho.
N�s tentamos.
Se precisar de uma escada ou uma l�mpada acesa, me chame.
Obrigada, Jack, mesmo.
Lustrando a fechadura?
Veja isso. Srt� Jane conversando com lindo acendedor de lampi�o.
Parece que ele a iluminou bem, n�o �?
Isso n�o vai dar em nada.
Ela diz que essas chances j� passaram.
Digo que h� sempre novas chances.
- Meu alarme n�o tocou. - Deixe-me ajudar.
Vou me atrasar. Era s� o que faltava.
Ainda n�o est� atrasado.
Aqui est�. Pronto, v�.
- Bom dia, Michael. - Ol�, estou atrasado.
- Perd�o! - Tudo bem.
Estou procurando a casa de n�mero 19.
- Duas depois dessa. - Duas depois dessa.
Muito obrigada.
Michael, sua pasta!
S� n�o esquece a cabe�a porque est� grudada no pesco�o.
D�-me, Ellen. Eu levo a pasta.
Estamos indo no mesmo sentido. Podemos passar no banco depois.
Posso te dar uma carona. Estou livre.
- Maravilhoso. - Todos a bordo, vamos l�!
Na bicicleta? Mas somos cinco. N�o cabem todos.
Todo esse peso nessas rodas.
Mary Poppins, quanto voc� pesa?
N�o ligue para isso. � tudo quest�o de equil�brio.
Annabel aqui.
E agora John.
Sentem-se retos. N�o s�o sacos de farinha.
Georgie aqui na frente.
Mary Poppins, voc� vai aqui. Tudo sob controle.
- Tudo certo, pessoal. - Tudo pronto, sr. Binnacle?
- Pronto e carregado, senhor. - Todos prontos?
- Prontos! - Tem certeza que � seguro?
- Nem um pouco. Pronto! - Tr�s, dois...
- Segurem-se. - Um.
- Fogo! - Vamos!
Pare bem ali. Obrigada, Jack.
Certo, prontinhos. Vamos l�.
Obrigada, Georgie.
Por aqui, por favor.
Nunca tinha reparado nesse beco antes.
Porque nunca precisou consertar uma tigela da Royal Doulton.
Bem ali.
Aqui estamos.
Loja de consertos da Topotrepolovsky.
Todo tipo de reparo. Grande ou pequeno.
Parece que � s� um pequeno conserto hoje.
� o que queremos. � s� um pequeno reparo mesmo.
Agora minha cabe�a � uma campainha?
Imagino que meu bico seja �til para abrir latas.
Deixe de fuzu�, n�o seja t�o dram�tico.
Prima Topsy?
Mary Poppins?
Por tudo que � mais sagrado, n�o entre!
N�o seja t�o grossa.
Por favor, fique longe. Hoje � a segunda quarta-feira!
� a segunda quarta-feira, eu tinha esquecido.
Mesmo assim, hoje ou nunca. Esse � meu lema.
Aqui estamos.
Sigam-me.
Ent�o voc� entrou.
Voc� n�o escuta Topsy.
N�o, j� come�ou!
Agora, o que voc� quer?
Voc� tem visita, prima. Podia ao menos cumpriment�-los.
E como eu faria isso,
se estou aqui embaixo bem no teto?
Muito bem, vamos at� voc�.
Licen�a, por favor, Georgie.
Venham por aqui.
Tenham cuidado ao ir para cima.
Por que ter cuidado? Deixem tudo para Topsy arrumar.
Escalem minhas estantes, pisem nos brinquedos.
Chutem os rostos das bonecas de porcelana.
John, Annabel, Georgie e Jack. Essa � minha prima...
De segundo grau. Muitas vezes exclu�da.
Tatiana Antanasia Cositori Topotrepolovsky.
Mas podem me chamar de Topsy.
Acho que entendemos o conceito.
Que bom, voc� � r�pida. Vejam, meus pequenos,
tudo que eu conserto na segunda quarta-feira fica esquisito.
- Esquisito. - Sim, muito esquisito.
Por favor, voc� sempre disse que conserta tudo.
Garotinha, diga a Mary Poppins, que n�o escuta,
que em qualquer outro dia,
Tatiana Antanasia Cositori Topotrepolovsky
pode consertar qualquer coisa.
Se trouxer algo quebrado Em uma quinta-feira
Vou colar, remendar e costurar
E se for trazer algo em uma sexta-feira
Eu vou consertar e depois passar o dia na cama
S�bado, domingo e segunda-feira S�o os dias de divers�o
Mas na segunda semana J� coloco uma carranca
Porque logo ap�s a ter�a-feira
Um dia ruim j� vem
� a temida segunda quarta-feira
E de 9h at� o meio-dia
Minha vida vira de cabe�a para baixo
O r�pido � lento, o baixo � alto
Parar significa ir E por isso
Toda segunda quarta-feira � sempre bem dif�cil
De 8h �s 9h, tudo est� bem
E depois j� me preparo
Porque o mundo est� virando como uma tartaruga
Dia � noite, cachorro � gato
Preto � branco, magro � gordo
� por isso que solto o meu cinto
N�o posso lutar contra o feiti�o
Algu�m me tira desse angu
E tudo porque o mundo est� virando como uma tartaruga
Como entender? Sou o oposto do que eu quero ser
Anseio pela quinta-feira Quando tudo volta ao normal
Quando isso acaba?
Agora a vida � o como Guerra e Paz
Tolst�i tinha um dom Mas eu n�o poderia suportar
O topo de baixo, yin � yang
Paz e sil�ncio Sturm und Drang
Na noite de ter�a-feira Meu sangue come�a a congelar
Leste � oeste, dentro � fora
� por isso que preciso gritar Mas n�o
O mundo est� virando como uma tartaruga
Se fosse um outro dia
N�o teriam me visto t�o perdida
Pois desde o dia em que nasci
A segunda quarta-feira � assim
N�o poderia consertar isso hoje
Vai ser pior se eu tentar
Diz que a vida � s� cerejas
Mas quartas t�m caro�os
Tem conserto o tambor?
N�o parece promissor
- Pode reparar isso? - Consertar a corda?
- Talvez se todos ajudassem - � s� voc� dar as instru��es
Uma m�sica ruim Que ainda � cantada
Vamos fazer a tartaruga dan�ar
Ai, coitada de mim De cabe�a para baixo, como pode?
- Chamo isso de sorte - Que sorte a minha
Na sua cabe�a A letra "A" est� no fim
� bom ter um novo ponto de vista
- Adorei seus sapatos. - Viu s�?
Quando o mundo se inverte, devemos acompanhar seu ritmo.
� mesmo! Tudo parece estar no lugar.
Eu gostaria de tentar tamb�m.
- Parece divertido. - Podemos?
Muito bem, vamos l�.
Perto � longe, aqui � l�
Tartarugas virando por toda parte
- Tudo est� mais claro - Ent�o bata na madeira
Quando muda seu ponto de vista
Tudo que enxerga pode mudar
- Nunca pensei por esse lado - Ela nunca pensou por esse lado
- Agora as quartas s�o demais - Agora as quartas s�o demais
Porque neste dia Vejo tudo diferente
E gra�as � minha prima
Eu mudei completamente
E agora amo que O mundo vira como uma tartaruga
Virando
Vamos, me d� sua tigela.
- Agora n�o tenho mais medo. - Que bom.
Com licen�a, voc� tem ideia de quanto vale essa tigela?
Em dinheiro? Receio que n�o muito.
Mas isso n�o tira sua beleza.
Nossa m�e disse que � impag�vel.
Tenho certeza que para ela, era sim.
Mary Poppins est� certa, pelo menos desta vez.
Tudo depende de como voc� v� as coisas.
Obrigada, prima.
Vamos, crian�as. Peguem seus chap�us.
N�o se preocupem com a tigela de sua m�e.
Vou consertar e deix�-la perfeita.
Talvez possam busc�-la na segunda quarta-feira.
Sim, rapidinho!
Prazer em conhec�-la, Topsy Turvy.
Topsy Turvy.
Gostei, � cativante.
- O que fazemos agora? - N�o fa�o ideia.
Talvez devemos ver as coisas de outro jeito, como a Topsy.
�timo, as coisas est�o mudando para minha prima.
Mary Poppins, esse n�o � o melhor caminho para o banco.
- Hoje vai ser. - Vejam!
- Vejam, � a tia Jane! - Oi, tia Jane! Aqui!
Indo para o com�cio, Jane?
Sim! Que bom, todos est�o aqui, ningu�m caiu.
Posso voltar e ajud�-la, depois que deix�-los no banco.
N�o se preocupe, por favor. Eu estou bem.
Bobagem, o banco � logo ali.
N�s podemos ir andando.
Des�am todos, prontos? Pulem.
- Segurem a bicicleta. - Tem certeza, Jack?
Mas � claro, estava querendo ir ao com�cio mesmo.
Voc� ia? Que bom!
Pode ir no cesto da frente.
- S�rio? - Ela ficar� melhor aqui.
Aqui mesmo?
Onde eu seguro?
Pode ser no guid�o. Pronta?
Sim, estou...
Meu Deus!
Tenha cuidado!
Certo, j� chega.
Vamos, crian�as.
Deve ter algu�m aqui que nos ajude a salvar a casa.
- Papai j� deve ter perguntado. - Mas n�s, n�o.
Talvez possamos faz�-los ver de forma diferente.
Sentem-se ali, crian�as.
- Boa tarde, eu gostaria... - Precisa assinar aqui, senhor.
- Claro. Com licen�a, senhora. - Ora.
Por que fez isso? Magoou ele.
- Sabe quem � ele, Georgie? - Sei, um dos advogados.
Ele � legal.
Talvez possamos convenc�-lo a nos ajudar.
Podemos tentar. Hoje ou nunca, � meu lema.
Venham.
Agora sim, como posso ajud�-la?
Finalmente, o sr. Michael Banks, por favor.
Posso ajud�-las, crian�as?
Pode pegar uma bala, por favor?
Mas � claro que sim, para todos voc�s.
Quantas casas tomamos at� agora no m�s?
Foram dezenove, senhor. E ainda mais na semana que vem.
Quem diria que essa crise faria bem aos neg�cios?
Estive pensando, sr. Wikins, sendo Michael Banks funcion�rio,
se voc� daria mais tempo para ele.
E perder aquela casa?
- Quis dizer... - N�o gosto de perder, sr. Frye.
Eu n�o pedi um ch�, srt� Farthing?
Sim, senhor. Est� a caminho, sr. Wikins.
Fiquem � vontade.
Vamos l�.
� o escrit�rio do presidente do banco, n�o podemos entrar.
S�o neg�cios.
Este ano foi muito dif�cil para a fam�lia dele.
N�o dar� mais um segundo para Banks pagar o empr�stimo.
Fui claro?
Veja! � o lobo.
Em dois dias, Banks estar� na rua.
- E a casa ser� nossa. - Georgie, n�o!
N�o pode roubar nossa casa, vou contar para meu pai!
- Roubar sua... quem s�o voc�s? - S�o os filhos do Banks.
� mesmo?
- Voc� me entendeu errado. - Vamos, Georgie. Corram!
Feche a porta, srt� Farthing.
Idiota. Pegue eles.
A� est� voc�, Michael.
- Trouxemos sua pasta. Por nada. - Obrigado.
- Onde est�o as crian�as? - Pai! Pai! Nos ajude!
- Esperem. - O que � isto?
- O lobo quer roubar nossa casa. - Do que est� falando?
Receio que seus filhos invadiram meu escrit�rio,
- agora mesmo, Banks. - Como �?
Estava pensando como estender o prazo do seu empr�stimo,
quando entraram e disseram que eu iria roubar sua casa.
- N�s ouvimos! - Ele est� tentando ajudar.
- E por que nos perseguiu? - Achei que voc�s se acalmariam
se eu desse alguns doces.
Eu sinto muito, sr. Wilkins.
Que n�o aconte�a outra vez.
Afinal, n�o querem que seu pai perca o emprego
por causa de voc�s.
Sei que o tempo est� correndo, Banks.
Mas espero que consiga pagar o empr�stimo.
Eu estarei no meu escrit�rio na sexta-feira.
At� a meia-noite. Prometo.
Obrigado, senhor. Obrigado.
Senhores...
- Mas pai, ele... - Nem mais uma palavra!
- Leve-os para casa. - Sim, senhor.
Conversaremos quando eu chegar.
Vamos, crian�as.
N�s irritamos o papai, n�o foi?
N�o lembro de t�-lo visto t�o bravo com a gente.
Mas falamos a verdade!
N�o importa, Georgie. N�s causamos problemas.
E ele n�o sabe que quebramos a tigela.
Tentamos consertar, mas apenas pioramos as coisas.
Para qual lado vamos, Mary Poppins?
Por que est�o me perguntando?
Voc�s tr�s est�o guiando o caminho.
- N�s? - N�s est�vamos...
Andando distra�dos na neblina.
N�o. Quer dizer... Estamos na neblina, mas...
- Est�vamos conversando. - Sim,
sem prestar aten��o para onde estavam indo.
- Dever�amos ir logo. - Papai vai ficar furioso.
N�o podemos fazer nada agora, n�o �?
- Estamos perdidos? - Ent�o...
Depende de para onde v�o.
- Jack! - � sua disposi��o.
Por que os rostos tristes? Perderam alguma coisa?
- Fizemos besteira. - Papai est� furioso.
E n�o sabemos voltar para casa.
- Est� perdida, Mary Poppins? - Completamente.
Bem, n�o sou especialista,
mas quando me perco procuro as luzes para me guiar.
Digamos que est� perdido
Em um parque
Voc� pode ceder � escurid�o
Ou pode viajar por luzes fant�sticas comigo
Quando est� sozinho em seu quarto
Sua �nica escolha � abra�ar a tristeza
Ou pode viajar por luzes fant�sticas comigo
Pois se voc� se esconde embaixo das cobertas
Pode ser que nunca veja o dia
Mas se uma fa�sca acender em seu cora��o
Ent�o poder� encontrar o caminho
Ent�o quando a vida estiver ficando triste
Apenas finja que � um lume
Enquanto viaja por luzes fant�sticas comigo
O que � um lume?
� assim que chamamos os acendedores de lampi�es.
� hora de mandar o sinal.
Lumes, acendam as luzes e guiem o caminho!
Quando estiver preso na neblina
Pode lutar e resistir
Ou pode viajar por luzes fant�sticas comigo
Mas digamos que est� perdido na multid�o
Voc� pode gritar bem alto
Ou pode viajar por luzes fant�sticas comigo
E quando a neblina vier
Apenas mantenha os p�s no ch�o
N�o fique triste N�o se deixe abalar
N�o deixe que seja o seu epit�fio
Ent�o quando a vida estiver assustadora
Seja a sua pr�pria luz
E brilhe sua chama para que todo o mundo veja
Enquanto viaja por luzes fant�sticas comigo
Um lume adora a noite
Pois para ele o mundo � claro
Eles t�m uma vis�o apurada
Para viajar por luzes fant�sticas
O lume ilumina o caminho
Transforma a noite em dia
Imitamos a lua, � o que pretendemos
Pois somos os guardi�es das chamas
E se estiver em um t�nel Sem conseguir ver a sa�da
Apenas continue at� o amanhecer
� mais escuro logo antes de clarear
O que faremos agora?
Como Jack disse, seguiremos a luz.
Venham, juntem-se a n�s
- em um kick e prance. - O que ele disse?
Kick e prance, significa dan�a. � a l�ngua dos lumes.
N�o se diz o que quer dizer, apenas coisas que rimam.
Vou mostr�-los como funciona.
Angus, nos conte a sua trajet�ria.
Isso significa hist�ria.
- Estava no mundo da lua - Estava na rua
- Queria uma sa�da - Uma bebida
- Peguei o importante - Sua escada
- Sorri e fui... - Trabalhar!
N�o h� segredo.
Consegue falar lume, Mary Poppins?
Se consigo falar lume?
Claro que consegue, � a Mary Poppins!
- Podemos ir com voc�? - Por favor!
Tudo bem.
Crian�as, contem-nos a sua hist�ria
Conte a sua trajet�ria
- T�nhamos essa tigela - Coelho no buraco
- Caiu e quebrou - A bicicleta falou
- Levamos para a loja. - Como pirulito
- De cabe�a para baixo - Palha�o!
- Ent�o fomos ao banco - Barulhento
- Perdidos ficamos - E um tronco
- Encontramos um amigo - Para defender
- E viajamos - Na carruagem
- Guiada por luzes fant�sticas - Isso parece bomb�stico
- Seguimos as luzes - Seguimos as luzes
Viajamos pelas luzes fant�sticas!
Junte-se a n�s, Mary Poppins!
Voc�s entenderam, agora vamos lev�-los para casa.
Se sua vida estiver dif�cil
N�o h� raz�o para reclamar
H� tanta coisa boa dispon�vel
Na rua das cerejeiras, casa 17
Se os problemas forem insistentes
Seja mais incandescente
Pois sua luz brilha por toda a vida
- Enquanto... - Viaja por luzes fant�sticas
- N�o vai? - Viajar por luzes fant�sticas
- Vamos. - Viaje por luzes fant�sticas
Comigo
Viaje por luzes fant�sticas
Viaje por luzes fant�sticas
Onde voc�s estavam?
Mandei virem direto para casa. Eu fiquei preocupado.
Sentimos muito pelo atraso, n�o foi culpa dela.
Nos perdemos na neblina.
Jack e os lumes nos guiaram pelas luzes.
Ele quis dizer pelo caminho.
Encheu a cabe�a das crian�as com bobagens.
J� ouvi demais, entrem de uma vez!
Estou indo. Boa noite.
- Boa noite, Jack. - R�pido.
Vamos.
N�o seja duro com eles, senhor. S�o apenas crian�as.
Sei que s�o. Minhas crian�as. Lido com elas como quiser.
- Agora nos deixe. - Sim, senhor.
- N�o voc�, Mary Poppins. Aqui. - Muito bem, senhor.
Voc�s podiam ter feito eu ser demitido!
Entendem isso?
Voc�s t�m ideia, do qu�o dif�cil � achar
um cargo como o meu hoje em dia?
Mas l� estavam voc�s, tentando...
E voc�, Mary Poppins, pensei que deveria cuidar deles.
N�o foi culpa dela, foi minha.
N�o, foi nossa. Achamos que falando com o sr. Frye,
ele poderia nos dar mais tempo.
- S� quer�amos ajudar. - N�o ajudaram!
Sei que tem sido um ano dif�cil para n�s.
Tenho tentado de tudo para n�o preocup�-los,
mas n�o posso fazer isso sozinho. � muito dif�cil.
Mal estou conseguindo.
N�o me lembro nem de pegar minha maleta,
n�o temos mais tempo, vamos perder a casa.
E n�o posso perder essa casa, n�o.
N�o sei o que fazer, desculpa.
Tudo tem desmoronado desde que sua m�e...
J� n�o perdemos o bastante?
Ela n�o se foi, pai. N�o de verdade.
Nada realmente se foi
S� n�o est�o no mesmo lugar
Quando precisar do toque dela
E seu olhar cheio de amor
Que se foram, mas n�o foram esquecidos
� a frase perfeita
Um sorriso de uma estrela
Que ela faz brilhar
Ela sempre estar� l� no c�u
A nos ver crescer
Vamos ach�-la no lugar
Para onde v�o as coisas
Que perdeu
Quando ficaram t�o inteligentes?
Ontem � noite, Mary Poppins...
Espero ser t�o esperto quando crescer.
Voc� est� certo. Claro que est�, Georgie.
A mam�e n�o se foi, est� no seu sorriso.
E no seu andar, John. Nos olhos da Annabel.
Ela sempre estar� conosco, n�o importa onde estejamos.
Agora v�o, lavem as m�os e se arrumem para o jantar.
Voc� teve alguma coisa a ver com isso?
Nunca disse nada, foi ideia das crian�as.
O tempo todo que cuidei deles, eles cuidaram de mim.
Fiz tudo ao contr�rio.
Uma peculiaridade da fam�lia Banks.
O que eu estava pensando?
Algumas pessoas pensam demais.
Disso tenho certeza.
Deixe-me ajud�-la, Jane.
Obrigada.
Sem sorte?
Podemos olhar de novo, se quiser.
N�o tem porqu�. J� s�o quase meia-noite.
Fizemos nosso melhor. Mas obrigada, de verdade.
E obrigada aos seus amigos por nos ajudarem.
� claro. Tudo por voc�.
Sairemos em um minuto.
As crian�as empacotaram suas coisas sozinhas.
Muito bem, pessoal.
- Pegou o Gillie? - Sim, pai.
At� mais para aquela velha cozinha.
Nunca entendi aquele fog�o.
Passamos todo o momento que pudemos aqui.
Est� na hora de dizer adeus.
Adeus, velha amiga!
- Adeus, velha amiga! - Adeus, velha amiga!
O que est�o fazendo aqui t�o tarde?
Est�vamos esperando pelo senhor.
Estar�amos aqui, n�o importa a hora.
Se voc� e sua fam�lia precisarem de um lugar,
adorar�amos sua companhia.
Muito gentil, srt� Lark. Jane ofereceu seu apartamento,
- pelo menos por enquanto. - Pelo tempo que precisar.
Queria que viesse junto, Ellen.
N�o liguem para mim, ficarei com a minha irm�.
- Voc� n�o nos deixar�, certo? - N�o seja boba.
Ela disse que s� ir� quando a porta abrir.
De qualquer jeito, sua casa � aqui.
Estou feliz que ficou presa na sua corda.
- Esqueci minha pipa! - V� busc�-la, mas r�pido.
O Almirante tem uma coisa para o senhor, sr. Banks.
O H.M.S. Glad Tidings. Comandei-a eu mesma.
Ela deve gui�-los at� o porto, de forma segura.
Muito obrigado, Almirante.
Cuidarei muito bem dela.
Oito sinos, sr. Binnacle. Hora de ir aos nossos postos.
Sim, senhor. Adeus, sr. Banks.
- Adeus. - Eu achei!
N�o sei se vai conseguir voar de novo.
Parece mais cola do que pipa.
Georgie, voc� cobriu os buracos com meus desenhos?
Parece que fez um bom trabalho.
Aqui, consegue ver?
Somos n�s, juntos,
na frente da...
- O que foi, pai? - Espera...
Certificado de A��es! � isso que est�vamos procurando!
Precisamos ir ao banco!
- Que horas s�o? - Sete para meia-noite.
Sete? N�o � o suficiente. N�o d� tempo.
- Pegue a van. - N�o d�.
- Ainda n�o d� tempo. - O que podemos fazer?
Nada. N�o podemos voltar no tempo.
Por que n�o? "Tudo � poss�vel.
At� o imposs�vel."
Podemos, Mary Poppins? Podemos voltar no tempo?
N�o vejo porqu� n�o poderia ser.
- Isso � rid�culo. - De fato, Michael.
- � sem sentido. - Bobagem!
N�o faz sentido! E se n�o faz sentido...
N�o pode ser verdade!
- Do que est�o falando? - N�o importa.
V� ao banco o mais r�pido poss�vel, o resto � com a gente.
- Mas como v�o... - V�!
Precisaremos de ajuda, Jack.
Feito! Chamem os lumes!
- Certo. - Crian�as, a bicicleta.
Tomarei as r�deas, velocidade � a ess�ncia.
J� pedalou uma bicicleta assim antes?
Qu�o diferente pode ser de montar um elefante?
Prontos, e... subam!
Agora s� precisamos voltar no tempo.
Boa semana de trabalho, senhores.
Obrigado, senhor.
Parece que o sr. Banks n�o vir� hoje.
Ele ainda tem tempo, senhor.
- Deu a ele at� a meia-noite. - Sim, eu sei disso.
Ent�o, esperemos.
Sou um homem de palavra.
- Quanto tempo temos? - Acho que s� cinco minutos.
- V�o. V�o at� a torre. - Certo.
Desculpe, mas s� vai at� aqui. Volto logo.
Vamos!
- Escada! - A� vai!
- Escada! - Escada!
N�o posso nem ver.
At� parece que nunca fizeram isso antes.
O que faremos?
Eu tenho uma ideia. Venha.
Agora!
Jack, pode voltar o tempo agora.
Como? N�o alcan�o os ponteiros.
Por favor.
� melhor ele se apressar. Temos menos de um minuto.
N�o temos mais tempo, Jack.
Tem que haver uma maneira.
Olhem!
E tr�s, dois, um...
Por que o Big Ben n�o soou?
- Talvez seu rel�gio adiantou. - Imposs�vel. Ele nunca adianta.
O Big Ben est� desligado.
Ligue as luzes do rel�gio, Jack. R�pido.
Veja. Reacenderam as luzes do Big Ben.
Mas a hora est� errada. O rel�gio deve ter parado.
- � o Banks. - Ele chegou a tempo.
Ainda n�o. Impe�am que ele entre
antes do rel�gio bater meia-noite.
- Mas senhor... - Agora, sr. Frye.
Tranque, sr. Frye.
Ol�!
- Deixe-nos entrar. - Precisamos entrar.
Ol�! Ol�...
- Jane. - O qu�?
Vamos empinar uma pipa.
Ali. Aquela com a luz acesa.
- A primeira? Est� bem. - Voc� guia e eu solto a linha.
Sim, r�pido.
- Vamos! - Vamos!
Ol�!
Ol�! N�o vai funcionar. Ele nunca ir� ver.
- Vamos entrar. - Sim, vamos.
Deixe-nos entrar. Precisamos entrar, agora!
Obrigada.
- R�pido, sr. Banks. - O qu�?
O que � tudo isto?
� o que est�vamos procurando.
CERTIFICADO DE A��ES
Tr�s, dois, um...
Sr. Binnacle.
O Big Ben, finalmente, est� correto.
E este fica no topo...
E... este aqui fica onde?
- N�o. - Este peda�o � daqui.
Importa de estar em peda�os? Ainda vale algo?
Ainda � v�lido, se tiver todas as partes.
� mesmo?
Georgie, tinha outro peda�o. Cheio de assinaturas. Lembra?
Eu devo ter jogador fora. Desculpe, papai.
Est� tudo bem, Georgie.
N�o, n�o est�.
Temo que tenha um problema, Banks.
Veja bem, sem as assinaturas, voc� n�o tem as a��es.
- N�o tem casa, n�o tem nada. - O qu�?
Mas ele sabe que voc� tem as a��es.
Ele planejou isso o tempo todo.
Leve seus filhos, Banks. Cansei das mentiras deles.
N�o ouse insultar meus filhos.
N�o ouse.
Eles n�o est�o mentindo e voc� sabe.
Eu queria ter acreditado neles antes.
Voc�s descobriram tudo desde o in�cio, n�o?
Venham.
Fique com a casa. V� em frente.
Tenho tudo que preciso bem aqui.
Ele te pegou nessa, Willie.
Tio Dawes?
Que diabos faz aqui?
Um passarinho me contou,
que est� tentando roubar as a��es do banco dos Banks.
Isso mesmo, n�s ouvimos.
Tamb�m soube,
que disse para toda Londres que eu enlouqueci.
A �nica loucura que fiz, foi confiar em voc� com o banco.
N�o fala s�rio. Quase dobrei o lucro do banco.
Sim, tirando dos bolsos de nossos clientes.
A confian�a deles construiu este banco.
E agora voc� dissipou toda a boa vontade deles.
Bem...
Estou de volta e voc� est� fora.
Mostrem a sa�da para meu sobrinho, por favor.
- Sim, sr. Dawes. - Soltem-me.
Voc� n�o serve para comandar este banco.
Isso � o que vamos ver.
Posso estar velho,
mas ainda tenho algumas cartas na manga.
Se algu�m disser Que est� acabado
E o seu tempo se esgotou
Esse � o momento de se impor E sua banda recompor
E diga que mal come�ou
Se a vida te deprime
Entre logo pro meu time
Pois sua luz brilha por toda a vida
Como voc�...
Foi ao banco Fez barulho
Encontramos o chefe Jogou a moeda
A neblina pesou Nem se abalou
Viaje, viaje
Viaje por luzes fant�sticas
Ajudem a baixar minhas pernas.
� �timo t�-lo de volta, sr. Dawes.
Obrigado, Michael.
Ali�s, suas a��es...
est�o seguras, guarde-as para sua fam�lia.
Desculpe, eu n�o entendo...
Quero contar uma hist�ria a voc�s.
Era uma vez, um homem com uma perna de madeira...
N�o, n�o. N�o � assim.
Era uma vez, um menino chamado Michael
que queria dar suas moedas para uma moradora de rua.
Mas, depois de ser convencido,
ele decidiu d�-las ao pai dele.
O pai de Michael, av� de voc�s,
deu as moedas para este banco e nos pediu para guard�-las.
Fizemos isso
e gra�as a diversos...
investimentos inteligentes, mod�stia � parte,
aquelas moedas se transformaram em uma quantia consider�vel.
- S�rio? - S�rio, Michael.
� o suficiente para cobrir o empr�stimo que voc� fez.
A casa � sua.
Que dia lindo para voltar para casa.
Olhe essas flores de cerejeira!
S�o lindas. Terei que pint�-las.
- E voc�, Jane? - O que tem eu?
Ele quer saber sobre voc� e o lindo acendedor, Jack.
- Somos s� amigos! Pare! - Claro...
O que � isso?
- A Feira de Primavera! Vamos? - Por favor!
- N�o vejo por que n�o. - Vamos, pai!
- Vamos na roda gigante? - Claro! Jane vai tamb�m!
- S� se Ellen for tamb�m. - Nem morta!
N�O PISE NA GRAMA
A vida � um bal�o que desce ou sobe
Dependendo do que tem dentro
Encha-o de esperan�a e surpresas divertidas
E, queridos, ter�o uma viagem e tanto
Olhem dentro do bal�o
E se escutarem uma melodia
O �nico destino � subir
- Podemos comprar bal�es? - Claro, vamos l�.
Escolham o segredo que conhecemos
Antes que a vida nos fa�a crescer
O �nico destino � subir
Queremos seus melhores bal�es, por favor.
E voc�s os ter�o! Escolham com cuidado, queridos.
Muitos escolhem o bal�o errado.
Escolham o certo para voc�s.
- Qual voc� quer, Georgie? - Escolha primeiro, senhor.
Eu? J� passei dessa fase. N�o pego um bal�o desde crian�a.
Ent�o voc� esqueceu como �.
- Pegar um bal�o? - Ser crian�a.
Se a escolha parecer certa, ent�o, querido, segure firme
Se vir seu reflexo, seu cora��o voar�
Se escolher o fio certo, seu cora��o criar� asas
E o �nico destino � subir
Agora me sinto como um menino
Com um brinquedo novinho
E o �nico destino � subir
Michael!
Apenas um dia na feira e estou dan�ando no ar
E o �nico destino � subir
Jane, eu me lembro! � tudo verdade!
Tudo que imaginamos com Mary Poppins aconteceu!
Agora meu cora��o est� t�o leve
Que acho que vou alimentar os p�ssaros
E depois empinarei uma pipa!
Com a cabe�a nas nuvens, apenas risadas s�o permitidas
E o �nico destino � subir
- Pai! - Escolham um bal�o!
Esse aqui!
Estamos ziguezagueando sem arrastar nossos p�s
Talvez fa�amos uma viagem � Lua!
Essa dan�a toda vem de acreditar
Na magia dentro do bal�o
Passado � passado, vive como hist�ria
- N�o a perca, filho! - Pode deixar, senhor!
Aqui no c�u, a vista � maravilhosa
Lado a lado � o melhor jeito de voar
Antes eu olhava para cima
Mas agora sou parte do ador�vel c�u de Londres!
Quer tentar um, senhor?
Por que n�o? Vou tentar.
Certo, querido. Escolha com cuidado.
Bom... o �nico destino � subir.
Quando o c�u se fechar, n�o vou me zangar
Polirei as estrelas
"Ellen, nos deixe ajudar!"
D� carona a um inimigo, pois colhemos o que plantamos
E o �nico destino � subir!
Estou zarpando! Trace uma rota, sr. Binnacle!
Tra�arei, senhor!
Se seu dia estiver ruim
N�o tenha d�vidas de que o �nico destino � subir
E se voc� n�o acredita, segure minha m�o
Pois o �nico destino � subir
Ao voar sobre a cidade, � dif�cil ficar mal
Chegaremos ao topo se nunca olharmos para baixo
Deixe o passado se despedir, a eternidade � agora
E o �nico destino � subir e subir!
O �nico destino � subir!
� claro que os adultos esquecer�o amanh�.
Eles sempre esquecem.
S� sobrou um bal�o, Mary Poppins.
- Acho que deve ser seu. - Acho que sim.
Praticamente perfeita em tudo que fa�o.
- Bem-vindos de volta, pessoal. - � bom estar de volta.
� mesmo. Muito bom.
Estou t�o feliz e maravilhado.
Achei que nunca mais sentiria isso.
Chegou a hora.
Ela se foi, n�o foi, Michael?
Obrigado, Mary Poppins.
Adeus.
N�o esquecerei, Mary Poppins. Eu prometo.
Ent�o fique com aqueles que voc� ama
E talvez em breve, de l� de cima Voc� ser� aben�oado
Ent�o continue olhando alto
Enquanto voc� est� debaixo
Do ador�vel c�u de Londres
Legende conosco! www.maniacs.ga
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