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Yiddish
Yoruba
Zulu
Vamos, temos que ir.
- Não, não posso fazer isso. - Sim, você pode.
Vamos.
Até que horas ficou acordado trabalhando de novo?
Até as 2h ou 3h, não sei.
- Não acha um pouco exagerado? - Vou dormir um pouco agora.
O alarme já tocou, são 6h45.
Conseguiu dormir um pouco?
- Viu minha camisa azul? - Não, não vi sua camisa azul.
- Ei, só fiz uma pergunta. - E eu só respondi.
São 7h, bom dia. Notícias com Peter Decroubele.
Após longas negociações, sindicatos e trabalhadores
concordaram com a introdução de trabalho semanal de 30 horas.
Walter, sente-se. Vai respingar em tudo.
As conversas foram extremamente difíceis
e os analistas acreditavam ser muito difícil um acordo.
As partes envolvidas estão satisfeitas e aliviadas que...
- Não me sinto muito bem. - Imagino por quê.
- Talvez eu fique em casa hoje. - Por quê?
Porque eu não estou bem.
Você deve estar exausto ou resfriado.
Agasalhe-se bem quando sair
e vá para a cama mais cedo hoje.
O DIA - 1ª TEMPORADA
EPISÓDIO 02 Capítulo 1, Lado de Dentro
LEGENDA AlbustigriS
- Papai. - Oi, garotão.
- Dormiu bem? - Não.
Como assim, "não"?
Eu te fiz dois sanduíches com creme de chocolate.
- Está bem? - Sim.
- Oi, querida. - Oi, por que está tão atrasado?
Um alarme disparou de novo.
Tive de fazer o relatório, todos os detalhes.
- Sabe como é. - Sei.
- Noor ainda não acordou? - Já, ela está no banheiro.
Faz umas duas horas.
- Noor! - Sim!
- Vadia! - Ei!
Este aqui? Pegue sua mochila, querido.
Está bom assim?
Deixa comigo.
O que você realmente ganha
por eu fazer o nó da sua gravata todo dia?
Acha que sempre tenho segundas intenções?
Sim.
Ei!
- Pode ir lá? - Sim.
Não machuque o pequenino com essa barba áspera.
Oi, Robbe.
A mamãe acordou você com a chatice dela?
- Não esquece, não é? - O quê?
Estava no seu criado-mudo.
Quando você ia me contar?
Você ia me contar?
Puta merda, Inge!
- Oi. - Oi, Michaël.
Ele ainda não está pronto.
- Tudo bem. - Onde está Inge?
Ficou no carro, ela ainda não se sente bem.
Nossa. Entre, está frio.
Está bem.
- Como você está? - Bem.
E você como está?
Não consigo encontrar.
Oi.
Você sabe onde está?
Como deveria saber onde está seu carregador?
Espera... Pode segurá-lo?
Já venho.
- Pegue. - Assim?
- Com cuidado. - Claro.
Vou procurar na gaveta.
- Bom dia. - Bom dia.
- Onde dormiu ontem? - Isso importa?
Sabe que não queremos que durma na cama dele.
Não, não, não.
Uma ou duas vezes, tudo bem, mas três...
E sempre com o mesmo cara. Já não é coincidência, é?
Sim. Me ligue.
Qual é o problema?
Yusef Hawal. Um cara da segurança.
O alarme do depósito disparou três vezes em um mês.
E toda vez durante o turno daquele marroquino.
- Iraquiano. - O que disse?
Ele é iraquiano. Falei com ele no Dia Aberto.
Chinês, iraquiano, marroquino, tomate, batata...
Uma coisa é certa.
Foi o último dia de trabalho dele.
Falando em trabalho,
vai trabalhar hoje ou ficar em casa o dia todo de novo?
Não se preocupe, tenho um compromisso daqui a pouco.
A propósito, onde dormiu ontem?
- Perguntei onde dormiu ontem. - Qual é o problema?
- Ele também era meu irmão. - Sim, mas você vive aqui.
Fica indo e voltando, quando dá na telha.
Mas se você dormir aqui, durma no seu próprio quarto.
Não no quarto do Nils.
- Freya. - Não, está tudo bem.
Transformem de uma vez o quarto dele num museu.
E podem cobrar entrada, também.
Sei que coça, mas está frio lá fora.
Pegue aqui. Pronto.
O que é isto?
- O que você acha? - Não quero sanduíches.
Você estava me dando dinheiro para comprar batatas fritas.
É verdade. Desculpe, me esqueci de contar.
Cuidado.
Pode me dar 5 euros, papai?
Noor, Kathleen fez sanduíches especiais para você.
- Você prometeu. - Talvez tenha prometido...
Mas deixa para outro dia. Semana que vem, está bem?
Vaca estúpida!
Kathleen... Noor é adolescente, certo?
É, mas é só por causa da adolescência?
Não, mas...
Ela tem sofrido mais do que a maioria das adolescentes.
Eu entendo...
Mas não dá o direito a ela de ir contra tudo que eu diga ou faça.
Não é?
Certo, então. É sempre a mesma coisa.
Você não diz nada, eu não sei nada.
E amanhã será a mesma coisa.
Obrigado, Inge.
- Como ela está? - Não muito bem.
- Ela sabe quando volta? - Ainda não, eu acho.
Walter.
Nenhuma palavra. Aperte esse botão.
Você, mãos na cabeça.
Faça isso! Aperte a porra do botão!
- Aperte, eu mandei. - Abra a porta.
- Por que está jogando fora? - Você quer?
- Já tenho. - Olá, Noor.
- O que seu irmão está fazendo? - Não faço ideia.
Vão comer batatas fritas hoje?
Sim, talvez. Por quê?
- Porque eu iria também. - Sua mãe não fez sanduíches?
Ela não é minha mãe.
E hoje não. Posso sacar uma grana.
Noor, consegui pegá-los.
Tudo bem, esqueça. Coma do lixo mesmo.
Idiota!
Olá?
Olá?
Ainda estamos fechados.
Tenho uma reunião com Michaël Van Hamme.
Mas talvez eu tenha chegado cedo.
Noor, posso guardá-los para comer à tarde?
Pode comer meu biscoito.
Coma você mesmo.
- Noor? - Me deixe um pouco em paz!
Mas tem alguém aqui.
Basil, corra!
- É aqui? - Sim.
Retire aquelas caixas.
Vamos lá.
Ele tem um sistema de retardo.
Após eu digitar a senha, só abrirá em 30 minutos.
Eu sei.
Isso não é real. É só um jogo.
Olhe. Todos eles estão jogando também.
De joelhos contra a parede.
Venha aqui um instante.
- E aquele garoto? - O que você quer dizer?
- Ele não vai aguentar. - Ele aguentará.
Vamos continuar. Pare de reclamar.
- Vamos lá. - Não.
Ei!
Não!
Ei!
Não!
Não!
Oi, é a Noor. Depois do sinal.
Oi, Noor, é a Kathleen.
Desculpe por hoje. Você tem razão.
Se seu pai deixou você comprar batatas fritas, está tudo bem.
Vou ao banco sacar o dinheiro e deixo na secretaria da escola.
Está bem? Tchau.
Fique calmo.
Sente-se.
Mudei a van de lugar. Está fora de vista.
Certo.
Vou verificar se tem mais alguém lá.
- Alô? - Com quem falo?
Inspetor D'Hooghe, da polícia local.
- Você me ouve bem? - Sim, ouço.
Estou ligando para dizer que me tranquei no banco,
junto com outras pessoas.
Esse tique-taque do cofre está me enlouquecendo.
- O que tem ali? - Não sei.
Ele não é usado há tempos.
O que vai fazer?
Não faria isso se eu fosse você.
Cheguem mais perto.
Vocês farão algo por mim. Um é o seguro de vida do outro.
Se um de vocês não fizer o que a gente mandar,
os temporizadores das bombas nos pescoços serão iniciados.
Cooperar interessa a vocês.
Entenderam?
Certo.
Verifiquem se o cofre já está aberto.
Não. Ainda está trancado.
Merda.
Certo, vão até a primeira bolsa esportiva.
Há um pedaço de papel com instruções.
- E aí? - Sinto muito, sinto muito.
Não foi minha intenção.
Você tem mais uma chance de me dar a senha.
- E é a última. - Não tenho a senha.
- O quê? - Eu juro, não tenho.
Não tente me enganar!
Tenho a chave do banco e dos arquivos.
Outra pessoa tem a senha do cofre.
Cuidado com os veículos!
Não parem, sigam.
Não, só falei com uma pessoa.
Ei, senhor! Ninguém pode passar.
- Minha mulher está no banco. - Sinto muito.
- Meus filhos estão lá! - Yusef!
Kathleen? Onde eles estão?
Onde estão Basil e Noor?
Não estão na escola. Eu liguei lá.
Puta merda!
Sinto muito.
Sinto muito, Yusef.
- Querida. - Sinto muito.
MÃE DO MICHAËL
Desligar
Onde acho o Inspetor D'Hooghe?
Ele está ali, ao telefone.
- Quem mais está lá? - Não sabemos.
- Podem te dizer mais lá dentro. - Só um momento.
Sou Vos, dos negociadores. Falamos por telefone.
Está com aquele celular?
Queríamos saber sobre os moradores dos fundos...
Não sei. Pergunte ao meu chefe.
- Marc? - Sim.
- É um dos familiares. - Senhora.
- Sabem mais alguma coisa? - Não, sinto muito.
Mas pode esperar lá dentro. Logo alguém falará com você.
- Vá com ela, Gilles. - Claro.
- Marco para Ivo. - Aqui é o Ivo.
Tivemos acesso à varanda de um apartamento,
mas os moradores ainda estão aqui.
Eles são idosos, o homem não pode ser evacuado.
Devemos ficar aqui ou mudar de posição?
Podem ir para outro andar?
Sim, mas lá há árvores em frente.
Fiquem aí, então.
Mas afastem essas pessoas da varanda, está bem?
Entendido, Ivo. Câmbio e desligo.
Henriette?
Por quanto tempo ainda ele ficará na máquina?
Por pelo menos uma ou duas horas...
- Henriette? - Só um momento.
Coitadinho. Está sentindo muita dor?
- Henriette, quem está aí? - Henriette era sua irmã.
Sou Leonie, sua mulher.
- Como estão as coisas aí? - Estamos prestes a começar.
Então comecem.
Quanto antes estiver aberto, mais cedo terminarão.
Certo.
- Qual é o seu nome? - Noor.
Noor.
O meu é Serge.
- Qual é o nome do seu irmão? - Basil.
Basil.
- Quantos anos ele tem? - Seis.
Ei!
- Tenho algo a dizer. - Tem? Por que...
Espera, espera, espera...
Não escolhi isso e essa garota também não.
O nome dela é Noor.
O irmão dela se chama Basil. Ele tem seis anos.
Ela está preocupada com o irmão.
Eu entendo.
Entendo totalmente.
Espero que você também.
Alô, aqui é o Basil Hawal. Quem fala?
Basil? É a Noor.
Noor, vai demorar muito?
Estou com fome e preciso fazer xixi.
Aguente mais um pouco, Basil. Vai demorar um pouco.
Está tudo bem?
Sim.
- Está curtindo o jogo? - Não.
Noor? Já posso comer meus sanduíches?
Claro que pode.
Já comeu suas batatas fritas?
Não, não. Ainda não, Basil.
Basil, consegue ligar para o 112?
Sabe qual é "1" e "2"?
O "1" é o de cima, à esquerda. Aperte-o duas vezes.
E o "2" ao lado, uma vez. Depois aperte o botão verde.
- Ligue 112. - Vamos, já chega.
Está tudo paralisado na praça e arredores.
Como podem ver, muitos curiosos estão aparecendo
bem como amigos e familiares
das possíveis vítimas que estão no banco.
Amigos e familiares estão sendo assistidos
pela polícia ou pelo Serviço de Apoio à Vítima.
Posso afirmar que os reféns foram tomados entre 8h e 8h30...
Disseram algo mais?
Pessoas foram tomadas como reféns...
...dentro do banco, próximo aos guichês,
havia sinais de violência ou luta.
Fomos informados de que a polícia aparentemente
mantém contato telefônico...
Mas eles ainda não sabem nenhum detalhe...
Isso sugere que a situação é no mínimo preocupante...
Essas pobres pessoas, imagina só.
Não há notícias sobre possíveis vítimas no banco.
Amigos e familiares devem aguardar
e torcer por uma solução pacífica.
Se não tivéssemos tido aquela discussão esta manhã...
- Não diga isso, Kathleen. - Mas é verdade.
Eles nunca teriam ido ao banco se não fosse por mim.
- A culpa é minha. - Ninguém tem culpa.
Eles estavam no lugar errado na hora errada.
Elas são inúteis para você. Só vão te causar problemas.
Você já tem outras pessoas. Se libertar Noor e Basil...
E o dinheiro? Por que está demorando tanto?
Repassei seu pedido para o meu chefe.
Se deixar essas crianças...
Não encha o saco com isso!
Não me importo com elas. Quer me deixar mais bravo?
Não, não quero.
Só espero que você tenha bom senso.
Espero que você tenha bom senso
e garanta que o dinheiro esteja aqui no prazo.
UNIDADES ESPECIAIS NO LOCAL
O que você acha?
Se eles invadirem o local, estaremos ferrados.
Eles arriscariam assim?
Vamos arriscar?
Talvez seja hora de mandar um sinal a eles.
Sim.
- Porta. - Certo.
- Alô? - Certo, Bram.
Diga a seu chefe que ele terá um sinal de boa vontade.
Alô, aqui é o Basil Hawal.
Basil, é a Noor. Está me ouvindo?
Sim, Noor, estou ouvindo.
Basil, deve ter uma planta grande perto de você.
- Tem? - Sim.
Jogue a planta no chão.
Há uma chave escondida no vaso.
Sim, eu peguei.
É para as algemas dele.
Essa chave é para suas algemas, Basil.
Marco para Ivo, estamos prontos. Câmbio.
Senhor, não deve ficar aqui. É melhor esperar lá fora.
Deve haver um botão cinza ao lado da porta.
Consegue vê-lo, Basil? Um botão cinza.
Ainda estou no corredor, Noor.
Certo, primeiro vá pela porta dos fundos.
Tomara que esteja lá o que deveria estar.
Ninguém nos diz absolutamente nada.
O tempo todo. Só ficamos aguardando.
- Me diga o que está havendo. - Por favor, fique calmo.
Você tem filhos? Tem filhos?
Espere, Noor, vou tentar de novo.
Certo, Thibault, mas não atravesse a rua.
Repito, não atravesse a rua.
Oscar 4 para Ivo.
Negativo. Ainda sem visual.
Venha.
- Yusef! Fique aí! - Venha.
Não atravesse a rua!
Vamos lá.
Não atravesse a rua!
- Basil. - Papai.
Basil. Venha cá, vamos.
- Vamos, Basil. - Vamos!
Basil.
Basil.
Gustav!
Marco?
O que você fez?
Calma, Gustav.
Senhor? Não vou feri-lo, está bem?
Olhe para mim.
Gostaria que abaixasse a arma bem devagar e me escutasse.
O que você está fazendo aqui?
Sou da polícia, senhor. Não estamos aqui por sua causa.
Por que não me disse antes?
Marco?
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