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Que droga!
Quando finalmente me deixarão em paz?
- Olha, senhor... - Não!
E a minha mulher?
A mulher dele?
A mulher dele... Não conseguimos falar com ela.
- Senhor, não conseguimos... - Pare de enrolar.
Dei 20 minutos para encontrarem minha mulher.
Isso foi 40 minutos atrás.
Assim que falarmos com ela, avisaremos você.
RENDIÇÃO
Mas antes eu gostaria
que você pensasse sobre sua situação.
Olha, seu irmão está ferido, mas está vivo.
Então, se sair agora, desarmado...
Podem garantir que eu não vá para a prisão?
Senhor, não sou juiz, é claro,
mas caso entregar-se voluntariamente,
talvez possamos considerar três ou quatro anos.
Três ou quatro anos?
Então agora são três ou quatro anos.
Antes você disse "um ano no máximo".
Sim, eu...
Não sou juiz, é claro.
Não me faça de bobo, meu chapa.
Como pode gostar tanto disso?
E então? Pode falar.
Ibrahim no microfone e eu junto dele.
E eu não esperaria tanto, ou ele pode perder a confiança.
Ele cometeu erros graves nessa sessão.
- Não concordo. - Não concorda?
Três mortos.
Pois o negociador se esqueceu do que já havia dito.
Por uma sugestão do Roeland.
Vos, Ibrahim estava liderando a conversa.
Não era obrigado a seguir as sugestões do Roeland.
Roeland no microfone?
Ele quer voltar a fazer isso...
"Não leve negociadores emocionalmente instáveis."
Está no manual de treinamento, que o próprio Roeland escreveu.
- E o que você sugere? - Existem outros, certo?
Quem conhece psicologia?
Quem é capaz de analisar um perfil criminal?
Posso contar em dois dedos. A primeira pessoa é o Roeland.
E estou prestes a perder a segunda
pois ela insiste em ir à Divisão de Investigações.
A menos que eu a faça mudar de ideia?
Isso não é negociável. Sinto muito.
Bom dia, Marianne.
Marc? É da Central de Emergências.
Aqui é o Inspetor D'Hooghe, bom dia.
O banco em frente à praça comercial?
De que jeito? O que é estranho?
Desculpe, não entendi.
Um gorro e um vaso de plantas.
Quem fez a denúncia?
Certo.
Vou dar uma olhada. Está bem.
Roeland, você vai lá para cima?
Ibrahim está esperando. Quero fazer o debriefing.
Roeland?
Meu irmão caçula é maquinista de trem.
E...
Fazia uns meses que ele tinha começado no trabalho...
quando alguém pulou na frente do trem dele.
Uma jovem de uns 20 anos.
Ele falou com um psicólogo, ficou um dia em casa
e voltou a trabalhar no dia seguinte.
E agora, 30 anos depois, ele continua conduzindo trens.
E, de vez em quando, ainda pulam na frente deles.
Um colega,
que começou na mesma época, passou pela mesma situação.
Foram centenas de sessões com dezenas de psicólogos.
Ficou um ano de licença, tomando antidepressivos,
teve que mudar de emprego...
E ele nunca mais entrou num trem.
E se esse colega tivesse voltado ao trabalho dois dias depois?
Teria ficado tudo bem?
Ou é difícil responder?
É difícil responder.
Porque...
Ele queria tentar, mas não lhe davam uma chance.
Fred, pode estacionar mais à frente, em diagonal?
Senhora, o que viu? Venha comigo.
Não, meu filho está lá. Aquele gorro é dele.
Não consigo achar minha filha. Estavam indo para a escola.
Gostaria que se afastasse. A senhora viu algo?
Não, não vi, mas acho que meus filhos estão lá porque...
Certo, vamos verificar o que está ocorrendo.
- Pode ir com meu colega. - Venha comigo, senhora.
E aí? Consegue ver algo?
Parece que aconteceu algo aqui.
De onde vem isso?
- Alô? - Com quem falo?
Inspetor D'Hooghe, da polícia local.
Você me ouve bem?
Sim, ouço.
Estou ligando para dizer que me tranquei no banco,
junto com outras pessoas.
Não planejo usar violência,
mas é muito importante que ouça atentamente o que eu digo.
Está bem?
Não quero ver ninguém próximo ao banco.
Certamente nenhum policial.
Se pensam em forçar a entrada por essa porta ou a lateral,
eu gostaria de pedir que olhe para o teto na entrada.
- Merda! - Se eu tiver que usar isso,
não será agradável para ninguém.
Primeiro, façam com que toda a praça seja evacuada.
Volto a ligar em uma hora nesse celular.
Ibrahim?
- Esqueceu sua mochila. - Merda, obrigado.
- Vos, temos que ir. - Já vou.
Roeland? Situação com reféns num banco.
Sim, eu soube. Boa sorte.
Isso também dependerá de você.
Leve o ônibus. E Ibrahim vai com você.
- É a mulher de Walter Blomme? - O que aconteceu?
Marc quer falar com você. Coloque no canal 11.
Só um momento. Mande desviarem.
Para qualquer direção. Não posso resolver isso.
Não, só falei com uma pessoa.
Ei, senhor! Ninguém pode passar.
Minha mulher está no banco.
- Sinto muito. - Meus filhos estão lá!
- Yusef! - Kathleen, onde eles estão?
Ele disse "algumas pessoas". Mas não disse quantas.
Não, pessoal. Não coloquem à vista do banco.
Coloquem a fita aqui.
- Pode fazer isso? - Tudo bem.
- As quadras já foram evacuadas? - Ainda não.
Vamos, a rua precisa ser evacuada.
Cuidado com os veículos!
Entendo, mas como eu disse, meu marido não pode sair.
Ele está ligado a uma máquina.
Entendo, senhora. Posso subir e tentar ajudar?
Sim, estamos no primeiro andar. Mas meu marido não pode sair.
Faz ideia de quanto tempo levará?
Não sei. Não sei mesmo.
Pode esperar aqui. Busco você se precisarem.
Está bem.
O DIA - 1ª TEMPORADA
EPISÓDIO 01 Capítulo 1, Lado de Fora
LEGENDA AlbustigriS
Desculpem. Saiam da frente.
Com licença. Onde acho o Inspetor D'Hooghe?
Ele está ali, ao telefone.
Sim, quantos forem possíveis.
- Inspetor D'Hooghe? - Só um momento.
Sou Vos, dos negociadores. Falamos por telefone.
Está com aquele celular?
- Aconteceu algo no banco? - Na verdade, não.
Queríamos saber sobre os moradores dos fundos...
Não sei. Pergunte ao meu chefe.
- Marc? - Sim?
Pegue.
Tenha cuidado, ainda precisam buscar por impressões digitais.
- Precisamos de um carregador. - Vou tentar encontrar um.
Roeland, vou ao briefing.
Deve demorar um pouco até ele ligar de novo.
Pode ficar com Ibrahim, por precaução?
- Sim. - Certo.
- Vos... - Oi, Arne.
- Cuidado, estou gripado. - Sabe onde é?
Por aqui. Venha comigo.
- Ocorreu algo ruim em Bruxelas? - Algo ruim?
A Divisão de Investigações exige que os melhores fiquem lá.
Uma situação com reféns também,
a julgar pelos negociadores que foram enviados.
Será que tem alguma bebida quente?
Reúna todos no salão. Câmbio.
O briefing será adiado em cinco minutos.
Preciso posicionar a Vigilância antes.
Marco para Ivo, tem alguma posição para nós?
- Ivo para Marco. - É o Marco, prossiga.
- Estou indo. - Entendido.
Marc, pode chamar o síndico do prédio aqui?
- Peça a ele para esperar aqui. - Está bem.
Certo, pessoal, bom dia. Prontos?
Podem vir comigo para eu determinar as posições?
Oscar 1, podem ir para a esquina ao lado do banco.
Oscar 2, o prédio em frente. Podem subir pelo andaime.
E Oscar 3, ali naquele terraço.
A polícia local lhes dará acesso.
E nós? Vamos tomar um café?
Não, vão para trás do salão de exposições,
ao bloco de apartamentos cheios de varandas.
Terão uma visão da rua toda. Certo?
Mais alguma pergunta? Certo, vão.
Como vai a Natalia?
- Valeria? - Valeria.
Terminamos.
- Pois é. - E o Pieter?
- Pjotr. - Pjotr.
Com Valeria.
Meu Deus.
- Pegue, Arne. - Obrigado.
- Sabe o que é bom para gripe? - Não.
Ficar em casa.
Sim.
Sim, Senhora Procuradora. Vou informar aqui.
Sim, ótimo. Até logo, Senhora Procuradora.
- Quem era? - A procuradora, ela está vindo.
Certo, pessoal. Um rápido briefing.
Você é sortudo.
Sua primeira vez e é uma situação com reféns num banco.
Minha primeira foi um conflito familiar.
É minha terceira vez.
É mesmo? Terceira?
- Sim, por quê? - Por nada.
Aqui. Temos uma imagem.
Oscar 1 também preparado.
Mas com uma visão oblíqua, não conseguimos ver lá dentro.
Oscar 3 para Oscar 1.
Tudo bem, temos boa visão das janelas.
E Oscar 2 tem uma visão de toda a praça. Câmbio.
Venham comigo.
A12, A12...
Oscar 2 para Oscar 4.
Já estão em posição? Câmbio.
Não, Oscar 2.
Acabamos de chegar com o síndico do prédio.
Está tudo bem, senhora. Somos da polícia.
Henriette?
Certo.
Estes são os reféns que sabemos até agora.
Dois, quatro, seis ao todo.
O gerente, dois clientes e três funcionários do banco.
- Nada é certo ainda. - Por que interrogação na Inge?
Também é funcionária do banco, mas está de licença médica.
Ela não está em casa e não a localizamos via celular.
Mas se está de licença médica, ela não está no banco, certo?
Não sabemos onde ela está. É o que sabemos até agora.
Estamos checando. Já tem as imagens das câmeras?
- Estamos cuidando disso. - Sabemos como é o banco?
É como um banco deve ser.
Tetos e paredes de concreto e cabos de aço.
Há duas entradas.
Uma pelo vestíbulo perto dos guichês,
e outra por uma porta blindada na parte de trás da garagem.
E ambas as portas, da frente e dos fundos, estão trancadas.
A mulher do gerente do banco está aqui, ela vai...
Marco para Ivo.
Aqui é o Ivo.
Tivemos acesso à varanda de um apartamento,
mas os moradores ainda estão aqui.
Eles são idosos, o homem não pode ser evacuado.
Devemos ficar aqui ou mudar de posição?
Podem ir para outro andar?
Sim, mas lá há árvores em frente.
Fiquem aí, então.
Mas afastem essas pessoas da varanda, está bem?
Entendido, Ivo. Câmbio e desligo.
- Em breve seremos colegas. - Em três semanas.
Falta pouco.
Murat, pode checar os números das placas do entorno da praça?
Não temos permissão para lá.
Use um treco para ver de longe.
Como se chama mesmo? Binóculos?
Engraçadinho.
Em três semanas. É bom, não é?
Não costumamos dar trotes,
mas vou abrir uma exceção para uma boa amiga.
Um trote? Não, obrigada.
Falando em bons amigos...
Bom dia e bem-vindos a esta edição extra do jornal
com apenas uma manchete.
Em uma agência regional do Banco Fides
há uma situação com reféns desde às 8h da manhã.
Quanto tempo temos?
Ele iria ligar em uma hora, então temos uns dez minutos.
Checaram os telefones do banco?
Todos desconectados. Então não há nenhum fixo ativo.
Ibrahim, você não vai se sentar aí hoje.
Está bem.
Não, nem aí.
Não quero parecer ingrato, mas poderia ter me contado.
É melhor que seja de surpresa.
Um velho cruel fez isso comigo
na minha terceira situação com reféns.
Posso me sentar com Ibrahim, e você nos dando suporte?
Claro.
Sim. Não, não. Acabamos de chegar aqui.
Só os funcionários do banco.
Se alguém está sendo chantageado ou...
Sim. Telefones móveis e fixos.
Marnix? Telefones para serem grampeados.
Tem autorização?
Certo, obrigado.
Temos autorização.
Murat? Tem um cigarro?
Obrigado.
Arne a todas as equipes, por que não há ninguém
nas barreiras da rua lateral?
- Envie alguém urgentemente. - Certo.
Ei! Saiam daí! Não podem filmar aí.
Desculpe, ninguém nos avisou.
Corta essa. Para que aqueles tapumes ali?
- Tem de ficar alguém aqui. - Eu sei, vamos cuidar disso.
Vamos.
- Olá, Arne. - Kristien.
Diga aos seus colegas para ficarem longe de lá.
Vou dizer.
Sim? Não sei.
Resolva isso. Estou prestes a saber.
Como eu disse, parece mais uma saída de emergência.
Todos os funcionários entram pela frente?
Não, Walter tem a senha da porta dos fundos.
Depois deixa que todos entrem pelo vestíbulo.
Quem mais tem a senha?
Apenas o Walter. É uma questão de segurança.
Então seu marido chega primeiro, para deixar o restante entrar?
Sim.
Ele costuma sair de casa por volta das 7h40.
São apenas cinco minutos da nossa casa.
Onde fica o alarme silencioso? Ou há mais de um?
Quando eu trabalhava lá, havia só um neste guichê.
Mas fora esse...
Quando o alarme disparou?
- Não disparou. - Não?
Ibrahim, quando ele ligar, tente apenas ouvir.
Aquele policial disse que ele parecia muito calmo.
Faça perguntas abertas, não prometa nada...
Ei, Ibrahim...
Bom dia.
Com quem falo?
Com Bram, da Polícia Federal.
Com quem falo, ou como posso chamá-lo?
Pode anotar algo, Bram?
Posso, mas antes eu gostaria de saber o que está ocorrendo.
Quero meio milhão de euros em notas de 100.
Em uma sacola de plástico transparente.
E mais meio milhão de euros em notas de 50,
também em uma sacola de plástico.
Vocês têm uma hora para trazerem aqui.
- Vou repassar sua pergunta... - Pergunta?
Ouviu uma pergunta?
- Não. - Então estamos entendidos.
Quero combinar outras coisas.
A polícia deve ficar longe. A imprensa também.
Sem fotógrafos, câmeras, nada. Está bem?
Se eu vir alguém aí, alguém aqui pagará por isso.
Certo, senhor, mas...
Se estiverem pensando em invadir o banco,
eu garanto que explodo o lugar.
Façam com que o dinheiro chegue. Vocês têm uma hora.
Há outras coisas, mas discutiremos isso depois.
Vou repassar o que pediu. Manteremos todos longe.
Mas enquanto isso, quero saber se existem feridos
e quantas pessoas estão no banco.
Saberá quantas pessoas são quando as libertarmos.
Se ficarão feridas ou não, dependerá de vocês.
Vocês têm uma hora.
Você pode...
Vos para todas as equipes, acabou a conversa com o alvo.
Muito bem.
Sim.
Por que não posso ir para casa? Estou ficando mais nervosa aqui.
Entendo, mas queremos que você fique aqui.
Podemos precisar saber mais sobre o banco.
Pode esperar aqui.
Obrigado.
Com licença. Onde encontro Arne Michiels?
- Sou eu. - Certo.
- Tem um minuto? - Sim.
Sanne Coulin, do Serviço de Apoio à Vítima.
Pode falar com os pais de Noor e Basil,
apenas para tranquilizá-los?
Não é o meu trabalho.
Eu sei. Mas a senhora está nervosa.
Seria bom se ela pudesse falar com a polícia.
- Como se chamam? - Kathleen e Yusef Hawal.
- Certo. - Obrigada.
E quantas pessoas estão no banco.
Saberá quantas pessoas são quando as libertarmos.
Se ficarão feridas ou não, dependerá de vocês.
Vocês têm uma hora.
Você pode...
Roeland, o que acha?
Ou é um criminoso profissional que pensa que pode escapar,
e pode ter tomado algo para permanecer calmo,
ou alguém com traços bem fortes de psicopatia.
- Por que acha isso? - Porque ele está muito calmo.
Alguém ficar calmo assim cercado pela polícia
é bem incomum.
Ivo para Vos.
Vos? É o Ivo.
- É a Vos, prossiga. - Pode vir aqui?
Sim, estou indo, Ivo.
O que a gente faz se ele ligar?
Atendam.
Oi, desculpe. Não, pode entrar.
- Oi. - Vim por causa do celular.
Está ali.
Desculpe.
Arne, sabe onde fica a sala de reuniões?
Lá embaixo. Vai falar com Ivo?
- Sim. - Vou com você.
Esta é Vos, responsável pelas negociações.
Por favor, senhora.
Garanta que nada aconteça com eles.
Por favor.
Garanto que estamos fazemos o possível,
mas temos de prosseguir, está bem?
- Sabe que odeio isso. - Se coloque no lugar deles.
Não, não posso. Tenho de soltar os filhos deles.
"Bram", então?
Uns criminosos não falariam com uma mulher,
outros não falariam com um Ibrahim.
Sim, eu sei, mas "Bram"... Há nomes melhores.
Sim, eu queria usar "Roeland", mas já estava sendo usado.
- Bom dia. - Arne.
- E aí? - Senhora Procuradora.
- Vos. - Não é um roubo que deu errado.
O que é, então?
Uma situação com reféns planejada para exigir dinheiro.
- Quanto? - Um milhão.
Planejada de que maneira?
Um celular junto à entrada e explosivos no teto.
Ninguém decide fazer algo assim de última hora.
O criminoso parece bem calmo, mesmo sabendo que está cercado.
Não parece terrorismo.
Terroristas escolhem locais cheios,
com efeitos impactantes, não um banco.
Tenho a impressão de que eles só querem dinheiro.
Eles ou ele? Quantos são?
Ele fala "nós" e "eu", então é mais do que um.
Sabemos como eles chegaram aqui?
Nenhum veículo roubado ou sinistrado
na praça ou ruas próximas.
Certo.
Desculpe.
Acho que temos nosso criminoso.
Aqui.
Então... olhem.
Canto superior esquerdo. Primeiro encobrem a câmera.
Sim. Claramente planejado.
E então...
- Cerca de 50 minutos depois. - Quem é?
É o Walter, gerente do banco.
- O que há no balde? - Espere, espere.
Olhe. Agora.
Agora olhe bem.
Nosso respeitável homem de família.
Não deveria disparar um alarme em Bruxelas quando ocorre isso?
Se a câmera parar de funcionar. Aqui ela está apenas encoberta.
Roeland para Vos. Pode vir aqui por um momento?
Certo, Roeland, estou indo.
Marc, leva a mulher do gerente do banco
a uma sala de interrogatório, por favor?
Está bem.
Pode rodar um pouco mais, Marnix?
E aí?
Há dois conjuntos de impressões digitais.
Um é do Ibrahim, o outro é do policial local.
Isso é tudo.
- Podemos rastrear o número? - Esse é outro problema.
Olhe.
- Certo. - O cartão SIM está colado.
Posso tentar removê-lo, mas é bem provável destruí-lo.
E não adianta rastreá-lo. Eles usam uma conexão 4G segura.
- Certo. - Alguém pode traduzir?
Não podemos acessar o cartão SIM, está colado,
e não há um número para rastrear.
Não querem que liguemos. Simples assim.
- Informarei ao restante. - Certo.
Bom dia.
Sobre o dinheiro, alguém pode entrar na praça
com uma sacola transparente em cada mão
com os valores combinados.
- O dinheiro não estará lá. - Como assim, "não estará"?
Ainda não. Mas repassei seu pedido para meu chefe
- e estão considerando... - Bram, escute.
Estou sentindo que não estão levando a situação a sério.
Explique por que esse dinheiro não pode estar aqui no prazo,
está bem?
Se não houver uma explicação, vou atirar no pé de alguém aqui.
SEM PROMESSAS OU TEMPO
Repassei seu pedido para o meu chefe.
Não digo que não vai conseguir,
mas o tempo que nos deu dificulta muito a situação.
Não há um milhão de euros só aguardando por nós.
Simples assim.
Então espero que seja sensato,
porque ferir alguém certamente não o ajudará.
Mas poderia nos dar um sinal de boa vontade.
LIBERTAR AS CRIANÇAS
O que quer dizer com boa vontade?
Há duas crianças com você, Noor e Basil.
Elas são inúteis para você. Só vão te causar problemas.
Você já tem outras pessoas. Se libertar Noor e Basil...
E o dinheiro? Por que está demorando tanto?
Repassei seu pedido para o meu chefe.
- Se deixar essas crianças... - Não encha o saco com isso!
Não me importo com elas. Quer me deixar mais bravo?
Não, não quero.
Só espero que você tenha bom senso.
Espero que você tenha bom senso,
e garanta que o dinheiro esteja aqui no prazo.
Não seria melhor se...
"Se" o quê?
Se um de vocês assumisse o meu lugar?
Se uma pessoa diferente atender a cada vez,
não se cria uma sensação de confiança.
- Alô? - Certo, Bram.
Diga a seu chefe que ele terá um sinal de boa vontade.
Em dois minutos, alguém pode entrar na praça,
desarmado, com as mãos para cima.
Uma pessoa, só uma. Sem câmeras ou truques.
A pessoa vem ao banco, mas espera em frente.
Nem um passo a mais, ou alguém vai se ferir.
Marco para Ivo, estamos prontos. Câmbio.
Senhor, não deve ficar aqui. É melhor esperar lá fora.
Ivo para Thibault, avise quando estiver pronto.
Não temos nenhuma garantia.
Verdade, mas devemos dar a ele a chance de mostrar boa vontade.
Expondo um dos nossos homens em frente ao banco.
Há também aquela bomba.
- O que está acontecendo? - Senhor, o que faz aqui?
Não deve ficar aqui. Por favor.
- Temos tudo sob controle. - Diga o que está acontecendo.
- Meus filhos estão lá! - Afaste-se, senhor, por favor.
Arne, parece que a mulher do gerente do banco foi embora.
- Devo pedir a ela que volte? - Envie alguém.
Quero interrogá-la urgentemente.
Mandei ficar aqui. É tão difícil assim?
Thibault para Ivo, estou pronto.
Ivo para todas as equipes, preparar para interagir.
Thibault, pode ir.
Ivo para Thibault, consegue ver algo?
Câmbio.
Thibault para Ivo, negativo. Nenhum movimento no térreo.
E no andar de cima está totalmente escuro.
Certo, Thibault.
Oscar 2 para Ivo, urgente.
A porta da garagem está se abrindo.
Repito, a porta da garagem está se abrindo. Câmbio.
Thibault para Ivo, vou dar uma olhada.
Certo, Thibault, mas não atravesse a rua.
Repito, não atravesse a rua.
Oscar 2 para Ivo, vemos movimento na garagem.
Repito, movimento na garagem. Câmbio.
Ivo para todas as equipes, alguém avistou a pessoa?
Thibault para Ivo, vejo movimento,
mas sem visão clara. Câmbio.
Ivo para Oscar, não façam nada até sabermos quem está lá.
Mantenham o dedo longe do gatilho.
Mamãe?
Thibault para Ivo, ouço uma criança na garagem.
Câmbio.
Ivo para Thibault, tem contato visual?
A criança está sozinha? Câmbio.
Negativo. Sem visão clara.
Não consigo ver se a criança está sozinha. Câmbio.
Você não entende?
Tudo que pedimos é alguma informação.
Esperamos há mais de duas horas. É desesperador.
- Não sabemos nada, nada! - Não adianta, não adianta...
- Não dão nenhuma informação. - Mamãe?
- Basil? - Basil!
- Basil! - Ei, senhor.
- Basil! Me solte! Basil! - Senhora, vamos...
É o pai dele.
Vamos, venha aqui.
Por favor, deixem a gente passar.
Yusef!
Yusef, Yusef...
Ei, fique aqui.
Como ele chegou lá?
Ivo para Charlie e Delta, alguém pode detê-lo?
Fique aí!
Vos para Ivo, sem unidades especiais.
Pensarão que estamos invadindo o lugar.
- Se ele atravessar a rua... - Sim, Roeland, eu sei.
Yusef! Não atravesse a rua!
Não atravesse a rua!
Vamos, rapazes.
- Não... - Meu marido e filho estão lá.
Olha ele lá.
Pare, não atravesse a rua!
Papai.
Vamos!
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