All language subtitles for Stalked by my Doctor A Sleepwalkers Nightmare (2019) - Portuguese br

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Original subtitles

E agora, para a primeira dança como marido e mulher,

por favor, recebam o sr. e a sra. Charles Bassinger.

Obrigada.

Posso te ajudar?

Sua vagabunda!

Quem é ela?

Meu Deus! Quem é ela?

Não acredito que isso aconteceu.

Meu Deus! Isso arruinou tudo.

Desliga isso!

Parece que ela é uma publicitária de Albuquerque.

O incidente foi filmado por convidados

quando a mulher invadiu a festa e abordou o noivo

com, digamos, atenção romântica indesejada.

O casal não quis dar queixa...

Aqui é Michelle.

Michelle, Dick Rudolph.

Oi, sr. Rudolph. Eu estava indo ao escritório

te mostrar os novos protótipos da Kitchen Dream.

Pois é. Acabei de falar com eles.

Eles assistiram ao noticiário.

Sinto muito, mas teremos que tirá-la da conta.

Mas eles são meus clientes.

Eu sei. Se dermos a conta para outro,

vamos mantê-los como clientes.

Olha, Michelle,

por que não tira uma folga? Vá ver um médico.

Seu emprego estará à sua espera,

assim que conseguir controlar isso.

Cadê o nosso garçom?

Com licença?

Sim, meninas.

Bom dia.

-Carl, pode esquentar isto? -Claro.

Pode nos dizer quais são os especiais do dia?

Sou apenas um ajudante. Vou chamar o garçom.

Não! Você é tudo de que precisamos, Carl.

Pode falar sobre sua salsicha especial?

Quer ver quais são os especiais na nossa casa?

Carl...

Ei, ei! Cuidado, idiota!

Qual é o seu problema?

Não acredito nisso! Veja que bagunça!

-Sujou todo o meu terno! -Me deixa te ajudar.

-Sai! Não, estou bem! -Desculpa.

Me deixa em paz, para de me tocar.

Que tipo de idiota limpa mesas na sua idade?

Emprego novo, dr. Tanner?

Não é da sua conta! Fique longe de mim!

Pegue um esfregão, seu incompetente!

Fracassado! Não consegue nem limpar uma mesa!

E aí, doutor?

Encosta naquela estradinha de terra ali.

-Tem uma esposa, dr. Tanner? -Não.

Como conseguiu o emprego novo?

-Como assim? -Você se inscreveu pessoalmente?

Fez uma entrevista? Como foi?

Através de um recrutador. Fui entrevistado pelo telefone.

-Leve o dinheiro e o carro. -Pelo telefone?

Me dê seu telefone. Quero ver suas redes sociais.

-Não tenho nenhuma. -É mesmo? E por quê?

Não quero pacientes atrás de mim fora das sessões.

Sem esposa, sem família, sem redes sociais.

Perfeito.

Olha, talvez eu possa te ajudar.

-É? -É. Sou um médico talentoso.

Que coincidência!

Sou um médico talentoso também.

Um cirurgião cardíaco. Talvez tenha ouvido falar de mim.

-Dr. Albert Beck. -O quê? Albert Beck?

Prazer em te conhecer.

Certo.

Dr. Tanner.

Bom dia!

Sou o dr. Mason Tanner, acho que estão me esperando.

-Você é Mason Tanner? -Sou.

-Posso ver sua identificação? -Perdão?

-Identificação. -Identificação?

Sim, claro. Identificação.

Aqui está.

-Com licença. -Claro.

Beck. Sim. Al Beck.

É Albert Beck, o cardiologista louco.

Ele está aqui no prédio.

Parado!

-Mãos para cima, Beck. -Essa não.

Vira.

Não se mexa.

-Meu Deus! -Saiam todos daqui!

Dr. Tanner?

Dr. Tanner!

Surpresa!

Meu Deus! Dr. Tanner, sou Pamela Newman.

É bom te conhecer finalmente.

Sigo sua brilhante carreira há muitos anos.

-Muito obrigado. -Nossa, você é incrível!

Não ia me avisar quando ele chegasse?

Tentei. Quando me virei, ele tinha sumido.

-Doutor, esqueceu isto. -Obrigado.

Identificação.

Venha comer um bolo e conhecer o pessoal.

Estamos empolgados com a sua chegada.

-Muito obrigado. -Oi, dr. Tanner.

Todos estão empolgados com sua chegada à equipe.

E eu estou empolgado para começar.

Ótimo. Sua primeira paciente, Michelle, já está aqui.

Paciente? Já?

Certo. Qual é o problema dela?

Sonambulismo sexual.

Sonambulismo sexual? Nossa... Que dureza!

Bem...

Não quero deixar uma nova paciente esperando.

-Oi. -Michelle?

Sim. Dr. Tanner?

Bem-vinda...

Ao Centro de Estudos do Sono do Novo México.

Obrigada.

Acho que nós temos algo em comum.

-O quê? -É nosso 1º dia aqui.

Que tal darmos uma volta para explorarmos o lugar?

Sim, claro.

-Certo. -Tem bolo.

É.

Acho que isto é o que estamos procurando.

É aqui que acontecem os estudos do sono?

Eu diria que sim. A sala de observação é atrás de você.

Espelho grande.

Mas é confortável. Eu gostei.

Senta, por favor.

Claro.

Vamos lá. Vou pegar meu computador.

Então...

Eu soube que você sofre de sonambulismo sexual.

Infelizmente, sim.

Como deve saber, "quem sofre disso

procura atividades carnais enquanto em sono REM."

Quando isso começou?

Após o meu aborto.

O primeiro.

Teve mais de um?

Sinto muito em saber.

-Você é casada? -Não, eu era.

Meu marido faleceu.

Na verdade,

eu o matei.

O quê?

É uma longa história.

Ele matou um homem que estava se aproveitando de mim

enquanto eu estava sonâmbula.

E depois ele me incriminou.

Nós brigamos e...

Foi legítima defesa.

Nossa...

Eu fui absolvida,

mas minha reputação ficou arruinada,

então eu decidi me mudar para cá.

Para recomeçar.

Você veio para cá para recomeçar.

Aí está outra coisa que temos em comum.

Recomeçar.

Você obviamente sofreu um grande trauma.

Teremos que investigar isso, mas nosso primeiro objetivo

é controlar o sonambulismo.

Então temos que começar logo a estudar o seu sono.

Certo.

Qualquer coisa que faça isso parar.

Nós vamos cuidar muito bem de você.

Confie em mim.

Finalmente uma que é velha o suficiente para dirigir.

Como chegou aqui? Eu deixei você no deserto.

Acha que pode se livrar de mim tão facilmente?

Se limpe. Está com uma péssima aparência.

Essa é uma belezinha. E sensual.

Mas o melhor de tudo, emocionalmente perturbada.

-Perfeita para você. -Por que não cala a boca?

Ela só precisa ser bem cuidada.

E quem melhor para isso do que eu?

Você? Você é cardiologista.

Você deveria ir ao psiquiatra, e não fingir que é um.

Não se meta. Você não sabe do que está falando.

Então por que não cala a boca?

Dr. Tanner!

Desculpe, achei que tinha ouvido gritos.

Eu estava falando comigo mesmo.

Faz parte do meu processo ver todos os lados do problema.

Sei que é um pouco incomum.

Mentes brilhantes são incomuns.

É verdade.

Se me der licença, tenho muito trabalho.

Claro. Boa noite, doutor.

Boa noite.

Ela é um saco.

Me sinto um polvo alienígena.

-Para que isto serve? -Bem...

Este exame aqui...

-A polissonografia. -Exato.

Ele monitora as ondas cerebrais.

Mostra qual parte da sua mente está agitada no sono.

E nós estaremos ali te observando a noite toda.

-E se eu tiver sonambulismo? -Esse é o objetivo, não é?

É, mas e se eu...

-Ficar sexualmente ativa? -É.

A porta está trancada. Você está segura.

Então tenha bons sonhos.

-Você está em boas mãos. -Certo.

Por que não vai para casa?

Não há razão para nós dois ficarmos aqui.

-Tem certeza? -Claro que tenho.

Bem, se não se importa...

-Obrigado, doutor. -Boa noite, Tyler.

Eu estava imaginando quando iria se livrar dele.

Certo, Michelle.

Minha adorável Michelle, só você e eu.

Agora, hora de acordar.

Quem pode ser esta?

Ei, Romeu, dá uma olhada.

Lá vamos nós.

Querida...

Isso.

É hora do show.

Nossa...

-Meu Deus! Dr. Tanner. -Estou com uma paciente.

Eu sei. Será que posso observar?

Na verdade...

Não, é uma parte delicada do tratamento. Hora errada.

Dr. Tanner.

Estarei aqui a noite toda se precisar de algo.

Quanta gentileza! Muito obrigado.

Puxa, cara...

Que droga, campeão! Você estava tão perto!

Mas a boa notícia é que acho que ela gosta de você.

Não ela, a outra! A enfermeira Ratched.

Vocês formam um belo casal.

Meu Deus!

Meu Deus, desculpe!

Não me lembro de nada.

O que é normal para alguém com seu distúrbio.

Então, o que aprendemos?

Que eu sou algum tipo de aberração sexual?

Nem um pouco.

Baseado em tudo que me contou,

é óbvio que seu subconsciente quer que engravide de novo.

Porque isso começou após o aborto?

Exatamente.

Desculpe.

Posso atender? É minha sobrinha, Katie.

Sem problemas.

Katie, oi. O que houve?

Você está onde?

Não, querida, não recebi sua mensagem.

Certo, calma.

Fique aí, eu já vou. Chego em dez minutos, tudo bem?

Certo. Tchau.

Está tudo bem?

Não sei. Era a minha sobrinha, Katie.

Ela parecia chateada.

Ela mora em Los Angeles, mas está na minha casa agora.

Eu tenho que... Ela também tem problemas de sono.

Posso fazer algo?

Eu te aviso. Obrigada.

Oi, meu amor.

Ei... Você está bem?

-Essa não. O que houve? -É uma longa história.

Quando isso começou?

No último ano do ensino médio.

Então foi logo após seus pais morrerem.

Mas meu distúrbio é diferente do seu.

Quando fico sonâmbula, sou altamente sugestionável.

Como assim "altamente sugestionável"?

As pessoas me sugerem algo e eu faço.

Essa não...

Meus amigos me sugeriam fazer coisas,

tipo comer um pote inteiro de mostarda.

Então comecei a namorar Leo.

E o colega de quarto dele, Dean, descobriu o meu problema.

Ele começou a ficar acordado

esperando eu ficar sonâmbula.

Daí ele me levava para a cama dele

só com a sugestão.

Algumas noites atrás, Leo veio me procurar

-e me achou transando com Dean. -Essa não.

Foi uma loucura. Eles brigaram,

destruíram o lugar inteiro

e, depois, Leo me expulsou.

Leo te expulsou?

Mas ele sabe do distúrbio, sabe que não é culpa sua.

Sim, mas ele acha que não poderá mais confiar em mim.

Confiar em você?

E o amigo dele? Como ele confiará nele?

Querida...

Esse cara se aproveitou de você, ele é mau.

E seu namorado não parece muito melhor.

Eu sei mesmo como escolhê-los.

Desculpa aparecer assim. Eu não tinha aonde ir.

Estou feliz que tenha vindo.

Pode ficar quanto tempo quiser.

-Alô. -Michelle, é o dr. Tanner.

Eu só queria saber de você.

Obrigada, doutor. Está tudo bem.

Ótimo. Olha, andei pensando sobre sua situação.

Vou receitar um sedativo para a noite,

só para prevenir incidentes até que controlemos tudo.

Tudo bem. Claro, se você acha melhor.

Eu acho. Vou fazer isso agora.

Também vamos marcar outro estudo para amanhã.

Preciso fazer mais testes.

Amanhã? É mesmo necessário?

É, sim.

-Tudo bem. -Certo, descanse bem.

Nos vemos amanhã.

Certo. Obrigada, doutor.

Então, qual é a dela? É escoteira?

O que está fazendo aqui? Saia!

Há uma fêmea de idade quase apropriada lá em cima.

O que há de errado com ela?

Na verdade, nada. Mas...

-Esta aqui... -Acha que uma belezinha como ela

vai se apaixonar por um dinossauro como você?

Eu acho, sim.

Escuta, cara, uma garota como ela nunca vai te amar.

Ou qualquer garota. Sabe por quê?

Porque o amor, para você, é uma questão de controle.

Por isso prefere as jovens. Elas demoram mais a sacar.

-Chega! Não fale mais nada! -Tudo bem.

-Katie? -Ainda quer que eu fique quieta?

Não é você, querida. Pode falar o quanto e quando quiser.

-Desde que continue adormecida. -Quieto!

Katie, eu gostaria que fizesse uma coisa para mim.

-Qualquer coisa. -Ótimo. Saia da cama.

Agora, fale que me ama.

Eu te amo.

Fale "eu te amo, dr. Beck".

Eu te amo, dr. Beck.

Amor verdadeiro. Que coisa bonita!

-Acho que ela falou sério. -Ela nem sabe que você existe.

Ela está dormindo, idiota!

Aceita. Nenhuma mulher vai te amar.

-Se estiver acordada. -Quer apostar?

Gostei. Qual é a aposta?

Terei esta garota comendo na minha mão em breve.

E se não conseguir?

Eu te dou um estoque eterno de blue hawaiians.

-Isso seria legal. -Mas, se eu conseguir,

-você vai embora para sempre. -Fechado.

Quem vai embora?

Eu, querida. Tenho que ir, mas prometo.

Prometo que voltarei logo.

Então durma.

Vamos fazer aquele cara ir embora também.

Cara? Que cara?

O cara na rua. Ele estava nos olhando.

Oi, doutor.

-Posso te ajudar? -Nicky Bismar.

Seu novo paciente.

Bismar.

Você não tem consulta marcada.

Sabe como é com a papelada, chega numa mesa e some.

Com certeza vai aparecer.

Tudo sempre aparece, certo?

-Como posso ajudar, sr. Bismar? -Me chame de Nicky.

-Nicky. -Estou com problema para dormir.

-Me conte. -Eu sempre tenho uns sonhos,

sonhos vívidos com uma mulher mais jovem.

Muito mais jovem?

Idade de faculdade, mais ou menos.

Isso não é tão ruim! Quer dizer...

É normal um cara da sua idade desejar uma mulher jovem.

Mas tem que aprender a controlar esses desejos.

Você tem esses desejos também, doutor?

Aposto que sim.

Aposto que sabe exatamente como é

desejar a atenção de uma mulher mais jovem.

Como ontem à noite.

O sonho que tive.

Foi tão vívido, tão perfeito!

Essa garota me quer, ela me ama.

Mas, quando estou acordado, as coisas não funcionam assim.

Eu abordo mulheres mais jovens, mas elas me rejeitam

repetidamente.

E isso me deixa...

louco.

Dr. Tanner? Dr. Tanner?

Você deveria atender. Parece urgente.

Sim, o que foi?

Seu próximo paciente está aqui.

-Obrigado. -Vamos deixar para a próxima.

Marque uma consulta para o fim desta semana.

Ou antes.

Fique bem.

Hoje vamos examinar uma parte diferente do cérebro

para ver o que acontece enquanto dorme.

Certo. Vai ficar aqui o tempo todo?

Não posso. Mas Tyler vai estar aqui,

ele vai cuidar bem de você.

Voltarei pela manhã para checar os resultados.

Só relaxe e deixe rolar. Vai dar tudo certo.

Certo.

Obrigada.

-Meu Deus, desculpe! -Tudo bem. É diet.

-Que vergonha! -Que nada! Isso acontece.

-Me deixa comprar outro. -Nunca deixo uma dama pagar.

Mas, se aliviar sua culpa, pode me fazer companhia.

Claro.

Vamos sentar aqui?

A melhor forma de analisar uma cidade nova

é pelos hambúrgueres. Se forem ruins, é um buraco.

-Também é novo aqui? -Sou, cheguei semana passada.

-Trabalha na clínica de sono? -Sou médico.

-Um psiquiatra, na verdade. -Fala sério!

-Minha tia se trata lá. -É? Qual é o nome dela?

Shelli. Quer dizer, Michelle Miller.

Está brincando? Não acredito. É minha paciente.

-Que estranho... -Nem tanto.

Meus estudos mostram que o cérebro procura

conexões entre coisas. Não gostamos de aleatoriedade.

Então chamamos de "destino".

Eu não devia dizer, mas sua tia falou de você.

-É mesmo? -É.

Ela disse que você também tem problemas de sono.

Pode-se dizer que sim.

Escute, não há nada para se envergonhar.

Todos falam em ser normal, mas isso não existe.

Somos todos "normais" do nosso próprio jeito.

Talvez, após ajudar sua tia,

possamos discutir o seu tratamento.

Nossa, não! Um lugar como esse é muito caro para mim.

Deixe que eu cuido disso.

Como eu disse, ser médico me permite certos luxos,

como jantar bem.

Ao destino. Ou à aleatoriedade.

Cara...

Não, não, não, não, não, não, não, não.

Vamos!

Precisa de ajuda?

Meu carro não liga.

-Como estão as coisas? -Ela está dormindo como um bebê.

Eu também vou, se não tomar mais café.

Quer que eu fique de olho nela enquanto vai pegar?

-Se não se importar. -Claro que não. Vai lá.

Obrigado.

Meu Deus!

Meu Deus!

Meu Deus!

Você precisa voltar para a cama

ou pode se machucar.

Me escute. Volte para a cama.

Me escute.

Pare.

Você precisa parar.

Pare.

Pare. Pare.

-Michelle, não. -Meu Deus!

-Olhe para mim... -Michelle. Michelle!

Olhe para mim.

Para trás.

Isso.

Isso. Está tudo bem.

Obrigada por me trazer.

Acho que meu carro não gostou da viagem de LA para cá.

Acho que não.

Obrigado pela companhia.

-Eu te levo até a porta. -Dr. Tanner?

Deixa pra lá, é besteira.

O que é? Pode me falar.

Sei que acabamos de nos conhecer,

e isto pode soar estranho,

mas quando estávamos jantando senti uma conexão.

É mesmo?

Eu te contei meu segredo mais profundo e constrangedor,

e isso não te perturbou.

Você me aceitou como eu sou.

Qualquer pessoa decente faria o mesmo.

Leo, não. Ele não entende.

Bem, você sabe como é...

Os caras dessa idade...

Talvez eu devesse escolher homens mais velhos.

Não há nada de errado com isso. Quer dizer...

Do ponto de vista médico.

Fico feliz que concorde.

Katie!

Leo?

O quê? Espera.

-O que está fazendo aqui? -Katie, precisamos conversar.

-Como me achou? -Seu irmão me disse onde estava.

Eu dirigi o dia todo.

-Por quê? -Porque...

Isso não é culpa sua.

Eu falei com Dean, ele me disse o que fez.

Como ele se aproveitou de você.

Katie, eu te amo.

Sinto muito pela forma como reagi. Eu estava errado.

Dr. Mason Tanner.

Desculpe. Dr. Tanner, este é Leo, meu...

Namorado. Muito prazer, doutor.

Ele vai me ajudar. Está tratando a tia Shelli.

Ótimo. Se eu puder ajudar, é só me avisar.

Vou pensar em algo.

Posso usar o banheiro antes de ir embora?

Pode, claro.

-Fica lá em cima à direita. -Muito obrigado.

-Oi. -Oi.

-Estou tão feliz que está aqui! -Eu também.

Só o que importa é você melhorar e nós ficarmos juntos.

Oi. Eu sou Katie.

Você é alta. Gostei do seu cabelo.

Quer fazer amor? Sim, sim, sim, sim, sim.

Ótimo, chega. Levante. Quem é o próximo?

Você deve ser Leo, o Copo Vazio.

Sim, eu sou.

Ei, Leo, vamos nos beijar.

Mais forte, mais forte,

mais forte, mais forte, mais forte!

Dr. Tanner?

Dr. Tanner, tudo bem?

Tudo, mas quebrei um copo. Sinto muito.

Tudo bem. Você se machucou?

Não, estou bem.

-Eu já vou descer. -Certo.

Estou tão feliz que está aqui!

-Você precisa parar. -Não, não.

-Pare. -Não.

Meu Deus! Está bem.

Não acredito que fiz isso.

-Sinto que deveria me desculpar. -Não precisa.

Estamos numa clínica de sono. Já vimos isso antes.

O que faço?

Precisamos fazer mais sessões de terapia.

Vamos agendar para o quanto antes, certo?

Certo.

Não vai acreditar com quem encontrei ontem.

Só acho meio bizarro vocês se encontrarem assim.

Quem iria imaginar? Por falar no diabo...

Katie! Eu estava contando à sua tia sobre nosso encontro.

-Uma loucura, não é? -É. Loucura mesmo.

De todas as lanchonetes em todo o mundo...

Espera.

Vocês jantaram juntos?

Sim, não foi nada de mais.

-E Leo apareceu. -Oi, amor.

-Oi. Prazer em te conhecer. -Oi.

É um prazer. Dr. Tanner, é bom ver você de novo. Como vai?

-Tudo bem. -Preciso te perguntar.

-Eu já te vi na TV antes? -Não, acho que não.

Eu disse para Katie ontem. Eu jurava que já tinha te visto.

Não, acho que tenho uma cara comum.

Pode nos dar licença um segundo? Quero falar a sós com as moças.

-Tudo bem. -Obrigado.

Preciso perguntar. Ele vai ficar com você?

-Talvez. -Ainda não discutimos isso.

Como seu médico, não aconselho tê-lo por perto.

-Por quê? -A última coisa que vai querer

é a tentação de ir para a cama dele

no meio da noite.

E você também, Katie. Está muito vulnerável agora.

Pelo que sei do seu distúrbio,

parece que você faz tudo que as pessoas pedem.

Você teme decepcionar as pessoas e abre mão do seu poder.

E um relacionamento

só vai tornar isso pior.

Tudo bem. Vou pensar nisso.

É só o que peço.

Certo. Muito obrigada.

Certo. Estarei no hotel.

-Desculpa. -Tudo bem.

Sua tia tem razão, podemos nos ver amanhã.

Só não fale nada para aquele médico idiota.

-Ele não é idiota. -Sério.

-Tudo bem. -Até mais.

Katie.

Abra seus olhos.

-Olá, meu anjo. -Oi, dr. Tanner.

Katie, há algo que quero que faça para mim.

Amor.

Aí está você.

Katie?

Katie?

Você está bem?

Amor.

Você não quer acordá-la!

-Katie, está esperando alguém? -Não.

Que estranho...

Bom dia, detetives.

Está tudo bem?

A polícia diz que ele caiu.

Pobre rapaz!

É minha culpa. Se eu o tivesse deixado ficar...

-Não. -Você não poderia adivinhar.

Ninguém poderia.

O dr. Tanner tem razão.

Não é culpa sua, é minha.

-Katie, não. -É, sim.

Eu mandei as mensagens para ele.

Pedi para ele me encontrar no estacionamento.

-Não pode se culpar, Katie. -Por que não?

Os pais dele me culparam. Eles me baniram do funeral.

É sorte eles não darem queixa. A polícia me trata

como se eu fosse responsável e o tivesse matado.

-Vou falar com o detetive. -E dizer o quê?

Que eu não me lembro de nada?

Vou explicar que fez tudo sonâmbula.

Era só seu subconsciente consertando sua relação.

Deve ter voltado a dormir logo depois.

Certamente não teve nada a ver com o acidente.

Ele nunca teria estado lá se não fosse por mim.

Eu...

Eu...

Eu preciso de ajuda.

Você vai me ajudar?

Claro que vou.

Eu queria sua opinião sobre uma coisa.

Algo me parece errado.

O distúrbio da Katie é provocado por sugestões, certo?

Ela nunca fez nada sozinha durante o sono antes.

O que está dizendo?

Que alguém teria que ter sugerido a ela

que enviasse as mensagens ao Leo?

Normalmente, você teria razão.

Mas ela deve ter sentido culpa por não dar o que ele queria.

Sexo.

Então o subconsciente, após ela dormir,

assumiu o controle.

Certo. Mas por que ela mudaria de comportamento tão de repente?

Bem, é possível

que o distúrbio dela esteja piorando.

A única forma de saber é fazer um estudo do sono hoje.

Não se preocupe. Vamos conseguir controlar isso.

Se me der licença, meu próximo paciente.

-O que faz aqui? -Temos uma consulta, doutor.

Olhe na sua agenda.

-Ou ela sumiu de novo? -Corta essa! Quem é você?

Eu já disse. Nicky Bismar.

Bismar?

-Que tipo de nome é esse? -Tenho que explicar mesmo?

O que importa um nome?

Você é policial? Detetive particular?

Está brincando? Odeio a polícia!

Sou só um cara que precisa de ajuda.

E acho que você é o médico perfeito para mim.

Na verdade, sou um grande fã do seu currículo.

Enfim, achei que você gostaria de saber

que, ontem à noite,

-eu dei mais um passo. -Mais um passo?

É. Eu encenei um dos meus sonhos, doutor.

Eu segui a garota até a casa dela.

Eu a abordei e disse que a amava.

Ela me rejeitou como todas as outras,

mas, desta vez, eu não aceitei um "não" como resposta.

Você teria orgulho de mim.

Eu a segurei e a levei para dentro da casa.

Eu a amarrei na cama.

Meu Deus, me pareceu tão...

certo.

Terei que denunciar isso.

Acha mesmo que é uma boa ideia, doutor?

Pamela! Tem um cara perturbado na minha sala.

-O quê? -Um paciente novo. Nicky Bismar.

-Ele aparece sem agendar. -Certo. Vamos ver.

Certo.

Foi embora.

Como ele é?

Cerca de 1,78m, porte médio, cabelo castanho.

Certo.

Dan, é a dra. Newman.

Um homem de porte médio e cabelo castanho saiu do prédio

-nos últimos 5 minutos? -Não, tudo quieto aqui.

Veja se está tudo trancado.

Me avise se vir alguém com essa descrição.

Sim, doutora.

Se ele ainda estiver aqui, vamos achá-lo.

Ótimo.

E, agora que estamos aqui, quero conversar sobre algo.

Acabei de falar com Michelle Miller.

Que história é essa de jantar com a sobrinha dela?

"Jantar com a sobrinha dela"? Não.

Nós nos esbarramos na lanchonete. Foi coincidência.

Ela acha que há algo inapropriado acontecendo.

Michelle não está bem.

A paranoia é efeito colateral da insônia dela.

Você viu o distúrbio dela de perto. Foi feio, não é?

Soube que quer fazer um estudo do sono com Katie.

-Com certeza. -É melhor para todos

se Michelle e eu estivermos lá. Só para evitar um mal-entendido.

Não preciso disso, preciso de privacidade.

Construí uma conexão com a paciente.

-Mais gente só vai atrapalhar. -Ficamos na sala de observação.

-Ela nem saberá que estamos lá. -Que insulto!

Faço isso há mais de 30 anos. Nunca tive reclamações.

E eu tenho que proteger a clínica.

Como profissional, você pode entender isso.

-Pamela... -Dra. Newman?

A porta dos fundos estava destrancada.

-Talvez ele tenha saído por lá. -Obrigada, Dan.

Vou chamar a polícia.

Não faça isso.

Ele não vai voltar. Mas, se voltar,

eu aviso a segurança.

Preciso ver os pacientes.

Nos vemos hoje à noite.

-Alô. -Dr. Trotter?

É Pamela Newman,

do Centro de Estudos do Sono do Novo México.

Olá, srta. Newman. Como posso te ajudar?

É sobre o dr. Tanner.

Você roubou um dos nossos melhores.

Temos sorte em tê-lo.

Eu liguei porque não achei fotos do dr. Tanner na internet,

nenhuma rede social.

Nem procure. Não vai achar nada.

Por quê, exatamente?

Ele não te contou que quase foi morto por um paciente?

Sério? Que horrível!

O paciente o localizou por uma rede social

e o emboscou com uma arma. Ele quase não escapou.

-Meu Deus! -Ele tem fragmentos de bala.

No ombro esquerdo, acho.

Causa dores crônicas, ainda mais com umidade.

Obrigada pelas informações. Eu não fazia ideia.

Você tem alguma foto dele?

É para uma festa surpresa, uma retrospectiva da carreira.

Eu não quero estragar a surpresa pedindo para ele.

Devemos ter alguma aqui. Eu envio quando encontrar.

Obrigada, doutor. Eu realmente agradeço.

De nada.

Como está indo?

Até agora, tudo bem. Ela está dormindo como um bebê.

O que acontece se ela não ficar sonâmbula hoje?

Tentamos de novo até ela ficar.

Com licença.

Preciso atender.

-Me avise se algo mudar. -Pode deixar.

Eu concordo.

Que tal se eu pegar um café para nós?

Sim, por favor. Com creme e açúcar.

Com creme e açúcar, a caminho.

Srta. Newman, nós achamos uma foto do dr. Tanner.

-É mesmo? Ótimo. -Mandei para o seu e-mail.

Muito obrigada. E só para esclarecer:

o ombro ruim do dr. Tanner é o esquerdo, certo?

Certo. Ele não consegue levantá-lo.

Foi o que pensei.

Pode mandá-lo de volta caso se canse dele.

Acredite, faremos isso.

Obrigada de novo.

Meu Deus!

Caso esteja pensando,

o nome é Beck.

Dr. Albert Beck.

Um pouquinho de creme.

Um pouquinho de açúcar.

E uma cápsula de boa noite, Cinderela.

Como você está, meu anjo?

Estou bem.

Me diga que quer estar comigo mais do que qualquer coisa.

-Mais do que tudo no mundo. -Eu também.

Preciso cuidar de mais uma coisa,

e depois podemos ficar juntos para sempre.

-Gosta da ideia? -Sim.

Me beija.

Já basta, já basta, já basta, já basta.

Teremos muito tempo para isso depois.

Deita.

Volte a dormir.

Te vejo de manhã.

Certo.

Isso é... Isso é... Isso é...

Isso é... Isso é tão bom!

Isso é... Nossa!

-Isso não vai acabar bem. -Me deixa em paz, imbecil!

Se eu fosse você, pegaria uma carona e fugiria para o sul.

Se você fosse eu? Se você fosse eu,

seria um homem de sorte por ter alguém que amasse você.

Dá um tempo! Ela só te ama quando está dormindo.

Você está perdendo a aposta, parceiro.

Eu ainda não acabei.

Acabou, sim.

Eu não fiz isso. Não sei... Não fui eu.

Acredite, botaram aquela faca na minha mão.

Alguém me incriminou. Quero um advogado.

Ei! Não empurre.

Dr. Tanner, podemos conversar?

As fotos vieram do telefone da suspeita.

Ela diz que não se lembra de nada.

Do assassinato, de ter te atacado.

É verdade, ela não se lembra.

A doença a impede de lembrar o que faz quando está dormindo.

Que tragédia...

Pamela, uma das boas.

Então esse sonambulismo sexual existe mesmo?

Infelizmente, sim.

-Casei com a mulher errada. -Se eu arriscasse um palpite,

diria que o subconsciente dela se lembrou das rejeições.

Quando ela foi rejeitada após as fotos...

-Uma rejeição amorosa. -Exato.

Só para que saiba, ela alega que você está envolvido nisso.

Eu? Ela me atacou e me nocauteou.

Tenho sorte de estar vivo.

Bem, ela alega que você dá em cima da sobrinha dela.

A sobrinha dela é minha nova paciente.

É comum uma paciente se afeiçoar ao médico.

Quando essa atenção é ameaçada, ela se torna ciumenta.

E, claro, isso foi exacerbado pela insônia e pela paranoia.

Você parece bem calmo em meio a isso tudo.

Isso já aconteceu antes, na minha última clínica.

Com licença, preciso ver um paciente.

Obrigado pela sua ajuda.

Não é do feitio dela. Não posso acreditar.

Ela nunca foi violenta.

Eu sei. Mas sabemos muito pouco sobre doenças como essa.

Elas podem se agravar assim, de repente.

Não sei o que vou fazer.

A casa é uma cena de crime.

Não sei o que acontecerá com a tia Shelli.

Não tenho dinheiro para um hotel.

-Vou voltar para Los Angeles. -Eu não aconselho isso.

Nós mal começamos seu tratamento, Katie.

Sem ajuda, você vai piorar como sua tia.

Tenho uma ideia:

eu tenho uma casa linda.

É uma das vantagens de trabalhar aqui.

E tenho uma casa de hóspedes. Por que não vem ficar comigo?

-Não, eu não posso. -Claro que pode.

Você teria sua própria entrada, cozinha,

uma TV de plasma e uma cama enorme.

Fique quanto tempo quiser.

Mas acho melhor não contarmos para ninguém.

E o melhor é que podemos começar seu tratamento já.

É muita generosidade, mas não posso. É demais.

Como seu médico, eu insisto.

Não quero que termine como sua tia.

-Eu quase me sinto responsável. -Você fez tudo que podia.

Não vou desistir dela.

Vou garantir que ela vá para um lugar onde cuidem dela.

Ei! Por favor! Pode me ajudar? Alguém me ajude! Ei!

Alguém me ajude! Ei, você, me ajude!

É, você! Pode me ajudar?

-Veja quem acordou finalmente. -Dr. Tanner?

Talvez eu tenha exagerado nos sedativos. Vou diminui-los.

-Onde estou? -Você, minha querida,

está no Hospital Correcional de Criminosos Insanos.

O quê? Não, não. Não, não. Eu não... Eu não... Eu, eu...

Quero falar com meu médico, o médico responsável. Agora!

Que coincidência! Eu sou responsável por você.

-O quê? -Desculpe não ter ajudado.

Mas a doença estava mais avançada do que achei.

Desesperada para ajudar alguém, mas não pôde se ajudar.

Mas você cuidou mesmo da dra. Newman.

Não, não fui eu!

Foi você! Você fez aquilo!

Não sei como, mas você fez!

Tudo piorou no dia em que você entrou na minha vida.

-Eu piorei sua vida? -Sim!

A paciente ainda sofre de ilusões paranoicas,

sem dúvida provocadas pelo agravamento da doença.

Quero que continue sedada, mais ainda à noite,

até começarmos seu tratamento de ECT.

-ECT? -Eletroconvulsoterapia.

A velha terapia de eletrochoques.

-Não. -Sim.

Vamos começar com 10 mil volts e vamos aumentar

até que a paciente admita o que fez.

Ou até que o cérebro dela vire mingau.

O que acontecer primeiro.

Você não vai se safar. Eu vou impedir você!

É mesmo?

Se você acha

que vai atrapalhar o amor que Katie e eu compartilhamos,

você está errada.

Você é louco.

Você sabe o que o amor pode fazer com um homem.

Socorro! Alguém... Ei, me solta!

A paciente está agitada e é um perigo para si mesma.

Mantenha-a sedada. Não podemos arriscar mais violência.

Não, ele é o assassino!

-Eu não... -Eu sei.

-Se acalme. Se acalme. -Eu não fiz nada.

Vamos começar a ECT amanhã de manhã.

-Não. Eu não quero... -Eu sei. Cuidado. Cuidado.

Calma. Calma, calma. Respire. Respire.

Certo? Tudo bem.

Tente descansar.

-Katie, conseguiu chegar? -Consegui, é linda.

-Obrigada por me hospedar. -Sem problemas. Fico feliz.

Entre pela porta dos fundos,

suba as escadas à esquerda e verá a casa de hóspedes.

Obrigada. Como está a tia Shelli?

Não muito bem.

Ela ainda se recusa a admitir o que fez.

-Quando poderei vê-la? -Em breve.

Antes, deve se concentrar em melhorar.

Que tal hoje à noite eu cozinhar um belo jantar?

Então amanhã começaremos seu tratamento.

Você estará bem rapidamente.

-Você me trata muito bem. -Música para meus ouvidos.

-Até mais. -Tchau.

Ela é bonita, né?

Sabe do que mais? Ela tem sonambulismo sexual.

-Isso não existe. -Existe. Veja aqui.

Sabe o que ela faz? Fica sonâmbula

e então manda ver com o primeiro que encontra.

-Sério? -Sério, e será comigo.

-Obrigado, dr. Tanner. -Obrigado, dr. Tanner.

Tenho uma ideia.

Na hora do almoço, vamos comprar cervejas.

E, à noite, nós voltamos.

Vai começar a festa. Vamos nessa.

Dr. Tanner?

Gostou?

-Não precisava fazer isso tudo. -Sem problemas.

Após o que houve com sua tia e com Leo,

você merece algo especial.

-Tudo bem. -Senta. Fica à vontade.

O jantar está pronto.

Venha.

Como isso funciona?

Ela acorda e pula na gente ou nós a acordamos?

Não vamos acordá-la, não seja burro.

Ela está dormindo. Essa é a beleza de tudo,

ela não vai saber o que fizemos.

Oi, rapazes.

Estão aqui para brincar comigo?

Sim, nós temos o que você quer.

Primeiro me soltem.

Quero sentir vocês por inteiro.

-Ela te quer. -Sim, sim.

Nossa, cara! Isso é incrível.

Ela está mesmo dormindo?

-Ela está apagada. -Cara, que bacana!

Espera aí, eu vou primeiro. Você fica com a sobra.

-Por quê? -Hierarquia.

-Tenho uma ideia melhor. -É mesmo?

Sim, sim. Isso, isso.

Sim, faça isso.

-O que está esperando? -Nada. Está brincando?

Estou prontinho. Me deixe tirar isso.

Isso! Ei, é minha vez! Estou pronto.

O quê?

O tempo acabou, seus porcos.

Sua vadia!

Ei, volta aqui!

Não sai por essa porta! Volta aqui!

Sentiu minha falta?

Achei que me queria por inteiro. Pare de lutar.

Eu vou te matar!

Estava uma delícia,

mas imagino que você não trate todos os pacientes assim.

Não.

Só aqueles com quem eu realmente me importo.

Um médico não se importa com todos?

Bem...

Alguns pacientes são realmente especiais.

Dr. Tanner, sou grata por tudo isso,

mas não quero que haja nenhum mal-entendido.

Não há.

Sei exatamente o que sinto por você.

Perdão?

Só quero cuidar de você.

Quero te proteger pelo resto de nossas vidas.

-Eu não deveria estar aqui. -Por quê?

-Muito obrigada pelo jantar. -Eu avisei, mas você não ouviu.

-Fique fora disso. -Ela vai fugir como as outras.

-Não, não vai! -Com quem está falando?

-Só o ignore. -Ela não pode me ver, lembra?

Ela pode me ver, e é só o que importa.

-O que há com você? -Katie, não vá.

Por favor, Katie! Katie, eu te amo. Katie!

Fim de jogo.

Não vá embora, posso explicar tudo.

-Não. -Não vá!

Essa não...

Ele está aqui nas quartas e quintas.

Me deixe ver.

São 4h. Pode ser?

Certo, vou marcar. Obrigado.

Vou aumentar a dose.

Veremos se isso ajuda. Faremos um estudo do sono nele.

-Moça? -Oi.

Posso ajudar?

Não, não. Eu só...

Eu só...

Ei! Pare!

Segurança! Segurança!

Ainda temos tempo de fugir para a fronteira.

Que tal tirarmos o time de campo e sumirmos?

Não, vou dar um jeito nisso.

Quando ela acordar, vou explicar tudo.

-Não ouviu o que ela disse? -Ela não quis dizer aquilo,

estava confusa.

E por falar em confusão...

Posso fazer isso dar certo.

Sei que posso.

Certo, certo.

Quem é?

Nicky Bismar?

Cadê você, seu desgraçado?

Quem é você?

Eu já disse. Nicky Bismar.

Tenho que explicar mesmo?

O que importa um nome?

Não.

-Não vai querer fazer isso. -Quieto, estou ocupado!

Cara, sei que o México não deu certo.

Que tal Belize? Equador?

Que tal Burundi?

Não, não, não.

Agora você sabe.

Tentei contar, mas você não quis escutar.

Sabe o que dizem.

Se há um lado bom, deve haver um lado ruim.

Yin-yang. Balanças equilibradas.

-Toda aquela baboseira. -Saia! Agora!

Não vou a lugar nenhum até lidarmos

com o nosso probleminha aqui.

Deixe-a em paz!

Vamos, doutor. Me deixe cuidar disso.

Se chegar perto dela, eu mato você.

-Eu mato você! -É disso que estou falando!

Você sabe que quer fazer isso. Vai fundo.

Não vou deixar que a machuque.

Eu a amo, e ela me ama.

Saia agora ou vou cortar você em pedacinhos.

Você e ele. Para trás! Para trás! Para trás!

Não, não, não, não, não.

Nós nos entendemos? Você é malvado.

Sabemos que ela deve morrer se quisermos continuar com isso.

-Estávamos bem até você chegar. -Bem? Chama isso de "bem"?

Vocês discutindo o tempo todo? Deixe-o fazer o que quer.

Isso sempre termina em desastre.

Vocês dois, parem. Não quero mais falar sobre isso.

Não importa.

Não vou dar ouvidos a ele. Posso decidir sozinho.

Certo? O quê? O que foi?

Doutor, há uma citação famosa:

"Há dois cães dentro de mim. Um é mau, o outro é bom.

Eles brigam o tempo todo.

Quando perguntam qual deles vence,

eu digo

que é aquele que eu alimento mais."

Quem será?

Quem será alimentado hoje?

Atrás de você.

Katie.

Katie.

Precisamos partir agora.

Não antes de as matarmos. Eu faço.

Calem a boca. Preciso pensar.

Dr. Tanner. Não, não, não. Você não precisa fazer isso.

Claro que preciso. Como mais poderei ficar com Katie?

-Katie, você me ama, certo? -Mais do que tudo.

E quer fugir e ficar comigo, certo?

Katie, não dê ouvidos a ele! Não dê ouvidos!

Sua tia fez coisas terríveis.

E depois escapou do hospital onde estava

e veio até aqui para nos machucar.

Para nos matar.

-Essa não. -É mentira!

Sim, então quero que vá até o bar,

pegue aquela faca enorme

e a enfie no coração da sua tia, certo?

-Katie, não. -Certo.

-Boa garota. -Me escuta!

Katie! Não, não. Eu preciso...

-Isso, agora sim! -Katie, pare. Acorde.

-Acorde agora! -Não escute, Katie.

Não escute uma palavra que ela diz.

Continue a me escutar.

Vamos. Isso. Continue a me escutar.

-Você entende? -Sim, dr. Beck.

-Katie, acorda. -Ela não está ouvindo.

Katie, pare! Não é você, não é você!

-Ela não escuta nada. -Não dê ouvidos a ele.

Não faça isso. Não obedeça. Você pode fazer o que quiser.

Ele não te controla, Katie.

Essa não é você. Não é você!

Katie, ele não te controla.

Katie?

O que houve, querida?

Desculpa te decepcionar, dr. Beck.

-Mas você não me controla mais. -Não!

Cuidado!

Desculpa, desculpa.

Tudo bem.

Está tudo bem, não foi culpa sua.

O nome verdadeiro dele é dr. Albert Beck.

Albert Beck? O cirurgião cardíaco?

Meu Deus! A polícia o procura há anos.

E ele tratava vocês duas na clínica?

Katie, me ajuda.

Eu te perdoo.

Vou esperar por você.

Katie. Katie.

Eu ainda te amo, Katie!

Eu ainda te amo!

Após o que passaram, vocês vão precisar de terapia.

Só estou dizendo.

Na verdade, acho que estamos melhor sem terapia.

Obrigada por cuidar de mim.

O prazer foi meu.

Não sei você, mas eu preciso dormir.

A culpa é de vocês dois! Sempre discutindo.

Se tivesse me ouvido, teria evitado isto.

Estaríamos numa praia da Costa Rica tomando mai tais.

E, se tivesse me ouvido, estaríamos ensacando outra moça.

-Esqueça o que o hippie diz. -Calem a boca!

Só quero um pouco de paz e sossego.

Vai ter um bocado disso, cara.

Não se preocupe, doutor. Estaremos aqui esperando.

E, quando você voltar,

as coisas vão ficar muito interessantes.

Bons sonhos.

É fácil de ver

nosso amor estava destinado a acontecer

Legendas - DISPOSITIVA Tradutor: Renato Amorim

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